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Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Sangue

Pesquisador responsável:

Sara Teresinha Olalla Saad

Outros projetos de Sara Teresinha Olalla Saad Outros projetos do(a) pesquisador(a)
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas
Área do conhecimento: Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento: Auxílio a Projeto de Pesquisa - Temático
Processo: 08/57895-1
Vigência: 01 de março de 2009 - 28 de fevereiro de 2014
Convênio/Acordo de cooperação: CNPq - INCTs
Assunto(s):

Clínica médica

Doenças hematológicas

Fisiopatologia

Sangue

Projetos Temáticos

Projetos INCTs-FAPESP

Resumo
O presente projeto tem o objetivo de criar o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Sangue. A missão deste instituto será: 1. Realizar e promover pesquisa de vanguarda e competitiva comparável aos melhores padrões internacionais na área do Sangue e Suas Doenças e do Sangue e Seus Produtos, servindo como referência de excelência nacional e contribuindo efetivamente para o desenvolvimento nacional nesta área estratégica para a saúde da população. As investigações englobam aspectos básicos com grande potencial de descobertas importantes para terapêutica ou ciência aplicada; 2. Promover a formação de cientistas de inserção internacional, além de especialistas e técnicos em todos os níveis na área do Sangue, e de técnicos especializados que atuem como referência regional, fortalecendo a rede de pesquisa e produção relacionada ao Sangue em todo o país; 3. Atuar de forma consistente na difusão do conhecimento científico na área do Sangue, com foco no ensino médio e na educação científica da população geral; 4. Atuar em sinergia com o setor produtivo empresarial e com o governo para que ideias com potencial produtivo completem o ciclo até o desenvolvimento de produtos comerciais ou iniciativas governamentais que se traduzam em benefícios efetivos para a sociedade. Para tal, os seguintes objetivos devem ser cumpridos: 1) caracterizar o papel de novos genes e seus produtos na fisiopatologia de doenças hematológicas. Estas vêm sendo identificadas, através de estudos prévios de rastreamento de mutações, projetos genoma brasileiros, técnicas de microarray e SAGE. I: os estudos serão feitos 'in vitro' em linhagens celulares e em amostras de pacientes e em modelos animais. 2) Caracterizar as alterações celulares principalmente aquelas relacionadas à adesão celular e ao metabolismo do óxido nítrico em pacientes com anemias hemolíticas hereditárias e adquiridas e em modelos animais. Além disso, estudar o mecanismo de silenciamento do gene da globina gama após o nascimento utilizando modelo animal de persistência hereditária de hemoglobina fetal produzido em nosso laboratório. 3) Caracterizar o papel de fatores da coagulação, fibrinólise e angiogênese na resposta inflamatória sistêmica da sepse e no contexto das febres hemorrágicas endêmicas no Brasil; caracterizar o papel de novos elementos (novos fatores de risco) na fisiopatogenia do tromboembolismo venoso, avaliando o possível significado prognóstico dos mesmos; caracterizar do ponto de vista epidemiológico e do ponto de vista molecular, os fatores de risco para desenvolvimento de inibidores em pacientes com hemofilia no Brasil. 4) Estabelecimento de uma plataforma para produção local de vetores virais lentivírus para uso em estudos funcionais e estudos de terapia gênica 5) Estabelecimento da uma colônia de cães com hemofilia A no Brasil para uso pela instituição e parceiros no setor empresarial e acadêmico, essencial para estudo de terapia gênica e convencional 6) Detecção de anormalidades moleculares e celulares nas hemopatias benignas e malignas visando aperfeiçoar técnicas diagnósticas e detectar marcadores prognósticos. 7) Elaboração de novos protocolos de tratamento para doenças hematológicas e implantar terapia gênica com vetores virais e protocolo terapêutico utilizando vacinas com células dendríticas. 8) Criação de núcleo para terapia de suporte para pacientes onco-hematológicos, possibilitando quimioterapia mais agressiva. 9) Implementar novos protocolos de tratamento fisioterápico e odontológico para todos os pacientes hematológicos 10) Investigar poli morfismos em grupos sanguíneos, plaquetas e citocinas e relacioná-los com quadro clínico em reações transfusionais, aloimunização e doenças infecciosas como dengue e febre maculosa. 11) Avaliar as alterações de hemocomponentes celulares durante o período de estocagem e analisar o comportamento de diferentes meios de preservação. 12) Desenvolvimento de novas formas de transplante de células tronco de medula óssea, sangue de cordão e células mesenquimais, incluindo transplante haploidêntico. 13) Dar contribuição ativa e relevante para a formulação de políticas públicas na área do sangue e seus produtos e do sangue e suas doenças. (AU)
Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o projeto:
Anemia falciforme é problema cada vez mais grave, diz especialista
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