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Terapia celular com células mononucleares derivadas de músculo estriado esquelético na deficiência esfincteriana em modelo animal de incontinência urinária

Beneficiário:
Instituição: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Cristiano Mendes Gomes
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/51868-5
Vigência: 01 de maio de 2012 - 31 de outubro de 2014
Assunto(s):BexigaCélulas-troncoUretraUrologia
Resumo
A continência urinaria é mantida por um complexo mecanismo composto por músculos, ligamentos e nervos e componentes intrínsecos da uretra (músculo liso, tecido conectivo, plexos vasculares submucosos, mucosa e músculo estriado). As mulheres com incontinência urinaria de esforço, além da perda do suporte uretral, apresentam diferentes níveis de comprometimento destes componentes, principalmente na uretra média, onde se encontra o músculo estriado, levando à insuficiência esfincteriana. Os tratamentos atuais, sejam eles clínicos ou cirúrgicos, apresentam variados graus de invasividade, morbidade e falha terapêutica. Neste escopo, o uso de células-tronco, que visa à formação de novos tecidos em estruturas funcionalmente deficientes, poderia ser usada como método primário, ou suplementar aos outros métodos, no tratamento da incontinência urinaria de esforço. A terapia celular para o tratamento da incontinência urinaria é considerada experimental. Clinicamente tem sido realizada por poucos grupos, sob rígido controle de agências reguladoras e comissões de ética. Os resultados disponíveis são preliminares mas promissores. Permanecem várias dúvidas em relação à terapia celular para incontinência urinaria já que os trabalhos realizados utilizaram metodologias diversas. Um aspecto importante se refere às fontes de células-tronco a serem utilizadas. No nosso estudo utilizaremos as células mononucleares de músculo esfriado esquelético de ratos isogênicos. Estas células são compostas por mioblastos, células satélites, células endoteliais, células perivasculares e pericitos, sem expansão in vitro. Elas representam a mistura de células recrutadas durante o processo de regeneração muscular e representam uma população promissora no tratamento do tecido muscular. (AU)

Análise estrutural da matriz extracelular e do músculo estriado uretral em ratas prenhes diabéticas

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marilza Vieira Cunha Rudge
Local de pesquisa: Case Western Reserve University (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Processo:12/00099-4
Vigência: 15 de março de 2012 - 14 de junho de 2012
Assunto(s):GravidezDiabetes mellitusMatriz extracelular
Resumo
Diabetes mellitus durante a gestação está associado com altos níveis de incontinência urinária e disfunção muscular do assoalho pélvico. Trabalho prévio desenvolvido por nosso grupo de estudo mostrou diversos efeitos do diabete grave (glicemia superior a 300 mg/dL) na musculatura estriada uretral em ratas prenhes, entre eles: atrofia, adelgaçamento e mudança na distribuição e no tipo de fibra muscular. Para realização deste projeto, foi usado o modelo experimental de ratas prenhes com diabete de menor intensidade glicêmica (glicemia entre 120 e 300 mg/dL, i. e., diabete moderado), a fim de se estabelecer uma maior correlação com os níveis glicêmicos encontrados na clínica. Desta forma, após a retirada e processamento da uretra, pretende-se analisar a estrutura da matriz extracelular e do músculo estriado uretral dessas ratas em parceria com a "Case Western Reserve University". Foram utilizadas 92 ratas Wistar distribuídas em quatro grupos: virgem, prenhe, diabético virgem e diabético prenhe. Os três primeiros grupos foram considerados como controle do grupo principal, o diabético prenhe. O diabete moderado foi induzido no 1º dia de nascimento por administração subcutânea de streptozotocin na dose de 100 mg/kg de peso corporal. O critério de inclusão foram dois ou mais pontos glicêmicos alterados no teste de tolerância à glicose realizado no 1º dia de prenhez. No final do experimento, as ratas foram anestesiadas, eutanasiadas e a vagina e a uretra foram retiradas em monobloco. Algumas amostras foram congeladas em nitrogênio líquido e mantidas a -80°C para posteriores cortes em criostato (6 µm de espessura) e outras amostras foram fixadas em paraformaldeído, emblocados em paraplast, cortados em micrótomo (4 µm de espessura) e submetidos às colorações citoquímicas para posterior análise dos componentes da matriz extracelular e do músculo estriado uretral. Serão feitas análises morfométricas de espessura da camada muscular, espessura da camada de lâmina própria e da área de tecido conjuntivo ao redor do músculo estriado uretral dos quatro grupos. A nossa hipótese é que, no binômio diabete e prenhez, a análise conjunta do músculo estriado uretral e da matriz extracelular evidencie que a alteração da composição deste músculo induz à remodelação tecidual na qual a matriz assume papel fundamental. Além disso, espera-se compreender melhor os efeitos estruturais da interação diabete e prenhez sobre a matriz extracelular e sobre o músculo estriado uretral, além de verificar se o diabete moderado (glicemia entre 120-300mg/dL) acarreta alterações musculares similares às que foram encontradas no diabete grave (glicemia > 300mg/dL). (AU)

Efeitos da atividade física sobre a função dos músculos do assoalho pélvico de gestantes: estudo randomizado controlado

Beneficiário:
Instituição: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Patricia Driusso
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/20940-2
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Exercício físicoSaúde da mulherAssoalho pélvicoGestantes
Resumo
Os dados da literatura apontam que há benefícios advindos da prática regular de exercício físico durante a gestação, tanto para a mãe quanto para o bebê. Entretanto, com relação à musculatura do assoalho pélvico, pouco se sabe sobre a influência da prática de uma atividade física regular durante a gestação sobre a atividade eletromiográfica destes músculos. Assim, o objetivo deste estudo é verificar o efeito da prática regular de atividade física, com e sem ênfase no treinamento da musculatura do assoalho pélvico durante a gestação sobre a função desta musculatura. Serão selecionadas 80 mulheres que estejam no 1º trimestre gestacional e em acompanhamento pré-natal. As gestantes serão alocadas aleatoriamente em um dos dois grupos: Pré-natal convencional + Prática de atividade física com ênfase no fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico (n=40); Pré-natal convencional + Prática de atividade física sem ênfase no fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico (n=40). As voluntárias serão avaliadas quanto à atividade muscular do assoalho pélvico, por meio da eletromiografia, em cinco momentos distintos, entre a 12ª-16ª, 24ª-28ª e 34ª-36ª semana gestacional e na 6ª e 24ª semana pós-parto. Os resultados deste trabalho poderão contribuir cientificamente para a elaboração de um plano de cuidado terapêutico mais criterioso e mais voltado aos aspectos preventivos da incontinência urinária em gestantes, que vise melhorar a qualidade de atenção oferecida durante o pré-natal, pelos profissionais de saúde. (AU)

Influência da obesidade sobre a função, atividade eletromiográfica e volume da musculatura do assoalho pélvico de mulheres jovens nulíparas

Beneficiário:
Instituição: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Patricia Driusso
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/21409-9
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Saúde da mulherAssoalho pélvicoObesidade
Resumo
Sabe-se que a obesidade está entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento das disfunções do assoalho pélvico em mulheres. Inúmeros estudos populacionais relacionam a obesidade ao aumento da prevalência de incontinência urinária e prolapso de órgãos pélvicos. No entanto, o mecanismo exato responsável por essa associação é pouco esclarecido. Diante disso, este estudo tem como objetivo avaliar os efeitos do acúmulo de gordura corporal sobre a função, atividade eletromiográfica e volume da musculatura do assoalho pélvico feminino. Serão selecionadas 385 mulheres com idade entre 18 anos e 35 anos, sexual e fisicamente ativas, com Índice de Massa Corporal em valores indicativos de normalidade, sobrepeso e obesidade. Inicialmente, as voluntárias serão submetidas a avaliação da composição corporal total e do segmento tronco. Em seguida será avaliada a função da musculatura do assoalho pélvico pela palpação digital, a pressão de contração dessa musculatura pela perineometria, além da atividade eletromiográfica dos músculos do assoalho pélvico durante o repouso e a contração voluntária máxima. Após dois a quatro dias será realizada a ultrassonografia bidemensional dos músculos do assoalho pélvico pelo método transperineal para a medição do volume do músculo elevador do ânus. Testes estatísticos adequados serão aplicados para relacionar as variáveis força indireta, pressão, atividade eletromiográfica e volume dos músculos do assoalho pélvico com as variáveis porcentagem de massa gorda total e do segmento tórax. Diante do aumento do número de mulheres com sobrepeso e obesas, aa análise dos efeitos do acúmulo excessivo de gordura corporal sobre a musculatura do assoalho pélvico pode auxiliar na elaboração de estratégias preventivas precoces para as disfunções do assoalho pélvico, promovendo uma melhora da qualidade de vida das mulheres em todas as faixas etárias. (AU)

Eletroestimulação transcutânea do nervo tibial posterior como proposta de intervenção fisioterapêutica da incontinência urinária mista, avaliada pelo estudo urodinâmico

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Angélica Mércia Pascon Barbosa
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/23147-1
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):Incontinência urináriaNervo tibialFisioterapia
Resumo
Introdução: A Incontinência Urinária é condição comum que atinge mulheres de todas as idades e que pode causar consideráveis alterações psicossociais. A Incontinência Urinária Mista (IUM), caracterizada tanto por perdas por desejo súbito quanto por esforços, é o tipo de incontinência que pode gerar importante constrangimento social e higiênico. Trabalho aprovado pelo Comitê de Ética nº 197/2011. Objetivo: Analisar a efetividade da eletroestimulação nervosa transcutânea (TENS) do nervo tibial posterior como tratamento da IUM. Materiais e métodos: As participantes assinarão o Termo de Consentimento e serão tratadas no setor de Fisioterapia em Saúde da Mulher. Serão avaliadas antes e após tratamento pelo diário miccional, diário de perda, uso de protetor, pelos questionários de qualidade de vida, King's Health Questionnair(KHQ) e de bexiga hiperativa, OAB-V8, e serão submetidas ao exame objetivo Estudo Urodinâmico. O protocolo constará de 20 sessões, duas vezes semanal, com aplicação do TENS bilateralmente por 20 minutos, com programa de 10 Hz e 200ms. (AU)

Avaliação da resposta da frequência cardíaca, da pressão arterial e da variabilidade da frequência cardíaca durante a contração da musculatura do assoalho pélvico

Beneficiário:
Instituição: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Patricia Driusso
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/20046-0
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2015
Assunto(s):Incontinência urináriaAssoalho pélvicoEletromiografiaPressão sanguíneaFrequência cardíaca
Resumo
A musculatura do assoalho pélvico (MAP) é um complexo de músculos em multicamadas que forma a base da cavidade pélvica-abdominal e é composto por diversas estruturas que trabalham como uma unidade funcional única realizando diversas funções. Entretanto algumas mulheres podem apresentar disfunção da MAP, como a incontinência urinária e anal, prolapso de órgãos pélvicos, hipoestesia, anorgasmia, vaginismo e dispareunia. Para o tratamento fisioterapêutico destas disfunções são realizadas contrações fásicas e tônico-isométricas, porém não se sabe se estas contrações interferem na variabilidade da frequência cardíaca (VFC), na resposta da FC e na pressão arterial (PA), justificando a necessidade deste estudo.Objetivo: Avaliar a resposta da FC e da PA durante a avaliação da MAP em mulheres jovens e idosas.Metodologia: O estudo será realizado na Universidade Federal de São Carlos. Serão incluídas no estudo 90 mulheres saudáveis, com idade entre 18 a 80 anos, com vida sexual ativa e com índice de massa corpórea normal. As voluntárias serão submetidas à anamnese, aplicação do Questionário Internacional de Atividade Física - Versão Longa (IPAC-VL), palpação digital, eletromiografia de superfície, teste de caminhada de seis minutos, teste cardiopulmonar e perineometria da MAP simultaneamente com a avaliação da resposta da FC e da PA. Os dados serão tabelados no Excel, analisados no programa Statistica e a sua normalidade será testada pelo teste Shapiro-wilk. Para verificar correlação entre as variáveis será aplicado o teste de correlação de Spearman. Será adotado um nível de significância de 5%. (AU)

Avaliação bioquímica, molecular e morfológica da uretra de ratas após trauma induzido e eletroestimulação do assoalho pélvico

Beneficiário:
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rodrigo De Aquino Castro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/20254-1
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2014
Assunto(s):Doenças urogenitais femininasIncontinência urináriaAssoalho pélvicoEstimulação elétrica
Resumo
A incontinência urinária (IU) é definida como uma condição na qual ocorre perda involuntária de urina. Danos aos componentes da uretra, com conseqüente redução da pressão intra-uretral, estão associados à sua fisiopatologia. O trauma do assoalho pélvico induzido em animais provoca hipóxia, isquemia e desarranjo estrutural dos tecidos uretrais. A eletroestimulação é uma modalidade fisioterapêutica capaz de aumentar a pressão intra-uretral, tendo sua efetividade comprovada no tratamento da IU. Contudo, as modificações bioquímicas e moleculares da uretra decorrentes do trauma do assoalho pélvico, bem como do efeito da corrente elétrica utilizada na recuperação do tecido lesado e na IU ainda são desconhecidas. Desta forma, propomo-nos a avaliar o efeito do trauma do assoalho pélvico e da corrente elétrica nos componentes da uretra de ratas. Para isso, serão extraídas as uretras de 4 grupos de ratas: A) controle sem trauma; B) com trauma induzido recente (7 dias); C) com trauma induzido tardio (30 dias) e D) com trauma do assoalho pélvico, e tratadas com eletroestimulação. O modelo de trauma do assoalho pélvico será por meio de dilatação vaginal. O tratamento com eletroestimulação será realizado por meio de sonda endovaginal, totalizando 12 sessões alternadas durante 30 dias. Os animais serão sacrificados imediatamente após a extração uretral. As amostras das uretras serão processadas e estudadas quanto à (1) morfologia e estrutura dos tecidos que as compõem: tecidos conjuntivo, nervoso, muscular estriado, muscular liso e vascular, por meio das análises histológicas e imunohistoquímicas; (2) expressão de 14 genes e proteínas envolvidos no metabolismo dos componentes da uretra, por meio de RT- qPCR e immunoblotting, respectivamente. (AU)

Comparação dos efeitos entre a eletroestimulação intravaginal, eletroestimulação de superfície e cinesioterapia em grupo para mulheres com incontinência urinária de esforço: estudo randomizado cego

Beneficiário:
Instituição: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Patricia Driusso
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/13368-8
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2013
Assunto(s):Saúde da mulherIncontinência urináriaTerapia por estimulação elétrica
Resumo
A incontinência urinária (IU) afeta mais de 200 milhões de pessoas no mundo, sendo a incontinência urinária de esforço (IUE) o tipo mais comum de IU. Atualmente a fisioterapia tem alcançado resultados promissores, e o tratamento fisioterapêutico mais utilizado é a cinesioterapia para o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico (MAP). Outra opção de tratamento é a eletroestimulação (EE) que pode ser realizada com eletrodo intravaginal ou de superfície, porém não existem estudos recentes que avaliaram a eficácia da eletroestimulação de superfície (EES) e nota-se na prática clínica o grande uso da eletroestimulação intravaginal (EEIV) e da cinesioterapia para o fortalecimento dos MAP no tratamento da IUE. Por estes motivos o objetivo deste estudo será comparar os efeitos entre os tratamentos de EEIV, EES e da cinesioterapia para o fortalecimento dos MAP realizada em grupo no tratamento de mulheres com IUE. Trata-se de um estudo prospectivo, randomizado e cego. Serão incluídas neste estudo 75 mulheres com mais de 50 anos, que nunca realizaram tratamento fisioterapêutico para IU e que tenham diagnóstico de IUE no exame urodinâmico. Os critérios de exclusão deste estudo serão: prolapso urogenital superior ao grau 2, infecção urinária ou vaginal, marcapasso cardíaco, implantes metálicos na pelve ou fêmur, radioterapia pélvica anterior, gravidez, cirurgia para correção de IU e disfunção cognitiva. As voluntárias serão submetidas a quatro avaliações durante o estudo: avaliação inicial, avaliação na sexta sessão de tratamento, avaliação ao final e 12 sessões após o tratamento. As avaliações serão realizadas por meio da aplicação da ficha de avaliação, do questionário de vida King´s Health Questionnaire, dosagem hormonal, eletromiografia de superfície dos MAP, teste do absorvente de uma hora, perineometria, exame urodinâmico e ultra-som transperineal. Após a avaliação inicial as voluntárias serão randomizadas em quatro grupos por meio de sorteio de envelopes; Grupo de eletroestimulação intravaginal (GEEIV); Grupo eletroestimulação de superfície (GEES); Grupo de cinesioterapia para o fortalecimento dos MAP realizado em grupo (GCG) Grupo controle (GC). O GEEIV, GEES e GCG realizarão 12 sessões de tratamento 2 vezes por semanas. Nos GEEIV e GEES a EE será realizada com o equipamento Dualpex 961 e os parâmetros serão: corrente bifásica, frequência de 50Hz, largura de pulso de 700 µs, tempo on:off 4:8 segundos, intensidade no máximo tolerável e tempo de 20 minutos. E o GCG será realizado exercícios para o fortalecimento dos MAP na posição supina, sentada, ortostática e simulando as situações em que as voluntparias perdem urina. Para a análise estatística será utilizado os testes não paramétrico de Friedman, Kruskal-Wallis, Spearman, Qui-Quadrado e será adotado um nível de significância de 5%. (AU)

Comparação dos efeitos da eletroestimulação intravaginal e eletroestimulação de superfície em mulheres com incontinência urinária de esforço

Beneficiário:
Instituição: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Patricia Driusso
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:10/11956-0
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 31 de agosto de 2013
Assunto(s):Saúde da mulherIncontinência urinária
Resumo
A incontinência urinária (IU) afeta mais de 200 milhões de pessoas no mundo, sendo a incontinência urinária de esforço (IUE) o tipo mais comum de IU. O tratamento fisioterapêutico tem alcançado resultados promissores, sendo que um dos tratamentos é a eletroestimulação (EE) que pode ser realizada com eletrodo intravaginal ou de superfície e em mulheres que não contraem adequadamente os músculos do assoalho pélvico. Porém não existem estudos recentes que avaliaram a eficácia da eletroestimulação de superfície (EES) e nota-se na prática clínica o grande uso da eletroestimulação intravaginal (EEIV) no tratamento da IUE. Diante do exposto, o objetivo deste estudo será comparar os efeitos da EEIV e EES para o tratamento de mulheres com IUE. Trata-se de um estudo prospectivo, randomizado e cego. Serão incluídas neste estudo 45 mulheres com mais de 50 anos, que nunca realizaram tratamento fisioterapêutico para IU e que tenham diagnóstico de IUE no exame clinico. Os critérios de exclusão deste estudo serão: prolapso urogenital superior ao grau 2, infecção urinária ou vaginal, marca-passo cardíaco, implantes metálicos na pelve ou fêmur, radioterapia pélvica anterior, gravidez, cirurgia para correção de IU e disfunção cognitiva. As voluntárias serão submetidas a quatro avaliações durante o estudo: avaliação inicial, avaliação na sexta sessão de tratamento, avaliação ao final e 12 sessões após o tratamento. As avaliações serão realizadas por meio da aplicação da ficha de avaliação, do questionário de vida King´s Health Questionnaire, eletromiografia da musculatura do assoalho pélvico, teste do absorvente de uma hora, perineometria e ultrassom transperineal. Após a avaliação inicial as voluntárias serão randomizadas em três grupos por meio de sorteio de envelopes: Grupo de eletroestimulação intravaginal (GEEIV); Grupo eletroestimulação de superfície (GEES); Grupo controle (GC). Nos GEEIV e GEES o tratamento será de 12 sessões, duas vezes por semana, com o equipamento Dualpex 961 e os parâmetros serão: corrente bifásica, frequência de 50Hz, largura de pulso de 700 µs, tempo on:off 4:8 segundos, intensidade no máximo tolerável e tempo de 20 minutos. Para a análise estatística será utilizado os testes não paramétrico de Friedman, Kruskal-Wallis, Spearman, Qui-Quadrado e será adotado um nível de significância de 5%. (AU)

Avaliação funcional do assoalho pélvico pós prostatectomia radical

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:João Luiz Amaro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/12154-7
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de outubro de 2013
Assunto(s):Procedimentos cirúrgicos urológicosNeoplasias da próstataDisfunção erétilAssoalho pélvicoIncontinência urináriaProstatectomia
Resumo
O câncer de próstata é a mais frequente neoplasia maligna que acomete os homens nos países Ocidentais e constitui a segunda causa de morte por câncer no sexo masculino. Dentre as opções terapêuticas existentes, destaca-se a prostatectomia radical retropúbica. Incontinência urinária é descrita em 2 a 87% dos doentes submetidos ao procedimento. Contudo, a maioria das casuísticas relata índices inferiores a 5%. A deficiência esfincteriana é considerada a principal etiologia. A recuperação da continência urinária é gradativa e pode ser necessário de um mês a um ano para que o doente obtenha controle miccional satisfatório. Poucos estudos, no entanto, buscaram analisar o grau de força muscular do assoalho pélvico no pré-operatório da prostatectomia radical e sua correlação com as taxas de incontinência no período pós oepratório. Assim como não existem estudos que correlacionem a qualidade de vida e a função erétil antes da cirurgia e sua correlação com os achados pós operatório, razão pela qual torna-se importante a realização deste estudo. (AU)

Análise quantitativa e avaliação imunohistoquímica do processo inflamatório de telas de polipropileno monofilamentar recobertas com matriz polimérica eluidora de S-nitrosoglutationa implantadas no subcutâneo de ratas adultas

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Cássio Luís Zanettini Riccetto
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/18026-0
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de outubro de 2012
Assunto(s):Óxido nítricoS-nitrosoglutationaUrologia
Resumo
Introdução: O uso de telas de polipropileno em cirurgias para incontinência urinária e prolapsos vaginais melhorou seus resultados e, atualmente, se tornou muito comum. No entanto, ainda se observam complicações, tais como erosões ou exposições do material sintético. A propriedade do óxido nítrico (NO) de modificar o processo inflamatório e cicatricial já foi demonstrada. Experimentalmente, telas revestidas com NO apresentaram maior angiogênese e menor edema. Objetivo: Estudar, quantitativamente, o efeito da S-nitrosoglutationa na integração de telas de polipropileno monofilamentar implantadas no tecido subcutâneo de ratas adultas. Materiais e Métodos: Serão utilizadas 30 ratas fêmeas da raça Wistar. No tecido subcutâneo das mesmas, serão implantados fragmentos de tela com 1,0 cm x 1,0 cm assim compostos: (a) tela recoberta com PVA [Poli (álcool vinílico)], impregnada com S-nitrosoglutationa (GSNO), na concentração de 70mM, (b) tela recoberta com PVA + GSNO-10mM; (c) tela recoberta com PVA + GSNO-1mM; (d) tela recoberta com PVA, sem impregnação; (e) tela sem recobrimento. Os animais serão divididos em dois grupos iguais e serão eutanasiados, respectivamente, quatro e 30 dias após o implante. A área de processo inflamatório agudo após 4 dias e a área ocupada pela reação fibroblástica ao redor da tela após 30 dias serão avaliados, em lâminas coradas com Hematoxilina-Eosina, com o auxílio do software analisador de imagens AxioVision® e de um Microscópio de Polarização, que avaliará o tipo e a orientação das fibras colágenas. A avaliação molecular da atividade da enzima NO sintetase, da toxicidade celular, angiogênese e do metabolismo do colágeno será feita através de estudo imunohistoquímico e Western Blot. (AU)

Análise do perfil de expressão dos marcadores de angiogênese, de isquemia e de estresse oxidativo na persistência da hiperatividade detrusora em pacientes submetidos à ressecção transuretral da próstata

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alberto Azoubel Antunes
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/11215-2
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de outubro de 2012
Assunto(s):Estresse oxidativoAngiogêneseIsquemiaMarcador molecularUrologia
Resumo
A hiperplasia benigna da próstata (HPB) é uma das principais doenças urológicas com sua prevalência histológica aumentando de 42% em homens entre 50 e 59 anos para 88% entre aqueles acima de 80 anos.As manifestações clínicas da HPB (LUTS - Lower Urinary Tract Symptoms) podem incluir sintomas de esvaziamento vesical (jato fraco e intermitente, hesitância, esforço abdominal e gotejamento terminal), que frequentemente resultam da obstrução infravesical (BOO - Bladder Outlet Obstruction) gerada pela próstata, e/ou sintomas de armazenamento vesical (polaciúria, nictúria, urgência e incontinência urinária), geralmente devido à hiperatividade detrusora (DOA - Detrusor Overactivity). Os mecanismos através dos quais a HPB produz os LUTS não são completamente compreendidos. Na prática clínica observamos apenas uma pobre correlação entre a presença e severidade dos LUTS e as medidas anatômicas e urodinâmicas de aumento benigno da próstata (BPE - Benign Prostatic Enlargement) e BOO.A DOA atinge aproximadamente 16% dos homens nos Estados Unidos e Europa e a sua prevalência aumenta com a idade. Estudos prévios relataram que a prevalência de DOA aumenta de 3% entre homens com 40 a 44 anos para 42% naqueles acima de 75 anos. DOA e BOO geralmente existem em conjunto. Dois estudos independentes observaram que aproximadamente 50% dos homens com LUTS e BOO confirmados pelo estudo urodinâmico possuíam DOA.A resposta do músculo detrusor à BOO está associada com aumento da massa muscular e proliferação das fibras musculares lisas resultando em aumento no peso e tamanho da bexiga. Pelo fato de que nenhuma proliferação vascular compensatória acompanha essas mudanças, ocorre uma redução relativa no fluxo sanguíneo vesical. Em modelos animais, um estado crônico de hipóxia resultou em DOA e na expressão de marcadores apoptóticos em neurônios intrínsecos da parede vesical além da depleção de substâncias antioxidantes e formação de elementos oxidativos com o acúmulo nocivo de radicais livres de oxigênio que rapidamente interagem com óxido nítrico para gerar produtos chamados espécies reativas de nitrogênio. Radicais oxidativos e nitroativos iniciam danos estruturais em fibras nervosas, epitélio e microvasculatura. Pacientes com DOA apresentam denervação vesical, sugerindo que períodos de isquemia vesical e morte neuronal podem predispor hiperatividade vesical. Além disso, sob condições isquêmicas, pode ocorrer a formação de novos vasos sanguíneos, processo chamado de angiogênese, iniciados pela ativação local de genes através da secreção de mediadores angiogênicos que ativam uma cascata de mecanismos celulares culminando com o crescimento de novos capilares sanguíneos.Até o presente momento nenhuma análise destes marcadores foi realizada em pacientes com história de HD. (AU)

Análise quantitativa e avaliação imunohistoquímica do processo inflamatório de telas de polipropileno monofilamentar recobertas com matriz polimérica eluidora de S-nitrosoglutationa implantadas no subcutâneo de ratas adultas

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Cássio Luís Zanettini Riccetto
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/11522-2
Vigência: 01 de setembro de 2011 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):Urologia
Resumo
O uso de telas de polipropileno em cirurgias para incontinência urinária e prolapsos vaginais melhorou seus resultados e, atualmente, se tornou muito comum. No entanto, ainda se observam complicações, tais como erosões ou exposições do material sintético. A propriedade do óxido nítrico (NO) de modificar o processo inflamatório e cicatricial já foi demonstrada. Experimentalmente, telas revestidas com NO apresentaram maior angiogênese e menor edema. Objetivo: Estudar, quantitativamente, o efeito da S-nitrosoglutationa na integração de telas de polipropileno monofilamentar implantadas no tecido subcutâneo de ratas adultas. Materiais e Métodos: Serão utilizadas 30 ratas fêmeas da raça Wistar. No tecido subcutâneo das mesmas, serão implantados fragmentos de tela com 1,0 cm x 1,0 cm assim compostos: (a) tela recoberta com PVA [Poli (álcool vinílico)], impregnada com S-nitrosoglutationa (GSNO), na concentração de 70mM, (b) tela recoberta com PVA + GSNO-10mM; (c) tela recoberta com PVA + GSNO-1mM; (d) tela recoberta com PVA, sem impregnação; (e) tela sem recobrimento. Os animais serão divididos em dois grupos iguais e serão eutanasiados, respectivamente, quatro e 30 dias após o implante. A área de processo inflamatório agudo após 4 dias e a área ocupada pela reação fibroblástica ao redor da tela após 30 dias serão avaliados, em lâminas coradas com Hematoxilina-Eosina, com o auxílio do software analisador de imagens AxioVision® e de um Microscópio de Polarização, que avaliará o tipo e a orientação das fibras colágenas. A avaliação molecular da atividade da enzima NO sintetase, da toxicidade celular, angiogênese e do metabolismo do colágeno será feita através de estudo imunohistoquímico e Western Blot. (AU)

Avaliação dos fatores epidemiológicos e complicações associadas ao trauma perineal na assistência obstétrica de parturientes de baixo risco

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alessandra Cristina Marcolin
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/02358-4
Vigência: 01 de agosto de 2011 - 31 de julho de 2012
Assunto(s):Trabalho de parto
Resumo
Traumatismos perineais acontecem durante o parto vaginal e estão freqüentemente associados a sintomas de incontinência urinária e fecal, dor perineal crônica e dispareunia em mulheres jovens. Estudos epidemiológicos têm demonstrado que alguns fatores de risco estão mais associados à lesão de esfincter anal e reto. Porém, pouca atenção tem sido dispensada a lacerações perineais de menor extensão e profundidade em outros locais e como os fatores de risco variam de acordo com o tipo de lesão. Além disso, pesquisas falham em avaliar a morbidade materna e fetal/neonatal relacionada ao trauma perineal obstétrico. (AU)

Análise do perfil de expressão dos marcadores de angiogênese, de isquemia e de estresse oxidativo na persistência da hiperatividade detrusora em pacientes submetidos a ressecção transuretral da próstata

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alberto Azoubel Antunes
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/50080-5
Vigência: 01 de abril de 2011 - 31 de março de 2013
Assunto(s):Procedimentos cirúrgicos urológicosHiperplasia prostáticaNeovascularização patológicaMarcador molecular
Resumo
A hiperplasia benigna da próstata (HPB) é uma das principais doenças urológicas com sua prevalência histológica aumentando de 42% em homens entre 50 e 59 anos para 88% entre aqueles acima de 80 anos. As manifestações clínicas da HPB (LUTS - Lower Urinary Tract Symptoms) podem incluir sintomas de esvaziamento vesical (jato fraco e intermitente, hesitância, esforço abdominal e gotejamento terminal), que freqüentemente resultam da obstrução infravesical (BOO - Bladder Outlet Obstruction) gerada pela próstata, e/ou sintomas de armazenamento vesical (polaciúria, nictúria, urgência e incontinência urinaria), geralmente devido à hiperatividade detrusora (DOA - Detrusor Overactivity). Os mecanismos através dos quais a HPB produz os LUTS não são completamente compreendidos. Na prática clínica observamos apenas uma pobre correlação entre a presença e severidade dos LUTS e as medidas anatômicas e urodinâmicas de aumento benigno da próstata (BPE – Benign Prostatic Enlargement) e BOO. A DOA atinge aproximadamente 16% dos homens nos Estados Unidos e Europa e a sua prevalência aumenta com a idade. Estudos prévios relataram que a prevalência de DOA aumenta de 3% entre homens com 40 a 44 anos para 42% naqueles acima de 75 anos. DOA e BOO geralmente existem em conjunto. Dois estudos independentes observaram que aproximadamente 50% dos homens com LUTS e BOO confirmados pelo estudo urodinâmico possuíam DOA. A resposta do músculo detrusor à BOO está associada com aumento da massa muscular e proliferação das fibras musculares lisas resultando em aumento no peso e tamanho da bexiga. Pelo fato de que nenhuma proliferação vascular compensatória acompanha essas mudanças, ocorre uma redução relativa no fluxo sangüíneo vesical. Em modelos animais, um estado crônico de hipóxia resultou em DOA e na expressão de marcadores apoptóticos em neurônios intrínsecos da parede vesical além da depleção de substâncias antioxidantes e formação de elementos oxidativos com o acúmulo nocivo de radicais livres de oxigênio que rapidamente interagem com oxido nítrico para gerar produtos chamados espécies reativas de nitrogênio. Radicais oxidativos e nitroativos iniciam danos estruturais em fibras nervosas, epitélio e microvasculatura. Pacientes com DOA apresentam denervação vesical, sugerindo que períodos de isquemia vesical e morte neuronal podem predispor hiperatividade vesical. Além disso, sob condições isquêmicas, pode ocorrer a formação de novos vasos sangüíneos, processo chamado de angiogênese, iniciados pela ativação local de genes através da secreção de mediadores angiogênicos que ativam uma cascata de mecanismos celulares culminando com o crescimento de novos capilares sangüíneos. Até o presente momento nenhuma análise destes marcadores foi realizada em pacientes com história de HD. (AU)

Efeito do diabete moderado na matriz extracelular e no músculo estriado uretral em ratas prenhes

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marilza Vieira Cunha Rudge
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:10/13303-3
Vigência: 01 de março de 2011 - 28 de fevereiro de 2013
Assunto(s):PrenhezMatriz extracelular
Resumo
Diabetes mellitus durante a gestação está associado com altos níveis de incontinência urinária e disfunção muscular do assoalho pélvico. Em trabalho experimental, nosso grupo de estudo encontrou diversos efeitos do diabete grave na musculatura estriada uretral em ratas prenhes, entre eles: atrofia, adelgaçamento e mudança na distribuição e no tipo de fibra muscular. Neste projeto, abordaremos o modelo experimental de ratas prenhes com diabete de menor intensidade glicêmica (glicemia entre 120 e 300 mg/dL), denominado diabete moderado, a fim de se estabelecer uma maior correlação com os níveis glicêmicos encontrados na clínica. Sendo assim, será realizado um estudo mais aprofundado em relação a trabalhos prévios utilizando para isso análise estrutural e ultraestrutural da matriz extracelular e do músculo estriado uretral de ratas. Serão avaliadas 92 ratas Wistar distribuídas em quatro grupos: virgem, prenhe, diabético virgem e diabético prenhe. Os três primeiros grupos serão considerados como controle do grupo principal, o diabético prenhe. O diabete moderado será induzido no 1º dia de nascimento por administração subcutânea de streptozotocin (SIGMA Chemical Company, St. Louis, MO), na dose de 100 mg/kg de peso corporal diluído em 0,1 mol/l de tampão citrato (pH 4,5). O critério de inclusão será uma glicemia entre 120 e 300 mg/dL. No final do experimento, as ratas serão anestesiadas, eutanasiadas e a vagina e a uretra serão retiradas em monobloco, congeladas em nitrogênio líquido e mantidas a -80°C. O bloco será submetido a cortes em criostato (6 µm de espessura) e serão então submetidos às colorações citoquímicas para componentes da matriz extracelular; imunoistoquímica para marcação de fibras lentas e rápidas e microscopia eletrônica de transmissão para análise da musculatura estriada uretral. Serão feitas análises morfométricas de espessura da camada muscular, espessura da camada de lâmina própria e da área de tecido conjuntivo ao redor do músculo estriado uretral dos quatro grupos. A nossa hipótese é que, no binômio diabete e prenhez, a análise conjunta do músculo estriado uretral e da matriz extracelular evidencie que a alteração da composição deste músculo induz à remodelação tecidual na qual a matriz assume papel fundamental. Além disso, espera-se compreender melhor os efeitos estruturais e ultraestruturais da interação diabete e prenhez sobre a matriz extracelular e sobre o músculo estriado uretral, além de verificar se o diabete moderado (glicemia entre 120-300mg/dL) acarreta alterações musculares similares às que foram encontradas no diabete grave (glicemia >300mg/dL). (AU)

Efeito do diabete induzido por streptozotocin na matriz extracelular e no músculo estriado uretral em ratas prenhes

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marilza Vieira Cunha Rudge
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:10/10740-3
Vigência: 01 de março de 2011 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):PrenhezMatriz extracelularUretra
Resumo
Diabetes mellitus durante a gestação está associado com altos níveis de incontinência urinária e disfunção muscular do assoalho pélvico. Em trabalho experimental, nosso grupo de estudo verificou alterações como atrofia, adelgaçamento e mudança na distribuição e no tipo de fibra muscular estriada na uretra em ratas prenhes diabéticas. Neste projeto, iremos aprofundar o estudo anterior e avaliar as alterações morfológicas e moleculares da matriz extracelular e do músculo estriado uretral de ratas prenhes diabéticas submetidas à cesárea. Para isso, serão avaliadas 112 ratas Wistar distribuídas em quatro grupos: virgem, prenhe, diabético virgem e diabético prenhe. Os três primeiros grupos serão considerados como controle do grupo principal, o diabético prenhe. O diabete será induzido com streptozotocin na dose de 40mg/kg de peso corpóreo. O critério de inclusão será glicemia acima de 300mg/dL. No final do experimento, as ratas serão anestesiadas, eutanasiadas e a vagina e a uretra serão retiradas em monobloco, congeladas em nitrogênio líquido e mantidas a -80°C. O bloco será submetido a cortes em criostato (6 µm de espessura) e serão então submetidos às colorações citoquímicas para componentes da matriz extracelular; imunoistoquímica para marcação de fibras lentas e rápidas e componentes da matriz, western blotting para componentes da matriz e microscopia eletrônica de transmissão para análise da musculatura estriada uretral. Serão feitas análises morfométricas de espessura da camada muscular, espessura da camada de lâmina própria e da área de tecido conjuntivo ao redor do músculo estriado uretral dos quatro grupos. A nossa hipótese é que, no binômio diabete e prenhez, a análise conjunta do músculo estriado uretral e da matriz extracelular evidencie que a alteração da composição deste músculo induz à remodelação tecidual na qual a matriz assume papel fundamental. Com este estudo, espera-se compreender melhor os efeitos estruturais, ultraestruturais e moleculares da interação diabetes e prenhez sobre a matriz extracelular e o músculo estriado uretral para conclusão da orientação de doutorado e outras orientações de Iniciação Científica junto aos alunos de Graduação de nossa Instituição e do Instituto de Biociências da UNESP Botucatu. (AU)

Efeito do diabete induzido por streptozotocin na matriz extracelular e no músculo estriado uretral em ratas prenhes

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marilza Vieira Cunha Rudge
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/11703-4
Vigência: 01 de fevereiro de 2011 - 31 de julho de 2013
Assunto(s):PrenhezMatriz extracelularUretra
Resumo
Diabetes mellitus durante a gestação está associado com altos níveis de incontinência urinária e disfunção muscular do assoalho pélvico. Em trabalho experimental, nosso grupo de estudo verificou alterações como atrofia, adelgaçamento e mudança na distribuição e no tipo de fibra muscular estriada na uretra em ratas prenhes diabéticas. Neste projeto iremos aprofundar o estudo anterior e avaliar as alterações morfológicas da matriz extracelular e do músculo estriado uretral de ratas prenhes diabéticas submetidas à cesárea. Para isso, serão avaliadas 100 ratas Wistar distribuídas em quatro grupos: virgem, prenhe, diabético virgem e diabético prenhe. Os três primeiros grupos serão considerados como controle do grupo principal, o diabético prenhe. O diabete será induzido com streptozotocin na dose de 40mg/kg de peso corpóreo. O critério de inclusão será uma glicemia acima de 300mg/dL. No final do experimento, as ratas serão anestesiadas, eutanasiadas e a vagina e a uretra serão retiradas em monobloco, congeladas em nitrogênio líquido e mantidas a -80°C. O bloco será submetido a cortes em criostato (6 µm de espessura) e serão então submetidos às colorações citoquímicas para componentes da matriz extracelular; imunoistoquímica para marcação de fibras lentas e rápidas para análise da musculatura estriada uretral e componentes da matriz e western blotting para componentes da matriz extracelular. Serão feitas análises morfométricas de espessura da camada muscular, espessura da camada de lâmina própria e da área de tecido conjuntivo ao redor do músculo estriado uretral dos quatro grupos. A nossa hipótese é que, no binômio diabete e prenhez, a análise conjunta do músculo estriado uretral e da matriz extracelular evidencie que a alteração da composição deste músculo induz à remodelação tecidual na qual a matriz assume papel fundamental. Com este estudo, espera-se compreender melhor os efeitos estruturais e moleculares da interação diabetes e prenhez sobre a matriz extracelular e o músculo estriado uretral para conclusão da orientação de doutorado e outras orientações de Iniciação Científica junto aos alunos de Graduação de nossa Instituição e do Instituto de Biociências da UNESP Botucatu. (AU)

Alterações fisiopatológicas do baixo trato urinário em camundongos com síndrome metabólica induzida por dieta hiperlipídica

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Edson Antunes
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Autonômica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:10/16876-4
Vigência: 01 de janeiro de 2011 - 30 de junho de 2013
Assunto(s):BexigaCanais de cálcio tipo lSíndrome x metabólicaResistência à insulinaUretra
Resumo
A síndrome metabólica é considerada um dos principais problemas de saúde pública, e refere-se a um conjunto de fatores de risco para as doenças cardiovasculares e o Diabetes Mellitus tipo 2, incluindo dislipidemia, resistência a insulina, hipertensão arterial, circunferência abdominal aumentada e hipertrigliceridemia. Estudos clínicos recentes apontam para uma forte correlação entre síndrome metabólica e os "Distúrbios do Baixo Trato Urinário" (LUTS; Lower Urinary Tract Symptoms), no qual a bexiga hiperativa ocupa um papel central, podendo resultar em incontinência urinária. Poucos trabalhos utilizaram modelos experimentais de obesidade e síndrome metabólica para investigar seus efeitos sobre a fisiopatologia do trato urinário inferior, mas, avaliações cistométricas, têm de fato confirmado alterações funcionais nestas desordens. Porém, ainda não foram identificados e caracterizados os mecanismos responsáveis pelas mudanças do perfil urodinâmico no obeso e/ou com síndrome metabólica. A contribuição da uretra para a disfunção miccional também permanece pouco investigada. No geral, os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nos Distúrbios do Baixo Trato Urinário decorrentes da síndrome metabólica permanecem pouco compreendidos, não havendo, inclusive, um entendimento sobre o papel da resistência á insulina nestas complicações. O presente trabalho tem como objetivo investigar as alterações funcionais, bioquímicas, morfológicas e moleculares do músculo liso detrusor e de uretra de camundongos C57BL/6 com síndrome metabólica induzida por dieta hiperlipídica. (AU)

Relação entre a avaliação funcional, atividade elétrica e volume muscular da musculatura do assoalho pélvico em mulheres jovens saudáveis

Beneficiário:
Instituição: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Patricia Driusso
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:10/15607-0
Vigência: 01 de janeiro de 2011 - 31 de outubro de 2011
Assunto(s):EletromiografiaUltrassonografiaSaúde da mulher
Resumo
Os músculos do assoalho pélvico formam a base da pelve e da cavidade abdominal. Esses músculos são responsáveis pelo suporte dos órgãos pélvicos, pelo controle da pressão intra-abdominal e pela manutenção da continência urinária. As disfunções do assoalho pélvico tratam-se de uma condição clínica comum que acomete um número crescente de mulheres a cada ano, comprometendo a qualidade de vida de um terço das mulheres adultas em todas as idades. Estas disfunções têm como consequência a incontinência urinária e fecal, distopias genitais, anormalidades do trato urinário inferior, procidências retais, disfunções sexuais, dor pélvica crônica, problemas menstruais, dentre outras. Diante da importância da utilização das diferentes formas de avaliação dos músculos do assoalho pélvico para elaboração de tratamentos adequados e para a monitorização dos resultados clínicos alcançados por meio da reabilitação, é essencial investigar a existência de correlação entre a avaliação funcional dos músculos do assoalho pélvico obtida pela palpação digital, atividade elétrica registrada pela eletromiografia e do volume muscular obtido pela ultrasonografia em mulheres jovens saudáveis. Trata-se de um estudo transversal, no qual participarão 30 mulheres tendo como critérios de inclusão: idade entre 18 a 30 anos; vida sexual ativa; ativas e não-atletas e índice de massa corpórea normal. Como critérios de exclusão serão considerados: gestação atual ou prévia; presença de constipação; presença de dor pélvica; presença de dismenorréia; cirurgias prévias e amenorréia. As voluntárias serão inicialmente submetidas a uma anamnese padrão, sendo em seguida, submetidas a uma avaliação composta pela palpação digital dos músculos do assoalho pélvico, perineometria, eletromiografia e ultra-sonografia da mesma musculatura. Os dados coletados neste trabalho serão tabulados no programa Excel e analisados estatisticamente no programa Statistica. A normalidade dos dados será testada pelo teste Shapiro-wilk. Para verificar correlação entre as variáveis será aplicado o teste de correlação de Spearman. Será adotado um nível de significância de 5% (p £ 0,05). (AU)

Alterações fisiopatológicas do trato urogenital na síndrome metabólica: estudo experimental

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Edson Antunes
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Autonômica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/01452-4
Vigência: 01 de agosto de 2010 - 31 de julho de 2012
Assunto(s):Sistema urogenitalObesidadeSíndrome X metabólicaBexiga
Resumo
A síndrome metabólica é considerada uma das mais graves ameaças à saúde pública no século XXI. É caracterizada por um conjunto de fatores de risco como obesidade abdominal, hipertensão arterial, dislipidemia, intolerância à glicose e resistência à insulina. Estudos clínicos apontam uma forte correlação entre síndrome metabólica e "Distúrbios do Trato Urinário Baixo" (LUTS; Lower Urinary Tract Symptoms), no qual a bexiga hiperativa ocupa um papel central, e que pode resultar em incontinência urinária. A síndrome metabólica leva também à disfunção erétil, provavelmente como consequência de distúrbios cardiovasculares associados a disfunção endotelial e aumento do estresse oxidativo. Estudos epidemiológicos recentes mostram que LUTS, por sua vez, pode levar a disfunção sexual masculina. Ambas as desordens, LUTS e disfunção sexual, são altamente prevalentes no homem, sendo a prevalência de disfunção sexual significativamente maior em homens que apresentam LUTS, e, notadamente, o diagnóstico de LUTS quase sempre precede o de disfunção sexual. Dessa forma, pesquisas que procurem entender as desordens do trato urogenital (LUTS e impotência masculina) e suas relações com a síndrome metabólica podem repercutir positivamente não somente para o esclarecimento da fisiopatologia destas desordens, como também para a melhora da terapêutica e para a prevenção da doença. Este projeto tem como objetivo geral aprofundar os conhecimentos sobre as alterações morfofuncionais do trato urogenital (bexiga hiperativa e disfunção erétil) causada pela síndrome metabólica utilizando, para tanto, modelo experimental. Faremos uso de camundongos C57/BL6 tratados com dieta hiperlipídica por 10 semanas. Dados iniciais de nosso grupo mostram que camundongos alimentados com dieta hiperlipídica apresentam aspectos típicos de síndrome metabólica como aumento do peso corpóreo e da gordura epididimal, níveis séricos elevados de colesterol total e de LDL, e intolerância à glicose. Estes animais apresentam ainda bexiga hiperativa e disfunção sexual, medidos através de ensaios in vitro e in vivo. No geral, pretendemos conduzir estudos funcionais em animais controle e tratados com dieta hiperlipídica, analisando-se as respostas funcionais do músculo liso detrusor e do tecido erétil in vitro (banho para órgão isolado) e in vivo (cistometria e medidas de pressão intracavernosa em animais anestesiados). No detrusor será dada ênfase às respostas funcionais contráteis frente à estimulação elétrica (EFS) e à estimulação de receptores muscarínicos, bem como frente às respostas relaxantes devido à estimulação de b-adrenoceptores. As eventuais alterações de sinalização em resposta à ativação parassimpática e simpática serão estudadas através do uso de antagonistas e/ou inibidores farmacológicos (antimuscarínicos, inibidores de receptores P2X, inibidores da Rho-quinase, bloqueadores de canais de cálcio). Técnicas de biologia molecular (RT-PCR) e de radioligante para receptores muscarínicos M2 e M3, inositol-trifosfato (IP3), canais de cálcio do tipo L e canais P2X de ATP serão empregadas quando necessário. No tecido erétil, pretendemos investigar os principais distúrbios funcionais presentes nas principais vias de liberação de NO em corpo cavernoso, ou seja, a nitrérgica e a endotelial. Estudos de avaliação da expressão das isoformas das enzimas NO sintase (neuronal e endotelial) assim como avaliação da expressão e atividade de enzimas pró- e antioxidantes como NADPH oxidase e superóxido dismutase serão também empregados. O projeto também visa conhecer o potencial terapêutico de inibidores de fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) e de estimuladores diretos da guanilil ciclase solúvel (BAY 41-2272, por exemplo), usando-se tratamento agudo ou crônico de animais com dieta hiperlipídica. (AU)

Melhoria da simulação tridimensional (3D) do parto vaginal usando uma estimativa do comportamento mecânico do músculo elevador do ânus

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Antônio Antunes Rodrigues Júnior
Anfitrião: Lennox Hoyte
Local de pesquisa: University of South Florida (USF) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Processo:10/00335-4
Vigência: 24 de maio de 2010 - 23 de maio de 2011
Resumo
As simulações de partos vaginais aplicam as técnicas de elemento-finito, bem conhecidas pela Engenharia, nas quais modelos matemáticos são aplicados em descrições do comportamento mecânico de diversos tecidos. O correto conhecimento do comportamento biomecânico do assoalho pélvico e órgãos adjacentes durante o parto pode ajudar a explicar mecanismos fisiopatológicos de patologias muito prevalentes, tais como prolapsos vaginais e incontinência urinária. Além disso, essa tecnologia de integração dos achados de exames de imagem como modelos de simulações computacionais podem servir de base para estudos funcionais não-invasivos com diversas outras implicações médicas. O objetivo desse estudo é comparar o razão de estiramento do músculo elevador do ânus em modelos tridimensionais de simulação de parto entre mulheres nulíparas e primíparas, sem disfunções do assoalho pélvico, baseando essas simulações em estimativas individualizadas das propriedades mecânicas desse músculo. Trinta mulheres nulíparas e trinta primíparas serão avaliadas seis meses após o parto através de ressonância magnética 1,5 Tesla. As imagens serão obtidas em diversas condições de atividade pélvica, repouso, contração e esforço, com medida simultânea da pressão intra-abdominal através de um transdutor de pressão via retal. Com o auxílio do programa de computador 3D-Slicer modelos tridimensionais do músculo elevador do ânus servirão como base para simulações de parto. Nas simulações serão determinadas a razão de estiramento do músculo elevador do ânus e sua correspondência com alterações pélvicas identificadas pelos exames de ressonância magnética. (AU)

Alterações histomorfométricas do corpo cavernoso decorrentes da lesão vasculo-nervosa do feixe peri prostático e sua relação com os inibidores da fosfodiesterase E-5

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:João Luiz Amaro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:10/01652-3
Vigência: 01 de abril de 2010 - 31 de março de 2011
Assunto(s):Urologia
Resumo
Introdução: O câncer de próstata é o tumor sólido não cutâneo de maior incidência em homens acima dos 50 anos, representando mais de 40% dos tumores que atingem o sexo masculino nessa faixa etária. O diagnóstico de suspeição do câncer de próstata é feito pelo toque retal e dosagem sérica do antígeno prostático específico (PSA), já o diagnóstico definitivo é feito pela biópsia prostática. De acordo com muitos autores, o tratamento cirúrgico é a melhor maneira para se obter a remoção completa do câncer de próstata localizado. Estudos randomizados tem demonstrado que a prostatectomia radical proporciona uma melhor sobrevida livre de metatstases. Estudos anatômicos do feixe vasculonervoso da próstata tem proporcionado um diminuição do sangramento peri operatório e um aumento nas taxas de potência sexual e continência no pós-operatório. Entretanto, a prostatectomia radical apresenta como desvantagens taxas de até 80% de disfunção erétil (DE) e incontinência urinária (IU), o que representa importante impacto na qualidade de vida dos pacientes. Estudos recentes demonstram que a disfunção erétil pós-operatória ocorre por fibrose progressiva do corpo cavernoso, devido a denervação e/ou processo isquêmico. O conhecimento preciso do mecanismo de fibrose do corpo cavernoso após realização de prostatectomia radical pode levar ao aprimoramento da técnica cirúrgica, ocasionando uma diminuição nos índices de disfunção erétil e incontinência urinária pós operatória. O objetivo deste trabalho será avaliar as alterações no corpo cavernoso resultantes de lesão nervosa e vascular do feixe vasculonervoso periprostático. Serão avaliados principalmente a matriz extracelular, o músculo liso trabecular, e o stress oxidativo. Será verificado também o papel protetor dos inibidores da fosfodiesterase E-5 (IPDE-5) na lesão vascular e nervosa. MATERIAS E MÉTODOS: Serão utilizados 60 ratos adultos com peso de 250 a 350 gramas da raça Whistar fornecidos pelo biotério Central da Faculdade de Medicina de Botucatu da UNESP. Os animais serão distribuídos de maneira randomizada em seis grupos assim constituídos: GRUPO I (Controle não cirúrgico, n=10), os animais serão submetidos a biópsia do corpo cavernoso, não será realizado nenhum procedimento cirúrgico. GRUPO II (controle cirúrgico, n=10) serão submetidos ao procedimento cirúrgico, com dissecção cuidadosa do feixe periprostático, entretanto, sem que seja haja lesão do referido plexo. GRUPO III (lesão vascular isolada, n=10) Neste grupo os animais serão submetidos à lesão vascular isolada, pela secção seletiva da artéria cavernosa. GRUPO IV (Lesão do feixe nervoso isolada, n=10) os animais serão submetidos à lesão isolada do nervo cavernoso. GRUPO V (Lesão vascular e tadalafila, n=10) serão submetidos a lesão vascular isolada e administração de tadalafila na dose de 5 mg/kg/dia. GRUPO VI (Lesão nervosa isolada e tadalafila, n=10) serão submetidos a lesão nervosa isolada e administração de tadalafila na dose de 5mg/kg/dia.O Momento inicial será considerado após o procedimento cirúrgico (M0) e após biopsia do corpo cavernoso nos animais dos Grupos I e II . Após 12 semanas (Momento M1), com animais sob anestesia, será realizada nova coleta de amostra de corpo cavernoso para avaliação da fibrose. Ao término de 24 semanas será o animal sacrificado e o corpo cavernoso removido para análise (Momento M3).As amostras de corpo cavernoso serão analisadas histologicamente pela técnica de hematoxilina-eosina e Tricrómico de Masson para determinação do tecido conjuntivo, pelo Picrosirius red para evidenciar o colágeno, e imunohistoquímica para colágenos tipo I e III, e protoglicanas versicam, decorin, e perlecan. A coloração pela Fuccina Resorcina Wighert será utilizada para caracterização do sistema elástico. O stress oxidativo será avaliado pela dosagem bioquímica de metabólitos intracelulares. (AU)

Tradução e validação para o português do gaudenz-fragebogen usado no diagnóstico da incontinência urinária feminina

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Helena Baena de Moraes Lopes
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Enfermagem - Enfermagem Obstétrica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/14232-5
Vigência: 01 de janeiro de 2010 - 30 de junho de 2012
Assunto(s):Diagnóstico diferencialIncontinência urináriaPsicometriaSaúde da mulher
Resumo
Introdução: Entre as mulheres, os tipos mais comuns de incontinência urinária (IU) são a de esforço, a urge-incontinência e a IU mista. Sendo indispensável para o tratamento adequado o diagnóstico correto, com meta fixada na correção da disfunção ou alteração que causa a perda de urina. Gaudenz propôs um questionário com escores para pontuar e identificar o tipo de IU em mulheres que possibilita estabelecer um diagnóstico inicial. Objetivo: Realizar a adaptação cultural do Gaudenz-Fragebogen e avaliar suas propriedades psicométricas entre mulheres brasileiras com incontinência urinária. Métodos: O questionário será traduzido para a língua portuguesa (do Brasil) de acordo com os critérios internacionais, seguido da adaptação cultural, estrutural, conceitual e semântica do questionário para que possa ser aplicado em mulheres brasileiras com IU. O questionário possui 16 itens, sendo o tamanho da amostra estipulado em 160 mulheres com incontinência urinária. A validação ocorrerá por meio da avaliação da qualidade do construto adaptado, e os resultados dos escores pontuados de incontinência urinária de esforço, urge-incontinência e incontinência urinária mista serão correlacionados com os resultados dos estudos urodinâmicos. (AU)

Associação entre incontinência urinária e os critérios de fragilidade em idosos acompanhados em serviço ambulatorial

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria José D Elboux
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Enfermagem
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/52510-7
Vigência: 01 de outubro de 2009 - 30 de setembro de 2011
Assunto(s):IdososIncontinência urinária
Resumo
Os eventos de crises de saúde na velhice representam grande risco para o desenvolvimento de incontinência urinária (IU), que por sua vez pode ser sinal de alarme para fragilidade, uma síndrome multidimensional, resultante da complexa interação entre variáveis sociais, biológicas e psicológicas, e que leva a uma maior vulnerabilidade do idoso ao declínio funcional, quedas, hospitalização e morte. Considerando que são escassas pesquisas sobre a relação entre IU e síndrome da fragilidade, a necessidade de se obter subsídios para o planejamento e intervenção de medidas preventivas e de tratamento IU, que visem minimizar o comprometimento da saúde do idoso, este estudo tem como objetivo geral investigar a relação entre IU e os critérios de fragilidade em idosos atendidos no Ambulatório de Geriatria de um hospital universitário. Objetivos específicos: identificar a ocorrência de IU em idosos considerados pré-frágeis e frágeis atendidos no ambulatório; verificar associação entre IU e gênero, faixa etária, mobilidade e fatores de risco para IU e identificar o critério de fragilidade de maior associação com IU. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e transversal. São sujeitos os idosos em acompanhamento no Ambulatório de Geriatria de um hospital universitário que apresentem no mínimo um critério de fragilidade. Instrumentos para a coleta de dados: Caracterização sócio-demográfica e de fatores de risco para IU; a Medida de Independência Funcional (MIF); e o "International Consultation on Incontinence Questionnaire-Short Form" (ICIQ-SF). Espera-se encontrar que a presença de IU aumenta à medida que os idosos apresentam maior número de critérios positivos para fragilidade, com variações entre o gênero, idade, independência funcional e fatores de risco. (AU)

Influência do diabete melito na continência urinária, sexualidade e qualidade de vida em uma amostra de gestantes de Botucatu, São Paulo

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Adriano Dias
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:09/00264-2
Vigência: 01 de agosto de 2009 - 31 de julho de 2011
Assunto(s):Assoalho pélvicoForça muscularQualidade de vidaObstetrícia
Resumo
Introdução: O assoalho pélvico é um conjunto de partes moles que fecham a pelve, sendo formado por músculos, ligamentos e fáscias. A integridade da estrutura pode sofrer alterações nas diferentes fases da vida da mulher, particularmente na gestação e parto. A gestação e a via de parto são fatores de risco para alteração da força muscular do assoalho pélvico. A obesidade e o diabete tipo II estão relacionados com ocorrência de incontinência urinária entre as gestantes e o diabete se relaciona com alteração da força muscular e deterioração da função fisiológica, ou seja, demonstra-se potencial associação entre metabolismo glicêmico e função mecânica dos músculos. Apesar de a incontinência urinária ser complicação comum nas gestações complicadas por distúrbios hiperglicêmicos, esta relação ainda não está bem definida. A avaliação funcional e o acompanhamento das modificações que ocorrem na musculatura do assoalho pélvico durante a gestação possibilitarão melhor entendimento da relação assoalho pélvico-gestação e distúrbios hiperglicêmicos. Objetivos:Avaliar se há interferência do diabete melito gestacional e hiperglicemia leve na força muscular do assoalho pélvico analisado pela eletromiografia, perineometria e palpação digital. Avaliar se há associação entre a força muscular do assoalho pélvico das gestantes com diabete melito gestacional e hiperglicemia leve e a ocorrência de incontinência urinária e avaliar se o diabete melito gestacional e hiperglicemia gestacional associam-se ao nível de satisfação sexual das gestantes com distúrbios hiperglicêmicos gestacionais. Avaliar a qualidade de vida das gestantes incontinentes com e sem distúrbios hiperglicêmicos Método: Serão avaliadas, no mínimo, 132 gestantes que inicialmente serão estratificadas em dois grupos, sendo o grupo GN composto por 66 gestantes normoglicêmicas e o grupo GD composto por 66 gestantes com distúrbios hiperglicêmicos (DMG ou hiperglicemia leve), atendidas no Ambulatório de Pré-Natal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-FMB/UNESP. Os procedimentos deverão ocorrer em dois períodos gestacionais, entre a 24ª a 32ª e entre a 34ª a 38ª semanas gestacionais. Inicialmente, as gestantes irão responder a uma ficha de avaliação clínica e será feita a investigação para a ocorrência de incontinência urinária e, após estes procedimentos serão realizadas avaliações subjetivas e objetivas do assoalho pélvico, perineometria e a eletromiografia. As gestantes ainda responderão ao Pregnancy Sexual Response Inventory, que é um instrumento que avalia a sexualidade da mulher durante o período gestacional e o King's Health Questionnaire que avalia a qualidade de vida entre mulheres incontinentes. (AU)

Avaliação do metabolismo de glicosaminoglicanos em pacientes portadores de cistite intersticial

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Homero Bruschini
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:08/56788-7
Vigência: 01 de maio de 2009 - 31 de outubro de 2011
Assunto(s):Ácido hialurônicoCistite intersticialHeparina
Resumo
Objetivo: Avaliar o metabolismo dos glicosaminoglicanos (heparam - sulfato, dermatan-sulfato, condroitin - sulfato, e ácido hialuronico) em pacientes portadores de cistite intersticial (CI) através de análises urinárias, séricas e de amostras provenientes de biópsias vesicais. 1.2 Material e Método: Serão analisadas amostras urinárias, séricas e teciduais de pacientes portadores de CI (grupo 1) e comparadas com amostras de pacientes portadoras de incontinência urinaria de esforço (grupo 2 - controle). Tais análises consistem em dosagens séricas e urinárias de ácido hialuronico (AH) e análise de sedimento e cultura urinaria, além de análise histo-patológica, imunohistoquímica e imunofluorescência e síntese de glicosaminoglicanos sulfatados (S-GAG) urinários em fragmentos teciduais provenientes de biópsias vesicais. Serão aplicados questionários de sintomas validados internacionalmente e as pacientes serão orientadas a confeccionar um diário miccional de 3 dias. Em um segundo braço do estudo, serão analisadas amostras urinárias com dosagem de HA e S-GAG de pacientes com diagnóstico de infecção do trato urinário (grupo 3) e indivíduos voluntários assintomáticos do ponto de vista urológico (grupo 4). Os pacientes serão recrutados junto ao Ambulatório de cistite intersticial e Pronto Socorro do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC - FMUSP) sob a supervisão do Prof. Dr. Homero Bruschini, e as amostras serão processadas e analisadas nos laboratórios de Biologia Molecular da UNIFESP - EPM, sob a supervisão da Prof. Dra. Helena Bonciani Nader. (AU)

Prevalência de incontinência urinária no pós-parto em Unidade de Saúde da região oeste do Município de São Paulo

Beneficiário:
Instituição: Escola de Enfermagem (EE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Neide de Souza Praça
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Enfermagem - Enfermagem Obstétrica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:08/07302-4
Vigência: 01 de março de 2009 - 30 de abril de 2010
Assunto(s):Incontinência urináriaPuerpérioSaúde da mulher
Resumo
O puerpério é um período caracterizado por inúmeras mudanças, adaptações e turbulências, e quando somado à perda involuntária de urina, a situação pode se tornar uma experiência negativa em relação à maternidade. A incontinência urinária, sobretudo, neste período, pode gerar diversas modificações biopsicossociais para quem a refere e, esse é um aspecto importante a ser considerado quando se pensa em conhecer sua prevalência. No Brasil, são inconsistentes os estudos que possibilitem melhor situar a incontinência urinária no contexto do ciclo gravídico-puerperal. Portanto, faz-se necessária uma investigação que produza evidências locais sobre a ocorrência desta morbidade. Por ser uma afecção sub-diagnosticada, uma vez que parte das mulheres não relata a perda de urina, por constrangimento ou por qualquer outro motivo, e devido à escassez de publicações nacionais de profissionais de enfermagem sobre o tema, este estudo foi desenhado com a finalidade de traçar a assistência obstétrica e de enfermagem necessárias para reduzir esta morbidade entre as mulheres no pós-parto. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, de corte transversal, com coleta prospectiva de dados que tem como objetivo verificar a prevalência de incontinência urinária no pós-parto e associar fatores relacionados. A coleta de dados será realizada em uma unidade de saúde da rede pública, localizada na região oeste do município de São Paulo. A população será constituída por mulheres com até seis meses de pós-parto. Por falta de parâmetro nacional, o tamanho da amostra foi definido com base na prevalência de estudo realizado na Dinamarca (23,4%), considerando um erro de 5% para probabilidade de 95%, a amostra foi definida em 330 mulheres. O estudo foi encaminhado para Comitê de Ética em Pesquisa e seguirá a recomendação da Resolução 196/96 para pesquisa com seres humanos. (AU)

Cones vaginais no tratamento de incontinência urinária de esforço em mulheres idosas

Beneficiário:
Instituição: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Patricia Driusso
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:08/08455-9
Vigência: 01 de janeiro de 2009 - 31 de dezembro de 2009
Assunto(s):Qualidade de vida
Resumo
A Incontinência Urinária (IU) é uma disfunção caracterizada pela perda involuntária de urina e atinge um alto número de mulheres em ampla faixa etária, sendo que as principais atingidas são aquelas com mais de 60 anos de idade. O objetivo deste estudo será avaliar os efeitos provenientes do uso do cone vaginal sobre os sintomas urinários e qualidade de vida de mulheres idosas com Incontinência Urinária de Esforço (IUE). Trata-se de um estudo prospectivo, no qual serão selecionadas quinze voluntárias com diagnóstico de IUE, por meio do exame urodinâmico. Estas serão submetidas a duas avaliações (antes e ao final do tratamento), composta por: avaliação clinica, perineometria e eletromiografia de superfície, Pad Teste de uma hora, avaliação funcional do assoalho pélvico e avaliação da qualidade de vida, por meio do King Health Questionnaire. Após a primeira avaliação as mulheres que participarão do estudo serão submetidas a doze sessões de fisioterapia com duração de aproximadamente vinte minutos cada, duas vezes por semana, com uso do Cone Vaginal da marca Femcone. Seis semanas após o término do tratamento fisioterapêutico, as mulheres serão reavaliadas visando verificar a duração dos efeitos do tratamento proposto. Para a analise estatística dos dados será utilizado o teste não paramétrico de Friedman Anova, e nos casos significativos o teste de Wilcoxon, para a análise de correlação entre os dados será utilizado o teste de Spearman. Será adotado um nível de significância de 5%. (AU)

Análise do processo de apoptose no esfíncter uretral externo de ratas castradas com e sem reposição de alfa-tocoferol

Beneficiário:
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Míriam Dambros
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:08/57217-3
Vigência: 01 de janeiro de 2009 - 31 de dezembro de 2009
Assunto(s):Alfa-tocoferolApoptoseEnvelhecimentoEstresse oxidativo
Resumo
A musculatura esfincteriana está sujeita a processos degenerativos da mesma forma que outros músculos. A fisiopatologia da incontinência urinária é frequentemente descrita através de danos ocorridos em nível tissular ou celular. Contudo, pouco se sabe a respeito da base fisiopatológica da disfunção esfincteriana. A maioria das hipóteses aponta para o envelhecimento e estresse mecânico. A senilidade gera alterações morfológicas e funcionais em diferentes células do organismo e estudos mostram que há um aumento significativo da fragmentação de DNA associadas ao envelhecimento, refletindo os níveis de apoptose. Sabe-se que a apoptose, tem como resultado a eliminação de células indesejadas e preservação dos tecidos circunjacentes. Dentro desse contexto, a incontinência urinária surge como uma grande preocupação na saúde pública da sociedade em envelhecimento, tendo como uma de suas causas a apoptose espontânea, idade-dependente, das células musculares do esfíncter urinário. Esse complexo de sintomas envolve o hipoestrogenismo nas mulheres menopáusicas e assim, acredita-se que o envelhecimento representa uma das principais causas da deficiência esfincteriana. Recente estudo experimental mostra a ação benéfica da Vitamina E em reduzir a ativação da via intrínseca da apoptose e morte celular induzidos por estresse oxidativo moderado. Com estas considerações, o objetivo do presente estudo será caracterizar o processo de apoptose rio esfíncter uretral externo na presença de baixos níveis de hormônios sexuais, avaliando ainda a ação benéfica do alfa-tocoferol em evitar o estado de estresse oxidativo induzido pela ooforectomia. (AU)
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