Resumo
A expansão do plantio intensivo de grãos em florestas tropicais é um fenômeno global provocado pela disponibilidade de terras, mudanças na dieta, com maior consumo de carne e aumento da população e da renda. Estas mudanças no uso da terra não tem sido acompanhadas por melhorias significativas na governança hídrica. Isto se toma cada vez mais importante na medida em que mudanças no clima impactam a quantidade, período e variabilidade da precipitação da qual este sistema agrícola depende. Além disto, iremos avaliar a questão crítica da Segurança Hídrica associada com a expansão do cultivo de soja na fronteira agrícola da Amazônia (bacia do Alto Xingu, Brasil). Nós iremos identificar 1) como os impactos da conversão de terras, expansão do cultivo de grãos e a intensificação da agricultura interagem para afetar a evapotranspiração regional, produção de chuva, inundação dos rios e a qualidade da água e habitats fluviais e os limites das mudanças que irão por em risco a produção agrícola, os modos de vida regional tradicionais e a infra-estrutura à jusante relacionada com a água e, 2) que mecanismos de governança hídrica e distribuição de serviços de informação ambiental são mais adequados para facilitar o manejo integrado da água por tomadores de decisão, usuários destes recursos e outros atores sociais. Nós iremos engajar agricultores e pecuaristas através de colaborações pré-existentes. Também iremos envolver administrações municipais, pequenos produtores, pescadores e empresários que utilizam os recursos fluviais para determinar em que extensão ferramentas de modelagem e do conceito de água virtual podem influenciar a compreensão dos atores sociais sobre segurança hídrica e procuraremos identificar potenciais mecanismos institucionais para arbitrar os inevitáveis conflitos na gestão dos recursos hídricos. Para fornecer suporte a um processo de tomada de decisões solidamente embasado, iremos analisar movimentos populacionais regionais, integração social e cultural de migrantes, relações entre populações indígenas e não-indígenas em relação à sobrevivência, recursos hídricos e o papel da mídia em relação às políticas ambientais e às tomadas de decisões relativas à segurança hídrica. (AU)
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