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Resumo

Solicito financiamento da FAPESP para voltar ao Brasil por 6 meses a partir de agosto de 2017. Este período será dedicado à realização de um estudo longitudinal para avaliar a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e desfechos cardio-metabólicos em 10 países europeus, EPIC (ver anexo). Este trabalho irá contribuir para o projeto temático da FAPESP (consumo de alimentos ultraprocessados, perfil nutricional e obesidade em sete países), do qual eu sou o co-pesquisador baseado no Reino Unido. Estudos anteriores demonstraram que os alimentos ultraprocessados têm um perfil nutricional extremamente obesogênico e, quando comparados a alimentos minimamente processados, possuem maior densidade energética, maior teor de açúcares livres e maior teor de gordura. Nosso projeto temático da FAPESP reforça a base de evidências, testando se associações entre o consumo de alimentos ultraprocessados e obesidade são consistentes em sete países diferentes. No entanto, ainda não foram realizados estudos prospectivos de coorte para avaliar associações longitudinais entre a ingestão de alimentos ultraprocessados e obesidade em adultos. Esta é uma importante lacuna do conhecimento, uma vez que estudos baseados em dados transversais geralmente impedem a inferência causal. Isso pode restringir ações políticas eficazes. A estadia de seis meses no Brasil será necessária para realizar a investigação. O estudo irá requerer a experiência dentro do Centro de Estudos Epidemiol6gicos em Saúde e Nutrição da USP para codificar o consumo de alimentos ultraprocessados usando Questionários de Frequência Alimentar. Esta é uma tarefa altamente técnica que o grupo da USP possui considerável experiência, tendo aplicado em vários estudos, em diversos bancos de dados. A tarefa é complicada pelo fato de os QFAs utilizados no estudo EPIC diferirem ligeiramente entre os países e ao longo do tempo. O desenvolvimento da pesquisa no Brasil, em vez de no Reino Unido, irá proporcionar benefícios para a equipe de pesquisa da USP, que possui ainda pouca experiência com análise de grandes estudos de coorte. Eu trago uma vasta experiência de utilização de grandes dados de estudo de coorte para avaliação de políticas no Reino Unido e em outros locais. Irei trabalhar em estreita colaboração com 2 pesquisadores de pós-doutorado no projeto, para aprofundar suas capacidades de investigação e habilidades nesta área. (AU)

Consumo de alimentos ultraprocessados, perfil nutricional da dieta e obesidade em sete países

Processo:15/14900-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de abril de 2016 - 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Análise Nutricional de População
Pesquisador responsável:Carlos Augusto Monteiro
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisadores principais:

Patricia Constante Jaime ; Renata Bertazzi Levy

Pesq. associados:

Aluísio Jardim Dornellas de Barros ; Ana Paula Bortoletto Martins ; Bernardo Lessa Horta ; Camila Corvalan ; Catarina Machado Azeredo ; Christopher Joseph Millett ; Daniela Silva Canella ; Denise Petrucci Gigante ; Diana Celmira Parra Perez ; Gyorgy Scrinis ; Iná da Silva dos Santos ; Jean Claude Moubarac ; Malek Batal ; Marcela Reyes Jedlicki ; Maria Cecília Formoso Assunção ; Maria Helena D'Aquino Benicio ; Rafael Moreira Claro ; Ricardo Uauy Dagach ; Roberto De Vogli

Assunto(s):DietaEpidemiologiaNutrientes (alimentação)ObesidadeSaúde pública
Resumo

Este projeto estuda o padrão de consumo de alimentos ultraprocessados e sua influência sobre o perfil nutricional da dieta e o risco de obesidade na população de sete países. O estudo, coordenado pelo NUPENS/USP, conta com equipes de investigadores nos sete países. Envolve a análise de dados antropométricos e de ingestão de alimentos (registros ou recordatórios de 24 hs) coletados por inquéritos nacionais domiciliares e probabilísticos realizados no Brasil (n=34.003 indivíduos com 10 ou mais anos de idade), Colômbia (n=37.211, 0 a 64 anos), Chile (n=4.920, e 2 anos), Estados Unidos (n=19.903, todas as idades), Canadá (n=35.107, todas as idades), Reino Unido (n=6.828, todas as idades) e Austrália (n=12.153, e 2 anos). Serão classificados como alimentos ultraprocessados itens de consumo que correspondam a formulações industriais de substâncias extraídas de alimentos ou sintetizadas com base em substratos de alimentos ou outras fontes orgânicas, com pouco ou nenhum alimento inteiro - conceito desenvolvido no NUPENS/USP e crescentemente utilizado na literatura científica internacional, na elaboração de guias nacionais de alimentação e em propostas de políticas regulatórias. Em cada país, e nos sete países em conjunto, as associações entre consumo de alimentos ultraprocessados e perfil nutricional da dieta e ocorrência de obesidade serão estudadas de forma transversal e com o controle de variáveis de confundimento. No caso da associação com a obesidade, serão empregados procedimentos para controle de causalidade reversa. No Brasil, as associações serão testadas também longitudinalmente em três coortes de pessoas nascidas em 1982 (n=5.914), em 1993 (n=5.249) e em 2004 (n=4.231). (AU)

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