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Resumo

As associações entre hiperglicemia e incontinência urinária (IU) e entre gestação e IU estão bem estabelecida, entretanto a associação entre hiperglicemia gestacional e IU é escassa na literatura. Nosso grupo de pesquisa acadêmico "Diabete e Gravidez - Clínico e Experimental" da Faculdade de Medicina de Botucatu-Unesp tem estudado os aspectos translacionais da hiperglicemia gestacional relacionada à incontinência urinária no sexo feminino e também em modelos animais. Os resultados ajudam a elucidar os mecanismos fisiopatológicos que conduzem aos distúrbios do assoalho pélvico feminino em mulheres com hiperglicemia gestacional, mas há necessidade de mais pesquisas para ampliar a compreensão dos fenômenos que resultarão no melhor atendimento às pacientes. Trazer o conhecimento morfológico, que já foi realizado em estudos anteriores, para a gestante diabética ou com hiperglicemia gestacional e comprovar que ele também acontece na espécie humana é etapa a ser consolidada na pesquisa translacional. Assim, a proposta deste estudo é analisar as repercussões da hiperglicemia e incontinência urinária na gestação sobre o músculo reto abdominal no momento da cesárea; definir a morfologia do músculo reto abdominal; tipo e a localização das fibras musculares lentas e rápidas do músculo reto abdominal; identificar alterações no padrão de expressão dos genes MHC7, MHCI, MHCIIx/d, COL1A2, COL3A1, MMP1, MMP2, MMP3, MMP9 ,TIMP1, TIMP2 e TIMP3; e definir e comparar os padrões de expressão gênica entre os grupos de gestantes (grupo não diabético, diabético e hiperglicemia gestacional leve). Os resultados permitirão o desenvolvimento de estratégias terapêuticas para melhorar a qualidade de vida das gestantes diabéticas, reduzir os custos da assistência à saúde e essas ferramentas poderão permitir no futuro além do avanço do conhecimento, o estabelecimento de novas estratégias de tratamento da IU responsável por custo elevado da assistência médica no Brasil e no mundo. (AU)

Resumo

Estudos clínicos têm sistematicamente relacionando a síndrome metabólica / obesidade a sintomas do trato urinário inferior, também referidos como LUTS (da sigla Lower Urinary Tract Symptoms), os quais compreendem diversas queixas relacionadas a problemas de armazenamento e/ou esvaziamento da bexiga urinária. Estes sintomas acometem milhares de pessoas em todo o mundo, estando relacionados à frequência, urgência e noctúria, e frequentemente associados à bexiga hiperativa, que pode evoluir para incontinência urinária. A despeito dos estudos epidemiológicos apontarem para uma correlação positiva entre síndrome metabólica/obesidade e LUTS, os mecanismos fisiopatológicos envolvidos permanecem pouco compreendidos. É sabido que a uretra possui um papel importante na fisiologia do ciclo miccional, pois participa ativamente do ciclo miccional, contribuindo para as fases de armazenamento e de eliminação da urina. Entretanto, a uretra é uma estrutura totalmente negligenciada no contexto da fisiopatologia experimental da bexiga hiperativa. Nosso grupo publicou recentemente a existência de disfunção uretral em camundongos obesos por dieta hiperlipídica (Alexandre et al., 2014). Mostramos que o relaxamento uretral em resposta ao NO e a doadores de NO (S-nitrosoglutationa e gliceril trinitrato) está significativamente diminuído no tecido uretral do animal obeso, sendo estes fenômenos associados à degradação da subunidade ²1 da guanilil ciclase solúvel (GCs) e menor produção de GMPc, assim como a aumento local da geração de ROS. Sabe-se que o tecido adiposo de animais obesos expressa TNF-±, citocina pró-inflamatória capaz de promover resistência à insulina e de ativar o complexo NADPH oxidase. No presente projeto, levantamos a hipótese que a bexiga hiperativa no animal obeso é devida, ao menos em parte, às alterações na fase de eliminação da urina, na qual o relaxamento uretral via ativação da via NO-GCs-GMPc desempenha papel crucial. Dessa forma, é possível que a degradação da GCs seja secundária à excessiva produção de ROS. Encontrar a origem desse estresse oxidativo nos parece relevante para a compreensão da bexiga hiperativa no indivíduo obeso resistente à insulina. Portanto, este presente projeto propõe estudar o papel do estresse oxidativo e degradação da guanilil ciclase solúvel na disfunção miccional do camundongo obeso resistente à insulina, com ênfase para a uretra. Especificamente, investigaremos (1) o efeito da proteção antioxidante resultante da dieta hiperlipídica, através de tratamentos crônicos com apocinina e resveratrol, sobre o relaxamento uretral, produção de ROS, níveis de ânion superóxido e expressão protéica das subunidades a1 e ²1 da GCs; (2) a importância do TNF-a para a disfunção miccional do camundongo obeso, quantificando-se esta citocina na uretra e tecido adiposo periuretral/perivesical, examinando, ainda, a reatividade da musculatura lisa uretral frente à incubação prévia com TNF-a e o efeito do anticorpo anti-TNF-a quanto à capacidade de reverter a disfunção uretral do animal obeso e alterações bioquímico-moleculares no tecido uretral; (3) a atividade da NADPH oxidase e expressão da SOD1 em uretra e tecido adiposo periuretral / perivesical; e (4) a expressão e ativação de proteínas chave envolvidas na sinalização da insulina, bem como o efeito da metformina (agente anti-hiperglicemiante) sobre a disfunção uretral e alterações bioquímico-moleculares do animal obeso. Esse estudo abre portas para o entendimento sobre como a obesidade e o estresse oxidativo interferem na função uretral e qual sua relação com a disfunção vesical. Pesquisas que procurem entender as desordens do trato urogenital e suas relações com a obesidade podem repercutir positivamente não somente para o esclarecimento da fisiopatologia destas mesmas, como também para a melhora da terapêutica e para a prevenção da doença. (AU)

Projeto de saúde de Pindamonhangaba: PROSAPIN-II

Processo:13/00302-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2014 - 31 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:José Mendes Aldrighi
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

Ana Carolina Basso Schmitt ; Elaine Cristina Alves Pereira ; Erika Flauzino da Silva ; Maria Regina Alves Cardoso ; Máyra Cecilia Dellu ; Wendry Maria Paixão Pereira

Assunto(s):Saúde públicaSaúde da mulherClimatérioMenopausaMorbidadePindamonhangaba (SP)
Resumo

O climatério, período dos 35 aos 65 anos, caracteriza-se por alterações hormonais que acarretam agravos à saúde. Em 2008, nós realizamos o projeto "PROSAPIN-I" com mulheres no climatério em Pindamonhangaba-SP, que mostrou altas prevalências de: síndrome metabólica (43%), hipertensão arterial sistêmica (41%), obesidade e sobrepeso (32% e 37%), ansiedade (50%), depressão (34%), distúrbios do sono (45%), disfunção sexual (60%), incontinência urinária-IU (17%), síndrome dos ovários policísticos (18%), tabagismo (36%) e uso de bebida alcoólica (22%). Propomos agora a realização do "PROSAPIN-II" com os objetivos de: 1) Estimar a prevalência e a incidência das condições clínicas e hábitos de vida de mulheres no climatério; 2) Estudar a tendência destas condições no período 2008-2013; 3) Validar o Questionário de Berlin, que é usado para levantar a suspeita de Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono para mulheres no climatério; 4) Identificar os fatores associados e os fatores de risco para as condições clínicas das mulheres no climatério; 5) Estimar o impacto da Reeducação Urofuncional e da Terapia do Sono na atenção básica. Será conduzido um estudo transversal seguido por intervenção. O primeiro incluirá mulheres de 35-65 anos inscritas na Estratégia Saúde da Família de Pindamonhangaba-SP, selecionadas probabilisticamente. Esta amostra será composta pelas mulheres estudadas em 2008 mais outras sorteadas em 2013, completando 1.200. Serão levantadas informações sócio-demográficas, ginecológicas, morbidades, hábitos de vida e uso medicamentos. As mulheres que apresentarem IU e problemas de sono serão convidadas a participar das intervenções de Reeducação Urofuncional e de Terapia do Sono durante 3 meses com reavaliação posterior. As análises estatísticas serão descritivas, bivariadas e multivariadas. (AU)

Resumo

Introdução: Diversas pesquisas evidenciam que a episiotomia de uso rotineiro não traz benefícios às mulheres e pode, no período pós-parto imediato, ocasionar dor, desconforto, limitar suas atividades e impactar negativamente a experiência da maternidade. Estudo de seguimento das mulheres em longo prazo têm associado a episiotomia a alterações estéticas e de sensibilidade da região perineal. Outros estudos também demonstram que a episiotomia está associada à incontinência urinária e fecal, à diminuição do desejo sexual, da excitação vaginal e lubrificação e à ocorrência de dispareunia. Embora as evidências atuais recomendem que esta intervenção deveria ser realizada apenas quando há claras indicações maternas ou fetais, as taxas de episiotomia nos partos de mulheres brasileiras são em torno de 70%, conforme relatado pela Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da mulher e da criança (PNDS 2006). No entanto, em serviços onde as mulheres são assistidas no parto normal por enfermeiras obstétricas e obstetrizes, as taxas de episiotomia são menores do que a média nacional. Variam de 40,4% a 25,7% e 12,9%. Neste contexto, a investigação dos motivos para a decisão clínica de realizar episiotomia pode ser realizada em um serviço de maternidade onde os partos normais são assistidos exclusivamente por profissionais que se propõem a realizar o procedimento de maneira seletiva. Isto pode contribuir para a elaboração de estratégias para evitar este procedimento e aumentar as taxas de integridade perineal entre as mulheres que têm partos normais.Objetivo: Analisar os fatores associados à decisão clínica de realizar episiotomia e à condição perineal de mulheres assistidas por enfermeiras obstétricas, em um centro de parto normal. Método: Trata-se de um estudo estudo transversal, com coleta de dados prospectiva, que será conduzida no período de setembro de 2013 a setembro de 2014, no Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, na cidade de São Paulo. Dados sobre as variáveis sócio-demográficas, história clínica e obstétrica das mulheres, além dos desfechos maternos e neonatais, serão coletados por meio de um formulário codificado. Não foi possível realizar um cálculo de tamanho de amostra devido à falta de informação sobre a prevalência dos fatores associados à episiotomia neste serviço. Visto que no período de outubro de 2011 a novembro de 2012 foram assistidas 1.564 mulheres neste serviço, espera-se que ao menos 1.000 mulheres sejam incluídas no presente estudo. O banco de dados será construído no programa Epi-Data. Para a análise estatística, será construído um modelo de regressão logística múltipla, com a finalidade de identificar os fatores independentemente associados à decisão de realizar episiotomia. Este projeto foi submetido à análise do Comitê de Ética da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. (AU)

Resumo

O assoalho pélvico é um conjunto de músculos, ligamentos e fáscias, localizado na região da pelve e tem sido ainda pouco estudado do ponto de vista da biomecânica. Sua função é sustentar os órgãos pélvicos e garantir a continência urinária e fecal. A força e a capacidade de sustentação da contração da musculatura do assoalho pélvico estão relacionadas à severidade da incontinência urinária e à satisfação sexual, no entanto 45% das mulheres não são capazes de contrair o assoalho pélvico voluntariamente. O objetivo deste projeto é estudar a força, resistência e coordenação da contração deste assoalho em populações de mulheres considerando as disfunções uroginecológicas ou sexuais e o treinamento pélvico. Propõe-se avaliar a distribuição espaço-temporal de cargas da contração do assoalho pélvico em 100 mulheres com a condição clínica de incontinência urinária ou disfunções sexuais, primíparas por parto vaginal com e sem treinamento de alongamento pré-natal, e praticantes e não praticantes de pompoarismo. Um mesmo protocolo será utilizado para responder a todas estas perguntas, de acordo com as seguintes etapas após explicação dos objetivos do estudo e assinatura do termo de consentimento: (1) avaliação inicial com entrevista para checagem dos critérios de inclusão por meio de questionário de avaliação e de exame físico (inspeção do trofismo vaginal, distopias pélvicas, reflexos bulboesponjoso e anal, e avaliação funcional do assoalho pélvico bidigital); (2) avaliação da distribuição de cargas do assoalho pélvico por meio de um sistema de sensores capacitivos Pliance System (Novel, Munique, Alemanha); (3) avaliação de disfunções uroginecológicas e sexuais por meio de questionários específicos. Para a avaliação da distribuição de cargas, o dispositivo cilíndrico instrumentado será inserido no canal vaginal ântero-posteriormente, 7 cm para dentro do canal, uma vez que a maior massa muscular está localizada 3,5 cm após a abertura do canal vaginal. A voluntária será instruída a contrair os músculos do assoalho pélvico o mais forte que puder durante 10 segundos, por três vezes em cada contração e em seguida a manter a contração por 30 segundos. Após utilização, o equipamento será higienizado conforme orientação da Comissão de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário e do fabricante. As medidas obtidas entre os diferentes grupos independentes de mulheres serão comparadas por meio de análises de variância (ANOVA), seguidas de testes post hoc de Newman-Keuls. Será adotado p= 0,05 para diferenças significativas. (AU)

Resumo

A hiperglicemia gestacional leve (HGL) e o Diabetes mellitus gestacional (DMG), denominados como hiperglicemia gestacional no estudo, têm consequências importantes para a mãe, o feto e o recém-nascido. A associação entre hiperglicemia gestacional e incontinência urinária é escassa na literatura. Nosso grupo de pesquisa acadêmico "Diabete e Gravidez - Clínico e Experimental" da Faculdade de Medicina de Botucatu-Unesp tem estudado os aspectos translacionais da hiperglicemia gestacional relacionada à incontinência urinária no sexo feminino e também em modelos animais. Os resultados ajudam a elucidar os mecanismos fisiopatológicos que conduzem aos distúrbios do assoalho pélvico feminino em mulheres com DMG e HGL, mas há necessidade de mais pesquisas para ampliar a compreensão dos fenômenos que resultarão no melhor atendimento às pacientes. Considerando que a proteína quimiotática de monócitos-3 (CCL7) é um importante fator para o mecanismo de recuperação da incontinência urinária, nossa hipótese é que as pacientes portadoras de DMG ou de HGL apresentem alteração nos níveis de CCL7 e isto retarde/impeça a migração de células tronco mesenquimais para o local de lesão causada por IU, causando consequências no período pós-parto. Assim, a proposta deste estudo é estudar os níveis de CCL7 em gestantes hiperglicêmicas com incontinência urinária desde o início da gestação até seis meses pós-parto, além de examinar as correlações entre a progressão da incontinência urinária e os níveis séricos de CCL7. Esta identificação poderá indicar o CCL7 como possível biomarcador de recuperação da IU nas mulheres hiperglicêmicas no período gestacional e pós-parto e posteriomente estabelecer intervenção terapêutica eficaz com base fisiopatológica consistente. A análise estatística, bem como a escolha pelos testes de comparação entre as variáveis e grupos, serão executadas respeitando os pressupostos determinados pelos resultados, características e comportamento das variáveis. (AU)

Resumo

Os prolapsos genitais são divididos em prolapso de parede anterior, posterior ou apical. Para o prolapso apical, existem várias técnicas cirúrgicas descritas, com abordagem via vaginal ou abdominal, com ou sem o uso de telas, entretanto sem evidências sobre qual é a mais eficaz e com menor taxa de recidiva. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo comparar a eficácia da promontofixação por via abdominal com a técnica de colpofixação por via vaginal com uso de tela anterior para correção do prolapso uterino apical. Sujeitos e métodos: Este é um estudo retrospectivo, no qual serão incluídas todas as mulheres submetidas à correção do prolapso apical pelas duas técnicas cirúrgicas, no hospital da Mulher José Aristodemo Pinotti CAISM/UNICAMP, no período de 2005 a 2012, com inclusão de aproximadamente 120 mulheres. Os prolapsos uterinos serão avaliados através da técnica de POP-Q .Serão comparadas as taxas de cura objetiva e subjetiva, complicações imediatas e tardias, índices de recidiva do prolapso, incontinência urinária antes e depois da cirurgia, IMC, comorbidades (HAS, DM, DPOC), tabagismo e uso de terapia hormonal. As taxas de cura, complicações, recidiva e incontinência urinária serão avaliadas através de prevalência simples e poderão ser comparadas através do teste de qui-quadrado. Para as variáveis avaliadas nos momentos de seguimento, será realizado ANOVA para medidas do POP-Q, a fim de avaliar o efeito do grupo, do tempo e as diferenças entre os tempos. Para as outras variáveis dependentes será utilizado o teste de McNemar. O nível de significância será de 5% e o software utilizado para análise será o SAS. (AU)

Resumo

Para a mulher, a incontinência urinária determina problemas sociais, sexuais, psíquicos e econômicos. Alguns sintomas associados a incontinência urinária afetam a qualidade do sono em mulheres, como a noctúria e a enurese. Assim, o presente estudo tem como objetivo analisar os efeitos do tratamento da incontinência urinária na qualidade do sono das mulheres. Este será um estudo longitudinal tipo coorte realizado por meio da aplicação de questionários. A população estudada será composta por 100 mulheres adultas que tem diagnóstico de incontinência urinária de esforço e que submeter-se-ão a correção cirúrgica pela cirurgia de SLING. Para a avaliação três instrumentos serão utilizados: a Escala de Sonolência de Epworth, o Índice de qualidade do sono de Pittsburgh e um questionário sócio-econômico. (AU)

Resumo

O assoalho pélvico é um conjunto de músculos, ligamentos e fáscias, localizado na região da pelve ainda pouco estudado do ponto de vista da biomecânica. Sua função é sustentar os órgãos pélvicos e garantir a continência urinária e fecal. Embora 45% das mulheres não sejam capazes de contrair o assoalho pélvico voluntariamente, a força e a capacidade de sustentação da contração dessa musculatura estão relacionadas à severidade da incontinência urinária e à satisfação sexual. O fator de risco mais bem estabelecido para disfunção e enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico é o parto vaginal. Os objetivos deste estudo são: (1) investigar se a prática de preparo perineal pré-natal diminui a fraqueza perineal, e (2) investigar os efeitos da prática do pompoarismo na força, resistência e coordenação dessa musculatura. A distribuição espaço-temporal e multivetorial de cargas do assoalho pélvico será obtida por meio de um probe instrumentado por sensores capacitivos (Pliance System- Novel, Monique, Alemanha) e de um dinamômetro instrumentado por célula de carga; (EMG-system do Brasil 020653/ 2013 - São José dos Campos, SP/Brasil). Para responder ao primeiro objetivo, 20 mulheres primíparas que passaram pelo parto vaginal com e sem a preparação perineal serão avaliadas quanto à distribuição multivetorial de cargas. Para responder ao segundo objetivo, 20 mulheres nulíparas praticantes e não praticantes de pomporismo serão avaliadas pelo mesmo protocolo do primeiro objetivo. Após a palpação vaginal, a distribuição espaço-temporal da força da musculatura do assoalho pélvico será avaliada durante 3 contrações voluntárias máximas e uma contração sustentada. As medidas obtidas entre os diferentes grupos independentes de mulheres em cada objetivo serão comparadas por meio de análises de variância (ANOVA), seguidas de testes post hoc de Newman-Keuls. Será adotado p= 0,05 para diferenças significativas. (AU)

Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar a efetividade de um programa de preparação para o parto para minimizar dor lumbo-pélvica, incontinência urinária, ansiedade, e aumentar a atividade física durante a gravidez, bem como descrever os efeitos sobre os resultados perinatais, comparando dois grupos de gestantes nuliparas. Método: Um estudo clínico randomizado foi realizado com 197 nulíparas de baixo risco com idade entre 16 e 40 anos e com idade gestacional e 18 semanas. As participantes foram randomizadas para participar de um programa de preparação para o parto (PPP, n=97) o de um grupo de controle (GC; n=100). A intervenção foi realizada nos dias das consultas de pré-natal e consistiram em exercícios físicos, atividades educativas e instruções para os exercícios em casa. O GC seguiu a rotina do pré-natal. O desfecho primário foi incontinência urinária aos esforços, dor lumbopelviano, atividade física e ansiedade. O desfecho secundário foram as variáveis perinatais. Resultados: O risco de incontinêcia urinária no grupo de PPP foi significativamente menor na semana 30 de gravidez (PPP 42,7%, GC 62,2%; risco relativo [RR] 0,69; 95% intervalo de confiança [IC] 0,51-0,93) e na semana 36 de gravidez (PPP 41,2%, GC 68,4%; RR 0,60; 95%IC 0,45-0,81). A participação no grupo de PPP estimulou as mulheres a fazer exercícios físicos na gravidez (p=0,009). Não houve diferenças entre os grupos no tocante ao nível de ansiedade, dor lumbopelviana, tipo ou duração de parto e peso ou vitalidade do recém-nascido. (AU)

Resumo

O Diabete Melito Gestacional, caracterizado por intolerância à glicose de intensidade variável, detectado pela primeira vez durante a gestação pode levar a maior frequência de anormalidades quando comparado a gestação normoglicêmica. É a complicação médica de maior ocorrência na gestação e sua incidência oscila entre 3 e 7%, dependendo da população estudada e dos critérios diagnósticos utilizados. As evidências relacionadas às consequências clínicas do Diabete Melito Gestacional tornam-se preocupantes visto que são amplamente discutidas e comprovadas, na literatura, as implicações negativas relacionadas à incontinência urinária na vida da mulher. Os polimorfismos são marcadores genéticos que ocorrem quando um locus tem dois ou mais alelos, cujas frequências excedem a 1% na população. A importância do colágeno para o assoalho pélvico é bem documentado. O colágeno Tipo 1 é essencial para o suporte rígido dos órgãos pélvicos. O colágeno Tipo 1 tem papel importante no suporte e resistência no tecido conjuntivo da vagina, principalmente por estar disposto em fibras largas e em grandes proporções nos ligamentos, fáscias, cartilagens e tendões. O diabete gestacional representa a interação anônima, desconhecida e não caracterizada. Clinicamente parece ser um modelo promissor para o rastreamento da associação diabete e incontinência urinária. O objetivo geral será analisar a relação do polimorfismo do colágeno Tipo 1 com a ocorrência de incontinência urinária em gestantes com Diabete Melito Gestacional e os objetivos específicos serão verificar a interferência do Diabete Melito Gestacional na ocorrência de incontinência urinária gestacional, investigar se incontinência urinária gestacional interfere na qualidade de vida de gestantes com Diabete Melito Gestacional e analisar o nível de satisfação sexual das gestantes com Diabete Melito Gestacional. O levantamento da amostra será no Banco de Dados do Ambulatório de Pré-Natal da Faculdade de Medicina de Botucatu e no Banco de Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Marília. A análise do material genético será realizada no Laboratório da Faculdade de Medicina de Botucatu. Serão analisadas aproximadamente 580 mulheres, divididas em 4 grupos, com no mínimo, 145 gestantes por grupo. Serão compostos quatro grupos, a saber: Incontinentes diabéticas não insulino-dependente; Incontinentes não diabéticas; Continentes diabéticas não insulino-dependente; Continentes não diabéticas. A coleta será realizada no local de atendimento da participante e constará da utilização de ficha de avaliação, questionário de qualidade de vida para mulheres com incontinência urinária, questionário sobre resposta sexual na gravidez e coleta do material biológico salivar. Para coleta de amostras de saliva será utilizado o Kit DNA-SALTM, da OASIS Diagnostics®, projetado para extrair grande quantidade de DNA presente na saliva. A análise estatística, bem como a escolha pelos testes de comparação entre as variáveis e grupos, será executada respeitando os pressupostos determinados pelos resultados, características e comportamento das variáveis de estudo. Este projeto de pesquisa terá o plano de trabalho, a partir da seleção da amostra, desenvolvido em 24 meses no período compreendido entre junho de 2013 e junho de 2015. (AU)

Resumo

A bolsista participará do projeto vinculado ao programa de Auxílio à Pesquisa (linha de fomento-Programa Regular), apoiando o desenvolvimento da pesquisa, de acordo com o plano de trabalho em anexo, e desenvolvendo o aprendizado de todas as ferramentas que serão utilizadas nesta pesquisa. Deverá atualizar-se sobre o tema da pesquisa e conhecer o seu método científico, bem como participar da coleta de dados. (AU)

Resumo

Os músculos do assoalho pélvico desempenham funções de sustentação dos órgãos pélvicos, esfincterianas e sexuais, justificando a importância de sua funcionalidade adequada. Contudo, muitas mulheres não sabem contrair voluntariamente esses músculos, talvez porque não estejam diretamente visíveis, aumentando as chances de desenvolverem disfunções do assoalho pélvico, como incontinência urinária e fecal, prolapso genital e desordens sexuais. Portanto, a recuperação funcional dos músculos do assoalho pélvico constitui aspecto essencial na prevenção e tratamento dessas disfunções. Porém, até o momento, não há na literatura científica estudos que abordem a aplicação dos recursos terapêuticos disponíveis na melhora da conscientização desses músculos, o que nos motivou a realização do presente estudo, que enfoca a intervenção da fisioterapia com estimulação elétrica transvaginal, trabalho manual com palpação vaginal, e trabalho manual com palpação vaginal associada à retroversão pélvica e contração dos músculos acessórios (glúteos e adutores de quadril) na conscientização dos músculos do assoalho pélvico e na função sexual de mulheres com função de contração grau 0 (zero) dos referidos músculos. (AU)

Resumo

O Diabetes melittus Gestacional, caracterizado por intolerância à glicose de intensidade variável, detectado pela primeira vez durante a gestação, tem sido identificado como fator de risco para Incontinência Urinária (IU). O colágeno tem por sua vez, papel essencial para a continência urinária. A literatura mostra que na ocorrência de IU, a expressão gênica de proteínas esteve alterada, assim como houve aumento na atividade das MMPs. Os polimorfismos do colágeno tipo 1 e tipo 3 também vêm sendo investigados, uma vez que influenciaram a ocorrência de IU e prolapso pélvico, respectivamente. O presente estudo justifica-se então, pela necessidade de novas investigações a respeito de possíveis fatores influenciadores na continência urinária e integridade da musculatura do AP. O objetivo geral do estudo é analisar a relação do polimorfismo do colágeno tipo 3 e das metaloproteinases 9 com a ocorrência de IU em mulheres com Diabetes melittus Gestacional. Serão analisadas aproximadamente 300 mulheres, cuja seleção será feita por meio de manipulação de prontuários. As mulheres que tiveram parto entre 2009 e 2012, assim como as gestantes entre a 34ª e 38ª semana gestacional no momento da coleta e que respeitarem os critérios de inclusão serão incluídas no estudo. A coleta constará da utilização de ficha de avaliação, questionário de qualidade de vida para mulheres com incontinência urinária, questionário para quantificar e qualificar a perna urinária, questionário sobre resposta sexual na gravidez, avaliação antropométrica e coleta do material biológico salivar. A análise estatística será executada respeitando os pressupostos determinados pelos resultados, características e comportamento das variáveis de estudo. As análises dos dados coletados retrospectivamente serão realizadas de forma isolada e conjunta. (AU)

Resumo

Diabetes mellitus durante a gestação está associado com altos níveis de incontinência urinária e disfunção muscular do assoalho pélvico. Neste projeto, será analisado o músculo reto abdominal de ratas prenhes com diabete grave (glicemia maior que 300 mg/dL) e moderado (glicemia entre 120 e 300 mg/dL). Serão avaliadas ratas Wistar distribuídas em seis grupos (n= 13 animais/grupo): não-diabético (controle), prenhe, diabético moderado, diabético grave, prenhe diabético moderado e prenhe diabético grave. O diabete moderado será induzido no 1º dia de nascimento por administração subcutânea de streptozotocin na dose de 100 mg/kg de peso corporal diluído em 0,1 mol/l de tampão citrato (pH 4,5). O critério de inclusão será uma glicemia entre 120 e 300 mg/dL. O diabete grave será induzido na vida adulta (90º dia de vida) por administração de streptozotocin via venosa na dose de 40 mg/kg de peso corpóreo. O critério de inclusão será uma glicemia acima de 300mg/dL. No final do experimento, as ratas serão anestesiadas, eutanasiadas e o músculo reto abdominal será retirado, congelado em nitrogênio líquido e mantidos a -80°C. O músculo será submetido a cortes em criostato (6 µm de espessura) e será submetido às colorações citoquímicas para componentes do músculo e da matriz extracelular, imunoistoquímica para marcação de fibras lentas e rápidas e microscopia eletrônica de transmissão para análise da musculatura abdominal. Será analisado o tipo e a localização das fibras musculares lentas e rápidas do músculo reto abdominal; a área ocupada por tecido conjuntivo ao redor das fibras musculares do músculo reto abdominal e a ultraestrutura das fibras musculares estriadas do músculo reto abdominal e da matriz extracelular. Para as comparações estatísticas, será considerado limite de significância p<0,05. (AU)

Resumo

Telas sintéticas representam, na atualidade, o pilar do tratamento da incontinência urinária e de prolapsos vaginais, sendo o polipropileno monofilamentar o material sintético mais utilizado. Apesar de taxas de cura de até 90%, complicações relacionadas à integração, tais como exposição ou erosão das telas, não podem ser negligenciadas. O colágeno por ser um material biologicamente compatível, pouco imunogênico e com propriedades moduladoras do processo inflamatório pode ser utilizado como um importante agente cicatricial melhorando a integração das telas. O objetivo deste estudo será avaliar, por meio de técnicas imunohistoquímicas, o efeito do recobrimento de tela de polipropileno monofilamentar, implantada no subcutâneo de ratas, com gel purificado de colágeno, do ponto de vista da resposta imuno-inflamatória, do metabolismo do colágeno, angiogênese, necrose e apoptose celular. Serão utilizadas amostras obtidas em procedimentos já executados por ocasião de projeto anterior do nosso grupo de pesquisa, no qual foram utilizadas 20 ratas fêmeas da raça Wistar, tendo sido implantada, em cada animal, de um lado da parede abdominal, uma tela de polipropileno monofilamentar e, do outro lado, uma tela semelhante recoberta com gel purificado de colágeno. Os animais foram divididos em três sub-grupos contendo 5 animais cada e foram eutanaziados em 7, 14, 21 e 90 dias após o implante. Nesta pesquisa será realizada avaliação imunohistoquímica das amostras, inicialmente, mediante uso de reagentes específicos, para avaliação dos aspectos de interesse: a) Imunológicos (Interleucina 1 (IL-1)); b) Metabolismo do colágeno (Metaloproteinases de Matriz 2 e 3 (MMP-2 e 3)); c) Angiogênese (Antígeno de Superfície CD-31); d) Necrose e apoptose (Receptor do Fator de Necrose Tumoral alfa - TNF - alfa). Com os resultados dessa análise, espera-se compreender de forma mais adequada o processo de integração tecidual de próteses de polipropileno recobertas com colágeno bovino purificado. (AU)

Resumo

Introdução: A Hiperatividade Detrusora Neurogênica e a Incontinência Urinária (IU) podem trazer desconfortos de ordem social, além de trazer danos à saúde, causando frequentes infecções. Objetivo: Avaliar o efeito da eletroestimulação do nervo tibial posterior na hiperatividade detrusora neurogênica e incontinência urinária por urgência. Método: Farão parte do estudo mulheres que apresentam Esclerose Múltipla e sintomas urinários de hiperatividade detrusora de origem neurológica. Para avaliação da hiperatividade detrusora serão colhidas as queixas dos indivíduos, aplicados questionários de qualidade de vida e avaliação funcional e serão realizados estudos urodinâmicos e eletromiografia. O programa de intervenção será composto por 30 sessões de 20 minutos de eletroestimulação do nervo tibial posterior, três vezes por semana. A cada 10 sessões, as participantes serão reavaliadas com questionamento dos dados específicos sobre a Urgência Miccional e Incontinência Urinária de Urgência e os dados do diário miccional serão registrados. Ao final das 30 sessões, as mulheres serão reavaliadas quanto às queixas urinárias e realizarão um novo estudo urodinâmico. A análise estatística e a escolha pelos testes de comparação entre as variáveis serão executadas respeitando os pressupostos determinados pelos resultados, características e comportamento das variáveis do estudo. Resultados: Pretende-se estabelecer ações preventivas da IU e Urgência Miccional, e assim, interferir positivamente na incidência de IU e na qualidade de vida das mulheres com Esclerose Múltipla, como também melhor direcionar a prática clínica nos serviços de saúde. (AU)

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Os Prolapsos de Órgãos Pélvicos (POP) apresentam alta prevalência na população feminina causando grande impacto negativo, social, econômico e financeiro. Aos 80 anos, 11,1% das mulheres têm ou tiveram indicação cirúrgica para a correção do prolapso genital ou de incontinência urinária. Apesar de alguns estudos indicarem que mulheres com POP apresentam com maior frequência uma diminuição da força dos MAP, a literatura é praticamente ausente em relação à função dos MAP antes e após cirurgia para correção de POP e sua associação com variáveis objetivas e subjetivas. O objetivo primário desta pesquisa é avaliar a função dos MAP antes e após o tratamento cirúrgico para correção dos POP. Os objetivos secundários são verificar se existe associação entre a função dos MAP, o estágio de POP, a sintomatologia, a percepção de melhora, a função sexual, e histórico de treinamento dos MAP antes e após a cirurgia. Trata-se de um estudo observacional e prospectivo que irá incluir mulheres atendidas no setor de uroginecologia do Mercy Hospital for Women, Heidelberg, Melbourne, Austrália com indicação cirúrgica para correção cirúrgica de POP estagio II, III e IV avaliado por meio do POP-Q, sem cirurgia pélvica prévia, sem infecção vaginal ou urinária, que relatem vida sexual ativa nas últimas quatro semanas e relacionamento estável com o parceiro, alfabetizadas, sem doença endócrina que possa interferir com a função sexual, sem uso de drogas anti-hipertensivas. As mulheres serão recrutadas e avaliadas 2 semanas antes da data da cirurgia e reavaliadas após 30 dias e 3 meses pós-cirurgia. Para verificação do objetivo primário serão utilizados a escala de Oxford modificada, e o equipamento Peritron (Cardiodesign, Melbourne, Austrália). Para verificação dos objetivos secundários serão utilizados o POP-Q, o Pelvic Floor Distress Inventory (PFDI-20), o Prolapse/Urinary Incontinence Sexual Questionnaire (PISQ-12) e Patient Global Impression of Improvement (PGI-I). Todas as avaliações serão realizadas por uma única examinadora. Os dados serão analisados utilizando-se o modelo linear de efeitos mistos. O ajuste do modelo será feito através do software SAS versão 9.0. Para as associações e correlações da função muscular com as variáveis objetivas e subjetivas será utilizada regressão logística, correlação de Kendal, correlação de Spearman. O Teste de Mann-Whitney e o Teste de associação Qui-Quadrado, em cada tempo avaliado. O nível de significância adotado será de 0,05. (AU)

Resumo

A bolsista participará do projeto vinculado ao programa de Auxílio à Pesquisa (linha de fomento-Programa Regular), apoiando o desenvolvimento da pesquisa, de acordo com o plano de trabalho em anexo, e desenvolvendo o aprendizado de todas as ferramentas que serão utilizadas nesta pesquisa. Deverá atualizar-se sobre o tema da pesquisa e conhecer o seu método científico, bem como participar da coleta de dados. (AU)

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A bolsista participará do projeto vinculado ao programa de Auxílio à Pesquisa (linha de fomento-Programa Regular), apoiando o desenvolvimento da pesquisa, de acordo com o plano de trabalho em anexo, e desenvolvendo o aprendizado de todas as ferramentas que serão utilizadas nesta pesquisa. Deverá atualizar-se sobre o tema da pesquisa e conhecer o seu método científico, bem como participar da coleta de dados. (AU)

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A bolsista participará do projeto vinculado ao programa de Auxílio à Pesquisa (linha de fomento-Programa Regular), apoiando o desenvolvimento da pesquisa, de acordo com o plano de trabalho em anexo, e desenvolvendo o aprendizado de todas as ferramentas que serão utilizadas nesta pesquisa. Deverá atualizar-se sobre o tema da pesquisa e conhecer o seu método científico, bem como participar da coleta de dados. (AU)

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As disfunções do assoalho pélvico são muito comuns e afetam predominantemente as mulheres. Estas têm como conseqüência as incontinências urinária e fecal, distopias genitais, anormalidades do trato urinário inferior, procidências retais, disfunções sexuais, dor pélvica crônica, prolapsos de órgãos pélvicos, dentre outras. Sabe-se que a obesidade está entre os principais fatores de risco para desenvolvimento das disfunções do assoalho pélvico. No entanto, o mecanismo exato responsável por essa associação é pouco esclarecido. Diante disso, o objetivo deste estudo é comparar a função e a atividade eletromiográfica da musculatura do assoalho pélvico em mulheres com índice de massa corporal indicativos de normalidade e obesidade. Serão avaliadas mulheres com idade entre 18 a 30 anos, sexual e fisicamente ativas. As voluntárias serão divididas em dois grupos segundo o índice de massa corporal (IMC): grupo com IMC indicativo de normalidade (n=30; 18 > IMC < 25 kg/m2) e grupo com IMC indicativo de obesidade (n=30; IMC e 30 kg/m2). As voluntárias serão medidas pesadas e submetidas a uma avaliação composta por bioimpedância, palpação digital, perineometria e eletromiografia dos músculos do assoalho pélvico. Testes adequados serão aplicados para verificar a relação entre as variáveis de função dos músculos do assoalho pélvico e as variáveis relacionadas à obesidade. Estudos recentes demonstram que a obesidade apresenta características de epidemia. Diante dessa nova realidade, este estudo pode auxiliar na elaboração de estratégias preventivas precoces para as disfunções do assoalho pélvico, promovendo uma melhora da qualidade de vida das mulheres. (AU)

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A gestação e o parto podem exercer influência sobre a musculatura do assoalho pélvico (AP) e favorecer ocorrência de morbidades do trato genito-urinário, de forma transitória ou definitiva. Objetivos: Analisar a força muscular perineal (FMP), a função sexual e a continência urinária de mulheres durante a gestação e nos seis primeiros meses após o parto; avaliar o efeito da cinesioterapia (CT) supervisionada e não supervisionada do AP na continência urinária, na função sexual e na FMP em mulheres incontinentes no mesmo período; verificar a adesão das mulheres à CT do AP. Método: Estudo de coorte com ensaio clínico aleatorizado controlado aninhado. A população será constituída por mulheres usuárias de um serviço de saúde do setor suplementar, em Guarulhos, São Paulo. Farão parte da coorte todas as mulheres que iniciarem o pré-natal no primeiro trimestre, entre outubro de 2012 e março de 2013, com estimativa de seguimento de aproximadamente 500 mulheres até seis meses após o parto. Serão incluídas no ensaio clínico 100 gestantes com incontinência urinária (IU) na gestação, distribuídas nos grupos experimental e controle (com realização de sessões quinzenais de CT supervisionada do AP, durante 12 semanas, e CT não supervisionada do AP, respectivamente). Os desfechos e os instrumentos de avaliação são: FMP avaliada pela perineometria; função sexual, avaliada pelo Índice da Função Sexual Feminina-IFSF; IU, avaliada pelo International Consultation on Incontinence Questionnaire-Short Form-ICIQ-SF. Todas as mulheres serão avaliadas no primeiro, segundo e terceiro trimestre da gestação e em torno de 45, 90 e 180 dias após o parto. Será realizada análise descritiva e inferencial dos dados. (AU)

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Introdução: A incontinência urinária de urgência (IUU) é caracterizada pela perda urinária acompanhada ou precedida de urgência miccional, estando associada com o aumento da freqüência urinária e da noctúria. Acredita-se que uma disfunção no sistema autonômico responsável pelo controle miccional irá comprometer o funcionamento da bexiga e a atividade esfincteriana provocando a IUU. Objetivo: Comparar a modulação autonômica cardíaca, por meio da variabilidade da freqüência cardíaca (VFC), em resposta à contração dos músculos do assoalho pélvico (MAP) e à mudança postural em mulheres com e sem incontinência urinária (IU). Casuística e Método: estudo transversal que será realizado com 72 mulheres divididas em três grupos: Grupo de Incontinência Urinária de Esforço (GIUE); Grupo de Incontinência Urinária de Urgência (GIUU) e Grupo Controle (GC). Os critérios de inclusão serão: mulheres com mais de 40 anos, índice de massa corpórea menor ou igual a 30kg/m2, não possuir doenças cardiovasculares, osteo-mio-articulares, respiratórias, neurológicas, vasculares, infecção urinária ou vaginal, não ser etilista ou usuária de drogas e não ter realizado nenhum tratamento para IU ou reposição hormonal. Todas as voluntárias serão submetidas a quatro dias de avaliação: Primeiro dia: as voluntárias responderão a anamnese padrão, o King's Health Questionnaire (KHQ), o questionário Incontinence Severity Index (ISI) e receberão orientação sobre o teste do absorvente de 24 horas; Segundo dia: entrega do diário miccional e dos absorventes e será realizado o teste de exercício clínico; Terceiro dia: será realizada a avaliação da VFC na mudança postural, avaliação funcional dos MAP e a eletromiografia de superfície; Quarto dia: avaliação da VFC durante a contração dos MAP. Para a análise estatística será utilizado o teste Shapiro-wilk para avaliar a normalidade dos dados e para verificar correlação entre as variáveis será aplicado o teste de correlação de Spearman. Será adotado um nível de significância de 5%. (AU)

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O estudo seguirá o delineamento de uma pesquisa descritiva prospectiva tendo como objetivo avaliar o impacto e estudar a eficácia da adaptação as alterações urinarias e sexuais decorrentes da prostatectomia radical, através dos seguintes instrumentos: escala adaptativa operacionalizada- EDAO; questionário de avaliação da disfunção sexual - QS-M; questionário de incontinência urinaria ICIQ-SF e o questionário de comprometimento cognitivo - MEEM. Para isto, serão estudados cinqüenta pacientes tratados por prostatectomia radical, encaminhados pelo ambulatório de Urologia do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de São Paulo e pelo ICESP - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. O interesse para tal pesquisa se deve há poucos relatos na literatura científica sobre o grau de impacto e adaptação das disfunções urinarias e sexuais decorrentes da prostatectomia radical. Os índices de disfunção sexual e urinaria revelados por pesquisas prévias decorrentes da prostatectomia radical citados por especialistas e um procedimento que pode comprometer a qualidade de vida do paciente, pois a angustia e latente. Sendo assim os pacientes acometidos pelo câncer de próstata podem não saber lidar com as novas reações, dificultando a manutenção de sua organização física e psíquica compatível com a vida. Com isso para que a adaptação possa ser bem sucedida ou adequada ao evento, o paciente teria que obter novas respostas para a nova situação. Pois uma vez revelada a notícia da doença o sentimento de angustia poderá se repetir quando o organismo do paciente buscar a saúde e a adaptação ser questionada. A situação desconhecida vivenciada pelo paciente poderá significar uma "perda significativa no espaço do seu universo pessoal", configurando numa crise adaptativa que implicaria em novos desafios levando a mudanças importantes em sua vida. Portanto a adaptação é considerada como uma condição inerente e essencial a todo ser vivo, pois sem adaptação a vida deixaria de existir e o processo da morte se instalaria. (AU)

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A incontinência urinária é um problema médico devastador em todo o mundo. Nos Estados Unidos da América do Norte (EUAN) mais de 17 milhões de pessoas são acometidas por esta patologia. O custo anual com o tratamento da incontinência urinária (IU), naquele país, foi estimado em aproximadamente 26 bilhões de dólares, o que equivale a mais de mil dólares por paciente por ano. O tratamento da IUE através do uso de um "sling" pubovaginal apresenta elevados níveis de evidência científica em relação à taxa de cura. Entretanto, apresenta alguma morbidades relacionadas à coleta da aponeurose. Com o intuito de diminuir tais níveis iniciou-se o uso de telas de material sintético como polipropileno (PP). Entretanto, o uso de tal material tem apresentado uma taxa relativamente alta de complicações. A fim de diminuir essas complicações têm-se estudado o uso de telas de polivilinideno (PVDF) para o tratamento de IUE, uma vez que tal material tem se mostrado bastante promissor no tratamento de hérnias. Desse modo,o presente estudo tem como objetivo avaliar os efeitos decorrentes da implantação de telas de PVDF na região vaginal de coelhas. Serão avaliados os níveis de tensão, inflamação e fibrose decorrentes do implante desse novo material. (AU)

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A bexiga neurogênica (BN) em crianças é uma condição freqüente na urologia pediátrica, sendo responsável por 25% dos problemas clínicos mais graves vistos nessa especialidade. Frequentemente a BN cursa com incontinência urinária, resíduo miccional e infecções do trato urinário, que potencializam o dano renal nessa condição. Todas essas conseqüências graves e indesejadas da bexiga neurogênica na saúde e na funcionalidade das crianças portadoras dessa condição prejudicam significativamente a qualidade de vida das mesmas. Assim, torna-se importante o estudo dos fatores preditores de piora da função renal e da qualidade de vida em crianças portadoras de bexiga neurogênica. Este estudo consiste em uma análise transversal e retrospectiva de diversos dados de pacientes pediátricos portadores de BN acompanhados no Ambulatório de Urologia Pediátrica do Hospital das Clínicas de São Paulo, com o objetivo de estudar os principais fatores possivelmente preditores de um pior prognóstico desses pacientes, sobretudo em termos de função renal. Além disso, o projeto também visa estudar a qualidade de vida das crianças e dos familiares de pacientes com BN. (AU)

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O objetivo deste estudo é investigar se há diferenças entre os padrões de ativação dos músculos do assoalho pélvico (MAP) e do esfíncter uretral externo (EUE) durante diferentes atividades usando o novo eletrodo de sucção diferencial (ESD). Vinte mulheres saudáveis nulíparas sem evidências de incontinência urinária, distúrbios de dor sexual ou doença neurológica e capaz de contrair os MAP serão recrutadas a partir da comunidade da Queen's University para participarem de somente uma avaliação. As participantes serão convidadas a urinar antes do exame começar. Um eletrodo ESD de um único uso será aderido à parede vaginal adjacente ao MAP do lado direito e outro eletrodo será colocado sobre a uretra (ou seja, anterior e acima do nível dos MAP quando palpados), a força de sucção será usado para manter os eletrodos na posição. Dados de EMG serão registrados a partir desses eletrodos enquanto a participante realiza tarefas como contração voluntária máxima dos MAP, contrações graduais dos MAP, inclinação gradual pélvica anteriormente, inclinação gradual pélvica posteriormente, contração máxima dos glúteos, contração gradual dos glúteos, contrações isométricas dos abdominais oblíquos direito e esquerdo, rotação resistida interna e externa do quadril, tosse, sentar-se e levantar-se. O principal resultado deste estudo é verificar se a atividade registrada pelo eletrodo posicionado anteriormente é diferente daquela registrada pelo eletrodo localizado sobre o músculo pubococcígeo. A função de correlação cruzada será utilizada para determinar se existe uma relação entre a amplitude da EMG registada nos MAP e no EUE em diferentes atividades. (AU)

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A continência urinaria é mantida por um complexo mecanismo composto por músculos, ligamentos e nervos e componentes intrínsecos da uretra (músculo liso, tecido conectivo, plexos vasculares submucosos, mucosa e músculo estriado). As mulheres com incontinência urinaria de esforço, além da perda do suporte uretral, apresentam diferentes níveis de comprometimento destes componentes, principalmente na uretra média, onde se encontra o músculo estriado, levando à insuficiência esfincteriana. Os tratamentos atuais, sejam eles clínicos ou cirúrgicos, apresentam variados graus de invasividade, morbidade e falha terapêutica. Neste escopo, o uso de células-tronco, que visa à formação de novos tecidos em estruturas funcionalmente deficientes, poderia ser usada como método primário, ou suplementar aos outros métodos, no tratamento da incontinência urinaria de esforço. A terapia celular para o tratamento da incontinência urinaria é considerada experimental. Clinicamente tem sido realizada por poucos grupos, sob rígido controle de agências reguladoras e comissões de ética. Os resultados disponíveis são preliminares mas promissores. Permanecem várias dúvidas em relação à terapia celular para incontinência urinaria já que os trabalhos realizados utilizaram metodologias diversas. Um aspecto importante se refere às fontes de células-tronco a serem utilizadas. No nosso estudo utilizaremos as células mononucleares de músculo esfriado esquelético de ratos isogênicos. Estas células são compostas por mioblastos, células satélites, células endoteliais, células perivasculares e pericitos, sem expansão in vitro. Elas representam a mistura de células recrutadas durante o processo de regeneração muscular e representam uma população promissora no tratamento do tecido muscular. (AU)

Resumo

Diabetes mellitus durante a gestação está associado com altos níveis de incontinência urinária e disfunção muscular do assoalho pélvico. Trabalho prévio desenvolvido por nosso grupo de estudo mostrou diversos efeitos do diabete grave (glicemia superior a 300 mg/dL) na musculatura estriada uretral em ratas prenhes, entre eles: atrofia, adelgaçamento e mudança na distribuição e no tipo de fibra muscular. Para realização deste projeto, foi usado o modelo experimental de ratas prenhes com diabete de menor intensidade glicêmica (glicemia entre 120 e 300 mg/dL, i. e., diabete moderado), a fim de se estabelecer uma maior correlação com os níveis glicêmicos encontrados na clínica. Desta forma, após a retirada e processamento da uretra, pretende-se analisar a estrutura da matriz extracelular e do músculo estriado uretral dessas ratas em parceria com a "Case Western Reserve University". Foram utilizadas 92 ratas Wistar distribuídas em quatro grupos: virgem, prenhe, diabético virgem e diabético prenhe. Os três primeiros grupos foram considerados como controle do grupo principal, o diabético prenhe. O diabete moderado foi induzido no 1º dia de nascimento por administração subcutânea de streptozotocin na dose de 100 mg/kg de peso corporal. O critério de inclusão foram dois ou mais pontos glicêmicos alterados no teste de tolerância à glicose realizado no 1º dia de prenhez. No final do experimento, as ratas foram anestesiadas, eutanasiadas e a vagina e a uretra foram retiradas em monobloco. Algumas amostras foram congeladas em nitrogênio líquido e mantidas a -80°C para posteriores cortes em criostato (6 µm de espessura) e outras amostras foram fixadas em paraformaldeído, emblocados em paraplast, cortados em micrótomo (4 µm de espessura) e submetidos às colorações citoquímicas para posterior análise dos componentes da matriz extracelular e do músculo estriado uretral. Serão feitas análises morfométricas de espessura da camada muscular, espessura da camada de lâmina própria e da área de tecido conjuntivo ao redor do músculo estriado uretral dos quatro grupos. A nossa hipótese é que, no binômio diabete e prenhez, a análise conjunta do músculo estriado uretral e da matriz extracelular evidencie que a alteração da composição deste músculo induz à remodelação tecidual na qual a matriz assume papel fundamental. Além disso, espera-se compreender melhor os efeitos estruturais da interação diabete e prenhez sobre a matriz extracelular e sobre o músculo estriado uretral, além de verificar se o diabete moderado (glicemia entre 120-300mg/dL) acarreta alterações musculares similares às que foram encontradas no diabete grave (glicemia > 300mg/dL). (AU)

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