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Resumo

A primeira parte deste projeto foi dedicada à síntese e caracterização de novos derivados de quitosana, focando-se na melhoria da estabilidade e capacidade de tamponamento das nanopartículas. Os derivados semi-sintéticos de quitosana foram sintetizados (CH-DEAE15-PEG, QO-DEAE9 e QDDEAE50) e caracterizados por Ressonância Magnética Nuclear de hidrogênio, Infravermelho e Cromatografia de Permeação em gel. O aumento na estabilidade das nanopartículas foi realizado pela conjugação de peg através de ligação dissulfeto, visando melhorar a sua desmontagem no ambiente endossomal. As nanoparticulas foram preparadas com o plasmídeo pEGFP e siRNA-TNF-alfa, foram caracterizadas por espalhamento de luz dinâmico (DLS) e Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET). As nanopartículas obtidas exibiram um aumento na estabilidade coloidal e apresentaram diâmetros variando de 50 nm a 300 nm. A citotoxicidade dos polímeros foi avaliada frente a linhagem celular de fibroblastos L929, os resultados mostraram viabilidade celular maior que 80%. A capacidade hemolítica dos derivados (CH-DEAE15, CH-DEAE15-PEG) foi avaliada frente aos eritrócitos humanos causando uma hemólise (~ 5%) na maior concentração testada (2,0 g.L-1). Com base nestes resultados, a próxima etapa do projeto é realizar os estudos in vitro e in vivo usando as nanopartículas sintetizadas. O estudo in vitro será realizado através do bloqueio do fator de necrose tumoral (TNF) alfa (TNF-a) e do receptor ligante, ativador do fator nuclear kappa beta. Os estudos in vivo serão realizados utilizando o modelo de inflamação de artrite induzida em camundongos com anticorpo monoclonal anti-colagénio de tipo II. (AU)

Resumo

A pré-eclâmpsia (PE) é uma síndrome específica da gestação, caracterizada por intensa reação inflamatória sistêmica, que contribui significativamente para a patogênese da doença. Monócitos de gestantes pré-eclâmpticas encontram-se ativados endogenamente e produzem níveis elevados das citocinas inflamatórias interleucina-1beta (IL-1²) e fator de necrose tumoral alfa (TNF-±) detectados no plasma e expressam ativação do fator de transcrição nuclear NF-kB e do complexo molecular NLRP3 inflamassoma, responsáveis pela liberação de citocinas inflamatórias biologicamente ativas. Associação entre hiperuricemia, maior produção de radicais livres derivados do oxigênio e produção elevada de TNF-± por monócitos de gestantes portadoras de PE sugerem a participação do ácido úrico como mediador da resposta inflamatória. Além disso, o estímulo in vitro de monócitos com ácido úrico induz ativação do inflamassoma NLRP3 e a produção de níveis elevados de IL-1². A silibinina é o principal componente ativo da silimarina, um complexo polifenólico derivado de frutos e sementes de Silybum marianum e possui importantes atividades anti-inflamatórias e anti-oxidantes. Esse flavonóide exerce efeito inibidor sobre o fator de transcrição NF-kB, essencial para a expressão de citocinas inflamatórias e outras moléculas mediadoras da inflamação. Portanto, o presente projeto tem por objetivo investigar se a silibinina tem efeito modulador sobre o inflamassoma NLRP3 e o fator de transcrição nuclear NF-kB em monócitos estimulados in vitro com urato monossódico (MSU) obtidos de gestantes portadoras de PE e de gestantes normotensas. Monócitos de sangue periférico obtidos de 20 gestantes com PE e de 20 gestantes normotensas no terceiro trimestre da gestação serão cultivados na presença ou ausência de silibinina e de MSU. A ação da silibinina sobre o fator NF-kB será avaliada por meio da determinação da proteína p65 do NF-kB em extrato nuclear das células por ensaio imunoenzimático, além da expressão gênica de NF-kB e TNF-± por RT-qPCR. A ação moduladora da silibinina sobre o inflamassoma será determinada pela expressão gênica do receptor NLRP3, caspase-1e IL-1² por RT-qPCR. (AU)

Resumo

À medida que os indivíduos envelhecem as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) se tornam as principais causas de morbidade, incapacidade e mortalidade em todas as regiões do mundo. Entre as DCNT, destaca-se a obesidade, a qual está associada à inflamação sistêmica crônica de baixo grau, mesmo na ausência de doença manifesta, sendo frequentemente acompanhada por um aumento dos níveis de marcadores inflamatórios e adipocinas. Adicionalmente, a inflamação sistêmica de baixo grau parece aumentar com a idade. Por outro lado, a prática regular do exercício físico exerce um efeito protetor contra as doenças associadas a esse tipo de inflamação, e também nos sintomas relacionados à síndrome metabólica e à sarcopenia. Este efeito do exercício em longo prazo no organismo pode ser descrito como uma resposta anti-inflamatória induzida por uma sessão aguda de exercício, mediada pela interleucina-6 (IL-6), que é produzida e liberada pela contração das fibras musculares. O aumento da concentração plasmática de IL-6 estimula indiretamente a síntese de citocinas anti-inflamatórias como a interleucina-10 (IL-10) e, consequentemente, ocorre a inibição da produção de citocinas pró-inflamatórias, como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-±). Na literatura há poucos estudos avaliando a resposta inflamatória no treinamento concorrente em diferentes periodizações do treinamento físico em mulheres acima de 50 anos com sobrepeso e/ou obesidade. Portanto, devido aos benefícios a curto, a médio e em longo prazo que a prática dos exercícios físicos apresenta no metabolismo dos indivíduos, ressaltando a resposta das interleucinas, juntamente com a melhoria dos componentes da aptidão física, e da capacidade funcional para a prática das atividades cotidianas, e consequente melhoria da qualidade de vida relacionada à saúde, pretende-se com este estudo analisar no treinamento concorrente, o efeito de diferentes periodizações do treinamento físico sobre parâmetros imunológicos, metabólicos, ponderais e de qualidade de vida relacionada à saúde em mulheres com obesidade. (AU)

Resumo

O objetivo do presente estudo é avaliar o efeito de uma nova medicação intracanal a base de nanopartículas de prata (AgNP), desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), sobre fibroblastos humanos. Para isto, fibroblastos derivados de ligamento periodontal serão obtidos a partir de dentes humanos hígidos, extraídos por indicação ortodôntica, e expandidos pela técnica de explante. Após a confluência, as células serão plaqueadas na densidade de 20.000 células por poço, em placas de 24 poços e deixadas aderir por 24 h. As culturas serão, então, expostas a AgNP, Ca(OH)2, associação de AgNP+Ca(OH)2 e Clorexidina (CHX), em três concentrações distintas (1x, 2.5x e 5x), a partir da concentração inibitória mínima (CIM) determinada em estudo microbiológico prévio realizado por nosso grupo de pesquisa. Culturas expostas apenas ao veículo (água ultrapura) servirão como Controle. Serão avaliados os seguintes parâmetros: 1) viabilidade celular, em 1, 3 e 7 dias; 2) morfologia celular, em 3 dias; 3) estresse oxidativo (produção de NO), em 1 e 3 dias, 4) genotoxicidade, em 3 dias e 5) expressão gênica das citocinas pró-inflamatórias: fator de necrose tumoral alfa (TNF-±) e interleucina 1 (IL-1) e de colágeno tipo I. Os dados quantitativos serão submetidos aos testes de aderência à curva normal e homogeneidade de variâncias para a seleção do teste estatístico adequado (alpha=5%). (AU)

Influência do H2S na resposta imunoinflamatória e na perda óssea periodontal: estudo em ratos

Processo:16/24094-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de abril de 2017 - 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Daiane Cristina Peruzzo
Beneficiário:
Instituição-sede: Sociedade Regional de Ensino e Saúde Ltda. Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC). Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic
Assunto(s):Perda do osso alveolarDoenças periodontaisSulfeto de hidrogênioModelos animais
Resumo

Halitose é uma condição atribuída principalmente à presença de compostos sulfurados voláteis (CSV), que incluem o sulfeto de hidrogênio (H2S), metil mercaptana (CH3SH) e o dimetil sulfeto (CH3)2S, que emanam da cavidade bucal. Estudos tem demonstrado que os CSV podem estar diretamente envolvidos na patogênese da doença periodontal, entretanto essa associação ainda é controversa. Desta forma, o objetivo deste estudo é avaliar o efeito agudo e crônico do H2S, na resposta imunoinflamatória e na perda óssea alveolar em ratos, com e sem doença periodontal induzida. Para isso, 60 ratos serão divididos em 2 grupos (teste - 30 ratos que serão submetidos a exposições diárias ao H2S; e, controle - sem exposição) e cada grupo será subdividido em 3 (n=10), de acordo com o tempo de eutanásia (3 h, 3 dias e 14 dias). Todos os animais terão umdos seus primeiros molares (aleatoriamente escolhidos) submetidos à colocação de umaligadura para o desenvolvimento da doença periodontal, em um delineamento de boca-dividida. Após a eutanásia dos animais, será coletada a porção marginal da gengiva ao redor dos dentes com ligadura e de seus respectivos contralaterais, para posterior avaliação da expressão dos genes, por meio de PCR tempo real. Será analisada a expressão dos seguintes genes relacionados à resposta imunoinflamatória e ao metabolismo ósseo: IL-1² (interleucina-1²), IL-6 (interleucina-6), RANK (receptor do fator nuclear kapa B), RANKL (ligante do RANK), OPG (osteoprotegerina), SOFAT (fator osteogênico secretado por células T ativadas); ICTP (telopeptídeo carboxiterminal de colágeno tipo I de ligação cruzada); e TNF-± (fator de necrose tumoral alfa). Após a remoção do tecido gengival, as mandíbulas serão removidas, coradas e fixadas para posterior análise morfométrica. Após a coleta dos dados estes serão avaliados quanto à sua distribuição por meio do teste de Shapiro-Wilks e a equivalência das variâncias será testada por meio do teste de Levene. De acordo com a distribuição de normalidade dos dados, serão realizados testes paramétricos ou não paramétricos. Para todos os testes será adotado nível de significância de 5%. (AU)

Resumo

A inflamação cutânea envolve a liberação de vários mediadores inflamatórios, os quais quando em quantidades exacerbadas podem ser nocivos e causar o desenvolvimento de doenças inflamatórias e crônicas de pele, como dermatite atópica e psoríase. O ácido ursólico (AU) é um triterpenóide pentacíclico obtido a partir de diversas fontes vegetais e apresenta uma potente ação anti-inflamatória por inibição ou redução de diferentes mediadores inflamatórios, como a histamina, secreção de citocinas (fator de necrose tumoral alfa - TNF±, interleucinas - IL), atividade da 5 lipoxigenase, da elastase e a síntese de óxido nítrico (NO) e prostaglandinas E2 (PGE2), principalmente via inibição do factor nuclear kappa B (NF-kB), porém sua baixa solubilidade em água limita sua aplicação terapêutica. O desenvolvimento de dispersões sólidas (DS) constituídas de poloxamer 407 (P407) ou D-alfa-tocoferil polietilenoglicol 1000 succinato associada á dióxido de silício coloidal (TPGS/Aerosil® 200) surge com uma estratégia inovadora para melhorar a solubilidade do AU. De forma a viabilizar a administração tópica das DS, a utilização de hidrogéis (HG) de P407 com propriedades bioadesivas pode ser interessante, pois estes sistemas permitem um maior tempo de retenção local do fármaco. O presente estudo tem como objetivo: desenvolver, caracterizar e avaliar a citotoxicidade in vitro e a atividade anti-inflamatória in vivo de DS de AU em P407 ou TPGS/Aerosil®200 veiculadas em HG de P407 para administração cutânea. As DS serão obtidas por meio da técnica de evaporação do solvente e caracterizadas por análise granulométrica, estudo de solubilidade, calorimetria exploratória diferencial, difração de raios-X, microscopia eletrônica de varredura e estudo de estabilidade físico-química. Posteriormente, as DS serão incorporadas em HG de P407 que serão caracterizados por análise do perfil de textura, reologia e teste de bioadesão in vitro. Os ensaios de liberação e de permeação cutânea in vitro serão realizados para DS e HG livres e associados. Finalmente serão efetuados ensaios biológicos in vitro para avaliar a citotoxicidade e in vivo para avaliar o efeito anti-inflamatória das formulações em modelo animal de edema de orelha induzido por óleo de cróton. Portanto, espera-se obter uma formulação inovadora que permita a entrega do AU de forma a viabilizar o seu emprego como anti-inflamatório em doenças inflamatórias cutâneas.

Resumo

Apesar de altas taxas de sucesso no tratamento de incontinência urinária, complicações relacionadas ao uso de telas de polipropileno não podem ser negligenciadas. Buscando o aperfeiçoamento da integração das telas, inúmeras inovações tem sido estudadas. O plasma rico em plaquetas (PRP) vem sendo utilizado de forma eficaz em diversas áreas da Medicina, com o intuito de melhorar o processo de reparo de feridas, consequente à sua elevada concentração de fatores de crescimento. Considerando-se as propriedades do PRP sobre os processos fisiológicos relacionados com o reparo tecidual, propõe-se o recobrimento de telas de polipropileno monofilamentar com o gel de PRP como forma de possibilitar melhor integração da tela aos tecidos. O objetivo deste estudo será avaliar, por meio de técnicas imunohistoquímicas, o efeito do recobrimento do gel de plasma rico em plaquetas (PRP) na integração de telas de polipropileno monofilamentar implantadas na parede vaginal de coelhas, do ponto de vista da resposta imunoinflamatória, metabolismo do colágeno e angiogênese. Serão utilizadas amostras obtidas em procedimentos já executados por ocasião de projeto anterior de um dos pesquisadores do grupo de pesquisa, no qual, 30 coelhas adultas da raça White New Zealand foram submetidas ao implante de tela de polipropileno monofilamentar na parede vaginal. Em 15 delas a tela foi embebida com plasma rico em plaquetas na forma de gel. As coelhas foram subdividas em 3 grupos de 10 coelhas (5 com e 5 sem PRP) e eutanasiadas aos 7, 30 e 90 dias após a cirurgia para a extração da vagina. Propõe-se avaliação complementar com reagentes específicos visando demonstrar a expressão imunohistoquímica dos seguintes aspectos de interesse: (a) resposta imunoinflamatória, avaliada por meio de agentes pró-inflamatórios (interleucina 1 - IL-1 e receptor do fator de necrose tumoral alfa - TNF-alfa) e de agentes anti inflamatórios (TGF-beta e Interleucina 13 - IL-13); (b) metabolismo do colágeno (metaloproteinases de Matriz 2 e 3 - MMP-2 e 3); (c) angiogênese (CD-31). Através do programa de análise de imagens AxioVision Microscope V 4.8.0.0 ® (Karl Zeiss-Germany) serão mensuradas a área percentual e a densidade média de marcação imunorreativa para cada um dos reagentes selecionados, exceto para o CD-31, cuja avaliação se dará pela contagem do número de vasos sanguíneos no campo de análise. Para análise estatística serão executados o teste de Kruskal-Wallis para comparação entre os períodos e o de Wilcoxon para comparação entre os grupos. Para comparação das medidas entre períodos e grupos será utilizada a ANOVA. O nível de significância adotado será de 5% (P<0.05). Dessa forma, busca-se compreender de forma mais adequada o processo de integração tecidual de próteses combinadas com plasma rico em plaquetas visando aplicabilidade futura em cirurgia reconstrutiva pélvica. (AU)

Resumo

A ativação do sistema renina-angiotensina (SRA) influencia nas complicações associadas a hipertensão como, hipertrofia vascular e disfunção endotelial. O modelo experimental de hipertensão 2-rins e 1-clipe (2R1C) apresenta ativação do SRA e consequentemente, aumento de AngII. Neste sentido, é um bom modelo experimental para avaliar os efeitos da AngII e do SRA. Evidências sugerem que a citocina TNF-± é necessária para hipertrofia e fibrose cardíaca induzida pela Angiotensina II (AngII). Entretanto, não existem evidencias da interação entre TNF-± e AngII na hipertrofia vascular. Ang II e TNF-± podem aumentar a formação de espécies reativas do oxigênio (ERO). Na hipertensão, ERO é o principal fator responsável pela ativação das metaloproteinases da matriz extracelular (MMPs). Essas proteases degradam a matriz extracelular promovendo o remodelamento cardiovascular. Assim, a hipótese do presente projeto é que a inibição de TNF-± reverta as alterações morfofuncionais vasculares em animais 2R1C por diminuir a formação de ERO e atividade gelatinolítica que está aumentada nesses animais hipertensos. Para avaliar essa hipótese serão utilizados animais sham e 2R1C que serão tratados com um inibidor de TNF-± (Pentoxifilina). Os animais serão operados e após duas semanas de cirurgia serão randomizados em quatro grupos experimentais: (I) Sham, (II) 2R1C, (III) Sham+Pentoxifilina e (IV) 2R1C+Pentoxifilina. A pressão arterial dos animais será aferida semanalmente por pletismografia de cauda. A hipertrofia vascular será avaliada em cortes de aorta corados com hematoxilina e eosina. Nesses cortes, serão avaliados a área de secção transversal (AST), a razão média por lúmen (M/L) e o número de células. O aumento de ERO será avaliado pelo método de DHE em cortes de aorta previamente fixados em Tissue Tek. A atividade das MMPs será observada por zimografia in situ. (AU)

Resumo

Considerando as implicações da acidose ruminal subaguda (ARS) e da laminite sobre o bem-estar e índices produtivos de ruminantes, adicionada à deficiência de informações sobre o estado inflamatório sistêmico desses distúrbios, este estudo tem por objetivo avaliar as relações entre as concentrações sanguíneas de agentes envolvidos na resposta inflamatória de fase aguda e no desencadeamento da laminite. Serão utilizadas oito ovelhas adultas, da raça Santa Inês, divididas em grupo tratado (GT, cinco animais, que receberão alta porcentagem de concentrado na dieta) e grupo controle (GC, três animais, alimentados com feno). Para a indução da ARS, as ovelhas do GT receberão dieta na qual serão incluídos ao volumoso, diariamente, 10% de alimento concentrado farelado até completar 80%, porcentagem a ser mantida até completar 30 dias experimentais. A acidose metabólica será avaliada pelo pH do fluido ruminal, fezes e urina, além da hemogasometria arterial. No soro sanguíneo, serão determinados os níveis de LPS, histamina, citocinas pró-inflamatórias (fator de necrose tumoral alfa e interleucina 1 beta), proteínas de fase aguda (soro amilóide A e proteína ligadora de LPS), estresse oxidativo, metaloproteinases 2 e 9 e seus inibidores. O fluxo sanguíneo dos dígitos será estudado por ultrassonografia Doppler espectral das artérias digitais e por termografia infravermelha da região podal. (AU)

Resumo

O tabagismo é uma doença crônica e a principal causa prevenível de morte no mundo e está relacionado a mais de 50 doenças, dentre elas a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). A DPOC é definida como doença prevenível e tratável com efeitos sistêmicos que podem contribuir para a gravidade do paciente. Além da inflamação crônica, a apoptose, a degradação de matriz extracelular e a resposta imune são eventos importantes na patogênese da DPOC. Caracterização dos marcadores de estresse oxidativo e inflamação em tabagistas e pacientes com DPOC leve/moderada e a diferença entre os dois grupos têm potencial para contribuir para o entendimento da fisiopatologia da doença. Em pesquisa desenvolvida no curso de doutorado intitulada "Associação entre estresse oxidativo, inflamação e manifestações sistêmicas em tabagistas e pacientes com DPOC leve e moderado" (Protocolo CEP 4415-2012), avaliamos 32 tabagistas ativos (carga tabágica e 10 anos/maço) sem DPOC e 32 tabagistas ativos (carga tabágica e 10 anos/maço) ou ex-tabagistas com DPOC leve/moderado de ambos os gêneros, selecionados de forma consecutiva, entre aqueles que fazem acompanhamento no Ambulatório de Pneumologia e Ambulatório de Cessação do Tabagismo da Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP). Trinta e dois indivíduos não tabagistas constituíram o grupo controle do estudo. Os marcadores de estresse oxidativo estão aumentados e são similares em tabagistas ativos e pacientes com doença leve quando comparados aos controles; entretanto, o aumento do receptor do fator de necrose tumoral alfa - TNFR2 foi um marcador de DPOC precoce. Neste estudo não avaliamos as diferentes vias de expressão gênica e sua associação com a inflamação sistêmica e o estresse oxidativo no sangue periférico de tabagistas sem obstrução e com DPOC leve e moderado. A hipótese do atual estudo é que tabagistas e pacientes com DPOC leve/moderado apresentam alterações específicas na expressão de transcritos no sangue periférico, que permitam identificar diferenças entre tabagistas e pacientes com obstrução leve/moderada, e poderiam ser utilizados, futuramente, como marcadores genéticos de risco e de evolução da doença. A proposta atual irá analisar o material biológico (sangue venoso periférico) coletado no estudo de doutorado resumido acima. (AU)

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