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Resumo

O gênero Thraupis Boie, 1826 é considerado atualmente um grupo monofilético que compreende sete espécies. As análises filogenéticas recentes têm sido úteis para identificar as relações bem suportadas dentro do gênero, mas ainda não possuem uma amostragem suficiente de espécies e subespécies, os padrões de variação filogenética ao nível de subespécie não foram explorados e os limites de espécies entre os táxons não foram definidos. Atualmente, existe um grande suporte de T. abbas como espécie irmã do clado formado por T. ornata e T. palmarum, e também na relação entre T. episcopus e T. sayaca. No entanto, a posição de T. glaucocolpa ainda não foi estudada e a de T. cyanoptera permanece incerta. O clado T. episcopus-sayaca inclui 17 subespécies que abrangem um alto grau de variação morfológica e amplas distribuições geográficas, incluindo regiões de coexistência ao longo do ecótono Amazônia-Cerrado, onde a identificação de espécies é difícil e a existência de indivíduos intermediários tem sido observada. Além disso, a falta de estabilidade taxonômica tem sido persistente em diferentes níveis como gênero, espécie e subespécie. Assim,proponho integrar dados genéticos (2 mtDNA e 3 nuDNA) e fenotípicos (morfometria e coloração da plumagem) a fim de: 1) explorar a variação filogeográfica e definir limites de espécies no complexo T. episcopus-sayaca e 2) resolver a filogenia do gênero Thraupis. Para isso, DNA genômico foi extraído de amostras de tecido que representam a distribuição completa do gênero, com ênfase no grupo T. episcopus - T. sayaca. Após a obtenção de árvores filogenéticas, as linhagens evolutivas serão comparadas com base na morfologia do bico, asas e cauda. Além disso, os padrões de cores serão comparados com o auxílio de guias de cores. O resultado esperado é o esclarecimento das relações filogenéticas dentro do gênero, na qual permitirá uma classificação de acordo com a história evolutiva do grupo. (AU)

Resumo

Pionus maximiliani é uma espécie de psitacídeo amplamente distribuída, ocorrendo desde o nordeste do Brasil até o norte da Argentina. O complexo P maximiliani atualmente compreende quatro subespécies: Pionus maximiliani maximiliani, P. m. siy, P. m. melanoblepharus e P. m. lacerus. De acordo com a literatura, a forma nominal ocorre na Caatinga, siy e lacerus habitam o Chaco enquanto melanoblepharus ocorre na Mata Atlântica e Cerrado. Dados preliminares sugerem que P. maximiliani esteja restrita a florestas ripárias e de galeria ao longo dos biomas da chamada diagonal árida, onde ocorre. Sua ampla distribuição e ocorrência tanto em biomas florestais como biomas de vegetação aberta permite a oportunidade de realizar uma análise filogeográfica com o objetivo de testar a independência entre as linhagens que ocorrem em biomas florestais e biomas áridos e para alcançar este objetivo a análise multilocus será empregada entre outros testes para avaliar a diferenciação genética entre as populações e inferir o tempo de divergência entre elas. (AU)

Resumo

A comunicação animal transmite informações utilizando diferentes tipos de sinais sensoriais (e.g., visuais, sonoros e olfativos). Esses sinais possuem diversos propósitos como atrair e cortejar potenciais pares, defender territórios, manter um grupo unido, e minimizar a predação. Em aves, os dois tipos de sinais sensoriais mais utilizados são os sinais acústicos e os visuais. De acordo com a hipótese do "Sensory drive", os sinais sensoriais sofrem uma pressão seletiva causada pelas variações nas condições físicas dos habitats. Além disso, esses sinais são pressionados pelas limitações energéticas na sua produção, predação, parasitismo e forças conflitantes entre seleção natural e sexual; tornando o investimento em mais de um tipo de sinal sensorial muito custoso para o organismo. Devido a esse alto custo, a Hipótese de Transferência (ou de "Trade-off") propõe a existência de um balanço evolutivo ("trade-off") entre os diferentes sinais sensoriais nos organismos. Os poucos estudos que testaram a Hipótese de Transferência em aves apresentaram resultados divergentes. Sendo assim, esse projeto propõe um estudo dos sinais acústicos e visuais nos thamnofilídeos do diverso clado da Tribo Formicivorini, a fim de avaliar a existência de um balanço evolutivo entre os dois tipos de sinais sensoriais (Hipótese de Transferência), que pode estar sendo influenciado pelas condições ambientais (Hipótese de "Sensory drive"), e também pelo comportamento de forrageio. A Tribo Formicivorini é um grupo adequado para esse tipo de estudo, pois apresenta uma grande diversidade de habitats de forrageio, variação no comportamento, na estrutura do canto, na plumagem e no dimorfismo sexual. (AU)

Resumo

Pionus maximiliani é uma espécie de psitacídeo amplamente distribuída que ocorre do nordeste do Brasil ao norte da Argentina. É uma espécie politípica que possui quatro subespécies reconhecidas atualmente: Pionus maximiliani maximiliani, P. maximiliani siy, P. maximiliani melanoblepharus e P. maximiliani lacerus. Os seus limites de distribuição ainda não são bem conhecidos e, embora alguns trabalhos já tenham sido conduzidos, ora estes se limitaram ao uso de caracteres morfológicos ora, quando utilizando caracteres moleculares, usaram um número limitado de amostras e não tiveram como objetivo realizar uma revisão exaustiva do complexo. O objetivo deste trabalho é revisar a taxonomia de Pionus maximiliani e realizar uma análise filogeográfica para testar a correspondência entre as linhagens e biomas além de comparar estes resultados com as análises morfológicas e vocais. Portanto, serão analisados espécimes taxidermizados em relação à coloração de plumagem e morfometria, enquanto que os caracteres vocais serão analisados sob as perspectivas qualitativa e quantitativa. A análise filogeográfica utilizará os critérios de máxima verossimilhança e análise bayesiana. Além disso, serão empregadas análises de AMOVA e teste de Mantel. Também serão estimados os tempos de divergência entre os clados encontrados, usando o relógio molecular. (AU)

Resumo

O gênero Thraupis Boie, 1826 é atualmente composto por sete espécies, sendo considerado como monofilético com base em estudos moleculares e morfológicos. Por outro lado, dentro do gênero, só são conhecidas as relações filogenéticas de três das espécies: T. abbas é a espécie irmã do clado composto por T. ornata e T. palmarum. Das demais espécies, uma delas, T. glaucocolpa, nunca foi estudada, e outra, T. cyanoptera, possui posição incerta nas filogenias, suscitando dúvidas sobre a relação com as outras espécies do gênero. O único clado recuperado das quatro espécies é formado por T. episcopus - T. sayaca. Este clado possui um total de 17 subespécies (das quais apenas três foram incluídas em estudos prévios), apresenta uma grande variabilidade morfológica e uma grande distribuição geográfica, que inclui áreas de sobreposição entre T. episcopus e T. sayaca. Nestas áreas a identificação dos táxons é muito difícil. Além disso, há uma grande instabilidade taxonômica; prova disso são as múltiplas mudanças, em diferentes níveis: de um gênero para outro, de espécie a subespécie etc. Para a revisão do gênero será feita uma análise filogenética utilizando sequências dos genes mitocondriais (Cyt-b e ND2), além de três introns nucleares (intron 3 do gen MUSK, intron 5 do gen TGFB2 e um fragmento do intron 5 do gen Bf5). A extração será feita de amostras de tecidos originários de diferentes pontos da distribuição do clado T. episcopus - T. sayaca¸ depositados em diferentes coleções e abrangendo todos os táxons. Boa parte deste material já está coletado e disponível. Após a obtenção das árvores, as linhagens evolutivas recuperadas serão analisadas também do ponto de vista morfológico. Serão medidos o culmen total, narina-ponta, comprimento do tarso metatarso, da asa e da cauda. Os padrões de plumagem serão comparados utilizando-se guias de cores padrão. Os resultados esperados devem clarificar as relações filogéticas e taxonômicas, contribuindo também para propor uma classificação que represente a história evolutiva destas aves comuns, amplamente distribuídas na América do Sul mas, curiosamente, muito pouco estudadas. (AU)

Resumo

O Centro de Endemismo Pernambuco (CEP) é a região brasileira que mais sofreu com o desmatamento e a fragmentação. Entre seus táxons de aves endêmicos, muitos estão ameaçados de extinção e outros foram recentemente extintos. As relações biogeográficas do CEP com a Mata Atlântica Meridional e a Amazônia ainda são pouco compreendidas e dificilmente são alvo de estudos biogeográficos e filogeográficos. A compreensão dos mecanismos evolutivos geradores de diversidade tem especial relevância nesta região, em que seu esclarecimento é chave para a compreensão da evolução das biotas Amazônica e Atlântica. O modelo biogeográfico de Carnaval & Moritz (2008) propõe que o CEP foi uma área estável durante Pleistoceno e pode ter agido como refúgio durante o Último Máximo Glacial. Outros estudos sugerem que o CEP é mais próximo da Amazônia do que da Mata Atlântica Meridional e que poderia haver uma correlação entre a altitude em que uma espécie ocorre e sua origem. O advento do sequenciamento paralelo em massa (MPS) de Elementos Ultra Conservados (UCEs) revolucionou os estudos de genética comparativa, podendo-se adquirir dados de milhares de loci desvinculados e por serem polimórficos em uma escala de tempo evolutivo recente, tornaram-se um marcador efetivo para estudos filogeográficos. O objetivo deste projeto é realizar um estudo filogenômico comparado de 10 táxons de aves endêmicas do CEP para esclarecer a história biogeográfica da região. Dados do sequenciamento de UCEs serão utilizados para reconstruir as relações filogeográficas entre as populações e para estimar parâmetros de genética de populações. Estimando-se o tempo de divergência entre as populações do CEP, da Amazônia e da Mata Atlântica Meridional serão identificadas as populações ancestrais e quais foram os eventos de colonização das áreas do CEP, e assim serão testados modelos paleoambientais e paleoclimáticos capazes de esclarecer os cenários de diversificação encontrados. (AU)

Resumo

Diferentes padrões biogeográficos e de distribuição são descritos para a região Neotropical. Um padrão singular é o conhecido como "padrão de distribuição circum-Amazônico". Os táxons que apresentam este padrão se distribuem ao sul e à leste da Amazônia, nos Andes, na faixa costeira Venezuelana nos Tepuis. Elucidar a história evolutiva destes táxons permitiria propor hipóteses biogeográficas explicando este padrão de distribuição, bem como verificando a sua congruência espacial e temporal. Igualmente, o uso de dados genômicos destes grupos de espécies com distribuição similar permite uma estimativa mais exata dos parâmetros evolutivos necessários para reconstruir a historia das regiões e dos conjuntos de táxons. Estudos comparativos abrangentes destinados a desvendar os mecanismos evolutivos e biogeográficos por trás deste padrão não foram realizados ainda, e só uma escassa informação descritiva foi publicada. Portanto, o principal objetivo deste projeto será elucidar os mecanismos históricos e biogeográficos subjacentes ao padrão de distribuição circum-Amazônico desenvolvendo análises comparativas baseadas em dados genômicos de um grupo de Passeriformes. Dados genômicos (Ultraconserved Elements - UCEs) serão obtidos para estimar parâmetros populacionais e as arvores genealógicas de cada espécie. Posteriormente, análises comparativas (usando uma aproximação hABC) serão elaborados para identificar congruências entre as historias genealógicas dos taxa, e para propor hipóteses biogeográficas plausíveis sobre o padrão circum-Amazônico. Os resultados deste estudo fornecerão nova evidência sobre a biogeografia das espécies que possuem o padrão de distribuição circum-Amazônico. (AU)

Resumo

O gênero Pulsatrix Kaup, 1848 pertence à família Strigidae, que abriga as corujas, mochos e caburés. Pulsatrix possui distribuição Neotropical e compreende pelo menos 9 táxons, caracterizados pelo grande porte, cabeça de cor escura e arredondada, sem "orelhas" e um supercílio ou "óculos" claro, contrastante em formato de "X" e característico do grupo. Dentre as três espécies, Pulsatrix koeniswaldiana é monotípica e restrita a mata atlântica, Pulsatrix melanota é limitada aos Andes tropicais, com duas subespécies, e Pulsatrix perspicillata é amplamente bem distribuída nas américas central e sul, e possui uma grande variação morfológica ao longo de sua distribuição, representada por seis subespécies. Uma revisão taxonômica para o gênero nunca foi proposta e os limites de distribuição entre os táxons são divergentes na literatura. Com o apoio de espécimes taxidermizados e gravações de vocalizações, pretende-se realizar pela primeira vez a revisão taxonômica do gênero Pulsatrix com base em caracteres de plumagem, morfometria e vocalizações, atualizando a distribuição de cada táxon válido. (AU)

Resumo

Estuários são importantes locais de alimentação, pouso e reprodução para bandos mistos de aves marinhas costeiras e limícolas residentes, bem como para espécies migrantes do Hemisfério Norte, como os maçaricos, batuíras, gaivotas e andorinhas-do-mar. O estado de São Paulo apresenta cerca de 600 km de litoral, com importantes áreas estuarinas; no entanto ainda há poucas informações quali-quantitativas da avifauna costeiro-marinha, especialmente em áreas sob intensa pressão antrópica, como a baía do Araçá, em São Sebastião. No âmbito do projeto temático BIOTA-FAPESP/Baía do Araçá, a presente proposta visa preencher essa lacuna de conhecimento, que se torna ainda mais relevante visto a eminência da expansão do Porto de São Sebastião, que ameaça diretamente a existência da Baía do Araçá. Neste projeto testaremos a hipótese de que os regimes de marés, sazonalidade e índices pluviométricos influenciam a riqueza, abundância, distribuição e uso do habitat das aves residentes e migratórias na Baía do Araçá. Também testaremos a hipótese de segregação de nicho trófico entre as aves mais abundantes no local, utilizando as suas diferenças morfológicas e através da análise de isótopos estáveis (AIE). Desta forma, os objetivos desta proposta são: I. Avaliar a riqueza e abundância sazonal das espécies de aves através de censos realizados mensalmente ao longo de um ano; II. Estimar a biomassa total das aves que utilizam esta área, através de censos e estimativas de massa com base em espécimes de Museu e eventuais coletas de material; III. Registrar o uso do habitat e a distribuição espacial das aves dentro da baía; IV. Analisar a sobreposição de nicho trófico entre as espécies mais abundantes de aves com base em suas características morfológicas; e V. Investigar as relações tróficas das aves com as presas em potencial e, os principais organismos encontrados na área de estudo através da AIE de carbono e nitrogênio. Além disso, de forma a contribuir para divulgar os resultados desta pesquisa, pretende-se: VI. Elaborar um livro/guia sobre as aves do Araçá juntamente com os principais organismos encontrados no local, como ferramenta de educação ambiental para alunos de escolas e comunidades da região. Estudos sobre a avifauna poderão, ainda, subsidiar medidas mitigadoras para futuros impactos da ampliação do porto adjacente à baia sobre as populações das aves daquele local, bem como contribuir para a conservação da biodiversidade e modelagem ecossistêmica. (AU)

Resumo

Cyanocorax chrysops, conhecida popularmente como gralha-picaça, é uma espécie que habita florestas tropicais e temperadas, florestas ciliares densas e ilhas florestais em campos abertos. Possui quatro subespécies reconhecidas, C. chrysops chrysops, C. c. tucumanus, C. c. diesingii e C. c. insperatus. A forma nominal se distribui na Bolívia, sul e sudeste do Brasil, Paraguai, nordeste da Argentina e noroeste do Uruguai; C. c. tucumanus se restringe apenas ao noroeste da Argentina; C. c. diesingii ocorre no norte do Brasil (leste do Amazonas e oeste do Pará) e C. c. insperatus se limita ao baixo Rio Tapajós e Serra do Cachimbo. O objetivo deste trabalho é revisar a taxonomia do complexo Cyanocorax chrysops, baseando-se na análise vocal, morfológica e morfométrica, com a finalidade de testar a validade dos táxons atualmente reconhecidos na literatura. Para isso serão analisados inicialmente espécimes taxidermizados depositados em coleções brasileiras, não sendo descartada viagens para museus no exterior. Além disso, vocalizações depositadas em arquivos sonoros e em posse da proponente também serão analisadas. Todos os dados obtidos serão submetidos a análises descritivas e testes estatísticos de forma a delimitar mais precisamente as unidades evolutivas neste táxon. (AU)

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