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Áreas de vegetação aberta e ciclos climáticos na Amazônia Central: padrões de genética da paisagem como indicadores do fluxo gênico atual em uma paisagem naturalmente fragmentada
| Pesquisador responsável: | Jean Paul Walter Metzger |
| Instituição: | Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Biociências |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia |
| Linha de fomento: | Auxílio a Projeto de Pesquisa - Regular |
| Processo: | 09/53365-0 |
| Vigência: | 01 de abril de 2010 - 31 de março de 2013 |
| Convênio/Acordo de cooperação: | FAPEAM |
| Assunto(s): | Genética de populaçõesEcologia de paisagensAvesEcossistema amazônicoMudanças climáticasConectividadeProjetos Regulares |
Resumo
Áreas de vegetação aberta da Amazônia central oferecem um cenário interessante para entender os processos de fragmentação em escalas temporais e espaciais grandes, para entender os processos históricos e ecológicos que influenciam a evolução dessas áreas, e para entender as possíveis respostas destes ambientes a novos ciclos de mudanças climáticas. Estas áreas conhecidas como campinas e campinaranas estão associadas a solos arenosos e pobres em nutrientes, formando um sistema “ilhas” imersas em uma matriz de floresta de terra firme. Uma importante fonte de informação sobre como as mudanças climáticas afetaram a distribuição da vegetação no passado está contida na história das populações associadas às formações vegetacionais e evidenciada pela porção da diversidade genética que é remanescente da diversidade que existiu no passado. Para entender melhor este componente histórico, entretanto, é necessário identificar e caracterizar a porção da organização da diversidade genética que se deve a fluxo gênico atual que pode estar estreitamente relacionado à estrutura da paisagem atual. O objetivo desta proposta é utilizar uma abordagem de genética de paisagem para investigar se a diversidade e estrutura genética de populações de espécies de aves endêmicas de campinas estão relacionadas a variáveis que descrevem a estrutura da paisagem atual. Mediante técnicas de geoprocessamento será gerado um mapa identificando a relação especial das campinas e campinaranas localizadas ao norte do Rio Amazonas na parte média e baixa da bacia do Rio Negro, estado de Amazonas. A composição e configuração da paisagem será quantificada mediante cálculo de métricas da paisagem considerando os elementos da paisagem que mais provavelmente influenciam os padrões de movimentação de aves entre as campinas. Para determinar a relação entre as variáveis da paisagem e as variáveis genéticas utilizaremos ferramentas de estatística espacial. Para determinar quanto da variabilidade genética está explicada pelo fluxo gênico atual e quanto por fatores históricos investigaremos a história demográfica das populações utilizando métodos baseados em estatísticas sumárias e em coalescência que são adequados para a análise de divergências recentes e para distinguir fluxo gênico atual da retenção de polimorfismo ancestral. Este projeto complementa um projeto colaborativo, proposto por colegas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que caracterizará a história de populações das mesmas espécies de aves através do estudo de padrões filogeográficos e da história demográfica destas populações e modelagem das suas distribuições no último máximo glacial e no interglacial. (AU)
Áreas de vegetação aberta da Amazônia central oferecem um cenário interessante para entender os processos de fragmentação em escalas temporais e espaciais grandes, para entender os processos históricos e ecológicos que influenciam a evolução dessas áreas, e para entender as possíveis respostas destes ambientes a novos ciclos de mudanças climáticas. Estas áreas conhecidas como campinas e campinaranas estão associadas a solos arenosos e pobres em nutrientes, formando um sistema “ilhas” imersas em uma matriz de floresta de terra firme. Uma importante fonte de informação sobre como as mudanças climáticas afetaram a distribuição da vegetação no passado está contida na história das populações associadas às formações vegetacionais e evidenciada pela porção da diversidade genética que é remanescente da diversidade que existiu no passado. Para entender melhor este componente histórico, entretanto, é necessário identificar e caracterizar a porção da organização da diversidade genética que se deve a fluxo gênico atual que pode estar estreitamente relacionado à estrutura da paisagem atual. O objetivo desta proposta é utilizar uma abordagem de genética de paisagem para investigar se a diversidade e estrutura genética de populações de espécies de aves endêmicas de campinas estão relacionadas a variáveis que descrevem a estrutura da paisagem atual. Mediante técnicas de geoprocessamento será gerado um mapa identificando a relação especial das campinas e campinaranas localizadas ao norte do Rio Amazonas na parte média e baixa da bacia do Rio Negro, estado de Amazonas. A composição e configuração da paisagem será quantificada mediante cálculo de métricas da paisagem considerando os elementos da paisagem que mais provavelmente influenciam os padrões de movimentação de aves entre as campinas. Para determinar a relação entre as variáveis da paisagem e as variáveis genéticas utilizaremos ferramentas de estatística espacial. Para determinar quanto da variabilidade genética está explicada pelo fluxo gênico atual e quanto por fatores históricos investigaremos a história demográfica das populações utilizando métodos baseados em estatísticas sumárias e em coalescência que são adequados para a análise de divergências recentes e para distinguir fluxo gênico atual da retenção de polimorfismo ancestral. Este projeto complementa um projeto colaborativo, proposto por colegas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que caracterizará a história de populações das mesmas espécies de aves através do estudo de padrões filogeográficos e da história demográfica destas populações e modelagem das suas distribuições no último máximo glacial e no interglacial. (AU)
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