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Avaliação da citologia em meio líquido versus convencional no Sistema Único de Saúde
| Pesquisador responsável: | Celso Di Loreto |
| Instituição: | São Paulo (Estado). Secretaria de Estado da Saúde. Instituto Adolfo Lutz |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina |
| Linha de fomento: | Pesquisa em Políticas Públicas para o SUS |
| Processo: | 09/53133-2 |
| Vigência: | 01 de julho de 2010 - 30 de junho de 2012 |
| Convênio/Acordo de cooperação: | CNPq - PPSUS |
| Assunto(s): | Anatomia patológica e patologia clínicaEsfregaço vaginalHistopatologiaCitologiaSistema Único de Saúde (SUS)Projetos Políticas Públicas SUS |
Resumo
O câncer do colo uterino permanece como um importante problema de saúde pública no Brasil apesar do aumento dos investimentos no programa de prevenção nos últimos anos. O método de Papanicolaou convencional amplamente utilizado na rede pública do país apresenta, de acordo com dados da literatura mundial, alta especificidade (98%), porém baixa sensibilidade, ao redor de 51%. Um dos principais problemas ocorre na colheita da amostra e na execução do esfregaço na lâmina, levando a artefatos variados que interferem na avaliação citológica e a diagnósticos inconclusivos. O monitoramento externo de qualidade em colpocitologia de laboratórios de patologia conveniados ao SUS no estado de São Paulo, realizado pelo Instituto Adolfo Lutz em parceria com a Fundação Oncocentro desde 2000, tem apontado índices alarmantes de exames insatisfatórios ou inconclusivos no decorrer desses anos. O problema das amostras insatisfatórias tem sido relatado em diversos estudos. Na tentativa de contornar esse problema foi introduzida a citologia em meio líquido. Por esse método as células removidas do colo uterino são imediatamente colocadas em líquido fixador e enviadas ao laboratório que irá realizar o procedimento técnico. De acordo com a maior parte dos autores, esse método diminui a percentagem de amostras insatisfatórias e ainda permite a utilização da amostra residual em testes moleculares e na confecção de novas lâminas. Estudos sobre a sua maior sensibilidade em relação ao método convencional são controversos. Algumas dificuldades têm retardado sua implantação em laboratórios que atendem a rede pública no país, principalmente pelo maior custo e a necessidade de investimentos adicionais de infraestrutura laboratorial. Entretanto, poucos estudos foram feitos no país avaliando vantagens e dificuldades do novo método na rede pública laboratorial, sempre com casuística pequena. Esse estudo pretende comparar os métodos de colheita convencional e de meio líquido quanto à porcentagem de amostras insatisfatórias e de diagnósticos inconclusivos em 10,000 amostras de mulheres da região do Vale do Ribeira do estado de São Paulo. Além disso, pretende avaliar a eventual redução de horas de trabalho de profissionais da saúde envolvidos na confecção e leitura dos exames, e a possibilidade de utilização da amostra residual na confecção de lâminas adicionais para treinamento e educação continuada de profissionais da área de citopatologia. (AU)
O câncer do colo uterino permanece como um importante problema de saúde pública no Brasil apesar do aumento dos investimentos no programa de prevenção nos últimos anos. O método de Papanicolaou convencional amplamente utilizado na rede pública do país apresenta, de acordo com dados da literatura mundial, alta especificidade (98%), porém baixa sensibilidade, ao redor de 51%. Um dos principais problemas ocorre na colheita da amostra e na execução do esfregaço na lâmina, levando a artefatos variados que interferem na avaliação citológica e a diagnósticos inconclusivos. O monitoramento externo de qualidade em colpocitologia de laboratórios de patologia conveniados ao SUS no estado de São Paulo, realizado pelo Instituto Adolfo Lutz em parceria com a Fundação Oncocentro desde 2000, tem apontado índices alarmantes de exames insatisfatórios ou inconclusivos no decorrer desses anos. O problema das amostras insatisfatórias tem sido relatado em diversos estudos. Na tentativa de contornar esse problema foi introduzida a citologia em meio líquido. Por esse método as células removidas do colo uterino são imediatamente colocadas em líquido fixador e enviadas ao laboratório que irá realizar o procedimento técnico. De acordo com a maior parte dos autores, esse método diminui a percentagem de amostras insatisfatórias e ainda permite a utilização da amostra residual em testes moleculares e na confecção de novas lâminas. Estudos sobre a sua maior sensibilidade em relação ao método convencional são controversos. Algumas dificuldades têm retardado sua implantação em laboratórios que atendem a rede pública no país, principalmente pelo maior custo e a necessidade de investimentos adicionais de infraestrutura laboratorial. Entretanto, poucos estudos foram feitos no país avaliando vantagens e dificuldades do novo método na rede pública laboratorial, sempre com casuística pequena. Esse estudo pretende comparar os métodos de colheita convencional e de meio líquido quanto à porcentagem de amostras insatisfatórias e de diagnósticos inconclusivos em 10,000 amostras de mulheres da região do Vale do Ribeira do estado de São Paulo. Além disso, pretende avaliar a eventual redução de horas de trabalho de profissionais da saúde envolvidos na confecção e leitura dos exames, e a possibilidade de utilização da amostra residual na confecção de lâminas adicionais para treinamento e educação continuada de profissionais da área de citopatologia. (AU)
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