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Desenvolvimento de Proteína Texturizada de Soja com aroma e sabor de carne por meio da adição pré-extrusão de precursores de aroma

Beneficiário:Talita Maira Goss Milani
Instituição: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ana Carolina Conti e Silva
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Tecnologia de Alimentos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/24590-1
Vigência: 01 de julho de 2014 - 28 de fevereiro de 2017
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):Extrusão
Resumo
A proteína texturizada de soja é obtida pelo processo de extrusão termoplástica, e, devido às suas características de textura semelhantes às das fibras da carne, é comumente utilizada como substituta de proteína animal. A aromatização da proteína texturizada de soja pode ser uma forma de tornar o produto mais atrativo sensorialmente, tanto como alimento pronto para consumo, quanto na aplicação como ingrediente alimentar, sendo a utilização de precursores de aroma como método de aromatização pré-extrusão uma alternativa inovadora e que pode evitar um aumento no teor lipídico do produto final. Por isso, o objetivo deste projeto é adicionar precursores de aroma previamente à extrusão para obtenção de proteína texturizada de soja com aroma e sabor de carne. Anteriormente à extrusão, a farinha desengordurada de soja será adicionada de precursores de aroma e em seguida extrusada em diferentes condições de processamento, utilizando a Metodologia de Superfície de Reposta, para desenvolvimento de aroma e sabor de carne. Os extrusados serão avaliados com relação às suas características físicas, funcionais e sensoriais quanto à intensidade e aceitação pelo aroma e sabor de carne. Alguns extrusados serão selecionados em função de suas características e submetidos à análise dos compostos voláteis por meio de cromatografia gasosa acoplada ao espectrômetro de massas e cromatografia gasosa acoplada ao olfatômetro pela técnica OSME. As mesmas amostras de proteína texturizada de soja serão aplicadas como produto pronto para o consumo e em hambúrguer de soja, sendo estes produtos avaliados quanto às características físicas apropriadas e sensoriais por meio de aceitação e pelo método descritivo Check-All-That-Apply (CATA). (AU)

Avaliação dos efeitos de doses subletais do inseticida Imidacloprido para a abelha brasileira Melipona scutellaris através da análise das enzimas de desintoxicação

Beneficiário:Jessica Freitas Araujo
Instituição: Centro de Ciências Agrárias (CCA). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Araras, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Roberta Cornélio Ferreira Nocelli
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:14/05758-1
Vigência: 01 de junho de 2014 - 30 de novembro de 2014
Resumo
Os polinizadores são responsáveis por 90% da manutenção das matas tropicais, pelo aumento da produtividade em culturas frutíferas, olerícolas e produtoras de óleos, e afetam 35% da produção mundial das principais culturas alimentares. De todos os polinizadores existentes, 70% são abelhas. Porém, toda esta contribuição vem sendo afetada pelos agrotóxicos utilizados na agricultura. Dentre eles está o imidacloprido, inseticida da classe dos neonicotinóides, que atua como agonista da acetilcolina, resultando em alterações na aprendizagem olfatória e memória. Para avaliarmos os efeitos ocasionados em abelhas pela contaminação por agrotóxicos, a atividade das enzimas: glutationa S-transferase (GST) e carboxilesterase responsáveis pelo processo de detoxicação no intestino e cérebro respectivamente e da acetilcolinesterase (AchE) responsável pelo controle e modulação das transmissões nervosas serão utilizadas como biomarcadores. Diversos estudos apontam que abelhas brasileiras são mais suscetíveis aos inseticidas do que a espécie africanizada Apis mellifera. Com isto, o objetivo do trabalho será avaliar a atividade das enzimas associadas à desintoxicação situadas no intestino e cérebro de abelhas Melipona scutellaris, para verificar a suscetibilidade destas ao inseticida imidacloprido. (AU)

Avaliação longitudinal da alteração olfatória no lúpus eritematoso sistêmico: importância do anticorpo anti-P ribossomal e da atrofia de estruturas do sistema límbico

Beneficiário:Fernando Augusto Peres
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Simone Appenzeller
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:14/00734-7
Vigência: 01 de junho de 2014 - 28 de fevereiro de 2017
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):Lúpus eritematoso sistêmico
Resumo
As apresentações clínicas do LES variam desde manifestações mucocutâneas a manifestações do SNC, como convulsões e psicose. O sistema nervoso é acometido em crianças e adultos com LES, e seu acometimento também está associado a um pior prognóstico e a danos cumulativos. O comprometimento do SNC no LES varia de 25-70%, dependendo dos critérios diagnósticos aplicados, do tipo de manifestações incluídas e o método utilizado para a avaliação. Ocorrem em qualquer tempo da doença, podendo ser o seu primeiro sinal clínico. Manifestações neuropsiquiátricas no LES pode influenciar na mortalidade, qualidade de vida e índice de danos permanentes. Manifestações neuropsiquiátricas ocorrem em 12-95% dos pacientes, dependendo dos critérios diagnósticos aplicados e estão associadas a uma elevada morbi-mortalidade. A fisiopatogenia das manifestações NP no LES é multifatorial e envolve a produção de autoanticorpos, citocinas pró-inflamatórias e aterosclerose. A presença de anticorpos contra neurônios, ribossomos e fosfolípides já foram associados às manifestações do SNC no LES. Em modelo animal foi demonstrado que anticorpos antineuronais induzem déficits de memória, convulsões e alterações neuropatológicas. No LES, tem se mostrado aumentada a presença de autoanticorpos em pacientes com manifestações NP. Os anticorpos anti-ribosomal P (anti P) apresentam uma prevalência de 6-46% no LES, dependendo do grupo étnico, idade e variáveis clínicas analisadas e estão associados a psicose, depressão e envolvimento do SNC. O anti-P é capaz de penetrar certas células, inclusive do sistema nervoso central, e bloquear a síntese de proteínas, levando a apoptose, principalmente em regiões do sistema límbico (amigdala e hipocampo). Esses anticorpos são altamente específicos para o lúpus eritematoso sistêmico, e podem ser marcadores para atividade da doença. A presença de anti-P em paciente com LES tem sido associada com menor idade de início da doença, envolvimento multiorgânico e diversas outras manifestações, dentre elas o acometimento do SNC. O primeiro relato de correlação entre anti-P e manifestações neuropsiquiátricas no LES foi descrita em 1987, que reportou a correlação entre o anti-P e psicose em pacientes com LES, ela avaliou o anti-P em 20 com psicose secundária ao LES, e encontrou o anti-P em 18 deles. No acompanhamento longitudinal, observou-se a atividade do anti-P em dois pacientes com psicose e demonstrou que os níveis de anti-P aumentaram antes e durante as fases ativas de psicose e permaneceu inalterada durante outras manifestações da doença. Após estas constatações, relatos conflitantes tem descrito uma possível associação entre anti-P e manifestações neuropsiquiátricas, principalmente psicose no LES. (AU)

Papel da galectina-3 na migração de neuroblastos em modelo de traumatismo crânio-encefálico

Beneficiário:Mayara Terra Villela Vieira Mundim
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marimélia Porcionatto
Local de pesquisa: University of Oxford (Reino Unido)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:14/00927-0
Vigência: 19 de maio de 2014 - 18 de fevereiro de 2015
Assunto(s):Quimiotaxia
Resumo
Existem duas área neurogênicas principais no sistema nervoso central em mamíferos adultos: a zona subgranular do giro denteado do hipocampo, que produz células-tronco neurais que se diferenciam em neurônios que integram o hipocampo, e a zona subventricular (SVZ) do ventrículo lateral, na qual as células-tronco neurais dão origem a neuroblastos que migram para o bulbo olfatório, onde se diferenciam em interneurônios. Em condições patológicas, os neuroblastos derivados da SVZ migram para a área lesionada na tentativa de reparar a populacão de células. Essa migração é guiada por moléculas solúveis secretadas por células próximas à área lesionada. Recentemente foi demonstrado que Galectina-3, necessária para a migração de neuroblastos para o bulbo olfatório em condições fisiológicas, também participa de eventos de neurogênese em derrame e esclerose múltipla. Dados preliminaries mostraram que a expressão de Galectina-3 também é aumentada em modelo de traumatismo cranio-encefálico (TCE). Assim, nossa principal questão é como Galectina-3 regula a neurogênese e a migração de neuroblastos em TCE. (AU)

Circuitos neurais ativados durante a coabitação com um parceiro doente

Beneficiário:Eduardo Kenji Hamasato
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:João Palermo Neto
Local de pesquisa: Binghamton University (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:13/25146-8
Vigência: 07 de abril de 2014 - 06 de abril de 2015
Assunto(s):CamundongosEstresseNeuroimunomodulação
Resumo
As relações bidirecionais entre os sistemas nervoso e imune são de grande importância para a manutenção da homeostase. Estudos de nosso laboratório mostraram que a convivência de prolongada com um parceiro doente (injetado com células do tumor de Erhlich), produz alterações neuroquímicas, endócrinas, imunológicas e comportamentais. Em particular, relatamos um aumento na atividade locomotora e no turnover de noradrenalina no hipotálamo, uma diminuição da atividade de macrófagos, neutrófilos e aumento dos níveis de adrenalina e noradrenalina plasmática sem alterações nos níveis séricos de corticosterona. Esses fatos nos levaram a sugerir que os animais apresentam marcantes mudanças fisiológicas induzidas pela convivência com um companheiro doente, provavelmente provocada pela estimulação olfativa de odores liberados pelo parceiro doente. Neste sentido, estudamos sob uma perspectiva neuroimune a influência da convivência por 14 dias com um parceiro doente sobre a resposta inflamatória alérgica pulmonar em um modelo experimental de asma. No presente momento, nossos resultados mostram que a convivência com o parceiro doente exacerba a inflamação alérgica pulmonar. Assim, o objetivo do presente projeto é determinar os circuitos neurais ativados durante a coabitação com um parceiro doente. A ênfase será dada para as vias ativadas pelo estresse, tal como o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. (AU)

Efeito do ácido jasmônico nas defesas induzidas da cana-de-açúcar contra a herbivoria de Diatraea saccharalis Fabricius (Lepidoptera: Crambidae)

Beneficiário:Patricia Alessandra Sanches
Instituição: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Fernanda Gomes Villalba Peñaflor
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/11993-0
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de dezembro de 2014
Assunto(s):Cotesia flavipes
Resumo
A broca-da-cana-de-açúcar, Diatraea saccharalis (Lepidoptera: Pyralidae), destaca-se por atacar os colmos da cana e causar enormes prejuízos ao Brasil, um dos maiores produtores desta cultura no mundo. Ao longo de milhões de anos, as plantas desenvolveram mecanismos de defesas em resposta ao ataque dos herbívoros, que podem ser explorados com o objetivo de aumentar a resistência de plantas de importância agrícola contra as pragas. Estas defesas são moduladas, principalmente, pelo hormônio vegetal ácido jasmônico (AJ), cuja aplicação exógena tem mostrado ser uma técnica promissora de manejo integrado de pragas (MIP), pois induz a síntese de defesas da planta contra a herbivoria. Dessa forma, o projeto visa investigar os efeitos do ácido jasmônico (AJ) sobre a resistência da planta de cana-de-açúcar, em termos de defesas diretas e indiretas, contra o ataque do herbívoro D. saccharalis. As defesas diretas serão mensuradas por meio do desempenho e preferência do herbívoro por plantas controle e tratadas com AJ, enquanto que as indiretas serão avaliadas por meio da resposta do parasitoide Cotesia flavipes (Hymenoptera: Braconidae) aos voláteis liberados pela cana. Como o perfil de voláteis induzidos pela broca pode ser semelhante ao da planta tratada com o AJ, será também avaliada a capacidade de C. flavipes em discriminar os voláteis da cana tratada com o AJ frente aos odores liberados pela cana tratadas com o AJ e atacada pela broca. Caso o parasitoide não seja capaz de discriminar entre esses perfis, a localização do seu hospedeiro em áreas tratadas com AJ pode ser prejudicada, o que não é desejável para um método de MIP. Os métodos empregados para esse estudo incluem ensaios comportamentais, de olfatometria, coleta e análise de voláteis das plantas. O projeto, além de revelar as interações ecológicas entre a cana, a broca e C. flavipes, tem grande relevância para o desenvolvimento de uma técnica compatível com o manejo integrado de pragas (MIP). (AU)

Reconhecimento floral por abelhas noturnas: um estudo de caso com o cambuci (Campomanesia phaea - Myrtaceae)

Beneficiário:Guaraci Duran Cordeiro
Instituição: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Isabel Alves dos Santos
Local de pesquisa: University of Salzburg (Áustria)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Comportamento Animal
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:13/26599-6
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de julho de 2014
Resumo
Embora a polinização por abelhas seja um serviço ecossistêmico essencial, pouco se sabe sobre a atração de abelhas para as flores e a função dos odores florais na atração dos polinizadores. Para ocorrer a interação planta-polinizador sinais florais são essenciais para atrair os polinizadores. Estes sinais são oferecidos pelas flores através de estruturas de sinalização olfativas pelas quais as plantas atraem os visitantes florais a distância. Nas flores com antese noturna, os sinais olfativos são ainda mais importantes para os visitantes, pois devido à ausência de luz a localização da flor deve ser guiada por tais sinais.Na atual pesquisa de doutorado está sendo realizado o estudo da biologia reprodutiva e polinização do Cambuci (Campomanesia phaea - Myrtaceae). O Cambuci é endêmico da Mata Atlântica e é citado como uma frutífera de grande potencial econômico para o Brasil. Os resultados obtidos evidenciam que C. phaea é uma espécie auto-incompatível, portanto depende de polinizadores para que ocorra a frutificação. As espécies de abelhas Megalopta sodalis, Mydrosoma sp., Ptiloglossa latecalcarata e Zikanapis seabrai foram consideradas polinizadoras efetivas e foram as mais frequentes visitantes de C. phaea. Estas espécies têm hábitos noturnos, voando antes do nascer do sol com nenhuma ou pouca disponibilidade de luz.Embora as abelhas sejam consideradas diurnas, alguns grupos possuem hábitos noturnos e voam antes do amanhecer. Muitas vezes estas abelhas são sub-amostradas por não voarem no período em que o pesquisador está coletando. Para estes animais os sinais olfativos são muito importantes. A antese no Cambuci inicia as 4:30h e tão logo as flores começam se abrir as fêmeas de hábitos noturnos citadas acima visitam as flores intensamente. Estas observações levaram ao seguinte questionamento: Como estas abelhas encontram as flores do Cambuci na escuridão? Nossa hipótese é que odores nas flores de C. phaea são os sinais para estas abelhas encontrarem as flores na falta de luz. Para testar esta hipótese é necessário coletar os odores das flores e identificar quais destes podem ser atrativos para estas abelhas. Nós discutimos esta hipótese durante a visita do Prof. Dr. Stefan Dötterl (Universidade de Salzburg, Áustria) ao nosso laboratório em Outubro de 2013. O Prof. Dötterl é um expert no tema da ecologia química e no uso desta como ferramenta para estudo em interações inseto-planta. O Prof. Dötterl achou interessante o caso e nos propôs uma colaboração para testar tal hipótese e estudar pela primeira vez a comunicação química entre plantas noturnas e abelhas polinizadoras noturnas.As amostras dos compostos emitidos pelas flores de Cambuci serão coletadas durante a manhã imediatamente a abertura das flores e de 3-4 horas após a antese. Tais amostras serão analisadas com o Prof. Dötterl, na Universidade de Salzburg, utilizando o método de GC-MS (Gas chromatography - mass spectrometry). Na Áustria além das análises propriamente ditas, será feito um treinamento completo de estudo neste tema dos voláteis florais e comportamento dos polinizadores. O Prof. Dötterl têm toda a estrutura laboratorial para as análises, bem como projetos em andamento que permitem acompanhar na prática os testes com os odores florais. Na volta ao Brasil, as substâncias químicas mais importantes que compõem os odores das flores do Cambuci serão testadas na natureza, através de biotestes. Estes testes tratam-se de oferecer estes compostos (odores) para verificar a atração pelas abelhas noturnas e quais são percebidos pelos diferentes polinizadores.O conhecimento adquirido no estágio na Universidade de Salzburg com o Prof. Dötterl, e aplicado no Brasil, ampliará enormemente os dados biológicos sobre os principais polinizadores do Cambuci e contribuirá para o entendimento de mecanismos de atração de polinizadores. Os dados obtidos podem ser usados para manipular a atratividade das abelhas para o Cambuci para aumentar a produtividade de frutos. (AU)

Morfologia interna das potenciais cerdas olfativas no opilião Heteromitobates discolor (Arachnida: Opiliones: Laniatores)

Beneficiário:Guilherme Gainett Cardoso Martins de Carvalho Florez
Instituição: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rodrigo Hirata Willemart
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:13/23189-1
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Assunto(s):Arachnida
Resumo
Estudos comportamentais recentes têm demonstrado que opiliões da subordem Laniatores detectam odores, mas até o momento não há nenhum receptor olfativo identificado no grupo. A histologia é um meio eficiente de se inferir função de cerdas em artrópodes. Utilizá-la para investigar as cerdas olfativas particularmente neste grupo de opiliões seria relevante pois permitiria: (1) identificar receptores olfativos em animais nos quais a quimiorrecepção é a principal modalidade sensorial; (2) fornecer bases para testar homologias e assim investigar o uso de algumas sensilla como caracteres taxonômicos; (3) possibilitar que inferências funcionais sobre a espécies aqui estudada sejam extrapoladas para outras espécies de Laniatores que possuam as mesmas cerdas. Neste projeto, pretendo caracterizar histologicamente os potenciais receptores olfativos em Heteromitobates discolor (Laniatores: Gonyletidae), focando a investigação nas várias sensilla basiconica presentes em diferentes partes do corpo dos animais, e nas sensilla falciforme, ambas nas pernas I e II. O estudo será feito por meio de microscopia de luz, microscopia eletrônica de transmissão, varredura e serial block-face scanning electron microscopy. Este projeto é parte de outro maior e que envolve outros alunos, abordando a biologia sensorial em opiliões de um ponto de vista morfológico, comportamental e químico. (AU)

As cores e as formas dos cheiros: um estudo da relação sinestésica entre o visual e o olfativo nos projetos de embalagem

Beneficiário:Camila Assis Peres Silva
Instituição: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Clice de Toledo Sanjar Mazzilli
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Desenho Industrial - Programação Visual
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/07893-0
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de janeiro de 2017
Assunto(s):DesignPerfume
Resumo
O presente projeto tem por objetivo estabelecer uma relação sinestésica entre a percepção visual e olfativa. Parte-se da hipótese de que é possível atribuir significados aos cheiros tal como temos atribuído às cores, às formas, às texturas e à tipografia. Acredita-se que na medida em que compreendermos melhor os efeitos dos cheiros e os significados que as pessoas a eles atribuem, será possível representá-los graficamente com mais eficácia. Para averiguar essa hipótese, o projeto será conduzido através do estudo das percepções visual e olfativa, seguido por uma análise das representações gráficas do cheiro em embalagens de perfumes e produtos aromatizantes de ambiente. Serão realizadas pesquisas com perfumistas, designers, mercadólogos e consumidores de diferentes idades a fim de identificar a relação que eles estabelecem entre os cheiros e os elementos visuais. Os dados levantados serão confrontados e da análise final se pretende extrair uma relação de correspondência entre os elementos olfativos e visuais. Como produto final, o projeto visa apresentar um guia com a representação visual e significado dos cheiros. Dessa forma, objetiva-se não apenas contribuir para o projeto de embalagens de produtos fragrantes, mas também contribuir para eficácia na utilização dos cheiros como instrumento de projeto. (AU)

Poluentes ambientais em peixes: integração de indicadores fisiológicos e comportamentais de toxicidade

Beneficiário:Percilia Cardoso Giaquinto
Instituição: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Percilia Cardoso Giaquinto
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Comportamento Animal
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/02430-2
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 30 de novembro de 2015
Assunto(s):Fisiologia animalComportamento animalPeixesPoluentes ambientaisToxicidadeIndicadores biológicos
Resumo
Poluentes ambientais tais como metais e agrotóxicos são causadores de sérios riscos aos organismos aquáticos. A problemática do presente projeto teve inicio com a alta mortandade de peixes no lago da Usina Hidroelétrica de Jupiá/SP, onde foram detectados níveis altos de cobre e herbicida glifosato, dois poluentes ambientais causadores de efeitos deletérios na biota. Assim, o objetivo deste trabalho é estudar os efeitos destes contaminantes sobre parâmetros fisiológicos, comportamentais e toxicológicos em 3 espécies de peixes presentes neste reservatório e Bacia do Paraná como um todo: pacu (Piaractus mesopotamicus), curimbatá (Prochilodus lineapus) e dourado (Salminus maxillosus). Será avaliado o impacto de tais contaminantes na fisiologia da ingestão (ingestão, conversão alimentar e crescimento), comportamento alimentar e comportamentos de reconhecimento social (reconhecer, evitar e fugir de predadores). Em decorrência da ligação das funções fisiológicas com os processos ecológicos, indicadores comportamentais de toxicidade parecem ideais para acessar os efeitos de poluentes aquáticos em peixes. Também, avaliações de parâmetros fisiológicos/morfológicos tais como atividade enzimática intestinal, níveis de cortisol plasmático, condições dos epitélios olfatórios e branquiais. Tais efeitos serão avaliados sob diferentes dosagens de cobre e glifosato, bem como a possibilidade (e o nível) de recuperação destas espécies após suspensão dos tratamentos. (AU)
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