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Resumo

A astaxantina (ASTA) é um carotenóide rosa-alaranjado comumente encontrado em organismos marinhos, especialmente no salmão. A ASTA é um poderoso antioxidante sugerido como benéfico à saúde humana em vários aspectos, incluindo a inibição da oxidação de LDL, fotoproteção contra radiação UV e profilaxia de úlceras estomacais bacterianas. O exercício físico está associado à produção exacerbada de radicias livres em músculos e no plasma, tendo como protagonistas os íons ferro e a glutationa (GSH). Assim sendo, a ASTA foi estudada aqui como um suplemento nutricional para incrementar as defesas antioxidantes nos músculos sóleo e no plasma de ratos Wistar contra modificações oxidativas induzidas por exercício conduzido à exaustão. A suplementação com 1 mg ASTA/kg em ratos Wistar por 45 dias atrasou significativamente (29%) o tempo até a exaustão em testes de natação forçada. Do mesmo modo, a suplementação com ASTA aumentou a capacidade interceptadora/quelante de íons ferro (testes TEAC/FRAP) e inibiu a liberação plasmática de íons ferro induzida pelo exercício e, consequentemente, seus efeitos pró-oxidantes. Por outro lado, a ASTA induziu significativas respostas enzimáticas da isoforma mitocondrial da superóxido dismutase (MnSOD) e da gutationa peroxidase (citossólica) nos músculos sóleo que, por sua vez: (i) aumentaram a concentração de GSH reduzida nesses músculos durante o exercício; (ii) controlaram o estresse oxidativo; e (iii) retardaram a condição de exaustão. Este artigo oferece ainda uma relevante discussão sobre uma possível ação da ASTA centrada no espaço mitocondrial, apoiando-se em publicações pregressas e nos resultados positivos aqui encontrados nos músculos sóleo, notoriamente providos de alta população mitocondrial (rico em fibras tipicamente oxidativas). (AU)

Resumo

Histoplasma capsulatum é um fungo termodimórfico, encontrado de forma ubíqua na natureza. As regiões endêmicas incluem os vales do rio Ohio e Mississipi (EUA), a América Central e a América do Sul; no Brasil casos da doença e microepidemias vêm sendo mais descritos nas regiões sul e sudeste. A histoplasmose geralmente é uma infecção benigna e autolimitada em pacientes imunocompetentes, entretanto em imunodeprimidos, a infecção representa doença de alta gravidade e com sério risco de disseminação. Os principais antígenos para diagnóstico de H. capsulatum são os antígenos H e M, os quais provocam tanto resposta humoral e resposta mediada por células T. O antígeno M é uma glicoproteína, que vem sendo caracterizada como uma catalase e está presente na parede celular da fase de micélio do H. capsulatum, podendo-se sugerir que esta proteína provavelmente está envolvida no mecanismo de fuga do estresse oxidativo, permitindo a conversão do fungo da forma de micélio (forma infectante) para a de levedura (forma parasita). Este antígeno induz o aparecimento das primeiras precipitinas na histoplasmose aguda que também estarão presentes em todas as fases da doença. Levando em consideração que a caracterização do antígeno M como candidato a vacina ainda não foi realizada, sua importância como marcador da doença e seu potencial em gerar resposta imune, acreditamos que a identificação de epítopos específicos para linfócitos possam gerar novas ferramentas para utilização no tratamento e prevenção da histoplasmose. (AU)

Resumo

Paralelamente ao envelhecimento, o sistema neuroendócrino apresenta modificações em relação a pulsatilidade hormonal. A diminuição plasmática do estrógeno (E2), característico à senilidade feminina, exerce forte influência sobre a composição e o desempenho funcional do tecido muscular esquelético (TME). A terapia hormonal estrogênica (THE) e o uso de moduladores seletivos dos receptores de estrógeno [Raloxifeno (RLX)] são amplamente prescritos em clínicas médicas com o objetivo de minimizar a perda muscular e óssea durante a o processo de envelhecimento. No entanto, até o presente momento, há poucos relatos sobre os efeitos de tais intervenções sobre o TME e, em especial, há poucos relatos sobre a relação destas terapias com o perfil oxidativo muscular. Portanto, o presente estudo tem por objetivo avaliar os efeitos da THE (17-² estradiol) e do tratamento com cloridrato de raloxifeno (RLX) sobre o perfil oxidativo do tecido muscular esquelético de ratas senis. (AU)

Resumo

Escherichia coli possui a capacidade de sobreviver em diversos habitats, seja dentro do hospedeiro ou no ambiente externo. Um importante regulador de adaptação da bactéria é a subunidade sigma da RNA polimerase, responsável pela transcrição da maioria dos genes relacionados com a fase estacionária e situações de estresse, como escassez de nutrientes, baixo pH, estresse térmico, exposição à radiação UV e estresse oxidativo. O gene rpoS possui elevado grau de polimorfismo, adquirindo facilmente mutações nulas ou de atenuação em cepas cultivadas em laboratório. Essa variação confere à bactéria fenótipos distintos relativos à competência nutricional e resistência ao estresse. Na natureza, entretanto, alelos rpoS não-funcionais são, aparentemente, menos comuns. Para entender o papel de rpoS em condições extra-laboratoriais, neste trabalho será realizada uma análise temporal de alelos de rpoS em isolados naturais de E. coli, a fim de se correlacionar o status de rpoS com as alterações físico-químicas que ocorrem ao longo do ano em águas residuárias na cidade de São Paulo. (AU)

Resumo

A proteína dissulfeto isomerase (PDI), uma oxidoredutase do retículo endoplasmático, tem ganhado destaque em processos de sinalização celular. Trabalhos do nosso grupo mostraram que a PDI pode ter um papel importante no mecanismo regulador do complexo enzimático da NADPH oxidase, sendo esta a principal fonte geradora de espécies reativas de oxigênio (EROs) no sistema cardiovascular. Nosso grupo demonstrou recentemente que a super expressão da PDI em células musculares lisas vasculares (CMLV) aumenta a expressão e ativação da Nox 1 estimulando a migração destas células. Desta forma, estes estudos são indicativos de que há uma estreita associação entre a PDI e a expressão e atividade da Nox 1 em CMLV. Outros autores demonstraram que migração de CMLV seria dependente da transativação do EGFR e geração de EROs pela Nox 1 resultando na ativação de metaloproteases de matriz e migração destas células. Adicionalmente, estes autores também demonstraram que o estresse oxidativo pode promover a ativação do EGFR aumentando a liberação dos ligantes de EGFR no meio extracelular. No entanto, o papel da PDI na ativação do EGFR e migração de CMLV dependente de Nox 1 ainda permanece desconhecido. Identificar os mecanismos responsáveis pela ativação do EGFR pode ser de extrema importância, uma vez que este receptor tem um papel importante em patologias aonde observa-se alterações na estrutura vascular, como por exemplo na hipertensão arterial. Dados do nosso laboratório são indicativos de que artérias de ratos espontaneamente hipertensos (SHR) apresentam aumento da PDI e da expressão e a atividade da Nox1 durante o desenvolvimento da hipertensão arterial. Desta forma, o objetivo deste projeto será investigar o papel da PDI na ativação do EGFR e seus efeitos sobre a migração de CMVL dependente de Nox1. (AU)

Resumo

Estudos envolvendo cultura de células, animais e humanos tem sido extensivamente aplicados no monitoramento da aterosclerose, visando seu controle ou mesmo regressão. Entre os modelos animais atualmente utilizados, tem-se observado uma resposta adequada à indução de dislipidemia e inflamação, porém elevada resistência à indução de estresse oxidativo. Essa limitação metodológica tem sido superada através de intervenções mais agressivas e muitas vezes sem correspondência com o modelo humano, tais como exposição à radiação, aplicação de CCl4 e manipulação genética. Portanto, o objetivo deste estudo será de alterar um modelo animal de referência para desenvolvimento de aterosclerose, visando elevar a variação conjunta de biomarcadores de estresse oxidativo, inflamação e dislipidemia, principalmente através do consumo crônico de ácidos graxos polinsaturados parcialmente oxidados, naturalmente presentes na dieta humana. Camundongos knockout para receptores LDL (C57BL/6), foram divididos em 5 grupos experimentais. Um grupo recebeu dieta regular contendo 4% de lipídios (CONT-), enquanto os outros quatro grupos receberam uma dieta hiperlipídica modificada (Hyper) composta por 30% de lipídios. Três níveis de oxidação foram induzidos no óleo, representando neste estudo um nível baixo, moderado e elevado, caracterizados por uma concentração de hidroperóxidos de 2,47 ± 0,02 (Hyper_L), 3,87 ± 0,04 (Hyper_M) e 4,69 ± 0,04 meq/L (Hyper_H), respectivamente. Um quinto grupo recebeu a dieta Hyper_L, além da indução de diabetes através de estreptozotocina (CONT+). O óleo de linhaça pré-oxidado utilizado no preparo das rações foi mantido a 4oC. A peletização das rações alterou a concentração dos marcadores primários e secundários (p<0.05), porém de forma proporcional, mantendo assim a diferença entre os três níveis. Após 90 dias de intervenção, os animais foram sacrificados, sendo o sangue coletado através de punção cardíaca para determinação do perfil lipídico. Fígado, cérebro, coração e tecido adiposo foram separados, pesados e imediatamente congelados em nitrogênio para análises posteriores. Os seguintes biomarcadores serão a seguir determinados: colesterol total e frações em plasma (dislipidemia); malondialdeído, ácidos graxos, atividade e expressão de enzimas antioxidantes no tecido hepático (estresse oxidativo); ácidos graxos no tecido adiposo (estresse oxidativo), esteatose hepática (inflamação) e quantificação de placa aterosclerótica no arco da aorta (aterosclerose). (AU)

Resumo

As leishmanioses são doenças causadas por protozoários flagelados do gênero Leishmania e já foram encontrados em cerca de 90 países, predominando a forma visceral da doença. O principal reservatório deste parasita são os cães, sendo que fora do ambiente silvestre, desempenham a importante função da manutenção do ciclo epidemiológico da doença. A resistência dos animais com LVC a infecção está associada aos baixos níveis de anticorpos específicos e a existência de imunidade celular, sendo as principais células envolvidas a T CD4 e T CD8. Trabalhos recentes sugerem a apoptose como um mecanismo regulador na leishmaniose visceral. Dentre os diversos fatores indutores do processo de apoptose se inclui as espécies de reativas de oxigênio e os altos níveis de óxido nítrico. Células mononucleares de cães sintomáticos com leishmaniose visceral apresentam elevadas taxas de produção de espécies reativas de oxigênio, porém não se investigou se tal produção pode estar associada ao processo apoptótico. Por outro lado, altos níveis de iNOS, enzima produtora de NO, são observados no tecido esplênico, sugerindo que altos níveis de NO possam estar presentes, e também contribuir para o processo apoptótico previamente observado. Além desses elementos a enzima heme oxigenase-1 também pode atuar na imunidade, inibindo a proliferação e/ou função de células T, parece estar envolvida no processo apóptótico, pois pode atuar inibindo o efeito pro-oxidante do heme livre no organismo, que é prejudicial às células e tecidos por induzir o estresse oxidativo, citotoxidade e inflamação. Assim, o objetivo do presente estudo é investigar in vitro como esses parâmetros interagem, contribuindo ou inibindo o processo apoptótico, já observado na leishmaniose visceral canina. O conhecimento desses mecanismos podem contribuir para o entendimento sobre a imunopatologia dos cães com leishmaniose e assim colaborar no desenvolvimento de terapias para doença. (AU)

Resumo

A aterosclerose é uma doença de evolução crônica e inflamatória, caracterizada por elevado estresse oxidativo no ambiente vascular. Seu diagnóstico pode ser realizado através da medida da espessura média-intimal das carótidas, por ultra-sonografia. Sabe-se ainda que a hiperuricemia encontra-se ligada à progressão das doenças cardiovasculares (DCV). Porém, as DCV estão normalmente associadas a uma série de outros fatores e desta forma, a real influência do ácido úrico permanece pouco esclarecida. Estudos realizados em nosso grupo de pesquisa mostram que, em ambientes inflamatórios, o ácido úrico pode sofrer oxidação gerando um composto altamente oxidante, o hidroperóxido de urato e por fim, decompor-se a alantoína. A produção destes intermediários oxidantes leva ao desequilíbrio no balanço redox, à oxidação de proteínas envolvidas na ativação de células inflamatórias e a liberação de citocinas pró-inflamatórias. Desta forma, uma investigação clínica ampla, que correlacione não somente os níveis de ácido úrico, mas também o seu metabolismo será muito útil no entendimento dos mecanismos bioquímicos envolvidos na progressão da DCV. Assim, esse estudo investigará os níveis de ácido úrico, seu precursor xantina, seu metabólito alantoína e as enzimas envolvidas no metabolismo oxidativo do ácido úrico, mieloperoxidase e xantina oxidase, em plasma de pacientes com engrossamento da camada média-intimal da carótida. Além disso, outros antioxidantes serão investigados, a vitamina A (retinol) seu precursor beta-caroteno e seu metabólito oxidado, o ácido retinóico. A justificativa para análise simultânea da vitamina A e seus derivados deve-se à relação positiva entre este antioxidante e o ácido úrico em distúrbios vasculares, além de uma provável influência direta da vitamina A sobre o metabolismo do ácido úrico. A execução do presente projeto só será possível pela parceria entre nosso grupo de pesquisa e o programa ELSA Brasil (Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto), uma investigação multicêntrica de coorte, dirigida pelo Prof. Paulo Lotufo, do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica da USP, que triou 15.105 participantes para avaliar o risco cardiovascular. O propósito do ELSA é investigar a incidência e os fatores de risco para doenças crônicas, especialmente as cardiovasculares e o diabetes. A partir da execução do presente projeto, espera-se rotular substâncias que possam ser informativas durante o desenvolvimento das DCV e auxiliar de forma efetiva nos prognósticos, além de preencher as lacunas de informação existentes a respeito dos mecanismos moleculares envolvidos no desenvolvimento da DCV. (AU)

Resumo

Os mecanismos que relacionam a obesidade aos danos renais são desconhecidos. O rim é um órgão alvo para lesões causadas por AGEs. O receptor de AGEs (RAGE) tem estímulo pró inflamatório e parece desempenhar um papel na patogênese da doença renal. O estudo objetivou verificar o efeito da obesidade sobre o dano renal e o efeito do licopeno sobre essas complicações. Ratos Wistar machos foram randomicamente divididos para receberem dieta controle (C, n =7) ou hiperlipídica mais sacarose (DH+S, n =14) por 6 semanas. Após este período, os animais DH+S foram randomizados em 2 grupos: DH+S (n=7) e DH+S suplementado com licopeno (DH+S+L, n=7). Os animais receberam óleo de milho (C e DH+S) ou licopeno (DH+S+L, 10 mg/kg peso/5 vezes por semana) por 6 semanas. Ao final do período urina de 24hs foi coletada, os animais eutanasiados e amostras de sangue e rim foram obtidas para as análises. Foram avaliados parâmetros bioquímicos, hemodinâmico, função renal, marcadores de estresse oxidativo e inflamação. O índice de adiposidade aumentou nos grupos DH+S e DH+S+L (C: 5,8±1,8 < DH+S: 9,4±1,6 = DH+S+L: 9,7±1,7 %; p<0,001). Os animais DH+S e DH+S+L apresentaram resistência insulínica (Glicemia OGTT após 150 min.; C: 117,6±3,9 < DH+S: 138,1±5,1 = DH+S+L: 137,8±5,2 mg/dL; p=0,01), porém, sem alterações em glicemia de jejum, lipidemia, PAS e função renal. As concentrações renais de RAGE e TNF-± aumentaram no grupo DH+S e a suplementação de licopeno restaurou estes níveis aumentados para valores semelhantes ao grupo controle (RAGE - C: 3,1±0,3 = DH+S+L: 3,1±0,3 < DH+S: 3,6±0,4 µg/g; p=0,014; TNF- ± - C: 227,8±2,7 = DH+S+L: 227,4±2,2 < DH+S: 238,7±3,0 Ág/mL; p=0,014). O licopeno foi capaz de diminuir RAGE e TNF- ± no rim. Assim, esse carotenóide pode ser benéfico para a prevenção e terapia do estresse oxidativo e inflamação nos rins decorrente da obesidade. (AU)

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O chá verde, obtido através do tratamento das folhas da planta Camellia sinensis, tem sido consumido pela população como bebida há milhares de anos devido às suas propriedades terapêuticas constatadas ao longo do tempo. Polifenóis são os principais constituintes químicos desta planta e do chá. Sua propriedade antioxidante tem sido apontada como o principal fator contribuinte na prevenção e/ou no tratamento de diversas doenças crônico-degenerativas incluindo doenças cardiovasculares, diabetes e o câncer. Sendo assim, nossa proposta é investigar os efeitos do chá verde na quiescência e mobilização de populações celulares hematopoéticas, através do estudo da via de sinalização da coagulação, relacionada com estresse oxidativo. Além disso, temos como objetivo a padronização de um modelo experimental de leucemia para posterior investigação dos efeitos do chá verde sobre os processos de morte e sobrevivência celular. (AU)

Resumo

A morfologia e a fisiologia da próstata têm sido examinadas com particular atenção devido às diferentes lesões que atingem esse órgão, destacando-se o câncer prostático (CP). Diferentes estudos demonstraram a importância dos andrógenos e estrógenos no desenvolvimento e manutenção da glândula prostática, bem como indicaram que a ação conjunta desses hormônios e seus receptores podem deflagrar lesões prostáticas. As células tumorais enfrentam dois grandes desafios: como atender as demandas bioenergéticas e biossintéticas do crescimento e proliferação celular aumentados e, como empreender estratégias de adaptação metabólica para sobreviver a flutuações ambientais de disponibilidade de nutrientes e oxigênio quando o crescimento tumoral ultrapassa a capacidade de abastecimento da vascularização existente. Como todas as células neoplásicas são dependentes desta alteração metabólica, essas vias alteradas representam um importante alvo terapêutico. Ainda, o consumo de oxigênio pelas células tumorais pode estar relacionado diretamente com a geração de espécies reativas de oxigênio (EROs), uma vez que essas são produzidas normalmente em doses baixas durante o processo de respiração celular. Esses fatos tornam o estudo da associação do CP, metabolismo energético, EROs e receptores de hormônios sexuais esteróides um importante avanço para o entendimento deste tipo de tumor, principalmente quando se relaciona esses eventos as condições basais e normais de uma célula. Assim, os objetivos gerais do presente estudo serão caracterizar e correlacionar o metabolismo energético, as enzimas formadoras de espécies reativas de oxigênio (EROs) e os receptores de hormônios sexuais esteróides como marcadores de relevância clínico-patológica e prognóstica para a classificação dos adenocarcinomas prostáticos de baixo, intermediário e alto graus. No presente trabalho serão utilizadas amostras prostáticas da zona periférica provenientes de 40 de pacientes, na faixa etária de 60 a 90 anos, com e sem diagnóstico de adenocarcinoma prostático, obtidas no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Amostras prostáticas de 10 pacientes serão provenientes de necropsia sem diagnóstico de lesão prostática e/ ou doença urológica. Em adição, as amostras prostáticas dos outros 30 pacientes serão provenientes de biópsia por agulha e/ ou prostatectomia radical. Os pacientes serão divididos em 4 grupos (10 pacientes cada): Grupo Normal (sem lesão), Grupo Adenocarcinoma de baixo grau (Escala de Gleason d 6); Grupo Adenocarcinoma de grau intermediário (Escala de Gleason 6 - 7) e Grupo Adenocarcinoma de alto grau (Escala de Gleason e 7). Posteriormente, as amostras prostáticas serão submetidas às análises histopatológicas e imunohistoquímicas. A partir do presente projeto espera-se obter maior conhecimento sobre o metabolismo energético e sua relação com as enzimas formadoras de EROs e receptores de hormônios sexuais, de modo que essas relações possam constituir uma importante ferramenta para o diagnóstico e seguimento de pacientes com câncer de próstata. (AU)

Resumo

Leishmania ssp. são protozoários parasitas responsáveis por um complexo de doenças conhecidas como leishmanioses. Apresentam duas formas evolutivas principais: a promastigota flagelada, no tubo digestivo do inseto vetor, e a amastigota sem flagelo externo, no interior das células do sistema fagocítico mononuclear (SFM), preferencialmente macrófagos, do hospedeiro vertebrado. A capacidade de sobrevivência e multiplicação no interior de células especializadas na destruição de patógenos deve-se à capacidade do parasito de burlar a propriedade microbicida destas células pela produção de moléculas denominadas fatores de virulência. Uma proteína já descrita como fator de virulência em tripanossomatídeos é a triparedoxina peroxidase citoplasmática (cTXNPx), proteína antioxidante que participa da detoxificação de hidroperóxidos. De fato, promastigotas de L. (L.) donovani e tripomastigotas de T. cruzi superexpressoras de cTXNPx apresentaram maior sobrevivência intracelular em macrófagos. A importância de cTXNPx como fator de virulência foi reforçada pela comparação dos proteomas de duas cepas de L. (L.) infantum com diferentes virulências, que identificou maior expressão de cTXNPx na cepa mais virulenta. Considerando essas informações e a importância da L. (L.) amazonensis na epidemiologia da leishmaniose no Brasil, um dos objetivos do projeto FAPESP 2013/13527-7, vinculado a este projeto, é analisar a importância da cTXNPx na virulência desta espécie utilizando modelos murinos de infecção in vitro e in vivo. Para tanto, obtivemos a proteína recombinante utilizando o sistema de expressão de células HEK293T e parasitas superexpressores de cTXNPx. Nosso objetivo na colaboração com pesquisadores do Institut Pasteur é caracterizar enzimatica e bioquimicamente a proteína recombinante, testar a resistência ao estresse oxidativo do parasita superexpressor e realizar um proteoma comparativo entre o parasita transfectado com o vetor vazio e o parasita superexpressor. , visto que a superexpressão de cTXNPx em Trypanosoma cruzi interferiu na expressão de mTXNPx e possivelmente de outras proteínas do parasita (Carlos Robello, comunicação pessoal). (AU)

Resumo

O envelhecimento está associado a rigidez vascular, hipertensão sistólica, e aterosclerose. O endotélio vascular exerce importantes efeitos parácrinos no músculo liso, incluindo a elaboração de óxido nítrico, espécies reativas de oxigênio e citocinas. Os sinais parácrinos provenientes do endotélio podem ser alterados por inúmeros fatores associados ao envelhecimento, incluindo os padrões de tensão de cisalhamento, fatores circulantes, e senescência celular endotelial. Alterações moleculares deletérias no endotélio resultam em respostas deficientes a vários estímulos vasodilatadores, e é um forte preditor de morbidade e mortalidade. As enzimas da classe das sirtuínas podem desempenhar um papel importante na proteção contra doenças relacionadas à idade. Sirtuínas incluem uma família antiga e diversificada de proteínas com 7 membros (SIRT1 a 7) que exibem uma diversidade e complexidade em seus padrões de localização celular e sítios de ação. A sirtuína 6 (SIRT6) desempenha um papel particularmente importante na proteção contra os fenótipos progeróides, assim como a deleção da SIRT6 resulta em acentuada perda óssea, cifolordose, e redução drástica da expectativa de vida. O papel da SIRT6 na regulação da função vascular, contudo, não é conhecido. Nossa hipótese central é que a redução da SIRT6 associada à idade aumenta a acetilação das histonas e a expressão de genes pró-oxidativos e contribui para a disfunção vascular. Portanto, nosso objetivo geral é estabelecer novas interações entre os aumentos do estresse oxidativo relacionados à idade, disfunção vascular, e a regulação da expressão gênica pela acetilação das histonas e identificar a SIRT6 como um novo e importante regulador da função vascular na saúde e um contribuidor ao processo patológico vascular relacionada ao envelhecimento. (AU)

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A resistência à insulina no músculo esquelético é uma característica em diabéticos. Recentemente, foi demonstrada uma forte associação entre deficiência de ATM e estresse oxidativo, uma condição favorável à instalação de doenças neurodegenerativas, oncogênicas e metabólicas. Sob estresse oxidativo, a transcrição do PGC1-± sofre redução, aumentando as evidências de que a ativação de Akt pode estar fortemente associada à indução de PGC1-±. Portanto, estamos propondo a hipótese de que a ATM possa regular a expressão de PGC1-± protegendo as células musculares contra o estresse oxidativo e a instalação da resistência à insulina. Para tanto, nos propomos a investigar o efeito da superexpressão e da redução na expressão de ATM na transcrição e no conteúdo da proteína PGC1-±, no consumo de oxigênio, na fosforilação de Akt, na captação de glicose e na expressão dos antioxidantes Sod, Cat, Gpx, Gr em células controles e resistentes à insulina. Investigaremos ainda o efeito da superexpressão de ATM em proteínas da via de indução da fosforilação do PGC1-± incluindo a fosforilação de AMPK, de CREB e da 38 MAKP em células controles. Como experimento controle pretendemos investigar o efeito da expressão ou inibição de ATM em linhagem mutante de fibroblastos (Atm/) A38 e (Atm+/+) A29 na expressão gênica e no conteúdo da proteína PGC1-±, no consumo de oxigênio, na fosforilação de Akt, na captação de glicose e na expressão dos antioxidantes Sod, Cat, Gpx, Gr. Finalmente, o conhecimento do mecanismo pelo qual a proteína ATM regula a função mitocondrial protegendo o tecido muscular de danos oxidativos poderá abrir novas perspectivas terapêuticas no controle do diabetes tipo 2. (AU)

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Evidências mostram a mobilidade das giberelinas (GAs) a partir do sistema radicular para a parte aérea durante o desenvolvimento, indicando o envolvimento desse hormônio nas respostas da parte aérea às condições de estresse, em especial o déficit hídrico, o mais preocupante dos estresses abióticos. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho é avaliar a importância da raiz como fonte de GA na sinalização do estresse hídrico para a parte aérea. Para isso, estamos propondo a técnica de enxertia com um mutante apresentando alta sensibilidade à GA (procera ou pro) como porta enxerto e o controle ausente da mutação (Micro-Tom ou MT). Para tal serão utilizados seis tratamentos, constituídos pelas combinações entre a planta controle e o mutante, bem como as testemunhas sem enxertia a fim de serem analisadas as seguintes respostas: (I) análise do crescimento; massa seca de raiz e parte aérea, comprimento, área e densidade das raízes, alongamento do caule, área foliar total da parte aérea e fluorescência; (II) análises bioquímicas; teores de clorofilas e carotenóides, atividade das enzimas, peroxidases, peróxido de hidrogênio (H2O2) e malondealdeído (MDA) bem como quantificação de GA na raiz e parte aérea; e (III) análise molecular do LeDREB2, um gene de resposta ao estresse hídrico. (AU)

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A aterosclerose, uma importante causa de morbidade e mortalidade em todo o globo, é uma doença complexa e multifatorial desencadeada especialmente devido elevados níveis de lipídeos plasmáticos e que envolve três principais condições: inflamação crônica, dislipidemia e estresse oxidativo. Considerando os elevados custos envolvidos no tratamento da doença e suas comorbidades, iminência do tratamento subótimo e ainda baixa aderência à medicação, o uso combinado de compostos bioativos naturais, capazes de reduzir o risco para aterosclerose, pode promover proteção adicional. Neste estudo, serão avaliados os efeitos de três componentes bioativos (ômega-3, fitosteróis e chá verde), sobre biomarcadores de risco para aterosclerose em indivíduos com dislipidemia controlada por fármacos. Será realizado um estudo clínico randomizado, duplo-cego, de delineamento crossover, com a participação de 70 voluntários. A cada período de intervenção os participantes receberão um pacote para o tratamento funcional ou controle. O tratamento funcional será composto por cápsulas de ômega 3 (óleo de peixe) chocolate contendo fitosteróis e chá verde. O tratamento controle será composto por cápsulas de óleo de soja, chocolate sem adição de fitosteróis e chá de anis. Os voluntários serão orientados a consumir as cápsulas e o chocolate duas vezes ao dia após as principais refeições, e a consumir duas xícaras de chá verde ao dia. Após avaliação dos biomarcadores de inflamação, dislipidemia e estresse oxidativo, os voluntários que apresentarem melhores respostas ao tratamento funcional, serão selecionados para um período adicional de tratamento funcional associado à redução das dosagens de drogas hipolipidêmicas, a ser realizado individualmente pelo médico responsável. (AU)

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O câncer de cabeça e pescoço corresponde aos tumores localizados no trato aerodigestivo superior, como cavidade oral, faringe e laringe. O tratamento mais efetivo consiste na quimioterapia com altas doses de cisplatina, entretanto, seu uso é limitado devido às suas toxicidades causadas principalmente por estresse oxidativo. O objetivo deste estudo será avaliar o uso da n-acetilcisteína na atenuação de toxicidades causadas por estresse oxidativo em pacientes com câncer de cabeça e pescoço em tratamento com cisplatina. Trata-se de um estudo clínico, randomizado, placebo-controlado, duplo cego, cuja amostragem será consecutiva, a ser realizado no Ambulatório de Oncologia Clínica do Hospital de Clínicas/UNICAMP. Serão incluídos pacientes com câncer de cabeça e pescoço que iniciarão tratamento antineoplásico com cisplatina (80-100mg/m2 a cada 21 dias, por 3 ciclos) concomitante a radioterapia. Os pacientes serão divididos em dois grupos: os que receberão n-acetilcisteína e os que receberão placebo durante o tratamento. Em ambos os grupos serão avaliadas as toxicidades hematológicas, gastrintestinais, nefrotoxicidade, ototoxicidade e hepatotoxicidade; será mensurado o estresse oxidativo plasmático e celular; qualidade de vida; e custos para análise farmacoeconômica. Para análise estatística serão usados os testes Chi-quadrado, exato de Fisher, Mann-Whitney e ANOVA para medidas repetidas, considerando significativo o p<0.05. (AU)

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A Dexametasona (DEX) é amplamente utilizada no uso clínico por conta do seu potente efeito antialérgico e anti-inflamatório, contudo o seu uso crônico pode provocar diversos efeitos deletérios. Tem sido demonstrado que o tratamento com DEX contribui para o desenvolvimento de Hipertensão Arterial (HA), contudo os mecanismos responsáveis por esse efeito ainda não são totalmente compreendidos. Estudos sugerem que um possível mecanismo responsável por essa hipertensão possa ser um desequilíbrio entre produção e remoção de Espécies Reativas de Oxigênio (EROS). Inversamente, o treinamento físico aeróbio tem sido recomendado como co-adjuvante no tratamento da HA, além de se mostrado benéfico na redução do estresse oxidativo. Assim, o objetivo do presente estudo será investigar se a hipertensão induzida pela DEX está associada com o desequilíbrio entre a produção de EROS, principalmente pelo complexo enzimático NADPH oxidase, e a sua remoção pelas enzimas antioxidantes. Além disso, avaliar se a diminuição da Pressão Arterial (PA) induzida pelo treinamento físico está associada a um melhor balanço entre estes parâmetros. ratos Wistar machos (200g) serão submetidos a um período de Treinamento Físico (TF) aeróbio na esteira (60% da capacidade máxima por 74 dias, 5 dias por semana, 1 hora por dia) ou mantidos sedentários. Durante os últimos 14 dias os animais serão tratados com DEX (50¼g/kg de peso corporal por dia, s.c.) ou salina. O peso corporal será avaliado semanalmente durante o TF e diariamente durante o tratamento. A pressão arterial de repouso será aferida por meio de cateterização da artéria carótida após o tratamento com DEX. Posteriormente, após eutanásia, os músculos sóleo e tibial anterior serão retirados e processados para avaliação da expressão gênica e produção protéica das subunidades gp91phox, p47phox do complexo enzimático NADPH oxidase e das enzimas antioxidantes SOD-1, SOD-2 e CAT. Além disso, parte dos músculos será processada histologicamente para avaliação da formação total de EROS, pelos produtos da oxidação da dihidroetidina e da razão parede-luz das arteríolas, que será correlacionada com os valores de PA. Os resultados serão apresentados como média + erro padrão da média. ANOVA de dois caminhos será realizada para comparação entre os grupos e quando necessário será usado o post hoc de Tukey (p<0,05). (AU)

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Esta solicitação requer auxílio financeiro para a aquisição de um espectrômetro FluoTime 100 da PICO-QUANT, reagentes, solventes, gases, vidrarias e serviços de terceiros para viabilizar o desenvolvimento de complexos de metais de transição luminescentes para reconhecer e mapear em tempo real as alterações estruturais que levam ao processo de formação e agregação do peptídeo b-amilóide (bA) e dos emaranhados neurofibrilares da proteína Tau (t). Entender como estes compostos interagem com estas biomoléculas tem implicações importantes no desenvolvimento de sondas para o sistema nervoso central (SNC), e, em particular, podem vir a viabilizar o diagnóstico por imagem luminescente da doença de Alzheimer já nos estágios iniciais. Nossa estratégia é preparar complexos luminescentes contendo moléculas de aminopiridinas, (Apy) uma vez que essas moléculas são usadas para estimular a atividade neuronal sináptica no cérebro. A luminescência intensa do complexo, provenientes das transições eletrônicas de MLCT (Ru’phen), possibilitará o acompanhamento das alterações estruturais do peptídeo bA e proteina t- em tempo real utilizando a técnica espectroscópica de luminescência resolvida no tempo. Os complexos propostos foram planejados para apresentarem as características necessárias para este tipo de investigação: facilidade de síntese e solubilidade em meio aquoso e caráter lipofílico, absorção e emissão intensas na região do vermelho e deslocamentos de Stokes significativos que minimizam problemas de auto-supressão e interferências com fluoróforos biológicos naturais. Pretendemos também explorar a capacidade destes complexos de inibir in vitro a atividade da enzima acetilcolinesterase bem como a atividade antioxidante dos mesmos alvos importantes da DA. Espera-se assim, que esta pesquisa abra novas possibilidades para a atividade ótica de complexos luminescentes em doenças neurodegenerativas. (AU)

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Plantas que produzem flores têm à sua disposição um maquinário de reprodução com grande apelo estético. Entretanto, a diversidade de cores encontrada nas flores não reflete completamente o contraste produzido pelo conjunto de pigmentos presente nas pétalas e nas outras estruturas da planta. Além da interação com a luz visível, alguns pigmentos vegetais podem absorver luz ultravioleta ou emitir fluorescência, características que favorecem a interação planta-polinizador. Betalaínas são pigmentos vacuolares atóxicos derivados da L-tirosina, presentes em grande parte das flores com pétalas fluorescentes. A estabilização de betalaínas fora do vacúolo vegetal é difícil dada a sua grande reatividade ácido-base e redox. Todavia, esta versatilidade química favorece a interação de betalaínas com biomoléculas e o seu acúmulo em compartimentos subcelulares, tornando estes pigmentos antioxidantes agentes terapêuticos para doenças relacionadas ao estresse oxidativo. Com este projeto de pesquisa interdisciplinar buscamos entender melhor a natureza química e aplicar os efeitos da interação intermolecular entre betalaínas e outras espécies químicas. Propõe-se: i) estudar os efeitos da interação de solventes, íons e copigmentos com betalaínas naturais e artificiais, ii) investigar o(s) mecanismo(s) da oxidação de betalaínas naturais por um radical orgânico e por cátions de metais nobres de forma a estabelecer relações estrutura-reatividade e iii) ampliar o entendimento sobre a interação de betalaínas e biomoléculas que podem estar evolvidos na internalização e acúmulo destes pigmentos in cellula. (AU)

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Efeitos pleiotrópicos de inibidores da absorção de colesterol ainda são controversos. Assim, este estudo teve como objetivo comparar a ação de uma droga (ezetimiba) e um alimento funcional contendo ésteres de esteróis vegetais sobre biomarcadores de estresse oxidativo. Neste estudo duplo-cego, 37 pacientes com diabetes tipo 2 em tratamento com estatinas foram distribuídos aleatóriamente para receber ezetimiba 10,0 mg / d ou a consumir um chocolate contendo 2,1 g de ésteres de fitoesteróis por 6 semanas. Indivíduos em intervenção com ezetimiba apresentaram maior redução do LDL-C (-29%) do que os indivíduos sob intervenção com esteróis vegetais (-7%). Após 6 semanas, observou-se que a ezetimiba promoveu um aumento da atividade da superóxido-dismutase e glutationa redutase, enquanto que os esteróis vegetais não alteraram esses biomarcadores. No entanto, os pacientes responderam de forma diferente para a mesma intervenção. Entre os indivíduos que apresentaram a maior redução do LDL-C e oxLDL-C, a redução oxLDL-C observada em indivíduos em tratamento de esteróis vegetais (-20,0%) não diferiu dos valores encontrados em indivíduos tratados com ezetimiba (-21,1%). Além disso, 16 pacientes em tratamento com esteróis atingiram o objetivo terapêutico ótimo para o LDL-C (<70 mg / dL). Os esteróis vegetais foram adicionados a uma barra de chocolate sem açúcar, que pode ser facilmente adicionada à dieta de indivíduos com diabetes ou síndrome metabólica, sem qualquer efeito adverso, representando assim uma alternativa de co-terapia com estatinas. (AU)

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O material genético está sob constante agressão do meio ambiente ou mesmo por sub-produtos do metabolismo celular, que induzem lesões na molécula de DNA. As células apresentam várias respostas que as protegem dessas lesões, incluindo sua remoção através de mecanismos de reparo de DNA, ou tolerância a lesões, de forma que o material genético possa ser replicado ou transcrito, apesar dos danos. Nosso grupo tem desenvolvido trabalhos no sentido de compreender como atuam os mecanismos e respostas celulares que mantém a estabilidade genômica, assim como as consequências de lesões não removidas para as células e organismos. A importância desses sistemas para o funcionamento celular é atestada pelo alto grau de conservação evolutiva destes e, em seres humanos, dramaticamente ilustrada pela existência de problemas genéticos relacionados a defeitos em mecanismos de reparo de DNA ou comprometimento das respostas às lesões, que resultam em fenótipos clínicos com alta frequência de carcinogênese, problemas no desenvolvimento, neurodegeneração e envelhecimento precoce. Assim, parte importante deste projeto foca estudos em células humanas, sobretudo aquelas derivadas de pacientes com deficiências em mecanismos de reparo de DNA, como é o caso xeroderma pigmentosum (XP), síndrome de Cockayne (CS), tricotiodistrofia (TTD), além de outras síndromes identificadas mais recentemente. Em um dos subprojetos propostos, pretendemos investigar efeitos dos componentes UV da luz solar. O mecanismo de formação de lesões no genoma pela irradiação UVA, por exemplo, não é completamente compreendido e tampouco as respostas celulares a esses danos, sobretudo em relação a morte ou mutagênese. Dada a importância de processos oxidativos na geração de lesões endógenas nas células, as respostas que levam a diferentes tipos de morte celular após a indução de estresse oxidativo serão investigados em células com deficiências em reparo de DNA, buscando diferenças celulares que simulem os diferentes fenótipos clínicos de pacientes com neurodegeneração. Neste projeto pretendemos também investigar os processos celulares que permitem a replicação no genoma lesado. Abordagens de sequenciamento de nova geração (NGS) estão sendo propostas para estudos de mutagênese e também identificação de mutações e diagnóstico molecular de pacientes brasileiros com XP ou outras doenças relacionada a reparo de DNA. Esses estudos podem trazer dados interessantes das causas de determinados fenótipos clínicos, além de auxiliar os pacientes e seus familiares, com o reconhecimento da doença, possibilitada pelo diagnóstico molecular. Destacamos nesses estudos pacientes XP da região de Goiás, devido à alta frequência observada na região de Faina, onde a incidência é a maior do mundo devido ao isolamento geográfico e casamentos consanguíneos. Ainda neste projeto, pretendemos também estudar como as células humanas respondem a agentes quimioterápicos para câncer, para compreender os mecanismos de reparo envolvidos nas lesões induzidas por essas substâncias e em busca de alternativas terapêuticas que possam potencializar o combate às células tumorais. Finalmente, neste projeto pretendemos também estudar genes relacionados a reparo de DNA em bactérias de interesse básico (Caulobacter crescentus) ou médico (Pseudomonas aeruginosa). No caso da primeira, trata-se de um modelo excelente para estudos de genética bacteriana, e daremos continuidade à identificação da função de novos genes envolvidos na resposta a danos no DNA já iniciada anteriormente por nosso grupo, com sucesso. Com o modelo de P. aeruginosa, pretendemos investigar o envolvimento de genes de tolerância e reparo de DNA na resposta aos compostos antimicrobianos, bem como na mutagênese que leva ao surgimento de resistência a estes agentes. (AU)

Efeitos do suco de maçã concentrado na colite induzida por TNBS em ratos Wistar

Processo:13/26845-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Ana Paula Ribeiro Paiotti
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

Andréa Pittelli Boiago Gollucke ; Maurício Mercaldi Pastrelo ; Sender Jankiel Miszputen

Assunto(s):GastroenterologiaCompostos fenólicosEstresse oxidativoColiteSucos de frutasMaçã
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A Doença de Crohn (DC) e colite ulcerativa (CU) são formas proeminentes de doenças inflamatórias intestinais (DIIs). A patogênese das DIIs é um processo multifatorial que leva a uma resposta imunológica exacerbada e um desequilíbrio na produção de citocinas, mediadores pró-inflamatórios e espécies reativas do oxigênio (EROs), que levam a lesão tecidual. Os antioxidantes são capazes de interceptar os radicais livres gerados pelo metabolismo celular ou por fontes exógenas, evitando a formação de lesões e perda da integridade celular. Vários estudos têm demonstrado efeitos biológicos relacionados a uma dieta rica em compostos fenólicos, tais como atividade antioxidante, anti-inflamatória, antimicrobiana e anti-carcinogênica. A maçã (Malus domestica) apresenta uma série de compostos ativos, chamados de fitoquímicos, que estão relacionados à prevenção de doenças crônicas. Extratos de maçã podem proteger o DNA, reduzir a proliferação e invasão de células tumores. Destarte, o objetivo do trabalho será avaliar os efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes dos compostos fenólicos provenientes do suco de maçã na colite experimental crônica, utilizando-se do modelo TNBS. A fim de compreender o maquinário biológico envolvido nesse processo, avaliaremos a expressão gênica do TNF-±, NF-kappaB, ICAM-1, iNOS, COX-2 e das enzimas antioxidantes tais como catalase, Cu-Zn superóxido dismutase e Mn superóxido dismutase. (AU)

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Doenças neurodegenetativas, tais como doença de Parkinson, Alzheimer, Demência de Corpos de Lewis e Esclerose Lateral Amiotrófica entre outras são caracterizadas pelo depósito de proteínas agregadas insolúveis e estão associadas com o acúmulo de proteínas ubiquitinadas em inclusões neuronais. O acúmulo destas proteínas pode ocorrer por mecanismos que envolvem mutações, superprodução ou devido ao comprometimento no processo de degradação destas proteínas. Inibição da rota de degradação das proteínas é causado pelo bloqueio do sistema ubiquitina/proteassoma (SUP). Acredita-se que o acúmulo de agregados de proteínas ubiquitinadas é resultado do mal funcionamento da rota de degradação via SUP, causado por eventos provenientes do estresse oxidativo e produção de moléculas neurotóxicas ou por alterações estruturas das proteínas substratos os quais evitam o reconhecimento pelo SUP para degradação. A relação entre estes eventos ainda não está bem estabelecido, no entanto acredita-se que eles estão relacionados com as condições de estresse oxidativo. Em condições de estresse oxidativo, muitas espécies reativas de oxigênio (ERO) são gerados e reagem com moléculas presentes no sistema biológico gerando novos produtos e alguns destes apresentam citotoxicidade para a célula, gerando danos ao sistema biológico. A reação de proteínas com ERO podem inativar os sítios ativos das enzimas ou afetar a conformação estrutural das proteínas e desativar suas funções.Neste contexto, este projeto propõe estudar as modificações estruturais em proteínas como a ubiquitina causadas por produtos de estresse oxidativo identificados em concentrações anormais em doenças neurodegenerativas e como estas modificações poderiam prejudicar a função do SUP, utilizando técnica espectroscópica de ressonância magnética nuclear e espectrometria de massa. (AU)

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Introdução: Em investigação anterior demonstro-se que a hiperglicemia pode proteger o coração contra a lesão isquêmica. O objetivo do presente estudo foi investigar a associação entre hiperglicemia e infarto do miocárdio sobre a modulação autonômica cardiovascular e o perfil de estresse oxidativo cardíaco em ratos. Materiais e Métodos: Ratos Wistar machos foram divididos em: controle (C), diabético (D), ratos infartados infartados (MI) e diabéticos do miocárdio (DMI).O diabetes foi induzido por estreptozotocina (STZ, 50 mg / kg) no início do protocolo e o infarto do miocárdio foi induzido por oclusão coronária esquerda 15 dias após STZ. Trinta dias após a indução streptozocin-diabetes,a modulação autonômica cardiovascular foi avaliada por análise espectral, e o perfil de estresse oxidativo foi determinado pela atividade das enzimas antioxidantes e ânion superóxido, juntamente com carbonilação de proteínas e equilíbrio redox da glutationa (GSH/GSSG). Resultados: Os grupos de diabéticos e infartados apresentaram diminuição da variabilidade da freqüência cardíaca e da modulação vagal (p <0,05; no entanto, a modulação simpática diminuiu apenas no grupo de diabéticos (p <0,05). O equilíbrio simpato/vagal e a modulação simpática vascular aumentaram apenas no grupo MI (p <0,05). Diabetes promoveu um aumento na concentração de catalase (p <0,05). A atividade da glutationa peroxidase estava aumentada apenas em DMI quando comparado com os outros grupos (p <0,05). Ânion superóxido e carbonilação de proteínas faumentaram apenas no grupo MI (p <0,05). O equilíbrio redox cardíaco, avaliada por GSH/GSSG, estava menor no grupo MI (p <0,05). Conclusões: Estes dados sugerem que a hiperglicemia promove mecanismos compensatórios que podem oferecer proteção contra a isquemia, como demonstrado pelo aumento antioxidantes, diminuição da pró-oxidantes e danos proteína, possivelmente relacionados com os progressos tanto no equilíbrio redox e modulação simpática para o coração. (AU)

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Pacientes com HIV/AIDS são provavelmente mais predispostos à deficiência de vitamina E considerando-se a maior exposição ao estresse oxidativo. Adicionalmente existe um número expressivo de drogas nos esquemas de terapia antirretroviral de alta eficiência-HAART que podem interferir nas concentrações de vitamina E. O objetivo deste estudo foi comparar as concentrações sanguíneas de alfa-tocoferol em 182 pacientes recebendo diferentes regimes de HAART. Os pacientes foram divididos em 3 grupos de acordo com seus regimes terapêuticos: inibidores dos nucleosídeos análogos de transcriptase reversa (NRTIs)+inibidores de nucleosídeos não análogos de ranscriptase reversa (NNRTIs) e NRTIs+inibidores de protease+ritonavir; NRTIs+outras classes. O alfa-tocoferol foi determinado por HPLC. Análise de regressão múltipla avaliouo o efeito dos regimes HAART, tempo de uso e aderência ao regime nas concentrações de vitamina E. As concentrações de alfa-tocoferol foram em média 4,12µmol/L menores para NRTIs+outras classes quando comparadas a NRTIs+NNRTIs (p=0,037). Houve uma associação positiva (p<0,001) entre concentrações de alfa-tocoferol e colesterol, achado explicado em parte pela relação entre vitaminas lipossolúveis e perfil lipídico. Este estudo demonstrou diferenças entre concentrações de alfa-tocoferol entre pacientes em uso de diferentes regimes de HAART, especialmente naqueles envolvendo uso de novas drogas. Estudos coorte são necessários para monitorar o estado de vitamina E de pacientes com HIV/AIDS desde o início do tratamento.Palavras-chave: alfa-tocoferol; vitamina E; micronutrientes; HIV; HAART. (AU)

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Cirurgias minimamente invasivas, como a laparoscopia, causam pequenos traumas e atenuam a resposta ao estresse. Por outro lado, o estresse oxidativo não deixa de ser uma parte integrante da resposta ao ato cirúrgico. Contudo o pneumoperitônio ou pneumoretroperitônio continua sendo implicado na produção de radicais livres. Objetivo: Nosso estudo pretende avaliar os efeitos do pneumoperitônio no pulmão de animais por insuflação de dióxido de carbono (simulando uma laparoscopia). Métodos: Neste trabalho serão utilizados cinco grupos (n=6 por grupo), sendo: Sham: sem insuflação peritoneal; IAP5: uso de pressão intra-abdominal de 5 cmH2O de dióxido de carbono; IAP8: uso de pressão intra-abdominal de 8 cmH2O de dióxido de carbono; IAP10: uso de pressão intra-abdominal de 10 cmH2O de dióxido de carbono; IAP12: uso de pressão intra-abdominal de 12 cmH2O de dióxido de carbono. Ao final do experimento realizaremos a eutanásia dos animais e retiraremos os pulmões para análise de estresse oxidativo e mediadores inflamatórios. A análise estatística se dará utilizando os testes de Friedman para medidas repetidas em múltiplos grupos, Kruskal-Wallis para comparação intergrupos, Mann-Whitney para comparação entre grupos pareados. Os resultados serão considerados estatisticamente significantes quando os valores da probabilidade (p) forem < 0,05. (AU)

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O presente estudo tem como objetivo geral avaliar as alterações clínicas e laboratoriais (perfil de citocinas, dosagem de creatinina quinase, lactato, lactato desidrogenase, estresse oxidativo, hemogasometria e avaliação eletrolítica) de equinos submetidos a exercício físico de curta duração e de alta intensidade. Para isso serão utilizados 32 animais. Os animais serão divididos nos seguintes grupos: grupo tambor treino regular (GTTR), grupo tambor treino esporádico (GTTE), grupo laço em dupla treino regular (GLTR) e grupo laço em dupla treino esporádico (GLTE). Os parâmetros clínicos avaliados serão: frequência cardíaca, respiratória, hidratação, coloração de mucosas e temperatura corpórea. As temperaturas externas correspondentes à musculatura de pescoço, membros torácicos e pélvicos (faces internas e externas) e região lombar serão mensuradas por meio da termografia. Todos os dados serão anotados em uma ficha individual. Serão colhidas amostras de 5mL de sangue com anticoagulante para a realização de hemograma, 2,5 mL em tubo estabilizador de RNA para PCR em tempo real e 10 mL sem anticoagulante, para as análises bioquímicas do soro sanguíneo. A coleta de sangue e avaliação dos equinos serão realizadas 30 minutos antes (M0), logo após (M1) e depois de 30 minutos (M2), uma (M3), duas (M4), seis (M5) e 24 horas (M6) da competição. (AU)

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As metaloproteinases de matriz (MMPs) são conhecidas principalmente por degradarem vários componentes da matriz extracelular e pela ativa contribuição no processo de remodelamento tecidual fisiopatológico. A MMP-2 contribui significativamente para as alterações cardiovasculares da hipertensão arterial, favorecendo o remodelamento crônico e a disfunção. Neste projeto, a proposta é analisar se as alterações cardiovasculares mediadas pela MMP-2 na hipertensão também ocorrem via proteólise de proteínas intracelulares essenciais na regulação do tônus vascular e da contratilidade cardíaca. A troponina I e a calponina-1 serão analisadas como possíveis alvos proteolíticos em tecidos cardíacos e vasculares de ratos hipertensos, por serem responsáveis em parte pelo controle da maquinaria contrátil cardíaca e vascular. Estudos anteriores mostraram que estas proteínas são alvos intracelulares da MMP-2 em doenças cardiovasculares associadas ao estresse oxidativo, como a isquemia e reperfusão cardíaca e a sepse. Os resultados obtidos com o projeto proposto auxiliarão na compreensão dos mecanismos envolvidos na regulação do tônus vascular e da contratilidade cardíaca na hipertensão, além de mostrar mecanismos alternativos de regulação da migração e proliferação celular. O uso de inibidores de MMPs é importante não apenas como ferramenta farmacológica para estudos experimentais, mas também como uma terapia adjuvante promissora no tratamento da hipertensão e de doenças cardiovasculares associadas. Este projeto facilitará o crescimento e a integração intra- e interdepartamental por ser abrangente e de fácil aplicação em várias áreas de pesquisa. (AU)

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O "International Symposium on Fungal Stress" trará ao Brasil 31 palestrantes de renome internacional, alguns deles fazem parte da National Academy of Sciences dos Estados Unidos como o Dr. Jay C. Dunlap ou da Real Academia de Ingeniería e Real Academia Sevillana de Ciencias da Espanha como o Dr. Enrique Cerda-Olmedo. A maioria destes palestrantes publicaram vários artigos em periódicos de alto impacto como a Nature, Science e PNAS. Cientistas Brasileiros também de renome internacional como a Dra. Anita Panek, membro da Academia Brasileira de Ciências, se reunirão aos convidados internacionais para apresentar suas palestras. Vários temas importantes foram escolhidos dentro do estudo sobre estresse em fungos, entre eles: 1) biologia e biofísica de fungos que vivem em ambientes extremos; 2) mecanismos de tolerância ao estresse e as respostas em fungos em relação à biologia molecular, aspectos bioquímicos e ecofisiológicos; 3) estudos de biologia molecular em relação com a estresse de fungos; 4) métodos físicos, químicos e moleculares para proteção de fungos de importância econômica, como por exemplo danos por metabólitos secundários como álcool e outras substâncias, e danos causados por calor, radiação UV, ou outros desafios ambientais em fungos patógenos de insetos; 5) interações de fungos e plantas, incluindo proteção ao estresse mediado por fungos em plantas. O "International Symposium on Fungal Stress" vai oferecer uma excelente educação interdisciplinar para estudantes de graduação e pós-graduação, bem como para pós-doutores, pesquisadores e professores universitários na área de estresse em fungos. Este simpósio será registrado na Universidade do Vale do Paraíba e Escola de Engenharia de Lorena (USP) como curso de pós-graduação onde os alunos de mestrado e doutorado poderão obter créditos de pós-graduação. A vinda de pesquisadores de renome internacional ao Brasil será também de grande importância para a colaboração entre os pesquisadores brasileiros. (AU)

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O estresse oxidativo e carbonilação de proteína estão envolvidas em várias doenças tais como diabetes. Com a precisa identificação e quantificação da carbonilação de proteínas, associados ao entendimento de como as metaloenzimas antioxidantes endógenas estão coordenadas aos íons metálicos, conseguiremos compreender a resposta metabólica de sistemas vivos a estímulos biológicos, doenças e tratamentos terapêuticos. Estas técnicas podem levar à descoberta de novos biomarcadores. O presente trabalho busca analisar as mudanças nas metaloenzimas envolvidas no estresse oxidativo de ratos diabéticos. Para o objetivo principal ser atingido, o projeto conta com a parceria com a Universidade de Nebraska, visamos desenvolver procedimentos que trabalham com técnicas, tais como LC-ESI-MS e ICP-MS, nos estudos para a identificação e caracterização de metaloenzimas antioxidantes endógenas. Além disso, utilizaremos a técnica de 2D-ELFO que utiliza a derivatização com fluoróforos de hidrazida para análise de carbonilação de proteínas. Os resultados deste projeto elucidaram alguns aspectos sobre as metaloenzimas envolvidas no estresse oxidativo observadas no DM, relacionadas ao estudo metaloproteômico de ratos diabéticos, o que espera-se contudo é que o trabalho possa fornecer subsídios técnico-científicos na área de saúde de extrema importância, possibilitando a elaboração de novas estratégias de prevenção e tratamento do diabetes. (AU)

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A análise seminal convencional, utilizada rotineiramente durante a investigação de infertilidade conjugal, possui baixa sensibilidade e poder preditivo, tornando fundamental a identificação de novos métodos diagnósticos de infertilidade masculina. Tendo em vista que as alterações funcionais dos espermatozoides e o estresse oxidativo seminal são considerados os principais mecanismos associados à infertilidade, sua avaliação pode fornecer informação adicional sobre o potencial fértil masculino. Nesse sentido, um estudo anterior do nosso laboratório realizou a análise proteômica do plasma seminal de homens normozoospérmicos e identificou um painel de biomarcadores de alterações funcionais dos espermatozoides e de estresse oxidativo seminal. A fim de prosseguir com esse estudo, o objetivo deste projeto é validar esses biomarcadores como potencial método diagnóstico de alterações na atividade mitocondrial, de defeitos no acrossoma, de fragmentação do DNA dos espermatozoides e de altos níveis seminais de peroxidação lipídica. A validação será realizada em três coortes: (I) coorte de validação, com amostras seminais provenientes do estudo realizado anteriormente pelo nosso grupo e agrupadas de acordo com a integridade funcional dos espermatozoides e com o nível seminal de peroxidação lipídica (n=114), (II) coorte de confirmação prospectiva, com amostras de pacientes normozoospérmicos e sem fatores clínicos de infertilidade e (III) coorte de confirmação prospectiva em diferentes condições biológicas (varicocele, obesidade e tabagismo). Para a avaliação dos biomarcadores, serão utilizadas as técnicas de ELISA ou de western blot. Para as coortes prospectivas, a integridade funcional dos espermatozoides e o nível seminal de peroxidação lipídica também serão analisados. Para a comparação entre os grupos, será utilizado o teste t de Student para amostras não pareadas e análise estatística multivariada. Com esses resultados, espera-se identificar biomarcadores seminais efetivos de alterações funcionais dos espermatozoides e de estresse oxidativo seminal, os quais poderão ser utilizados no diagnóstico de infertilidade masculina. (AU)

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As dislipidemias têm sido um achado frequente e se manifestado cada vez mais cedo na população em consequência do aumento do número de obesos. As estatinas são inibidores da enzima 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima A redutase (HMG-CoAredutase) e são, portanto, responsáveis por diminuir o colesterol total, principalmente o LDL-colesterol. A rosuvastatina é uma estatina de última geração e apresenta várias vantagens farmacológicas e efeitos inibitórios superiores em relação às outras estatinas. A vitamina C exerce importante função na integridade espermática e na fertilidade, atua como agente antioxidante contra o estresse oxidativo testicular e pode aumentar as concentrações séricas de testosterona. Considerando-se o uso de substâncias hipolipemiantes por crianças e os efeitos reprodutivos adversos imediatos e tardios promovidos pela administração de rosuvastatina a ratos pré-púberes, tais como a depleção androgênica e o possível aumento do estresse oxidativo, como observado em trabalho anterior, realizado pelo grupo de pesquisa (LEITE et al., Rep. Toxic. vol. 40, 93-103, 2014) e o importante papel desempenhado pela vitamina C na reprodução, propomos o presente estudo experimental em que ratos jovens serão expostos à rosuvastatina a partir do dia pós-natal (DPN) 23 até o DPN53, avaliando-se parâmetros reprodutivos imediatos e tardios sobre o sistema genital. A escolha do período de exposição se justifica pela tentativa de mimetizar a situação humana em que algumas crianças necessitam da droga durante a infância e adolescência. Para tanto, ratos recém-desmamados serão divididos em quatro grupos experimentais e receberão solução salina (veículo), 3 mg/Kg/dia de rosuvastatina, vitamina C na dose de 150 mg/dia ou associação de 3 mg/Kg/dia de rosuvastatina com 150 mg/dia de vitamina C, do DPN23 até o DPN53. No DPN53 parte dos animais serão eutanasiados e avaliados em relação às concentrações hormonais, histopatologia de testículo e epidídimo e atividade de enzimas antioxidantes. Os animais restantes serão mantidos até a maturidade sexual (DPN110), quando serão avaliados a produção, reserva, motilidade e morfologia espermática, histopatologia testicular e epididimária e as concentrações hormonais. Pretende-se que, além da formação de recursos humanos qualificados em Biologia e Toxicologia da Reprodução, novos conhecimentos sejam adquiridos sobre os possíveis efeitos protetores da vitamina C para o desenvolvimento reprodutivo masculino, divulgando-se os resultados por intermédio de publicações em revistas internacionais e indexadas de impacto, bem como em comunicações em eventos científicos da área. (AU)

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A procura por novos fármacos a partir de plantas medicinais tem motivado a busca por substâncias com potencial antiinflamatório que possam auxiliar no tratamento de doenças inflamatórias, como diabetes mellitus tipo 1. No projeto anterior, constatamos o tratamento de comundongos NOD com o extrato aquoso das folhas de Passiflora alata Curtis conseguiu diminuir a incidência da doença, inibindo mecanismos inflamatórios, diminuindo o infiltrado celular, apoptose, estresse oxidativo, em ilhotas pancreáticas destes animais. Nesse sentido, com o intuito de esclarecer melhor os efeitos do extrato aquoso de P. alata sobre a incidência do diabetes e de seus efeitos antiinflamatórios, avaliaremos os efeitos in vivo da administração deste extrato em camundongos NOD Shilt/J. (AU)

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A aterosclerose, uma importante causa de morbidade e mortalidade em todo o globo, é uma doença complexa e multifatorial desencadeada especialmente devido elevados níveis de lipídeos plasmáticos e que envolve três principais condições: inflamação crônica, dislipidemia e estresse oxidativo. Considerando os elevados custos envolvidos no tratamento da doença e suas comorbidades, iminência do tratamento subótimo e ainda baixa aderência à medicação, o uso combinado de compostos bioativos naturais, capazes de reduzir o risco para aterosclerose, pode promover proteção adicional. Neste estudo, serão avaliados os efeitos de três componentes bioativos (ômega-3, fitosteróis e chá verde), sobre biomarcadores de risco para aterosclerose em indivíduos com dislipidemia controlada por fármacos. Será realizado um estudo clínico randomizado, duplo-cego, de delineamento crossover, com a participação de 70 voluntários. A cada período de intervenção os participantes receberão um pacote para o tratamento funcional ou controle. O tratamento funcional será composto por cápsulas de ômega 3 (óleo de peixe) chocolate contendo fitosteróis e chá verde. O tratamento controle será composto por cápsulas de óleo de soja, chocolate sem adição de fitosteróis e chá de anis. Os voluntários serão orientados a consumir as cápsulas e o chocolate duas vezes ao dia após as principais refeições, e a consumir duas xícaras de chá verde ao dia. Após avaliação dos biomarcadores de inflamação, dislipidemia e estresse oxidativo, os voluntários que apresentarem melhores respostas ao tratamento funcional, serão selecionados para um período adicional de tratamento funcional associado à redução das dosagens de drogas hipolipidêmicas, a ser realizado individualmente pelo médico responsável. (AU)

Resumo

O destino de agrotóxicos aplicados nas culturas tropicais é influenciado principalmente pelas altas taxas de precipitação e pelo escoamento superficial (runoff). A ocorrência de runoff após as aplicações dos praguicidas acaba afetando a dissipação e toxicidade desses compostos a organismos não alvos presentes no solo, e também daqueles que compõem a estrutura biológica dos ambientes aquáticos. Muitos são os agrotóxicos utilizados na agricultura, destacando-se, entre estes, a abamectina (Kraft) e o difenoconazol (Score), que são compostos intensamente utilizados nas culturas de morango e batata em regiões de clima tropical, embora sejam compostos classificados como extremamente tóxicos e muito perigosos ao ambiente. Considerando os riscos ecológicos inerentes ao uso destes agrotóxicos, o objetivo principal desta pesquisa é avaliar o efeito ambiental dos praguicidas Kraft e Score e de seus princípios ativos, abamectina e difenoconazol respectivamente, em agrossistemas tropicais, considerando o escoamento superficial (runoff). Serão analisados os efeitos toxicológicos em peixes (Danio rerio), mediante experimentos laboratoriais e in situ (mesocosmos), por meio da análise de biomarcadores de contaminação. Nos experimentos de runoff serão consideradas, para a aplicação dos agrotóxicos, as concentrações de uso recomendadas pelos fabricantes, utilizando-se a água do runoff para os bioensaios de toxicidade laboratorial e também para a contaminação dos mesocosmos, além da determinação da CL50. Na análise dos efeitos ambientais serão avaliados, além da mortalidade dos organismos-teste, os biomarcadores de contaminação aquática relacionados às atividades das enzimas de biotransformação (glutationa-s-transferase, glucuronosiltransferase e 7-etóxiresorufina-O-deetilase), de defesa antioxidante (glutationa peroxidase, catalase e superóxido dismutase) e parâmetros indicativos de estresse oxidativo (hidroperóxidos lipídicos, níveis de malondialdeído e proteínas carboniladas). Métodos analíticos para determinação da abamectina e difenoconazol serão desenvolvidos e após validação serão utilizados para a quantificação das concentrações dos mesmos nas matrizes de água e sedimento. (AU)

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Processo inflamatório intenso e estresse oxidativo são fatores que contribuem para a fisiopatogênese das fibras musculares distróficas. Dentre os mecanismos envolvidos na resposta inflamatória na distrofia muscular de Duchenne (DMD) e no camundongo mdx (modelo experimental da DMD), destaca-se a via de sinalização do fator de NF-ºB, cuja principal via de atuação é a ativação de citoquinas pró-inflamatórias como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-±) e interleucina IL-1². Em adição, as espécies reativas de oxigênio (EROs) também têm sido relacionadas à ativação do fator NF-ºB nas fibras musculares distróficas. Diante do exposto, no presente projeto levantamos a hipótese que o tratamento em conjunto do antiinflamatório Diacereína com o antioxidante Vitamina E pode apresentar potencial efeito terapêutico sobre as fibras musculares distróficas dos camundongos mdx. Estudos demonstraram que diacereína inibe a síntese e atividade de citocinas pró-inflamatórias, tais como TNF-±, IL-6 e a IL-1², enquanto que a Vitamina E previne eficientemente a peroxidação lipídica de membrana. Para verificar a hipótese, serão utilizados camundongos das linhagens C57BL/10 (grupo controle) e camundongos mdx, com 14 dias de vida pós-natal. Os camundongos mdx e C57BL/10 serão divididos em 4 grupos experimentais: tratados com salina, tratados com Diacereína, tratados com Vitamina E e/ou com a associação de Diacereína e Vitamina E. Todos os animais serão submetidos à análise de medida de força antes e após o tratamento. Amostras de sangue serão utilizadas para determinação de creatina quinase (CK) e quantificação de TNF-±, IL-1² e IL-6. Os músculos Esternomastóideo (STN), Diafragma (DIA) e Tibial Anterior (TA) serão retirados e submetidos às técnicas morfológicas (para quantificação de fibras regeneradas e em degeneração; área de inflamação e lipofuscina), Western Blotting (TNF-±, NF-ºB, IL-1², IL-6 e 4-HNE); determinação da atividade enzimática da GPx, GR e SOD e da glutationa oxidada e reduzida por cromatografia líquida de ultra eficiência. Os resultados obtidos serão submetidos à análise estatística. (AU)

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The word "pesticide" covers any substance or mixture of substances used for preventing, destroying, repelling or mitigating pests, or intended for use as plant regulators, defoliants or dessicants. One of the most common types of pesticides being used are herbicides, a heterogeneous category of chemical products, designed to control weeds. These xenobiotics can be grouped according to the mechanism of action in plants. Trifluralin belongs to dinitroanilines chemical group and its mechanism of action is by inhibition of cell division by inhibiting microtubule formation. It is used, among other crops, in soybean plantations. Tebuthiuron belongs to substituted ureas chemical group and its mechanism of action is by inhibition of photosystem II of photosynthesis. It is widely used in sugar cane crops. Currently, herbicides play an important role in controlling weeds, however, most cost-benefit analyses do not consider the environmental, ecological, and public health costs associated with use of herbicides. Although some herbicides are described as selective in their mechanism of action, their range selectivity is limited in some animals tested. Thus, the study of these compounds is extremely important. In order to investigate the redox regulation of protein-mediated transcriptional activation of the NRF2 directed translocation and binding to the antioxidant response element, the techniques of western blots and real time PCR will be used. These techniques are well established in the laboratory of Prof. Dr. Kendall B. Wallace and will be will be extremely important to add knowledge to studies with herbicides trifluralin and tebuthiuron. (AU)

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O ozônio (O3) é considerado o poluentes mais tóxicos para as plantas. O O3 troposférico é produzido por meio de reações fotoquímicas complexas que envolvem compostos orgânicos voláteis biogênicos (BVOCs). Em ambientes de clima temperado, o O3 apresenta distribuição sazonal, no entanto, em clima tropical e subtropical, concentração tóxica são registradas ao longo de todo o ano. Muitas culturas agrícolas importantes respondem ao estresse induzido pelo O3. No entanto, nada se sabe sobre os efeitos do O3 em culturas de cana-de açúcar, hoje, uma das atividades econômicas mais importantes do Brasil, especialmente no estado de São Paulo. Dentro das folhas, a fitotoxicidade do O3 ocorre, principalmente devido à geração de espécies reativas de oxigênio (ROS). Quando a formação de ROS excede a capacidade antioxidante das células, o estresse oxidativo ocorre, acarretando em marcas estruturais específicas, que podem induzir lesões visíveis. Com base na hipótese de que os níveis de O3 registrados no estado de São Paulo, são tóxicos para as plantações de cana-de-açúcar, o presente estudo tem como objetivos: (i) Avaliar as respostas morfológicas, anatômicas, bioquímicas e fisiológicas de diferentes variedades de cana-de-açucar ao estresse provocado pelo O3. Um experimento de fumigação será conduzido, onde as plantas estarão sujeitas a tratamentos de O3 e (ii) compreender a produção BVOCs em diferentes variedades de cana-de-açúcar. Durante o incremento de biomassa será avaliado e as marcas estruturais de estresse oxidativo serão microscopicamente avaliadas. O metabolismo antioxidante será avaliado e o fluxo de O3 calculado. Pela primeira vez, seremos capazes de entender como a cana-de-açúcar reage aos efeitos do O3 e se sensibilidade ao O3 é específica para diferentes variedades. (AU)

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A doença de Alzheimer (DA) é claramente a principal e mais comum causa de demência senil no mundo contribuindo com 60-70% dos casos diagnosticados. Quarta causa de morte em países desenvolvidos a DA fica atrás somente de doenças cardiovasculares, câncer e acidente vascular cerebral. Mundialmente, a prevalência da demência é estimada em 3,9% das pessoas com 60 anos ou mais. Em países desenvolvidos, cerca de um em cada dez idosos, com 65 anos ou mais, possui algum grau de demência, enquanto mais de um terço das pessoas consideradas como muito idosas, com mais de 85 anos, apresentam sintomas e sinais de demência. A DA é uma doença cerebral progressiva, pacientes diagnosticados mostram uma extensa perda de sinapses e neurônios no hipocampo e nos córtex frontal e temporal, o que gradualmente compromete sua memória, capacidade de aprendizado, raciocínio, comunicação e realização de atividades diárias. Atualmente não há tratamento capaz de curar ou modificar de maneira eficaz a doença, os medicamentos disponíveis no mercado (tacrina, donepezila, rivastigmina, galantamina e memantina) reduzem somente alguns sintomas manifestados pelos pacientes. Assim, é fundamental o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas, para obtenção de novos fármacos capazes de retardar ou impedir a progressão da doença. Este trabalho visa à obtenção de candidatos a fármaco com propriedades anti-inflamatória/neuroprotetora obtidos através da estratégia de hibridação molecular em que a inibição de TNF-±, ação estabilizadora de microtúbulos e doação de oxido nítrico, poderiam reduzir o processo de neuroinflamação associado à deposição de placas senis e emaranhados neurofibrilares, reduzir o estresse oxidativo e contribuir na plasticidade sináptica, cognição e memória, atenuando os efeitos associados à perda de neurônios dos pacientes acometidos pela DA. (AU)

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O esmagamento de raízes motoras, ou axoniotmese, é um importante problema médico e pode ocorrer devido a herniação de disco intervertebral, estenose espinal e tumores. O esmagamento, apesar de gerar sinais clínicos graves é menos severo que a avulsão, uma vez é mantida a continuidade entre o SNC e SNP, facilitando a regeneração subsequente. Modificações metabólicas nos astrócitos e micróglia, nos estágios iniciais pós-lesão, a denominada reatividade glial, apresenta papel dual no microambiente da lesão. Após um tempo maior decorrido da lesão, os astrócitos desempenham uma função inibitória à regeneração, promovendo a formação da cicatriz glial. A maior parte da morte neuronal ocorre por mecanismos apoptóticos e estresse oxidativo. Portanto, muitas drogas antioxidantes estão sendo estudadas com o intuito de minimizar esses eventos. Dentre elas destaca-se o Tempol, que já mostrou-se capaz de atenuar os efeitos das espécies reativas de oxigênio. Nesse sentido, o presente estudo pretende avaliar o efeito do Tempol na sobrevivência dos motoneurônios medulares e também na reatividade de astrócitos e microglia, em ratos adultos Sprague-Dawley após sofrerem esmagamento das raízes ventrais L4, L5 e L6. Os ratos serão divididos em dois grupos: (1) esmagamento das raízes ventrais e administração intraperitoneal de solução salina e (2) esmagamento de raízes ventrais e administração intraperitoneal de Tempol. Após sobrevida de 14 dias os animais serão sacrificados. A sobrevivência neuronal será estudada por coloração de Nissl e a técnica de imunohistoquímica será empregada para avaliar a expressão de GFAP e Iba1, que são, respectivamente, marcadores de astrócitos e microglia. (AU)

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Óxidos de colesterol são derivados oxigenados do colesterol que regulam o desenvolvimento da aterosclerose, por modularem seletivamente o estresse oxidativo e inflamatório e mediarem a exportação de lípides em macrófagos arteriais. Além disso, atuam como precursores de ácidos biliares na etapa final de excreção do colesterol na bile. O 27-hidroxicolesterol é o óxido de colesterol mais abundante na circulação, carreado principalmente pelas HDL. O exercício físico regular melhora o transporte reverso de colesterol, promovendo a remoção de colesterol de macrófagos e seu trânsito ao fígado, o que contribui para a redução da aterosclerose. Nossa hipótese é de que o treinamento físico possa alterar a concentração e a distribuição de subespécies de óxidos de colesterol no compartimento plasmático e arterial em camundongos dislipidêmicos, refletindo a mobilização de lípides arteriais pelo transporte reverso. O objetivo deste estudo é avaliar a concentração e distribuição de óxidos de colesterol no plasma e aorta de camundongos knockout para E submetidos a programa de treinamento físico aeróbio. Os animais serão aleatoriamente divididos em grupo sedentário e treinado (esteira 15m/min, 30 min por dia, 5 vezes na semana, durante 6 semanas). A concentração de colesterol total, HDL colesterol, triglicérides e glicose será determinada por métodos enzimáticos e a dos óxidos de colesterol (24S-hidroxicolesterol, 25-hidroxicolesterol, 27- hidroxicolesterol, 7-cetocolesterol, 7 beta-hidroxicolesterol), por cromatografia a gás acoplada a espectrometria de massa (CG-MS), após extração do plasma e tecido arterial. O mRNA total será extraído da aorta para quantificação da expressão das Cyp27a e Cyp7b (as quais, respectivamente, geram e convertem o 27-hidroxicolesterol). Os achados serão importantes para compreensão dos mecanismos pelos quais o exercício físico previne e regride a aterosclerose e indicará se a concentração de óxidos de colesterol pode ser um marcador desses efeitos. (AU)

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A poluição atmosférica é um fator de risco ambiental, principalmente nos grandes centros urbanos e está, atualmente, associada com a mortalidade por câncer de pulmão. Neste contexto, destaca-se a região metropolitana de São Paulo, que concentra importantes complexos industriais e, com sete milhões de veículos, possui uma das maiores frotas de veículos do planeta. Pesquisas mostram que a exposição aos poluentes atmosféricos é capaz de causar diversos efeitos à saúde, tais como: aumento da resposta pró-inflamatória, estresse oxidativo entre outros. Tais efeitos por sua vez induzem outras diversas respostas celulares, como por exemplo, a formação de danos no DNA pode desencadear um evento mutagênico se não for eficientemente removida por vias de reparo de DNA. Recentemente, estudos mostram que a via de reparo por excisão de nucleotídeos está envolvida no reparo de lesões causadas por agentes ambientais. Até o momento, poucos trabalhos com resultados que mostram o mecanismo de ação de poluentes atmosféricos urbano e esta via de reparo foram desenvolvidos. Portanto, o presente trabalho propõe o estudo da ação do material particulado (MP), proveniente da região metropolitana de São Paulo, na indução e reparo de danos ao DNA e, se estes danos podem levar a formação de neoplasias, principalmente no pulmão. Para esse estudo serão empregados camundongos deficiente para essa via de reparo, KO para o gene XPA. Os resultados desta pesquisa deverão subsidiar o conhecimento dos mecanismos de ação dos poluentes associados com o câncer de pulmão. Este estudo também proverá a quantificação de nanopartículas e a caracterização química dos poluentes atmosféricos da região metropolitana de São Paulo. (AU)

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O surgimento das biotecnologias aplicadas ao sêmen equino como o processo de refrigeração e congelação representaram um grande avanço para equinocultura, principalmente por permitir um melhor aproveitamento do ejaculado, otimizando a utilização de animais considerados geneticamente superiores. Entretanto na aplicação dessas técnicas ocorre a remoção do plasma seminal e junto com ele inúmeras substâncias antioxidantes são eliminadas, permitindo que as células espermáticas estejam mais susceptíveis aos traumas causados pela ação das espécies reativas do metabolismo do oxigênio (ROS). Desta maneira surge a necessidade de se introduzir elementos que desempenhem esta função antioxidante nos meios de refrigeração e congelação. A quercertina é considerada um poderoso antioxidante por reduzir o surgimento das principais ROS, apesar disto sua aplicação sobre o ejaculado equino durante o processo de criopreservação ainda é pouco referenciada, sendo necessário mais estudos para que se determine se há de fato influência positiva de sua utilização no ejaculado equino para o sêmen resfriado e congelado. (AU)

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A criopreservação de sêmen equino tem crescido nos últimos anos devido à facilidade de transporte e armazenamento do material genético de garanhões por longo período de tempo. No entanto, apesar do crescimento, ainda observa-se grande influência do processamento na qualidade espermática dos garanhões. Dentre outros fatores, sabe-se que o processo de criopreservação acarreta estresse oxidativo à célula espermática e que a adição de antioxidantes aos meios de refrigeração e congelação de sêmen pode auxiliar na proteção dos espermatozoides contra o dano induzido pelas Espécies Reativas de Oxigênio (ROS). Dentre os diversos antioxidantes existentes, o Butil-Hidroxitolueno (BHT), análogo sintético da vitamina E, pode melhorar a viabilidade espermática uma vez incluído nos meios de refrigeração e congelação. Este experimento tem como objetivo avaliar o efeito do BHT no diluidor sobre a sobrevivência, motilidade espermática, integridade da membrana plasmática e atividade mitocondrial dos espermatozoides equinos antes e após o processo de criopreservação - refrigeração e congelação, além de avaliar o efeito do BHT quanto à sua capacidade de proteger os espermatozoides do efeito tóxico das ROS. A inclusão desse antioxidante nos meios de refrigeração e congelação talvez possa melhorar a viabilidade espermática não só de garanhões considerados bons à refrigeração good coolers e congelação good freezers, mas principalmente aqueles animais classificados como ruins sob a refrigeração e congelação bad coolers e bad freezers respectivamente. (AU)

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