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Caracterização do potencial antineoplásico de compostos naturais e derivados em linhagens comerciais, primárias e células-tronco tumorais cerebrais

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Hospital do Câncer de Barretos. Fundação Pio XII (FP). Barretos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rui Manuel Vieira Reis
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:14/15271-2
Vigência: 01 de agosto de 2015 - 31 de julho de 2017
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):OncologiaGlioblastoma
Resumo
Glioblastoma multiforme é o tumor cerebral primário mais frequente e agressivo. Estudos recentes têm demonstrado o papel central das células tronco tumorais (CTT) na gênese do glioblastoma e acredita-se que esta subpopulação é altamente resistente às terapias convencionais, sendo um dos elementos responsáveis pelo prognóstico sombrio destes tumores. Dessa forma, terapias dirigidas contra as células-tronco tumorais são fundamentais para mudar este cenário. A utilização de novos agentes antineoplásicos de origem natural tem revelado uma grande eficácia e oferece um amplo campo para investigação científica. Compostos naturais estão sendo utilizados na medicina popular em muitos países, incluindo o Brasil para o tratamento de diversas patologias. Estudos recentes evidenciam o potencial antineoplásico de vários extratos destas plantas. Inseridos neste contexto, propomos caracterizar o efeito de compostos naturais em linhagens tumorais comerciais, primárias de glioblastomas e nas subpopulações de células tronco tumorais. Estas abordagens serão fundamentais para caracterizar o efeito antineoplásico destes compostos como potenciais candidatos para futuros ensaios clínicos e o desenvolvimento de novos fármacos com origem na biodiversidade brasileira. (AU)

Targeting IDH1R132H mutation in glioblastoma multiforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:William Tadeu Lara Festuccia
Local de pesquisa: Johns Hopkins University (JHU) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:15/05828-2
Vigência: 01 de agosto de 2015 - 31 de julho de 2016
Assunto(s):Epigênese genéticaMetabolismoEndocrinologia
Resumo
Mutações na enzima Isocitrato Desidrogenase 1 (IDH1) estão presentes em 70-80% dos gliomas de grau II e III, que na maioria progride para o glioblastoma multiforme (GBM). Nesta classe molecularmente distinta de gliomas malignos, a enzima mutante IDH1 produz o hidroxiglutarato (2-HG), um "oncometabólito" que inibe a ação histona dependente e desmetilases de DNA por meio do ±-ketoglutarato, resultando na hipermetilação do DNA e na supressão da diferenciação celular. Dessa forma, este oncometabólito integra sinalizações oncogênicas, metabolismo e transcrição gênica. Demonstramos a eficácia pré-clínica e o mecanismo de ação da droga 5-azacitidina com ação desmetilante de DNA aprovada para o uso clínico. Em modelos in vivo a administração sistêmica de 5-azacitidina reduz o tamanho tumoral, aumenta a sobrevida e induz a diferenciação celular. O foco deste estudo é entender o mecanismo de ação do agente desmetilante de DNA no tratamento de gliomas com a mutação IDH1, utilizando modelos de astrocitomas anaplásicos com mutação em IDH1 e modelos adicionais de oligodendroglioma e oligoastrocitoma de grau III também com mutação em IDH1. Nos propomos a demonstrar o mecanismo e a eficácia de 5-azacitidina na indução da diminuição tumoral in vitro e in vivo com modelos ortotópicos de glioma com mutação em IDH1. Para confirmar o mecanismo in vivo estudaremos a inativação de IDH1, diferenciação celular e alterações na transcrição e metilação de genes. Além disso, testaremos o efeito sinérgico in vivo e in vitro da combinação de 5-azacitidina com o tratamento clínico padrão em gliomas e avaliar o mecanismo da diminuição tumoral, incluindo alterações na apoptose e diferenciação celular. Dessa forma, nosso objetivo é elucidar o mecanismo de ação de 5-azacitidina na diminuição de tumores com a mutação IDH1. Nossos dados preliminares são promissores, mas combinações sinergísticas, assim como, uma abordagem explorando o mecanismo biológico é necessária para o trabalho apresentar maior potencial translacional. Os resultados deste trabalho auxiliará no desenho e formulação de novos testes em pacientes com glioma com mutação IDH1, que está associado a uma grande fração de mortalidade induzida pelo glioma. (AU)

Adesão de Trypanosoma cruzi a matriz extracelular de diferentes células: análise de modificações pós-traducionais e proteólise de elementos da matriz

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Julia Manso Alves
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Bioquímica de Microorganismos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:15/07833-3
Vigência: 01 de julho de 2015 - 30 de junho de 2016
Assunto(s):Matriz extracelularTrypanosoma cruzi
Resumo
Já está bem estabelecido na literatura que elementos da matriz extracelular (ECM) estão envolvidos na adesão de células de mamífero pelo T. cruzi. Nosso laboratório mostrou recentemente que a incubação de tripomastigotas do parasita (forma infectante) com ECM proveniente de células epiteliais leva a alterações nos níveis de fosforilação, nitração e S-nitrosilação de proteínas do parasita, além de redução na atividade de NO Sintase e cGMP. A ECM consiste em uma rede de macromoléculas complexa, formada por mais de 300 proteínas e com composição distinta nos diferentes tecidos. Neste projeto pretende-se estudar o papel de ECM isolada de diferentes células (epitelial de rim de macaco, glioblastoma, cardiomiócito, adipócito e intestinal de cólon) sobre a adesão do T. cruzi a essas ECMs e as modificações pós-traducionais de proteínas (fosforilação, nitração e S-nitrosilação) do parasita. Também será analisada a atividade de enzimas proteolíticas secretadas pelo parasita que hidrolisam elementos da ECM. Metodologias para a quantificação dos parasitas aderidos a ECM, imunofluorescência e western blotting com anticorpos específicos e zimogramas serão utilizados. (AU)

Metalofármacos anticancerígenos de rutênio com ligantes bioativos: síntese, interação com biomoléculas e preparação de sistemas biocompatíveis nanoparticulados para carregamento e liberação

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Denise de Oliveira Silva
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Inorgânica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/23047-5
Vigência: 01 de julho de 2015 - 30 de junho de 2017
Assunto(s):Síntese inorgânicaSistemas de liberação de fármacosMetalofármacosAntineoplásicosCompostos de rutênioNanopartículas
Resumo
Compostos de rutênio contendo ligantes bioativos como fármacos anti-inflamatórios não esteroides (FAINEs) tem sido objeto de estudo em nosso laboratório, com o objetivo de produzir novos metalofármacos. O potencial anticancerígeno de complexos contendo núcleos de Ru2(II,III) com ligação metal-metal múltipla coordenados a FAINEs foi demonstrado em ensaios pré-clínicos frente a modelos do tumor cerebral altamente maligno glioblastoma multiforme (GBM). Esse projeto visa expandir as pesquisas no tema de acordo com três vertentes principais: a) síntese e caraterização de novos complexos de Ru2(II,III)-FAINEs (com ênfase na modificação estrutural) e de organometálicos inéditos de Ru(II) contendo FAINEs em suas estruturas; b) estudo de interações dos complexos com biomoléculas alvo, tais como aminoácidos e miméticos, bases N-heterocíclicas, proteínas do sangue (albumina humana e transferrina), DNA e oligonucleotídeos; c) preparação e investigação das propriedades de sistemas hídridos biocompatíveis e nanoparticulados, formados por interações de um complexo de Ru2(II,III)-ibuprofeno, metalofármaco-líder, e de seus derivados, com quitosanas e lipídios. Esses estudos permitirão ampliar a série de metalofármacos de Ru-FAINEs com vistas a tentar estabelecer correlações entre estrutura molecular e propriedades químicas e biológicas, elucidar possíveis alvos biomoleculares e modos de ação, e verificar a viabilidade de desenvolver sistemas híbridos biocompatíveis para carregamento e liberação dos fármacos. As pesquisas se direcionam a abrir novas frentes nos campos da bioinorgânica, farmacologia e biomedicina por meio da geração de novos candidatos a fármacos e de novas formulações com potencial de impacto na área de saúde tendo como alvo o tratamento de câncer cerebral glioma. (AU)

Otimização do isolamento mitocondrial de linhagens de glioma

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Suely Kazue Nagahashi Marie
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:15/10163-0
Vigência: 01 de junho de 2015 - 31 de maio de 2016
Assunto(s):MitocôndriasOligodendrogliomaMetilaçãoGlioblastoma
Resumo
A mitocôndria é a organela responsável pela geração de energia nos organismos eucariotos e é responsável pela homeostase celular, exatamente por participar de processos intrínsecos ao funcionamento do organismo como um todo. Por isto, uma disfunção desta organela pode trazer consequências, como desenvolvimento de diversas doenças que têm sido amplamente estudadas. A metilação, processo epigenético comum ao DNA nuclear, também foi identificada no DNA mitocondrial e está relacionada a fatores como desnutrição e doenças neurológicas como Parkinson, Alzheimer, demência e até mesmo câncer. Os astrocitomas são cânceres gliais classificados em quatro estágios, sendo o glioblastoma o mais agressivo. Dados prévios de nosso laboratório mostraram que o número de cópias do DNA mitocondrial está alterado em glioblastomas. Sendo assim, no presente estudo pretendemos isolar mitocôndrias de diferentes linhagens e comparar entre elas aspectos como quantidade de organelas e DNA obtidos partindo de uma mesma concentração celular. Assim, futuramente, pode ser possível partir destas conclusões para estudo de metilação do DNA mitocondrial. (AU)

EMU concedido no Proc. 2013/09352-7 equipamento: StepOnePlus" Real-Time PCR system com computador Notebook.(Cat.número 4376598) Fabricante/fornecedor: applied biosystems-Life Technologies

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elza Tiemi Sakamoto Hojo
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa Equipamentos Multiusuários
Processo:14/22069-5
Vigência: 01 de junho de 2015 - 31 de maio de 2017
Assunto(s):Reparação de DNADiabetes mellitusInstabilidade genômicaGlioblastomaExpressão gênica
Resumo
O equipamento será utilizado para uma considerável parte do projeto, por vários pesquisadores do grupo, para análise de expressão de genes individuais ou conjuntos gênicos (PCR arrays), bem como por pesquisadores de outros laboratórios do departamento de Biologia e dep. de Genética e também de outras Unidades do Campus USP de Ribeirão Preto. Não existe aparelho similar no laboratório de Citogenética e Mutagênese; existe um aparelho similar mais antigo (2005) no lab. da Prof. Zilá Simões (Dep. Biologia), para o qual existe elevada demanda e espera para utilização do mesmo; O aparelho existente no lab. do prof. Geraldo Passos (Dep. Genética) não comporta placas de 98 poços (PCR arrays). Assim, a aquisição do equipamento facilitará e agilizará a condução do projeto auxílio concedido recentemente (proc. 2013/09352-7), o qual envolve vários participantes, bem como estará aberto ao uso por outros pesquisadores. (AU)

Papel funcional das isoformas GNNK+ e GNNK- de kit em glioblastoma

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Hospital do Câncer de Barretos. Fundação Pio XII (FP). Barretos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Olga Catarina Lopes Martinho
Local de pesquisa: Universidade do Minho (UMinho) (Portugal)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Processo:15/02691-6
Vigência: 16 de maio de 2015 - 15 de agosto de 2015
Assunto(s):Glioblastoma
Resumo
O glioblastoma é o tumor cerebral mais comum em adultos e uma das doenças malignas mais mortais em humanos. A razão desta grave situação, que não mudou significativamente nas últimas três décadas, é inerente às propriedades biológicas do glioblastoma. Portanto, é urgente a compreensão de seus mecanismos moleculares para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas direcionadas. A proteína KIT, membro da família III dos receptores de tirosina quinase (RTK), está envolvida com a tumorigênese de alguns tumores e a existência de uma pequena molécula inibidora de KIT tem feito desta proteína um alvo molecular terapêutico para o câncer. Na verdade, uma eficácia clínica inédita foi alcançada em alguns tumores, como em pacientes com tumor gastrointestinal estromal (GIST), em particular aqueles que possuem mutações ativantes de KIT. No entanto, nós e outros pesquisadores realizamos uma extensa análise de alterações de KIT em gliomas, mostrando a ausência de mutações ativantes em KIT e, em vez disso, a presença de amplificação gênica.Devido ao splicing alternativo do RNA mensageiro (RNAm) a KIT é expressa em duas diferentes isoformas funcionais, que são caracterizadas pela presença (+) ou ausência (-) da sequência tetrapeptídica (GNNK) na região extracelular justamembranar. Estas isoformas demonstraram possuir características de sinalização intracelular distintas e também diferente atividade de transformação tumorigênica em fibroblastos de camundongos. Nossos resultados preliminares tem mostrado diferença de expressão entre linhagens celulares de glioblastoma e tecidos normais, sugerindo que a isoforma GNNK- pode desempenhar um papel na tumorigênese de glioblastoma. Dessa forma, neste projeto, temos o objetivo de esclarecer o papel funcional e biológico das isoformas GNNK de KIT em glioblastomas. Especificamente, pretendemos avaliar o papel tumorigênico de cada isoforma de KIT, compreender se cada isoforma de KIT possui diferente sensibilidade aos inibidores de KIT e avaliar o papel in vivo das isoformas de KIT através do modelo de CAM, podendo levar à identificação de marcadores preditivos e respostas terapêuticas anti-KIT. (AU)

Estudo da via de MAPK/ERK na proliferação de células-tronco de glioblastoma induzida pelo complexo PrPc-STI1

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marilene Hohmuth Lopes
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:15/04122-9
Vigência: 01 de maio de 2015 - 30 de abril de 2016
Assunto(s):Glioblastoma
Resumo
O glioblastoma multiforme (GBM) é um tumor derivado de células da glia, considerado um dos mais agressivos com uma alta taxa de reincidência e óbito. Atualmente, não existe um tratamento efetivo para a doença e seu padrão de disseminação impede a remoção completa por cirurgia.Estudos revelam que o GBM é mantido por uma subpopulação celular com características de células-tronco, as células-tronco de glioblastoma (CTGs). Estas células são fenotipicamente similares à células-tronco neurais normais e com potencial capacidade de auto-renovação. CTGs são quimio e radioresistentes e também capazes de se manter em um estado quiescente, o que explicaria a alta taxa de reincidência do tumor.Nosso grupo tem demonstrado um papel central da proteína prion celular (PrPC) e um de seus principais ligantes, a co-chaperonina stress inducible protein one or heat-shock organizing protein (STI1/HOP) no controle do crescimento de glioblastomain vitro e in vivo. A inibição do complexo PrPC-STI1 por um peptídeo específico é capaz de retardar o crescimento tumoral e aumentar significativamente a sobrevida animal em modelos de xenotransplante em camundongos imunodeficientes.Adicionalmente, ensaios in vitro mostram que a via de sinalização ERK1/2 é requerida para a proliferação de células de glioblastoma dependente do complexo STI1-PrPC.Interessantemente, dados não publicados do grupo mostram que a interação entre PrPC e STI1 é capaz de promover a auto-renovação e proliferação das CTGs, sugerindo a participação do complexo na formação e manutenção do crescimento de GBM. Diante desses dados, o objetivo desse estudo é avaliar a participação da via de ERK1/2 na proliferação de CTGs mediada pelo complexo PrPC-STI1. Dessa forma, espera-se que um melhor entendimento sobre os mecanismos envolvidos na manutenção do GBM possa auxiliar na criação de novas terapias e identificação de novas moléculas alvo. (AU)

Eficácia terapêutica de nanopartículas de ouro em glioblastoma multiforme ou encefalopatia séptica em camundongas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Stephen Fernandes de Paula Rodrigues
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo:15/04281-0
Vigência: 01 de maio de 2015 - 30 de abril de 2017
Assunto(s):TromboseInflamação
Resumo
Apesar de ser um órgão imunoprivilegiado, o sistema nervoso central (SNC) não está livre de ser acometido por doenças. Dentre as doenças mais graves que afetam o SNC estão o glioblastoma multiforme e a encefalopatia séptica. Essas doenças possuem algumas características em comum: inflamação e desequilíbrio oxidativo. Nanopartículas têm surgido como uma nova estratégia para o combate de doenças. Dentre as suas propriedades, o seu tamanho reduzido as torna potencialmente capazes de atravessar membranas biológicas, dentre elas a barreira hematoencefálica (BHE). Dessa forma, nanopartículas podem servir de transportadores eficazes de fármacos para tratar doenças que afetam o SNC. Dentre as nanopartículas, as de ouro (AuNPs) possuem propriedades antinflamatória e antioxidante intrínsecas; assim, propomos estudar o efeito do tratamento com AuNPs em camundongos com glioblastoma multiforme ou encefalopatia séptica. Para isso, tumor cerebral será induzido em camundongos após injeção de células tumorais GL261 diretamente no parênquima cerebral. Em outro grupo de animais, sepse será induzida utilizando o modelo de ligação e perfuração intestinal. Os animais serão tratados, intravenosamente (IV), com AuNPs recobertas com citrato, bioconjugado ou não com anticorpo inespecífico (IgG) (aproximadamente 10 elevado a 12a. potência partículas/mL, 20 ou 46 nm de diâmetro médio e potencial zeta em torno de -10 ou -26 mV, para AuNPs com citrato ou com IgG, respectivamente, dispersas em água destilada), ou com solução fisiológica, em dias alternados, durante 20 dias, iniciando 8 dias após indução do tumor, ou em dose única, 2 ou 4 horas após indução da sepse. Os seguintes parâmetros serão medidos, 28 dias após indução do tumor ou 6 horas após indução da sepse: permeabilidade da BHE, formação de trombos em vasos cerebrais, citocinas e produtos da ciclooxigenase (COX) no parênquima cerebral, contagem de leucócitos e plaquetas circulantes e marcadores de coagulação/ativação plaquetária. Alguns parâmetros adicionais serão determinados, em cada condição específica: volume tumoral e expressão de marcadores tumorais; e, na sepse, comportamento de leucócitos e plaquetas em vasos cerebrais. Esses experimentos serão complementados com dosagem dos seguintes parâmetros em linhagens de células da glia tumorais (GL261) e não tumorais (BV2), na presença ou não de lipopolissacarídeo (LPS): curva de proliferação celular, apoptose, necrose, ciclo celular, citocinas inflamatórias, espécies reativas de oxigênio (EROs), atividade fagocítica, além dos mecanismos de permeação das nanopartículas através das membranas celulares. (AU)

LOX expression and Functional Analysis in astrocytomas and IMPACT of IDH1 mutation

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Sueli Mieko Oba Shinjo
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Processo:15/02794-0
Vigência: 01 de maio de 2015 - 31 de julho de 2015
Assunto(s):NeoplasiasExpressão gênicaMutação
Resumo
Lisil oxidase (LOX) está envolvida em processos biológicos vitais, como motilidade e sinalização celular e regulação gênica. A desregulação desta proteína pode contribuir para formação e progressão tumoral. Embora LOX esteja envolvida na invasão, proliferação e migração em outros tipos de tumores, estudos em astrocitomas de diferentes graus são escassos. O objetivo do nosso estudo foi caracterizar a expressão por PCR em tempo real dos genes LOX, BMP1 e HIF1A em astrocytomas grau I a IV segundo a OMS em comparação com tecido cerebral não neoplásico. O perfil mutacional de IDH1 foi determinado por PCR e sequenciamento. A expressão da proteína LOX foi também analisada por imunohistoquímica. Análises funcionais de LOX foram realizados utilizando silenciamento por siRNA e o inibidor específico BAPN em duas linhagens celulares de glioblastoma. Os níveis expressão de LOX, BMP1 e HIF1A expressão foram correlacionados e analisados de acordo com a mutação de IDH1 e a sobrevida global dos pacientes com glioblastoma. Os resultados demonstraram que o aumento da expressão e atividade de LOX, BMP1 e HIF1A foram positivamente correlacionados com o grau de malignidade dos astrocytomas. A expressão da proteína LOX também aumentou de acordo com o grau de malignidade, com localização no citoplasma e núcleo e marcação de células endoteliais. Glioblastoma com mutação de IDH1 expressaram níveis menores de LOX no núcleo, enquanto que os casos com IDH1 mutados mostraram menores níveis de expressão de LOX quando comparados com casos com IDH1 do tipo selvagem. O silenciamento de LOX e a inibição por BAPN em linhagens celulares U87MG e A172 afetaram a migração, invasão e formação de colônias independente de ancoragem. Todos estes dados corroboram o papel de LOX na migração, invasão e angiogênese de astrocytomas. Além disso, a expressão LOX é influenciada pelo estado mutacional de IDH1. Este trabalho fornece novas evidências para pesquisadores com o objetivo de buscar terapias direcionadas para o controle de astrocitomas. (AU)

Eficácia terapêutica de nanopartículas de ouro em glioblastoma multiforme ou encefalopatia séptica em camundongas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Stephen Fernandes de Paula Rodrigues
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo:14/05146-6
Vigência: 01 de maio de 2015 - 30 de abril de 2019
Assunto(s):InflamaçãoTromboseEncefalopatiasGlioblastomaNanopartículas metálicasTerapêutica
Resumo
Apesar de ser um órgão imunoprivilegiado, o sistema nervoso central (SNC) não está livre de ser acometido por doenças. Dentre as doenças mais graves que afetam o SNC estão o glioblastoma multiforme e a encefalopatia séptica. Essas doenças possuem algumas características em comum: inflamação e desequilíbrio oxidativo. Nanopartículas têm surgido como uma nova estratégia para o combate de doenças. Dentre as suas propriedades, o seu tamanho reduzido as torna potencialmente capazes de atravessar membranas biológicas, dentre elas a barreira hematoencefálica (BHE). Dessa forma, nanopartículas podem servir de transportadores eficazes de fármacos para tratar doenças que afetam o SNC. Dentre as nanopartículas, as de ouro (AuNPs) possuem propriedades anti-inflamatória e antioxidante intrínsecas; assim, propomos estudar o efeito do tratamento com AuNPs em camundongos com glioblastoma multiforme ou encefalopatia séptica. Para isso, tumor cerebral será induzido em camundongos após injeção de células tumorais GL261 diretamente no parênquima cerebral. Em outro grupo de animais, sepse será induzida utilizando o modelo de ligação e perfuração intestinal. Os animais serão tratados, intravenosamente (IV), com AuNPs recobertas com citrato, bioconjugado ou não com anticorpo inespecífico (IgG) (aproximadamente 1012 partículas/mL, 20 ou 46 nm de diâmetro médio e potencial zeta em torno de -10 ou -26 mV, para AuNPs com citrato ou com IgG, respectivamente, dispersas em água destilada), ou com solução fisiológica, em dias alternados, durante 20 dias, iniciando 8 dias após indução do tumor; ou em dose única, 2 ou 4 horas após indução da sepse. Os seguintes parâmetros serão medidos, 28 dias após indução do tumor ou 6 horas após indução da sepse: permeabilidade da BHE, formação de trombos em vasos cerebrais, citocinas e produtos da ciclooxigenase (COX) no parênquima cerebral, contagem de leucócitos e plaquetas circulantes e marcadores de coagulação/ativação plaquetária. Alguns parâmetros adicionais serão determinados, em cada condição específica: volume tumoral e expressão de marcadores tumorais; e, na sepse, comportamento de leucócitos e plaquetas em vasos cerebrais. Esses experimentos serão complementados com dosagens dos seguintes parâmetros em linhagens de células da glia tumorais (GL261) e não tumorais (BV2), na presença ou não de lipopolissacarídeo (LPS): curva de proliferação celular, apoptose, necrose, ciclo celular, citocinas inflamatórias, espécies reativas de oxigênio (EROs), atividade fagocítica, além dos mecanismos de permeação das nanopartículas através das membranas celulares. (AU)

Caracterização funcional da HJURP (Holliday Junction Recognizing Protein) em células de glioblastoma multiforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Valeria Valente
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:15/00004-1
Vigência: 01 de março de 2015 - 31 de outubro de 2015
Assunto(s):Reparação de DNA
Resumo
os astrocitomas são os tumores cerebrais primários mais comuns em adultos. De acordo com o grau de diferenciação e agressividade, eles são classificados em astrocitoma difuso de baixo grau (grau II), astrocitoma anaplástico (grau III) e glioblastoma multiforme (grau IV). Dentre eles, o glioblastoma multiforme (GBM) é o tipo mais frequente e agressivo, sendo que a maioria dos pacientes apresenta sobrevida de aproximadamente um ano após o diagnóstico. Isto se deve a alta invasividade e resistência dos GBMs a radio e quimioterapia. Estudos recentes tem revelado que a sua caracterização molecular é fundamental para a obtenção de diagnósticos mais precisos e o desenvolvimento de terapias mais dirigidas e eficazes. Dentro deste contexto, observamos em estudos prévios que HJURP (Holliday Junction Recognizing Protein), uma nova proteína envolvida em reparo de DNA e estabilidade genômica, está altamente super-expressa nos GBMs. Dados recentes de nosso laboratório mostraram que a redução de HJURP promove um drástico aumento nos níveis de apoptose em duas linhagens celulares de GBM, enquanto que células não tumorais não foram significativamente afetadas. Portanto, propomos estender a caracterização das funções de HJURP em células de GBM buscando: i) avaliar o requerimento de HJURP para viabilidade de outras linhagens celulares (normais e tumorais), ii) investigar a possível associação entre os níveis de expressão de HJURP e a resistência das células de GBM à radiação ionizante, e iii) caracterizar os mecanismos moleculares da ação de HJURP em diferentes células de GBM. Para isso, realizaremos ensaios funcionais de silenciamento gênico, através de RNA de interferência, e super-expressão para investigar o requerimento de HJURP para a atividade proliferativa e de reparo de DNA. Além disso, iremos investigar as vias que regulam sua atividade e mecanismo de ação, procurando caracterizar a relação entre HJURP e as proteínas supressoras tumorais ATM quinase e p53 que, de acordo com dados da literatura, atuam em vias compartilhadas com HJURP. Outro interesse deste projeto é a identificação dos parceiros moleculares de HJURP em diferentes linhagens de GBM, através de experimentos de imunoprecipitação seguidos de espectrometria de massas. Desse modo, pretendemos avançar no entendimento das funções de HJURP e avaliar sua participação na manutenção da estabilidade genômica das células de astrocitoma, o que poderá indicar o potencial desta proteína como alvo terapêutico. (AU)

Enriquecimento de células-tronco tumorais em glioblastoma multiforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alexander Henning Ulrich
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:14/26637-8
Vigência: 01 de março de 2015 - 31 de dezembro de 2015
Resumo
Células-tronco de Glioblastoma (GSC) representam o estado mais indiferenciado e agressivo de células malignas de Glioblastoma Multiforme Humano (GBM). As GSC são interpretadas, na literatura, como resistentes à terapia e como tendo a habilidade de se auto-renovar e diferenciar nos outros tipos celulares que formam o tumor, desempenhando um importante papel no relapso e recorrência do glioblastoma, desempenhando portanto um relevante papel na carcinogênese. O enriquecimento de GSC in vitro é amplamente realizado, apesar da baixa compreensão acerca dos métodos utilizados para alcançar este enriquecimento. Desta forma, este projeto propõe o cultivo de uma linhagem celular de GBM em quatro tipos de substrato, sendo dois para cultivo em suspensão e dois para cultivo em aderência. Em seguida, as GSC serão avaliadas quanto à expressão dos marcadores de célula-tronco CD133, Nestina, Sox-2 e ALDH1 por citometria de fluxo, assim como quanto ao seu padrão de invasão in vitro por ensaio de invasão em matrigel. Paralelamente a isto, culturas primárias de GBM serão estabelecidas no laboratório, visando à avaliação do enriquecimento das GSC - baseando-se nas condições que mais enriqueceram GSC na linhagem de GBM. Este projeto busca melhor elucidar a biologia das GSC e também propor um protocolo de enriquecimento de GSC in vitro, desta forma contribuindo para experimentos futuros no campo das GSC. (AU)

Enzimas proteolíticas na fisiologia e fisiopatologia da pele

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Aparecida Juliano
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Enzimologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:14/18877-9
Vigência: 01 de março de 2015 - 28 de fevereiro de 2017
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):InflamaçãoCalicreínaEnzimas proteolíticasSemaforinasBiologia celular
Resumo
A pele é a primeira barreira de proteção contra injúrias, infecções e participa de mecanismos imunorregulatórios. Proteases estão envolvidas na maioria dessas funções fisiológicas e fisiopatológicas da pele, incluindo a descamação. Este projeto irá focar duas calicreínas tissulares 5 e 7 (KLK5 e KLK7), altamente expressas e funcionais na pele humana. Ambas são serino proteases, mas a KLK5 tal como a tripsina hidrolisa seus substratos em arginina (R) e a KLK7 em tirosina (Y) ou fenilalanina (F) semelhante à quimiotripsina. No entanto, as especificidades destas proteases não se restringem ao local de hidrolise, mas dependem dos aminoácidos vizinhos e são ativadas ou inibidas por componentes da pele, tal como descrito recentemente pela Dra Maria A. Juliano e seu grupo com a KLK76. Este trabalho mostrou pela primeira vez que uma calicreína pode ter como substrato uma semaforina, em particular a Sema 6-B. As semaforinas são moléculas guias do crescimento do axônio com atividades de atração ou repulsão sobre as células nervosas e também de células endoteliais. Modelagens preliminares da KLK7 com peptídeo derivado da Sema 6-B sugerem interações inesperadas e também um possível papel das áreas com cargas positivas na superfície da KLKs 5 e 7. Em vista disso, iremos completar estudos sobre a especificidade destas duas proteases, faremos o mapeamento das interações eletroestáticas das mesmas com peptídeos com sequências de cargas negativas. Além disso, tomaremos as sequências das Semas 3-A (presente na pele), 6-B (presente em glioblastomas) e do fator de crescimento neural (presente na pele) e sintetizaremos peptídeos com 11 aminoácidos colocando no centro de cada um R, Y ou F. Selecionamos 158 sequências que serão sintetizadas como peptídeos FRET (Fluorescence Resonance Energy Transfer) do tipo Abz-peptideo-EDDnp com o par doador (Abz) / aceptor (EDDnp) de fluorescência e ensaiados como substratos ou inibidores para KLK5 os peptídeos com R e com KLK7 os peptídeos com Y ou F. A ação das KLKs 5 e 7 serão examinadas nas proteínas inteiras de Sema 3-A e 6-B que são comercialmente disponíveis. A obtenção de inibidores para as KLKs 5 e 7 estará em pauta neste trabalho.Estudos prévios da Dra. Carolina mostraram que a linhagem celular mielomonocítica humana THP-1 pode apresentar um perfil de células apresentadoras de antígenos (APC) frente a agentes químicos sensibilizadores. A partir desses dados, propomos a análise do perfil proteolítico com uso de peptídeos FRET e fluorogênicos, em células THP-1 para identificar efeitos de agentes químicos sensibilizadores e compostos naturais inibidores de proteases, mimetizando o que pode ocorrer na pele. (AU)

Análise do papel do remodelador de cromatina CHD7 na manutenção e radioresistencia das células tronco tumorais em glioblastoma multiforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mari Cleide Sogayar
Local de pesquisa: University Hospital Zurich (Suíça)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:14/21614-0
Vigência: 01 de fevereiro de 2015 - 30 de novembro de 2015
Assunto(s):GlioblastomaOncologia
Resumo
Desde que mutações no gene CHD7 foram apontadas como a principal causa da síndrome de CHARGE em humanos, esta proteína começou a ser mais estudada do ponto de vista funcional, no entanto, não se encontram ainda disponíveis relatórios demonstrando a associação da proteína correspondente com o desenvolvimento ou a manutenção de tumores cerebrais. Experimentos anteriores realizados no nosso laboratório sugerem que CHD7 mRNA está presente, em níveis elevados, em diferentes linhagens celulares de glioma, bem como em amostras de pacientes de diferentes graus de malignidade, quando comparadas com cérebro normal. Além disso, análise do banco de dados do TCGA mostra que os níveis de expressão da CHD7 se correlaciona positivamente com a expressão de vários genes relacionados com a manutenção das caracteríticas fundamentais das células tronco. Células-tronco cancerosas ou células iniciadoras de tumor são um subconjunto de células tumorais que possuem propriedades de células-tronco, tais como a auto-renovação, capaciadade de se diferenciar em diferentes tipos celulares e são altamente eficientes na indução do desenvolvimento de xenotransplantes tumorais in vivo. Estudos indicam que as células-tronco de glioblastoma (GSCs) são mais resistente a quimioterapia convencional e radioterapia, e portanto, acredita-se que estas células desempenham um papel crítico na iniciação do tumor, infiltração e recorrência. Para compreender o papel da CHD7 em tumor no cérebro humano, este projeto tem como objetivo investigar se CHD7 é funcionalmente associado com a manutenção das GSCS. Além disso, vamos verificar o efeito da downregulação e da super-expressão de CHD7 mediada por transdução lentiviral e in vivo através da injeção orthotopical de GSCS em camundongos NUDE. Esperamos que nossa pesquisa possa contribuir significativamente para uma melhor compreensão dos mecanismos moleculares subjacentes ao papel do remodelador de cromatina CHD7 e para o melhor entendimento das vias celulares e redes de regulação transcricional associados ao câncer. (AU)

Avaliação do potencial da administração intranasal de nanopartículas contendo uma proteína anticâncer no tratamento de tumor cerebral

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Palmira Daflon Gremião
Local de pesquisa: University of California, San Francisco (UCSF) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:13/19578-2
Vigência: 01 de fevereiro de 2015 - 31 de janeiro de 2016
Assunto(s):NanopartículasAngiogênese
Resumo
Glioblastoma (GBM), os tumores cerebrais primários mais malignos, são caracterizados por um crescimento altamente agressivo e invasivo por todo o cérebro. Este comportamento deve-se à ativação de múltiplas vias de sinalização oncogênicas incluindo a via do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF). O VEGF é o principal fator envolvido na angiogênese patogênica do GBM. A terapia direcionada a esse alvo molecular com o uso do anticorpo monoclonal bevacizumab (BVZ) é uma estratégia promissora para bloquear a via de sinalização do VEGF. Apesar dos efeitos benéficos do BVZ, a adminitração sistêmica de anticorpos monoclonais constitui um grande problema, devido principalmente à dificuldade de penetração na barreira hematoencefálica (BHE). Além disso, assim como outros fármacos proteicos, formulações de anticorpos representam um grande desafio devido à sua instabilidade físico-química intrinsica em formulações e em fluidos biológicos. Para superar esses problemas, este projeto visa integrar a administração intranasal, método não-invasivo para alcançar o sistema nervoso central, com o uso de sistemas de liberação baseados em Nanotecnologia. Durante o estágio de pesquisa na Universidade da Califórnia São Francisco, BVZ incoporporado em nanopartículas será avaliado in vitro em diferentes linhagens celulares de GBM e in vivo em modelo xenográfico intracranial de GBM. (AU)

Papel funcional das isoformas GNNK+ e GNNK- de kit em glioblastoma

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Hospital do Câncer de Barretos. Fundação Pio XII (FP). Barretos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Olga Catarina Lopes Martinho
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:14/03684-0
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 30 de junho de 2016
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):Glioblastoma
Resumo
O glioblastoma é o tumor cerebral mais comum em adultos e uma das doenças malignas mais mortais em humanos. A razão desta grave situação, que não mudou significativamente nas últimas três décadas, é inerente às propriedades biológicas do glioblastoma. Portanto, é urgente a compreensão de seus mecanismos moleculares para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas direcionadas. A proteína KIT, membro da família III dos receptores de tirosina quinase (RTK), está envolvida com a tumorigênese de alguns tumores e a existência de uma pequena molécula inibidora de KIT tem feito desta proteína um alvo molecular terapêutico para o câncer. Na verdade, uma eficácia clínica inédita foi alcançada em alguns tumores, como em pacientes com tumor gastrointestinal estromal (GIST), em particular aqueles que possuem mutações ativantes de KIT. No entanto, nós e outros pesquisadores realizamos uma extensa análise de alterações de KIT em gliomas, mostrando a ausência de mutações ativantes em KIT e, em vez disso, a presença de amplificação gênica.Devido ao splicing alternativo do RNA mensageiro (RNAm) a KIT é expressa em duas diferentes isoformas funcionais, que são caracterizadas pela presença (+) ou ausência (-) da sequência tetrapeptídica (GNNK) na região extracelular justamembranar. Estas isoformas demonstraram possuir características de sinalização intracelular distintas e também diferente atividade de transformação tumorigênica em fibroblastos de camundongos. Nossos resultados preliminares tem mostrado que as isoformas GNNK são frequentemente co-expressas tanto em linhagens celulares de glioblastomas quanto em tecidos normais, com GNNK- sendo a forma prevalente em linhagens celulares de glioblastoma, enquanto que em tecidos normais cerebrais é predominante a isoforma GNNK+, sugerindo que a isoforma GNNK- pode desempenhar um papel na tumorigênese de glioblastoma. Até o momento, não existem relatórios de avaliação do papel funcional das isoformas GNNK de KIT em tecido normal e tumoral de cérebro.Dessa forma, neste projeto, temos o objetivo de esclarecer o papel funcional e biológico das isoformas GNNK de KIT em glioblastomas. Especificamente, pretendemos avaliar o papel tumorigênico de cada isoforma de KIT e compreender se cada isoforma de KIT possui diferente sensibilidade aos inibidores de KIT em glioblastoma. Acreditamos que os resultados deste projeto serão de alta relevância para esclarecer o papel do oncogene KIT na biologia de glioblastoma e seu tratamento e, o mais importante, pode levar à identificação de marcadores preditivos e respostas terapêuticas anti-KIT. (AU)

Expressão de galectina-3 em gliomas de acordo com os seus diferentes domínios moleculares: estudo através de arranjos teciduais em matrizes (TMAs)

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ricardo Santos de Oliveira
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:14/02398-4
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2016
Assunto(s):NeurocirurgiaImunohistoquímicaGalectinasGalectina 3BiomarcadoresAstrocitoma
Resumo
Galectinas são proteínas ligantes a carboidratos, representadas por quinze membros filogeneticamente conservados de L-lectinas encontradas em organismos multicelulares, de fungos a mamíferos. Dentre os diferentes tipos de galectinas, destaca-se a Galectina-3 (Gal-3) devido ao seu papel na tumorigênese, progressão, disseminação e sobrevivência das células neoplásicas. Descrevemos, juntamente com outros grupos de pesquisa, a Gal-3 como potencial biomarcador nos gliomas. Uma vez que a mesma apresenta-se diferencialmente expressa nos tumores astrocíticos de acordo com os seus diferentes graus de malignidade, a avaliação da expressão da Gal-3 mostrou-se útil na distinção entre os astrocitomas pilocíticos (grau I) e os astrocitomas difusos (grau II) e principalmente, entre os oligodendrogliomas anaplásicos (grau III) e glioblastomas (GBMs). Observamos que a expressão da Gal-3 não é homogênea nos GBMs, isto é, há uma maior expressão da lectina nas células neoplásicas, principalmente em nível citoplasmático e ao redor das áreas de necrose, nas pseudopaliçadas celulares - cujo significado biológico ainda não foi totalmente esclarecido. Uma das hipóteses é a de que as células das pseudopaliçadas sejam mais resistentes à apoptose e estejam em migração celular. Por outro lado, alguns resultados na literatura são conflitantes em relação à expressão da Gal-3 em gliomas difusos, possivelmente devido a diferentes clones de anticorpos e protocolos utilizados. Desta forma, torna-se necessário uma comparação sistemática e minuciosa da imunoexpressão da Gal-3 com anticorpos direcionados às suas diferentes regiões (porção C-terminal, NH-terminal e região transmembrânica). Com este Projeto, propomos avaliar, de forma sistemática e minuciosa, a expressão da Gal-3 por imuno-histoquímica numa série de GBMs, oligodendrogliomas anaplásicos, astrocitomas pilocíticos e ependimomas com o auxílio de arranjos de matrizes teciduais (TMA) com anticorpos direcionados a epitopos distintos da Gal-3. Pretendemos ainda realizar a avaliação concomitante da expressão da Gal-3 e de marcadores de migração celular, proliferação e de resistência à apoptose através de dupla-marcação. Assim, poderemos dar prosseguimento à linha de pesquisa sobre a Gal-3 em nosso meio, propiciando a investigação aprofundada deste biomarcador que tem se mostrado de grande auxílio no diagnóstico diferencial entre alguns tipos de gliomas. Adicionalmente, por tratar-se de proteína ligante a carboidratos, a Gal-3 possui as características de uma molécula transdutora de sinais celulares, tornando-se assim, potencial alvo terapêutico. A avaliação concomitante da expressão desta lectina e de outros marcadores celulares nos permitirá ainda obter maiores informações e inferências sobre o(s) seu(s) possível(s) papel(s) biológico(s) nos gliomas difusos. (AU)

"efeito do silenciamento da CA12 e da ativação da do NF-kB, via TNFa, em células tronco de glioblastoma"

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Alberto Scrideli
Local de pesquisa: Harvard University, Boston (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:14/08899-5
Vigência: 01 de setembro de 2014 - 31 de agosto de 2015
Assunto(s):GlioblastomaOncologia
Resumo
O tratamento dos glioblastomas (GBM) representa um grande desafio na clinica médica uma vez que estes tumores cerebrais são altamente agressivos e resistentes à radioterapia e a quimioterapia, e a recorrência é praticamente inevitável. O prognóstico desfavorável dos pacientes com GBM é, em parte, devido à presença de população heterogenea de células tronco presentes no glioblastoma (GSCs) que são caracterizadas por comportamento invasivo e resistência à apoptose. A hipóxia, uma característica predominante no microambiente do GBM, está associada com o crescimento do tumor. Células de GBM expressam anidrases carbônicas ligadas à membrana (CAs), uma família de enzimas que regulam diversos processos fisiológicos e patológicos. Estas enzimas têm sido associadas à regulação da acidez do microambiente tumoral e pode ser particularmente relevante para compreender os mecanismos que contribuem para os processos de invasão e propagação das células tronco tumoral em gliomas. Em particular, a expressão de CA12 em GSCs pode promover a sobrevivência e a proliferação das células cancerosas disseminadas em um ambiente hipóxico. Devido a estas caracteristicas, nossa presente proposta será investigar os mecanismos de CA12 que podem estar favorecer à progressão dos glioma. Na primeira fase da pesquisa, realizada no Brasil, avaliamos os efeitos da inibição CA9 e CA12 com indisulam in vivo e in vitro. Os nossos resultados indicaram que o indisulam promoveu, in vitro, redução significativa da proliferação celular e aumento da apoptose e, in vivo, redução do volume do tumoral e aumentou o efeito do quimioterapico padrão, a temozolomida. Para a segunda etapa da pesquisa, propomos determinar o potencial de correlação da expressão CA12 com o subtipo molecular de glioblastoma e estudar, em modelo xenográfico, os efeitos do CA12 knockdown no crescimento de GSC, na quimioresistência, na invasão e na angiogênese. Acreditamos que nossos resultados poderão contribuir significativamente para um melhor entendimento dos mecanismos de ação da anidrase carbônica no microambiente do glioma, favorecendo a novas abordagens terapêuticas. (AU)

Identificação de aptâmeros de DNA para células-tronco tumorais de glioblastoma multiforme humano

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alexander Henning Ulrich
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:14/00462-7
Vigência: 01 de setembro de 2014 - 31 de agosto de 2016
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):Células-troncoCélulas tumoraisGlioblastoma
Resumo
Glioblastoma multiforme (GBM) é o tipo mais comum e agressivo de tumor cerebral em adultos, apresentando uma das piores taxas de sobrevivência entre todos os tipos de câncer humano. Diversas evidências têm indicado que o pobre prognóstico do GBM esteja relacionado a uma população intratumoral de células-tronco do GBM (GSC), as quais seriam resistentes à radiação e à quimioterapia e também capazes de recapitular a tumorigênese do GBM. Diante de tal perspectiva, o objetivo principal do presente projeto é o de identificar uma assinatura molecular para as GSC, baseada na seleção de um aptâmero para uma linhagem de GBM enriquecida em GSC, e não compartilhada tanto pela linhagem de GBM não enriquecida em GSC (non-GSC) como por células progenitoras neurais (NPC). Primeiramente, a linhagem de GBM será enriquecida em GSC e avaliada buscando-se confirmar o fenótipo de células-tronco através da habilidade de formação de colônia celular in vitro, resistência ao tratamento com quimioterápico e expressão de marcadores já descritos em GSC. Em seguida, os aptâmeros serão selecionados através da técnica Cell-Selex, empregando-se uma seleção positiva contra a linhagem de GBM previamente enriquecida em GSC e uma seleção negativa contra non-GSC e NPC. Em seguida, o aptâmero a ser identificado será modificado quimicamente para ser utilizado no imageamento e purificação de GSC a partir de culturas primárias de GBM, através de citometria por imagem e sorteamento (FACS), respectivamente. Finalmente, as GSC a serem purificadas serão comparadas às células remanescentes e às células totais das culturas primárias de GBM através de ensaio de tumorigênese in vivo. A demonstração do fenótipo de GSC para as células purificadas a partir de culturas primárias de GBM através do aptâmero-GSC suportará a identificação de uma assinatura molecular para as GSC, a qual poderá contribuir tanto para melhor elucidar a biologia de GSC e para prover informações relevantes no diagnóstico/prognóstico de pacientes acometidos pelo GBM, como também para a entrega de drogas especificamente para as GSC. (AU)

Efeitos da melatonina na atividade mitocondrial de tumores gliais

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Suely Kazue Nagahashi Marie
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:14/17220-6
Vigência: 01 de setembro de 2014 - 31 de agosto de 2016
Assunto(s):MitocôndriasMelatoninaDNA mitocondrialNeoplasias
Resumo
A mitocôndria é uma das organelas celulares mais importantes não só por realizar a respiração celular, fornecendo energia sob a forma de ATP, mas também por ser importante no controle do estado redox e da viabilidade das células. Neste último caso, a mitocôndria participa ativamente da via intrínseca da apoptose. Essa organela apresenta seu próprio material genético, o DNA mitocondrial (DNAmt), que se apresenta na forma circular e com elevado número de cópias. É envolvido pela proteína denominada fator de transcrição mitocondrial (TFAM) formando complexos nucleóides de empacotamento do DNAmt. Alterações no número de cópias do DNAmt e na expressão de TFAM tem sido associadas à diversas patologias, entre elas o câncer. Dados prévios deste laboratório demonstraram que há uma relevante redução do número de cópias do DNAmt nos astrocitomas de diferentes graus de malignidade, predominantemente nos glioblastomas (GBMs) comparados ao grupo não-neoplásico. A melatonina, uma molécula anfifílica sintetizada a partir da serotonina, é o principal produto da glândula pineal, que a libera na corrente sanguínea durante a fase de escuro. Além disso, outros sítios de produção de melatonina estão espalhados por todo o organismo e, neste caso, desempenha diversas funções autócrinas ou parácrinas, relacionadas ou não à marcação do tempo. A melatonina tem muitas funções fisiológicas, como, por exemplo, influenciar o relógio biológico e regular a secreção de diversos hormônios e fatores de crescimento e também está envolvida na regulação de processos celulares, incluindo a proliferação, diferenciação, invasão e apoptose. À respeito da apoptose a melatonina tem uma ação diferenciada para células não-tumorais e células tumorais e, por isso, tem sido denominada como "smart killer" por proteger células normais, não-tumorigênicas e induzir morte celular nas células tumorais, especificamente, ativando a via intrínseca da apoptose. Além disso, em células normais a melatonina tem ação antioxidante, interagindo diretamente com radicais livres e aumentando a expressão de enzimas antioxidantes. Enquanto isso, nas células tumorais a melatonina é capaz de aumentar as espécies reativas de oxigênio. O uso da melatonina como coadjuvantes no tratamento quimioterápico tem demonstrado resultados promissores tanto com relação à maior eficácia do tratamento quanto à diminuição dos efeitos colaterais. Porém, o efeito da melatonina sobre a atividade mitocondrial, considerando especificamente o conteúdo de DNAmt e do principal fator necessário para a replicação do mesmo, o TFAM, ainda foi pouco explorada no estudo de câncer. Desta forma, utilizando cultura de linhagens de oligodendroglioma (HOG), de astrocitomas menos invasivos (T98G) e de glioblastoma (GBMs: U87MG e A172), pretendemos avaliar o efeito da melatonina sobre o conteúdo de DNAmt e a expressão de TFAM, correlacionando estes efeitos à sobrevivência, proliferação e migração celular. Além disso, devemos avaliar a ação da melatonina sobre a via intrínseca da apoptose nessas células. Nossa expectativa é que a melatonina, altere os parâmetros mitocondriais via ativação de receptor e induza morte celular nas culturas de gliomas. (AU)

Identificação e caracterização de elementos genômicos funcionais associados com a progressão de gliomas de baixo grau a gliomas de alto grau. estudo integrado do genoma e epigenoma

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Houtan Noushmehr
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:14/08321-3
Vigência: 01 de setembro de 2014 - 31 de agosto de 2016
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Assunto(s):Glioma
Resumo
O termo glioma é uma denominação genérica para designar um grupo heterogêneo de tumores, nos quais a etiologia, o padrão de crescimento histopatológico, as assinaturas moleculares, o comportamento clínico, a resposta à terapia e o prognóstico são variáveis. Os gliomas representam cerca de oitenta por cento de todos os cânceres cerebrais primários. Alguns gliomas de baixo grau tendem a evoluir para lesões com graus mais elevados de malignidade. O glioblastoma multiforme (GBM) é o tipo mais frequente e agressivo de glioma cerebral em humanos. O glioblastoma mostra-se resistente à terapia, sendo que os pacientes portadores de GBM têm prognóstico ruim, apresentando sobrevida global média de um ano. Esses dados ressaltam a necessidade em definir subtipos de tumores que possam fornecer as bases moleculares conceituais para o desenvolvimento de tratamentos de segunda linha para pacientes com recidiva tumoral. Alterações epigenéticas acumulam-se durante a tumorigênese. A instabilidade genômica e a superexpressão de oncogenes podem ser causadas pela hipometilação aberrante do DNA. Todavia, a hipermetilação das ilhas CpG localizadas na região promotora configura um mecanismo importante para a inativação de genes supressores de tumor em células neoplásicas. É importante ressaltar que o Dr. Houtan Noushmehr e colaboradores (2010) identificaram, pela primeira vez, um novo subgrupo de glioma intitulado G-CIMP (Glioma-CpG Island Methylator Phenotype), que difere tendo como base padrões moleculares e clínicos. Nesse cenário, este projeto objetiva integrar a tecnologia de sequenciamento em escala genômica com dados clínicos, usando ferramentas de Bioinformática e dados disponíveis em bancos de dados públicos, para um melhor entendimento de como o epigenoma influencia a progressão de gliomas de baixo grau a glioblastomas. Essa análise integrada apontará para novas alterações moleculares e subgrupos com potencial impacto clínico, auxiliando a esclarecer a contribuição de alterações na metilação do DNA na patogenia do glioblastoma. (AU)

"implicações na progressão dos glioblastomas pediátricos após inibição das anidrases carbônicas 9 e 12 em condição de hipóxia"

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Alberto Scrideli
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:14/10908-2
Vigência: 01 de setembro de 2014 - 31 de agosto de 2015
Assunto(s):AnóxiaGlioblastoma
Resumo
O glioblastoma (GB) representa 7 a 9% dos tumores pediátricos do SNC e, apesar dos avanços biomédicos e tecnológicos, a sobrevida destes pacientes é de dois anos. Este tumor exibe alterações genéticas complexas que resultam em alta instabilidade genômica e heterogeneidade celular. Desta condição, provém a implacável progressão maligna, como difusão e invasão através do cérebro, recorrência e resistência aos tradicionais tratamentos de radio- e quimioterápicos. Nestas condições, as células cancerosas sofrem uma série de mudanças genéticas que aumentam a sobrevida celular e as permitem adaptar-se às condições de hipóxia, promovendo a ativação do complexo transcricional HIF-1±. HIF-1± controla a expressão de genes alvo, como os que codificam as anidrases carbônicas (CAs). As isoformas ligadas a membrana CAs 9 e 12 são superexpressas em vários tipos de tumores, promovem a acidificação do ambiente tumoral e estão descritas na literatura como envolvidas na progressão do câncer. Indisulam, uma sulfonamida impermeável à membrana, é uma nova droga para o tratamento de câncer, com potente inibição destas enzimas. Tendo em vista estes aspectos, nossa hipótese é que a inibição seletiva das CAs pelo Indisulam em linhagens celulares pediátricas, deverá promover a redução da capacidade de proliferação e promover o aumento da apoptose. Se nossa hipótese for confirmada, CAs 9 e 12, além de constituírem interessante ferramenta para estudo do efeito fisiológico, patológico e molecular dessas CAs no GB, podem representar importante alvo terapêutico. Assim, no presente projeto pretende-se avaliar os efeitos do tratamento de linhagens celulares de GB pediátrico, com Indisulam, por meio de ensaios funcionais in vitro. (AU)

Inibição de PARP-1 ou do fator de transcrição E2F em linhagens de glioblastoma tratadas com antitumorais, visando uma possível aplicação como estratégia terapêutica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elza Tiemi Sakamoto Hojo
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:14/14099-1
Vigência: 01 de agosto de 2014 - 31 de julho de 2016
Assunto(s):Reparação de DNAInstabilidade genômicaTemozolomida
Resumo
O glioblastoma (GBM) é um dos tumores mais letais e a radioterapia e quimioterapia adjuvante com temozolomida (TMZ) permanecem como as principais terapias. Entretanto, a sobrevida desses pacientes não ultrapassa 15 meses após o diagnóstico, sendo a resistência desses tumores aos tratamentos o grande desafio a ser superado. Novas modalidades de tratamento visam aumentar a eficácia terapêutica dos tratamentos padrões (quimio e/ou radioterapia), como a estratégia de inibição do reparo do DNA. Assim, com o objetivo de investigar os mecanismos envolvidos na resistência do GBM aos agentes antitumorais (além dos já conhecidos, como é o caso do reparo MGMT), utilizaremos como estratégia a inibição de PARP-1, enzima participante de várias vias de reparo, dentre outros processos. A hipótese do presente projeto se baseia nas evidências de que a letalidade sintética (inibição dupla de vias de reparo) envolvendo inibidores de PARP associada ao comprometimento do HR (Homologous Recombination) se mostra eficaz no sentido de incrementar a letalidade dirigida às células tumorais. Mutações no gene PTEN têm sido observadas em 30-40% dos pacientes com GBM, o qual pode possivelmente comprometer o HR, visto estar envolvido na regulação de RAD51, o que torna interessante a investigação envolvendo a letalidade sintética promovida por inibidores de PARP e HR em GBMs. Outro alvo interessante é a família E2F de fatores de transcrição. Há evidência de que membros dessa família apresentam funções relacionadas à proliferação, apoptose, invasão, ciclo celular e reparo no DNA; alguns desses fatores de transcrição (E2F1 e E2F4) já foram relatados como superexpressos em GBM, quando comparados a amostras de tecidos cerebrais normais. Assim, o objetivo principal do projeto é estudar as respostas celulares sob tratamentos com a droga TMZ associada à inibição de PARP-1, bem como sob condições de irradiação das células associada ao inibidor de E2F1, buscando alterações na indução de danos no DNA e incremento da letalidade celular, o que será avaliado por vários métodos: sobrevivência clonogênica, cinética de progressão do ciclo celular, apoptose e cinética do reparo de quebras duplas em células de várias linhagens de GBM. (AU)

Efeito de desintegrinas encapsuladas em nanopartículas de quitosana sobre células de glioma maligno

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Palmira Daflon Gremião
Local de pesquisa: University of Southern California (USC) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:13/26805-5
Vigência: 01 de agosto de 2014 - 31 de julho de 2015
Assunto(s):NanopartículasGlioblastomaIntegrinasQuitosanaNanotecnologia
Resumo
Glioblastoma multiforme (GBM), o glioma mais maligno e invasivo, e é responsável por 15% de todos os tumores cerebrais. O tratamento atual para GBM envolve cirurgia, radioterapia e quimioterapia com temozolomida. Além disso, os tumores recorrentes são resistente à quimioterapia. Portanto, há uma necessidade crítica de novas e eficazes terapias para GBM. Recentemente, investigações demonstraram que as desintegrinas se ligam especificamente a certas integrinas na superfície das células de glioma e, assim, inibe a sua interação com a matriz extracelular (MEC), resultando no bloqueio da motilidade celular e capacidade invasiva. A terapia-alvo com a desintegrina é uma estratégia promissora para bloquear a via de sinalização das integrinas. Apesar de o efeito benéfico das desintegrinas, a liberação de proteínas para o cérebro continua sendo um grande problema, principalmente devido à dificuldade em penetrar através da barreira hematoencefálica. Para superar esses problemas, iremos desenvolver um sistema de liberação de fármacos que promova a passagem da desintegrina para o cérebro, bloqueando assim as vias de sinalização da integrina, resultando em um bloqueio de motilidade celular e invasão do glioblastoma. Durante a fase de investigação na Universidade do Sul da Califórnia, Los Angeles, sob a supervisão do Professor Dr. Florence Hofman, as nanopartículas de quitosana encapsuladas com desintegrina serão avaliados in vitro utilizando diferentes linhagens celulares de GBM , e in vivo no modelo de xenotransplante intracraniano de glioblastoma. (AU)

Instabilidade genômica e vias de sinalização molecular envolvendo respostas a danos e reparo do DNA em doenças humanas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elza Tiemi Sakamoto Hojo
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/09352-7
Vigência: 01 de agosto de 2014 - 31 de julho de 2016
Assunto(s):Doença de AlzheimerDiabetes MellitusExpressão gênicaMicroRNAsGlioblastomaFatores de transcriçãoReparo de DNA
Resumo
Sub-projeto-01: O estresse oxidativo tem sido associado à etiopatogenia de doenças humanas, como a doença de Alzheimer (DA) e o Diabetes Mellitus (DM), mas as bases moleculares destas ainda são pouco elucidadas. Considerando a hipótese de que o estresse oxidativo e alterações nos mecanismos de reparo do DNA constituem fatores importantes para o desenvolvimento da DA e do DM tipo 1 (DM1), o projeto tem como objetivos: 1) Análise bioinformática dos perfis de expressão gênica transcricional (dados obtidos por microarranjos), visando detectar genes com expressão significativamente alterada em células mononucleares do sangue periférico (PBMCs) de pacientes com DA em relação a idosos sadios (estes serão comparados aos dados já obtidos para o grupo DM1: doutorado de Paula Takahashi); 2) Analisar a expressão de alguns genes e proteínas (com base nos resultados obtidos por microarranjos, comparações: DA versus controles e DM1 versus controles) por meio de PCR quantitativa em tempo real e Western blot, respectivamente; 3) Analisar a expressão de microRNAs (microarranjos) em pacientes com DA em relação a idosos sadios (estes serão comparados aos dados já obtidos para o grupo DM1: doutorado de Paula Takahashi), visando buscar a associação dos microRNAs com RNAs mensageiros, principalmente de genes de resposta ao estresse oxidativo/reparo; 4) Validar interações microRNA-RNA mensageiro pelo ensaio do gene repórter luciferase; 5) Estudar a expressão de algumas proteínas-chave da via da TP53, visto que em estudo anterior esta proteína se mostrou mais expressa em DA (Leandro et al., Int J Mol Sci. 14(6): 12380, 2013). Os dados a serem gerados poderão contribuir com informações relevantes para a compreensão do papel do estresse oxidativo e do reparo do DNA na etiopatogenia da DA e DM1, com a possibilidade de detectar vias comuns com regulação gênica modificada nessas doenças.Sub-projeto-02: O glioblastoma multiforme (GBM) é um dos tumores mais letais e a resistência destes aos tratamentos convencionais constitui um grande desafio a ser superado. A presente proposta tem como enfoque a aplicação de inibição molecular (genes de reparo do DNA e fatores de transcrição) visando influenciar as respostas das células de GBM à droga TMZ ou às radiações, no sentido de incrementar a letalidade celular. Os objetivos consistem em avaliar os efeitos da inibição da enzima de reparo PARP-1 pelo agente NU1025 (inibidor de PARP-1) em linhagens de GBM resistentes (LN18 e T98G) à droga TMZ, com diferenças no status do gene PTEN (normal e mutado, respectivamente). A influência de PTEN (o qual também participa na via HR) nas respostas celulares será estudada pela inibição deste por siRNA na linhagem LN18, sendo que a participação do reparo MGMT será também avaliada pela inibição deste (inibidor O6-BG) nas mesmas linhagens (proficientes para esse reparo). Os efeitos dos tratamentos combinados (TMZ + NU1025) serão avaliados por vários ensaios ao nível celular (sobrevivência clonogênica, cinética do ciclo celular, indução de danos no DNA por ³-H2AX e apoptose) e molecular (perfis de expressão gênica, proteica e ensaios funcionais de inibição por siRNA). Além disso, com base em fundamentos da literatura e em dados anteriormente obtidos, a inibição de fatores de transcrição será também testada como possível estratégia para aumentar a letalidade das células de GBM, sendo utilizado o inibidor químico HLM006474, o qual tem como alvo as proteínas da família E2F. Esse inibidor será testado em células de GBM (U87MG e U343MG-a) expostas à irradiação com raios-gama, sendo as respostas celulares avaliadas por meio da vários ensaios funcionais ao nível celular e molecular (incluindo o método de microarranjos). Adicionalmente, o background genético dessas células será também considerado na interpretação dos dados, sendo que alguns genes de interesse serão sequenciados. (AU)

Investigação do papel do citomegalovírus humano HCMV na resistência de células tumorais de glioblastoma (GBM) ao tratamento quimioterápico in vitro

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Cristina Carlan da Silva
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:14/08582-1
Vigência: 01 de junho de 2014 - 30 de novembro de 2015
Assunto(s):VirologiaGlioblastoma
Resumo
O citomegalovírus humano é um agente que pode causar várias enfermidades em imunodeprimidos que podem culminar em morte. Evidências recentes demonstram que o vírus também pode estar envolvido com o aumento da malignidade de processos tumorais. O vírus tem sido detectado em vários tipos de cânceres, especialmente em glioblastomas, o tumor de células da glia mais maligno. Diversos mecanismos moleculares são alterados pelo HCMV como: proliferação celular, diferenciação celular, angiogênese e apoptose. Através destes processos o vírus pode não somente aumentar a malignidade tumoral, mas também causar a resistência celular a agentes quimioterápicos. Este estudo visa investigar o papel do HCMV na resistência de células tumorais a drogas anti-câncer. Os dados obtidos contribuirão para um maior entendimento sobre a relação entre o vírus e processos (AU)

Relevância de ADAM23 na modulação da via de Wnt na progressão de gliomas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Laboratório de Biologia Molecular e Genômica. Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (ILPC). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Érico Tosoni Costa
Local de pesquisa: Ludwig Institute for Cancer Research, San Diego (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:14/04945-2
Vigência: 28 de abril de 2014 - 27 de abril de 2015
Assunto(s):NeoplasiasGliomaOncologia
Resumo
O fenótipo maligno evolui por meio de um ajuste fino de certos programas moleculares inerentes. Dentro deste contexto, o silenciamento epigenético do gene ADAM23 surge como um acontecimento recorrente em uma ampla variedade de tumores, frequentemente associado com doença metastática e/ou a progressão tumoral. Nós mostramos que os níveis de expressão de ADAM23 apresentam redução gradual durante a progressão de gliomas em comparação com amostras de cérebro normal, estando de acordo com a noção de que a redução na expressão de ADAM23 pode estar associada à ativação de programas malignos em células tumorais. Nossos dados de RNA-Seq indicam que ADAM23 knockdown ativa a via de WNT, que por sua vez atua no controle do movimento celular e determinação do destino da célula. Além disso, no nosso modelo de celular (MDA -MB- 435), as células silenciadas para ADAM23 também podem instruir células vizinhas não-silenciadas ADAM23-positivas a adquirir um fenótipo mais migratório e invasivo, por meio de uma comunicação celular dependente de óxido nítrico (NO). Então, para testar se a ativação da via de WNT dependente do silenciamento de ADAM23 acarreta em maior malignidade em glioblastomas (GBM), propomos a silenciar ADAM23 em linhagens celulares de GBM, caracterizar alguns dos principais reguladores da via de WNT por Western Blot, em seguida, usar drogas ou contruções de shRNA para ativar ou inibir reguladores específicos da cascata de sinalização de WNT. Esperamos identificar quais perturbações nas vias canônica ou não-canônica de sinalização de WNT poderiam reverter os efeitos produzidos pelo silenciamento de ADAM23, tanto os efeitos intrínsecos como os extrínsecos. Além disso, a utilização de culturas de neuroesferas obtidas a partir de gliomas pode ser um modelo interessante para verificar o fenótipo semelhante a células-tronco associado à regulação negativa de ADAM23. Alternativamente, vamos explorar a ativação de outros programas malignos no contexto heterogêneo, como Notch e Hedgehog, que também podem ser modulados por sinalização via NO. Acreditamos que a colaboração com o grupo do Dr. Frank Furnari no Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer ( San Diego, CA, EUA) vai ser essencial para atribuir a importância do papel de ADAM23 na progressão de astrocitoma e desenvolvimento de malignidade. (AU)

Identificação e análise funcional de proteínas de ligação a RNA associadas com o desenvolvimento do glioblastoma multiforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Hospital Sírio-Libanês. Sociedade Beneficente de Senhoras (SBSHSL). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Pedro Alexandre Favoretto Galante
Local de pesquisa: University of Texas Health Science Center at San Antonio (UTHSCSA) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:13/25483-4
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2015
Assunto(s):BioinformáticaGlioblastomaProteínas de ligação a RNA
Resumo
Glioblastoma multiforme (GBM) é um dos tipos de tumor cerebral mais agressivos, com uma sobrevida média dos pacientes de aproximadamente 15 meses após o diagnóstico. Essa baixa taxa de sobrevida é explicada pelo fato de que os tratamentos existentes não são capazes de impedir a recidiva do tumor. Assim, compreender aspectos básicos da biologia do GBM, como sua origem, desenvolvimento e resistência é fundamental para desenvolver terapias mais eficazes. Proteínas de ligação a RNA (RBPs) estão entre as moléculas envolvidas na origem e desenvolvimento do GBM. RBPs são moléculas cruciais para a regulação pós-transcricional da expressão gênica, estando envolvidas em diversos processos celulares como processamento de mRNAs e miRNAs, estabilidade, degradação, poliadenilação, splicing, entre outros. Alterações em seus níveis de expressão podem causar diversas modificações no proteoma das células, o que pode levar a estados patológicos, incluindo a tumorigênese. No presente projeto, propomos identificar RBPs relacionadas ao desenvolvimento e resistência do GBM ao tratamento. Primeiramente, iremos selecionar RBPs candidatas através de buscas em bancos de dados de expressão gênica; em seguida, em colaboração com o grupo do Dr. Penalva, iremos determinar o impacto das RBPs sobre expressas em GBM na proliferação, invasão, apoptose e sobrevivência. Os mRNAs alvos das três RBPs que apresentarem impacto mais proeminente nos ensaios funcionais serão determinados pela metodologia de iCLIP; sua relevância para o desenvolvimento do GBM será explorada por meio de metodologias de bioinformática, através do mapeamento dos genes alvo em processos biológicos e vias. Em conclusão, esperamos que a investigação dos elementos centrais que controlam a regulação pós-transcricional da expressão gênica em células tumorais, como as RBPs, possam revelar aspectos a respeito do desenvolvimento do GBM e abrir possibilidades de encontrar novos alvos terapêuticos. (AU)

Avaliação dos efeitos antitumorais da inibição in vitro do fator de transcrição AP-1 por DTCM -G em glioblastoma adulto e pediátrico

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:María Sol Brassesco Annichini
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/23239-9
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de dezembro de 2014
Assunto(s):Glioblastoma
Resumo
O Glioblastoma (GBM) caracteriza-se como um tumor maligno representando 50% dos tumores cerebrais em adultos sendo mais rara sua ocorrência em crianças (9%). Apesar dos avanços terapêuticos, a sobrevida dos pacientes permanece baixa, cerca de um ano, na maioria dos casos. A dificuldade no combate desse câncer se deve em grande parte à natureza invasora do tumor, (que resulta em alta frequência de recorrência pós-cirúrgica), e a sua resistência à apoptose e ao tratamento quimioterápico convencional. Um importante ponto de convergência das vias envolvidas nos processos de proliferação, apoptose e invasão é representado pelo fator de transcrição AP-1. Em glioblastomas, o componente c-Jun deste fator é encontrado hiperfosforilado e, portanto mais ativo no processo de transcrição gênica, desempenhando um papel importante no aumento da expressão de genes envolvidos em processos oncogenicos. Recentemente, foi sintetizado um inibidor específico para esse fator chamado DTCM-g, que bloqueia a fosforilação da subunidade c-Jun impedindo a translocação do fator de transcrição AP-1 para o núcleo. Este inibidor já apresentou atividade antitumoral em osteossarcoma e câncer de bexiga, entretanto seu efeito em glioblastoma permanece desconhecido. Dessa forma, no presente projeto pretende-se estudar a influencia da inibição de AP-1 por DTCM-g em linhagens celulares de glioblastomas adultos e pediátricos nos processos de proliferação, morte e invasão celular, com base em testes funcionais e na expressão de genes envolvidos nestes processos. (AU)

Caracterização funcional da HJURP (Holliday Junction Recognizing Protein) em células de glioblastoma multiforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Valeria Valente
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:13/23122-4
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de dezembro de 2014
Assunto(s):Reparação de DNA
Resumo
Os astrocitomas são os tumores cerebrais primários mais comuns em adultos. De acordo com o grau de diferenciação e agressividade, eles são classificados em astrocitoma difuso de baixo grau (grau II), astrocitoma anaplástico (grau III) e glioblastoma multiforme (grau IV). Dentre eles, o glioblastoma multiforme (GBM) é o tipo mais frequente e agressivo, sendo que a maioria dos pacientes apresenta sobrevida de aproximadamente um ano após o diagnóstico. Isto se deve a alta invasividade e resistência dos GBMs a radio e quimioterapia. Estudos recentes tem revelado que a sua caracterização molecular é fundamental para a obtenção de diagnósticos mais precisos e o desenvolvimento de terapias mais dirigidas e eficazes. Dentro deste contexto, observamos em estudos prévios que HJURP (Holliday Junction Recognizing Protein), uma nova proteína envolvida em reparo de DNA e estabilidade genômica, está altamente super-expressa nos GBMs. Dados recentes de nosso laboratório mostraram que a redução de HJURP promove um drástico aumento nos níveis de apoptose em duas linhagens celulares de GBM, enquanto que células não tumorais não foram significativamente afetadas. Portanto, propomos estender a caracterização das funções de HJURP em células de GBM buscando: i) avaliar o requerimento de HJURP para viabilidade de outras linhagens celulares (normais e tumorais), ii) investigar a possível associação entre os níveis de expressão de HJURP e a resistência das células de GBM à radiação ionizante, e iii) caracterizar os mecanismos moleculares da ação de HJURP em diferentes células de GBM. Para isso, realizaremos ensaios funcionais de silenciamento gênico, através de RNA de interferência, e super-expressão para investigar o requerimento de HJURP para a atividade proliferativa e de reparo de DNA. Além disso, iremos investigar as vias que regulam sua atividade e mecanismo de ação, procurando caracterizar a relação entre HJURP e as proteínas supressoras tumorais ATM quinase e p53 que, de acordo com dados da literatura, atuam em vias compartilhadas com HJURP. Outro interesse deste projeto é a identificação dos parceiros moleculares de HJURP em diferentes linhagens de GBM, através de experimentos de imunoprecipitação seguidos de espectrometria de massas. Desse modo, pretendemos avançar no entendimento das funções de HJURP e avaliar sua participação na manutenção da estabilidade genômica das células de astrocitoma, o que poderá indicar o potencial desta proteína como alvo terapêutico. (AU)

Perfil de expressão global de microRNAs em neuroesferas e células aderidas de culturas primárias de glioblastoma tratadas com radiação ionizante e temozolomida

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Daniela Pretti da Cunha Tirapelli
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/25923-4
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2016
Assunto(s):NeurocirurgiaNeoplasias cerebraisGlioblastomaCélulas-tronco neoplásicasProliferação celularMicroRNAsAnálise globalExpressão gênicaRadiação ionizante
Resumo
Introdução: Glioblastomas (GBM) são os tumores cerebrais primários malignos mais comuns, e apresentam elevada taxa de mortalidade. Apesar dos atuais avanços na terapia, os GBMs são extremamente resistentes à radiação ionizante e aos quimioterápicos, e o número de recidivas é elevado. Estudos trazem que esse eminente potencial tumorigênico deve-se à presença de uma subpopulação de células neoplásicas, com características de células tronco, denominadas células tronco tumorais (CSCs). Em gliomas, o isolamento dessas células tronco tumorais tem sido feito através de marcadores antigênicos e observando as condições de cultura de células tronco neurais normais in vitro. Isto é, a proliferação de células tumorais flutuantes quando colocadas em cultura, são análogas às neurosferas derivadas das células tronco neurais normais, em condições de cultura definidas. Acredita-se que as CSCs sejam as responsáveis pelo restabelecimento do tumor e pela baixa eficácia do tratamento, visto que essas células demonstram propriedades malignas como tumorigênese, radiorresistência e quimiorresistência. A implicação prática desse achado é que nenhuma terapia atual é capaz de suprimir ou parar a proliferação dessas células. Diversos microRNAs têm sido relacionados ao desenvolvimento e proliferação dos glioblastomas, associados a diversos mecanismos moleculares. Estudos demonstram que nos tumores cerebrais esses microRNAs apresentam níveis de expressão alterados, sendo um dos mecanismos essenciais para regulação das células tronco tumorais (CSCs).Objetivos: Analisar o perfil de expressão global de microRNAs em neuroesferas e células aderidas de culturas primárias de pacientes com diagnóstico de glioblastoma submetidas aos tratamentos com radiação ionizante e da temozolomida, associadas ou isoladas. Material e Métodos: Serão utilizadas culturas primárias de 10 pacientes com diagnóstico de glioblastoma. A análise global de expressão será realizada pela técnica de TaqMan® Low Density Array microRNA (TLDA) para quantificação da expressão dos microRNAs nos dois grupos (neuroesferas e células adquiridas) em cada um dos subgrupos de tratamento: controle, radiação ionizante, temozolomida e temozolomida associada a radiação ionizante. (AU)

Papel de mTOR e RSK no processo de tumorigênese em gliomas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Glaucia Noeli Maroso Hajj
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:13/25025-6
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Assunto(s):OncologiaGlioblastoma
Resumo
Os astrocitomas são neoplasias primárias do Sistema Nervoso Central com diferenciação astrocitária e graduadas de I a IV com base em critérios histológicos que apresentam relação com o prognóstico. O tratamento é primariamente cirúrgico, porém insatisfatório, pois os tumores recorrem com frequência e/ou evoluem para neoplasias de mais alto grau. O astrocitoma de grau IV, também denominado glioblastoma, é o tipo mais comum e agressivo dos tumores gliais, com baixa resposta a agentes quimioterápicos, impondo aos indivíduos afetados uma sobrevida média de 14 meses. Deste modo, compreender melhor o comportamento destes tipos tumorais pode ajudar a desenvolver novos tipos de tratamento.As alterações moleculares mais frequentes em astrocitomas englobam amplificação/superexpressão do receptor de EGF e PDGF e deleção da fosfatase PTEN. Estas alterações fazem com que as vias de sinalização celular Ras/ERK1/2 e PI3K/AKT estejam constitutivamente ativadas na grande maioria destes tipos tumorais. No entanto, dados anteriores do grupo apontam que em linhagens celulares de glioblastomas existe uma regulação inversamente proporcional na ativação destas vias. Células que possuem maiores níveis de ativação de PI3K/AKT são as que possuem menores níveis de Ras/ERK1/2 e vice-versa, o que pode possuir relevante implicância terapêutica. Deste modo, neste projeto pretendemos confirmar este dado utilizando amostras de glioblastomas humanos.Um dos processos celulares diretamente controlados pelas vias de Ras/ERK1/2 e PI3K/AKT é a síntese de novas proteínas; um processo essencial para a proliferação, migração e até morte celulares. A via de PI3K/AKT estimula a tradução de mRNAs através da proteína mTOR, que forma os complexos mTORC1 e mTORC2. O primeiro complexo é susceptível ao inibidor rapamicina e está relacionado ao controle da tradução, proliferação, autofagia e hipóxia. Já mTORC2 é insensível a rapamicina e regula eventos relativos à adesão e migração celulares. Em trabalhos anteriores pudemos descrever que pacientes com glioblastomas que apresentam maior expressão de proteínas do complexo mTORC2 e menor expressão de AKT fosforilada tem melhor sobrevida do que aqueles que apresentam o perfil molecular oposto, sugerindo que a presença do complexo mTORC2 possa se relacionar a tumores menos agressivos. No entanto, não se sabe a respeito dos mecanismos através dos quais estas proteínas estariam influenciando a agressividade dos glioblastomas. Deste modo, neste projeto também pretendemos utilizar linhagens celulares de glioblastomas e alterar a expressão das proteínas formadoras dos complexos mTORC1 e 2 e observar sua influência na proliferação, invasão ou susceptibilidade à drogas. A via de Ras/ERK1/2, por sua vez, pode afetar o controle da tradução, tanto através de mTOR, quanto através da família de proteínas RSK. Crescentes evidências relacionam RSK1 e RSK2 a vários aspectos da patologia do câncer humano, no entanto, o papel de RSKs em astrocitomas nunca foi explorado. Em trabalhos anteriores do grupo, pudemos observar que inibidores de RSK possuem uma intensa atividade sobre a proliferação de células de glioblastomas, sendo, portanto, candidatos a novas terapias. Assim, neste projeto pretendemos explorar o papel das RSKs em glioblastomas em ensaios pré-clínicos, utilizando inibidores de RSK, rapamicina e combinações entre estas drogas para verificar seu possível uso em glioblastomas humanos. (AU)

Análise funcional do remodelador de cromatina Chd7 em glioblastoma multiforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mari Cleide Sogayar
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/23271-0
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de janeiro de 2015
Assunto(s):Células-tronco neuraisGlioblastoma
Resumo
As proteínas remoladoras de cromatina têm se destacado como reguladores críticos da estrutura da cromatina desempanhando papel fundamental durante o desenvolvimento. A família CHD é o grupo mais divergente dentre as proteínas que contêm cromodomínio, apresentando uma combinação única de domínios funcionais. Desde a descoberta de que mutações no gene CHD7 são a principal causa do síndrome de CHARGE em humanos, esse passou a ser mais estudado do ponto de vista funcional, no entanto, o papel desta enzima no cancer cerebral ainda não foi reportado. Neste estudo, propomos investigar a função da CHD7 em células tumorais do cérebro humano. Duas linhagens de células de glioma maligno comumente utilizadas, denominadas: U87 e A172, foram selecionados para experimentos de ganho e perda de função da CHD7 in vitro e in vivo. O padrão de expressão da CHD7 em amostras de glioma de paciente humanos, com diferentes graus de malignidade, será também caracterizado. Esperamos que a nossa pesquisa possa contribuir muito para uma melhor compreensão dos mecanismos molecular subjacentes ao papel da proteína remodeladora de cromatina CHD7 e fornecer percepções sem precedentes de vias celulares e redes de genes associados ao câncer. (AU)

Respostas celulares e moleculares resultantes da inibição dos fatores de transcrição da família E2F em linhagens de glioblastoma irradiadas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elza Tiemi Sakamoto Hojo
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:13/13253-4
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Assunto(s):Glioblastoma
Resumo
O glioblastoma multiforme (GBM) é um tumor letal e a radioterapia permanece como um dos principais tratamentos. Novas estratégias são necessárias para coibir a resistência ao tratamento, sendo que uma delas tem como base a inibição da atividade de fatores de transcrição (FTs). Há evidência de que membros da família E2F podem constituir FTs alvos promissores para a terapia anticâncer, pelo fato destes apresentarem funções relacionadas à proliferação, apoptose, invasão, ciclo celular e reparo no DNA; alguns destes (E2F1 e E2F4) já foram relatados como superexpressos em GBM, quando comparados a amostras de tecidos cerebrais normais. A sobreposição funcional das proteínas E2F pode ser sobrepujada graças ao inibidor (HLM006474) de proteínas da família E2F (E2F1-8); esse inbidor é uma 8-hidroxi-quinolina, cujas atividades antiproliferativas e pró-apoptóticas foram demonstradas em células tumorais, havendo a vantagem destes inibirem os vários membros de E2F. Assim, a hipótese do presente projeto é que a diminuição dos níveis de FTs da família E2F em células de GBM acarretará uma maior sensibilização dessas células tumorais aos efeitos da irradiação (raios-gama); ainda, será avaliado o papel da via de reparo do DNA NHEJ (non-homologous end-joining) nesse processo, por meio da utilização das linhagens de GBM M059K e M059J, as quais são selvagens e deficientes para a enzima DNA-PK, respectivamente. Para testar essa hipótese, serão realizados vários ensaios ao nível celular (análise de proliferação e viabilidade, sobrevivência clonogênica, apoptose e cinética do ciclo celular), bem como avaliação da cinética de reparo de quebras duplas no DNA (detecção de gama-H2AX) e análise dos perfis de expressão transcricional em escala genômica (microarranjos). Assim, temos a expectativa de que os resultados esperados para o presente projeto possam fornecer informações fundamentais para a formulação de novas estratégias terapêuticas baseadas na inibição molecular de E2F visando, em última instância, a radio-sensibilização das células de GBM. (AU)

Investigação da influência do citomegalovírus humano na resistência a quimioterapia e a radioterapia em linhagens celulares de glioblastoma U87 e U251

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Cristina Carlan da Silva
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:13/09227-8
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Assunto(s):CarmustinaTemozolomidaVirologiaGlioblastomaRadioterapia
Resumo
Resumo: A investigação do papel do Citomegalovírus Humano (HCMV) no envolvimento do processo tumoral é de fundamental relevância, devido a sua característica de oncomodulação. Por se tratar de um herpesvírus, o HCMV permanece em estado de latência podendo reativar em estados de imunodeficiência, como nos casos de pacientes com câncer. Este estudo tem por objetivo avaliar o comportamento de células de linhagens tumorais frente a quimioterapia e radioterapia, na presença e na ausência do HCMV. Para tanto serão empregadas duas linhagens celulares de glioblastoma (U87 e U251). Estas células também serão submetidas ao processo de dediferenciação, sendo convertidas em neuroesferas (U87NS e U251NS), uma vez que GBM propagadas como neurosferas as mesmas mantém-se como subpopulações de células tronco usadas como modelo em diversos estudos de resistênia a drogas. Os tratamentos serão realizados com duas drogas (temolozomida e carmustina), largamente empregadas na terapia de pacientes com GBM, isoladas e associadas à radioterapia. (AU)

Papel da ativação da micróglia em astrocitomas humanos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Suely Kazue Nagahashi Marie
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/06315-3
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de janeiro de 2016
Assunto(s):Neoplasias cerebraisGlioblastomaMacrófagosMicrogliaAstrocitomaCélulas-tronco neurais
Resumo
Glioblastoma (GBM) é um tipo agressivo de tumor cerebral caracterizado por infiltração no cérebro normal. Os GBMs são geralmente resistentes à quimioterapia e à radiação. Após ressecção cirúrgica e tratamento, ocorre recorrência do tumor em praticamente todos os pacientes nos primeiros anos após o diagnóstico, resultando em uma sobrevida e prognóstico ruins. Em GBM, uma pequena parcela das células foi identificada com características próprias de células tronco neurais, as chamadas células tronco de glioblastoma (GSC). GSCs compartilham características com as células tronco neurais, como auto-renovação e potencial de diferenciação para multi-linhagens. Estudos sugerem que essas GSC são as responsáveis pelo início da progressão tumoral altamente resistente à terapia. O microambiente é reconhecidamente um fator importante na determinação da progressão tumoral. Em GBMs, o microambiente contém astrócitos, neurônios, e, mais importante, macrófagos residentes do cérebro, chamados micróglia. Essas células da micróglia são as células imunes do Sistema Nervoso Central que reagem a distúrbios na homeostase secretando citocinas pró-inflamatórias.A ativação aberrante da micróglia contribui para a neuro-degeneração em doenças como Parkinson. Em GBMs, as células da micróglia foram amplamente estudadas no contexto da resposta imune, enquanto que as consequências de sua resposta inflamatória na proliferação, resistência ao tratamento, migração e invasão de células de glioma não foram exploradas. Diversos estudos demonstraram a ativação da micróglia em células de GBMs humanos. Além disso, células de GBM podem induzir a ativação pró-inflamatória da micróglia. Nesse estudo, propomos estudar o papel inflamatório da micróglia na progressão do GBM. Nossa hipótese é que a ativação diferencial da micróglia a sua atividade parácrina tenha efeito na agressividade do GBM. Esse é um estudo colaborativo entre a Universidade de Groningen e a Universidade de São Paulo, que inclui um acordo de transferência de tecnologia e uma bolsa de Doutorado custeada pela Universidade de Groningen por dois anos. Estamos submetendo esse projeto para análise da FAPESP com o objetivo de obter suporte financeiro para os dois anos da bolsa de Doutorado aqui no Brasil, bem como para a análise das amostras brasileiras. (AU)

Avaliação dos efeitos antiproliferativos do álcool perílico em linhagens celulares de meduloblastoma

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:María Sol Brassesco Annichini
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/23881-2
Vigência: 01 de janeiro de 2014 - 31 de dezembro de 2015
Assunto(s):Meduloblastoma
Resumo
Meduloblastoma (MB) é um tumor cerebral maligno de grande incidência entre crianças, sendo que seu maior pico é aos 8 anos de idade. O tratamento padrão consiste na ressecção cirúrgica máxima, seguida de radioterapia local e cranioespinhal, e quimioterapia adjuvante. Crianças menores de 3 anos são mais difíceis de tratar, pois a radiação não pode ser utilizada, devido aos danos neurológicos associados. Assim, embora os tratamentos convencionais melhorem as taxas de sobrevivência, cerca de um terço dos pacientes permanecem incuráveis, e estes tratamentos causam diversos danos significativos em longo prazo nos sobreviventes. O Álcool Perílico (POH), um monoterpeno encontrado em pequenas concentrações em várias plantas, tem mostrado efeitos favoráveis ao tratamento de diversos tipos de tumores. A administração intranasal de POH é uma opção prática e não invasiva; que se tem mostrado útil em glioblastomas, por atravessar a barreira hemato-encefálica, atingindo o Sistema Nervoso Central, o que reduz os efeitos sistêmicos e colaterais, sem afetar significantemente as células normais; essa utilização intranasal pode ser também uma boa forma no tratamento para crianças acometidas com MB, por ser mais fácil para estes inalar ao invés de utilizar oralmente. No entanto, os efeitos desse novo tratamento neste tipo tumoral ainda são desconhecidos. Sendo assim, o presente projeto pretende analisar os efeitos do POH em linhagens celulares de MB nos processos de morte, invasão e proliferação celular. (AU)

Estudo da interação entre PrPc e STI1 na biologia de células-tronco de glioblastoma humano in vivo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marilene Hohmuth Lopes
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:13/19860-0
Vigência: 01 de janeiro de 2014 - 31 de março de 2016
Assunto(s):Glioblastoma
Resumo
O Glioblastoma Multiforme (GBM) é o tipo mais comum e agressivo de glioma, é considerado de maior grau e pior prognóstico. A sobrevida média dos pacientes é de 9 a 12 meses e a recidiva ocorre em quase 100% dos casos.Diversos estudos descrevem uma subpopulação do tumor como responsável pela origem, progressão e manutenção do tumor, as células-tronco de glioblastoma (CTGs). Estas células tem capacidade de se auto-renovar, diferenciar, promover angiogênese, invasão e são resistentes a tratamentos convencionais dificultando a terapia e provocando a recidiva tumoral. Dados recentes do nosso grupo descrevem que a interação entre a proteína prion celular (PrPC) e a co-chaperonina stress inducible protein one (STI1) é capaz de promover a proliferação e auto-renovação de CTGs em linhagem de GBM humano in vitro. Estes resultados indicam a relevância do complexo PrPC-STI1 na modulação da proliferação de CTGs e consequentemente na manutenção do GBM. Diante desses achados, o principal objetivo deste estudo é investigar os efeitos de STI1 e PrPC sobre a proliferação de CTGs no desenvolvimento de GBM in vivo. Avaliaremos também se o complexo PrPC-STI1 está envolvido na angiogênese e invasão, características determinantes na progressão e agressividade do GBM. Desta forma, a elucidação dos mecanismos que modulam a biologia de CTGs e suas consequências no GBM é essencial para a identificação de novas moléculas alvo que apresentem potencial terapêutico, aumentando as perspectivas de tratamento para pacientes portadores de GBM. (AU)

Investigação do papel do citomegalovírus humano HCMV na resistência de células tumorais de glioblastoma (GBM) ao tratamento quimioterápico in vitro

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Cristina Carlan da Silva
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/14215-9
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 30 de novembro de 2015
Assunto(s):VirologiaCitomegalovirusCélulas tumoraisGlioblastomaResistência a medicamentosAntineoplásicosCarmustina
Resumo
O citomegalovírus humano é um agente ubíquo de alta prevalência mundial. Em indivíduos saudáveis a infecção é normalmente assintomática. No entanto, em imunodeprimidos o vírus pode causar várias enfermidades que podem levar a morte. Evidências recentes demonstram a existência de uma relação entre o HCMV e processos tumorais. O vírus tem sido detectado em vários tipos de cânceres, especialmente em glioblastomas, o tumor de células da glia mais maligno. Diversos mecanismos moleculares são alterados pelo HCMV como: proliferação celular, diferenciação celular, angiogênese e apoptose. Através destas alterações o HCMV pode aumentar a malignidade tumoral e causar a resistência celular a agentes quimioterápicos. Este estudo visa investigar o papel do HCMV na resistência de células tumorais a drogas anti-câncer. Os dados obtidos contribuirão para um maior entendimento sobre a relação entre o vírus e malignidade tumoral e poderão levar ao desenvolvimento de novas terapias contra o glioblastoma. (AU)

Inibidor de histona desacetilase (HDACi) como possível radiosensibilizante em linhagem celular de glioblastoma pediátrico

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCMRP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elvis Terci Valera
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/15891-8
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 30 de novembro de 2015
Assunto(s):OncologiaGlioblastomaEpigênese genéticaInibidores de histona desacetilasesExpressão de proteínasReparo de DNA tipo recombinacional
Resumo
O glioblastoma (GBM) é um dos tumores mais agressivos que acomete o sistema nervoso central (SNC). É classificado em GBM primário, quando diagnosticado primariamente ou quando surge de novo, e GBM secundário, quando evolui a partir de tumores de baixo grau ou anaplásico. O tratamento padrão para o GBM consiste essencialmente na ressecção cirúrgica, radioterapia e uso de quimioterapia (temozolomida (TMZ) e outros agentes alquilantes). Ainda assim o prognóstico é bastante reservado, sendo que crianças com GBM apresentam uma sobrevida media de 12 a 15 meses. Além disso, a quimioterapia e a radioterapia são potencialmente tóxicas e contribuem para a elevação nas taxas de mortalidade e morbidade de sobreviventes de neoplasias infantis. Mecanismos epigenéticos podem interferir no processo de carcinogênese, sendo que a acetilação do DNA pode modular a expressão de genes que atuam no controle do ciclo celular e contribuem para o desenvolvimento e progressão de neoplasias. Estudos clínicos demonstram que inibidores de histonas deacetilases (HDACs), combinados com outros agentes terapêuticos, são clinicamente ativos e bem tolerados no tratamento de uma ampla variedade de tumores. Estes inibidores podem sensibilizar a resposta celular à radiação ionizante e ocasionar uma redução nas doses-padrão de radiação utilizadas nos pacientes e consequentemente minimizar os efeitos colaterais a curto e longo prazo. A radiação ionizante induz dano no DNA e é geralmente aceito que quebras da dupla-fita (DSBs) é o tipo de lesão mais severa relacionada à sobrevivência celular e preservação da integridade genômica. No presente estudo, pretende-se avaliar o potencial efeito radiosensibilizante do abexinostato (PCI-24781), um novo e potente pan-inibidor de HDAC na linhagem celular de glioblastoma pediátrico (SF188). Serão comparadas as taxas de proliferação celular, clonogenicidade, taxa de apoptose da linhagem SF188 a serem irradiadas com ou sem tratamento prévio com PCI-24781. Serão também analisados os efeitos do abexinostato na expressão de algumas das principais proteínas responsáveis pelo reparo de quebras da dupla-fita ocasionadas pela irradiação, correlacionando os efeitos observados na dinâmica celular as vias genéticas e epigenéticas potencialmente envolvidas com a terapia utilizada. (AU)

Caracterização funcional da HJURP (Holliday junction recognizing protein) em células de glioblastoma multiforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Valeria Valente
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/13465-1
Vigência: 01 de novembro de 2013 - 31 de outubro de 2015
Assunto(s):Neoplasias neuroepiteliomatosasAstrocitomaResolvases de junção HollidayGlioblastomaReparação de DNARadioterapia
Resumo
Os astrocitomas são os tumores cerebrais primários mais comuns em adultos. De acordo com o grau de diferenciação e agressividade, eles são classificados em astrocitoma difuso de baixo grau (grau II), astrocitoma anaplástico (grau III) e glioblastoma multiforme (grau IV). Dentre eles, o glioblastoma multiforme (GBM) é o tipo mais frequente e agressivo, sendo que a maioria dos pacientes apresenta sobrevida de aproximadamente um ano após o diagnóstico. Isto se deve a alta invasividade e resistência dos GBMs a radio e quimioterapia. Estudos recentes tem revelado que a sua caracterização molecular é fundamental para a obtenção de diagnósticos mais precisos e o desenvolvimento de terapias mais dirigidas e eficazes. Dentro deste contexto, observamos em estudos prévios que HJURP (Holliday Junction Recognizing Protein), uma nova proteína envolvida em reparo de DNA e estabilidade genômica, está altamente super-expressa nos GBMs. Dados recentes de nosso laboratório mostraram que a redução de HJURP promove um drástico aumento nos níveis de apoptose em duas linhagens celulares de GBM, enquanto que células não tumorais não foram significativamente afetadas. Portanto, propomos estender a caracterização das funções de HJURP em células de GBM buscando: i) avaliar o requerimento de HJURP para viabilidade de outras linhagens celulares (normais e tumorais), ii) investigar a possível associação entre os níveis de expressão de HJURP e a resistência das células de GBM à radiação ionizante, e iii) caracterizar os mecanismos moleculares da ação de HJURP em diferentes células de GBM. Para isso, realizaremos ensaios funcionais de silenciamento gênico, através de RNA de interferência, e super-expressão para investigar o requerimento de HJURP para a atividade proliferativa e de reparo de DNA. Além disso, iremos investigar as vias que regulam sua atividade e mecanismo de ação, procurando caracterizar a relação entre HJURP e as proteínas supressoras tumorais ATM quinase e p53 que, de acordo com dados da literatura, atuam em vias compartilhadas com HJURP. Outro interesse deste projeto é a identificação dos parceiros moleculares de HJURP em diferentes linhagens de GBM, através de experimentos de imunoprecipitação seguidos de espectrometria de massas. Desse modo, pretendemos avançar no entendimento das funções de HJURP e avaliar sua participação na manutenção da estabilidade genômica das células de astrocitoma, o que poderá indicar o potencial desta proteína como alvo terapêutico. (AU)

Atividade mitocondrial em células de glioma humano e a sua relação com o efeito Warburg

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Roger Frigério Castilho
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/17837-0
Vigência: 01 de outubro de 2013 - 31 de dezembro de 2014
Assunto(s):Fosforilação oxidativaGliomaNeoplasiasMitocôndriasGlicóliseBioenergética
Resumo
Neste Projeto pretendemos avaliar a bioenergética mitocondrial em células de glioma humano (T98G e U87MG), correlacionando os resultados com a propriedade destas células de apresentarem metabolismo predominantemente glicolítico, mesmo na presença de oxigênio molecular (efeito Warburg). Pretendemos: i) Avaliar a ocorrência do efeito Warburg nas condições de cultivo celular utilizadas; ii) Determinar o acoplamento entre o consumo de oxigênio e a síntese de ATP em mitocôndrias de células de glioma em suspensão; iii) Correlacionar a capacidade da fosforilação oxidativa das células de glioma frente à atividade da cadeia respiratória; iv) Avaliar se nas condições de crescimento celular utilizadas ocorre restrição de substratos para o ciclo de Krebs; v) Determinar a p50 de O2 nas células T98G e U87MG em suspensão; vi) Avaliar o efeito da inibição da fosforilação oxidativa na citotoxicidade promovida pelo quimioterápico temozolamida nas células T98G e U87MG; e vii) Verificar se células oriundas de tumores humanos possuem as mesmas características bioenergéticas que as linhagens celulares estudadas. A realização do presente Projeto se justifica pela importância em se entender melhor a relação entre a atividade mitocondrial de células tumorais das linhagens T98G e U87MG com o efeito Warburg, principalmente pelo fato dos glioblastomas multiformes (grau IV) apresentarem uma evolução rápida e progressiva cujas abordagens de tratamento são ainda ineficazes na maioria dos casos. Entender e correlacionar a bioenergética mitocondrial dessas células com a ocorrência do efeito Warburg poderá contribuir para a proposição de abordagens terapêuticas mais eficazes. (AU)

"inibição de reparo do DNA em linhagens de glioblastoma visando uma possível aplicação como estratégia terapêutica"

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elza Tiemi Sakamoto Hojo
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:13/12033-0
Vigência: 01 de outubro de 2013 - 30 de setembro de 2016
Assunto(s):TemozolomidaEstratégias terapêuticasGlioblastoma
Resumo
Glioblastoma (GBM) é o subtipo mais frequente e maligno entre os gliomas, sendo que a resistência desses tumores ao tratamento constitui um grande desafio a ser superado visando maior sucesso das terapias aplicadas aos pacientes com GBM, cuja sobrevida não ultrapassa 15 meses após o diagnóstico. Assim, é evidente a necessidade de investigar os mecanismos envolvidos na resistência do GBM aos agentes antitumorais. Novas modalidades de tratamento visam aumentar a eficácia terapêutica e redução dos efeitos colaterais, sendo que uma nova estratégia emergente para sensibilizar as células tumorais aos agentes causadores de danos no DNA (quimioterápicos e radiações) tem como princípio a inibição de proteínas de reparo do DNA, tal como a PARP-1, a qual é considerada um alvo molecular promissor. PARP-1 é uma proteína ativada em resposta a quebras induzidas no DNA, capaz de formar complexos com outras proteínas da via de reparo BER (Reparo por Excisão de Base), além de participar de outras vias, como HR (Reparo Homólogo) e NHEJ (Reparo de junções não Homologas), sugerindo que esta enzima possui um papel amplo em vários processos de reparo do DNA. Com base na hipótese de que esses processos de reparo representam uma importante forma de resistência terapêutica, este projeto tem o objetivo de utilizar um inibidor de PARP-1 (NU1025) associado ao tratamento com os agentes quimioterápicos temozolomida (TMZ), visando aumentar os efeitos citotóxicos dessa droga, ou seja, sensibilizar as células tumorais. Serão estudadas linhagens de GBM (T98G, LN18 e U87) com diferentes graus de resistência ao quimioterápico TMZ. Os efeitos dos tratamentos combinados (droga + NU1025) serão avaliados pela aplicação de vários ensaios ao nível celular (sobrevivência clonogênica, cinética do ciclo celular, indução de danos no DNA e ensaios de morte, invasão) e molecular (análise de expressão gênica e protéica). Adicionalmente, com o objetivo de validar o uso do agente NU1025 como uma possível estratégia terapêutica em combinação com a TMZ no tratamento do GBM, será realizado o ensaio funcional da inibição de PARP-1 por siRNA, seguido dos demais ensaios mencionados. Assim, baseado em fundamentos da literatura, bem como em dados obtidos anteriormente no laboratório, a presente proposta visa utilizar estratégias de inibição de reparo do DNA para sensibilizar as células GBM ao tratamento com o quimioterápico TMZ. Temos a expectativa de que as informações geradas possam contribuir com fundamentos relevantes para a prática clínica, aplicáveis ao desenvolvimento de novas estratégias ou modalidades de tratamento, que em última instância, possam aumentar a sobrevida dos pacientes com GBM. (AU)

Análise do estresse oxidativo induzido por sulfasalazina associado com a ação do quimioterápico temozolomida em células de glioma humano e de rato

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fábio Rogério
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/02618-1
Vigência: 01 de outubro de 2013 - 30 de setembro de 2015
Assunto(s):GlioblastomaGliomaAnatomia patológicaNeoplasiasAstrocitomaFator de crescimento epidérmicoProteína supressora de tumor p53PTEN fosfo-hidrolaseMetaloproteinase 2 da matrizMetaloproteinase 9 da matrizExpressão gênica
Resumo
Gliomas são os tumores cerebrais mais comuns em adultos. Astrocitomas de alto grau são gliomas derivados de astrócitos. A fisiopatogênese destes astrocitomas envolve superexpressão do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) e perda da função das proteínas p53 e PTEN (do inglês, phosphatase and tensin homolog deleted on chromosome 10), ambas reguladoras do ciclo celular e da estabilidade do DNA. Verificou-se também, em gliomas, aumento da concentração do composto antioxidante glutationa, o que conferiria ao tumor resistência a condições de estresse oxidativo. Os astrócitos, predominantemente os neoplásicos, possuem um transportador (sistema Xc-) na membrana citoplasmática, o qual importa cistina para a síntese de glutationa e libera glutamato para o meio extracelular. O glutamato auxiliaria a invasão tumoral ao induzir morte por excitotoxicidade em células vizinhas. A invasãoneoplásica também envolve as metaloproteinases 2 e 9 (MMP-2 e 9), que degradam a matriz extracelular. Temozolamida (TMZ) é um alquilante do DNA utilizado no tratamento de indivíduos com gliomas de alto grau, porém a evolução clínica é invariavelmente fatal. Neste projeto, estudaremos a viabilidade celular em linhagens de glioma (U87-MG, T98G, A172 e C6) expostas a TMZ e/ou sulfasalazina (SAS), um inibidor do sistema Xc-. Ainda, avaliaremos a expressão dos genes EGFR, PTEN, TP53, MMP-2 e MMP-9 e os efeitos da administração de SAS e/ou TMZ sobre a capacidade invasiva celular. Assim, pretendemos contribuir com o conhecimento da gênese de gliomas e investigar nova abordagem terapêutica para estes tumores. (AU)

Papel da ativação da micróglia em astrocitomas humanos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Suely Kazue Nagahashi Marie
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/07704-3
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):AstrocitomaCélulas-troncoGlioblastomaMicroglia
Resumo
Glioblastoma (GBM) é um tipo agressivo de tumor cerebral caracterizado por infiltração no cérebro normal. Os GBMs são geralmente resistentes à quimioterapia e à radiação. Após ressecção cirúrgica e tratamento, ocorre recorrência do tumor em praticamente todos os pacientes nos primeiros anos após o diagnóstico, resultando em uma sobrevida e prognóstico ruins. Em GBM, uma pequena parcela das células foi identificada com características próprias de células tronco neurais, as chamadas células tronco de glioblastoma (GSC). GSCs compartilham características com as células tronco neurais, como auto-renovação e potencial de diferenciação para multi-linhagens. Estudos sugerem que essas GSC são as responsáveis pelo início da progressão tumoral altamente resistente à terapia. O microambiente é reconhecidamente um fator importante na determinação da progressão tumoral. Em GBMs, o microambiente contém astrócitos, neurônios, e, mais importante, macrófagos residentes do cérebro, chamados micróglia. Essas células da micróglia são as células imunes do Sistema Nervoso Central que reagem a distúrbios na homeostase secretando citocinas pró-inflamatórias. A ativação aberrante da micróglia contribui para a neuro-degeneração em doenças como Parkinson. Em GBMs, as células da micróglia foram amplamente estudadas no contexto da resposta imune, enquanto que as consequências de sua resposta inflamatória na proliferação, resistência ao tratamento, migração e invasão de células de glioma não foram exploradas. Diversos estudos demonstraram a ativação da micróglia em células de GBMs humanos. Além disso, células de GBM podem induzir a ativação pró-inflamatória da micróglia. Nesse estudo, propomos estudar o papel inflamatório da micróglia na progressão do GBM. Nossa hipótese é que a ativação diferencial da micróglia a sua atividade parácrina tenha efeito na agressividade do GBM.Esse é um estudo colaborativo entre a Universidade de Groningen e a Universidade de São Paulo, que inclui um acordo de transferência de tecnologia e uma bolsa de Doutorado custeada pela Universidade de Groningen por dois anos. Estamos submetendo esse projeto para análise da FAPESP com o objetivo de obter suporte financeiro para os dois anos da bolsa de Doutorado aqui no Brasil, bem como para a análise das amostras brasileiras. (AU)

Perfil mutacional de linhagens primárias de glioblastomas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Hospital do Câncer de Barretos. Fundação Pio XII (FP). Barretos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rui Manuel Vieira Reis
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:13/15515-6
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 31 de março de 2015
Assunto(s):GlioblastomaSequenciamento de nova geraçãoGenômicaMutaçãoTécnicas e procedimentos diagnósticos
Resumo
Glioblastomas são os tumores cerebrais mais frequentes e malignos dentre os tumores do sistema nervoso central (SNC). É uma neoplasia incurável, com uma média de sobrevida de aproximadamente 13 meses, e menos de 2% dos pacientes atingem 5 de sobrevida anos após o tratamento. O baixo sucesso no tratamento desses tumores se dá em parte ao pouco entendimento de suas bases moleculares. Para esse entendimento, muitos estudos in vitro são feitos em culturas de células imortalizadas, que muitas vezes não representam fidedignamente os tumores primários, uma vez que sofreram alterações moleculares durante o processo de imortalização. Sendo assim, o objetivo do presente projeto é a caracterização molecular das mutações pontuais presentes em genes relacionados à oncogênese (através de sequenciamento de nova geração na plataforma Ion Torrent) nas linhagens primárias de glioblastomas do Hospital de Câncer de Barretos, para a integração com as análises de instabilidade cromossômica, e comparação com alterações encontradas nos tumores primários dos mesmos pacientes. Com isso, pretende-se selecionar as linhagens primárias que possuam o perfil molecular mais próximo dos tumores primários que serão futuramente utilizadas como modelos in vitro para avaliar a funcionalidade de genes associada aos glioblastomas e possibilitar o screening de fármacos mais eficazes e específicos em tumores gliais. Pretendemos ainda estabelecer os alicerces para a realização de um painel de mutações especifico para glioblastomas, que terá um impacto importante na rotina diagnostica de tumores cerebrais. (AU)

Proteínas de ligação a RNA e variações pós-transcricionais: influência no desenvolvimento de glioblastomas multiformes

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Hospital Sírio-Libanês. Sociedade Beneficente de Senhoras (SBSHSL). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Pedro Alexandre Favoretto Galante
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/07159-5
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de junho de 2017
Assunto(s):Proteínas de ligação a RNABioinformáticaGlioblastoma
Resumo
O glioblastoma multiforme (GBM) é considerado um dos tumores mais graves e agressivos. A sobrevida média dos afetados é de apenas 15 meses após o diagnóstico. Além disso, os tratamentos atuais, com radioterapia, quimioterapia e cirurgias, não são capazes de impedir a recidiva do tumor na maioria dos casos, devido, em parte, à contribuição direta de uma subpopulação celular tumoral de GBM com características de células-tronco. Assim, é fundamental ampliar a compreensão a respeito de aspectos básicos da biologia desse tipo tumoral, como sua origem, desenvolvimento e mecanismos de resistência, em especial os relacionados a essa subpopulação celular, para que seja possível a elaboração de novas terapias mais eficazes. Entre as moléculas que podem ter um papel importante no desenvolvimento do GBM, as proteínas de ligação a RNA (RBPs) merecem destaque. As RBPs compreendem uma classe de reguladores pós-transcricionais da expressão gênica, com papel fundamental em todos os eventos que conectam transcrição e tradução, tais como splicing, poliadenilação, estabilidade, degradação e transporte de RNAs. Portanto, alterações nos níveis destas proteínas podem causar severas modificações nos eventos de processamento pós-transcricionais de RNAs e, como consequência, impactar o funcionamento normal de diversas células e provocar o desenvolvimento de estados patológicos, entre os quais está o câncer. No presente trabalho, sequenciaremos o transcriptoma de células-tronco de GBM e células-tronco neuronais, as quais são usadas como modelos de desenvolvimento e resistência tumoral, e utilizaremos ferramentas de bioinformática e validação experimental para identificar e estudar as variações de expressão gênica das RBPs e sua influência nos eventos de splicing e poliadenilação alternativa. Com isso, pretendemos ampliar o conhecimento a respeito da influência das RBPs e dos eventos pós-transcricionais no desenvolvimento e resistência do GBM. (AU)

Estudos fotofísicos e fotobiológicos de sistemas de liberação de fármacos fotossensíveis para aplicação em terapia fotodinâmica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Antonio Claudio Tedesco
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/25216-3
Vigência: 01 de junho de 2013 - 29 de fevereiro de 2016
Assunto(s):FtalocianinasGliomaLipossomosTerapia fotodinâmica
Resumo
Gliomas malignos são o mais comum tipo de tumor cerebral, ocorrendo em 5-7 a cada 100.000 indivíduos por ano, sendo sua forma mais frequente o glioblastoma multiforme (GBM) o qual ocorre em 60-70% dos casos. Este tipo de tumor tem como características, um crescimento rápido e agressivo e a capacidade de se infiltrar no tecido adjacente saudável do cérebro de forma difusa, o que dificulta a visualização das delimitações do tumor e consequentemente da remoção total da região do tumor, sempre associados a um prognóstico ruim. Como tratamento usual está à ressecção cirúrgica, seguida por tratamento com radiação e quimioterapia. Contudo, as células do glioma vêm apresentando resistência a radiação e a quimioterapia utilizada. A terapia fotodinâmica (TFD) vem sendo uma alternativa para o tratamento de tumores cerebrais, além de demonstrar resultados promissores, tanto in vitro como in vivo, é uma técnica simples e não evasiva. O presente trabalho propõe-se a preparação de lipossomas de L-a-fosfatidilcolina de ovo (Lectin), usando L-a-lisofosfatidilcolina como aditivo e nanoemulsões de LDE na presença de um fotossensibilizador derivado de uma ftalocianina como ativo na Terapia Fotodinâmica. Será realizada a caracterização fotoquímica e fotofísica dos sistemas de liberação pela utilização de técnicas no estado estacionário (absorção e fluorescência) e resolvido no tempo (determinação do tempo de vida singlete, triplete e fotólise por pulso de laser) avaliando a influência dos sistemas de liberação nas características fotofísicas do derivado de ftalocianina. Além disso, serão realizados estudos fotobiológicos dos sistemas de liberação com o derivado de ftalocianina incorporado e somente com o derivado, avaliando as possíveis diferenças entre eles utilizando a linhagem celular de gliomas (U87) como modelo biológico. Com o uso desses sistemas de liberação espera-se uma maior captação do agente fotossensível pelas células de glioma, aumentando assim sua eficiência fotodinâmica. (AU)

Translatômica aplicada ao descobrimento de alterações moleculares em gliomas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Glaucia Noeli Maroso Hajj
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:13/03315-2
Vigência: 01 de junho de 2013 - 31 de maio de 2017
Assunto(s):GliomaGlioblastoma
Resumo
O glioblastoma multiforme (GBM) está entre os tipos tumorais mais agressivos e de menor resposta a agentes quimioterápicos, deste modo, compreender melhor o comportamento destes tipos tumorais pode ajudar a desenvolver novos tipos de tratamento para esta doença. Atualmente, muitos projetos de larga-escala buscam definir padrões gerais de expressão gênica baseados em técnicas de sequenciamento ou em "microarrays" de populações de mRNA total. No entanto, essa abordagem fornece pouca informação sobre os mediadores moleculares das alterações tumorais, pois o nível de expressão de mRNAs não necessariamente reflete os níveis de proteínas expressos. Por outro lado, a identificação de mRNAs alvo do descontrole traducional em tumores pode levar ao delineamento de perfis de expressão gênica que melhor reflitam a população de proteínas. Deste modo, neste projeto pretendemos implantar a técnica de isolamento de mRNAs associados a polissomos (ativamente engajados na tradução) com sequenciamento de última geração, o que atualmente é chamado de translatômica. Esses resultados não somente nos permitirão definir perfis de expressão que se correlacionem com características tumorais, mas também orientarão a descoberta de proteínas com expressão alterada que poderiam ser importantes mediadores de processos tumorais. A utilização desta técnica em amostras de tumores gliais humanos provenientes do biobanco do Hospital A.C. Camargo tem o potencial de se constituir numa poderosa ferramenta aplicada à clínica, para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas dirigidas. (AU)
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