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Resumo

O projeto de pesquisa trata de um estudo a respeito dos Livros I e II dos Eikones de Filóstrato, o velho, tendo em vista dois aspectos: a) a "fôrma" retórica das écfrases que compõem as duas coleções de descrições pictóricas e b) o conceito de arte empregado por Filóstrato no decurso dessas composições pictórico-descritivas. Tal estudo terá como fundamento teórico textos antigos e modernos que dizem respeito ao conceito de écfrase, à segunda sofística e ao conceito de arte na antiguidade. (AU)

Resumo

Esta pesquisa tem por objetivo principal investigar a composição da figura da puella nas elegias de Sexto Propércio (c. 50-15 a. C.) quanto a duas artes, a de Vênus e a de Minerva. Nesse contexto, a arte de Vênus corresponde à conduta do amante elegíaco; a arte de Minerva (a princípio a arte de fiar) corresponde à conduta feminina adequada de um ponto de vista social. Com o pressuposto de que a elegia latina explora individualmente e confronta tais artes ao caracterizar a puella, examinamos mais especificamente essa caracterização e o diálogo dessas artes nos poemas de Propércio, explorando tais aspectos do ponto de vista do gênero poético (a elegia de temática amorosa), relacionando-os com a sociedade romana contemporânea ao poeta e eventualmente com uma filosofia moral, ou mesmo, o programa moral do Principado de Otávio Augusto. Partindo da obra de Propércio, esses aspectos são analisados também em obras de outros autores latinos cujos textos ajudam-nos a compreender a complexa figura da puella, as duas artes aqui estudadas, arte de Vênus e arte de Minerva, e a relação entre elas na construção dessa figura. (AU)

Baço e os patronos da poesia na Roma Augustana

Processo:16/11825-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência: 01 de setembro de 2016 - 30 de novembro de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Línguas Clássicas
Pesquisador responsável:Paulo Martins
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Andrew Feldherr
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: Princeton University (Estados Unidos)
Resumo

Baco (também chamado de Liber/Lyaeus/Lenaeus) desempenha diferentes papéis na poesia Augustana, sendo principalmente apresentado como divindade simpótica e orgiástica, patrono da poesia e herói deificado. Esta pesquisa analisará as associações entre Baco e patronagem na poesia Augustana, levando em consideração questões de celebração simpótica e poética dionisíaca. O enfoque principal é sobre Líber como alegoria para os poderes dos reais patronos da poesia na Roma Augustana. Serão investigados: como as relações entre poetas e patronos se dão por mediação do - ou identificação com o - ambivalente Baco; e também o simpósio (presidido por Líber) como cenário metafórico da relação de amizade entre poetas e patronos. A amizade (amicitia) entre os participantes de um simpósio pressupunha a libertas, que também era uma prerrogativa do poeta. Libertas tem forte conotação política na República Romana. Como discurso livre, ela também é palavra técnica que se refere aos gêneros poéticos. Baco, como solta-língua, concede libertas no simpósio, o que pode ter diversas implicações, e essa característica o torna uma figura interessante para os poetas Augustanos, que se esforçavam por conciliar panegírico com discurso livre. (AU)

Baço em Horácio

Processo:15/21921-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência: 01 de janeiro de 2016 - 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literaturas Clássicas
Pesquisador responsável:Paulo Martins
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: William Fitzgerald
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: King's College London (Inglaterra)
Assunto(s):Poética
Resumo

A celebração de Baco era um tema favorito entre os poetas augustanos, que consideravam este deus como fonte de engenho e do conhecimento secreto dos poetas. Como deus do vinho, da poesia e símbolo de libertas, Baco desempenha um importante papel na poesia simpótica de Horácio. As Odes e Epodos são fontes de exemplos das representações de Baco na poesia, enquanto as Epístolas, Sátiras e Arte Poética tocam em algumas questões-chave da poética dionisíaca. A pesquisa "Baco em Horácio" explora as representações de Baco com enfoque especial na poética dionisíaca em quatro temas associados a esse deus em Horácio: a política, a guerra, o amor e o ofício do poeta. O principal objetivo consiste em observar de que modo Horácio utiliza o repertório dionisíaco em certas metáforas, símiles e alegorias, adaptando a deidade para novos interesses em questão. Esta pesquisa fornecerá bases sólidas para o estudo de Baco na poesia latina, abrangendo questões de poética e celebração simpótica em Horácio. (AU)

Resumo

Esta pesquisa ocupa-se da realização das anotações, comentários, tradução dos dois primeiros livros de Elegia de Propércio, além de a realização de dois ensaios: um a respeito das novas perspectivas à obra de Propércio e o segundo a respeito das visualidades poéticas nos dois primeiros livros. (AU)

Resumo

Este projeto propõe o estudo da presença de Baco em Roma entre o final da República e o Período Augustano, com ênfase na poesia dos autores latinos Catulo, Virgílio, Horácio, Tibulo, Propércio e Ovídio; e busca por loci, temas e motivos análogos em pinturas, esculturas, moedas e mosaicos pertencentes ao período delimitado pela pesquisa. De caráter interdisciplinar, a pesquisa atentará para as figurações desse deus em meios miméticos diversos com a finalidade de realizar uma interpretação mais precisa das imagens nos poemas. (AU)

Resumo

A finalidade da pesquisa é o estudo da construção das personagens heroicas na epopeia Punica, de Sílio Itálico, tendo em vista procedimentos retóricos e poéticos antigos. Alguns aspectos da obra são particularmente importantes para esta questão, como a arquitetura do poema e a emulação de poetas gregos e latinos. O estudo propõe-se, assim, à reflexão sobre a emulação na poesia épica, à tradução de trechos relevantes para a abordagem do tema, bem como contribuir para as discussões sobre o gênero épico e suas variações, visto que a constituição de um anti-herói (Aníbal) como centro da narrativa é incomum na tradição épica latina de matiz bélico mitológico. O cerne de nossa tese é responder à questão, ainda em aberto, sobre quantos e quais são os heróis desta epopeia do período flaviano. No poema, que narra a Segunda Guerra Púnica à maneira épica, o inimigo protagoniza a maior parte, e parece ser construído como êmulo de Hércules e do Eneias virgiliano, sendo que nesta comparação, no entanto, evidenciam-se os vícios do (anti-)herói Aníbal. Mas podemos considerar que a obra possui também heróis: os múltiplos romanos que lutaram contra o estrangeiro e, principalmente, Cipião Africano, que, embora se destaque somente nos últimos livros, reúne qualidades dos generais romanos anteriores, sintetizando virtudes republicanas e a força militar do Império. Cipião Africano aos poucos parece conquistar a imagem heroica da qual carece Aníbal; esta disputa pela posição de herói da epopeia resume em si o conflito que move toda a obra: a luta entre Roma e Cartago pelo domínio do mundo e a glória eterna. Veremos que a construção dos heróis no poema, assentada na emulação da tradição poética grega e latina, tem muito a nos dizer sobre a visão do autor sobre o gênero épico, sobre Roma, do passado e do presente, e sobre os principais aspectos da narrativa. Disponibilizaremos, assim, um dos primeiros estudos sobre a obra de Sílio Itálico em língua portuguesa. (AU)

Amor nas Odes de Horácio

Processo:12/10577-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência: 12 de setembro de 2012 - 11 de dezembro de 2012
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Línguas Clássicas
Pesquisador responsável:Paulo Martins
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: William Fitzgerald
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: King's College London (Inglaterra)
Assunto(s):ElegiaPoéticaAmor
Resumo

O projeto de pesquisa "Amor nas Odes de Horácio" tem por objetivo o estudo das imagens do Amor personificado (Puer/Iocus/Cupido) nas Odes 1.2, 1.19, 1.32, 2.8, 3.27, 4.1 e 4.13, as quais pertencem a uma coleção de quatro livros de poemas de Horácio, as Odes, a qual apresenta excepcional variedade de temas e formas líricas. Este estudo envolve questões relativas aos gêneros poéticos na poesia latina em que serão discutidas as relações entre a presença de Cupido e aspectos referentes à métrica, à matéria e à elocução de cada umas das Odes analisadas. É, ainda, preocupação da pesquisa estudar nessas Odes aspectos relativos à organização dos livros, à ordem dos poemas e das palavras, à estrutura das frases e às figuras de linguagem. (AU)

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