site da FAPESP
 

Refine sua pesquisa

Pesquisa
  • Uma ou mais palavras adicionais
Publicações científicas
Auxílios à Pesquisa
Bolsas
Programas voltados a Temas Específicos
Programas de Pesquisa direcionados a Aplicações
Programas de Infraestrutura de Pesquisa
Área do conhecimento
Situação
Ano de início
547 resultado(s)
|

Construção e análise de modelos epidemiológicos

Processo:16/23738-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência: 24 de julho de 2017 - 23 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física da Matéria Condensada
Pesquisador responsável:Cláudia Pio Ferreira
Beneficiário:
Anfitrião: Pejman Rohani
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Georgia (UGA) (Estados Unidos)
Assunto(s):Febre de ChikungunyaDengueVírus ZikaRedes complexas
Resumo
Modelos matemáticos podem ser usados para abordar várias questões relacionadas a doenças e identificar padrões temporais e espaciais. Além disso, parâmetros epidemiológicos relevantes que não podem ser acessados experimentalmente podem ser estimados a partir desses modelos que constituem um laboratório in silico. O desenvolvimento de novas metodologias que associam dados, conhecimento de doenças e modelos são um verdadeiro desafio.Doenças infecciosas como a dengue e infecções hospitalares são exemplos e o tema deste projeto. (AU)

Nanopartículas de sílica funcionalizadas:uma estratégia para a inativação do vírus Zika

Processo:16/21598-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de março de 2017 - 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Físico-química
Pesquisador responsável:Mateus Borba Cardoso
Beneficiário:
Instituição-sede: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS). Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Brasil). Campinas, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/25406-5 - Organizando a matéria: colóides formados por associação de surfactantes, polímeros e nanopartículas, AP.TEM
Assunto(s):NanopartículasVírus ZikaVírus
Resumo
O vírus Zika foi declarado pela Organização Mundial da Saúde um caso de emergência internacional em saúde pública em 2016. A infecção pelo vírus tem sido associada à microcefalia, com milhares de casos reportados apenas no Brasil. Entretanto, estratégias de inativação viral que possam alavancar o tratamento de infecções e o combate a epidemias associadas ao Zika ainda são escassas. Nesse contexto, propõe-se o desenvolvimento de nanopartículas de sílica porosas (SiO2NPs) como sistemas que promovam a inativação viral, tanto pelo seu envoltório polimérico superficial quanto pelo fármaco encapsulado, ambos com comprovada ação anti-viral. Dessa forma, poliânions, que são capazes de interferir na ligação entre vírus e células alvo, serão polimerizados à superfície das SiO2NPs por polimerização radicalar controlada do tipo RAFT. A polimerização subsequente de cadeias poliméricas biocompatíveis e biodegradáveis será utilizada como estratégia de aumento de tempo de trânsito das partículas, evitando-se a precoce inativação dos grupamentos aniônicos em aplicações intravenosas. Além disso, a partir da conjugação de grupamentos zwitteriônicos a essas cadeias poliméricas, a adsorção não-específica de proteínas presentes no plasma sanguíneo (efeito corona), e consequentes respostas imunológicas ou efeitos colaterais indesejáveis, serão evitados. Os sistemas carreadores de fármacos complexos serão então desenvolvidos durante o presente projeto de pesquisa, conjugando-se funcionalidades poliméricas à superfície das SiO2NPs. Suas propriedades estruturais e morfológicas, além de sua atividade biológica, ação anti-viral e ação preventiva ao efeito corona, serão avaliadas. Assim, considerando-se o crescente número de casos e a inexistência de tratamento clínico específico, o desenvolvimento de SiO2NPs carreadas com fármaco com recobrimentos poliméricos com ação anti-viral consistirá em uma potencial alternativa à inativação do vírus Zika. (AU)

Relação entre a infecção gestacional por Zika vírus (ZIKV) e alterações na acuidade visual e percepção de cores em infantes até três anos de idade

Processo:16/14793-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência: 01 de março de 2017 - 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Experimental
Pesquisador responsável:Dora Selma Fix Ventura
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/26818-2 - Desenvolvimento e implantação de métodos de avaliação visual: aplicações clínicas e em modelos animais, AP.TEM
Assunto(s):Percepção de corRetinaVírus ZikaAcuidade visualMicrocefalia
Resumo
O vírus Zika (ZIKV) é um flavivirus, assim como o vírus da dengue, e, assim como esse, também é transmitido pelos mosquitos do gênero Aedes, especialmente o Aedes aegypti. Até 2007 não havia registro de casos de Zika fora do continente africano, nesse ano noticiou-se infecções na Ilha Yap, na micronésia. Entre o fim de 2014 e o início de 2015 foram registrados os primeiros casos no Brasil e em fevereiro de 2016, o vírus já se espalhara por 22 estados da federação, com a recente confirmação de que pode causar microcefalia. Já houve registros de danos oftalmológicos causados pelo ZIKV como anomalias no fundo do olho e no disco óptico. Há também estudos que mostram que o vírus da dengue, parente próximo do ZIKV pode causar maculopatia. Dessa forma, o presente estudo se propõe a avaliar as possíveis alterações na acuidade visual e na percepção de cores em crianças de aproximadamente três meses a três anos de idade, cujas mães foram infectadas pelo ZIKV, utilizando, respectivamente, o Teste de Cartões de Acuidade Visual de Teller e o CCT Kids. (AU)

Identificação de Flavivirus e Alphavirus em mosquitos (Diptera: Culicidae) coletados em áreas verdes da cidade de São Paulo

Processo:16/18204-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de março de 2017 - 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Licia Natal Fernandes
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):AlphavirusFlavivirusReação em cadeia por polimerase (PCR)ArbovirusMosquitosInsetos vetoresParquesÁreas verdesSão Paulo (SP)
Resumo
A cidade de São Paulo possui mais de onze milhões de habitantes e está inserida em uma área maior, altamente urbanizada, conhecida como a grande São Paulo, na qual os parques municipais representam importante parcela das áreas verdes e reúnem as condições necessárias para a transmissão de arbovírus: possuem vertebrados que podem atuar como hospedeiros reservatórios para tais vírus, espécies de mosquitos conhecidas como vetoras e o ser humano também frequenta estes locais para atividades esportivas e de lazer. Em estudos preliminares realizados em parques municipais de São Paulo, a vigilância de Flavivirus foi recomendada nestas áreas. Além disso, ainda não há informações sobre a circulação de Alphavirus nestas localidades e há diversos parques que não foram incluídos em estudos anteriores, como os Parques Burle Marx e Previdência. Assim, o objetivo do presente trabalho será identificar a presença de Flavivirus e Alphavirus em mosquitos (Diptera: Culicidae) previamente coletados nos Parques Burle Marx e Previdência. Em cada parque ocorreram coletas mensais pelo período de agosto/2012 a julho/2013. As armadilhas utilizadas foram: aspirador, Shannon e CDC-CO2. Os mosquitos foram transportados para o laboratório em gelo seco, identificados em mesa fria e agrupados em "pools" de até 10 fêmeas não ingurgitadas, segundo espécie, data e local de coleta. No total, foram coletados 2.142 mosquitos (314 "pools"), que se encontram armazenados em freezer -80°C e serão, no presente trabalho, submetidos à extração de ácidos nucleicos e transcrição reversa. Após isto, as amostras serão submetidas à detecção de Flavivirus a Alphavirus por meio de reação em cadeia da polimerase (PCR). As amostras positivas serão encaminhadas para sequenciamento e análises filogenéticas. Dessa forma, pretende-se contribuir com o conhecimento sobre existência, distribuição e frequência de Flavivirus e Alphavirus em mosquitos na cidade de São Paulo e levantar dados epidemiológicos que ajudem a prevenir a transmissão de arbovírus ao homem. (AU)

Desenvolvimento de plataforma diagnótisca e sistema de vigilância para arboviroses no Município de Santo André

Processo:16/14457-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Flávia de Sousa Gehrke
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Organização Social de Saúde. Fundação do ABC. Santo André, SP, Brasil
Pesq. associados:

Fernando Luiz Affonso Fonseca ; Gabriel Zorello Laporta ; Renato Pereira de Souza ; Beatriz da Costa Aguiar Alves Reis

Assunto(s):Febre de ChikungunyaDiagnósticoDengueVírus ZikaDiagnóstico diferencial
Resumo
Arboviroses representam um grande problema de saúde pública no Brasil, especialmente aquelas causadas pelos vírus do dengue, zika e o chikungunya. Na primeira há um grande número de casos graves e óbitos associados; em relação ao zika, desde meados de 2015 detectou-se a associação com os casos de microcefalia e o chikungunya há casos de dores no corpo persistentes por meses. Além destas doenças há outras negligencias, tais como Rocio, Mayaro, Oeste do Nilo e São Luís. Estas doenças têm em comum a sintomatologia inicial (febre, cefaleia e mialgia). O diagnóstico das viroses é dispendioso e complexo, sendo necessário realizar testes adicionais que comprovem a ausência de outras doenças. Os objetivos deste estudo são o desenvolvimento de dois kits diagnósticos de alta sensibilidade, especificidade e baixo custo. O primeiro kit será utilizado para detecção do dengue, chikungunya ou zika em um único teste, caso a amostra testada seja negativa para estes a mesma será submetida a outro kit para detectar os agentes Rocio, Mayaro, Oeste do Nilo e São Luís. Uma vez que a amostra seja positiva para algum dos patógenos estudados, uma busca ativa dos vetores será realizada no local de provável transmissão. Além disso, as amostras das pacientes gestantes serão submetidas a uma análise do perfil inflamatório. Desta forma espera-se que os resultados deste projeto possam contribuir para o incremento do diagnóstico das arboviroses na região de Santo André, bem como o entendimento das questões epidemiológicas associadas ao(s) vetor(es), buscando constantemente a melhoria da qualidade de vida da população. (AU)

Haemagogus LEUCOCELAENUS e outros mosquitos potencialmente associados à febre amarela silvestre no Parque Estadual da Cantareira, na área Metropolitana de São Paulo, Brasil

Processo:16/23213-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Mauro Toledo Marrelli
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):CulicidaeSão PauloFebre amarelaMosquitosEcologia de vetores
Resumo
O objetivo deste trabalho foi investigar se o Haemagogus leucocelaenus e outras espécies de mosquito associados a transmissão silvestres do vírus da febre amarela estão presentes no Parque Estadual Cantareira (CSP) na área metropolitana de São Paulo (SPMA). De outubro de 2015 para março de 2016, mosquitos adultos foram capturados com armadilhas CDCs, aspiradores manuais de bateria e barracas de Shannon; as larvas e pupas foram coletadas em criadouros naturais e artificiais. Um total de 109 amostras de mosquitos adultos e 30 formas imaturas, pertencentes a 11 categorias taxonômicas em 4 gêneros (Aedes, Psorophora, Sabethes e Haemagogus) foram coletados, incluindo Hg. leucocelaenus, o principal vetor da febre amarela. As conclusões entomológicas do presente estudo indicam que a área é de importância estratégica para a vigilância de febre amarela não é apenas devido um número significativo de humanos e primatas não-humanos circulando no CSP e sua proximidade mas também porque representa uma rota potencial para a doença a ser introduzido para o SPMA. (AU)

Metagenômica viral de dengue, Chikungunya e Zika vírus: acompanhar, explicar e prever a transmissão e distribuição espaço-temporal no Brasil

Processo:16/01735-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Ester Cerdeira Sabino
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):EpidemiologiaBrasilVirologiaDoenças infecciosas
Resumo
A dengue é hiperendêmica no Brasil, com mais de 8 milhões de casos reportados entre 2000-2015. A transmissão e disseminação dos quatro sorotipos do vírus da dengue (DENV) é relatada no país através do mosquito vetor (Aedes aegypti). Além do DENV outros dois vírus Chikungunya (CHIKV) e Zika (ZIKV) foram introduzidos no Brasil e vem causando graves epidemias, porém a situação pode se complicar ainda mais uma vez que estas ainda não iniciamos o período de chuvas. Este projeto é uma colaboração entre pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical (IMT/USP), Universidade de Oxford (UO) e do Blood Systems Research Institute (BSRI), num esforço de reconstruir em detalhes a dinâmica de transmissão de linhagens virais circulantes no Brasil, utilizando dados epidemiologicos e do hospedeiro humano para melhor entender a patogênese destes vírus. A infraestrutura já estabelecida pela equipe brasileira tem permitido a coleta de amostras de sangue de indivíduos de diferentes cidades do Brasil que serão incluidas no projeto e com este projeto serão recrutadas outras cidades, o que permitirá a coleta de isolados das epidemias atuais de DENV, CHIKV e ZIKV. O objetivo deste estudo é realizar a metagenomica viral de amostras coletadas em várias cidades brasileiras utilizando sequenciamento de proxima geração para elucidar e predizer a dinâmica espacial e transmissão do DENV, CHIKV e ZIKV no Brasil. Captaremos no minimo 400 DENV, 200 CHIKV e 200 ZIKV, amostras que serão sequenciadas os acidos nucleicos totais, visando o sequenciamento de um ou mais virus. Os virus que através desta abordagem não forem sequenciados completamente serão então amplificados os trechos faltantes e re-sequenciados. As sequencias obtidas serão então submetidas a montagem "de novo", através de um "pipeline" do BSRI, para reconstrução dos genomas virais, as sequências consensos geradas serão submetidas à caracterização genética focando na identificação das redes de transmissão e propagação viral. As sequências consensos serão alinhadas com outras disponíveis no Genbank e submetidas a análises de máxima verossimilhança e bayesiana, visando determinar as relações evolutivas das cepas circulantes nos contextos nacional e global. Modelos de substituição nucleotídica apropriada, relógio molecular e coalescente serão determinados utilizando estimadores de média harmônica, como por exemplo, path sampling e stepping stone. Taxas de movimentação das linhagens virais entre as populações serão quantificadas utilizando abordagens filogeograficas discretas. Coordenadas de latitude e longitude serão aplicadas a cada isolado, para usar modelos de difusão contínua e resumir as estatísticas epidemiológicas, como a velocidade de dispersão. Modelos skyline de coalescência e nascimento-morte serão usados para estimar a taxa de crescimento da epidemia através do tempo das diferentes linhagens circulantes. Taxas de mudanças sinônimas e não-sinônimas serão quantificadas utilizando contagem de renascimento e algoritmos recentes para quantificar adaptação molecular, os quais vêm sendo desenvolvidos pela equipe de Oxford. Vírus dos casos mais graves de dengue também serão sequenciados e analisados para verificar se há algum "motif" ou mutação associada com severidade. A associação entre mutações e severidade será testada levando-se em conta a incerteza filogenética. Em resumo, o estudo irá combinar dados genéticos, ecológicos, clínicos e de vigilância para entender a epidemiologia do DENV, CHIKV e ZIKV, bem como interações DENV-hospedeiro que possam fundamentar a gravidade da doença. A proposta visa reduzir os encargos causados por importantes surtos deste vírus no Brasil, com benefícios potenciais para a saúde pública e desenvolvimento de vacinas. (AU)

Patogênese e neurovirulência de vírus emergentes no Brasil

Processo:16/00194-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:José Luiz Proença Módena
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesq. associados:

Rodrigo Nogueira Angerami ; André Ricardo Ribas de Freitas ; Fabio Trindade Maranhão Costa ; Renata Sesti Costa ; Mariângela Ribeiro Resende ; Renato Passini Júnior ; Marco Aurélio Ramirez Vinolo

Assunto(s):EndotélioVírus Zika
Resumo
Vírus emergentes são agentes novos ou já conhecidos que associam-se a uma doença não descrita ou pouco prevalente numa dada região geográfica. Dentre os vírus emergentes ou com potencial de emergir no Brasil, destacam-se: Zika (ZIKV), Oropouche (OROV), Chikungunya (CHIKV), Mayaro (MAYV), Jatobal (JATV), Iquitos (IQTV), La Crosse (LACV), Encefalite Japonesa (JEV), Encefalite de Saint Louis (SLEV) e o vírus Oeste do Nilo (WNV). Esses agentes causam um grande espectro de doenças em humanos, desde casos assintomáticos, quadros de doença febril exantemática até manifestações graves, como síndromes neurológicas (Guillain-Barré, meningoencefalite, paralisia flácida entre outros) e síndromes congênitas (aborto, malformações fetais, microcefalia, lesões oculares e auditivas e outras manifestações fetais). Entretanto, os aspectos patogenéticos associados com o desenvolvimento desses quadros clínicos tão diferentes não são completamente entendidos, mas é sabido que a replicação viral, o tipo de células infectadas e a resposta desencadeada no início da infecção são fenômenos determinantes e capazes de orquestrar o resultado clínico de um processo infeccioso viral. Desse modo, o objetivo desse projeto é caracterizar como as células e os componentes da resposta imune inata, incluindo os receptores de reconhecimento padrão (TLR, RIG, NLR, CGAS, STING) e as moléculas induzidas por eles (como MyD88, IR-5) controlam a patogênese e neurovirulência de ZIKV e OROV. Para tanto, mediremos a replicação viral, a ativação de células imunes e a produção de mediadores inflamatórios em pacientes, em células humanas e de camundongos isoladas in vitro (neutrófilos, macrófagos e células dendríticas mielóides e plasmocitóides) e em camundongos selvagens e nocautes (KO) selecionados infectados com ZIKV e OROV. Com intuito de conseguir amostras de humanos naturalmente infectados por esses vírus, o presente projeto dará suporte para uma rede de vigilância de arboviroses montada pela Unicamp e que atua desde fevereiro de 2016 ainda sem financiamento. Essa rede monitora pacientes atendidos em Campinas, incluindo aqueles com doença febril exantemática (crianças, adultos e gestantes) e com manifestações neurológicas de possível origem viral. A aprovação desse projeto resultará na montagem de um laboratório referenciado com nível de segurança 2 (BLS-2) no Instituto de Biologia da Unicamp que servirá de apoio ao Hospital da Clínicas e a docentes da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Esse projeto terá, ainda, a colaboração de pesquisadores da Washington University nos EUA e do Instituo A-Star de Singapura. (AU)

Detecção in vitro do Zika vírus (ZIKV) em plaquetas provenientes de indivíduos não expostos ao vírus

Processo:16/20483-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Pesquisador responsável:Rejane Maria Tommasini Grotto
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Assunto(s):Plaquetas sanguíneasVírus ZikaInfecções por FlaviviridaeEstudo in vitro
Resumo
Plaquetas são fragmentos citoplasmáticos de megacariócitos oriundos da medula óssea que mantêm permeabilidade vascular e atuam na coagulação do sangue. Estudos recentes já associaram as plaquetas como carreadores de vírus na circulação de pacientes infectados. As plaquetas já foram associadas ao carreamento do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), Vírus da Hepatite C (VHC) e, Vírus da Dengue. O ZIKV é um vírus emergente da família Flaviviridae que infecta células dendríticas, epiteliais, queratinócitos e fibroblastos, promovendo febres e síndromes encefálicas, como a Síndrome de Guillain-Barré e microcefalia. Ainda não é conhecido se as plaquetas carreiam o ZIKV de maneira similar aos demais vírus. Nesse contexto, o objetivo deste estudo é verificar se ZIKV interage com plaquetas in vitro. Plaquetas de doadores saudáveis serão incubadas in vitro com cultura celular contendo ZIKV. Depois da incubação as plaquetas serão lavadas para que todo o vírus livre seja eliminado. RNA viral extraído do pellet de plaquetas será utilizado como fonte para uma reação de qRT-PCR para detecção qualitativa do vírus nas plaquetas infectadas. (AU)
547 resultado(s)
|
Exportar 0 registro(s) selecionado(s) | Limpar seleção
CDi/FAPESP - Centro de Documentação e Informação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

R. Pio XI, 1500 - Alto da Lapa - CEP 05468-901 - São Paulo/SP - Brasil
cdi@fapesp.br - Converse com a FAPESP