| Processo: | 09/12046-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2012 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia |
| Pesquisador responsável: | Gabriela Silva Bisson |
| Beneficiário: | Gabriela Silva Bisson |
| Instituição Sede: | Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Imunopatologia Neoplasias colorretais Cólon Jacalina |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Carcinogênese | cólon | jacalina | Imunopatologia |
Resumo
O câncer de cólon é a segunda maior causa de morte por câncer no ocidente. Atualmente, poucos casos de câncer coloretal (CCR) são diagnosticados em estágios precoces e os tratamentos disponíveis normalmente não são capazes de erradicar completamente o tumor. O desenvolvimento do câncer de cólon é um processo lento que apresenta uma história natural de transição, de criptas normais a adenoma e finalmente adenocarcinoma, durante um período de 10 a 20 anos, o que abre uma grande oportunidade para estratégias de prevenção e intervenção. Tumores são compostos, além das células tumorais, por uma ampla população de leucócitos e outros tipos de células imunes infiltram o tumor em desenvolvimento e estabelecem o microambiente tumoral inflamatório. As interações recíprocas entre as células neoplásicas e as do microambiente tumoral são fatores determinantes da progressão tumoral. A presença de um infiltrado inflamatório bem estabelecido é notável mesmo em condições pré-neoplásicas. A inflamação pode tanto estimular, quanto inibir o câncer, dependendo da composição das populações de células infiltrantes, do contexto e do estágio do desenvolvimento tumoral. O CCR representa um paradigma para as bem estabelecidas conexões entre inflamação e câncer. As modificações da glicosilação celular constituem alterações fenotípicas comuns observadas em neoplasias malignas humanas. Alterações de glicosilação semelhantes ocorrem no epitélio colônico no câncer coloretal, em pólipos adenomatosos pré-cancerosos e em condições inflamatórias como colite ulcerativa. Elas incluem, por exemplo, o aumento da expressão de antígenos carboidrato como o antígeno TF. As lectinas podem interagir com as glicanas aberrantes expressas nas células tumorais e dessa forma podem interferir na biologia de células transformadas, de maneira a modificar a proliferação celular, promover a morte celular, assim como podem interferir no processo de invasão e metastatização. Essas moléculas têm sido adotadas em terapias alternativas de tumores em vários países da Europa. A jacalina é uma lectina presente em sementes de Artocarpus integrifolia que reconhece especificamente antígenos TF e que apresenta efeito anti-proliferativo sobre células de câncer de cólon humanas. No presente trabalho, utilizando modelo animal de carcinogênese de cólon, estudaremos os efeitos da jacalina sobre o processo carcinogênico, com o intuito de se avaliar a utilização potencial da lectina na quimioprevenção e no tratamento do câncer de cólon. (AU)
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