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Identificação de Flavivirus e Alphavirus em mosquitos (Diptera: Culicidae) coletados em áreas verdes da cidade de São Paulo

Processo:16/18204-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de março de 2017 - 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Licia Natal Fernandes
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):AlphavirusFlavivirusReação em cadeia por polimerase (PCR)ArbovirusMosquitosInsetos vetoresParquesÁreas verdesSão Paulo (SP)
Resumo
A cidade de São Paulo possui mais de onze milhões de habitantes e está inserida em uma área maior, altamente urbanizada, conhecida como a grande São Paulo, na qual os parques municipais representam importante parcela das áreas verdes e reúnem as condições necessárias para a transmissão de arbovírus: possuem vertebrados que podem atuar como hospedeiros reservatórios para tais vírus, espécies de mosquitos conhecidas como vetoras e o ser humano também frequenta estes locais para atividades esportivas e de lazer. Em estudos preliminares realizados em parques municipais de São Paulo, a vigilância de Flavivirus foi recomendada nestas áreas. Além disso, ainda não há informações sobre a circulação de Alphavirus nestas localidades e há diversos parques que não foram incluídos em estudos anteriores, como os Parques Burle Marx e Previdência. Assim, o objetivo do presente trabalho será identificar a presença de Flavivirus e Alphavirus em mosquitos (Diptera: Culicidae) previamente coletados nos Parques Burle Marx e Previdência. Em cada parque ocorreram coletas mensais pelo período de agosto/2012 a julho/2013. As armadilhas utilizadas foram: aspirador, Shannon e CDC-CO2. Os mosquitos foram transportados para o laboratório em gelo seco, identificados em mesa fria e agrupados em "pools" de até 10 fêmeas não ingurgitadas, segundo espécie, data e local de coleta. No total, foram coletados 2.142 mosquitos (314 "pools"), que se encontram armazenados em freezer -80°C e serão, no presente trabalho, submetidos à extração de ácidos nucleicos e transcrição reversa. Após isto, as amostras serão submetidas à detecção de Flavivirus a Alphavirus por meio de reação em cadeia da polimerase (PCR). As amostras positivas serão encaminhadas para sequenciamento e análises filogenéticas. Dessa forma, pretende-se contribuir com o conhecimento sobre existência, distribuição e frequência de Flavivirus e Alphavirus em mosquitos na cidade de São Paulo e levantar dados epidemiológicos que ajudem a prevenir a transmissão de arbovírus ao homem. (AU)

Detecção in vitro do Zika vírus (ZIKV) em plaquetas provenientes de indivíduos não expostos ao vírus

Processo:16/20483-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Pesquisador responsável:Rejane Maria Tommasini Grotto
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Assunto(s):Plaquetas sanguíneasVírus ZikaInfecções por FlaviviridaeEstudo in vitro
Resumo
Plaquetas são fragmentos citoplasmáticos de megacariócitos oriundos da medula óssea que mantêm permeabilidade vascular e atuam na coagulação do sangue. Estudos recentes já associaram as plaquetas como carreadores de vírus na circulação de pacientes infectados. As plaquetas já foram associadas ao carreamento do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), Vírus da Hepatite C (VHC) e, Vírus da Dengue. O ZIKV é um vírus emergente da família Flaviviridae que infecta células dendríticas, epiteliais, queratinócitos e fibroblastos, promovendo febres e síndromes encefálicas, como a Síndrome de Guillain-Barré e microcefalia. Ainda não é conhecido se as plaquetas carreiam o ZIKV de maneira similar aos demais vírus. Nesse contexto, o objetivo deste estudo é verificar se ZIKV interage com plaquetas in vitro. Plaquetas de doadores saudáveis serão incubadas in vitro com cultura celular contendo ZIKV. Depois da incubação as plaquetas serão lavadas para que todo o vírus livre seja eliminado. RNA viral extraído do pellet de plaquetas será utilizado como fonte para uma reação de qRT-PCR para detecção qualitativa do vírus nas plaquetas infectadas. (AU)

Mecanismos e interações moleculares de moléculas bioativas com a protease NS3 do Zika vírus

Processo:16/12904-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de janeiro de 2017 - 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular
Pesquisador responsável:Raghuvir Krishnaswamy Arni
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Assunto(s):Vírus ZikaBiologia estruturalRessonância magnética nuclearMoléculas bioativasCristalografia
Resumo
Desde 1981, a população brasileira vem apresentando epidemias de dengue, e todos os esforços de controle têm falhado. Em 2014, a febre chikungunya foi relatada pela primeira vez no país. O vírus Zika também foi relatado pela primeira vez em 2015, juntamente com um aumento do diagnóstico de microcefalia e danos cerebrais em recém-nascidos. A literatura mostra que flavivirus causam uma variedade de doenças, incluindo febre, encefalite e febres hemorrágicas. Entre as proteínas do vírus, a NS3 é uma proteína não-estrutural, apresenta um comportamento multifuncional com um domínio protease N-terminal (NS3pro), que é responsável pelo processamento proteolítico da poliproteína viral. Portanto, a proteína NS3 é a opção preferencial para inibição, ou seja, para interromper o processamento proteolítico. Os múltiplos papéis desempenhados pelas proteínas NS2B-NS3 no ciclo de vida do vírus, torna um alvo atraente para a descoberta de droga antivirais. A região N-terminal da NS3 e o seu co-fator NS2B constituem a protease que cliva a poliproteina viral. Nenhuma terapia antiviral eficaz, se encontra atualmente disponível para o tratamento de infecções por flavivírus. É urgentemente necessário o desenvolvimento de um tratamento antiviral contra estes vírus. Animais venenos contêm uma enorme variedade de moléculas que afetam os sistemas fisiológicos vitais, e essas toxinas podem ser uma terapêutica que salvam vidas. Desde a aprovação do captopril - o primeiro medicamento à base de proteína de veneno de cobra - mais de 30 anos atrás, os toxinas de venenos animais tornaram-se uma farmacopeia natural valiosa de moléculas bioativas, que fornecem compostos condutores para o desenvolvimento de novas drogas. Uma série de novas drogas está constantemente surgindo a partir deste pipeline. (AU)

Processo para o desenvolvimento de um kit diagnóstico para a detecção do vírus Zika

Processo:16/13598-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 31 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Paola Jocelan Scarin Provazzi
Beneficiário:
Empresa:PROVAZZI CONSULTORIA DESENV PROJETOS TECNICO CIENTIFICOS LTDA
Vinculado ao auxílio:16/00786-2 - Processo para o desenvolvimento de um kit diagnóstico para a detecção de vírus Zika, AP.PIPE
Assunto(s):VirologiaVírus ZikaKit de reagentes para diagnósticoPatologia molecular
Resumo
O vírus Zika (ZIKV) é um arbovirus pertencente à família Flaviviridae e ao gênero Flavivirus assim como os vírus da Dengue (DENV), Febre Amarela (YFV), Encefalite de Saint Louis (SLEV), Nilo Ocidental (WNV) e Encefalite Japonesa (JEV). Em humanos foi isolado pela primeira vez em 1952, em Uganda e na Tanzania. Em 2007 foi o causador de uma epidemia na Micronésia, no Pacífico Sul, no Gabão, na África Central e em 2013, na Polinésia Francesa. No Brasil, a infecção pelo Zika foi primeiramente reportada em 2015 no Nordeste do país. Recentemente, um aumento inesperado no diagnóstico de microcefalia fetal e pediátrica foi relatado pela imprensa brasileira. Até o momento, os casos foram diagnosticados em nove estados brasileiros, mesma região na qual o vírus foi primeiramente identificado no Brasil. Até novembro de 2015, 646 casos haviam sido relatados somente no estado de Pernambuco e apesar de uma associação direta não ter sido encontrada até então, o Ministério da Saúde confirmou haver uma relação entre a febre Zika e casos de microcefalia. Atualmente, a confirmação da infecção pelo vírus Zika é baseada principalmente na detecção do RNA viral no soro sanguíneo do paciente por meio da metodologia de PCR (RT-PCR). No entanto, a PCR possui como desvantagens o alto custo e alto risco de contaminação, principalmente quando se avalia muitas amostras como, por exemplo, na investigação de surtos. Embora os anticorpos contra o ZIKV do tipo IgM possam ser detectados por Elisa, poucos laboratórios obtêm sucesso na sua realização, pois o diagnóstico laboratorial é um desafio devido á sua baixa viremia e reatividade cruzada dos anticorpos ZIKV com outros flavivirus (incluindo DENV), e requerem confirmação por ensaios de neutralização e, portanto, tornam difícil uma rápida confirmação por testes sorológicos. Considerando o exposto acima justifica-se a urgência no desenvolvimento de um kit diagnóstico simples, rápido e altamente específico baseado em biotecnologia, reduzindo as possibilidades de reação cruzada com outros vírus ou contaminação amostral que são os maiores problemas encontrados nas técnicas de detecção disponíveis no mercado atualmente. O objetivo dessa proposta é o desenvolvimento de um sistema de diagnóstico que facilite e agilize a detecção de vírus Zika, permitindo uma maior rapidez e confiabilidade nos resultados. Assim, uma região específica do genoma viral será selecionada e oligonucleotídeos específicos serão sintetizados para a detecção das sequencias alvo. Serão construídas ainda sondas do tipo molecular beacons com as sequencias nucleotídicas complementares ao ácido nucleico alvo, contendo um fluoróforo que produza um sinal facilmente detectável ao sofrer hibridização e uma sonda do tipo bead magnética que possa detectar os híbridos molecular beacons/RNA alvo, o que aumentará a especificidade do sistema e a pureza da reação. Com isso, almejamos obter um kit para o diagnóstico molecular, sem amplificação do material genético viral, específico, seguro, rápido e de baixo custo capaz de identificar a infecção pelo ZIKV em larga escala e diferenciá-la das infecções causadas pelos demais arbovirus, o que possibilitará futuramente contato com outros laboratórios visando estabelecer uma possível negociação futura e comercialização dessa nova ferramenta promissora de detecção viral. (AU)

Estudos funcionais de inibidores de proteases utilizando cultivos celulares de carrapato e mosquito

Processo:16/09874-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Pesquisador responsável:Aparecida Sadae Tanaka
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/03657-8 - Inibidores e proteases de ectoparasitas: relação de estrutura-função e identificação do papel dessas moléculas na interação de vetores de doenças e seus agentes etiológicos, AP.TEM
Assunto(s):Biologia celularInterferência de RNAVetores de doençasInibidores de proteasesPeptídeo hidrolases
Resumo
O projeto temático ao qual o presente projeto de pós-doutorado esta inserido tem como objetivo principal entender o papel das proteases e seus inibidores na relação parasita-hospedeiro, identificados em ectoparasitas relevantes para saúde pública e para agropecuária. Dentre os vetores estudados estão: o carrapato da espécie Rhipicephalus (Boophilus) microplus, vetor do parasita Babesia bovis e da bactéria Anaplasma marginale para bovinos. E o mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue, zika e chikungunya. O conhecimento da função biológica de moléculas produzidas por vetores de doenças em resposta aos seus agentes etiológicos poderá auxiliar no desenho racional de fármacos e pesticidas. Portanto duas moléculas foram selecionadas, sendo a primeira um inibidor de cisteínoproteases identificado em A. aegypti, cuja expressão encontra-se modulada durante a infecção pelo vírus DENV2. E uma proteína similiar a um antimicrobiano, denominado BmSEI (Boophilus microplus, Saliva Elastase Inhibitor), inicialmente identificado na saliva do carrapato R. microplus, entretanto ensaios recentes também mostraram a presença de transcritos do BmSEI em intestino, ovário e corpo gorduroso.A primeira etapa deste projeto consistirá no estabelecimento das culturas de células de R. microplus (BME26) e de A. aegypti (Aag2) em nosso laboratório, localizado no Departamento de Bioquímica da Escola Paulista de Medicina - UNIFESP. Esta fase contará com a colaboração da Dra. Sirlei Daffre do Departamento de Imunologia do ICB - USP e do Dr. Marcos Sorgine do Instituto de Bioquímica Médica - UFRJ. Em seguida, serão realizados experimentos de silenciamento gênico do BmSEI em BME26 e análise transcriptômica entre células silenciadas e não-silenciadas.. Assim como o silenciamento da cistatina de A. aegypti em Aag2 e seu possível envolvimento na via de apoptose. (AU)

Desenvolvimento e validação de uma plataforma molecular multiplex para o diagnóstico confirmatório da infecção pelo vírus Zika e produção de insumos

Processo:16/15049-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas para o SUS
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Simone Kashima Haddad
Beneficiário:
Instituição-sede: Hemocentro de Ribeirão Preto. Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCMRP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesq. associados:

Alessandra Kimie Matsuno ; Helena Lage Ferreira ; Svetoslav Nanev Slavov ; Dimas Tadeu Covas ; Evandra Strazza Rodrigues Sandoval

Assunto(s):Técnicas de diagnóstico molecularVirologiaVírus Zika
Resumo
Com a rápida disseminação do vírus Zika (ZIKV) no mundo e a entrada desta virose emergente em nosso país, tornou-se necessária uma rápida estratégia em diversas áreas de atuação para o avanço do conhecimento sobre esta infecção viral. Muitos estudos da comunidade científica brasileira e internacional são direcionados para esclarecer aspectos da fisiopatogênese da infecção, entretanto, ainda são necessários esforços no desenvolvimento e na melhoria dos testes diagnósticos para ZIKV para que sejam de eficazes, de fácil acesso e execução e baixo custo. Esta proposta tem por objetivo desenvolver e validar uma plataforma molecular multiplex para o diagnóstico confirmatório e discriminatório do ZIKV e Dengue (DENV) por meio de PCR em tempo real. A proposta também inclui a produção e caracterização de insumos úteis para o diagnóstico desta infecção viral como o controle endógeno e o controle positivo quantificado de ZIKV. Esta proposta envolve a participação de pesquisadores das instituições: Hemocentro de Ribeirão Preto, Unidade de Emergência Pediátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP (serviço de assistência ao SUS) e Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, Pirassununga, USP (instituição de pesquisa). Acreditamos que a abordagem multicêntrica e multidisciplinar, de forma integrada e complementar, será eficiente e permitirá o desenvolvimento de uma plataforma molecular robusta para o diagnóstico discriminatório de ZIKV e DENV. Adicionalmente, espera-se que a conclusão diagnóstica permita detalhar os estudos da biologia do ZIKV responsável pelo surto no Brasil e consequentemente contribuir para o entendimento da patogênese da infecção, desenvolvimento de vacinas e imunobiológicos. (AU)

Avaliação de arbovírus (dengue, Zika vírus e Chikungunya) em doadores e receptores de transplante de células-tronco hematopoéticas do HC-FMUSP

Processo:16/14880-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas para o SUS
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Silvia Figueiredo Costa
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

José Eduardo Levi ; Alfredo Mendrone Junior

Assunto(s):Vírus ZikaReceptoresDengueTransplante de células-tronco hematopoéticas
Resumo
O Brasil, país de clima tropical, apresenta elevada prevalência de arboviroses, especialmente dengue e chikungunya. Surtos de infecção causados por Zika vírus têm sido descritos na África, no sudeste asiático e, atualmente, nas américas, especialmente em nosso país. O Brasil também se destaca no cenário mundial de transplante de células progenitoras hematopoéticas e de órgãos sólidos. A ocorrência de arboviroses na população transplantada, em particular em transplante hematológico é rara e tem sido recentemente descrita em estudos brasileiros, provavelmente devido aos surtos que estão acontecendo no país. Entretanto, pouco se sabe a respeito da evolução destas doenças neste grupo populacional. Este estudo tem como objetivos descrever as formas de apresentação clínica, as alterações laboratoriais e a avaliar a dinâmica viral destas arboviroses na população submetida a transplante de células progenitoras hematopoéticas atendidas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de São Paulo. Trata-se de uma coorte prospectiva de 200 pacientes e, estes serão acompanhados por 1 ano (transplantes alogênicos) e 3 meses (transplantes autólogos). Os doadores dos transplantes alogênicos serão avaliados antes do transplante. Será realizada a investigação da doença vetorial hospitalar como também relacionada a transmissão por hemocomponentes. Todos os pacientes serão avaliados por sorologia para dengue, chikungunya e zika, e também por PCR. Os doadores de hemocomponentes e da medula serão investigados novamente se o receptor da medula for positivo para arbovirose. (AU)

"enfrentamento do Aedes Aegypti: ação do quartenário de amônio como potencial atividade inseticida"

Processo:16/15245-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas para o SUS
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Margarete Teresa Gottardo de Almeida
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (São Paulo - Estado). São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesq. associados:

Marluci Monteiro Guirado

Assunto(s):Aedes aegypti
Resumo
O Aedes aegypti (A. aegypti), mosquito cosmopolita, apresenta uma robustez biológica e capacidade adaptativa permanecendo no ambiente urbano, com alta competência vetorial, capaz de carregar arbovírus causadores de importantes doenças de impacto para saúde pública. Diversos compostos químicos vêm sendo utilizados para o controle do inseto, porém a efetividade dos mesmos é baixa, considerando-se a alta densidade populacional e a resistência do vetor. A busca de formas alternativas de controle tem sido encorajada por pesquisadores de diversas Instituições de Ensino, bem como pelos programas governamentais. Neste sentido, um composto original, derivado do óleo de coco, quartenário de amônio (QA), de ação expressiva no controle de micro-organismos, se destaca pela baixa toxicidade, solubilidade em água, alta estabilidade, biodegradável e de menor impacto ambiental. O presente projeto foi elaborado para avaliar a atividade inseticida de um QA potencializado sobre todas as fases de desenvolvimento do mosquito. Neste estudo serão utilizadas linhagens de A. aegypti provenientes de São José do Rio Preto. Serão instaladas ovitrampas para a coleta de ovos que, posteriormente, serão encaminhados para o insetário do Laboratório de Vetores SUCEN-FAMERP (Superintendência de Controle de Endemias-Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), para a manutenção da colônia e desenvolvimento dos bioensaios. Estudos adicionais sobre impacto ambiental do QA serão conduzidos no Laboratório de Química Ambiental-UNESP utilizando-se peixes, uma vez que este setor é especializado para esta atividade. A busca de produtos alternativos mais eficazes, de ação rápida, ecologicamente segura, e de baixo custo, torna-se necessária, e neste sentido, o composto derivado do óleo de coco, o QA potencializado será utilizado para o enfrentamento do A. aegypti. (AU)

Estudo clínico epidemiológico em coorte prospectiva de gestantes infectadas pelo vírus Zika em São José do Rio Preto

Processo:16/15021-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas para o SUS
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Maurício Lacerda Nogueira
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (São Paulo - Estado). São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesq. associados:

Denise Cristina Mós Vaz Oliani ; Luiz Carlos de Mattos ; Eliana Márcia Sotello Cabrera ; Cinara de Cássia Brandão de Mattos

Assunto(s):GravidezVirologiaVírus Zika
Resumo
A crescente epidemia de infecção do vírus Zika no Brasil representa um dos mais importantes desafios da ciência brasileira contemporânea. Os primeiros casos de microcefalia potencialmente associada a este vírus foram relatados no nordeste brasileiro. Entre agosto e outubro de 2015 dezenas de casos de microcefalia e anormalidade oftalmológicas foram observados em recém-nascidos e testes laboratoriais realizados em suas amostras de sangue e tecidos bem como de suas respectivas mães demonstraram a presença do vírus Zika. Neste contexto, presume-se que o estado de São Paulo e especialmente suas regiões com grande infestação do mosquito Aedes aegypti (por exemplo, a região de São José do Rio Preto, no noroeste paulista) não se encontram isentas dos riscos de transmissão do vírus Zika e das potenciais complicações clínicas resultantes da infecção por este arbovírus.Desta forma o objetivo deste trabalho é desenvolver uma coorte prospectiva (ja em andamento) de gestantes infectadas com o objetivo de avaliar os aspetos clínicos, virológicos e epidemiológicos da infecção por Zika. Em especial propomos: i)verificar a incidência de desfechos graves (como microcefalia) em gestantes comprovadamente infectadas pelo vírus Zika e sua relação com os períodos de infecção; ii) verificar a incidência de desfechos leves (lesões clinicamente não aparentes) através de métodos de imagem em crianças provenientes de mães infectadas pelo vírus Zika; iii) Verificar a incidência de infecção congênita em fetos provenientes de mães com infecção comprovada pelo vírus Zika, através de PCR em sangue de cordão, urina e/ou sorologia no feto; iv) Verificar o risco relativo e absoluto de desfechos leves, graves e virológicos em mães comprovadamente infectadas pelo vírus Zika; v)Em colaboração com outros estudos, verificar fatores de risco para desfechos, como virológicos, imunológicos ou epidemiológicos. Os estudos resultantes deste trabalho podem ajudar ao SUS implementar politicas de controle, vigilância, redução de danos e planejamento de saúde. (AU)

Avaliação do uso de tecnologia de biologia molecular de detecção de viremia plasmática para identificação e incorporação de pacientes na fase aguda da infecção pelo HIV-1

Processo:16/14813-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas para o SUS
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Cristina Adelaide Figueiredo
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto Adolfo Lutz (IAL). Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

Elaine M Matsuda ; Paula Araujo Opromolla ; Andréia Moreira dos Santos Carmo ; Luís Fernando de Macedo Brígido ; Giselle Ibette Silva López Lopes ; Ivana Barros de Campos ; Gabriela Bastos Cabral ; Marcelo de Macedo Brigido ; Luana Portes Ozório Coelho

Assunto(s):Biologia molecularDiagnósticoDoença agudaHIV-1AIDSCarga viral
Resumo
Diferentes modelos matemáticos sugerem que o tratamento universal do vírus da imunodeficiência humana (HIV) com antirretrovirais pode levar ao controle e eventual eliminação da epidemia de AIDS. Aumentar o diagnóstico da infecção é a primeira etapa para controlar a epidemia. É o primeiro 90, da ousada meta da UNAIDS 90-90-90, na qual, se diagnosticarmos 90% da população infectada, tratarmos 90% destes e alcançarmos a supressão viral em 90%, reduziremos o número anual de novas infecções pelo HIV em mais de 75%, para 500.000 em 2020 e para 200.000 em 2030, pondo fim a epidemia. Mesmo que está meta seja irrealista, cada infecção evitada já se justifica economicamente, como ilustrado pelo CDC em 2011, que estimou que os esforços para prevenir 350.000 infecções pelo HIV de 1991 a 2006 nos Estados Unidos, resultaram numa economia em gastos com saúde de 125 bilhões de dólares. No Brasil, apesar do acesso ao tratamento gratuito com combinação de antirretrovirais desde o final da década de noventa e de uma política de tratamento universal desde 2013, associados a relatos de elevada taxa de supressão da viremia plasmática entre pacientes tratados, os números da epidemia no país estão na contramão da tendência mundial com aumento do número estimado de infectados (UNAIDS, 2016). Neste momento da epidemia, em que pacientes com infecção crônica em tratamento podem ser transmissores menos eficientes, podemos supor que pacientes agudos assumem importância ainda maior na transmissão. Oportunidades de diagnóstico podem ser perdidas, inclusive em Centros de Testagem e Aconselhamento, uma vez que a testagem sorológica, na maioria das vezes baseada em teste rápido de diagnóstico, pode ser realizado ainda na janela imunológica, período na qual os anticorpos anti-HIV não são detectados. Como a fase aguda parece muito mais eficiente na transmissão, a detecção de viremia pode representar a possibilidade do diagnóstico em uma fase de maior transmissibilidade. O objetivo deste estudo é avaliar o uso da tecnologia de carga viral, que quantifica a viremia plasmática e monitora a resposta à terapia antirretroviral, como parte do arsenal diagnóstico da infecção pelo HIV-1, pois permite identificar inclusive casos agudos, mesmo quando ainda soronegativos ou indeterminados. O estudo será desenvolvido com base na experiência obtida em uma iniciativa piloto, realizada no município de Santo André em parceria com o Instituto Adolfo Lutz nos últimos anos. Na presente proposta estaremos ainda avaliando a factibilidade do uso de uma nova tecnologia de quantificação de carga viral, com características de "point of care", similar ao produto inovador em uso com sucesso pela rede de tuberculose, que será avaliado em paralelo à metodologia já disponível e validada na rede de carga viral de HIV-1, expandindo a avaliação para outras áreas do ABC Paulista, como São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Além do uso da carga viral de HIV-1 para casos com evidências clínico-epidemiológicas de infeção aguda em amostras individuais, a metodologia será ainda avaliada para uso em "pool" de amostras, podendo implicar em diminuição considerável do custo e permitir atingir outros perfis de indivíduos, como aqueles com sintomas de infecção viral aguda que procuram a rede de saúde com suspeita de dengue ou outras arboviroses. A proposta visa avaliar o uso desta metodologia como parte do arsenal diagnóstico da infecção pelo HIV, contribuindo para o entendimento da dinâmica epidêmica e auxiliando no controle da epidemia de HIV/AIDS. (AU)
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