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Biblioteca Virtual - Centro de Documentação e Informação da FAPESP

Asma na criança e no adolescente: conhecer mais para tratar melhor!

Pesquisador responsável:

Dirceu Solé

Outros projetos de Dirceu Solé Outros projetos do(a) pesquisador(a)
Instituição: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo - Vila Clementino
Área do conhecimento: Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento: Pesquisa em Políticas Públicas para o SUS
Processo: 09/53303-5
Vigência: 01 de julho de 2010 - 30 de junho de 2012
Convênio/Acordo de cooperação: CNPq - PPSUS
Assunto(s):

Asma

Doenças parasitárias

Alérgenos

Polimorfismo genético

Epidemiologia

Adolescentes

Crianças

Projetos Políticas Públicas SUS

Resumo
A asma é a doença pulmonar crônica mais comum na criança. Apesar disso, sua história clínica, idade de início, fatores associados, bem como a resposta aos diferentes fármacos empregados no seu tratamento são variáveis. Tais fatos corroboram a necessidade de estudos locais que visem melhor caracterizá-la com o intuito de verificar que observações a elas referentes são reprodutíveis ou não. Apesar dos vários estudos realizados em nosso meio ainda persistem algumas dúvidas. A prevalência de asma está aumentando em todo o país? Os fatores de risco a ela associados identificados em algumas localidades podem ser generalizados? A exposição a diferentes fatores ambientais ou condições de risco podem interferir na sua expressão clínica e magnitude? Há marcadores genéticos que possam identificar os com formas mais graves e que necessitem maior aporte terapêutico? Os alimentos podem ser incriminados como etiologia da asma alérgica? A obesidade associada à asma determina maior processo inflamatório e consequente menor controle da asma? A função pulmonar avaliada no início da vida em lactentes com sibilância de repetição é preditiva de desenvolvimento de asma posteriormente? Os estudos serão realizados com casuísticas e métodos distintos. Para avaliar a evolução da prevalência de asma em população de adolescentes (13 e 14 anos) o protocolo do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) será utilizado em dez dos centros que participaram da fase 3 do ISAAC, passados sete anos. Amostra selecionada desses adolescentes será submetida a um questionário complementar para identificar possíveis fatores de risco/proteção associados à asma e à realização de testes cutâneos de hipersensibilidade imediata com aeroalérgenos para identificar a participação alérgica na asma desses escolares. Em crianças expostas a diferentes condições socioeconômicas e a enteroparasitoses (Belém, Recife e Montes Claros) os mesmos instrumentos serão aplicados para identificar os possíveis asmáticos. Além disso, questionário complementar e a realização de exame protoparasitológico, dosagem de IgE específica a alérgenos inalantes e a Ascaris lumbricóides e IgG1 e IgG4 anti A. lumbricóides. Entre pacientes asmáticos acompanhados em serviços especializados o estudo de polimorfismos genéticos de fator de necrose tumoral alta, fator de transformação de crescimento beta, receptores Beta-adrenérgicos, interleucina (IL)-6, IL-10, interferon gama, receptores Toll-like 4, 7 e 8, C014 e HLA-G, assim como em seus pais biológicos. Para verificar o possível papel dos alérgenos alimentares como agente etiológico da asma, pacientes com asma, com alergia alimentar e com asma e alergia alimentar serão avaliados quanto à presença de anticorpos específicos ou reatividade cruzada de alérgenos por ensaio imunofluorimétrico (ImmunoCap-ISAC - Immuno Solid-phase Allergen Chip). Entre adolescentes asmáticos obesos será avaliado o estresse oxidativo determinando-se o perfil lipídico, os níveis de triglicerídios, de HOL-c, de LOL-c, de malondialdeído, de proteína-G-reativa ultrassensível, de retinol, de betacaroteno e de licopeno e o teste de tolerância oral a glicose com dosagem de glicemia que serão comparados aos de adolescentes obesos. Entre lactentes com sibilância de repetição serão realizadas a medida da função pulmonar e dos níveis de óxido nítrico exalado. Esses pacientes serão acompanhados por período de um ano e o desenvolvimento de asma em alguns deles permitirá estabelecer relações entre essas variáveis avaliadas. (AU)
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