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Estudo sobre as interações entre o relógio biológico e a dessecação em eucariotos fotossintetizantes

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Takeshi Hotta
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/05301-9
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 31 de dezembro de 2015
Vinculado ao auxílio:11/00818-8 - Desenvolvimento de modelos biológicos alternativos para o estudo de redes de regulação em cana-de-açúcar, AP.BIOEN.JP
Assunto(s):RhodophytaExpressão gênicaDeficiência hídricaCana-de-açúcarRegulação da expressão gênicaRitmo circadiano
Resumo
Osciladores endógenos são ubíquos na natureza e permitem que os organismos sincronizem seus ritmos internos com os ritmos abióticos e antecipem mudanças significativas em seus hábitats. A dessecação é um estresse drástico e muito limitante que está presente nos mais diversos ambientes, o que ao longo de milhares de anos selecionou diversos grupos de organismos capazes de tolera-la. Parte dessa tolerância pode ser devida à sua antecipação via osciladores endógenos do ritmo circadiano. Este projeto propõe o estudo da expressão gênica de genes do ritmo circadiano em dois organismos muito distintos, tanto em forma quanto em hábitat, mas que são filogeneticamente ligados por um ancestral em comum dos eucariotos fotossintetizantes. Gracilaria tenuistipitata é uma macroalga vermelha marinha muito estudada e que já possui diversos estudos de fisiologia, biologia molecular e em ritmos biológicos, além de possuir grande importância econômica pela produção de carragenana e ágar. Ela pode ser encontrada em ambientes de meso-litoral onde passa diariamente por emersão e consequente dessecação devido à oscilação das marés. De forma rítmica, porém sazonal, a cana-de-açúcar também passa por estresse de déficit hídrico que a sinaliza a acumular energia em forma carboidratos, que tem sido explorada a centenas de anos para a produção de açúcar refinado e para de bioetanol. Serão usadas estratégias de quantificação do RNA mensageiro dos genes do ritmo circadiano e de enzimas de resposta ao estresse oxidativo das duas espécies por RT-qPCR e para cana-de-açúcar também serão usados oligoarrays já disponíveis de outros estudos. Além disso, parâmetros fotossintéticos, respiratórios e ensaios enzimáticos de estresse oxidativo também serão estimados para melhor entendimento do quadro de resposta de tolerância à seca. Dessa forma este estudo comparativo da análise dos mecanismos de tolerância e antecipação da dessecação demonstra um potencial grande para o melhor entendimento da fisiologia de duas espécies economicamente importantes. (AU)

Avaliação do papel da piridoxamina na prevenção da nefrolitíase induzida pela hiperoxalúria em ratos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paulo Roberto Kawano
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/12535-6
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):UrologiaPiridoxaminaRatosHiperoxalúriaNefrolitíase
Resumo
Introdução e Objetivos: O oxalato de cálcio é o principal componente metabólico envolvido na litíase renal. Diferentes autores tem utilizado hiperoxalúria para estudar a deposição de cristais de oxalato de cálcio nos túbulos renais em ratos, reproduzindo modelos nos quais têm contribuído significativamente para compreensão dos mecanismos envolvidos na nefrolitíase. A piridoxamina, um componente da vitamina B6, tem sido sugerida como potencial agente terapêutico para diminuir a hiperoxalúria. Este trabalho tem por objetivo avaliar a intensidade da nefrocalcinose provocada pelo agente indutor, bem como o papel da piridoxamina na hiperoxalúria induzida em um modelo experimental em ratos. Materiais e Métodos: Serão utilizados 60 ratos machos da raça Sprague-Dawley, acondicionados em gaiolas metabólicas, distribuídos de maneira randomizada em quatro grupos: GRUPO I (Controle clínico, n=15) os animais não serão submetidos a nenhuma intervenção, e serão utilizados como controle; GRUPO II (Etileno Glicol a 0,5% + Vitamina D3, n=15) no o qual Etileno Glicol a 0,5% será diluído na água e ofertado "ad libitum" aos animais. A Vitamina D3 (Colecalciferol) na dose de 0,5 ¼M será dissolvida em 1 ml de óleo e administrada por gavagem 1 vez ao dia; GRUPO III (Etileno Glicol a 1,25%+ Vitamina D3+ Piridoxamina; n=15) os animais receberão as mesma drogas ofertadas para o grupo II acrescido da Piridoxamina via gavagem, que será dissolvida em 1 ml de água, diariamente, de acordo com o peso dos mesmos (180 mg/kg peso do animal/dia); GRUPO IV (Piridoxamina, n=15) via gavagem na dose de 180mg/kg/dia. O sacrifício ocorrerá no final de 28 dias. Em todos os animais serão realizados estudo metabólico, análise histológica, determinação do estresse oxidativo e a dosagem espectroscópica do cálcio no parênquima renal para posterior comparação entre os grupos e discussão com a literatura. (AU)

Os efeitos do estresse oxidativo na diferenciação de células-tronco neurais (CTNs)

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Kil Sun Lee
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/15331-2
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):Diferenciação celularCélulas-tronco neuraisEstresse oxidativoAutofagia
Resumo
As doenças neurodegenerativas são doenças crônicas que apresentam etiologias múltiplas. Ainda não existe um método diagnóstico que sistematicamente classifica as causas e tampouco o tratamento efetivo que reverte os sintomas. O uso das células-tronco neurais (CTNs) no tratamento dessas doenças vem sendo investigado, porém ainda existem muitas limitações para a aplicação desta técnica devido à falta de conhecimentos sobre a capacidade de autorrenovação (capacidade de se multiplicar), diferenciação para diversos tipos celulares e migração em condições normais e patológicas.Diversos processos patológicos podem ser desencadeados por metabólitos oxidativos, como espécies reativas de oxigênio (EROs). Essas moléculas modificam as estruturas e funções de diversas biomoléculas estimulando as vias de degradação, incluindo a autofagia. Sabe-se que a autofagia também é estimulada durante a diferenciação de CTN. Ambos os casos utilizam as maquinarias moleculares semelhantes, levantando as dúvidas se o estresse oxidativo poderia também induzir a diferenciação de CTN. Assim, este estudo visa investigar os efeitos de estresse oxidativo sobre as vias de autofagia e sua relação com a diferenciação de CTN. Estes dados podem contribuir para um melhor aproveitamento deste método de terapia contra doenças neurodegenerativas. (AU)

Progressão e metástase do câncer de próstata em camundongos deficientes em PTEN (PtenloxP/loxP;PB-Cre4) ou em pRb e p53 (pRbloxP/loxP p53loxP/loxP;PB-Cre4) no epitélio prostático: marcadores de proliferação e estresse oxidativo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Sérgio Luis Felisbino
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/08830-2
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 31 de outubro de 2015
Assunto(s):Neoplasias da próstataEstresse oxidativoProliferação celularGenes supressores de tumorExpressão gênicaProgressão da doença
Resumo
O câncer de próstata (CaP) é o segundo mais frequente e o segundo de maior taxa de morbidade e mortalidade entre os homens. Mutações e deleções em genes supressores tumorais são frequentes no CaP, tais como nos genes Pten, p53 e pRb e estudos recentes destacam o papel do estresse oxidativo na iniciação e progressão do CaP. Este projeto tem por objetivo avaliar o processo de progressão tumoral e metástase do CaP em duas linhagens de camundongos knockouts, um deficiente em Pten e outro deficiente em ambos p53 e pRb, especificamente no epitélio prostático - gerados pelo sistema Cre-loxP. Animais knockouts e controles serão sacrificados em diferentes idades (6, 12 e 18 meses - já está sendo feito) e os lobos prostáticos ventral, lateral, dorsal e anterior serão submetidos às análises histopatológicas e de expressão gênica por microarranjos seguida de validação por qPCR, para identificação de genes candidatos, com especial atenção aos genes associados com estresse oxidativo. Genes validados serão avaliados por imunohistoquímica e western blotting e também em amostras de pacientes com CaP em diferentes estágios da doença. Novos fármacos serão testados e a progressão tumoral será avaliada in vivo por bioluminescência (luciferase). Estes resultados poderão validar novos marcadores de diagnóstico, estadiamento e prognóstico do CaP e potenciais drogas para o seu tratamento e prevenção. O primeiro ano deste projeto será realizado no Instituto de Pesquisa sobre o Câncer da Universidade de Cambridge/Reino Unido. (AU)

Redoxoma

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ohara Augusto
Pesquisadores associados:Antonia Tavares do Amaral; Flavia Carla Meotti; Guillermo Orellana; Francis Joseph Miller; Jean Cadet; Orian Shirihai; Pio Colepicolo Neto; Guilherme Andrade Marson; Denise de Castro Fernandes; Isaias Glezer; Marilene Silva Oliveira; Waleska Kerllen Martins Gardesani; Adjaci Uchôa Fernandes; Marcos Antonio de Oliveira; Christiane Pavani; Maria Heloisa Tsuhako; José Carlos Toledo Junior; Mario Henrique de Barros; Bayardo Baptista Torres; Ricardo Battaglino; Paul Brookes; Maria Rosa Ciriolo; Madia Trujillo; Dimitar Angelov; Carlos Marques; Vilhelm Bohr; Tinna Stevnsner; Meltem Muftuoglu; Mark Wainwright; Kathy Griendling; Guilherme Indig; Gerardo Ferrer-Sueta; Thalita Balsamo Abrahão; Asif Iqbal; Fernanda Marques da Cunha; Ana Iochabel Soares Moretti; Eduardo Alves de Almeida; Lucia Rossetti Lopes; Daniela Tathiana Soltys; Marilene Demasi; Divinomar Severino
Pesquisadores principais:

Alicia Juliana Kowaltowski ; Sayuri Miyamoto ; Paolo Di Mascio ; Marisa Helena Gennari de Medeiros ; Marisa Helena Gennari de Medeiros ; Francisco Rafael Martins Laurindo ; Ana Maria da Costa Ferreira ; Luis Eduardo Soares Netto ; Mauricio da Silva Baptista ; Carmen Fernandez

Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão - CEPIDs
Processo:13/07937-8
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 31 de agosto de 2018
Assunto(s):AntioxidantesBiomarcadoresRadicais livresEstresse oxidativoOxirreduçãoCooperação técnica
Resumo
O estudo de processos redox tem alto potencial para elucidar mecanismos integrativos, devido à ubiquidade e potência de efeitos. Muitos estudos envolvem o papel de mecanismos redox em doenças. Porém, a complexidade deste campo aumentou com respeito a estruturas, estrutura-função, métodos, patologia molecular e sub-celular de proteínas redox, genômica, proteômica e metabolômica do estresse oxidativo. Assim, uma abordagem multidisciplinar se tornou essencial para avanços relevantes na área. Além disso, grupos emergentes têm dificuldade em realizar investigações relevantes e reeducar-se em novas habilidades. O principal objetivo do CEPID Redoxoma é promover colaborações integrativas, desenvolvimento sustentado e assistência a grupos emergentes. Nossa meta é realizar estudos que permitam o desenho e avaliação de novas estratégias antioxidantes de aplicabilidade clínica. Focalizaremos pontos críticos para superar limitações do conhecimento de processos redox: 1) geração e controle de espécies reativas de oxigênio (ROS) em sistemas biológicos; 2) reatividade química de ROS em ambientes biológicos e consequentes mudanças na estrutura e função de biomoléculas; 3) mecanismos eredes envolvidos nos processos de sinalização redox relevantes para doenças humanas; 4) aplicações diagnósticas e terapêuticas de processos redox. As estratégias propostas permitirão, em âmbito nacional, um coerente esforço para estudar questões-chave que preencham lacunas relevantes na área. Tais esforços serão estratégicos para promover integração disciplinar e de Instituições do Brasil, resultando em avanços que tenham impacto científico, educacional, ambiental e socioeconômico. (AU)

Estudo de mutações no gene KEAP1 envolvido em resposta antioxidativa em câncer de tireóide

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Debora Lucia Seguro Danilovic
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:13/18352-0
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 31 de maio de 2014
Vinculado ao auxílio:12/00164-0 - Estudo dos genes NRF2 e KEAP1 envolvidos em resposta antioxidativa em câncer de tireóide, AP.R
Assunto(s):EndocrinologiaNeoplasiasMutação
Resumo
O estresse oxidativo é uma condição dinâmica caracterizada por desbalanço entre pro-oxidantes e antioxidantes. Inicialmente, espécies reativas de oxigênio (ROS), não devidamente contrabalanceadas por defesas antioxidantes, provocam lesão de DNA. Entretanto, é a ação de antioxidantes, como o fator de transcrição NRF2 que age ativando genes citoprotetores, que favorece a sobrevivência das células cancerígenas. Em condições basais, a proteína repressora KEAP1 se liga a NRF2 no citoplasma e promove a sua degradação. Na presença de ROS, KEAP1 é inativado e libera NRF2 resultando em sua translocação nuclear. Estudos in vitro observaram maior expressão de NRF2 em linhagens de carcinoma anaplásico ou pouco diferenciado de tireóide e em células de camundongos com alelos oncogênicos de K-Ras e B-Raf, abitualmente relacionados com carcinoma diferenciado de tireóide. Os objetivos deste estudo são avaliar a presença de mutações dos genes NRF2 e KEAP1 em carcinomas diferenciados de tireóide, pouco diferenciado e anaplásico. No estudo das mutações do gene KEAP1serão avaliados tecidos tumorais parafinados de 120 pacientes com diagnóstico histológico de carcinomas diferenciados de tireóide, pouco diferenciado e anaplásicos. Será realizada a extração de DNA genômico a partir de material conservado em parafina e o material amplificado e automaticamente sequenciado. Os resultados serão comparados com sequencias normais obtidas em bases de dados da internet (Gene Bank). Com a participação neste projeto o bolsista pretende aprimorar os conhecimentos de técnicas de estudo molecular e identificar possíveis novas mutações no gene KEAP1. (AU)

Efeito das células progenitoras early outgrowth na apoptose de podócitos cultivados em condições de alta glicose ou peróxido de hidrogênio

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jose Butori Lopes de Faria
Supervisor no Exterior: Richard E. Gilbert
Local de pesquisa: University of Toronto (Canadá)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:13/05156-9
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):AntioxidantesEstresse oxidativo
Resumo
Estresse oxidativo induzido por hiperglicemia leva à alteração na barreira de filtração glomerular e consequentemente à albuminúria, que é característica da nefropatia diabética (ND). Podócitos são importantes componentes da integridade da barreira de filtração glomerular. Tratamento com antioxidantes diminuem a apoptose de podócitos induzida pelo diabetes e, portanto, é considerado uma potencial ferramenta terapêutica para a ND. "Early outgrowth cells" (EOC) são um tipo de células progenitoras e estudo revela que atenuam a produção de espécies reativas de oxigênio (ERO) e reduzem albuminúria em camundongos com diabetes tipo II db/db. O objetivo deste estudo é investigar se EOCs são capazes de melhorar a função podocitária após exposição dos podócitos à alta glicose ou estresse oxidativo. Será cultivada linhagem de podócitos humanos em condições de normoglicemia, hiperglicemia, estresse oxidativo (tratamento com H2O2), presença ou ausência de meio condicionado proveniente do cultivo de EOC e de inibidor da via SIRT-1. Iremos também fazer co-cultura de EOCs com podócitos humanos. Análise da apoptose de podócitos será realizada pelo método de TUNEL e análise da atividade de caspase-3, assim como também será estimada a adesão dos podócitos. O entendimento do mecanismo de ação de EOCs na proteinúria característica da ND constitui a base para o uso desta técnica no tratamento da ND. (AU)

Associação de parâmetros nutricionais e inflamatórios com remodelação ventricular em pacientes portadores de artrite reumatóide

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paula Schmidt Azevedo Gaiolla
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/10894-9
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):Avaliação nutricionalArtrite reumatoideInsuficiência cardíaca
Resumo
Artrite reumatóide é uma doença autoimune inflamatória crônica que acomete não apenas articulações, mas também exibe manifestações sistêmicas, que incluem fadiga, desnutrição e manifestações relacionadas a outros órgãos, como o coração. Os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nas lesões que acompanham a AR são multifatoriais, contando com a participação de mediadores inflamatórios, estresse oxidativo entre outros. Estes mecanismos podem associar-se a doenças cardíacas. De fato mais de 50% do excesso de mortalidade na AR é atribuída a doenças cardiovasculares. A elevação dos níveis de mediadores inflamatórios é apontada como um dos responsáveis pelo aumento de aterosclerose e de risco cardiovascular em pacientes com AR. Adicionalmente, a inflamação pode estar associada à remodelação cardíaca, independentemente dos efeitos vasculares da aterosclerose. Entretanto, os mecanismos envolvidos na remodelação cardíaca, no paciente com artrite reumatóide, ainda é controverso. Estudos mostraram tanto hipertrofia como hipotrofia cardíaca em pacientes com AR. Porém, estes estudos não fizeram avaliação completa do estado nutricional. Desta forma, o objetivo deste trabalho é estudar se inflamação e aspectos nutricionais em pacientes portadores de AR estão associados à remodelação cardíaca. Para tanto serão estudados 60 pacientes com AR, que serão submetidos a avaliação nutricional (recordatório alimentar, bioimpedância, teste de preensão palmar, medida de pregas e densitometria de corpo inteiro), avaliação ecocardiográfica (variáveis estruturais e funcionais cardíaca) e avaliação de inflamação por zimografia ( metaloproteases 2 e 9). (AU)

Efeito da expressão da proteína de transferência de colesteril éster (CETP) sobre a função endotelial: estudos em camundongos transgênicos e in vitro

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Helena Coutinho Franco de Oliveira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:13/09347-3
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 30 de abril de 2016
Assunto(s):ColesterolReatividade cardiovascular
Resumo
A CETP é uma proteína que promove remodelamento de lipoproteínas plasmáticas e modula o risco de aterosclerose. Recentemente propusemos que a CETP desempenha novas funções biológicas, tais como anti-oxidante, anti-inflamatória e anti-adipogênica. Neste projeto, levantamos a hipótese de que a CETP tem ainda uma função adicional, isto é, altera a biodisponibilidade de óxido nítrico e conseqüentemente a função endotelial e o processo da aterogênese. A CETP poderia exercer esta ação de duas maneiras. No primeiro caso, a CETP traria benefício para função endotelial, já que a CETP reduz a quantidade de colesterol livre no plasma e provavelmente na membrana das células endoteliais. A redução de colesterol na membrana celular diminui a estabilidade da interação entre eNOS e a proteína cav-1 na cavéola, o que aumenta a produção de NO. No segundo caso, considerando que a HDL diminui a interação eNOS-cav-1, a CETP traria prejuízo para a função endotelial, já que esta proteína diminui a concentração de HDL no plasma. Evidências da literatura favorecem a primeira possibilidade, uma vez o tratamento de ratos hipertensos com o inibidor da CETP, torcetrapib, resultou em prejuízo da função endotelial. Assim, os objetivos do projeto são estudar o efeito da expressão da CETP na função endotelial e reatividade vascular. Uma vez estabelecido o efeito, investigaremos os possíveis mecanismos modulados pela CETP (teor de colesterol na membrana, expressão, localização e atividade da eNOS, biodisponibilidade do NO, modificação do estado redox e/ou inflamatório, bem como as vias de sinalização envolvidas). Para tanto, realizaremos estudos in vivo com camundongos transgênicos que expressam a CETP humana comparados aos irmãos não-transgênicos (ntg) que não expressam esta proteína. Os animais serão estudados em seu estado basal e após dieta rica em gordura e colesterol. Tal tratamento induz inflamação e estresse oxidativo nos vasos dos animais. Nós propusemos que a CETP tem função anti-oxidante e anti-inflamatória, e por isso pensamos que os animais CETP podem responder melhor a estes tratamentos. Adicionalmente, estudaremos linhagem de células endoteliais humanas com a expressão da CETP modulada por RNAi. (AU)

Interação entre auxina e etileno nas respostas do tomateiro à deficiência de ferro

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rogério Falleiros Carvalho
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/04316-2
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 21 de outubro de 2016
Assunto(s):Crescimento e desenvolvimentoNutrição vegetalEstresse oxidativoFerro
Resumo
Em plantas, o ferro (Fe) é um dos mais importantes elementos essenciais. Por exemplo, o Fe é componente fundamental de enzimas envolvidas na transferência de elétrons, atuando desse modo nas reações fotoquímicas da fotossíntese, na redução do nitrato e sulfato bem como na assimilação do nitrogênio durante a fixação biológica deste elemento. Dessa forma, as respostas das plantas à deficiência de Fe têm recebido bastante atenção visto que uma série de mudanças moleculares, bioquímicas e morfológicas ocorre na carência desse nutriente. Recentes evidências têm mostrado que os hormônios são componentes fundamentais da via de sinalização de resposta à deficiência de Fe, sendo que a auxina e o etileno parecem fortemente modular essa resposta. Entretanto, o controle hormonal da deficiência de Fe ainda é bastante complexo em função da bem documentada existência de interações entre os hormônios. Dessa forma, considerando o papel da auxina e do etileno nas respostas à deficiência de Fe, a seguinte questão pode ser levantada: as mudanças moleculares, bioquímicas e morfológicas dependem da interação entre essas moléculas durante a carência de Fe? Para tentar responder essas questões, o objetivo do presente projeto é estudar a interação entre auxina e etileno nas respostas à deficiência de Fe em plantas de tomateiro, uma das hortaliças mais importantes do mundo. (AU)

Estudos da acetilação de proteínas via radicalar empregando ferramentas proteômicas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nilson Antonio de Assunção
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/07763-0
Vigência: 01 de setembro de 2013 - 31 de agosto de 2016
Vinculado ao auxílio:12/50191-4 - Síntese, estudo cinético e aplicações de substratos e inibidores de enzimas proteolíticas, AP.TEM
Assunto(s):Espectrometria de massasProteômicaEstresse oxidativoAcetilação
Resumo
Este projeto visa utilizar ferramentas bioanalíticas no estudo da acetilação deproteínas via mecanismo radicalar. O ânion superóxido, gerado no estresse oxidativo, reagecom o óxido nítrico produzindo o peroxinitrito, que combinado com o diacetil originaespécies radicalares capazes de acetilar as proteínas e as bases nitrogenadas, cujo mecanismo foi demonstrado em um estudo in vitro. A exposição ao diacetil é associada a diversos tipos de doenças, principalmente as pulmonares. A acetilação radicalar não controlada pode provocar a alteração da função das proteínas e erros no processamento da informação genética, ocasionando doenças e mutações. O propósito do trabalho é verificar se a reação peroxinitrito/diacetil produz a acetilação via radicalar in vivo e, posteriormente, avaliar como essas alterações influem na expressão proteômica no tecido pulmonar de ratos Wistar. Os animais serão divididos nos seguintes grupos: i) controle que receberá o veículo, ii) somente peroxinitrito; iii) diacetil marcado com 13C; iv) peroxinitrito e diacetil marcado 13C. Os metabólitos e as proteínas de cada grupo serão analisados por eletroforese capilar, eletroforese em gel bidimensional, cromatografia líquida, western blot e espectrometria de massas para a separação e identificação das proteínas e das posições das acetilações. Esperamos contribuir para responder algumas questões biologicamente relevantes propondo um mecanismo não enzimático para a acetilação de proteínas e relacionando-o com a expressão proteômica na situação de estresse oxidativo e exposição ao diacetil. As respostas obtidas contribuirão para o entendimento dos mecanismos de acetilação não genéticos fornecendo insights para o estudo de doenças; a relação delas com a exposição ao diacetil e a necessidade de controlar o seu uso em alimentos. (AU)

Influência da deficiência de reparo do DNA no desenvolvimento e progressão da Doença de Alzheimer em modelo de camundongo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elza Tiemi Sakamoto Hojo
Supervisor no Exterior: Vilhelm A. Bohr
Local de pesquisa: National Institutes of Health (NIH) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:13/11052-1
Vigência: 12 de agosto de 2013 - 11 de julho de 2014
Assunto(s):Reparação de DNADoença de Alzheimer
Resumo
A patogênese de doenças neurodegenerativas e o processo de envelhecimento estão, de maneira geral, relacionados ao estresse oxidativo. A Doença de Alzheimer (DA), que é uma demência senil neurodegenerativa com grande impacto na saúde pública, apresenta uma importante relação com o aumento do estresse oxidativo, havendo evidências de que existe deficiência nos mecanismos de reparo dos danos causados ao DNA por esse tipo de estresse, especialmente no que diz respeito ao reparo por excisão de bases (BER). Assim, comparações entre as alterações funcionais nos mecanismos de BER em relação às disfunções características da DA constituem importante objeto de estudo na identificação de fatores de risco e de proteção ligados à doença. Dessa maneira, a presente proposta tem como objetivo analisar quebras no DNA nuclear e mitocondrial em cérebros de camundongos modelo para a DA, em comparação a camundongos deficientes para a pol², isto é, que são deficientes na execução da via BER, por meio de ensaios como Long PCR amplification. Além disso, pretende-se mensurar a atividade dos mecanismos da via de reparo do DNA por excisão de bases (BER) e utilizar testes específicos para detecção de características comportamentais (memória, ansiedade e locomoção) a fim de estabelecer comparações em relação a padrões de comportamento entre esses camundongos. A proposta compreende ainda avaliar as semelhanças entre a expressão dos genes de reparo do DNA nas células cerebrais e em células mononucleares do sangue periférico de camundongos modelo para a DA a fim de verificar semelhanças no padrão de expressão gênica, considerando que essas células presentes no sangue podem ser marcadores importantes da patologia neuronal. Estudos dessa natureza são de extrema importância na definição da relação entre falhas nos mecanismos de BER e a patologia da DA, permitindo assim o aprimoramento do conhecimento na área, que serve como base para o desenvolvimento de novas tecnologias para prevenção, diagnóstico, prognóstico e tratamento da DA. (AU)

There is no relationship between paraoxonase serum level activity in women with endometriosis and the stage of the disease: an observational study

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Organização Social de Saúde. Fundação do ABC. Santo André, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Bianca Alves Vieira Bianco
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Processo:13/12427-9
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 31 de janeiro de 2014
Assunto(s):EndometrioseEstresse oxidativoInfertilidade feminina
Resumo
Introdução: A endometriose é uma doença crônica, cuja fisiopatologia é desconhecida, mas há evidências sugerindo uma ligação com o estresse oxidativo. Paraoxonase é uma enzima que circula no soro associado a lipoproteínas de alta densidade (HDL). Atua protegendo HDL e LDL da peroxidação lipídica. Nosso objetivo foi comparar os níveis séricos de atividade PON-1 em mulheres com endometriose em diferentes estágios da doença (mínima/leve e moderada /grave).Métodos: 80 mulheres inférteis com endometriose diagnosticada por laparoscopia/laparotomia com confirmação histológica da doença foram divididos de acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em classificação mínima/leve (n=33) e moderada/grave (n=47). Atividade paraoxonase e atividade arilesterase foram medidos por espectrofotometria. Índice de massa corporal e os níveis de glicose em jejum também foram determinados.Resultados: A atividade da paraoxonase foram 191,29 ± 22,41 U/l em mulheres com endometriose mínima/leve e 224,85 ± 21,50 U/l em mulheres com doença moderada/grave (p=0,274). Considerando o nível arilesterase, os resultados mostraram 89,82 ± 4,61 U/l em mulheres com endometriose mínima/leve e 90,78 ± 3,43 U/l na doença moderada/grave (p=0,888).Conclusões: A evidência de atividade paraoxonase menor em mulheres com endometriose não foi encontrado neste estudo. Além disso, nenhuma diferença foi encontrada considerando endometriose mínima/leve ou moderada/grave. (AU)

Dieta hipercolesterolêmica provoca aterosclerose em aneurisma de aorta abdominal: estudo dos mecanismos em modelo experimental

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Simone Gusmão Ramos
Supervisor no Exterior: Guo-Ping Shi
Local de pesquisa: Harvard University, Boston (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:13/12518-4
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):Aneurisma da aorta abdominalAteroscleroseApoptoseCatepsinasCisteína proteases
Resumo
Aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma doença crônica degenerativa da parede aórtica, frequentemente relaciona à aterosclerose. Os mecanismos implicados na formação e progressão dos AAAs ainda não estão completamente esclarecidos, pois apenas 10% dos pacientes com aterosclerose grave desenvolvem aneurismas. Um dos possíveis mecanismos seria uma maciça apoptose das células musculares lisas (CML) da camada média da aorta, o que parece ser um evento crucial na formação dos AAAs. Esta morte programada estaria associada à ação de enzimas proteolíticas lisossomais pertencentes à família das cisteínas proteases, conhecidas como catepsinas. Entretanto, a apoptose é um evento complexo que ocorre por duas vias, uma iniciada por fatores extrínsecos, com a ativação de receptores na superfície celular, e a outra por fatores intrínsecos, em resposta ao dano celular e estresse oxidativo. Num experimento-piloto usando um modelo experimental de AAA, vimos que a introdução de uma dieta hipercolesterolêmica leva à formação de placas de gordura apenas na parede aneurismática, resguardando o segmento da aorta com diâmetro normal. Esses achados possibilitaram o desenvolvimento de um projeto inédito, que irá investigar a influência das catepsinas nos mecanismos associados a apoptose das CMLs, na presença e ausência de placas ateroscleróticas em um modelo experimental de AAA. O entendimento desses mecanismos poderá auxiliar na elaboração de estratégias de tratamento e prevenção dos AAA. Esse projeto terá o apoio e a colaboração da Universidade de Harvard através do Prof. Guo-Ping Shi, especialista no estudo das catepsinas na parede arterial. (AU)

Avaliação do efeito do óleo essencial obtido dos frutos de Citrus aurantium no infarto do miocárdio induzido por isoproterenol em ratos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Clélia Akiko Hiruma Lima
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Etnofarmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/25274-3
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 30 de setembro de 2013
Assunto(s):Citrus aurantiumInfarto do miocárdioProdutos naturaisIsoproterenol
Resumo
O infarto agudo do miocárdio (IAM), principal causa de morte no mundo, é uma doença coronariana isquêmica, cuja causa mais comum é a oclusão de uma ou mais artérias coronárias que gera isquemia e necrose tecidual. O isoproterenol (ISO) é um agonista ²-adrenérgico que em doses elevadas aumenta Ca2+ intracelular e isquemia, gerando um estresse oxidativo, que culmina em apoptose. Considerando-se a ação antioxidante e angiogênica do óleo essencial de Citrus aurantium (OEC) no tratamento de úlceras gástricas em ratos, este projeto pretende avaliar o efeito do OEC na injúria miocárdica causada pelo ISO. Serão utilizados ratos Wistar machos de 6 a 7 semanas, aleatorizados em grupos. Será avaliado o efeito preventivo do OEC sobre o infarto do miocárdio. Para isso, receberão por gavagem durante 7, 14 ou 30 dias, OEC (250mg/kg) ou veículo (Tween 80 a 8%, 10 ml/kg) e, nos últimos dias de pré-tratamento, será administrado ISO (100mg/kg) ou salina (1ml/kg) sc. Após 48 horas da 1ª dose de ISO serão eutanasiados. Como parâmetros de análise de injúria tecidual, serão feitas: análises séricas de marcadores de necrose miocárdica (CK-MB), hemograma completo, análises enzimáticas do miocárdio (glutationa total, malondialdeído, mieloperoxidase e metaloproteinases) e histopatologia (infiltração de neutrófilos e grau de injúria), ureia e creatinina (função renal) e AST e ALT (função hepática). (AU)

Caracterização cinética e molecular da (Na+,K+)-ATPase do tecido branquial do caranguejo Cardisoma guanhumi (Latreille)

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Francisco de Assis Leone
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Enzimologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/00976-8
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 31 de julho de 2016
Resumo
Este projeto de Doutorado é uma continuidade da linha de pesquisa, que vem sendo apoiada pela FAPESP, e cujo objetivo é o estudo sistemático das propriedades estruturais e cinéticas da (Na,K)-ATPase do tecido branquial de diferentes espécies de caranguejos e camarões afim de se tentar estabelecer um modelo para adaptação dos crustáceos a ambientes de diferentes salinidades. A manutenção da osmolalidade da hemolinfa dos crustáceos é atribuída à (Na,K)-ATPase e este mecanismo de adaptação sugere que as respostas dos crustáceos devem envolver uma rápida ativação do transporte de íons que deve ser primária a qualquer outra resposta fisiológica deste animal. No presente projeto pretende-se investigar a sinalização celular vinculada à regulação da (Na,K)-ATPase de Cardisoma guanhumi bem como suas conseqüências diretas na captação de NaCl através das brânquias durante a aclimatação a ambientes hiposalinos e a ambientes marinhos. Para isso serão realizados os seguintes estudos: 1) preparação da (Na,K)-ATPase do tecido branquial de Cardisoma guanhumi. 2) caracterização cinética da atividade da enzima em relação aos ligantes ATP, PNPP, sódio, potássio, magnésio e amônio. 3) análise da expressão de proteínas da preparação microsomal das brânquias. 4) localização subcelular da enzima através de ensaios imunohistoquímicos. 5) quantificação de enzimas que participam do estresse oxidativo em animais aclimatados em diferentes salinidades. 6) Estudo da formação da fosfoenzima. 7) Regulação da atividade da (Na,K)-ATPase pela FXYD2 exógeno. 8) Estudo da ação das poliaminas na atividade da (Na,K)-ATPase. (AU)

Efeitos neuroprotetores do Edaravone na hidrocefalia experimental induzida em ratos wistar

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luiza da Silva Lopes
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:13/14602-2
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 28 de fevereiro de 2014
Vinculado ao auxílio:12/22596-0 - Efeitos neuroprotetores do Edaravone na hidrocefalia experimental induzida em ratos Wistar, AP.R
Assunto(s):Fármacos neuroprotetoresHidrocefaliaNeurocirurgiaAstrócitos
Resumo
A hidrocefalia é usualmente definida como uma deficiência no fluxo ou absorção do líquido cefalorraquidiano, resultando em uma dilatação no sistema ventricular e aumento da pressão intracraniana. O tratamento da hidrocefalia usualmente utilizado é cirúrgico, com derivações liquóricas. Entretanto, nem todos os pacientes com hidrocefalia podem ser submetidos ao tratamento cirúrgico imediatamente após o diagnóstico, seja por apresentarem condições clínicas desfavoráveis ou por apresentarem ainda dilatação ventricular inicial. Apesar das lesões da hidrocefalia ser de caráter multifatorial, sabe-se que o estresse oxidativo é um dos mecanismos envolvidos. O Edaravone é uma droga que atua sobre o estresse oxidativo e foi introduzida recentemente no tratamento de isquemia cerebral, mas ainda não foi testada na hidrocefalia. O objetivo deste trabalho será avaliar a resposta neuroprotetora do Edaravone na hidrocefalia experimental em ratos Wistar jovens, Ratos machos com 7 dias de vida receberão uma injeção de caulim a 15% na cisterna magna, para a indução da hidrocefalia. Os animais serão divididos em três grupos: controle sem injeção de caulim (n = 10), hidrocefálico sem tratamento (n=20), hidrocefálico tratado com Edaravone (2mg/kg/dia), a partir do dia pós-indução (n=20). Para avaliação da resposta ao tratamento serão realizados testes de comportamento (open field e labirinto em T), ressonância magnética de encéfalo, além de estudos bioquímicos, histológicos e imunoistoquímicos. Os resultados deste trabalho podem indicar um potencial tratamento alternativo ou adjuvante em pacientes com hidrocefalia. (AU)

Potencial quimioprotetor do dim (3,3´-Di-indolil-metano) e da genisteína em linhagens de células tumorais prostáticas humanas LNCaP e PC-3 expostas ao bisfenol a

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Wellerson Rodrigo Scarano
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:13/05038-6
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):GenisteínaBisfenol A
Resumo
A neoplasia prostática apresenta base hormonal para a sua iniciação e progressão e estes acontecimentos estão relacionados, principalmente, a alterações envolvendo estrógenos e andrógenos inerentes do processo de envelhecimento, onde há incremento de estrógenos em relação aos andrógenos. O bisfenol A (BPA) é o xenoestrógeno mais estudado na atualidade e sua atividade estrogênica tem despertado interesse por sua ampla dispersão no meio ambiente. Desta forma, esse composto poderia contribuir para o aumento da incidência, agressividade e capacidade metastática dos tumores prostáticos. Por outro lado, a quimioproteção com os fitoquímicos dietéticos está associada à redução na incidência e na progressão de diferentes neoplasias, diminuição de processos inflamatórios e estresse oxidativo ocasionados por substâncias potencialmente nocivas. Este estudo tem por objetivo avaliar os efeitos dos fitoquímicos 3,3´-Di-indolil-metano (DIM) e Genisteína (Gen) isolados e/ou associados em células tumorais prostáticas expostas ao BPA. Para tanto, as células tumorais prostáticas LNCaP e PC-3 serão cultivadas em meio específico padrão (MC) para a expansão até atingirem 80% de confluência. Em seguida, serão tripsinizadas e transferidas para placas de 6 poços e submetidas aos tratamentos: T1: MC; T2: MC+BPA; T3: MC+BPA+DIM; T4: MC+BPA+Gen; T5: MC+BPA+DIM+Gen; por 96 horas. As doses dos agentes químicos serão estabelecidas pelo ensaio de viabilidade e determinação da IC50. A viabilidade e velocidade de migração das células tumorais frente à exposição ao Bisfenol A e após a adição do DIM e da Gen isolados e/ou associados serão avaliadas. Adicionalmente, as células serão submetidas à extração proteica para realização de Western Blotting visando analisar as proteínas: AKT, MAPK, BAX e BCL2 (proliferação e morte celular); AR, ER±, ER² (sobrevivência e modulação hormonal); e SIRT1 (estresse oxidativo e potencial metastático). Os resultados poderão contribuir para o entendimento da resposta de células tumorais expostas ao xenoestrógeno ambiental BPA e o possível efeito modulador dos fitoquímicos sobre essa resposta. (AU)

Estudo do efeito da Vitamina D no modelo de fibrose renal e a participação das vias de sinalização da Wnt e do Klotho

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nestor Schor
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:13/14204-7
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 30 de setembro de 2016
Vinculado ao auxílio:10/52180-4 - Fisiopatologia e regeneração das lesões renais, AP.TEM
Assunto(s):NefrologiaVitamina DInsuficiência renal crônica
Resumo
A fibrogênese renal é um processo dinâmico e envolve a ativação de diversas vias que desencadeiam a ativação e a proliferação de células produtoras de matriz resultando na doença renal crônica. Entre os muitos fatores que regulam o processo fibrótico renal destaca-se o TGF-². Mais recentemente a participação das vias incluindo o Klotho e da Wnt no desenvolvimento da fibrose renal tem sido sugerida.O gene Klotho codifica uma proteína transmembrana que também pode ser encontrada na forma solúvel. Estudos recentes demostraram que o Klotho possui um importante efeito renoprotetor pela sua capacidade de reduzir a expressão do TGF-²1, porém, ainda não é conhecido o mecanismo envolvido. Além disso, Klotho é capaz de inibir a atividade de proteínas da Wnt, outra importante via envolvida na fibrose renal. As proteínas Wnt constituem uma numerosa família de glicoproteínas segregadas que se ligam ao domínio extracelular dos receptores do tipo frizzled. Estudos recentes demonstraram que a via da Wnt está ativada no modelo de nefropatia por obstrução, sendo um dos responsáveis pela gênese da fibrose renal, provavelmente por estimular o aumento na expressão dos componentes de matriz extracelular. A atividade da Wnt pode ser modeulada pelo Klotho, através da interação Wnt-Klotho, resultando na supressão na via da Wnt. Há indícios de que a proteína Wnt pode ser regulada através da sua ligação com a forma secretada do Klotho, porém, ainda é bastante obscuro como a interação entre essas duas vias de sinalização. Assim os efeitos renoprotetores do Klotho parece se relacionar à sua capacidade de interferir em pelo menos duas vias pró-fibróticas, o TGF-² e a Wnt.Além do Klotho, a Vitamina D ativa (Vit D) também tem sido apontada como um agente renoprotetor. Entretanto, este efeito da Vit D é decorrente de sua capacidade de modelar a atividade do SRA e do NF-ºB. A ativação dessas duas vias resulta no estimulo à proliferação celular, inflamação, estresse oxidativo e fibrogênese, que pode envolver a participação do TGF-²1. A inibição do SRA pela Vit D já está bem estabelecida e o mecanismo molecular ocorre através da inibição do gene da renina. Além disso, a vitamina D é capaz de inibir a ação do NF-ºB através da interação do receptor de vitamina D (VDR) com a subunidade p65 da via do NF-ºB.Portanto, esse estudo tem o objetivo de avaliar o envolvimento das vias da Wnt e do Klotho no desenvolvimento da fibrose renal induzida pelo modelo de ablação renal. Bem como, avaliar se o tratamento com Vitamina D resulta em algum efeito renoprotetor através da sua interação com Klotho e Wnt. (AU)

Influência da suplementação de zinco na remodelação cardíaca após o infarto agudo do miocárdio

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Leonardo Antonio Mamede Zornoff
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/06862-4
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 31 de março de 2016
Assunto(s):CardiologiaInsuficiência cardíaca
Resumo
A insuficiência cardíaca é responsável por grande número de internações em todo mundo. As principais causas dessa doença são a isquemia miocárdica e a hipertensão arterial sistêmica. Dentre as alterações isquêmicas, podemos destacar o infarto agudo do miocárdio (IAM). Após o IAM podem ocorrer alterações complexas na arquitetura ventricular, envolvendo tanto a região infartada quanto a não infartada. Nos últimos anos, estas adaptações passaram a ser estudadas com o nome de remodelação ventricular ou cardíaca. Devido ao grande impacto sócio-econômico e às altas taxas de mortalidade, torna-se relevante a identificação de fatores que modulem o processo de remodelação ventricular, como o zinco. O zinco é metal divalente, essencial para a atividade de diversas enzimas como a enzima conversora da angiotensina, a superóxido dismutase e as metaloproteinases da matriz extracelular (MMPs). Além disso, esse metal tem papel fundamental na estrutura das membranas celulares, e na estabilização das estruturas de RNA, DNA e ribossomos. Atualmente, evidências experimentais e clínicas mostram que a concentração sérica de zinco encontra-se diminuída na insuficiência cardíaca. Essa redução pode interferir com a atividade das metaloproteinases, com estresse oxidativo e, consequentemente, com o processo inflamatório. No entanto, a influência da suplementação de zinco na remodelação cardíaca após o infarto agudo do miocárdio ainda não foi estudada. (AU)

Congelabilidade do sêmen de carneiros suplementados com Vitamina A ou submetidos à laserterapia de baixa intensidade

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eneiva Carla Carvalho Celeghini
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/13438-4
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):AndrologiaOvinosVitamina AEspermatozoidesTerapia a laser
Resumo
O sêmen ovino congelado tem sido alvo de grandes estudos, visto que sua utilização viabiliza o uso da inseminação artificial (IA) em ovelhas, embora, a taxa de prenhez obtida pela IA ainda seja baixa, devido primordialmente a necessidade dos espermatozoides pós-descongelamento vencerem a barreira cervical, o que abre espaço para a busca de maiores conhecimentos ao redor do sêmen a ser congelado. A suplementação com vitamina A, auxilia na renovação do epitélio seminífero e na diminuição da concentração de espécies reativas de oxigênio; por outro lado, a utilização de laserterapia (LT) de baixa intensidade, que estimula a mitose celular, também poderia servir como auxiliar na proliferação do epitélio seminífero e contribuir com melhores índices na congelação do sêmen. O presente projeto tem por objetivo analisar a congelabilidade do sêmen de carneiros, submetidos ou não à degeneração testicular, suplementados com vitamina A ou a laserterapia de baixa intensidade. Serão utilizados 18 carneiros distribuídos em seis grupos de tratamentos: 1) controle: não degenerado e não tratado (n=3), 2) não degenerado e suplementado com vitamina A (n=3), 3) não degenerado e submetido à laserterapia de baixa intensidade (n=3), 4) degenerado e não tratado (n=3), 5) degenerado e suplementado com vitamina A (n=3), 6) degenerado e submetido à laserterapia de baixa intensidade (n=3). Durante o período experimental serão realizadas avaliações semanais, incluindo: exame andrológico, avaliação de temperatura testicular e retal. Logo após a colheita o sêmen será avaliado, acrescido de diluidor a base de gema de ovo, envasados em palhetas e criopreservado utilizando-se um sistema automatizado, sendo mantidos em botijões criogênicos (-196º C). Após as palhetas de sêmen serão descongeladas (37º C/30 segundos) e avaliadas quanto à motilidade (CASA), morfologia espermática (DIC), integridade das membranas plasmática e acrossomal, função mitocondrial e estresse oxidativo. Os dados serão submetidos à Análise de Variância e as médias comparadas pelo teste de Fisher empregando-se o programa estatístico Statistical Analysis System (SAS Institute Inc., 2004). (AU)

Coexposição a metilmercúrio e chumbo em ratos: distribuição no organismo, avaliação da genotoxicidade e parâmetros de estresse oxidativo, e possível efeito protetor do fruto maná cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal)

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fernando Barbosa Júnior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/05560-4
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 16 de outubro de 2014
Assunto(s):Mercúrio (elemento químico)ChumboEstresse OxidativoGenotoxicidadeIntoxicação por chumboIntoxicação por mercúrio
Resumo
A avaliação da toxicidade frente a exposição concomitante a mais de um elemento químico é um tópico desafiador e relativamente recente na literatura, uma vez que a maioria dos estudos toxicológicos tem focado nos efeitos tóxicos decorrentes da exposição a apenas um agente químico. No Brasil, na região Amazônica, a população ribeirinha está exposta simultaneamente, e de forma crônica, a dois elementos químicos tóxicos (Hg e Pb), sendo que esta exposição ocorre principalmente por meio da ingestão de peixes contaminados com Hg e da farinha de mandioca contaminada com Pb. No entanto, uma vez que a farinha e o peixe são a base da alimentação desta população, não é possível propor que esses alimentos deixem de ser ingeridos. Uma alternativa seria propor a ingestão concomitante de outros alimentos, como as frutas nativas, que possuam nutrientes com atividade protetora contra os efeitos tóxicos causados por esses contaminantes. O maná cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal) é um fruto nativo da região Amazônica, bastante nutritivo e utilizado no tratamento da anemia e no controle dos níveis elevados de colesterol, ácido úrico e glicose. Diante do exposto, este projeto busca avaliar os efeitos tóxicos decorrentes da exposição oral ao MeHg e ao Pb conjuntamente, de forma crônica e em baixas doses, em ratos, considerando diferentes biomarcadores. Além disso, o estudo propõe avaliar também o possível efeito protetor da polpa do fruto maná cubiu frente a esta coexposição. (AU)

Estudo dos mecanismos envolvidos na disfunção vascular induzida pelo estresse agudo de restrição

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Renato Tirapelli
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/04470-1
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 31 de outubro de 2014
Assunto(s):Disfunção endotelialEstresse oxidativoÓxido nítricoReatividade cardiovascular
Resumo
O estresse físico ou psicológico é definido como o estado de desarmonia ou de ameaça à homeostasia que pode ser provocado por estressores psicológicos, ambientais ou fisiológicos. Vários estudos mostram que o estresse físico, assim como o psicológico, contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como, por exemplo, a hipertensão arterial. Portanto, o estresse acarreta alterações significativas da função circulatória, figurando como um importante fator de risco no desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Para explicar o aumento da pressão arterial associado ao estresse, alguns estudos sugerem um mecanismo miogênico que envolve a disfunção endotelial onde o estresse altera a reatividade vascular induzindo aumento da resposta vascular a agentes vasoconstritores e redução do relaxamento a agentes vasodilatadores. A disfunção endotelial pode ser definida como um desequilíbrio na síntese, liberação ou efeito dos fatores endoteliais que relaxam o músculo liso vascular como, por exemplo, o óxido nítrico (NO). O aumento do estresse oxidativo também figura como um importante mecanismo indutor da disfunção endotelial. As espécies reativas de oxigênio (ERO), como por exemplo, o ânion superóxido (O2-) oxidam biomoléculas e iniciam o processo de lipoperoxidação que leva à disfunção cardiovascular. É importante ressaltar que o estresse induz aumento da produção de ERO. Portanto, a hipótese do presente estudo é a de que o estresse agudo estimule a produção de ERO na vasculatura e que essa resposta levaria a disfunção vascular com conseqüente alteração da reatividade vascular, redução da biodisponibilidade do NO e aumento da pressão arterial. Portanto, o objetivo do presente estudo é avaliar os mecanismos envolvidos na disfunção vascular induzida pelo estresse agudo de restrição. (AU)

Efeitos da associação de treinamento físico aeróbio e resistido em parâmetros autonômicos e de estresse oxidativo em ratas hipertensas ooforectomizadas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Vergueiro. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Kátia De Angelis
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:13/07869-2
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 31 de dezembro de 2014
Assunto(s):MenopausaHipertensão
Resumo
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. As mulheres antes do climatério apresentam proteção cardiovascular quando comparadas aos homens; no entanto, com o advento da menopausa, essa cardioproteção é reduzida e, somado ao sedentarismo e a diminuição de força, torna a mulher muito mais susceptível ao desenvolvimento de doenças crônicas degenerativas.Os benefícios da atividade física são amplamente estudados e divulgados no tratamento e prevenção de diversas disfunções cardio-metabólicas. No presente estudo iremos analisar o efeito do treinamento físico combinado (aeróbio + resistido) em parâmetros hemodinâmicos, autonômicos, de estresse oxidativo e de inflamação em um modelo experimental de ratas ooforectomizadas espontaneamente hipertensas (SHR). O treinamento será realizado em esteira e escadas adaptadas para ratos em dias alternados. Parâmetros de função cardiovascular (pressão arterial, PA e de frequência cardíaca, FC), de regulação autonômica (variabilidade da FC e da PA e sensibilidade dos pressorreceptores) e de capacidade física (teste máximo de corrida em esteira e teste de carga máxima em escada) e sua relação com alterações em parâmetros de estresse oxidativo (lipoperoxidação por quimiluminescência, proteínas carboniladas, balanço redox pela razão da glutationa oxidada e reduzida, produção de ânion superóxido e de peróxido de hidrogênio, catalase, glutationa peroxidase, superóxido dismutase, capacidade antioxidante total), de metabolização de oxido nítrico (concentração de nitritos e nitratos plasmáticos) e de inflamação (leptina, adponectina, TNF alfa, IL-6, IL-10) serão avaliados. Os resultados do presente estudo poderão contribuir para um melhor entendimento dos mecanismos envolvidos na associação de fatores de risco no sexo feminino, bem como dos efeitos do treinamento físico combinado em modelo de hipertensão associado à privação dos hormônios ovarianos. (AU)

Avaliação do efeito do ácido rosmarínico sobre a esteatose hepática não alcoólica induzida por dieta hiperlipídica em ratos wistar

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Pró-Reitoria Adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade de Franca (UNIFRAN). Franca, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Raquel Alves dos Santos
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/25358-2
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 30 de junho de 2015
Assunto(s):Estresse oxidativoPPAR gamaObesidadeÁcido rosmarínico
Resumo
A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), descrita desde os anos 80, tem sido denominada como o componente hepático da Síndrome Metabólica e é caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado. Possuindo etiologia multifatorial com componentes ambientais bem definidos essa doença atinge proporções epidemiológicas preocupantes. Caso não seja tratada adequadamente a DHGNA pode progredir para uma forma mais grave denominada esteato-hepatite não alcoólica (EHNA) caracterizada pela fibrose e inflamação do tecido hepático. O componente genético da DHGNA inclui vários genes que podem aumentar a suscetibilidade e a gravidade dessa doença, entre os quais está o PPAR³ (receptor ativados por proliferador de peroxissoma), que expressa um fator transcricional envolvido na regulação de genes como CD36, ADRP e LPL envolvidos no controle do metabolismo lipídico. Tanto a prevenção quanto o tratamento para DHGNA envolve mudança nos hábitos de vida com a inclusão de uma dieta equilibrada e atividades físicas, os quais nem sempre são aderidos na sua íntegra pela paciente tornando assim o tratamento para essa doença comprometido. Dessa forma, a busca por novas alternativas para o tratamento dessa doença torna-se relevante. O ácido rosmarínico (AR) é uma substância fenólica com capacidade de modular o sistema de defesa antioxidante. Alguns dados mostram que o AR pode ter um papel importante no controle do metabolismo de carboidratos e ainda na modulação da expressão de PPAR³. Dessa forma, esse projeto de pesquisa tem por objetivo avaliar o efeito do AR em ratos Wistar submetidos experimentalmente a uma dieta hiperlipídica para indução de DHGNA. Para isso será feita uma análise histopatológica do tecido hepático, onde também será avaliada a extensão de danos no DNA e expressão em nível transcricional dos genes PPAR³, CD36, ADRP e LPL. Também serão avaliados marcadores de estresse oxidativo como ±-tocoferol, glutationa reduzida e substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico, bem como os níveis séricos de AST, ALT, TAG, LDL, colesterol total e tolerância à glicose. (AU)

Influência do exercício físico sobre o estresse oxidativo, as MAPK e o NF-ºB no músculo sóleo de ratos com insuficiência cardíaca induzida por estenose aórtica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marina Politi Okoshi
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/22485-3
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):Sistema musculoesqueléticoRatosEstresse oxidativoInsuficiência cardíaca
Resumo
Embora o aumento do estresse oxidativo na musculatura esquelética durante a insuficiência cardíaca (IC) já esteja bem caracterizado, as fontes de geração de espécies reativas de oxigênio (EROs), assim como as vias de sinalização pelas quais o estresse oxidativo leva às alterações da musculatura esquelética, ainda não estão completamente esclarecidas. A NADPH oxidase constitui importante fonte geradora de EROs. Estudos sugerem que as vias das proteínas quinases ativadas por mitógeno (MAPKs) e do fator nuclear-ºB (NF-ºB) podem estar envolvidas na resposta muscular ao estresse oxidativo. O exercício físico (EF) tem sido apontado como importante estratégia terapêutica não farmacológica na prevenção e reabilitação de doenças cardiovasculares. Entre seus benefícios, destacam-se os efeitos antioxidantes, decorrentes de aumento na expressão de enzimas antioxidantes e redução das enzimas pró-oxidantes. Somente poucos estudos avaliaram os efeitos do EF na IC induzida por estenose aórtica. Não identificamos trabalhos que tenham analisado os efeitos do EF sobre o estresse oxidativo e as vias de sinalização das MAPK e do NF-ºB na IC. Neste estudo, avaliaremos a influência do EF aeróbio sobre o estresse oxidativo e as vias de sinalização das MAPK e do NF-ºB na musculatura esquelética de ratos com IC induzida por estenose aórtica. Ratos Wistar com 90 a 100 g serão submetidos a toracotomia para indução de estenose aórtica. Vinte semanas após a cirurgia, serão constituídos quatro grupos experimentais: Sham sedentário (Sham-S), Sham exercitado (Sham-Ex), estenose aórtica sedentário (EAo-S) e estenose aórtica exercitado (EAo-Ex). Os grupos exercitados serão submetidos a exercício físico em esteira, cinco vezes por semana, durante oito semanas. Haverá período de adaptação, com aumento gradativo da velocidade e tempo de exercício. A tolerância ao esforço físico será avaliada antes e após o período de treinamento, por teste de esforço máximo. Disfunção ventricular será confirmada por estudo ecocardiográfico e a presença de IC por evidências anátomo-patológicas avaliadas durante a eutanásia. A atividade das enzimas antioxidantes será quantificada no músculo sóleo por espectrofotometria. A atividade da NADPH oxidase e a geração total de EROs serão avaliadas pela quantificação dos produtos derivados de oxidação do dihidroetídio por HPLC. A expressão gênica das subunidades do complexo enzimático NADPH oxidase será analisada por RT-PCR em tempo real. Proteínas das vias MAPK e do NF-ºB serão mensuradas por Western blot. Análise estatística: ANOVA. (AU)

Contribuição da elevação da esteroidogênese e/ou da deficiência da NADP-transidrogenase no estresse oxidativo mitocondrial das células de camundongos hipercolesterolêmicos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Helena Coutinho Franco de Oliveira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:13/05497-0
Vigência: 01 de agosto de 2013 - 31 de março de 2016
Assunto(s):Hipercolesterolemia
Resumo
Em trabalhos publicados por nosso grupo, demonstramos que há uma importante contribuição das mitocôndrias no estabelecimento de um estresse oxidativo em tecidos de camundongos geneticamente hipercolesterolêmicos, o que pode ser relevante para a aterogênese destes animais. As mitocôndrias destes animais apresentaram uma diminuição de seu conteúdo de NADPH, principal poder redutor para reconstituição do sistema enzimático glutationa redutase/peroxidase. Também demonstramos que havia aumento da lipogênese e esteroidogênese hepática, o que nos levou a propor que estes processos biossintéticos eram responsáveis pelo consumo de grandes quantidades de NADPH. A inibição farmacológica da esteroidogênese não pôde ser usada como contraprova de nossa proposta devido a efeitos tóxicos de estatinas diretamente nas mitocôndrias. Desta maneira, nossa hipótese de que o estresse oxidativo mitocondrial estará reduzido em paralelo com a redução da síntese de colesterol necessita de uma abordagem molecular (antisense oligonucleotides e/ou RNAs de interferência para o knockdown in vivo e in vitro da HMGCoA). Como estes animais também apresentam deficiência genética da NADP-transidrogenase mitocondrial ou transidrogenase de nucleotídeos de nicotinamida (NNT) em seu background (C57BL6/J), uma enzima essencial para manutenção do teor de NADPH na mitocôndria, ela também será objeto de nossa investigação. Para tanto usaremos o knockdown da NNT em camundongos selvagens e a transfecção da NNT em células dos camundongos hipercolesterolêmicos. Assim, neste projeto pretendemos determinar a origem do estresse oxidativo mitocondrial observado em tecidos e células dos camundongos hipercolesterolêmicos. Nossa hipótese é que a depleção do NADPH demonstrado nestas mitocôndrias seja conseqüência de duas possibilidades, mutuamente não excludentes: aumento de esteroidogênese e deficiência da NNT. Portanto, usando ferramentas moleculares em estudos in vivo e in vitro, em células geneticamente manipuladas, pretendemos quantificar a contribuição relativa de cada um destes processos. (AU)

Efeitos de drogas ativadoras da via NO-GMPc sobre a produção de MMPs em cultura de células

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fernando Morgan de Aguiar Correa
Supervisor no Exterior: Sruti Shiva
Local de pesquisa: University of Pittsburgh (Pitt) (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:13/09930-0
Vigência: 20 de julho de 2013 - 19 de janeiro de 2014
Assunto(s):Óxido nítrico
Resumo
As doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial estão associadas ao aumento da ativação das metaloproteinases da matriz extracelular (MMPs). As MMPs são endopeptidases cálcio-dependentes, expressas em várias células e tecidos, incluindo células da musculatura lisa vascular, endotélio, fibroblastos e células inflamatórias. Estas enzimas podem ser reguladas por vários processos, e o aumento na ativação destas proteases, promove degradação excessiva dos componentes da matriz extracelular, e desse modo provoca um remodelamento vascular patológico. As estatinas reduzem a produção do colesterol, e assim como sildenafil, que é amplamente utilizado no tratamento da disfunção erétil e é um inibidor de fosfodiesterase (PDE5), possui efeitos benéficos denominados efeitos pleiotrópicos. Dentre estes efeitos inclui-se: a melhoria na função endotelial, redução na pressão arterial, aumento da biodisponibilidade de óxido nítrico (NO), bem como efeitos antioxidantes. Dentre os resultados obtidos no projeto de doutorado em desenvolvimento, foi observado que a atorvastatina e o sildenafil inibem o remodelamento vascular induzido pela hipertensão 2R1C, pois reduzem os expressão/atividade da MMP-2 em aorta bem como reduzem o estresse oxidativo que é capaz de induzir a atividade destas enzimas. Entretanto, ainda não foi avaliado o efeito destas drogas sobre as MMPs em cultura de células musculares lisas e endoteliais, incluindo a MMP-9 que foi considerada como um marcador de risco cardiovascular. Assim, o objetivo deste projeto é determinar do efeito da atorvastatina e do sildenafil, isoladamente ou em associação sobre as MMPs (2 e 9) em células vasculares, com o intuito de confirmar e complementar os resultados encontrados in vivo. (AU)

Identificação dos compostos fenólicos e ação protetora da suplementação de Rosmarinus officinalis sobre o estresse oxidativo em ratos submetidos ao infarto do miocárdio

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Sergio Alberto Rupp de Paiva
Supervisor no Exterior: Xiang-Dong Wang
Local de pesquisa: Tufts University (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:12/23759-0
Vigência: 08 de julho de 2013 - 07 de julho de 2014
Assunto(s):Compostos FenólicosEstresse Oxidativo
Resumo
Aumento do estresse oxidativo é descrito após o infarto do miocárdio. Neste contexto, muitos efeitos benéficos têm sido atribuídos a constituintes de alimentos de origem vegetal, especialmente os antioxidantes. O alecrim é uma das plantas mais utilizadas, conhecida por seu efeito antioxidante. Para confrimar sua utilização, é de grande relevância caracterizar seus compostos e suas ações antioxidantes. Objetivos: identificar compostos fenólicos presentes no extrato de alecrim utilizado para suplementação no projeto principal e para determinar o estado antioxidante após a suplementação de alecrim na circulação e no tecido cardíaco. Métodos: extrato de alecrim produzido no Brasil serão testados para atividade antioxidante nos componentes solúveis em água e gordura e caracterização de compostos fenólicos usando LC / UV / ESI-MS análise / MS. Soro e tecido cardíaco coletados dos animais utilizados no projeto principal serão analisadas para determinação de proteína carbonila e desempenho antioxidante total. Os valores da comparação entre o coração e análise do soro, será apresentado como média ± EPM e comparações serão feitas por teste ANOVA de duas vias, com nível de significância de 5%. (AU)

Consequências da abstinência ao etanol sobre a vasculatura e o sistema renina angiotensina (SRA) sistêmico e tecidual

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Renato Tirapelli
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/00808-8
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de abril de 2014
Assunto(s):Consumo de bebidas alcoólicasAlcoolismoSíndrome de abstinência a substânciasPressão sanguíneaSistema renina-angiotensinaÓxido nítricoEstresse oxidativo
Resumo
A interrupção total ou parcial do consumo crônico de etanol por indivíduos alcoolistas pode gerar sintomas de intensidade variada caracterizados, segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10 - 10º edição; OMS) e o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV - 4º edição; Associação Psiquiátrica Americana) como a Síndrome de Abstinência Alcoólica (SAA). Os sinais e sintomas da SAA incluem sudorese, tremores, agitação, convulsões, alucinações, desorientação de delirium tremens, ansiedade e hipertensão arterial. Alguns estudos delineados de forma a investigar o efeito da abstinência ao etanol sobre as funções cardiovasculares verificaram aumento transitório da pressão arterial acompanhado de hiper-responsividade vascular. No entanto, pouco se sabe a respeito dos mecanismos mediadores dessa reposta. A abstinência ao etanol induz estresse oxidativo sistêmico e tecidual. O estresse oxidativo tecidual induzido pela abstinência ao etanol foi descrito em estruturas do SNC (ex.: hipocampo) e está associado à geração de espécies reativas de oxigênio (ERO), uma vez que níveis elevados de ânions superóxido (O2-) foram detectados nesses tecidos. O O2- pode interagir com o óxido nítrico (NO) para formar o peroxinitrito (ONOO-) e essa interação tem conseqüências importantes para a função vascular, pois pode levar à redução da biodisponibilidade do NO. Apesar da abstinência ao etanol aumentar o estresse oxidativo tecidual no SNC, não há estudos descrevendo a participação das ERO nas alterações cardiovasculares associadas à abstinência ao etanol. Os quadros de ansiedade e estresse associados à síndrome de abstinência ao etanol induzem ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e do sistema renina-angiotensina (SRA) sistêmico, uma vez que aumentos dos níveis de renina e aldosterona foram identificados em pacientes em abstinência. A angiotensina II (ANG II) é o componente ativo do SRA sendo produzido sistemicamente pelo SRA clássico. Atualmente sabe-se que os componentes do SRA também estão presentes na vasculatura, indicando que o tecido vascular é capaz de produzir ANG II localmente. A hipótese do presente estudo é a de que a abstinência ao etanol induza ansiedade e ativação do SRA com conseqüente aumento das ERO e diminuição da biodisponibilidade do NO. Essa resposta levaria a alterações da reatividade vascular e ao aumento da pressão arterial. Apesar da existência de estudos mostrando que o consumo crônico de etanol induz ativação do SRA sistêmico, aumento do estresse oxidativo e da pressão arterial, não há estudos mostrando o efeito da abstinência ao etanol sobre o SRA e a vasculatura. Portanto, o presente estudo foi delineado de forma a investigar os efeitos da abstinência ao etanol sobre a função vascular e o SRA sistêmico e tecidual. (AU)

Efeito de um programa de exercício físico supervisionado sobre a variabilidade glicêmica e extresse oxidativo em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 instáveis

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Antonio Roberto Chacra
Pesquisadores associados:Dimas Elias Democh Junior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/15965-9
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):Diabetes mellitus tipo 1Exercício físicoEstresse oxidativo
Resumo
As complicações, agudas e crônicas, dos pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) são os reflexos da variabilidade glicêmica causada pela perda nos controles dos níveis da glicose sanguínea por consequência da ausência ou insuficiência na produção de insulina pelas células beta do Pâncreas. Desse modo, a insulinoterapia plena nesses pacientes é capaz de retardar a evolução da doença à alterações macro e microvasculares, contudo, as custas de um risco maior de hipoglicemias graves. Tem-se, ainda,sugerido que o estresse oxidativo esteja relacionado com a patogênese das complicações do DM1, por outro lado, estudos vêm demonstrando que a atividade física regular desempenha um papel benéfico, tanto com relação a diminuição dos riscos de eventos cardiovasculares, quanto na melhora do controle glicêmico. Entretanto, ainda há dúvidas sobre a ação e eficácia da atividade física progressiva e supervisionada quanto a labilidade da glicemia capilar ou estresse oxidativo nos pacientes diabéticos tipo 1 instáveis e com alta variabilidade glicêmica. Objetivo principal: Avaliar qual o efeito de um programa de exercício físico supervisionado em pacientes com DM1 instáveis e seu potencial em reduzir a variabilidade glicêmica dessa população. Objetivo secundário: Estudar o impacto do exercício físico supervisionado sobre o estresse oxidativo nos indivíduos diabéticos tipo 1 instáveis. Materiais e métodos: Serão incluídos no estudo 30 voluntários com DM1 de ambos os gêneros com idade entre 31 e 45 anos, que assinarem o termo de consentimento livre e esclarecido e apresentem alta variabilidade glicêmica. Os indivíduos serão randomizados em dois grupos (A e B) cada um composto por 15 indivíduos, para um estudo controlado do tipo cruzado (cross-over), sem a necessidade de um grupo controle não diabéticos. O grupo A receberá intervenção durante 3 meses com atividade física aeróbia e anaeróbia supervisionada. Em seguida, permanecerão por 4 semanas em "wash out" para depois serem avaliados em suas atividades de vida diária pelo mesmo período de 3 meses. Os voluntários randomizados para o grupo B iniciarão o estudo mantendo suas atividades de vida diária durante 3 meses. Após, iniciarão o programa supervisionado de exercícios com as mesmas características daqueles realizados pelo grupo A. Cada indivíduo fará atividade aeróbia na frequência cardíaca do limiar ventilatório I, obtida no teste ergoespirométrico e monitorados por frequencímetro durante o treinamento. Os exercícios resistidos serão feitos de acordo com os critérios do American College of Sports Medicine. A variabilidade glicêmica será avaliada através do Monitoramento Contínuo de Glicose (CGMS) por um período de 72 horas em cinco momentos diferente ao longo do protocolo. Para o estudo da composição corporal será realizado o Índice de Massa Corpórea e a pletismografia de corpo inteiro através do BODPOD (body composition system; Life Measurement Instruments, Concord, CA); se mensurará o estresse oxidativo com as dosagens periféricas de Glutationa (redutase e oxidase) e Ácido Tiobarbitúrico (TBARS). (AU)

Efeito da suplementação oral com N-acetilcisteína na capacidade de caminhada, capacidade vasodilatadora e marcadores de estresse oxidativo em pacientes com doença arterial periférica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nelson Wolosker
Pesquisadores associados:Edilamar Menezes de Oliveira; Sang Won Han; Bruno Tesini Roseguini; Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/05883-8
Vigência: 01 de julho de 2013 - 31 de maio de 2015
Assunto(s):Procedimentos cirúrgicos cardiovascularesDoença arterial periféricaClaudicação intermitenteTolerância ao exercícioEstresse oxidativoAcetilcisteínaVasodilatação
Resumo
A doença arterial periférica é uma manifestação comum da aterosclerose que está fortemente associada ao declínio acelerado na capacidade funcional, diminuição nos níveis de atividade física diária e pobre qualidade de vida. Um mecanismo central na fisiopatologia desta doença é o aumento crônico no estresse oxidativo, que contribui, entre outros, para a disfunção na capacidade vasodilatadora e, consequentemente, para a intolerância ao exercício característica desta condição. O objetivo principal desta proposta é testar a hipótese de que a suplementação oral com o antioxidante N-acetilcisteína (NAC) diminui o estresse oxidativo e a inflamação sistêmica, levando à melhora da tolerância ao esforço em pacientes com DAP. Especificamente, hipotetizamos que a administração de NAC favorecerá a biodispobilidade de vasodilatadores como o óxido nítrico e diminuirá os níveis de substâncias inflamatórias e agentes vasoconstritores, como a endotelina-1. Em consequência, esperamos que a suplementação com este composto melhore a capacidade vasodilatadora, resultando em aumento na oxigenação muscular durante o exercício e aumentando assim o tempo de tolerância ao esforço nestes pacientes. Para testar estas hipóteses será realizado um estudo aleatorizado, cruzado e duplo-cego no qual doze pacientes com DAP (índice tornozelo-braquial<0.9) serão submetidos, após a administração oral de NAC ou placebo, a: 1) um teste de avaliação da função vasodilatadora do antebraço e da perna e 2) um teste de esforço progressivo em esteira. Amostras sanguíneas serão coletadas antes e após a realização do teste de exercício para determinação dos níveis plasmáticos de marcadores de estresse oxidativo (substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico, 8-isoprostano, glutationa), agentes inflamatórios (TNF-a e IL-2), substâncias vasoativas (nitrito/nitrato e endotelina-1) e expressão gênica de microRNAs sabidamente relacionados ao processo de isquemia. Os dados serão comparados pelo teste T-Student para amostras repetidas ou pelo teste de Wilcoxon e pela ANOVA de 2 fatores para a amostras repetidas, utilizando-se P<0,05. (AU)

Influência da economia de corrida sobre o perfil imunológico e oxidativo de maratonistas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mauro Walter Vaisberg
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia do Esforço
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/51698-5
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de junho de 2015
Assunto(s):AtletasCorridasEstresse oxidativoResposta imuneResposta inflamatória
Resumo
O bom desempenho de atletas que correm provas de longa duração (endurance) está associado aos altos níveis de consumo máximo de oxigênio (VO2 max). Entretanto estudos recentes mostram que o V02 max, não é um bom preditor para provas de endurance, pois corredores com VO2 max similar podem apresentar resultados distintos. Para uma avaliação mais precisa, a economia de corrida (EC) é apontada por diversos estudos, como um índice satisfatório para avaliar atletas participantes de eventos de endurance, mesmo que apresentem valores de VO2 max semelhantes. O aumento do consumo de oxigênio nesses atletas pode causar aumento da produção de radicais livres cujo excesso causa danos celulares ativando a reposta imune-inflamatória, o que pode influenciar negativamente o desempenho do atleta. O objetivo desse estudo é investigar a correlação entre perfis, imunológico e oxidativo, induzidos pelo exercício extenuante com economia de corrida, avaliada em maratonistas. (AU)

Avaliação dos efeitos do óleo extraído de Acrocomia aculeata sobre a toxicidade reprodutiva induzida por ciclofosfamida em ratos machos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Arielle Cristina Arena
Pesquisadores associados:Rozanna Marques Muzzi; Wilma De Grava Kempinas; Rafael Henrique Nóbrega; Silvia Aparecida Oesterreich
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/01802-3
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de junho de 2015
Assunto(s):Toxicologia reprodutivaAcrocomia aculeataAntineoplásicosAntioxidantesRatos
Resumo
A ciclofosfamida (CFA), agente quimioterápico utilizado na prática clínica, apresenta inúmeros efeitos colaterais, incluindo toxicidade reprodutiva. Para minimizar estes efeitos, a CFA é normalmente utilizada em combinação com agentes antioxidantes. Acrocomia aculeata é uma espécie comum de palmeira do cerrado, reconhecida na alimentação e por tratar doenças inflamatórias e cardiovasculares. O óleo da polpa de A. aculeata possui composição química semelhante ao azeite de oliva, indicando possuir compostos bioativos que podem agir como antioxidantes. Neste estudo, objetiva-se avaliar se o óleo extraído desta espécie pode evitar ou minimizar os efeitos tóxicos reprodutivos induzidos pela CFA. Ratos machos adultos serão divididos em 7 Grupos (n=10/grupo): 1. Controle Negativo (V): tratado com Veículo; 2. Controle Positivo (CFA): tratado com CFA (5 mg/kg/dia); 3. CFA + Beta-caroteno (CB): tratado com CFA (5 mg/kg/dia) e com Beta-caroteno (10 mg/kg/dia); 4. A. aculeata (A3): tratado com o óleo da polpa de A. aculeata (3 mg/kg/dia); 5. A. aculeata (A30): tratado com o óleo da polpa de A. aculeata (30 mg/kg/dia); 6. A3 + CFA: tratado com CFA (5 mg/kg/dia) e com o óleo da polpa de A. aculeata (3 mg/kg/dia) e 7. A30 + CFA: tratado com CFA (5 mg/kg/dia) e com o óleo da polpa de A. aculeata (30 mg/kg/dia). Os tratamentos serão feitos por gavage, durante 28 dias. Após o tratamento serão avaliados os seguintes parâmetros: dosagem hormonal, contagem, morfologia e motilidade espermática, análises histológicas e de estresse oxidativo no testículo e epidídimo e expressão gênica quantitativa em tempo real em genes testiculares e avaliação da atividade antioxidante in vitro. (AU)

Identificação de genes associados ao estresse térmico em frangos de corte por meio de RNA-seq

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ana Silvia Alves Meira Tavares Moura
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Genética e Melhoramento dos Animais Domésticos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/05850-2
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de junho de 2015
Assunto(s):Metabolismo energéticoCrescimento animalCarcaçaQualidade da carneEstresse oxidativoFrangos de corte
Resumo
O estresse por calor é um dos principais problemas enfrentados pela cadeia avícola, pois afeta o desempenho das aves, diminuindo a taxa de crescimento, aumentando a mortalidade, e causando significativas alterações nos atributos de qualidade da carne. Pretende-se estudar os efeitos do estresse por calor sobre o estado fisiológico das aves, utilizando a tecnologia de sequenciamento de RNA total de nova geração (RNA-Seq). O uso desta tecnologia permitirá a identificação de transcritos associados aos diferentes tratamentos (exposição ao calor e suplementação da dieta com vitaminas C e E) e, ao mesmo tempo, aos mecanismos de regulação do crescimento e desenvolvimento muscular, metabolismo energético, sistema imunológico e de antioxidação. Para isto, aos 28 dias de idade, aves comerciais foram distribuídas em três grupos: estresse por calor (32 °C), termo neutro (24 °C) e termo neutro com pair feeding (24 °C com quantidade de alimento limitada à média consumida pelas aves sob estresse por calor no dia anterior) recebendo ração suplementada ou não com vitaminas C e E acima dos níveis recomendados. Amostras do músculo pectoralis major coletadas 18 horas e 16 dias depois de iniciado o estresse por calor de 16 e 24 animais, respectivamente, e armazenadas a -80 C serão utilizadas para o sequenciamento de RNA. Com a aplicação desta tecnologia recente de sequenciamento de RNA, espera-se contribuir para a elucidação dos mecanismos moleculares que ocorrem no músculo esquelético de frangos de corte, nas fases de crescimento e final, resultantes do estresse por calor agudo e crônico. Espera-se também sugerir estratégias para seleção de animais mais resistentes ou de novas abordagens para reduzir o efeito do estresse no desempenho e qualidade da carne. Preencher com o resumo do projeto de pesquisa. Máximo 4000 caracteres.Este resumo será usado para a análise preliminar da proposta e para divulgação pública. (AU)

Terapia com flavonóides antioxidantes na prevenção e tratamento da disfunção vascular em ratos obesos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Universidade São Francisco (USF). Campus Bragança Paulista. Bragança Paulista, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fernanda Bruschi Marinho Priviero
Pesquisadores associados:Patrícia de Oliveira Carvalho
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Autonômica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/22331-6
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de setembro de 2015
Assunto(s):Fármacos cardiovascularesAntioxidantesVasodilatadoresFlavonoidesÓxido nítricoObesidadeTreinamento físico
Resumo
A obesidade é um problema mundial de saúde pública e seu tratamento inclui dieta pobre em gorduras saturadas e atividade física. A obesidade causa diversas disfunções orgânicas, entre elas, a disfunção vascular devido à reduzida disponibilidade de substâncias vasodilatadoras como o óxido nítrico (NO). Há evidências de que a redução de substâncias vasodilatadoras como o NO esteja associada ao aumento das espécies reativas de oxigênio (EROs), que gera um estresse oxidativo. Por outro lado, na obesidade ocorre aumento da expressão/atividade das proteínas/enzimas da via da Rho-kinase, favorecendo o estado contrátil do músculo liso, e reduzindo o relaxamento induzido pelo NO. Adicionalmente, o uso de flavonóides antioxidantes tem sido vastamente proposto como terapia para os distúrbios cardiovasculares. No entanto, a principal limitação na biodisponibilidade dos flavonóides glicosilados é relativa à sua capacidade de absorção no lúmen intestinal. Desta forma, uma maneira de aumentar a biodisponibilidade de antioxidantes glicosídicos é promover sua hidrólise através da atuação de enzimas capazes de liberar as frações glicosídicas e formar compostos mais ativos. Assim, o objetivo geral deste estudo é avaliar o efeito do tratamento com a hesperidina, um flavonóide antioxidante com atividade sobre o metabolismo de lipídeos, antes e após a sua hidrólise enzimática, em associação com o exercício físico, sobre a função vascular de ratos obesos. Especificamente, avaliaremos se estes tratamentos melhoram a reatividade vascular, regulando o estado oxidativo no tecido vascular e modulando a sensibilização ao cálcio (via da Rho-kinase). Para isso, a obesidade será induzida por dieta hiperlipídica e frutose em ratos wistar machos com 4 semanas de vida, durante 12 semanas. O treinamento físico e/ou tratamento com antioxidantes será iniciado a partir da 5ª. semana de dieta, por mais 8 semanas. Será avaliada a tolerância ao esforço, pressão arterial, o sangue será coletado para avaliação do perfil lipídico e as artérias aorta e mesentérica serão removidas para avaliação funcional, estrutural/histológica e quantificação protéica. (AU)

Papel da heme oxigenase 1 na leishmaniose visceral canina

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina Veterinária (FMVA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Valéria Marçal Felix de Lima
Pesquisadores associados:Paulo César Ciarlini
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:13/07496-1
Vigência: 01 de julho de 2013 - 31 de dezembro de 2015
Assunto(s):ImunoparasitologiaLeishmaniose visceral animalCãesHeme oxigenase-1ImunomodulaçãoApoptoseInterleucina-10
Resumo
A Leishmaniose Visceral (LV) no homem é uma doença crônica e frequentemente fatal se não tratada e está em franca expansão com avanço também no estado de São Paulo, em regiões com características urbanas como Araçatuba. Segundo a Secretária de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, a doença está em expansão com alta taxa de mortalidade, sendo que a região de Araçatuba concentra o maior número de casos do estado. A LV canina constitui um grave problema de Saúde Pública, pois os cães infectados são potentes transmissores do parasito para humanos através do vetor flebotomínio, e a doença canina é mais prevalente que a doença humana, normalmente os casos caninos precedem os casos humanos. O cão é, portanto, um alvo importante nas medidas de controle. A progressão da doença canina é acompanhada por falha na imunidade celular e produção de citocinas que suprimem a função dos microbicida dos macrófagos, a supressão das células T é bem documentada, porém os mecanismos que levam a falha na reposta imunológica são pouco conhecidos. Recentemente o envolvimento da enzima heme oxigenase-1 (HO-1) na leishmaniose visceral foi relatado; em modelo experimental a sua expressão modula a resposta imunológica e parece estar envolvida com a suscetibilidade a infecção. Além da sua função imunoreguladora a HO-1 é uma enzima que degrada o heme, um agente pró-oxidante proveniente da hemoglobina liberada durante o rompimento das hemácias, assim a enzima atua como agente antioxidante no organismo. Na leishmaniose visceral canina o metabolismo oxidativo encontra-se alterado, o que sugere o envolvimento da enzima na resposta imunológica, além disso, resultados preliminares mostraram maior concentração plasmática da enzima em cães infectados comparado a saudáveis. A fim de avaliar a importância da HO-1 na resposta imunológica dos cães com leishmaniose visceral, serão utilizados 10 cães controles e 20 cães infectados, os teores plasmáticos e esplênicos da enzima serão avaliados e tais parâmetros correlacionados com a presença de IL-10 no baço e com marcadores de estresse oxidativo, bem como as substâncias associadas ao metabolismo do heme. Ensaios in vitro serão realizados para determinar o efeito da HO-1 sobre a taxa proliferação de linfócitos Ag específica, a taxa de infecção por Leishmania spp. em macrófagos saudáveis, bem como a produção de citocinas nessas condições, a carga parasitária esplênica será correlacionada a expressão da enzima. Devido à importância do cão no ciclo urbano da doença, o conhecimento dos mecanismos imunopatológicos da doença pode ser útil para aprimorar medidas de controle. (AU)

Envolvimento do estresse oxidativo e das citocinas pró-inflamatórias na hipertensão

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:José Vanderlei Menani
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:13/05189-4
Vigência: 01 de julho de 2013 - 28 de fevereiro de 2017
Vinculado ao auxílio:11/50770-1 - Mecanismos neurais de regulação do equilíbrio hidroeletrolítico e controle cardiorrespiratório, AP.TEM
Assunto(s):Doenças cardiovascularesHipertensãoAngiotensina IICitocinas
Resumo
Os resultados obtidos durante a iniciação científica da candidata demonstraram que a injeção intracerebroventricular (ICV) de peróxido de hidrogênio (H2O2) ou do inibidor da catalase 3-amino-1,2,4-triazol (ATZ) reduz agudamente a resposta pressora induzida pela angiotensina II (ANG II) ICV em ratos normotensos, ratos espontaneamente hipertensos (SHR) ou ratos com hipertensão renovascular do tipo 2 rins, 1 clipe (2R1C). A injeção intravenosa (IV) de ATZ em ratos normotensos ou com hipertensão 2R1C também reduziu a resposta pressora produzida pela injeção ICV de ANG II. A combinação de H2O2 ICV com ATZ IV ou ICV aboliu a resposta pressora da ANG II ICV em ratos normotensos e também reduziu a pressão arterial basal dos ratos SHR e com hipertensão 2R1C. Como uma maior disponibilidade de H2O2 agudamente em ratos SHR ou com hipertensão 2R1C levou a uma menor resposta pressora da ANG II e uma redução da pressão arterial basal, uma das propostas do presente projeto é se testar o efeito da administração subcutânea (SC) ou ICV cronicamente (4 semanas) de ATZ sobre a pressão arterial basal de ratos normotensos, SHR ou com hipertensão 2R1C, enquanto a pressão arterial estivesse sendo acompanhada continuamente (por pletismografia de cauda ou telemetria). Estudos recentes também sugerem que a ativação de mecanismos centrais durante a hipertensão está associada com um estado de inflamação, causando ativação da microglia com aumento de citocinas pró-inflamatórias (IL-1, IL-6, TNF-±) e diminuição das citocinas anti-inflamatórias (IL-10). Um mimético da enzima superóxido dismutase, o tempol, que diminui a disponibilidade do ânion superóxido, foi capaz de reduzir a pressão arterial e a atividade simpática renal de ratos com hipertensão 2R1C. Assim, outra proposta do projeto é investigar se tratamento crônico com ATZ ou tempol SC ou ICV, afetaria os níveis de citocinas inflamatórias e a ativação da microglia no núcleo paraventricular do hipotálamo (PVN) e na área rostroventrolateral do bulbo (RVL). Também serão investigados se ATZ ou tempol SC ou ICV afetariam a expressão da proteína c-Fos em neurônios vasopressinérgicos do PVN, as respostas barorreflexas, a atividade simpática, a ingestão diária de água e ração, peso corporal, a excreção renal e como isto estaria correlacionado com eventuais mudanças da pressão arterial em ratos SHR ou com hipertensão 2R1C. Adicionalmente serão testados os efeitos de injeções bilaterais de H2O2 ou ATZ no PVN e na área RVL sobre a pressão arterial de ratos hipertensos bem como sobre as respostas pressoras da ANG II e do glutamato injetados nestas áreas. (AU)

Avaliação da atividade antioxidante, fotoprotetora e antiglicação dos extratos de folhas e frutos de espécies da família Annonaceae

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Regildo Márcio Gonçalves da Silva
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Etnofarmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/22836-0
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de setembro de 2014
Assunto(s):AnnonaAnnonaceaeAntioxidantes
Resumo
O efeito oxidante provocado por radicais livres provenientes do metabolismo do O2, ocorre naturalmente no organismo. O estresse oxidativo, aumento dessa condição, está correlacionado ao aparecimento de doenças, e pode ser intensificado devido à exposição a fatores externos, como a radiação solar, causando assim danos celulares significativos, podendo levar ao envelhecimento acelerado das células. Estudos com extratos vegetais tem demonstrado que os mesmos podem conter compostos de interesse farmacológico para tratar e/ou prevenir os danos celulares causados pelo estresse oxidativo, podendo resultar em uma ação fotoprotetora e antiglicante. Entre as espécies vegetais a família Annonaceae possui representantes que apresentam compostos bioativos com diferentes atividades farmacológicas, tornando-as importantes para a análise de sua capacidade antioxidante e a relação com o potencial fotoprotetor e antiglicante. Partindo desse pressuposto, este projeto tem por objetivo avaliar potencial antioxidante, fotoprotetor e antiglicante com ensaios in vitro, além de quantificar fenóis, flavonoides e taninos condensados totais presentes nas amostras, e também realizar a caracterização fitoquímica dos extratos que apresentarem maior atividade antioxidante. (AU)

Avaliação do comprometimento neuronal hipotalâmico na secreção de vasopresina durante a sepse

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria José Alves da Rocha
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:13/03723-3
Vigência: 01 de julho de 2013 - 26 de junho de 2015
Assunto(s):Apoptose
Resumo
Sepse e suas complicações (sepse grave e choque séptico) ainda são a principal causa de morte nas unidades de terapia intensiva em todo o mundo. Estudos clínicos e experimentais, incluindo os de nosso laboratório, têm demonstrado que na fase inicial da sepse existe elevada concentração plasmática de arginina vasopressina (AVP). No entanto, no decorrer do processo fisiopatológico, apesar de haver hipotensão persistente, o que seria um forte estímulo para secreção do hormônio, as concentrações plasmáticas do mesmo permanecem inadequadamente baixas. Uma das hipóteses sugeridas para essa deficiência relativa de AVP é a excessiva produção de óxido nítrico (NO) no sistema nervoso central, o qual atuaria inibindo a secreção hormonal, além de poder causar apoptose neuronal por estresse oxidativo. De fato, nosso grupo de trabalho observou durante sepse experimental o aumento de interleucina-1² (IL-1²) no plasma e da expressão da enzima óxido nítrico sintase induzível (NOSi) nos núcleos hipotalâmicos produtores de AVP, o que explicaria a produção central de NO (observada por aumento de nitrato no líquido cefalorraquidiano) e que desregularia a bioenergética mitocondrial, causando estresse oxidativo e ativação da via intrínseca de apoptose. Em algumas situações infecciosas os neurônios magnocelulares apresentam grande vulnerabilidade associada ao aumento da expressão do complexo principal de histocompatibilidade de classe I (MHC-I) e à infiltração de linfócitos T citotóxicos ou CD8+ (LT-CD8+). Considerando o papel da AVP na resposta vasopressora, a elucidação dos mecanismos de síntese hormonal deficiente poderia contribuir para terapia durante a sepse. Assim, dadas as condições inflamatórias presentes na sepse, nossa hipótese é que a deficiência relativa de AVP na fase tardia dessa fisiopatologia seja decorrente do aumento na expressão de moléculas de MHC-I e ativação de vias de morte celular programada dependentes de LT-CD8+ em células magnocelulares do hipotálamo. (AU)

Análises histopatológicas, bioquímicas e moleculares sobre os efeitos da interação entre o uso de altas doses de decanoato de nandrolona e o exercício físico resistido durante a fase pós-púbere sobre a próstata de ratos em processo de envelhecimento

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Raquel Fantin Domeniconi
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:13/00649-7
Vigência: 01 de julho de 2013 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):Atividade físicaEstresse oxidativo
Resumo
A próstata é o local mais frequente de doenças neoplásicas nos homens. Diferentes estudos demonstraram a importância dos andrógenos e estrógenos no desenvolvimento e manutenção da glândula prostática, bem como indicaram que a ação conjunta desses hormônios e seus receptores podem deflagrar lesões prostáticas. A queda dos níveis androgênicos, que ocorre com o envelhecimento, leva a um desbalanço hormonal que é determinante no aparecimento de lesões prostáticas. Os esteroides androgênicos anabolizantes (EAA) são derivados sintéticos da testosterona que estimulam a síntese de proteínas (efeito anabólico). O uso de EAAs, em altas doses e sem indicação clínica, pode causar lesões prostáticas, doenças coronarianas e esterilidade. O envelhecimento está associado à diminuição dos níveis de antioxidantes intracelulares e da atividade de enzimas supressoras de radicais livres. Assim, considerando a idade como fator determinante no desenvolvimento de lesões prostáticas e o fato deste ser um órgão dependente da ação de hormônios, parece ser extremamente relevante entender se o uso de esteróides anabolizantes associados ou não ao exercício físico, no período de transição entre a juventude e a fase adulta, alteraria a estrutura e o ambiente prostático durante o processo de envelhecimento. Assim, o presente trabalho propõe investigar os efeitos da interação entre o uso abusivo de DN e atividade física, na estrutura e morfofisiologia da próstata de ratos adultos e envelhecidos. Pretende-se avaliar se o uso do DN, associado ou não ao exercício físico, em fase pós-púbere, interfere na morfofisiologia do envelhecimento da próstata. Para este estudo serão utilizados 56 ratos Sprague-Dawley machos, com 90 dias de idade, distribuídos em 08 grupos (07 animais cada). Os animais serão tratados durante 8 semanas e distribuídos, de acordo com o tratamento, em grupos de animais sedentários ou treinados, com ou sem o uso de DN. O treinamento físico será realizado por sessões de saltos em água, três vezes por semana. Após as oito semanas de tratamento, quatro grupos de animais serão sacrificados, em câmara de CO2 e os outros grupos serão sacrificados com 300 dias de idade. A próstata será dissecada, coletada e processada segundo técnicas histológicas, imunoistoquímicas e de Western blotting para detecção p63/RACEMASE, AR, ER±, ER², NOX1, Nrf2, TLR4, NFº², TNF-± e IL-6. Os resultados obtidos em imunoistoquímica serão analisados e documentados em microscópio de luz. Para Western blotting serão realizadas análises semiquantitativas por densitometria das bandas. Os resultados das análises morfológicas e estereológicas serão analisados estatisticamente. (AU)

Baixas doses de melatonina exógena no diabetes experimental: implicações para a estrutura, função e defesa anti-oxidante do testículo e epidídimo de ratos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rejane Maira Góes
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:13/07210-0
Vigência: 01 de julho de 2013 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):MelatoninaEstresse oxidativoEpididimoTestículo
Resumo
O estresse oxidativo é um importante agente causador dos prejuízos sistêmicos ocasionados pela hiperglicemia e diabetes. Estudos experimentais têm indicado que o neurormônio melatonina, devido às suas propriedades antioxidantes, pode combater o estresse oxidativo no diabetes. Entretanto, a maioria dos estudos experimentais utiliza doses altamente concentradas desse hormônio e avalia apenas os efeitos do tratamento posterior à indução do diabetes, sem levar em consideração o funcionamento da melatonina como um hormônio regulador da atividade reprodutiva. Para o presente estudo foram traçados três objetivos. A partir de experimentos de tratamento de ratos com baixas doses de melatonina ao longo dos períodos pré-púbere e púbere, iremos avaliar: 1) as influências da administração oral de melatonina sobre a estrutura testicular, epididimária, capacidade esteredoigênica e na contagem e motilidade espermáticas na idade adulta, 2) as alterações nos indicadores do status da defesa antioxidante nos testículo e epidídimo e 3) as possíveis interferências nos danos testiculares/epididimários e no sistema antioxidante causados pelo diabetes. Serão utilizados ratos machos Wistar com cinco semanas de idade, a serem distribuídos nos seguintes grupos (n=15 por grupo): grupo C - ratos controle não diabéticos; Grupo M - ratos controle não diabéticos tratados com melatonina; Grupo STZ - ratos com diabetes induzido por estreptozotocina e Grupo M+STZ - ratos com diabetes induzido por estreptozotocina e tratados com melatonina. A melatonina será administrada na água de beber (2,5 µg/kg de p.c. em etanol 0,001% por dia) a partir da 5ª semana de idade até a morte dos animais. O diabetes será induzido na 13ª semana de vida pela injeção de estreptozotocina (40mg/Kg de peso corporal, ip) e confirmado pela glicemia sanguínea superior a 200mg/dl. Os animais serão sacrificados com 21 semanas de idade. Os testículos e epidídimos serão processados para análise em microscopia de luz, seguidas de análises histológicas, estereológicas e histopatológicas para exame das variações nos seus principais componentes teciduais. A motilidade dos espermatozoides será obtida no momento de morte dos animais. A produção diária de espermatozóides será avaliada a partir da contagem das espermátides finais resistentes à homogeneização. A influência da melatonina e do diabetes na capacidade esteroidogênica testicular será estudada pela atividade das células de Leydig, determinada pela presença das enzimas 17²-HSD e 3²-HSD, além da dosagem sérica de testosterona. Também serão determinadas, por meio de reações bioquímicas específicas, as variações nas atividades das principais enzimas antioxidantes (catalase, glutationa transferase, glutationa peroxidase) e nos níveis de peroxidação lipídica, tanto no testículo quanto no epidídimo. As análises propostas certamente trarão novos subsídios para a interpretação das alterações reprodutivas que podem acometer indivíduos com níveis alterados de melatonina ou sujeitos ao tratamento com esse hormônio. Também poderão fornecer informações mais seguras sobre a relação entre a melatonina e o comprometimento reprodutivo causado pelo diabetes. (AU)

Papel dos receptores TRPA1 na susceptibilidade diferencial à inflamação alérgica pulmonar em camundongos de ambos os gêneros expostos à poluição na fase neonatal

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Soraia Katia Pereira Costa
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/02115-0
Vigência: 01 de julho de 2013 - 31 de março de 2016
Assunto(s):Estresse OxidativoPoluição ambientalNaftoquinonas
Resumo
Resultados prévios do grupo mostram que a exposição precoce ao poluente 1,2-naftoquinona (1,2-NQ) aumenta a susceptibilidade à inflamação alérgica pulmonar em camundongos machos jovens, mas não em camundongos fêmeas, possivelmente via desequilíbrio entre a geração de compostos oxidantes e a atuação dos sistemas de defesa antioxidante, além da ativação de fibras sensoriais do tipo C em vias aéreas de ratos. Por seu turno, evidências recentes mostram que o receptor /canal de potencial transiente anquirina do tipo 1 (TRPA1), expresso em neurônios aferentes primário (fibras sensoriais do tipo C), que inervam as vias aéreas, representa potencial alvo de poluentes ambientais e espécies reativas de oxigênio ou nitrogênio (EROS/ERNS) oriundas destes. Todavia, ainda pouco se sabe sobre a natureza dos poluentes capazes de atuar via TRPA1, e tampouco os mecanismos de sinalização celular mediada pela interação (direta ou indireta) desses poluentes. Assim, neste projeto propomos investigar: 1) a participação dos TRPA1 (ou produtos oxidantes formados) na exacerbação da inflamação alérgica pulmonar em camundongos jovens expostos ao poluente 1,2-NQ na fase neonatal; 2) a intensidade do dano pulmonar ao impacto da 1,2-NQ, via análise da expressão (RNAm ou proteica) e/ou atividade das defesas antioxidantes (Nrf2, SOD, catalase, GPx, GR e GST) e marcadores de estresse oxidativo (DHE) nas vias aéreas e tecidos hematopiéticos (ex.: baço) e, 3) avaliar a mobilização de Ca2+ intracelular em neurônios isolados do gânglio da raiz dorsal frente à 1,2-NQ e agonistas de TRPs. Para isto, camundongos neonatos serão expostos à nebulização do 1,2-NQ ou respectivo veículo. Na fase juvenil, esses animais serão sensibilizados e desafiados com a ovalbumina (OVA) e os ensaios funcionais e bioquímicos (in vivo e in vitro) serão realizados de acordo com os estudos anteriores do grupo e técnicas já padronizadas pelo grupo ou outros autores. (AU)

Efeitos da imunoterapia com P-MAPA associada à terapia antiangiogênica no tratamento de lesões prostáticas induzidas quimicamente em ratos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Wagner José Fávaro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/01600-1
Vigência: 01 de julho de 2013 - 29 de fevereiro de 2016
Assunto(s):Estresse OxidativoEsteroidesDoenças prostáticas
Resumo
O baixo grau de eficácia das atuais terapias contra as lesões prostáticas proliferativas pode estar relacionado à modulação dos receptores de hormônios esteroides nos mecanismos de reparo tecidual, angiogênese e espécies reativas de oxigênio (EROs). Em muitos cânceres, a interação dos receptores de hormônios esteroides com as EROS potencializa a lesão primária desencadeando a rápida progressão e aumentando as chances de malignidade das lesões. Ainda, a natureza multifacetada do processo de angiogênese em neoplasias malignas sugere que a combinação de fármacos antiangiogênicos com agentes que modulem espécies pró e antioxidantes pode ser mais eficaz do que as terapias envolvendo apenas um único agente. O desenvolvimento de variadas imunoterapias contra o câncer tornou-se uma opção terapêutica valiosa. Diante deste cenário destaca-se o P-MAPA, que por sua grande versatilidade e mínima citotoxicidade, reveladas através de estudos preliminares in vivo e in vitro, abre uma nova perspectiva para o combate de alguns tipos de cânceres, incluindo o prostático. Assim, considerando a importância de tratamentos alternativos que reduzam as taxas de recorrência, progressão, bem como seu impacto na evolução clínica dos pacientes com lesões prostáticas proliferativas, os objetivos principais deste estudo serão caracterizar e comparar os efeitos morfológicos, moleculares e bioquímicos da terapia antiangiogênica associada à imunoterapia com P-MAPA no tratamento das lesões prostáticas induzidas quimicamente e também estabelecer possíveis mecanismos de ação dessas terapias envolvendo fatores indutores e reparadores de lesão celular, receptores de hormônios sexuais esteroides, angiogênese e enzimas antioxidantes. Um total de 40 ratos machos da linhagem Fischer 344 serão utilizados. Para a indução das lesões prostáticas, 20 animais receberão dose diária subcutânea de 100 mg/Kg de Cipionato de Testosterona. Posteriormente, os animais serão anestesiados para inoculação na cápsula do lobo ventral prostático de uma dose de 15 mg/Kg de N-metil-N-nitrosouréia (MNU) a cada 15 dias, totalizando 2 doses. Uma semana após a administração da última dose de MNU, os 20 animais receberão injeções subcutâneas de 5mg/Kg de Cipionato de Testosterona em dias alternados por 120 dias. Os outros 20 animais serão considerados como Grupos Controles. Após o período de 120 dias de indução, todos os animais serão submetidos a exames ultrassonográficos para verificar a existência de lesões prostáticas e posteriormente, subdivididos em oito grupos (5 animais cada): Grupo Controle (Grupo 1): receberá injeções subcutâneas de 5 mL/Kg de solução fisiológica 0,9%, três vezes por semana por 30 dias; Grupo Controle+P-MAPA (Grupo 2): receberá injeções subcutâneas de 5 mg/Kg de P-MAPA, três vezes por semana por 30 dias; Grupo Controle+TNP-470 (Grupo 3): receberá injeções subcutâneas de 15 mg/Kg de TNP-470, três vezes por semana por 30 dias; Grupo Controle+P-MAPA+TNP-470 (Grupo 4): receberá tratamento simultâneo com P-MAPA e TNP-470 de acordo com os mesmos protocolos estabelecidos nos Grupos 2 e 3; Grupo MNU (Lesões Prostáticas - Grupo 5): receberá o mesmo tratamento que o Grupo 1; Grupo MNU+P-MAPA (Grupo 6): receberá o mesmo tratamento que o Grupo 2; Grupo MNU+TNP-470 (Grupo 7): receberá o mesmo tratamento que o Grupo 3; Grupo MNU+P-MAPA+TNP-470 (Grupo 8): receberá tratamento simultâneo com P-MAPA e TNP-470 de acordo com os mesmos protocolos estabelecidos nos Grupos 2, 3, 4, 6 e 7. Após 150 dias de tratamento, amostras do lobo ventral prostático de todos os animais serão coletadas e submetidas às análises histopatológicas, imunohistoquímicas, Western Blotting, bioquímicas e toxicológicas. (AU)

Estudo dos efeitos biológicos da diamina putrescina em diferentes organismos teste

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Aparecida Marin Morales
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:13/08279-4
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de junho de 2016
Assunto(s):Águas urbanasNecrochorumeCélulas Hep G2DiaminasPutrescinaCitotoxicidadeTestes de mutagenicidade
Resumo
As águas superficiais são extremamente importantes para a manutenção da vida, para várias atividades antropogênicas e, sobretudo para a saúde humana. Devido ao intenso uso da água e aos crescentes descartes de origem industrial, urbano e agrícola lançados nos recursos hídricos, está havendo um sério comprometimento na qualidade das águas superficiais. Como a qualidade destas águas está seriamente comprometida, uma alternativa viável para obtenção de água de qualidade é a exploração de águas subterrâneas, provenientes de aquíferos freáticos. Tem sido observado que a qualidade destas águas também vem sendo comprometida. Dentre os agressores dos lençóis freáticos estão os cemitérios, que vem despontando como uma importante fonte desta contaminação. O necrochurume é um líquido castanho-acinzentado mais denso que a água, produzido por cadáveres em putrefação que, além de causar contaminação ao meio ambiente, pode causar riscos à saúde humana. Este composto é rico em uma série de substâncias químicas, dentre elas a diamina putrescina (C4H12N2), uma poliamina que desempenha importante função fisiológica nos processos de crescimento, diferenciação celular e apoptose, além de participar da síntese e replicação do DNA e transcrição do RNA. O presente projeto tem como objetivo avaliar o potencial citotóxico, genotóxico, mutagênico e hepatotóxico, desta diamina, em diferentes sistemas testes in vivo e in vitro. Serão realizados testes de aberrações cromossômicas e de micronúcleos em células meristemáticas de raízes de Allium cepa; testes de MTT para avaliar as concentrações tóxicas da substância, além do teste do cometa, micronúcleos e ensaios de estresse oxidativo com células HepG2. Avaliações histopatológicas e ultra estruturais serão realizadas em fígados e testículos de ratos Wistar expostos a diversas concentrações da diamina. Serão ainda avaliadas as alterações morfométrica-estereológicas dos espermatozoides e testículos destes organismos. Os resultados obtidos contribuirão para o entendimento dos efeitos e do mecanismo de ação desta substância sobre os organismos vivos, dados estes importantes para orientar possíveis legislações ocupacionais para indivíduos expostos a este contaminante. (AU)

Estudos funcionais e estruturais da peroxiredoxina I de Leishmania braziliensis e Homo sapiens visando à compreensão dos mecanismos de oligomerização e catálise

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS). Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Brasil). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mário Tyago Murakami
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:12/24134-3
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de novembro de 2016
Assunto(s):CristalografiaLeishmania braziliensis
Resumo
As leishmanioses são causadas por protozoários do gênero Leishmania, sendo transmitidas por insetos flebotomíneos. Esta doença afeta cerca de 350 milhões de pessoas em 88 países. Sendo Leishmania sp um parasita intracelular obrigatório das células do sistema fagocítico, a existência de mecanismos eficientes de evasão de moléculas tóxicas, como espécies reativas de oxigênio e nitrogênio, é crucial para a capacidade de sobrevivência e replicação do parasita nas células do hospedeiro. A tryparedoxina peroxidase (TXNPx) é um membro da subfamília das peroxirredoxinas I (PRX-I) que participa de uma cascata enzimática para a detoxificação de hidroperóxidos. Estudos mostram que essa enzima é essencial para a sobrevivência de Leishmania sp durante o estresse oxidativo gerado pelos macrófagos e sua superexpressão resulta em maior taxa de crescimento, menor tempo de duplicação e uma maior resistência ao estresse oxidativo no parasita. Até o momento, as estruturas resolvidas de PRX-I exibem três formas cristalinas possíveis: decâmero, do-decâmero e dímero. A mudança no estado quaternário entre um dímero e uma estrutura em forma de anel (decâmero ou do-decâmero) é descrita como importante para a sua função e localização celular. Dados na literatura indicam o papel da força iônica, pH, estado redox e concentração da proteína na oligomerização de PRX-I. No projeto de iniciação científica (FAPESP 2011/10248-4), a clonagem e expressão da TXNPx mitocondrial de Leishmania braziliensis (LbTXNPx) em sistema procarioto foi realizada, bem como a purificação e cristalização da proteína. O cristal difratou até 3.0 Å de resolução e um dímero foi encontrado na unidade assimétrica. Além disso, verificamos que a presença de íons cálcio resultava na decamerização de LbTXNPx. Esse projeto de doutorado pretende dar continuidade ao projeto FAPESP 2011/10248-4, e tem como objetivo a determinação e refinamento da estrutura dimérica de LbTXNPx, refinamento dos cristais visando melhorar a resolução da estrutura, cristalização de LbTXNPx na presença de íons cálcio e resolução dessa estrutura, identificação do resíduos determinantes para ligação de cálcio, a análise da influência de cálcio na atividade enzimática e a verificação da universalidade desse mecanismo de oligomerização. (AU)

Efeito do treinamento físico aeróbio sobre as células epiteliais brônquicas e alveolares num modelo de lesão pulmonar aguda intra e extra pulmonar

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Vergueiro. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rodolfo de Paula Vieira
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/24880-7
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):Síndrome do desconforto respiratório agudoCitocinasPneumologiaLesão pulmonar aguda
Resumo
A lesão pulmonar aguda (LPA) é uma síndrome inflamatória com alta taxa de mortalidade na qual tanto as células inflamatórias quanto as células estruturais dos pulmões participam ativamente. Nesse sentido, as células epiteliais (brônquicas e alveolares) têm um papel importante na fisiopatologia da LPA. O treinamento físico aeróbio regular de intensidade leve e moderada resulta em efeitos antiinflamatórios em diferentes patologias pulmonares, inclusive efeitos protetores em modelos experimentais de LPA intra-pulmonar. Recentemente foi descrito que o treinamento físico modula a expressão de diferentes fatores inflamatórios, fibróticos e de estresse oxidativo pelo epitélio brônquico num modelo experimental de asma. Portanto, o presente projeto objetiva avaliar se os efeitos protetores do treinamento físico aeróbio num modelo de LPA intra e extra-pulmonar utilizando LPS é resultante, pelo menos em parte, de efeitos diretos do treinamento físico sobre as células epiteliais brônquicas e alveolares. Para isso, seis grupos experimentais serão estudados: controle, exercício, LPA intra-pulmonar, LPA extra-pulmonar, exercício + LPA intra-pulmonar, exercício + LPA extra-pulmonar. Após quatro semanas de treinamento físico, os animais receberão uma instilação intra-traqueal de LPS (LPA intra-pulmonar) ou uma injeção intra-peritoneal de LPS (LPA extra-pulmonar) e serão avaliados 24 horas após essas administrações de LPS. Serão avaliados a celularidade (total e diferencial) no lavado broncoalveolar (LBA), os níveis de citocinas (IL-1², IL-6, KC, TNF-alpha, IL-10, IL-1ra) no LBA, o número de neutrófilos no parênquima pulmonar. Em um outro set de experimentos, as células epiteliais brônquicas e alveolares serão isoladas e, utilizando-se a técnica de western blotting serão avaliados a expressão dos toll like receptors (TLRs) 2, 4, 7 e 9. Os TLRs estão diretamente ligados à detecção e ao reconhecimento de patógenos, e quando ativados, são responsáveis por desencadear a resposta inflamatória, com a função de proteger dos agentes invasores. Assim, o presente estudo contempla avaliar os efeitos do treinamento físico aeróbio sobre a resposta inflamatória pulmonar decorrente da LPA intra e extra-pulmonar induzida por LPS, assim como os efeitos do treinamento aeróbio sobre as células epiteliais brônquicas e alveolares, as quais apresentam papel central no desenvolvimento da LPA. (AU)

Ingestão proteica para o equilíbrio ácido básico em pacientes nos estágios 3 e 4 da Doença Renal Crônica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paula Garcia Chiarello
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:12/19475-6
Vigência: 01 de julho de 2013 - 12 de junho de 2016
Assunto(s):Falência renal crônicaAcidoseEstresse OxidativoEstado Nutricional
Resumo
A Doença Renal Crônica (DRC) é um problema de saúde mundial e a manutenção da nutrição é um importante aspecto na preparação do paciente para iniciar a diálise. A acidose metabólica é uma complicação comum em indivíduos renais crônicos nos estágios 3-5 e constitui um fator capaz de produzir repercussões negativas no estado proteico-energético desses pacientes. A dieta pode ser uma importante variável para esse desequilíbrio ácido-básico. Tem-se questionado se uma elevada ingestão de alimentos proteicos poderia proporcionar maior produção de carga ácida e assim contribuir para a redução dos níveis de bicarbonato sérico, entretanto, ainda são poucas as informações da influência dos componentes da dieta sobre a acidose metabólica. Portanto, verifica-se a importância de investigar a qualidade e quantidade da ingestão proteica, já que esta pode contribuir para o desenvolvimento da acidose, a qual pode causar aumento do estresse oxidativo e inflamação, resultando em alterações no gasto energético de repouso e consequentemente levaria ao prejuízo nutricional destes pacientes. O objetivo do projeto de pesquisa será determinar a ingestão proteica, em aspectos quantitativos e qualitativos, e a carga ácida da dieta que contribuam para manter melhores níveis de bicarbonato sérico, e caracterizar estresse oxidativo proteico, inflamação e gasto energético em pacientes não dialíticos. Serão avaliados pacientes não dialíticos nos estágios 3 e 4 da DRC, com idade acima de 18 anos, encaminhados para os Ambulatórios do Serviço de Nefrologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP e que não estejam em acompanhamento nutricional individualizado. Serão coletadas informações de estado nutricional (antropométricos, bioquímicos e de consumo alimentar), equivalente proteico de aparecimento do nitrogênio, carga ácida da dieta, oxidação proteica, inflamação e gasto energético. O estudo pretende fornecer informações que possam ser úteis na elaboração de propostas para melhorar a assistência nutricional ao paciente portador de DRC, visando manter sua estabilidade metabólica. (AU)

Monocitose como marcador de risco cardiovascular em pacientes com doença renal crônica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade de Taubaté (UNITAU). Taubaté, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Gilson Fernandes Ruivo
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/07966-8
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):Falência renal crônicaDoenças cardiovasculares
Resumo
A Doença Renal Crônica (DRC) é classificada de acordo com a taxa de filtração glomerular e caracteriza-se pela perda progressiva e irreversível da função renal, sendo que no estágio final inicia-se a terapia de substituição renal. É um problema de saúde pública mundial devido ao impacto clínico e mortalidade associada. Pacientes com DRC apresentam inflamação sistêmica e deficiência imunológica de caráter crônico que gera estresse oxidativo e alteração imunológica, com ativação de monócitos, produção de citocinas e geração de espécies reativas de oxigênio. A inflamação crônica associa-se com a aterosclerose, que promovem maior permeabilidade endotelial aos monócitos e ao colesterol LDL, com alterações estruturais vasculares, menor fluxo sanguíneo, causando doenças como a insuficiência coronariana. Este panorama inflamatório e aterosclerótico promove maior taxa de doenças cardiovasculares (DCV), que é a principal causa de mortalidade na DRC, tanto em nefropatas dialíticos, como em não dialíticos. Tendo em vista o papel dos monócitos na gênese da aterosclerose e sua função no processo de inflamação crônico sugere-se a sua utilização como marcador de risco cardiovascular (RCV), pois estudos prévios associaram a monocitose como marcador de risco independente para DCV e doença encéfalo vascular isquêmica. O objetivo deste estudo será avaliar a monocitose como marcador de RCV na DRC, entre outros aspectos. Com a aprovação do Comitê de Ética da Instituição será feito estudo retrospectivo com 300 pacientes com DRC não dialítica. Serão coletados dados clínicos e laboratoriais para avaliação do perfil metabólico e inflamatório do risco cardiovascular. Será considerado significativo p<0,05. (AU)

Avaliação da capacidade antioxidante dos derivados dos ácidos hidroxibenzóico e hidroxicinâmico, em sistemas-modelo in vitro

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Iguatemy Lourenço Brunetti
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:13/07119-3
Vigência: 01 de julho de 2013 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):AntioxidantesEstresse Oxidativo
Resumo
Os ácidos fenólicos são metabólitos secundários de vegetais, presentes em muitas espécies vegetais. Há vários estudos que buscam comprovar as ações benéficas desses compostos no organismo humano, principalmente no que se refere à atividade antioxidante. O estresse oxidativo pode provocar sérios danos celulares, participando no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas e cânceres, entretanto, os ácidos fenólicos podem retardar ou inibir esses processos oxidativos. Para substanciar o estudo dessa propriedade, amostras derivadas do ácido hidroxibenzoico (ácidos: p-hidroxibenzóico, protocatéquico, gálico, siríngico e vanílico) e do ácido hidroxicinâmico (ácidos: p-cumárico, cafeico, ferúlico e sinapínico) serão analisadas pelas suas capacidades de capturar espécies reativas radicalares e não radicalares, comparando os resultados obtidos com padrões tais como a glutationa reduzida, uma biomolécula que participa do sistema antioxidante endógeno e o trolox, um análogo sintético solúvel da vitamina E, ambos com reconhecida capacidade antioxidante, bem como, deverá ser considerado nessa análise as diferenças estruturais entre as amostras. Tais análises serão realizadas via os ensaios de capacidade de captura sobre: 2,2'-azinobis-(3-etilbenzotiazolin-6-ácido sulfônico (ABTS*+), 2,2-difenil-1 picrilhidrazila (DPPH*), ânion radical superóxido (O2*-) , ácido hipocloroso/ hipoclorito (HOCl / OCl-), peróxido de hidrogênio (H2O2) e via o ensaio de clareamento (bleaching) da crocina. (AU)
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