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Papel da L-glutamina na proteção da morte celular programada em Trypanosoma cruzi e Trypanosoma brucei

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ariel Mariano Silber
Local de pesquisa: Eberhard Karls Universität Tübingen (Alemanha)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:15/09039-2
Vigência: 01 de novembro de 2015 - 30 de abril de 2016
Assunto(s):NecroseGlutaminaApoptoseAutofagia
Resumo
Trypanosoma cruzi e Trypanosoma brucei são agentes causadores da doença de Chagas e doença do sono, respectivamente. Ambos são capazes de catabolizar aminoácidos, que estão envolvidos em importantes processos metabólicos. Durante o ciclo de vida, os parasitas adaptam seu metabolismo à disponibilidade de nutrientes nos diferentes ambientes pelos quais passam durante o ciclo de vida. Já foi descrita a participaçao de aminoácidos em diferentes processos biológicos, como ormorregulação, resistência a diferentes tipos de estresse (metabólico, térmico e oxidativo), diferenciação e proliferação. Em meu atual trabalho de doutorado temos demonstrado que o aminoácido L-glutamina participa de processos biológicos importantes para o parasita, como: diferenciação, infectividade, ciclo intracelular, proliferação e metabolismo energético. Com esses resultados consideramos importante avaliar se a glutamina desempenha o mesmo papel em Trypanosoma brucei, visto que a similaridade entre as duas sequencias é de 72% e os domínios são conservados. Como também avaliar a participação da glutamina na proteção contra morte celular programada em ambos os organismos. Visto que os parasitas passam por estresse nutricional durante o ciclo de vida, sendo este um fator de indução de autofagia e reciclagem de nutrientes em diversas células. Já foi demonstrado que a autofagia é importante para a sobrevivência do T. cruzi durante estresse metabólico e diferenciação. Se o estresse metabólico for contínuo pode desencadear apoptose e autofagia simultaneamente e resultar em morte celular programada. Nesse projeto estamos propondo investigar a participação da L-glutamina e da enzima glutamina sintetase em T. cruzi e T. brucei e avaliar a sua participação na proteção da morte celular programada associada a estresse metabólico em ambos os parasitas. Além de avaliar a importância da glutamina em T. brucei usando RNAi contra a enzima glutamina sintetase. Estes resultados poderão ser de grande relevância para o entendimento do papel da gultamina em processos biológicos importantes para os tripanosomas. Além do mais poderão apontar novos caminhos para melhores alvos terapeuticos na luta contra a doença do sono e a doença de Chagas. (AU)

3-bromopiruvato como ferramenta molecular para desvendar as bases biológicas da contribuição da proteína fosfatase LMWPTP para a resistência de células leucêmicas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carmen Veríssima Ferreira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Enzimologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:15/11433-0
Vigência: 01 de agosto de 2015 - 31 de julho de 2017
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):Transdução de sinalMitocôndriasFlavinas
Resumo
O grande desafio da terapia do câncer é vencer a resistência a quimioterápicos e capacidade de metástase. Portanto, o melhor entendimento destes processos, a identificação de alvos moleculares e o desenvolvimento de novos fármacos com maior eficácia tem sido alvos de vários grupos de pesquisa. Neste cenário, nosso grupo iniciou a investigação sobre a importância da proteína tirosina fosfatase de baixa massa molecular (LMWPTP) em 2005 e desde então uma patente foi depositada, na qual propusemos que uso de inibidores de proteínas fosfatases poderiam ser uteis para aumentar a responsividade de células tumorais a quimioterápicos tradicionais. Em seguida, estabelecemos colaboração com 2 grupos da Holanda com as quais foi possível demonstrar que a LMWPTP contribui para: manutenção do fenótipo resistente e processo de metástase em linhagens de tumores sólidos (próstata e colón retal) e hematopoiéticos (leucemia mieloide crônica humana), além disto, observamos que em amostras de pacientes com câncer de próstata e colón, a alta atividade e expressão desta enzima se correlaciona com o grau de agressividade, resistência e morte de pacientes. Sob o aspecto molecular, até o momento, demonstramos que a presença da LMWPTP garante a atividade de proteínas quinases relacionadas com sobrevivência e proliferação, e preferência para o metabolismo glicolítico (glicose’ lactato). Portanto, no presente projeto investiremos no estudo da inibição da LMWPTP pelo 3-bromopiruvato, agente alquilante capaz de causar grande impacto no metabolismo energético e consequente morte celular; e também no entendimento de como esta enzima define o destino do metabolismo da glicose em células leucêmicas. Várias células tumorais reprogramam o metabolismo da glicose com o objetivo de aumentar a síntese de moléculas que são cruciais para a proliferação, resistência e adaptação a um microambiente hipóxico. Portanto, com este projeto pretendemos entender melhor como a LMWPTP coopera para resistência, bem como reforçar nossa hipótese de que esta enzima possa ser um alvo interessante e poderemos mostrar que parte da ação antitumoral do 3BP se dá via inibição da LMWPTP. (AU)

Estudos funcionais e estruturais de quatro homólogos recombinantes do complexo carreador mitocondrial de piruvato

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS). Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Brasil). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Andre Luis Berteli Ambrosio
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:15/02734-7
Vigência: 01 de agosto de 2015 - 31 de agosto de 2018
Assunto(s):MetabolismoNeoplasias
Resumo
Piruvato é o produto final da glicólise citosólica e tem um número de destinos intracelulares possíveis, sendo o principal deles a internalização mitocondrial. O transporte de piruvato através da membrana mitocondrial é um passo crítico no metabolismo energético e biossintético. Apesar de serem previstas a mais de 40 anos, somente recentemente é que as proteínas necessárias para esta atividade foram identificadas. Duas proteínas associadas à membrana mitocondrial interna (IMM), chamadas de MPC1 e MPC2, foram identificadas como as componentes essenciais para formação do complexo do transporte de piruvato em levedura (S. cerevisiae), Drosophila e humanos. Estas proteínas são preditas como possuindo três hélices transmembrana, com cada subunidade pesando 15 kDa. No entanto, de acordo com os dados relatados, acredita-se que o complexo funcional (formado pelas subunidades MPC1 e MPC2) tenha um peso molecular total de 150 KDa, como estimado por eletroforese não-desnaturante, indicando a possibilidade de uma formação de decâmeros. Embora as proteínas envolvidas no transporte de piruvato foram identificadas, questões tais como qual é a estequiometria correta entre as subunidades, quais são os papeis individuais de cada uma no complexo e quais são os determinantes moleculares do transporte do piruvato não foram abordados até o momento. A fim de contribuir na elucidação destas questões, o presente projeto propõe as caracterizações bioquímicas e biofísicas, juntamente com a possível determinação da estrutura do complexo MPC. Considerando-se que MPC é um complexo transmembrana, é de se esperar sérias dificuldades na expressão, purificação e estudos estruturais do complexo. Para este projeto de doutorado, escolhemos trabalahr com os Carreadores homólogos de galinha (Gallus gallus), nematódeo (Caenorhabditis elegans), planta (Arabidopsis thaliana) and anêmona marinha (Nematostella vectensis) Para ultrapassar estas dificuldades, a expressão heteróloga em levedura será empregue como o sistema de expressão escolhido, o que pode ajudar na correta localização, enovelamento e estabilidade do complexo MPC. Além disso, a determinação do detergente ou mistura de detergentes, que irá interromper a organização das membranas plasmática e das organelas, sem comprometer a estrutura terciária da proteína, também necessita de ser determinado. Nesse contexto, durante o ano de 2013 nosso laboratório gerou um conjunto de resultados preliminares bastante positivos que suportam a viabilidade desta proposta. Estudos bioquímicos e biofísicos (ultracentrifugação analítica, calorimetria por titulação isotérmica, ressonância plasmônica de superfície e microscopia eletrônica por coloração negativa ou em condições criogênicas) serão realizados no complexo MPC purificado, a fim de determinar o seu peso molecular e a estequiometria exacta e arquitetura geral. Como é frequentemente no caso produção de proteinas complexas em sistemas heterólogos, assim como para aumentar as chances de sucesso na cristalização, a escolha da construção correta é a chave entre o sucesso e o fracasso. Assim, genes sintéticos do complexo (MPC1 e MPC2) de dez organismos diferentes já foram comprados. Os estudos planejados e ensaios de cristalização serão realizados para as construções mais promissoras, seguido pela determinação da estrutura de cristal do complexo MPC. O projeto proposto, uma vez concluído com êxito tem um potencial para fornecer informações valiosas na compreensão primária dos mecanismos inerentes ao transporte do piruvato citosólico através da membrana mitocondrial. (AU)

Efeito da proporção de amilose e amilopectina na dieta sobre o desempenho produtivo e metabolismo energético de juvenis de pacu

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental de Dracena. Dracena, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Leonardo Susumu Takahashi
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:15/08988-0
Vigência: 01 de agosto de 2015 - 31 de julho de 2016
Assunto(s):EnzimasFisiologia animalPisciculturaNutrição animalCarboidratos na dieta
Resumo
A adequada inclusão de carboidratos em dietas para peixes para a máxima utilização da proteína da dieta para o crescimento representa uma interessante ferramenta de redução dos custos de produção e excreção nitrogenada. A utilização dos carboidratos da dieta pode estar relacionada as características estruturais do amido. O objetivo deste trabalho será avaliar o efeito de diferentes quantidades de amilose e amilopectina em dietas para juvenis de pacu (Piaractus mesopotamicus) no desempenho produtivo e metabolismo energético dos peixes. O experimento será conduzido num delineamento inteiramente casualizado com seis tratamentos e quatro repetições cada. Serão formuladas seis dietas experimentais com suplementação mineral e vitamínica completa, 23% proteína bruta (21% PD estimada), 4.000 kcal EB kg-1 da dieta e 34% de amido. Serão avaliadas seis dietas com diferentes quantidades de amilose e amilopectina proporcionadas pela inclusão de diferentes quantidades de amido de milho regular (27,8% amilose; 72,2% amilopectina), amido de milho ceroso (1,8% amilose; 98,2% amilopectina) e amido de milho de alto teor de amilose (71% amilose e 29% amilopectina). Após 90 dias de alimentação com as dietas experimentais, serão avaliados os parâmetros de desempenho zootécnico, a composição corporal e retenção de nutrientes, os metabólitos no sangue e as reservas energéticas teciduais. Os resultados obtidos serão submetidos a ANOVA e as médias comparadas pelo teste de Tukey (5%). (AU)

Melatonina e a regulação do metabolismo energetico:estudos basicos,clinicos e epidemiológicos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:José Cipolla Neto
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Processo:14/50457-0
Vigência: 01 de julho de 2015 - 30 de junho de 2020
Assunto(s):Síndrome metabólicaMelatoninaDiabetes mellitusObesidadeRitmo circadianoMetabolismo energético

Efeito da obesidade na regulação da AMPK em amígdala: implicações no metabolismo energético

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Patrícia de Oliveira Prada
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:15/00343-0
Vigência: 01 de junho de 2015 - 31 de maio de 2017
Assunto(s):EndocrinologiaPeso corporalObesidadeMetabolismo energéticoAmígdala cerebelarNeuropeptídeosProteínas quinases ativadas por AMP
Resumo
A obesidade é hoje um dos mais importantes problemas de saúde pública no mundo, sendo o mais importante fator de risco para o desenvolvimento de várias comorbidades. O peso corpóreo é mantido por meio de um equilíbrio entre ingestão alimentar e gasto energético. O aumento da atividade da AMP-activated protein kinase (AMPK) em núcleos hipotalâmicos está associado ao aumento da ingestão alimentar. Nos últimos anos, outras áreas do sistema nervoso central como o sistema dopaminérgico de recompensa têm sido investigadas por contribuírem com a regulação do metabolismo energético. Dentre estas áreas, a amígdala se destaca por ser responsiva à nutrientes e hormônios como insulina e grelina. Entretanto, não há estudos demonstrando a expressão e regulação da atividade da AMPK nessa região, bem como sua participação no controle do metabolismo energético. Neste sentido, em animais controles, propomos (1) investigar a expressão e regulação da fosforilação em Thr172 e da atividade da AMPK em amígdala in vivo em resposta a nutrientes (glicose), a neuroglicopenia (induzida por 2-DG), a realimentação após jejum prolongado e a hormônios (insulina e grelina). (2) Investigar se a AMPK participa do controle do metabolismo energético decorrente da ativação ou inativação do sistema melanocortina em amígdala in vivo. Em outro objetivo, (3) investigar se o bloqueio (STO-609-inibidor de CaMKK e Compound C) e a ativação (ARA) farmacológicos da AMPK por 7 dias alteram a ingestão alimentar, peso corpóreo, adiposidade, gasto energético e expressão de neuropeptídeos. Complementarmente e para aumentar a especificidade, (4) investigar se a inibição crônica da expressão com siRNA ou a expressão constitutiva ativa da AMPK por adenovírus na amígdala altera a ingestão alimentar, peso corpóreo, adiposidade, gasto energético e expressão de neuropeptídeos. Após a caracterização dos animais controles, (5) investigar a expressão e regulação da AMPK na região CeA da amígdala de animais submetidos à dieta hiperlipídica cronicamente e de ratos Zucker com obesidade genética. Se a AMPK estiver mais ativada em amígdala destes animais, (6) investigar se a inibição da expressão da AMPK nesta região pode alterar parâmetros como peso corpóreo, massa adiposa, ingestão alimentar, gasto energético, tolerância à glicose, sensibilidade à insulina, medida pelo clamp euglicêmico hiperinsulinêmico, e produção hepática de glicose. (AU)

Análise do perfil materno de microRNAs circulantes induzido pela corticoterapia gestacional: abordagem translacional

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Gabriel Forato Anhê
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:15/02961-3
Vigência: 01 de junho de 2015 - 31 de maio de 2017
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):Saúde da mulherMicroRNAs
Resumo
Nos últimos 30 anos, o uso de terapias com corticosteróides sintéticos em gestantes tem demonstrado relativo sucesso na diminuição da mortalidade de neonatos prematuros e na incidência da síndrome do desconforto respiratório. Apesar dos reconhecidos benefícios imediatos que advêm da corticoterapia, indivíduos que nasceram de mães tratadas com betametasona no período antenatal apresentam risco aumentado de desenvolvimento da resistência à insulina. Também foi relatado aumento da pressão arterial em crianças nascidas de mães que receberam corticoterapia. Outras alterações com potencial impacto metabólico, como baixo peso ao nascer, também podem ser precocemente notadas após o uso de corticosteróides na gestação. Apesar de ser relativamente bem explorado na medicina o estudo dos impactos em longo prazo, tanto positivos quanto negativos, para a criança exposta a altas concentrações de corticosteróide, ainda não é conhecido se tal estratégia terapêutica exerce algum impacto tardio sobre a saúde materna. Também não se sabe se estes possíveis impactos teriam uma relação dose-resposta. Em recente estudo foi demonstrado que ratas expostas a dexametasona no final gestação apresentam consistentes alterações metabólicas tardias. Estes achados mostraram que a exposição ao glicocorticoide no terceiro período gestacional não alterou a glicemia basal e a tolerância à glicose durante o tratamento e na lactação, mas induziu um quadro de intolerância à glicose evidenciado cerca de 3 meses após o parto. Esta alteração persistiu até o 12º mês depois do parto, e foi concomitante à uma redução da capacidade secretora de insulina pelas ilhotas pancreáticas. Além da caracterização funcional do modelo experimental, propusemos neste estudo um mecanismo para o estabelecimento tardio, baseado na expressão alterada de microRNAs (miRNA). Assim, os objetivos centrais deste projeto são (i) comparar os perfis de microRNAs circulantes entre mulheres que fizeram ou não uso de corticoterapia durante a gestação, e correlacionar os achados com possíveis alterações no metabolismo energético e, (ii) estabelecer um modelo animal que se assemelhe às condições da corticoterapia gestacional humana e que permita estudos dos mecanismos envolvidos nas possíveis alterações observadas. Para realização do estudo, em animais, serão utilizadas ratas Wistar no 20o dia gestacional tratadas com veículo ou 170 µg de betametasona por peso corpóreo em 2 doses, com intervalo de 4 horas entre as doses ("clinically-equivalent dose" a 2 doses de 12 mg com intervalo de 24h). Ambos os grupos serão eutanaseados (i) no 21o dia de prenhez; (ii) no sexto mês pós-parto ou após o estabelecimento da intolerância à glicose. Para o estudo em humanos serão selecionadas mulheres com pelo menos 6 meses após parto, encaminhadas ao serviço de maternidade do CAISM. Tanto em animais como em humanos serão realizados o GTT, dosagem de glicemia e insulinemia de jejum, colesterol total, triglicérides, HDL e marcadores bioquímicos de função hepática para delineamento do perfil metabólico. A análise molecular será baseada na expressão em larga escala de miRNA circulantes para rastreamento de potenciais marcadores prognósticos. Adicionalmente serão avaliados marcadores epigenéticos por western blot e metilação do DNA em leucócitos. Com os resultados obtidos neste projeto espera-se identificar miRNA alterados envolvidos com o metabolismo energético, principalmente no que diz respeito ao estabelecimento de distúrbios metabólicos envolvidos com o DM2 em longo prazo. Além disso, espera-se validar um modelo animal equivalente a corticoterapia utilizada em mulheres durante a gestação, permitindo estudos futuros de estratégias terapêuticas antes do estabelecimento da doença. (AU)

Homólogos a At-thi1 em cana de açúcar: estudo molecular e funcional

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marie-Anne Van Sluys
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:15/05058-2
Vigência: 01 de junho de 2015 - 30 de junho de 2016
Assunto(s):Genética molecularSaccharomycesMetabolismo energético
Resumo
A cana-de-açúcar (Saccharum spp.) é uma monocotiledônea de metabolismo C4, que apresenta grande acúmulo de sacarose no colmo. Trata-se de uma importante cultura tropical cultivada para a obtenção de açúcar e, mais recentemente, do biocombustível etanol, entre outros produtos. Apesar de sua importância econômica, pouco ainda se conhece sobre a estrutura do seu genoma. Sabe-se que os cultivares modernos são híbridos interespecíficos que apresentam um genoma poliplóide. O programa SUCEST (Sugarcane EST Project - Vettore et al., 2003) produziu sequencias do transcriptoma dessa planta, de forma a iniciar o estudo das regiões codificantes. A partir do banco de reads do SUCEST, dois SAS (Sugarcane Assembled Sequences), denominados sc-thi1.1 e sc-thi1.2, foram identificados como possíveis homólogos do gene thi1 de Arabidopsis thaliana e THI4 de Saccharomyces cerevisiae. Estes são ortólogos e estão envolvidos na síntese do anel tiazol da molécula de tiamina (vitamina B1). Esta vitamina é necessária ao funcionamento energético das células, sendo cofator para enzimas que atuam em diversas vias metabólicas centrais (glicólise, ciclo do ácido cítrico e o ciclo da pentose fosfato). Enquanto A. thaliana e outras espécies vegetais apresentam apenas uma cópia deste gene, Saccharum apresenta pelo menos duas cópias, assim como outras gramíneas C4. Resultados anteriores do nosso grupo observaram que o mutante tz-201 de A. thaliana, apresenta acúmulo de sacarose nos tecidos. Esses resultados, juntamente com a existência de dois transcritos com perfil de expressão distintos no SUCEST, tornam interessante a averiguação da função dos homólogos de cana-de-açúcar. Assim, o presente projeto tem como objetivo estudar o contexto genômico de thi1 e a função da proteína THI1 no metabolismo C4, mais especificamente, em cana de açúcar. (AU)

Ação da melatonina no microambiente tumoral anaeróbico verificada por marcadores de metabolismo energético em modelo experimental de câncer de mama

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (São Paulo - Estado). São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Debora Aparecida Pires de Campos Zuccari
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:14/25022-0
Vigência: 01 de junho de 2015 - 31 de maio de 2017
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):MelatoninaNeoplasias mamárias
Resumo
O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e apresenta alta taxa de mortalidade. O rápido crescimento tumoral dificulta a perfusão de O2, principalmente na região central do tumor. Estas condições adversas no microambiente tumoral podem exercer pressão seletiva sobre o tumor, selecionando subpopulações com características vantajosas para sobrevivência em ambientes anaeróbicos. Neste contexto se caracteriza a heterogeneidade intratumoral, que consiste em subpopulações de células tumorais com características distintas, que diferem quanto ao grau de agressividade e sensibilidade ao tratamento. A melatonina, um hormônio naturalmente produzido pela glândula pineal, além de seus efeitos fisiológicos tem demonstrado importante ação no câncer. Estudos sugerem que alterações nos níveis de melatonina podem estar relacionados com o desenvolvimento de tumores mamários, e indicam seu uso terapêutico em diferentes tipos de câncer. No entanto, faz-se necessário uma melhor compreensão de seus mecanismos de ação e efeitos oncostáticos. Assim, a presente proposta tem como objetivo avaliar a ação da melatonina no microambiente tumoral anaeróbico verificada por imagens obtidas pela tomografia por emissão de pósitrons (PET) e por diferentes marcadores de metabolismo energético (pimonidazole, HIF-1±, GLUT1, GLUT3 e anidrases carbônicas IX e XII) em modelo experimental de câncer de mama. (AU)

Investigação da ritmicidade circadiana e dos efeitos da privação de sono na resposta dos sistemas MCHérgico e orexinérgico

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Vânia D'Almeida
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:15/05666-2
Vigência: 01 de junho de 2015 - 31 de março de 2018
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):PsicobiologiaRatosNeuropeptídeosPrivação de sonoExpressão gênica
Resumo
O sono é um processo fisiológico crítico para a sobrevivência, regulado pelo sincronizador claro/escuro que possui ritmicidade circadiana. O sono é composto por dois estágios fundamentais: sono não REM e sono REM ou paradoxal. O hipotálamo é uma área cerebral envolvida na homeostase do organismo, destacando-se, dentre outras funções, o controle da ritmicidade circadiana e do ciclo sono/vigília. No hipotálamo são sintetizados neurotransmissores que atuam nesta função, assim como as orexinas e o hormônio concentrador de melanina (MCH). O MCH e a orexina foram relacionados a diversas funções fisiológicas, tais como: controle do metabolismo energético, termorregulação, controle motor, controle do humor e emoções e, regulação do ciclo sono/vigília. Esta última função pode ser evidenciada pelo fato de se encontrar aumento de atividade de neurônios MCHérgicos durante o sono paradoxal e não-paradoxal, além do aumento de expressão do gene Mchr1 durante o sono paradoxal. Foi demonstrado que o sistema orexinérgico apresenta ritmicidade circadiana e experimentos realizados em nosso laboratório mostraram que o sistema MCHérgico responde diferentemente em dois momentos do dia (Zeitgeber time - ZT0 e ZT8), porém, apenas quando o animal é privado de sono. Tendo em vista que os dados presentes na literatura, juntamente com os dados obtidos em nossos experimentos prévios não são suficientes para determinar se a resposta do sistema MCHérgico apresenta ritmicidade circadiana, temos por objetivo verificar se o sistema MCHérgico possui ritmicidade e se a privação de sono altera esse ritmo. Também iremos investigar se a privação de sono altera a ritmicidade circadiana já descrita do sistema orexinérgico. (AU)
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