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Efeito da redução da função colinérgica na mecânica pulmonar e na histopatologia pulmonar em modelo experimental de inflamação aguda induzida por instilação de LPS em camundongos geneticamente modificados

Beneficiário:Nathalia Montouro Pinheiro
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carla Máximo Prado
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:10/13363-6
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de agosto de 2013
Resumo
A lesão pulmonar aguda (LPA) é caracterizada por inflamação pulmonar extensa, recrutamento de polimorfonucleares e liberação de mediadores pró-inflamatórios. É uma condição grave que evolui com óbito em aproximadamente 40% dos casos. A despeito de diversos estudos que elucidaram a fisiopatologia da LPA, o tratamento ainda é insatisfatório. Recentemente o sistema colinérgico antiinflamatório foi descrito no pulmão e está relacionado a um reflexo via nervo vago que inibe a liberação de citocinas inflamatórias por estimulação de receptores nicotínicos. Objetivo: Avaliar os efeitos da hipofunção colinérgica nas alterações funcionais e histopatológicas pulmonares induzidas por instilação de lipopolissacarides (LPS). Metodologia: Serão utilizados camundongos macho geneticamente modificados apresentando uma redução da expressão da proteína VAChT , o que se associa à diminuição na liberação de acetilcolina. Estes animais serão divididos, de acordo com sua genotipagem, em heterozigoto (HET), homozigoto (HOM) e selvagem (WT) e receberão instilação intranasal de LPS 24 horas antes do protocolo experimental. Serão avaliados: mecânica do sistema respiratório; inflamação pulmonar por intermédio do lavado broncoalveolar e da resposta macrofágica e neutrofílica no tecido pulmonar; o remodelamento da matriz extracelular, avaliando o conteúdo de fibras colágenas e elásticas; a expressão de TNF-alfa e o estresse oxidativo por intermédio da quantificação do conteúdo do isoprostano PGF2. Todos os parâmetros histopatológicos serão quantificados por técnica morfométrica. Será ainda realizado Western Blot no tecido pulmonar para detecção de TNF-alfa e IL-8. Para confirmar a importância do sistema colinérgico nesta resposta, um grupo de animais homozigoto+LPS será tratado por 15 dias com inibidor da acetilcolinesterase. A análise estatística será realizada por meio do programa SigmaStat. Frente aos dados da literatura da importância do sistema colinérgico na resposta inflamatória, e aos dados preliminares de nosso grupo de pesquisa, espera-se que os animais homozigotos apresentem piora da resposta inflamatória induzida por LPS confirmando a participação do sistema colinérgico antiinflamatório neste processo. (AU)

Estudo da regulação de genes envolvidos na resposta a estresse oxidativo em Caulobacter crescentus

Beneficiário:Maristela Previato
Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marilis do Valle Marques
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/04580-6
Vigência: 01 de março de 2012 - 30 de setembro de 2013
Assunto(s):CaulobacterEstresse oxidativoRegulação gênica
Resumo
O estresse oxidativo, causado por níveis aumentados do ânion superóxido (O2-*), do peróxido de hidrogênio (H2O2), ou do radical hidroxila (OH*), pode levar a danos em todos os componentes celulares. Várias enzimas são responsáveis por remover da célula estas espécies reativas, e são ativadas em resposta à situação de estresse oxidativo e outras que desencadeiam esta situação, como altas concentrações de ferro. A enzima catalase-peroxidase (KatG) e as duas subunidades da alquil hidroperóxido redutase (AhpC e AhpF) protegem contra os efeitos tóxicos dos peróxidos através de eliminação direta dos oxidantes. As enzimas superóxido dismutases (SOD) são importantes na remoção de íons superóxido. Este trabalho pretende definir os mecanismos regulatórios da expressão dos genes ahpCF, sodA, sodB e sodC de C. crescentus. Para isto, os níveis de transcrição e tradução destes genes serão avaliados na linhagem selvagem e linhagens mutantes dos genes oxyR, fur, sigF e sigE, visto que estes genes foram previamente descritos como envolvidos na regulação da resposta a estresse oxidativo. Serão construídas fusões de transcrição e de tradução ao gene repórter lacZ, para definir se a regulação é transcricional ou pós-transcricional. A identificação das regiões regulatórias destes genes será feita por meio de mapeamento do sítio de ligação de proteínas aos promotores. (AU)

Propriedades biológicas do óleo das sementes de Azadirachta indica: investigação dos mecanismos de ação antioxidante e dos seus efeitos sobre a viabilidade celular

Beneficiário:Paloma Caroline Ribeiro
Instituição: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Tiago Rodrigues
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacognosia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/04883-9
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de janeiro de 2013
Assunto(s):Azadirachta indica
Resumo
Azadirachta indica (Meliaceae), também conhecida como Neem, é utilizada na medicina popular há mais de 2000 anos, porém poucos estudos científicos foram realizados com o óleo das sementes. Além disso, esse óleo tem sido usado sem indicação médica para diminuição de hiperglicemia, uma condição associada ao diabetes mellitus. Sabe-se o diabetes está associado a disfunções mitocondriais e estresse oxidativo. Dessa forma, neste trabalho estudaremos os efeitos do óleo de Neem sobre a bioenergética e o estado oxidativo de mitocôndrias isoladas de fígado de rato, investigando os mecanismos moleculares responsáveis por tais efeitos, uma vez que estudos preliminares demonstraram que o óleo foi capaz de inibir parcialmente a oxidação dos lipídeos de membrana além de promover um suave desacoplamento da fosforilação oxidativa. O óleo resultante da primeira prensagem a frio das sementes foi obtido comercialmente e as mitocôndrias isoladas por centrifugação diferencial. A respiração mitocondrial será avaliada por medidas de consumo de oxigênio e a oxidação de lipídeos de membrana será estimada pela formação de espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico. O potencial de membrana mitocondrial e a geração de espécies reativas de oxigênio (EROs) serão avaliados por fluorimetria utilizando rodamina 123 e DCFDA, respectivamente. Também será avaliado o efeito do óleo sobre o sistema de defesa antioxidante, medindo-se os níveis mitocondriais de glutationa reduzida e o estado redox de nucleotídeos de piridina. A possível atividade citotóxica do óleo de Neem também será analisada e, na ausência desta, será avaliada a citoproteção contra condições de estresse oxidativo. (AU)

Estudo da função biológica da oxidase alternativa (AOX) de Moniliophthora perniciosa (fungo da vassoura de bruxa) em Saccharomyces cerevisiae

Beneficiário:Gabriel Moretti de Almeida
Instituição: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Gisele Monteiro de Souza
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/05156-3
Vigência: 01 de março de 2012 - 30 de novembro de 2013
Assunto(s):Saccharomyces cerevisiae
Resumo
Moniliophthora perniciosa, agente etiológico da doença vassoura de bruxa do cacaueiro, disseminou-se rapidamente, provocando um colapso na economia regional baiana, correspondendo a um total de 90% de perdas na produção de cacau (Gildemberg et.al, 2010). Mesmo após a aplicação de antifúngicos baseados na inibição da cadeia principal de transporte de elétrons, M. perniciosa continua a infecção. Diversos autores propõem que a sobrevivência desse fungo se daria pela cadeia transportadora de elétrons alternativa cuja principal enzima é a oxidase alternativa (AOX). Isso porque, sabe-se que ao inibir o transporte de elétrons mitocondrial há uma alta geração de espécies reativas de oxigênio (ROS). AOXp é uma oxidase terminal capaz de realizar o transporte de elétrons mitocondrial, catalisando a redução do oxigênio à água, desviando os elétrons que seriam usados na cadeia respiratória para a síntese de ATP. Assim, células que expressam AOX produziriam menos ATP, mas aliviariam o estresse oxidativo. O presente trabalho tem como objetivo testar essa hipótese. Para isso, expressaremos o gene (Mp-AOX) em Saccharomyces cerevisiae para realizarmos estudos dessa via alternativa na prevenção de estresse oxidativo, buscando compreender os mecanismos moleculares envolvidos na resistência de M. perniciosa aos fungicidas comerciais. Construiremos o vetor de expressão em leveduras com a inserção do gene AOX e realizaremos medidas da taxa de crescimento e formação de massa celular, da geração de ROS mitocondrial e quantificaremos o ATP das células de levedura expressando Mp-AOX. Realizaremos ainda, testes de viabilidade na presença de inibidores da cadeia respiratória principal Antimicina A e azoxistrobina, do inibidor específico de AOX SHAM e na presença de peróxido de hidrogênio. Isolaremos ainda, mitocôndrias que expressam AOX a fim de testar a funcionalidade dos complexos respiratórios. (AU)

Caracterização funcional e localização intracelular de componentes do sistema antioxidante mitocondrial e nuclear do Trypanosoma cruzi dependentes ou não da tripanotiona

Beneficiário:Fernanda Ramos Gadelha
Instituição: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fernanda Ramos Gadelha
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/20084-9
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):ProteínasAntioxidantesEspécies de oxigênio reativasTrypanosoma cruzi
Resumo
Dentre as proteínas do sistema antioxidante do Trypanosoma cruzi, as triparedoxinas peroxidase citosólica e mitocondrial (TcMPx) desempenham um importante papel na sua viabilidade e virulência. O sistema antioxidante citosólico foi elucidado, mas não se sabe como o sistema mitocondrial dependente da TcMPx atua. Análise de bioinformática, experimentos de imunolocalização e de bioenergética mitocondrial realizados pelo nosso grupo, sugerem que a TcMPx esteja localizada no citosol e na membrana mitocondrial, o que permitiria a sua interação com o sistema citosólico dependente da tripanotiona. Adicionalmente, uma banda mais pesada (aproximadamente 28kDa) foi detectada por immunoblotting sendo mais expressa em condições de estresse oxidativo. Até o momento, a possibilidade da existência de um sistema antioxidante nuclear nunca foi abordada. Nosso grupo identificou a triparedoxina II (TcTPNII) na região perinuclear, mas não se conhece com quem ela interage. Esse projeto de pesquisa tem por objetivos determinar a exata localização intracelular da TcMPx, seu interatoma, sua possível migração em condição de estresse oxidativo, especificar qual domínio está voltado para o citosol e sequenciar a proteína de aproximadamente 28kDa. Além disso, determinar o interatoma da TcTPNII e sua localização intracelular nas diferentes formas de T. cruzi. A contribuição da mitocôndria para a sobrevivência do parasita tratado com H2O2 ou agentes genotóxicos será bordada. Os resultados obtidos esclarecerão as estratégias utilizadas pelo parasita para detoxificar os hidroperóxidos e permitirá a identificação de novos alvos que poderão levar ao desenvolvimento de uma terapia mais específica. (AU)

Efeito da suplementação com carboidratos durante treinamento intensivo na expressão de genes da resposta imune em corredores de elite

Beneficiário:Maria Elizabeth Rossi da Silva
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Elizabeth Rossi da Silva
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/08030-0
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):EndocrinologiaTreinamento físicoOvertrainingExpressão gênica
Resumo
Há evidências crescentes que o sistema imunológico serve como importante indicador fisiológico da capacidade de trabalho de um indivíduo. Isto tem levado à hipótese de que o excesso de treinamento físico que pode dar origem a síndrome de overtraining, que afeta 65% dos corredores de longa distância em algum momento da sua carreira profissional, sendo caracterizada por fadiga generalizada, depressão, perda de apetite, infecções do trato respiratório superior, dores musculares e articulares, além da condição de decréscimo a longo prazo na capacidade de desempenho dos atletas, possa ser oriunda de um desarranjo da resposta imune. As proteínas de choque térmico participam de uma variedade de processos fisiológicos celulares como o controle do ciclo celular e durante momentos de estresse agem como sinais de perigo para alertar sistema imunológico, além de serem utilizadas no processo de reparo de diferentes tipos de injúrias. Assim acredita-se que a compreensão dos mecanismos celulares envolvidos, possa beneficiar o desempenho físico e a recuperação entre as sessões de treinamento, além de minimizar o estresse oxidativo e a inflamação, contribuindo para a elucidação dos mecanismos sua sinalização, por meio da tecnologia de microarray. Não obstante, é fato conhecido que as dietas deficientes em carboidratos prejudicam a capacidade de recuperação das microlesões pós-treino, consequente de um estado catabólico acentuado que, por sua vez, interfere no desempenho durante os treinamentos. Entretanto, ainda não há estudos mostrando os efeitos da dieta com diferentes concentrações de CHO nas heat shock proteins (HSP) durante treinamento intensivo (overload) em corredores competitivos. Como os efeitos dos carboidratos durante o treinamento intensivo na resposta das HSP ainda não foi investigado, caso a suplementação resulte em diminuição da resposta ao estresse, poderemos demonstrar o seu benefício na qualidade do treinamento. Além disso, na tentativa de minimizar as conseqüências da fase de overload que podem ser cruciais nos atletas pois favorecem a instalação de doenças, a diminuição na performance física, além da sensação de insatisfação profissional, torna-se relevante o planejamento de estratégias nutricionais associadas à monitorização da expressão gênica, além de exames clínicos periódicos nessa fase de treinamento. Pretendemos elucidar essa interação bidirecional entre exercício e alimentação nos aspectos genéticos, o que nos possibilitará o estabelecimento de recomendações nutricionais e de carga adequada e personalizada de treinamento, baseadas na expressão gênica, preservando a saúde do atleta. (AU)

Estudo das bases moleculares e fisiológicas envolvidas na tolerância de frutos às injúrias de frio

Beneficiário:Lázaro Eustaquio Pereira Peres
Instituição: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Lázaro Eustaquio Pereira Peres
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/10287-0
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de março de 2014
Assunto(s):Frutas tropicaisEstresse oxidativo
Resumo
Apesar de a refrigeração ser predominantemente empregada para a conservação de frutos, esta prática pode desencadear, em espécies sensíveis, uma série de distúrbios fisiológicos que depreciam a qualidade e comprometem a comercialização. Por esta razão, a restrição ao uso de temperaturas inferiores a 10°C representa o principal obstáculo ao prolongamento da vida pós-colheita de muitas espécies tropicais de grande importância econômica. Embora existam tratamentos capazes de reduzir os sintomas das injúrias, pouco tem se avançado na compreensão das bases fisiológicas e moleculares envolvidas na inicialização e desenvolvimento desta fisiopatia. Estudos recentes têm indicado que o etileno e o estresse oxidativo podem estar envolvidos no processo de indução das injúrias, contudo as evidências sobre tal relação têm sido contraditórias. Como a maioria dos frutos tropicais não constitui um modelo genético onde mutantes bem caracterizados e informação ampla envolvendo sequenciamento gênico estão disponíveis um estudo amplo utilizando essas importantes abordagens permanece em aberto. O presente projeto propõe a utilização de um modelo de estudo com base em mutantes hormonais, e outras mutações afetando o desenvolvimento reprodutivo, em tomateiro, uma planta cujos conhecimentos gerados podem se estender a uma grande variedade de frutos carnosos e climatéricos. Tais mutantes, combinado com uma série de análises envolvendo expressão gênica, atividade enzimática e parâmetros de pós-colheita, serão utilizados para se determinar o envolvimento do etileno no mecanismo de indução das injúrias de frio bem como o papel desempenhado pelo sistema antioxidante de defesa no processo de aquisição de tolerância dos frutos às baixas temperaturas. Tal proposta, além de ser relevante como pesquisa básica, poderá gerar informações de imediata aplicabilidade na pós-colheita de frutos, tema de grande importância econômica e estratégica para a agricultura. (AU)

Ação antioxidante do resveratrol sobre o metabolismo oxidativo e apoptose de neutrófilos de cães sadios submetidos ao estresse oxidativo da uremia

Beneficiário:Paulo César Ciarlini
Instituição: Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paulo César Ciarlini
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/08081-4
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2014
Assunto(s):Patologia veterináriaEstresse oxidativoEspécies de oxigênio reativasNeutrófilosAntioxidantes
Resumo
O estresse oxidativo em pacientes urêmicos está associado ao aumento de espécies reativas de oxigênio (ERO) geradas por neutrófilos ativados e por falhas nos mecanismos antioxidantes. Recentemente, em pesquisa financiada pela FAPESP (Proc. 07/06214-1), foram obtidas evidências de que a uremia também causa estresse oxidativo em cães, além de alteração no metabolismo oxidativo e apoptose dos neutrófilos. Embora a ocorrência de uremia seja comum na espécie canina, não há estudos que avaliem o potencial efeito de benéfico de drogas antioxidantes em cães urêmicos. O resveratrol é um potente antioxidante presente naturalmente em algumas plantas e com ação comprovada sobre o estresse oxidativo causado pela insuficiência renal em humanos. Há um grande interesse em se avaliar a ação de antioxidantes no controle do estresse oxidativo da uremia, porém pouco se conhece quanto ao efeito antioxidante do resveratrol nesta condição, em especial sobre o metabolismo oxidativo e a apoptose dos neutrófilos. O presente trabalho tem como objetivo testar in vitro o efeito do resveratrol sobre o metabolismo oxidativo e a apoptose de neutrófilos de cães, assim como avaliar se este antioxidante minimiza o estresse oxidativo urêmico. Para tal será quantificado a capacidade antioxidante total, o MDA, assim como a produção de superóxido e a apoptose de neutrófilos de cães sadios incubados com soro urêmico, na presença e ausência do resveratrol. (AU)

Avaliação sistemática de parâmetros oxidativos e inflamatórios em ratos obesos suplementados cronicamente com extrato de chá verde (Camellia sinensis)

Beneficiário:Rosemari Otton
Instituição: Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rosemari Otton
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/19216-8
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2014
Assunto(s):ObesidadeEstresse oxidativoAntioxidantesCatequinaChá verde
Resumo
A obesidade é atualmente um dos mais graves problemas de saúde pública em todo o mundo. A prevalência desta doença tem crescido assustadoramente nas últimas décadas, tanto nos países desenvolvidos como em desenvolvimento. Entre as complicações médicas associadas com a obesidade podemos citar as doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, dislipidemias, diabetes mellitus e diversos tipos de câncer. Podemos definir obesidade como uma doença crônica de armazenamento de energia, com uma etiologia baseada no maior consumo de energia do que o necessário para a manutenção das atividades do dia. Considerada em séculos passados como símbolo de fartura, saúde e beleza, a obesidade é atualmente considerada uma doença crônica multifatorial caracterizada pelo excesso de gordura corporal decorrente da hiperplasia e/ou hipertrofia dos adipócitos. Uma das mais importantes descobertas realizadas recentemente na investigação da obesidade foi o papel da inflamação crônica que ocorre em pacientes obesos. Estas proteínas liberados a partir do tecido adiposo atingem todos os tecidos e modulam seu estado metabólico alterando suas funções. De fato, os adipócitos de indivíduos obesos liberam uma série de proteínas associadas com inflamação destacando-se o TNF-alfa, a IL-6 além de outras proteínas de fase aguda produzidas principalmente em processos inflamatórios. Além disso, já está comprovado que os níveis de espécies reativas de oxigênio (ERO) e o estresse oxidativo estão aumentados na obesidade. Como um mecanismo de defesa, o organismo produz uma série de antioxidantes endógenos capazes de sequestrar ERO nocivos com o objetivo de manter um ótimo equilíbrio oxidante e antioxidante, tentando manter assim a função celular normal, o que muitas vezes não é conseguido. O chá feito a partir de folhas processadas de Camellia sinensis é consumido em diferentes partes do mundo como chá verde, preto ou oolong. Investigações clínicas em populações asiáticas demonstram que o consumo diário de chá verde pode estar associado à diminuição dos riscos para doenças cardiovasculares. As catequinas, os principais compostos polifenólicos no chá verde, exercem efeitos vasculares através de múltiplos mecanismos, incluindo efeito antioxidante, anti-hipertensivo, anti-inflamatório, anti-proliferativo, anti-trombogênico, antimutagênico, antidiabético e redutor de lipídios. Neste estudo temos como objetivo principal avaliar de maneira sistemática e sistêmica os efeitos da suplementação crônica do extrato de chá verde sobre os indicadores de estresse oxidativo, inflamatórios e os relacionados à obesidade em ratos induzidos à obesidade pela ingestão de dieta cafeteria. Serão avaliadas as funções de linfócitos e neutrófilos, o perfil oxidativo e inflamatório do plasma dos animais e o mesmo perfil em diversos tecidos entre eles: fígado, tecido adiposo epididimal, baço, cérebro, rins e músculo gastrocnêmio. Além do design experimental in vivo pretendemos avaliar as ações moduladoras de uma mistura preparada in vitro contendo as quatro principais catequinas encontradas no chá verde sobre a função de linfócitos e neutrófilos do sangue periférico humano de indivíduos saudáveis. Estes experimentos in vitro serão realizados com o intuito de avaliar os efeitos isolados das catequinas do chá verde em paralelo com a administração do extrato total de chá verde que contêm outros componentes além das catequinas. Este estudo poderá contribuir para a compreensão do envolvimento do estresse oxidativo e da inflamação na obesidade e da ação específica do chá verde sobre as células do sistema imune bem como para avaliarmos a efetividade do chá verde como redutor da gordura corporal, do estresse oxidativo e do quadro inflamatório. Além disso, futuramente este alimento funcional poderá ser indicado também como um adjuvante no tratamento das complicações da obesidade ou para melhora ou não da função imune. (AU)

Integração entre estresse oxidativo e inflamação mediado por mieloperoxidase no remodelamento vascular na aterosclerose: papel da dissulfeto isomerase protéica e de NETs de neutrófilos

Beneficiário:Haniel Alves Araujo
Instituição: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Francisco Rafael Martins Laurindo
Local de pesquisa: Harvard University, Boston (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Iniciação Científica
Processo:12/00014-9
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de maio de 2012
Assunto(s):CardiologiaEstresse oxidativoInflamaçãoAterosclerose
Resumo
O remodelamento vascular tem amplo significado como protótipo de eventos comuns responsáveis por adaptações fisiológicas ou alterações patológicas em doenças vasculares. A progressão e desestabilização da placa aterosclerótica e o remodelamento vascular associado ao processo integram mecanismos complexos de sinalização vascular, envolvendo inflamação crônica e estresse oxidativo. Assim, a hipótese desse estudo é de que as mieloperoxidases possuem papel fundamental neste processo, atuando através da formação de NETs para a inflamação crônica e exacerbação de equilíbrio redox. Além disso, postulamos que chaperonas (com ênfase na dissulfeto isomerase protéica - PDI) presentes nessas NETs podem interagir na organização dessa resposta e na correlação entre esses processos e o estresse do retículo endoplasmático. O objetivo deste projeto é o estudo da mieloperoxidase durante a formação de NETs em modelos in vivo de análise de progressão e estabilidade de placa aterosclerótica, investigando as interações com estresse oxidativo - NADPH oxidases - e convergência com estresse do RE mediada por chaperonas.Os objetivos específicos são: 1 - Investigar interação entre estresse oxidativo e inflamação em neutrófilos durante a formação das NETs mediada pela mieloperoxidase. 2 - Determinar os mecanismos pelos quais a mieloperoxidase pode influenciar a instabilidade e ruptura de placa aterosclerótica e remodelamento vascular. 3 - Investigar a interação entre chaperonas (PDI) e mieloperoxidase nas NETs fazendo a interligação entre estresse do RE, desequilíbrio redox e inflamação crônica no remodelamento vascular e desestabilização da placa. (AU)

Identificação e localização da produção de radicais livres durante o processo secretório de insulina por nutrientes secretagogos: participação do complexo NADPH oxidase

Beneficiário:Leticia Prates Roma
Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Angelo Rafael Carpinelli
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:11/18993-0
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 30 de abril de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoNADPH oxidaseResistência à insulina
Resumo
Evidências in vivo e in vitro apontam as espécies reativas de oxigênio (EROs) como um dos fatores comuns entre resistência à insulina, menor secreção de insulina e diabetes. Ao mesmo tempo, EROs são reconhecidos como importantes sinalizadores intracelulares e estão envolvidos em processos como proliferação, apoptosis e secreção de insulina. Ácidos graxos livres possuem efeitos diretos sobre a ilhota pancreática modulando as vias de sinalização, secreção de insulina e viabilidade. Entre esses efeitos, estão a ativação da resposta ao estresse e da NADPH oxidase. O presente trabalho irá abordar a importância de EROs e NADPH oxidase na secreção de insulina estimulada por ácidos graxos e glicose, disfunção da célula beta, bem como os possíveis mecanismos e interações. Serão utilizadas linhages celulares BRIN BD11 e INS 1E , nas quais a subunidade p22 phox da NADPH oxidase será deletada por RNA de interferência e ilhotas de camundongos controle C57Bl/6 e knockout pra subunidade gp91phox (gp91 phox-/-). Nos experimentos in vitro, ilhotas pancreáticas e células beta isoladas serão cultivadas com diferentes ácidos graxos livres (por ex. Palmitato e oleato) e glicose, e infectadas com adenovírus/lentivírus decodificando sensores específicos, geneticamente modificados, que permitem a visualização de EROs em tempo real e diferentes compartimentos (mitocôndria, citoplasma, peroxissomos, retículo endoplasmático). Serão ainda analizados no modelo de obesidade ob/ob, a importância da NADPH oxidase na produção de EROs e disfunção da célula beta pancreática. O melhor entendimento da função do complexo da NADPH oxidase e ações dos ácidos graxos livres na geração de EROs, secreção de insulina e sinalização intracelular, bem como o envolvimento em modelos de resistência à insulina será importante para elucidar os mecanismos de ação de EROs na sinalização intracelular e estresse oxidativo, um dos fatores responsáveis pela instalação do Diabetes Melitus tipo 2. (AU)

Efeito do licopeno sobre o estresse oxidativo, processo inflamatório e resistência à insulina no tecido adiposo de animais com sobrecarga nutricional

Beneficiário:Érika Imaizumi
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Camila Renata Corrêa
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/19847-8
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de dezembro de 2013
Assunto(s):Tecido adiposoObesidadeResistência à insulina
Resumo
Um dos fatores desencadeadores da disfunção do tecido adiposo, que pode conduzir à resistência à insulina, é o estresse oxidativo. Licopeno é um potente antioxidante que parece contribuir para a atenuação desse processo. Entretanto, discute-se se a terapia com licopeno minimiza ou inibe a disfunção do adipócito, em condição de sobrecarga nutricional, diminuindo o processo inflamatório e a resistência à insulina. O objetivo do estudo é analisar o efeito da suplementação de licopeno em relação ao estresse oxidativo, processo inflamatório e resistência à insulina no tecido adiposo de ratos submetidos à sobrecarga nutricional. Serão utilizados ratos Wistar machos (n=28), divididos em dois grupos para receberem dieta controle (C) e hipercalórica (H) por 6 semanas. Após este período, os animais serão divididos em 4 grupos: C (n=7), C suplementado com licopeno (C+L; n=7), H (n=7), e H suplementado com licopeno (H+L; n=7). Será utilizado o Licopeno óleo-resina misturado com óleo de milho (10 mg licopeno/Kg peso do animal/dia) e para os grupos não tratados (C e H) será administrado apenas o óleo de milho, ambos via gavagem, por 6 semanas. O consumo das dietas e a ingestão calórica serão registrados diariamente, o peso corporal será aferido semanalmente. Amostras de sangue serão coletadas para as determinações séricas bioquímicas, inflamatórias e hormonais. A aferição do estado antioxidante será feita pelo método TAP, a produção de espécies reativas será analisada indiretamente pela presença do produto final da peroxidação lipídica malondialdeído. A presença de células inflamatórias, no tecido adiposo, será verificada histologicamente, a expressão gênica (MCP-1, TNF-± e IRS-1) será realizada por meio de PCR em tempo real e a expressão protéica (IRS-1) pelo método de Western Blotting. Os dados serão expressos por meio de medidas descritivas de posição e variabilidade. A comparação entre os grupos será realizada pela técnica ANOVA complementada com o teste de Tukey. O nível de significância considerado para todas as variâncias será de 5%. (AU)

Caracterização funcional das proteínas XprG, HxkC e HxkD durante a morte celular induzida por farnesol em Aspergillus nidulans

Beneficiário:Nádia Graciele Krohn
Instituição: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Gustavo Henrique Goldman
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:11/07687-6
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de março de 2013
Assunto(s):Aspergillus nidulans
Resumo
XprG é um fator de transcrição putativo que pertence ao grupo de proteínas que apresentam o domínio Ndt80-like de ligação ao DNA e pertence à família p53-like de fatores de transcrição. O fator de transcrição p53 tem papel fundamental na regulação da família Bcl-2 de proteínas, que por sua vez regulam os eventos mitocondriais durante a apoptose. Trabalhos preliminares mostram que o fator de transcrição XprG está envolvido na morte celular induzida por paraquat em Aspergillus nidulans. Portanto, é de fundamental importância o estudo dos genes que são ativados pelo fator de transcrição XprG para a melhor compreensão da via apoptótica em Aspergillus nidulans. Assim sendo, XprG será caracterizado, através do estudo de mutantes, quanto ao seu envolvimento na morte celular através da avaliação do acúmulo intracelular de ROS; da função mitocondrial; da sensibilidade/resistência a outros substâncias indutoras de estresse oxidativo. Por fim, será avaliado o transcriptoma dos mutantes de xrpG em comparação com o tipo selvagem, ambos expostos a diferentes tempos de incubação e concentrações de paraquat. Este experimento tem por objetivo identificar possíveis alvos, regulados por XprG com posterior validação dos dados através de real time RT-PCR. Em seguida, dois ou três genes-candidatos identificados na triagem dos microarrays serão funcionalmente caracterizados através da construção e da avaliação do fenótipo de mutantes de super-expressão, além da localização sub-celular das proteínas codificadas por esses genes através da geração de proteínas de fusão com genes reporters. Por outro lado, existem evidências que as hexoquinases atípicas HxkC e HxkD estejam envolvidas na morte celular programada, através da regulação do fator de transcrição XprG. Para averiguar tal hipótese serão gerados mutantes duplos de XprG, com HxkC ou com HxkD fusionados à diferentes proteínas fluorescentes. Com o uso dessa estratégia será possível a visualização da interação ou não das proteínas in vivo, antes e após a indução da apoptose em A. nidulans. Adicionalmente, HxkC e HxkD serão caracterizados, através do estudo de mutantes, quanto ao envolvimento dos mesmos na morte celular programada através da avaliação do acúmulo intracelular de ROS; da função mitocondrial; da sensibilidade/resistência a outros substâncias indutoras de estresse oxidativo. (AU)

Determinação do interatoma, caracterização funcional e outras localizações intracelulares da triparedoxina peroxidase mitocondrial do Trypanosoma cruzi

Beneficiário:Eduardo de Figueiredo Peloso
Instituição: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fernanda Ramos Gadelha
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:11/19872-2
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2015
Resumo
Dentre as proteínas do sistema antioxidante de Trypanosoma cruzi, exclusivo aos tripanossomatídeos, as triparedoxinas peroxidases citosólica e mitocondrial (TcCPx e TcMPx, respectivamente) desempenham um importante papel na virulência e viabilidade do parasita. O sistema antioxidante citosólico foi elucidado, mas seus principais componentes, como a triparedoxina ou a tripanotiona não foram identificados na mitocôndria. Neste sentido, como o sistema antioxidante mitocondrial atua é ainda alvo de grande debate. Análises de bioinformática, experimentos de imunolocalização e de bioenergética mitocondrial realizados pelo nosso grupo, sugerem que a TcMPx esteja localizada no citosol e na membrana mitocondrial, o que permitiria a sua interação com o sistema citosólico dependente da tripanotiona. Adicionalmente, uma banda mais pesada (28kDa) da TcMPx foi detectada por immunoblotting sendo mais expressa em condições de estresse oxidativo. Assim, este projeto tem por objetivos: determinar a exata localização intracelular da TcMPx, o seu interatoma, especificar qual domínio da TcMPx, N- ou C-terminal, está voltado para o citosol, verificar uma possível migração desta enzima em condição de estresse oxidativo e seqüenciar a proteína de 28kDa. Os resultados obtidos esclarecerão as estratégias usadas pelo parasita na detoxificação de hidroperóxidos dependente da TcMPx e o possível papel dessa proteína na bioenergética mitocondrial. Nesse sentido, novos alvos terapêuticos serão identificados que poderão levar ao desenvolvimento de uma terapia mais específica, e, portanto menos tóxica ao hospedeiro vertebrado. (AU)

Modulação promovida pelo peptídeo natriurético tipo c (CNP) sobre a resposta contrátil induzida pela fenilefrina em aorta torácica e artérias mesentéricas de resistência isoladas de ratos submetidos ao choque séptico

Beneficiário:Laena Pernomian
Instituição: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Lusiane Maria Bendhack
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/11205-7
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 30 de junho de 2014
Resumo
Choque séptico é uma síndrome inflamatória sistêmica secundária a um processo infeccioso, no qual a disfunção das células endoteliais e do músculo liso vascular contribuem para um insuficiente suprimento sanguíneo a órgãos vitais, com consequente hipotensão sistêmica, insuficiência múltipla de órgãos e morte. Esta condição representa a maior causa de morte de pacientes em unidades de terapia intensiva (UTIs). É amplamente conhecido que embora os mecanismos subjacentes às disfunções cardiovasculares decorrentes no processo de sepse sejam complexos, estes envolvem parcialmente a produção excessiva de óxido nítrico (NO) e de algumas citocinas como IL-1a, IL-1b, TNF-a e TGF-b. A produção sustentada de NO após indução de iNOS e o estresse oxidativo estão relacionados à vasodilatação prolongada do músculo liso vascular e à hiporresponsividade a agonistas vasoconstritores durante a sepse. Entretanto, embora a administração de ácido ascórbico e de inibidores não seletivos de isoformas de NOS em animais tenham sido favoráveis na reversão e atenuação dos efeitos decorrentes do choque séptico, a utilização clínica desses inibidores não seletivos de NOS promoveu aumento da mortalidade dos pacientes em estado de choque séptico. Em pacientes em quadro de sepse severa e choque séptico, os níveis plasmáticos de peptídeos natriuréticos ANP, BNP e CNP encontram-se elevados. Neste contexto, camundongos knockout para receptores NPR-A/B apresentaram reversão da hiporresponsividade vascular a agentes contráteis e da hipotensão decorrente à exposição ao LPS. Portanto, a hipótese do presente estudo é de que no modelo de choque séptico induzido por ligação e perfuração cecal (CLP) ocorra hiporresponsividade vascular ao agonista contrátil a1-adrenérgico Fenilefrina e este efeito seja atenuado pela inibição da sinalização desencadeada pelo CNP, sendo fortemente modulado por citocinas tais como IL-1a, IL-1b, TNF-a e TGF-b e pelo estresse oxidativo. Para tanto, os objetivos do presente trabalho serão: 1) estudar a modulação promovida pelo CNP sobre a resposta contrátil induzida pela fenilefrina em anéis de aorta torácica e de artérias mesentéricas de resistência de ratos controle sadios (CO) e CLP, 2) avaliar a sobrevida e a resposta hipotensora sistêmica característica do quadro de choque séptico após o tratamento com antagonista NPR-A/B HS-142-1 ou antagonista NPR-C M372049 em ratos controle sadios (CO) e CLP. Paralelamente, será avaliada a produção de NO tecidual e plasmático e a expressão protéica de iNOS vascular, a participação de espécies reativas de oxigênio (EROs), a dosagem plasmática de peptídeos natriuréticos e de citocinas. (AU)

Alterações vasculares da barreira hematoencefálica em animais hipertensos: efeitos do treinamento aeróbio

Beneficiário:Leila Buttler
Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Lisete Compagno Michelini
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/14395-1
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 30 de novembro de 2014
Assunto(s):Barreira hemato-encefálicaAngiotensina IIExercício físicoHipertensão
Resumo
Apesar de intensas pesquisas científicas e os avanços terapêuticos realizados nas últimas décadas, a hipertensão arterial continua sendo o principal problema de saúde mundial. No sistema nervoso central (SNC), a hipertensão causa alterações como, por exemplo, o aumento da permeabilidade na barreira hematoencefálica (BHE) e o seu conseqüente rompimento, os quais que constituem importantes fatores de risco para o acidente vascular cerebral. A integridade da BHE é, portanto, fundamental para a homeostase do SNC. Os mecanismos através dos quais a hipertensão arterial afeta o funcionamento da BHE ainda estão por ser determinados e muitas questões permanecem em aberto. Sabe-se que a angiotensina II (ANG II) tem importante papel no rompimento da BHE, modulando diretamente a funcionalidade das células endoteliais e alterando sua permeabilidade, via receptores AT1 e aumento do estresse oxidativo e inflamação. Experimentos de nosso laboratório têm demonstrado que o treinamento aeróbio de baixa intensidade é uma eficiente conduta terapêutica para reduzir a expressão e atividade do SRA cerebral. Sendo assim, pretendemos investigar em animais hipertensos e seus controles normotensos os efeitos do treinamento aeróbio na permeabilidade da BHE (extravasamento de corante fluorescente para o espaço extravascular encefálico, pela técnica de imunohistoquímica), sobre a expressão de proteínas constituintes da BHE íntegra (antígeno da barreira endotelial e receptor de transferrina) e lesada (disferlina, marcador de lesão), bem como avaliar a expressão de receptores AT1 e marcadores inflamatórios (fator de necrose tumoral alfa - TNF± - e interleucina 6 - IL-6), através do western-blotting. (AU)

Efeitos antioxidantes do ácido anacárdico sobre o epitélio mucociliar do palato de rã

Beneficiário:Jéssica Tioma Nakayama
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mariangela Macchione
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/10905-5
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2015
Assunto(s):Estresse oxidativoPeróxido de hidrogênio
Resumo
Estudos demonstraram que partículas poluentes estimulam a produção de radicais livres in vitro e que a exposição do aparelho respiratório ao material particulado, resultante principalmente da oxidação de diesel, leva à redução dos níveis de glutationa no epitélio mucociliar. Essas pesquisas sugerem, portanto, que a deficiência de agentes antioxidantes como a glutationa, aliada à produção aumentada de agentes oxidantes, são importantes fatores envolvidos na lesão do aparelho respiratório em função da poluição atmosférica. Nesse sentido, tornam-se interessantes pesquisas que visem ao estudo dos efeitos de agentes antioxidantes no epitélio mucociliar, que constitui o principal mecanismo de proteção de vias aéreas superiores, de modo a buscar opções de tratamento e prevenção aos males resultantes da poluição atmosférica. Desta forma, visa-se à redução de seu alto impacto na morbimortalidade observada atualmente, principalmente em populações urbanas.Dentre as diversas substâncias antioxidantes já descritas no meio científico, optou-se nessa pesquisa por avaliar o efeito do tratamento prévio do palato de rã com o ácido anacárdico, substância encontrada no caju, e cujo potencial antioxidante já foi descrito em estudos anteriores. Segundo Kubo et al. (2006) e Correia et al (2006), os ácidos anacárdicos podem agir na proteção do tecido contra o stress oxidativo devido à sua capacidade de suprimir enzimas pró-oxidativas, envolvidas na produção de espécies reativas de oxigênio (Ha e Kubo, 2005; Sun et al., 2006). Considerando-se esses resultados, analisaremos no presente estudo a interação entre o ácido anacárdico e o peróxido de hidrogênio, potente agente oxidante, utilizando o epitélio do palato de rã como modelo do epitélio mucociliar. A pesquisa será realizada em duas etapas: 1) Estudo da concentração ideal de peróxido de hidrogênio necessária para inibir o transporte mucociliar, sem, contudo causar danos irreversíveis ao epitélio. 2)Estudo do efeito do tratamento prévio com diferentes concentrações de ácido anacárdico em palatos de rã expostos à concentração ideal de peróxido de hidrogênio obtida na primeira fase do experimento. Analisaremos, para tais finalidades, as modificações físicas e químicas decorrentes da exposição a peróxido de hidrogênio em palatos previamente tratados com ácido anacárdico. Deste modo, serão estudados o transporte mucociliar, a frequência de batimento ciliar e a histologia dos palatos de rã utilizados no estudo. Objetivamos, assim, testar o efeito protetor do ácido anacárdico no epitélio do palato de rã, de modo a nos aproximarmos do entendimento de mecanismos que levem à redução do efeito da poluição no sistema respiratório. (AU)

Identificação, deleção e caracterização de uma Peroxirredoxina do fungo patógeno oportunista humano Aspergillus fumigatus

Beneficiário:Mayra Mara Ferrari Barbosa
Instituição: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Iran Malavazi
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/23596-0
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):Aspergillus fumigatusEstresse oxidativoAspergilose
Resumo
Durante os últimos 20 anos, a incidência de infecções fúngicas em seres humanos aumentou consideravelmente, sendo que, o Aspergillus fumigatus, um fungo filamentoso saprófita, é o patógeno fúngico mais prevalente e responsável por doenças respiratórias humanas como a aspergilose bronco pulmonar alérgica e aspergilose invasiva.Em indivíduos imunocomprometidos (como os transplantados e portadores de imunodeficiências) este patógeno é responsável por infecções sistemáticas com altas taxas de mortalidade. De uma maneira geral as infecções microbianas desencadeiam no hospedeiro uma resposta imunológica mediada por espécies reativas de oxigênio (ROS), que incluem os peróxidos orgânicos e peróxido de hidrogênio. A capacidade de microrganismos patógenos manterem-se no hospedeiro sob esse tipo ataque deve-se ao desenvolvimento de mecanismos capazes de protegê-los. Dentre esses mecanismos encontra-se uma série de enzimas antioxidantes para a detoxificação de peróxidos que incluem as enzimas catalases, glutationa peroxidases (GPx) e peroxirredoxinas (Prx). Nesse contexto as peroxirredoxinas tem grande relevância na manutenção do patógeno dentro do hospedeiro, por serem capazes de decompor hidroperóxidos lipídicos e peroxinitritos, além do peróxido de hidrogênio. Todas as Prx contêm um resíduo de cisteína conservado que participa de um ciclo dependente de peróxido para a oxidação, dependente de tiól para a redução durante a catálise. A classificação das mesmas é baseada no número de cisteínas envolvidas na catálise (1-Cys Prx e 2-Cys Prx) e pelo tipo de dissulfeto que é formado durante a catálise: inter ou intramolecular (2-Cys Prx típica ou atípica). A análise do genoma de A. fumigatus utilizando blastx revelou três fases de leitura aberta (ORFs) que apresentam identidade com peroxiredoxina II de humanos: Afu4g08580 (33%), Afu5g15070 (29%) e Afu8g07130 (55%). A análise das ORFs traduzidas destas possíveis Prx sugere que Afu4g08580 e Afu5g15070 são possivelmente 2-Cys Prx, ou seja, com duas cisteínas envolvidas no ciclo catalítico. Curiosamente, as Prx 2-Cys típicas a cisteína peroxidásica ocupa posição mais próxima ao N-terminal (40-50) e, na maioria dos casos, está inserida em um motivo constituído por Val-Cys-Pro (VCP). Entretanto, nas ORFs Afu4g08580 e Afu5g15070 apesar de apresentarem CP em posição semelhante das Prx 2-Cys típicas, a CP está inserida em um motivo Val-Cys-Tre-Tre-Glu (VCTTE), o qual é característico das Prx-1Cys. Em particular, no caso específico da Prx Afu5g15070, alvo de estudos neste trabalho, experimentos de validação bioquímica preliminares desenvolvidos pelo nosso grupo de colaboração, fortalecem a observação de que Afu5g15070 é uma Prx 1-Cys já que ela é capaz de utilizar ascorbato como doador de elétrons.. Este projeto representa uma primeira abordagem para a caracterização do sistema Prx em A. fumigatus. Dessa forma, o presente projeto tem como objetivo avaliar o papel biológico da peroxirredoxina Afu5g15070. Para isso, uma linhagem mutante nulo desse gene será isolada neste trabalho. Adicionalmente o papel do sistema peroxirredoxina na depuração de EROs em A.fumigatus será traçado através do perfil transcricional das três peroxiredoxinas putativas encontradas no genoma de A. fumigatus (Afu4g 08580, Afu5g15070 e Afu8g07130) frente a diferentes agentes que geram estresse oxidativo na célula como, por exemplo, H2O2, peróxidos orgânicos (peróxido de tert-butil), paraquat (metil viologen) e menadiona. (AU)

Efeitos do chá verde (Camellia sinensis), do cacau e de um doador de óxido nítrico na nefropatia e retinopatia diabética: papel da redução do estresse oxidativo e da inflamação e do aumento de óxido nítrico

Beneficiário:Natasha Bosnyak Ferreira
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jose Butori Lopes de Faria
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:12/00653-1
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de julho de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoInflamação
Resumo
O diabetes mellitus (DM) acomete cerca de 20 milhões de indivíduos no Brasil. Aproximadamente um terço destes indivíduos apresentarão complicações renais e da retinina. Embora na última década tenha ocorrido avanços importantes na compreensão e no tratamento destas complicações do DM, o número de indivíduos com falência renal e cegueira, por nefropatia e retinopatia diabéticas continua aumentando. Várias linhas de evidências recentes sugerem que o aumento do estresse oxidativo e redução da biodisponibilidade do óxido nítrico desempenham papel crucial na patogênese da nefro e retinopatia diabéticas. Tem sido demonstrado em diversas condições, incluindo o DM, que substâncias ricas em polifenóis, como o chá verde e o cacau, podem reduzir o estresse oxidativo e aumentar a biodisponibilidade do óxido nítrico. A eficácia destas intervenções na nefropatia e retinopatia diabética são desconhecidas. Neste projeto nos propomos a: i. investigar os efeitos do chá verde, do cacau e de um doador de óxido nítrico na nefro e retinopatia diabéticas experimental; ii. investigar em cultura de células renais e de retina os mecanismos celulares e moleculares pelos quais aquelas substâncias protegem as células do rim e da retina; e iii. testar a eficácia do chá verde e do cacau na nefropatia de pacientes com diabetes mellitus. (AU)

Estresse oxidativo induzido por metais - novas abordagens

Beneficiário:Jackeline Pedriana Borba
Instituição: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ricardo Antunes de Azevedo
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/00609-2
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoMetais pesados
Resumo
O Laboratório de Genética Bioquímica de Plantas tem desenvolvido pesquisas de grande relevância sobre a resposta de plantas cultivadas a estresses causados por metais pesados. Dentre estas espécies, o tomateiro (Solanum lycopersicum L.) vem sendo usado como nosso principal modelo estudos, o qual tem permitido entender melhor o efeito destes metais no metabolismo oxidativo da plantas. Embora nosso germoplasma possua mais de 300 acessos de tomateiro, grande parte dos trabalhos até este momento foram realizados usando a cultivar modelo Micro-Tom (cv MT). Considerando o objetivo principal do projeto temático, que consiste em avaliar o modo de ação e o papel dos antioxidantes na proteção de plantas de tomate ao estresse ocasionado por metais pesados, propomos um estudo de avaliação de tolerância ao Cádmio (Cd), utilizando uma pequena amostra de nosso germoplasma, o qual é composto por espécies selvagens, acessos de S. esculentum var. cerasiforme, landraces e cultivares comerciais. Tal estudo é de grande importância para caracterizar os recursos genéticos disponíveis quanto à resposta ao Cd, facilitando a seleção de genótipos contrastantes quanto à tolerância e susceptibilidade a este metal e, assim, abrindo a oportunidade para estudos comparativos do sistema antioxidante celular entre estes acessos. (AU)

Investigação nas fases iniciais da gênese do melanoma de reguladores chaves da transição epitélio-mesênquima e do fenótipo stem cell-like controlados epigeneticamente

Beneficiário:Alice Santana Morais
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Miriam Galvonas Jasiulionis
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/18959-7
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 30 de abril de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoEpigênese genéticaMelanoma
Resumo
O melanoma cutâneo, embora seja menos prevalente dentre os cânceres dermatológicos, representa a forma mais perigosa, sendo também responsável pela maioria das mortes por câncer de pele. Melanoma cutâneo primário apresenta alto potencial de cura quando diagnosticado precocemente, contudo, seu extremo clínico, o melanoma metastático, detém o pior prognóstico sendo o tipo tumoral mais resistente à terapia, o que incentiva pesquisadores a melhor compreender a biologia do melanoma. Sabe-se que a perda do delicado equilíbrio homeostático estabelecido entre queratinócitos e melanócitos tem participação no surgimento do melanoma. Inúmeras hipóteses são investigadas para explicar o desenvolvimento desta neoplasia, envolvendo desde eventos genéticos específicos, como também a influência de fatores ambientais. Acredita-se que eventos epigenéticos, sob interferência do microambiente no qual o melanócito se encontra, também atuariam na gênese do melanoma. A regulação epigenética é de grande interesse para o meio científico devido à sua importância no desenvolvimento do organismo, regulando fisiologicamente eventos fundamentais da biologia celular. Além disso, o dinamismo e a reversibilidade das alterações epigenéticas as tornam alvos viáveis para intervenções. Com isso, esforços vêm sendo realizados no intuito de identificar o padrão epigenético de determinados genes em diferentes tipos de câncer, tornando-os assim um tipo de marcador molecular que poderá auxiliar no diagnóstico e na avaliação prognóstica destas enfermidades através da criação de painéis de marcadores. Neste contexto, o objetivo deste trabalho é avaliar o papel dos genes Chd1 (remodelador de cromatina) e Snai1 (repressor transcricional), identificados como diferencialmente expressos ao longo da transformação maligna de melanócitos. Dados prévios obtidos pela técnica de Methylight e de ensaios de expressão com linhagens tratadas com drogas epigenéticas sugerem uma forte influência de mecanismos epigenéticos no controle de expressão desses genes. Este estudo envolve um modelo murino pré-estabelecido no qual foi observado que a aquisição do fenótipo metastático ocorreu após intensa reorganização da cromatina marcada por mudanças transitórias nas fases iniciais da transformação maligna, como pela aquisição de características de pluripotência e a ativação de mecanismos similares à transição epitélio-mesênquima. Dentre os diversos genes citados como responsáveis pela adaptação celular ao novo ambiente, Chd1 e Snai1 estão associados, principalmente, à etapa intermediária do modelo. Uma investigação mais precisa sobre a importância desses genes ao longo da evolução do processo de transformação maligna, assim como os potenciais mecanismos e vias que levam a ativação dos mesmos, certamente trará informações relevantes sobre o desenvolvimento e a progressão do melanoma maligno, assim como a possível contribuição de eventos epigenéticos na regulação destes processos. Além do avanço científico, esse estudo poderá revelar novas ferramentas e abordagens para o diagnóstico precoce e o tratamento mais eficaz dessa neoplasia. (AU)

Estresse oxidativo em hanseníase: uma proposta de investigação

Beneficiário:Anderson Marliere Navarro
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Anderson Marliere Navarro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/11704-3
Vigência: 01 de janeiro de 2012 - 31 de dezembro de 2013
Assunto(s):AntioxidantesHanseníaseMinerais (química inorgânica)
Resumo
A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, endêmica em muitos países em desenvolvimento, inclusive o Brasil, que ocupa o primeiro lugar em número de casos no mundo. O estresse oxidativo vem sendo apontado como importante condição observada em pacientes com hanseníase. É importante que esse tipo de estresse seja precocemente detectado pois é capaz de gerar efeitos deletérios e prejudicar o tratamento e reabilitação (quando for o caso). Da mesma forma, a detecção de baixos níveis de antioxidantes possibilita intervenção nutricional por meio da suplementação ou dieta específica. Nesse sentido, o presente projeto tem por objetivo avaliar o estresse oxidativo em pacientes com hanseníase, nas formas paucibacilar (PB) e multibacilar (MB), por meio da quantificação de marcadores de peroxidação lipídica e antioxidantes presentes no soro desses pacientes. Serão quantificados os níveis de malondialdeído (MDA); glutationa reduzida (GSH); vitaminas E e A; minerais cobre (Cu), magnésio (Mg) e selênio (Se). Os resultados serão avaliados quanto à adequação segundo níveis de referência; comparados entre os grupos de pacientes com hanseníase PB e MB; e verificados quanto à associação entre os marcadores de estresse oxidativo e níveis de antioxidantes. (AU)

Análise histo-enzimática, genômica e proteômica do Artepillin C sobre a toxicidade hepática do acetaminofeno

Beneficiário:Helio Vannucchi
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Helio Vannucchi
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/17616-9
Vigência: 01 de janeiro de 2012 - 31 de dezembro de 2013
Assunto(s):FígadoNecrose hepática massivaAnalgésicos
Resumo
Os medicamentos ocupam o primeiro lugar nos acidentes resultantes da exposição a agentes tóxicos, tendo os analgésicos como principais causa, entre eles o Paracetamol (acetaminofeno, APAP, 4-hidroxiacetanilida), que apresenta propriedades analgésicas e antipiréticas. Em doses terapeuticas é seguro, entretanto, em casos de overdose promove necrose hepática em humanos e animais. O APAP é bioativado pelo citocromo P450 em um metabolito tóxico altamente reativo N-acetil-p-benzoquinono imina (NAPQI), sendo detoxificado pela conjugação da glutationa (GSH), entretanto, a formação excessiva do NAPQI liga-se a proteínas celulares e mitocondriais, alterando a permeabilidade de membrana da mitocôndria, aumentado o estresse oxidativo e induzindo a necrose hepática. A procura por novas drogas e intervenções terapêuticas, pesquisadores vem estudando extratos de plantas e produtos naturais, a procura de agentes anti-oxidantes, os flavonoides tem ação agente antioxidante, antiviral e antiinflamatório. A planta Baccharis dracunculifolia DC (Asteraceae), conhecida popularmente como Alecrim-do-Campo, nativa do sudeste do Brasil é rico em inúmeras substancias, entre eles o flavonóides Artepillin C com propriedades antimicrobianas, anti-tumorais, indutor de apoptose, imunomodulador, antioxidantes, antiinflamatório e analgésico, suprimindo a peroxidação lipídica das membranas e a formação de 8-hidroxi-deoxiguanosine. (AU)

Associação entre estresse oxidativo, lesões no DNA e capacidade de resposta celular em gestantes e recém-nascidos sob regime de hiperglicemia de intensidade variada

Beneficiário:Iracema de Mattos Paranhos Calderon
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Iracema de Mattos Paranhos Calderon
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/18240-2
Vigência: 01 de janeiro de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):GravidezDiabetes gestacionalHiperglicemiaDanos do DNAReparação de DNA
Resumo
O Grupo de Pesquisa Diabete e Gravidez - Investigação Clínica e Experimental vem desenvolvendo pesquisas clínicas e experimentais nesta linha há mais de 25 anos. Os resultados destes estudos caracterizaram um grupo de gestantes que, apesar do teste de tolerância a glicose 100 g (TTG100g) normal, apresentam hiperglicemia evidenciada por alterações no Perfil Glicêmico (PG). Estas gestantes foram classificadas como grupo IB de Rudge, portadoras de hiperglicemia gestacional leve. Além de outros resultados perinatais adversos (RPA), característicos dos filhos de mães diabéticas, as hiperglicêmicas gestacionais tem risco atribuível de morte perinatal comparável ao grupo de gestantes diabéticas (4,16% vs 6,12%) e, por isso, são tratadas como diabéticas. A literatura atual está reconhecendo que a hiperglicemia materna, de qualquer intensidade e independente do diagnóstico de diabete gestacional, deve ser controlada pelo risco de RPA. Isto valida a identificação e o tratamento, iniciado há mais de 25 anos, do grupo IB de Rudge, portadoras de hiperglicemia gestacional leve. Em estudos sobre os fatores envolvidos no desfecho adverso de gestações complicadas por distúrbios glicêmicos, os resultados do nosso grupo de pesquisa destacam a hipóxia intra-uterina e a hiperglicemia materna de intensidade variada. Esta associação levaria a alterações morfológicas e funcionais da placenta, caracterizadas por comprometimento da vascularização da superfície de trocas materno fetal, aumento e/ou diminuição dos marcadores da proliferação vascular, incremento da apoptose (e alterações no perfil de citocinas. Paralelamente, nossos resultados experimentais, em ratas com diabete induzido por estreptozotocin, evidenciaram outros fatores envolvidos com RPA. Os processos oxidativos, mediados por radicais livres e o aumento de danos gerais de DNA mostraram-se diretamente dependentes da intensidade da hiperglicemia materna, refletida no meio intrauterino.. Entre outros fatores, a hiperglicemia e a inflamação geram espécies reativas de oxigênio (ERO), levando a um estado de estresse oxidativo e consequente dano na molécula de DNA. Se as células não tiverem capacidade para o reparo do DNA, haverá acúmulo de mutação ou morte celular. A adição de ferramentas da biologia molecular em nossos estudos foi decisiva para definir novos rumos. Assim, um projeto de duas alunas de pós-doutorado, com bolsa PNPD/CAPES está em desenvolvimento, para explorar a via da hipóxia e vascularização placentária nas gestações complicadas por diabete e hiperglicemia gestacional leve (Projeto PNPD nº 02597/09-8; 2010-2015). Estes estudos deverão ser complementados pelo presente projeto, com a exploração de potenciais alterações na via de danos e reparo de DNA, decorrentes, também, da hiperglicemia e hipóxia, presentes no meio intrauterino nestas gestações. Neste contexto, este projeto tem como objetivo geral, a investigação dos marcadoresde estresse oxidativo, das lesões no DNA (nuclear e mitocondrial), da capacidade de reparo de DNA e da morte celular, ativadas pelas lesões, em gestantes portadoras de hiperglicemia de intensidade variada e em seus descendentes. O desenvolvimento deste projeto deverá contribuir para o esclarecimento dos mecanismos envolvidos e consequente prevenção dos RPA nestas gestações, o que justifica sua proposição. Além dos avanços científicos, este projeto deverá consolidar uma parceria, já iniciada (PNPD/CAPES nº 02597/09-8), com pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo, Profa. Titular Estela Maris Andrade Forell Bevilacqua, responsável pelo Laboratório de Citofisiologia do Trofoblasto, e Prof. Titular Carlos Frederico Martins Menck, responsável pelo Laboratório de Reparo de DNA. (AU)

Influência da suplementação com licopeno no nível de estresse oxidativo na obesidade induzida por dieta hipercalórica

Beneficiário:Paula Torres Presti
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ana Lucia dos Anjos Ferreira
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/19738-4
Vigência: 01 de janeiro de 2012 - 31 de dezembro de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoDietaLicopenoObesidade
Resumo
A maioria dos estudos sobre obesidade tem mostrado aumento de estresse oxidativo. Tal evento resulta da deficiência da defesa antioxidante e/ou aumento da geração de espécies reativas (oxigênio ou nitrogênio). Por outro lado, poucos estudos têm avaliado o efeito do importante antioxidante dietético, licopeno, na obesidade e nas doenças associadas à obesidade. O objetivo desse estudo é avaliar o efeito da administração crônica com licopeno no estresse oxidativo induzido por dieta hipercalórica. O estudo será realizado com 28 ratos Wistar machos, com 60 dias de idade e terá a duração de 12 semanas. Os animais serão casualmente divididos para receberem dieta controle (C) ou hipercalórica (HD) durante 6 semanas. Após esse período, todos os animais serão novamente divididos casualmente em 4 grupos: C (n=7), HD (n=7), C suplementado com licopeno (C+Ly, n=7) ou HD suplementado com licopeno (HD+Ly, n=7). Os grupos C+Ly e HD+Ly receberão mistura de licopeno (na forma lycopene oil-resin) com óleo de milho (10 mg licopeno/Kg peso do animal/dia) e os grupos C e HD receberão óleo de milho (volume equivalente ao usado nos grupos tratados com licopeno) via gavagem por 6 semanas. Água e dieta serão oferecidas ad libitum e registrados diariamente. O estresse oxidativo do tecido cardíaco será determinado por meio da aferição da capacidade antioxidante total (TAP) e carbonilação de proteínas. O peso dos animais serão documentados semanalmente. A pressão arterial e o sangue dos animais serão submetidos à aferição de glicemia, insulina, triglicérides, colesterol total, concentração de licopeno, da TAP na sexta (M6) e na décima segunda (M12) semana de experimento. No 12ª semana (M12), os animais serão sacrificados para determinação do estresse oxidativo (TAP e Carbonilação) em tecido cardíaco (ventrículo esquerdo) e para avaliação da gordura corporal total. (AU)

Aspectos genéticos e fisiológicos do perfil oxidativo no sono e envelhecimento bem sucedido

Beneficiário:Diego Robles Mazzotti
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Sergio Tufik
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:11/18976-9
Vigência: 01 de janeiro de 2012 - 31 de março de 2013
Assunto(s):LongevidadePolimorfismoRegulação da expressão gênicaSono
Resumo
O aumento da expectativa de vida nas últimas décadas indica que o envelhecimento populacional no Brasil seja um processo irreversível. A hipótese do estresse oxidativo no envelhecimento sugere que a perda das funções relacionadas à idade seja causada pelo acúmulo de dano oxidativo com o tempo. No entanto, há indivíduos que são capazes de alcançar com sucesso idades avançadas, indicando maior adaptação às alterações fisiológicas decorrentes do envelhecimento. Sabe-se que o sono é fundamental para a manutenção saudável do organismo e é um dos responsáveis pela sua manutenção redox. Dessa forma, este estudo pretende caracterizar o padrão de sono de indivíduos acima de 85 anos por meio de registros polissonográficos e compará-lo com o de indivíduos entre 60 e 70 anos e com o de jovens entre 20 e 30 anos, a fim de esclarecer o papel do sono na longevidade. Além disso, o estudo pretende avaliar o perfil de expressão gênica de genes relacionados ao estresse oxidativo no sangue periférico dos indivíduos pela tecnologia de Superarray - RT2 Profiler" PCR Array System. Após o estabelecimento dos genes diferencialmente expressos, serão investigados os mecanismos de regulação da expressão destes genes, como a metilação do DNA e a expressão de microRNAs específicos. Além disso, será realizado o sequenciamento completo do genoma no indivíduo mais idoso da amostra (105 anos) com a finalidade de identificar variantes raras associadas ao fenótipo da longevidade. Também será realizada a genotipagem de polimorfismos destes genes e das variantes raras encontradas em uma amostra expandida de diferentes idades, a fim de correlacioná-los com a longevidade. Dessa forma, o estudo permitirá uma melhor caracterização dos mecanismos fisiológicos e moleculares envolvidos no envelhecimento saudável e poderá contribuir para o desenvolvimento de programas e ferramentas clínicas que propiciem ao idoso uma melhor qualidade de vida. (AU)

Influência da suplementação de alecrim (Rosmarinus oficinallis l.) na dieta sobre remodelação cardíaca em ratos submetidos a infarto agudo do miocárdio

Beneficiário:Bruna Paola Murino Rafacho
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Sergio Alberto Rupp de Paiva
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/08956-0
Vigência: 01 de janeiro de 2012 - 07 de abril de 2015
Assunto(s):Estresse oxidativo
Resumo
A remodelação cardíaca tem papel chave na disfunção ventricular pós-infarto. Alguns mecanismos celulares, como estresse oxidativo, inflamação e fibrose modulam esse processo. Assim, o tratamento ou a reparação dos danos pós-infarto tem grande relevância clínica. Neste contexto, há grande interesse por produtos naturais, com propriedades antioxidantes, destacando-se o alecrim. Objetivo: Analisar a influência do consumo de extrato de alecrim na dieta sobre a remodelação cardíaca após infarto agudo do miocárdio (IAM) em ratos. Material e métodos: ratos machos da raça Wistar com 200-250g serão divididos em 6 grupos: 1) grupo Sham alimentado com dieta a base de cereal e não submetido ao IAM (SA0, n=30); 2) grupo Sham alimentado com dieta a base de cereal suplementada com 0,02% de extrato de alecrim (dieta 1) e não submetido a IAM (SA1, n=30); 3) grupo Sham alimentado com dieta a base de cereal suplementada com 0,2% de extrato de alecrim (dieta 2) e não submetido a IAM (SA2, n=20); 4) IAM + dieta a base de cereal (IA0, n=30); 5) IAM + dieta 1 (IA1, n=30; 6) IAM + dieta 2 (IA2, n=30). Após três meses, será realizado ecocardiograma e eutanásia dos animais para coleta de material biológico. Será feito no tecido cardíaco: 1) estudo morfométrico (microscopia ótica); 2) análise do estresse oxidativo por meio das enzimas SOD, catalase e GPX e por peroxidação (métodos bioquímicos); produção de superóxido e atividade de NADPH oxidase (cromatografia líquida de alta eficiência); 3) análise do Nrf-2 (Western blot); 4) estudo da apoptose (imunohistoquímica); 5) avaliação de citocinas inflamatórias (Elisa) e 6) atividade de metaloproteases (eletroforese de proteínas). Os valores serão apresentados como média ± erro padrão e as comparações serão feitas por teste ANOVA de duas vias, com nível de significância adotado de 5%. (AU)

Estudo dos marcadores de hipóxia e de estresse oxidativo em diferentes momentos da vida de ratas e em seus descendentes no quadro diabético

Beneficiário:Bruna Dallaqua
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Débora Cristina Damasceno
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/16241-1
Vigência: 01 de janeiro de 2012 - 31 de dezembro de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoFígadoGravidez
Resumo
Diabetes mellitus (DM) é uma desordem crônica causada pela falta da síntese de insulina pelas células beta-pancreáticas ou pelo defeito nos receptores de insulina nas células-alvo. Atualmente, há evidência que a hiperglicemia induz aumento na produção de espécies reativas de oxigênio (ERO) devido à entrada aumentada de redutores na cadeia mitocondrial de transporte de elétrons. Para quantificar os agentes pró-oxidantes existem marcadores biológicos denominados espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), dentre elas, a principal a ser estudada é o malonaldeído (MDA). Com relação ao mecanismo de defesa contra os danos oxidativos, existem os antioxidantes endógenos enzimáticos e não enzimáticos. Dentre os enzimáticos, destacam-se superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GSH-Px). A principal fonte intracelular de ERO é a mitocôndria e alterações associadas ao fenótipo mitocondrial no diabete têm sido amplamente descritas. Para promover a biogênese mitocondrial e a respiração, estudos mostram que a proteína co-ativadora 1-alfa do receptor ativado pelo proliferador do peroxissoma [Peroxisome proliferator-activated receptor-coactivator (PGC-1alfa)] tem papel relevante. Além disso, esta proteína está amplamente distribuída nos tecidos e desempenha um papel fundamental na regulação do desenvolvimento celular e homeostase de oxigênio (O2). Tem sido demonstrado que a biogênese mitocondrial induzida por PGC-1± aumenta o consumo de O2, levando à diminuição da disponibilidade de oxigênio intracelular para as enzimas HIF-hidroxilases, estabilizando o HIF-1alfa. Os fatores induzíveis por hipóxia (HIF) estão entre as proteínas de transcrição mais bem definidas e identificadas por serem reguladas pelo estado redox intracelular. HIF-1alfa é o principal regulador da homeostase de O2. Em baixas concentrações de O2, há ativação de outros fatores para aumentar a liberação de O2 para as células, facilitando a produção de ATP, essenciais para o desenvolvimento embrionário e para placentação precoce. Com o propósito em se aprofundar nos principais mecanismos responsáveis pelas alterações causadas pelo diabete, o uso de animais de laboratório é de grande importância, pois oferece ferramentas essenciais para estudar os mecanismos envolvidos nesta síndrome. A literatura mostra que a indução do diabete experimental com streptozotocin (STZ) antes do 10º dia de vida do animal leva à destruição parcial das células-², no entanto, sua regeneração acontece até o 10º dia de vida. Com isso, nosso grupo de pesquisa visa analisar os marcadores de hipóxia e de estresse oxidativo no fígado e no sangue de animais com diabete moderado, visando esclarecer os mecanismos pelos quais o quadro hiperglicêmico, pós-excreção do STZ, leva à hipóxia e ao estresse oxidativo ao longo da vida desses animais. Além disso, é de interesse investigar se o ambiente intrauterino desfavorável compromete a programação fetal, especialmente com relação aos marcadores de hipóxia e de estresse oxidativo nestes recém-nascidos, que comprometeria seu crescimento e desenvolvimento perinatal. (AU)

Análise do estresse oxidativo e caracterização das células-tronco cancerosas no câncer de bexiga urinária de ratos, frente às imunoterapias com Bacilo Calmette-Guerin e enterotoxina b do Estafilococo

Beneficiário:Mariana Anteghini Castilho
Instituição: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Wagner José Fávaro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/18441-8
Vigência: 01 de janeiro de 2012 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):Estresse oxidativo
Resumo
A alta freqüência de recorrência do câncer de bexiga urinária (CB) suporta a hipótese de que células-tronco adultas poderiam estar envolvidas no desenvolvimento deste tipo de tumor. Em diferentes tipos de cânceres uma população muito pequena de células tem sido reconhecida como células-tronco cancerosas (CTC), por apresentarem capacidade de auto-renovação e diferenciação. Além disso, os baixos efeitos das atuais terapias sobre os mecanismos de reparo tecidual e enzimas antioxidantes provavelmente estão relacionados com a recorrência do CB. O tratamento do CB com Bacilo Calmette-Guerin (BCG) tem efeito comprovado na redução de recidiva e progressão tumoral, embora ocorram efeitos colaterais de intensidades variadas, desde sintomas irritativos leves até reação sistêmica grave. Em face da necessidade de novas moléculas destaca-se a enterotoxina B do estafilococo (EBS) que abre uma nova perspectiva para o combate de alguns tipos de cânceres. Assim, os objetivos principais deste estudo serão caracterizar e comparar os efeitos morfológicos e moleculares das imunoterapias com BCG e EBS no tratamento do CB induzido em ratos e suas relações com as enzimas antioxidantes, além de caracterizar os perfis das CTC frente a essas imunoterapias. Um total de 50 ratos machos da linhagem Fisher 344 serão utilizados. Para a indução do CB, 40 animais serão anestesiados e induzidos quimicacamente com uma dose intravesical de 1,5 mg/kg de N-metil-N-nitrosouréia (MNU) a cada 15 dias, totalizando 4 doses. Após a indução com MNU, os animais serão divididos em 5 grupos (10 animais cada): Grupo Controle (CT): receberá uma dose intravesical de 0,3 mL de solução fisiológica 0,9% por 6 semanas consecutivas; Grupo MNU: receberá o mesmo tratamento que o grupo CT; Grupo BCG: receberá uma dose intravesical de 106 UFC - 40 mg de BCG por 6 semanas consecutivas; Grupo EBS: receberá uma dose intravesical de 10 mg/Kg de EBS por 6 semanas consecutivas; Grupo BCG-SEB: receberá tratamento simultâneo com BCG e EBS nas mesmas concentrações que nos grupos BCG e SEB. Após 6 semanas de tratamento, os animais serão sacrificados e as bexigas urinárias coletadas e submetidas às análises histopatológicas, imunohistoquímicas e Western Blotting. (AU)

Variantes genéticas do gene eNOS como fator de risco para a infertilidade masculina idiopática

Beneficiário:Caio Parente Barbosa
Instituição: Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Organização Social de Saúde. Fundação do ABC. Santo André, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Caio Parente Barbosa
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/09900-9
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2012
Assunto(s):UrologiaInfertilidade masculinaEstresse oxidativoEspécies de oxigênio reativasPolimorfismo
Resumo
Cerca de 15% das causas de infertilidade masculina são genéticas e incluem aberrações cromossômicas e mutações gênicas. No entanto, em cerca de 50% a causa ainda permanece desconhecida (idiopática). O estresse oxidativo é uma das principais questões associado com motilidade diminuída dos espermatozóides, infertilidade masculina e os resultados de reprodução assistida e, nos últimos anos, grande atenção tem sido dada sobre os efeitos deletérios das espécies reativas de oxigênio (EROS) na função dos espermatozóides. O excesso de níveis de EROs é prejudicial aos espermatozóides e leva à danos no DNA e na membrana plasmática através de peroxidação dos lipídios, além de quebras da fita do DNA. Uma vez que os espermatozóides descartam a maioria de seu citoplasma durante a fase final da espermatogênese, a disponibilidade de enzimas citoplasmáticas de defesa é limitada e, portanto, essas células, em especial, são suscetíveis as EROS. O aumento da peroxidação lipídica da membrana plasmática dos espermatozóides pode levar a alteração da fluidez da membrana, o que pode tornar o espermatozóide disfuncional através do metabolismo prejudicado, reatividade do acrossoma e capacidade dos espermatozóides se fundir com o oócito. Isso pode resultar em concentração de espermatozóides anormais, perda da motilidade e morfologia anormal, levando à perda de fertilidade. O óxido nítrico (NO) é um mensageiro em uma ampla gama de processos biológicos e modula as funções sexuais e reprodutivas em espécies de mamíferos, além de ser um poderoso antioxidante no plasma seminal. Existe três isoformas distintas da NO sintase (NOS) denominadas induzida (iNOS), endotelial (eNOS) e neural (nNOS). A isoforma endotelial da NOS (eNOS) é codificado por pelo gene NOS3 e é o principal fonte de oxido nítrico. Três tipos de polimorfismos do gene NOS3 foram descritos. O polimorfismo G894T (rs1799983, Glu298Asp) representa uma troca de ácido glutâmico por ácido aspártico no códon 298 do éxon 7 e, há uma tendência de atividade diminuída da enzima eNOS na presença do alelo 894T em comparação com os homozigotos GG. Outro polimorfismo representa uma mutação de ponto de timina (T) por citosina (C) no nucleotídeo -786 na região 5´ do gene (T-786C, rs2070744). O alelo -786C está associado com redução da atividade do promotor, supressão da transcrição de eNOS e diminuição de óxido nítrico. Há também um polimorfismo de variação do número de repetições em tandem (VNTR) no íntron 4 do gene (polimorfismo 4a/4b). Esse polimorfismo é responsável por mais de 25% da geração plasmática basal de óxido nítrico, sugerindo que este gene pode ter um papel importante na sua fisiologia.Estudos prévios avaliaram a possível associação entre os polimorfismos do óxido nítrico sintetase endotelial e a infertilidade idiopática, com resultados conflitantes. Dessa forma, nós hipotetizamos que polimorfismos do gene eNOS podem estar associados à infertilidade masculina idiopática. Há apenas três relatos associando os polimorfismos desses genes na infertilidade masculina e não há estudos na população Brasileira. Sendo assim, o objetivo do presente estudo é investigar a frequência dos polimorfismos (T-786C, G894T, e 4a/b) em homens com infertilidade idiopática e indivíduos do grupo controle, correlacionar os dados com a motilidade espermática dos homens com oligozoospermia grave idiopática, além de realizar análise de haplótipo, correlacionando os achados conjuntos dos polimorfismos com a infertilidade masculina. (AU)

Ação dos compostos antioxidantes na redução do estresse oxidativo em modelo experimental de câncer de pulmão: estudo do pequi (Caryocar brasiliense Camb.)

Beneficiário:Vera Luiza Capelozzi
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Vera Luiza Capelozzi
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/12030-6
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Neoplasias pulmonaresAntioxidantesMorfometriaPequiCaryocar brasiliense
Resumo
O câncer de pulmão (CP) corresponde a 28% de todas as mortes por câncer, e tem se mostrado de difícil controle com a terapêutica convencional. No Brasil, a estimativa para 2010 é de 27.630 novos casos. O CP é histologicamente classificado em quatro tipos celulares, sendo o adenocarcinoma o mais freqüente. Um dos fatores implicados nos processos de carcinogênese é a excessiva formação de radicais livres que pode conduzir a diversas formas de dano celular. Estudos evidenciam a participação do estresse oxidativo no desenvolvimento do câncer, sugerindo que a persistência deste estado nas células tumorais poderia explicar parcialmente algumas características do câncer. O estresse oxidativo é um estado de desequilíbrio entre a produção de radicais livres e a capacidade de defesa do organismo contra essas espécies, que leva a um progressivo dano oxidativo. Esse estresse tem seus danos minimizados pelo sistema de defesa antioxidante enzimático, representado, principalmente, pelas enzimas superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GP), e os antioxidantes não enzimáticos, como as vitaminas A, C e E, ácido úrico e algumas proteínas do plasma. Além dessas vitaminas, os compostos fenólicos e os carotenóides têm apresentado importante ação contra o estresse oxidativo e no curso de doenças neoplásicas, merecendo crescente interesse de pesquisas científicas. O Caryocar brasiliense camb, mais conhecido como pequi, é um fruto nativo do cerrado brasileiro, e sua polpa é rica em ácidos graxos insaturados, como o ácido oléico, em concentrações de aproximadamente 51,37% a 55,87%, e o ácido palmítico em concentrações de 35,17% a 46,79%, além de altas concentrações de antioxidantes naturais como a vitamina C, os compostos fenólicos, e os carotenóides. Se na quantidade adequada, os antioxidantes obtidos da dieta são indispensáveis para manter o equilíbrio oxidativo e se a ingestão de antioxidantes isolados aumentam esse estresse, talvez a ingestão de compostos nutricionais com mais de um tipo de antioxidante possa ajudar na diminuição do desenvolvimento de dano celular diminuindo o estresse oxidativo e, por conseguinte, aumentar a resistência das células para diversos fatores carcinogênicos. (AU)

Mecanismos de ação de antioxidantes na protinuria associada ao diabetes mellitus

Beneficiário:Jose Butori Lopes de Faria
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jose Butori Lopes de Faria
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/51376-5
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 31 de maio de 2014
Assunto(s):Camellia sinensisEstresse oxidativoPolifenóisProteinuria
Resumo
O estresse oxidativo induzido pela hiperglicemia leva a alterações na barreira de filtração glomerular, determinando a albuminúria característica da nefropatia diabética (ND). Tratamentos com antioxidantes como tempol e chá verde previnem a albuminúria em ratos diabéticos e hipertensos provavelmente pela diminuição da apoptose de podócitos. Os objetivos do presente trabalho serão: 1. Investigar a influência de antioxidantes (tempol e chá-verde) na integridade da barreira de fíltração glomerular, in vivo e in vitro; 2. Verificar se antioxidantes previnem a apoptose de podócitos via inibição de PARP-1 clivada e/ou pela atuação na via Wnt. DM será induzida por estreptozotocina em ratos espontaneamente hipertensos (SHR) com 12 semanas de idade. Animais controles e diabéticos receberão ou não tratamentos com antioxidantes por 12 semanas. Linhagens de podócitos de camundongos e humanos serão cultivadas em condições de normoglicemia e hiperglicemia, estresse oxidativo (tratamento com H2O2), presença/ausência dos antioxidantes e inibidores/ativadores de PARP ou Wnt. A análise da apoptose de podócitos será feita por TÚNEL, atividade de caspase-3 e co-localização por imunofluorescência para marcador específico de podócitos (WT-1) e caspase-3. Será avaliada a adesão podocitária. A integridade da barreira de filtração glomerular será analisada por: western blot, imunofluorescência e RT-PCR de proteínas como nefrina, ZO-1, P-caderina, podocalexina e laminina ß2; imunohistoquímica para proteoglicanas da membrana basal glomerular (MBG) e glicoproteínas do glicocálix endotelial; microscopia eletrônica; detecção de alterações nas cargas negativas da MBG. O entendimento do mecanismo de ação de antioxidantes como o tempol e chá verde na proteinúria associada ao DM constitui a base para o emprego dessas manobras no tratamento da ND. (AU)

Influência da suplementação de alecrim (Rosmarinus oficinallis L.) na ração sobre remodelação cardíaca em ratos submetidos a infarto agudo do miocárdio

Beneficiário:Sergio Alberto Rupp de Paiva
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Sergio Alberto Rupp de Paiva
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/15059-5
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2013
Assunto(s):Remodelação ventricularInfarto do miocárdioAntioxidantesRosmarinus
Resumo
A remodelação cardíaca tem papel chave na disfunção ventricular pós-infarto. Alguns mecanismos celulares, como estresse oxidativo, inflamação e fibrose modulam esse processo. Assim, o tratamento ou a reparação dos danos pós-infarto tem grande relevância clínica. Há grande interesse por produtos naturais, com propriedades antioxidantes, destacando-se o alecrim. Objetivo: Analisar a influência do consumo de extrato de alecrim na ração sobre a remodelação cardíaca após infarto agudo do miocárdio (IAM) em ratos. Material e métodos: ratos machos da raça Wistar com 200-250g serão alocados em 6 grupos: 1) grupo Sham alimentado com ração a base de cereal e não submetido ao IAM (SA0, n=30); 2) grupo Sham alimentado com ração a base de cereal suplementada com 0,02% de extrato de alecrim (ração 1) e não submetido a IAM (SA1, n=30); 3) grupo Sham alimentado com ração a base de cereal suplementada com 0,2% de extrato de alecrim (ração 2) e não submetido a IAM (SA2, n=20); 4) IAM + ração a base de cereal (IA0, n=30); 5) IAM + ração 1 (IA1, n=30; 6) IAM + ração 2 (IA2, n=30). Após três meses, será realizado ecocardiograma e eutanásia dos animais para coleta de material biológico. Será feito no tecido cardíaco: 1) estudo morfométrico; 2) análise do estresse oxidativo por meio das enzimas SOD, catalase e GPx e por peroxidação; produção de superóxido e atividade de NADPH oxidase; 3) análise por Western blot do Nrf-2, HO-1 e GPx; 4) estudo da apoptose; 5) avaliação de citocinas inflamatórias e 6) atividade de metaloproteases. As comparações serão feitas por teste ANOVA de duas vias. (AU)

Influência da ação antrópica no ambiente aquático sobre a vitelogênese em peixes teleósteos

Beneficiário:Carlos Eduardo Tolussi
Instituição: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Renata Guimarães Moreira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/15453-5
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2014
Assunto(s):PeixesReprodução animalMetabolismoVitelogênese
Resumo
Com o crescente escoamento de agentes químicos nos ambientes aquáticos devido à ação antrópica, muitas espécies de peixes estão sofrendo alterações em diversos processos fisiológicos, entre eles a reprodução, o que pode acarretar em uma queda na sua população, ou mesmo a extinção da espécie. Deste modo, este trabalho visa analisar as possíveis alterações no processo reprodutivo, mais precisamente na vitelogênese, como resultado da exposição de espécie de peixes em ambientes impactados. Para isso, será analisada a concentração plasmática do hormônio 17²- estradiol, diretamente responsável pela produção da vitelogenina, assim como a expressão hepática desta molécula. Além disso, será investigado um possível desvio da mobilização dos substratos energéticos que são utilizados para a formação da molécula de vitelogenina, em resposta ao estresse resultante de um ambiente impactado. Esta análise será realizada por meio da determinação da concentração dos substratos energéticos, assim como a atividade das enzimas envolvidas no metabolismo destes substratos, do estresse oxidativo, além de enzimas que indicam a presença de poluentes no ambiente. Para a realização do presente trabalho serão utilizados como modelo experimental, fêmeas de teleósteos cuja espécie será definida de acordo com a disponibilidade e regularidade de captura em um ambiente impactado (represa Billings) e comparadas à uma população de animais da mesma espécie viventes em um ambiente sem a presença de poluentes (Represa de Ponte Nova). De acordo com levantamentos piloto que já vem sendo realizados, uma espécie inicialmente candidata seria pertencente ao gênero Astyanax sp., que está distribuída em ambas as áreas. (AU)

Influência do exercício físico moderado sobre mecanismos antioxidantes sistêmicos em ratos wistar

Beneficiário:Daniele Moraes Losada
Instituição: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (São Paulo - Estado). Marília, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Agnaldo Bruno Chies
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/14826-2
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2012
Assunto(s):Estresse oxidativoEndotélioExercício físico
Resumo
Agentes oxidantes são associados a inúmeros processos fisiológicos como destruição de bactérias por macrófagos, desintoxicação de drogas e regulação do tônus vascular. Em contra partida, quando em excesso, podem ser biologicamente lesivos associando-se a diversas enfermidades como câncer, artrite reumatóide e problemas cardiovasculares. Assim é vital que haja um equilíbrio entre formação e neutralização de espécies reativas por agentes antioxidantes para que a homeostasia (equilíbrio redox) seja mantida. Com efeito, este equilíbrio é particularmente importante no exercício físico o qual atua como desestabilizador desse sistema através do aumento da produção de agentes oxidantes. Contudo, quando o exercício é regular e de intensidade moderada, este pode atuar positivamente sobre o equilíbrio redox por levar a adaptações funcionais e estruturais que aumentam a eficiência de sistemas antioxidantes. Assim, visando compreender melhor o equilíbrio redox nas situações de exercício, desenvolvemos um experimento piloto no qual foi determinado o FRAP (ferric-reducing ability of plasma) em ratos submetidos à corrida de intensidade moderada em esteira cujos resultados sugerem um aumento significativo deste parâmetro apenas em animais treinados. Para melhor compreender esse fenômeno, propôs-se o presente projeto cujo objetivo geral é investigar o comportamento dos sistemas antioxidantes plasmáticos mensurados pelo FRAP em ratos e aprofundar a compreensão do papel fisiológico destes sistemas antioxidantes circulantes na manutenção do equilíbrio redox durante o exercício físico. Para isto, propomos o estudo da influência da interação sangue/tecidos vasculares sobre a capacidade antioxidante plasmática detectada pelo FRAP. Propomos também a determinação das concentrações séricas de ácido úrico e ácido ascórbico, substâncias antioxidantes que influenciam diretamente os valores de FRAP. (AU)

Avaliação do potencial antioxidante do extrato de h. aphrodisiaca em testículo de ratos wistar submetidos a estresse oxidativo: um enfoque histopatológico e ultra-estrutural

Beneficiário:Maria Aparecida da Silva Diamante
Instituição: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mary Anne Heidi Dolder
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:11/21017-3
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 31 de outubro de 2013
Assunto(s):CádmioTestículo
Resumo
O presente projeto propõe investigar o potencial do extrato de H. aphrodisiaca em contrabalancear as alterações morfológicas normalmente observadas em testículo de rato Wistar submetido a estresse oxidativo por Cloreto de Cádmio. Juntamente com os ensaios propostos no projeto principal, as avaliações morfológicas irão contribuir significativamente para elucidar a atividade antioxidante deste extrato vegetal, assim como identificar seus mecanismos de atuação. Neste projeto de treinamento técnico, o aluno selecionado terá a oportunidade de entrar em contato com técnicas rotineiras de microscopia de luz e microscopia eletrônica de transmissão (MET), sendo estas técnicas amplamente utilizadas por nossa equipe de trabalho. O aluno irá acompanhar o processamento de material biológico para microscopia de luz desde a coleta do mesmo, passando por seu processamento, inclusão em resina e parafina, microtomia, montagem de lâminas, coloração, captura de imagens, análises esteriológicas e estatísticas. O aluno será também exposto a técnicas rotineiras de microscopia eletrônica de transmissão, desde o processamento padrão para esta técnica, como ultramicrotomia e montagem de telinhas, até a operação do MET. Durante este processo de treinamento, o aluno será incentivado a buscar na literatura científica material que o auxilie a compreender e discutir os resultados observados, de forma que adquira experiência para colaborar na elaboração dos artigos científicos provenientes deste estudo. (AU)

Marcadores pró e antiinflamatórios em mulheres normotensas e hipertensas: efeito do exercício físico e suplementação de L-arginina

Beneficiário:Guilherme Morais Puga
Instituição: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Angelina Zanesco
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/11457-6
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 28 de fevereiro de 2013
Resumo
No sistema cardiovascular, o óxido nítrico (NO) é responsável pela regulação da homeostase do tono vascular, inibição da agregação de plaquetas e controle da estrutura vascular, através da sua produção pela ação da enzima sintase do oxido nítrico endotelial (eNOS). O NO é formado a partir da L-arginina, e sua formação é dependente da biodisponibilidade deste aminoácido. Baseado nesta relação vários estudos investigaram os efeitos da infusão ou suplementação da L-arginina no sistema cardiovascular, principalmente na melhora das respostas relaxante dependente do endotélio. Esses possíveis efeitos positivos são similares aos produzidos pelo exercício físico, sendo que a junção da suplementação de L-arginina e execução do exercício físico podem produzir efeitos aditivos. Assim o objetivo do presente trabalho será avaliar os efeitos da suplementação de L-arginina realizada conjuntamente com o exercício físico aeróbio nas respostas anti e pró inflamatória e hemodinâmicas em mulheres hipertensas e normotensas no climatério, verificando os efeitos agudos destas intervenções. Participarão deste estudo 30 mulheres acima de 50 anos sendo 15 hipertensas e 15 normotensas. As voluntarias serão submetidas a uma avaliação da aptidão aeróbia em esteira ergométrica e antropométrica e posteriormente serão submetidas a quatro sessões experimentais de forma aleatória e separadas por no mínimo 72 h. As voluntarias serão submetidas a suplementação de 9g de L-arginina, ou placebo ou nada (dia controle) dependendo da sessão experimental, e após uma 45 minutos desta intervenção, as voluntarias desempenharão um exercício aeróbio em esteira ergométrica de 30 min com intensidade a 100% da máxima fase estável do lactato, com exceção do dia controle sem suplementação e somente com a suplementação de L-arginina, onde as voluntarias permaneceram tem repouso sentadas. Em seguida serão coletadas amostras de sangue venoso imediatamente após, e 45 e 90 min após o termino do exercício. Além disso a pressão arterial será medida pelo método de medida ambulatorial da pressão arterial (MAPA) por 24 horas, onde no final será coletado mais uma amostra sanguínea. A partir das amostras sanguíneas serão medidos os marcadores pró e antinflamatórios, o perfil lipídico, além nitrito, nitrato, marcadores do estresse oxidativo, ADMA, glicose e lactato do plasma e/ou soro. Os resultados serão analisados pela relação entre as respostas da concentração sanguínea e tempo através da área abaixo da curva. (AU)

Disfunção bioenergética mitocondrial na doença hipertensiva grave em ratos: papel da hiperatividade do sistema renina angiotensina

Beneficiário:Camila Truzzi Penteado
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Aníbal Eugênio Vercesi
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/18653-5
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2012
Assunto(s):Ratos endogâmicos SHRDoenças mitocondriaisHipertensão malignaHipertensão renovascularSistema renina-angiotensina
Resumo
Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS), que é determinada pela presença de valores pressóricos acima de 140/90 mm Hg após 3 medidas de pressão de consultório (PC), é uma das mais significativas Doenças Cardiovasculares (DCV) no Brasil e no mundo, dada a sua elevada taxa de morbimortalidade, intensificada pelos inúmeros fatores de risco e pelos mecanismos fisiopatológicos complexos que contribuem para esse contexto. O tratamento da HAS consiste no uso de medicamentos anti-hipertensivos associados a modificações do estilo de vida que devem ser mantidos indefinidamente. O estresse oxidativo, estado de atividade excessiva de espécies reativas de oxigênio (EROs), está associado a DCV, como, por exemplo, a doença hipertensiva (DH). Nesta, especialmente, a mitocôndria pode ser considerada a maior fonte de EROs, principalmente quando em situações de alterações hemodinâmicas e metabólicas. Há fortes evidências da participação da hiperatividade do sistema renina angiotensina (SRA), especialmente da angiotensina II (AT-II), cujo excesso promove disfunção endotelial e aterogênese, além de estar ligada ao processo inflamatório vascular e lesões miocárdicas. Foi demonstrado que a AT-II estimula a disfunção mitocondrial em células cardíacas, musculares lisas e vasculares, o que leva a uma produção excessiva de ERO's, além da depressão do metabolismo energético. Falhas do metabolismo energético mitocondrial estão associadas à disfunção e morte celular por causas diversas, incluindo DCV, como a DH, e são exemplificados por: alterações de transporte de Ca2+, formação do poro de transição de permeabilidade mitocondrial, alterações de transporte de H+ e K+, expressão ou translocação de proteínas associadas à morte celular apoptótica e inibição de componentes da cadeia respiratória. A fim de que se possa relacionar a disfunção bioenergética mitocondrial ao SRA na DH grave, serão utilizados como modelos de hipertensão arterial (HA) ratos SHR (spontaneously hypertensive rats) -nos quais o aumento da pressão arterial se dá de forma progressiva, e a HA se associa a outros fatores de risco- e ratos RHR - nos quais a hiperatividade do SRA pode causar HA, conhecida como HA renovascular a qual, em humanos, é uma importante causa de HAS secundária à estenose unilateral ou bilateral da artéria renal - além de um animal resultante da sobreposição desses dois modelos. Com este modelo, pretendemos reproduzir no rato as graves lesões observadas na HAS em humanos, especialmente na HA secundária ou resistente ao tratamento.Justificativa: Tendo em vista a importância da hiperatividade do SRA no desenvolvimento da HAS em humanos, bem como a similaridade da fisiopatologia desta doença em humanos com o animal SHR, justifica-se a utilização da sobreposição desses dois modelos experimentais de HA a fim de se estudar a disfunção na bioenergética da mitocôndria em tecidos miocárdico e renal.Metodologia: Serão estudados 4 grupos experimentais de n=12 divididos aleatoriamente em: Controle (ratos Wistar Kyoto), Grupo SHR (ratos geneticamente hipertensos) e dois grupos submetidos à cirurgia para produção de estenose de artéria renal - Tecnica de Goldblatt - para indução de HA renovascular, a saber, Grupo 2K-1C ( ratos Wistar Kyoto) e Grupo SHR/2K-1C (ratos SHR). Todos os animais terão água e ração "ad libitum". Após 4 semanas, os animais terão seus parâmetros morfológicos, hemodiâmicos e bioquímicos avaliados, através de avaliação do peso corporal e da pressõa arterial de cauda, determinação da massa cardíaca, avaliações morfométricas, ecocordiograma, respiração mitocondrial em biópsias de músculo cardíaco e córtex renal, dosagem de proteínas e determinação do conteúdo de grupos carbonilas. Para a análise dos resultados serão utilizadas análises de variância (ANOVA) para medidas repetidas e o teste de Bonferroni ou Teste de Turkey post-hoc para analisar as diferenças entre os grupos. (AU)

Administração de melatonina durante a maturação sexual: influência na histofisiologia da próstata adulta e papel protetor contra os danos causados pelo diabetes experimental

Beneficiário:Marina Guimarães Gobbo
Instituição: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rejane Maira Góes
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/19467-0
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 24 de julho de 2014
Assunto(s):Proliferação celularMorte celular
Resumo
O diabetes mellitus acarreta drástica atrofia prostática bem como comprometimento de sua capacidade secretora. Esse prejuízo está associado ao desequilíbrio na cinética epitelial, remodelação da matriz extracelular e a mudanças morfofuncionais nas células estromais da próstata, causados, em grande parte, pela queda androgênica característica desta desordem metabólica. Entretanto, não se pode negligenciar os efeitos da hiperglicemia o conseqüente estresse oxidativo na glândula. A melatonina vem sendo amplamente utilizada no tratamento de doenças tais como o diabetes e o câncer, pois além de regular as variações hormonais internas de acordo com o fotoperíodo, exibe propriedade antioxidantes. Distúrbios na síntese de melatonina estariam associados à gênese do diabetes e o seu papel anti-tumoral no câncer de próstata tem sido relacionado à ação anti-mitogênica. Este estudo visa examinar se o tratamento de ratos com a melatonina desde o período pré-púbere até a idade adulta afeta a maturação e histologia da próstata na idade adulta, interfere nos níveis de proliferação e morte celular e na sensibilidade androgênica. Também será examinado o papel protetor da melatonina na histofisiologia prostática frente ao diabetes experimental em curto (uma semana) e médio termo (oito semanas). Os animais serão pesados e distribuídos aleatoriamente em oito grupos: ratos controle 1 (C1); ratos controle tratados com melatonina 1 (M1); ratos diabéticos de curto prazo (D1) e ratos diabéticos tratados com melatonina de curto prazo (DM1); ratos controle 2 (C2); ratos controle tratados com melatonina 2 (M2); ratos diabéticos de médio prazo (D2); ratos diabéticos tratados com melatonina de médio prazo (DM2).A melatonina será administrada na água de beber (0,4ug/ml/dia) a partir da 5ª semana de idade até o fim do experimento. Para ambos os experimentos, o diabetes será induzido na 12a semana de idade pela injeção de estreptozotocina (40mg/Kg de peso corporal, ip) e o sacríficio dos ratos ocorrerá com 13 (experimento 1) e 19 (experimento 2) semanas de idade. A próstata ventral será removida e pesada, sendo que os lobos serão processados para microscopia de luz e congelados para análises bioquímicas. Serão analisadas por imunocitoquímica, seguida de quantificação, a expressão de receptores de andrógeno (AR), do antígeno nuclear de proliferação (PCNA), de receptores de melatonina (MT1 e MT2) e a presença de células apoptóticas será avaliada pelo método de TUNEL. A análise de expressão protéica de AR, PCNA, MT1 e MT2 na glândula será efetuada por Western blotting. Os níveis séricos de esteróides (estrógenos e testosterona) e melatonina serão determinados respectivamente por quimioluminescencia e HPLC. Para os grupos do experimento de médio prazo (C2, M2, D2 e DM2) serão avaliados tanto no sangue quanto na próstata os níveis de atividade das enzimas antioxidantes superóxido desmutase, catalase, glutationa peroxidase e glutationa transferase e os níveis de peroxidação lipídica, através de ensaios específicos e leituras em espectrofotômetro. Serão avaliadas comparativamente entre os diferentes grupos experimentais a incidência e multiplicidade de lesões teciduais pré-malignas e malignas. A presente investigação certamente ampliará a compreensão dos mecanismos de ação da melatonina na próstata. Também trará informações experimentais sobre os efeitos de tratamentos prolongados com esse hormônio anti-oxidante para a histofisiologia prostática e seu possível papel protetor contra o diabetes. (AU)

Administração do alopurinol em ratos submetidos à ablação renal de 5/6 (Nx): possível efeito renoprotetor independente do ácido úrico

Beneficiário:Orestes Foresto Neto
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Clarice Kazue Fujihara
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/19576-4
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2012
Assunto(s):AlopurinolHipertensãoÁcido úrico
Resumo
Em 1879, Mahomed descreveu a existência de uma associação entre doença renal crônica (DRC), hipertensão e hiperuricemia. O ácido úrico (AU) é o produto final do metabolismo das purinas, sendo a xantina oxidase a principal catalisadora da síntese de AU. A hiperuricemia é observada em 20 a 35% dos pacientes com DRC, particularmente naqueles que também apresentam hipertensão e alterações metabólicas, como dislipidemia e resistência à insulina. Não se sabe, no entanto, se esse aumento na concentração de AU é um fator de risco ou apenas um biomarcador de lesões renais e cardiovasculares. Alguns pesquisadores defendem a idéia de que a hiperuricemia é uma causa da progressão da DRC e da doença cardiovascular enquanto outros não encontraram evidências que confirmem essa hipótese.O alopurinol é uma pró-droga do oxipurinol, que é um inibidor da atividade da xantina oxidase. Há inúmeras evidências de que o alopurinol reduz a hipertensão arterial e glomerular, abranda a proteinúria e a inflamação renal, previne a hipertrofia glomerular e o espessamento das arteriolas e, além disso, atenua a perda de função e as lesões renais associadas à DRC. No entanto, há dúvidas sobre quais são os mecanismos envolvidos nessa proteção renal. Uma vez que a xantina oxidase catalisa a síntese de AU e a produção associada de espécies reativas de oxigênio (ROS), levanta a interessante possibilidade de que o efeito renoprotetor do alopurinol envolva também a redução do estresse oxidativo.O objetivo do presente estudo é verificar a hipótese de que o efeito renoprotetor do alopurinol é independente de sua ação sobre a produção de ácido úrico e da redução de sua concentração plasmática. Com esse propósito, administraremos alopurinol a ratos submetidos à redução da massa renal em 5/6 (Nx), um dos modelos de DRC que mais têm sido utilizados, que sabidamente não desenvolvem hiperuricemia. Determinaremos parâmetros funcionais e morfológicos após 60 dias de tratamento.

Avaliação de marcadores de hipóxia e do estresse oxidativo no organismo materno e placenta de ratas em condições hiperglicêmicas

Beneficiário:Yuri Karen Sinzato
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Débora Cristina Damasceno
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:11/14011-9
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoAnóxiaPlacenta
Resumo
O Diabetes mellitus (DM) é uma situação clínica freqüente, acometendo em torno de 7% da população, sendo que cerca de 50% dos portadores de diabete desconhecem o diagnóstico. Atualmente, há evidência que a hiperglicemia induz aumento na produção de espécies reativas ao oxigênio (ERO). O aumento na produção de ERO pela hiperglicemia é reconhecido como uma das principais causas das complicações clínicas associadas ao diabete. Mulheres com diabete gestacional mostram a presença de estresse oxidativo no organismo materno, bem como em suas respectivas placentas, em razão da redução no mecanismo de defesa antioxidante e produção aumentada de ERO. A placenta constitui a interface ativa entre a circulação materna e fetal, regulando mudanças fisiológicas maternas na gestação e no crescimento fetal e desempenha importante papel na proteção do feto aos efeitos adversos do meio materno diabético. Fatores transcrição redox-sensíveis, tais como os fatores induzíveis por hipóxia (HIF), são identificados como reguladores de expressão gênica em resposta a alterações na concentração de ERO. Os HIF estão entre as proteínas de transcrição mais bem definidas e identificadas por serem reguladas pelo estado redox intracelular. Tem sido demonstrado que a atividade do HIF é requerida para o desenvolvimento placentário, regulando a morfogênese e vascularização fetal da placenta e atuando na proliferação e diferenciação do trofoblasto. Apesar de a hipóxia ser fundamental no início do desenvolvimento, a hipóxia placentária no decorrer da gestação está frequentemente envolvida como causa básica ou contribuinte para a restrição do crescimento intra-uterino (RCIU) e patologias como o diabetes. Apesar da associação entre estresse oxidativo, hipóxia e alterações placentárias, não existem estudos que relacionem estes fatores com gestações complicadas por hiperglicemia. Estudos em humanos que exploram mecanismos responsáveis pelas alterações causadas pelo diabete são limitados não somente por razões éticas, mas também pela multiplicidade de variáveis incontroláveis que podem modificar o ambiente intra-uterino e causar efeitos potencializadores de malformações congênitas, como hábitos alimentares, fatores socioeconômicos, nutrição e fatores genéticos. Dessa forma, existe a necessidade da elaboração de um modelo experimental apropriado. Sendo assim, serão utilizados modelos de indução do diabete com diferentes intensidades glicêmicas (grave e moderada) para avaliação dos mecanismos de hipóxia e de estresse oxidativo na prenhez de ratas, focando na associação dos diferentes marcadores com o desenvolvimento placentário e crescimento fetal. Este estudo integrado permitirá verificar se as alterações no crescimento dos recém-nascidos na prenhez a termo estão relacionadas com modificações placentárias precoces, visando o emprego de terapias adequadas para minimizar essas alterações e contribuir para um melhor prognóstico perinatal. (AU)

Ação de antioxidantes no meio diluente na criopreservação de sêmen equino

Beneficiário:Frederico Ozanam Papa
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Frederico Ozanam Papa
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/09649-4
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de outubro de 2013
Assunto(s):EquinosCriopreservação animalAntioxidantes
Resumo
A criopreservação de sêmen equino ganha cada vez mais espaço no mercado por prolongar o tempo de armazenamento, oferecendo vantagens que vão desde um melhor aproveitamento genético até a comercialização e utilização deste sêmen. Ao manter os espermatozóides a baixas temperaturas, reduzimos seu catabolismo espermático gerador de subprodutos evitando maiores danos aos espermatozóides. Entretanto, a plena difusão desta biotécnica é limitada pelo estresse oxidativo. Este processo refere-se ao desequilíbrio entre as moléculas antioxidantes e as moléculas pró-oxidativas produzidas, também chamadas de espécies reativas de oxigênio (reactive oxigen species - ROS). Dentre as lesões que este desequilíbrio pode ocasionar à célula espermática, podemos destacar a peroxidação da membrana lipídica, comprometimento da integridade do DNA e apoptose. As consequências diretas dessas lesões serão refletidas na morfologia e funcionalidade do espermatozóide, prejudicando sua capacidade fertilizante. O processo de criopreservação do sêmen aumenta a produção de ROS, bem como diminui a sua defesa antioxidante. As células possuem um sistema de defesa antioxidante enzimático e não enzimático. No sistema enzimático, diversas enzimas estão envolvidas nesse mecanismo, dentre as quais podemos destacar: a superóxido dismutase (SOD) que remove o radical superóxido, convertendo-o em peróxido de hidrogênio; a catalase (CAT) que destrói o peróxido de hidrogênio, convertendo-o em água e oxigênio; a glutationa peroxidase (GPx) que é a mais importante na remoção de peróxido das células. Em relação ao sistema não enzimático, fazem parte compostos de baixo peso molecular, incluindo as vitaminas C e E, e a melatonina que, recentemente, foi confirmada como antioxidante de vários tecidos, detectada sua presença no plasma seminal, bem como de seus receptores na membrana espermática. Considerando que o plasma seminal constitui uma fonte natural de proteção antioxidante aos espermatozóides e, que no processo de criopreservação, o mesmo é removido, acredita-se que vários danos poderiam ser minimizados se este processo mantivesse uma determinada quantidade de plasma. (AU)

Heteropterys aphrodisiaca, uma planta brasileira com propriedades antioxidantes: uma investigação sobre os mecanismos através dos quais o extrato vegetal reduz estresse oxidativo em testículo de ratos Wistar

Beneficiário:Mary Anne Heidi Dolder
Instituição: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mary Anne Heidi Dolder
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/12886-8
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de dezembro de 2013
Assunto(s):Extratos vegetaisAntioxidantes
Resumo
A Heteropterys aphrodisiaca é uma planta endêmica do cerrado brasileiro cuja raiz é amplamente utilizada como fitoterápico pelas comunidades locais. Diversas propriedades terapêuticas são atribuídas ao vegetal, porém estas são inespecíficas e abertas a interpretações. Adicionalmente, o mesmo é consumido de forma rústica, normalmente embebido em álcool, sem que haja qualquer forma de extração padronizada ou prévia identificação de seus princípios ativos. Ensaios laboratoriais vêm recentemente demonstrando certas atividades terapêuticas para a H. aphrodisiaca, tal como efeito quimioprotetor contra Ciclosporina A e aumento de memória em roedores. Elevada atividade antioxidante in vitro foi também identificada por nossa equipe recentemente. Desta forma, suas propriedades terapêuticas poderiam ser atribuídas, ao menos parcialmente, à sua capacidade de neutralizar espécies reativas de oxigênio (EROs) no organismo. As EROs são radicais livres no organismo capazes de oxidar uma ampla gama de moléculas e, portanto, têm sido associadas a diversas doenças degenerativas, assim como ao próprio processo de envelhecimento. A investigação de plantas medicinais consagradas pela medicina popular adquire grande importância neste contexto, visto que as mesmas significam uma alternativa terapêutica para diversas patologias relacionadas ao desequilíbrio da atividade oxidante celular. O testículo tem demonstrado ser particularmente vulnerável as EROs, tornando este órgão um importante modelo experimental nos estudos envolvendo a manutenção do equilíbrio oxidante do organismo. Desta forma, o presente projeto visa investigar os mecanismos antioxidantes do extrato bruto de H. aphrodisiaca em testículo de ratos Wistar submetidos a estresse oxidativo por Cloreto de Cádmio. (AU)

Mecanismos moleculares envolvidos na disfunção e morte de células beta pancreáticas no Diabetes Mellitus: estratégias para a inibição desses processos e para a recuperação da massa insular em diferentes modelos celulares e animais

Beneficiário:Antonio Carlos Boschero
Instituição: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Antonio Carlos Boschero
Pesquisadores principais:

Everardo Magalhães Carneiro

Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Processo:11/09012-6
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de outubro de 2015
Assunto(s):ObesidadeDiabetes mellitusCélulas secretoras de insulinaDesnutriçãoTaurinaDislipidemias
Resumo
O Diabetes Mellitus (tipo 1 ou tipo 2) é definido como uma síndrome de hiperglicemia crônica devido à falta de produção de insulina que, por sua vez, é resultante da redução da massa de células beta por aumento da apoptose ou deficiência na regeneração dessas células. No diabetes tipo 2 a redução da massa de células beta é frequentemente acompanhada pelo aumento da resistência à insulina nos músculos, tecido adiposo e fígado. Apesar da enorme quantidade de trabalhos encontrada na literatura a esse respeito, os mecanismos moleculares subjacentes à redução da massa de células beta e mesmo ao aumento da resistência à insulina não são totalmente conhecidos. Dando continuidade aos nossos estudos anteriores, neste Temático estudaremos, por um lado, os mecanismos envolvidos na perda da massa e funcionalidade insulares em diferentes modelos animais (desnutrição proteica, obesidade, dislipidemias e DM2) e, por outro, mecanismos envolvidos no aumento da massa das ilhotas em diferentes etapas da vida (períodos intrauterino e neonatal e, prenhez). No primeiro caso, ênfase será dada á participação do estresse do retículo sarcoplasmático, a alterações no manejo do Ca2+ e ao aumento do estresse oxidativo. No segundo, estudaremos as vias de sinalização que controlam o aumento da massa e funcionalidade das ilhotas pancreáticas bem como as vantagens da suplementação alimentar e do uso de alguns polipeptídeos que, de antemão, se mostraram eficazes na recuperação da resposta secretória em ilhotas ou células tumorais. (AU)

Investigação clínica e laboratorial dos efeitos antioxidantes do plasma autólogo utilizado em doenças articulares de equinos

Beneficiário:Raquel Yvonne Arantes Baccarin
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Raquel Yvonne Arantes Baccarin
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/12929-9
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de outubro de 2013
Assunto(s):EquinosArticulaçõesOsteoartriteOsteocondroseEstresse oxidativo
Resumo
As doenças articulares como fruto de desequilíbrios na relação entre oxidantes e antioxidantes foram pouco estudadas em equinos, ao contrário do que se verifica na abundante bibliografia focada na espécie humana, onde vários estudos demonstram o papel das espécies reativas de oxigênio (EROs) nos estados inflamatórios articulares, na senescência dos condrócitos, na degradação da matriz extracelular da cartilagem articular e na diminuição da viscosidade do liquido sinovial. Este estudo pretende investigar a composição dos agentes e mecanismos antioxidantes presentes no líquido sinovial de cavalos normais, de cavalos acometidos por osteoartrite (OA) ou osteocondrose (OC), e da participação do estresse oxidativo nestas enfermidades. Ainda, pretende verificar a existência (ou não) de relação entre estresse oxidativo e inflamação na OA e OC. Em etapa final, pretende-se testar "in vivo" os efeitos da administração de plasma autólogo em articulações de equinos acometidas por estas doenças. Para tanto, líquido sinovial de 30 cavalos serão colhidos em duas fases do experimento. Inicialmente, seis cavalos receberão plasma autólogo em articulação metacarpo-falangeana ou tíbio-társica hígida e a mesma quantidade de solução fisiológica na articulação contra-lateral. O líquido sinovial será colhido previamente às aplicações (momento 0) e após 3, 6, 24 e 48 horas para determinação das concentrações de prostaglandina E2 (PGE2), interleucina-1 (IL-1), antagonista do receptor de interleucina-1 (IL-ra), fator de necrose tumoral-2 (TNF2), ácido hialurônico e condroitim sulfato. Numa segunda fase, o líquido sinovial de 12 cavalos (seis com OA e outros seis com OC) serão colhidos previamente a artroscopia e 48 horas após. Da mesma forma o líquido sinovial de mais 12 cavalos (seis com OA e outros seis com OC) será colhido previamente a artroscopia e 48 horas após, contudo estes animais receberão plasma autólogo ao final do procedimento artroscópico. Serão realizadas as seguintes determinações nestes líquidos sinoviais: atividade da Superóxido Dismutase (SOD), atividade da Glutationa Peroxidase (GSH-Px), atividade da Catalase (CAT), capacidade antioxidante total (TAC), níveis de Ácido Ascórbico, concentração de isoprostano, concentração de grupos carbonil, prostaglandina E2, concentração de ácido hialurônico e condroitim sulfato. (AU)

Biomarcadores de exposição a metais em girinos de rã-touro

Beneficiário:Cleoni dos Santos Carvalho
Instituição: CENTRO CIENCIAS HUMANAS BIOLOGICAS/UFSCAR
Pesquisador responsável:Cleoni dos Santos Carvalho
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/50752-3
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de maio de 2014
Assunto(s):EnzimasMetaisSangue
Resumo
O objetivo deste trabalho será avaliar os efeitos do cobre, cádmio e zinco e da associação entre cobre, cádmio e zinco (1:1:1) a concentrações subletais destes metais (lppb) sobre os parâmetros hematológicos e de tecidos (fígado, rim e músculo) de girinos de rã-touro, Lithobates catesbeiana, através de testes de toxicidade aguda (48h) e crônica (16d). A análise das células sangüíneas será realizada através dos parâmetros: genotóxico (formação de micronúcleos), hematológicos: hematócrito (Ht), taxa de hemoglobina (Hb), número de eritrócitos (Er), volume corpuscular médio (VCM), hemoglobina corpuscular média (HCM), concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM), contagem total de leucócitos, contagem de trombócitos, contagem de células vermelhas imaturas e contagem diferencial de leucócitos, classificando-os em linfócitos, monócitos, neutrófilos, basófilos e eosinófilos. As análises nos tecidos consistirão na determinação dos níveis de MT; na atividade de enzimas relacionadas: ao estresse oxidativo (SOD, CAT, GPx e GR) e, ao metabolismo de biotransformação de fase II (GST). A avaliação dos efeitos biológicos sobre vertebrados aquáticos é freqüentemente empregada para monitorar a poluição da água a qual fornece informações importantes sobre os níveis de concentração e de biodisponibilidade de poluentes. Diante do risco ecológico da crescente exposição de anfíbios aos metais, o uso de biomarcadores pode resolver alguns problemas, como o de se estabelecer os efeitos de compostos químicos existentes no ambiente sobre organismos individuais, tanto em termos populacionais quanto de comunidades. (AU)

Efeitos da suplementação de ácidos graxos ômega-3 em parâmetros inflamatórios, oxidativos e lipídicos em pacientes tratados por hemodiálise

Beneficiário:Paula Garcia Chiarello
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paula Garcia Chiarello
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/11570-7
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de outubro de 2013
Assunto(s):HemodiáliseEstresse oxidativoÁcidos graxos ômega-3Suplementação alimentar
Resumo
A população em hemodiálise (HD) é vulnerável a inúmeras complicações, como dislipidemia urêmica, inflamação crônica e aumento do estresse oxidativo (EO), que afetam negativamente o tempo e qualidade de vida desses indivíduos. Nas últimas décadas, novas terapias foram introduzidas com objetivos de melhorar a morbi-mortalidade nesse grupo, porém, alcançaram pouco sucesso. Com base em dados laboratoriais e achados clínicos preliminares, há razões que sugerem que a suplementação de ômega-3 pode oferecer benefícios à saúde dos pacientes em HD. Portanto, o objetivo deste estudo é verificar o efeito dessa suplementação no controle de marcadores de EO, inflamação e frações lipídicas nesses pacientes. Trata-se de um estudo experimental controlado randomizado duplo-cego, em que um grupo de pacientes tratados por HD e um grupo controle serão suplementados com 1.2g/d de ômega-3, durante 12 semanas, enquanto outros dois grupos, um formado por pacientes em HD e outro por controles saudáveis, receberão placebo. As coletas de sangue para a realização da avaliação bioquímica serão realizadas no início do estudo, na sexta e na décima segunda semanas. O estado nutricional dos indivíduos dos 4 grupos será avaliado por meio de medidas antropométricas, de composição corporal e de consumo alimentar, no início e ao final da intervenção. (AU)

Efeitos da suplementação de ácidos graxos ômega-3 em parâmetros inflamatórios, oxidativos e lipídicos em pacientes tratados por hemodiálise

Beneficiário:Andresa Marques de Mattos
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paula Garcia Chiarello
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/13756-0
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 30 de setembro de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoInflamaçãoHemodiáliseÁcidos graxos omega 3
Resumo
A população em hemodiálise (HD) é vulnerável a inúmeras complicações, como dislipidemia urêmica, inflamação crônica e aumento do estresse oxidativo (EO), que afetam negativamente o tempo e qualidade de vida desses indivíduos. Nas últimas décadas, novas terapias foram introduzidas com objetivos de melhorar a morbi-mortalidade nesse grupo, porém, alcançaram pouco sucesso. Com base em dados laboratoriais e achados clínicos preliminares, há razões que sugerem que a suplementação de ômega-3 pode oferecer benefícios à saúde dos pacientes em HD. Portanto, o objetivo deste estudo é verificar o efeito dessa suplementação no controle de marcadores de EO, inflamação e frações lipídicas nesses pacientes. Trata-se de um estudo experimental controlado randomizado duplo-cego, em que um grupo de pacientes tratados por HD e um grupo controle serão suplementados com 1.2g/d de ômega-3, durante 12 semanas, enquanto outros dois grupos, um formado por pacientes em HD e outro por controles saudáveis, receberão placebo. As coletas de sangue para a realização da avaliação bioquímica serão realizadas no início do estudo, na sexta e na décima segunda semanas. O estado nutricional dos indivíduos dos 4 grupos será avaliado por meio de medidas antropométricas, de composição corporal e de consumo alimentar, no início e ao final da intervenção. (AU)

Lesões no DNA e capacidade de resposta celular de gestantes e recém-nascidos em regime de hiperglicemia de intensidade variada

Beneficiário:Jusciele Brogin Moreli
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Iracema de Mattos Paranhos Calderon
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/13562-1
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):GravidezMorte celular
Resumo
O Grupo de Pesquisa Diabete e Gravidez - Investigação Clínica e Experimental vem desenvolvendo pesquisas clínicas e experimentais nesta linha há mais de 25 anos. Os resultados destes estudos caracterizaram um grupo de gestantes que, apesar do teste de tolerância a glicose 100 g (TTG100g) normal, apresentam hiperglicemia evidenciada por alterações no Perfil Glicêmico (PG). Estas gestantes foram classificadas como grupo IB de Rudge, portadoras de hiperglicemia gestacional leve. Além de outros resultados perinatais adversos (RPA), característicos dos filhos de mães diabéticas, as hiperglicêmicas gestacionais tem risco atribuível de morte perinatal comparável ao grupo de gestantes diabéticas (4,16% vs 6,12%) e, por isso, são tratadas como diabéticas.A literatura atual está reconhecendo que a hiperglicemia materna, de qualquer intensidade e independente do diagnóstico de diabete gestacional, deve ser controlada pelo risco de RPA.Isto valida a identificação e o tratamento, iniciado há mais de 25 anos, do grupo IB de Rudge, portadoras de hiperglicemia gestacional leve.Em estudos sobre os fatores envolvidos no desfecho adverso de gestações complicadas por distúrbios glicêmicos, os resultados do nosso grupo de pesquisa destacam a hipóxia intra-uterina e a hiperglicemia materna de intensidade variada. Esta associação levaria a alterações morfológicas e funcionais da placenta, caracterizadas por comprometimento da vascularização da superfície de trocas materno fetal, aumento e/ou diminuição dos marcadores da proliferação vascular, incremento da apoptose (e alterações no perfil de citocinas.Paralelamente, nossos resultados experimentais, em ratas com diabete induzido por estreptozotocin, evidenciaram outros fatores envolvidos com RPA. Os processos oxidativos, mediados por radicais livres e o aumento de danos gerais de DNA mostraram-se diretamente dependentes da intensidade da hiperglicemia materna, refletida no meio intrauterino.Entre outros fatores, a hiperglicemia e a inflamação geram espécies reativas de oxigênio, levando a um estado de estresse oxidativo e consequente dano na molécula de DNA. Se as células não tiverem capacidade para o reparo do DNA, haverá acúmulo de mutação ou morte celular. A adição de ferramentas da biologia molecular em nossos estudos foi decisiva para definir novos rumos. Assim, um projeto de duas alunas de pós-doutorado, com bolsa PNPD/CAPES está em desenvolvimento, para explorar a via da hipóxia e vascularização placentária nas gestações complicadas por diabete e hiperglicemia gestacional leve. Neste projeto estão sendo avaliados expressões protéicas e gênicas do VEGF e PlGF e seus receptores (VEGFR-1 e VEGFR-2) e de iNOS, COX2, HIF-alfa e MCP1; as concentrações de VEGF e PIGF e seus receptores (VEGFR-1 e VEGFR-2) e de iNOS e COX2 e do fator MCP1 em homogenato placentário e no soro materno (Projeto PNPD). Estes estudos deverão ser complementados pelo presente projeto, com a exploração de potenciais alterações na via de danos e reparo de DNA, decorrentes, também, da hiperglicemia e hipóxia, presentes no meio intrauterino nestas gestações.Neste contexto, este projeto tem como objetivo geral, a investigação das lesões no DNA (nuclear e mitocondrial), da capacidade de reparo de DNA e da morte celular, ativadas pelas lesões, em gestantes portadoras de hiperglicemia de intensidade variada e em seus descendentes. O desenvolvimento deste projeto deverá contribuir para o esclarecimento dos mecanismos envolvidos e consequente prevenção dos RPA nestas gestações, o que justifica sua proposição. Além dos avanços científicos, este projeto deverá consolidar uma parceria, já iniciada, com pesquisadores do ICB da Universidade de São Paulo, Profa. Titular Estela Maris Andrade Forell Bevilacqua, responsável pelo Laboratório de Citofisiologia do Trofoblasto, e Prof. Titular Carlos Frederico Martins Menck, responsável pelo Laboratório de Reparo de DNA. (AU)

É possível previnir os efeitos tóxicos da hiperglicemia em retina de animais experimentalmente diabéticos através de tratamento com polifenóis? nova perspectiva no tratamento farmacológico da retinopatia diabética

Beneficiário:Kamila Cristina Silva
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marcelo Ganzarolli de Oliveira
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:11/18334-7
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de outubro de 2012
Assunto(s):Camellia sinensisEstresse oxidativoÓxido nítricoPolifenóisRetinopatia diabética
Resumo
Apesar do aprimoramento do controle glicêmico e da pressão arterial reduzindo o desenvolvimento das complicações microvasculares diabéticas, a retinopatia diabética (RD) é ainda a maior causa de cegueira em pessoas na idade produtiva nos paises desenvolvidos. A fotocoagulação com laser na retina (tratamento padrão para essa condição) é efetiva mas ainda não elimina a cegueira nesses pacientes. Portanto, o melhor entendimento dos mecanismos fisiopatogênicos são imprescindíveis para no futuro desenvolver um tratamento farmacológico para previnir perda visual na RD. Estudos recentes demonstram que as lesões tóxicas da hiperglicemia afetam não somente os elementos vasculares, mas também as células neurais e gliais da retina. Através de eletrorretinográfia e potencial visual evocado tem-se confirmado a presença de alterações funcionais precedendo as primeiras alterações detectadas oftalmoscopicamente, o que sugere que outras células, além das células vasculares, são alvo primário da hiperglicemia. Em modelos animais, a perda de células ganglionares e de fotoreceptores da retina ocorre precocemente após 1 mês da indução experimental do DM; adicionalmente, as células da glia, principalmente célula de Muller, também são alvo da hiperglicemia caracterizado pelo aumento da expressão da proteína acídica fibrilar glial (GFAP) e expressão do antígeno de superfície ED-1. Múltiplas hipóteses propõem mecanismos que explicam como a hiperglicemia per se inicia os processos bioquímicos envolvidos na patogênese da RD. Dentre eles, o estresse oxidativo e a inflamação. O metabolismo do oxigênio é essencial para a vida normal, mas existe um delicado balanço entre a formação e a eliminação de radicais superóxidos através de sistema antioxidantes. Na retina, a mitocôndria é uma fonte importante de produção de superóxidos. Estes radicais livres lesam proteínas, lipídeos e ácido desoxiribonucleico, alterando entre outras, a função mitocondrial, mediador central da morte programada da célula. Processos inflamatórios, provavelmente decorrentes do estresse oxidativo, estão presentes nas fases inicias da RD como demonstrado pelo aumento das expressão de diferentes citocinas pró-inflamatórias, acompanhada por leucoestase e aumento da permeabilidade capilar. Em nosso modelo animal, experimentalmente diabético e geneticamente hipertenso, demonstramos redução do sistema antioxidante glutationa com concomitante aumento da produção de superóxido e consequente lesão oxidativa do tecido retiniano, acompanhado por marcadores precoces de inflamação no tecido retiniano. Vários estudos têm demonstrado os efeitos dos polifenóis encontrados em certas frutas e verduras como antioxidantes. Um número de estudos tem descrito que sub-classes dos polifenóis, amplamente encontradas no chá verde e no chocolate, podem exercer um efeito neuroprotetor em modelos de doenças neurodegenerativas cerebrais. No olho, alguns estudos têm descrito propriedades protetoras dos polifenóis em modelos experimentais de degeneração retiniana e em modelos de isquemia-reperfusão da retina. Estudos epidemiológicos têm revelado que o consumo de alimentos ricos em polifenóis, substâncias antioxidantes, reduzem as doenças cardiovasculares com redução significativa da pressão arterial acompanhado de aumento de nitrosoglutationa, um marcador de oxido nítrico (NO) vasodilatador em voluntários normais. O NO é constitutivelmente produzido pelas células endoteliais através da ação da eNOS. Uma vez que a redução do NO é utilizado como um marcador de disfunção endotelial, drogas que liberam NO exogenamente estão sendo desenvolvidas com objetivo de melhorar a função endotelial para pacientes com risco cardiovascular. Porém, se esse efeitos estão presentes da retina em modelo experimentalmente diabéticos ainda não foram estudados. O objetivo geral deste projeto é avaliar os mecanismos dos efeitos protetores dos polifenóis na retina de animais hipertensos e experimentalmente diabéticos. (AU)
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