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Desenvolvimento e avaliação de biocurativos obtidos a partir de celulose bacteriana e extrato padronizado de própolis (EPP-AF) para o tratamento de queimaduras e/ou lesões de pele
| Pesquisador responsável: | Hernane da Silva Barud |
| Empresa: | Apis Flora Industrial e Comercial Ltda |
| Município: | Ribeirão Preto |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia |
| Linha de fomento: | Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa - PIPE |
| Processo: | 08/55802-6 |
| Vigência: | 01 de maio de 2009 - 31 de outubro de 2009 |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 09/09018-4 - Avaliação da atividade antimicrobiana de biocurativos contendo Extrato Padronizado de Própolis (EPP-AF) 09/09159-7 - Preparação e caracterização de biocurativos obtidos a partir de celulose bacteriana e Extrato Padronizado de Própolis (EPP-AF) para o tratamento de queimaduras e/ou lesões de pele 09/09021-5 - "caracterização química e avaliação do perfil de liberação dos biocurativos contendo Extrato Padronizado de Própolis (EPP-AF) " |
| Assunto(s): | FarmacotecniaCeluloseQueimadurasCicatrizaçãoPrópolisPrograma PIPE-FAPESP |
Resumo
No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras, acontece um milhão de casos de queimaduras a cada ano, 200 mil são atendidos em serviços de emergência, e 40 mil demandam hospitalização. As queimaduras estão entre as principais causas externas de morte registradas no Brasil, perdendo apenas para outras causas violentas, que incluem acidentes de transporte e homicídios. A pele íntegra é a primeira e principal barreira contra a invasão bacteriana, mas em pacientes queimados a pele está destruída, e conseqüentemente o tecido subjacente exposto é um excelente meio para o desenvolvimento bacteriano. A ocorrência de infecções é, portanto, um dos maiores problemas em queimaduras, ressaltando-se que a septicemia está envolvida em cerca de 50% das mortes decorrentes de lesões por queimaduras. A importância clínica das lesões de pele tem suscitado por parte de vários laboratórios a obtenção de produtos no intuito de abreviar o período de cicatrização e promover o conforto do paciente, sobretudo, pelo alívio da dor. Nesse ínterim surge como alternativa terapêutica uma membrana biológica bacteriana obtida a partir da celulose produzida por bactérias a partir de celulose. Entretanto, ela é obtida na forma de um hidrogel altamente hidratado (99% água), sendo quimicamente pura (livre de lignina, hemicelulose, e pectinas). Apresenta cadeias de celulose nanométrica, organizadas em um arranjo estrutural tridimensional, o qual gera um sistema altamente cristalino (60-80%), com excelente força mecânica. Essa rede de fios nanométricos lhe confere enorme área superficial, surpreendente capacidade de absorção e retenção de água, boa elasticidade, além de ser facilmente moldável, características desejadas para um curativo ideal. É um produto biodegradável, biocompatível, atóxico e não alergênico. No entanto, não apresenta atividade antimicrobiana. A própolis é elaborada pelas abelhas a partir de resinas vegetais e exsudatos. As abelhas transportam esta matéria-prima para dentro da colméia e adicionam secreções próprias, com enzimas existentes em sua saliva. O extrato de própolis apresenta diversas atividades biológicas, sendo que as principais são a atividade antimicrobiana, cicatrizante, antiinflamatória, dentre outras. Visando obter produtos de origem natural, inovadores e eficientes, o presente projeto tem como objetivo obter uma membrana biológica contendo Extrato Padronizado de Própolis com atividade antimicrobiana e cicatrizante, podendo ser utilizada em pacientes queimados e feridas crônicas. (AU)
No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras, acontece um milhão de casos de queimaduras a cada ano, 200 mil são atendidos em serviços de emergência, e 40 mil demandam hospitalização. As queimaduras estão entre as principais causas externas de morte registradas no Brasil, perdendo apenas para outras causas violentas, que incluem acidentes de transporte e homicídios. A pele íntegra é a primeira e principal barreira contra a invasão bacteriana, mas em pacientes queimados a pele está destruída, e conseqüentemente o tecido subjacente exposto é um excelente meio para o desenvolvimento bacteriano. A ocorrência de infecções é, portanto, um dos maiores problemas em queimaduras, ressaltando-se que a septicemia está envolvida em cerca de 50% das mortes decorrentes de lesões por queimaduras. A importância clínica das lesões de pele tem suscitado por parte de vários laboratórios a obtenção de produtos no intuito de abreviar o período de cicatrização e promover o conforto do paciente, sobretudo, pelo alívio da dor. Nesse ínterim surge como alternativa terapêutica uma membrana biológica bacteriana obtida a partir da celulose produzida por bactérias a partir de celulose. Entretanto, ela é obtida na forma de um hidrogel altamente hidratado (99% água), sendo quimicamente pura (livre de lignina, hemicelulose, e pectinas). Apresenta cadeias de celulose nanométrica, organizadas em um arranjo estrutural tridimensional, o qual gera um sistema altamente cristalino (60-80%), com excelente força mecânica. Essa rede de fios nanométricos lhe confere enorme área superficial, surpreendente capacidade de absorção e retenção de água, boa elasticidade, além de ser facilmente moldável, características desejadas para um curativo ideal. É um produto biodegradável, biocompatível, atóxico e não alergênico. No entanto, não apresenta atividade antimicrobiana. A própolis é elaborada pelas abelhas a partir de resinas vegetais e exsudatos. As abelhas transportam esta matéria-prima para dentro da colméia e adicionam secreções próprias, com enzimas existentes em sua saliva. O extrato de própolis apresenta diversas atividades biológicas, sendo que as principais são a atividade antimicrobiana, cicatrizante, antiinflamatória, dentre outras. Visando obter produtos de origem natural, inovadores e eficientes, o presente projeto tem como objetivo obter uma membrana biológica contendo Extrato Padronizado de Própolis com atividade antimicrobiana e cicatrizante, podendo ser utilizada em pacientes queimados e feridas crônicas. (AU)
Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o projeto:
Cicatrizante e antimicrobiano
Cicatrizante e antimicrobiano
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R. Pio XI, 1500 - Alto da Lapa - CEP 05468-901 - São Paulo/SP - Brasil
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