site da FAPESP
 

Refine sua pesquisa

Pesquisa
  • Uma ou mais palavras adicionais
Publicações científicas
Auxílios à Pesquisa
Bolsas
Programas voltados a Temas Específicos
Programas de Pesquisa direcionados à Aplicação
Programas de Infraestrutura de Pesquisa
Área do conhecimento
Situação
Ano de início
1.174 resultado(s)
|

Análise da autofagia mediada por chaperona (CMA) na tumorigênese mamária: impacto na transformação maligna e potencial uso como estratégia antitumoral

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Local de pesquisa: Yeshiva University (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:14/21382-1
Vigência: 02 de fevereiro de 2015 - 01 de fevereiro de 2016
Assunto(s):AutofagiaNeoplasias mamáriasBiologia celular
Resumo
A autofagia é um mecanismo de degradação dependente de lisossomos. Por impedir a acumulação de componentes intracelulares obsoletos e/ou danificados e também prover precursores metabólicos essenciais, a autofagia é fundamental para a manutenção da homeostase celular. Diferentes tipos de autofagia têm sido descritos e demonstrados como coexistentes em todas as células, atuando tanto em processos fisiológicos como patológicos. Na via autofágica melhor caracterizada, macroautofagia, conteúdos citoplasmáticos são sequestrados em vesículas de membrana dupla (autofagossomos) e, posteriormente, entregues ao lisossomo. Dessa forma, sabe-se que células tumorais podem valer-se da macroautofagia como um mecanismo de sobrevivência à radioterapia e quimioterapia, facilitando a resistência dos tumores a estes tratamentos. No entanto, também tem sido mostrado que a macroautofagia pode desempenhar funções supressoras de tumor, por meio da manutenção da estabilidade genômica. Apesar da reconhecida relevância da macroautofagia na progressão tumoral, muito pouco se sabe sobre a função da autofagia mediada por chaperona (Chaperone-mediated autophagy, CMA) na biologia do câncer. A principal característica que distingue a CMA dos outros tipos de autofagia é a sua seletividade. Todos os substratos de CMA (proteínas citosólicas) contêm um motivo proteico por meio do qual são seletivamente identificados e direcionados para o lisossomo, através da sua interação com a chaperona hsc70. Em um trabalho pioneiro, realizado pelo grupo da Profa. Dra. Ana Maria Cuervo, demonstrou-se que a via CMA está frequentemente elevadas em diferentes células tumorais, além de ser fundamental para seu crescimento e o desenvolvimento de metástase. A proteína de membrana associada ao lisossomo do tipo 2A (LAMP-2A), essencial para a via CMA, também foi relatada como superexpressa em tumores de mama e relacionada à regulação da sobrevivência celular. Em conjuntos, estes dados sugerem que não apenas a macroautofagia, mas também a CMA exerce um importante papel na progressão do câncer. Neste contexto, o presente trabalho se propõe a avaliar a influência deste tipo particular de autofagia (CMA) na tumorigênese mamária, modelo no qual a relevância da macroautofagia já foi bem demonstrada. (AU)

Análise do papel do remodelador de cromatina CHD7 na manutenção e radioresistencia das células tronco tumorais em glioblastoma multiforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mari Cleide Sogayar
Local de pesquisa: Universityhospital Zurich (Suíça)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:14/21614-0
Vigência: 01 de fevereiro de 2015 - 30 de novembro de 2015
Assunto(s):GlioblastomaOncologia
Resumo
Desde que mutações no gene CHD7 foram apontadas como a principal causa da síndrome de CHARGE em humanos, esta proteína começou a ser mais estudada do ponto de vista funcional, no entanto, não se encontram ainda disponíveis relatórios demonstrando a associação da proteína correspondente com o desenvolvimento ou a manutenção de tumores cerebrais. Experimentos anteriores realizados no nosso laboratório sugerem que CHD7 mRNA está presente, em níveis elevados, em diferentes linhagens celulares de glioma, bem como em amostras de pacientes de diferentes graus de malignidade, quando comparadas com cérebro normal. Além disso, análise do banco de dados do TCGA mostra que os níveis de expressão da CHD7 se correlaciona positivamente com a expressão de vários genes relacionados com a manutenção das caracteríticas fundamentais das células tronco. Células-tronco cancerosas ou células iniciadoras de tumor são um subconjunto de células tumorais que possuem propriedades de células-tronco, tais como a auto-renovação, capaciadade de se diferenciar em diferentes tipos celulares e são altamente eficientes na indução do desenvolvimento de xenotransplantes tumorais in vivo. Estudos indicam que as células-tronco de glioblastoma (GSCs) são mais resistente a quimioterapia convencional e radioterapia, e portanto, acredita-se que estas células desempenham um papel crítico na iniciação do tumor, infiltração e recorrência. Para compreender o papel da CHD7 em tumor no cérebro humano, este projeto tem como objetivo investigar se CHD7 é funcionalmente associado com a manutenção das GSCS. Além disso, vamos verificar o efeito da downregulação e da super-expressão de CHD7 mediada por transdução lentiviral e in vivo através da injeção orthotopical de GSCS em camundongos NUDE. Esperamos que nossa pesquisa possa contribuir significativamente para uma melhor compreensão dos mecanismos moleculares subjacentes ao papel do remodelador de cromatina CHD7 e para o melhor entendimento das vias celulares e redes de regulação transcricional associados ao câncer. (AU)

Apoptose induzida por tioridazina: estudos sobre a permeabilização da membrana mitocondrial externa e interações com as proteínas Bcl-2

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Tiago Rodrigues
Local de pesquisa: La Jolla Institute For Allergy & Immunology (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:14/22467-0
Vigência: 15 de janeiro de 2015 - 14 de setembro de 2015
Assunto(s):Morte celular
Resumo
Dados da literatura têm demonstrado que drogas psicotrópicas derivadas das fenotiazinas apresentam atividade anti-tumoral. Estudos do nosso grupo têm evidenciado efeitos relevantes das fenotiazinas e seus análogos na mitocôndria, sendo que estes efeitos são relacionados à capacidade destas drogas induzirem morte celular. Dentre os derivados fenotiazínicos estudados em todos os modelos, a tioridazina foi a droga mais potente, portanto, foi selecionada para o presente trabalho. Uma vez que a mesma foi capaz de promover disfunções mitocondriais associadas à morte celular em mitocôndrias isoladas, este trabalho tem como objetivo estudar mais profundamente o efeito desta droga na permeabilização da membrana mitocondrial externa e também investigar a modulação da família de proteínas BCL-2 na morte celular induzida pela tioridazina.Como proposto neste trabalho, o estudo dos efeitos da tioridazina relacionados com a morte celular na mitocôndria de células tumorais e a investigação do papel das proteínas BCL-2 neste processo irá contribuir para o avanço no conhecimento da biologia do câncer e da quimioterapia anti-tumoral. (AU)

IV congresso sul americano de doenças trofoblásticas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Izildinha Maestá
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Organização de Reunião Científica
Processo:14/11767-3
Vigência: 04 de dezembro de 2014 - 06 de dezembro de 2014
Assunto(s):Doença trofoblástica gestacionalGenéticaMola hidatiformeQuimioterapia

A sinalização mediada pelo receptor de PAF como fator limitante da quimioterapia antitumoral: avaliação da resposta imune e do microambiente tumoral

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Roger Chammas
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:14/17852-2
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2016
Assunto(s):QuimioterapiaResposta imuneBiologia celular
Resumo
O receptor do fator ativador de plaquetas (PAF-R) é acoplado a proteína G e expresso por leucócitos, células endoteliais e alguns tipos de tumores. Sua ativação, além de estar classicamente relacionada com efeitos pró-inflamatórios, também induz fenótipo supressor em leucócitos e imunossupressão sistêmica. Além disso, há diversos trabalhos que mostram que o PAF-R contribui com o crescimento de tumores e sugerem que isto aconteça devido à supressão da resposta imune e também por contribuir com a formação do microambiente tumoral. Foi mostrado recentemente que antagonistas do PAF-R inibiram o crescimento de tumores e que a associação deles com quimioterapia potencializou esta inibição. Outro estudo mostrou que o tratamento de tumores com agentes quimioterápicos induziu a geração de ligantes do PAF-R e que isto resultou em aumento acelerado de um segundo tumor nos animais. Além disso, estudos sugerem que a ativação do PAF-R em células tumorais também contribui para o crescimento dos tumores. Em um deles, mostramos que o tratamento de células tumorais com um agente quimioterápico induziu aumento na expressão de PAF-R e que a ativação deste receptor aumentou a resistência das células à ação citotóxica do quimioterápico. Estes dados sugerem que o PAF-R contribui com o crescimento tumoral quando expresso tanto por células tumorais quanto não tumorais, e que sua ativação durante a quimioterapia pode ser um fator limitante deste tratamento. Porém, não se sabe sobre os mecanismos pelos quais o PAF-R atua, seja ele expresso em células tumorais ou não tumorais. Com este projeto, pretendemos estudar o papel do PAF-R no crescimento de tumores e no tratamento por quimioterapia, avaliando separadamente a participação do receptor quando expresso por células tumorais e não tumorais em parâmetros da resposta imune e microambiente tumoral. Para tanto, camundongos BALB/c WT e PAF-R KO serão injetados com linhagem de células tumorais de mama 4T1 transfectadas ou não com o PAF-R. Quando apresentarem tumores palpáveis (500 mm3), os animais serão tratados com doxorrubicina juntamente com agonista (CPAF) ou diferentes antagonistas do PAF-R, e o volume dos tumores medido a cada três dias. Ao final do experimento de crescimento tumoral, analisaremos a presença de sítios metastáticos em cortes de pulmão dos animais por microscopia. Além disso, faremos análises dos tumores para detecção de mudanças em parâmetros relacionados com a resposta imune e microambiente tumoral, como expressão de citocinas imunossupressoras e pró-inflamatórias (TGF-beta, IL-10, IFN-gama e IL-6), fatores pró-angiogênicos (VEGF, EGF, FGF e microvascularização), células da resposta imune (células T citotóxicas, T reguladoras, células supressoras derivadas da linhagem mieloide, macrófagos M2 e infiltrado inflamatório) e fatores relacionados com repopulação tumoral (COX-2 e ativação de caspase 3). Além dos estudos com tumores, estudaremos as células 4T1 in vitro para avaliar se o bloqueio ou ativação do PAF-R tem efeito sobre a ação citotóxica de quimioterápicos e se estes agentes induzem a geração de ligantes do PAF-R e aumento da expressão deste receptor. Para tanto, após tratamento das células com antagonistas ou agonista do receptor e com doxorrubicina, serão avaliados parâmetros de viabilidade/morte celular, níveis de expressão do PAF-R e produção de ligantes do PAF-R por bioensaio. Acreditamos que este projeto contribuirá com o entendimento dos mecanismos pelos quais o PAF-R atua no crescimento de tumores e sua participação como fator limitante da quimioterapia. (AU)

Identificação de células tronco tumorais em câncer de cabeça e pescoço: expressão gênica e protéica na resposta a quimioterapia

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (São Paulo - Estado). São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eny Maria Goloni Bertollo
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:14/15009-6
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2016
Assunto(s):Expressão gênicaQuimioterapia
Resumo
O câncer de cabeça e pescoço (CCP) é o quinto tipo de câncer mais comum e a taxa de sobrevivência não têm mudado nos últimos anos. O tratamento quimioterápico para este tipo de doença vem apresentando resultados pouco favoráveis devido à resistência tumoral. Esse fato deve-se possivelmente à existência de uma pequena subpopulação de células nesses tumores com propriedades de células-tronco, denominadas células-tronco tumorais (CTT), responsáveis por sustentar o crescimento do tumor, pela resistência do tumor a terapias convencionais e recorrência da doença. Portanto, o objetivo deste estudo é identificar a presença de CTT em CCP e em linhagens celulares, verificar a eficácia dos quimioterápicos em diferentes condições de tempo de exposição, analisar quantitativamente a expressão de RNAm de genes relacionados a presença das CTT e verificar a associação da expressão dos RNAm com o nível de agressividade do tumor. Primeiramente as CTT serão identificadas pela técnica de citometria de fluxo, em seguida os quimioterápicos serão aplicados. Para avaliação da viabilidade celular, será realizada a técnica de MTT e para avaliação da apoptose será utilizado a técnica de citometria de fluxo com anticorpos específicos. Após esse procedimento, o RNAm e as proteínas dos genes CD44, CD133, CD117 e ALDH1 serão avaliados por Real Time e Elisa, respectivamente. Todos os resultados serão avaliados por análise estatística apropriada. Estudos associados à resposta clínica são necessários para obter-se uma combinação de fatores prognósticos com parâmetros moleculares. Espera-se, com os resultados da presente proposta, contribuir para novas estratégias terapêuticas com informações sobre estimativa de prognóstico e decisão de tratamentos. (AU)

Imunoengenharia para o tratamento da leucemia linfóide aguda da criança

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro Infantil de Investigações Hematológicas Dr Domingos A Boldrini (CIB). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Pedro Otavio de Campos Lima
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/04412-4
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2016
Assunto(s):Linfócitos tNeoplasiasImunoterapiaTerapia genética
Resumo
A conduta adotada para o tratamento da leucemia linfóide aguda sofreu um avanço importante nas últimas décadas em parte devido à estratificação dos pacientes por grupos de risco. Houve também incorporação de novas ferramentas ao arsenal terapêutico, como o transplante alogênico de medula óssea. Há, todavia, um grupo de pacientes que apresentam um prognóstico bem desfavorável: aqueles com doença recidivante não responsiva à quimioterapia intensiva de resgate e ao transplante alogênico de medula óssea. Existe, assim, uma necessidade evidente de desenvolver novos tratamentos para estes pacientes. Dentre as opções alternativas sendo testadas com sucesso em ensaios clínicos, estão vários protocolos de imunoterapia do câncer que tentam capitalizar na reconhecida participação do sistema imunitário na imunovigilância antitumoral. O projeto aqui apresentado tem como objetivo desenvolver uma nova estratégia imunoterapêutica que prevê a modificação genética ex vivo dos linfócitos dos pacientes leucêmicos para conferir-lhes uma especificidade antitumoral adquirida. As atividades de pesquisa previstas abordarão os aspectos pré-clínicos que precederão um eventual ensaio clínico de fase I. Será caracterizado o fenótipo dos linfócitos modificados, sua capacidade proliferativa e sua função efetora in vitro. Modelos murinos serão usados para testar a eficácia antitumoral das células efetoras in vivo. A estratégia apresentada difere de forma importante das plataformas existentes e tem o potencial de ser mais eficaz. (AU)

Glutathione depletion sensitizes cisplatin and temozolomide resistant glioma cells in vitro and in vivo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Processo:14/20170-0
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 30 de abril de 2015
Assunto(s):GliomaGlutationaNeoplasias
Resumo
Glioma é um tipo grave de tumor cerebral com um prognóstico pobre e poucas opções de tratamento. O protocolo de quimioterapia principal para este tipo de tumor é baseado em temozolomida (TMZ), tendo entretanto, sucesso limitado. A cisplatina é largamente usada no tratamento de vários tipos de tumores e, em associação com TMZ, também é utilizada no tratamento do glioma recorrente. No entanto, vários mecanismos de resistência celular a cisplatina restringir eficiência terapêutica. Nesse sentido, maior capacidade de reparo de DNA, altos níveis de glutationa e p53 funcional têm um papel fundamental na resistência à cisplatina. Neste trabalho, exploramos diversos mecanismos de resistência a cisplatina em glioma humano. Mostramos que a sobrevivência celular é independente do estado de p53 das células. E, em um ensaio de reativação da célula hospedeira através do plasmídeo tratados com cisplatina, não foi detectada diferença na capacidade de reparo do DNA. Nós demonstramos que as células U138MG tratados com cisplatina sofreram menos DNA quebras das fitas duplas e platination DNA. Interessantemente, as células resistentes realizada níveis mais elevados de glutationa intracelular. Assim, a pré-incubação com o inibidor da glutationa butionina sulfoximina (BSO) induziu a morte celular em massa, enquanto que o N-acetil-cisteína (NAC), um precursor da síntese de glutationa, melhorou a resistência ao tratamento com cisplatina. Além disso, BSO sensibilizados células de glioma para TMZ sozinho ou em combinação com cisplatina. Além disso, utilizando um modelo in vivo, a combinação de BSO, cisplatina e TMZ activado a caspase 3-7 via apoptótica. Notavelmente, o tratamento combinado não levar a efeitos colaterais graves, enquanto causando um enorme impacto sobre a progressão do tumor. De fato, observou-se um aumento de 3 vezes notável na taxa de sobrevivência em comparação com outros tratamentos de regime. Assim, a concentração de glutationa intracelular é um marcador molecular potencial de resistência a cisplatina no glioma, e o uso de inibidores de glutationa, tais como BSO, em associação com a cisplatina e TMZ parece ser uma abordagem promissora para a terapia de tais tumores devastadores. (AU)

Consequências de deficiências de reparo de lesões no genoma

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Processo:14/15982-6
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2019
Assunto(s):Xeroderma pigmentosoReparação de dna
Resumo
O material genético está sob constante agressão do meio ambiente ou mesmo por sub-produtos do metabolismo celular, que induzem lesões na molécula de DNA. As células apresentam várias respostas que as protegem dessas lesões, incluindo sua remoção através de mecanismos de reparo de DNA, ou tolerância a lesões, de forma que o material genético possa ser replicado ou transcrito, apesar dos danos. Nosso grupo tem desenvolvido trabalhos no sentido de compreender como atuam os mecanismos e respostas celulares que mantém a estabilidade genômica, assim como as consequência de lesões não removidas para as células e organismos. A importância desses sistemas para o funcionamento celular é atestada pelo alto grau de conservação evolutiva destes e, em seres humanos, dramaticamente ilustrada pela existência de problemas genéticos relacionados a defeitos em mecanismos de reparo de DNA ou comprometimento das respostas às lesões, que resultam em fenótipos clínicos com alta frequência de carcinogênese, problemas no desenvolvimento, neurodegeneração e envelhecimento precoce. Assim, parte importante deste projeto foca estudos em células humanas, sobretudo aquelas derivadas de pacientes com deficiências em mecanismos de reparo de DNA, como é o caso xeroderma pigmentosum (XP), síndrome de Cockayne (CS), tricotiodistrofia (TTD), além de outras síndromes identificadas mais recentemente. Em um dos subprojetos propostos, pretendemos investigar efeitos dos componentes UV da luz solar. O mecanismo de formação de lesões no genoma pela irradiação UVA, por exemplo, não é completamente compreendido e tampouco as respostas celulares a esses danos, sobretudo em relação a morte ou mutagênese. Dada a importância de processos oxidativos na geração de lesões endógenas nas células, as respostas que levam a diferentes tipos de morte celular após a indução de estresse oxidativo serão investigados em células com deficiências em reparo de DNA, buscando diferenças celulares que simulem os diferentes fenótipos clínicos de pacientes com neurodegeneração. Neste projeto pretendemos também investigar os processos celulares que permitem a replicação no genoma lesado. Abordagens de sequenciamento de nova geração (NGS) estão sendo propostas para estudos de mutagênese e também identificação de mutações e diagnóstico molecular de pacientes brasileiros com XP ou outras doenças relacionada a reparo de DNA. Esses estudos podem trazer dados interessantes das causas de determinados fenótipos clínicos, além de auxiliar os pacientes e seus familiares, com o reconhecimento da doença, possibilitada pelo diagnóstico molecular. Destacamos nesses estudos pacientes XP da região de Goiás, devido à alta frequência observada na região de Faina, onde a incidência é a maior do mundo devido ao isolamento geográfico e casamentos consanguíneos. Ainda neste projeto, pretendemos também estudar como as células humanas respondem a agentes quimioterápicos para câncer, para compreender os mecanismos de reparo envolvidos nas lesões induzidas por essas substâncias e em busca de alternativas terapêuticas que possam potencializar o combate às células tumorais. Finalmente, neste projeto pretendemos também estudar genes relacionados a reparo de DNA em bactérias de interesse básico (Caulobacter crescentus) ou médico (Pseudomonas aeruginosa). No caso da primeira, trata-se de um modelo excelente para estudos de genética bacteriana, e daremos continuidade à identificação da função de novos genes envolvidos na resposta a danos no DNA já iniciada anteriormente por nosso grupo, com sucesso. Com o modelo de P. aeruginosa, pretendemos investigar o envolvimento de genes de tolerância e reparo de DNA na resposta aos compostos antimicrobianos, bem como na mutagênese que leva ao surgimento de resistência a estes agentes. (AU)

"busca por complexos de rutênio (II), com propriedades quimioterapêuticas: avaliação de possíveis efeitos sinergísticos e possíveis mecanismo de ação"

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alzir Azevedo Batista
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Inorgânica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/10516-7
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2016
Assunto(s):NeoplasiasFosfinasQuimioterápicos
Resumo
Neste trabalho pretende-se sintetizar complexos de fórmula geral do tipo: [Ru(N-S)(bipy)(P-P)]PF6, [Ru(N-S)2(PPh3)2], [Ru(N-S)(fen)(P-P)]PF6 e [Ru(N-S)2(P-P)]; onde [N-S = 2-mercaptotiozolina, 4,6-diamino-2-mercaptopirimidina, 2-mercaptoimadozol, 2-mercapto-1-metilimidazol, ácido 6-mercaptopiridina-3-carboxílico; P-P = dppm = 1,1`-bis(difenilfosfina)metano, dppe = 1,2-bis(difenilfosfina)etano, dppp = 1,3-bis(difenilfosfina)propano, dppb = 1,4-bis(difenilfosfina)butano, dppf = 1,1´-bis(difenilfosfina)ferroceno e PPh3 (trifenilfosfina); bipy= 2,2'-bipiridina]. Os complexos serão caracterizados pelas técnicas de RMN de 31P{1H}, IV, UV-Vis, condutância molar, análise elementar, voltametrias cíclica e de pulso diferencial e por difração de raios-X de monocristal (quando possível a obtenção de monocristais). Após obter os complexos com alto grau de pureza, pretende-se avaliar suas citotoxicidades frente às células cancerígenas de mama (MDA-MB-231, invasiva e MCF-7, não invasiva)] e prostata (DU 145), pelo método colorimétrico de MTT, comparando-se os efeitos com os obtidos em células de fibroblasto (L929, de camundongo). Após esta triagem, os compostos que apresentarem resultados mais promissores serão avaliados quanto aos possíveis mecanismos de ação como: capacidade destes em causar danos ao DNA (Ensaio do Citoma, fragmentação do DNA), alteração do ciclo celular e indução da apoptose em células tumorais (Citometria de fluxo).Serão também estudadas as interações destes compostos com o DNA, via titulação espectrofotométrica (UV/Vis) e experimentos de viscosidade do DNA, assim também ensaios espectrofluorimétricos com HSA (Albumina Sérica Humana). Ao final do trabalho espera-se que os dados químicos e biológicos obtidos permitam verificar se há alguma correlação entre estrutura e atividade dos compostos em estudo. (AU)

Efeito do tratamento in vitro do ácido eicosapentaenóico e do oxipurinol no crescimento de células musculares (C2C12) e células tumorais MAC16

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Cristina Cintra Gomes Marcondes
Supervisor no exterior: Paul Lewandowski
Local de pesquisa: Deakin University, Geelong Waurn Ponds (Austrália)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:14/12340-3
Vigência: 31 de outubro de 2014 - 30 de outubro de 2015
Assunto(s):Estresse oxidativoÁcido eicosapentaenoico
Resumo
Caquexia é uma síndrome multifatorial caracterizada por perda de peso, devido a perda de massa muscular, acompanhada ou não de perda de tecido adiposo. Essa síndrome ocorre em várias doenças como, câncer, AIDS, insuficiência cardíaca e doenças pulmonares. A perda de peso involuntária acontece na maioria dos pacientes com câncer, incluindo a perda de musculatura esquelética. Câncer associado com perda de musculatura esquelética (câncer caquexia) é muito comum, com aproximadamente 20% das mortes relacionadas ao câncer atribuídas a síndrome do câncer caquexia. Essa síndrome é uma complicação muito séria, pois a perda de peso durante o tratamento contra o câncer é associada com aumento dos efeitos adversos da quimioterapia, menores ciclos completos de quimioterapia e diminuição nas taxas de sobrevivência. Os danos oxidativos e altos níveis de espécies reativas de oxigênio ocorre em vários tipos de câncer. Nos pacientes com câncer caquexia são encontradas baixas atividades de enzimas antioxidantes como a da Superóxido dismutase, catalase e da glutationa peroxidase. Por outro lado, altos níveis de xantina oxidase é encontrado causando o estresse oxidativo. O Oxipurinol é um inibidor não competitivo da XO, animais caqueticos tratados com oxipurinol mostraram ter menor perda tecidual e apresentaram melhora na função cardíaca. O Ácido eicosapentaenoico (EPA)é um ácido graxo ómega-3, encontrado em óleo de peixe e em algumas algas. Ele é considerado um agente antioxidante, e estudos com animais caqueticos tratados com EPA mostraram aumento da atividade da SOD, desenvolvimento mais lento de alguns tipos de câncer e aumentaram ganho de peso. Em pacientes com cancer a suplementação com EPA melhora a qualidade de vida. Apesar de as investigações anteriores com tratamento com EPA e oxipurinol em animais e humanos terem mostrado resultados positivos, os mecanismos responsáveis por esses achados anteriores necessitam de investigações futuras. O objetivo desse projeto é realizar experimento in vitro com condições controladas para avaliar o efeito do tratamento com EPA e oxipurinol no crescimento das células tumorais, indutoras de caquexia, MAC16 e das células musculares C2C12. (AU)

Criopreservação de sêmen humano em meio test Yolk buffer ou meio sintético suplementado com fosfolipídio e antioxidante: ensaio clínico controlado

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rosana Maria dos Reis
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:14/13477-2
Vigência: 01 de outubro de 2014 - 30 de setembro de 2016
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):CriopreservaçãoAntioxidantes
Resumo
A criopreservação terapêutica de sêmen, eletiva ou em procedimentos médicos como a radioterapia, quimioterapia ou cirurgia invasiva, e também nos tratamentos de reprodução assistida, é de primordial importância. No entanto, os métodos convencionais de criopreservação induzem danos ao espermatozoide, associados com a perda de motilidade e aumento de fragmentação da cromatina espermática. O meio crioprotetor convencional à base de gema de ovo (Test Yolk Buffer) contêm aditivos de origem animal, o que o configura como menos seguro do ponto de vista de biossegurança, e seu mecanismo de ação ainda não é totalmente compreendido. Sob esse aspecto, a nova formulação crioprotetora sintética proposta neste projeto pode, potencialmente, contribuir para a obtenção de informações precisas acerca da ação dos crioprotetores na célula espermática e para o desenvolvimento de estratégias mais seguras para a criopreservação de sêmen. O objetivo deste projeto consiste em comparar dois meios para a criopreservação de sêmen humano, o convencional e o sintético suplementado com fosfolipídio e antioxidante, em relação à motilidade progressiva dos espermatozoides e fragmentação do DNA espermático. Paralelamente, será avaliada a interação dos lipídios presentes nos meios crioprotetores com a membrana plasmática dos espermatozoides. Será realizado um ensaio clínico controlado, com alocação aleatória do sêmen do mesmo indivíduo para dois grupos paralelos: controle (Test Yolk Buffer) e estudo (ANTIOX-PC). Serão avaliados parâmetros quantitativos (espermograma) e qualitativos (TUNEL) das amostras de sêmen, antes e após a criopreservação, em 63 pacientes voluntários recrutados no Ambulatório de Infertilidade do Setor de Reprodução Humana do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do HC-FMRP-USP. (AU)

Inibidor dual de PI3K/mTORC1/2, NVP-BEZ235, como uma estratégia terapêutica em modelos in vitro e in vivo com alterações em moléculas envolvidas no processo de transição epitélio-mesenquimal de carcinoma vulvar

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rafael Malagoli Rocha
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:14/03159-3
Vigência: 01 de outubro de 2014 - 30 de setembro de 2016
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):Carcinoma de células escamosas
Resumo
O carcinoma de células escamosas da vulva é o quarto tumor mais frequente entre os cânceres ginecológicos e geralmente é diagnosticado em um estágio ainda passível de tratamentos curativos, incluindo cirurgia e/ou radioterapia com ou sem quimioterapia. Entretanto, vários pacientes apresentam doença metastática no momento do diagnóstico, entre aqueles, 30-50% irão apresentar recidiva, e não responderão de maneira eficiente ao tratamento. A transição epitélio mesenquimal tem papel relevante durante a aquisição de um fenótipo mais agressivo, como proposto por diversos autores. Tem sido sugerido que células cancerosas, derivadas de células epiteliais normais que tenham sofrido um conjunto de alterações genéticas/epigenéticas, mediante sinais químicos determinados a partir do microambiente, podem submeter-se a TEM ganhando assim mobilidade e destacando-se do tumor primário. Estas células cancerosas invasivas poderiam intravasar para a corrente sanguínea e chegar a um local secundário no organismo. A natureza reversível da TEM seria neste momento ativada: células cancerosas no local secundário poderiam submeter-se a transição mesenquimal-epitelial (MET). Recuperando suficiente adesão entre as células que levam a formação de tumores secundários. Dados recentes demonstram que o processo de TEM parece também desempenhar um papel na resistência a drogas, principalmente por alterar a expressão de transportadores de drogas, apoptose e ciclo celular. Além de ser regulado por vias responsáveis pela manutenção da célula tumoral, como a via PI3K/mTOR. NVP-BEZ235, um inibidor dual de PI3K e mTORC1/2, tem demonstrado ser uma droga promissora na resistência terapêutica. Os efeitos dessa droga têm sido atribuídos à indução de paragem do ciclo celular, a apoptose, a propriedades antiangiogênicas e a redução do processo de TEM. E é neste quadro que entra o propósito e a importância do nosso trabalho, que visa estudar o efeito do composto NVP-BEZ235 sobre os mecanismos de invasão, migração e proliferação celular em modelos in vitro com alterações em moléculas envolvidas no processo de TEM e também a sua aplicação em modelos in vivo de carcinoma de vulva, visando determinar possíveis terapias menos mutilantes e invasivas para esses tumores. (AU)

Papel do exercício físico na prevenção da cardiotoxicidade provocada pelo agente quimioterápico doxorrubicina

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Eduardo Negrão
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:14/13690-8
Vigência: 01 de outubro de 2014 - 30 de setembro de 2016
Assunto(s):Insuficiência cardíacaFisiologia do exercícioTreinamento físicoCardiologia
Resumo
Doxorrubicina (DOX) é um potente antibiótico, utilizado no tratamento do câncer. Contudo, essa terapêutica causa efeitos colaterais, entre eles a alta cardiotoxicidade. Entre as alterações cardíacas estão o desarranjo macroscópico e a morte de cardiomiócitos, provocados pela geração de espécies reativas de oxigênio e supressão de importantes mecanismos de resposta de sobrevivência celular, como a atividade do fator de transcrição GATA4. Estas alterações podem resultar em insuficiência cardíaca (IC), uma síndrome complexa de mau prognóstico. Um em cada quatro pacientes tratados com DOX pode desenvolver disfunção cardíaca ou IC severa. Portanto, a prevenção e o tratamento da IC pelo uso de DOX representam grandes desafios. O exercício físico aeróbio é uma conduta não-medicamentosa importante no tratamento da IC. Mais recentemente, ele tem sido sugerido como forma de tratamento coadjuvante no tratamento do câncer. Estudosexperimentais mostram que, o exercício físico, antecedendo o tratamento com DOX, preserva a função cardíaca. Acontece que, na prática clínica, o início da intervenção quimioterápica ocorre próximo ao diagnóstico do câncer. Portanto, na vida real, é razoável imaginar que o exercício físico seja prescrito simultaneamente ao tratamento quimioterápico. Alguns estudos em animais de experimentação apontam para possíveis benefícios do exercício na função cardíaca durante o tratamento com DOX, mas os mecanismos moleculares envolvidos na preservação e mesmo na recuperação da estrutura e função cardíaca são desconhecidos. Assim, o objetivo desse projeto é verificar se o treinamento físico preserva a função e estrutura cardíaca durante o tratamento quimioterápico com DOX. Além disso, caracterizar os mecanismos moleculares envolvidos nessas mudanças fenotípicas, especificamente aquelas relacionados ao fator de transcrição GATA4. (AU)

Efeito do tratamento com cetuximab em células-tronco tumorais de carcinoma epidermóide bucal

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Odontologia (FO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fabio Daumas Nunes
Supervisor no exterior: Ian Campbell Mackenzie
Local de pesquisa: Queen Mary University of London (Reino Unido)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:14/12658-3
Vigência: 01 de outubro de 2014 - 30 de novembro de 2014
Assunto(s):CetuximabPatologia bucal
Resumo
O desenvolvimento, crescimento, recorrência e metástase de tumores sólidos, incluindo carcinoma epidermóide de boca (CEB), têm sido relacionados com a presença de uma pequena subpopulação de células iniciadoras tumorais. Estas células, também chamadas de células-tronco tumorais (CTT), direcionam o crescimento do tumor e são responsáveis pela agressividade tumoral bem como resistência à terapia. Uma das drogas quimioterápicas utilizadas no tratamento do CEB consiste no Cetuximab, a qual atua bloqueando a função do receptor da via de sinalização do fator de crescimento epithelial (EGF) nas CTT. Apesar de evidências relevantes sobre a participação das CTT no desenvolvimento tumoral, pouco se sabe em relação ao comportamento desta subpopulação celular em resposta a terapias específicas. O principal objetivo do presente estudo é avaliar os efeitos do Cetuximab nas CTT e células tumorais não tronco (CTNT) isoladas de linhagens celulares obtidas de tumores frescos baseando-se na expressão de CD44 por meio de Fluorescence-ativated Cell Sorting (FACS), por meio da análise de suas taxas de crescimento, apoptose e perda de propriedades de células-tronco. (AU)

Avaliação dos efeitos antitumorais de um novo fosfolipídio antitumoral análogo como inibidor da enzima CTP: citidililtransferase fosfoetanolamina em câncer de pulmão de não pequenas células

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jose Alexandre Marzagão Barbuto
Supervisor no exterior: Frank A.E. Kruyt
Local de pesquisa: University of Groningen (Holanda)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:14/07341-0
Vigência: 01 de outubro de 2014 - 30 de setembro de 2015
Assunto(s):Ciências da saúde
Resumo
O câncer de pulmão de não pequenas células (NSCLC) é terapeuticamente limitado, e mesmo com o uso de pequenas moléculas inibidoras, ainda existem muitos pacientes resistentes aos quimioterápicos atuais. Este problema continua a ser um grande entrave no tratamento da doença avançada. A este respeito, é de extrema urgência e importância o desenvolvimento de novos compostos úteis, eficazes e seletivos para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão. Uma classe interessante e inovadora de agentes terapêuticos, os fosfolipídios antitumorais, têm como alvo a membrana celular, afetando o turnover de membrana levando a indução de apoptose, em especial para células tumorais. Atualmente, nosso grupo está envolvido no desenvolvimento de um novo e potente inibidor da CTP:fosfoetanolamina citidililtransferase, um análogo dos fosfolipídios antitumorais. CTP:fosfoetanolamina citidililtransferase catalisa o passo crucial da síntese de fosfatidiletanolamina, conhecida como a via de Kennedy, que utiliza fosfoetanolamina como substrato. A inibição desta enzima, resulta na parada do ciclo celular, além do comprometimento topológico dos domínios de proteínas transmembranares, em particular nas mitocôndrias, levando à indução de morte celular. Esta inibição, afeta a bioenergética celular e a sinalização de lipídios, desencadeando a apoptose. O atual estudo, tem como objetivo, elucidar o mecanismo antitumoral do novo análogo em linhagens celulares de NSCLC. Além disso, os efeitos terapêuticos serão avaliados em um modelo experimental ortotópico de câncer de pulmão, utilizando as células A549-luc, afim de, estabelecer a eficácia do novo agente antitumoral. (AU)

Obtenção de nanopartículas ferromagnéticas por síntese hidrotérmica assistida por microondas para aplicação em magneto-hipertermia

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Engenharia (FEG). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Guaratinguetá. Guaratinguetá, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alexandre Zirpoli Simões
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:14/16993-1
Vigência: 01 de outubro de 2014 - 30 de setembro de 2015
Assunto(s):Micro-ondasMateriais cerâmicos
Resumo
Uma variedade de procedimentos clínicos tem sido desenvolvida para a terapia do câncer durante o último século. O câncer é caracterizado pelo crescimento desordenado de células, que se aglomeram de modo a formar os tumores. O tumor pode ser benigno ou maligno. Em ambos os casos as células multiplicam-se desordenadamente, entretanto, no benigno o crescimento é lento e localizado, dificilmente representando risco de vida, enquanto no maligno é rápido e incontrolável, podendo se espalhar para outras regiões do corpo, fenômeno denominado metástase. O tratamento clássico do câncer inclui a retirada total do tumor e tecidos adjacentes em combinação com a quimioterapia, imunoterapia ou tratamento por radiação. O desenvolvimento da hipertermia trouxe um impulso adicional à terapia do câncer, sendo que para o fígado tratamentos como radioterapia e cirurgia são limitados. Quando aliada a quimioterapia ou radioterapia, potencializa os efeitos destes tratamentos. No tratamento pela hipertermia, nanopartículas ferromagnéticas de composição Yƒ3Fe5-xAlxO12 (x entre 1,6 e 1,7) são introduzidas nos tumores e aquecidas por indução através de um campo magnético variável em temperatura moderada (41-43 °C). Essas nanopartículas são conhecidas por possuírem propriedades físicas interessantes, entre elas alta magnetização de saturação e temperatura de Curie controlável, características que fazem destas partículas particularmente interessantes para o uso em hipertermia. O foco deste projeto é sintetizar e caracterizar nanopartículas ferromagnéticas de Yƒ3Fe5-xAlxO12 (x entre 1,6 e 1,7) usando a técnica hidrotérmica assistida por microondas. Esta técnica mostra-se mais eficiente e econômica, gerando nanopartículas mais homogêneas e cristalinas em menores temperaturas durante síntese se comparado com outros métodos que utilizam autoclaves convencionais. Este projeto tem como objetivo estudar as condições necessárias para que as nanopartículas possam ser utilizadas no tratamento do câncer de fígado por hipertermia. (AU)

Identificação de novos alvos envolvidos na quimioresistência tumoral

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luiz Gonzaga Tone
Supervisor no exterior: Céline Gongora Nativel
Local de pesquisa: Institut De Recherche En Cancerologie De Montpellier (França)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:14/06947-2
Vigência: 01 de outubro de 2014 - 31 de março de 2015
Assunto(s):NeoplasiasSequenciamento de nova geraçãoOncologia
Resumo
A quimioresistência tumoral é um fator importante para o fracasso de muitas formas de quimioterapia. Ela afeta pacientes portadores de uma variedade de tumores, tanto hematológicos quanto tumores sólidos, incluindo mama, próstata, pulmão e tumores do trato gastrointestinal inferior. Diferentes vias celulares estão envolvidas no mecanismo de quimioresistência, e vários mecanismos podem ser ativados em diferentes tempos da progressão do câncer. Este projeto visa identificar novos alvos envolvidos na resistência contra as principais terapias já utilizadas no tratamento do câncer colorretal (5-FU, irinotecano, oxaliplatina e cetuximab), utilizando uma poderosa recente abordagem: o "screening de letalidade sintética". Iremos realizar a triagem da letalidade sintética em linhagens celulares: HCT116-s e HCT116-G7 (resistente ao irinotecano) e HCT116-s e HCT116-R2 (oxaliplatina resistentes), para identificar os mecanismos específicos de resistência à drogas, bem como uma possível via comum envolvendo a quimioresistência múltipla. Usaremos o screening para identificar genes cuja inibição confere sensibilidade às linhagens celulares resistentes. As mesmas células sensíveis e resistentes serão infectadas com um pool de shRNA retroviral a partir de uma biblioteca expressando milhares de diferentes shRNAs. Estas células transduzidas irão então ser cultivadas, na ausência ou presença da droga de interesse. As células que expressam o shRNAs de genes alvos envolvidos na sensibilidade ao fármaco serão depletadas em relação às células não tratadas. Em seguida, a quantidade relativa de shRNA será determinada pelo sequenciamento de nova geração. (AU)

Estudo dos quimioterápicos radiossensibilizadores cisplatina e temozolomida veiculados em sistemas de liberação de fármacos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Harley Francisco de Oliveira
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/09421-1
Vigência: 01 de outubro de 2014 - 30 de setembro de 2016
Assunto(s):NanotecnologiaOncologia
Resumo
Cisplatina e Temozolomida são efetivos medicamentos oncológicos, porém seu uso clínico é altamente limitado devido a toxicidade adversa. Estudos clínicos revelam aumento da atividade antitumoral quando há administração concomitante dos fármacos à radioterapia.O avanço tecnológico farmacêutico e o desenvolvimento de sistemas com maior potencial biológico favorece a absorção do fármaco pelo alvo quando associado a uma farmacocinética adequada. Esta ação minimiza os efeitos colaterais usualmente presentes que limitam a administração dos fármacos em doses acima das convencionais. No presente estudo pretende-se avaliar a ação dos quimioterápicos radiossensibilizadores Cisplatina e Temozolomida quando veiculados em sistemas de liberação de fármacos e associados ao fotossensibilizador ftalocianina de cloro-alumínio. (AU)

Avaliação antitumoral da formulação lipossomal DODAC com o composto fosfoetanolamina sintética em células tumorais de mama humana

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Durvanei Augusto Maria
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:14/02344-1
Vigência: 01 de outubro de 2014 - 30 de setembro de 2016
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):ApoptoseNeoplasias mamárias
Resumo
O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais letal para as mulheres em todo o mundo, apesar das diversas abordagens convencionais como a radioterapia, quimioterapia e a terapia hormonal. A resistência de células tumorais a quimioterapia constitui um importante obstáculo clínico para o sucesso da terapia do câncer. A Fosfoetanolamina sintética é uma molécula fosforilada artificialmente, o que a torna diferente das moléculas atuais por seu nível de absorção de aproximadamente 90%, com propriedades antiinflamatórias e pró-apoptóticas. Nosso grupo tem desenvolvido diversos experimentos associando a Pho-S com as vesículas lipossomais e os resultados são plenamente satisfatórios quanto à eficácia da formulação lipossomal, sendo no futuro uma nova alternativa no tratamento de tumores. Neste projeto o objetivo é avaliar os efeitos antiproliferativos e pró-apoptóticos in vitro da formulação lipossomal DODAC com a Fosfoetanolamina sintética em linhagem tumoral de mama humana, MCF-7. Os efeitos de citotoxicidade da Fosfoetanolamina nas linhagens tumorais serão avaliados pela viabilidade celular pelo teste colorimétrico MTT e a detecção da IC50%, pela produção de radicais livres lipoperoxidados (LPO), das alterações nas vias de morte celular por citometria de fluxo. As alterações intraestruturais por microscopia eletrônica de varredura e confocal a laser. Marcação das vesículas lisossomais e do potencial elétrico mitocondrial por sonda rodamina-123. O arranjo do citoesqueleto pela marcação com faloidina e da quantificação das células em senescência pela coloração com ²-galactosidase. (AU)
1.174 resultado(s)
|
Exportar 0 registro(s) selecionado(s) | Limpar seleção
CDi/FAPESP - Centro de Documentação e Informação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

R. Pio XI, 1500 - Alto da Lapa - CEP 05468-901 - São Paulo/SP - Brasil
cdi@fapesp.br - Converse com a FAPESP