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Resumo

Técnicas baseadas em engenharia tecidual e na capacidade regenerativa do intestino, representam uma grande oportunidade como potenciais terapias alternativas para a Síndrome do Intestino Curto (SIC). O desenvolvimento de unidades organoides isoladas e capazes de produzir todas as linhagens celulares epiteliais representou um passo importante, sendo que uma promessa ainda maior reside no uso de células-tronco para gerar um intestino delgado a partir de Engenharia Tecidual (TESI, do inglês Tissue-Engineered Small Intestine). Técnicas recentes utilizam arcabouços artificiais tridimensionais e biodegradáveis, sobre os quais as unidades organoides podem se desenvolver, criando um cenário bastante promissor no que diz respeito ao tratamento da SIC. Contudo, as unidades organoides em crescimento, são dependentes de uma grande quantidade de energia, nutrientes e fatores de crescimento para serem funcionais. Portanto, formas de otimizar este processo fazem-se necessárias para o sucesso nesse tipo de tratamento, e a proteína R-Espondina1 recombinante humana (rhRSPO1), dado o seu potencial proliferativo em células tronco intestinais, juntamente com outros fatores peptídicos, como os rhVEGFs, pode ser uma peça chave. As proteínas RSPO compõem uma família de proteínas secretadas conhecidas por seus papeis importantes na proliferação, diferenciação e morte celular, induzindo a via de Wnt. Atualmente, sabe-se que a via de WNT/²-catenina é importante para manter o epitélio intestinal, regulando o processo de auto-renovação, que ocorre no eixo vilosidade-cripta, através dos ligantes canônicos de WNT, que funcionam como mitógenos de células progenitoras da cripta. Dentre as RSPOs, a RSPO1 tem esta capacidade mitogênica no epitélio intestinal, com efeitos desprezíveis na maturação e migração de células diferenciadas ao longo do eixo vilosidade-cripta. Por este motivo, a RSPO1, destaca-se das demais no que diz respeito ao seu potencial uso terapêutico na área de Medicina Regenerativa para regeneração de intestino. Este potencial vem sendo confirmado por diversos estudos que tem evidenciado o uso de RSPO1 em modelos animais em casos de mucosite intestinal induzida por quimioterápicos e Doenças Inflamatórias Intestinais. Além disso, Lgr4, um dos receptores da família Lgr ao qual RSPO1 liga-se, é coexpresso com RSPO1 em células-tronco, sendo detectável em todas as outras células progenitoras, confirmando a hipótese de que RSPO1 seria capaz de induzir a proliferação nestas células. Outros estudos demonstraram, ainda, que as células-tronco intestinais Lgr5+ isoladas podem ser mantidas in vitro e induzidas à propagar organoides continuamente. Dessa forma, futuras tentativas de reconstituir o tecido epitelial danificado por doenças ao longo do trato gastrointestinal provavelmente vão explorar a expansão ex-vivo dos epitélios de interesse, mediada por RSPOs. Portanto, o trabalho aqui proposto tem, por objetivo, dar continuidade à colaboração previamente estabelecida com o grupo da Prof. Tracy C. Grikscheit, da University of Southern California em Los Angeles e do Saban Research Institute do Children's Hospital Los Angeles, Califórnia, EUA, pelo ex-aluno de Doutorado (Gustavo G. Belchior), que iniciou a análise da atividade biológica das isoformas de rhVEGF sobre a cultura de unidades organoides murinas, visando à formação do TESI. No presente trabalho, será testada a atividade biológica da rhRSPO1, que foi produzida a partir de clones celulares HEK293 e CHO-DG44 superprodutores e purificada em nosso laboratório, sobre a cultura de unidades organoides murinas e a formação do TESI, individualmente ou combinada aos VEGFs. A proteína rhRSPO1 já está sendo produzida em nosso laboratório nos dois sistemas celulares (HEK293 e CHO-DG44), com atividade biológica in vitro demonstrada e purificação em andamento. A otimização do processo de purificação da rhRSPO1, que está em curso, deve levar à uma rhRSPO1 altamente purificada para ser utilizada neste projeto. (AU)

Resumo

As leishmanioses, causadas por mais de 20 espécies diferentes de protozoários do gêneroLeishmania, são reconhecidas como um grave problema de saúde pública no Brasil e nomundo. A limitada disponibilidade de fármacos para o tratamento, somado à diversidade deefeitos colaterais e o emergente surgimento de cepas resistentes, mostram a importância depesquisas que sejam focadas no desenvolvimento de novas moléculas com alvos molecularesespecíficos e que contribuam para o tratamento destas, entre outras doenças negligenciadas.Muitos dos complexos metálicos usados como quimioterápicos no tratamento do câncerforam desenvolvidos como análogos da cisplatina e utilizados frente a diversos parasitos,devido à similaridade entre as vias metabólicas presentes entre células cancerígenas etripanossomatídeos. Esta classe de compostos metálicos geralmente está associada a diversosefeitos colaterais, entretanto, derivados de compostos ciclopaladados tem sido sintetizado eutilizado como alternativa terapêutica devido à alta estabilidade termodinâmica e cinéticapela formação de um quelato estável, o que diminui a toxicidade apresentada peloscomplexos convencionais de paládio (II). Em estudos prévios relacionados a este projeto(Velásquez et al, submetido a publicação), encontrou-se que o complexo ciclopaladadobinuclear, [Pd(dmba)(µ-N3)]2, denominado CP2, mostrou atividade leishmanicida etripanocida frente às formas amastigotas intracelulares de L. amanzonensis, espécierelacionada à leishmaniose cutânea/ mucocutânea, e Trypanosoma cruzi, protozoáriocausador da doença de Chagas, respectivamente; além disso, mostrou baixa citotoxicidadefrente a macrófagos peritoneais de camundongo e alta seletividade para as formasamastigotas intracelulares dos parasitos Leishmania amazonensis (SI= 49,90) eTrypanosoma cruzi (SI = 224,88). Em estudos in vivo, utilizando o modelo BALB/cinfectados com L. amazonensis, CP2 não apresentou toxicidade, quando investigadosmarcadores bioquímicos de função renal e hepática, e reduziu em 80% a carga parasitáriados animais, resultado promissor e comparável à anfotericina B, fármaco atualmenteutilizado no tratamento das leishmanioses. Diante das potencialidades deste composto e seupotencial uso para o desenvolvimento de análogos mais potentes para o tratamento dasleishmanioses, estudos aprofundados do mecanismo de ação desta molécula estão sendoconduzidos em nosso laboratório para determinar os possíveis alvos moleculares e, assim,contribuir de maneira integrada para o desenvolvimento racional de novos análogos. Caminhando neste sentido, nossos dados preliminares mostram que CP2 é capaz de inibir aetapa de clivagem da DNA Topoisomerase 1B do parasito. Para aprofundarmos nossoentendimento sobre o mecanismo de ação deste composto e seus efeitos na Leishmania,este projeto de pesquisa visa caracterizar os eventos moleculares gerados em cascata a partirda inibição da DNA Topoisomerase no parasito após exposição ao ciclopaladado CP2. (AU)

Resumo

Aproximadamente 30% dos pacientes com carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço (CECP) submetidos ao protocolo de preservação de órgãos, que envolve quimioterapia de indução (QI) e quimiorradioterapia (QRT), têm resposta incompleta ao tratamento, sendo que, não há nenhum marcador capaz de segregar, prospectivamente, os pacientes que responderão a esta terapia daqueles resistentes que não se beneficiarão desta abordagem terapêutica. Sabe-se que as vesículas extracelulares (VEs) são capazes de transportar no seu interior proteínas e ácidos nucléicos que são importantes para a comunicação célula-a-célula. Por isto, este estudo se propôs a verificar se o conteúdo proteico das VEs presentes no plasma de pacientes portadores de CECP poderia se correlacionar com a resposta à QRT. O método de isolamento das VEs utilizado baseia-se na afinidade da cadeia da cólera toxina ² (CTB) e anexina V (AV) ao gangliosídeo GM1 e à fosfatidilserina presente na membra das VEs. Assim, identificou-se uma maior expressão de TGF²3 em VEs secretadas por células de CECP resistentes à cisplatina. Além disto, também foi observado que a expressão do TGF²3 é significativamente mais elevada nas VEs presentes no plasma de pacientes que apresentam resposta incompleta à QRT. Baseado na curva ROC de resposta à QI, um cut-off para o nível de expressão do TGF²3 foi estabelecido e esta variável dicotômica foi utilizada, posteriormente, para associação clínica e de resposta final à QRT. A positividade da expressão do TGF²3 nas VEs-AV está associada a pior sobrevida livre de progressão, sendo este um fator independente para resposta final à QRT. Posteriormente, nós utilizamos a metodologia CRISPR-Cas9 para o silenciamento da expressão do TGF²3 na linhagem celular de CECP SCC25 e observamos que, na ausência desta proteína, esta linhagem se torna mais sensível ao tratamento com cisplatina. Portanto, até o presente momento, este estudo observou que a alta expressão do TGF²3 em VEs presentes no plasma circulante pode ser usada como fator preditivo de resposta à QRT e que esta proteína possui um papel significativo para a sensibilidade do CECP ao tratamento com cisplatina. No entanto, ainda pretendemos verificar se as VEs podem carregar informação suficiente para mediar a transformação de células resistentes em sensíveis ao tratamento com cisplatina (e vice-versa). Também se pretende analisar o contudo proteico destas VEs através de ensaios de proteômica visando identificar outros possíveis marcadores contidos nestas VEs. (AU)

Resumo

Os macrófagos são componentes essenciais da imunidade inata que contribuem para a manutenção da homeostase tecidual, defesa do hospedeiro contra infecções e participam na promoção tumoral. A plasticidade dos macrófagos é uma característica notável que permite que respondam a diferentes sinais ambientais alterando seu fenótipo para um perfil pró-inflamatório (M1) ou anti-inflamatório (M2). Em muitos tipos de câncer os macrófagos associados a tumores (TAMs), que apresentam um perfil imunossupressor, estão envolvidos com crescimento tumoral, metástase, evasão imunológica e resistência à quimioterapia. Por isso, a identificação de moléculas alvos chaves para a regulação da diferenciação de macrófagos TAMs é um passo importante para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas contra diversos tipos de câncer. Estudos recentes têm identificado uma fina regulação do sistema imune pelo metabolismo celular. A O-GlcNAc transferase (OGT) é uma enzima responsável pela adição de UDP-GlcNAc (O-GlcNAcilação), produto final da via de biossíntese das hexosaminas (HBP), em uma série de diferentes proteínas intracelulares, regulando diversas atividades biológicas fundamentais, incluindo ativação, diferenciação e proliferação celular. A OGT é uma conhecida reguladora epigenética capaz de controlar a expressão e a estabilidade de uma série de fatores de transcrição, incluindo c-Myc. Por sua vez, c-Myc exerce um importante papel na regulação da ativação alternativa de macrófagos M2. Apesar disso, há poucos estudos sobre o efeito global da O-GlcNAcilação mediada por OGT na função imunológica de macrófagos e sua relevância clínica permanece pouco elucidado. Nossos resultados iniciais, usando camundongos knockouts para OGT em células mielóides, demonstram que a OGT é crucial para a polarização de macrófagos M2, enquanto é capaz de inibir a polarização de macrófagos M1. Dessa forma, a hipótese deste trabalho é que O-GlcNAcilação mediada pela OGT regula a expressão de c-Myc, modulando a diferenciação de macrófagos associados a tumores e consequentemente a suscetibilidade ao desenvolvimento tumoral. Assim, o presente projeto visa investigar o envolvimento de OGT em macrófagos TAMs durante o processo de imunorregulação e progressão tumoral, o que permitirá a identificação de novos alvos terapêuticos contra o câncer. (AU)

Resumo

Glioblastoma (GBM), a forma mais agressiva e frequente de tumores malignos cerebrais em adultos, contém uma subpopulação de células tumorais, denominadas células-tronco de GBM (CTG), essenciais para manutenção do tumor, metástase e resistência à terapia. Marcadores de membrana plasmática de CTG funcionalmente relevantes apresentam potencial como alvo terapêutico para tratamento dessa doença agressiva. Nosso grupo tem mostrado que a glicoproteína de membrana GPI-ancorada, proteína prion (PrPC) está enriquecida em CTG e é co-expressa com marcadores convencionais de CTG, como CD133. A perda-de-função de PrPC em CTG resulta na inibição da autorrenovação, proliferação e capacidade de formação de tumores. Vários ligantes já foram descritos para PrPC, incluindo proteínas da matriz extracelular e transmembrana, das quais algumas são funcionalmente relevantes para a biologia de CTG. Dos principais marcadores de CTG já descritos, CD133, CD44 e integrinas ±6 e ±7, interagem e/ou compartilham com PrPC o mesmo microdomínio de membrana, sendo preferencialmente localizados em lipid rafts. Propõe-se que PrPC atue como proteína scaffold na superfície celular, recrutando e organizando moléculas em plataformas de sinalização com diferentes consequências biológicas. Diante desses achados, este estudo visa investigar o papel de PrPC como molécula chave na manutenção do estado indiferenciado de CTG através da modulação de plataformas de sinalização de vias associadas ao stemness e como alvo para terapia de GBM. Para esse fim, estudos de perda-de-função de PrPC serão conduzidos pela técnica de CRISPR/Cas9 em CTG. A expressão, distribuição na superfície celular e tráfego intracelular de potenciais moléculas componentes da plataforma serão abordadas por imunofenotipagem, ensaios bioquímicos, microscopia confocal e ensaios funcionais de autorrenovação e proliferação. A participação de PrPC e seus parceiros, membros da plataforma de sinalização, também será avaliada em ensaios de resistência à quimioterápico (temozolomida). Dessa forma, pretende-se utilizar o conceito scaffold de PrPC como uma alternativa para o desenvolvimento de novas estratégias para o tratamento do glioblastoma, além de demonstrar que PrPC pode atuar como um regulador chave da manutenção de stemness de CTG. (AU)

Resumo

O sucesso das drogas anticâncer baseadas na platina levou, nas últimas décadas, ao desenvolvimento de outras metálo-drogas, o qual foi impulsionado pelo aumento da resistência à platina e aos seus graves efeitos colaterais associados aos tratamentos quimioterápicos. Em particular, os compostos organometálicos de rênio(I), fac-[Re(CO)3(NN)(L)]0/+, que penetram na célula de maneira rápida e eficiente, com atividade semelhante ou superior à cisplatina e sua toxicidade tem se mostrado diretamente proporcional a sua lipofilicidade. A grande maioria dos compostos de rênio foi inicialmente utilizada como sensor luminescente devido à intensa emissão 3MLCT, e seu efeito anticâncer foi descoberto apenas durante o rastreio da biocompatibilidade. O presente projeto tem o objetivo sintetizar, caracterizar, investigar as propriedades luminescentes de compostos de rênio(I) com ligantes NN que possuam diferentes conjugações da cadeia p e estabelecer uma relação entre estrutura, lipofilicidade e mecanismos de ação no meio celular. Para tal serão utilizados ligantes NN e ligantes L piridínicos substituídos que devem resultar em complexos com características adequadas no que diz respeito à solubilidade e propriedades fotofísicas buscando viabilizar a utilização dos mesmos em bioimagem e/ou agentes terapêuticos. A coordenação dos diferentes ligantes visa à obtenção de complexos com elevados rendimentos quântico de emissão bem como a modulação/ajuste da lipofilicidade. Após completa caracterização e estudo das propriedades fotofisicas em solução, poderão ser realizados estudos de utilizando diferentes células como, por exemplo, de câncer de mama (MCF-7 e MCF-10-A) e câncer de sangue (leucemia). (AU)

Resumo

Dentre as doenças prevalentes do trato gastrintestinal (TGI), a úlcera péptica (UP) e a mucosite intestinal (MI) apresentam grande relevância clínica. A primeira, cresce em decorrência do uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) utilizados para tratar diversas doenças crônicas e a segunda, como um dos principais efeitos colaterais do uso de quimioterápicos. Assim, o presente projeto tem por objetivo avaliar o potencial farmacológico de duas antocianinas, a Cianidina e a Malvidina, frente a modelos experimentais que mimetizem alguns dos principais distúrbios do TGI que acometem a população humana. Para tanto, serão realizados modelos agudos e crônicos, em roedores, de úlcera péptica induzida por polifarmácia, isquemia e reperfusão, AINE e ácido acético, além de indução de mucosite intestinal pelos quimioterápicos 5- Fluorouracil ou irinotecano. Serão analisados parâmetros macroscópicos (área de lesão), bioquímicos antioxidantes (superóxido dismutase, glutationa reduzida, catalase, peroxidação lipídica), anti-inflamatórios (mieloperoxidase, TNF-±, IL-1b, IL-6 e IL-10), além de análise de possíveis efeitos tóxicos do uso contínuo das antocianinas através da evolução do peso corporal, letalidade, análises macroscópicas dos órgãos e bioquímicos do sangue e plasma. Os resultados obtidos fornecerão relevantes informações sobre os mecanismos de ação envolvidos em cada atividade farmacológica dessas antocianinas além de subsídios científicos para a futura incorporação destes compostos como opção terapêutica nas diferentes doenças do trato gastrintestinal. (AU)

Resumo

RESUMOO presente projeto trata de síntese, caracterização e usos de complexos metálicos para prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, principalmente de doenças negligenciadas. Pretende-se utilizar como ligantes ácidos carboxílicos e derivados (amino-ácidos e ácidos ±-hidroxicarboxílicos), aminoquinolinas e derivados, substâncias naturais, adoçantes e derivados e fármacos orgânicos já utilizados para tratamento de enfermidades e doenças. Os ligantes deverão ser utilizados na forma aniônica ou modificados de acordo com a conveniência. Serão utilizados sais metálicos de Cu(II), Zn(II), Ag(I), Au(I) e (III), Pt (II), V(IV), Ti(IV) e Mo(IV). A escolha dos íons metálicos vai depender do tipo de ligante, da doença selecionada e das características coordenantes tanto dos íons metálicos como dos ligantes. Os complexos obtidos no estado sólido serão caracterizados por análise elementar, espectroscopia IR, UV-Vis, RMN, análise termogravimétrica, difração de raios-X e outras que forem necessárias.Com os complexos obtidos pretende-se realizar testes biológicos com os complexos em solução para se verificar suas atividades. Os complexos que apresentarem atividade nos testes realizados serão estudados mais profundamente para se verificar a mutagenicidade e os possíveis mecanismos de ação dos complexos. (AU)

Resumo

Introdução: A vasculite leucocitoclástica é tipicamente mediada pela deposição de complexos imunes e é relacionada a muitas causas, incluindo medicação. De acordo com nossos conhecimentos, vasculite leucocitoclástica relacionada a cisplatina ainda não foi descrito na literatura científica. Apresentação do caso: Nós reportamos um caso raro de vasculite leucocitoclástica depois do primeiro ciclo de alta dose de cisplatina como quimioterapia em um paciente com carcinoma de laringe. Um homem caucasiano de 48 anos com câncer de laringe recebeu como conduta terapêutica altas doses de cisplatina como monoquimioterapia (100 mg/m2 a cada 21 dias), concomitante com 70 Gy de radioterapia dividida em 35 seções. Doze dias após a primeira administração da quimioterapia e após 8 seções de radioterapia (total de 16 Gy), o paciente apresentou um início agudo de púrpura palpável nos membros inferiores. O paciente foi hospitalizado por 10 dias, e durante esse período, ele foi submetido a diversos exames para descartar a possibilidade de infecções e desordens autoimunes e neoplásicas. Uma biópsia de pele mostrou vasculite leucocitoclástica com um padrão postivo para IgM e C3, detectado através de imunofluorescência direta. Vinte e cinco dias depois da administração da cisplatina, o regime quimioterápico foi alterado para carboplatina AUC 5, e o episódio de púrpura sessou, reforçando a hipótese de uma reação adversa a cisplatina. (AU)

Resumo

As Leishmanioses são doenças parasitárias negligenciadas com ampla distribuição geográfica no Brasil que têm apresentado número crescente de casos em regiões urbanas nos últimos anos. A situação atual do tratamento das diversas formas clínicas de Leishmaniose representa uma das áreas críticas no manejo dessa parasitose, já que os medicamentos utilizados são de uso parenteral obrigatório, têm alto custo e induzem efeitos colaterais muitas vezes graves. O arsenal terapêutico disponível no Brasil limita-se aos antimoniais pentavalentes, anfotericina B e pentamidina. Nos últimos anos, dois fármacos foram aprovados como alternativas ao tratamento da Leishmaniose Visceral na Ásia: a miltefosina e a paromomicina. Diante deste quadro, propomos avaliar neste projeto a suscetibilidade à paromomicina in vitro de isolados de Leishmania provenientes de pacientes do estado de São Paulo e de cães do município de Embu-Guaçu, assim como sua eficácia in vivo em modelos experimentais de infecção com espécies causadoras de Leishmaniose Tegumentar no Brasil. Propomos ainda caracterizar molecularmente parasitos resistentes à paromomicina selecionados in vitro, objetivando identificar potenciais genes associados à suscetibilidade e resistência à paromomicina. Uma vez identificados, os genes serão validados funcionalmente através de técnicas de manipulação genética do parasito. Este estudo avaliará o potencial de utilização da paromomicina no tratamento das Leishmanioses no Brasil, além de contribuir para uma melhor compreensão do mecanismo de ação e de resistência da paromomicina que são pouco conhecidos, apesar da sua alta eficácia clínica no tratamento da Leishmaniose Visceral. (AU)

Resumo

Segundo a OMS, o câncer é a segunda causa de morte no mundo, perdendo apenas para doenças cardiovasculares. O desenvolvimento de novas terapias e a descoberta de novas moléculas capazes de combater o câncer são grandes alvos da pesquisa mundial no século XXI. A melatonina está no centro de diversas pesquisas no combate ao câncer e vem sendo desvendada como uma potente molécula oncostática, agindo desde o principio do processo neoplásico até nas fases mais tardias, como a disseminação do tumor por metástase, além de ter também um papel fundamental na regulação do sistema imune. O papel dos leucócitos no combate ao câncer vem ganhando tamanha evidência nas últimas décadas, que o câncer já é considerado uma falha do sistema imune. Muitas quimioterapias promovem a parada do crescimento e morte das células tumorais, mas ao mesmo tempo causam uma queda da imunidade do indivíduo, principalmente a imunidade inata, o que resulta muitas vezes no insucesso da terapia e reincidência do tumor. Nos últimos anos, os neutrófilos passaram a ser vistos, não apenas como uma célula de combate a agentes invasores, mas também, como células apresentadoras de antígenos e reguladoras do microambiente de tumores sólidos. O câncer tem ação imunossupressora sobre neutrófilos, gerando uma mudança de perfil "N1"(Antitumoral) para um perfil "N2" (Pró tumoral), o que aumenta a capacidade do tumor de crescer e se disseminar. Não há estudos na literatura que abordem a ação da melatonina na função e perfil inflamatório dos neutrófilos no câncer. Dessa maneira, esse estudo tem como objetivo avaliar a capacidade imunomodulatória da melatonina, isto é, a capacidade dessa molécula de impedir a mudança do fenótipo inflamatório N1/N2, em neutrófilos de ratos com tumor de Walker-256. Para tanto, ratos pinealectomizados ou não receberão 10 mg/Kg de melatonina via oral, solubilizados na água que irão ingerir no período noturno. Um grupo sem suplementação será utilizado como controle. Metade desses animais serão inoculados com tumor de Walker-256 e outra metade dos grupos serão injetados com salina 0,9% para controle da cirurgia. O perfil metabólico dos grupos experimentais será analisado por ensaios de GTT, ITT, insulinemia e parâmetros séricos (Colesterol Total, LDL, HDL e triglicérides). A ação antitumoral da melatonina, será avaliada pelo tamanho, peso e disseminação do tumor. O papel da melatonina na mudança de fenótipo de neutrófilos será primeiramente avaliado pela expressão gênica (qPCR) de determinados marcadores de superfície. Após a detecção dos genes alterados, a fenotipagem será validada por citometria de fluxo. Por fim, as funções dos neutrófilos serão avaliadas pela produção de citocinas pelo método de ELISA, produção de espécies reativas de oxigênio utilizando-se o luminol como sonda quimioluminescente, capacidade fagocítica, capacidade migratória e morte celular por citometria de fluxo. (AU)

Resumo

Apesar do grande progresso no desenvolvimento de protocolos de tratamento do câncer, a eficácia da terapia de diversos tumores ainda é um desafio, principalmente nos casos metastáticos. Ao longo da última década, nosso grupo de pesquisa adquiriu expertise no estudo de vias de transdução de sinal para o entendimento da biologia de tumores. Nossos estudos envolvem a elucidação de mecanismos e identificação de alvos moleculares com o objetivo de diminuir a agressividade e resistência de células tumorais. A Proteína Tirosina Fosfatase de Baixa Massa Molecular (LMWPTP) é alvo de estudo do nosso grupo, sendo que a descrevemos como uma importante proteína envolvida em eventos de resistência à quimioterapia e processos metastáticos, inclusive em câncer colorretal (CRC). No entanto, especificamente no caso do processo metastático, o papel desta fosfatase ainda carece de elucidação. Dessa forma, o presente projeto tem como um dos objetivos avaliar se a LMWPTP contribui para a disseminação hematogênica das células CRC, com enfoque na primeira fase deste processo, que requer a interação das células tumorais com as plaquetas. Para tal, serão utilizadas linhagens celulares de CRC com diferentes níveis de expressão de LMWPTP e analisada a influência do meio de cultura derivado das células na função plaquetária, bem como se o nível de LMWPTP intracelular se correlaciona com maior capacidade de interação das células de CRC com plaquetas. Tendo em vista que a habilidade de agregação plaquetária pode se correlacionar com o potencial metastático do tumor e que observamos que o 3-BP diminui a resposta de plaquetas de indivíduos normais a agregação induzida por colágeno (vide dados no formulário de reconsideração), investiremos na definição do mecanismo de ação do 3-BP através de quatro frentes: a) avaliação do efeito de 3BP na presença de diferentes agonistas, em agregômetro; b) investigação das vias de sinalização moduladas pelo 3-bromopiruvato que culminam na alteração da função plaquetária; c) avaliação da resposta, frente ao tratamento com 3BP, em células com diferentes níveis de LMWPTP; d) avaliação do potencial do 3BP em inibir a primeira fase da disseminação hematogênica das células de câncer de colorretal, a partir do tratamento de plaquetas e células de câncer colorretal em co-cultura e determinação de vias de sinalização envolvidas com esse mecanismo. Desta forma, o presente projeto trará inovação nos seguintes aspectos: elucidação da ação do 3BP na função plaquetária e do seu possível papel como inibidor da primeira fase da disseminação hematogênica de células de CRC. Além de elucidar o papel da LMWPTP como indicador do potencial metastático de células de CRC através do aumento da eficiência de interação com plaquetas. (AU)

Resumo

O adenocarcinoma dutal é a neoplasia maligna mais comum do pâncreas e é caracterizada por uma resistência notável a maioria dos tratamentos disponíveis, incluindo a quimioterapia, radioterapia e a terapia direcionada molecularmente. Uma das principais características do câncer de pâncreas é a invasão e a metástase após o início precoce da propagação da doença. A proteína Quinase C Atípica (aPKC), serina/treonina quinase, foram descritas como componentes-chave na determinação da polaridade celular, interagindo com o complexo defeituoso Partitioning (complexo Par). Especificamente, no que se refere ao câncer de pâncreas, estudos prévios demostraram que a PKC¹/» desempenham um papel importante na invasão e metástase. Além disso, PKC¹/» é significativamente expressada neste tipo de câncer. De fato, Scotti e colaborados descobriram que a inibição de expressão de PKC¹/» bloqueia o crescimento de células de adenocarcinoma dutal pancreático (PDAC) in vitro e tumorigenicidade in vivo, bem como angiogênese e metástase de tumor pancreático.No entanto, os mecanismos moleculares pelos quais a PKC¹/» leva a tumorigênese ainda não são claros. Os inibidores disponíveis de PKC¹/» não são específicos e conduzem a resistência a fármacos, possivelmente porque mutações frequentes são encontradas no domínio catalítico da quinase. Especificamente, a inibição das interações proteína-proteína de PKC¹/» com proteínas alvo pode ser mais efetiva. Assim, no presente projeto, pretendemos identificar e caracterizar substratos e proteínas de ligação a PKC¹/» e determinar as vias de sinalização que estão envolvidas na perda de polaridade epitelial, migração e invasão de células de câncer de pâncreas. (AU)

Resumo

O câncer é um grande desafio para o sistema de saúde mundial. Agentes quimioterápicos disponíveis em terapias tradicionais requerem administração em dosagens próximas ao máximo tolerado, provocando baixa seletividade no tratamento do tumor e causando a morte de células normais. A conjugação de uma droga citotóxica a um anticorpo (Antibody-drug Conjugate therapy - ADCs), capaz de transportar a quimioterapia e se ligar especificamente as células cancerígenas surgiu como uma alternativa valiosa. O investimento no desenvolvimento de novos ADCs quimicamente uniformes com índices terapêuticos elevados tem aumentado drasticamente nos últimos anos. Apesar dos recentes avanços em engenharia de anticorpos, muitos dos ADCs avaliados apresentam propriedades heterogêneas e instabilidades farmacocinéticas que impediram o seu desenvolvimento em fase clínica no tratamento de diversos cânceres. Somente dois ADCs são atualmente aprovados pela Food and Drug Administration (FDA), mostrando a necessidade de pesquisa no preparo de conjugados anticorpo-droga de forma precisa e homogênea. Neste projeto, propomos a construção de ADCs estáveis com propriedades químicas definidas baseados em drogas citotóxicas como a tubulisina, epoxomicina, carfilzomib e auristatin E usando um protocolo de bioconjugação recentemente descrito no grupo do Prof. Dr. Bernardes (Universidade de Cambridge-UK). As citotoxinas epoxomicina e carfilzomib foram sintetizadas no grupo do Dr. Márcio Paixão (UFSCar). (AU)

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O Workshop terá na primeira parte aulas e seções de laboratório para estudantes de pós-graduação abordando os seguintes aspectos: Doença de Chagas e Pesquisa; Transmissão e resposta do hospedeiro; Metabolismo de DNA, regulação da expressão Gênica, mecanismos de invasão celular, metabolismo e quimioterapia. Todos os professores convidados são lideres de grupos de pesquisa. Após o curso haverá um simpósio sobre o impacto das tecnologias atuais na prevenção e controle de doenças causadas por Trypanosomas. (AU)

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Osteossarcoma (OS) é o tumor ósseo pediátrico mais comum encontrado principalmente nas metáfises dos ossos longos. O tratamento atual consiste na remoção cirúrgica e quimioterapia multimodal neoadjuvante e adjuvante. Cerca de um terço dos pacientes é acometido por recorrência pós-cirúrgica e metástases nos pulmões e ossos distantes. Apenas 20% dos pacientes com metástases sobrevivem após 5 anos. Sendo assim, é essencial a elucidação das vias moleculares envolvidas nos processos invasivos e metastáticos desse tipo de tumor. Estudos recentes apontam o fator de transcrição HOXD10 como um inibidor geral da invasão celular. Como membro da família dos genes HOX, também é considerado um importante regulador celular, envolvido principalmente no desenvolvimento embrionário, na manutenção da pluripotência celular e, na promoção da diferenciação celular de forma controlada em organismos multicelulares. A desregulação de vários genes HOX vem sendo associada ao desenvolvimento e progressão tumoral e parece atuar de forma tecido específica. Estudos sugerem que a maioria dos genes HOX encontrados com expressão aumentada em um câncer em determinada região do corpo, normalmente é expresso durante o desenvolvimento daquele local. Curiosamente, genes dos clusters HOXA e HOXD são responsáveis pelo desenvolvimento do tecido ósseo de forma normal e alterações no gene HOXD10, especificamente, já mostraram resultar em defeitos nos membros posteriores de camundongos. Assim, apesar de ser majoritariamente descrito como pouco expresso no câncer, estudos preliminares do nosso grupo mostraram que este gene é pouquíssimo expresso no tecido ósseo maduro e encontra-se em altos níveis em amostras de OS pré-quimioterápicas. Resultados semelhantes já foram relatados em carcinoma de cabeça e pescoço e sarcoma de Ewing. Nestes estudos HOXD10 foi associado a promoção de migração e proliferação, porém ainda pouco se sabe dos mecanismos moleculares por trás destes efeitos. Dessa forma, o projeto em questão visa estudar o perfil de expressão do HOXD10 em amostras de OS primários e de metástases, bem como avaliar os efeitos in vitro e in vivo da modulação deste gene (silenciamento por CRISPR e aumento por vetor lentiviral) sob diferentes aspectos da invasão e proliferação além de elucidar as vias pelas quais este gene desempenha seu papel nesta neoplasia por técnicas de expressão gênica diferencial em larga escala e posterior validação. (AU)

Resumo

O câncer cervical, um tipo de tumor maligno que acomete a parte inferior do útero, é o terceiro tumor mais frequente em mulheres, causado principalmente pela infecção persistente por alguns tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). Apesar da capacidade de diagnóstico e prevenção ter evoluído nas últimas décadas por meio de vacinas contra o HPV e de exames de Papanicolau, o câncer cervical ainda é muito incidente na população feminina, principalmente de baixa renda, que não tem acesso a esses recursos. Assim, recorre-se ao tratamento que envolve radioterapia, cirurgia ginecológica e quimioterapia, os quais provocam uma série de inconvenientes como a remoção do útero e ovários, além dos efeitos colaterais com a administração dos quimioterápicos convencionais, como vômitos, náuseas e queda de cabelos. Dessa forma, a busca por moléculas bioativas para tornar o tratamento do câncer cervical mais funcional e clinicamente viável torna-se necessária. Assim, a descoberta de fármacos peptídicos, como o CTT1, que mostrou ação antitumoral in vitro e in vivo pela inibição das metaloproteinases de matriz (MMP), enzima muito expressa por células tumorais cervicais, é uma estratégia interessante para terapia antitumoral do câncer cervical. No entanto, o uso clínico de peptídeos enfrenta muitos desafios, decorrentes principalmente de suas características físico-químicas e baixa biodisponibilidade oral, o que implica na administração pela via parenteral, o que resulta em baixa adesão dos pacientes ao tratamento devido à necessidade de repetidas injeções, que podem provocar tromboflebite e necrose tecidual. Assim, a estratégia de incorporá-lo em um sistema de liberação para administração vaginal visando o tratamento localizado pode possibilitar um tratamento adequado, seguro e efetivo para o câncer cervical, uma vez que a mucosa vaginal apresenta uma série de vantagens, dentre elas, alta permeabilidade e alta irrigação sanguínea. Dentre os sistemas de liberação de fármacos, os sistemas nanoestruturados precursores de cristais líquidos (SPCL) com adjuvantes poliméricos catiônicos mucoadesivos surgem como uma valiosa estratégia para administração vaginal do CTT1 a fim de fornecer uma liberação controlada e a vetorização do peptídeo. Portanto, esse projeto tem como objetivo desenvolver um SPCL constituído por álcool cetílico etoxilado 20 e propoxilado 5, ácido oleico e fase aquosa contendo dispersão polimérica de quitosana associada ou não à polietilenoimina para administração vaginal do peptídeo CTT1 e, posteriormente, investigar a ação citotóxica in vitro e in vivo das formulações. Desta forma, pretende-se desenvolver um sistema de liberação nanoestruturado para potencial aplicação no tratamento do câncer cervical. (AU)

Resumo

No Brasil, cerca de 15.490 novos casos de carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço (HNSCC) estão previstos para o biênio 2016/2017. Em 2012, mesmo com o tratamento de primeira linha, dos mais de 40 mil casos estudados, cerca de 50% foram previstos para ter recorrência ou metástase, com uma sobrevida global média de cerca de 10 meses, sendo este câncer, considerado um problema de saúde pública em todo o mundo. Recentemente, a subpopulação denominada como células iniciadoras tumorais ou células-tronco tumorais (CSC), vem sendo apontada como um dos principais responsáveis pela falha do tratamento, recorrência e metástases. Acredita-se também que, além de serem responsáveis pelas metástases e recidivas na maioria dos pacientes, as CSC são o motivo da ineficácia dos métodos de tratamento convencionais para o câncer, uma vez que essa subpopulação apresenta mecanismos de defesa contra a ação da radioterapia e de quimioterápicos. Uma das possibilidades apontadas como mecanismos de escape dessas células é o fato de apresentarem maior resistência aos danos ao DNA, exibindo maior expressão de proteínas antiapoptóticas (Bcl2) e maiores níveis de expressão de bombas transportadores de drogas (ABCB1 e ABCG2), que funcionam como transportadores de quimioterápicos para fora das células. Um dos tratamentos de primeira linha para esses casos é a associação de anticorpos monoclonais com a droga quimioterápica 5-Fluoracil (5-FU). Entretanto, além de não demonstrar grande eficácia, reações adversas como anemia, neutropenia, trombocitopenia, alterações cutâneas e sepse diminuem consideravelmente a qualidade de vida, e aumentam o risco de doenças relacionadas à imunodepressão. Uma alternativa aos tratamentos convencionais é a utilização da quimioterapia metronômica, que tem a capacidade de manter níveis séricos eficazes da droga sem desenvolver resistência à mesma e com menores efeitos colaterais. De forma complementar, diferentes compostos com atividades biológicas vêm sendo associados a inúmeros efeitos antitumorais e/ou imunomoduladores. O cogumelo Ganoderma lucidum (GL) apresenta, dentre suas inúmeras propriedades, a capacidade de evitar a invasão de células tumorais e estimular a resposta imune, sendo capaz de agir nas proteínas ABC de HNSCC e de facilitar a sensibilização dessas células quanto à quimioterapia. Desta forma, o objetivo principal deste estudo é avaliar, in vitro, os efeitos do fitoterápico Ganoderma Lucidum sobre a ação antitumoral de baixas doses de 5-FU na subpopulação de células-tronco tumorais presentes na linhagem SCC9 de carcinoma espinocelular de boca. (AU)

Resumo

O propranolol é um beta-bloqueador não-seletivo amplamente utilizado no tratamento da hipertensão. Curiosamente, fortes evidências demonstram que este fármaco também é capaz de combater células malignas de diversos tipos de tumores embora haja somente um trabalho demonstrando este potencial no câncer de boca. Desta forma, o objetivo do presente estudo é o de investigar se o propranolol apresenta ação anti-neoplásica em células de carcinoma espinocelular (CEC) de boca e contribuir para a caracterização dos seus efeitos e mecanismos moleculares. As linhagens de CEC de boca SCC-9 e SCC-25 serão tratadas com o propranolol em doses e tempos distintos e suas viabilidades celulares serão avaliadas por meio do ensaio por colorimetria com brometo de tiazolil azul de tetrazolio (MTT). Para investigar a capacidade do propranolol em atuar sinergicamente com os quimioterápicos cisplatina e 5-fluorouracil, as linhagens celulares serão tratadas com a concentração inibitória mínima (IC) 15 ou IC30 de cada fármaco e a viabilidade celular será checada por MTT 24 horas depois do tratamento. Para explorar os mecanismos de ação envolvidos no efeito anti-neoplásico do propranolol, a fosforilação das proteínas ERK1/2, Akt, p38 e JNK será avaliada após o tratamento com o fármaco por western blotting. Por fim, o impacto do propranolol na atividade migratória das linhagens SCC-9 e SCC-25 será verificada pelo teste de migração celular por cicatrização. Todos os experimentos serão realizados em triplicata e, no mínimo, duas vezes independentes. Para comparação entre os grupos serão utilizados os testes estatísticos one-way ANOVA ou teste t de Student com p<0,05 indicando significância estatística. (AU)

Resumo

Os pacientes com câncer constituem grupo de risco para o desenvolvimento de injúria renal aguda (IRA). Múltiplos e sucessivos episódios de IRA ao longo do tratamento (cirurgias, quimioterapia, complicações do tratamento) podem resultar no desenvolvimento de doença renal crônica (DRC). A forma mais simples, prática e acessível de avaliar o ritmo de filtração glomerular (RFG) é a utilização de equações baseadas no nível sérico de creatinina. No entanto, essas fórmulas apresentam menor acurácia em idosos e pacientes nos extremos de peso, quando comparadas com método de referência, como a depuração radioisotópica. A determinação acurada do RFG nos pacientes com câncer é de fundamental importância, permitindo o ajuste de dose de quimioterápicos e minimizando as toxicidades renais e sistêmicas potencialmente fatais desses medicamentos. Ademais, a determinação acurada do RFG possibilita a identificação dos pacientes portadores de DRC, permitindo a instituição de medidas de proteção da função renal. Não existem estudos prospectivos avaliando a forma mais adequada de determinar o RFG em pacientes com câncer, nem a prevalência de DRC nesses pacientes. Será realizado estudo de coorte prospectivo, com amostra de 1.250 pacientes, sem tratamento oncológico prévio, que iniciem seguimento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP). Antes do início do tratamento oncológico os pacientes realizarão a determinação do RFG pela depuração renal de 51Cr-EDTA, a medida do nível sérico de creatinina e a quantificação da relação albumina/creatinina (mg/g) em amostra isolada de urina. Os pacientes realizarão segunda dosagem de creatinina sérica e relação albumina/creatinina (mg/g) em amostra isolada de urina dentro de três a seis meses após a avaliação inicial. Serão excluídos pacientes com idade inferior a 18 anos, portadores de tumores benignos, neoplasias hematológicas, com baixo desempenho clínico (ECOG-PS > 2), em programa regular de diálise e mulheres gestantes ou em lactação. (AU)

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