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Investigação sobre o efeito do fator de necrose tumoral-alfa (TNF-alfa) em plaquetas de ratos injetados com salina ou lipopolissacarídeo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Sisi Marcondes Paschoal
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/18014-0
Vigência: 01 de fevereiro de 2016 - 31 de janeiro de 2018
Assunto(s):Plaquetas sanguíneasFator de necrose tumoral alfaGMP Cíclico
Resumo
Evidências indicam que as plaquetas têm um papel importante na sepse. De fato, a gravidade da sepse correlaciona-se positivamente com a trombocitopenia e grau de atividade plaquetária. Durante a sepse ocorre a liberação exacerbada de vários mediadores inflamatórios como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-±), além da liberação de óxido nítrico (NO) e espécies reativas de oxigênio (EROs), os quais contribuem para danos teciduais, podendo culminar com a falência múltipla de órgãos, especialmente pulmões, fígado e rins. O lipopolissacarídeo (LPS) é bastante utilizado como ferramenta para estudar a sepse, uma vez que sua administração em animais e humanos leva a vários sinais observados no quadro séptico como aumento da produção de citocinas inflamatórias como o TNF-alfa, a qual é a primeira citocina a ser liberada na sepse. Trabalhos prévios do grupo mostraram que a incubação de LPS de E. coli não altera a função plaquetária diretamente, mas esta é reduzida em ratos injetados com o lipolissacarídeo. Além disso, em plaquetas de ratos injetados com LPS há grande formação de EROs dependente da ativação da NADPH oxidase. Vários trabalhos mostram que o TNF-alfa é capaz de ativar a NADPH oxidase, entretanto, é praticamente inexistente trabalhos que investiguem o efeito desta citocina na reatividade plaquetária. Portanto, o objetivo geral do presente trabalho é investigar o efeito do TNF-± na agregação e adesão plaquetária in vitro. Além disso, investigaremos a participação do TNF-± na inibição da atividade plaquetária e na formação intraplaquetária de EROs em ratos tratados com LPS. Finalmente, avaliaremos o efeito das plaquetas de ratos tratados com LPS na viabilidade de células endoteliais. (AU)

Laminados cerâmicos cimentados sobre dentes não preparados. estudo clínico, prospectivo e longitudinal sobre a adaptação marginal e avaliação do comportamento periodontal pelo uso de biomarcadores do fluido gengival crevicular

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eduardo Passos Rocha
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Clínica Odontológica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:15/14504-6
Vigência: 01 de novembro de 2015 - 31 de maio de 2018
Assunto(s):Prótese dentáriaAdaptação marginal dentáriaFacetas dentáriasEnsaio clínicoLíquido do sulco gengival
Resumo
Introdução: Os avanços tecnológicos na microestrutura dos materiais cerâmicos juntamente com o aperfeiçoamento dos sistemas adesivos e cimentos resinosos utilizados para a instalação dos laminados cerâmicos possibilitaram a utilização de restaurações delgadas sobre superfícies de esmalte com mínimo ou nenhum preparo, cujo comportamento funcional sobre as estruturas periodontais é ainda desconhecido. Objetivo: avaliar o comportamento do tecido periodontal pela quantificação de biomarcadores e do volume do Fluido Gengival Crevicular (GCF), com adicional verificação da adaptação e comportamento marginal da restauração, no uso de laminados cerâmicos delgados cimentados sobre dentes não preparados e apresentando borda cervical posicionada no interior do sulco gengival. Materiais e Métodos: 72 laminados cerâmicos, em dissilicato de lítio injetado, com 0,2mm de espessura na borda cervical, serão cimentados sobre dentes anteriores maxilares não preparados. Para todos os elementos tratados será feita a coleta GCF previamente à cimentação da restauração (baseline) e nos tempos do estudo (t0- 7 dias, t1 -15 dias, t2 - 30 dias, t3 - 60 dias, t4 - 180 dias e t5 - 365 dias após a restauração), onde será calculado o volume do GCF e quantificado os biomarcadores: TNF-± (fator de necrose tumoral alfa), IL-1² (interleucina 1-beta), MMP-8 (colagenase) e MMP-9 (gelatinase) pelo teste ELISA. O dente vizinho homólogo será utilizado como controle. Adicionalmente, serão obtidas réplicas da região cervical em resina epóxi, após 7, 30 180 e 365 dias da instalação para verificação da adaptação marginal e do sobrecontorno da restauração no microscópio eletrônico de varredura. Será realizada avaliação clínica pelos critérios modificados do USPHS (United States Public Health Service) em todos os tempos do estudo. Resultados: Após a análise descritiva dos dados serão verificadas as pressuposições de normalidade e homogeneidade, considerando a aplicação da ANOVA. Caso as pressuposições não sejam atendidas, prevê-se o uso do teste de Kruskall-Wallis. O nível de significância considerado para diferença entre as médias será 5%. (AU)

Efeitos do protocolo de overtraining baseado em contrações excêntricas sobre a via inflamatória e da mTOR no coração de Camundongos C57Bl/6

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Adelino Sanchez Ramos da Silva
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:15/13275-3
Vigência: 01 de outubro de 2015 - 30 de setembro de 2016
Assunto(s):OvertrainingInflamaçãoMiocárdio
Resumo
O overreaching não funcional (NFOR) induzido pelo exercício excêntrico (EE) em camundongos está associado com a inflamação crônica de baixa intensidade em amostras de músculo esquelético e soro. Além disso, sabe-se que o miocárdio também tem a capacidade de produzir citocinas pró-inflamatórias e que a via da mTOR (mammalian target of rapamycin) tem um efeito cardioprotetor sobre as mesmas. No entanto, as adaptações do coração em resposta ao NFOR induzido pelo EE ainda não foram investigadas. Sendo assim, o principal objetivo desse estudo é verificar o efeito do protocolo de overtraining baseado em sessões crônicas de EE sobre o conteúdo protéico e ativação das proteínas relacionadas à hipertrofia fisiológica do músculo cardíaco de camundongos - Akt (Protein kinase B) mTOR (mammalian target of rapamycin), S6K (S6 kinase), 4EBP1 (4E binding protein) - e sobre o conteúdo protéico das citocinas pró-inflamatórias interleucina 1beta (IL-1beta), 6 (IL-6) e fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa) em músculo cardíaco de camundongos. Os animais serão divididos em 4 grupos: Naive (N; camundongos sedentários), Controle (CT; camundongos sedentários submetidos aos testes físicos), Treinado (TR; camundongos submetidos ao protocolo de treinamento) e Overtraining (OT; camundongos submetidos ao protocolo de OT com corrida na descida). Os camundongos serão avaliados diariamente quanto a variação do peso corporal e ingestão alimentar. O conteúdo e ativação das proteínas serão avaliados no ventrículo esquerdo do músculo cardíaco através da técnica de immunoblottig. Para comparação entre os grupos será utilizada a análise de variância seguida de teste para comparação múltipla de média. Será adotado o nível de significância de pd0.05. (AU)

Efeito de uma baixa dose de óleo de peixe nos marcadores inflamatórios de adultos brasileiros infectados com HIV, em uso de terapia antiretroviral: ensaio clínico, randomizado, controlado por placebo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Patricia Helen de Carvalho Rondó
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Análise Nutricional de População
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Processo:15/16312-7
Vigência: 01 de outubro de 2015 - 31 de março de 2016
Assunto(s):Proteína C-reativaSíndrome metabólicaFibrinogênioInflamaçãoAIDS
Resumo
Introdução: Os benefícios da terapia antirretroviral para indivíduos que vivem com HIV/Aids têm sido limitados pelo aumento do risco de desenvolvimento de doenças metabólicas e cardiovasculares. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do óleo de peixe (ácidos graxos ômega-3 de origem marinha) nas concentrações de marcadores inflamatórios em indivíduos que vivem com HIV/Aids em terapia antirretroviral. Métodos: Trata-se de um estudo ensaio clínico, randomizado, controlado por placebo que investigou os efeitos de 3 g de óleo de peixe/dia (540 mg de ácido eicosapentaenóico -EPA, mais 360 mg de ácido docosahexaenóico-DHA) ou 3 g óleo de soja/dia (placebo) durante 24 semanas em 83 adultos de ambos os sexos que viviam com HIV/Aids e em terapia antirretroviral. Resultados: Não houve diferenças entre os grupos para as variáveis de caracterização no início do estudo. As análises multinível não revelaram relação estatisticamente significativa entre as mudanças longitudinais na concentração de proteína C-reativa de alta sensibilidade (hs-CRP) (Wald Chi2 = 0,17, p = 0,918), fibrinogênio (Wald Chi2 = 3,82, p = 0,148), e fator VIII ( Wald Chi2 = 5,25, p = 0,073) com uso do óleo de peixe. Não ocorreram alterações significativas nos níveis de interleucina-6 (IL-6), interleucina-1 beta (IL-1-beta) e fator de necrose tumoral-alfa (TNF-alfa). Conclusão: Em comparação com placebo, uma dose de 900 mg de ácidos graxos ômega-3 (EPA mais DHA) em cápsulas de óleo de peixe não alterou as concentrações séricas de hs-CRP, fibrinogênio, fator VIII, IL6, IL1-beta e TNF-alfa em pessoas que viviam com HIV/Aids. Sugere-se que estudos futuros considerem a avaliação de marcadores inflamatórios mais sensíveis ou maiores doses de ácidos graxos ômega-3 de origem marinha para essa população. (AU)

Risco cardiovascular em pacientes com Imunodeficiência Comum Variável (ICV) e Agamaglobulinemia Ligada ao X (XLA)

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Roseli Oselka Saccardo Sarni
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Processo:15/12808-8
Vigência: 01 de setembro de 2015 - 29 de fevereiro de 2016
Assunto(s):Estado nutricionalDislipidemiasAgamaglobulinemiaImunodeficiência de variável comumInflamaçãoApolipoproteínas
Resumo
Introdução: A Imunodeficiência Comum Variável (ICV) e a Agamaglobulinemia Ligada ao X (XLA) são imunodeficiências primárias (IDP´s) classificadas como deficiências de anticorpos resultando em hipogamaglobulinemia. Objetivo: Avaliar o perfil lipídico e outros biomarcadores associados ao risco cardiovascular em pacientes ICV e XLA. Métodos: No total, 24 pacientes e 12 controles saudáveis pareados por idade e gênero foram incluídos no estudo. Foram realizadas avaliações antropométricas e dosagens séricas de colesterol total (CT) e as frações HDL-c e LDL-c, triglicerídeos (TG), apo A-I, sdLDL, proteína C reativa (CRP), fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa) e das enzimas relacionadas ao risco cardiovascular mieloperoxidase (MPO), proteína de transferência de éster de colesterol (CETP) e a lecitina colesterol aciltransferase (LCAT). Resultados: As concentrações da CRP (p=0,008) e TNF-alfa (p<0,001) foram significativamente mais elevadas, enquanto o HDL-c (p=0,025) e a apo A-1 (p=0,013) foram significantemente mais baixas nos pacientes comparativamente aos controles. No grupo de pacientes foi observada correlação negativa e significante entre o HDL-c e o TNF-alfa (r=-0,406; p=0,049) e os TG (r=-0,641; p=0,001). Conclusão: Pacientes com Imunodeficiência Comum Variável e Agamaglobulinemia Ligada ao X apresentaram aumento de marcadores inflamatórios, que associados com a diminuição do HDL-c e dos níveis de apo A-I, podem predispor ao elevado risco cardiovascular. (AU)

Efeitos do zinco e do paracetamol no comportamento tipo-depressivo de ratos induzido por lipopolissacarídeo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Vice-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Paulista (UNIP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Thiago Berti Kirsten
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:15/02742-0
Vigência: 01 de agosto de 2015 - 31 de julho de 2017
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):DepressãoAnsiedade
Resumo
A depressão tem preocupado devido sua alta incidência, alta relação com desemprego e suicídio, bem como por demandar tratamentos longos e caros. Pouco se sabe sobre a etiologia da depressão, incluindo fatores genéticos, psicológicos e farmacológicos. Uma hipótese que vem ganhando força na gênese da depressão é a partir de ativações imunes/inflamatórias. Por exemplo, muitos pacientes depressivos apresentam aumento crônico nos níveis de citocinas pró-inflamatórias, e alterações no eixo hipotálamo-pituitária-adrenal e no fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF). Nesse sentido, muitos medicamentos que interferem com o sistema neuroimune têm sido testados para o tratamento da depressão. O zinco e o paracetamol, além de interferirem com o sistema imune, já demonstraram efeito benéfico no tratamento da depressão, quando administrados concomitantemente a doses subefetivas dos antidepressivos. Assim, é objetivo deste trabalho tratar ratos com zinco e/ou paracetamol na tentativa de previnir/amenizar os efeitos tipo-depressivos experimentalmente induzidos, neste caso, sem o auxílio de antidepressivos. Ratos Wistar adultos serão induzidos ao comportamento tipo-depressivo por meio de administrações repetidas de lipopolissacarídeo (LPS, endotoxina bacteriana gram-negativa). Os ratos receberão zinco e/ou paracetamol por três dias consecutivos. Primeiramente será necessário verificar se o comportamento doentio induzido por LPS cessará, com avaliação da atividade geral em campo aberto e peso corporal. Serão avaliados também níveis de ansiedade pelo teste claro-escuro. O comportamento tipo-depressivo será verificado pelo teste do nado forçado. Serão realizadas ainda avaliações dos níveis plasmáticos de biomarcadores ligados à depressão, como BDNF, hormônio adrenocorticotrófico e fator de necrose tumoral alfa, bem como avaliações cerebrais (córtex frontal, estriado e mesencéfalo) por técnica de imuno-histoquímica para marcadores de neuroinflamação (proteína glial fibrilar ácida) e sistema dopaminérgico (tirosina hidroxilase). (AU)

Efeitos de dieta obesogênica sobre proteínas da via inflamatória e do sistema serotoninérgico: estudo in vivo, em hipocampos da prole de camundongos, e in vitro em cultura de neuroblastos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Cristiano Mendes da Silva
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Desnutrição e Desenvolvimento Fisiológico
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:15/08441-1
Vigência: 01 de agosto de 2015 - 31 de julho de 2016
Assunto(s):SerotoninaDieta hiperlipídicaHipocampoInflamação
Resumo
Evidências crescentes sugerem que o ambiente perinatal pode ser especialmente importante em moldar os resultados tanto para a saúde quanto para doença ao longo da vida. A literatura científica tem adotado nomenclaturas diferentes para explicar a incidência da obesidade na vida adulta associando com eventuais estímulos ambientais adversos ocorridos no início da vida, tais como a exposição precoce a dieta(s) hiperlipíca(s) (DHL) ou obesogênicas. Muitos artigos têm denominado este fenômeno de "programação metabólica ou fetal", ou "plasticidade fenotípica ou desenvolvimental". O estado nutricional e/ou a nutrição materna durante a gestação e lactação é considerado um importante indutor da "programação metabólica ou plasticidade fenotípica" tanto em animais como em seres humanos. Dados epidemiológicos nacionais e internacionais são alarmantes, demonstrando aumento da prevalência de obesidade e/ou sobrepeso, associados à alta ingestão de DHL em mulheres em idade reprodutiva, gestantes e/ou lactantes. A exposição materna a DHL traz riscos significantes à saúde da prole, os quais podem se manifestar na vida adulta, resultando em: síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e distúrbios neurológicos. Portanto, é essencial investigar eventuais efeitos da DHL materna sobre o desenvolvimento encefálico de fetos e recém-nascidos. A exposição precoce a DHL materna pode afetar morfológica e funcionalmente o sistema nervoso central (SNC) da prole, promovendo déficits cognitivos e atraso no desenvolvimento neurológico. O consumo de DHL têm também induzido danos sobre a aprendizagem e a memória associados com inflamação hipocampal. Conforme estudos de Niculescu e Lupu (2009) a prole de camundongos provindos de mães alimentadas com DHL durante a prenhes apresentaram diminuição da neurogênese e diferenciação neuronal no hipocampo. Contudo, apesar das recentes e promissoras descobertas, ainda existe escassez de informações sobre os possíveis mecanismos moleculares envolvidos nos danos hipocampais sofridos pela prole de mães obesas expostas a DHL durante a gestação e a lactação. A plasticidade desenvolvimental do cérebro da prole modulada pela dieta perinatal materna parece ser "programada" por mecanismos inflamatórios relacionados com a obesidade e dietas hiperlipídicas, ambas as situações nutricionais estão independentemente associadas com níveis sistêmicos aumentados de mediadores inflamatórios. Devido ao papel dual reconhecido destas moléculas imunitárias (por exemplo, interleucinas [IL]-6, IL-1²) na função placentária e no desenvolvimento cerebral, qualquer perturbação do seu delicado equilíbrio com fatores de crescimento ou neurotransmissores (como por exemplo, a serotonina ou 5-hidroxitriptamina, 5-HT) causado por eventos inflamatórios no início da vida pode alterar permanentemente a trajetória de desenvolvimento do cérebro fetal. Ademais, o desenvolvimento do sistema neurotransmissor da 5-HT, importante modulador neurotrófico e comportamental, tem também demonstrado sensibilidade aos altos níveis de citocinas circulantes. Vários aspectos do desenvolvimento cerebral, incluindo a migração neuronal, neurogênese e sinaptogênese são regulados pelo sistema da 5-HT.O aumento de adiposidade na obesidade promove elevação de marcadores da inflamação, incluindo a proteína reativa C, IL-6, IL-1², e o fator de necrose tumoral alfa (tumor necrosis factor-± [TNF-±]). Assim sendo, investigar a associação entre a dieta hiperlipídica materna durante a gestação e lactação, com proteínas da via de inflamação e do sistema serotoninérgico nos parece de significante relevância clínica e científica. (AU)

O papel da O-GlcNAcilação (O-GlcNAc) no aumento da liberação de citocinas e na função cardiovascular de camundongos com síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS)

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rita de Cassia Aleixo Tostes Passaglia
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:15/07683-1
Vigência: 01 de julho de 2015 - 30 de junho de 2016
Assunto(s):MedicinaInflamação
Resumo
O processo de O-GlcNAcilação (O-GlcNAc) caracteriza-se pela adição de um açúcar simples [N-acetilglucosamina (GlcNAc)] ao complexo hidroxil (O) de resíduos de serina (Ser) e treonina (Thr) de proteínas nucleares e citoplasmáticas. O aumento da O-GlcNAc reduz a liberação de mediadores inflamatórios como interleucina-1² (IL-1²), interleucina-6 (IL-6) e fator de necrose tumoral alfa (TNF-±) bem como a ativação do fator nuclear kappa B (NF-ºB) em células do sistema imune. Na síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS, Systemic Inflammatory Response Syndrome), os eventos iniciais envolvem a ativação de células inflamatórias, aumento dos níveis de citocinas e da produção de espécies reativas de oxigênio (ERO). A hipótese do presente estudo é que o aumento da modificação por O-GlcNAc, após o início de SIRS, reduz os níveis de IL-1², IL-6 e TNF-±, ativação de NF-ºB, reduzindo as complicações cardiovasculares e os riscos de choque endotoxêmico. Como modelo experimental de SIRS utilizaremos camundongos submetidos à administração de lipopolissacarídeo (LPS) (endotoxemia). Os animais receberão injeções de glucosamina e/ou inibidor da enzima OGA - thiamet-G (os quais aumentam os níveis de proteínas modificadas por O-GlcNAc), ou veículo para determinação dos efeitos do aumento agudo de O-GlcNAc na sobrevida/mortalidade, na produção e liberação de citocinas por células inflamatórias e vasculares, na reatividade vascular e nas alterações de pressão arterial induzidas pela SIRS. A reatividade vascular será avaliada em anéis de aorta torácica e ramos da artéria mesentérica, e os níveis de citocinas/ativação de NF-kB serão determinados por ELISA e western blot. Dados preliminares do nosso laboratório demonstram que a administração prévia de glucosamina (antes da administração de LPS) atenua a liberação de medidadores inflamatórios e as alterações cardiovasculares observadas na SIRS. No presente projeto, testaremos os efeitos do aumento de O-GlcNAc, após a instalação da SIRS. Este estudo apresenta relevância científica, uma vez que a O-GlcNAc é considerada mecanismo adicional de controle da sinalização intracelular e pela SIRS representar uma patologia importante de causa de morte em pacientes hospitalizados em centros de terapia intensiva. Os estudos dos efeitos das modificações por O-GlcNAc são essenciais para o esclarecimento do papel desta modificação pós-traducional em situações fisiopatológicas como a SIRS. (AU)

Efeito do estrógeno e do hormônio tireoidiano na expressão gênica e protéica de RANKL e TNF-± em células osteoblásticas derivadas do tecido adiposo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Celia Regina Nogueira
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:14/15529-0
Vigência: 01 de abril de 2015 - 28 de fevereiro de 2017
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):Fisiologia endócrinaEstrógenosHormônios tireoidianosExpressão gênicaExpressão proteicaOsteoblastosTecido adiposoRemodelamento ósseo
Resumo
O tecido ósseo apresenta uma considerável atividade metabólica que mantém seu contínuo remodelamento, envolvendo a remoção de osso mineralizado pelos osteoclastos, seguido pela formação de matriz óssea pelos osteoblastos. A regulação do remodelamento ósseo ocorre por meio de fatores locais e sistêmicos, que exercem seus efeitos sobre a replicação de células indiferenciadas, no recrutamento e na função das células ósseas. Entre os fatores locais estão as citocinas Receptor de Ativador do Fator Nuclear Kappa B (RANK) e Receptor de Ativador do Fator Kappa B Ligante (RANKL) que participam da ativação e diferenciação osteoclástica. Ainda existe outra citocina Fator de Necrose Tumoral Alfa (TNF-±) que pode agir no processo de diferenciação dos osteoclastos, atuando direta ou indiretamente sobre osteoblastos e/ou osteoclastos. Entre os fatores sistêmicos que participam do remodelamento ósseo estão os hormônios da tireoide triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) que possuem efeito tanto sobre a reabsorção como sobre a formação óssea e o estrógeno (E2) que em níveis adequados no organismo garante a supressão de citocinas como RANKL e TNF-±. Baseado nisso, muitos estudos têm sido realizados com o objetivo de verificar a ação hormonal sobre o metabolismo do tecido ósseo. Um desses estudos é emprego de osteoblastos humanos, originados a partir de células tronco mesenquimais do tecido adiposo. Dessa forma, a cultura de osteoblasto permitirá avaliar a influência dos hormônios T3 e E2 e entender melhor como ocorre o mecanismo de ativação osteoclástica. A partir desse modelo experimental será possível esclarecer os aspectos importantes da ação suprafisiológica de T3 e infrafisiológica de E2 na expressão gênica e proteica de RANKL e TNF-± nos osteoblastos. (AU)

Efeitos da propentofilina e do lipopolissacarídeo no comportamento doentio, comportamento tipo-depressivo, e nos níveis plasmáticos de TNF-alfa em ratos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Thiago Berti Kirsten
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:14/25113-5
Vigência: 01 de março de 2015 - 29 de fevereiro de 2016
Assunto(s):Fator de necrose tumoral alfaDepressãoComportamento animal
Resumo
A depressão é uma desordem de humor que preocupa devido sua alta incidência, sendo uma das principais causas de desemprego e suicídio, bem como por demandar tratamentos longos e caros. Pouco se sabe sobre a etiologia e patofisiologia da depressão, incluindo fatores genéticos, psicológicos e farmacológicos. Uma hipótese que vem ganhando força na gênese da depressão é a partir de ativações imunes/inflamatórias. Por exemplo, muitos pacientes depressivos apresentam aumento crônico nos níveis de citocinas pró-inflamatórias. Nesse sentido, muitos medicamentos que interferem com o sistema imune e suas relações bidirecionais com o sistema nervoso central têm sido testados para o tratamento da depressão, especialmente o uso de anti-inflamatórios. A propentofilina é um derivado xantínico que tem exibido efeitos anti-inflamatórios, neuroprotetores e antioxidantes. Assim, é objetivo deste trabalho tratar ratos com propentofilina na tentativa de previnir/amenizar os efeitos tipo-depressivos experimentalmente induzidos. Serão utilizados ratos Wistar adultos. Para induzir os efeitos tipo-depressivos usaremos um modelo proposto na literatura por administrações repetidas de lipopolissacarídeo (LPS, endotoxina bacteriana gram-negativa). Os ratos receberão a propentofilina por cinco dias consecutivos. Primeiramente será necessário verificar se o comportamento doentio induzido por LPS cessará, com avaliações diárias da atividade geral em campo aberto e peso corporal. O comportamento tipo-depressivo será verificado pelo teste do nado forçado. Será realizada ainda avaliação dos níveis plasmáticos de fator de necrose tumoral alfa, considerado um biomarcador ligado à depressão. (AU)
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