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Expressão da proteína ABCG2 como marcador de células tronco tumorais no câncer de mama

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Daniel Guimarães Tiezzi
Anfitrião: Carlos Caldas
Local de pesquisa: University of Cambridge (Reino Unido)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Processo:14/15418-3
Vigência: 01 de junho de 2015 - 31 de maio de 2016
Assunto(s):Biologia molecularNeoplasias mamáriasBiologia celularQuimioterapiaOncologia
Resumo
O modelo hierárquico, onde diferentes subpopulações no tumor exercem diferentes atividades biológicas, tem sido proposto após a identificação de uma população de células com capacidade de iniciação e auto-renovação tanto em neoplasias hematológicas como em tumores sólidos. Como estas características funcionais são descritas em células primordiais, os autores nomearam esta subpopulação tumoral de células tronco tumorais (CTTs). Recentemente vem sendo citado na literatura que esta sub-população celular é capaz de repovoar o hospedeiro com células tumorais de mesma origem. Desta forma, são responsáveis pela resistência ao tratamento e recorrência tumoral. O prognóstico de uma paciente dependeria, então, de fatores relacionados com a quantidade ou qualidade de CTTs presentes em seu tumor na época do tratamento. Identificar, caracterizar e quantificar a presença de CTTs no tumor primário pode ser um método efetivo de predição de resposta à quimioterapia no câncer de mama criando oportunidades para o melhor entendimento da biologia tumoral e desenvolvimento de novas terapias alvo. Embora alguns marcadores celulares possam identificar uma subpopulação celular enriquecida de CTTs no carcinoma de mama, ainda não existe um marcador ideal que possa identificar uma subpopulação de células realmente responsáveis pela resistência ao tratamento citotóxico e recorrência tumoral. Nossos dados preliminares sugerem que a superexpressão da proteína ABCG2 possa identificar uma população celular com características tronco. Este estudo tem por objetivo estudar a capacidade funcional de células com alta expressão da proteína ABCG2 em modelos xenográficos do carcinoma invasivo da mama com o intuito de gerar informações biológicas dos mecanismos genéticos envolvidos na manutenção do fenótipo tronco e resistência ao tratamento. (AU)

Caracterização in vitro das diferenças funcionais e moleculares entre os subgrupos de meduloblastoma

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luiz Gonzaga Tone
Supervisor no exterior: Martin Baumgartner
Local de pesquisa: University of Zurich (UZH) (Suíça)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:14/19976-0
Vigência: 10 de abril de 2015 - 09 de abril de 2016
Assunto(s):Metástase
Resumo
A disseminação do Meduloblastoma ( MB) se origina a partir da metástase presente na camada leptomeningial, que é um fator de prognóstico bastante desfavorável deste tumor pediátrico maligno. Os mecanismos moleculares que intermediam a disseminação celular do MB é desconhecida e não há na literatura terapias alvo que possam bloquear este evento complicador. Como vários tumores, o MB é complexo e consiste em entidades constituidas por características por assinaturas genéticas e moleculares. O atual consenso entre os pesquisadores classifica o MB como 4 distintos subgrupos moleculares: Wnt, Shh, Grupo 3 e Grupo 4). No entanto, com relação a estas variantes moleculares, pouco foi elucidado sobre as diferenças funcionais à nivel mecanístico que determina a biologia e a sensibilidade aos quimioterápicos e inibidores. A elucidação dos mecanismos moleculares que constitui a base destas diferenças funcionais e subgrupo-específicas poderiam acelerar a identificação de potenciais alvos para finalmente oferecer aos pacientes uma terapia mais eficientePara identificar mecanismos compartilhados e subgrupo específicos que ocasionam a disseminação do MB, nos propusemos caracterizar aspectos morfológicos e moleculares de células de MB disseminadoras derivadas de tumores provenientes dos distintos subgrupos. Será utilizado material de pacientes e de linhagens celulares derivadas do mesmo pertencentes ao laboratório de estágio. Utilizando PCR e western blotting, será determinado o perfil de expressão de uma seleção de potenciais direcionadores oncogênicos em amostra de paciente e linhagens. Em seguida, será comparado a expressão destes com as disponíveis nos bancos de dados do consórcio mundial de MB pelo qual o laboratório participa. Será utilizada cultura esferoidal 3D para determinar o crescimento celular e comportamento disseminador das linhagens celulares do laboratório previamente classificadas de acordos com os subgrupos moleculares. Será avaliada também a sensibilidade subgrupo específica a fatores de crescimento e inibidores de quinase com relação ao crescimento e disseminação celular. Como resultado proveniente deste projeto, espera-se um melhor compreendimento das vias moleculares gerais e subgrupo específicas que estejam contribuindo para a patogenese do MB. Além disso, este projeto poderá oferecer um melhor compreendimento da expressão e função destas moleculas e sua importância para terapia alvo. (AU)

Identificação de uma assinatura de expressão gênica preditiva para o câncer colorretal através da análise combinada de dados públicos de expressão gênica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Hospital Sírio-Libanês. Sociedade Beneficente de Senhoras (SBSHSL). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Camila Miranda Lopes Ramos
Anfitrião: John Quackenbush
Local de pesquisa: Harvard University (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Processo:14/19062-9
Vigência: 01 de abril de 2015 - 31 de março de 2016
Assunto(s):Neoplasias colorretaisBioinformática
Resumo
O câncer colorretal representa uma das neoplasias mais frequentes e com alta taxa de mortalidade em todo mundo. A cirurgia é o principal tratamento de escolha, no entanto após a ressecção ainda há um considerável risco de recidiva para os pacientes de estadio II e III. Enquanto os avanços da quimioterapia sistêmica melhoraram a sobrevida global de pacientes com câncer de cólon estadio III, ainda não está bem estabelecido quais pacientes de estadio II se beneficiam do tratamento adjuvante. Os fatores clinicopatológicos utilizados hoje ainda são insuficientes para identificar os pacientes estadio II com alto risco de recorrência, bem como os pacientes de estadio III com baixo risco, ocorrendo um possível sub ou super tratamento dos mesmos.O estudo do perfil global de expressão gênica tem auxiliado na compreensão de mecanismos da tumorigênese e, mais recentemente, teve impacto sobre a prática clínica. Especialmente para o câncer de mama, o perfil genômico tem melhorado a nossa capacidade de prognóstico, e diversos ensaios baseados em expressão gênica estão disponíveis comercialmente. Tendo em vista a abordagem bem sucedida para o câncer de mama e o rápido desenvolvimento de tecnologias de larga escala para o estudo do perfil genômico, a busca por assinaturas de expressão gênica aumentou consideravelmente e abordagens semelhantes tem sido aplicadas a outros tipos de tumores. No entanto, muitas assinaturas de expressão gênica estabelecidas falharam quando aplicadas a grupos de amostras independentes. Sendo assim, novos métodos e um maior rigor estatístico estão sendo considerados. O gerenciamento, integração e interpretação de dados genômicos são essenciais para a pesquisa biomédica moderna. Atualmente, o maior desafio não depende da aquisição de dados genômicos, mas, principalmente, da sua interpretação e tradução para a prática clínica. Considerando o grande número de informações genômicas disponíveis hoje, as meta-análises representam um enorme potencial para melhorar a coleta e interpretação desses dados. No entanto, a análise de conjuntos de dados combinados ainda é pouco explorada, principalmente pela dificuldade em integrar e reanalisar os dados primários. O objetivo deste projeto é identificar uma assinatura de expressão gênica capaz de predizer a resposta ao tratamento adjuvante para o câncer de cólon estadio II através da análise combinada de dados públicos de expressão gênica.O primeiro passo é a combinação de dados clínicos e de expressão gênica de estudos independentes de câncer colorretal permitindo a reanálise dos dados primários. Dados brutos dos estudos de microarray e de sequenciamento de última geração serão processados e normalizados. Em seguida, o conjunto de dados combinados será utilizado para construir e validar assinaturas de expressão gênica. Através de aprendizado de máquina, será possível identificar padrões de expressão associados a condições específicas (por exemplo resposta à quimioterapia). Finalmente, a assinatura de expressão gênica será validada utilizando conjuntos de dados independentes, como o The Cancer Genome Atlas (TCGA). Resumidamente, a abordagem proposta conta com a vasta quantidade de dados de expressão gênica disponíveis de estudos independentes, possibilitando a identificação de uma assinatura de expressão gênica recorrente e confiável. Assim, esta estratégia deve evitar as limitações de assinaturas provenientes de estudos individuais, e deve melhorar a precisão e a confiança da assinatura resultante. Finalmente, este projeto consta com o desenvolvimento de uma abordagem computacional com grande potencial para explorar a abundância de dados genômicos disponíveis publicamente e, ainda, pode ser expandida para outros tipos de tumor e de dados genômicos. (AU)

Identificação de proteínas reguladas por melatonina que estão envolvidas no ciclo celular de Plasmodium Falciparum

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Célia Regina da Silva Garcia
Supervisor no exterior: Jude Przyborski
Local de pesquisa: Philipps-Universität Marburg (Alemanha)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Bioquímica de Microorganismos
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:14/26067-7
Vigência: 01 de abril de 2015 - 30 de setembro de 2015
Assunto(s):Plasmodium falciparumUbiquitinaçãoBiologia molecular
Resumo
A malária continua a ser uma das principais doenças infecciosas no mundo em desenvolvimento. Durante a ultima década, o mundo tem feito um grande progresso na luta contra a malária (WHO 2013), porém o surgimento de resistência aos antimaláricos e inseticidas tem se tornado um grande problema a ser considerado. Sendo assim, novas abordagens quimioterápicas com alvos alternativos são necessárias (Doerig, Baker et al., 2009). Apesar de alguns progressos terem sido feitos, muitas das vias de sinalização que controlam o desenvolvimento da formas intra-eritrocíticas assexuadas do patógeno (anel para trofozoíto e estágios de esquizontes de Plasmodium falciparum) permanecem essencialmente descaracterizada. Nosso grupo mostrou que a fase assexuada de P. falciparum respondem a melatonina (e seus derivados, a triptamina, serotonina N-acetil serotonina e N1-acetil-N2-formil-5-metoxiquinuramina) ao modular o ciclo da proliferação in vitro (Hotta, Gazarini et al., 2000, Budu, Peres et al. 2007). Além disso, os parasitas de Plasmodium são capazes de sentir a sinalização do hospedeiro e modular a sua função através de uma maquinaria celular complexa de receptores de membrana (Garcia, Mark et al., 2001, da Madeira, Ga et al. 2008 Koyama, Chakrabarti et al. 2009 Budu e Garcia, 2012). A presente proposta pretende identificar o papel de duas proteínas reguladas pela transdução de sinal da melatonina, que podem estar envolvidas na ativação de genes do sistema ubiquitina proteossoma (UPS). Para alcançar nosso objetivo, pretendemos gerar parasitas com genes endógenos marcados com GFP, o que irá permitir seguir o estímulo de ativação em células vivas, bem como gerar parasitas com níveis ajustáveis destas proteínas de interesse para nos permitir estudar como remoção destas altera/remove a resposta a estímulos. Estes experimentos darão informações sobre a sinalização e os mecanismos direto da expressão destas proteínas, bem como mediar a correta localização subcelular correta dentro da célula do parasita e do hospedeiro infectado. (AU)

Ensaio clínico randomizado de Fase II para avaliar a factibilidade, aceitação e potencial efetividade de uma intervenção psicossocial breve em associação com cuidado paliativo precoce na redução de sintomas depressivos em pacientes com câncer avançado

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Hospital do Câncer de Barretos. Fundação Pio XII (FP). Barretos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Eduardo Paiva
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/22052-5
Vigência: 01 de março de 2015 - 28 de fevereiro de 2017
Assunto(s):NeoplasiasDepressão
Resumo
Pacientes com câncer em fase avançada reportam problemas físicos, emocionais, sociais e existenciais, que podem ser decorrentes do próprio câncer ou de seu tratamento. Estudos prévios demonstraram benefício da inclusão precoce do cuidado paliativo (CP) em associação ao cuidado oncológico padrão na redução de sintomas depressivos, melhora da qualidade de vida, aumento da sobrevida e diminuição de procedimentos invasivos desnecessários. No entanto, os pacientes continuam chegando ao CP tardiamente, mesmo em serviços especializados em oncologia de grande porte. Uma das barreiras é o estigma dos CPs, percebido pelos pacientes e profissionais de saúde como "um local para morrer". O presente estudo tem como objetivos principais avaliar a factibilidade e a aceitação/satisfação de pacientes com câncer avançado a uma intervenção psicossocial breve baseada na Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) em adição ao CP precoce e avaliar o impacto das intervenções na diminuição dos sintomas depressivos. Ensaio clínico randomizado, aberto, de fase II, com dois braços de intervenção e um grupo controle. Serão incluídos 150 pacientes com câncer avançado iniciando quimioterapia paliativa que preencherem os critérios de seleção. Os participantes serão recrutados nos ambulatórios de oncologia clínica do Hospital de Câncer de Barretos e divididos aleatoriamente (1:1:1) nos três braços de tratamento: braço A, cinco sessões semanais de intervenções psicossociais breves baseadas na TCC em associação com CP precoce; braço B, apenas CP precoce; braço C, cuidado oncológico padrão. Os instrumentos utilizados para a coleta de dados serão o HADS, PHQ-9, ESAS-br, FAMCARE- patient scale e o Protocolo de Entendimento sobre a Doença, os quais serão aplicados no baseline e com 45, 90, 120 e 180 dias após a randomização. Planeja-se uma análise interina para após 20 participantes com dados completos em cada braço; caso o tamanho do efeito de Cohen entre os braços A e B seja pequeno (d<0,2), o estudo continuará apenas com os braços B e C. (AU)

Caracterização funcional do gene THY1(CD90) após silenciamento estável, mediado por shRNA em linhagens celulares de adenocarcinoma pancreático

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ricardo Rodrigues Giorgi
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/13389-6
Vigência: 01 de março de 2015 - 28 de fevereiro de 2017
Assunto(s):NeoplasiasBiologia molecular
Resumo
O câncer de pâncreas constitui uma neoplasia clinicamente agressiva e letal. Devido ao fato da doença geralmente ser diagnosticada em estágios avançados, apenas 5% dos pacientes sobrevivem por até cinco anos. Nos últimos anos, as células-tronco tumorais (CSCs) têm chamado atenção como possíveis responsáveis pela iniciação e progressão tumoral, resistência a drogas e metástase. Recentemente, foi demonstrado que o gene THY1 (CD90), conhecido como um marcador de células-tronco mesenquimais, está envolvido na interação célula/célula e célula-matriz extracelular, bem como constitui um marcador de neovascularização em tumores pancreáticos. Estudos mostram que tumores com aumento da expressão de CD90 estão associados com a progressão da doença, potencial invasivo, formação de metástase e resistência a drogas. O silenciamento de determinados genes com a utilização da técnica de RNA de interferência pode representar uma nova opção terapêutica para o câncer pancreático, em conjunto com a quimioterapia. A presente investigação tem, como objetivo, a inibição estável do gene THY1 (CD90), mediada por RNA de interferência (shRNA) em linhagens celulares derivadas de adenocarcinomas pancreáticos e a avaliação dos mecanismos moleculares associados a este tipo de neoplasia como proliferação, transformação celular, invasão e apoptose. (AU)

Efetividade do sistema digital de drenagem em pós-operatório de cirurgia torácica: estudo clínico randomizado

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Altair da Silva Costa Júnior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/24676-6
Vigência: 01 de março de 2015 - 29 de fevereiro de 2016
Assunto(s):Cirurgia torácicaDrenagem posturalPeríodo pós-operatório
Resumo
Nos últimos anos, a avaliação de muitos de nossos pacientes indicadores, bem como muitas outras partes da nossa vida a cada dia, tem usado a tecnologia digital. Muitos sinais à beira do leito ou em unidade de terapia intensiva, tais como pressão arterial ou pulmonar, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e temperatura são reportados de forma contínua e digital. Este tipo de gravação de dados levou à avaliação mais precisa da condição do paciente e para a aplicação mais rápida da terapia. No entanto, até agora, a única forma de avaliação do dreno de tórax foi de uma forma subjetiva. Há dúvidas sobre a quantidade de liquido e principalmente sobre a perda aérea. Nos últimos anos, estudos com sistemas digitais mostraram uma avaliação objetiva destes parâmetros. Estes estudos também demonstraram algumas vantagens da medição contínua e digital de vazamentos de ar comparado com o sistema tradicional. Ele fornece uma avaliação mais precisa da perda aérea e sem dúvidas entre os observadores. O sistema tem a vantagem principal de fornecer dados objetivos e reprodutíveis, diminuindo inter-variabilidade e avaliação de vazamento de ar, que pode ser um dos principais fatores de atraso na retirada do dreno. O impacto deste sistema na rotina da enfermagem ainda não foi estudado. O tempo gasto pelo funcionário para cuidar do dreno também não foi mencionado em nenhum estudo consultado. A equipe de enfermagem tem que: realizar a troca de selo d'agua, mensurar a quantidade do liquido drenado, fazer a instalação e verificação do sistema de aspiração continua, realizar a avaliação continua do sistema (obstruções, mangueira dobrada, desconexões acidentais, dreno fechado para transporte, entre outras). Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar a efetividade do sistema digital em relação ao sistema tradicional de selo d'água. Método: Pergunta - efetividade do sistema digital de drenagem torácica; Intervenção: Sistema digital; Controle: Sistema tradicional em selo d'água; Resultado: tempo de internação; avaliação da enfermagem. Tipo de estudo: Ensaio clínico prospectivo randomizado; Duração do projeto: 12 meses. Critérios de inclusão: - pacientes com indicação de toracotomia poupadora muscular e cirurgias eletivas. Critérios de exclusão: - insuficiência renal ou hepática- pacientes de alto risco- disfunção neurológica- reoperação- operação de emergência- quimioterapia ou radioterapia prévia-toracectomia associada; Tamanho da amostra; Dois grupos com 25 pacientes cada. Avaliação 1- Questionário de avaliação pela enfermagem, com os seguintes domínios: segurança, praticidade, manejo e grau de dificuldade. 2- Concordância entre a equipe dos parâmetros de drenagem (perda aérea / debito do dreno). Protocolo digital e protocolo. (AU)

A dexametasona administrada pela via subaracnóidea é tóxica à medula espinal e meninges de coelhos?

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eliana Marisa Ganem
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/24053-9
Vigência: 01 de março de 2015 - 29 de fevereiro de 2016
Assunto(s):DexametasonaNeurotoxicidadeAnestesiologia
Resumo
Resultados de revisão sistemática e metanálise mostraram que a dexametasona utilizada como coadjuvante do anestésico local quando administrada pela via perineural prolongou a duração do bloqueio sensitivo/analgesia. Alguns autores descreveram que a dexametasona, independentemente da via de administração (perineural ou intravenosa), prolongou a duração da analgesia do bloqueio interescalênico com ropivacaína. Ainda outros encontraram aumento no tempo de duração da analgesia quando empregaram o fármaco pela via perineural, em bloqueio do nervo ciático, porém com duração semelhante ao da dexametasona utilizada pela via intravenosa. Contrastes iodados, corticosteróides administrados no espaço peridural e no subaracnóideo, trauma, sangue, quimioterápicos, preservativos e conservantes contidos em muitas soluções, contaminantes como detergentes e até mesmo anestésicos locais, foram associados à aracnoidite adesiva. A injeção subaracnoidea de betametasona e de metilprednisolona desencadeou aracnoidite adesiva em cães. Em coelhos a injeção peridural de metilprednisolona não desencadeou alterações histológicas nas meninges. Em ratos a injeção subaracnóidea da triancinolona, através de cateter implantado cronicamente, não causou alterações histológicas do tecido nervoso e não avaliou as meninges. O objetivo deste estudo será avaliar os efeitos histológicos que a dexametasona administrada no espaço subaracnóideo, determina sobre o tecido nervoso da medula espinal e das meninges de coelhos. Método- Serao utilizados 20 coelhos adultos jovens, com pesos entre 3000 g e 5000 g e medula espinal entre 38 e 40 cm fornecidos pelo Bioterio do Campus de Botucatu da Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho". Na seleção dos animais serao excluídos aqueles que não apresentarem aspecto sadio e serão divididos em 2 grupos(G):G1 solução fisiologica a 0.9%, dexametasona 0,37 mg.kg-1. Após jejum de 12 h com livre acesso a água os animais serão anestesiados com cetamina e xilazina e submetidos a punção subaracnóidea para administração de uma das soluções previamente sorteadas. Após a recuperação da anestesia venosa e durante 21 dias de cativeiro serão avaliados quanto a motricidade e sensibilidade dolorosa. Serão então sacrificados por decapitação sob anestesia venosa e retirada a porção lombar e sacral da medula e meninges para exame histológico por HE e GFAP. (AU)

Comparação entre os mapeamentos de Metilação do DNA genômico de células CD34+CD38-ALDHhigh e CD34+CD38-ALDHint isoladas de pacientes com leucemia mielóide aguda

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eduardo Magalhães Rego
Supervisor no exterior: Daniel Diniz de Carvalho
Local de pesquisa: University of Toronto (Canadá)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:14/23651-0
Vigência: 01 de março de 2015 - 31 de maio de 2015
Assunto(s):Hematologia
Resumo
Apesar da grande variabilidade nas alterações genéticas e epigenéticas encontradas na leucemia mieloide aguda (LMA), muitas delas afetam vias de sinalização, levando à desregulação de efetores transcricionais subjacentes e a amplas alterações na expressão gênica. Há crescentes evidências de que disfunções nas vias de transdução de sinais têm sua origem em células progenitoras e possivelmente também em células-tronco, uma vez que muitas das células que exibem sinalização aberrante apresentam fenótipo característico de células pertencentes a estes compartimentos. Portanto, a identificação de vias de sinalização nessas células que possam ser alvo terapêutico poderia ser uma eficiente abordagem para curar a LMA. Nós demonstramos que células- tronco normais e leucêmicas originadas do mesmo paciente apresentam diferentes perfis de sinalização, mas os mecanismos responsáveis por estas diferenças funcionais não são conhecidos. Devido ao grande número de evidências de que essas células se originam a partir de um precursor comum, nós levantamos a hipótese de que mecanismos epigenéticos podem estar envolvidos nesse processo. Esta hipótese traz à tona a possibilidade de mapear modificações epigenéticas, com o objetivo de identificar assinaturas que permitam predizer a resposta à quimioterapia, e que possam se correlacionar aos dados gerados pelos estudos de sinalização celular que estão em andamento. O mapeamento genômico da metilação do DNA com uma resolução em nível de pares de bases será realizado utilizando uma versão aprimorada do método "enhanced reduced representation bisulfite sequencing (ERRBS)", um protocolo baseado em bissulfito que enriquece porções do genoma ricas em GC, portanto reduzindo os custos do procedimento, enquanto ainda permite a captura da maior parte das regiões genômicas que nos interessam (ilhas CpG e regiões adjacentes - "costas" CpG). Este método é adequado para aplicação em amostras com pelo menos 500 células, uma condição necessária para estudar esta população altamente purificada. Os dados gerados pelo mapeamento de metilação do DNA das subpopulações celulares CD34+CD38-ALDHhigh e CD34+CD38-ALDHint isoladas de pacientes com LMA, e CD34+CD38-ALDHhigh isoladas de doadores saudáveis serão comparados com o objetivo de obter uma maior compreensão da interação entre epigenética e sinalização celular, e determinar se a metilação do DNA se distribui em padrões específicos entre estas subpopulações. Dada a natureza reversível das alterações epigenéticas, o potencial impacto na terapia é considerável. (AU)

IGFBP7 como alvo terapêutico em carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro Infantil de Investigações Hematológicas Dr Domingos A Boldrini (CIB). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jose Andres Yunes
Supervisor no exterior: Rafael E. Guerrero-Preston
Local de pesquisa: Johns Hopkins University (JHU) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:14/22038-2
Vigência: 01 de março de 2015 - 29 de fevereiro de 2016
Assunto(s):QuimioterapiaOncologia
Resumo
Nosso grupo mostrou que a IGFBP7 está envolvida na comunicação das células leucêmicas com as células estromais da medula óssea, o que resulta na proteção da Leucemia Linfóide Aguda (LLA) contra a ação da asparaginase. Em um trabalho não publicado, recentemente verificou-se que a IGFBP7 exerce um efeito autócrino na LLA, aumentando a sua resistência a outros compostos quimioterápicos. A neutralização da proteína extracelular IGFBP7, com o uso de anticorpo, teve um impacto negativo na sobrevivência e proliferação da LLA. Mais importante, o silenciamento do gene IGBFP7 na LLA resultou na diminuição da "pega" e na proliferação das células leucêmicas em camundongos NOD/Scid, e também no aumento da sobrevivência dos animais tratados com corticosteróides. O papel da IGFBP7 em tumores sólidos ainda é controverso. Entretanto, um estudo recente mostrou que o IGFBP7 está associado a uma pior sobrevivência livre de doença e com um aumento no risco de progressão e recaída em carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço (CECP). CECP é sexto câncer mais comum em todo o mundo, sendo que a prevalência desta doença tem crescido de forma constante ao longo das últimas três décadas. Infelizmente, as terapias convencionais não são adequadas, como consequência, observa-se uma alta incidência de falha locorregional e uma pior sobrevida global (cerca de 50 %). Como as modalidades de tratamento disponíveis atualmente atingiram os seus limites terapêuticos, o desafio é desenvolver novas, mais eficientes e específicas estratégias terapêuticas. CECP apresenta um elevado nível de heterogeneidade e alterações genéticas complexas. As alterações que ocorrem em várias vias moleculares tornam esta doença atraente para o desenvolvimento de terapias específicas, que podem minimizar as taxas de toxicidade e melhorar a sobrevivência. Além disso, a descoberta de diferenças genéticas entre as células cancerosas e células normais está levando ao desenvolvimento de potenciais novos alvos terapêuticos mais específicos. Sendo assim é possível que a IGFBP7 pode estar envolvido na biologia e quimioresistência do CECP. Desta forma, propomos um estudo para avaliar o papel da IGFBP7 em na sensibilidade à quimioterapia do CECP. Este projeto de pesquisa tem como objetivos: 1) avaliar o impacto do silenciamento do gene IGFBP7 na proliferação, sobrevivência, senescência, e sensibilidade à quimioterapia em linhagens celulares de CECP, 2) avaliar o efeito do silenciamento do gene IGFBP7 na progressão, sensibilidade à quimioterapia e angiogênese em camundongos imunossuprimidos transplantados com linhagens celulares de CECP. (AU)

Caracterização funcional da HJURP (Holliday Junction Recognizing Protein) em células de glioblastoma multiforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Valeria Valente
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:15/00004-1
Vigência: 01 de março de 2015 - 31 de outubro de 2015
Assunto(s):Reparação de dna
Resumo
os astrocitomas são os tumores cerebrais primários mais comuns em adultos. De acordo com o grau de diferenciação e agressividade, eles são classificados em astrocitoma difuso de baixo grau (grau II), astrocitoma anaplástico (grau III) e glioblastoma multiforme (grau IV). Dentre eles, o glioblastoma multiforme (GBM) é o tipo mais frequente e agressivo, sendo que a maioria dos pacientes apresenta sobrevida de aproximadamente um ano após o diagnóstico. Isto se deve a alta invasividade e resistência dos GBMs a radio e quimioterapia. Estudos recentes tem revelado que a sua caracterização molecular é fundamental para a obtenção de diagnósticos mais precisos e o desenvolvimento de terapias mais dirigidas e eficazes. Dentro deste contexto, observamos em estudos prévios que HJURP (Holliday Junction Recognizing Protein), uma nova proteína envolvida em reparo de DNA e estabilidade genômica, está altamente super-expressa nos GBMs. Dados recentes de nosso laboratório mostraram que a redução de HJURP promove um drástico aumento nos níveis de apoptose em duas linhagens celulares de GBM, enquanto que células não tumorais não foram significativamente afetadas. Portanto, propomos estender a caracterização das funções de HJURP em células de GBM buscando: i) avaliar o requerimento de HJURP para viabilidade de outras linhagens celulares (normais e tumorais), ii) investigar a possível associação entre os níveis de expressão de HJURP e a resistência das células de GBM à radiação ionizante, e iii) caracterizar os mecanismos moleculares da ação de HJURP em diferentes células de GBM. Para isso, realizaremos ensaios funcionais de silenciamento gênico, através de RNA de interferência, e super-expressão para investigar o requerimento de HJURP para a atividade proliferativa e de reparo de DNA. Além disso, iremos investigar as vias que regulam sua atividade e mecanismo de ação, procurando caracterizar a relação entre HJURP e as proteínas supressoras tumorais ATM quinase e p53 que, de acordo com dados da literatura, atuam em vias compartilhadas com HJURP. Outro interesse deste projeto é a identificação dos parceiros moleculares de HJURP em diferentes linhagens de GBM, através de experimentos de imunoprecipitação seguidos de espectrometria de massas. Desse modo, pretendemos avançar no entendimento das funções de HJURP e avaliar sua participação na manutenção da estabilidade genômica das células de astrocitoma, o que poderá indicar o potencial desta proteína como alvo terapêutico. (AU)

Análise do efeito do ácido gama-linolênico na expressão e atividade de enzimas envolvidas no metabolismo de eicosanóides e na resistência a múltiplas drogas, em células de gliomas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alison Colquhoun
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:14/21228-2
Vigência: 01 de março de 2015 - 31 de dezembro de 2015
Assunto(s):EicosanoidesOncologia
Resumo
A inflamação é uma resposta fisiológica protetora contra qualquer estímulo que perturbe a homeostase natural do tecido. Ela pode ser modulada por vários fatores, entre eles, os eicosanoides. Estes são mediadores inflamatórios lipídicos, derivados do metabolismo do ácido araquidônico, pelas enzimas ciclooxigenase (COX) e lipoxigenase (LOX). Substâncias exógenas podem influenciar na síntese de eicosanoides, como o ácido gama-linolênico (GLA). Este ácido graxo ômega-6 revelou possuir propriedades anti-inflamatórias e anti-tumorais em testes laboratoriais. Apesar disso, seu uso como agente terapêutico para o tratamento de gliomas ainda é incerto. Estudar possíveis novos alvos terapêuticos para esse e outros tipos de cânceres é essencial, já que, assim como em gliomas, outros tumores podem adquirir resistência a diversos agentes quimioterápicos, fenômeno conhecido como resistência a múltiplas drogas (MDR). Assim, este projeto pretende elucidar os efeitos da adição exógena de GLA sobre componentes do metabolismo dos eicosanoides e proteínas envolvidas na MDR, para a melhor caracterização de possíveis novos alvos terapêuticos para este tipo de neoplasia. (AU)

Análise da autofagia mediada por chaperona (CMA) na tumorigênese mamária: impacto na transformação maligna e potencial uso como estratégia antitumoral

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Supervisor no exterior: Ana Maria Cuervo
Local de pesquisa: Yeshiva University (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:14/21382-1
Vigência: 02 de fevereiro de 2015 - 01 de fevereiro de 2016
Assunto(s):AutofagiaNeoplasias mamáriasBiologia celular
Resumo
A autofagia é um mecanismo de degradação dependente de lisossomos. Por impedir a acumulação de componentes intracelulares obsoletos e/ou danificados e também prover precursores metabólicos essenciais, a autofagia é fundamental para a manutenção da homeostase celular. Diferentes tipos de autofagia têm sido descritos e demonstrados como coexistentes em todas as células, atuando tanto em processos fisiológicos como patológicos. Na via autofágica melhor caracterizada, macroautofagia, conteúdos citoplasmáticos são sequestrados em vesículas de membrana dupla (autofagossomos) e, posteriormente, entregues ao lisossomo. Dessa forma, sabe-se que células tumorais podem valer-se da macroautofagia como um mecanismo de sobrevivência à radioterapia e quimioterapia, facilitando a resistência dos tumores a estes tratamentos. No entanto, também tem sido mostrado que a macroautofagia pode desempenhar funções supressoras de tumor, por meio da manutenção da estabilidade genômica. Apesar da reconhecida relevância da macroautofagia na progressão tumoral, muito pouco se sabe sobre a função da autofagia mediada por chaperona (Chaperone-mediated autophagy, CMA) na biologia do câncer. A principal característica que distingue a CMA dos outros tipos de autofagia é a sua seletividade. Todos os substratos de CMA (proteínas citosólicas) contêm um motivo proteico por meio do qual são seletivamente identificados e direcionados para o lisossomo, através da sua interação com a chaperona hsc70. Em um trabalho pioneiro, realizado pelo grupo da Profa. Dra. Ana Maria Cuervo, demonstrou-se que a via CMA está frequentemente elevadas em diferentes células tumorais, além de ser fundamental para seu crescimento e o desenvolvimento de metástase. A proteína de membrana associada ao lisossomo do tipo 2A (LAMP-2A), essencial para a via CMA, também foi relatada como superexpressa em tumores de mama e relacionada à regulação da sobrevivência celular. Em conjuntos, estes dados sugerem que não apenas a macroautofagia, mas também a CMA exerce um importante papel na progressão do câncer. Neste contexto, o presente trabalho se propõe a avaliar a influência deste tipo particular de autofagia (CMA) na tumorigênese mamária, modelo no qual a relevância da macroautofagia já foi bem demonstrada. (AU)

Desenvolvimento e avaliação de formulações tópicas contendo espilantol para uso no tratamento da mucosite oral

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA). Coordenadoria de Centros e Núcleos Disciplinares (COCEN). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Paulínia, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rodney Alexandre Ferreira Rodrigues
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/16186-9
Vigência: 01 de fevereiro de 2015 - 31 de janeiro de 2017
Resumo
O espilantol ou afinina, uma alquilamida encontrada em drogas vegetais, dentre elas, a Spilanthes acmella (L.) L., possui diversas propriedades farmacológicas, como atividade anti-inflamatória, anestésica e antioxidante. Essas propriedades podem ser de grande interesse no tratamento da mucosite oral, um efeito colateral típico, decorrente do tratamento de pacientes com câncer, submetidos à radioterapia e quimioterapia. O objetivo desse trabalho é obter formulações orais no combate a mucosite, com a incorporação de espilantol obtido por meio da extração supercrítica e avaliar sua atividade anti-inflamatória por meio de modelos experimentais. Serão avaliados diferentes bioadesivos com o objetivo de obter-se o mais adequado para uso oral, cujas propriedades como flexibilidade, elasticidade, cor, sabor e liberação controlada do ativo, possam trazer conforto ao paciente evitando a troca frequente da formulação. Também serão realizados experimentos in vitro e também a atividade anti-inflamatória e antinociceptiva in vivo nos modelos de edema de pata induzido por carragenina e de mucosite gastrointestinal, com subsequente análise histopatológica. (AU)

Investigação do potencial esquistossomicida de invertebrados marinhos pertencentes à Ascidiacea

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Pró-Reitoria Adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade de Franca (UNIFRAN). Franca, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ana Helena Januário
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/19184-7
Vigência: 01 de fevereiro de 2015 - 31 de janeiro de 2017
Assunto(s):Química de produtos naturaisEsquistossomicidasAscidiaceaeDesenvolvimento de fármacos
Resumo
A busca de novos agentes farmacologicamente ativos advindos de fontes naturais tem levado a descoberta de muitas drogas quimicamente úteis que desempenham um importante papel no tratamento de doenças humanas. O ambiente marinho tem mostrado grande potencial como fonte destas moléculas naturais. Vários produtos derivados de marinhos foram aprovados para o uso contra doenças humanas e outros estão em fase de desenvolvimento. O objetivo principal deste projeto de pesquisa é identificar novas classes estruturais de produtos naturais produzidos por organismos marinhos brasileiros da Classe Ascidiacea (ascídias) e avaliar o seu potencial como agentes esquistossomicidas e antimicrobianos. A esquistossomose é uma doença tropical negligenciada na qual tem se necessidade urgente de novos agentes quimioterápicos. A princípio, sete espécies de ascídias amplamente distribuídas no Canal de São Sebastião foram selecionadas para estudo neste projeto: Clavelina oblonga, Didemnum psammatodes, D. perlucidum, Didemnum sp. Phallusia nigra, Symplegma rubra e Trididemnum orbiculatum. O fracionamento dos extratos dos organismos marinhos selecionados serão biomonitorados visando o isolamento dos princípios ativos, os quais serão submetidos à investigação biológica. Adicionalmente, a avaliaçao da citotoxicidade in vitro bem como a genotoxicidade e anti-genotoxicidade destes produtos naturais também serão investigadas. O fracionamento guiado por bioensaios permitirá o isolamento dos produtos naturais ativos, enquanto que o desafio da elucidação estrutural será realizado pelo extensivo uso da RMN-2D e Espectrometria de Massas. Após a elucidação estrutural, análogos semi-sintéticos poderão ser obtidos para a melhor exploração da relação estrutura-atividade. Este projeto contribuirá para a identificação de novas classes de agentes esquistossomicidas e antimicrobianos, enfermidades que tem uma extrema necessidade de novos agentes quimioterápicos. (AU)

Efeito da lectina ArtinM na resposta imune celular de pacientes com paracoccidioidomicose

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Heloisa Souza Lima Blotta
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/12516-4
Vigência: 01 de fevereiro de 2015 - 31 de janeiro de 2017
Assunto(s):ImunomodulaçãoDoenças infecciosasParacoccidioidomicoseLectinasCitocinasCélulas dendríticas
Resumo
A paracoccidioidomicose (PCM), causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis, é a micose sistêmica mais prevalente no Brasil. As principais formas clínicas da PCM são: a forma juvenil ou aguda (FJ), mais grave e disseminada, caracterizada por resposta imunológica predominante do tipo Th2, e a forma adulta ou crônica (FA), caracterizada por uma resposta imunológica do tipo Th1 e Th17. Há também indivíduos que entram em contato com o fungo, porém não desenvolvem sinais clínicos da doença. Estes desenvolvem uma resposta celular vigorosa contra antígenos do fungo do padrão Th1. Apesar dos significativos avanços na terapia antifúngica, sua eficácia ainda é limitada por fatores como terapia prolongada, toxicidade, efeitos colaterais e relapsos. Frente a isso, tornam-se necessários tratamentos seguros, alternativos ou complementares à quimioterapia. A lectina ArtinM, extraída da semente da jaca (Artocarpus heterophyllus), apresenta atividade imunomoduladora contra vários patógenos intracelulares, inclusive no modelo de infecção experimental por P. brasiliensis. A administração profilática ou terapêutica da lectina a camundongos infectados com P. brasiliensis proporcionou o desenvolvimento de uma resposta Th1 balanceada por IL-10, a qual resultou em uma redução da carga fúngica nos órgãos dos animais tratados com a lectina, enquanto manteve uma inflamação controlada. O presente projeto propõe uma avaliação do papel da lectina ArtinM na imunomodulação da PCM humana. Para tal, pretende-se verificar o efeito da ArtinM na resposta linfoproliferativa e produção de citocinas por células mononucleares do sangue periférico, monócitos e neutrófilos de pacientes com PCM (FA e FJ) e controles saudáveis. Também será avaliada sua ação sobre células dendríticas geradas a partir de monócitos do sangue periférico, no que concerne a maturação e capacidade de induzir a diferenciação de diferentes subpopulações de linfócitos T. Acreditamos que os resultados deste estudo poderão contribuir para o melhor entendimento da imunopatologia da PCM e para identificar novas estratégias terapêuticas. (AU)

Efeito da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) na redução dos sintomas de neuropatia periférica induzida por quimioterapia anti-neoplásica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Raquel Aparecida Casarotto
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/13619-9
Vigência: 01 de fevereiro de 2015 - 31 de janeiro de 2017
Assunto(s):Doenças do sistema nervoso periféricoDorEstimulação elétrica nervosa transcutâneaFisioterapiaParestesiaQuimioterapia
Resumo
Introdução: A neuropatia periférica induzida por quimioterapia (NPIQ) resulta de dano ou disfunção dos nervos periféricos, sendo um dos efeitos colaterais mais comuns decorrentes da quimioterapia antineoplásica que utilizam drogas neurotóxicas. Dor e a parestesia são sintomas prevalentes, acarretando desconfortos crônicos e a perda de habilidades funcionais, interferindo negativamente na qualidade de vida e na autonomia dos pacientes. Em estudo piloto com pacientes portadores de NPIQ, houve evidência que a Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea melhorou os sintomas dolorosos dos pacientes com NPIQ. Este estudo tem como objetivo investigar os efeitos da TENS na redução dos sintomas de dor e parestesia e melhora nas atividades de vida diária de pacientes oncológicos que apresentem NPIQ. Métodos: Os participantes da pesquisa receberão a TENS nos seguintes parâmetros: TENS-modo VF com freqüência variável entre 7 Hz até 65 Hz , largura de pulso de 200 µs, tempo de aplicação de 60 minutos com intensidade a mais alta tolerável porém confortável para o paciente, diariamente, nos dias em que farão a quimioterapia e em regime domiciliar durante três ciclos de quimioterapia. Os participantes serão divididos em dois grupos: Grupo experimental (GE) em que será aplicado a TENS ativa e Grupo controle (GC) que receberá a TENS placebo. A avaliação dos efeitos será medida através dos seguintes instrumentos: Classificação da neuropatia através da CTCAE (Common Terminology Criteria for Adverse Events) versão 4.02 de 2009, a Escala de funcionalidade ECOG, o questionário de neurotoxicidade induzida por anti-neoplásicos (QNIA) para avaliação dos sintomas da NPIQ, e a Escala Visual Analógica (EVA) para avaliar os sintomas de dor e parestesia. O erro ± será estimado em 5%. (AU)

Análise molecular da resposta de linhagens tumorais humanas e caninas ao flavonóide trans-chalcona

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Campus Ribeirão Preto. Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mozart de Azevedo Marins
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/15307-7
Vigência: 01 de fevereiro de 2015 - 31 de janeiro de 2017
Assunto(s):CãesNeoplasiasExpressão gênicaFlavonoides
Resumo
Os flavonoides são compostos polifenólicos de origem vegetal que estão presentes em abundância nas frutas, verduras, chás e ervas medicinais. As diferentes moléculas desta classe de compostos são exploradas para o desenvolvimento de quimioterápicos com novos alvos ou para sensibilização de células tumorais às doses mais baixas dos agentes quimioterápicos convencionais. Experimentos realizados por nosso grupo de pesquisa em linhagens de células tumorais humanas e caninas demonstraram que a trans-chalcona, um flavonoide de cadeia aberta, inibe a expressão gênica da enzima topoisomerase IIa e induz a apoptose, ambos alvos de drogas antitumorais. A partir de experimentos de "western-blot" com a linhagem de células de osteossarcoma humano U2OS verificamos que estes efeitos ocorrem possivelmente por aumento da estabilidade do fator de transcrição p53 e inibição do fator de transcrição Sp1. Estes fatores de transcrição interagem em regiões promotoras ao longo do genoma e definem a indução ou a repressão de genes envolvidos com vários processos celulares, entre eles a apoptose. Neste projeto, o objetivo geral é identificar o conjunto de genes modulados pela atividade da trans-chalcona nas linhagens de osteosarcoma humano U2OS e de sarcoma histiocítico canino DH82, verificando-se a contribuição do p53 e Sp1 e a metilação do DNA. Esta análise deverá contribuir na elucidação dos mecanismos envolvidos na citotoxicidade da trans-chalcona e identificação de genes que poderão servir de alvos para o desenvolvimento de drogas antitumorais para o tratamento do câncer canino e humano. (AU)

Efeitos da associação de Orlistat com agentes quimioterápicos em carcinoma espinocelular de língua: estudo in vitro e em modelos ortotópicos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Edgard Graner
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/20832-3
Vigência: 01 de fevereiro de 2015 - 31 de janeiro de 2017
Assunto(s):Patologia bucalNeoplasias bucaisCarcinoma espinocelularMetástaseQuimioterapiaÁcido graxo sintasesModelos animais
Resumo
Ácido graxo sintase (FASN) é a enzima responsável pela biossíntese endógena de ácidos graxos. Sua expressão e atividade são altas em diversas neoplasias malignas, dentre as quais o carcinoma espinocelular (CEC) oral. Nos CECs orais, FASN está associada com pior prognóstico, determinado por maiores taxas de recorrência e de disseminação metastática. Orlistat é uma droga anti-obesidade com propriedades anti-neoplásicas decorrentes da inibição irreversível de FASN. Um estudo recente realizado em nosso laboratório demonstrou que camundongos BALB/c nude portadores de CEC de língua ortotópico desenvolveram tumores menores e apresentaram redução significativa (43%) no número de metástases regionais após o tratamento sistêmico com orlistat. A cirurgia é o tratamento de escolha para os CECs orais, no entanto, quando estes estão em estágios avançados os pacientes são incluídos em protocolos radioterápicos e / ou quimioterápicos. Cisplatina (CDDP), 5-fluorouracil (5-FU) e paclitaxel (PTX) são bastante utilizados no tratamento de várias neoplasias malignas, inclusive o CEC oral. Até o momento não existem estudos investigando o potencial do uso de inibidores de FASN como adjuvantes na quimioterapia convencional, portanto, pretendemos aqui investigar os efeitos da associação de orlistat com CDDP, 5-FU e PTX. Para isto, realizaremos uma abordagem in vitro, com a linhagem celular metastática SCC-9 ZsGreen LN1, criada em nosso laboratório. O efeito das associações estudadas sobre os índices de proliferação e de morte celular serão investigados através de citometria de fluxo. As combinações de drogas que apresentarem sinergismo serão testadas in vivo, no modelo ortotópico de CEC de língua desenvolvido com esta mesma linhagem celular, no qual serão avaliados o volume do tumor primário e a presença de metástases regionais. Por fim, pretendemos aqui aprimorar o nosso modelo ortotópico de CEC oral, através do estabelecimento de enxertos derivados de pacientes (patient-derived xenografts), nos quais pequenos fragmentos de CECs de língua, obtidos de pacientes atendidos no OROCENTRO da FOP-UNICAMP, serão transplantados para camundongos imunossuprimidos. Estes transplantes devem reproduzir com maior fidelidade a doença de cada paciente por representarem a heterogeneidade celular do tecido tumoral e têm o potencial de prever a resposta individual dos tumores frente a quimioterápicos, combinações destes ou novas drogas em fase de teste. (AU)

Determinação da estrutura cristalográfica da lectina BfL (Bauhinia forficata) e o efeito desta proteína, bem como os inibidores de proteases EcTI (Enterolobium contortisiliquum) e CrataBL (Crataeva Tapia) no painel de linhagem celular NCI-60

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto Nacional de Farmacologia (INFAR). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Luiza Vilela Oliva
Supervisor no exterior: Alexander Wlodawer
Local de pesquisa: Frederick National Laboratory For Cancer Research (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:14/22649-1
Vigência: 01 de fevereiro de 2015 - 31 de maio de 2015
Assunto(s):CristalografiaLectinasNeoplasiasGlicoproteínas
Resumo
Câncer é uma doença que ainda leva à morte em muitos países, com a incidência > 90% da mortalidade atribuída às metástases (Valastyan & Weinberg, 2011). No Brasil, as estimativas para 2014 apontam para a ocorrência de 576.000 casos novos de câncer. Câncer de mama, o tipo mais incidente desta doença em mulheres, possui taxa de mortalidade elevada (INCA, 2014). As 60 linhagens celulares de câncer (painel NCI-60) do Instituto Nacional do Câncer US proporciona uma ferramenta estabelecida para a triagem de drogas in vitro, a identificação de mecanismos de ação de drogas, e a aprovação de novos agentes quimioterápicos (Gholami et al., 2013). Assim, nós avaliaremos as proteínas de plantas BfL, EcTI, e CrataBL pelo seu potencial citotóxico seletivo no painel NCI-60. BfL, uma glicoproteína isolada das sementes de Bauhinia forficata é uma lectina que inibe a viabilidade da linhagem celular humana de câncer de mama MCF7. Nós mostramos anteriormente que BfL promove morte celular através da inibição de caspase-9, fragmentação do DNA, parada de ciclo celular, além de diminuir a expressão de integrinas ±6 e ²1 (Silva et al., 2014). EcTI é um inibidor de protease poliespecífico isolado das sementes de Enterolobium contortisiliquum que inibe a adesão, migração, e invasão de células de câncer gástrico humano Hs746T. EcTI leva à diminuição da expressão da integrina ²1 com consequente redução da ativação de FAK e Src (de Paula et al., 2012). CrataBL, uma lectina (glicoproteína) isolada da entrecasca de Crataeva tapia, inibe tripsina bovina e fator Xa, levando a apoptose das linhagens celulares de câncer de próstata humana DU145 e PC-3, com a liberação de citocromo c mitocondrial e ativação de caspase 3 em ambos os tipos de células (Ferreira et al., 2013). Como nossos grupos em estreita colaboração determinaram as estruturas cristalográficas de EcTI e CrataBL, nós focaremos na determinação da estrutura cristalográfica de BfL, com o objetivo específico de usar peptídeos identificados na estrutura proteica para os ensaios no painel NCI-60, a fim de correlacionar sua estrutura e função. O conhecimento das vias desencadeadas pelas proteínas em células tumorais pode resultar na descoberta de novas ferramentas para modulação do crescimento tumoral e progressão, assim como para prevenção de metástase. (AU)
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