| Processo: | 15/12944-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina |
| Pesquisador responsável: | Adriana Luchs |
| Beneficiário: | Adriana Luchs |
| Instituição Sede: | Instituto Adolfo Lutz (IAL). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Maria Do Carmo Sampaio Tavares Timenetsky |
| Assunto(s): | Rotavirus Genótipo Análise de sequência de DNA Zoonoses Epidemiologia molecular |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Evolução viral | Genótipo | Rotavirus | Sequenciamento genomico | Transmissão interepécie | Zoonose | Epidemiologia Molecular |
Resumo
Rotavírus do grupo A (RVA) são a principal causa de gastroenterite viral aguda em humanos e animais. Recentemente, a vigilância continuada das cepas de RVA que infectam a população humana mundial evidenciou um aumento na frequência de detecção de genótipos incomuns, comumente isolados em animais domésticos e de estimação, inclusive no Brasil. Estudos filogenéticos sugerem que essas detecções na população humana sejam decorrências direta e/ou indireta de transmissões zoonóticas (ou interespécie). O conhecimeto sobre a distribuição genotípica e a evolução de cepas humanas de RVA é de vital importância para a avaliação da eficácia das vacinas vigentes e para o desenvolvimento de novas vacinas. Em 2006, a vacina monovalente contra o RVA foi incluída no Programa Nacional de Imunizações, a qual induziu uma redução significativa na frequência de detecção de RVA e na prevenção da gastroenterite aguda. Em países com alta cobertura vacinal, como o Brasil, a pressão seletiva exercida pela vacina pode levar a uma substituição de cepas comuns (semelhantes àquelas incluídas nas vacinas) por cepas incomuns, algumas das quais poderão ser geradas pelo rearranjo entre RVA humano e animal. O Núcleo de Doenças Entéricas (NDE) do Centro de Virologia, Instituto Adolfo Lutz é centro de referência macrorregional para a vigilância das gastroenterites virais, vinculado ao Ministério da Saúde no Brasil. As amostras fecais enviadas ao NDE são triadas com a uso de kits de ELISA comercias para o diagnóstico de RVA. As amostras positivas são genotipadas por RT-PCR, tendo como alvo as duas proteínas do capsídeo externo: VP4 (genótipo P) e VP7 (genótipo G). A identificação de cepas de RVA com combinações átipicas dos genótipos G e P (considerados incomuns ou raros) em humanos é um forte indicativo de transmissão interespécie. Desde 2008, a caracterização molecular dos 11 segmentos (constelação genômica) dos RVA é empregada no estudo da evolução viral e revelou ser uma excelente plataforma para compreender os eventos de transmissão zoonótica e, a subsequente adaptação de cepas animais à população humana. Desvendar a evolução viral e compreender o papel que as cepas animais exercem sobre epidemiologia dos RVA que infectam os humanos poderá contribuir para o aprimoramento das estratégias de vigilância dos genótipos circulantes, assim como das vacinais empregadas. O objetivo do presente estudo é compreender a dinâmica evolutiva entre cepas de RVA de origem humana e animal. Para tal será conduzido o sequenciamento do genoma completo de cepas de RVA exibindo combinação de genótipos G (VP7) e P (VP4) incomuns/raros detectadas em humanos, seguindo-se de análise filogenética. (AU)
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