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A inflamação aguda na gênese da obesidade: modelo experimental com foco na proteína amilóide sérica a (SAA) como marcador inflamatório e de hipertrofia do tecido adiposo

Beneficiário:Ana Campa
Instituição: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ana Campa
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/24052-4
Vigência: 01 de abril de 2012 - 31 de março de 2014
Assunto(s):ObesidadeInflamaçãoTecido adiposoAdipócitosProteína amiloide A sérica
Resumo
Apesar da inflamação resultante da obesidade estar bem caracterizada, tem-se discutido mais recentemente se a obesidade poderia ser uma das consequências do processo inflamatório. É conhecido que lipopolissacarídeo (LPS), administrado em doses muito baixas por infusão contínua (mimetizando a condição de endotoxemia provocada pela microbiota intestinal), induz a resistência à insulina, obesidade e diabetes em modelo experimental murino. Neste estudo pretendemos avaliar se a inflamação aguda é capaz de induzir a obesidade. Esta hipótese será testada pela indução seriada de eventos inflamatórios agudos, provocados por administração intra-peritoneal de altas doses de LPS, em camundongos swiss webster. Serão feitas análises no soro, carcaça, tecido adiposo e adipócitos isolados. Dentre os eventos sistêmicos marcantes do quadro agudo, está a síntese da proteína amilóide sérica A (SAA). Nosso interesse pela SAA é fruto de resultados do laboratório, que mostram uma ação na proliferação, diferenciação e lipólise de pré-adipócitos 3T3-L1. Sendo assim, nosso interesse é avaliar se há relação entre os mediadores gerados na inflamação aguda e a gênese da obesidade, através do efeito do soro oriundo de animais inflamados sobre a proliferação, diferenciação e lipólise de pré-adipócitos 3T3-L1. Como conseqüência dos efeitos que descrevemos para a SAA em relação à adipogênese, avaliaremos a contribuição da SAA como um elo entre a inflamação e a obesidade através da superexpressão de SAA em células 3T3-L1. (AU)

Terapia de reposição hormonal na próstata de ratos UChB: expressão de proteínas inflamatórias e de receptores hormonais

Beneficiário:Francisco Eduardo Martinez
Instituição: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Francisco Eduardo Martinez
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/05936-9
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2014
Assunto(s):AlcoolismoPróstataTerapia de reposição hormonal
Resumo
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e os problemas decorrentes do seu uso têm atingido proporções alarmantes em todo o mundo. Pesquisas têm focado as alterações morfológicas e funcionais do etanol no sistema genital masculino, porém há controvérsia na literatura especializada sobre os possíveis efeitos inflamatórios decorrentes da presença do etanol nos tecidos, especialmente, reprodutivos. A próstata é hormônio-dependente, regulada, principalmente, por andrógenos e estrógenos. O envelhecimento e a obesidade promovem desequilíbrios hormonais, desencadeando reações inflamatórias. Um dos efeitos do etanol é a diminuição da concentração de testosterona, porém não se conhece as conseqüências inflamatórias sobre a próstata. Assim, o presente trabalho tem por objetivo analisar a ação do etanol sobre a expressão de proteínas inflamatórias e sobre os receptores hormonais e avaliar os efeitos da reposição hormonal com testosterona sobre esses parâmetros na próstata de ratos UChB. A estrutura prostática, a imunohistoquímica e a expressão dos receptores AR, ER±, ER², os marcadores inflamatórios (IL-6, IL-10, TNF-±, TGF-²1), a proliferação celular (Ki-67), a apoptose (TUNNEL) e as concentrações hormonais plasmáticas (testosterona total, livre, dihidrotestosterona, estradiol e prolactina) serão avaliados. O projeto dará continuidade à linha de pesquisa desenvolvida no Departamento de Anatomia do IBB/UNESP pelo grupo de pesquisa em Biologia da Reprodução. (AU)

Tratamento periodontal e controle metabólico de pacientes com Diabetes tipo 2

Beneficiário:Giuseppe Alexandre Romito
Instituição: Faculdade de Odontologia (FO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Giuseppe Alexandre Romito
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Periodontia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/06982-4
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2014
Assunto(s):Tratamento periodontalDiabetes mellitus tipo 2
Resumo
Ainda não está bem estabelecido na literatura, os mecanismos inflamatórios que associam as doenças periodontais e o diabetes mellitus tipo 2 (DMT2). Este estudo tem como objetivo avaliar o impacto da terapia periodontal no controle glicêmico de pacientes portadores de DMT2. Este estudo será um ensaio clínico randomizado, composto por uma amostra de 120 pacientes portadores de DMT2. Os indivíduos serão alocados em dois grupos diferentes e receberão duas formas de tratamento periodontal. Um grupo receberá terapia periodontal intensiva (TPI) e, o outro, terapia periodontal supragengival (TPS). Serão coletadas amostras de sangue para análise da glicemia, através da hemoglobina glicada (HbA1c), análise de um produto final da glicação avançada (carboxi-metil-lisina), e de alguns marcadores inflamatórios, como fator de necrose tumoral alfa (TNF-±), proteína C-reativa (PCR), contagem de leucócitos, interleucina 6 (IL-6) e interleucina 1 ± e ² (IL-1 ± e ²). As coletas serão feitas no início do estudo, após dois, seis e doze meses do término do tratamento periodontal. Também serão coletadas amostras de biofilme subgengival para avaliação de Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Porphyromonas Gingivalis, Tanerella forsythia e Treponema denticola, nos mesmos tempos descritos, com a finalidade de verificar a efetividade do tratamento periodontal. Durante o estudo, serão aplicados questionários de dieta com a finalidade de maior controle, evitando-se um possível viés. (AU)

Marcadores sistêmicos da inflamação na doença periodontal crônica em cães

Beneficiário:Marco Antonio Gioso
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marco Antonio Gioso
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/21340-9
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2014
Assunto(s):Doenças periodontaisArterioscleroseInterleucinasCães
Resumo
A doença periodontal é uma doença infecto-inflamatória crônica que acomete os tecidos de suporte (gengiva) e sustentação (cemento, ligamento periodontal e osso alveolar) dos dentes, ou seja, o periodonto. Assim como outras infecções, os patógenos periodontais têm sido considerados candidatos a desencadear a resposta inflamatória na arteriosclerose. Além do mais, tem sido proposto que pacientes com periodontite possuem altos níveis circulantes de alguns marcadores sistêmicos de inflamação, como as interleucinas 1, 6 e 10 (IL-1, IL-6, e IL-10) e o fator de necrose tumoral (TNF-±). Em humanos, diversos trabalhos recentes concluem que a doença periodontal por si só aumenta os níveis séricos dessas citocinas inflamatórias. Todavia, em cães ainda não foram encontrados trabalhos mensurando os níveis destas citocinas em pacientes com doença periodontal ou gengivite. Este trabalho visa avaliar a influência da doença periodontal em cães no surgimento ou agravamento de doenças sistêmicas, como por exemplo as cardiovasculares, por meio de mensurações das citocinas inflamatórias já citadas, que sabidamente atuam como marcadores inflamatórios sistêmicos. (AU)

Aspectos autonômicos, metabólicos e inflamatórios da associação da síndrome metabólica com a apnéia obstrutiva do sono: efeito da dieta hipocalórica e do treinamento físico

Beneficiário:Ivani Credidio Trombetta
Instituição: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ivani Credidio Trombetta
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/17533-6
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2014
Assunto(s):Fisiologia do exercícioTreinamento físicoDoenças metabólicasApneia do sono tipo obstrutiva
Resumo
A síndrome metabólica (SMet) está fortemente associada à apnéia obstrutiva do sono (AOS). SMet e AOS causam hiperativação simpática, cujos mecanismos não são totalmente conhecidos. Alterações metabólicas, inflamatórias e no controle baro/quimiorreflexo podem explicar, pelo menos em parte, a hiperativação simpática. Objetivos. Investigaremos se a AOS tem um efeito aditivo no controle hemodinâmico e autonômico e nos marcadores metabólicos e inflamatórios e se há associação entre a hiperativação nervosa simpática e marcadores metabólicos e inflamatórios. Adicionalmente, nós investigaremos o efeito da dieta hipocalórica associada ao treinamento físico aeróbio (D+TF) na severidade da AOS, no controle hemodinâmico e autonômico e no controle metabólico/inflamatório nestes pacientes com SMet. Delineamento, participantes e intervenção. Estudo clínico prospectivo cego, randomizado. Pacientes com SMet (segundo o ATP-III) serão divididos em SMet+AOS e SMet-AOS e todos serão randomizados para as intervenções por D (decréscimo de 500 Kcal/dia) e TF (3x/sem, 50-70% VO2pico) ou período controle por 4 meses. Um grupo controle saudável também será envolvido no estudo. Serão avaliadas: Métodos. AOS (polissonografia - avaliador cego para a intervenção), aptidão física (ergoespirometria), sensibilidade barorreflexa (flutuação espontânea da pressão arterial e da frequência cardíaca), controle quimiorreflexo periférico (inalação de mistura gasosa hipóxica com 10%O2 e 90%N2 por 3 min) e central (inalação hipercápnica de 7%CO2 e 93%O2 por 3 min), resistência à insulina (HOMA e OGTT), leptina e adiponectina e marcadores inflamatórios, atividade nervosa simpática (microneurografia), fluxo sangüíneo muscular (pletismografia), pressão arterial (oscilométrico), frequência cardíaca (ECG), saturação de oxigênio (oxímetro), saturação de dióxido de carbono (capnógrafo), frequência respiratória (piezoeletric), ventilação pulmonar (pneumotacógrafo) e velocidade de onda de pulso. Principais desfeixos. Mudança absoluta do pré para o pós D+TF na severidade da AOS, no controle hemodinâmico, autonômico, metabólico e inflamatório em pacientes com SMet. (AU)

Efeitos da inclusão de óleo de girassol, de selênio e vitamina e na dieta de vacas em lactação sobre a composição do leite e sua influência na nutrição e saúde de idosos

Beneficiário:Helio Vannucchi
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Helio Vannucchi
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/03412-2
Vigência: 01 de outubro de 2011 - 31 de março de 2014
Assunto(s):AntioxidantesÓleos e gorduras vegetais comestíveisÓleo de girassolSelênioVitamina E
Resumo
Com o objetivo de estudar o efeito da utilização de óleo de girassol como fonte de gordura, aliado aos efeitos dos antioxidantes selênio e vitamina E adicionados a dieta de vacas lactantes sobre a composição do leite e sua influência na nutrição e saúde de idosos alimentados com este leite modificado, serão realizados dois experimentos. Um de zootecnia com duração de 12 semanas utilizando 24 vacas em início de lactação em estrutura de tratamento fatorial e delineamento em blocos casualizados. As vacas receberão os seguintes tratamentos: dieta controle; dieta controle + vitamina E + selênio; dieta com óleo de girassol; dieta com óleo de girassol + vitamina E+ selênio. Concomitantemente será realizado o segundo experimento de nutrição e saúde humana, no qual o leite produzido no experimento da Zootenia será ministrado para 130 idosos em delineamento de blocos casualizados, seguindo os mesmos tratamentos e o mesmo período experimental (12 semanas). A seleção dos idosos para compor cada grupo será feita uma avaliação clínica. Serão realizadas dosagens bioquímicas antes e após a suplementação do consumo do leite (±-tocoferol sérica, antioxidantes como superóxido dismutase - SOD, glutationa peroxidase - GPx, malondialdeído - MDA e análises de perfil de ácidos graxos). Avaliação do estado nutricional será feita com cada participante antes e após o experimento de 12 semanas, incluindo composição corporal por bioimpedância elétrica multifrequencial (BIA), avaliação da força de pressão da mão por dinamômetro portátil, dados antropométricos e consumo alimentar. O experimento de nutrição e saúde humana será realizado na forma de um estudo duplo-cego. Espera-se que a produção de um leite com um melhor perfil de ácidos graxos, vitaminas e minerais possa melhorar o perfil de marcadores inflamatórios nos idosos. Este trabalho tem um caráter prático para a população em geral como também, para agentes de saúde, nutricionistas e para toda cadeia produtiva do leite. (AU)

Efeitos da redução da concentração de sódio na solução de hemodiálise e no conteúdo de sódio da dieta sobre a resposta inflamatória de pacientes com doença renal crônica

Beneficiário:Pasqual Barretti
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Pasqual Barretti
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/13490-0
Vigência: 01 de outubro de 2011 - 31 de dezembro de 2013
Assunto(s):NefrologiaNefropatiasDoença crônicaInflamaçãoHemodiálise
Resumo
O prognóstico de pacientes com doença renal crônica (DRC) é fortemente influenciado por complicações cardiovasculares. A inflamação é sabidamente um dos fatores de risco para essas complicações, ocorrendo em cerca de 30% dos pacientes dialisados. Recentemente, têm-se sugerido que a expansão de volume é uma das causas de inflamação nesses pacientes. Em estudo prévio de Rodrigues Telini mostrou que a redução de sódio (Na) na dieta diminuiu os níveis dos marcadores inflamatórios em pacientes em hemodiálise (HD). Resultados semelhantes foram observados em pacientes tratados com redução da concentração de Na na solução de HD. Entretanto, ambos os estudos não observaram redução nos marcadores de volume. Esses achados podem ser devidos ao número de pacientes ou à baixa sensibilidade dos marcadores de volume, podendo, no entanto sugerir um papel direto do Na, como indutor de inflamação independente do volume. O presente trabalho objetiva confirmar a hipótese que a mobilização de sódio reduz o volume de água corporal e atenua o estado inflamatório em pacientes em HD, utilizando-se número maior de pacientes e um marcador de volume mais sensível, o peptídeo natriurético atrial-B (BNP). Serão incluídos 135 pacientes, divididos em grupos com 35: A, tratado com redução de 2 g de Na na ingestão diária; B, exposto à redução de Na do dialisato de 138 para 135 mEq/L e C, controle. Os pacientes serão acompanhados por 16 semanas, sendo dosados marcadores inflamatórios (PCR, interleucina-6 e fator de necrose tumoral alfa) de volume (fórmula Watson, bioimpedância elétrica e concentração de BNP) a cada oito semanas. (AU)

Avaliação do perfil lipídico e das apoliproteínas A1 e B: relação com enzimas associadas ao risco cardiovascular em pacientes com hipogamaglobulinemia

Beneficiário:Roseli Oselka Saccardo Sarni
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Roseli Oselka Saccardo Sarni
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/13336-1
Vigência: 01 de outubro de 2011 - 30 de setembro de 2013
Assunto(s):Síndromes de imunodeficiênciaImunodeficiência de variável comumAgamaglobulinemiaPeroxidaseColesterol
Resumo
As imunodeficiências primárias (IDP's) caracterizam-se por defeitos qualitativos e/ou quantitativos, geneticamente determinados, em um ou mais setores do sistema imunológico, o qual é responsável pela proteção do organismo. A prevalência estimada das IDP´s é de 1:10.000. A Imunodeficiência Comum Variável (ICV) e a Agamaglobulinemia Ligada ao X (XLA) são classificadas como deficiências de anticorpos resultando em hipogamaglobulinemia. Em semelhança com outras doenças crônicas, as IDP's podem cursar com distúrbios inflamatórios, endócrinos e com a exacerbação do estresse oxidativo. O objetivo deste estudo é determinar o perfil lipídico dos pacientes com ICV e XLA e verificar a associação com o estado nutricional, hábitos de vida e alimentares, com marcador inflamatório e com enzimas relacionadas ao risco cardiovascular. Serão avaliados, por meio de estudo transversal, prospectivo, controlado os 30 pacientes com diagnóstico de ICV e XLA, de ambos os sexos, com idade entre 2 e 54 anos atendidos no Departamento de Pediatria da UNIFESP. Serão realizadas avaliação antropométrica - como peso, estatura, circunferência abdominal e braquial e pregas cutâneas - e avaliação bioquímica - por meio das dosagens séricas de colesterol total e as frações HDL-c (High Density Lipoprotein) e LDL-c (Low Density Lipoprotein), com análise da APOA-1 e APOB (principais componentes protéicos do HDL-c e LDL-c) e quantificação de sdLDL-c (fração menor e mais densa de LDL-c), triglicerídeos, proteína C reativa e as enzimas paraoxonase, mieloperoxidase, proteína de transferência de éster de colesterol e lecitina: colesterol aciltransferase. (AU)

Influência das alterações de sono no controle sensório-motor e na resposta inflamatória sistêmica em pacientes com osteoartrite de joelho graus I ou II

Beneficiário:Stela Márcia Mattiello
Instituição: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Stela Márcia Mattiello
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/06619-7
Vigência: 01 de outubro de 2011 - 30 de setembro de 2013
Assunto(s):FisioterapiaOrtopediaTraumatologiaOsteoartrite
Resumo
A osteoartrite (OA) é um dos grandes problemas de saúde e a sua prevalência tem aumentado nas últimas décadas. Tem sido demonstrado que a OA provoca efeitos negativos no sono e que essas alterações no sono parecem ter uma correlação com a função e o desempenho físico de portadores de OA. No entanto, nenhum estudo até o presente momento demonstrou os efeitos das alterações de sono no controle sensório-motor e na resposta inflamatória sistêmica em portadores de OA. Assim, o objetivo desse estudo será avaliar a influência das alterações de sono no controle sensório-motor (controle postural e neuromuscular) e nos marcadores inflamatórios (citocinas) em pacientes com OA de joelho graus I ou II. Participarão desse estudo 60 voluntários do sexo masculino, com idade entre 40 e 65 anos. Esses voluntários serão distribuídos em quatro grupos: Grupo 1 (n=15): Osteoartrite e boa qualidade de sono; Grupo 2 (n=15): Osteoartrite e má qualidade de sono; Grupo 3 (n=15): Sem Osteoartrite e boa qualidade de sono; Grupo 4 (n=15): Sem Osteoartrite e má qualidade de sono. Todos os voluntários realizarão um exame de polissonografia para detectar ou não a presença de alterações de sono. Será realizado teste no dinamômetro isocinético para avaliação do tempo de aceleração, torque isométrico máximo e isocinético concêntrico e excêntrico máximo do músculo quadríceps e um teste de força submáxima para avaliar o controle neuromuscular. Também será realizado um teste na plataforma de força para avaliar o controle postural uni e bipodal, como também responderão ao questionário WOMAC que avalia a qualidade de vida em portadores de OA. Será coletado sangue para análise das citocinas inflamatórias (TNF-alfa, IL-1alfa, IL-1beta, IL-6, IL-8, IL-12, IL-10, TGF-beta). O nível de significância considerado será de 5% (pd0.05). (AU)

Participação do fator de necrose tumoral (TNF-alfa) na resposta inflamatória renal e apoptose tubular na injúria renal aguda (irá) induzida por gliceraol em ratos

Beneficiário:Eduardo Homsi
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eduardo Homsi
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/52530-5
Vigência: 01 de setembro de 2011 - 31 de outubro de 2013
Assunto(s):ApoptoseCaspasesInflamação
Resumo
A injúria renal aguda isquêmica ou tóxica desencadeia ativação da resposta inflamatória local renal e sistêmica. Diversas vias de sinalização ativam a transcrição de citosinas inflamatórias. Em estudo recente notamos aumento na expressão do RNA mensageiro de TNF-alfa na IRA induzida por glicerol em ratos. Neste estudo visamos avaliar a participação desta importante citosina na lesão tubular e resposta inflamatória renal neste modelo de IRA.Com esta finalidade trataremos os ratos após a indução de IRA com anticorpo monoclonal sintético inibidor de TNF-α (inflliximab). Como a atuação de TNF-α sobre seu receptor ativa a via extrínseca da apoptose, o fator de transcrição NF-Kappa B e as vias SAPK, especificamente JNK e p38 que por sua vez participam da transcrição de p53, fortemente implicado com a via intrínseca da apoptose, procuraremos neste estudo determinar a influência desta citosina na injúria tubular e a via, ou as vias ativadas neste processo. A análise por western blot permitirá avaliar formas ativadas (foforiladas) de caspase 8 e 3, JNK, NF-kappaB nuclear, p53 e seus transcriptos envolvidos na apoptose (Bax,PUMA). Certamente também avaliaremos marcadores inflamatórios expressos no tecido renal, incluindo o próprio TNF-α, IL-1 beta , MCP-1, assim como a infiltração leucocitária (AU)

Propriedades físico-químicas da LDL e da HDL, marcadores cardiometabólicos e oxidativos podem ser modulados pelo consumo de ômega-3, ômega-6 e ômega-9 em indivíduos adultos?

Beneficiário:Nágila Raquel Teixeira Damasceno
Instituição: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nágila Raquel Teixeira Damasceno
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/12523-2
Vigência: 01 de setembro de 2011 - 31 de agosto de 2013
Resumo
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morbi-mortabilidade no mundo, sendo sua prevalência mais acelerada em países de baixa e média renda. Apesar da redução no número de óbitos após o descobrimento das estatinas, aproximadamente 5% dos indivíduos desenvolve efeitos adversos ao uso desses medicamentos, o que contra-indicam seu uso contínuo. Além disso, cerca de 30% de indivíduos sob uso de estatina permanece com moderado ou alto risco cardiovascular. Portanto, mudanças no estilo de vida e, sobretudo na dieta constituem uma importante ferramenta na modificação de fatores de risco e, possivelmente, na prevenção de eventos clínicos. Nesse sentido, o uso de diferentes ácidos graxos constitui intervenção potencialmente interessante, conforme previamente documentado na literatura. Apesar desse fato, a avaliação simultânea do efeito dos ácidos graxos ômega-3, ômega-6 e ômega-9 sobre as propriedades físico-químicas, oxidativas e cardiometabólicas ainda é pouco explorada na literatura e ausente na população brasileira. O objetivo do presente estudo é avaliar as modificações estruturais da LDL e da HDL, assim como nos parâmetros cardiometabólicos e oxidativos de indivíduos adultos submetidos à intervenção com ômega-3, ômega-6 ou ômega-9. Para tanto, serão recrutados 400 indivíduos com risco cardiovascular classificado, segundo escore de risco de Framingham Esses indivíduos serão distribuídos nos grupos: W-3 (n=100; 6,0 g/d de óleo de peixe), W-6 (n=100; 6,0 g/d de óleo de girassol - fonte de ômega 6), W-9 (n=100; 6,0 g/d de azeite de oliva - fonte de ômega 9) e Placebo (n=100; 6,0 g/d de gelatina). No período basal, 4 e 8 semanas serão avaliados o efeito agudo das intervenções sobre os seguintes parâmetros: perfil lipídico e apolipoproteínas, tamanho da LDL e HDL, antioxidantes lipossolúveis, produtos de oxidação [LDL(-), anti-LDL(-)], marcadores inflamatórios (PCR e Lp-PLA2), NEFAs, CETP e metabolismo glicídico (glicose e insulina). Serão monitorados também o perfil clínico, antecedentes familiares de doenças, consumo alimentar, nível de atividade física e parâmetros antropométricos. A aderência à intervenção será avaliada por meio de questionário estruturado e marcadores bioquímicos. O desenvolvimento do presente estudo objetiva os seguintes desfechos: Primários - Modificação das propriedades físico-químicas da LDL e da HDL, dos marcardores cardiometabólicos e oxidativos. Secundários - Perfil lipídico, metabolismo da glicose, antropometria e composição corporal. (AU)

Aspectos inflamatórios versus genótipos da haptoglobina e da hemopexina e presença do polimorfismo ccr5d32 na anemia falciforme

Beneficiário:Maria de Fatima Sonati
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria de Fatima Sonati
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/02622-3
Vigência: 01 de agosto de 2011 - 31 de julho de 2013
Assunto(s):Hematologia
Resumo
Investigações recentes do papel da inflamação na fisiopatologia da anemia falciforme (AF) sugerem que o equilíbrio da resposta imune Th1/Th2, relacionado ao perfil de citocinas produzidas, pode influenciar a morbidade nos pacientes com AF. A haptoglobina (Hp) é uma glicoproteína plasmática cuja função primordial é de se ligar à hemoglobina (Hb) livre no plasma para prevenir a excreção renal de ferro e os efeitos oxidativos resultantes de sua presença no vaso. Além disso, é uma proteína de fase aguda positiva, com propriedades imunomodulatórias. Dois alelos codominantes, HP1 e HP2, resultam em 3 genótipos/fenótipos principais, Hp1-1, Hp2-1 e Hp2-2, que correspondem a proteínas com características físico-químicas e funcionais distintas. Em resultados preliminares obtidos pelo nosso grupo em pacientes com doenças falciformes (DF) observou-se que o genótipo Hp2-2 tem sua freqüência diminuída com o aumento da idade de pacientes com DF, podendo estar relacionado a um pior prognóstico. Os objetivos do presente estudo são avaliar a expressão gênica e/ou o nível plasmático das citocinas IL-1BETA, IL-6 e IL-8, e IL-10, dos mediadores inflamatórios INF-GAMA e TNF-ALFA, das moléculas de adesão VCAM-1, ICAM-1 e L-selectina; dosar o marcador vascular vWf e os marcadores inflamatórios VHS e proteína C reativa; e correlacionar essas dosagens com os genótipos de Hp, com os polimorfismos do gene da hemopexina (Hpx) e com a presença do polimorfismo CCR5D32 em pacientes adultos com AF, acompanhados no HEMOPE. A expressão gênica e os níveis plasmáticos e sorológicos serão quantificados por PCR em tempo real (qRT-PCR) e ELISA, respectivamente, os genótipos de Hp e o polimorfismo CCR5D32 serão investigados por PCR, enquanto os polimorfismos do gene HPX serão investigados por PCR/Sequenciamento. (AU)

Efeitos dos ácidos graxos trans e ácido linoléico conjugado (CLA) sobre o metabolismo de carboidratos e lipídeos e marcadores inflamatórios em ratos deficientes em ácidos graxos

Beneficiário:Hosana Gomes Rodrigues
Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Hosana Gomes Rodrigues
Pesquisador responsável no exterior: Claudio Adrián Bernal
Instituição no exterior: Universidad Nacional del Litoral (UNL). (Argentina)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/52591-4
Vigência: 01 de agosto de 2011 - 31 de julho de 2013
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: CONICET
Assunto(s):Ácido linoleicoÁcidos graxosEicosanoides
Resumo
Neste trabalho analisaremos o efeito da suplementação de ratos submetidos à dieta deficiente em ácidos graxos essenciais (AGE) com ácidos graxos trans e ácido linoleico conjugado (CLA) sobre diferentes parâmetros do metabolismo de carboidratos e lipídios. Ratos machos adultos serão divididos em 4 grupos: grupo controle (dieta controle), grupo deficiente em AGE (DAGE), grupo deficiente em AGE suplementado com ácidos graxos trans (DAGE+AGT) e grupo deficiente em AGE suplementado com ácido linoleico conjugado (DAGE+CLA) durante 60 dias. Após esse período, os animais serão sacrificados e analisaremos a composição lipídica plasmática e de tecidos, a capacidade de síntese, esterificação e oxidação de ácidos graxos, a secreção e clearance de Triacilgliceróis- VLDL e outros mecanismos envolvidos na regulação de lipídios. A resposta de diferentes tecidos (músculo esquelético, fígado e tecido adiposo) a insulina (análise por Western Blot da ativação da AKT) será avaliada. Quantificação de mediadores inflamatórios e de função hepática (proteína C reativa, alanina aminotransferase e aspartato aminotransferase) será realizada em amostras de plasmas. Além disso, analisaremos a produção de citocinas (TNF -α, IL-1β e IL-6), óxido nítrico e eicosanóides no sobrenadante de cultura de macrófagos peritoneais e a expressão gênica de marcadores inflamatórios, citocinas, leptina e resistina em diferentes tecidos (macrófagos peritoneais, tecido adiposo e fígado). (AU)

A participação das citocinas IL-6, IL-8, TNF-alfa e TGF-beta associados ao marcador inflamatório de fase aguda (PCR) como fatores preditores na reestenose de stents após angioplastia percutânea transluminal periférica

Beneficiário:Edwaldo Edner Joviliano
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Edwaldo Edner Joviliano
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/01429-5
Vigência: 01 de julho de 2011 - 30 de junho de 2013
Assunto(s):Doenças vasculares
Resumo
A doença aterosclerótica permanece como a principal causa de morte nos países ocidentais. Caracteriza-se por um processo inflamatório e degenerativo no qual ocorre acúmulo de células, fibras da matriz, lipídeos e detritos teciduais na íntima, podendo levar a um estreitamento da luz e obstrução do fluxo sanguíneo ou em ulceração, embolização e trombose. As citocinas são proteínas secretadas pelas células da imunidade natural e adquirida. Podem ser produzidas em respostas a diferentes microorganismos e outros antígenos, além de estimular respostas diversas das células envolvidas na imunidade e inflamação. A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) é caracterizada pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede arterial, reduzindo seu calibre e trazendo um déficit sanguíneo aos tecidos irrigados por elas. A angioplastia transluminal periférica com o uso de stents tem se tornado uma opção viável para o tratamento da DAOP em casos específicos apesar da reincidência de estenose ainda ser significativa em determinados casos. Objetivo: Avaliar as concentrações plasmáticas de IL-6, IL-8, TNF-alfa, TGF-beta e PCR como preditores da redução luminal e severidade de reestenose em pacientes submetidos a intervenção percutânea periférica, 6 meses após a implantação de stents. Material e métodos: 40 pacientes selecionados no ambulatório de Cirurgia Vascular do HCFMRP-USP serão submetidos a angioplastia transluminal periférica com stent do segmento ilíaco-femoro-poplíteo para tratamento de DAOP. Estes pacientes realizarão exames de vigilância (ultrassom e/ou arteriografia) em dois momentos: 24h e 6 meses após o procedimento cirúrgico/clínico, objetivando a investigação de re-estenose, alem de dosagens de citocinas, PCR e hemograma no pré, pós operatórios e 6 meses. Como grupo controle, utilizaremos 20 indivíduos submetidos a arteriografia para a investigação diagnóstica de DAOP que não possuam indicação para a angioplastia + stent.Palavras-chaves: DAOP, angioplastia, stent, reestenose, citocinas. (AU)

AAvaliação clínica e funcional de novos biomarcadores para estratificação de risco na sepse em pacientes com neoplasias hematológicas e neutropenia febril

Beneficiário:Erich Vinicius de Paula
Instituição: Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Erich Vinicius de Paula
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/02829-7
Vigência: 01 de junho de 2011 - 30 de novembro de 2013
Assunto(s):Hematologia
Resumo
A neutropenia febril em pacientes com neoplasias hematológicas é uma condição caracterizada por alto risco de sepse e choque séptico, o que determina um tratamento agressivo para todos os pacientes. No entanto, a maioria dos pacientes com neutropenia febril apresenta bom prognóstico. Vários marcadores inflamatórios e variáveis clínicas já foram avaliados como biomarcadores para estratificação de risco destes pacientes, com resultados promissores em estudos preliminares, mas que ainda não se traduziram em mudanças críticas no manejo clínico. Nos últimos anos, alguns autores exploraram o papel de proteínas moduladoras da permeabilidade vascular na fisiopatologia da sepse. Nesta linha, nosso grupo demonstrou recentemente que alguns destes marcadores, entre os quais a angiopoietina 2 e o VEGF estão relacionados com pior prognóstico da sepse em pacientes com neutropenia febril. No entanto, estes dados foram obtidos em um estudo preliminar, cujos resultados necessitam ser validados em um estudo com maior número de pacientes e que reproduzam melhor as condições reais às quais são submetidos os pacientes com neutropenia febril. O objetivo do presente estudo é testar o valor da dosagem de VEGF-A, sFlt-1, Ang1 e Ang2 como fatores prognósticos na sepse. Os resultados serão comparados com marcadores clássicos de prognóstico na sepse tais como a proteína C reativa e o escore MASCC, e avaliados no que diz respeito a sua acurácia por metodologia estatística específica para este fim. O desfecho clínico primário usado como parâmetro em nosso estudo será evolução para choque séptico durante o período de neutropeni. O estudo prevê o recrutamento de 120 a 200 pacientes. Além disso, avaliaremos o efeito do plasma destes pacientes em um modelo in vitro de avaliação da permeabilidade vascular, usando cultura de células endoteliais. Avaliaremos a correlação dos resultados destes ensaios com as dosagens dos marcadores do estudo, a fim de verificar a relevância biológica de eventuais associações estatísticas. Além disso, estes ensaios de permeabilidade servirão como plataforma para estudos com inibição e estímulo de elementos específicos da cascata de eventos que modula a permeabilidade vascular na sepse, com foco nos quatro biomarcadores deste estudo, cujo papel nesta cadeia segue pouco estudado. (AU)

Polimorfismos de nucleotídeo único em genes da resposta inflamatória e suas associações com biomarcadores inflamatórios, em idosos, gravemente enfermos, recebendo emulsão lipídica como farmaconutrição

Beneficiário:Vera Lucia Flor Silveira
Instituição: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Vera Lucia Flor Silveira
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/52595-0
Vigência: 01 de junho de 2011 - 30 de novembro de 2013
Assunto(s):CitocinasMarcadores inflamatórios
Resumo
O processo inflamatório exacerbado em pacientes criticamente doentes aumenta a susceptibilidade ao desenvolvimento da sepse, choque séptico e disfunção de múltiplos órgãos, sendo responsável pelo aumento nos dias de internação hospitalar e mortalidade, principalmente em idosos. Há mais de 20 anos diversos estudos, mostram que a suplementação de óleo de peixe, rico em ácidos graxos (AG) poliinsaturados do tipo n-3 (AGP n-3) modula as respostas inflamatória e imunológica,atenuando, atenuando a produção exacerbada de citocinas pró-inflamatórias. Todavia, estudos em humanos demonstram grande variabilidade nas respostas observadas após a suplementação com óleo de peixe, cujo fato pode estar relacionado à dose e a constituição genética da população estudada. Neste sentido, destaca-se a presença de polimorfismos de nucleotídeo único (SNP) nas regiões regulatórias de genes que codificam citocinas pró-inflamatórias, os quais podem afetar significativamente a taxa de transcrição e síntese dessas citocinas. Emulsões lipídicas (EL) são usadas na nutrição parenteral como fonte de energia e de AG essenciais, sendo que estas infusões podem alterar rapidamente a composição dos AG das membranas celulares e influenciar nas respostas imunológicas e inflamatórias. A utilização de EL, à base de óleo de peixe, poderia representar uma terapia coadjuvante no tratamento de pacientes criticamente doentes, sépticos ou não, contribuindo para a modulação da resposta inflamatória, redução no tempo de ventilação mecânica e do tempo de permanência na UTI. O objetivo deste projeto é utilizar EL rica em AGP n-3 em idosos internados em UTI. Para isso, quantificaremos os níveis sangüíneos e a produção in vitro, por monócitos e linfócitos ativados, de citocinas pró-inflamatórias (IL-1, IL-6 e TNF), citocinas antiinflamatórias (IL-10 e TGF-ß) e toll like receptor 4. Avaliaremos também os níveis sangüíneos de Cortisol, leucotrienos B4, prostanglandinas D2 e E2, lipoxinas A4, incorporação de AG nos eritrócitos, ativação dos fatores de transcrição NF-κB e PPAR-γ e enzimas anti-oxidantes. Posteriormente, será investigada a associação entre a presença de SNP em genes que codificam as citocinas pro e antiinflamatórias, os parâmetros clínicos e os biomarcadores inflamatórios. (AU)

Diagnóstico de doença cardiovascular assintomática em portadores de Diabetes tipo 2

Beneficiário:Antonio Carlos Lerario
Instituição: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Antonio Carlos Lerario
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/51705-6
Vigência: 01 de junho de 2011 - 31 de agosto de 2013
Assunto(s):Doenças cardiovascularesAteroscleroseDiabetes mellitus tipo 2
Resumo
Avaliar a prevalência e aplicabilidade da tomografia computadorizada multislice na detecção de doença cardiovascular assintomática em diabéticos tipo 2. Além disso, comparar este método não invasivo e de alto custo com outros de menor complexidade na detecção de aterosclerose como: índice tornozelo-braquial, ultrassonografia Doppler de carótidas, score de cálcio e marcadores inflamatórios. (AU)

Efeito do treinamento resistido e aeróbio na pressão arterial, na atividade inflamatória e na sensibilidade à insulina em idosos hipertensos

Beneficiário:Nereida Kilza da Costa Lima
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nereida Kilza da Costa Lima
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/19540-7
Vigência: 01 de junho de 2011 - 31 de maio de 2013
Assunto(s):Geriatria
Resumo
O processo de envelhecimento promove significativas alterações fisiológicas e patológicas. A compreensão destas alterações torna-se relevante à medida que a população de idosos vem crescendo rapidamente. Em 2050 o número de sexagenários irá ultrapassar o de jovens com menos de 15 anos no mundo. Diante desta realidade, torna-se necessária a promoção do envelhecimento saudável e a melhora da qualidade de vida dos idosos. Dentre as alterações associadas à idade é possível mencionar: o aumento da pressão, diminuição da força e massa muscular esquelética, diminuição do condicionamento físico, que se relaciona com um aumento do sedentarismo e ganho ponderal, aumento da resistência à insulina e aumento crônico de marcadores inflamatórios. Assim, atividades físicas devem ser encorajadas para todos idosos com intuito de prevenir e minimizar as alterações ocasionadas pelo envelhecimento. A combinação do exercício aeróbio e anaeróbio é útil em indivíduos saudáveis. Entretanto, há falta de publicações que avaliem o efeito do treinamento aeróbio (TA) e treinamento aeróbio resistido (TAR), na população idosa hipertensa sob terapia medicamentosa. Com isto, nosso objetivo será estudar o efeito do TA e TAR em idosos hipertensos na pressão arterial, nos níveis séricos de interleucina 6 (IL-6), no fator de necrose tumoral ± (TNF-±), na sensibilidade a insulina, massa magra, percentual de gordura, índice de massa corporal, força muscular, capacidade cardio-respiratória e lipídeos séricos. Serão estudados 36 idosos de ambos os sexos, com idade entre 60 e 75 anos de idade, independentes, sob uso de medicações antihipertensivas (hidroclorotiazida,, inibidores de enzima conversora de angiotensina ou bloqueadores do receptor de angiotensina II, aleatoriamente alocados para 3 grupos: 12 semanas de TA, 12 semanas de TA e TAR e grupo controle, com 12 semanas de atividades mentais em repouso. Os exames laboratoriais serão realizados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Os treinamentos ocorrerão na Academia de Ginástica Padovan, na cidade de Ribeirão Preto - SP. (AU)

Preditores de resposta ao treinamento físico em pacientes com insuficiência cardíaca

Beneficiário:Fernando Bacal
Instituição: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fernando Bacal
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/00640-4
Vigência: 01 de maio de 2011 - 31 de outubro de 2013
Assunto(s):Cardiologia
Resumo
Apesar dos avanços no tratamento da insuficiência cardíaca (IC), a mortalidade ainda é elevada nestes pacientes e muitos apresentam intolerância ao esforço e dispnéia. Pequenos estudos e metanálises sugeriram que o exercício físico promove melhora dos sintomas e reduz a mortalidade. No entanto, mais recentemente, um ensaio clínico randomizado não encontrou benefício na sobrevida ou hospitalização com o treinamento físico em pacientes com IC. Uma das limitações deste estudo foi a modesta melhora no consumo pico de oxigênio no grupo treinado, que pode ter influenciado no resultado. Objetivo: identificar variáveis e marcadores que predizem a resposta ao exercício intervalado e contínuo em indivíduos com IC, medida pelo aumento no consumo pico do oxigênio no teste cardiopulmonar. Métodos: Serão incluídos 40 pacientes com diagnóstico de insuficiência cardíaca, que participarão o projeto de pesquisa "Treinamento intervalado versus treinamento contínuo na atividade simpática e perfusão periférica em portadores de insuficiência cardíaca: estudo randomizado com grupo controle.", aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), processo número 2010/08990-1, onde serão randomizados em três grupos: treinamento físico intervalado, contínuo ou grupo controle. Níveis sanguíneos de marcadores inflamatórios, microRNAs, peptideo atrial natriurético, adiponectina, parâmetros do teste cardiopulmonar e inatividade física prévia são as variáveis a serem medidas antes e após o programa de exercício, que terá duração de três meses. Estas variáveis serão correlacionadas com a resposta ao treinamento físico, medida pela variação no consumo pico de oxigênio. (AU)

Influência da doença periodontal na formação de placa de ateroma

Beneficiário:Giuseppe Alexandre Romito
Instituição: Faculdade de Odontologia (FO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Giuseppe Alexandre Romito
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Periodontia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/06758-4
Vigência: 01 de abril de 2011 - 31 de março de 2013
Assunto(s):Doenças periodontaisAterosclerose
Resumo
Vários autores verificaram uma possível relação entre Doença Periodontal e Doença Aterosclerótica. Os trabalhos mostram que existe plausibilidade biológica e que esta deve ser mais investigada para se determinar a associação entre tais doenças. O projeto apresentado visa avaliar a possível relação entre Doença Periodontal e a Aterosclerose em pacientes que serão submetidos à cirurgia para remoção de placa de ateroma. Dessa maneira, o projeto pretende correlacionar a condição clínica periodontal com a condição clínica vascular, além de avaliar a presença de periodontopatógenos na cavidade bucal e placa de ateroma. Para atingir a proposta deste projeto, a metodologia será a avaliação da condição periodontal clínica, análises de exames laboratoriais para marcadores inflamatórios e análises microbiológicas de amostras de saliva, biofilme subgengival e placa de ateroma. A casuística consiste em 100 pacientes que serão submetidos à cirurgia de remoção de placa de ateroma, e que se enquadram aos critérios de inclusão estabelecidos. (AU)

Expressão gênica em indivíduos portadores de Diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e doença periodontal: avaliação por microarray

Beneficiário:Raquel Mantuaneli Scarel Caminaga
Instituição: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Raquel Mantuaneli Scarel Caminaga
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Periodontia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/10882-2
Vigência: 01 de janeiro de 2011 - 30 de junho de 2013
Assunto(s):Diabetes mellitus tipo 2Doenças periodontaisMediadores da inflamaçãoExpressão gênica
Resumo
Este estudo visa investigar a expressão gênica em indivíduos portadores de Diabetes mellitus tipo 2 (DM2), dislipidemia e doença periodontal por meio da técnica de microarray. O desenvolvimento deste projeto visa complementar um outro projeto de pesquisa em andamento na Faculdade de Odontologia de Araraquara (FOAr/UNESP), sob responsabilidade da Profa. Dra. Silvana R. Perez Orrico, que pretende avaliar a influência da peroxidação lipídica sobre marcadores inflamatórios em pacientes portadores de DM2 com periodontite crônica. Os pacientes que serão investigados neste estudo são os mesmos incluídos no citado projeto, de forma que estão sendo divididos em três grupos: grupo 1 (diabetes compensado, com dislipidemia e com doença periodontal); grupo 2 (diabetes descompensado, com dislipidemia e com doença periodontal) e grupo 3 (sem diabetes, com dislipidemia e com doença periodontal). Pretende-se também incluir no presente estudo dois outros grupos, sendo estes, o grupo 4 (sem diabetes, sem dislipidemia e com doença periodontal) e o grupo 5 (sem diabetes, sem dislipidemia e sem doença periodontal). O controle metabólico nos pacientes dos grupos 1 e 2 está sendo avaliado pelo percentual de hemoglobina glicada (HbA1c), sendo considerados metabolicamente descompensados quando a HbA1c for > 8,0%. Todos os pacientes estão sendo submetidos a exame periodontal completo, exame físico e avaliação laboratorial da glicemia de jejum, perfil lipídico e níveis de peroxidação lipídica (LDL oxidado e do Malonaldeído [MDA]). De cada paciente está sendo coletado sangue em tubo com EDTA, sendo separados os leucócitos para investigar a expressão gênica. De cada grupo, 5 pacientes terão a expressão gênica avaliada por meio da técnica de microarray, cujos resultados serão analisados usando ferramentas de bioinformática e bioestatística. Em seguida, serão selecionados 3-4 genes diferencialmente expressos e que podem ter algum papel na fisiopatologia das alterações analisadas para serem validados por uma técnica de expressão gênica independente, a PCR em Tempo Real, utilizando o sistema TaqMan, cuja expressão será normalizada por dois genes de expressão constitutiva (controles endógenos). É importante destacar que a aplicação da técnica de microarray neste projeto contribuirá para uma visão global do padrão de expressão gênica bem como trará um maior conhecimento nas condições de descompensação do diabetes, a presença de dislipidemia e/ou doença periodontal diabetes. Outro ponto que merece destaque é que este projeto viabilizará uma importante parceria entre docentes de diferentes departamentos da FOAr-UNESP, entre a UNESP e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP e a Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP. (AU)

Fatores não-tradicionais de risco cardiometabólico no espectro da síndrome metabólica no ELSA - São Paulo

Beneficiário:Sandra Roberta Gouvea Ferreira Vivolo
Instituição: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Sandra Roberta Gouvea Ferreira Vivolo
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/15041-9
Vigência: 01 de janeiro de 2011 - 30 de junho de 2013
Assunto(s):EndocrinologiaDoenças cardiovascularesDiabetes mellitus tipo 2Síndrome X metabólicaMarcadores inflamatórios
Resumo
O projeto atual está inserido no Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto-ELSA que investiga, prospectivamente, em funcionários de universidades públicas, aspectos epidemiológicos, clínicos e moleculares de doenças crônicas como a doença cardiovascular (CV) e o diabetes mellitus tipo 2 (DM2), que lideram as causas de morbi-mortalidade no mundo. O ELSA analisa associações entre clássicos fatores risco CV clássicos e descreverá a evolução temporal desses fatores e os determinantes desta evolução. Porém, diversos fatores de risco não-clássicos, mais recentemente postulados, não estão contemplados no projeto matriz. Entre estes fatores destacam-se adipocitocinas, marcadores inflamatórios, endoteliais e do sistema de coagulação, que encontram-se em concentrações elevadas no sangue de indivíduos com adiposidade corporal aumentada e síndrome metabólica (SM). O presente sub-estudo do ELSA tem por objetivos: traçar o perfil de risco cardiometabólico dos participantes do ELSA com base em não-clássicos fatores de risco CV e avaliar a relação destes novos fatores de risco CV com DM2 ou com componentes da SM (obesidade central, DM, hipertensão arterial e dislipidemia). Para este estudo transversal, estimou-se amostra de 1000 indivíduos, de ambos os sexos, na faixa etária de 35-55 anos, sem doença CV ou DM2. Todos portadores de estados pré-diabéticos serão incluídos (após consentimento) e o dobro de indivíduos com tolerância normal à glicose. As variáveis de interesse serão: adiponectina e leptina; marcadores inflamatórios (IL-6, TNF-±, MCP-1, amilóide A e TGF-B1); fibrinogênio; alphaarcadores de endoteliais (ADMA e selectina E); apolipoproteína A1 e apolipoproteína B; ferritina e albumina. Os indivíduos serão estratificados segundo a presença de SM ou distúrbio da tolerância à glicose. Associações independentes com tais variáveis-resposta serão testadas por regressão logística. Será empregada curva ROC. Tais análises na linha de base serão de fundamental importância para posterior análise dos desfechos contemplada no estudo matriz. Os resultados do estudo proposto, combinados aos do ELSA, trarão informações relevantes para o desenvolvimento de programas preventivos destas doenças e para a formulação de políticas públicas capazes de efetivamente sustar o curso de suas epidemias no país. (AU)

Doença óssea em pacientes com nefrite lúpica: aspectos inflamatórios

Beneficiário:Vanda Jorgetti
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Vanda Jorgetti
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/15409-3
Vigência: 01 de dezembro de 2010 - 30 de novembro de 2012
Assunto(s):NefrologiaNefrite lúpica
Resumo
O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença auto-imune que cursa com manifestações clínico-laboratoriais, evolução e prognóstico variáveis. O comprometimento ósseo é frequente em portadores de LES, com prevalências de osteoporose e osteopenia variando entre 4-23% e 25-46%, respectivamente.Os portadores de LES são susceptíveis não só a fatores de risco tradicionais para o comprometimento ósseo (tais como sexo feminino, idade superior a 65 anos, raça branca ou asiática, baixo peso corporal e tabagismo), mas também a alguns fatores associados à doença e/ou seu tratamento: *Redução de atividade física decorrente do comprometimento ósteo-muscular e articular; *Menopausa precoce (relacionada à atividade da doença e/ou uso de imunossupressores como ciclofosfamida); *Uso de glicocorticóides;*Baixos níveis de vitamina D relacionada a diversos fatores, dentre os quais podemos citar: *Perda urinária de metabólitos da vitamina D associada à proteinúria;*Fotossensibilidade e recomendações para fotoproteção;*Aumento do metabolismo ou 25-hidroxilação prejudicada induzida por drogas ou pela doença per si;*Presença de anticorpos anti-vitamina D: previamente detectados em portadores de LES e significativamente associados à anti-DNA;*Atividade inflamatória per si.Atividade Inflamatória e Fisiopatologia do LES/Nefrite LúpicaA fisiopatologia do LES é caracterizada por um desbalanço imunológico que, em geral, favorece a resposta Th1. Um aumento da expressão renal e dos níveis séricos de Interleucina 6 (IL-6) e Fator de Necrose Tumoral alfa (TNF-±) já foi demonstrada em pacientes portadores de LES em atividade. O Monocyte Chemoattractant Protein-1 (MCP-1), por sua vez, é um fator quimiotático para leucócitos envolvido na patogênese da injúria renal relacionada ao LES, sendo considerado um marcador sensível e precoce de atividade renal.Atividade Inflamatória e Doença ÓsseaEstudos com animais e in vitro sugerem que os mediadores pró-inflamatórios (IL-1, IL-6 e TNF-±) possam estimular a reabsorção óssea através de vários mecanismos, tais como: aumento da diferenciação, ativação e sobrevida de osteoclastos, aumento da expressão de RANKL, e redução da sobrevida de osteoblastos. Apesar de algumas controvérsias, acredita-se que esses mecanismos possam contribuir para a perda de massa óssea associada à deficiência de estrogênio e a várias doenças que apresentam componente inflamatório (Artrite Reumatóide, Doenças Inflamatórias Intestinais, Doença Renal Crônica, dentre outras). A ação da osteoprotegerina (OPG) e do sistema RANK (receptor ativador do fator nuclear-kB) - RANKL (receptor ativador do fator nuclear-kB ligante) está associada a efeitos sobre o metabolismo ósseo e sistema imune:*Estímulo para formação, fusão, diferenciação, ativação e sobrevivência dos osteoclastos, responsáveis pela reabsorção óssea;*Aumento da sobrevida e da capacidade imunoestimulatória das células dendríticas, além de modular células T ativadas.Atividade Lúpica e Doença ÓsseaEstudos recentes têm evidenciado que o comprometimento ósseo em pacientes lúpicos apresenta correlação com marcadores inflamatórios e pode ocorrer mesmo na ausência de tratamento com glicocorticóide. No entanto, a maior parte destes estudos utilizou a densitometria e marcadores de remodelação para avaliação da doença óssea. Contudo, a doença óssea classificada de acordo com a dinâmica óssea (Doença de Alto e Baixo Remodelamento) não apresenta correlação bem estabelecida com parâmetros laboratoriais (como osteocalcina, deoxipiridinolina) e/ou densitometria mineral óssea, especialmente em pacientes portadores de doença renal. Deste modo, muitas alterações do metabolismo ósseo somente serão detectadas por estudos de histomorfometria e imunohistoquímica do tecido ósseo. (AU)

Biomarcadores de fadiga induzida pela quimioterapia para o câncer de mama durante o tratamento com guaraná (Paullinia cupana)

Beneficiário:Auro del Giglio
Instituição: Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Organização Social de Saúde. Fundação do ABC. Santo André, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Auro del Giglio
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/52036-0
Vigência: 01 de dezembro de 2010 - 30 de novembro de 2013
Assunto(s):OncologiaTerapêuticaNeoplasias mamáriasQuimioterapiaFadigaGuaraná
Resumo
Com os avanços no tratamento do câncer, cresce o número de sobreviventes desta doença. Um dos sintomas mais vivenciados por eles é a fadiga, uma sensação crônica de cansaço, exaustão e falta de energia mental e física. Em alguns pacientes, a fadiga persiste mesmo com a correção de distúrbios relacionados (depressão, anemia, hipotireoidismo, alterações do sono). Pacientes com fadiga persistente apresentam alterações no nível de citocinas e marcadores inflamatórios, no eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) e quantidades elevadas de oxidantes. Nosso grupo conduziu um ensaio clínico com pacientes de câncer de mama em quimioterapia que apresentavam fadiga e demonstrou os benefícios do extrato de guaraná (Paulinia cupana). Atualmente não se sabe os efeitos do guaraná na inflamação e no eixo HPA, apenas que o guaraná tem ação anti-oxidante. Portanto, a análise de pacientes fatigadas em tratamento com guaraná permitirá o estudo tanto dos efeitos do guaraná quantos dos mecanismos relacionados à fadiga. Além disso, a fadiga induzida pela quimioterapia pode nos fornecer um modelo in vivo e humano para o estudo de alterações que ocorrem com a aparição da fadiga. Como não existem exames nem tratamentos consagrados para a fadiga, o estudo de marcadores bioquímicos e da expressão gênica do sangue periférico dessas pacientes pode fornecer marcadores úteis. Além disso, como dispomos de um medicamento capaz de atenuar a fadiga, podemos estudar o comportamento dessas proteínas e genes durante seu uso, tanto para avaliar sua utilidade como marcadores, como para entender mecanismos relacionados à doença. O objetivo do estudo é estabelecer biomarcadores para a fadiga relacionada à quimioterapia para tratamento do câncer de mama e estudar o comportamento destes marcadores durante o tratamento com guaraná. (AU)

Efeitos da associação de quimioterápicos na regressão de placa aterosclerótica e no perfil de marcadores inflamatórios de doença cardiovascular em coelhos

Beneficiário:Carlos Vicente Serrano Junior
Instituição: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Vicente Serrano Junior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/06792-8
Vigência: 01 de outubro de 2010 - 31 de março de 2013
Assunto(s):CardiologiaInflamaçãoMetotrexatoPaclitaxelAterosclerose
Resumo
A proliferação vascular contribui com a biopatologia da aterosclerose e está relacionada a outros processos celulares como inflamação, apoptose e alterações da matriz. Desse modo, o melhor conhecimento do mecanismo das doenças vasculares tem possibilitado o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento que podem inibir ou bloquear os processos patológicos de proliferação vascular. Assim, o desenvolvimento de tratamentos antiproliferativos decorre da inibição dos processos patológicos envolvidos nessa proliferação vascular através do uso de fármacos como o paclitaxel (PTX) e o metotrexato (MTX). A nanoemulsão lipídica (NEm), de composição semelhante à da lipoproteína de baixa densidade (LDL) se liga a receptores de LDL após sua injeção na corrente sanguínea. Como tais receptores estão superexpressos em células com altas taxas de proliferação como ocorre no câncer e na aterosclerose, a NEm pode ser usada como veículo para direcionar drogas a essas células, diminuindo sua toxicidade e aumentando sua ação farmacológica. Em estudos anteriores o tratamento com associação de PTX-NEm e MTX-NEm reduziu áreas das lesões ateroscleróticas em aortas de coelhos em até 79%.Neste estudo, coelhos serão submetidos à dieta enriquecida com colesterol a 1% durante 8 semanas. Após esse período, a dieta será suspensa e os coelhos serão divididos em grupos de 8 que receberão: injeções endovenosas semanais de terapia combinada com PTX-NEm (4mg/kg) e MTX-NEm (4mg/kg) por mais 8 semanas; ou injeções endovenosas semanais de monoterapia com PTX-NEm (4mg/kg) por mais 8 semanas; ou somente suspensão da dieta enriquecida com colesterol, por também mais 8 semanas. Ao final dessas 16 semanas, os coelhos serão sacrificados para análise macro e microscópica das artérias, a fim de se avaliar o grau de regressão da aterosclerose induzida pelo tratamento. Avaliações macro e microscópica do fígado dos coelhos serão realizadas após o sacrifício dos animais a fim de se avaliar o grau de esteatose hepática e sua possível regressão com as intervenções. Da mesma forma avaliaremos a adiposidade visceral através da quantidade de tecido adiposo presente no omento maior, epicárdio, além do fígado.Serão coletadas amostras de sangue na 1ª, 8ª e 16ª semanas para dosagem de colesterol total e frações e hemograma completo. A fim de se correlacionar a regressão de placa aterosclerótica na aorta dos coelhos com a mudança no perfil de marcadores inflamatórios de aterosclerose, serão dosados no soro dos coelhos, pelo método ELISA: interleucina-6 (IL-6), fator de necrose tumoral-alfa (TNF-±), molécula de adesão intercelular-1 (ICAM-1), E-selectina, PDGF, TGF beta, proteína C reativa (PCR), leptina e metaloproteinases. Amostras de tecido endotelial das aortas serão usadas para avaliação de expressão gênica de marcadores inflamatórios de aterosclerose através de reação em cadeia polimerase em tempo real (RT-PCR). (AU)

Efeito da suplementação de vitaminas C e E no estresse oxidativo associado ao ferro em indivíduos em hemodiálise

Beneficiário:Paula Garcia Chiarello
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paula Garcia Chiarello
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/08092-3
Vigência: 01 de outubro de 2010 - 31 de março de 2013
Assunto(s):AnemiaEstresse oxidativoNefropatiasDoença crônicaHemodiáliseSuplementos dietéticosFerro na dietaVitamina CVitamina E
Resumo
A anemia em pacientes tratados por diálise é bastante comum e inclui a deficiência de eritropoetina (Epo), tratada por reposição do hormônio e suplementações oral e endovenosa de ferro que, em sua forma livre, notadamente pode contribuir para o aumento da produção de espécies radicalares, estimulando o estresse oxidativo crônico constatado nestes pacientes. Na tentativa de diminuir este ambiente pró-oxidativo causado pelos tratamentos (de diálise e da anemia) e pela falência renal, as vitaminas C e E poderiam ser eficazes. Portanto, objetivo do presente estudo é avaliar e comparar o estresse oxidativo (protéico e lipídico) em suplementações rotineiras de ferro, e avaliar os efeitos do uso de suplementos de vitaminas C e E. Pacientes em hemodiálise, com suplementação endovenosa e oral de ferro, receberão doses orais de vitaminas C e E, isoladas e conjuntamente, por períodos de 3 meses. Serão avaliados, em momento basal e ao final dos períodos de suplementação vitamínica: dados bioquímicos rotineiros em diálise, parâmetros de quantificação de estresse oxidativo em meio lipídico e protéico, marcadores inflamatórios e vitaminas antioxidantes. O estado nutricional será avaliado por meio de dados dietéticos, bioquímicos e antropométricos. As associações serão avaliadas por testes de correlação e as diferenças entre grupos serão feitas por comparações entre médias. (AU)

Efeito da peroxidação de lípides, associado ou não à glicação de proteína, sobre a sinalização e expressão de marcadores inflamatórios

Beneficiário:Carlos Rossa Junior
Instituição: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Rossa Junior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Periodontia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/06589-8
Vigência: 01 de agosto de 2010 - 31 de julho de 2012
Assunto(s):Diabetes mellitusFormação de anticorposProdutos finais de glicosilaçãoAteroscleroseLipoproteínas LDLLinfócitos T
Resumo
O diabetes é um importante problema de saúde pública devido à elevada morbidade e mortalidade associadas às suas complicações. As complicações associadas ao diabetes estão diretamente relacionadas à modulação da resposta imune-inflamatória pelos produtos finais da glicação avançada (AGEs) que interagem com seu receptor multi-ligante RAGE (receptor de produtos finais da glicação avançada) presente em diversos tipos celulares. Pacientes com diabetes também apresentam menor resistência a infecções, evidenciando a influência da doença sobre a resposta imune. Uma das infecções encontradas com maior prevalência e severidade nesses pacientes são as doenças periodontais destrutivas, consideradas uma das complicações clássicas associadas ao diabetes. Outra complicação clássica associada ao diabetes é a aterosclerose, considerada como a principal causa de mortalidade nesses indivíduos. A aterosclerose é um processo influenciado pela elevação da concentração sérica de lipoproteínas, em especial da lipoproteína de baixa densidade oxidada (LDL-ox). A literatura sobre os mecanismos de ação de LDL-ox e AGEs sobre o sistema imune é extensa, porém os achados são muitas vezes contraditórios devido a variações nos modelos experimentais (tipos de células utilizados, forma de preparo e concentração de LDL-ox e AGEs, períodos de avaliação) e também devido ao estudo da modulação de 'genes-candidatos' que fornece uma avaliação parcial ou fragmentada de uma complexa rede de citocinas. Além disso, há escassez de informações sobre os possíveis efeitos sinérgicos de LDL-ox e AGEs agindo simultaneamente na modulação da resposta imune a estímulos microbianos (por exemplo, nas infecções freqüentes em portadores de diabetes, como as doenças periodontais). Dados preliminares obtidos em estudo clínico pelo nosso grupo de pesquisa suportam a hipótese de efeito sinérgico de LDL-ox e AGEs na severidade da doença periodontal. Assim, a hipótese que propomos para este estudo é que LDL-ox e AGEs tem efeitos sinérgicos na modulação da resposta imune a estímulos microbianos. Para testar estas hipóteses, propomos os seguintes objetivos específicos: 1) Determinar os efeitos do LDL-ox e do eixo AGE/RAGE na proliferação e morte celular de monócitos e linfócitos T; 2) Descrever os efeitos de LDL-ox e do eixo AGE/RAGE no perfil de citocinas inflamatórias expressas em monócitos e linfócitos T CD4+ estimulados por LPS bacteriano e 3) Avaliar os efeitos do LDL-ox e do eixo AGE/RAGE na ativação das vias de sinalização intracelular relacionadas à expressão das citocinas inflamatórias. (AU)

Evolução dos marcadores inflamatórios de pacientes com DPOC no período de três anos

Beneficiário:Irma de Godoy
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Irma de Godoy
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/08527-0
Vigência: 01 de agosto de 2010 - 31 de janeiro de 2013
Assunto(s):Doença pulmonar (especialidade)Doença pulmonar obstrutiva crônicaMarcadores inflamatóriosInflamaçãoHematócritoHemoglobinas
Resumo
Estudos mostram associação do Fator de Necrose Tumoral alfa (TNF-alfa), Interleucina 6 (IL6) e Proteína C Reativa (PCR) com manifestações sistêmicas da DPOC e com maior risco de mortalidade. No entanto, não há estudos mostrando o comportamento evolutivo destes marcadores. No trabalho desenvolvido no curso de mestrado, 95 pacientes com DPOC leve a moderada foram acompanhados e realizou-se a avaliação dos marcadores diagnósticos e prognósticos da DPOC após três anos. Em 77 destes pacientes foi realizada a medida dos marcadores inflamatórios no sangue periférico no momento inicial e coletado sangue durante a reavaliação após três anos. O objetivo do atual estudo é verificar a evolução dos marcadores inflamatórios sistêmicos de pacientes com DPOC após três anos. Analisar também a associação destes marcadores com os demais marcadores da doença e com exacerbação e verificar o comportamento do hematócrito e hemoglogina no período e a sua associação com os marcadores inflamatórios. As dosagens das citocinas TNF-alfa e IL6 serão realizadas em duplicatas por meio de ensaios imunoenzimáticos (ELISA). A proteína C reativa (PCR) será quantificada em duplicata, com uso de kits ultrassensíveis. A análise dos dados para verificar a evolução dos marcadores será realizada por meio do teste "T" para medidas repetidas para variáveis com distribuição normal e Wilcoxon para dados não paramétricos. A associação dos marcadores inflamatórios com a evolução dos demais marcadores e com a exacerbação será avaliada por meio da análise de regressão logística. (AU)

Mediadores inflamatórios e metabólicos nas diversas formas evolutivas da doença de Chagas: correlação com disfunção autonômica

Beneficiário:Fabio Fernandes
Instituição: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fabio Fernandes
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/16887-9
Vigência: 01 de julho de 2010 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):CardiologiaCardiomiopatia chagásicaDoença de ChagasSistema nervoso autônomoCitocinas
Resumo
Os principais mecanismos para cardiomiopatia chagásica são o acometimento do Sistema Nervoso Autônomo (SNA), a disfunção microvascular e as alterações inflamatórias. Entretanto, alguns aspectos da fisiopatologia da cardiopatia chagásica crônica (CCC) ainda são desconhecidos. A CCC apresenta características específicas como desnervação cardíaca e anormalidades neurohormonais que a difere das outras cardiopatias. A associação entre mediadores metabólicos, citocinas inflamatórias e disfunção autonômica em pacientes com doença de Chagas (DC) ainda é controversa. Esta fisiopatologia peculiar sugere que alguns parâmetros metabólicos possam ser alterados em pacientes chagásicos. O objetivo deste estudo será avaliar os marcadores metabólicos tais como: lipídeos sanguíneos, glicemia de jejum, insulina, leptina e adiponectina, além de marcadores inflamatórios, tais como interleucina-6 e fator de necrose tumoral. Será realizada também como avaliação da aterosclerose subclínica, a medida da espessura médio-intimal das carótidas. Serão correlacionados os marcadores inflamatórios e metabólicos com medidas de função do SNA. Acreditamos que a contribuição deste estudo será uma melhor compreensão da associacão entre atividade metabólica e inflamatória com a disfunção autonômica na fisiopatologia da DC. (AU)

Farmacogenética da hipertensão arterial resistente e sua relação com a apneia obstrutiva do sono, dislipidemia e inflamação

Beneficiário:Marcelo Chiara Bertolami
Instituição: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). Fundação Adib Jatene (FAJ). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marcelo Chiara Bertolami
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/07364-0
Vigência: 01 de julho de 2010 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):CardiologiaHipertensãoFarmacogenéticaInflamaçãoExpressão gênica
Resumo
A hipertensão arterial (HA) é considerada o principal fator de risco cardiovascular sendo que aproximadamente 20 a 30% desses pacientes apresentam resistência à terapêutica. Recentemente tem-se associado a síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS) como importante causa e fator agravante de hipertensão resistente, com prevalência de até 83% nessa população. Tanto a HA quanto a SAOS associam-se com dislipidemia, inflamação e aumento significativo do risco cardiovascular. Os fatores genéticos possivelmente relacionados com SAOS, dislipidemia e inflamação nos pacientes com HA resistente vêm sendo avaliados, porém ainda faltam maiores evidências que demonstrem seu uso na prática clínica. O presente estudo objetiva avaliar a farmacogenética e a presença de SAOS nos pacientes com HA resistente. Secundariamente serão comparados a expressão gênica relativa e os marcadores inflamatórios antes, durante e depois do evento de apnéia. Serão avaliados 285 pacientes hipertensos resistentes, e 285 pacientes normotensos ou com pressão arterial controlada em uso de até 3 classes de fármacos. Os polimorfismos e a expressão de genes associados a hipertensão, inflamação e dislipidemia serão analisados pelo método de PCR em tempo real. A presença da SAOS será avaliada por meio de polissonografia, e a pressão arterial central pelo sistema Sphygmocor. A associação de marcadores inflamatórios, lipídicos, hormonais e genéticos poderá auxiliar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento dos pacientes com hipertensão resistente, de forma personalizada, reduzindo falhas terapêuticas. (AU)

Influência da modificação da albumina no diabete melito sobre a expressão diferencial de genes e o fluxo de lípides em macrófagos

Beneficiário:Marisa Passarelli
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marisa Passarelli
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/53869-9
Vigência: 01 de maio de 2010 - 31 de outubro de 2012
Assunto(s):Metabolismo energéticoAteroscleroseProdutos finais de glicosilaçãoColesterolDiabetes mellitusEstresse oxidativo
Resumo
A formação de produtos avançados de glicação (AGE) está independentemente associada com a patogênese da aterosclerose no diabete melito (DM). Os AGE alteram o fluxo de lípides em macrofagos, por reduzirem a meia-vida das HDL e a expressão de seus receptores ABCA-1 e ABCG-1, e por aumentarem receptores para lipoproteínas modificadas e marcadores inflamatórios. Estes eventos vinculam-se ao aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (EROs). A atividade transcricional do gene do ABCG-1 é negativamente modulada em macrofagos pela albumina-AGE; por outro lado a redução da expressão de ABCA-1 independe de alterações transcricionais e de modificações em seu RNA mensageiro. Desta forma, é possível postular que vias de degradação pós-traducionais, suscitadas pelo desequilíbrio redox e/ou acúmulo intracelular de colesterol, possam determinar prejuízo na expressão protéica de ABCA-1. Visto que a albumina é a principal proteína modificada por glicação na circulação, sendo um importante parâmetro do controle glicêmico, o objetivo do presente estudo é avaliar a influência da albumina modificada in vivo e in vitro por glicação avançada sobre: 1) a expressão diferencial de genes em macrofagos, 2) a produção de EROs, 3) a expressão de marcadores de estresse de retículo endoplasmático e ativação proteossomal e 4) a associação entre os itens 2 e 3 com a expressão de ABCA-1 e ABCG-1 e o efluxo de lípides mediado por subfrações de HDL. Além disso, fármacos capazes de diminuir a formação de AGE e o estresse oxidativo serão analisados quanto à sua habilidade de prevenir/corrigir alterações no fluxo de lípides celulares. Para tanto, macrofagos de peritônio de camundongo serão tratados com albumina" controle (isolada do soro de indivíduos saudáveis) ou albumina-AGE (obtida de pacientes portadores de DM com controle glicêmico inadequado, ou produzida in vitro), na presença ou ausência de inibidores de glicação avançada. Os resultados permitirão uma análise pormenorizada dos efeitos da glicação sobre a expressão de genes potencialmente envolvidos no metabolismo de lípides e na resposta inflamatória em macrofagos e sua associação com vias de estresse de retículo endoplasmático e degradação proteossomal. Estas últimas podem, em última instância, ser determinantes para a diminuição da expressão dos receptores ABCA-1 em macrofagos e para a gênese e progressão da aterosclerose no DM. (AU)

Relação de marcadores inflamatórios e de resistência à insulina com aterosclerose subclínica em pacientes com glicemia de jejum alterada

Beneficiário:Marcelo Chiara Bertolami
Instituição: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). Fundação Adib Jatene (FAJ). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marcelo Chiara Bertolami
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/00201-8
Vigência: 01 de abril de 2010 - 30 de setembro de 2012
Assunto(s):CardiologiaExpressão gênica
Resumo
O diabetes mellitus do tipo 2 (DM2) é uma desordem metabólica poligênica que se caracteriza inicialmente por resistência à insulina e em estágios mais avançados por defeito na secreção da insulina. A resistência à insulina é caracterizada pelo aumento dos níveis séricos de glicose e insulina e se associa a diversas anormalidades metabólicas que resultam em disfunção endotelial. Marcadores de atividade inflamatória, do metabolismo lipídico e glicídico estão intimamente relacionados a este processo, sendo a proteína C reativa ultra sensível, a adiponectina e a fosfolipase A2 associada à lipoproteína alguns exemplos. Visto a maior prevalência entre diabéticos e intolerantes à glicose da presença de aterosclerose subclínica, e conseqüentemente, maior incidência de doença arterial coronária e eventos agudos, o objetivo deste estudo é avaliar a relação destes marcadores inflamatórios, do metabolismo glicídico e lipídico e alterações genéticas com a presença de aterosclerose subclínica diagnosticada pela tomografia com escore de cálcio, pelo ultra-som doppler de carótidas, pelo teste ergométrico, pelo índice tornozelo-braço e pela avaliação da função endotelial em pacientes com glicemia de jejum alterada. Quatrocentos e oitenta pacientes com os critérios da American Diabetes Association para coleta de teste de tolerância oral com 75g de glicose serão classificados após o exame em normoglicemicos, com glicemia de jejum alterada, intolerantes a glicose e diabéticos. Todos realizarão tomografia computadorizada com escore de cálcio, ultra-som doppler de carótidas, teste ergométrico, medida do índice tornozelo-braço, avaliação da função endotelial, avaliação da expressão dos genes adiponectina, leptina, TNFa, receptor da leptina, PCR e PLA2G7 e detecção de alterações moleculares nos genes TNFa e PLA2G7. Será analisada a relação entre o diagnóstico de aterosclerose subclínica pelos exames de imagem e os exames laboratoriais e genéticos, desta forma caracterizando os pacientes com glicemia de jejum alterada que apresentam o maior risco de doença arterial coronária. (AU)

Impacto de reuso de dialisadores nos marcadores inflamatórios e de peroxidação lipídica em pacientes em hemodiálise

Beneficiário:Hugo Abensur
Instituição: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Hugo Abensur
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/50027-4
Vigência: 01 de abril de 2010 - 30 de setembro de 2012
Assunto(s):HemodiáliseInflamaçãoMarcadores inflamatórios
Resumo
O reuso de dialisadores é prática universal nas unidades de diálise do Brasil e de outros países como Estados Unidos; mas já foi abandonada em países da Europa; e o principal motivo para isto é econômico. Parecem haver evidências de que esta prtática estaria relacionada à aumento de morbimortalidade, porém não existem trabalhos que respondam a esta questão. O objetivo deste trabalho é avaliar o impacto do reuso de dialisadores sobre o stress oxidativo, peroxidação lipídica e marcadores inflamatórios, em paciente em programa de hemodiálise; bem como avaliar um possível efeito protetor da N-acetilcisteína (antioxidante) em pacientes em hemodiálise com reuso de dialisadores. Serão selecionados trinta pacientes, que já encontram-se em programa crônico de hemodiálise, e os mesmos permanecerão seis semanas realizando as sessões de hemodiálise com reuso de dialisador (prática padrão), e então durante seis semanas realizarão o tratamento utilizando uso único de dialisador, retornando depois à prática padrão de hemodiálise com reuso de dialisador por 6 semanas. Num último período também com duração de seis semanas, realizarão hemodiálise com reuso de dialisador, e em uso de N-acetilcisteína, na dose de 2.400 mg/dia. Ao término de cada período de seis semanas, os pacientes terão amostras de sangue coletadas, para análise laboratorial e dosagem de marcadores inflamatórios e peroxidação lipídica, como: albumina sérica, PCR-proteína C reativa, IL-6 -interleucina 6, TBARs, glutationa peroxidase e superóxido dismutase. Os dados serão analisados utilizando-se o software Grafic Prisma. Serão feitas análises entre os grupos (> 3 grupos) - análise longitudinal - utilizando-se análise de variância (ANOVA), com pós teste de Bonferroni. (AU)

Efeitos da suplementação com colecalciferol sobre o tecido ósseo e sobre a inflamação de pacientes com doença renal crônica na fase pré-dialítica

Beneficiário:Aluízio Barbosa de Carvalho
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Aluízio Barbosa de Carvalho
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/52144-0
Vigência: 01 de abril de 2010 - 31 de maio de 2012
Assunto(s):Doenças metabólicasInsuficiência renal crônicaMetabolismo mineralInflamaçãoOsteodistrofia renalVitamina D
Resumo
Distúrbios no metabolismo do cálcio, fósforo e paratormônio são frequentes no curso da doença renal crônica (DRC), decorrentes da diminuição da massa renal e da síntese de 1,25-dihidroxi vitamina D (calcitriol). O calcitriol deriva da 25-hidroxi vitamina D (calcidiol), que é proveniente das pró-vitaminas D, o ergocalciferol e colecalciferol e mantém a homeostase de cálcio, além de ter efeitos imunomodulatórios. O objetivo deste estudo é o de investigar os efeitos da restauração dos níveis de vitamina D sobre as alterações histológicas ósseas e estado inflamatório de pacientes com DRC na fase pré-dialítica. Trata-se de um estudo prospectivo, randomizado e duplo cego, complementar ao estudo "Efeitos da suplementação com colecalciferol sobre o metabolismo mineral ósseo de pacientes com doença renal crônica" (FAPESP n° 2006/03811-6), no qual 100 pacientes adultos com DRC nos estágios 3 e 4 e com insuficiência de vitamina D (calcidiol entre 15 e 30 ng/mL) são randomizados em grupo vitamina D (suplementação com 50.000 UI/mês de colecalciferol) e grupo controle (placebo). Pacientes deficientes de vitamina D (calcidiol < 15ng/mL) são tratados com 50.000 UI/semana de colecalciferol. A proposta atual é estudar um subgrupo de pacientes insuficientes (n=25 de cada grupo) e deficientes de vitamina D (n=25), totalizando 75 pacientes, que serão submetidos à densitometria óssea e à biópsia óssea para análise histomorfométrica, no início e após 18 meses de seguimento, além de exames bioquímicos, hormonais e marcadores inflamatórios regulares. Os resultados esperados são a normalização dos níveis de calcidiol, redução do estado inflamatório e melhora do metabolismo ósseo. (AU)

Efeitos cardiovasculares da inibição da fosfodiesterase 5 sobre a isquemia miocárdica, a motilidade parietal do ventrículo esquerdo e as variáveis hemodinâmicas em hipertensos refratários

Beneficiário:Heitor Moreno Junior
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Heitor Moreno Junior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/53430-7
Vigência: 01 de fevereiro de 2010 - 30 de setembro de 2012
Assunto(s):HipertensãoEndotélioIsquemia miocárdica
Resumo
O objetivo primário deste projeto é investigar os efeitos agudos do citrato de sildenafil sobre a hemodinâmica e a função cardiovascular em pacientes portadores de HA Refratária. Objetivos Secundários: 1- Verificar se há diferenças na função cardíaca, na hemodinâmica e na resposta a teste de indução de isquemia (ECO-stress) nos subgrupos de HAR com (HAR+ISQ) e sem isquemia miocárdica (HAR-ISQ), antes e após a curva dose-resposta com a administração de citrato de sildenafil; 2-Avaliar também, em ambos os subgrupos (HAR+ISQ e HAR-ISQ), o comportamento de marcadores precoces de disfunção endotelial/vascular bem como alterações na Velocidade da Onda de Pulso (VOP), Pressão Arterial Central (Index Augmentation), citosinas e marcadores inflamatórios plasmáticos nesses pacientes em condições basais e após administração do inibidor da fosfodiesterase 5 (PDE5), sildenafil. Casuística e Métodos: Serão avaliados 40 indivíduos portadores de hipertensão arterial refratária (HAR; n=50), com e sem indícios clínicos e em exames complementares compatíveis com a presença de isquemia miocárdica. Após o diagnóstico de certeza de HAR, os pacientes serão divididos em 02 grupos experimentais: HAR+ISQUEMIA (HAR+ISQ; n=25) e HAR-ISQUEMIA (HAR+ISQ; n=25). Após a triagem, com diagnóstico de certeza de HAR e já distribuídos nos 02 grupos experimentais, será realizada curva dose-efeito a doses crescentes de citrato de sildenafil (0,25 a 200 mg, por via oral, a intervalos de 20 minutos). Durante este procedimento, o paciente será simultaneamente avaliado pelo sistemas Portapres (hemodinâmica não-invasiva) e SphymoCor (pressão arterial central, índice de amplificação e velocidade da onda de pulso). Durante cada um desses períodos serão colhidas amostras de sangue venoso para avaliação de GMP cíclico e fatores relacionados à lesão vascular. (AU)

Influencia de marcadores genéticos sobre a resposta à intervenção dietética para redução do peso corporal

Beneficiário:Rosario Dominguez Crespo Hirata
Instituição: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rosario Dominguez Crespo Hirata
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/10069-2
Vigência: 01 de fevereiro de 2010 - 31 de janeiro de 2013
Assunto(s):FarmacogenéticaGenômicaMarcadores genéticosPolimorfismoÍndice de massa corporalDiabetes mellitusObesidade
Resumo
Fatores genéticos e ambientais estão envolvidos na patogênese da obesidade e da diabete tipo 2 (DM2). Polimorfismos genéticos parecem estar relacionados com variações na taxa de redução e manutenção de peso corporal em resposta a restrição calórica. Estudos prévios do nosso grupo demonstraram associações de variantes nos genes leptina, receptor de leptina (LEPR) e PPARgama com obesidade e DM2. O objetivo deste projeto é investigar a influencia de marcadores genéticos sobre a resposta a intervenção dietética para redução do peso corporal. Para essa finalidade, 100 indivíduos obesos (índice de massa corporal: IMC> 30 kg/m2) serão selecionados e orientados a seguir um programa de orientação nutricional (dieta hipocalórica) para redução do peso corporal por nove semanas. Os dados do consumo alimentar serão obtidos pelo recordatório de 24 horas e para a análise dos dados se utilizará a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da USP. Antes e após a intervenção nutricional, serão determinadas as medidas antropométricas e a composição corporal por bioimpedância. Amostras de sangue serão coletadas para extração de DNA e para analise de parâmetros laboratoriais para avaliação do metabolismo lipídico, glicídico, marcadores inflamatórios e de obesidade. Os polimorfismos dos genes LEP (G-2458A e A19G), LEPR (Lys109Arg e Gln223Arg), FTO (rs9930506 e rs9939609), PPARG (Pro12Ala e C161T), ADIPOQ (45T>G e 276G>T) e IL6 (-174G>C) serão analisados por discriminação alélica usando estratégias de PCR em tempo real que serão confirmadas por PCR-RFLP e sequenciamento de DNA. Com os resultados obtidos pretende-se estudar a associação desses polimorfismos genéticos com as variáveis bioquímicas, inflamatórias, antropométricas e a composição corporal. Também serão avaliadas as possíveis relações entre os parâmetros bioquímicos, inflamatórios e medidas antropometricas, incluindo a resposta à intervenção nutricional. O presente estudo contribuirá para o conhecimento das interações gene-dieta, em indivíduos obesos, e poderá auxiliar na orientação nutricional personalizada para alcançar a meta desejável de redução de peso corporal e diminuir o risco cardiovascular de indivíduos obesos. (AU)

O papel da angiotensina II no processo inflamatório vascular

Beneficiário:Silvia Lacchini
Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Silvia Lacchini
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/15693-6
Vigência: 01 de fevereiro de 2010 - 31 de janeiro de 2013
Assunto(s):Sistema cardiovascularLesões do sistema vascularAngiotensina IIReceptores de angiotensinaImunohistoquímicaCitocinas
Resumo
A hipótese do presente projeto é a de que a angiotensina II (AngII), agindo sobre o seus receptores AT1 e AT2, é capaz de desencadear processos inflamatórios iniciais, que podem compor parte dos mecanismos envolvidos no processo de lesão vascular ou até mesmo aumentar a predisposição a desenvolver a lesão. Para testar esta hipótese, os objetivos do presente projeto são: 1) avaliar a expressão de marcadores iniciais de inflamação em resposta à ação da AngII, e 2) avaliar por qual receptor (AT1 ou AT2) a AngII leva à expressão destes marcadores inflamatórios. O estudo será feito em camundongos machos C57Bl/6J, submetidos a tratamento com doses sub-pressoras de angiotensina II, bloqueadores dos receptores AT1 e AT2 e uma combinação destes. Os tempos de tratamento serão determinados numa curva de tempo-resposta a ser feita com injeções subpressoras de ang II. Serão preparados seis grupos: controle e tratados com ang II, losartan, ang II + losartan, PD123.319 e ang II + PD123.319. Após o tempo de tratamento, os animais serão sacrificados e se procederá a coleta de tecidos de artérias (aorta e carótida), coração, rins e pulmão para análise de mediadores inflamatórios. Serão feitas avaliações morfométricas para avaliar possível edema tecidual. A avaliação dos marcadores inflamatórios será feita por imunohistoquímica, estudando as citocinas IL-1beta e IL-6, TNF-alfa, TGF-beta e MCP-1, as moléculas de adesão VCAM-1 e ICAM-1, além de um marcador de células inflamatórias (CD-45). Além disso, serão estudados marcadores inflamatórios séricos (IL-1beta, IL-6 e TNF-alfa) por ELISA. Posteriormente, serão estudadas as possíveis vias intracelulares responsáveis pela ação da angiotensina II nas artérias estudadas. (AU)

Avaliação dos biomarcadores precoces da doença cardiovascular - clínicos, inflamatórios e ecográficos - em mulheres na pós-menopausa

Beneficiário:Eliana Aguiar Petri Nahás
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eliana Aguiar Petri Nahás
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/14884-2
Vigência: 01 de fevereiro de 2010 - 31 de julho de 2012
Assunto(s):Clínica médicaGinecologiaMenopausaDoenças cardiovascularesBiomarcadoresPolimorfismo
Resumo
A doença cardiovascular (DCV), mormente a doença arterial coronariana (DAC), compreende a principal causa de mortalidade em mulheres na pós-menopausa. A DAC é decorrente de processo aterosclerótico de evolução progressiva, em que estão envolvidos vários fatores de risco como hipercolesterolemia, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, estresse, sedentarismo e obesidade, que não podem ser ignorados na abordagem da mulher climatérica. Por meio da estimativa de risco, pode-se sugerir prioridade na instituição de medidas de prevenção primária e secundária, na tentativa de redução na ocorrência da DAC. Contudo, a detecção de marcadores precoces possibilitaria o reconhecimento da doença aterosclerótica subclínica com a intervenção precoce sobre os fatores de risco modificáveis, importante no seguimento de mulheres na pós-menopausa. A aterosclerose é doença da parede arterial, caracterizada por inflamação e remodelamento silencioso que pode manifestar-se como evento vascular agudo, tornando-se clinicamente aparente. Na DAC, convencionais fatores de risco permanecem importantes, mas diferenças individuais no perfil imunológico podem modular a severidade do processo aterosclerótico. O significado dos bio-marcadores inflamatórios em mulheres na pós-menopausa e o risco de doença aterosclerótica é uma área de estudo importante. Nossa hipótese é que a relação das concentrações de heat shock proteins (hsp), com o perfil de citocinas e a expressão dos receptores Toll-Like, correlacionando com o polimorfismo genético da lecitina ligante de manose (MBL) seja prognóstico de ocorrência da DAC sub-clínica ecográfica em mulheres na pós-menopausa. Espera-se que com o projeto de avaliação dos biomarcadores precoces - clínicos, imuno-inflamatórios e ecográficos - da doença aterosclerótica em mulheres na pós-menopausa possa-se identificar as pacientes de risco cardiovascular ou com doença subclínica propondo assim medidas preventivas efetivas na redução da ocorrência da doença manifesta, principal causa de mortalidade na população estudada, repercutindo consideravelmente na qualidade de vida na menopausa. (AU)

Atividade antioxidante de partículas de HDL e suas subfrações na síndrome coronária aguda: efeito da estatina

Beneficiário:Carlos Vicente Serrano Junior
Instituição: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Vicente Serrano Junior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/51316-2
Vigência: 01 de dezembro de 2009 - 30 de novembro de 2011
Assunto(s):AteroscleroseLipoproteínas LDLLipoproteínas HDLInfarto do miocárdioAntioxidantesAnticolesterolemiantes
Resumo
A lipoproteína de baixa densidade (LDL) e suas formas oxidadas (LDLox) possuem múltiplas propriedades aterogênicas, atuando na deposição de colesterol, indução e manutenção da inflamação, disfunção endotelial, surgimento de células espumosas na parede arterial e consequente formação da placa de ateroma. A lipoproteína de alta densidade (HDL) possui inúmeras atividades antiaterogênicas, incluindo ações antioxidante, anti-inflamatória e anti-trombótica. As subfrações de HDL (sHDL) são heterogêneas em sua composição físico-química e atividades biológicas. A atividade antioxidante das sHDL aumenta com a densidade (HDL2b

Comparação do uso da procalcitonina (PCT) com outros marcadores inflamatórios (IL-6 e PCR) para diagnóstico, evolução e prognóstico de febre em pacientes neutropênicos após transplante hematológico

Beneficiário:Silvia Figueiredo Costa
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Silvia Figueiredo Costa
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/07399-0
Vigência: 01 de julho de 2009 - 31 de agosto de 2011
Assunto(s):InfectologiaCélulas-troncoHepatopatia veno-oclusivaFebreMarcadores inflamatóriosNeutropenia
Resumo
Complicações infecciosas continuam sendo as maiores causas de morbidade e mortalidade após transplante com células-tronco. A dificuldade está na diferenciação de outras causas de febre além de infecções, como doença aguda de enxerto versus hospedeiro (aGVHD), ou doença veno-oclusiva (DVO)/ síndrome de oclusão sinusoidal (SOS). Diagnóstico e evolução das complicações infecciosas podem ser melhorados através de marcadores precoces sensíveis e específicos das infecções bacterianas e fúngicas. O objetivo desse estudo é comparar a procalcitonina (PCT) com outros marcadores de Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS), PCR e a IL-6 no diagnóstico de etiologia infecciosa em pacientes granulocitopênicos febris pós-transplante hematológico. Trata-se de estudo observacional do tipo coorte, multicêntrico, com coleta prospectiva de dados. Serão incluídos 200 pacientes adultos consecutivos, internados nas enfermarias do HC da FMUSP e do Hospital São Paulo (UNIFESP) submetidos a transplante hematológico. Amostras de sangue de pacientes adultos com neutropenia serão analisadas nos seguintes momentos D0: neutropenia constatada D1: febre ou hipotermia D2: 24 horas após o evento febre/hipotermiaD3: 48 horas após o evento febre/ hipotermiaD4: 72 horas após o evento febre/hipotermiaD5: 48 horas após o término da febre/ hipotermia. Serão mensuradas procalcitonina, PCR, IL-6 e realizadas culturas microbiológicas. Hemoculturas serão colhidas no primeiro dia da febre antes da introdução de antibióticos, bem como urina, secreção traqueal, líquor para cultura, cultura de locais suspeitos e radiografias, conforme o caso. Deverá haver um hemograma indicando a neutropenia. Etiologia infecciosa será classificada como bacteriana, fúngica ou viral somente se confirmada através de cultura positiva ou teste diagnóstico apropriado. Os pacientes serão categorizados em 04 grupos: infecção bacteriana, infecção fúngica, infecção viral, e cultura e teste diagnósticos negativos. (AU)

Efeitos da anestesia peridural torácica sobre as alterações miocárdicas induzidas pela morte encefálica

Beneficiário:Luiz Felipe Pinho Moreira
Instituição: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luiz Felipe Pinho Moreira
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:08/11441-0
Vigência: 01 de junho de 2009 - 31 de maio de 2011
Assunto(s):Procedimentos cirúrgicos cardiovascularesTransplante de coraçãoDisfunção ventricularMorte encefálicaAnestesia peridural
Resumo
O transplante cardíaco constitui-se na melhor alternativa terapêutica para milhares de pacientes com diagnóstico de insuficiência cardíaca terminal. Infelizmente, além do reduzido número de doadores, cerca de 30% dos corações doados não chegam a ser transplantados em virtude de uma grave disfunção que acomete esse órgão após a morte encefálica. A disfunção cardíaca após a morte encefálica está associada a um estado hiperdinâmico decorrente do descontrole autonômico, o qual pode ser evitado pelo emprego de bloqueadores beta-adrenérgicos. A anestesia peridural torácica proporciona um bloqueio autonômico efetivo, com redução na instabilidade hemodinâmica nos estados de choque. O objetivo deste trabalho é analisar os efeitos da anestesia peridural torácica contínua, em ratos submetidos à morte encefálica, em relação ao comportamento dos parâmetros hemodinâmicos e as alterações do miocárdio ventricular. As alterações miocárdicas serão analisadas através da expressão molecular da injúria celular pela dosagem de marcadores inflamatórios e do estresse oxidativo e pela avaliação dos níveis de apoptose celular e de comprometimento da alfa-actina. Serão estudados 35 ratos Wistar, separados em 5 grupos, de acordo com o momento de indução da anestesia peridural: Grupo 1: peridural pré morte encefálica; Grupo 2: peridural imediatamente após morte encefálica; Grupo 3: peridural 20 minutos após morte encefálica; Grupo 4: peridural 1 hora pós morte encefálica; e Grupo 5: controle (será realizada morte encefálica mas não será realizada anestesia peridural). As medidas hemodinâmicas e as dosagens plasmáticas de noradrenalina e adrenalina serão realizadas antes e após a indução da morte encefálica, por um período de seis horas. Após este período, os animais serão submetidos à eutanásia por essanguinação e as amostras do miocárdio serão colhidas e preparadas para análise de IL-1beta, IL-6, TNF-alfa pelo método de ELISA. As concentrações de Bcl-2, caspase-3, alfa-actina, ICAM, VCAM -1 e dos polímeros da adenosina difosfato-ribose no tecido cardíaco serão quantificadas através de imunohistoquímica. (AU)

Tratamento farmacológico da retinopatia diabética através da utilização de compostos doadores de óxido nítrico em matriz de hidrogel

Beneficiário:Jacqueline Mendonça Lopes de Faria
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jacqueline Mendonça Lopes de Faria
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/50134-8
Vigência: 01 de maio de 2009 - 31 de outubro de 2011
Assunto(s):HipertensãoEstresse oxidativoInflamaçãoRetinopatia diabéticaSuperóxido dismutase
Resumo
Os efeitos do diabetes (DM) na retina são caracterizados inicialmente por inflamação e estresse oxidativo, anomalias vasculares como quebra da barreira hematoretiniana e finalmente proliferação neovascular. Apesar do aprimoramento do controle glicêmico e da pressão arterial reduzindo o desenvolvimento da retinopatia diabética (RD) é ainda a maior causa de cegueira em pessoas na idade produtiva nos países desenvolvidos. A fotocoagulaçâo com laser na retina (tratamento padrão para essa condição) é efetiva mas ainda não elimina a cegueira nesses pacientes. Portanto, o desenvolvimento de um tratamento farmacológico para a RD é imprescindível. A redução da biodisponibilidade do óxido nítrico (ON) constitui um marcador das micro e macroangiopatias originadas pelo DM. A maior característica é a perda da regulação do tônus vascular. Em adição a perda do tônus vascular, ocorre redução do ON, o que acarreta adesão leucocitária, fenômeno descrito das fases precoces da RD. Nós demonstramos que a hiperglicemia aumenta a expressão de marcadores inflamatórios na retina como ED-1, ICAM-1 e NFkB e estas citocinas estão associadas a disfunção endotelial. Endogenamente, peptídeos contendo o radical tiol como a glutationa (GSH) são considerados carreadores e doadores de ON. De fato, em meio diabético, significativa quantidade de GSH é nitrosada a S-nitroglutationa que pertence a classe S-nitrosotiol, inativando parcialmente as reações oxidativas do oxigênio. Porém, este sistema in vivo muitas vezes não é suficiente para proteger a retina contra os efeitos tóxicos da hiperglicemia.Assim, as ações biológicas do S-nitrosotiol como vasodilatador e agente antioxidante merece grande destaque como potencial opção terapêutica na RD. O hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), matriz constitutiva para liberação de nanopartículas de proteína, tem sido usado com sucesso como biomaterial adequado para promover liberação local e sustentada de drogas. Nesse estudo, iremos utilizar os compostos doadores de ON em matriz de HPMC. O objetivo desse projeto será avaliar os possíveis efeitos protetores de um doador exógeno de óxido nítrico administrado em colírio em retina de animais experimentalmente diabéticos. (AU)

Como o tratamento hipolipemiante modifica a expressão e níveis séricos da Proteína C Reativa e possíveis implicações clínicas

Beneficiário:Maria Cristina de Oliveira Izar
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Cristina de Oliveira Izar
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/50052-1
Vigência: 01 de maio de 2009 - 31 de outubro de 2012
Resumo
A aterosclerose é uma doença inflamatória associada ao acúmulo de lípides na parede vascular. Reações imunes atraem células infamatórias para a íntima vascular e estas modificam a expressão de várias substâncias, determinando um contínuo processo inflamatório desde o início de formação das placas até suas complicações isquêmicas. Assim, a aterosclerose tem sido associada a aumentos de marcadores inflamatórios, sendo a proteína C reativa (PCR), o biomarcador mais utilizado, com determinação laboratorial e valor prognóstico para desfechos cardiovasculares, estabelecidos. As estatinas interferem no processo de isoprenilação de pequenas proteínas, entre as quais a proteína Rho, relacionada à transcrição da PCR, uma condição que pode estar associada a diminuição de seus níveis séricos. A ezetimiba um inibidor da absorção de colesterol, embora isoladamente não modifique os níveis da PCR, em adição às estatinas promove expressiva redução adicional desta proteína por mecanismo desconhecido. De forma interessante, os níveis séricos de LDL-C apresentam baixa correlação com os níveis da PCR, após tratamento com estatinas. Objetivos: examinar os efeitos do tratamento com estatina e ezetimiba isolados ou combinados na expressão da PCR. Métodos: pacientes de ambos os sexos, em prevenção secundária da aterosclerose (n=150)e com níveis de PCR = 2 mg/L serão aleatorizados para tratamento com atorvastatina (40 mg), ezetimiba (10 mg) ou a combinação desses fármacos, por um mês. Serão examinados os efeitos do tratamento na expressão da PCR e da proteína Rho em monócitos do sangue (RT-PCR), na síntese de colesterol (latosterol e desmosterol séricos) e em sua absorção (beta-sitosterol e campesterol séricos) determinados por cromatografia gasosa e espectrometria de massa no período basal e ao término do estudo, ao lado da quantificação sérica da PCR de alta sensibilidade (nefelometria) e do perfil lipídico. Assim, o estudo pretende elucidar mecanismos de redução da PCR pelo tratamento hipolipemiante. (AU)

Efeitos da dessincronização do ritmo vigília-sono em trabalhadores noturnos sobre componentes da síndrome metabólica, marcadores inflamatórios, adipocitocinas e hormônios envolvidos no controle da fome e saciedade

Beneficiário:Bruno Geloneze Neto
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Bruno Geloneze Neto
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:08/50897-9
Vigência: 01 de dezembro de 2008 - 28 de fevereiro de 2011
Resumo
O projeto trata do impacto do trabalho noturno sob os componentes da síndrome metabólica e adipocitocinas em funcionários do Hospital das Clínicas da UNICAMP. Devido ao aumento considerável de trabalhadores noturnos é importante o estudo dos efeitos deste na saúde do trabalhador. Estudos atuais demonstram que trabalhos em turno diurno e noturno favorecem problemas e transtornos digestivos, pois estes trabalhadores apresentam algumas diferenças no hábito alimentar, tanto no valor calórico total, como no horário e número de refeições. Existem também riscos cardiovasculares devido a altos níveis de triglicérides e colesterol séricos, além de obesidade abdominal, e outros marcadores bioquímicos da síndrome metabólica. Estes fenômenos estão relacionados a um ganho de peso corporal atribuível a diferenças no padrão de fome e saciedade. Trabalhadores do turno noturno podem apresentar perturbação no ritmo biológico endógeno em função do conflito temporal entre relógio biológico e esquema social imposto externamente, e esta dessincronização pode produzir transtornos severos e persistentes do próprio sono. O objetivo deste trabalho é comparar uma população trabalhadora de turno noturno com uma população de turno diurno em relação aos marcadores da síndrome metabólica, caracterizar as diferentes respostas das orexinas, anorexinas endógenas a um teste de refeição padrão, caracterizar a ação da insulina exógena ao teste de tolerância à insulina nestes voluntários, avaliar o cortisol, a qualidade de sono e o estado inflamatório sub-clínico. Serão selecionados 12 trabalhadores de turno noturno e 12 do diurno do HC-UNICAMP, com lMC entre 25 e 35, os quais serão submetidos ao teste de refeição padrão, ao teste de tolerâncias insulina, teste de bioimpedância, avaliação do cortisol e da qualidade de sono. Assim a importância deste estudo no auxílio quanto à organização do serviço e a preocupação com a saúde do trabalhador, com referência à alimentação, e medidas preventivas relacionadas ao risco metabólico e cardiovascular. (AU)

Avaliação da correlação entre peroxidação lipídica e o perfil de marcadores inflamatórios em pacientes portadores de Diabetes Mellitus tipo 2 com periodontite crônica

Beneficiário:Silvana Regina Perez Orrico
Instituição: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Silvana Regina Perez Orrico
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Periodontia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:07/08362-8
Vigência: 01 de dezembro de 2008 - 31 de maio de 2011
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: CNPq - PPSUS
Assunto(s):Doenças periodontaisDiabetes mellitus tipo 2Marcadores inflamatóriosPeroxidação de lipídeosCitocinasPacientes
Resumo
O presente estudo terá por objetivo avaliar a correlação entre peroxidação lipídica e o perfil de marcadores inflamatórios locais e sistêmicos em pacientes portadores de diabetes mellitus (DM) tipo 2 com periodontite crônica. A amostra será constituída de 90 pacientes divididos em 3 grupos: Grupo 1 (diabetes compensado); Grupo 2 (diabetes descompensado) e Grupo 3 (controle-sistemicamente sadio). O controle metabólico nos pacientes dos grupos 1 e 2 será avaliado pelo percentual de hemoglobina glicada (HbA1c), sendo considerados metabolicamente descompensados quando a HbA1c for ³ 8,0%. Toda a amostra será submetida a exame periodontal completo, exame físico e avaliação laboratorial para verificação da glicemia de jejum, perfil lipídico e níveis de peroxidação lipídica. O exame periodontal consistirá na avaliação do índice de placa visível, do índice de sangramento marginal, da posição da margem gengival, da profundidade de sondagem, do sangramento à sondagem e do nível clínico de inserção. Para todos os grupos serão coletadas amostras do fluido sulcular gengival em 4 sítios sem periodontite (PS £ 3mm, sem perda de inserção e sem sangramento à sondagem) e 4 sítios com periodontite (PS ³5mm, nível de inserção e 4mm, com sangramento à sondagem), com objetivo de avaliar a quantidade de metaloproteases (MMP)-8, -9, -13, interleucinas (IL)-1, -4, -5, -6, -8, -10, -12, -18, -32 e fator de necrose tumoral ± (TNF-±). No plasma sanguíneo será avaliada a quantidade de IL-1², -2, -4, -5 -6, -10, -12, -32 e TNF-±. Os grupos serão comparados quanto à concentração das citocinas e à peroxidação lipídica no fluido gengival e no plasma sanguíneo. Um teste estatístico será aplicado para avaliar a correlação entre os níveis encontrados de peroxidação lipídica e a quantidade de cada citocina. Espera-se com esse estudo um melhor entendimento das condições relacionadas à maior severidade da doença periodontal no paciente portador de Diabetes mellitus. (AU)

Associação entre marcadores inflamatórios e características ultrassonográficas da doença arterial coronariana em pacientes com doença renal crônica

Beneficiário:Valter Correia de Lima
Instituição: Departamento de Medicina. Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Valter Correia de Lima
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:08/06259-8
Vigência: 01 de novembro de 2008 - 30 de abril de 2011
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: CNPq - PPSUS
Assunto(s):CardiologiaNefrologia
Resumo
A mortalidade de pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) é inaceitavelmente alta, preponderando às doenças cardiovasculares. O estado inflamatório crônico tem sido apontado como um dos principais fatores relacionados à mortalidade geral e cardiovascular em pacientes com DRC. A relação entre inflamação e DRC é estabelecida já em estágios iniciais da doença renal. O papel da inflamação como fator de risco no desenvolvimento e aceleração da doença aterosclerótica nos pacientes com DRC é bem descrito. Marcadores inflamatórios como interleucina-6 e proteína C-reativa tem reconhecida associação com a doença aterosclerótica e a mortalidade cardiovascular e geral em pacientes com DRC. A Ultrassonografia Intracoronariana (USIC) traz significativas informações a respeito da gravidade da Doença Aterosclerótica Coronariana (DAC), sendo eficaz para a avaliação das camadas das artérias coronárias. Até o momento nenhum estudo avaliou a associação entre a inflamação e as características quantitativas e qualitativas da DAC de acordo com o USIC. Hipótese principal: Como o estado inflamatório crônico está relacionado ao desenvolvimento da doença aterosclerótica, deve haver correlação entre marcadores de inflamação e gravidade da DAC em pacientes com DRC. Objetivo específico: Avaliar a associação entre características qualitativas e quantitativas da DAC, avaliada pelo USIC, e o estado inflamatório crônico em pacientes com DRC em hemodiálise. (AU)

Avaliação sequencial das alterações morfológicas e funcionais de rins de ratos após obstrução ureteral unilateral. efeito da suplementação com L-arginina

Beneficiário:Guiomar Nascimento Gomes
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Guiomar Nascimento Gomes
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:08/54698-0
Vigência: 01 de novembro de 2008 - 31 de outubro de 2010
Assunto(s):Óxido nítrico
Resumo
A obstrução ureteral unilateral (OUU) é um modelo experimental caracterizado pela fibrose tubulointersticial progressiva associada a profundas mudanças na hemodinâmica renal e na função tubular. Logo após a OUU, uma cascata de eventos é desencadeada, promovendo apoptose tubular, infiltração de macrófagos, presença de fibroblastos no interstício e produção de fator de necrose tumoral-a (TNF-α), que estimula a síntese de fatores quimiotáticos, incluindo a proteína quimiotática de monócitos (MCP-1). A infiltração de macrófagos no rim tem início horas após a obstrução ureteral unilateral e continua aumentando com o tempo. Os macrófagos liberam toxinas mediadoras que induzem apoptose nas células epiteliais tubulares, liberam fatores de crescimento, como o TGF-ß, e citocinas como a interleucina 1 (IL1), interleucina 6 (IL6) e o TNF-α. Muitos estudos sugerem que a inflamação intersticial crônica e, subseqüentemente, a fibrose intersticial, sejam mediadas pelo influxo de macrófagos e linfócitos para o compartimento tubulointersticial. O oxido nítrico (NO) desempenha um importante papel na regulação do fluxo sangüíneo renal em condições normais e na doença renal. Além disso, o NO pode atuar como modulador da resposta inflamatória. Na OUU, o aumento de espécies reativas de oxigênio (ROS) através da ativação da NADPH oxidase, reduz a biodisponibilidade do NO. A suplementação com L-arginina poderia neste modelo, aumentar a biodisponibilidade do NO. O efeito da OUU sobre a função do rim contralateral ainda não está bem definido. Assim, os objetivos do presente trabalho são: analisar as alterações morfológicas seqüenciais que ocorrem nos rins após a OUU correlacionando estas alterações com a presença de marcadores inflamatórios; avaliar a repercussão da OUU no rim contralateral (CL); avaliar se a suplementação com L-arg poderia retardar as alterações morfológicas observadas no rim obstruído, bem como no CL. A expressão do gene SRY (Sex Determining Region in chromosome Y) constitui o primeiro passo para a diferenciação sexual masculina nos embriões de mamíferos. Este gene localizado no braço curto do cromossomo Y codifica uma proteína de 204 aminoácidos dos quais 79 constituem um domínio denominado HMG-box que confere a esta proteína a capacidade de interagir com o DNA. O domínio HMG-box é comum entre proteínas com função reguladora de expressão. (AU)

Avaliação da resposta inflamatória pulmonar de suínos submetidos a lesão pulmonar aguda induzida por ácido cloridico e tratados com solução salina hipertônica

Beneficiário:José Otávio Costa Auler Junior
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:José Otávio Costa Auler Junior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:08/55376-7
Vigência: 01 de novembro de 2008 - 30 de abril de 2011
Assunto(s):InflamaçãoLesão pulmonar agudaSolução salina hipertônica
Resumo
A solução salina hipertônica, conhecida por seus efeitos hemodinâmicos na ressuscitação de pacientes com choque hemorrágico, tem demonstrado potencial para modulação da resposta inflamatória in vitro e in vivo, reduzindo a expressão de moléculas de adesão de superfície, permeabilidade vascular e danos teciduais mediados pela ativação de células polimorfonucleares. Este estudo visa avaliar os efeitos da solução salina hipertônica na mediação dos principais marcadores inflamatórios pulmonares dos animais submetidos à lesão pulmonar aguda direta, provocada através da instilação intratraqueal de ácido clorídrico (HCI). Serão utilizados 30 suínos (30 - 35 kg), com jejum alimentar de 12 horas, pré-anestesiados com cetamina e midazolam pela via intramuscular. Serão induzidos com propofol, intubados e mantidos com o uso de isofluorano (1,5 V%). Após os devidos ajustes da mecânica ventilatória, os animais serão randomizados em 4 grupos: Grupo Sham (n=6); animais serão somente anestesiados e ventilados. Grupo Controle-HS (n=8), animais receberão solução salina hipertônica 7,5% (4 ml/kg). Grupo ALI (n=8); animais serão submetidos à lesão pulmonar aguda induzida com HCI (6ml/kg). Grupo ALI-HS (n=8); animais serão submetidos à lesão pulmonar aguda induzida com HCL (6ml/kg) e tratados com solução salina hipertônica 7,5% (4 ml/kg). A mensuração da água extravascular pulmonar será realizada com o uso de equipamentos determodiluição transpulmonar e bioimpedância elétrica. A inflamação pulmonar será avaliada através do burst oxidativo realizado pelos neutrófilos pulmonares contidos no lavado bronco-alveolar, coletado por meio de broncoscopia durante o procedimento. A avaliação das citocinas pulmonares (IL-1; IL-6; IL-8; IL-10 e TNF-alfa) será realizada por meio da técnica de ELISA. Amostras de tecido pulmonar serão coletadas através de toracotomia, e submetidas à avaliação histopatológica. (AU)

Associação entre controle sensório-motor, presença de citocinas e morfometria articular de indivíduos portadores de osteoartrite grau I e II

Beneficiário:Stela Márcia Mattiello
Instituição: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Stela Márcia Mattiello
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:07/08691-1
Vigência: 01 de outubro de 2008 - 30 de setembro de 2010
Assunto(s):FisioterapiaOsteoartriteArticulaçõesCartilagem articularJoelhoLíquido sinovial
Resumo
A Osteoartrite (OA) é uma doença crônica, caracterizada pela perda gradual da cartilagem articular, que acomete as pessoas a partir da quarta década de vida, acarretando em limitações morfológicas e funcionais. O objetivo desse estudo será correlacionar às alterações morfológicas na cartilagem articular do joelho identificadas pelo exame de ressonância magnética (RM) e o controle sensório-motor com marcadores inflamatórios e degenerativos do plasma sanguíneo e líquido sinovial da articulação do joelho de portadores de osteoartrite grau I e II. Para isso, serão selecionados 40 indivíduos do sexo masculino, com idade entre 40 a 65 anos, divididos em dois grupos: 1) grupo controle (n=20): indivíduos saudáveis e 2) grupo Osteoartrite (n=20): indivíduos portadores de osteoartrite grau I e II. Todos os indivíduos serão selecionados por meio de avaliação clínica e radiográfica. Previamente aos testes de avaliação sensório-motores serão coletados sangue da fossa antecubital e puncionado o líquido sinovial do joelho para análise de citocinas (TNF-alfa, IL-1alfa, IL-6, IL-8, IL-12, IL-10, TGF-beta) pelo método ELISA (Enzyme Linked Immuno Sorbent Assay). No líquido sinovial, ainda, será quantificada a presença de glicosaminoglicanas por meio de análise de absorbância após coloração com azul de dimetilmetileno (DMMB). Os indivíduos realizarão os testes sensório-motores na plataforma de força (AMTI Mod. OR6) com movimentação dinâmica e manutenção da posição ereta com apoio unipodal e bipodal (olhos abertos e fechados), e teste de acurácia da força e firmeza do quadríceps no dinamômetro isocinético (Biodex System 3) em exercícios isométricos, concêntricos e excêntricos a 50% da força máxima a 20º/s. (AU)

Efeitos clínicos, funcionais e em citocinas circulantes da redução do peso em pacientes asmáticos obesos

Beneficiário:Alberto Cukier
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alberto Cukier
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:08/55173-9
Vigência: 01 de outubro de 2008 - 31 de maio de 2011
Assunto(s):AsmaMarcadores inflamatóriosObesidadeQualidade de vida
Resumo
Racional: Sessenta por cento dos pacientes incluídos em nosso projeto de asma de difícil controle são obesos (Projeto FAPESP - 2005/58757-3). O impacto da redução de peso nesta subpopulação de asmáticos não foi estudado. Objetivos: Avaliar o impacto da redução de peso e o comportamento de marcadores inflamatórios associados à obesidade em pacientes com asma de difícil controle. Método: o estudo será dividido em duas fases (estudo comparativo e longitudinal), que se complementam. Estudo Comparativo: transversal controlado. 60 pacientes (15 asmáticos obesos - IMC > 30Kg/m2, 15 asmáticos não obesos, 15 obesos não asmáticos, 15 não asmáticos e não obesos). Procedimentos - Questionário de controle da asma, pletismografia, dosagens séricas (leptina, TGF-beta1, eotaxina, IL-6, TNFalfa). Cálculo amostral - baseado na diferença dos níveis de eotaxina entre indivíduos obesos e não obesos (diferença entre os grupos de 40pg/mL, desvio-padrão de 30pg/mL, erro alfa de 5% e um poder de 80%). Estudo Longitudinal: aberto, prospectivo e randomizado de dois grupos paralelos (45 pacientes asmáticos de difícil controle com IMC igual ou superior a 30 Kg/m2 por grupo) submetidos ou não a programa de redução de peso por 6 meses. Desfecho primário - variação do pico de fluxo expiratório; desfechos secundários -parâmetros funcionais, questionários de controle de asma, qualidade de vida. Procedimentos (basal e após 6 meses) questionários de qualidade de vida, ansiedade, depressão e sono, de controle da asma, pletismografia, broncoprovocação, dosagens séricas (leptina, TGFbetal, eotaxina, IL-6, TNFalfa), escarro induzido, bioimpedância elétrica, diário de sintomas, pico de fluxo expiratório domiciliar. Cálculo amostral: baseado na variação do pico de fluxo diário (aumento de 50L/min no grupo tratado e 20L/min no grupo controle, desvio-padrão de 25L/min, erro alfa de 5% e um poder de 90%). (AU)
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