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Consórcio internacional de obesidade estudo piloto transversal de preditores de índice de massa corporal

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Julio Sérgio Marchini
Supervisor no exterior: Sai Krupa Das
Local de pesquisa: Tufts Medical Center (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Análise Nutricional de População
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:14/14217-4
Vigência: 02 de fevereiro de 2015 - 01 de setembro de 2015
Assunto(s):Metabolismo energéticoIsótopos estáveisObesidade
Resumo
A obesidade é um problema de saúde crescente em todo o mundo e trouxe consigo o aumento das taxas de doenças crônicas. Atualmente, não existem estudos multicêntricos dedicados a analisar os fatores únicos e comuns específicos que são barreiras para o controle de peso bem sucedido, e este estudo piloto será o primeiro desse tipo. Uma vez que a colaboração é estabelecida e documentada através deste estudo piloto, o consórcio vai procurar financiamento para estudos maiores adequadamente fundamentados na área de regulação energética e controle de peso.O objetivo deste estudo de viabilidade é a realização de um estudo piloto transversal de preditores do consumo e do gasto de energia, e determinar as barreiras para um controle de peso bem sucedido em cinco países (Brasil, China, Finlândia, Índia, Kuwait), com altas taxas de obesidade. Como parte deste trabalho, vamos utilizar uma metodologia comum em todos os locais e conduzir estudos-piloto relativos à validação de metodologia para medir a ingestão e o gasto energético. A hipótese central deste estudo é que será possível identificar fatores alimentares, comportamentais e de estilo de vida significativos em países que predizem a ingestão e o gasto energético. Fatores a serem avaliados que podem predizer a ingestão dietética incluem macronutrientes e variedade da dieta, a fome, padrões e comportamentos alimentares, o ambiente alimentar, e a frequência de comer fora. O gasto energético será avaliado por monitores de atividade física e os níveis de atividade auto-relatados, bem como pelo método de água duplamente marcada. Como parte deste trabalho, vamos utilizar uma metodologia comum em cinco países e conduzir estudos-piloto relativos à validação de metodologia para medir a ingestão e o gasto energético. (AU)

Função dos neurônios hipotalâmicos AgRP/NPY no controle do eixo hipotálamo-hipófise-tireoide em camundongos alimentados e jejuados

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Lucila Leico Kagohara Elias
Supervisor no exterior: Anthony Neil Hollenberg
Local de pesquisa: Harvard University, Boston (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:14/20704-5
Vigência: 01 de janeiro de 2015 - 31 de dezembro de 2015
Assunto(s):Neuroendocrinologia
Resumo
De acordo com a Organização Mundial de Saúde a obesidade se tornou uma epidemia global e o número de indivíduos obesos continua crescendo. Portanto, a elucidação das vias cerebrais que regulam a ingestão de alimento e o gasto energético torna-se crucial para estabelecimento de tratamentos e terapias eficazes contra a obesidade. O eixo hipotálamo-hipófise-tireoide (HHT), composto por neurônios do núcleo paraventricular (PVN) que produzem e secretam o hormônio liberador de tireotrofina (TRH), que modulam a produção hipofisária do hormônio estimulante da tireoide (TSH), que por sua vez regula os níveis circulantes do hormônio tireoidiano (TH), é um componente-chave na regulação do metabolismo basal, do gasto energético e da temperatura corporal. Sabe-se que o estresse nutricional, como a restrição calórica por longo prazo, modula o eixo HHT, levando a uma queda nos níveis de TH, secundária a uma queda nos níveis de leptina. Em um estudo recente, utilizando camundongos com deleção seletiva da expressão do gene que codifica o neuropeptídeo (NPY) e o receptor da melanocortina do tipo 4 (MC4R), o grupo do Dr. Hollenberg demonstrou que a redução dos níveis circulantes de TH induzida pelo jejum é controlada por ambos, NPY e MC4R, via supressão central do eixo HHT e via metabolismo do HT através do fígado. O núcleo arqueado (ARC) do hipotálamo contém neurónios que expressam tanto NPY/Proteína relacionada ao Agouti (AgRP; antagonista do MC4R) como a proopiomelanocortina (POMC), o precursor do hormônio estimulante de melanócito alfa (±MSH; agonista do MC4R). No presente estudo nós pretendemos investigar se neuropeptídios AgRP/NPY do ARC são o subconjunto de neurônios necessários para a supressão do eixo HHT induzida pelo jejum. (AU)

Estudos biofísicos, incluindo determinação da estrutura cristalográfica, do complexo carreador de piruvato mitocondrial (MPC)

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS). Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Brasil). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Andre Luis Berteli Ambrosio
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:14/06954-9
Vigência: 01 de dezembro de 2014 - 30 de novembro de 2016
Assunto(s):BiofísicaBioquímicaProteínas da membrana
Resumo
Piruvato é o produto final da glicólise citosólica e tem um número de destinos intracelulares possíveis, sendo o principal deles a internalização mitocondrial. O transporte de piruvato através da membrana mitocondrial é um passo crítico no metabolismo energético e biossintético. Apesar de serem previstas a mais de 40 anos, somente recentemente é que as proteínas necessárias para esta atividade foram identificadas. Duas proteínas associadas à membrana mitocondrial interna (IMM), chamadas de MPC1 e MPC2, foram identificadas como as componentes essenciais para formação do complexo do transporte de piruvato em levedura (S. cerevisiae), Drosophila e humanos. Estas proteínas são preditas como possuindo três hélices transmembrana, com cada subunidade pesando 15 kDa. No entanto, de acordo com os dados relatados, acredita-se que o complexo funcional (formado pelas subunidades MPC1 e MPC2) tenha um peso molecular total de 150 KDa, como estimado por eletroforese não-desnaturante, indicando a possibilidade de uma formação de decâmeros. Embora as proteínas envolvidas no transporte de piruvato foram identificadas, questões tais como qual é a estequiometria correta entre as subunidades, quais são os papeis individuais de cada uma no complexo e quais são os determinantes moleculares do transporte do piruvato não foram abordados até o momento. A fim de contribuir na elucidação destas questões, o presente projeto propõe as caracterizações bioquímicas e biofísicas, juntamente com a possível determinação da estrutura do complexo MPC. Considerando-se que MPC é um complexo transmembrana, é de se esperar sérias dificuldades na expressão, purificação e estudos estruturais do complexo. Para ultrapassar estas dificuldades, a expressão heteróloga em levedura será empregue como o sistema de expressão escolhido, o que pode ajudar na correta localização, enovelamento e estabilidade do complexo MPC. Além disso, a determinação do detergente ou mistura de detergentes, que irá interromper a organização das membranas plasmática e das organelas, sem comprometer a estrutura terciária da proteína, também necessita de ser determinado. Nesse contexto, durante o ano de 2013 nosso laboratório gerou um conjunto de resultados preliminares bastante positivos que suportam a viabilidade desta proposta. Estudos bioquímicos e biofísicos (ultracentrifugação analítica, calorimetria por titulação isotérmica, ressonância plasmônica de superfície e microscopia eletrônica por coloração negativa ou em condições criogênicas) serão realizados no complexo MPC purificado, a fim de determinar o seu peso molecular e a estequiometria exacta e arquitetura geral. Como é frequentemente no caso produção de proteinas complexas em sistemas heterólogos, assim como para aumentar as chances de sucesso na cristalização, a escolha da construção correta é a chave entre o sucesso e o fracasso. Assim, genes sintéticos do complexo (MPC1 e MPC2) de dez organismos diferentes já foram comprados. Os estudos planejados e ensaios de cristalização serão realizados para as construções mais promissoras, seguido pela determinação da estrutura de cristal do complexo MPC. O projeto proposto, uma vez concluído com êxito tem um potencial para fornecer informações valiosas na compreensão primária dos mecanismos inerentes ao transporte do piruvato citosólico através da membrana mitocondrial. (AU)

Estudo da regulação da atividade da AMPK em amígdala de animais controles e possíveis efeitos na ingestão alimentar e gasto energético

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Patrícia de Oliveira Prada
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:14/16724-0
Vigência: 01 de dezembro de 2014 - 31 de julho de 2016
Assunto(s):Proteínas quinases ativadas por ampMetabolismo energéticoNeurofisiologia
Resumo
A AMP-activated protein kinase (AMPK) é um sensor energético celular que regula o balanço energético no âmbito celular e no organismo como um todo. Diversos estudos têm demonstrado que a AMPK hipotalâmica participa do controle da ingestão alimentar em resposta a nutrientes e hormônios como insulina, leptina e grelina. O aumento da atividade da AMPK no hipotálamo está associado com o aumento da ingestão alimentar e sua inibição leva a redução da ingestão alimentar. Embora a maior parte dos estudos tivesse como foco a regulação da AMPK no hipotálamo, recentes evidências têm demonstrado que outras regiões do sistema nervoso podem contribuir para o controle do metabolismo energético e ingestão alimentar. Estas regiões incluem a amígdala que é parte integrante do sistema dopaminérgico de recompensa. Entretanto não há estudos demonstrando a expressão e regulação da atividade da AMPK nessa região. Nesse sentido, o primeiro e segundo objetivos do presente estudo são investigar a expressão da AMPK na região CeA da amígdala por immunoblotting e imuno-histoquímica; e investigar a fosforilação e a atividade da AMPK in vivo em amígdala em resposta a nutrientes como glicose, a hipoglicopenia induzida por 2-DG e a realimentação após jejum prolongado em animais controles. O terceiro objetivo é investigar se há alteração na fosforilação em Thr172 e a atividade da AMPK in vivo em resposta a hormônios como insulina e grelina em amígdala de animais controles. O quarto objetivo é investigar se o bloqueio (STO-609-inibidor de CaMKK e Compound C) e a ativação (AICAR) farmacológica por 7 dias da AMPK alteram a ingestão alimentar, peso corpóreo, adiposidade e gasto energético de animais controles pela modulação da fosforilação em Thr172 e da atividade dest enzima in vivo. De forma complementar e para aumentar a especificidade da inibição ou ativação, no quinto objetivo investigar se a inibição crônica da expressão da AMPK com siRNA ou pela injeção da forma constitutiva ativa da AMPK (adenovírus) na amígdala altera a ingestão alimentar, peso corpóreo, adiposidade, gasto energético e expressão de neuropeptídeos de animais controles. O sexto objetivo do projeto é investigar se o sistema melanocortina regula a ingestão alimentar e o peso corpóreo pela modulação da AMPK. (AU)

Técnicas de respirometria aplicadas ao estudo das necessidades energéticas de cães e gatos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Aulus Cavalieri Carciofi
Anfitrião: Richard C Hill
Local de pesquisa: University of Florida (UF) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Processo:14/13270-9
Vigência: 15 de novembro de 2014 - 14 de fevereiro de 2015
Assunto(s):Metabolismo energéticoEnergia
Resumo
Cães e gatos são animais carnívoros, com elevada necessidade de aminoácidos. O aproveitamento de carboidratos por estes animais já foi estudado, contudo existem informações que ainda não estão bem esclarecidas. Temos linha de pesquisa em metabolismo de carboidratos para cães e gatos, tendo sido este o tema de nossa Tese de Livre-docência. Além dos estudos de aproveitamento alimentar, com digestibilidade e fermentação intestinal de amidos, e respostas pós-prandiais com avaliação das resposta de glicose e insulina aos alimentos, que já temos conduzido, planejamos agora nos aprofundar nas respostas do metabolismos intermediário e termogênese induzidas por amidos. A necessidade do estudo se justifica em função de mais de 90% de cães e gatos serem atualmente alimentados com rações extrusadas, que apresentam por sua vez entre 25% e 60% de amido em suas composições. Temos já algumas publicações sobre as implicações da composição corporal (obesidade) e da composição da dieta (teores de proteína, amido e fibra) sobre o metabolismo de carboidratos, especificamente sobre as respostas de glicose e insulina de cães e gatos. O passo que pretendemos agora, mais importante e desafiador será compreender outros aspectos do metabolismo, especificamente a oxidação de carboidratos ou proteínas no metabolismo intermediário para obtenção de energia e sua influência sobre o gasto energético diário, incremento calórico (ou efeito termogênico do alimento), necessidade de energia líquida e, particularmente em felinos sobre a produção endógena de oxalato e o risco de formação de urólitos de oxalato de cálcio nesta espécie. As implicações destas informações são inúmeras, estendendo-se sobre melhor compreensão da gênese da obesidade, dislipidemias, processos de intolerância aos carboidratos e resistência à insulina, regulação do apetite, componentes do gasto energético diário e mesmo sobre como melhor estimar o valor de energia de um alimento em função de sua composição química. As técnicas de respirometria, com a quantificação da produção de gás carbônico e consumo de oxigênio por unidade de tempo são hoje o método ouro para estudo do metabolismo energético dos animais. É nosso objetivo nos capacitarmos a conduzir estudos deste tipo na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da UNESP, campus de Jaboticabal. Para nosso aprendizado e capacitação no tema, solicitamos período de três meses de estágio na University of Florida, sobre a supervisão do Prof. Dr. Richard Hill. O Dr. Hill é pessoa internacionalmente importante no estudo do metabolismo energético de cães com uso de respirometria. Ele está desenvolvendo pesquisas no momento e se prontificou a nos receber para acompanhar seus estudos e nos fornecer treinamento nas técnicas, procedimentos de cálculo e interpretação dos achados. (AU)

Monitorização contínua não invasiva da glicemia intersticial em recém-nascidos a termo, adequados para idade gestacional

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Raphael Del Roio Liberatore Junior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/02039-4
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2016
Assunto(s):Doenças do recém-nascidoHipoglicemiaGlicemiaPediatria
Resumo
Ao nascimento o fornecimento de glicose é interrompido subitamente o que é essencial para ativação do metabolismo energético. Ocorre uma série de mudanças metabólicas e hormonais durante o trabalho de parto até a ligadura do cordão os quais possibilitam manter a homeostase da glicose. Com a progressão do trabalho de parto, a atividade simpatoadrenal fetal aumenta, resultando em considerável elevação dos níveis circulantes de catecolaminas. A ligadura do cordão desencadeia um aumento na secreção de glucagon. Enquanto as concentrações plasmáticas de glicose caem rapidamente a secreção de insulina diminui lentamente. Estes ajustes, particularmente a elevação de catecolaminas estimulam a glicogenólise e gliconeogênese no recém-nascido. Estes mecanismos são relativamente eficientes nos recém-nascidos a termo adequados para idade gestacional, no entanto não são tão eficientes nos pequenos para idade gestacional, prematuros, grandes para idade gestacional, filhos de mãe diabéticas e hiperinsulinêmicos.Ainda não há um consenso para se definir os valores da hipoglicemia neonatal, quando devemos investigar e monitorizar, qual o nível e duração da hipoglicemia que pode levar a injúrias cerebrais e seqüelas permanentes. Diversos níveis de glicemia e glicose no plasma, com base na triagem de recém-nascidos ou na experiência clínica, tem sido recomendados como valores para definir a hipoglicemia. Todos eles são algo arbitrário, visto que não podem ser correlacionados com as taxas de utilização de glicose ou a gravidade dos sintomas. Na prática, do ponto de vista laboratorial a hipoglicemia pode ser definida como níveis de glicose plasmática inferiores a 45 mg/dl ou do sangue total abaixo de 40 mg/dl em recém-nascidos a termo ou prematuros e do ponto de vista clínico com sinais e sintomas presentes durante baixas concentrações de glicose que melhoram quando as taxas glicêmicas se normalizam com tratamento. A monitorização continua da glicemia foi inicialmente desenvolvida para o manejo do diabetes mellitus, promovendo um melhor controle da doença. Essa forma de medição também é segura e confiável para ser usada em recém-nascidos de extremo baixo peso. Entretanto este método ainda não foi investigado em recém- nascidos a termo adequados para idade gestacional. A monitorização continua da glicemia intersticial é realizada com um aparelho que contém um sensor descartável que catalisa a oxidação da glicose gerando uma corrente elétrica a cada 10 segundos, que fica gravada via cabo em um pequeno monitor. O monitor faz uma média dos valores a cada 5 min dando um total de 288 medidas por dia, que é considerada continua. A proposta é a realização de um estudo observacional transversal descritivo analítico. O grupo de pacientes será composto por recém-nascidos a termo adequados para idade gestacional em aleitamento materno exclusivo, nascidos de parto normal ou cesárea. Serão incluídos pacientes com peso igual ou acima do percentil 10 para idade gestacional de 37 semanas (peso mínimo de 2541 g) até recém-nascidos peso igual ou inferior ao percentil 90 para idade gestacional de 42 semanas (peso máximo de 4098g). Os critérios de não inclusão / exclusão são: recém-nascidos asfixiados, com malformações congênitas, pequenos e grandes para idade gestacional, gemelares, filhos de mães diabéticas, com infecções congênitas ou adquiridas, pacientes que estejam em uso (ou cujas mães utilizem) de drogas que possam interferir o metabolismo da glicose e pacientes portadores de outras enfermidades. O número amostral será de acordo com conveniência definida pela disponibilidade de equipamento e tempo de interna (AU)

A mitocôndria como elemento central na resposta a estresses em plantas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG). Coordenadoria de Centros e Núcleos Disciplinares (COCEN). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paulo Arruda
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:14/17634-5
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2016
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):Metabolismo energéticoZea maysFatores de transcriçãoRegulação da expressão gênica
Resumo
A mitocondria desempenha papel central na respiração aeróbica e no metabolismo energetico em organismos complexos. O metabolismo energético mitocondrial por sua vez é a principal fonte de espécies reativas de oxigênio (ROS). Para lidar com a expressiva geração de ROS e suas consequencias nocivas para o metabolismo celular como um todo, a mitocôndria controla um potente aparato antioxidante com reflexos na propria mitocondria, no citoplasma e nas outras organelas celulares. Apesar de durante o processo evolutivo as mitocôndrias terem mantido seu próprio genoma, a maior parte das proteinas mitocondriais são codificadas pelo genoma nuclear, enquanto que o genoma mitocondrial codifica um pequeno numero de proteínas, incluindo parte daquelas envolvidas nos complexos da cadeia de transporte de eletrons (CTE). Assim, alterações no metabolismo mitocondrial ditadas pelos processos de diferenciação e desenvolvimento ou adaptação a condições ambientais adversas, requerem uma estreita comunicação entre a mitocôndria, o núcleo, e outros compartimentos celulares. Em plantas, os elementos regulatórios envolvidos nesse processo ainda são pouco conhecidos. Recentemente demonstramos que a superexpressão da proteína desacopladora mitocondrial 1 (UCP1) em plantas de tabaco (Nicotiana tabacum) induz o processo de biogênese mitocondrial, altera a morfologia mitocondrial e amplifica uma extensa resposta anti-estresses. Com isso as plantas superexpressando UCP1 apresentam significativa melhora na performnce biológica sob diversas condições de estresses abióticos. Neste projeto propomos identificar genes candidatos que interfiram na comunicação entre a mitocôndria e outros compartimentos celulares visando à produção de plantas de milho (Zea mays) mais resistentes a estresses abióticos. (AU)

Assinatura bioenergética e estresse oxidativo como marcadores da progressão do câncer de próstata

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Wagner José Fávaro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:14/06128-1
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2015
Assunto(s):Neoplasias da próstataEstresse oxidativoMetabolismo energéticoPatologiaUrologia
Resumo
A morfologia e a fisiologia da próstata têm sido examinadas com particular atenção devido às diferentes lesões que atingem esse órgão, destacando-se o câncer prostático (CP). Diferentes estudos demonstraram a importância dos andrógenos e estrógenos no desenvolvimento e manutenção da glândula prostática, bem como indicaram que a ação conjunta desses hormônios e seus receptores podem deflagrar lesões prostáticas. As células tumorais enfrentam dois grandes desafios: como atender as demandas bioenergéticas e biossintéticas do crescimento e proliferação celular aumentados e, como empreender estratégias de adaptação metabólica para sobreviver a flutuações ambientais de disponibilidade de nutrientes e oxigênio quando o crescimento tumoral ultrapassa a capacidade de abastecimento da vascularização existente. Como todas as células neoplásicas são dependentes desta alteração metabólica, essas vias alteradas representam um importante alvo terapêutico. Ainda, o consumo de oxigênio pelas células tumorais pode estar relacionado diretamente com a geração de espécies reativas de oxigênio (EROs), uma vez que essas são produzidas normalmente em doses baixas durante o processo de respiração celular. Esses fatos tornam o estudo da associação do CP, metabolismo energético, EROs e receptores de hormônios sexuais esteróides um importante avanço para o entendimento deste tipo de tumor, principalmente quando se relaciona esses eventos as condições basais e normais de uma célula. Assim, os objetivos gerais do presente estudo serão caracterizar e correlacionar o metabolismo energético, as enzimas formadoras de espécies reativas de oxigênio (EROs) e os receptores de hormônios sexuais esteróides como marcadores de relevância clínico-patológica e prognóstica para a classificação dos adenocarcinomas prostáticos de baixo, intermediário e alto graus. No presente trabalho serão utilizadas amostras prostáticas da zona periférica provenientes de 40 de pacientes, na faixa etária de 60 a 90 anos, com e sem diagnóstico de adenocarcinoma prostático, obtidas no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Amostras prostáticas de 10 pacientes serão provenientes de necropsia sem diagnóstico de lesão prostática e/ ou doença urológica. Em adição, as amostras prostáticas dos outros 30 pacientes serão provenientes de biópsia por agulha e/ ou prostatectomia radical. Os pacientes serão divididos em 4 grupos (10 pacientes cada): Grupo Normal (sem lesão), Grupo Adenocarcinoma de baixo grau (Escala de Gleason d 6); Grupo Adenocarcinoma de grau intermediário (Escala de Gleason 6 - 7) e Grupo Adenocarcinoma de alto grau (Escala de Gleason e 7). Posteriormente, as amostras prostáticas serão submetidas às análises histopatológicas e imunohistoquímicas. A partir do presente projeto espera-se obter maior conhecimento sobre o metabolismo energético e sua relação com as enzimas formadoras de EROs e receptores de hormônios sexuais, de modo que essas relações possam constituir uma importante ferramenta para o diagnóstico e seguimento de pacientes com câncer de próstata. (AU)

A proteína ATM como importante regulador molecular da função mitocondrial e do metabolismo de glicose em células musculares

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Leonardo dos Reis Silveira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:14/10236-4
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2016
Assunto(s):Sistema musculoesqueléticoResistência à insulinaMetabolismo energético
Resumo
A resistência à insulina no músculo esquelético é uma característica em diabéticos. Recentemente, foi demonstrada uma forte associação entre deficiência de ATM e estresse oxidativo, uma condição favorável à instalação de doenças neurodegenerativas, oncogênicas e metabólicas. Sob estresse oxidativo, a transcrição do PGC1-± sofre redução, aumentando as evidências de que a ativação de Akt pode estar fortemente associada à indução de PGC1-±. Portanto, estamos propondo a hipótese de que a ATM possa regular a expressão de PGC1-± protegendo as células musculares contra o estresse oxidativo e a instalação da resistência à insulina. Para tanto, nos propomos a investigar o efeito da superexpressão e da redução na expressão de ATM na transcrição e no conteúdo da proteína PGC1-±, no consumo de oxigênio, na fosforilação de Akt, na captação de glicose e na expressão dos antioxidantes Sod, Cat, Gpx, Gr em células controles e resistentes à insulina. Investigaremos ainda o efeito da superexpressão de ATM em proteínas da via de indução da fosforilação do PGC1-± incluindo a fosforilação de AMPK, de CREB e da 38 MAKP em células controles. Como experimento controle pretendemos investigar o efeito da expressão ou inibição de ATM em linhagem mutante de fibroblastos (Atm/) A38 e (Atm+/+) A29 na expressão gênica e no conteúdo da proteína PGC1-±, no consumo de oxigênio, na fosforilação de Akt, na captação de glicose e na expressão dos antioxidantes Sod, Cat, Gpx, Gr. Finalmente, o conhecimento do mecanismo pelo qual a proteína ATM regula a função mitocondrial protegendo o tecido muscular de danos oxidativos poderá abrir novas perspectivas terapêuticas no controle do diabetes tipo 2. (AU)

Avaliação dinâmica da taxa e composição do crescimento de bovinos de corte para o desenvolvimento de um modelo de otimização do ponto ótimo de abate

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Dante Pazzanese Duarte Lanna
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:13/22271-6
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 30 de junho de 2015
Assunto(s):Desenvolvimento muscularNecessidades nutricionaisOtimização não linearPesquisa operacional
Resumo
O Brasil possui o maior rebanho bovino comercial do mundo, representando o maior setor da agropecuária nacional em valor bruto da produção. Melhorar a eficiência produtiva deste setor traz enormes benefícios econômicos e ambientais para o país. Esta melhoria pode ocorrer pelo uso de ferramentas matemáticas (modelos) capazes de simular o crescimento de indivíduos e predizer o ponto ótimo de abate. Contudo, esta tecnologia não é completamente dominada. Para este domínio ocorrer, o primeiro aspecto é que seja desenvolvido um modelo mecanicista de crescimento, parametrizado a partir de dados experimentais obtidos em intervalos curtos de tempo. Isto é algo que não foi coletado e modelado até hoje pela experimentação realizada com genótipos zebuínos e nas condições nacionais. Um segundo aspecto necessário é que novos sistemas sejam criados no sentido de agregar tecnologias capazes de monitorar as diferenças entre animais em tempo real, modelos de simulação, ajuste de parâmetros e métodos de otimização para que o produtor e indústria frigorífica obtenham melhores decisões econômicas com menor impacto ambiental. Neste sentido este projeto procura obter dados inéditos e também procura de forma inovadora avaliar a dinâmica do crescimento e do metabolismo energético de bovinos Nelore na fase de terminação gerando parâmetros para o desenvolvimento de um modelo dinâmico que otimize o ponto de abate econômico dos indivíduos. Os produtos esperados com este projeto são: i) o primeiro banco de dados completo obtido por determinação direta da taxa e composição química dos diferentes órgãos e tecidos durante o crescimento; ii) um modelo dinâmico de crescimento parametrizado a partir dos dados coletados de consumo e deposição de tecidos (incluindo os depósitos de gordura) e iii) um modelo capaz de estimar o ponto ótimo de abate de indivíduos. (AU)
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