Resumo
O projeto propõe o levantamento da biodiversidade de macroalgas vermelhas (Rhodophyta) marinhas e continentais do estado de São Paulo, que abrange mais de 50% das espécies conhecidas no País para o grupo. Para tanto, será utilizada a técnica de "barcoding", complementada com dados de morfologia e de distribuição geográfica. Esses dados serão integrados aos obtidos no projeto BIOTA (98/04955-3) para a composição de bancos de dados, de amostras preservadas e de DNA. O conhecimento da biodiversidade das algas do estado de São Paulo tem sido objeto de estudos desde a década de 1950, porém esse conhecimento é baseado apenas em dados morfológicos e só esporadicamente complementado por abordagens moleculares. A taxonomia de algas vermelhas é notoriamente difícil devido à morfologia e anatomia relativamente simples, e em muitos casos convergente, à grande plasticidade fenotípica e à alternância de gerações heteromórficas. A comparação de seqüencias de DNA tem sido fundamental para estudos de biodiversidade e de filogenia. Seqüencias de marcadores moleculares que permitam a identificação de espécies são denominadas de "barcoding". Seqüencias de "barcoding" organizadas e disponíveis em bancos eletrônicos podem servir de base para um amplo espectro de estudos que incluem levantamentos de biodiversidade, conservação, identificação de espécies crípticas, detecção de espécies exóticas e/ou ameaçadas de extinção, desenvolvimento de sondas de DNA, estudos taxonômicos e filogenéticos, ecofisiológicos, forenses, etc. O projeto é inovador no Brasil para macroalgas, podendo servir de modelo para outros estudos semelhantes no país. (AU)
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