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Ultraestrutura das sensilla chaetica no opilião Heteromitobates discolor (Arachnida: Opiliones: Laniatores)

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rodrigo Hirata Willemart
Local de pesquisa: Ernst-Moritz-Arndt-Universität Greifswald (Alemanha)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Processo:14/07671-0
Vigência: 01 de junho de 2015 - 30 de novembro de 2015
Assunto(s):ArachnidaMorfologia animal
Resumo
Em comparação aos outros aracnídeos, a morfologia fina das sensilla das quatro subordens de Opiliones é muito pouco conhecida. Especialmente em Laniatores, a maior subordem, não há um receptor olfativo identificado e há apenas um estudo, na subordem Eupnoi, que forneceu informações detalhadas da morfologia interna de receptores gustativos. Esta é uma grande lacuna na biologia sensorial de Opiliones, considerando que a quimiorrecepção é a modalidade sensorial mais importante no grupo. Complementando os estudos em andamento sobre as sensilla olfativas, nós pretendemos caracterizar, em uma espécie de Laniatores, a morfologia interna das sensilla chaetica ,os receptores gustativos de Laniatores. Para isso, utilizaremos uma nova técnica de imageamento, o Serial Block-Face Scanning Electron Microscopy, em complemento às tradicionais técnicas de microscopia eletrônica de transmissão e varredura. Esse estudo é relevante, pois irá: (1) aplicar técnicas de microscopia modernas para investigar sensilla gustativas amplamente presentes em Opiliones, obtendo evidências indiretas para desvendar suas funções; (2) investigar a existência de diferentes subtipos dessa sensillum, possivelmente implicando em diferentes funções; (3) fornecer as bases para futuras comparações entre as sensilla chaetica presentes nas outras três subordens. Dados combinados da morfologia dos receptores gustativos e olfativos irão contribuir para a compreensão das capacidades sensoriais dos opiliões Laniatores e potencialmente fornecerão caracteres taxonômicos. (AU)

Voláteis da cana-de-açúcar envolvidos na busca hospedeira de inimigos naturais

Beneficiário:
Instituição: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:José Maurício Simões Bento
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:14/19141-6
Vigência: 01 de outubro de 2014 - 30 de setembro de 2015
Assunto(s):Cotesia flavipes
Resumo
As plantas emitem voláteis induzidos pela herbivoria não só pelos órgãos aéreos, como também subterrâneos. Os inimigos naturais utilizam estes voláteis liberados pelas plantas como pistas para localizar seu hospedeiro ou presa, principalmente a longas distâncias. O presente projeto tem como objetivo avaliar a atratividade de diversos voláteis de plantas sintéticos na atratividade de inimigos naturais da parte aérea, o parasitoide Cotesia flavipes, e da parte subterrânea, o nematoide entomopatogênico Heterorhabditis sp.. Adicionalmente, será investigada uma questão ecológica interessante: como nematoides edafícolas localizam Diatraea saccharalis, que é comprovadamente hospedeiro, mas está presente na parte aérea da planta. Para tanto, será testada a hipótese de que a herbivoria no colmo da cana altera a emissão de voláteis pelas raízes, que são utilizados como pistas químicas pelos nematoides. Os métodos empregados neste projeto incluem coleta de voláteis por SPME, GC-MS, e ensaios de olfatometria. (AU)

Papel do GnRH e seus receptores no sistema olfato-retinal de zebrafish e sua correlação com a preferência sexual e a reprodução

Beneficiário:
Instituição: Centro de Aquicultura (CAUNESP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Laura Satiko Okada Nakaghi
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca - Aquicultura
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:14/02481-9
Vigência: 01 de outubro de 2014 - 30 de abril de 2015
Resumo
O hormônio liberador de gonadotropina (GnRH) é um dos fatores chaves na regulação neuroendócrina da reprodução dos vertebrados. Alguns peixes apresentam três variantes do GnRH: o GnRH1 envolvido na secreção de gonadotrofinas, o GnRH2 que regula o comportamento alimentar e sexual e o GnRH3 expresso no bulbo olfatório e o nervo terminal cujas fibras nervosas inervam a retina e o epitélio olfatorio. O zebrafish possui duas variantes do GnRH (GnRH2 e GnRH3), a variante tipo 3 atua como o GnRH1. Considera-se que a função do GnRH3 na retina podem ser a regulação da acuidade visual e do processamento de informação da retina. No sistema olfatório o GnRH regula a sensibilidade na detecção de alimento, o reconhecimento intra e interespecífico, entre outros. Existem estudos que reportam a presença de receptores de GnRH em diferentes camadas da retina, no entanto ainda não é clara a presença de receptores no epitélio olfatório. Por tanto o presente estudo pretende avaliar o efeito dos estímulos olfatórios sobre a expressão de GnRH2, GnRH3 e seus receptores no sistema olfato-retinal do zebrafish Danio rerio. Para avaliar efeito dos estímulos olfatórios sobre a expressão do GnRH2, GnRH3 e seus receptores no sistema olfato-retinal, 20 fêmeas adultas de zebrafish serão expostas a três tratamentos: (1) agua condicionada por machos adultos de zebrafish, (2) agua condicionada por machos imaturos de zebrafish e (3) agua sem estimulo (controle). Posteriormente será feita uma extração de RNA total do epitélio olfatório, retina, bulbo olfatório, cérebro e gônadas com o kit PureLink® RNA Mini Kit (Ambion®). Com base na sequencia completa dos genes GnRH2, GnRH3, GnRH-R1, GnRH-R2, GnRH-R3, GnRH-R4, primers forward e reverse serão desenhados para avaliar a expressão nos diferentes tecidos. Se espera encontrar diferenças na expressão genica dos genes testados entre os indivíduos estimulados e o controle, especificamente incremento na expressão dos receptores de GnRH após a estimulação olfatória. (AU)

Discriminação condicional em ratos com estímulos olfativos: relações de oddity

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fábio Leyser Gonçalves
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Experimental
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:14/03531-0
Vigência: 01 de agosto de 2014 - 31 de julho de 2015
Resumo
Muito já se pesquisou em psicologia experimental, mais especificamente na análise do comportamento sobre a emergência de classes de estímulos equivalentes, e como essas classes podem caracterizar o que comumente chamamos de conceitos. Entretanto, demonstrar tal formação de conceitos em animais não-humanos tem se mostrado particularmente difícil, de modo que existem poucas pesquisas bem sucedidas na área. Alguns autores demonstraram a formação do conceito de igual e diferente em ratos, utilizando estímulos olfativos, os quais a literatura mostrou serem muito eficientes no controle do comportamento de roedores, devido à história filogenética dessa espécie. O presente projeto busca replicar tais estudos, realizando algumas adaptações no material, procurando confirmar se é possível demonstrar formação do conceito de diferente em ratos de maneira consistente, procurando reduzir a probabilidade da formação de classes de estímulos simplesmente discriminativas. (AU)

Ativação dos neurônios que expressam o gene Kiss1 mediante à estímulo ferormonal

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Renata Frazão
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:14/08755-3
Vigência: 01 de agosto de 2014 - 31 de julho de 2015
Assunto(s):ReproduçãoNeurofisiologia
Resumo
O gene Kiss1 é essencial para o controle neuroendócrino da reprodução, uma vez que este gene codifica a kisspeptina, um neuropeptídeo que tem participação na regulação da secreção de gonadotrofinas. Os neurônios que expressam o gene Kiss1 estão localizados no núcleo anteroventral periventricular, periventricular anterior (AVPV/PeN), núcleo arqueado (Arc), dentre outros como o núcleo medial da amigdala (MeA). No MeA, assim como nos núcleos AVPV/PeN e Arc, a expressão do gene Kiss1 é variável de acordo com os níveis circulantes de hormônios gonadais, tanto em machos como em fêmeas. Feromônios e outras pistas olfatórias são importantes para regular as funções reprodutivas, sendo o MeA considerado estação primária que transmite informações relacionadas a reprodução tanto para neurônios que sintetizam o hormônio liberador de gonadotrofinas como para neurônios do núcleo AVPV. Além disto, o MeA também está envolvido com a coordenação de comportamentos sociais e emocionais. Apesar deste conhecimento, a importância do gene Kiss1 neste núcleo não é conhecida. O presente estudo irá avaliar se os neurônios que expressam o gene Kiss1 no MeA, bem como, nos núcleos AVPV/PeN e Arc são ativados mediante à estímulo feromonal. Para a realização deste estudo utilizaremos um modelo de animal geneticamente modificado que expressa a proteína fluorescente verde "human renilla" (hrGFP) sob controle transcricional do gene Kiss1. Os resultados obtidos nos permitirão avaliar se os neurônios que expressam o gene Kiss1, especialmente no MeA, fazem parte do circuito olfatório-hipotalâmico que regula a reprodução. (AU)

Desenvolvimento de proteína texturizada de soja com aroma e sabor de carne por meio da adição pré-extrusão de precursores de aroma

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ana Carolina Conti e Silva
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Tecnologia de Alimentos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/24590-1
Vigência: 01 de julho de 2014 - 28 de fevereiro de 2017
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):ExtrusãoProteínas de soja
Resumo
A proteína texturizada de soja é obtida pelo processo de extrusão termoplástica, e, devido às suas características de textura semelhantes às das fibras da carne, é comumente utilizada como substituta de proteína animal. A aromatização da proteína texturizada de soja pode ser uma forma de tornar o produto mais atrativo sensorialmente, tanto como alimento pronto para consumo, quanto na aplicação como ingrediente alimentar, sendo a utilização de precursores de aroma como método de aromatização pré-extrusão uma alternativa inovadora e que pode evitar um aumento no teor lipídico do produto final. Por isso, o objetivo deste projeto é adicionar precursores de aroma previamente à extrusão para obtenção de proteína texturizada de soja com aroma e sabor de carne. Anteriormente à extrusão, a farinha desengordurada de soja será adicionada de precursores de aroma e em seguida extrusada em diferentes condições de processamento, utilizando a Metodologia de Superfície de Reposta, para desenvolvimento de aroma e sabor de carne. Os extrusados serão avaliados com relação às suas características físicas, funcionais e sensoriais quanto à intensidade e aceitação pelo aroma e sabor de carne. Alguns extrusados serão selecionados em função de suas características e submetidos à análise dos compostos voláteis por meio de cromatografia gasosa acoplada ao espectrômetro de massas e cromatografia gasosa acoplada ao olfatômetro pela técnica OSME. As mesmas amostras de proteína texturizada de soja serão aplicadas como produto pronto para o consumo e em hambúrguer de soja, sendo estes produtos avaliados quanto às características físicas apropriadas e sensoriais por meio de aceitação e pelo método descritivo Check-All-That-Apply (CATA). (AU)

Avaliação dos efeitos de doses subletais do inseticida Imidacloprido para a abelha brasileira Melipona scutellaris através da análise das enzimas de desintoxicação

Beneficiário:
Instituição: Centro de Ciências Agrárias (CCA). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Araras, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Roberta Cornélio Ferreira Nocelli
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:14/05758-1
Vigência: 01 de junho de 2014 - 30 de novembro de 2014
Assunto(s):Ecotoxicologia
Resumo
Os polinizadores são responsáveis por 90% da manutenção das matas tropicais, pelo aumento da produtividade em culturas frutíferas, olerícolas e produtoras de óleos, e afetam 35% da produção mundial das principais culturas alimentares. De todos os polinizadores existentes, 70% são abelhas. Porém, toda esta contribuição vem sendo afetada pelos agrotóxicos utilizados na agricultura. Dentre eles está o imidacloprido, inseticida da classe dos neonicotinóides, que atua como agonista da acetilcolina, resultando em alterações na aprendizagem olfatória e memória. Para avaliarmos os efeitos ocasionados em abelhas pela contaminação por agrotóxicos, a atividade das enzimas: glutationa S-transferase (GST) e carboxilesterase responsáveis pelo processo de detoxicação no intestino e cérebro respectivamente e da acetilcolinesterase (AchE) responsável pelo controle e modulação das transmissões nervosas serão utilizadas como biomarcadores. Diversos estudos apontam que abelhas brasileiras são mais suscetíveis aos inseticidas do que a espécie africanizada Apis mellifera. Com isto, o objetivo do trabalho será avaliar a atividade das enzimas associadas à desintoxicação situadas no intestino e cérebro de abelhas Melipona scutellaris, para verificar a suscetibilidade destas ao inseticida imidacloprido. (AU)

Avaliação longitudinal da alteração olfatória no lúpus eritematoso sistêmico: importância do anticorpo anti-P ribossomal e da atrofia de estruturas do sistema límbico

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Simone Appenzeller
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:14/00734-7
Vigência: 01 de junho de 2014 - 28 de fevereiro de 2017
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):Lúpus eritematoso sistêmico
Resumo
As apresentações clínicas do LES variam desde manifestações mucocutâneas a manifestações do SNC, como convulsões e psicose. O sistema nervoso é acometido em crianças e adultos com LES, e seu acometimento também está associado a um pior prognóstico e a danos cumulativos. O comprometimento do SNC no LES varia de 25-70%, dependendo dos critérios diagnósticos aplicados, do tipo de manifestações incluídas e o método utilizado para a avaliação. Ocorrem em qualquer tempo da doença, podendo ser o seu primeiro sinal clínico. Manifestações neuropsiquiátricas no LES pode influenciar na mortalidade, qualidade de vida e índice de danos permanentes. Manifestações neuropsiquiátricas ocorrem em 12-95% dos pacientes, dependendo dos critérios diagnósticos aplicados e estão associadas a uma elevada morbi-mortalidade. A fisiopatogenia das manifestações NP no LES é multifatorial e envolve a produção de autoanticorpos, citocinas pró-inflamatórias e aterosclerose. A presença de anticorpos contra neurônios, ribossomos e fosfolípides já foram associados às manifestações do SNC no LES. Em modelo animal foi demonstrado que anticorpos antineuronais induzem déficits de memória, convulsões e alterações neuropatológicas. No LES, tem se mostrado aumentada a presença de autoanticorpos em pacientes com manifestações NP. Os anticorpos anti-ribosomal P (anti P) apresentam uma prevalência de 6-46% no LES, dependendo do grupo étnico, idade e variáveis clínicas analisadas e estão associados a psicose, depressão e envolvimento do SNC. O anti-P é capaz de penetrar certas células, inclusive do sistema nervoso central, e bloquear a síntese de proteínas, levando a apoptose, principalmente em regiões do sistema límbico (amigdala e hipocampo). Esses anticorpos são altamente específicos para o lúpus eritematoso sistêmico, e podem ser marcadores para atividade da doença. A presença de anti-P em paciente com LES tem sido associada com menor idade de início da doença, envolvimento multiorgânico e diversas outras manifestações, dentre elas o acometimento do SNC. O primeiro relato de correlação entre anti-P e manifestações neuropsiquiátricas no LES foi descrita em 1987, que reportou a correlação entre o anti-P e psicose em pacientes com LES, ela avaliou o anti-P em 20 com psicose secundária ao LES, e encontrou o anti-P em 18 deles. No acompanhamento longitudinal, observou-se a atividade do anti-P em dois pacientes com psicose e demonstrou que os níveis de anti-P aumentaram antes e durante as fases ativas de psicose e permaneceu inalterada durante outras manifestações da doença. Após estas constatações, relatos conflitantes tem descrito uma possível associação entre anti-P e manifestações neuropsiquiátricas, principalmente psicose no LES. (AU)

Papel da galectina-3 na migração de neuroblastos em modelo de traumatismo crânio-encefálico

Beneficiário:
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marimélia Porcionatto
Local de pesquisa: University of Oxford (Reino Unido)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:14/00927-0
Vigência: 19 de maio de 2014 - 18 de fevereiro de 2015
Assunto(s):Quimiotaxia
Resumo
Existem duas área neurogênicas principais no sistema nervoso central em mamíferos adultos: a zona subgranular do giro denteado do hipocampo, que produz células-tronco neurais que se diferenciam em neurônios que integram o hipocampo, e a zona subventricular (SVZ) do ventrículo lateral, na qual as células-tronco neurais dão origem a neuroblastos que migram para o bulbo olfatório, onde se diferenciam em interneurônios. Em condições patológicas, os neuroblastos derivados da SVZ migram para a área lesionada na tentativa de reparar a populacão de células. Essa migração é guiada por moléculas solúveis secretadas por células próximas à área lesionada. Recentemente foi demonstrado que Galectina-3, necessária para a migração de neuroblastos para o bulbo olfatório em condições fisiológicas, também participa de eventos de neurogênese em derrame e esclerose múltipla. Dados preliminaries mostraram que a expressão de Galectina-3 também é aumentada em modelo de traumatismo cranio-encefálico (TCE). Assim, nossa principal questão é como Galectina-3 regula a neurogênese e a migração de neuroblastos em TCE. (AU)

Circuitos neurais ativados durante a coabitação com um parceiro doente

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:João Palermo Neto
Local de pesquisa: Binghamton University (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:13/25146-8
Vigência: 07 de abril de 2014 - 06 de abril de 2015
Assunto(s):CamundongosEstresseNeuroimunomodulação
Resumo
As relações bidirecionais entre os sistemas nervoso e imune são de grande importância para a manutenção da homeostase. Estudos de nosso laboratório mostraram que a convivência de prolongada com um parceiro doente (injetado com células do tumor de Erhlich), produz alterações neuroquímicas, endócrinas, imunológicas e comportamentais. Em particular, relatamos um aumento na atividade locomotora e no turnover de noradrenalina no hipotálamo, uma diminuição da atividade de macrófagos, neutrófilos e aumento dos níveis de adrenalina e noradrenalina plasmática sem alterações nos níveis séricos de corticosterona. Esses fatos nos levaram a sugerir que os animais apresentam marcantes mudanças fisiológicas induzidas pela convivência com um companheiro doente, provavelmente provocada pela estimulação olfativa de odores liberados pelo parceiro doente. Neste sentido, estudamos sob uma perspectiva neuroimune a influência da convivência por 14 dias com um parceiro doente sobre a resposta inflamatória alérgica pulmonar em um modelo experimental de asma. No presente momento, nossos resultados mostram que a convivência com o parceiro doente exacerba a inflamação alérgica pulmonar. Assim, o objetivo do presente projeto é determinar os circuitos neurais ativados durante a coabitação com um parceiro doente. A ênfase será dada para as vias ativadas pelo estresse, tal como o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. (AU)
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