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Caracterização de populações naturais de Avicennia germinans e de A. schaueriana (Achantaceae) de manguezais do litoral norte brasileiro e análise de zona de hibridação utilizando marcadores
| Pesquisador responsável: | Anete Pereira de Souza |
| Instituição: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). COCEN. Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética |
| Linha de fomento: | Auxílio a Projeto de Pesquisa - Regular |
| Processo: | 08/52045-0 |
| Vigência: | 01 de agosto de 2008 - 31 de março de 2011 |
| Convênio/Acordo de cooperação: | FAPEAM |
| Assunto(s): | Genética vegetalManguezaisMicrossatélites marcadoresAvicenniaProjetos Regulares |
Resumo
Os manguezais são considerados um dos ecossistemas tropicais mais ameaçados, estando em um estado tão crítico ou até mesmo mais preocupante quando se compara com os recifes de corais ou com a Mata Atlântica. Há estimativas de que, nos últimos 50 anos, um terço da área mundial com manguezais foram destruídos e, em relação ao Brasil, segundo país em extensão de florestas de mangue, estima-se que, entre 1983 e 1997, 46,4% da área de manguezais tenha sido perdida. Esses ecossistemas apresentam uma baixa diversidade de plantas superiores dominantes, havendo, ao redor do mundo, 34 espécies em cinco gêneros de "plantas verdadeiras de mangue". Na realidade brasileira esta diversidade é ainda menor: há apenas seis espécies de árvores de mangue distribuídas em três gêneros. Um destes é o gênero Avicennia que está distribuído, no Brasil, desde o extremo norte do nosso litoral até aproximadamente a Ilha de Florianópolis, em Santa Catarina. Em nosso país, há penas duas espécies do gênero, A. germinans e A. schaueriana, as quais apresentam distribuições distintas, havendo uma região de simpatria no litoral norte brasileiro, onde há evidências de que esta seja uma zona de hibridação entre elas. No Brasil, a Biologia Populacional destas espécies, cujo entendimento é indispensável para programas eficientes de manejo, de conservação e/ou de restauração de manguezais, ainda não foi estudada. Este projeto tem como objetivos desenvolver marcadores microssatélites para A. germinans e A. schaueriana e estimar parâmetros biológicos importantes como taxa de cruzamento, sistema reprodutivo, estruturação genética, fluxo gênico, tamanho efetivo de população além de se elucidar a questão sobre a zona de hibridação entre as espécies. Tais questões, além de muito interessantes cientificamente, são extremamente valiosas para a conservação e restauração desses ecossistemas tão ameaçados e degradados. (AU)
Os manguezais são considerados um dos ecossistemas tropicais mais ameaçados, estando em um estado tão crítico ou até mesmo mais preocupante quando se compara com os recifes de corais ou com a Mata Atlântica. Há estimativas de que, nos últimos 50 anos, um terço da área mundial com manguezais foram destruídos e, em relação ao Brasil, segundo país em extensão de florestas de mangue, estima-se que, entre 1983 e 1997, 46,4% da área de manguezais tenha sido perdida. Esses ecossistemas apresentam uma baixa diversidade de plantas superiores dominantes, havendo, ao redor do mundo, 34 espécies em cinco gêneros de "plantas verdadeiras de mangue". Na realidade brasileira esta diversidade é ainda menor: há apenas seis espécies de árvores de mangue distribuídas em três gêneros. Um destes é o gênero Avicennia que está distribuído, no Brasil, desde o extremo norte do nosso litoral até aproximadamente a Ilha de Florianópolis, em Santa Catarina. Em nosso país, há penas duas espécies do gênero, A. germinans e A. schaueriana, as quais apresentam distribuições distintas, havendo uma região de simpatria no litoral norte brasileiro, onde há evidências de que esta seja uma zona de hibridação entre elas. No Brasil, a Biologia Populacional destas espécies, cujo entendimento é indispensável para programas eficientes de manejo, de conservação e/ou de restauração de manguezais, ainda não foi estudada. Este projeto tem como objetivos desenvolver marcadores microssatélites para A. germinans e A. schaueriana e estimar parâmetros biológicos importantes como taxa de cruzamento, sistema reprodutivo, estruturação genética, fluxo gênico, tamanho efetivo de população além de se elucidar a questão sobre a zona de hibridação entre as espécies. Tais questões, além de muito interessantes cientificamente, são extremamente valiosas para a conservação e restauração desses ecossistemas tão ameaçados e degradados. (AU)
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