Auxílio à pesquisa 14/20635-3 - História da medicina, Médicos - BV FAPESP
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As práticas e os saberes médicos no Brasil Colonial (1677-1808)

Processo: 14/20635-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de abril de 2015 - 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Jean Marcel Carvalho França
Beneficiário:Jean Marcel Carvalho França
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca, SP, Brasil
Assunto(s):História da medicina  Médicos  Brasil Reino (1816-1822) 

Resumo

A institucionalização do saber médico no Brasil deu-se somente após a chegada da Família Real e de sua Corte, no início do Oitocentos, ao Rio de Janeiro, através, primeiramente, das Escolas de Cirurgia da Bahia e do Rio de Janeiro (1808), e, num segundo momento, das Faculdades de Medicina baiana e carioca (1832). Ainda que a produção e disseminação do estudo sobre as artes de curar realmente ganhem corpo a partir do desembarque, há, nos séculos anteriores à emergência da clínica, diversas formas de pensar e tratar o doente e as doenças, com a presença de distintas personagens que não o médico entre as detentoras da possível cura. A elaboração de explicações para o adoecimento, individual ou coletivo, e para o tratamento dos achaques partia, pois, de diferentes lugares da sociedade. Diante das muitas perspectivas que se dispuseram a pensar a relação entre o são e o doente no período colonial - de onde se destacam os que curavam "pela alma", como os religiosos cristãos e curandeiros; e os que curavam "pela prática e profissão", especialmente sangradores, barbeiros, cirurgiões e doutores -, esta obra procura refletir sobre como se deu a construção do discurso sobre a doença e a cura que alcançaria a primazia, o discurso médico, e de que modo este elaborou uma ideia própria do que seria a doença, o doente e as formas de curá-lo. A partir do estudo dos compêndios e tratados médicos que circularam na colônia entre a publicação da primeira obra em vernáculo sobre medicina no Brasil, por Simão Pinheiro Morão (1677), e a criação das citadas Escolas de Cirurgia, buscamos compreender o processo de validação deste modo particular de olhar para as patologias. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
A prática médica no Brasil Colonial 
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