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Resumo

O realizador franco-suíço Jean-Luc Godard é um dos autores decisivos no contexto global de renovações na linguagem cinematográfica da segunda metade do Século XX. Sua obra teve grande impacto e repercussão, cultural e politicamente, no Brasil ao longo da década de 1960. Norteou os debates travados no interior da crítica de cinema nacional, constituiu uma das principais referências entre os grandes cineastas brasileiros do período, e foi também alvo de atenção especial entre os burocratas da Polícia Federal encarregados de ações censórias - duas de suas películas chegaram mesmo a serem interditadas durante a Ditadura Militar. Dessa forma, esta pesquisa investigará historicamente a recepção dos filmes e ideias de Jean-Luc Godard na cultura brasileira, de 1961 a 1970 - período de maior repercussão de sua obra no país. Para tal, utilizaremos um corpus de fontes primárias produzidas por diferentes comunidades de espectadores, e estruturaremos a elaboração da dissertação em três partes. Na parte inicial, analisaremos críticas de cinema produzidas sobre filmes de Godard e publicadas em três jornais de grande veiculação à época (Jornal do Brasil, Correio da Manhã e O Estado de S. Paulo); na segunda parte, identificaremos as apropriações que os cineastas Glauber Rocha e Rogério Sganzerla realizaram da obra godardiana em seus projetos estético-ideológicos; na terceira parte, analisaremos os pareceres de censura emitidos sobre os filmes do cineasta. Assim, objetiva-se a compreensão histórica de aspectos da cultura brasileira durante o período circunscrito a partir da recepção da obra de um artista estrangeiro. (AU)

Resumo

Há tempos a mulher brasileira é subjetivada por meio, fundamentalmente, de dois campos discursivos: o midiático e o político. É perceptível, contudo, uma mudança de estatuto quando ocorre um deslocamento do espaço privado para o público, com a inscrição da mulher no campo político, em cargos legislativos e, especialmente, executivos, possibilitando também novas formas de subjetivação que retomam memórias de seu papel na sociedade e que criam enfretamentos e resistências. Neste trabalho, então, propomos a análise do discurso midiático que centra seu dizer no papel da mulher na sociedade contemporânea e, especialmente, na política. Para isso, tomaremos como referência o caso que envolveu uma discussão, em plenário, em dezembro de 2014, entre os deputados Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Maria do Rosário Nunes (PT-RS), então ministra dos direitos humanos, quando aquele disse que "não a estuprava porque ela não merecia". Nosso corpus é composto por textos, que retomam o acontecimento tornado discursivo, de diferentes gêneros (notícias, editoriais, artigos de opinião, reportagens etc.) publicados, entre 8 e 21 de dezembro de 2014 (duas semanas), por quatro veículos de grande circulação no Brasil: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Carta Capital e Brasil de Fato. Ancorados na Análise do discurso de linha francesa, a partir dos trabalhos de Michel Pêcheux e seu grupo, e em diálogo com a perspectiva arquigenealógica de Michel Foucault, buscaremos compreender, com isso, a construção discursiva e processos de subjetivação da mulher (política) brasileira contemporânea, tendo os seguintes objetivos específicos: a) verificar como os diversos textos são construídos sintaticamente: qual a frequência de utilização de verbos e adjetivos que permite a emergência de certos sentidos e, por consequência, interdita outros; b) observar quais memórias (discursivas) se fazem presentes no discurso contemporâneo sobre a mulher brasileira na mídia, quais enunciados são recuperados e desencadeados; c) a partir da categoria de interdição (FOUCALT, [1971] 2004), apontar sujeitos autorizados a defender posições, que podem ser múltiplas, e como se constitui a voz do outro; d) descrever o funcionamento discursivo dos textos em ampla circulação nestes veículos midiáticos, partindo da premissa de que funcionam como comentários, no sentido dado ao conceito por Foucault ([1971] 2004) (AU)

Resumo

O projeto visa dar continuidades a quinze anos de pesquisa sobre liberdade de expressão e censura desenvolvida em torno do Arquivo Miroel Silveira da ECA-USP - conjunto de 6137 processos de censura prévia ao teatro de 1930 a 1970, no Estado de São Paulo, sob guarda da Escola de Comunicações e Artes da USP. Para tanto, propõe-se a analisar 12 peças vetadas, entre 1932 e 19), de dez autores diferentes, procurando entender com profundidade as razões das interdições e a repercussão que tiveram na sociedade quando foram liberadas e estrearam. Pretende-se entender porque tais textos, uma vez extintos os órgãos de censura, foram deixando de ser reapresentados e atualizados. Para tanto, pretende-se desenvolver uma pesquisa-ação envolvendo pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, entrevistas, leitura dramática das peças, debates, registro audiovisual dessas atividades e criação de site para divulgação das análises. Com isso, intenta-se, aprofundarmo-nos no estudo da censura como uma interdição na partilha do sensível, conceito proposto por Jacques Rancière como a disputa da produção simbólica pelo espaço público e coletivo. (AU)

Resumo

O presente trabalho tem o objetivo geral de colaborar para a compreensão acerca das recentes configurações que os movimentos sociais têm assumido na contemporaneidade, a partir do olhar voltado para a emergência de um sujeito feminista vegano. Em termos descritivos, veganismo é uma corruptela diferenciadora de "vegetarianismo" e diz respeito à interdição de alimentos de origem animal; a prática tem sido observada, no Brasil, em determinadas redes de ativismo feminista protagonizadas sobretudo por jovens, e sugere a construção de mais uma diferença - a partir dos sentidos atribuídos à alimentação - no interior da multiplicidade de vozes que se reconhecem atualmente enquanto feministas. Para tal, a pesquisa se vale de abordagem etnográfica multisituada em eventos mobilizados e atravessados por essas redes, que, sendo caracterizadas pelo trânsito e fluidez, incitam a investigação sobre as rupturas e continuidades, coalizões e negociações implicadas nas dinâmicas internas do ativismo político. Trata-se de um ativismo que se constrói a partir da estratégia de "politização do privado", dotando de centralidade o corpo, o lúdico, a sexualidade, o cotidiano, a comensalidade, a autonomia, o faça-você-mesma, as oficinas e os fanzines; nesse contexto, pode estar em ação a politização de novas áreas da vida - como a alimentação - ou, ao menos, a sua tematização de forma qualitativamente distinta e que constrói pertencimentos atravessados por posições de sujeito contextuais, pois forjadas a partir da articulação entre gênero, sexualidade, geração e espécie. (AU)

Resumo

Introdução: Historicamente vivemos em uma cultura em que as relações sociais e de trabalho foram construídas baseadas no binarismo: homem - masculino, ativo, cultura, provedor e mulher - feminino, passivo, natureza, cuidadora. Portanto, os trabalhos relacionados aos cuidados são lote de mulheres e são desvalorizados socialmente e culturalmente. Na teoria de GILLIGAN (1982) a moral masculina se relaciona a noção de justiça e a moral feminina a ideia da responsabilidade em relação ao outro, o que pode dialogar com a teoria freudiana em que ao feminino seria atribuído o amor incondicional, a completude e ao masculino a interdição, a função normativa, o papel da lei e da ordem. Essa realidade está imbricada no tratamento aos portadores de transtornos mentais. Objetivo: Buscaremos apreender como as relações de gênero (lógicas masculinas/femininas) permeiam as relações profissionais e interpessoais no âmbito de Centros de Atenção Psicossociais Infantojuvenis (CAPSis) e repercutem nos cuidados dispensados aos seus usuários. Método: Será realizado um formulário, entrevistas semiestruturadas, grupos focais e observação com elaboração de diário de campo escrito em 2 CAPSis no estado de São Paulo. Para análise dos resultados se utilizará da triangulação dos dados obtidos nos formulários, nos grupos focais e nas entrevistas, o diário de campo ajudará na interpretação dos resultados. O Referencial Teórico serão: o que preconiza a Reforma Psiquiátrica e as teorias de gênero. (AU)

Resumo

A presente proposta de pós-doutoramento, a ser apresentada à Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), será desenvolvida sob o eixo temático de pesquisa Liberdade de Expressão: Manifestações no Jornalismo, responsabilidade da Profª Drª Mayra Rodrigues Gomes, vinculando-se ao projeto temático apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) Comunicação e Censura - análise teórica e documental de processos censórios a partir do Arquivo Miroel Silveira da Biblioteca da ECA/USP, coordenado pela Profª Drª Maria Cristina Castilho Costa. Propomos a análise da circulação de palavras consideradas tabuísmos linguísticos tomando como base sua presença em publicações (posts) nas redes sociais que adotam o sistema de marcação indexical através da eleição de palavras-chave no sistema de hashtag. O recorte dos termos a serem observados terá como objetivo repercutir os ecos daqueles que foram censurados nas peças teatrais submetidas, entre as décadas de 30 e 60, ao Departamento de Diversões Públicas do Estado de São Paulo, às quais temos acesso através do material armazenado no acervo de peças teatrais do Arquivo Miroel Silveira (AMS). O trabalho tomará como base o levantamento já realizado dos trechos com restrição textual constantes nas peças parcialmente liberadas do referido Arquivo, produto da pesquisa de doutorado Coincidências da Censura - Figuras de linguagem e subentendidos nas obras teatrais do AMS voltada para a busca de implícitos e figuras de linguagem apresentada à Escola de Comunicações e Artes da USP. Assim, observaremos, num primeiro nível, a recorrência dos termos de outrora nas redes sociais hoje e, num segundo nível, a manutenção ou deslocamento dos sentidos que eles enredam/enredavam. Entendemo-los dentro de uma perspectiva discursiva, realizando uma análise que se suporta também sobre uma perspectiva etimológica, linguística, histórica e social. Na medida em que escrutinamos os termos censurados ontem e a validade de sua circulação atual, pretendemos informar sobre os contornos de sua condição como termos tabu identificada nas articulações em que se inserem. Assim, como ponto de partida, entendemos o estatuto da palavra de forma complexa, em sua relação formal com outras numa rede significante (J. Lacan), em seu engendramento de poder na relação com a identidade do que define (M. Foucault) e na possibilidade de ser ligada a outras (definições sobre o hipertexto, com P. Lévy). Nossa análise deverá concentrada no estudo das construções realizadas com as mesmas palavras, anotando o reforço/manutenção ou o inusitado/reorganização dos termos censurados sob a insígnia do interdito. Herdamos do trabalho em nível de doutorado a hipótese de que a maior parte dos termos recuperados relaciona-se com a proibição a conteúdos considerados moralmente ofensivos. Tais observações deverão permitir, concomitante ao estudo no nível da palavra, elaborar os pontos de contato entre a noção de arquivo e de rede a partir da seguinte articulação teórica: 1- a noção de rede significante, como forma de evidenciar as articulações de sentidos que relacionam os mesmos termos em momentos diversos (na diacronia) a partir de um ponto de ligação (sincronia) na rede; 2- partindo do debate foucaultiano, a discussão sobre as possibilidades de estruturação de um arquivo como unidade, tratando sobre o que lhe oferece coesão; 3 - o traçado sobre as possibilidades de organização de arquivos associados às novas tecnologias e novas mídias de acordo com o pensamento sobre rede. De maneira mais abrangente, o presente estudo procura identificar onde se manifesta a vontade de censura hoje, na sua forma de constrangimento à fala e interdição à expressão. Tem, ainda, em seu horizonte o objetivo de repor conteúdos sociais que, de outro modo, poderiam ser considerados datados e ultrapassados, mas que consideramos vivos e determinantes da forma como nos comunicamos sobre temas tabu. (AU)

Resumo

O Seminário Internacional Comunicação e Supervisão terá lugar na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, no Auditório Freitas Nobre do Departamento de Jornalismo e Editoração, durante os dias 15, 16, 17 e 18 de abril.Dia 15 de abrilAbertura do evento às 18 horas, com a presença de todos os palestrantes e das Professoras Doutoras, respectivamente a Coordenadora e a Vice Coordenadora do Núcleo de Pesquisa Comunicação e Censura (NPCC), Maria Cristina Castilho Costa e Mayra Rodrigues Gomes, e de representantes da Diretoria da Escola de Comunicações e Artes da USP.Após Performance de Mímica, a ser conduzida/supervisionada pelo Professor Eduardo Coutinho do Departamento de Artes Cênicas, haverá cocktail comemorativo, selando o início dos trabalhos.Dia 16, das 14 horas às 18 horas.Mesa: Jogos de poder: controle e opinião pública.Coordenação: Profa. Mayra Rodrigues GomesParticipação: Professores Marie Hélène Bourcier, Ferdinando Martins, Athina Karatzogianni e Cristina Costa.Coffee Break às 15h30 horasApresentação do segundo módulo e condução dos debates a partir das 16 horas: Ivan Paganotti.Dia 17, das 14 horas às 18 horas.Mesa: Perspectivas interculturais: supervisão e classificaçõesCoordenação: Profa. Mayra Rodrigues GomesParticipação: Professores Catherine Driscoll, Markus Wiemker, Mayra Rodrigues Gomes e Antonio Hohlfeldt.Coffee Break às 15h30 horasApresentação do segundo módulo e condução dos debates a partir das 16 horas: Andrea Limberto.Dia 18, da tarde à noiteEncontro de todos os palestrantes, maior contato do próprio Observatório com os professores visitantes, com o objetivo de firmar interlocuções e averiguar o potencial de pesquisas conjuntas. Jantar de encerramento. (AU)

Resumo

Estudamos as relações entre os processos de subjetivação e a vida na cidade contemporânea a partir da análise da experiência de um grupo de dançarinos que praticam a dança tribal em Rio Claro. Descrevemos a experiência de uma prática desta modalidade de dança para demarcarmos os aspectos a serem estudados na perspectiva de compreender se esta forma de manifestação cultural e artística contribui para a "invenção de si" (dos sujeitos), observando aqueles que vivem em meio a contextos urbanos. Pretendemos identificar se há marcas de elementos "disruptivos" que denotam possibilidades de resistência aos dispositivos de achatamento da vida imposto pelas condições materiais de sobrevivência na cidade. Conferimos o quanto a dança contribui para os processos de subjetivação na perspectiva da produção de uma estética da existência. Utilizamos a obra de José Gil, "Movimento total: o corpo e a dança" como referência nuclear para compor as categorias de análise de nossa experiência. Nosso estudo se situa em uma fronteira demarcada entre o corpo e o poder, na esfera prática. Situa-se também na fronteira entre psicanálise e filosofia política, na esfera teórica. Identificamos na dança tribal os aspectos que estão relacionados com a dinâmica do desejo e com a potência de criação na vida dos sujeitos aí envolvidos. O corpo entre "concertos" e "consertos" expressa a luta da potência de criação na "escultura de si" contra os dispositivos de poder que atuam em sua interdição. (AU)

Resumo

PROGRAMAÇÃO21/09 Quarta18hAberturaProfa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa - coordenadora do NPCC / ECA-USPProf. Mauro Wilton de Souza - diretor da Escola de Comunicação e Artes da USP(mesa a ser constituída por outros convidados especiais)Apresentação teatral do Grupo SatyrosCoquetel22/09 Quinta10h00Encontro de Pesquisa Humor e InterdiçãoPalestrante: Osvaldo Macedo de Souza (Humorgrafe de Portugal)14hMesa I: Travessias restritivas político-sociaisCoordenação: Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa (NPCC/ ECA-USP)Participantes:Profa. Dra. Heloísa Paulo (Universidade de Coimbra - UC - Portugal)Profa. Dra. Maria Helena Capellato(FFLCH-USP)Prof. Dr. Benjamin Abdala (FFLCH-USP)16hCoffee break16h30Mesa II: Travessias artísticas híbridasCoordenação: Prof. Dr. Ferdinando Martins (NPCC/ ECA-USP)Participantes:Prof. Dr. Francisco Maciel Silveira Filho (FFLCH-USP)Prof. Dr. José Sacchetta Ramos Mendes (UFBA)Prof. Elizabeth Ferreira Cardoso Ribeiro Azevedo Dr. Walter de Souza (NPCC/ ECA-USP)23/09 Sexta10h00Encontro de Pesquisa: Interdição à cultura em Portugal e BrasiilPalestrante: Heloisa Paulo (Universidade de Coimbra- UC - Portugal)14hMesa III: Humor e linguagens atravessadasCoordenadora: Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes((NPCC/ ECA-USP)Participantes:Prof. Dr. Elias Tomé Saliba(FFLCH-USP)Prof. Dr. Osvaldo Macedo de Sousa (Humografe- Portugal)Dra. Andrea Limberto Leite (NPCC/ ECA-USP)16hCoffee break16h30Mesa IV: Diálogos e memórias atravessadosCoordenadora: Profa. Dra. Roseli Fígaro (NPCC/ ECA-USP)Participantes:Profa. Beatriz Rota-Rossi (Unisanta-Santos/SP)Profa. Dra. Sônia Maria de Freitas (FFLCH-USP)Me. César Bargo (NPCC/ ECA-USP)18hNoite de autógrafos do livro: Teatro e censura: Vargas e Salazar, com a autora Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa (AU)

Resumo

A pesquisa tem como objeto de análise os artigos publicados pela Folha de S. Paulo (jornal comercial) e pelo Jornal da APEOESP (jornal sindical). Trata-se de um estudo interdisciplinar, que busca contribuições nas teorias da comunicação, da filosofia e da educação para descrever a relação entre as práticas jornalísticas e os processos de regulação do sistema educacional. Para isto, serão utilizados pressupostos foucaultianos da arqueologia e da genealogia do poder para desvelar os significados da construção das notícias subjacentes à organização industrial dos meios de comunicação de massas. Os elementos teóricos da comunicação são utilizados como fundamento para relacionarmos os aspectos da produção jornalística com as táticas de governamentalidade, buscando compreender como se constitui a regulação da vida da população a partir de certos regimes de verdade. Discute-se a hipótese de que os saberes conduzem as ações dos indivíduos e resultam numa espécie de consenso. Para compreender este processo, toma-se como referência o questionamento indicado por Michel Foucault sobre o consentimento. A partir disso, confronta-se a noção marxista-gramsciana de consenso à noção de assujeitamento derivada dos escritos foucaultianos. Desse modo, discute-se o processo de constituição dos discursos que fundamentam a reforma política e a articulação dos jornais em meio a estas relações de poder. Em geral, a imprensa participa da circulação de discursos vinculados a certos regimes de verdade, criando uma "impressão" de consenso e produzindo efeitos que levam à interdição de outros discursos. Trabalha-se com a hipótese segundo a qual tanto o jornalismo comercial quanto o sindical participam da rede de relações e de estratégias que movimentam o poder, situação que os aproxima, apesar de suas diferenças. O foco da análise é a cobertura jornalística do SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) no período de 1995 a 2010, isto é, os quatro primeiros mandatos do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) no governo paulista. Em linhas gerais, o SARESP é uma prova padronizada aplicada anualmente a todos os alunos de determinadas séries da Educação Básica da Rede Estadual de Ensino. Seu caráter indutor de políticas educacionais de cunho gerencialistas torna essencial o estudo dos discursos que tornaram possíveis as reformas educacionais, inclusive num contexto mais amplo. A partir disso, realiza-se a análise dos sua cobertura jornalística, visando contribuir para o desvelamento do processo de constituição dos discursos envolvidos na implantação e manutenção da reforma educativa em São Paulo. (AU)

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