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De apátridas a cidadãos brasileiros: histórias de vida dos judeus refugiados do nazi-fascismo no Brasil, 1933-1960

Processo: 11/08355-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2011 - 31 de março de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Maria Luiza Tucci Carneiro
Beneficiário:Maria Luiza Tucci Carneiro
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):13/01137-0 - Projeto para o bolsista: divulgação e inventário da iconografia, historiografia e periódicos para estudos sobre os judeus apátridas refugiados do nazismo, BP.TT
11/20206-7 - De apátridas a cidadãos brasileiros: judeus refugiados do nazifascismo no Brasil, 1933-1960, BP.TT
11/20194-9 - De apátridas a cidadãos brasileiros: histórias de vida dos judeus refugiados do nazifascismo no Brasil, 1933-1960, BP.TT
11/20222-2 - De apátridas a cidadãos brasileiros: histórias de vida dos judeus refugiados do nazifascismo no Brasil, 1933-1960, BP.TT
11/20500-2 - De apátridas a cidadãos brasileiros, BP.TT
Assunto(s):Emigrantes  Judeus  Antissemitismo  Holocausto judeu 

Resumo

O projeto De apátridaz a cidadãos brasileiros dá continuidade ao projeto anterior Arqshoah- Arquivo Virtual sobre Holocausto e Antissemitismo [Proc. Fapesp 2007/50580-2) cujo portal está on-line desde 17 de outubro de 2009. Nessa segunda etapa, nosso principal objetivo é de mantê-lo atualizado para consulta pública tendo como fio condutor as trajetórias de vida dos judeus apátridas (heimatlos) que, na condição de refugiados políticos, buscaram o Brasil como país de acolhimento, seja na condição camuflada de imigrantes católicos ou em trânsito, com vistos permanentes, diplomáticos ou temporários. Alguns optaram pelo exílio acreditando que, em breve, poderiam retornar ao seu país de origem. A maioria dos refugiados haviam perdido sua nacionalidade após a aprovação das Leis de Nuremberg promulgadas pela governo alemão em 15 de setembro de 1935. Baseando-se no princípio da desigualdade das civilizações e da cultura, o direito alemão julgava justo e natural recusar aos judeus os direitos de cidadão do Reich. Tomamos como fundamento o conceito de apátrida definido Hannah Arendt em seus estudos sobre antissemitismo e totalitarismo avaliado como o "mais recente fenômeno de massas da história contemporânea". Com base nos documentos a serem pesquisados no Arquivo Arquivo Nacional do Rio de Janeiro (cruzados com documentos de outros arquivos) pretendemos reconstituir as razões e as rotas da fuga percorridas pelos judeus sobreviventes do Holocausto, desde as suas comunidades de origem até as comunidades de destino. Consideramos que a emigração forçada e a difícil trajetória dos apátridas pelos territórios europeus e, até mesmo sua longa permanência nos campos de internamento ou concentração nazistas, criou um tipo especial de apátrida- o deslocado. São esses os personagens que pretendemos inventariar junto à Base de Dados Arqshoah tendo como referência o Brasil como pais de acolhimento. A passagem de judeu apátrida para cidadão brasileiro será documentada nos vários Bancos de Dados implementados na 1a etapa: Arquivo de documentos, Biblioteca Virtual, Artistas & Intelectuais, Justos & Salvadores, Periódicos, Testemunhos/Sobreviventes, Rotas de Fuga e Iconografia. O projeto prevê, além da pesquisa: ação educativa, publicações produção de vídeos, documentários e oficinas de teatro interativas. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Ecos do arianismo e da intolerância no Brasil  
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