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Resumo

Rifaximina é um antimicrobiano oral, intestino - seletivo, com baixo nível de seleção para mutações bacterianas resistentes e não sistêmico com efeitos adversos comparados ao placebo. É utilizado para o tratamento de encefalopatia hepática, diarreia dos viajantes, síndrome do intestino irritável, Clostridium difficile, colite ulcerativa e diarreia aguda. A rifaximina, até então, não possui métodos analíticos padronizados em compêndios oficiais. Esse fato justifica novas pesquisas na área. O objetivo deste projeto é (i) o desenvolvimento e (ii) validação de método analítico para a quantificação de rifaximina em comprimidos por eletroforese capilar, bem como realizar (iii) estudo de degradação forçada do produto farmacêutico em meios ácido, básico, oxidativo, neutro e fotolítico e (iv) avaliar os possíveis produtos de degradação por eletroforese capilar. Os resultados serão publicados em revista internacional e divulgados em evento científico. Esta pesquisa oferece um tema atual, limpo, inovador e extremamente importante para a área de controle de qualidade de fármacos e medicamentos. (AU)

Resumo

A presente proposta solicita a ida do Prof. Luciano Bachmann ao Grupo de Biofotônica e Tecnologias da Saúde da Université de Reims Champagne-Ardenne (URCA), Reims - França sob supervisão do Prof. Cyril Gobinet. O Prof. Luciano Bachmann e o Prof. Cyril Gobinet colaboram na área de pesquisa sobre "diagnóstico de câncer por imageamento espectral de tecidos". As duas equipes participaram de um programa de mobilidade Franco-Brasileiro COFECUB/USP (edital 2012) com dois anos de duração, onde o Prof. Cyril Gobinet era membro do lado Francês do programa e o Prof. Luciano o coordenador do lado Brasileiro. Tem-se como objetivo associar as imagens hiperespectrais de microespectroscopia de Infravermelho (µ-FTIR) das amostras de cólon (Colite Ulcerativa e Doença de Chron) com imagens de patologia. A análise numérica visa identificar padrões espectroscópicos característicos destes processos inflamatórios via análise de cluster K-means; e por fim empregar uma metodologia de análise discriminante neste grupo de amostras para avaliar a efetividade da técnica em diagnóstico de processos inflamatórios. (AU)

Resumo

Rhodococcus equi é conhecido como bactéria gram-positiva, intracelular, oportunista, relacionada com infecções piogranulomatosas em animais domésticos, selvagens/silvestres e humanos. Recentemente, tem sido descrito como um patógeno emergente para pacientes imunossuprimidos, particularmente acometidos pela síndrome da imunodeficiência humana adquirida (Aids). Nas últimas décadas, a patogenicidade de R. equi tem sido atribuída a presença de proteínas associadas a virulência (Vap) codificadas em plasmídios. Até o momento, três níveis de virulência eram reconhecidos: linhagens virulentas (VapA), de virulência intermediária (VapB) e avirulentas. Linhagens VapA são consideradas a principal causa de pneumonia supurativa e colite ulcerativa em potros, enquanto estirpes VapB têm sido predominantemente identificadas em linfonodos de suínos (com e sem linfadenite) e em humanos imunossuprimidos, notadamente com Aids. Isolados avirulentos são identificados no solo de animais de produção (principalmente de bovinos e equinos), no ambiente de parques e jardins de entretenimento humano, bem como em humanos, com e sem Aids. Curiosamente, vários pacientes humanos com rodococose não tem histórico de contato com animais de produção (bovinos, equinos, suínos e pequenos ruminantes). Assim, recentes evidências suportam que o consumo de carne de animais de produção contaminados com as fezes ou conteúdo dos linfonodos pode ser uma via de transmissão alternativa do patógeno para os humanos. Em 2015, um novo tipo de plasmídio associado a virulência foi reconhecido denominado "tipo-bovino" ou VapN, descrito em linfonodos de bovinos e em humanos. Com efeito, a presença de VapN em linfonodos e/ou fezes de bovinos poderia explicar, em parte, a rodococose em pacientes humanos sem histórico de contato com animais de produção ou ambiente de fazendas, posto que a infecção desses pacientes poderia ocorrer em razão da contaminação da carne dos bovinos com o conteúdo dos linfonodos ou das fezes no momento do abate. Nesse contexto, muitos isolados de R. equi de humanos e de animais considerados "avirulentos" em estudos posteriores poderiam ser VapN. Devido a recente descrição de VapN, não existem estudos em outros países - tampouco no Brasil - que avaliem o impacto desse novo tipo de perfil plasmidial na patogenicidade de R. equi em bovinos e em humanos. Com efeito, o presente estudo pretende investigar a ocorrência de marcadores de virulência plasmidial (vapN ou "tipo bovino", vapA e vapB) em linhagens de Rhodococcus equi isoladas de linfonodos e das fezes de bovinos de abatedouro e de humanos com rodococose, com e sem Aids. (AU)

Resumo

Atualmente, a microbiota intestinal tem sido amplamente investigada, principalmente considerando a densidade e a diversidade dessa população microbiana e suas complexas interações. Estudos indicam que diversas células bacterianas influenciam processos imunológicos, nutricionais e inclusive fisiológicos no hospedeiro. O uso de métodos independentes de cultivo, baseados na diversidade apresentada pelo gene 16S RNA, possibilitou a análise da composição da microbiota intestinal e a sua relação com alguns distúrbios de saúde. Esse trabalho tem como objetivo investigar o efeito de microrganismos potencialmente benéficos na composição da microbiota fecal e na resposta imune, através da quantificação de mRNA, em diferentes estágios da colite quimicamente induzida em camundongos e investigar os possíveis mecanismos associados. A colite será induzida quimicamente, pela administração de dextran sulfato de sódio a 3%, e serão investigados dois estágios da colite: aguda (14 dias) e crônica (28 dias). Os animais serão distribuídos aleatoriamente em cinco grupos (n=10): Grupo C: Animais sadios que não receberão os produtos em estudo. Grupo CL: Animais com colite e que não receberão os produtos em estudo. Grupo CLC: Animais com colite e que receberão uma mistura de cepas probióticas (E. faecium CRL 183, L. helveticus 416 e B. longum ATCC 15707). Grupo CLP: Animais com colite e que receberão uma mistura de cepas isoladas das fezes de cada animal doador (tratamento individualizado). A composição da microbiota intestinal será investigada por técnica independente de cultivo (qPCR) antes, durante e após a ingestão dos microrganismos em estudo. Ao final de cada fase da colite, os animais serão eutanaziados e o cólon será removido para avaliar possíveis repostas inflamatórias utilizando mRNA (transcrição de genes dos mediadores inflamatórios). (AU)

Resumo

O desenvolvimento de sistemas e de novas formulações de liberação modificada tem possibilitado a manipulação tanto de propriedades físico-químicas quanto farmacodinâmicas e farmacocinéticas, melhorando os efeitos terapêuticos e favorecendo a utilização clínica de diferentes moléculas. Dentre os vários sistemas carreadores, encontram-se as estruturas auto-organizadas na forma de micelas, como as constituídas por co-polímeros da classe dos poloxamers. Os poloxamers têm sido investigados como sistemas para liberação de fármacos por apresentarem a capacidade de, em soluções concentradas, formarem géis em temperaturas próximas à corporal (transição sol-gel), tornando-os bases eficazes para nanopartículas e complexos de inclusão, favorecendo a administração das formulações por diferentes vias e a capacidade de controlar a liberação de fármacos por longos períodos de tempo. O uso de poloxamers com diferentes características físico-químicas (como os poloxamers 407 e 403) é interessante no sentido de investigar as propriedades de sistemas híbridos como carreadores de fármacos e como a inserção de outros carreadores influenciariam na transição sol-gel, na estrutura micelar, nas propriedades reológicas e na razão de liberação do fármaco incorporado. Como aplicação direta, este projeto surgiu da necessidade de se disponibilizar possíveis novas estratégias terapêuticas e formulações para o tratamento de processos inflamatórios crônicos como artrite reumatóide e colite ulcerativa. Dessa forma, esta proposta envolve desde o preparo e caracterização físico-química até os estudos da atividade in vitro/in vivo de fármacos administrados pelas vias intra-articular e intra-colônica (naproxeno e budesonida, respectivamente). Para isso, os fármacos serão encapsulados em nanopartículas (naproxeno) ou complexados com ciclodextrinas (budesonida) e, posteriormente, dispersos em hidrogéis de co-polímeros termorreverssíveis, visando o desenvolvimento de sistemas híbridos nanoestruturados. (AU)

Resumo

O uso de determinadas cepas de bactérias láticas vem sendo apontado como uma possível, e promissora, abordagem terapêutica na diminuição do risco de doenças inflamatórias intestinais, mais precisamente na colite ulcerativa. Esse trabalho tem como objetivo estudar a eficácia da ingestão diária de cepas de bactérias láticas comensais, potencialmente probióticas, isoladas das fezes dos animais em estudo, em diferentes estágios da colite induzida em camundongos e investigar os possíveis mecanismos associados. A colite será induzida quimicamente, pela administração de dextran sulfato de sódio a 3%, e serão investigados dois estágios da colite: aguda (14 dias) e crônica (28 dias). Os animais serão distribuídos aleatoriamente em quatro grupos (n=10): Grupo C: Animais sadios que não receberão os produtos em estudo. Grupo CL: Animais com colite e que não receberão os produtos em estudo. Grupo CLC: Animais com colite e que receberão uma mistura de cepas probióticas (E. faecium CRL 183, L. helveticus 416 e B. longum ATCC 15707). Grupo CLP: Animais com colite e que receberão uma mistura de cepas isoladas das fezes de cada animal doador (tratamento individualizado). As bactérias láticas isoladas das fezes dos animais serão submetidas à determinação de resistência gastrintestinal, sensibilidade a antibióticos e identificação da espécie/cepa por técnicas de biologia molecular. Ao longo do período experimental serão monitorados os seguintes parâmetros: índice de atividade da doença, concentração de ácidos graxos de cadeia curta nas fezes e composição da microbiota fecal por técnicas independentes de cultivo. Ao final de cada fase da colite, os animais serão eutanasiados e o intestino grosso será removido para realização da análise histológica e imunohistoquímica do cólon, determinação da concentração de citocinas (IL-1², IL-6, IL-10, IL12, TGF- ² e TNF-±) análise de marcadores bioquímicos (atividade da enzima MPO, MDA e ON) e expressão de proteínas (ZO1, Claudina 1, 2, 3 e Ocludina). (AU)

Resumo

Rifaximina é um antimicrobiano oral, intestino - seletivo, com baixo nível de seleção para mutações bacterianas resistentes e não sistêmico com efeitos adversos comparados ao placebo. É utilizado para o tratamento de encefalopatia hepática, diarréia dos viajantes, síndrome do intestino irritável, Clostridium difficile, colite ulcerativa e diarréia aguda. No mercado são encontrados comprimidos de rifaximina de 200 mg com o nome comercial FlonormTM. A forma cristalina presente na rifaximina e com absorção sistêmica mínima é a ±, sendo a forma amorfa significativamente diferente. A rifaximina, até então, não possui métodos de análise padronizados na maioria dos compêndios oficiais. Este fato justifica novas pesquisas nesta área. Assim, este projeto tem como objetivos realizar (i) a caracterização físico-química do fármaco; (ii) o desenvolvimento e a validação de metodologias analíticas para a rifaximina em matéria-prima e comprimidos, incluindo espectrofotometria na região do ultravioleta, espectroscopia na região do infravermelho, eletroforese capilar, cromatografia líquida e turbidimetria; (iii) a realização de estudo de estabilidade de curta duração; (iv) a realização de estudo de dissolução e (v) a obtenção de polimorfos de rifaximina e avaliação quanto as suas diferenças bem como dispor de (vi) técnicas de identificação qualitativa para a forma farmacêutica, matéria-prima e substância química de referência. Os resultados poderão ser utilizados na construção da monografia da matéria prima e do produto, comprimido de rifaximina, como também serão publicados em periódicos internacionais e divulgados em eventos científicos. Esta pesquisa contempla um tema atual, inovador e extremamente importante para a área de Controle de Qualidade de fármacos e medicamentos. (AU)

Resumo

O uso de determinadas cepas de bactérias láticas vem sendo apontado como uma possível, e promissora, abordagem terapêutica na diminuição do risco de doenças inflamatórias intestinais, mais precisamente na colite ulcerativa. Esse trabalho tem como objetivo estudar a eficácia da ingestão diária de cepas de bactérias láticas comensais, potencialmente probióticas, isoladas das fezes dos animais em estudo, em diferentes estágios da colite induzida em camundongos e investigar os possíveis mecanismos associados. Para efeito de comparação serão também investigados os efeitos de uma bebida à base de soja probiótica - fermentada com Enterococcus faecium CRL 183 e Lactobacillus helveticus 416 e com adição de Bifidobacterium longum ATCC 15707 - e de cepas puras dos mesmos microrganismos probióticos. A colite será induzida quimicamente, pela administração de dextran sulfato de sódio a 3%, e serão investigados dois estágios da colite: aguda (14 dias) e crônica (28 dias). Os animais serão distribuídos aleatoriamente em cinco grupos (n=10): Grupo C: animais sadios que não receberão os produtos em estudo; Grupo CL: animais com colite e que não receberão os produtos em estudo; Grupo CLC: animais com colite e que receberão uma mistura de cepas probióticas (E. faecium CRL 183, L. helveticus 416 e B. longum ATCC 15707); Grupo CLF: animais com colite e que receberão o produto fermentado (E. faecium CRL 183, L. helveticus 416 e B. longum ATCC 15707); Grupo CLP: animais com colite e que receberão uma mistura de cepas isoladas das fezes de cada animal doador (tratamento individualizado). As bactérias láticas isoladas das fezes dos animais serão submetidas à determinação de resistência gastrintestinal, sensibilidade a antibióticos e identificação da espécie/cepa por técnicas de biologia molecular. Ao longo do período experimental serão monitorados os seguintes parâmetros: índice de atividade da doença, concentração de ácidos graxos de cadeia curta nas fezes e composição da microbiota fecal por técnicas independentes de cultivo. Ao final de cada fase da colite, os animais serão eutanasiados e o intestino grosso será removido para realização da análise histológica e imunohistoquímica do cólon, determinação da concentração de citocinas (IL-1², IL-6, IL-10, IL12, TGF- ² e TNF-±) análise de marcadores bioquímicos (atividade da enzima MPO, MDA e ON) e expressão de proteínas (ZO1, Claudina 1, 2, 3 e Ocludina). (AU)

Resumo

Os glicocorticoides (GCs), anti-inflamatórios de natureza esteroide, são fármacos utilizados amplamente na terapêutica devido suas atividades anti-inflamatória, imunossupressora e antiangiogênica. Possuem a capacidade de reduzir a transcrição de uma série de enzimas/proteínas inflamatórias como a ciclooxigenase-2 (COX-2) e óxido nítrico sintase induzida (iNOS); citocinas pró-inflamatórias e o fator de crescimento vascular endotelial (VEGF). A modulação da citocina fator de necrose tumoral alfa (TNF-±), super expressa em diversas doenças inflamatórias, tornou-se uma abordagem interessante no tratamento de doenças inflamatórias crônicas, principalmente daqueles pacientes que não respondem ao tratamento convencional. Dessa forma, no presente trabalho, planejou-se através da estratégia de hibridação molecular, novos derivados anti-inflamatórios esteroides moduladores da citocina TNF-± com potencial atividade anti-VEGF, úteis no tratamento de doenças inflamatórias crônicas, incluindo doenças oculares. Nesse contexto, serão sintetizados e caracterizados derivados da prednisolona e budesonida das séries Lapdesf GL-FT e Lapdesf GL-TAU. Os compostos serão avaliados quanto à atividade anti-inflamatória em modelo de colite ulcerativa distal, produção de citocinas pró-inflamatórias, determinação do log P experimental e anti-VEGF. Espera-se que os derivados propostos apresentem atividade anti-inflamatória e anti-VEGF superior aos padrões (prednisolona e budesonida). (AU)

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