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Screening sistematizado de transcritos e alterações moleculares e morfofuncionais induzidas por disfunções metabólicas em neurônios responsivos à leptina no hipocampo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Beatriz de Carvalho Borges Del Grande
Pesquisadores associados:Lucila Leico Kagohara Elias; Wilson Araújo da Silva Junior
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo:14/24113-1
Vigência: 01 de setembro de 2016 - 31 de agosto de 2020
Assunto(s):NeuroendocrinologiaIngestão de alimentosMetabolismo energéticoHipocampoLeptinaObesidade
Resumo
A compreensão dos sistemas neurais que controlam a ingestão de alimento e o gasto energético torna-se fundamental diante da crescente prevalência da obesidade nas sociedades modernas. A leptina é um hormônio regulador do balanço energético por meio de ação no receptor LepRb em núcleos hipotalâmicos. O LepRb também é expresso no hipocampo, estrutura central envolvida com o processamento do aprendizado e memória, recentemente relacionada com o controle da ingestão de alimento. No hipocampo, a leptina promove a formação de espinhos dendríticos em neurônios CA1 e CA3, estimula a transmissão sináptica e modula a cognição e a memória relacionada a ingestão. A administração de leptina no hipocampo suprime a ingestão de alimento e a expressão de comportamentos apetitivos aprendidos. Entretanto, os mecanismos de ação da leptina no hipocampo e seu controle do balanço energético ainda não foram definidos. Nossa proposta tem por objetivo: (1) identificar mudanças nos níveis dos transcritos nos neurônios LepRb do hipocampo, por meio de RNA Seq, induzidas por alterações metabólicas (por exemplo, obesidade induzida por dieta); (2) avaliar a necessidade ou a suficiência da ação da leptina nos neurônios do hipocampo para o controle da ingestão de alimento, peso corporal e ansiedade, por meio de re-expressão condicional do LepRb em camundongos Lepr null (utilizando o sistema Cre-LoxP e vetores virais de adeno virus associado); (3) definir os inputs monosinápticos diretos nos neurônios LepRb do hipocampo por meio do sistema Cre-dependent helper virus; e finalmente, (4) avaliar o papel da ativação aguda dos neurônios LepRb do hipocampo sobre a ingestão de alimento e comportamento apetitivo por meio da tecnologia DREADD (Designed Receptors Exclusively Activated by Designed Drugs). Nosso estudo proporcionará a geração de novos conhecimentos sobre as ações da leptina no hipocampo e sua relevância fisiológica em disfunções metabólicas altamente prevalentes em nossa sociedade. Esta proposta representa uma oportunidade excepcional de fomentar e estabelecer novos grupos e campos de pesquisa especializada na instituição sede, de fundamental importância para a saúde humana. Também serão introduzidas metodologias inovadoras para os estudos moleculares, funcionais e de tracejamento neuronal, que permitirão futuras aplicações em diferentes áreas de pesquisa já estabelecidas em nossa instituição. (AU)

Metabolismo energético, composição corporal e consumo alimentar na cirurgia bariátrica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Rita Marques de Oliveira
Supervisor no Exterior: Dale A. Schoeller
Local de pesquisa: University of Wisconsin-Madison (UW) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:16/02306-8
Vigência: 15 de agosto de 2016 - 14 de fevereiro de 2017
Assunto(s):Composição corporalObesidadeCirurgia bariátricaIsótopos estáveisMetabolismo energético
Resumo
A cirurgia para a obesidade é hoje o procedimento de escolha para casos graves do problema, por resultar em maiores e mais duradoras perdas de peso corporal e no efetivo controle das doenças crônicas associadas às disfunções metabólicas da adiposidade corporal, um grave e frequente problema de saúde global. No entanto, os resultados da cirurgia não são os mesmos para todos os obesos, o que pode estar relacionado a processos metabólicos adaptativos, com prováveis implicações genéticas. Em estudos anteriores, nós não encontramos diferenças na taxa metabólica em repouso e no consumo de alimentos entre mulheres com diferentes resultados da cirurgia sobre o ganho de peso. Neste projeto, buscando elucidar outras hipóteses e considerando o cenário técnico e científico favorável, o objetivo será avaliar a resposta do peso corporal à cirurgia bariátrica sob a influência de fatores associados ao metabolismo energético, à composição corporal e ao consumo alimentar, 6 e 12 meses após o procedimento. Será um ensaio clínico autocontrolado, envolvendo 20 mulheres com IMC entre 40 e 50 kg/m2. O gasto energético total e a composição corporal serão avaliados pela água duplamente marcada. O consumo alimentar e o nível de atividade física serão avaliados por meio de registros de três dias não consecutivos. Como resultado, se espera obter respostas a hipóteses levantadas em estudos anteriores, assim, beneficiando decisões referentes ao tratamento e ao cuidado pós-cirúrgico. (AU)

Sinalização parácrina mediada por microvesículas e proteínas entre células ósseas e endoteliais durante o desenvolvimento e regeneração do tecido ósseo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Willian Fernando Zambuzzi
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:16/08857-6
Vigência: 01 de agosto de 2016 - 31 de julho de 2018
Vinculado ao auxílio:14/22689-3 - Sinalização parácrina mediada por microvesículas e proteínas entre células ósseas e endoteliais durante o desenvolvimento e regeneração do tecido ósseo, AP.JP
Assunto(s):Células endoteliais
Resumo
O sistema esquelético de mamíferos abriga um conjunto de células que, de maneira hierárquica, sustentam a formação óssea ao longo da vida. Neste contexto, sabemos que a osteogênese é indispensável para a renovação do osso, bem como a consolidação de fratura através de mecanismos regenerativos; sabemos que estes processos frequentemente diminuem com o progresso da idade, levando à perda de massa óssea e ao aumento da incidência de fraturas. Atualmente, defeitos ósseos constituem um problema de saúde pública, quando a expectativa de vida da população tem aumentado significantemente. Reconstruir o tecido perdido é um dos grandes desafios de cirurgiões na área, muitas vezes necessitando da aplicação de um biomaterial que permita reparo funcional do tecido perdido. A despeito de sua importância médica, social e econômica, poucos avanços têm sido alcançados quanto às metodologias de bioanálise capazes de ranquear novas terapias. Atualmente, sabemos que o desenvolvimento e regeneração do osso é um evento complexo e orquestrado por mecanismos parácrinos de sinalização intercelulares mostrando que a osteogênese está acoplada à angiogênese graças aos elegantes trabalhos liderados pelo Prof. R. H. Adams, do Max Planck Institute for Molecular Biomedicine, publicados recentemente na Nature. Estes trabalhos justificam nosso interesse em estudar o crosstalk entre as linhagens osteogênicas e endoteliais, ressaltando a importância em se conhecer o repertório de moléculas secretadas ora pelos osteoblastos, ora pelas células endoteliais, e regentes (em conjunto) desses efeitos parácrinos durante a remodelação óssea. Neste contexto, o projeto em tela irá atacar: 1. A inter-relação entre células ósseas e endoteliais - avaliando proteínas secretadas e vesículas extracelulares neste contexto; 2. Caracterização de um tecido equivalente funcional de vaso sanguíneo e seu impacto em osteoblastos e osteoclastos; 3. Verificar, através dos biomarcadores listados nos objetivos anteriores, sua conservação durante o desenvolvimento embrionário intramembranoso e endocondral; 4. O mapeamento angiogênico acoplada à osteogênese durante a regeneração tecidual do osso alveolar. Neste projeto, celebramos a participação de pesquisadores de reconhecido saber da literatura mundial na área, tais como: Prof. Anna Teti (Itália, expert em metabolismo energético de células ósseas e características moleculares que determinam o fenótipo de osteoblastos, osteoclastos e osteócitos), Prof. Hans van Leeuwen (Holanda, expert em análise de microvesículas extracelulares) e Prof. Suvro Chartjee (Índia, expert em células endoteliais, Shear-Stress e NO signaling). Esta assembleia de pesquisadores internacionais é fruto do INTERBONE, onde o Prof. Willian Zambuzzi (proponente deste projeto) integra como pesquisador principal, desde 2011. Assim, dentre os resultados esperados para este projeto, destacamos: 1. Implantação no Instituto de Biociências - UNESP, linha de pesquisa em tecidos mineralizados, com equipamentos multiusuários, capazes de atender a essa comunidade; 2. Integração multidisciplinar, alavancando o impacto de nossas publicações; 3. Manutenção de parcerias nacionais e internacionais, contribuindo para intercâmbios e formação de nossos alunos de graduação e pós-graduação; 4. Contribuição com resultados que poderão ser explorados no âmbito de pesquisas aplicadas. (AU)

A proteína Klotho e o metabolismo energético de neurônios

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Cristoforo Scavone
Supervisor no Exterior: Mark Mattson
Local de pesquisa: National Institutes of Health, Baltimore (NIH) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:16/09971-7
Vigência: 11 de julho de 2016 - 10 de julho de 2017
Assunto(s):EnvelhecimentoFármacos neuroprotetoresMetabolismo energético
Resumo
O envelhecimento sempre foi estudado em modelo animal utilizando a C. elegans devido ao seu ciclo reprodutivo e curta expectativa de vida. O ciclo de vida da C. elegans pode ser expandido a partir do momento que esses animais entram em uma fase de desenvolvimento alternativa conhecida como dauer. Diversos genes que alteram a entrada nesse estágio foram identificados e muitos deles codificam proteínas associadas ao único receptor tirosina quinase expresso no animal. Todos esses genes apresentam homologia em animais e corerspondem a enzimas da sinalização intracelular de insulina. A modulação negativa dessa via leva a um aumento na longevidade em diversos animais, enquanto sua regulação positiva apresenta o efeito oposto. Recentemente, uma nova proteína associada com o envelhecimento foi descoberta em mamíferos. Camundongos que não possuem a proteína Klotho mostram um fenótipo de envelhecimento precoce, com diversas características periféricas, bem como efeitos centrais, como declínio cognitivo. Como a sinalização de insulina está associada com a longevidade, o objetivo deste trabalho é investigar os efeitos da proteína Klotho sob a sinalização de insulina no sistema nervoso central, avaliando alguns parâmetros associados com o estado redox, metabolismo energético e vulnerabilidade ao peptídeo beta-amiloide, toxinas mitocondriais e excitotoxinas. (AU)

O MCT1 como alvo terapêutico e mediador de resposta no tratamento de melanomas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Hospital do Câncer de Barretos. Fundação Pio XII (FP). Barretos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Céline Marques Pinheiro
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:16/10821-0
Vigência: 01 de julho de 2016 - 30 de abril de 2020
Vinculado ao auxílio:15/25351-6 - O MCT1 como alvo terapêutico e mediador de resposta no tratamento de melanomas, AP.JP
Assunto(s):MetabolismoMelanomaNeoplasias
Resumo
No contexto da reprogramação metabólica das células tumorais (efeito de Warburg), várias proteínas apresentam a sua expressão aumentada, incluindo os transportadores de monocarboxilatos (MCTs). Recentemente, o MCT1 foi identificado como o principal determinante para a sensibilidade ao 3-bromopiruvato (3-BP), um dos mais promissores inibidores do metabolismo glicolítico. Assim, além de um potencial alvo terapêutico, o MCT1 surge como um mediador de resposta a fármacos em câncer. O melanoma é a forma mais agressiva de câncer de pele e estudos demonstram que o BRAF é um dos oncogenes chave na tumorigênese destes tumores. Importante, mutações em BRAF induzem o efeito de Warburg, sendo que esta reprogramação do metabolismo energético tem sido apontada como uma possível estratégia para o tratamento de melanomas. Neste projeto, na sequência da pesquisa que tem sido desenvolvida pela candidata nos últimos 10 anos, pretende-se avaliar o potencial do MCT1 como alvo terapêutico, assim como mediador da resposta ao tratamento com 3-BP como agente antineoplásico para o tratamento de melanomas, utilizando para tal diversas abordagens desde a caracterização da expressão de MCT1 em amostras tumorais, passando por um rastreio de sensibilidade ao 3-BP de linhagens de melanoma e associação com a expressão de MCT1, e pela caracterização do efeito do Knock-Out de SLC16A1 (MCT1), sozinho ou combinado com tratamento com 3-BP, em características de agressividade tumoral. Este projeto conta com a colaboração de vários pesquisadores de outras instituições e ambiciona abrir novas perspectivas para o desenvolvimento de ensaios clínicos mais eficazes em melanomas. (AU)

Comunicação inter-orgão entre tecido adiposo marrom e músculo esquelético: papel das batokines no metabolismo energético sistêmico

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Leonardo dos Reis Silveira
Supervisor no Exterior: Shingo Kajimura
Local de pesquisa: University of California, San Francisco (UCSF) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:16/03682-3
Vigência: 20 de junho de 2016 - 19 de junho de 2017
Resumo
Os tecidos adiposo marrom e bege têm a capacidade de produzir calor (termogênesis) devido a oxidação de substratos. Esse ciclo fútil é essencialmente regulado pela ação da proteína desacopladora UCP1, uma proteína localizada na membrana interna da membrana mitocondrial desses tecidos. O aumento da termogênese é considerado uma ferramenta valiosa para combater a obesidade e as doenças associadas. Considerando que o tecido adiposo branco secreta várias adipocinas, é razoável pensar que o tecido adiposo marrom e bege também secretem moléculas que atuem local ou sistemicamente modulando o metabolismo. Nessa linha, o transplante de tecido adiposo inguinal branco de camundongo submetido ao treinamento físico aeróbio modulou a atividade mitocondrial e o metabolismo glicêmico em comparação ao mesmo transplante de animais sedentários. Em adição, Swensson et al., 2016 demonstraram que o tecido adiposo marrom secreta um peptídeo funcional (Slit2-C) no plasma que promove o "browning" do tecido adipo branco modulando positivamente o metabolismo energético e a homeostase glicêmica. Enquanto o foco do tecido adipo marrom e bege está relacionado a sua termogênese, essas recentes evidências sugerem que esses tecidos podem atuar positivamente sobre o metabolismo por outras vias além do programa termogênico. Dessa forma, nosso objetivo será caracterizar se as moléculas funcionais secretadas pelo tecido adiposo podem modular o metabolismo energético de tecidos alvo, por exemplo o músculo esquelético, e identificar o padrão de secreção dessas moléculas no contexto de estresse fisiológico como o exercicio fisico e a exposição ao frio. (AU)

Monitorização contínua não invasiva da glicemia intersticial em recém-nascidos a termo, adequados para idade gestacional

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Raphael Del Roio Liberatore Junior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:16/06331-7
Vigência: 01 de junho de 2016 - 31 de outubro de 2016
Vinculado ao auxílio:14/02039-4 - Monitorização contínua não invasiva da glicemia intersticial em recém-nascidos a termo, adequados para idade gestacional, AP.R
Assunto(s):Endocrinologia pediátrica
Resumo
Ao nascimento o fornecimento de glicose é interrompido subitamente o que é essencial para ativação do metabolismo energético. Ocorre uma série de mudanças metabólicas e hormonais durante o trabalho de parto até a ligadura do cordão os quais possibilitam manter a homeostase da glicose. Com a progressão do trabalho de parto, a atividade simpatoadrenal fetal aumenta, resultando em considerável elevação dos níveis circulantes de catecolaminas. A ligadura do cordão desencadeia um aumento na secreção de glucagon. Enquanto as concentrações plasmáticas de glicose caem rapidamente a secreção de insulina diminui lentamente. Estes ajustes, particularmente a elevação de catecolaminas estimulam a glicogenólise e gliconeogênese no recém-nascido. Estes mecanismos são relativamente eficientes nos recém-nascidos a termo adequados para idade gestacional, no entanto não são tão eficientes nos pequenos para idade gestacional, prematuros, grandes para idade gestacional, filhos de mãe diabéticas e hiperinsulinêmicos.Ainda não há um consenso para se definir os valores da hipoglicemia neonatal, quando devemos investigar e monitorizar, qual o nível e duração da hipoglicemia que pode levar a injúrias cerebrais e seqüelas permanentes. Diversos níveis de glicemia e glicose no plasma, com base na triagem de recém-nascidos ou na experiência clínica, tem sido recomendados como valores para definir a hipoglicemia. Todos eles são algo arbitrário, visto que não podem ser correlacionados com as taxas de utilização de glicose ou a gravidade dos sintomas. Na prática, do ponto de vista laboratorial a hipoglicemia pode ser definida como níveis de glicose plasmática inferiores a 45 mg/dl ou do sangue total abaixo de 40 mg/dl em recém-nascidos a termo ou prematuros e do ponto de vista clínico com sinais e sintomas presentes durante baixas concentrações de glicose que melhoram quando as taxas glicêmicas se normalizam com tratamento. A monitorização continua da glicemia foi inicialmente desenvolvida para o manejo do diabetes mellitus, promovendo um melhor controle da doença. Essa forma de medição também é segura e confiável para ser usada em recém-nascidos de extremo baixo peso. Entretanto este método ainda não foi investigado em recém- nascidos a termo adequados para idade gestacional. A monitorização continua da glicemia intersticial é realizada com um aparelho que contém um sensor descartável que catalisa a oxidação da glicose gerando uma corrente elétrica a cada 10 segundos, que fica gravada via cabo em um pequeno monitor. O monitor faz uma média dos valores a cada 5 min dando um total de 288 medidas por dia, que é considerada continua. A proposta é a realização de um estudo observacional transversal descritivo analítico. O grupo de pacientes será composto por recém-nascidos a termo adequados para idade gestacional em aleitamento materno exclusivo, nascidos de parto normal ou cesárea. Serão incluídos pacientes com peso igual ou acima do percentil 10 para idade gestacional de 37 semanas (peso mínimo de 2541 g) até recém-nascidos peso igual ou inferior ao percentil 90 para idade gestacional de 42 semanas (peso máximo de 4098g). Os critérios de não inclusão / exclusão são: recém-nascidos asfixiados, com malformações congênitas, pequenos e grandes para idade gestacional, gemelares, filhos de mães diabéticas, com infecções congênitas ou adquiridas, pacientes que estejam em uso (ou cujas mães utilizem) de drogas que possam interferir o metabolismo da glicose e pacientes portadores de outras enfermidades. O número amostral será de acordo com conveniência definida pela disponibilidade de equipamento e tempo de interna (AU)

Habilidades motoras fundamentais e gasto energético de crianças: um estudo com escolares do ensino fundamental

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Dalmo Roberto Lopes Machado
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:15/24313-3
Vigência: 01 de junho de 2016 - 31 de maio de 2017
Assunto(s):AvaliaçãoAtividade físicaExercícioMetabolismo energético
Resumo
Dados do IBGE apontam que no Brasil crianças de cinco a nove anos estão acima do peso ideal, com aumentos de sobrepeso e obesidade de 34,8% entre os meninos, e de 32% entre as meninas (BRASIL, 2010). O reflexo dessa realidade aparece no diagnóstico em idades cada vez mais precoces de crianças com doenças típicas de adultos, como altos índices de colesterol, hipertensão, diabetes do tipo 2, resultantes de um estilo de vida sedentário. A prática regular de exercício pode combater várias doenças, todavia o pleno desenvolvimento das Habilidades Motoras Fundamentais (HMF) que ocorre desde o início da infância, pode ser requerido antes de se engajar em um programa de exercício ou atividade física, associado, portanto à atividade física (AF) habitual e à saúde da criança. Ainda não está comprovado se crianças com maiores níveis de competência motora tendem a ser mais ativas fisicamente ou se o nível "proficiente" possibilita economia de movimento, com redução do gasto de energia. O impacto que esta descoberta poderia representar nos programas de AF escolar e nos índices de sobrepeso e obesidade pediátrica, são evidentes. Assim o objetivo central deste estudo é estimar o GE em diferentes estágios de HMF e o impacto nos níveis de AF, em escolares do Ensino Fundamental. Uma amostra de 200 crianças do ensino fundamental, de ambos os sexos (6-10 anos), será avaliada em dois momentos: na 1ª etapa - em medidas antropométricas e Habilidades Motoras Fundamentais Conduzidas (HMFC), mediante aplicação do teste TGMD-2 para identificação das HMFC; Na 2ª etapa - em avaliação das Habilidades Motoras Fundamentais Autônomas (HMFA), registradas a partir de filmagens e estimativa do gasto energético (GE) mediante acelerometria contínua em diferentes momentos, sendo determinado o GE (Kcal), MET e classificação do nível de AF. As comparações entre GE e os níveis de HMF qualitativas (filmagens) e quantitativas (TGMD-2) serão determinadas por estatística descritiva e inferencial. Todas as análises serão realizadas no pacote estatístico SPSS, versão 17.0 (Inc., Chicago, IL, EUA), com nível de significância previamente estabelecido (±=0,05). (AU)

Bioenergética e sinalização redox hepática em modelo murino de obesidade: análise integrativa de estímulos nutricionais, hormonais e inflamatórios

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alicia Juliana Kowaltowski
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:15/25862-0
Vigência: 01 de junho de 2016 - 28 de fevereiro de 2019
Assunto(s):MitocôndriasFígadoÓxido nítricoObesidadeMetabolismo energético
Resumo
Produção aumentada de oxidantes intracelulares devido à sobrecarga de nutrientes obtida na dieta tem sido relacionada com o desenvolvimento de doenças metabólicas tais como nonalcoholic fatty liver disease (NAFLD) e diabetes do tipo 2. A incapacidade do tecido adiposo de lidar com a excesso de lipídios pode resultar de em efluxo aumentado de ácidos graxos não esterificados (NEFAs) e liberação de citocinas e adipocinas pró-inflamatórias que podem culminar no depósito ectópico de gordura no fígado, músculo e coração. O metabolismo mitocondrial de lipídios em relação ao de carboidratos apresenta inerentemente menor eficiência bioenergética e maior produção de espécies reativas de oxigênio. Estas funções, ainda que fundamentais à homeostase energética e à sinalização redox celular, podem estar comprometidas no desenvolvimento e progressão de doenças metabólicas. Oxidantes, quando superam as capacidades celulares de controle e remoção, podem prejudicar a sinalização de insulina ao nível do receptor e downstream, conduzindo à resistência de sua ação. O estado redox celular é fundamental no controle da função mitocondrial, mas, além disso, a atividade de muitas enzimas metabólicas e de sinalização é suscetível a modificações oxidativas, fazendo com que o entendimento da abrangência da ação de espécies reativas no controle metabólico seja etapa importante para compreensão do mecanismo fisiopatológico de doenças metabólicas associadas a dieta. Neste projeto, buscamos avaliar os efeitos da obesidade no perfil bioenergético de hepatócitos murinos, correlacionando às possíveis alterações no perfil da sinalização redox e na sinalização de insulina. (AU)

Efeito de dietas com diferentes proporções de proteína e carboidratos sobre o metabolismo energético e protéico de gatos adultos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Aulus Cavalieri Carciofi
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:16/01510-0
Vigência: 01 de maio de 2016 - 30 de abril de 2018
Assunto(s):Calorimetria indiretaBioenergética
Resumo
Gatos são animais carnívoros, com elevada necessidade de aminoácidos. O uso dos carboidratos por estes animais já foi estudado, contudo existem informações que ainda não são bem esclarecidas para a espécie. O objetivo deste estudo é avaliar o efeito do consumo de dietas com diferentes proporções de proteína e carboidratos sobre o metabolismo proteico e energético de gatos. O estudo seguirá 2 quadrados latinos 4x4, cada um com 4 rações, 4 períodos de 7 semanas e 4 gatos, totalizando 8 repetições por ração. Serão avaliados rações extrusadas com diferentes proporções de proteína (PB) e carboidratos (CHO): 20% de PB e 48,5% de CHO; 34% de PB e 33,5% de CHO; 48% de PB e 18,5% de CHO e 62% de PB e 3,5% de CHO. Durante as 7 semanas que os gatos receberão os alimentos, serão avaliados: a composição corporal (massa magra e massa gorda) por isótopos de deutério ao início e final do período; a digestibilidade e energia metabolizável dos alimentos; o consumo diário de ração, padrão alimentar e saciedade dos animais; o metabolismo de proteínas por meio do balanço de nitrogênio, excreção urinária de ureia de 24h, catabolismo muscular (pela dosagem de 3-metil-histidina na urina), proteína transportadora de retinol e manutenção da massa magra corporal; gasto energético diário por calorimetria indireta em câmera de respirometria, obtendo-se dados de gasto energético de manutenção, gasto energético basal, incremento calórico, energia líquida dos alimentos e quociente respiratório para medição indireta da oxidação orgânica de proteína, carboidratos e gorduras; e estudo do perfil de metabólitos. Os resultados serão avaliados por meio de contrastes polinomiais, medidas repetidas no tempo e análise de componentes principais (P<0,05). (AU)
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