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Concentração do bussulfano na saliva e no plasma e sua relação com alterações salivares e mucosite no trato digestivo em pacientes submetidos a transplante de células-tronco hematopoiéticas

Processo:16/03650-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Fernanda de Paula Eduardo
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEPAE). Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein (SBIBAE). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

Letícia Mello Bezinelli ; Luciana Corrêa ; Carlos Eduardo dos Santos Ferreira ; Fabio Rodrigues Kerbauy ; Iracema Esteves ; Nelson Hamerschlak

Assunto(s):BussulfanoSalivaHematologia
Resumo
Regimes de condicionamento quimioterápico contendo bussulfano (Bu) têm sido utilizados para o tratamento de distúrbios hematológicos neoplásicos e não neoplásicos, com resultados satisfatórios em termos de sucesso do transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH). A monitorização individual da dosagem de Bu é necessária para se atingirem níveis terapêuticos ideais e minimizar a toxicidade sistêmica, a qual é feita por intermédio de várias coletas de sangue. Esse procedimento por vezes se torna oneroso e desconfortável para o paciente. A saliva tem sido analisada como um possível fluido alternativo para essa monitorização. O primeiro objetivo deste projeto é verificar a viabilidade de se utilizar a análise da concentração salivar de Bu durante os ajustes individuais dessa droga no período que antecede o TCTH. Outra questão abordada neste projeto é sobre os efeitos que o Bu salivar exerce sobre a mucosa da cavidade oral, principalmente quanto a ocorrência de mucosite e xerostomia. Assim, o segundo objetivo deste projeto é verificar se há associação entre alterações salivares, alterações citológicas na mucosa oral, graus de mucosite e as concentrações de Bu medidas na saliva. Serão determinadas as concentrações de Bu na saliva e no sangue, bem como será feita a dosagem salivar de proteínas totais, albumina, amilase, enzimas antioxidantes (superóxido dismutase, catalase e glutationa redutase) e citocinas pró-inflamatórias IL-1², IL-6 e TNF-±. Também será feita análise morfológica e da taxa de apoptose das células da mucosa bucal. Caso seja comprovada a eficácia da análise da concentração salivar de Bu como parâmetro para monitorar a farmacocinética dessa droga, esse método poderá facilitar o ajuste individual da dose de Bu em centros de quimioterapia e de TCTH. Espera-se também que os resultados do presente projeto permitam estabelecer indicadores de toxicidade do Bu, detectáveis por análise da saliva e das células da mucosa bucal. A adoção precoce de ações preventivas para reduzir a frequência e a severidade da mucosite causada pelo Bu pode contribuir para o sucesso do TCTH e para a qualidade de vida dos pacientes. (AU)

Targeted therapies for the treatment of non-small-cell lung cancer: monoclonal antibodies and biological inhibitors

Processo:16/22799-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Patricia Ucelli Simioni
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia
Resumo
Os tratamentos habituais para pacientes com câncer de pulmão de não-pequenas células (NSCLC), como o adenocarcinoma pulmonar avançado, são inespecíficos e agressivos, e incluem ressecção pulmonar, radioterapia e quimioterapia. Recentemente, o tratamento com anticorpos monoclonais e inibidores biológicos emergiu como uma alternativa eficaz, gerando resultados eficazes com poucos efeitos colaterais. Nos últimos anos, vários ensaios clínicos com anticorpos monoclonais apresentaram benefícios potenciais para NSCLC, e 4 deles já estão aprovados para o tratamento de NSCLC, tais como cetuximab, bevacizumab, nivolumab e pembrolizumab. Além disso, os inibidores biológicos são opções atraentes para aplicações biológicas. Entre os inibidores aprovados estão crizotinibe, erlotinibe, afatinibe gefitinibe, e os efeitos secundários são geralmente de leves a intensos. No entanto, os tratamentos com moléculas biológicas estão em desenvolvimento, e vários novos anticorpos monoclonais e inibidores biológicos estão em ensaio para tratar o NSCLC. Também sob estudo de ensaio são os seguintes: anticorpos anti-receptor de factor de crescimento epidérmico (EGFR) (nimotuzumab e ficlatuzumab), anticorpo monoclonal de receptor anti-IGF1 (IGF-1R) (figitumumab), anticorpo monoclonal anti-NR-LU10 Nofetumomab) bem como anticorpos que afetam diretamente a molécula citotóxica de antigeno 4 associada a linfócitos T (CTLA-4) (ipilimumab e tremelimumab), o ativador do receptor do ligate do fator nuclear kappa B (RANKL) (denosumab) ou à enzima polimerase (Veliparib e olaparib). Entre os novos inibidores sob investigação estão inibidores da poli-ADP ribose polimerase (PARP) (veliparib e olaparib) e inibidor da fosfatidilinositol 3 quinase (PI3K) (buparlisib). No entanto, o sucesso das imunoterapias ainda requer uma extensa pesquisa e ensaios controlados adicionais para avaliar os benefícios a longo prazo e os efeitos colaterais. (AU)

Síntese de derivados 2-desóxi glicosídicos de antraciclinas

Processo:16/21194-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 20 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Ivone Carvalho
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Maria Carmen Galan
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Bristol (Inglaterra)
Resumo
Doxorrubicina é uma antraciclina classificada entre os quimioterápicos mais eficazes contra o câncer. É constituída por 3-amino-2,3,6-desoxi-L-fucose (daunosamina) ligada a um sistema quinona-hidroquinona, e atua por intercalação ao DNA, geração de estresse oxidativo e envenamento de topoisomerase II. À parte do seu valor terapêutico, multirresistência e cardiotoxicidade grave são importantes limitações consequentes do tratamento com doxorrubicina. Para superar estas desvantagens, análogos de nova geração foram sintetizados, tendo a porção carboidrato como alvo das variações estruturais mais bem sucedidas em termos de eficácia e toxicidade. Com base em glicodiversificação química, este projeto explorará 2-desóxi e 3-amino-2,3-didesóxi glicosídeos, que são prevalentes em muitos outros produtos naturais bioativos, para serem combinados com a aglicona de doxorubicina. São propostos quatro novos glicosídeos, que serão preparados por uma abordagem semi-sintética. Doxorubicinona protegida será o aceptor para glicosilações catalisadas alfa-seletivas, com glucais e galactais convenientemente manipulados como doadores glicosídicos. Os análogos preparados serão testados para atividade anticâncer em um painel de linhagens celulares cancerígenas (células HeLa de câncer cervical, células MCF-7 e MDA-MB31 de câncer de mama e células E12 de câncer de cólon) e em um modelo de células sadias (fibroblastos humanos de pulmão WI-38). (AU)

Influência do ciclo circadiano na resistência a cisplatina em células de câncer

Processo:16/23100-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Iniciação Científica
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Gijsbertus Theodorus Johannes Van Der Horst
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: Erasmus University Rotterdam (EUR) (Holanda)
Assunto(s):Reparação de DNACisplatinoNeoplasias
Resumo
Atualmente, câncer é uma das principais causas de mortalidade em todo o mundo, com aproximadamente 14 milhões de novos casos e 8,2 milhões de mortes relacionadas ao câncer em 2012. Esse alto índice de mortalidade é muito afetado pela escassez de tratamentos que proporcionam uma cura definitiva ou mesmo uma vida mais longa. Um dos tratamentos mais utilizados é a quimioterapia com cisplatina, com base na citotoxicidade causada por danos no DNA. No entanto, a resistência aos fármacos é muito comum, devido a alterações nos genes que protegem as células. Entre essas alterações, temos o conhecido regulador mestre da resposta antioxidante, NRF2, como principal causa de resistência em alguns casos. Curiosamente, demonstrou-se que este gene esta sob controle do relógio circadiano, um mecanismo de sincronia interno, orquestrando variações no comportamento, fisiologia e metabolismo de acordo com as mudanças diárias em nosso ambiente, tais como ciclos de temperatura e luz/escuridão. Assim, este projeto tem como objetivo desenvolver linhagens celulares de câncer que podem ser sincronizadas e seguidas em seu ritmo circadiano. Esperamos que estas células ajudem a compreender o papel da variação de NRF2 na sensibilidade das células tumorais à cisplatina durante as diferentes fases do ciclo circadiano. Este projeto pode contribuir para o desenvolvimento de protocolos levando em consideração o relógio circadiano na terapia do câncer. (AU)

Novas abordagens para superar as deficiências do tratamento de leishmaniose: concepção de modelo de leishmaniose visceral in vitro baseado na tecnologia de organs-on-a-chip

Processo:16/17665-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência: 15 de janeiro de 2017 - 14 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Silvia Reni Bortolin Uliana
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Michael Louis Shuler
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: Cornell University (Estados Unidos)
Assunto(s):Leishmaniose visceralDescoberta de drogasDesenvolvimento de fármacos
Resumo
A leishmaniose é causada por mais de 20 espécies de protozoários do gênero Leishmania responsáveis por um amplo espectro de doenças distribuídas por todo o mundo. Devido à sua alta incidência e mortalidade, a leishmaniose visceral é considerada pela Organização Mundial da Saúde como uma das principais doenças da atualidade. A quimioterapia das leishmanioses depende de um limitado número de fármacos disponíveis, incluindo antimoniais pentavalentes, anfotericina B, pentamidina e miltefosina, os quais apresentam importantes limitações como baixa eficácia, administração parenteral obrigatória na maioria dos casos, baixa tolerabilidade, alto custo, além de falhas terapêuticas muitas vezes relacionadas a parasitas resistentes. Desta forma, a necessidade do desenvolvimento de novas alternativas e estratégias quimioterápicas para o controle da leishmaniose se torna evidente. Os modelos para triagem de fármacos ativos contra Leishmania in vitro e in vivo são limitados em número e alcance, sendo muitas vezes caros e laboriosos, sem mencionar a presente preocupação ética sobre o bem-estar animal. Além disso, os modelos experimentais atuais são baseados principalmente em modelos animais, que podem mostrar-se inadequados quando se tenta transferir os achados para humanos. Consequentemente, novas tecnologias para predizer a eficácia e toxicidade de candidatos a fármacos em humanos durante estágios pré-clínicos são necessárias. O advento da tecnologia de organs-on-a-chip tem possibilitado a geração de réplicas relevantes de modelos de doenças humanas em que a eficácia e metabolismo de fármacos, assim como sua interação com diferentes órgãos, podem ser determinados simultaneamente. Este projeto tem o objetivo de desenvolver um dispositivo tipo organs-on-a-chip capaz de simular infecções humanas por Leishmania chagasi, com a finalidade de se testar a eficácia, toxicidade e metabolismo de candidatos a fármacos leishmanicidas. (AU)

Estudos in vitro de permeabilidade intestinal de nanopartículas poliméricas mucoadesivas contendo metotrexato em modelo de co-cultura tripla de células

Processo:16/20360-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência: 01 de janeiro de 2017 - 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Maria Palmira Daflon Gremião
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Bruno Filipe Carmelino Cardoso Sarmento
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Local de pesquisa: Universidade do Porto (UP) (Portugal)
Assunto(s):NanopartículasPermeabilidade
Resumo
O câncer colorretal é o terceiro de maior incidência mundial, com mais de 1,4 milhões de diagnósticos no ano de 2015 e cerca de 690 mil mortes, destacando a urgente necessidade de pesquisas por novas alternativas terapêuticas para o tratamento desta patologia. Neste contexto, a nanotecnologia farmacêutica é uma relevante ferramenta tecnológica para o desenvolvimento de novos sistemas para a veiculação de fármacos quimioterápicos. Devido ao seu tamanho reduzido, as nanopartículas são capazes de circular por capilares que irrigam o tecido tumoral, escapar da fagocitose por células do sistema imunológico e permear passivamente as células e tecidos. Além disso, estes sistemas possibilitam a encapsulação de fármacos de baixa estabilidade, protegendo-os contra degradação prematura e/ou permitindo a modulação das taxas de liberação. O MTX é um dos fármacos mais utilizados no tratamento de tumores sólidos, no entanto, por ser altamente citotóxico e não seletivo, promove diversos efeitos colaterais. Aliado a isso, sua eficácia terapêutica é comprometida devido à resistência adquirida pelas células tumorais, principalmente por meio do mecanismo de efluxo de sua forma livre. Neste contexto, o delineamento de sistemas inovadores que permitam a vetorização de quimioterápicos até o tecido alvo e favoreçam ainda, a interação com a biointerface tumoral é uma estratégia racional para maximizar a eficácia terapêutica desses fármacos. Dessa forma, a veiculação do MTX em um sistema nanoestruturado composto por polímeros que possuam propriedades como solubilidade pH dependente, capacidade mucoadesiva e, que ainda possam favorecer a vetorização e internalização celular, é uma abordagem promissora para se alcançar a vetorização do MTX para o cólon, a partir da administração oral.Nesse projeto de mestrado da aluna Fernanda Isadora Boni, nanopartículas de quitosana (QS), ácido hialurônico (AH) e ftalato de hidroxipropilmetilcelulose (HPMCP) foram exploradas, uma vez que tais polímeros reúnem as propriedades desejáveis de mucoadesividade, potencial de interação com receptores superexpressos na superfície das células tumorais e comportamento pH dependente. As nanopartículas foram obtidas por complexação polieletrolítica, caracterizadas e se encontram em fase de estudo quanto ao perfil de liberação do fármaco. O presente projeto tem por objetivo o estudo in vitro da permeabilidade intestinal das nanopartículas de QS, AH e HPMCP contendo MTX, utilizando modelo celular de co-cultura tripla de células, as quais mimetizam o epitélio intestinal humano com a presença de muco e de células especializadas, a ser realizado no Instituto de Engenharia Biomédica da Universidade do Porto, em Portugal, sob supervisão do Prof. Dr. Bruno Sarmento. Este estudo contribuirá decisivamente para a compreensão da influência do muco na liberação e permeação do MTX veiculado no sistema proposto. (AU)

Imunização intratumoral pela transferência gênica de p19Arf e interferon beta em um modelo murino heterotópico de carcinoma pulmonar

Processo:16/22048-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 31 de maio de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Bryan Eric Strauss
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Terapia genéticaAdenovirusVacinasNeoplasias
Resumo
Estretégias terapêuticas que agem pela incitação e aumento da imunidade antitumoral têm sido clinicamente validadas como uma modalidade de tratamento efetiva, mas ela pode se beneficiar da indução tanto de morte celular quanto ativação da resposta immune como um estítmulo primário. Usando nossa plataforma de vetor adenoviral AdRGD-PG, nós mostramos aqui pela primeira vez que a transferência gênica de p19Arf e interferon-beta (IFN²) in situ no modelo murino de carcinoma pulmonar LLC1 age como uma imunoterapia. Enquanto p19Arf é suficiente para induzir morte celular, apenas no seu pareamento com IFN² induziu significantemente marcadores de morte celular imunogênica. A terapia gênica in situ com IFN², tanto sozinha quanto na combinação com p19Arf, pôde retardar a progressão tumoral, mas apenas o tratamento combinado foi associado com uma resposta immune protetora. Específicamente no caso da transferência gênica intratumoral combinada, nós identificamos 167 genes diferencialmente expressos usando microarray para avaliar tumores que foram tratados in vivo e confirmamos a ativação de CCL3, CXCL3, IL1a, IL1b, CD274 e OSM, envolvidos na resposta immune e quimiotaxia. A avaliação histológica revelou infiltrado tumoral significante de neutrófilos enquanto a depleção functional de granulócitos cessou o efeito antitumoral de nossa abordagem. A associação da terapia gênica in situ com cisplatina resultou na eliminação sinergística da progressão tumoral. Portanto, a transferência gênica in situ com p19Arf e IFN² age como imunoterapia envolvendo o recrutamento de neutrófilos, um resultado desejável mas previamente não testado, e essa abordagem pode ser aliada com quimioterapia, promovendo portanto, atividade antitumoral significante e garantindo maior desenvolvimento para o tratamento do câncer de pulmão. (AU)

Estudo da expressão e atividade de calicreínas durante infecção pelo HCMV em células tumorais

Processo:16/19925-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Pesquisador responsável:Maria Cristina Carlan da Silva
Beneficiário:
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André, SP, Brasil
Pesq. associados:

Luiz Juliano Neto

Assunto(s):CalicreínaVirologia
Resumo
Calicreínas (KLKs) são uma família de serino-proteases com especificidade semelhante à tripsina ou quimotrispsina. Pertencem às calicreínas, 15 membros denominados KLK1 a KLK15, que compreendem o maior cluster de genes de proteases do genoma humano e possuem cerca de 40% de semelhança estrutural entre si. As KLKs estão envolvidas com diversas funções fisiológicas, como mecanismos que regulam a descamação da pele, formação do esmalte dentário, função renal, liquefação seminal, plasticidade sináptica neural e funcionamento cerebral. No sistema nervoso central, a calicreína predominantemente expressa é a KLK6, sendo que a desregulação dessa enzima pode estar envolvida com desordens como mal de Alzheimer, mal de Parkinson e esclerose múltipla, além de estar envolvida em processos de desmielinização. Alterações na expressão de KLK6 também podem estar relacionadas com a diminuição da sensibibilidade de células tumorais à agentes citotóxicos como tratamentos quimioterápicos e radioterápicos. A KLK8 também é expressa no SNC em áreas do sistema límbico, sendo que sua desregulação é relacionada ao desenvolvimento de esquizofrenia. Estudos recentes mostraram o envolvimento de calicreínas humanas na replicação do Papilomavírus Humano e vírus da Influenza. O Citomegalovírus Humano é um agente viral de alta prevalência mundial. Em indivíduos imunocompetentes o vírus permanece em estado persistente ou de latência, caracterizado pela ausência de replicação viral. Em casos de imunosupressão, como em transplantados, AIDS, câncer e neonatos, o vírus pode ser reativado, entrando em fase lítica replicativa e desencadeando diversas patologias. A presença do HCMV em tumores tem sido reportada em diversos estudos. É sugerido que o vírus possui um papel oncomodulatório, aumentando a malignidade tumoral. Gliomas são os tipos mais comuns de tumores do sistema nervoso central. São divididos principalmente em astrocitomas (graus I a IV) e oligodendrogliomas (graus II e III). O glioblastoma multiforme ou astrocitoma de grau IV é o tipo mais maligno e infiltrativo de glioma, com baixa sobrevida a partir do diagnóstico. A presença do HCMV em gliomas foi reportada em diversos estudos e no Brasil por nosso grupo de pesquisa e investigações recentes estudam os possíveis mecanismos moleculares relacionadas ao vírus e a progressão tumoral. Esse projeto tem como objetivo avaliar a expressão e atividade de calicreínas durante a infecção de células de glioblastoma pelo HCMV, bem como suas consequências na replicação viral (AU)

Indivíduos com alto risco para desenvolvimento de injúria renal aguda em contextos clínicos relevantes: estudo prospectivo sobre aspectos epidemiológicos, diagnósticos e prognósticos

Processo:16/22776-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Emmanuel de Almeida Burdmann
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/19286-4 - Indivíduos com alto risco para desenvolvimento de injúria renal aguda em contextos clínicos relevantes: estudo prospectivo sobre aspectos epidemiológicos, diagnósticos e prognósticos, AP.TEM
Assunto(s):BiomarcadoresNefrologiaNeoplasiasTaxa de filtração glomerular
Resumo
Os pacientes com câncer constituem grupo de risco para o desenvolvimento de injúria renal aguda (IRA). Múltiplos e sucessivos episódios de IRA ao longo do tratamento (cirurgias, quimioterapia, complicações do tratamento) podem resultar no desenvolvimento de doença renal crônica (DRC). A forma mais simples, prática e acessível de avaliar o ritmo de filtração glomerular (RFG) é a utilização de equações baseadas no nível sérico de creatinina. No entanto, essas fórmulas apresentam menor acurácia em idosos e pacientes nos extremos de peso, quando comparadas com método de referência, como a depuração radioisotópica. A determinação acurada do RFG nos pacientes com câncer é de fundamental importância, permitindo o ajuste de dose de quimioterápicos e minimizando as toxicidades renais e sistêmicas potencialmente fatais desses medicamentos. Ademais, a determinação acurada do RFG possibilita a identificação dos pacientes portadores de DRC, permitindo a instituição de medidas de proteção da função renal. Não existem estudos prospectivos avaliando a forma mais adequada de determinar o RFG em pacientes com câncer, nem a prevalência de DRC nesses pacientes. Será realizado estudo de coorte prospectivo, com amostra de 1.250 pacientes, sem tratamento oncológico prévio, que iniciem seguimento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP). Antes do início do tratamento oncológico os pacientes realizarão a determinação do RFG pela depuração renal de 51Cr-EDTA, a medida do nível sérico de creatinina e a quantificação da relação albumina/creatinina (mg/g) em amostra isolada de urina. Os pacientes realizarão segunda dosagem de creatinina sérica e relação albumina/creatinina (mg/g) em amostra isolada de urina dentro de três a seis meses após a avaliação inicial. Serão excluídos pacientes com idade inferior a 18 anos, portadores de tumores benignos, neoplasias hematológicas, com baixo desempenho clínico (ECOG-PS > 2), em programa regular de diálise e mulheres gestantes ou em lactação. (AU)

Avaliação da função imune de células híbridas dendríticas-tumorais: estudo in vitro com melanoma oral canino

Processo:16/17528-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Cristina de Oliveira Massoco Salles Gomes
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):ImunoterapiaOncologia veterináriaCélulas dendríticasMelanoma animalCães
Resumo
Uma alternativa para neoplasias de difícil tratamento tem sido o desenvolvimento de vacinas imunoterapêuticas anti-tumorais baseadas em células dendríticas (DCs) que surgiram da ideia de estimular uma maior resposta das células T, induzindo assim, uma atividade mais efetiva contra as células malignas. Dentre estas, diversos estudos têm mostrado que a vacinação a partir da fusão de células tumorais autólogas com DCs alogênicas gera um efeito adjuvante devido a quebra da tolerância já estabelecida entre as células imunes e o tumor. A utilização de híbridos de DCs com células tumorais tem sido explorada na medicina humana e estudos clínicos com esta abordagem evidenciaram resultados promissores em pacientes humanos com melanoma e carcinoma de células renais. Em medicina veterinária, o desenvolvimento de imunoterapias eficientes no tratamento de neoplasias de caráter maligno, invasivo e com alto potencial metastático como, por exemplo, o melanoma oral em cães irá beneficiar tanto a clínica médica oncológica animal como humana, uma vez que se trata de uma condição análoga ao melanoma humano, pois ambos compartilham similaridades clínicas como a resistência aos tratamentos radio-quimioterápicos. Contudo, mecanismos de evasão tumoral podem modular negativamente a função de DCs visando a tolerância do sistema. Neste contexto, a utilização clínica destas vacinas em medicina veterinária encontra uma barreira que é a falta de entendimento dos mecanismos de evasão das células tumorais à esta abordagem imunoterapêutica. A vista disso, o presente estudo pretende analisar o comportamento de células híbridas dendríticas-tumorais caninas in vitro, verificando suas características fenotípicas, capacidade de induzir linfoproliferação (função) e secreção de citocinas em co-culturas com células do melanoma oral canino (MOC) e linfócitos. Para isso, DCs caninas serão diferenciadas a partir de monócitos de sangue periférico de cães sadios, posteriormente, as células obtidas serão fundidas com células de MOC, para prosseguir as análises fenotípicas e funcionais das DCs. Os dados obtidos por esse estudo podem gerar informações relevantes para novas metodologias terapêuticas contra neoplasias refratárias aos tratamentos convencionais. (AU)

Estudo do papel de ERCC1 e XPF no estresse replicativo e na instabilidade genética

Processo:16/17121-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Jean-Sébastien Hoffmann
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: Centre de Recherche en Cancérologie de Toulouse (CRCT) (França)
Assunto(s):Reparação de DNANeoplasiasQuimioterápicos
Resumo
O câncer, uma das principais causas de mortalidade no mundo, é uma patologia caracterizada pelo crescimento anormal e descontrolado das células bem como por sua instabilidade genética. Seu surgimento e evolução se dão, principalmente, por falhas em replicar corretamente o genoma e na acurácia em segregar essa informação corretamente para as células filhas. As forquilhas de replicação podem ser paralisadas por diferentes causas, como danos ao DNA, depleção de nucleotídeos e encontro com a maquinaria de transcrição, caracterizando o estresse replicativo. Já está bem estabelecido que o estresse replicativo contribui para a instabilidade cromossomal uma vez que a forquilha bloqueada pode eventualmente colapsar, gerando quebras na fita de DNA. Até o momento, têm sido proposto que o colapso da forquilha ocorre após um período prolongado do estresse replicativo, pelo menos, 24 h após indução do insulto. Entretanto, resultados obtidos pelo grupo do Prof. Jean-Sebastien Hoffmann demonstram que o colapso da forquilha pode ocorrer precocemente dependente da ação de XPF. Em meu trabalho, tenho estudado o papel dessa endonuclease e sua parceira, ERCC1, no reparo de lesões do tipo interstrand crosslink e o seu envolvimento com a sensibilidade a quimioterápicos. Sabendo que esse tipo de lesão pode causar o bloqueio da forquilha de replicação, o objetivo proposto para esse presente trabalho é entender como XPF-ERC1 atuam nesse processo, explorando seu papel na regulação da forquilha bloqueada e no seu restabelecimento, no colapso da forquilha e nos mecanismos de reparos envolvidos nesses processos, avaliando a importância desses eventos iniciais para prevenir o surgimento de aberrações cromossômicas. Para isso, utilizarei as linhagens knockout para XPF e ERCC1 obtidas a partir da técnica de Crispr/Cas9 produzidas nos primeiros anos do meu pós-doutorado. É esperado obter dados importantes para o entendimento da resposta precoce ao estresse replicativo e como esse mecanismo pode favorecer o surgimento da instabilidade genética em um contexto de danos ao DNA e câncer. (AU)

Desenvolvimento de carreadores lipídicos nanoestruturados como sistema de carreamento de curcumina e avaliação biológica in vitro em células de câncer de bexiga

Processo:16/16921-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Priscyla Daniely Marcato Gaspari
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):NanobiotecnologiaCarreadores lipídicos nanoestruturadosCurcumina
Resumo
Considerada a segunda doença maligna mais comum do trato urinário, o câncer de bexiga urinária (CB) causa grande preocupação devido às estimativas alarmantes que crescem a cada ano. Dentre as terapias utilizadas no CB, destacam-se a imunoterapia com BCG e a quimioterapia. No entanto, a eficiência destas é limitada em razão de alguns fatores como, por exemplo, os efeitos adversos indesejados e a alta taxa de recorrência após o tratamento. Assim, estudos são realizados com a vasta reserva natural de compostos orgânicos existentes como estratégia para encontrar agentes quimioterápicos mais seletivos, efetivos e com menor toxicidade. Com essa finalidade, as oleorresinas de várias espécies de Copaífera e compostos fenólicos como a curcumina têm sido alvo de pesquisas por apresentarem inúmeras propriedades farmacológicas e terapêuticas, dentre elas a antitumoral. Além da escolha de um antitumoral mais eficiente, alguns desafios na terapia intravesical do CB precisam ser superados como, por exemplo, a baixa permeação de moléculas no urotélio e seu baixo tempo de residência na bexiga, o que torna necessário várias administrações, causando desconforto ao paciente e risco de infecções. A fim de transpor essas barreiras, sistemas de liberação sustentada de fármacos têm sido utilizados. Através destes sistemas pode-se obter maior internalização do fármaco nas células tumorais, liberação prolongada, menor toxicidade, maior tempo de residência no local de ação e menor número de administrações. Dentre as nanopartículas destacam-se os carreadores lipídicos nanoestruturados (CLN) devido a sua alta estabilidade, fácil produção em larga escala e alta eficiência de encapsulamento de moléculas lipofílicas. Nesse sentido, este projeto visa o desenvolvimento e caracterização de CLN preparados com oleorresina de Copaifera duckei (O-Cd) como sistema de carreamento de curcumina (CM), para possível uso futuro na terapia intravesical do CB. As partículas serão preparadas pelo método de emulsão e sonicação e serão caracterizadas quanto ao diâmetro e potencial zeta por espectroscopia de correlação de fótons, quanto à morfologia por microscopia de força atômica, e quanto à cristalinidade por calorimetria exploratória de varredura. Também serão avaliados a eficiência de encapsulamento e o perfil de liberação da curcumina. A eficácia desses sistemas nanoestruturados será analisada por ensaios de citotoxicidade em células de câncer de bexiga (RT4) em modelos de cultivo 2D e 3D. (AU)

Análise do conteúdo das vesículas extracelulares presentes no plasma de pacientes com carcinomas espinocelulares de cabeça e pescoço para identificação de marcadores moleculares de resposta ao tratamento

Processo:15/21420-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de dezembro de 2016 - 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Andre Luiz Vettore de Oliveira
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema, SP, Brasil
Assunto(s):BiomarcadoresVesículas extracelularesPlasma (líquidos corporais)Carcinoma de células escamosasNeoplasias de cabeça e pescoço
Resumo
O câncer de cabeça e pescoço possui uma incidência mundial de 500 mil casos por ano e a sua variante mais comum é o carcinoma epidermóide (CECP), que representa cerca de 90% dos casos desta neoplasia maligna. Dados prévios demonstraram que o regime de quimioterapia de indução (QI) com cisplatina e paclitaxel seguido de quimioradioterapia (QRT) baseado em cisplatina é seguro, bem tolerado e proporciona uma maior sobrevida global aos pacientes com esta doença localmente avançada (estadiamento III-IV). Todavia, cerca de 30% destes pacientes não respondem a este tratamento e ainda não há meios de segregar os pacientes sensíveis e que responderão a esta terapia daqueles resistentes que não se beneficiarão desta abordagem terapêutica. A identificação de marcadores moleculares nos fluidos corporais, tais como o plasma, pode auxiliar na segregação dos pacientes respondedores ao tratamento. A recente descoberta da existência de vesículas extracelulares (VEs) carregando proteínas e ácidos nucléicos em diversos fluidos corporais pode indicar uma via alternativa para identificação de novos marcadores específicos presentes no plasma dos pacientes com CECP. Para isto, o racional deste estudo assume que as VEs presentes no plasma de pacientes com CECP podem carregar moléculas úteis para a predição da resposta ao tratamento e que a análise do conteúdo presente nestas populações de VEs poderá permitir a identificação de marcadores capazes de segregar respondedores e não respondedores à QI e /ou à QRT. (AU)

Validação e estudos funcionais de miRNAs diferencialmente expressos em carcinomas serosos de alto grau de pacientes com distintas evoluções clínicas

Processo:16/09349-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência: 15 de novembro de 2016 - 30 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:Rafael Malagoli Rocha
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: George A. Calin
Instituição-sede: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Texas MD Anderson Cancer Center (MD Anderson) (Estados Unidos)
Assunto(s):Neoplasias ovarianasBiologia molecularMicroRNAs
Resumo
RESUMOIntrodução: Apesar da alta mortalidade do câncer de ovário, ainda pouco se sabe a respeito de marcadores que possam auxiliar precocemente o diagnostico e predizer resposta terapêutica de mulheres com adenocarcinoma seroso de alto grau. Alguns estudos tem demonstrado o papel dos miRNAs na progressão do câncer de ovário, no prognóstico e na resistência à drogas. Em nosso estudo selecionamos amostras homogêneas quanto ao tipo histológico, cirurgia e estadiamento clínico, com o objetivo avaliar a expressão de miRNAs em pacientes com distintas evoluções clínicas. Nós identificamos 53 miRNAs hipoexpressos no grupo de pacientes não sensíveis em relação as pacientes sensíveis a quimioterapia. Dentre os 53 miRNAs diferencialmente expressos, observamos que os hsa-miR-616-3p, hsa-miR-4267, hsa-miR-4448, hsa-miR-934 e hsa- miR-155-5p foram associados com a sobrevida câncer especifica e livre de doenças, todavia pouco se sabe sobre a função e quais os alvos destes miRNAs. Objetivos: Este projeto busca a validação e elucidação dos mecanismos e alvos dos miRNAs identificados diferencialmente expressos entre pacientes com adenocarcinoma seroso de ovário, sensíveis e não sensíveis à quimioterapia associados com a sobrevida. Método: Os miRNAs serão validados por ISH e PCR em Tempo Real, os alvos dos miRNAs serão validados pelo ensaio da Luciferase e Imunohistoquímica. Os ensaios funcionais dos serão feitos pela transfecção de miRNAs miméticos em uma linhagem celular de ovário, avaliando seu impacto em ensaios de migração, proliferação e apoptose. (AU)

Avaliação da eficácia de mudanças estruturais do [10]-gingerol em combinação com o quimioterápico doxorubicina para o tratamento de câncer de mama: estudos in vitro e in vivo

Processo:15/24940-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2016 - 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Márcia Regina Cominetti
Beneficiário:
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesq. associados:

Fernanda de Freitas Anibal ; Renata Fonseca Vianna Lopez ; Marco Antonio Barbosa Ferreira ; Paulo Cézar Vieira

Assunto(s):MetástaseProdutos naturaisNeoplasias
Resumo
O câncer de mama é o que mais afeta as mulheres no Brasil e no mundo. Entre os tipos de câncer de mama, o triplo negativo (TN), que não expressa nenhum receptor hormonal, corresponde a 20% dos casos e apresenta recidivas em três anos, em média. Entretanto, a maior causa de morte no câncer ocorre devido à formação de metástases. O câncer de mama TN possui uma maior propensão à formação de metástases pulmonares e cerebrais. Além disso, atualmente poucos tratamentos estão disponíveis para estes pacientes, pois o câncer de mama TN não possui uma terapia alvo, como os tumores que expressam receptores hormonais. Buscas por novos medicamentos para o tratamento dos tumores TN que apresentem menores efeitos colaterais, sejam mais eficazes e causem menos resistência são fundamentais para o tratamento dessa doença. Produtos naturais são fontes ricas em moléculas com atividades antitumorais e antimetastáticas. Dentre estas moléculas estão os gingerois, presentes no gengibre. Sabe-se também que os produtos naturais possuem efeitos potencializadores da radioterapia e quimioterapia já utilizadas na clínica. Neste sentido, já foi demonstrado que o uso dos produtos naturais resulta em uma melhor eficácia no tratamento e menores efeitos colaterais. Resultados prévios do nosso grupo de pesquisa demostraram que, dentre os gingerois presentes no gengibre ([6], [8]-, e [10]-gingerol), o [10]-gingerol é a molécula que apresenta maior atividade antiproliferativa em células tumorais de mama humano, com menores efeitos sobre a proliferação de células normais, fibroblastos humanos. Esses dados sugerem uma seletividade antiproliferativa para as células tumorais. Além disso, verificamos que o [10]-gingerol possui atividade antitumoral capaz de reduzir o tamanho de tumores primários in vivo, e atividade antimetastática, reduzindo a formação de metástases nos pulmões, ossos e cérebro. Dessa forma, o objetivo desse projeto é estudar diferentes modificações estruturais do [10]-gingerol (10GM) para melhorar sua atividade e verificar sua capacidade quimiosensibilizadora, antitumoral e antimetastática em combinação sinérgica com a doxorubicina (quimioterápico), utilizando modelos murinos de metástase espontânea. (AU)

Using pharmacogenomic databases for discovering patient-target genes and small molecule candidates to cancer therapy

Processo:16/19294-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2016 - 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:José Ernesto Belizario
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):NeoplasiasQuimioterapia
Resumo
Com as estratégias multi-ômicas que estão sendo aplicadas aos diversos projetos de genômica do câncer, os pesquisadores têm a oportunidade de desenvolver um planejamento racional para a terapia alvo dirigida do câncer. A investigação de tais numerosos e diversos conjuntos de dados farmacogenômicas é uma tarefa complexa. Ela exige conhecimento biológico e habilidades em um conjunto de ferramentas para prever com precisão a sinalização de rede e o impacto nos resultados clínicos. Neste artigo, descrevemos métodos in silico de fácil uso para explorar estudos integrativos sobre a biologia do câncer e farmacogenômica. Nós explicamos brevemente como enviar uma consulta a bases de dados do genoma do câncer e como prever quais genes são significativamente alterados em vários tipos de câncer usando cBioPortal. Além disso, descrevemos como identificar drogas clinicamente disponíveis e potenciais pequenas moléculas para o gene-alvo usando CellMiner. Também mostramos como gerar uma assinatura gênica e comparar os perfis de expressão genética para investigar a biologia complexa por trás da resposta à droga utilizando o Connectivity Map. Além disso, discutimos os desafios em curso, limitações e novos rumos para integrar a informação molecular, biológica e epidemiológica das plataformas oncogenômicas e assim criar projetos dirigidos por hipóteses. Finalmente, discutimos o uso de modelos de tumores de pacientes transplantados em camundongos (PDX) para caracterização das drogas em ensaios in vivo. Estas plataformas e abordagens são uma forma racional para prever as respostas as terapias alvo-dirigidas e para desenvolver pequenas moléculas clinicamente relevantes para o pacientes com câncer. (AU)

A ativação/inibição da autofagia pelos triterpenóides e o impacto da interação em membranas: implicações terapêuticas antitumorais

Processo:16/07642-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2016 - 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Waleska Kerllen Martins Gardesani
Beneficiário:
Instituição-sede: Universidade de Santo Amaro (UNISA). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

Rosangela Itri

Assunto(s):OncologiaAutofagia
Resumo
O câncer humano representa um significante problema de saúde pública mundial, principalmente em casos em que ele se torna refratário à quimioterapia, radioterapia ou terapia fotodinâmica. Isso devido à evasão da apoptose, cujo comportamento aumenta a mortalidade por câncer. Como estratégia para se reverter essa realidade, têm-se investigado ultimamente a modulação da autofagia como uma nova abordagem antitumoral. Autofagia é um processo biológico cujo papel na oncogênese e progressão tumoral tem um caráter dicotômico - ora pró-mantenedor da homeostase tumoral frente a estresses intrínsecos e, ou estresse extrínsecos, ora modulador de morte celular programada. A ideia do Projeto proposto aqui baseia-se originalmente na modulação da autofagia mediante indução de estresse extrínseco bioquímico mediado por isômeros pentacíclicos triterpenóides - ácidos betulínico (AB) e oleanólico (AO). A modulação da autofagia proposta fundamenta-se no conceito de dano paralelo em membranas de lisossomas e mitocôndrias, cuja extensão do comprometimento mitofágico sinaliza para resgate, morte ou envelhecimento celular de queratinócitos humanos. Ao se modular o fluxo autofágico em células deficientes no gene relacionado à autofagia ATG7, será possível avaliar se o dano biofísico intracelular mediado por AB promove morte celular independente ou não do mecanismo autofágico. Sabe-se que a proteína ATG7 é necessária para a mitofagia, e quando silenciado há resistência tumoral a terapias, tais como Terapia Fotodinâmica e fotodano lisossomal induzido. Aplicando-se ferramentas biotecnológicas voltadas ao estudo molecular e celular será possível entender melhor o estado da arte da mitofagia no conceito proposto por Martins e colaboradores. Dessa forma, o projeto proposto poderá a longo prazo subsidiar conhecimentos científicos na área de desenvolvimento de novas drogas antitumorais e no entendimento de fisiopatologias humanas relacionadas à senescência e instabilidade genômica, tais como doença cardíaca, mal de Alzheimer, mal de Parkinson e doença de Huntington. (AU)

Immunotherapy for the treatment of colorectal tumors: focus on approved and in-clinical-trial monoclonal antibodies

Processo:16/19321-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2016 - 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Patricia Ucelli Simioni
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Assunto(s):BevacizumabCetuximab
Resumo
O câncer colorretal é uma doença da população idosa. A terapia de anticorpo monoclonal é o tratamento mais promissor na investigação recente, uma vez que o número de pacientes geriátricos continua a aumentar. Na atualidade, os anticorpos monoclonais mais frequentemente utilizados no tratamento de tumores colorretais são bevacizumab, cetuximab, panitumumab e ramucirumab. Bevacizumab é um anticorpo monoclonal que age sobre o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF). Cetuximab e panitumumab atuam no receptor do fator de crescimento endotelial (EGFR). Já Ramucirumab liga-se diretamente ao receptor de VEGF 2 bloqueando a ligação do VEGF-A, VEGF-C e VEGF-D. Estes anticorpos monoclonais, isoladamente ou associada à radioterapia ou quimioterapia, apresentam bons resultados e estão aumentando a sobrevida dos pacientes, apesar dos efeitos colaterais. Devido ao número limitado de moléculas disponíveis, vários estudos estão buscam desenvolver novos anticorpos monoclonais para o tratamento de tumores colorretais. Entre esses, algumas moléculas últimos estão em ensaios de fase I e/ou II, com resultados vantajosos, tais como anti-DR5, anti-Fn14, anti-IGF-R1, anti-EGFR, anti-NRP1 e anti-A33 anticorpos, com sucesso na redução de efeitos secundários e para o tratamento de pacientes que não respondem aos anticorpos já aprovados. (AU)

Câncer e coração: novos paradigmas de diagnóstico e tratamento

Processo:15/22814-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de novembro de 2016 - 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Carlos Eduardo Negrão
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisadores principais:

Ludhmila Abrahão Hajjar ; Maria Urbana Pinto Brandão Rondon ; Roberto Kalil Filho ; Patricia Chakur Brum ; Roger Chammas ; Paulo Marcelo Gehm Hoff ; Anamaria Aranha Camargo ; Maria Janieire de Nazaré Nunes Alves ; Edilamar Menezes de Oliveira

Pesq. associados:

Julio Cesar Batista Ferreira ; Silvia Moreira Ayub Ferreira ; Luiz Fernando Lima Reis ; Christina May Moran de Brito ; Gilberto de Castro Junior ; Paulo Rizzo Ramires ; Marília Harumi Higuchi dos Santos ; Paula Fontes Asprino ; Fátima Solange Pasini ; Marisa Passarelli

Assunto(s):CardiotoxicidadeInsuficiência cardíacaCaquexiaNeoplasiasAtividade físicaSistema cardiovascularBiomarcadores
Resumo
Apesar do ininterrupto desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento do câncer, a taxa de sobrevivência continua baixa, especialmente naqueles pacientes em estágio avançado da doença.A maioria dos pacientes com metástase vai a óbito num período de três anos. Observações recentes mostram, também, que as novas terapêuticas aumentam a susceptibilidade para doenças cardiovasculares, o que torna o tratamento do paciente com câncer ainda mais desafiador. Disfunção cardíaca por cardiotoxicidade atinge de 10-15% das pacientes com câncer de mama que são submetidas à quimioterapia. Alterações cardíacas associadas à disfunção autonômica têm sido recentemente documentadas em pacientes submetidos à radioterapia para o tratamento de linfoma.Ganho de peso, resistência à insulina e hiperglicemia, dislipidemia e hipertensão arterial são frequentes em pacientes submetidos a bloqueio androgênico ou orquiectomia cirúrgica para tratamento de adenocarcinoma de próstata. Portanto, a busca por novas alternativas de tratamento para o paciente com câncer, quer para a cura da própria doença, quer para eliminar os efeitos colaterais representa um grande desafio.A inatividade física é uma característica muito frequente em pacientes oncológicos. A condição debilitante da doença, o tratamento muito agressivo e o estado psicológico do paciente contribuem para o baixo nível de atividade física em pacientes com câncer. Por outro lado, estudos envolvendo um elevado número de indivíduos são unânimes em mostrar uma relação significativa entre o grau de aptidão física e a taxa de sobrevivência, independentemente da presença de doenças. Estes conhecimentos sugerem que o exercício físico pode ser uma conduta adjuvante no tratamento do câncer. De fato, estudos recentes mostram que o treinamento físico melhora a capacidade física e a qualidade de vida em pacientes com câncer. O nosso objeto de investigação é a identificação de mecanismos moleculares e autonômicos envolvidos nas alterações cardiovasculares provocadas pelo câncer ou quimioterapia e radioterapia utilizados no tratamento dessa doença. Não menos importantes serão os estudos focados em novos paradigmas terapêuticos fundamentados em princípios celulares e moleculares, medicamentos e exercício físico para o tratamento da doença cardiovascular associada ao câncer, com especial atenção na toxicidade do músculo cardíaco e músculo esquelético.Para alcançar esses propósitos, serão desenvolvidos 21 estudos em três áreas: Cardio/Oncologia, Oncologia e Cardiologia. (AU)
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