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Efetividade da estratégia saúde da família no âmbito do SUS-SP
| Pesquisador responsável: | Sonia Isoyama Venancio |
| Instituição: | São Paulo (Estado). Secretaria de Estado da Saúde. Instituto de Saúde |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Saúde Coletiva |
| Linha de fomento: | Pesquisa em Políticas Públicas para o SUS |
| Processo: | 09/53143-8 |
| Vigência: | 01 de julho de 2010 - 30 de junho de 2012 |
| Convênio/Acordo de cooperação: | CNPq - PPSUS |
| Assunto(s): | Atenção à saúdeServiços de saúdeAtenção primária à saúdeSaúde da famíliaAvaliação em saúdeIndicadores básicos de saúdeSistema Único de Saúde (SUS)Projetos Políticas Públicas SUS |
Resumo
As políticas de saúde nem sempre provocam as mudanças desejáveis ou atendem as expectativas e necessidades da população. Num contexto de marcantes desigualdades sociais e escassez de recursos públicos para o financiamento do setor saúde, a avaliação é essencial para estabelecer a capacidade de resposta de políticas, programas e serviços às necessidades de saúde da população. Tendo em vista os investimentos feitos para a expansão e consolidação da Estratégia Saúde da Família, é fundamental a realização de pesquisas que avaliem em que medida ela está associada a mudanças na situação de saúde da população. A realização de uma pesquisa sobre a efetividade da Estratégia Saúde da Família sobre a saúde da população no estado de São Paulo tem ainda como justificativa o fato de que, apesar dos esforços para a expansão dessa estratégia e o considerável aumento de sua cobertura populacional no estado, os dois modelos de atenção (saúde da família e ‘tradicional’) operam em vários municípios. Uma avaliação deste tipo pode orientar os gestores sobre a efetividade tais modelos de atenção e apontar caminhos para a qualificação da AB no âmbito estadual. Este projeto tem por objetivo geral avaliar a efetividade da Estratégia Saúde da Família sobre indicadores de saúde de diferentes linhas de cuidado no estado de São Paulo e como objetivos específicos: caracterizar a evolução da cobertura da ESF nos municípios do estado de São Paulo; caracterizar a evolução de indicadores de saúde de diferentes linhas de cuidado nos municípios do estado de São Paulo e avaliar o efeito de variáveis socioeconômicas, demográficas e características dos sistemas municipais de saúde sobre os indicadores de saúde de diferentes linhas de cuidado. A epidemiologia será a base conceitual do estudo, por sua utilização na avaliação de políticas e programas de saúde. A fundamentação epidemiológica do estudo será expressa por meio de modelos teóricos, que buscam articular as dimensões que têm potencial impacto sobre a saúde da população. Propõe-se a realização de um estudo ecológico e longitudinal. Serão obtidas séries temporais com informações anuais para os 645 municípios do estado (variáveis dependentes, variável independente principal e co-variáveis), a partir de dados secundários provenientes de diversas bases e sistemas de informação do SUS. Os desfechos consistem em 12 indicadores, agrupados pelas linhas de cuidado: Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Saúde do Adulto, Saúde Bucal, Saúde Mental e Hanseníase. A variável independente principal é a cobertura do PSF em cada município e as co-variáveis estarão classificadas em três dimensões: contexto demográfico, socioeconômico e da organização do sistema de saúde. A influência da cobertura municipal da ESF sobre os diversos desfechos/indicadores de saúde será analisada mediante análises de regressão linear múltipla para painel de dados. Os modelos empíricos serão construídos a partir de modelos conceituais definidos para cada desfecho e as análises serão realizadas no pacote estatístico STATA 10.0. (AU)
As políticas de saúde nem sempre provocam as mudanças desejáveis ou atendem as expectativas e necessidades da população. Num contexto de marcantes desigualdades sociais e escassez de recursos públicos para o financiamento do setor saúde, a avaliação é essencial para estabelecer a capacidade de resposta de políticas, programas e serviços às necessidades de saúde da população. Tendo em vista os investimentos feitos para a expansão e consolidação da Estratégia Saúde da Família, é fundamental a realização de pesquisas que avaliem em que medida ela está associada a mudanças na situação de saúde da população. A realização de uma pesquisa sobre a efetividade da Estratégia Saúde da Família sobre a saúde da população no estado de São Paulo tem ainda como justificativa o fato de que, apesar dos esforços para a expansão dessa estratégia e o considerável aumento de sua cobertura populacional no estado, os dois modelos de atenção (saúde da família e ‘tradicional’) operam em vários municípios. Uma avaliação deste tipo pode orientar os gestores sobre a efetividade tais modelos de atenção e apontar caminhos para a qualificação da AB no âmbito estadual. Este projeto tem por objetivo geral avaliar a efetividade da Estratégia Saúde da Família sobre indicadores de saúde de diferentes linhas de cuidado no estado de São Paulo e como objetivos específicos: caracterizar a evolução da cobertura da ESF nos municípios do estado de São Paulo; caracterizar a evolução de indicadores de saúde de diferentes linhas de cuidado nos municípios do estado de São Paulo e avaliar o efeito de variáveis socioeconômicas, demográficas e características dos sistemas municipais de saúde sobre os indicadores de saúde de diferentes linhas de cuidado. A epidemiologia será a base conceitual do estudo, por sua utilização na avaliação de políticas e programas de saúde. A fundamentação epidemiológica do estudo será expressa por meio de modelos teóricos, que buscam articular as dimensões que têm potencial impacto sobre a saúde da população. Propõe-se a realização de um estudo ecológico e longitudinal. Serão obtidas séries temporais com informações anuais para os 645 municípios do estado (variáveis dependentes, variável independente principal e co-variáveis), a partir de dados secundários provenientes de diversas bases e sistemas de informação do SUS. Os desfechos consistem em 12 indicadores, agrupados pelas linhas de cuidado: Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Saúde do Adulto, Saúde Bucal, Saúde Mental e Hanseníase. A variável independente principal é a cobertura do PSF em cada município e as co-variáveis estarão classificadas em três dimensões: contexto demográfico, socioeconômico e da organização do sistema de saúde. A influência da cobertura municipal da ESF sobre os diversos desfechos/indicadores de saúde será analisada mediante análises de regressão linear múltipla para painel de dados. Os modelos empíricos serão construídos a partir de modelos conceituais definidos para cada desfecho e as análises serão realizadas no pacote estatístico STATA 10.0. (AU)
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