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Papel da galectina-3 na migração de neuroblastos em modelo de traumatismo crânio-encefálico

Beneficiário:Mayara Terra Villela Vieira Mundim
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marimélia Porcionatto
Local de pesquisa: University of Oxford (Reino Unido)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:14/00927-0
Vigência: 19 de maio de 2014 - 18 de fevereiro de 2015
Assunto(s):Quimiotaxia
Resumo
Existem duas área neurogênicas principais no sistema nervoso central em mamíferos adultos: a zona subgranular do giro denteado do hipocampo, que produz células-tronco neurais que se diferenciam em neurônios que integram o hipocampo, e a zona subventricular (SVZ) do ventrículo lateral, na qual as células-tronco neurais dão origem a neuroblastos que migram para o bulbo olfatório, onde se diferenciam em interneurônios. Em condições patológicas, os neuroblastos derivados da SVZ migram para a área lesionada na tentativa de reparar a populacão de células. Essa migração é guiada por moléculas solúveis secretadas por células próximas à área lesionada. Recentemente foi demonstrado que Galectina-3, necessária para a migração de neuroblastos para o bulbo olfatório em condições fisiológicas, também participa de eventos de neurogênese em derrame e esclerose múltipla. Dados preliminaries mostraram que a expressão de Galectina-3 também é aumentada em modelo de traumatismo cranio-encefálico (TCE). Assim, nossa principal questão é como Galectina-3 regula a neurogênese e a migração de neuroblastos em TCE. (AU)

Circuitos neurais ativados durante a coabitação com um parceiro doente

Beneficiário:Eduardo Kenji Hamasato
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:João Palermo Neto
Local de pesquisa: Binghamton University (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:13/25146-8
Vigência: 07 de abril de 2014 - 06 de abril de 2015
Assunto(s):CamundongosEstresseNeuroimunomodulação
Resumo
As relações bidirecionais entre os sistemas nervoso e imune são de grande importância para a manutenção da homeostase. Estudos de nosso laboratório mostraram que a convivência de prolongada com um parceiro doente (injetado com células do tumor de Erhlich), produz alterações neuroquímicas, endócrinas, imunológicas e comportamentais. Em particular, relatamos um aumento na atividade locomotora e no turnover de noradrenalina no hipotálamo, uma diminuição da atividade de macrófagos, neutrófilos e aumento dos níveis de adrenalina e noradrenalina plasmática sem alterações nos níveis séricos de corticosterona. Esses fatos nos levaram a sugerir que os animais apresentam marcantes mudanças fisiológicas induzidas pela convivência com um companheiro doente, provavelmente provocada pela estimulação olfativa de odores liberados pelo parceiro doente. Neste sentido, estudamos sob uma perspectiva neuroimune a influência da convivência por 14 dias com um parceiro doente sobre a resposta inflamatória alérgica pulmonar em um modelo experimental de asma. No presente momento, nossos resultados mostram que a convivência com o parceiro doente exacerba a inflamação alérgica pulmonar. Assim, o objetivo do presente projeto é determinar os circuitos neurais ativados durante a coabitação com um parceiro doente. A ênfase será dada para as vias ativadas pelo estresse, tal como o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. (AU)

Reconhecimento floral por abelhas noturnas: um estudo de caso com o cambuci (Campomanesia phaea - Myrtaceae)

Beneficiário:Guaraci Duran Cordeiro
Instituição: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Isabel Alves dos Santos
Local de pesquisa: Universitat Salzburg (Áustria)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Comportamento Animal
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:13/26599-6
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de julho de 2014
Resumo
Embora a polinização por abelhas seja um serviço ecossistêmico essencial, pouco se sabe sobre a atração de abelhas para as flores e a função dos odores florais na atração dos polinizadores. Para ocorrer a interação planta-polinizador sinais florais são essenciais para atrair os polinizadores. Estes sinais são oferecidos pelas flores através de estruturas de sinalização olfativas pelas quais as plantas atraem os visitantes florais a distância. Nas flores com antese noturna, os sinais olfativos são ainda mais importantes para os visitantes, pois devido à ausência de luz a localização da flor deve ser guiada por tais sinais.Na atual pesquisa de doutorado está sendo realizado o estudo da biologia reprodutiva e polinização do Cambuci (Campomanesia phaea - Myrtaceae). O Cambuci é endêmico da Mata Atlântica e é citado como uma frutífera de grande potencial econômico para o Brasil. Os resultados obtidos evidenciam que C. phaea é uma espécie auto-incompatível, portanto depende de polinizadores para que ocorra a frutificação. As espécies de abelhas Megalopta sodalis, Mydrosoma sp., Ptiloglossa latecalcarata e Zikanapis seabrai foram consideradas polinizadoras efetivas e foram as mais frequentes visitantes de C. phaea. Estas espécies têm hábitos noturnos, voando antes do nascer do sol com nenhuma ou pouca disponibilidade de luz.Embora as abelhas sejam consideradas diurnas, alguns grupos possuem hábitos noturnos e voam antes do amanhecer. Muitas vezes estas abelhas são sub-amostradas por não voarem no período em que o pesquisador está coletando. Para estes animais os sinais olfativos são muito importantes. A antese no Cambuci inicia as 4:30h e tão logo as flores começam se abrir as fêmeas de hábitos noturnos citadas acima visitam as flores intensamente. Estas observações levaram ao seguinte questionamento: Como estas abelhas encontram as flores do Cambuci na escuridão? Nossa hipótese é que odores nas flores de C. phaea são os sinais para estas abelhas encontrarem as flores na falta de luz. Para testar esta hipótese é necessário coletar os odores das flores e identificar quais destes podem ser atrativos para estas abelhas. Nós discutimos esta hipótese durante a visita do Prof. Dr. Stefan Dötterl (Universidade de Salzburg, Áustria) ao nosso laboratório em Outubro de 2013. O Prof. Dötterl é um expert no tema da ecologia química e no uso desta como ferramenta para estudo em interações inseto-planta. O Prof. Dötterl achou interessante o caso e nos propôs uma colaboração para testar tal hipótese e estudar pela primeira vez a comunicação química entre plantas noturnas e abelhas polinizadoras noturnas.As amostras dos compostos emitidos pelas flores de Cambuci serão coletadas durante a manhã imediatamente a abertura das flores e de 3-4 horas após a antese. Tais amostras serão analisadas com o Prof. Dötterl, na Universidade de Salzburg, utilizando o método de GC-MS (Gas chromatography - mass spectrometry). Na Áustria além das análises propriamente ditas, será feito um treinamento completo de estudo neste tema dos voláteis florais e comportamento dos polinizadores. O Prof. Dötterl têm toda a estrutura laboratorial para as análises, bem como projetos em andamento que permitem acompanhar na prática os testes com os odores florais. Na volta ao Brasil, as substâncias químicas mais importantes que compõem os odores das flores do Cambuci serão testadas na natureza, através de biotestes. Estes testes tratam-se de oferecer estes compostos (odores) para verificar a atração pelas abelhas noturnas e quais são percebidos pelos diferentes polinizadores.O conhecimento adquirido no estágio na Universidade de Salzburg com o Prof. Dötterl, e aplicado no Brasil, ampliará enormemente os dados biológicos sobre os principais polinizadores do Cambuci e contribuirá para o entendimento de mecanismos de atração de polinizadores. Os dados obtidos podem ser usados para manipular a atratividade das abelhas para o Cambuci para aumentar a produtividade de frutos. (AU)

Efeito do ácido jasmônico nas defesas induzidas da cana-de-açúcar contra a herbivoria de Diatraea saccharalis Fabricius (Lepidoptera: Crambidae)

Beneficiário:Patricia Alessandra Sanches
Instituição: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Fernanda Gomes Villalba Peñaflor
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/11993-0
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de dezembro de 2014
Assunto(s):Cotesia flavipesEntomologia
Resumo
A broca-da-cana-de-açúcar, Diatraea saccharalis (Lepidoptera: Pyralidae), destaca-se por atacar os colmos da cana e causar enormes prejuízos ao Brasil, um dos maiores produtores desta cultura no mundo. Ao longo de milhões de anos, as plantas desenvolveram mecanismos de defesas em resposta ao ataque dos herbívoros, que podem ser explorados com o objetivo de aumentar a resistência de plantas de importância agrícola contra as pragas. Estas defesas são moduladas, principalmente, pelo hormônio vegetal ácido jasmônico (AJ), cuja aplicação exógena tem mostrado ser uma técnica promissora de manejo integrado de pragas (MIP), pois induz a síntese de defesas da planta contra a herbivoria. Dessa forma, o projeto visa investigar os efeitos do ácido jasmônico (AJ) sobre a resistência da planta de cana-de-açúcar, em termos de defesas diretas e indiretas, contra o ataque do herbívoro D. saccharalis. As defesas diretas serão mensuradas por meio do desempenho e preferência do herbívoro por plantas controle e tratadas com AJ, enquanto que as indiretas serão avaliadas por meio da resposta do parasitoide Cotesia flavipes (Hymenoptera: Braconidae) aos voláteis liberados pela cana. Como o perfil de voláteis induzidos pela broca pode ser semelhante ao da planta tratada com o AJ, será também avaliada a capacidade de C. flavipes em discriminar os voláteis da cana tratada com o AJ frente aos odores liberados pela cana tratadas com o AJ e atacada pela broca. Caso o parasitoide não seja capaz de discriminar entre esses perfis, a localização do seu hospedeiro em áreas tratadas com AJ pode ser prejudicada, o que não é desejável para um método de MIP. Os métodos empregados para esse estudo incluem ensaios comportamentais, de olfatometria, coleta e análise de voláteis das plantas. O projeto, além de revelar as interações ecológicas entre a cana, a broca e C. flavipes, tem grande relevância para o desenvolvimento de uma técnica compatível com o manejo integrado de pragas (MIP). (AU)

Morfologia interna das potenciais cerdas olfativas no opilião Heteromitobates discolor (Arachnida: Opiliones: Laniatores)

Beneficiário:Guilherme Gainett Cardoso Martins de Carvalho Florez
Instituição: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rodrigo Hirata Willemart
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:13/23189-1
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Assunto(s):Arachnida
Resumo
Estudos comportamentais recentes têm demonstrado que opiliões da subordem Laniatores detectam odores, mas até o momento não há nenhum receptor olfativo identificado no grupo. A histologia é um meio eficiente de se inferir função de cerdas em artrópodes. Utilizá-la para investigar as cerdas olfativas particularmente neste grupo de opiliões seria relevante pois permitiria: (1) identificar receptores olfativos em animais nos quais a quimiorrecepção é a principal modalidade sensorial; (2) fornecer bases para testar homologias e assim investigar o uso de algumas sensilla como caracteres taxonômicos; (3) possibilitar que inferências funcionais sobre a espécies aqui estudada sejam extrapoladas para outras espécies de Laniatores que possuam as mesmas cerdas. Neste projeto, pretendo caracterizar histologicamente os potenciais receptores olfativos em Heteromitobates discolor (Laniatores: Gonyletidae), focando a investigação nas várias sensilla basiconica presentes em diferentes partes do corpo dos animais, e nas sensilla falciforme, ambas nas pernas I e II. O estudo será feito por meio de microscopia de luz, microscopia eletrônica de transmissão, varredura e serial block-face scanning electron microscopy. Este projeto é parte de outro maior e que envolve outros alunos, abordando a biologia sensorial em opiliões de um ponto de vista morfológico, comportamental e químico. (AU)

As cores e as formas dos cheiros: um estudo da relação sinestésica entre o visual e o olfativo nos projetos de embalagem

Beneficiário:Camila Assis Peres Silva
Instituição: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Clice de Toledo Sanjar Mazzilli
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Desenho Industrial - Programação Visual
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/07893-0
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de janeiro de 2017
Assunto(s):DesignPercepção visualPercepção olfativaEmbalagensDesign de produtosPerfume
Resumo
O presente projeto tem por objetivo estabelecer uma relação sinestésica entre a percepção visual e olfativa. Parte-se da hipótese de que é possível atribuir significados aos cheiros tal como temos atribuído às cores, às formas, às texturas e à tipografia. Acredita-se que na medida em que compreendermos melhor os efeitos dos cheiros e os significados que as pessoas a eles atribuem, será possível representá-los graficamente com mais eficácia. Para averiguar essa hipótese, o projeto será conduzido através do estudo das percepções visual e olfativa, seguido por uma análise das representações gráficas do cheiro em embalagens de perfumes e produtos aromatizantes de ambiente. Serão realizadas pesquisas com perfumistas, designers, mercadólogos e consumidores de diferentes idades a fim de identificar a relação que eles estabelecem entre os cheiros e os elementos visuais. Os dados levantados serão confrontados e da análise final se pretende extrair uma relação de correspondência entre os elementos olfativos e visuais. Como produto final, o projeto visa apresentar um guia com a representação visual e significado dos cheiros. Dessa forma, objetiva-se não apenas contribuir para o projeto de embalagens de produtos fragrantes, mas também contribuir para eficácia na utilização dos cheiros como instrumento de projeto. (AU)

Defesas induzidas da cana-de-açúcar contra o ataque múltiplo e a herbivoria radicular

Beneficiário:José Maurício Simões Bento
Instituição: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:José Maurício Simões Bento
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/05367-0
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 30 de novembro de 2015
Assunto(s):Entomologia agrícolaPragas de plantasBrocas (insetos nocivos)CigarrinhasAnimais herbívorosCana-de-açúcarManejo integrado
Resumo
O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. Dentre as pragas-chave da cultura destacam-se a broca-da-cana-de-açúcar, Diatraea saccharalis (Lepidoptera: Pyralidae), e a cigarrinha-das-raízes, Mahanarva fimbriolata (Hemiptera: Cercopidae). Os prejuízos somados por ambas espécies são enormes e, apesar da expressão gênica da cana-de-açúcar sob o ataque de herbívoros e infecção de fungos (podridão vermelha) ser bem descrita, a literatura sobre as mudanças no fenótipo da cana induzida é escassa. Esse projeto visa investigar os mecanismos de defesa induzida da cana-de-açúcar contra um ataque múltiplo na parte aérea por dois herbívoros, a broca-da-cana-de-açúcar e a lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda (utilizada aqui como generalista); a infecção pela podridão vermelha, Fusarium moniliforme, comumente associada ao dano da broca; e a herbivoria radicular pelas ninfas da cigarrinha-das-raízes. A proposta é responder às questões de como a planta aloca as defesas sob condições de ataque múltiplo, da infecção pelo fungo, e da herbivoria radicular, determinando como essas mudanças afetam os herbívoros e o terceiro nível trófico, representado pelo parasitoide larval Cotesia flavipes (Hymenoptera: Braconidae) e também pelos nematoides entomopatogênicos que vivem no solo. Os métodos empregados para o estudo incluem ensaios comportamentais, de olfatometria, coleta dos voláteis das plantas, medição dos fitohormônios, CG-DIC, CG-MS e CG-DEA. O projeto revelará os mecanismos adaptativos da planta de cana-de-açúcar frente a interações mais complexas e mais próximas ao que ocorre em campo e pode, ainda, fornecer informações importantes para o desenvolvimento de táticas de manejo integrado de pragas. (AU)

Mapeamento dos padrões de expressão de c-Fos no sistema nervoso central de saguis (Callithrix jacchus) em crises convulsivas

Beneficiário:Luiz Eugenio Araujo de Moraes Mello
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luiz Eugenio Araujo de Moraes Mello
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/12031-8
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 31 de agosto de 2015
Assunto(s):NeurofisiologiaNeuroquímicaEpilepsiaExpressão gênicaProteínas proto-oncogênicas c-fosPrimatas
Resumo
Sabe-se que a intensa ativação neuronal frequentemente desencadeia síntese de proteínas específicas que demandam ativação de genes de expressão imediata, sendo o mais conhecido destes o c-Fos. Esse gene está relacionado à ativação neuronal e é expresso quando o animal é exposto a situações novas. Inúmeros trabalhos com camundongos e ratos evidenciaram expressão de c-fos em diversas regiões do sistema nervoso central, como giro denteado, CA1, CA2, CA3, tálamo, córtex piriforme, giro do cíngulo, amígdala, córtex visual, bulbo olfatório, nervos cranianos, cerebelo, estriado, dentre outras estruturas encefálicas, quando o animal é exposto a uma ampla gama de estímulos (estresse hídrico, medo, odores, injeção intraparenquimatosa de substâncias diversas, etc). Os primeiros trabalhos, a respeito do padrão de expressão de c-fos após um determinado estímulo, desenvolveram-se a partir da utilização de pentilenotetrazol (PTZ). Em ratos e camundongos, sabe-se que após a injeção de PTZ a expressão do gene c-Fos aumenta gradativamente chegando ao máximo em torno de 1h. Daí a expressão segue diminuindo até valores basais. Há controvérsias a respeito do período de tempo necessário para que c-fos retorne aos valores basais havendo estudos que indicam 6h (Chaudihuri et al.,2000), 17h (Morgan et al., 1987), 48h (Bisler et al., 2002) ou até mesmo 5 dias. Todos os autores afirmam que um segundo estímulo só desencadeia o mesmo aumento de expressão do gene após o nível de c-fos chegar ao valor basal. Antes disso, a expressão será menor ou nula, caracterizando o chamado período semi-refratário ou refratário.O kindling (ou abrasamento em Português) é uma técnica em que a aplicação de vários estímulos subconvulsivantes ao longo de inúmeros dias, resulta finalmente em convulsões, ainda que com a mesma dose subconvulsivante. Sabe-se que é possível induzir este fenômeno (do kindling) em roedores, porém há dúvidas quanto a sua indução em primatas. Baseados em dados preliminares obtidos em nosso laboratório, levantamos a hipótese de que os estímulos para indução do kindling em primatas originam período refratário de c-fos diferente do descrito para roedores. Com base nisso, acreditamos que o perfil da expressão de c-fos em primatas possa ser diferente daquele descrito em roedores. São escassos os estudos que abordam o aspecto da expressão do gene c-Fos em primata, sendo encontrado apenas o trabalho de Kazi et al., 2003 que demonstrou pico de expressão de c-fos no córtex visual em 6h e diminuição de c-fos em 42 e 72h após enucleação do olho. No entanto, não foi traçado o retorno ao valor basal e consequentemente o período refratário. Mais importante que isso, aquele trabalho não discute a instigante questão de que diferenças bioquímicas (e não apenas diferenças anatômicas) entre primatas e roedores podem contribuir para diferenças na capacidade de memória e aprendizagem entre essas famílias. O presente trabalho propõe traçar um perfil de expressão de c-fos por meio da estimulação com PTZ em ratos (grupo controle, para efeitos de comparação) e macacos, em diversas regiões do sistema nervoso central, a fim de comparar sob um mesmo conjunto controlado de variáveis, as semelhanças e diferenças dessa expressão de c-fos. Nossa hipótese experimental é de que não obstante a semelhança de condições experimentais de investigação há importantes diferenças entre os perfis de expressão temporal de c-fos entre roedores e primatas. Acreditamos que essas diferenças bioquímicas possam em parte contribuir para as diferenças entre mecanismos de memoria e aprendizagem entre essas duas ordens de mamíferos. Esse estudo é uma primeira investigação nessa questão. Se bem sucedido, esperamos em um período breve de tempo estar submetendo um conjunto muito mais ambicioso e abrangente de experimentos a apreciação dessa e outras agencias de fomento. (AU)

Poluentes ambientais em peixes: integração de indicadores fisiológicos e comportamentais de toxicidade

Beneficiário:Percilia Cardoso Giaquinto
Instituição: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Percilia Cardoso Giaquinto
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Comportamento Animal
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/02430-2
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 31 de julho de 2015
Assunto(s):Fisiologia animalComportamento animalPeixesPoluentes ambientaisToxicidadeIndicadores biológicos
Resumo
Poluentes ambientais tais como metais e agrotóxicos são causadores de sérios riscos aos organismos aquáticos. A problemática do presente projeto teve inicio com a alta mortandade de peixes no lago da Usina Hidroelétrica de Jupiá/SP, onde foram detectados níveis altos de cobre e herbicida glifosato, dois poluentes ambientais causadores de efeitos deletérios na biota. Assim, o objetivo deste trabalho é estudar os efeitos destes contaminantes sobre parâmetros fisiológicos, comportamentais e toxicológicos em 3 espécies de peixes presentes neste reservatório e Bacia do Paraná como um todo: pacu (Piaractus mesopotamicus), curimbatá (Prochilodus lineapus) e dourado (Salminus maxillosus). Será avaliado o impacto de tais contaminantes na fisiologia da ingestão (ingestão, conversão alimentar e crescimento), comportamento alimentar e comportamentos de reconhecimento social (reconhecer, evitar e fugir de predadores). Em decorrência da ligação das funções fisiológicas com os processos ecológicos, indicadores comportamentais de toxicidade parecem ideais para acessar os efeitos de poluentes aquáticos em peixes. Também, avaliações de parâmetros fisiológicos/morfológicos tais como atividade enzimática intestinal, níveis de cortisol plasmático, condições dos epitélios olfatórios e branquiais. Tais efeitos serão avaliados sob diferentes dosagens de cobre e glifosato, bem como a possibilidade (e o nível) de recuperação destas espécies após suspensão dos tratamentos. (AU)

Detecção de odores voláteis e de coespecíficos em ratos expostos a enriquecimento ambiental olfatório

Beneficiário:Priscila Moreira de Souza
Instituição: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Gilberto Fernando Xavier
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/07580-2
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):Enriquecimento ambientalOlfatoNeurogênese
Resumo
A ocorrência de neurogênese no encéfalo adulto de muitas espécies, inclusive no ser humano, é um fato aceito amplamente. Em mamíferos este processo ocorre na zona subventricular (ZSV), na parede dos ventrículos laterais, e na zona subgranular (ZSG) do giro denteado, no hipocampo. Em roedores, a neurogênese adulta na ZSV estaria relacionada com a manutenção do número de células no bulbo olfatório acessório, responsável primariamente pela detecção de odores não voláteis, por exemplo, ferômonios, e no bulbo olfatório principal, responsável primariamente pela detecção de odores voláteis. A exposição de ratos a diferentes odores parece levar a alterações detectáveis na neurogênese adulta, com reflexos na capacidade de discriminar odores. Estudos atribuindo funções especificas a esses neurônios recém-formados apresentam resultados conflitantes. Além disso, são raros os estudos que abordam especificamente a neurogênese no bulbo olfatório acessório ou que buscam comparações entre os sistemas olfativos principal e acessório. O presente estudo tem por objetivo avaliar os efeitos do enriquecimento ambiental usando odores cujo processamento demanda preferencialmente o bulbo olfatório acessório, e.g., odores de coespecíficos, e odores cujo processamento demanda preferencialmente o bulbo olfatório principal, e.g., odores voláteis, na posterior detecção desses tipos de odores. Hipoteticamente, a estimulação preferencial de um dos sistemas olfatórios (principal ou acessório) deverá aumentar sua sensibilidade ao tipo de odor por ele processado, em associação com um aumento na proliferação de neurônios na estrutura correspondente. Grupos independentes de ratos expostos ao enriquecimento com odores voláteis ou de coespecíficos, além de um grupo controle sem estimulação adicional, serão submetidos a testes de limiar de detecção de cada um desses tipos de odores. Posteriormente, será avaliada a ocorrência de eventual aumento na proliferação de neurônios nos bulbos olfatório principal e acessório. (AU)
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