site da FAPESP
 

Refine sua pesquisa

Pesquisa
  • Uma ou mais palavras adicionais
Publicações científicas
Auxílios à Pesquisa
Bolsas
Programas voltados a Temas Específicos
Programas de Pesquisa direcionados à Aplicação
Programas de Infraestrutura de Pesquisa
Área do conhecimento
Situação
Ano de início
1.393 resultado(s)
|

Desenvolvimento de peptídeos para a detecção in vivo de macrófagos M1 e M2 no microambiente tumoral

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Roger Chammas
Supervisor no Exterior: Julie Sutcliffe
Local de pesquisa: University of California, Davis (UC Davis) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:16/10789-9
Vigência: 15 de setembro de 2016 - 14 de setembro de 2017
Assunto(s):OncologiaImagem molecularPeptídeosMicroambiente tumoralMacrófagos
Resumo
A presença de grande quantidade de macrófagos infiltrados nos tumores sólidos esta correlacionado com resistência a quimioterapia, metástase, pior prognóstico e menor tempo de sobrevida dos pacientes. Estratégias que identifiquem macrófagos dentro do microambiente tumoral ou reeduquem essas células para um fenótipo pró-inflamatório pode melhorar as terapias convencionais no tratamento do câncer. Os macrófagos são as células mais abundantes no microambiente tumoral. Eles apresentam distintos estados de ativação e plasticidade em resposta a diferentes sinais do microambiente. Macrófagos associados ao tumor são definidos como macrófagos que residem dentro do microambiente tumoral. Eles interagem com as células tumorais e com o estroma; e promovem muitas características específicas do câncer incluindo, crescimento, angiogênese, invasão e metástase através da libertação de citocinas, quimiocinas e proteases que modificam o ambiente. A imagem molecular desempenha um importante papel no diagnóstico e tratamento do câncer. Ela permite a detecção dos tumores no corpo, visualizando a expressão e atividade de moléculas específicas e processos biológicos que podem influenciar o comportamento tumoral e a resposta à terapia. Agentes de imagem molecular são ferramentas indispensáveis ao diagnóstico de câncer, pela sua capacidade de detectar de forma não invasiva a doença in vivo. Os recentes avanços tecnológicos resultaram em várias estratégias para a síntese de agentes de imagem, incluindo o desenvolvimento e aplicação das sondas com base em peptídeos. Os peptídeos representam uma classe de agentes que se ligam ao alvo com elevada afinidade. Eles são relativamente fáceis de sintetizar e o seu pequeno tamanho facilita a penetração nos tecidos. Os peptídeos são importantes sondas para imagem molecular devido à alta expressão de receptores em muitos tumores que podem ser alvo utilizando estes vetores de recombinação biológica. O objetivo deste estudo é identificar peptídeos que detectem macrófagos M1 e M2 em tecido tumoral, desenvolver e avaliar o uso destes peptídeos in vitro e in vivo usando PET. Estes peptídeos podem auxiliar no diagnóstico do estágio tumoral e no planejamento do tratamento, resultando em melhor prognóstico e aumento da taxa de sobrevida. (AU)

Explorando o papel de Nrf2 como mediador de resistência tumoral a quimioterápicos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Supervisor no Exterior: Leona D. Samson
Local de pesquisa: Massachusetts Institute of Technology (MIT) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:16/09261-0
Vigência: 01 de setembro de 2016 - 31 de agosto de 2017
Assunto(s):Reparação de DNAMelanomaGliomaQuimioterapia
Resumo
Diferentes tipos de câncer estão entre as principais causas de morbidade de mortalidade ao redor do mundo. O principal fator limitante no tratamento contra o câncer é a resistência a quimioterápicos. Vários são os mecanismos que comandam a resistência a drogas e muitos deles podem ser tecido ou droga específica. Uma vez que diferentes vias podem contribuir proporcionalmente para quimiorresistência, é fundamental identificar reguladores moleculares desses fatores de resistência, para neutraliza-los afim de obter uma melhor eficácia terapêutica. Glioma e melanoma são tipos de canceres particularmente agressivos. Glioma e melanoma são tipos particularmente agressivos de tumor. Temozolomida (TMZ) e cisplatina estão entre os quimioterápicos mais utilizados para tratar glioma e melanoma metastático. Entretanto, quimioterapia tem sucesso limitado pela resistência e como consequência esses tipos de tumores permanecem incuráveis. Nesse projeto, pretendemos investigar a mediadores moleculares da resistência à TMZ e cisplatina em linhagens celulares de glioma e melanoma. Nesse projeto, nós pretendemos gerar células NRF2 nocautes )NRF2-KO) e células constitutivamente ativas em NRF2 (NRF2-Act) usando o sistema de edição gênica CRISPR/Cas9. Nestas células, iremos avaliar, usando sistema in vitro e in vivo, diversos importantes mecanismos de resistencia a drogas como capacidade de reparo de DNA, níveis intracelulares de glutationa e indução de apoptose após tratamento com cisplatina e TMZ. Ferramentas moleculares inovadoras e modelos in vivo únicos serão utilizados como fruto de uma intense colaboração internacional com pesquisadores de grupos de pesquisa no Massachusetts Institute of Technology, EUA. Como consequência desse projeto esperamos que sejamos capazes de desenhar e implementar protocolos pré clínicos mais adequados e eficientes para eventualmente possam servir de base para protocolos clínicos para pacientes com glioma ou melanoma. Assim, esse projeto irá contribuir para aprimorar nosso conhecimento sobre resistencia a quimioterápicos em células de glioma ou melanoma o que por sua vez será fundamental para futuros protocolos clínicos para esses pacientes. (AU)

Caracterização, purificação e estudos de estabilidade química e enzimática de intermediários de síntese e de fármaco dirigido dendrimérico potencialmente ativo em Doença de Chagas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jeanine Giarolla Vargas
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:16/11555-1
Vigência: 01 de setembro de 2016 - 31 de agosto de 2017
Assunto(s):Doença de ChagasQuímica farmacêutica
Resumo
Doenças negligenciadas, por exemplo, a doença de Chagas, representam um grande problema de saúde pública em muitos países e suas regiões. Os fármacos disponíveis na terapêutica são, em geral, tóxicos e com eficácia discutível. Portanto, a descoberta e planejamento de novos quimioterápicos são extremamente necessários. Já os dendrímeros são novas arquiteturas moleculares com estruturas nanoscópicas, extremamente organizadas e apresentam massa molecular definida. Possuem diversas vantagens em relação aos polímeros tradicionais e podem atuar como agentes transportadores de fármacos, permitindo-lhes liberação controlada. Face ao exposto, temos proposto obter fármaco dirigido dendrimérico para doença de Chagas, que é tema de Pós-Doutorado desta orientadora, a ser realizado no Instituto de Química, Universidade de São Paulo, sob supervisão da Profa. Dra. M. Terêsa Machini, especialista em síntese de peptídeos. A forma latente terá ácido succínico como foco central, ramificações com lisina e arginina e 3-hidroxiflavona como composto ativo. O dipeptídeo poderá ser clivado pela cruzaína, alvo promissor no planejamento de novos antichagásicos. Os objetivos do trabalho da estudante de IC serão auxiliar em algumas etapas da purificação e caracterização dos intermediários e do produto obtido e realizar os estudos de estabilidade química e enzimática dos intermediários e do fármaco dirigido dendrimérico, a fim de se avaliar o perfil de liberação da substância ativa. (AU)

Efeito de uma Acetogenina, extraída da Annona mucosa, sobre células tumorais de mama

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Márcia Regina Cominetti
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:16/08630-1
Vigência: 01 de agosto de 2016 - 31 de julho de 2017
Vinculado ao auxílio:13/00798-2 - A matriz extracelular no envelhecimento, no exercício e no microambiente tumoral, AP.TEM
Assunto(s):Produtos naturaisNeoplasias mamáriasNeoplasias
Resumo
O câncer é uma das doenças que mais matam pessoas no mundo. No Brasil, para os anos de 2016 e 2017 são esperados mais de 500 mil novos casos de câncer, sendo que dentre todos os tipos de câncer o segundo mais incidente em mulheres é o câncer de mama. Os tratamentos mais comuns para essa doença são a radioterapia, a cirurgia, o tratamento hormonal e a quimioterapia, que é a terapêutica mais utilizada. Porém, o tratamento a base de quimioterápicos gera ao paciente grande desconforto por conta de seus efeitos colaterais devido a sua não seletividade para às células tumorais. Uma alternativa para o tratamento do câncer são os produtos naturais, já que atualmente cerca de 60% das drogas em fase de avaliação clínica para o tratamento de vários tipos de câncer são provenientes de produtos naturais ou seus derivados. A Acetogenina (ACG) é extraída da Annona mucosa, árvore frutífera que é encontrada em regiões tropicais e subtropicais. As ACG constituem uma classe de metabólitos secundários, característica da família Annonacea, e a literatura demonstra sua efetividade no combate de várias doenças, incluindo alguns tipos de câncer. Portanto, o objetivo deste projeto é analisar o efeito de uma ACG, a rolliniastatina, na morfologia e proliferação de células tumorais de mama, da linhagem MDA-MB-231 e da linhagem MCF-7, e também da linhagem não tumoral MCF-10A, e seus efeitos na migração, formação de colônias, ciclo celular e apoptose das células da linhagem MDA-MB-231, a fim de produzir conhecimentos que poderão servir de base para o desenho de novos compostos antitumorais. (AU)

Ação imunotoxicológica/imunomoduladora da geoprópolis associada à doxorrubicina sobre monócitos humanos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:José Maurício Sforcin
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Etnofarmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:16/02249-4
Vigência: 01 de agosto de 2016 - 28 de fevereiro de 2018
Assunto(s):Produtos naturaisDoxorrubicinaImunomodulaçãoPrópolis
Resumo
O câncer é uma doença que atinge pessoas em diversos continentes, acarretando milhões de mortes anualmente. A quimioterapia antineoplásica é conhecida por sua ampla lista de efeitos colaterais, toxicidade, indução de resistência em células tumorais e aparecimento de infecções, além da falta de seletividade entre células normais e tumorais. Com o intuito de atenuar os efeitos colaterais causados pelos agentes antitumorais, a administração de produtos naturais concomitantemente com fármacos tem sido investigada. Geoprópolis é produzida por abelhas sem ferrão (meliponíneos) a partir de resinas, fibras vegetais, cera e, tipicamente, terra ou barro, e suas ações farmacológicas têm sido investigadas mais recentemente. As ações antiproliferativa e citotóxica da geoprópolis associada a diferentes quimioterápicos foram avaliadas por nosso grupo contra células de carcinoma de laringe humana (HEp-2). Também obtivemos dados preliminares quanto à ação da geoprópolis em combinação com doxorrubicina sobre células THP-1. O presente trabalho foi elaborado com base nos dados anteriores de nosso grupo, visando elucidar a possível ação imunotoxicológica e imunomoduladora da geoprópolis em combinação com doxorrubicina sobre monócitos de indivíduos saudáveis, avaliando a expressão de marcadores celulares, produção de citocinas e de peróxido de hidrogênio, e a atividade microbicida de monócitos. Este projeto tem como implicação prática a adoção da combinação na terapêutica futuramente, o que pode vir a ser relevante, diminuindo a concentração do quimioterápico e efeitos colaterais, sem afetar as funções imunológicas. (AU)

Nanopartículas de e-policaprolactona e D-±-tocoferol poletilenoglicol-1000 contendo docetaxel visando terapia do câncer de próstata

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Juliana Maldonado Marchetti
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:16/03013-4
Vigência: 01 de agosto de 2016 - 28 de fevereiro de 2018
Assunto(s):NanopartículasNeoplasias da próstata
Resumo
O câncer de próstata é o tipo de câncer mais incidente no sexo masculino, sendo que se espera 61.200 novos casos no Brasil apenas em 2016. Embora tenha-se observado um enorme progresso no tratamento do câncer de próstata nas últimas décadas, esta patologia continua sendo a segunda maior causa de mortes relacionadas ao câncer em homens. Entre os fármacos indicados para o tratamento desta patologia, o docetaxel aparece como escolhe de primeira-linha dada sua consagrada eficácia na terapêutica. Entretanto, efeitos adversos severos estão relacionados ao uso deste fármaco - como por exemplo a neutropenia. A veiculação de quimioterápicos em sistemas de liberação nanoestruturados vem sendo amplamente estudada nos últimos anos, dados os diversos benefícios que oferece, como aumento da solubilidade e da estabilidade, melhora da farmacocinética e retenção e acumulação passiva no sítio tumoral (efeito EPR) e liberação sustentada, permitindo a redução do número de administrações e dos efeitos tóxicos. Deste modo, o presente trabalho visa desenvolver e caracterizar nanopartículas poliméricas a base de copolímero de -policaprolactona e DL-±-tocoferol polietilenoglicol-1000 contendo docetaxel para uso na terapia do câncer de próstata. As nanopartículas serão obtidas pela técnica de nanoprecipitação e caracterizadas por suas características físico-químicas (tamanho, potencial zeta, polidispersividade, morfologia, eficiência de encapsulação, propriedades térmicas, perfil de absorção na espectroscopia do infravermelho (FTIR) e perfil de liberação do fármaco in vitro). A avaliação consistirá na investigação do uptake celular, por microscopia confocal e citometria de fluxo, e avaliação da citotoxicidade em linhagens de câncer de próstata. (AU)

Avaliação in vitro dos efeitos antitumorais de derivados benzofuroxanos em linhagens celulares de melanoma maligno

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Salomão Dória Jorge
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:16/09706-1
Vigência: 01 de agosto de 2016 - 31 de julho de 2017
Assunto(s):Melanoma
Resumo
O melanoma é um tumor maligno que se desenvolve a partir da proliferação anormal e desordenada dos melanócitos. A incidência deste tipo de câncer vem crescendo constantemente, representando um sério problema de saúde pública devido a sua agressividade decorrente da alta capacidade de disseminação e resistência à quimioterapia. Devido ao relativo insucesso dos tratamentos atuais existentes contra o melanoma metastático, há uma necessidade urgente de desenvolvimento de novos fármacos que possam ser úteis no tratamento deste câncer. Neste contexto, cita-se candidatos a fármacos antitumorais baseados em ligantes benzofuroxanos, capazes de inibir a proteína BRAF. A proteína BRAF é uma quinase serina/treonina que participa de uma cascata de sinalização das MAPK (Mitogen-Activated Protein Kinase), apontada como a principal cascata de sinalização envolvida na proliferação, migração e controle do crescimento da população celular. Esta via está relacionada com o desenvolvimento e manutenção do melanoma cutâneo devido à desregulações da cascata de sinalização e mutações, que levam à hiperativação da via, gerando um processo de proliferação celular descontrolado. Mutações pontuais, encontradas em mais de 70% dos casos de melanoma, podem transformar BRAF num oncogene. Deste modo, a proteína BRAF mutada é um alvo terapêutico promissor, reforçando a importância do desenvolvimento de uma nova classe de fármacos com potencial efeito anti-tumoral que atuam de maneira seletiva nesta proteína. Assim, a proposta do presente projeto é avaliar os efeitos antitumorais in vitro de novos derivados benzofuroxanos em linhagens celulares de melanoma. (AU)

Engenharia da porção secretória sinalizadora de asparaginase de Saccharomyces cerevisiae para produção de biofármaco extracelular

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Gisele Monteiro de Souza
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:16/09138-3
Vigência: 01 de agosto de 2016 - 31 de janeiro de 2017
Vinculado ao auxílio:13/08617-7 - Produção de L-asparaginase extracelular: da bioprospecção à engenharia de um biofármaco antileucêmico, AP.TEM
Assunto(s):AsparaginaseBiofármacosBiotecnologiaPichia pastoris
Resumo
L-asparaginase, descoberta em 1953 por Kidd é um inibidor eficiente do crescimento tumoral, usado em sessões de quimioterapia com o intuito de esgotar os estoques de asparagina (Asn) e glutamina (Gln), necessários apenas para a célula tumoral da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA). Apesar de ser um eficiente antileucêmico, os altos custos de produção da L-asparaginase e a baixa procura do mercado internacional pela enzima nativa de Escherichia coli resultaram na interrupção do seu comércio no mercado brasileiro, que é dependente de sua importação. Esse desabastecimento nos motivou a gerar conhecimento técnico para iniciar a produção desse biofármaco em território nacional; para tanto propomos estudar diferentes sequencias de sinalização para meio extracelular em uma L-asparaginase recombinante em Pichia pastoris. Aliada a essa motivação, os graves efeitos imunogênicos do tratamento com a enzima de E. coli nos levou a buscar outras fontes de L-asparaginase. Assim, elegemos a enzima L-asparaginase II de S. cerevisiae com potencial antileucêmico e atualmente estudada em nosso laboratório. (AU)

Estudo da interação de enzimas de detoxificação com fármacos quimioterápicos e sua relação com a quimiorresistência

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ronaldo Censi Faria
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Analítica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:16/00991-5
Vigência: 01 de agosto de 2016 - 31 de julho de 2018
Assunto(s):EletroanalíticaQuimioterapia
Resumo
A eficiência terapêutica dos fármacos frequentemente empregados no tratamento oncológico para diversos tipos de patologias tumorais cancerosas é afetada pela resistência intrínseca ou adquirida por parte dos pacientes durante o tratamento, sendo este um dos principais problemas enfrentados atualmente na medicina, mais especificamente, na terapia contra o câncer. Por este motivo, o desenvolvimento de metodologias analíticas para monitorar esta resistência, e deste modo, permitir o monitoramento da eficácia da ação dos fármacos melhorando os tratamentos clínicos é de grande interesse. Isto será possível mediante o estudo do funcionamento e das propriedades de algumas enzimas responsáveis pelo metabolismo dos fármacos. Desta forma, este projeto tem como objetivo estudar a interação das enzimas de detoxificação tais como metalotionenina, citocromo P450 e glutationa-s-transferase frente a fármacos neoplásticos como cisplatina, metotrexato, tamoxifeno, doxorrubina e gemcitabine, utilizando arranjo de eletrodos impressos descartáveis e transistores de efeito de campo com o objetivo de avaliar a relação destas enzimas com a resistência a quimioterapia. (AU)

Papel do GDF-15 na meteastase de tumores caninos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Renee Laufer Amorim
Anfitrião: Robert B. Rebhun
Local de pesquisa: University of California, Davis (UC Davis) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Processo:15/25468-0
Vigência: 21 de julho de 2016 - 20 de julho de 2017
Resumo
GDF-15 (Growth Differentiation Factor-15) é um membro da família TGF-beta; também chamado de MIC-1, PDGF-², PLAB, PDF e NAG-1. Seu papel no câncer não é claro, tendo sido descrito como um supressor tumoral e um oncogene. GDF-15 foi estudado em diferentes tumores do homem in vivo e in vitro, mas na medicina veterinária há um único artigo publicado (Yamagushi et al., 2008) que descreve a expressão deem tecido canino normal (pulmão, fígado e rim), e seu papel em cultura de células de osteossarcoma. Além do papel controverso no câncer, GDF-15 é um gene que é ativado pela ação de antiinflamatórios não esteroidais (NSAID). O uso de NSAIDs aumenta os níveis de transcrito de GDF-15, tendo um papel importante na quimioterapia. Os objetivos dessa pesquisa são: a avaliação da expressão de GDF-15 em culturas celulares de carcinoma mamário de cadela e melanoma; o papel dos NSAID na regulação genica e proteica de GDF-15 e sua relação com migração celular e potencial metastático. O estudo será divido em duas fases, in vitro e ex vivo, utilizando culturas celulares de amostras de tumores e tumores de ocorrência natural. O projeto será desenvolvido no laboratório do Dr Rebhun, no Center for Companion Animal Health, na University of California Davis, Davis/California/USA. Dr Rebhun já trabalha com essa proteína, com alguns resultados preliminares, sendo sua principal área de pesquisa oncologia comparada e translacional, com foco em biologia e tratamento de neoplasias metastáticas. (AU)

Composto funcional obtido pela hidrólise enzimática da rutina em modelo de xenotransplante de adenocarcinoma de cólon humano: modificação da via ATM/ATR e da resposta oxidativa com potencial proteção ao dano oxidativo ao DNA aos tecidos normais

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Universidade São Francisco (USF). Campus Bragança Paulista. Bragança Paulista, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Denise Gonçalves Priolli
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:15/07981-2
Vigência: 01 de julho de 2016 - 30 de junho de 2018
Assunto(s):Neoplasias colorretaisEstresse oxidativo
Resumo
A terapia mais utilizada no câncer colorretal, que guarda grande importância devido à alta frequência e incidência atual, é a ressecção cirúrgica associada a tratamento neo e/ou adjuvante. Entretanto, os tratamentos com antineoplásicos apresentam potencial de indução de efeitos mutagênicos em células normais. Novos quimioterápicos são postos à disposição visando à redução da toxicidade. Antineoplásicos, de forma ideal, levariam a remissão completa dos tumores e ao mesmo tempo forneceriam proteção às células normais. Desta forma, surge a opção dos flavonoides como agentes antitumorais desejáveis, já que embora seus mecanismos celulares e moleculares sejam em parte desconhecidos, têm demonstrado atividade antitumoral, assim como efeitos protetores em células normais. Entre suas possíveis ações protetoras estão incluídos capacidade antioxidante, eliminadores diretos de radicais, agentes quelantes de ions de metais, inativadores de carcinógenos, enquanto sua atividade antitumoral parece relacionada à modulação da expressão de genes e de reparação do DNA, modulação hormonal, inibição de enzimas e indução de apoptose. É conhecido que os efeitos biológicos dependem da estrutura química dos flavonoides naturalmente encontrados, de tal forma que alterações nestes compostos geram moléculas bioativas. A modificação de sua estrutura também influencia a eficiência da absorção. A quercetina-3-rutinosídeo pode ser transformada em quercetina-3-glicosídeo pela quebra da molécula de ramnose pela alpha-L-ramnosidase, resultando em aumento significativo de sua biodisponibilidade, já tendo sido demonstrada sua ação antitumoral. O principal objetivo do presente estudo, realizado em modelos in vitro, in vivo e ex vivo, por meio de métodos morfológicos, moleculares e analíticos é investigar o composto funcional obtido pela hidrólise enzimática da rutina para a)modificar a expressão de genes da via ATM e resposta oxidativa em adenocarcinoma de cólon, b) proteger do dano oxidativo ao DNA os tecidos normais (rim, baço, fígado) em modelo in vivo de adenocarcinoma de cólon, c) melhorar o conhecimento sobre a via de sinalização ATR/ATM. Espera-se, desta forma, demonstrar a atividade antitumoral do composto funcional obtido pela hidrólise enzimática da rutina no adenocarcinoma de cólon, sua resposta protetora em órgãos-alvo normais (fígado, baço e rim) e melhorar o conhecimento sobre o envolvimento do composto na via de sinalização ATM/ATR no adenocarcinoma de cólon. (AU)

Identificação de novas moléculas com efeito quimioterápico em glioma humano e caracterização do seu mecanismo de ação

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Catarina Raposo Dias Carneiro
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo:15/04194-0
Vigência: 01 de julho de 2016 - 30 de junho de 2020
Assunto(s):ProteômicaGliomaQuinases associadas a rho
Resumo
Tumores malignos do cérebro constituem uma das mais devastadoras formas de câncer humano. A capacidade de invadir o tecido nervoso saudável é uma característica dos gliomas que torna seu tratamento difícil. A via PI3K/Akt/mTOR (e a fosfatase PTEN, que inativa essa via), a via RhoA/ROCK e a bomba Na+/K+-ATPase estão envolvidas na tumorigênese, migração, invasão, crescimento e sobrevivência dos gliomas. Utilizar essas vias como alvo terapêutico é uma estratégia que pode contribuir para o tratamento dos tumores. Venenos animais são uma mistura de moléculas biologicamente ativas com alvos específicos em células e tecidos. Apesar da elevada toxicidade, essas moléculas podem ser ferramentas úteis para investigar mecanismos fisiopatológicos, bem como servir como protótipo para o desenvolvimento de novas drogas. O veneno da aranha Phoneutria nigriventer (PNV) (Ctenidae, Araneomorpha) contém potentes peptídeos básicos, alguns deles neurotóxicos, os quais interferem na fisiologia de canais iônicos e na liberação e captação de neurotransmissores. Foi recentemente demonstrado pelo nosso grupo que os astrócitos são alvo direto de moléculas presentes no veneno. Em cultura primária de astrócitos, o PNV evocou ondas transientes de Ca2+ de maneira dose-dependente, alterou o citoesqueleto de actina (fibras de estresse), o balanço entre F- e G-actina, modificou a morfologia celular e aumentou a expressão da bomba Na+/K+-ATPase. Além disso, resultados recentes mostraram que o PNV aumenta a expressão da fosfatase PTEN e reduz a expressão de PI3K e Akt no tecido neural, sugerindo que o veneno inibe essa via. Portanto, identificar e caracterizar as toxinas presentes no PNV que têm os astrócitos como alvo específico pode ser útil no tratamento de tumores cerebrais do tipo glioma, os quais se originam a partir da glia. O presente trabalho tem como objetivo investigar o papel antitumoral do PNV e de suas toxinas purificadas in vitro em células de glioma NG97ht e glioblastoma U87MG e descrever o efeito e mecanismo de ação do veneno e toxinas no citoesqueleto, migração e morfologia das células tumorais, avaliando as vias PI3K/Akt/mTOR e RhoA/ROCK e o papel da Na+/K+-ATPase. O presente estudo também irá caracterizar toxina(s) isolada(s) do veneno com efeito antitumoral in vivo, em glioma e glioblastoma implantados em cérebro de camundongos. Além disso, uma vez que o PNV e suas toxinas purificadas apresentam múltiplas vias de sinalização e proteínas como alvo, tem sido complexo delinear o seu mecanismo de ação. O presente estudo utilizará análises de proteômica para avaliar uma ampla gama de possíveis alvos do veneno e das toxinas isoladas em tecido saudável e tumoral. O uso desse método poderá capturar a dinâmica de sistemas biológicos alterados, avaliando um grande espectro de proteínas. Resultados preliminares apresentados no presente projeto demonstram que o veneno tem significativa ação quimioterápica em células de glioma, sendo, portanto, promissor investigar esse efeito e seus mecanismos. O estudo, que será realizado utilizando modelos in vivo e in vitro, através de métodos morfológicos, moleculares, bioquímicos, analíticos e de imagem, irá contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos potenciais para tumor cerebral. (AU)

Estudo longitudinal da via auditiva periférica e central em crianças e adolescentes com câncer submetidos à quimioterapia, atendidos no instituto de tratamento do câncer infantil (ITACI)

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carla Gentile Matas
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:16/00062-4
Vigência: 01 de julho de 2016 - 30 de junho de 2018
Assunto(s):CriançasAudiologiaAdolescentesNeoplasiasQuimioterapia
Resumo
Existem mais de 100 tipos diferentes de doenças denominadas câncer, que apresentam em comum o crescimento desordenado de células anormais com potencial invasivo. O câncer pode ser tratado com drogas quimioterápicas as quais não diferenciam células normais e células cancerígenas, podendo ocasionar a ototoxicidade e a neurotoxicidade. Assim, o objetivo do presente estudo é implantar o Serviço de Audiologia e Eletrofisiologia da Audição no Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (ITACI) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, avaliando e monitorando a via auditiva periférica e central de crianças e adolescentes com câncer submetidos à quimioterapia durante o período mínimo de um ano de tratamento quimioterápico, e verificando a ocorrência de comprometimento auditivo periférico e central nesta população. Para tanto, será realizado um estudo clínico, longitudinal e prospectivo, em crianças e adolescentes com câncer, na faixa etária de 2 a 20 anos, submetidas à quimioterapia no ITACI. Participarão desta pesquisa crianças e adolescentes com câncer atendidas no ITACI no período entre abril de 2016 a abril de 2017, e que iniciarem a quimioterapia neste período, sendo que as mesmas serão monitoradas auditivamente por um período mínimo de um ano. Serão caracterizados o tipo de câncer, bem como o tipo e a dosagem do medicamento utilizado, com o objetivo de traçar um perfil da população participante desta pesquisa. Todas as crianças de 2 a 6 anos, serão submetidas à otoscopia, Medidas de Imitância Acústica, Audiometria Tonal (500Hz a 4000Hz e 8000Hz se possível), Logoaudiometria, EOAT, EOAPD, PEATE e PEALL (componentes P1, N1, P2, N2) antes do início do 1º ciclo de quimioterapia e entre os demais ciclos realizados. Pacientes entre 7 e 20 anos serão submetidos à otoscopia, Medidas de Imitância Acústica, Audiometria Tonal Liminar (250 a 8000 Hz), Audiometria de Altas Frequências (9000Hz a 20000 Hz), Logoaudiometria, EOAT, EOAPD, PEATE e PEALL (componentes P1, N1, P2, N2 e P300) antes do início do 1º ciclo de quimioterapia e entre os demais ciclos realizados. (AU)

Investigação das propriedades antitumorais dos Peptides antimicrobianos G(IIKK)nI-NH2 em células de melanoma humano

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Manoel de Arcisio Miranda Filho
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:16/06252-0
Vigência: 01 de julho de 2016 - 31 de dezembro de 2016
Assunto(s):AntineoplásicosMelanomaNeoplasias
Resumo
Liderando o ranking das principais causas de morte no mundo, o câncer ainda permanece sem tratamentos eficazes alternativos a quimioterapia, que permanece como principal tipo de tratamento atualmente. Com poucas alternativas a esse tipo de tratamento, peptídeos antimicrobianos (AMPs) se destacam como promissores agentes antitumorais. Sendo produto do sistema imune de animais, plantas e insetos, essa classe possui participantes que, além de efeitos antimicrobianos, têm efeitos tumoricidas. Chen e seus colaboradores (2011) sintetizaram os peptídeos G(IIKK)nI-NH2 (n = 14), que são exemplos de AMPs com atividade antitumorais. Essa família de peptídeos apresentou eficiente ação tumoricida, em três linhagens de células neoplásicas, e baixa citotoxidade em duas linhagens de células normais.Dessa forma, o presente projeto tem como objetivo estender os estudos realizados com estes peptídeos, buscando entender as propriedades físico-químicas da interação e o mecanismo de morte desencadeado pelos mesmos em células de melanoma humano, um dos tipos mais agressivos de câncer de pele, através de ensaios de viabilidade celular e citometria de fluxo. A influência da alteração de composição de membrana, uma característica comum durante o desenvolvimento do câncer, será estudada através de ensaios com modelos miméticos de membrana em experimentos de dicroísmo circular e liberação de marcador fluorescente. O conjunto de resultados fornecido por este projeto tem potencial para elucidar as bases da interação entre essa família de peptídeos e células de melanoma humano, contribuindo para o avanço das pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento de câncer. (AU)

Encapsulamento de nanopartículas ferromagnéticas em matriz epoxídica para o tratamento de hepatocarcinoma

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Engenharia (FEG). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Guaratinguetá. Guaratinguetá, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alexandre Zirpoli Simões
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica - Materiais Não-metálicos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:16/02180-4
Vigência: 01 de julho de 2016 - 30 de junho de 2017
Vinculado ao auxílio:13/07296-2 - CDMF - Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais, AP.CEPID
Assunto(s):HipertermiaMateriais nanoestruturadosEspinélioMagnetismoMateriais cerâmicos
Resumo
O câncer frequentemente é alvo de atenção na comunidade científica devido à sua periculosidade para a população mundial. Este é caracterizado pelo crescimento desordenado de células que, ao se aglomerarem, formam os tumores. O tumor pode ser dividido em benigno, que se espalha lentamente e de forma localizada, e em maligno, que se espalha de forma rápida e pode atingir diversas regiões do corpo (metástase), o que torna possível o óbito do enfermo. Em ambos os casos, as células se multiplicam desordenadamente. Dessa forma, alguns procedimentos clínicos têm sido desenvolvidos para a terapia do câncer nesse último século. O tratamento clássico atualmente utilizado é a retirada da região tumoral e tecidos adjacentes aliados com a quimioterapia, imunoterapia ou tratamento por radiação. O desenvolvimento da técnica de hipertermia alavancou a possibilidade de um tratamento adicional para o câncer que, aliado com técnicas como radioterapia e quimioterapia, potencializa os efeitos desses tratamentos, já que para alguns casos, como o câncer de fígado, o tratamento por cirurgia e radioterapia é limitado. No tratamento por hipertermia, nanopartículas compostas de ZnFe2O4 são introduzidos nos tumores e aquecidas por indução através de um campo magnético variável em temperatura moderada (~ 42 °C). Essas nanopartículas apresentam propriedades físicas interessantes, como por exemplo valores adequados de saturação de magnetização além de uma biocompatibilidade aceitável, características essas que tornam apropriado e possível o uso em hipertermia. O foco principal deste projeto é a produção e caracterização de nanopartículas ferromagnéticas de ZnFe2O4 usando a técnica hidrotérmica assistida por microondas. Considerando a importância de uma técnica acessível economicamente, esta técnica é relativamente barata e eficiente quando comparado outras técnicas, além de gerar nanopartículas homogêneas e cristalinas em temperaturas relativamente baixas quando comparado a técnicas tradicionais. Portanto, este projeto irá se preocupar em estudar as condições necessárias para que as nanopartículas possam ser utilizadas no tratamento do câncer de fígado ( hepatocarcinoma) por hipertermia. (AU)

Avaliação de biomarcadores da angiogênese no desenvolvimento do câncer e resposta ao tratamento

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (São Paulo - Estado). São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eny Maria Goloni Bertollo
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:15/04403-8
Vigência: 01 de junho de 2016 - 31 de maio de 2018
Assunto(s):Expressão de proteínasNeoplasiasExpressão gênicaAngiogênese
Resumo
Introdução: A angiogênese é um dos principais processos envolvidos no desenvolvimento do câncer. Em vista disto, é importante identificar biomarcadores angiogênicos que podem auxiliar no diagnóstico precoce do câncer, prognóstico, terapia e na elaboração de estratégias de sua prevenção. Objetivos: O presente projeto tem como objetivo identificar marcadores angiogênicos em câncer de cabeça e pescoço (CCP), câncer de tireoide (CT) e carcinoma hepatocelular (CHC) por meio da: 1) Avaliação da expressão de RNA mensageiro (RNAm) de genes envolvidos no metabolismo de Fase I (CYPs e Oxigenases) e de Fase II (antioxidantes) e do gene VEGFA em CCP e em tecidos normais adjacentes; 2) Analise do efeito inibitório da atorvastatina no estresse oxidativo em linhagem SCC-15 de CCP; quantificar a expressão de RNAm e proteína de VEGFA nas culturas tratadas e não tratadas com atorvastatina; avaliar o efeito da inibição do estresse oxidativo na expressão gênica e proteica de VEGFA e na angiogênese e invasão celular in vitro; 3) Detecção, em estudos de linhagem celular de CHC (HepG2 e SNU-182) e amostras de tecido fresco, o envolvimento dos miRNAs (hsa-miR-612, hsa-miR-1255a, hsa-miR-206, hsa-miR-874, hsa-miR-1, hsa-miR-15b) na regulação do gene VEGFA; 4) Avaliação da expressão dos miRNAs hsa-miR-140-5p, hsa-miR-187-5p e dos genes VEGFA e NFE2L2 em linhagem celular de CT (linhagem K1), e em amostras humanas de carcinoma de tireoide e de hiperplasia, comparando com as amostras dos tecidos adjacentes e verificar, pela tecnica de tranfecção celular, o envolvimento dos miRNAs no silenciamento dos genes VEGFA e NFE2L2; 5) Identificação CTT em CCP de pacientes submetidos à cirurgia; aplicar os quimioterápico Cetuximabe e o Docetaxel, utilizado, in vitro, nas CTT e verificar a viabilidade celular em relação ao tempo de exposição ao quimioterápico; comparar o grau de resistência das CTT sem a aplicação do quimioterápico com as CTT expostas ao quimioterápico e avaliar a expressão dos genes CD44, CD133 e ALDH1 relacionados com CTT e dos genes TrkB, EGF, EGFR e KRAS relacionados com a angiogênese, em tumores de cabeça e pescoço de acordo com o tempo de exposição. Materiais e Métodos: A metodologia envolverá cultura primária de tumores CCP, CHC e CT e, de linhagens celulares (SCC-15, HepG2, SNU-182, K1). As células das culturas primárias de tumores CCP serão tratadas com os quimioterápicos Cetuximabe e Docetaxel e, submetidas à análise de viabilidade celular pelo ensaio MTS, de apoptose por citometria de fluxo, expressão gênica e proteica de CD44, CD133, ALDH1, TrkB, EGF, EGFR, KRAS. As células da linhagem SCC-15 serão tratadas com Atorvastatina para avaliação da geração intracelular de espécies reativas de oxigênio (EROs) e os efeitos do estresse oxidativo na angiogênese, avaliando o potencial de formação de vasos e de invasão celular utilizando o kit Cellinvasionas. As células das culturas primárias de CHC e linhagens HepG2 e SNU-182 serão submetidas a transfecção para mimetizar os miRNAs miR-206, miR-1255a e miR-612 e, inibir os miR-874, miR-1 e miR-15b e avaliação da expressão do gene VEGFA. As células das culturas primárias de CT e da linhagem K1 serão transfectadas com os miRNAs hsa-miR-140-5p, hsa-miR-187-5p para silenciamento dos genes VEGFA e NFE2L2. Os resultados serão avaliados por análise estatística em programas específicos. Os dados serão redigidos em artigos científicos e publicados em revistas de alto impacto na literatura, proporcionando inovação tecnológica, biomarcadores eficientes, colaborando significativamente no prognóstico, diagnóstico e tratamento do câncer. (AU)

Antichagásicos potenciais: planejamento e síntese de compostos liberadores de óxido nítrico derivados de ésteres nitrato

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elizabeth Igne Ferreira
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:16/03124-0
Vigência: 01 de junho de 2016 - 31 de maio de 2017
Assunto(s):Química farmacêuticaTripanossomicidasNitratosÓxido nítricoDoença de Chagas
Resumo
A doença de Chagas é antropozoonose comum na América Latina e sua transmissão ocorre através do parasita denominado Trypanosoma cruzi. Essa doença negligenciada apresenta graves problemas de saúde pública no continente americano, entretanto, devido à globalização e a imigração legal e ilegal de pessoas provenientes de países endêmicos, diversos casos têm sido relatados em outros países, como Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália, assim como diversos países da Europa. Atualmente, nos 21 países considerados endêmicos, aproximadamente 100 milhões de pessoas estão expostas à infecção, 8 milhões estão infectados e mais de 41 mil novos casos surgem por ano. Mesmo a doença de Chagas tendo completado mais de cem anos da sua descoberta, sua quimioterapia ainda permanece precária, tendo apenas 2 fármacos disponíveis no mercado (nifurtimox e benzinidazol). Ambos apresentam baixa taxa de eficácia na fase crônica da doença e mais de 80% dos pacientes não obtêm a cura parasitológica neste estágio. Por estes dados alarmantes citados, observa-se a importância da busca por compostos que sejam mais eficazes contra o T. cruzi. Em face da necessidade pela busca por moléculas com atividade anti-T. cruzi e a terapia baseada em liberadores de óxido nítrico se apresentar como interessante abordagem para o planejamento de novos antiparasitários, objetiva-se nesse trabalho a síntese de uma nova série de compostos contendo grupos hidrazidas e ésteres nitratos como liberadores de NO. (AU)

Influência dos ácidos graxos poliinsaturados no tratamento quimioterápico de glioblastoma (GBM)

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alison Colquhoun
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:15/18311-8
Vigência: 01 de junho de 2016 - 31 de maio de 2020
Assunto(s):NeoplasiasGlioblastomaQuimioterapia
Resumo
O câncer é uma doença crônica que ocorre devido ao crescimento desordenado das células. A doença compreende os gliomas, tumores cerebrais originados das células da glia. Os tratamentos mais utilizados para combater esses tumores, além das cirurgias, são a quimioterapia e a radioterapia. Apesar do efeito considerável na redução do número de células cancerosas, em alguns casos ocorrem falhas devido à capacidade adquirida por essas células de diminuir os níveis de concentração citoplasmáticos de diversas drogas administradas, favorecendo assim a resistência celular. Dentro deste contexto, observa-se a atuação dos ácidos graxos poli insaturados em diferentes células resistentes aumentando a permeabilidade celular e permitindo a ação eficiente do tratamento, indicando que além da atividade isolada na diminuição da proliferação celular, através da apoptose, os ácidos graxos podem auxiliar a ação dos quimioterápicos em células resistentes impedindo o crescimento tumoral. Por esse motivo, o propósito principal do estudo é analisar o papel dos ácidos graxos ômega 3 e ômega 6 em células de glioma humano e glioma de rato in vitro sensíveis e resistentes a múltiplas drogas a fim de verificar os efeitos no crescimento tumoral e na ação quimioterápica observando posteriormente a atividade da combinação das drogas e ácidos graxos no tratamento in vivo. (AU)

Estudo de estabilidade e atividade do anti-leucêmico L-asparaginase na presença de diferentes líquidos iônicos e polímeros

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jorge Fernando Brandão Pereira
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Química - Tecnologia Química
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:16/09606-7
Vigência: 01 de junho de 2016 - 31 de maio de 2017
Vinculado ao auxílio:14/16424-7 - Otimização e aumento de escala do processo de extração líquido-líquido com líquidos iônicos (LIs) como ferramenta de separação sustentável do biofármaco antileucêmico L-asparaginase (ASPase), AP.JP
Assunto(s):Polímeros (química orgânica)Líquidos iônicosAtividade enzimáticaBiotecnologiaEstabilidade enzimáticaBiofármacosPurificação de proteínas
Resumo
A procura de novos fármacos para tratamento de pacientes onco-hematológicos induziu um recente interesse no estudo dos processos de produção e purificação de diferentes biofármacos. Entre esses biofármacos, a L-Asparaginase (ASPase), uma enzima tetramérica usada em sessões de quimioterapia, surgiu como um dos mais atraentes para o tratamento de Leucemia Linfóide/Linfoblástica Aguda (LLA) infanto-juvenil. No entanto, a sua purificação é ainda uma das etapas limitantes quando a enzima é produzida por meio fermentativo, uma vez que normalmente é produzida em concentrações bastante baixas. Na purificação são muito utilizados processos de extração líquido-líquido, os quais purificam e concentram a enzima. Dentre estes, a possibilidade de utilização de sistemas de duas fases aquosas (SDFA) como métodos de extração líquido-líquido alternativos, levou à criação do projeto Jovem Pesquisador, no qual se pretende purificar a ASPase a partir de meios fermentados usando SDFA combinando LIs e polímeros. Assim, para validar a utilização desses SDFA, é necessário avaliar se esses compostos não destabilizam a ASPase, e mantêm a sua atividade enzimática. Tendo em conta este pressuposto, o objetivo deste projeto de IC é avaliar quais são os LIs e Polímeros (diferentes Polietileno Glicóis (PEGs)) que não destabilizem, nem desativem a ASPase. Desse modo, será avaliada a estabilidade e atividade da ASPase comercial a diferentes concentrações de LIs e PEGs, diferentes temperaturas e pHs. Desta maneira, é pretendido definir uma série de compostos (LIs e PEGs) que não apresentam efeitos negativos para a ASPase e possam ser posteriormente utilizados na purificação da enzima produzida por a partir de meio fermentado de P. pastoris recombinante. (AU)

Avaliação dos potenciais mecanismos responsáveis pela resistência intrínseca a quimioterápicos e sua possível associação com o fenótipo epitelial ou mesenquimal em células de carcinomas mamários de cadelas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Heidge Fukumasu
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:16/03465-2
Vigência: 01 de junho de 2016 - 31 de maio de 2017
Vinculado ao auxílio:14/02493-7 - Neoplasias mamárias de cadelas e a teoria das células-tronco cancerosas: uma abordagem comparada e translacional, AP.JP
Assunto(s):Oncologia veterináriaCarcinomaResistência a medicamentosQuimioterápicosDoxorrubicinaCisplatinoPaclitaxelNeoplasias mamáriasCães
Resumo
Um dos fatores limitantes para o sucesso no tratamento do câncer de mama é a resistência a quimioterapia. Os tumores podem possuir resistência intrínseca, quando não há resposta mesmo no primeiro ciclo do tratamento. Maior efluxo de drogas, menor dano de DNA e maior reparo de DNA causados pelos quimioterápicos, são mecanismos relacionados com a resistência intrínseca de uma célula. É evidente que se a resistência aos quimioterápicos for superada, o número de sobreviventes e a eficácia do tratamento seria altamente significativa. Portanto, serão avaliados nesse projeto, mecanismos responsáveis pela resistência intrínseca aos quimioterápicos doxorrubicina, cisplatina e paclitaxel, e analisar sua associação com seus fenótipos e a resistência em células oriundas de carcinomas mamários em cadelas. Serão utilizadas 4 linhagens de células de carcinoma mamário, as quais serão submetidas à testes de citotoxicidade, utilizando ensaio MTT, a fim de analisar a viabilidade celular em relação aos quimioterápicos doxorrubicina, cisplatina e paclitaxel. Será analisada a expressão gênica do ABCB1 com a utilização do PCR em Tempo Real. A indução ao dano de DNA será realizada utilizando tratamento com peróxido de hidrogênio, o dano e o reparo de DNA serão analisados a partir do ensaio cometa. Portanto, o conhecimento dos mecanismos de resistência intrínseca das amostras de carcinoma mamário de cadelas, é de extrema importância para analisar uma possível associação com a eficiência no tratamento das células com os quimioterápicos doxorrubicina, cisplatina e paclitaxel, de forma que se torne possível amplificar a eficiência de futuros tratamentos quimioterápicos na espécie. (AU)
1.393 resultado(s)
|
Exportar 0 registro(s) selecionado(s) | Limpar seleção
CDi/FAPESP - Centro de Documentação e Informação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

R. Pio XI, 1500 - Alto da Lapa - CEP 05468-901 - São Paulo/SP - Brasil
cdi@fapesp.br - Converse com a FAPESP