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Interdição e partilha do sensível: análise, recuperação e resgate de peças teatrais vetadas pela censura no Estado de São Paulo (1932 - 1966) presentes no Arquivo Miroel Silveira (ECA/USP)

Processo:15/16220-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2015 - 31 de outubro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação - Teoria da Comunicação
Pesquisador responsável:Maria Cristina Castilho Costa
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

Roseli Aparecida Figaro Paulino ; Mayra Rodrigues Gomes ; Renata Pallottini

Assunto(s):Liberdade de expressãoCensuraTeatro
Resumo
O projeto visa dar continuidades a quinze anos de pesquisa sobre liberdade de expressão e censura desenvolvida em torno do Arquivo Miroel Silveira da ECA-USP - conjunto de 6137 processos de censura prévia ao teatro de 1930 a 1970, no Estado de São Paulo, sob guarda da Escola de Comunicações e Artes da USP. Para tanto, propõe-se a analisar 12 peças vetadas, entre 1932 e 19), de dez autores diferentes, procurando entender com profundidade as razões das interdições e a repercussão que tiveram na sociedade quando foram liberadas e estrearam. Pretende-se entender porque tais textos, uma vez extintos os órgãos de censura, foram deixando de ser reapresentados e atualizados. Para tanto, pretende-se desenvolver uma pesquisa-ação envolvendo pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, entrevistas, leitura dramática das peças, debates, registro audiovisual dessas atividades e criação de site para divulgação das análises. Com isso, intenta-se, aprofundarmo-nos no estudo da censura como uma interdição na partilha do sensível, conceito proposto por Jacques Rancière como a disputa da produção simbólica pelo espaço público e coletivo. (AU)

Nas tramas do feminismo vegano: trânsitos, coalizões, conflitos e significados em ação na produção de sujeitos políticos feministas

Processo:14/24947-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de abril de 2015 - 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP:Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Regina Facchini
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Assunto(s):Movimentos sociaisEstudos de gêneroFeminismo
Resumo
O presente trabalho tem o objetivo geral de colaborar para a compreensão acerca das recentes configurações que os movimentos sociais têm assumido na contemporaneidade, a partir do olhar voltado para a emergência de um sujeito feminista vegano. Em termos descritivos, veganismo é uma corruptela diferenciadora de "vegetarianismo" e diz respeito à interdição de alimentos de origem animal; a prática tem sido observada, no Brasil, em determinadas redes de ativismo feminista protagonizadas sobretudo por jovens, e sugere a construção de mais uma diferença - a partir dos sentidos atribuídos à alimentação - no interior da multiplicidade de vozes que se reconhecem atualmente enquanto feministas. Para tal, a pesquisa se vale de abordagem etnográfica multisituada em eventos mobilizados e atravessados por essas redes, que, sendo caracterizadas pelo trânsito e fluidez, incitam a investigação sobre as rupturas e continuidades, coalizões e negociações implicadas nas dinâmicas internas do ativismo político. Trata-se de um ativismo que se constrói a partir da estratégia de "politização do privado", dotando de centralidade o corpo, o lúdico, a sexualidade, o cotidiano, a comensalidade, a autonomia, o faça-você-mesma, as oficinas e os fanzines; nesse contexto, pode estar em ação a politização de novas áreas da vida - como a alimentação - ou, ao menos, a sua tematização de forma qualitativamente distinta e que constrói pertencimentos atravessados por posições de sujeito contextuais, pois forjadas a partir da articulação entre gênero, sexualidade, geração e espécie. (AU)

Gênero e cuidado no campo da saúde mental infantojuvenil

Processo:13/09499-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Alberto Olavo Advincula Reis
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Saúde mentalIdentidade de gênero
Resumo
Introdução: Historicamente vivemos em uma cultura em que as relações sociais e de trabalho foram construídas baseadas no binarismo: homem - masculino, ativo, cultura, provedor e mulher - feminino, passivo, natureza, cuidadora. Portanto, os trabalhos relacionados aos cuidados são lote de mulheres e são desvalorizados socialmente e culturalmente. Na teoria de GILLIGAN (1982) a moral masculina se relaciona a noção de justiça e a moral feminina a ideia da responsabilidade em relação ao outro, o que pode dialogar com a teoria freudiana em que ao feminino seria atribuído o amor incondicional, a completude e ao masculino a interdição, a função normativa, o papel da lei e da ordem. Essa realidade está imbricada no tratamento aos portadores de transtornos mentais. Objetivo: Buscaremos apreender como as relações de gênero (lógicas masculinas/femininas) permeiam as relações profissionais e interpessoais no âmbito de Centros de Atenção Psicossociais Infantojuvenis (CAPSis) e repercutem nos cuidados dispensados aos seus usuários. Método: Será realizado um formulário, entrevistas semiestruturadas, grupos focais e observação com elaboração de diário de campo escrito em 2 CAPSis no estado de São Paulo. Para análise dos resultados se utilizará da triangulação dos dados obtidos nos formulários, nos grupos focais e nas entrevistas, o diário de campo ajudará na interpretação dos resultados. O Referencial Teórico serão: o que preconiza a Reforma Psiquiátrica e as teorias de gênero. (AU)

Nos termos da #interdição uma rede significante de palavras proibidas

Processo:13/04539-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de maio de 2013 - 31 de outubro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação - Teoria da Comunicação
Pesquisador responsável:Mayra Rodrigues Gomes
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/56709-0 - Comunicação e censura: analise teórica e documental de processos censórios a partir do arquivo Miroel Silveira da biblioteca da ECA/USP, AP.TEM
Assunto(s):Análise do discursoCensuraInterdiçãoLiberdade de expressão
Resumo
A presente proposta de pós-doutoramento, a ser apresentada à Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), será desenvolvida sob o eixo temático de pesquisa Liberdade de Expressão: Manifestações no Jornalismo, responsabilidade da Profª Drª Mayra Rodrigues Gomes, vinculando-se ao projeto temático apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) Comunicação e Censura - análise teórica e documental de processos censórios a partir do Arquivo Miroel Silveira da Biblioteca da ECA/USP, coordenado pela Profª Drª Maria Cristina Castilho Costa. Propomos a análise da circulação de palavras consideradas tabuísmos linguísticos tomando como base sua presença em publicações (posts) nas redes sociais que adotam o sistema de marcação indexical através da eleição de palavras-chave no sistema de hashtag. O recorte dos termos a serem observados terá como objetivo repercutir os ecos daqueles que foram censurados nas peças teatrais submetidas, entre as décadas de 30 e 60, ao Departamento de Diversões Públicas do Estado de São Paulo, às quais temos acesso através do material armazenado no acervo de peças teatrais do Arquivo Miroel Silveira (AMS). O trabalho tomará como base o levantamento já realizado dos trechos com restrição textual constantes nas peças parcialmente liberadas do referido Arquivo, produto da pesquisa de doutorado Coincidências da Censura - Figuras de linguagem e subentendidos nas obras teatrais do AMS voltada para a busca de implícitos e figuras de linguagem apresentada à Escola de Comunicações e Artes da USP. Assim, observaremos, num primeiro nível, a recorrência dos termos de outrora nas redes sociais hoje e, num segundo nível, a manutenção ou deslocamento dos sentidos que eles enredam/enredavam. Entendemo-los dentro de uma perspectiva discursiva, realizando uma análise que se suporta também sobre uma perspectiva etimológica, linguística, histórica e social. Na medida em que escrutinamos os termos censurados ontem e a validade de sua circulação atual, pretendemos informar sobre os contornos de sua condição como termos tabu identificada nas articulações em que se inserem. Assim, como ponto de partida, entendemos o estatuto da palavra de forma complexa, em sua relação formal com outras numa rede significante (J. Lacan), em seu engendramento de poder na relação com a identidade do que define (M. Foucault) e na possibilidade de ser ligada a outras (definições sobre o hipertexto, com P. Lévy). Nossa análise deverá concentrada no estudo das construções realizadas com as mesmas palavras, anotando o reforço/manutenção ou o inusitado/reorganização dos termos censurados sob a insígnia do interdito. Herdamos do trabalho em nível de doutorado a hipótese de que a maior parte dos termos recuperados relaciona-se com a proibição a conteúdos considerados moralmente ofensivos. Tais observações deverão permitir, concomitante ao estudo no nível da palavra, elaborar os pontos de contato entre a noção de arquivo e de rede a partir da seguinte articulação teórica: 1- a noção de rede significante, como forma de evidenciar as articulações de sentidos que relacionam os mesmos termos em momentos diversos (na diacronia) a partir de um ponto de ligação (sincronia) na rede; 2- partindo do debate foucaultiano, a discussão sobre as possibilidades de estruturação de um arquivo como unidade, tratando sobre o que lhe oferece coesão; 3 - o traçado sobre as possibilidades de organização de arquivos associados às novas tecnologias e novas mídias de acordo com o pensamento sobre rede. De maneira mais abrangente, o presente estudo procura identificar onde se manifesta a vontade de censura hoje, na sua forma de constrangimento à fala e interdição à expressão. Tem, ainda, em seu horizonte o objetivo de repor conteúdos sociais que, de outro modo, poderiam ser considerados datados e ultrapassados, mas que consideramos vivos e determinantes da forma como nos comunicamos sobre temas tabu. (AU)

O corpo entre "concertos" e "consertos": um estudo sobre a dança tribal

Processo:12/09308-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Tópicos Específicos de Educação
Pesquisador responsável:Romualdo Dias
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro, SP, Brasil
Assunto(s):ArtesDança tribalSubjetividadeExpressão corporal
Resumo
Estudamos as relações entre os processos de subjetivação e a vida na cidade contemporânea a partir da análise da experiência de um grupo de dançarinos que praticam a dança tribal em Rio Claro. Descrevemos a experiência de uma prática desta modalidade de dança para demarcarmos os aspectos a serem estudados na perspectiva de compreender se esta forma de manifestação cultural e artística contribui para a "invenção de si" (dos sujeitos), observando aqueles que vivem em meio a contextos urbanos. Pretendemos identificar se há marcas de elementos "disruptivos" que denotam possibilidades de resistência aos dispositivos de achatamento da vida imposto pelas condições materiais de sobrevivência na cidade. Conferimos o quanto a dança contribui para os processos de subjetivação na perspectiva da produção de uma estética da existência. Utilizamos a obra de José Gil, "Movimento total: o corpo e a dança" como referência nuclear para compor as categorias de análise de nossa experiência. Nosso estudo se situa em uma fronteira demarcada entre o corpo e o poder, na esfera prática. Situa-se também na fronteira entre psicanálise e filosofia política, na esfera teórica. Identificamos na dança tribal os aspectos que estão relacionados com a dinâmica do desejo e com a potência de criação na vida dos sujeitos aí envolvidos. O corpo entre "concertos" e "consertos" expressa a luta da potência de criação na "escultura de si" contra os dispositivos de poder que atuam em sua interdição. (AU)

A impressão do consenso: uma análise político-epistemológica do SARESP na Folha de S. Paulo E no jornal da APEOESP

Processo:11/10950-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de agosto de 2011 - 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação
Pesquisador responsável:José Carlos Rothen
Beneficiário:
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Assunto(s):Avaliação da educaçãoJornalismo impressoGovernamentalidade
Resumo
A pesquisa tem como objeto de análise os artigos publicados pela Folha de S. Paulo (jornal comercial) e pelo Jornal da APEOESP (jornal sindical). Trata-se de um estudo interdisciplinar, que busca contribuições nas teorias da comunicação, da filosofia e da educação para descrever a relação entre as práticas jornalísticas e os processos de regulação do sistema educacional. Para isto, serão utilizados pressupostos foucaultianos da arqueologia e da genealogia do poder para desvelar os significados da construção das notícias subjacentes à organização industrial dos meios de comunicação de massas. Os elementos teóricos da comunicação são utilizados como fundamento para relacionarmos os aspectos da produção jornalística com as táticas de governamentalidade, buscando compreender como se constitui a regulação da vida da população a partir de certos regimes de verdade. Discute-se a hipótese de que os saberes conduzem as ações dos indivíduos e resultam numa espécie de consenso. Para compreender este processo, toma-se como referência o questionamento indicado por Michel Foucault sobre o consentimento. A partir disso, confronta-se a noção marxista-gramsciana de consenso à noção de assujeitamento derivada dos escritos foucaultianos. Desse modo, discute-se o processo de constituição dos discursos que fundamentam a reforma política e a articulação dos jornais em meio a estas relações de poder. Em geral, a imprensa participa da circulação de discursos vinculados a certos regimes de verdade, criando uma "impressão" de consenso e produzindo efeitos que levam à interdição de outros discursos. Trabalha-se com a hipótese segundo a qual tanto o jornalismo comercial quanto o sindical participam da rede de relações e de estratégias que movimentam o poder, situação que os aproxima, apesar de suas diferenças. O foco da análise é a cobertura jornalística do SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) no período de 1995 a 2010, isto é, os quatro primeiros mandatos do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) no governo paulista. Em linhas gerais, o SARESP é uma prova padronizada aplicada anualmente a todos os alunos de determinadas séries da Educação Básica da Rede Estadual de Ensino. Seu caráter indutor de políticas educacionais de cunho gerencialistas torna essencial o estudo dos discursos que tornaram possíveis as reformas educacionais, inclusive num contexto mais amplo. A partir disso, realiza-se a análise dos sua cobertura jornalística, visando contribuir para o desvelamento do processo de constituição dos discursos envolvidos na implantação e manutenção da reforma educativa em São Paulo. (AU)

Interdição e produção simbólica: a censura ao cinema e ao teatro na República Islâmica do Irã

Processo:10/20886-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2011 - 30 de abril de 2012
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação
Pesquisador responsável:Ferdinando Crepalde Martins
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Liberdade de expressãoCensuraIrã (país)
Resumo
Muitos relatos que chegam ao Ocidente sobre a República Islâmica do Irã tratam do cerceamento do direito à informação e à manifestação artística. No entanto, a simples comparação entre a liberdade de expressão encontrada nos países ocidentais e a prática de interdição à produção simbólica no Irã não dá conta da complexidade do fenômeno censório nesse país. O presente projeto trata da censura à produção simbólica (cinema e teatro) na República Islâmica do Irã no período pós-Revolução de 1979. O objetivo é investigar as interdições governamentais ao cinema e ao teatro nesse país a fim de discernir os parâmetros político-culturais da prática censória. Para tanto, analisa a censura e outros mecanismos, oficiais ou não, de cerceamento à liberdade de expressão, de 1979 a 2010. O projeto prevê pesquisa bibliográfica, documental, iconográfica e audiovisual; viagem de campo; e entrevistas em profundidade. Dessa forma, pretende-se reconstruir espacial o campo artístico iraniano e a relação de seus agentes com a censura e outras instâncias de interdição. Além disso, contrasta as percepções sobre a prática censória e suas interdições com a recepção dos produtos culturais iranianos no Ocidente. Com isso, pretende-se chegar a uma compreensão ampliada da estruturação dos campos artísticos e do fenômeno da censura, temas caros à contemporaneidade. (AU)

O silêncio como estratégia do inconsciente

Processo:09/52628-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de outubro de 2009 - 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Leda Verdiani Tfouni
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):Análise do discursoSilêncioPsicanálise
Resumo
Dentro de uma visão positivista da linguagem, o silêncio é considerado como mero subproduto da fala, sendo que o sentido é dado apenas verbalmente. Essas teorias consideram apenas os produtos e não os processos de significação (discursos), reduzindo o silêncio à falta de sentido. Diferentemente, em Análise do Discurso (AD), o silêncio é visto em sua positividade, que considera sua forma peculiar de significar. Nessa perspectiva, ele seria anterior à fala e se caracterizaria como o local onde o devir se impõe e onde há uma multiplicidade de sentidos, alguns discretizados por palavras, outros não. É dentro dessa abordagem que Orlandi elaborou uma tipologia característica do silêncio, com o intuito de abarcar suas formas de significação. Para a autora, há três tipos de silêncio: o fundador (local do real da significação e do discurso, sendo caracterizado por um continuum de sentidos); o constitutivo (ao enunciar, sempre algo é silenciado) e o local (interdição histórica que atravessa o sujeito e o impossibilita de movimentar-se por certas formações discursivas). Nosso objetivo é evidenciar que a tipologia do silêncio proposta pela AD dialoga com a abordagem do silêncio elaborada pela psicanálise, que propõe polarizações para explicar a dinâmica do silêncio no inconsciente, tal como silere e tacere. O primeiro equivale ao silêncio inerente às pulsões, à ausência primordial das palavras, local onde o sentido é. O segundo corresponde ao silêncio da palavra não dita, a um sentido que é calado, mas desloca-se para outro lugar. O corpus que será investigado refere-se a um caso de esquecimento relatado por Freud ("O esquecimento de Signorelli"). (AU)
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