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Análise da força de mordida, mobilidade mandibular e EMG comparativa entre fratura de ângulo mandibular e complexo zigomático-orbitário após o tratamento cirúrgico na função do sistema mastigatório

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alexandre Elias Trivellato
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Cirurgia Buco-maxilo-facial
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/20664-0
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2015
Assunto(s):Força de mordidaEletromiografia
Resumo
Esta pesquisa visa analisar a diferença da atividade eletromiográfica dos músculos mastigatórios, força de mordidade e mobilidade mandibular de indivíduos que sofreram fratura de ângulo mandibular e fratura do complexo zigomático-orbitário em 1, 2 , 3 e 4 semanas após o tratamento cirúrgico reabilitador. Será realizada a captação dos registros eletromiográficos obtidos a partir dos músculos masseteres e temporais em repouso e condições excursivas mandibulares: abertura e fechamento da boca, lateralidade direita e esquerda, protrusão, apertamento dental com parafilme e contração voluntária máxima em máxima intercuspidação habitual. A força de mordida será registrada por meio de gnatodinamômetro na região dos molares do lado da fratura e contra-lateral e entre os incisivos centrais. A mobilidade mandibular será avaliada com paquímetro digital, com abertura bucal, lateralidade direita e esquerda, e protrusão mandibular, todos em amplitude máxima. Serão formados três grupos: GI - controle (n=10) com indivíduos saudáveis; GII - indivíduos com fratura de ângulo mandibular (n=10) e GIII - indivíduos com fratura do complexo zigomático-orbitário (n=10). Para todas as comparações será utilizado o SPSS versão 19.0 (SPSS Inc.; Chicago, IL, USA) e as diferenças serão consideradas significantes quando p d 0,05. Será realizada a análise pelo teste de Medidas Repetidas realizado ao longo do tempo e pelo teste t de Student. Os resultados desta pesquisa poderão contribuir para um tratamento cirúrgico mais adequado a uma diminuição do período da recuperação funcional. (AU)

Avaliação da função coclear em indivíduos adultos com hipoglicemia

Beneficiário:
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marisa Frasson de Azevedo
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/21298-8
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de dezembro de 2014
Resumo
Introdução: A hipoglicemia está associada a um baixo nível de glicose no sangue. O conjunto de sintomas da alteração do metabolismo da glicose se caracteriza por manifestações cocleares e/ou vestibulares, sendo os sintomas auditivos mais comuns a hipersensibilidade a sons intensos, a ocorrência de zumbido, a perda auditiva de diversos graus e a plenitude auricular. Estudos indicam que durante o quadro de hipoglicemia ocorre variação negativa na amplitude das emissões otoacústicas - produto de distorção. Objetivo: O presente estudo tem por objetivo investigar a função coclear em indivíduos adultos com e sem hipoglicemia. Método: 40 adultos com idade entre 18 e 55 anos com e sem diagnóstico de hipoglicemia. Grupo estudo: 20 indivíduos, de ambos os sexos com diagnóstico de hipoglicemia. Grupo controle: 20 indivíduos, pareados por idade e sexo ao grupo estudo, sem hipoglicemia. Todos serão submetidos à avaliação audiológica utilizando-se um audiômetro clínico (marca Maico, modelo MA 41) e um imitanciômetro (marca Interacoustics, modelo AZ7). A acufenometria será realizada em pacientes que referirem zumbido, para investigação da lateralidade, identificação do pitch (sensação de frequência sonora) e loudness (sensação de intensidade) do zumbido. A pesquisa do nível de desconforto será realizada em todos os pacientes, a fim de se determinar o limite de tolerância ao som em cada frequência. A pesquisa das emissões otoacústicas evocadas por estímulo transiente e produto de distorção será realizada utilizando-se o programa ILO-V6 (marca Otodynamics), acoplado a um microcomputador, sendo o exame realizado em cabina acústica. (AU)

Confiabilidade e validade de um dispositivo de célula de carga para análise da força de preensão palmar

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marisa de Cássia Registro Fonseca
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/08531-2
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de dezembro de 2014
Resumo
A força de preensão palmar é uma medida complexa influenciada por diversos fatores como sexo, idade, motivação, treinamento muscular, lateralidade, altura, peso, variáveis socioeconômicas e participação em esportes específicos ou profissões. Pode ser mensurado por meio da dinamometria, padrão - ouro de medição, ou por meio de medidores de tensão como as células de carga (strain gauges). Visto que a confiabilidade é um dos critérios de instrumentação fundamentais para a consistência da medida e habilidade do instrumento para mensurar o que lhe é designado. Deste modo, o objetivo deste estudo será o de avaliar a confiabilidade intra-examinador (teste-reteste) e inter-instrumento de uma célula de carga para medida da força de preensão palmar isométrica de dedos em indivíduos saudáveis e portadores de patologias da mão. Serão utilizados métodos padronizados e aleatorização da ordem das coletas. (AU)

Estudo neuroanatômico dos circuitos cerebrais olfatórios em função do nível de organização social de certas espécies de abelhas (Hymenoptera, Apidae: Meliponini, Augochlorini, Bombini)

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carminda da Cruz-Landim
Local de pesquisa: Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) (França)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:12/10630-9
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2013
Assunto(s):NeuroanatomiaLateralidadeCaracteres sexuaisEspecialização
Resumo
Considerando a neuroanatomia uma ferramenta fundamental para a compreensão dos mecanismos de percepção dos parâmetros que definem o ambiente e, pela possibilidade de estabelecer comparações entre diferentes grupos de animais e suas estratégias bioecológicas, a análise de registros neuro-histológicos dos lobos antenais de abelhas, tem no nível de socialidade o critério usado para a escolha destes sujeitos no presente estudo, sendo Meliponini - eusocial; Augochlorini - socialidade facultativa e, Bombini - socialidade primitiva. Além da elaboração da descrição anatômica do sistema olfatório, o projeto pretende apontar as diferenças e possíveis especializações em de cada grupo, avaliado através de estudos volumétricos, espaciais (arranjo glomerular), morfológicos e citológicos (células da glia), e finalmente, sob o prisma da evolução do comportamento discutir a alta capacidade adaptativa destes organismos no ambiente. (AU)

Avaliação de linguagem em epilepsia de lobo temporal mesial: correlações com neuroimagem estrutural e funcional

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fernando Cendes
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/05364-8
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 31 de janeiro de 2016
Resumo
Pacientes com epilepsia de lobo temporal mesial (ELTM) apresentam esclerose hipocampal com consequente déficit em memória episódica e também dificuldades relacionadas à linguagem, principalmente nomeação e lateralização atípica para linguagem sugerindo a participação do lobo temporal mesial nessa função cognitiva. Porém, os mecanismos associados a esse déficit são pouco conhecidos, já que a região mesial temporal está anatomicamente distante de áreas responsáveis pela linguagem. Portanto, o objetivo do presente estudo será investigar a linguagem, além de memória episódica e função executiva em pacientes com ELTM, correlacionando esses dados com neuroimagem estrutural e funcional. Serão incluídos 20 indivíduos em cada grupo: com atrofia hipocampal unilateral (direita ou esquerda) e bilateral; sem atrofia hipocampal; refratários ao tratamento medicamentoso; com boa resposta ao tratamento medicamentoso e indivíduos controle. Todos se submeterão a avaliação cognitiva, por meio dos testes de lateralidade de Edinburgh, testes de nomeação de Boston, teste de fluência verbal fonêmica e categórica, pares verbais e visuais associados da escala de memória Wechsler -revisada, Rey auditory verbal learning test, trail making- A e B e teste de Stroop e também passarão por exame de ressonância magnética para aquisição de imagem estrutural e funcional. Os dados serão analisados por meio dos softwares estatísticos SYSTAT 9 e statistical parametric mapping (SPM 8) dependendo do tipo de variável para comparações de desempenho cognitivo ou de neuroimagem entre grupos, e correlações entre aspectos cognitivos e de neuroimagem usando testes estatísticos apropriados para cada análise. (AU)

Eficiência mastigatória e força muscular em indivíduos com oclusão normal

Beneficiário:
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Max Domingues Pereira
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/19577-0
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2014
Assunto(s):Cirurgia plásticaForça de mordidaAparelho ortodôntico fixo
Resumo
Serão avaliados sessenta indivíduos com oclusão normal, ambos os gêneros e idade entre 18 a 45 anos. Todos os indivíduos serão provenientes do ambulatório de Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Os indivíduos serão divididos em 2 grupos: Grupo 1 - 30 indivíduos com oclusão normal do gênero masculino e Grupo 2 - 30 indivíduos com oclusão normal do gênero feminino. Serão selecionados indivíduos com no mínimo 14 dentes em cada arcada. Serão realizadas fotografias da face em norma frontal e perfil direito e esquerdo, assim como fotos intra orais em norma frontal, lateral direita e esquerda e oclusal superior e inferior; bem como lateralidade direita e esquerda e protrusão. As fotos obtidas serão analisadas por um ortodontista especialista, de forma a evidenciar a oclusão normal. Todos os pacientes deverão ter os primeiros molares em relação de Classe I e pelo menos quatro das seis chaves de Andrews. Serão excluídos os pacientes que apresentarem dor, alteração da abertura oral, estalidos ou crepitações da articulação têmporo mandibular (ATM), bem como bruxismo e restaurações dentárias que alterem a oclusão. Indivíduos com aparelho ortodôntico, ou que tenham utilizado aparelho ortodôntico há menos de três anos da avaliação, também serão excuídos. A avaliação da eficiência mastigatória será realizada com a mastigação de 4 cápsulas com grânulos de fucsina em seu interior com intervalo de 3 minutos entre a mastigação de cada cápsula. O corante extraído será quantificado por espectrofotometria. A concentração de fucsina permitirá a determinação da eficiência mastigatória. As análises serão realizadas no Laboratório de Farmacocinética da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto. Os indivíduos dos grupos I e II serão submetidos a medida de força muscular através de um dinamômetro digital modelo IDDK (KRATOS-Equipamentos Industriais LTDA, Cotia, São Paulo, Brasil), com capacidade de 100Kgf, adaptado para condição bucal. As medidas de força serão dadas em Newtons (N), e serão realizadas três medidas nos molares esquerdos, três nos molares direitos e três nos incisivos centrais. Em cada uma das regiões será calculada a média aritmética. Os resultados da eficiência mastigatória e da força muscular serão correlacionados e avaliados estatisticamente. (AU)

Componentes genéticos da dominância manual e lateralidade cerebral em idosos saudáveis

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mayana Zatz
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:11/17428-8
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):Dominância manualEnvelhecimentoNeurociências
Resumo
A dominância manual corresponde à habilidade e à destreza diferencial de uma mão em relação à outra. Em humanos estima-se que 90% dos indivíduos apresentem dominância da mão direita, enquanto em outros animais esta proporção é de 1:1. A porção cortical do cérebro controla esta característica de forma lateralizada ou assimétrica. Encontra-se, em nível populacional, variabilidade em torno da dominância manual e da lateralidade funcional do córtex cerebral e sugere-se que, durante o envelhecimento e em alguns distúrbios neuropsicológicos, esta assimetria é gradualmente perdida ou revertida. Os componentes genéticos e vias moleculares associados ao desenvolvimento e à manutenção dessa assimetria são pouco conhecidos. A proposta deste estudo é investigar a dominância manual e lateralidade cerebral sob o foco da genética em nível populacional. Uma amostra de cerca de 1000 indivíduos idosos (idade e 60 anos), cognitivamente saudáveis (MMSE e 26) do município de São Paulo será recrutada para coleta de dados demográficos e clínicos, coleta de DNA e aquisição de dados de neuroimagem por ressonância magnética. Em seguida, será realizada a genotipagem de marcadores distribuídos ao longo de todo genoma para estudo de associação estatística com os dados demográficos, clínicos e de ressonância em busca dos componentes genéticos associados à dominância manual e à lateralidade cerebral. Desta forma, o estudo poderá aumentar nossa compreensão acerca dos mecanismos associados à dominância manual e o envelhecimento saudável, ao buscar fatores genéticos potencialmente associados à manutenção da assimetria cerebral em idosos com capacidade cognitiva preservada. (AU)

Avaliação dos movimentos mandibulares de abertura e lateralidade, em pacientes com DTM, pré e pós tratamento: ensaio clínico

Beneficiário:
Instituição: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Memorial. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Daniela Aparecida Biasotto Gonzalez
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/13397-0
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de outubro de 2012
Resumo
A Disfunção Temporomandibular (DTM) é uma doença com alta prevalência, de etiologia multifatorial e que constitui um dos difíceis desafios para a saúde, quanto ao diagnóstico e o tratamento. O objetivo deste estudo será avaliar e comparar os efeitos da massoterapia e da placa de Michigan, sobre os movimentos mandibulares de abertura e lateralidade em indivíduos com disfunção temporomandibular. A amostra será composta por sujeitos divididos em 3 grupos. Destes, 2 experimentais, compostos por indivíduos com DTM, serão tratados com massoterapia (grupo A), placa de Michigan (grupo B) respectivamente, por quatro semanas, já o grupo controle (grupo C), será composto por sujeitos livres de sinais ou sintomas de DTM e não receberá tratamento. Todos os sujeitos responderão a um questionário para diagnóstico de DTM e passarão por avaliação dos movimentos mandibulares, pré e pós intervenção. Os dados serão organizados em tabelas e gráficos de acordo com médias e desvios-padrão, com (p<0,05). (AU)

Estrutura sináptica da amígdala medial póstero-dorsal de ratos machos e fêmeas durante o ciclo estral e influência da lateralidade

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jorge Eduardo Moreira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:10/07791-5
Vigência: 01 de agosto de 2010 - 31 de julho de 2012
Assunto(s):LateralidadeMicroscopia eletrônicaCaracteres sexuaisNeurociências
Resumo
A amígdala do rato é uma estrutura heterogênea composta de diferentes núcleos e subnúcleos. Dentre esses núcleos, o medial (MeA) é sexualmente dimórfico e modula os circuitos neuronais para alterar o comportamento e respostas neuroendócrinas em ratos machos e fêmeas. Foram descritas diferenças no volume do MeA entre machos e fêmeas, no volume somático neuronal, na densidade de espinhos dendríticos, e no número de contatos sinápticos entre axônios e tronco dendrítico e as respostas eletrofisiológicas decorrentes. O MeA é subdividido em quatro subnúcleos: amígdala medial ântero-dorsal (MeAD), amígdala medial ântero-ventral (MeAV), amígdala medial póstero-dorsal (MePD) e amígdala medial póstero-ventral (MePV).A MePD é o subnúcleo mais sensível aos hormônios gonadais e conecta-se a vários núcleos hipotalâmicos que integram informações olfativas e regulam a atividade neuroendócrina para modular o comportamento sexual de machos e fêmeas. Muitas dessas conexões são recíprocas e apresentam dimorfismo sexual em ratos, onde a MePD esta relacionada com a introdução peniana, a ejaculação e a percepção vaginocervical. Em ratas fêmeas a MePD pode estar envolvida no comportamento defensivo e maternal. A densidade de espinhos dendríticos na MePD de ratos é maior em machos do que em fêmeas virgens em proestro, estro e metaestro ou que passaram pela experiência da maternidade e se encontram em diestro, o que sugere que a variação sérica dos esteróides ovarianos modifica o número de locais pós-sinápticos de processamento da informação. Dados eletrofisiológicos sugerem ainda que a MePD seja diferente entre ratos Sprague-Dawley pré-púberes machos e fêmeas quanto aos hemisférios cerebrais. Esses dados sugerem que os experimentos que se fizerem para estudar diferenças entre machos e fêmeas deverão tomar em conta o possível efeito da lateralidade.O objetivo do presente trabalho é investigar as alterações produzidas pelos hormônios sexuais no neurópilo da MePD dos hemisférios direito e esquerdo de ratos machos e fêmeas nas fases de diestro, proestro e estro. Serão avaliados os locais sinápticos, presença de sinapses inibitórias e excitatórias, bem como contadas e classificadas as vesículas sinápticas de cada terminal. Os dados aqui obtidos auxiliarão na compreensão da ação dos hormônios gonadais nos neurônios dessa região e o papel integrado da MePD dentro dos circuitos envolvidos com a modulação de comportamentos reprodutivos em machos e fêmeas. Serão utilizados 8 ratos Wistar adultos (3-5 meses de idade) de ambos os sexos (2 machos e 6 fêmeas; 2 para cada fase do ciclo estral analisada). Para cada rato serão estudadas ao menos 300 sinapses através da microscopia eletrônica. A análise de imagens do MePD do hemisfério esquerdo do grupo de ratos machos está parcialmente concluída. Até o momento descrevemos a presença de espinhos dendríticos recebendo sinapses inibitórias e espinhos multisinápticos, ou seja, que recebem mais de uma sinapse ao mesmo tempo. Esses dados são totalmente novos para essa região cerebral e importantes para o entendimento do processamento da informação sináptica nessa região. A maioria das sinapses encontradas no MePD do hemisfério esquerdo de ratos machos são assimétricas/excitatórias, sendo as entradas sinápticas principalmente excitatórias nesse grupo. Nos próximos meses serão obtidos os dados dos hemisférios direito e esquerdo das ratas fêmeas e do hemisfério direito dos ratos machos para que comparações mais detalhadas sejam possíveis. (AU)

Amígdala medial de ratas ao longo do ciclo estral: morfologia, expressão de mRNAs, proteínas sinápticas e lateralidade

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jorge Eduardo Moreira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/01571-6
Vigência: 01 de junho de 2010 - 31 de maio de 2012
Assunto(s):Caracteres sexuaisSinapse
Resumo
O núcleo medial da amígdala (MeA) compreende o processamento de informações sensitivas, a modulação de emoções e de diferentes comportamentos, como o reprodutivo, o agressivo, o defensivo e o cognitivo. A sua porção póstero-dorsal (MePD) está relacionada principalmente com o comportamento sexual, possuindo receptores para estrógenos e andrógenos. Há também nessa região uma diferença numérica nos espinhos dendríticos entre ratos machos e fêmeas ao longo do ciclo estral. Os espinhos dendríticos são local preferencial para os contatos sinápticos, não havendo ainda relatos de sua estrutura tridimensional, o que seria relevante para a correlação da estrutura e função dendrítica na MePD. O conhecimento dos mecanismos gênicos que norteiam o funcionamento do sistema nervoso é importante para o estudo da plasticidade sináptica e os receptores ativados pelos hormônios gonadais são capazes de agir sobre promotores gênicos. Dados eletrofisiológicos sugerem ainda que a MePD seja diferente entre ratos machos e fêmeas quanto aos hemisférios direito e esquerdo. Neste projeto avaliaremos a ação dos hormônios gonadais, quando do ciclo estral natural, na morfologia, expressão do mRNA e proteínas e localização dessas na MePD. Será analisada a morfologia tridimensional dos espinhos dendríticos, os clusters de vesículas sinápticas em suas proximidades, a estrutura sináptica e aspectos moleculares da expressão e localização de componentes excitatórios e inibitórios; neste caso das subunidades NR1 e NR2B dos receptores NMDA para glutamato, da proteína Narp de ancoragem para AMPA e das enzimas GAD65 e GAD67 responsáveis pela síntese de GABA. As informações serão colhidas levando-se em conta o dimorfismo sexual, a variação ao longo do ciclo estral e a influência da lateralidade. (AU)
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