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Resumo

As rizobactérias promotoras do crescimento de plantas (RPCP) são bactérias que habitam o solo e com frequencia são isoladas da rizosfera de diversas plantas cultivadas. Os efeitos destes microrganismos sobre o crescimento das plantas são amplos, incluindo os efeitos benéficos no controle de fitopatógenos no solo, emergência de plântulas e crescimento de plantas. O estudo de modos de ação das rizobactérias responsivos no aumento do crescimento das plantas tem sido o foco de vários trabalhos disponíveis na literatura, entretanto, também é relatado que as rizobactérias podem interferir na tolerância das plantas aos estresses abióticos e influenciar nas atividades bioquímicas das mesmas. O déficit hídrico durante o crescimento das plantas tem sido uma das principais causas das frustações de safras nas últimas décadas e as ações que visam aumentar a tolerância das plantas despontam como de grande interesse para a pesquisa agrícola. Nos sistemas agrícolas sustentáveis a inoculação de bactérias pode proporcionar proteção cruzada contra diferentes tipos de estresses: bióticos e abióticos. A inoculação de Bacillus subtilis em sementes de plantas, atuando como RPCP, tem proporcionado resultados positivos em diversos estudos, qualificando esta espécie bacteriana como de grande potencial para uso na agricultura. Neste sentido, o presente projeto tem como objetivo a avaliação de isolados de Bacillus subtilis como indutor da tolerância ao estresse hídrico e efeitos na atividade enzimática e produção de compostos antioxidantes em plantas. Será avaliado o desempenho de isolados bacterianos para promover o crescimento de plantas em condições de déficit hídrico, e alterações em atividades bioquímicas relacionados com estresses oxidativos. Os resultados do presente estudo fundamentarão novas linhas de pesquisas com a utilização das rizobactérias na agricultura buscando-se minimizar os efeitos deletérios do déficit hídrico. (AU)

Resumo

Para o plantio comercial de 1 ha-1 de cana-de-açúcar são necessárias entre 15 a 18 t ha-1 de colmos/mudas colhidos em viveiros (canaviais sobre rígido controle sanitário). Entretanto, se o plantio for realizado com MPB (mudas pré-brotadas) serão necessários menos de 1 t ha-1 de colmos/mudas para formar MPB em quantidade suficiente para o plantio de 1 ha-1 da cultura comercial. Mas observações em campo demonstraram que o sistema com MPB apresenta a intoxicação pelos herbicidas como desvantagem. Para propor tratamentos seletivos às MPB's partiu-se da hipótese de que os tratamentos herbicidas aplicados antes do plantio (PPI) com posterior complementação em pós-emergência (evitando-se a fase de estabelecimento das MPB's) são mais seletivos. Para checar a hipótese, tem-se como objetivo estudar a seletividade dos tratamentos químicos, aplicados antes e após plantio (complemento aos 40 dias) de MPB's nas cultivares IACSP95-5000 e IACSP96-2042 de cana-de-açúcar, utilizando-se do perfil isoenzimático da catalase e ±-esterase (relacionadas com o estresse oxidativo) e das características fitotécnicas. Na primeira etapa será desenvolvido, em vasos (40 L), um experimento em solo arenoso e outro em solo argiloso, ambos em Ribeirão Preto e em delineamento experimental inteiramente casualizado em esquema fatorial com 10 herbicidas aplicados em pós-emergência da cana-de-açúcar (hexazinone, ametryn, metribuzin, isoxaflutole, mesotrione, diuron+hexazinone, 2,4-D, ametryn+clomazone, halosulfuron, trifloxysulfuron-sodium e testemunha) e 3 sistemas de plantio (MPB com 7 dias após transplante, MPB com 40 dias após transplante, plantas com 40 dias após o plantio de toletes)+3 testemunhas (uma para cada sistema de plantio) em quatro repetições e com a cultivar IACSP95-5000. Aos 20, 40 e 60 dias após aplicação (DAA) serão avaliados os sintomas de intoxicação, razão de fluorescência (Fv/Fm), altura e número de perfilhos das plantas; aos 60 DAA a massa seca e o perfil isoenzimático das enzimas catalase e ±-esterase. Na segunda etapa, serão conduzidos no campo dois experimentos com a cultivar IACSP95-5000 e dois com a cultivar IACSP96-2042. Para cada experimento será adotado o delineamento de blocos casualizados com 11 tratamentos em pré-emergência (imazapyr, imazapic, trifluralin+pendimethalin, diclosulan+s-metolachlor, diclosuan+oxyfluorfen, sulfentrazone, amicarbazone, tebuthiuron, metribuzin e testemunha com e sem capina) em quatro repetições. As aplicações serão realizadas com trator antes do plantio (exceto metribuzin), ocorrendo a incorporação com grade leve; aos 40 dias após plantio (DAP) serão aplicados herbicidas em pós-emergência (dois melhores resultados da primeira fase). Serão avaliados aos 20 dias após transplante (DAT) das MPBs, 40 DAT; 20DAApós(60 DAT), 40DAApós(80 DAT), 60DAApós(100 DAT) e 100DAApós(140 DAT) os sintomas de intoxicação, razão de fluorescência (Fv/Fm), altura e estande. Aos 60DAApós(100 DAT) e na ocasião da colheita (260 DAApós/300 DAT) o perfil isoenzimático das enzimas catalase e ±-esterase. Na ocasião da colheita será avaliada a estimativa de produção. No final, espera-se que as plantas de cana-de-açúcar apresentem sintomas de intoxicação aceitáveis e menor prejuízo possível sobre o aparato fotossintético, desenvolvimento e produtividade. Espera-se também que o perfil das enzimas ±-esterase e catalase nas plantas tratadas com herbicidas sejam similares aos das plantas testemunhas, pois será a resposta de que o metabolismo das plantas recuperou-se do estresse oxidativo causado pelos herbicidas. (AU)

Resumo

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no Brasil, e, têm se tornado frequentes em sociedades modernas devido aos estilos de vida contemporâneos do mundo desenvolvido. Entre as causas do aumento de mortalidade cardiovascular estão os fatores de risco ambientais, como a exposição às partículas inaláveis produzidas pelos veículos automotores. Entre as doenças crônicas que apresentam importante disfunção endotelial e estresse oxidativo como prováveis reguladores da quebra da homeostase vascular está a hipertensão arterial, considerada o fator de risco mais importante para a ocorrência de doenças cardiovasculares. Em escala global, a hipertensão é responsável por pelo menos 45% das mortes por doença cardíaca e 51% das mortes por acidente vascular cerebral. Sabendo-se que exposição às partículas urbanas está relacionada de maneira direta com a produção de estresse oxidativo, é plausível que a poluição urbana das grandes metrópoles possa favorecer o desenvolvimento ou mesmo agravar o quadro de hipertensão arterial. A possibilidade de estudar o efeito direto dos produtos da exaustão provenientes da combustão de diesel em roedores é extremamente importante e eficaz através do modelo de intoxicação com o gerador de combustíveis instalado no campus da Faculdade de Medicina da USP. De forma inédita no Brasil, o sistema de gerador de combustíveis possibilita avaliar os riscos toxicológicos de combustíveis e suas misturas em uma ampla gama de desfechos. Temos como proposta principal avaliar os efeitos hemodinâmicos, aspectos de remodelamento das fibras da matriz extracelular cardíaca (sistema colagênico e sistema elástico), perfil inflamatório pulmonar e de estresse oxidativo pulmonar e cardíaco, visando obter uma conexão entre a exposição pulmonar ao diesel e seus efeitos sistêmicos, incluindo a integração do sistema cardiovascular no modelo experimental de hipertensão arterial. Para tanto, os seguintes parâmetros serão avaliados: Frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca, pressão arterial, lavado broncoalveolar; hemograma completo, plaquetas, reticulócitos e fatores de coagulação (trombogênicos: fibrinogênio e fator de von Willebrand, e antitrombogêncios: anti-trombina III e proteína C ativada); expressão de marcadores de estresse oxidativo (GP91phox) e nitrosativo (iNOS, 3-nitrotirosina) e 8-isoprostano pelas células peribrônquicas, perivasculares e no parênquima pulmonar, endotélio vascular de vasos peribronquiolares e cardíacos através de imunohistoquímica; atividade das enzimas NADPH oxidase, SOD- superóxido dismutase, isoformas (SOD-1, SOD-2 e SOD-3), glutationa peroxidase (GPX) e catalase (CAT) no lavado broncoalveolar através de imunoensaio e avaliação qualitativa e quantitativa (através de técnicas estereológicas), o remodelamento dos elementos fibrilares da matriz extracelular (sistema colagênico e elástico) do ventrículo esquerdo de ratos SHR. (AU)

Resumo

A crônica ativação dos receptores beta-adrenérgicos (beta-AR) é um dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos no disparo e agravamento de doenças cardiovasculares de alta mortalidade como hipertensão arterial e insuficiência cardíaca. Entretanto, apesar dos descritos efeitos cardíacos, pouco se sabe sobre os efeitos da hiperativação beta-AR na função vascular. Experimentalmente, a administração in vivo de doses diárias de isoproterenol (ISO), um agonista beta-AR não seletivo, é usado como um modelo não invasivo para estudo dos efeitos hiperativação beta-AR. Demonstrou-se que o tratamento com ISO induz aumento da contratilidade, disfunção endotelial, aumento da síntese de citocinas inflamatórias e estresse oxidativo em aorta de ratos e camundongos. Estes efeitos foram associados a aumento da atividade da proteína Gi, de MAPKs (kinase ativada por mitógenos) e menor dimerização da óxido nítrico sintase endotelial (eNOS), reduzindo a síntese e biodisponibilidade do fator vasodilatador derivado do endotélio, o NO. Recentemente observamos que o antagonismo do receptor de mineralocorticoides (MR) reverte o aumento da resposta contrátil, disfunção endotelial e estresse oxidativo induzidos pelo ISO em aorta, sugerindo uma interação entre as vias de sinalização beta-AR e MR. Os efeitos vasculares observados foram independentes de alterações hemodinâmicas e das concentrações plasmáticas de aldosterona e corticosterona, sugerindo que a hiperativação beta-AR induz ativação da sinalização MR vascular independente de efeitos sistêmicos. Entretanto, permanecem as seguintes questões: 1) se a hiperativação beta-AR induz a síntese e liberação de fatores ativadores do MR (aldosterona e glicocorticoides), ou a modulação da ação destes fatores nas células vasculares e adipócitos perivasculares (PVAT); 2) se a ativação beta-AR pode diretamente induzir a via de sinalização do MR; 3) qual seria a cascata intracelular da via beta-AR/ MR envolvida para desacoplamento da eNOS e estresse oxidativo vascular. Perante o fato de que as células endoteliais, musculares lisas vasculares e os adipócitos expressam beta-AR e MR, assim como possuem a maquinaria celular para sintetizar fatores ativadores do MR, o objetivo deste trabalho é testar a hipótese de que a hiperativação beta-AR induz a ativação do MR nas células vasculares e/ou no PVAT, e por esta via causa disfunção endotelial e desequilíbrio redox vascular. Para tal, será realizada a exposição prolongada ao agonista beta-AR isoproterenol in vivo em ratos e in vitro em cultura de células endoteliais, CMLV e adipócitos do PVAT, na presença ou não de antagonista MR. Na aorta e PVAT isolados dos ratos tratados e nos cultivos celulares, serão avaliados: a produção de corticosterona e aldosterona; as vias celulares para síntese e ação dos fatores ativadores de MR; a ativação das vias de sinalização do receptor beta-AR ligadas a proteína Gs e Gi; a produção de NO e espécies reativas do oxigênio. (AU)

Resumo

A senescência foliar se inicia no momento no qual a folha apresenta o maior potencial fotossintético e durante sua progressão ocorre o declínio da atividade fotoquímica pela degradação da maquinaria fotossintética e a realocação de nutrientes para outras regiões da planta. Diversas evidências indicam que o retardo da senescência, mantendo a produção de fotoassimilados ativa por maiores períodos, pode resultar no aumento da produtividade da planta tornando-se um caráter de grande de interesse agronômico. A degradação de clorofila também se mostra um processo cuja manipulação é interessante para o aprimoramento da qualidade nutricional das culturas. A defitilação da clorofila libera fitol, o qual é um precursor direto para a síntese de tocoferóis, compostos com atividade de vitamina E. A vitamina E é um poderoso antioxidante que atua na proteção de pigmentos, proteínas e ácidos graxos poli-insaturados do aparato fotossintético contra espécies reativas de oxigênio (ROS) geradas durante a fotossíntese. Já na saúde humana, a vitamina E tem demonstrado participar na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer de mama e proteção contra o estresse oxidativo induzido por nicotina. A maior parte dos estudos de ambos os processos utilizam a planta modelo Arabidopsis thaliana ou gramíneas, tornando escassas as informações relativas a plantas com frutos carnosos. Neste sentido, Solanum lycopersicum é um excelente modelo de estudo não apenas pela disponibilidade de recursos genético e genômicos, mas também pela importância agronômica e nutricional desta espécie. Desta forma, o presente projeto pretende estudar a dinâmica destes dois processos em tomateiro por meio da avaliação do efeito do atraso no início da senescência na fisiologia da planta e, da caracterização funcional de enzimas defitiladoras da clorofila e fitol quinase (envolvida na reciclagem do fitol). Os resultados aumentarão o nosso conhecimento sobre as bases genéticas de caracteres de interesse agronômico possibilitando o desenvolvimento de novas estratégias para o melhoramento vegetal. (AU)

Resumo

As lesões musculares representam um dos quadros clínicos mais encontrados nos centros de reabilitação. O laser de baixa potência (LBP) é um recurso que tem demonstrado na literatura resultados positivos no que se refere ao reparo muscular após a ocorrência de diferentes tipos de lesão, contudo, pouco se sabe sobre seus efeitos quando aplicado previamente a uma lesão ou quando existe a associação do tratamento prévio e pós a ocorrência de lesão. O objetivo do presente estudo será avaliar de forma comparativa os efeitos do LBP aplicado previamente à lesão muscular e aplicado tanto previamente quanto após a lesão sobre a expressão e síntese de citocinas inflamatórias (IL-6 e TNF-±) e de proteínas envolvidas no reparo muscular (miostatina e calcineurina), a modulação do estresse oxidativo e sobre a expressão das isoformas de Cadeias Pesadas de Miosina (CPM) além de correlacionar estes achados com os aspectos morfológicos e remodelamento de colágeno durante o processo de reparo do músculo esquelético de ratos após lesão aguda induzida por criolesão. Serão utilizados ratos Wistar, divididos em 04 grupos: (1) Controle; (2) Criolesionados sem tratamento; (3) Criolesionados e tratados com LBP previamente a indução da lesão (4) Criolesionados e tratados com LBP previamente e após a indução da lesão. Os períodos de análise serão 1 e 3 dias para análise do estresse oxidativo, 1, 3 e 7 dias para a avaliação das citocinas inflamatórias e 3, 7 e 14 dias para análises de CPMs, calcineurina e miostatina, e dos aspectos morfológicos e remodelamento de colágeno. A criolesão consistirá de duas aplicações de bastão resfriado em nitrogênio líquido diretamente no músculo tibial anterior (TA). Para o tratamento com LBP será utilizado o equipamento da MMoptics AsGaAl (» 780nm) utilizando densidade de energia de 10 J/cm², potência de 40mW e tempo de 10 segundos. A expressão e síntese de IL-6, TNF-±, miostatina e calcineurina serão avaliados por PCR em tempo real quantitativo (PCRq) e ELISA respectivamente e a expressão gênica e protéica de CPMs, que permitem a avaliação funcional da fibra neoformada por PCRq e Western Blotting respectivamente. Os aspectos morfológicos serão avaliados por coloração de H&E e a deposição e organização das fibras colágenas pela coloração de picrosirius sob luz polarizada. O estresse oxidativo será avaliado pela lipoperoxidação (LPO), pelo dano a proteínas, e pela análise das enzimas antioxidantes, catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GPx). Os dados serão analisados através do software Bioestat 5.0 (PA, Brasil). A distribuição da normalidade dos dados será avaliada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. Os dados com distribuição paramétrica serão submetidos ao teste One-way ANOVA seguido pelo teste de Tukey para comparação entre os grupos. Os dados com distribuição não paramétrica serão submetidos ao teste One-way ANOVA on Ranks seguido pelo teste de Dunn's para a comparação entre grupos. Os níveis de confiança serão ajustados para 95% (p<0.05). (AU)

Resumo

O tabagismo é importante fator de risco para desenvolver várias doenças e considerado um dos mais importantes problemas de saúde pública. A mortalidade atribuída ao cigarro chega a quase seis milhões por ano, o que representa 10 mil mortes por dia. Isso ocorre principalmente pelos efeitos tóxicos, mutagênicos e cancerígenos provocados pela utilização do cigarro. Em resposta aos produtos da fumaça do cigarro ocorrem apoptose e necrose das células pulmonares, gerando estresse oxidativo, com consequente processo inflamatório que conduz à lesão tecidual e disfunção. Essa inflamação acarreta em agressão constante e alterações dos tecidos pulmonares por meio da exposição acumulativa e diária à fumaça do cigarro com aumento de células do sistema imune e desequilíbrio na produção de citocinas. Dentro desse processo ocorre estimulação também das Heat Shock Proteins 70 (HSP 70), que dependendo do estimulo tem funções diferentes, e podem atuar dentro ou fora da célula. No meio extracelular, HSP70 estimula a síntese, por outras células, citocinas pró-inflamatorias que irão ter a função de quimiotaxia e efeitos deletérios para o tecido pulmonar. Sendo assim, o objetivo do presente estudo é avaliar os níveis de HSP 70 de sangue periférico e a sua expressão gênica em tabagistas e comparar com controles saudáveis. Por meio do teste imunoenzimático (ELISA) e o PCR em tempo real. Os mecanismos pelos quais a fumaça do cigarro estimula o processo inflamatório e desenvolve doenças pulmonares como a DPOC não são totalmente compreendidos, sendo assim este estudo contribuirá para compreender esse processo e pode permitir a identificação precoce de fatores de risco em tabagistas. (AU)

Resumo

O óxido de grafeno (OG) nanoestruturado apresenta aplicações em áreas como eletrônica, farmacêutica e ambiental. Os seus promissores usos despertam preocupações quanto às consequências para a saúde humana e ambiental do descarte inadequado de seus resíduos e/ou produtos. Apesar dos estudos nanotoxicológicos terem se intensificado nos últimos anos, restam lacunas quanto aos métodos utilizados para avaliação dos riscos da nanotecnologia, vista a complexidade do comportamento dos nanomateriais no ambiente em especial na presença de matéria orgânica e na dependência das características do nanomaterial. O objetivo deste estudo é avaliar os efeitos toxicológicos do óxido de grafeno (OG) através de ensaios com embriões de Danio rerio (zebrafish), e outros organismos como Daphnia similis, Lactuca sativa, Hydra attenuata, Artemia salina, Chironomus sancticaroli e Pseudokirchneriella subcapitata considerando a influência da presença da interação com substâncias húmicas. Para isso, serão avaliados parâmetros de letalidade e subletalidade, como comprimento total das larvas e biomarcadores bioquímicos de metabolismo (atividade de glutationa S-transferase e fosfatase ácida), estresse oxidativo (atividade de catalase) e neurotoxicidade (atividade de acetilcolinesterase). Espera-se com isso contribuir para o estabelecimento de protocolos de análise, além de participar na consolidação da nanoecotoxicologia no Brasil, fornecendo informações que complementem o conhecimento sobre os riscos da nanotecnologia aos organismos vivos e ecossistemas. (AU)

Resumo

A carnosina (²-alanil-L-histidina) é um dipeptídeo presente em abundância nos músculos esquelético, cardíaco, e em tecidos excitáveis como o cérebro. A despeito de suas elevadas concentrações intrateciduais, as funções fisiológicas desempenhadas pela carnosina e seus análogos metilados ainda são pouco compreendidas. Evidências indicam que a carnosina é um importante tampão de ácidos produzidos durante o esforço físico intenso, fato corroborado pela melhora de performance observada em exercícios de alta intensidade após um período de suplementação de ²-alanina. Atribui-se à carnosina outras funções, como aumento da sensibilidade ao cálcio do aparato contrátil e proteção contra o estresse oxidativo. Neste projeto, propomos a criação de um modelo de ratos nocautes para o gene que sintetiza carnosina nos tecidos (CARNS1), deixando-os constitutivamente livre de carnosina e anserina, para assim avaliarmos as funções desses dipeptídeos sobre a fisiologia muscular esquelética e cardíaca, bem como sua participação durante o exercício e nas respostas ao treinamento. Os animais nocautes serão produzidos por empresa terceirizada e, tão logo a colônia seja estabelecida em nosso laboratório, 5 estudos serão conduzidos. Ressalta-se que o estabelecimento dessa colônia abre a possibilidade de uma linha de pesquisa nova na Instituição sede, e que inúmeros outros estudos, além dos 5 propostos, podem ser executados. No entanto, para manter o projeto factível em relação a prazos e custos, propormos apenas os 5 estudos agora apresentados: 1) avaliar o impacto da ausência de carnosina/anserina sobre as propriedades contráteis do músculo isolado, sobre a morfologia, capacidade tamponante, expressão de genes do metabolismo de carnosina, expressão e fosforilação de proteínas envolvidas no manuseio do cálcio e respostas fisiológicas à contração até exaustão; 2) avaliar o impacto da ausência de carnosina/anserina na tolerância ao exercício de alta intensidade, bem como nas respostas fisiológicas do músculo esquelético ao exercício intenso, incluindo lactato e pH sanguíneos, lactato e pH musculares, glicogênio e atividade de enzimas-chave do metabolismo muscular; 3) impacto da ausência de carnosina/anserina sobre a capacidade antioxidante (não-enzimática) total do músculo esquelético, bem como proteção ao dano oxidativo induzido pelo treinamento físico aeróbio de alto volume, com medidas que incluem produtos avançados da glicação, marcadores de dano celular e grupos carbonila ligados a proteínas; 4) impacto da ausência de carnosina/anserina sobre a função contrátil ventricular (medida in-vivo e ex-vivo) e do miocárdio (medida in-vitro), bem como sobre o transiente de cálcio no miocárdio; 5) avaliar se a suplementação de carnosina é capaz de repletar o conteúdo de carnosina/anserina nos músculos esquelético e cardíaco, assim como verificar se essa repleção é acompanhada de reganho de função, avaliando os mesmos parâmetros já descritos nos estudos anteriores. Em todos os estudos, o grupo de animais nocaute será comparado com animais selvagens de peso e idade semelhantes. (AU)

Resumo

A produção in vitro de embriões é uma biotecnologia amplamente empregada na pecuária bovina brasileira. Todavia as taxas de sucesso desta técnica são inferiores àquelas obtidas com embriões produzidos in vivo em parte devido à suscetibilidade do embrião a fatores estressantes relacionados ao ambiente in vitro, principalmente ao estresse oxidativo, favorecido pelas altas tensões de oxigênio durante o cultivo embrionário e mediada pela formação de espécies reativas de oxigênio (EROs) intracelular. Em mamíferos, estudos demonstram que o estresse oxidativo interfere na capacidade do desenvolvimento do embrião através de modificações epigenéticas, como a metilação da fita de DNA, que promove a manutenção dos padrões de expressão gênica. Estas modificações alteram de forma significativa a expressão de reguladores gênicos pós-transcricionais que coordenam diversos mecanismos de crescimento e diferenciação celular, como pequenos RNAs não codificadores, com destaque para o miR-199a. Estudos indicam que em condições de cultivo in vitro o miR-199a tem sua expressão alterada pela metilação do DNA, o que altera, consequentemente os níveis de proteína de seus genes alvo, ERBB2 e ERBB3. As proteínas codificadas por ERBB2 ERBB3, respectivamente ERBB2 e ERBB3, tem sido implicadas no processo de reconhecimento materno-fetal e implantação embrionária. A partir destas observações é possível formular a hipótese que o sistema de produção in vitro levam a alterações nos níveis de ERBB2 e ERBB3 em embriões bovinos, e que esse efeito é mediado por alterações na expressão do miR-199a em resposta ao estresse oxidativo. O presente projeto tem o objetivo de determinar o efeito do estresse oxidativo sobre a expressão do miR-199a durante o desenvolvimento embrionário, e determinar o efeito de alterações do miRNA-199a nos genes alvo e as proteínas ERBB2 e ERBB3. A partir dos resultados deste projeto espera-se elucidar alguns dos efeitos do ambiente in vitro na regulação de vias de sinalização associadas ao estabelecimento da gestação. (AU)

Resumo

Têm-se observado que a angiotensina II (Ang II) em concentrações elevadas no plasma ou no tecido renal induz entre outras coisas, alterações na hemodinâmica renal, injúria glomerular severa, aumento da síntese de componentes da matriz extracelular glomerular, estresse oxidativo e apoptose de células glomerulares, incluindo as mesangiais e os podócitos. O aumento das Espécies Reativas de Oxigênio (ERO) induz aumento da atividade da caspase 3, proteína mediadora de apoptose. Durante a apoptose, a ativação da isoforma 1 do trocador Na+/H+ (NHE1) é importante, uma vez que essa proteína se associa aos eventos celulares tais como controle da proliferação, migração e resistência a apoptose, bem como a manutenção do fenótipo celular. Em vários modelos celulares a Ang II regula a atividade de NHE1 através da ativação de proteínas sinalizadoras como ezrina, mitogen-activated protein kinase (p38MAP kinase). Os podócitos possuem um Sistema Renina-Angiotensina (SRA) próprio, expressam os receptores AT1 e AT2 para Ang II e NHE1. Além disso, o NHE1 faz interações com as integrinas da membrana basal dos processos podais para garantir a estabilidade do sistema podocitário na membrana basal glomerular. A nossa hipótese é que a Ang II induzindo aumento das espécies reativas de oxigênio, pode ativar a apoptose nessas células e nessa condição, o NHE1 que também é ativado pela Ang II via p38MAPK, poderá contribuir para a resistência celular ao estímulo apoptótico. Assim, o objetivo geral deste estudo é investigar em podócitos, o papel da Ang II via receptores AT1 na indução de estresse oxidativo e a sua relação com apoptose, síntese de fatores e proteínas que contribuem para a adesão dos processos podais na membrana basal glomerular e os eventos intracelulares associados à atividade do NHE1. Métodos: Serão utilizados podócitos de camundongos em cultura e os grupos experimentais serão: controle ou tratados com Ang II (10-12, 10-9 e 10-8 M) e/ou Losartan (10-5 M, antagonista do receptor AT1). Serão realizados ensaios para avaliar apoptose e produção de ânion superóxido; reação em cadeia da polimerase em tempo real (qPCR) para avaliar a expressão de RNAm para os genes de integrina ²1, nefrina, podocina, laminina 521, fator de necrose tumoral alfa (TNF-±), interleucina 6 e GAPDH (gene endógeno); avaliação do pH intracelular por método de fluorescência (para investigar a atividade de NHE1) e a expressão de proteínas será avaliada por meio de Western blot. Desafio: Com esse estudo esperamos contribuir para os esclarecimentos das vias de sinalização intracelular envolvidas com a participação dos podócitos na injúria glomerular induzida por Ang II em patologias como a hipertensão arterial. (AU)

Resumo

Pacientes hipertensos resistentes (HAR) possuem prognóstico desfavorável atribuído ao não controle pressórico e a maior prevalência de lesões em órgãos alvo, incluindo o dano vascular. Alguns fatores estão envolvidos na resistência ao tratamento anti-hipertensivos como a alta ingestão de sal. Nosso laboratório e outros demonstraram que pacientes HAR possuem maior rigidez arterial comparados a hipertensos de graus leve a moderado. Inúmeros estudos têm investigado o papel de citocinas inflamatórias no desenvolvimento de hipertensão, nosso grupo recentemente demonstrou que a citocina pró-inflamatória IL-1² se correlaciona com o grau de rigidez arterial e com os níveis de pressão arterial, sendo que ambos estão elevados na hipertensão resistente. Além disso, observamos que os níveis plasmáticos de isoprostano, um marcador de estresse oxidativo, estão associados à disfunção endotelial e que hipertensos resistentes possuem maiores concentrações desse marcador comparados a hipertensos controlados e indivíduos saudáveis. Entretanto, os mecanismos pelos quais as células inflamatórias promovem a hipertensão ainda não foi estabelecido. Neste contexto, Harrison e colaboradores demonstraram um novo mecanismo pelo qual a Angiotensina II induz a inflamação e por fim hipertensão. Seu grupo demonstrou que a produção espécies reativas de oxigênio (EROs) pela oxidação do ácido araquidônico leva a formação de isoketals (isoKs). Os isoKs se acumulam em células dendríticas (CDs) e levam a maior produção das citocinas inflamatórias IL-6, IL-1² e IL-23. O tratamento das CDs com um inibidor de isoketals (2-HOBA) impediu o acúmulo de isoKs e a produção de citocinas pelas células dentríticas, além disso reduziu a hipertensão induzida por Ang II.Concomitantemente, dados recentes mostraram que o sal é responsável pela diferenciação de células imunes. Assim, o objetivo deste estudo será investigar se o excesso de sal ativa as células imunes gerando um ambiente pró- inflamatório, causando hipertensão e lesões de órgãos alvo em modelo animal de hipertensão DOCA-salt. Enquanto nossos estudos em humanos não permitem uma inferência de causal, agregar nossos achados com estudos em animais permitirá esclarecer o papel do sal na ativação do sistema imune na hipertensão. Células dendríticas serão isoladas de camundongos e colocadas em cultura em meio contendo 190 mmol/L Na+. Avaliaremos a expressão de ligantes co-estimulatórios CD80 e CD86, bem como as concentrações de IL-1², IL-6, IL-23 e MMP-9. Além disso, iremos tranferir as CDs para animais hipertensos (DOCA-salt hypertension) e avaliaremos a presença dessas células na aorta, arteríolas e rim desses animais. (AU)

Resumo

O ginseng (Panax ginseng) possui diversos efeitos protetores que incluem o tratamento de deficiências causadas por traumatismo crânio-encefálico, acidente vascular cerebral, demência multi-infarto, aterosclerose cerebral, edema cerebral, inflamação, bem como na doença de Alzheimer e em demências vasculares relacionadas à idade. Embora muitas de suas ações relatadas tenham sido atribuídas às suas propriedades antioxidantes, os mecanismos celulares envolvidos nestes efeitos ainda não estão claros. Recentemente, o Nrf2 tem sido descrito como um regulador chave da inflamação e do balanço oxidativo. Tais trabalhos sugerem que o principal papel do Nrf2 seja proteger as células dos danos oxidativos induzindo a expressão de vários genes de proteínas citoprotetoras. Entre estes alvos está a enzima heme oxigenase (HO), a qual parece desempenhar papel protetor no estresse oxidativo, na inflamação e na isquemia. A HO cliva o grupo heme (um pró-oxidante) para formar a biliverdina/bilirrubina (que são antioxidantes). Considerando-se que, em condições normais, a HO exerce uma atividade neuroprotetora, drogas capazes de aumentar a expressão de HO1, sua forma induzível, teriam um efeito potencialmente benéfico. Considerando-se que o potencial do ginseng como medicamento preventivo se deva às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, e que o fator de transcrição Nrf2 e a enzima HO também desempenham vários papéis no estresse oxidativo e na inflamação, levantou-se a hipótese de que talvez o Nrf2 e a HO-1 poderiam participar da função neuroprotetora do ginseng. Para tanto, camundongos serão pré-tratados com o extrato de ginseng em diferentes condições experimentais e submetidos a um modelo de isquemia focal. Parâmetros fisiológicos e comportamentais, tais como peso, temperatura, coordenação motora, equilíbrio, etc, serão avaliados antes do protocolo de isquemia e posteriormente em diferentes dias. Ao final os animais serão sacrificados por anestesia profunda e perfundidos para remoção do tecido cerebral, o qual será submetido a análise histológica para quantificar a extensão da lesão e grau de proteção obtido com o tratamento. Algumas fatias do cérebro serão utilizadas para avaliação de proteínas de interesse como Nrf2 e HO1 por imunohistoquímica. Poderá ser feito o uso de bloqueadores de síntese proteica ou bloqueadores específicos de certas vias celulares para melhor compreensão dos mecanismos de ação, quando for o caso. A dose e tempo de tratamento serão continuamente ajustados buscando determinar a janela terapêutica e menor dose eficaz. O tratamento pós isquemia também será avaliado, de forma semelhante ao relatado para o pré-tratamento. Dependendo dos resultados e da disponibilidade de tempo, estudos com camundongos envelhecidos também poderão ser realizados. (AU)

Resumo

A dexametasona (DEX) é um glicocorticoide sintético amplamente comercializado pela indústria farmacêutica em função do seu potente efeito anti-inflamatório e antialérgico. Contudo, quando administrada por um período crônico, possui diversos efeitos colaterais, tais como redução da massa corporal, atrofia muscular, hiperglicemia seguida de hiperinsulinemia, aumento da pressão arterial (PA) e outros. Dentre os mecanismos responsáveis pelo aumento de PA pode-se citar diminuição do óxido nítrico, aumento da atividade do sistema renina angiotensina (SRA), aumento da atividade nervosa simpática e aumento do estresse oxidativo. Tendo em vista que os períodos de tratamentos clínicos com DEX são curtos, faz-se importante investigar os possíveis mecanismos responsáveis pelo controle da pressão arterial após o tratamento agudo e de curta duração com a DEX. Assim, o objetivo deste presente trabalho será analisar os efeitos do tratamento de curta duração com DEX sobre o sistema renina-angiotensina e o balanço autonômico para o coração. Para isso serão utilizados 80 ratos, que serão divididos em quatros grupos: 1/ grupo controle, tratado com salina por um dia (C1, n=20); 2/ grupo DEX, tratado com dexametasona por um dia (D1, 1mg/kg, i.p. n=20); 3/ grupo controle tratado com salina durante cinco dias (C5, n=20) e 4/ grupo DEX tratado com dexametasona por 5 dias (D5, 1mg/kg, i.p., n=20). Os animais serão pesados durante todo o tratamento e ao final serão submetidos a uma cirurgia de cateterização da artéria carótida para aferição da pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC). Após 24 horas, serão aferidas PA e FC de repouso e estes registros serão utilizados para caracterização da atividade simpática, parassimpática e balanço autonômico do coração por meio da técnica de análise espectral. O ventrículo esquerdo (VE) e o músculo tibial anterior (TA) serão removidos para quantificação da expressão gênica por PCR em tempo real (RT-PCR) e quantificação da produção proteica (Western Blotting) dos componentes do SRA. Os dados serão apresentados como média±erro padrão da média. Análise de variância de dois caminhos (ANOVA) será utilizada para comparar os grupos. Tuckey post-hoc será utilizado quando necessário (±<0,05). (AU)

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Muito já se sabe sobre a oxidação de biomoléculas e sua relação com espécies reativas de oxigênio (ROS, ou ERO em Português) e sistemas de desbalanço redox intracelular. Entretanto pouco se sabe a relação dos metais de transição presente em quantidades traço (como cobre, ferro e zinco) no envolvimento com este tipo de mecanismo de oxidação, tanto em desbalanços redox quanto em neurodegenerações. Nosso grupo de pesquisa tem contribuído ativamente na elucidação do papel dos metais em meio biológico, mas esta questão aparentemente simples - o envolvimento deles e de enzimas que o contém, como a Cu, Zn-superóxido dismutase (SOD1) - em neurodegenerações e desbalanço redox, ainda é obscuro do ponto de vista químico - molecular. Este projeto buscará a elucidação de algumas destas questões, observando os processos da homeostase dos metais cobre e zinco (constituintes da enzima SOD1), bem como, frente a tratamentos com agentes quelantes e proteínas envolvidas na neurodegeneração (±²-amiloide), quanto a capacidade de suas interações em acarretarem em danos oxidativos, danos ao DNA e morte celular, bem como os mecanismos de sinalização destes processos. Deste modo, pretende-se estabelecer um mecanismo molecular para a relação entre zinco, cobre, ERO e neurodegeneração celular. O projeto tem como objetivo principal a avaliação de como o desbalanço redox e metálico (de cobre e zinco) causam danos a diferentes biomoléculas em modelos celulares neuronais (hipocampo e neurônio motor) submetidas a estresse oxadativo e neurodegenerativo. Essas avaliações proporcionarão um maior entendimento destes processos em células neuronais, cuja perspectiva futura é a explicação dos aspectos bioquímicos relacionados a atividade da SOD1, processo de oxidação de biomoléculas como lipídeos, proteínas e DNA, processo de agregação proteica e possíveis danos que poderão ser causados por essas interações, buscando contribuir com novas informações para a aplicação no tratamento de doenças neurodegenerativas. (AU)

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Atualmente o tratamento mais utilizado no paciente com distrofia muscular de Duchenne (DMD) é a administração de corticosteroides, porém seu uso prolongado produz diversos efeitos colaterais graves. Desta forma, é fundamental a busca por terapias alternativas que minimizem a evolução da doença e melhorem a qualidade de vida dos pacientes distróficos e ao mesmo tempo apresentem menos efeitos colaterais do que os corticosteroides. Uma vez que, o estresse oxidativo está envolvido na patogênese da distrofia muscular, no presente projeto levantamos a hipótese que o tratamento com o antioxidante vitamina E possa apresentar potencial efeito terapêutico sobre as fibras musculares distróficas dos camundongos mdx. Também propomos a comparação do efeito obtido pela administração de vitamina E com o tratamento com o corticosteroide prednisolona. Para verificar a hipótese, serão utilizados camundongos das linhagens C57BL/10 (grupo controle) e camundongos mdx, com 14 dias de vida pós-natal. Os camundongos mdx serão divididos em 3 grupos experimentais: tratados com salina, tratados com Vitamina E e tratados com prednisolonapor gavagem por 14 dias. Todos os animais serão submetidos à análise de medida de força antes e após o tratamento. O músculo quadríceps será retirado e submetido às técnicas morfológicas (para quantificação de fibras regeneradas e em degeneração; área de inflamação; lipofuscina e DHE). Os resultados obtidos serão submetidos à análise estatística. (AU)

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A astaxantina (ASTA) é um carotenóide rosa-alaranjado comumente encontrado em organismos marinhos, especialmente no salmão. A ASTA é um poderoso antioxidante sugerido como benéfico à saúde humana em vários aspectos, incluindo a inibição da oxidação de LDL, fotoproteção contra radiação UV e profilaxia de úlceras estomacais bacterianas. O exercício físico está associado à produção exacerbada de radicias livres em músculos e no plasma, tendo como protagonistas os íons ferro e a glutationa (GSH). Assim sendo, a ASTA foi estudada aqui como um suplemento nutricional para incrementar as defesas antioxidantes nos músculos sóleo e no plasma de ratos Wistar contra modificações oxidativas induzidas por exercício conduzido à exaustão. A suplementação com 1 mg ASTA/kg em ratos Wistar por 45 dias atrasou significativamente (29%) o tempo até a exaustão em testes de natação forçada. Do mesmo modo, a suplementação com ASTA aumentou a capacidade interceptadora/quelante de íons ferro (testes TEAC/FRAP) e inibiu a liberação plasmática de íons ferro induzida pelo exercício e, consequentemente, seus efeitos pró-oxidantes. Por outro lado, a ASTA induziu significativas respostas enzimáticas da isoforma mitocondrial da superóxido dismutase (MnSOD) e da gutationa peroxidase (citossólica) nos músculos sóleo que, por sua vez: (i) aumentaram a concentração de GSH reduzida nesses músculos durante o exercício; (ii) controlaram o estresse oxidativo; e (iii) retardaram a condição de exaustão. Este artigo oferece ainda uma relevante discussão sobre uma possível ação da ASTA centrada no espaço mitocondrial, apoiando-se em publicações pregressas e nos resultados positivos aqui encontrados nos músculos sóleo, notoriamente providos de alta população mitocondrial (rico em fibras tipicamente oxidativas). (AU)

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A proteína Klotho tem função antienvelhecimento, e os animais com alelo hipomórfico para Klotho (Kl-/-) apresentam uma síndrome de envelhecimento precoce cujo fenótipo (arteriosclerose, osteoporose, atrofia da pele, enfisema pulmonar e declínio cognitivo) pode ser revertido com o restabelecimento de Klotho. Sendo assim o camundongo Kl-/- é considerado um modelo de envelhecimento acelerado, podendo fornecer informações importantes quanto a função da proteína Klotho no Sistema Nervoso Central (SNC). Uma alteração significativa no SNC durante o envelhecimento é a redução da atividade da Na, K-ATPase, a qual tem a função de restabelecer os gradientes de Na+ e K+ após a despolarização neuronal, além de desempenhar um papel na modulação da expressão gênica e crescimento celular. Um transmissor implicado na regulação da Na, K-ATPase é o glutamato, que atua na via receptor N-metil-D-aspartato (NMDAR) - óxido nítrico sintase (NOS) - GMP cíclico (GMPc), a qual encontra-se alterada no envelhecimento. Sabe-se que alterações funcionais nesta enzima associadas a intensificação do estresse oxidativo aumentam a susceptibilidade do SNC aos processos neurodegenerativos como Doença de Alzheimer e distonia pankinsoniana. Tendo esses elementos em vista, o objetivo deste projeto é averiguar as alterações na função da Na, K-ATPase e nas vias de sinalização associadas ao glutamato (NMDAR-NOS-GMPc e estresse oxidativo) decorrentes da ausência da proteína Klotho, com a finalidade de comparar o comportamento desses parâmetros neste modelo de envelhecimento com os observados nos animais submetidos ao envelhecimento normal. Este estudo visa também avaliar a função da Klotho como uma provável estratégia farmacológica para atenuar os processos neurodegenerativos associados ao envelhecimento. (AU)

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A Pseudomonas aeruginosa é um patógeno oportunista comum que pode levar à morte, especialmente em populações imunosuprimidas, como os idosos. O treinamento aeróbio modula o sistema imunológico e quando realizado regularmente melhora a asma, a DPOC, a fibrose pulmonar e também inibe o desenvolvimento da síndrome do desconforto respiratório agudo em modelos experimentais. Entretanto, os efeitos do treinamento aeróbio sobre resposta pulmonar e sistêmica em um modelo experimental de pneumonia induzida pela Pseudomonas aeruginosa em camundongos idosos nunca foi avaliado, o qual se constitui no objetivo do presente projeto. Os grupos experimentais serão distribuídos em Controle, Exercício, Pseudomonas 24h e Pseudomonas+Exercício 24h. O treinamento físico aeróbio de intensidade leve será realizado durante 5 semanas, 1 hora por sessão, 4x/semana em camundongos idosos (24 semanas de idade) C57Bl/6 machos, antes da inoculação com a Pseudomonas aeruginosa. Vinte e quatro horas após a última sessão de treinamento, os camundongos serão inoculados com 5 x 104 unidades formadoras de colônia de Pseudomonas aeruginosa. Os animais serão avaliados vinte e quatro horas após a inoculação com a Pseudomonas aeruginosa, onde a mecânica pulmonar, a inflamação pulmonar através do lavado broncoalveolar e da análise histomorfométrica do número de neutrófilos no parênquima pulmonar, os níveis de estresse oxidativo e de antioxidantes enzimáticos nos pulmões (CAT, GPX and SOD), os níveis de IL-1beta, IL-6, KC, IL-10 e TNF-alfa no lavado bronco alveolar e no soro serão avaliados, a expressão de IL-10 e de NF-kB, além da expressão gênica para IL-10, IL-1ra, IGF-1, Akt 1, Akt 2 nos pulmões. (AU)

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Durante o curso da evolução, alguns quelônios desenvolveram mecanismos que os permitem lidar com situações de privação de oxigênio e reperfusão, os quais estão relacionados com a diminuição da produção de Espécies Reativas de Oxigênio (ERO) e a alta capacidade antioxidante. Phrynops geoffroanus (Testudines: Chelidae), compõe um grupo de répteis tolerantes a ambientes anóxicos, representando um excelente modelo para estudos relacionados aos mecanismos fisiológicos e bioquímicos que envolvem a resistência ao estresse oxidativo e dano celular, o que também pode estar relacionado com a longevidade desses animais. Com isso, este estudo pretende compreender os mecanismos de ação antioxidante que atuam no estado pós-hipóxia induzida, em Phrynops geoffroanus, buscando avaliar a atividade das principais enzimas antioxidantes, assim como o dano celular em cérebro, coração, fígado e pâncreas, após a reperfusão. Os experimentos acontecerão em situações de normóxia e em hipóxia induzida. Acredita-se que os índices de atividade enzimática serão maiores nos tecidos dos animais após o período em hipóxia. Em relação ao dano celular, espera-se que, devido ao fato de P. geoffroanus ser uma espécie adaptada a ambientes com pouca oxigenação, o dano celular seja baixo ou até mesmo inexistente. Os resultados obtidos neste trabalho não somente poderão elucidar questões de conservação de uma espécie muitas vezes negligenciada, mas também auxiliar no melhor entendimento sobre a história de vida, bioquímica e biologia celular nesses animais, assim como compreender os diferentes efeitos e mecanismos de reparo do estresse oxidativo. (AU)

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O diabetes mellitus (DM) é a maior causa de doença renal crônica no mundo e a disfunção glomerular é o fator etiológico mais comum para perda da função renal. A hiperglicemia participa do desenvolvimento da nefropatia diabética (ND), entre outras ações, pelo aumento da produção de produtos de glicação avançada (AGEs). No entanto, há poucos estudos que avaliaram os efeitos dos AGEs na ausência de hiperglicemia. Este é um aspecto importante, visto que AGEs exógenos provenientes da dieta também exercem efeitos deletérios; aqueles não excretados pelos rins distribuem-se nos tecidos e permanecem biologicamente ativos, podendo causar inflamação, estresse oxidativo e estímulo do sistema renina-angiotensina (SRA). A principal hipótese deste estudo é que os AGEs contribuam para a ND, independentemente da hiperglicemia, alterando a expressão de genes pró e anti-oxidantes e pró-fibróticos, estimulando o SRA e induzindo alterações epigenéticas. A segunda hipótese do estudo é que o tratamento com o antioxidante N-acetilcisteína (NAC), poderia prevenir os efeitos dos AGEs. Assim, os objetivos deste estudo são: 1) estudar in vivo os efeitos do tratamento crônico com albumina glicada e a possível ação terapêutica da NAC sobre a função e a morfologia renal, o estresse oxidativo, a expressão de genes envolvidos neste processo e a participação de mecanismos epigenéticos; 2) estudar in vitro, em células renais (células mesangiais e podócitos), os efeitos da albumina glicada e a possível ação terapêutica da NAC sobre a expressão de genes pró e anti-oxidantes, a secreção de citocinas/fatores de crescimento, o estresse oxidativo e o envolvimento de mecanismos epigenéticos; 3) estudar in vitro, em podócitos, o efeito da albumina glicada e a possível ação terapêutica da NAC, sobre a expressão de proteínas envolvidas na adesão celular e arranjo de cito-esqueleto. Os resultados deste estudo serão importantes para compreensão dos mecanismos moleculares pelos quais os AGEs afetam a fisiologia renal e representa uma importante estratégia na busca de futuras abordagens preventivas e/ou terapêuticas para corrigir os danos gerados sobre os rins, especialmente sobre as células mesangiais e os podócitos. (AU)

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O material genético está sob constante agressão do meio ambiente ou mesmo por sub-produtos do metabolismo celular, que induzem lesões na molécula de DNA. As células apresentam várias respostas que as protegem dessas lesões, incluindo sua remoção através de mecanismos de reparo de DNA, ou tolerância a lesões, de forma que o material genético possa ser replicado ou transcrito, apesar dos danos. Nosso grupo tem desenvolvido trabalhos no sentido de compreender como atuam os mecanismos e respostas celulares que mantém a estabilidade genômica, assim como as consequência de lesões não removidas para as células e organismos. A importância desses sistemas para o funcionamento celular é atestada pelo alto grau de conservação evolutiva destes e, em seres humanos, dramaticamente ilustrada pela existência de problemas genéticos relacionados a defeitos em mecanismos de reparo de DNA ou comprometimento das respostas às lesões, que resultam em fenótipos clínicos com alta frequência de carcinogênese, problemas no desenvolvimento, neurodegeneração e envelhecimento precoce. Assim, parte importante deste projeto foca estudos em células humanas, sobretudo aquelas derivadas de pacientes com deficiências em mecanismos de reparo de DNA, como é o caso xeroderma pigmentosum (XP), síndrome de Cockayne (CS), tricotiodistrofia (TTD), além de outras síndromes identificadas mais recentemente. Em um dos subprojetos propostos, pretendemos investigar efeitos dos componentes UV da luz solar. O mecanismo de formação de lesões no genoma pela irradiação UVA, por exemplo, não é completamente compreendido e tampouco as respostas celulares a esses danos, sobretudo em relação a morte ou mutagênese. Dada a importância de processos oxidativos na geração de lesões endógenas nas células, as respostas que levam a diferentes tipos de morte celular após a indução de estresse oxidativo serão investigados em células com deficiências em reparo de DNA, buscando diferenças celulares que simulem os diferentes fenótipos clínicos de pacientes com neurodegeneração. Neste projeto pretendemos também investigar os processos celulares que permitem a replicação no genoma lesado. Abordagens de sequenciamento de nova geração (NGS) estão sendo propostas para estudos de mutagênese e também identificação de mutações e diagnóstico molecular de pacientes brasileiros com XP ou outras doenças relacionada a reparo de DNA. Esses estudos podem trazer dados interessantes das causas de determinados fenótipos clínicos, além de auxiliar os pacientes e seus familiares, com o reconhecimento da doença, possibilitada pelo diagnóstico molecular. Destacamos nesses estudos pacientes XP da região de Goiás, devido à alta frequência observada na região de Faina, onde a incidência é a maior do mundo devido ao isolamento geográfico e casamentos consanguíneos. Ainda neste projeto, pretendemos também estudar como as células humanas respondem a agentes quimioterápicos para câncer, para compreender os mecanismos de reparo envolvidos nas lesões induzidas por essas substâncias e em busca de alternativas terapêuticas que possam potencializar o combate às células tumorais. Finalmente, neste projeto pretendemos também estudar genes relacionados a reparo de DNA em bactérias de interesse básico (Caulobacter crescentus) ou médico (Pseudomonas aeruginosa). No caso da primeira, trata-se de um modelo excelente para estudos de genética bacteriana, e daremos continuidade à identificação da função de novos genes envolvidos na resposta a danos no DNA já iniciada anteriormente por nosso grupo, com sucesso. Com o modelo de P. aeruginosa, pretendemos investigar o envolvimento de genes de tolerância e reparo de DNA na resposta aos compostos antimicrobianos, bem como na mutagênese que leva ao surgimento de resistência a estes agentes. (AU)

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A Doença de Alzheimer (DA) é uma patologia neurodegenerativa que atinge mais de 1 milhão de pessoas no Brasil e cerca de 36 milhões em todo o mundo. A Diabetes Mellitus tipo 2 é um fator de risco para a DA, pois esta demência tem sido associada à deficiência da sinalização de insulina no cérebro, consequentemente, medicamentos que aumentam esta sinalização desenvolvem potencial terapêutico para DA. Vários estudos demonstram que o GLP-1 (do inglês glucagon-like peptide-1), hormônio endógeno incretina que potencializa a secreção de insulina e auxilia a redução dos níveis de glicose no sangue, e o GIP (do inglês gastric inhibitory peptide), hormônio incretina similar ao GLP-1, que estimula as ilhotas pancreáticas a aumentar a secreção de insulina e promover efeitos de crescimento, proliferação, diferenciação e sobrevivência celular, apresentam diversas propriedades neuroprotetoras. Ambos GLP-1 e GIP possuem características de interesse no tratamento da DA, porém o desafio é mantê-los em circulação pelo organismo, a fim de que os mesmos sejam liberados controladamente e por um período prolongado, de modo que eles difundam-se pelo cérebro. Paralelamente, sabe-se que nanofibras poliméricas biodegradáveis têm sido amplamente aplicadas como carreadoras de fármacos, devido às suas características funcionais, protegendo a integridade do fármaco de processos enzimáticos. Este estudo pretende incorporar um recém-sintetizado peptídeo unimolecular duplo com GLP-1 e GIP em nanofibras poliméricas biorreabsorvíveis como terapia para a DA, desenvolvendo, portanto, uma inovação tecnológica, um nanodispositivo que promova liberação prolongada e controlada do peptídeo nele incorporado. Os efeitos da terapia serão avaliados primeiramente in vitro, em células SH-SY5Y (neuroblastoma humano) estressadas oxidativamente, avaliando-se o comportamento das organelas intracelulares. Será realizada uma curva de concentração para se determinar a dosagem ideal do peptídeo, avaliando sua liberação em função do tempo. Ao mesmo tempo, avaliar-se-á o comportamento in vivo de camundongos transgênicos APP/PS1, modelos de DA, tratados com a terapia proposta. O nanodispositivo contendo o peptídeo será incorporado no organismo dos animais. Testes de memória e, posteriormente, análises imuno-histoquímicas serão realizados nos camundongos. Espera-se observar por meio de tais ensaios que o nanodispositivo reduzirá processos inflamatórios, alcançando propriedades neuroprotetoras, visando sua aplicabilidade para o tratamento de DA. (AU)

Estudo da expressão de peroxirredoxina 4 em células de mieloma múltiplo submetidas a agentes que promovem estresse do reticulo endoplasmático

Processo:14/21823-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de janeiro de 2015 - 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Ana Paula Dias Demasi
Beneficiário:
Instituição-sede: Sociedade Regional de Ensino e Saúde Ltda. Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC). Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic
Vinculado ao auxílio:09/52200-8 - Estudo da função das peroxirredoxinas I e IV em células de mieloma múltiplo: avaliação de seu potencial como alvos terapêuticos, AP.JP
Assunto(s):Estresse do retículo endoplasmáticoEstresse oxidativoPatologiaNeoplasiasMieloma múltiplo
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Mieloma múltiplio é um neoplasia incurável de plasmócitos monoclonais. Estas células são derivadas de linfócitos B da medula óssea capazes de invadir o tecido ósseo adjacente, causando lesões líticas. Além disso, produzem grande quantidade de imunoglobulina (proteína monoclonal M), o que gera aumento da demanda funcional dos rins, podendo culminar com a falência deste órgão. A produção elevada e constante de imunoglobulinas sobrecarrega a maquinaria de processamento do retículo endoplasmático, gerando o acúmulo de proteínas malformadas e o aumento de espécies reativas de oxigênio nessa organela. Ambos fatores gatilho para o inicio das vias adaptativas a esse estresse, conhecidas coletivamente como resposta às proteínas desdobradas (ou UPR, Unfolded Protein Response). Essa resposta é fundamental para a sobrevivência das células de mieloma múltiplo, além de ser alvo terapêutico amplamente explorado desta neoplasia. Peroxirredoxinas (Prdxs) são proteínas versáteis capazes de atuar tanto na eliminação das espécies reativas de oxigênio quanto como chaperonas moleculares. Elas são altamente expressas em células de mieloma múltiplo. Prdx 4 representa o membro desta família localizada primariamente no retículo endoplasmático.Pretendemos avaliar a expressão de Prdx 4 em células de mieloma múltiplo submetidas a agentes que promovem estresse do retículo endoplasmático, evidenciando sua participação na UPR. Acreditamos que este projeto possa contribuir para melhor compreensão dos mecanismos de defesa de células do mieloma múltiplo que garantem sua sobrevivência, e para a identificação de possíveis alvos terapêuticos, potencialmente Prdx 4. (AU)

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Os mecanismos que relacionam a obesidade aos danos renais são desconhecidos. O rim é um órgão alvo para lesões causadas por AGEs. O receptor de AGEs (RAGE) tem estímulo pró inflamatório e parece desempenhar um papel na patogênese da doença renal. O estudo objetivou verificar o efeito da obesidade sobre o dano renal e o efeito do licopeno sobre essas complicações. Ratos Wistar machos foram randomicamente divididos para receberem dieta controle (C, n =7) ou hiperlipídica mais sacarose (DH+S, n =14) por 6 semanas. Após este período, os animais DH+S foram randomizados em 2 grupos: DH+S (n=7) e DH+S suplementado com licopeno (DH+S+L, n=7). Os animais receberam óleo de milho (C e DH+S) ou licopeno (DH+S+L, 10 mg/kg peso/5 vezes por semana) por 6 semanas. Ao final do período urina de 24hs foi coletada, os animais eutanasiados e amostras de sangue e rim foram obtidas para as análises. Foram avaliados parâmetros bioquímicos, hemodinâmico, função renal, marcadores de estresse oxidativo e inflamação. O índice de adiposidade aumentou nos grupos DH+S e DH+S+L (C: 5,8±1,8 < DH+S: 9,4±1,6 = DH+S+L: 9,7±1,7 %; p<0,001). Os animais DH+S e DH+S+L apresentaram resistência insulínica (Glicemia OGTT após 150 min.; C: 117,6±3,9 < DH+S: 138,1±5,1 = DH+S+L: 137,8±5,2 mg/dL; p=0,01), porém, sem alterações em glicemia de jejum, lipidemia, PAS e função renal. As concentrações renais de RAGE e TNF-± aumentaram no grupo DH+S e a suplementação de licopeno restaurou estes níveis aumentados para valores semelhantes ao grupo controle (RAGE - C: 3,1±0,3 = DH+S+L: 3,1±0,3 < DH+S: 3,6±0,4 µg/g; p=0,014; TNF- ± - C: 227,8±2,7 = DH+S+L: 227,4±2,2 < DH+S: 238,7±3,0 Ág/mL; p=0,014). O licopeno foi capaz de diminuir RAGE e TNF- ± no rim. Assim, esse carotenóide pode ser benéfico para a prevenção e terapia do estresse oxidativo e inflamação nos rins decorrente da obesidade. (AU)

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As leishmanioses são doenças causadas por protozoários flagelados do gênero Leishmania e já foram encontrados em cerca de 90 países, predominando a forma visceral da doença. O principal reservatório deste parasita são os cães, sendo que fora do ambiente silvestre, desempenham a importante função da manutenção do ciclo epidemiológico da doença. A resistência dos animais com LVC a infecção está associada aos baixos níveis de anticorpos específicos e a existência de imunidade celular, sendo as principais células envolvidas a T CD4 e T CD8. Trabalhos recentes sugerem a apoptose como um mecanismo regulador na leishmaniose visceral. Dentre os diversos fatores indutores do processo de apoptose se inclui as espécies de reativas de oxigênio e os altos níveis de óxido nítrico. Células mononucleares de cães sintomáticos com leishmaniose visceral apresentam elevadas taxas de produção de espécies reativas de oxigênio, porém não se investigou se tal produção pode estar associada ao processo apoptótico. Por outro lado, altos níveis de iNOS, enzima produtora de NO, são observados no tecido esplênico, sugerindo que altos níveis de NO possam estar presentes, e também contribuir para o processo apoptótico previamente observado. Além desses elementos a enzima heme oxigenase-1 também pode atuar na imunidade, inibindo a proliferação e/ou função de células T, parece estar envolvida no processo apóptótico, pois pode atuar inibindo o efeito pro-oxidante do heme livre no organismo, que é prejudicial às células e tecidos por induzir o estresse oxidativo, citotoxidade e inflamação. Assim, o objetivo do presente estudo é investigar in vitro como esses parâmetros interagem, contribuindo ou inibindo o processo apoptótico, já observado na leishmaniose visceral canina. O conhecimento desses mecanismos podem contribuir para o entendimento sobre a imunopatologia dos cães com leishmaniose e assim colaborar no desenvolvimento de terapias para doença. (AU)

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Paralelamente ao envelhecimento, o sistema neuroendócrino apresenta modificações em relação a pulsatilidade hormonal. A diminuição plasmática do estrógeno (E2), característico à senilidade feminina, exerce forte influência sobre a composição e o desempenho funcional do tecido muscular esquelético (TME). A terapia hormonal estrogênica (THE) e o uso de moduladores seletivos dos receptores de estrógeno [Raloxifeno (RLX)] são amplamente prescritos em clínicas médicas com o objetivo de minimizar a perda muscular e óssea durante a o processo de envelhecimento. No entanto, até o presente momento, há poucos relatos sobre os efeitos de tais intervenções sobre o TME e, em especial, há poucos relatos sobre a relação destas terapias com o perfil oxidativo muscular. Portanto, o presente estudo tem por objetivo avaliar os efeitos da THE (17-² estradiol) e do tratamento com cloridrato de raloxifeno (RLX) sobre o perfil oxidativo do tecido muscular esquelético de ratas senis. (AU)

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A proteína dissulfeto isomerase (PDI), uma oxidoredutase do retículo endoplasmático, tem ganhado destaque em processos de sinalização celular. Trabalhos do nosso grupo mostraram que a PDI pode ter um papel importante no mecanismo regulador do complexo enzimático da NADPH oxidase, sendo esta a principal fonte geradora de espécies reativas de oxigênio (EROs) no sistema cardiovascular. Nosso grupo demonstrou recentemente que a super expressão da PDI em células musculares lisas vasculares (CMLV) aumenta a expressão e ativação da Nox 1 estimulando a migração destas células. Desta forma, estes estudos são indicativos de que há uma estreita associação entre a PDI e a expressão e atividade da Nox 1 em CMLV. Outros autores demonstraram que migração de CMLV seria dependente da transativação do EGFR e geração de EROs pela Nox 1 resultando na ativação de metaloproteases de matriz e migração destas células. Adicionalmente, estes autores também demonstraram que o estresse oxidativo pode promover a ativação do EGFR aumentando a liberação dos ligantes de EGFR no meio extracelular. No entanto, o papel da PDI na ativação do EGFR e migração de CMLV dependente de Nox 1 ainda permanece desconhecido. Identificar os mecanismos responsáveis pela ativação do EGFR pode ser de extrema importância, uma vez que este receptor tem um papel importante em patologias aonde observa-se alterações na estrutura vascular, como por exemplo na hipertensão arterial. Dados do nosso laboratório são indicativos de que artérias de ratos espontaneamente hipertensos (SHR) apresentam aumento da PDI e da expressão e a atividade da Nox1 durante o desenvolvimento da hipertensão arterial. Desta forma, o objetivo deste projeto será investigar o papel da PDI na ativação do EGFR e seus efeitos sobre a migração de CMVL dependente de Nox1. (AU)

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Escherichia coli possui a capacidade de sobreviver em diversos habitats, seja dentro do hospedeiro ou no ambiente externo. Um importante regulador de adaptação da bactéria é a subunidade sigma da RNA polimerase, responsável pela transcrição da maioria dos genes relacionados com a fase estacionária e situações de estresse, como escassez de nutrientes, baixo pH, estresse térmico, exposição à radiação UV e estresse oxidativo. O gene rpoS possui elevado grau de polimorfismo, adquirindo facilmente mutações nulas ou de atenuação em cepas cultivadas em laboratório. Essa variação confere à bactéria fenótipos distintos relativos à competência nutricional e resistência ao estresse. Na natureza, entretanto, alelos rpoS não-funcionais são, aparentemente, menos comuns. Para entender o papel de rpoS em condições extra-laboratoriais, neste trabalho será realizada uma análise temporal de alelos de rpoS em isolados naturais de E. coli, a fim de se correlacionar o status de rpoS com as alterações físico-químicas que ocorrem ao longo do ano em águas residuárias na cidade de São Paulo. (AU)

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A aterosclerose é uma doença de evolução crônica e inflamatória, caracterizada por elevado estresse oxidativo no ambiente vascular. Seu diagnóstico pode ser realizado através da medida da espessura média-intimal das carótidas, por ultra-sonografia. Sabe-se ainda que a hiperuricemia encontra-se ligada à progressão das doenças cardiovasculares (DCV). Porém, as DCV estão normalmente associadas a uma série de outros fatores e desta forma, a real influência do ácido úrico permanece pouco esclarecida. Estudos realizados em nosso grupo de pesquisa mostram que, em ambientes inflamatórios, o ácido úrico pode sofrer oxidação gerando um composto altamente oxidante, o hidroperóxido de urato e por fim, decompor-se a alantoína. A produção destes intermediários oxidantes leva ao desequilíbrio no balanço redox, à oxidação de proteínas envolvidas na ativação de células inflamatórias e a liberação de citocinas pró-inflamatórias. Desta forma, uma investigação clínica ampla, que correlacione não somente os níveis de ácido úrico, mas também o seu metabolismo será muito útil no entendimento dos mecanismos bioquímicos envolvidos na progressão da DCV. Assim, esse estudo investigará os níveis de ácido úrico, seu precursor xantina, seu metabólito alantoína e as enzimas envolvidas no metabolismo oxidativo do ácido úrico, mieloperoxidase e xantina oxidase, em plasma de pacientes com engrossamento da camada média-intimal da carótida. Além disso, outros antioxidantes serão investigados, a vitamina A (retinol) seu precursor beta-caroteno e seu metabólito oxidado, o ácido retinóico. A justificativa para análise simultânea da vitamina A e seus derivados deve-se à relação positiva entre este antioxidante e o ácido úrico em distúrbios vasculares, além de uma provável influência direta da vitamina A sobre o metabolismo do ácido úrico. A execução do presente projeto só será possível pela parceria entre nosso grupo de pesquisa e o programa ELSA Brasil (Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto), uma investigação multicêntrica de coorte, dirigida pelo Prof. Paulo Lotufo, do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica da USP, que triou 15.105 participantes para avaliar o risco cardiovascular. O propósito do ELSA é investigar a incidência e os fatores de risco para doenças crônicas, especialmente as cardiovasculares e o diabetes. A partir da execução do presente projeto, espera-se rotular substâncias que possam ser informativas durante o desenvolvimento das DCV e auxiliar de forma efetiva nos prognósticos, além de preencher as lacunas de informação existentes a respeito dos mecanismos moleculares envolvidos no desenvolvimento da DCV. (AU)

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Histoplasma capsulatum é um fungo termodimórfico, encontrado de forma ubíqua na natureza. As regiões endêmicas incluem os vales do rio Ohio e Mississipi (EUA), a América Central e a América do Sul; no Brasil casos da doença e microepidemias vêm sendo mais descritos nas regiões sul e sudeste. A histoplasmose geralmente é uma infecção benigna e autolimitada em pacientes imunocompetentes, entretanto em imunodeprimidos, a infecção representa doença de alta gravidade e com sério risco de disseminação. Os principais antígenos para diagnóstico de H. capsulatum são os antígenos H e M, os quais provocam tanto resposta humoral e resposta mediada por células T. O antígeno M é uma glicoproteína, que vem sendo caracterizada como uma catalase e está presente na parede celular da fase de micélio do H. capsulatum, podendo-se sugerir que esta proteína provavelmente está envolvida no mecanismo de fuga do estresse oxidativo, permitindo a conversão do fungo da forma de micélio (forma infectante) para a de levedura (forma parasita). Este antígeno induz o aparecimento das primeiras precipitinas na histoplasmose aguda que também estarão presentes em todas as fases da doença. Levando em consideração que a caracterização do antígeno M como candidato a vacina ainda não foi realizada, sua importância como marcador da doença e seu potencial em gerar resposta imune, acreditamos que a identificação de epítopos específicos para linfócitos possam gerar novas ferramentas para utilização no tratamento e prevenção da histoplasmose. (AU)

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Estudos envolvendo cultura de células, animais e humanos tem sido extensivamente aplicados no monitoramento da aterosclerose, visando seu controle ou mesmo regressão. Entre os modelos animais atualmente utilizados, tem-se observado uma resposta adequada à indução de dislipidemia e inflamação, porém elevada resistência à indução de estresse oxidativo. Essa limitação metodológica tem sido superada através de intervenções mais agressivas e muitas vezes sem correspondência com o modelo humano, tais como exposição à radiação, aplicação de CCl4 e manipulação genética. Portanto, o objetivo deste estudo será de alterar um modelo animal de referência para desenvolvimento de aterosclerose, visando elevar a variação conjunta de biomarcadores de estresse oxidativo, inflamação e dislipidemia, principalmente através do consumo crônico de ácidos graxos polinsaturados parcialmente oxidados, naturalmente presentes na dieta humana. Camundongos knockout para receptores LDL (C57BL/6), foram divididos em 5 grupos experimentais. Um grupo recebeu dieta regular contendo 4% de lipídios (CONT-), enquanto os outros quatro grupos receberam uma dieta hiperlipídica modificada (Hyper) composta por 30% de lipídios. Três níveis de oxidação foram induzidos no óleo, representando neste estudo um nível baixo, moderado e elevado, caracterizados por uma concentração de hidroperóxidos de 2,47 ± 0,02 (Hyper_L), 3,87 ± 0,04 (Hyper_M) e 4,69 ± 0,04 meq/L (Hyper_H), respectivamente. Um quinto grupo recebeu a dieta Hyper_L, além da indução de diabetes através de estreptozotocina (CONT+). O óleo de linhaça pré-oxidado utilizado no preparo das rações foi mantido a 4oC. A peletização das rações alterou a concentração dos marcadores primários e secundários (p<0.05), porém de forma proporcional, mantendo assim a diferença entre os três níveis. Após 90 dias de intervenção, os animais foram sacrificados, sendo o sangue coletado através de punção cardíaca para determinação do perfil lipídico. Fígado, cérebro, coração e tecido adiposo foram separados, pesados e imediatamente congelados em nitrogênio para análises posteriores. Os seguintes biomarcadores serão a seguir determinados: colesterol total e frações em plasma (dislipidemia); malondialdeído, ácidos graxos, atividade e expressão de enzimas antioxidantes no tecido hepático (estresse oxidativo); ácidos graxos no tecido adiposo (estresse oxidativo), esteatose hepática (inflamação) e quantificação de placa aterosclerótica no arco da aorta (aterosclerose). (AU)

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Esta solicitação requer auxílio financeiro para a aquisição de um espectrômetro FluoTime 100 da PICO-QUANT, reagentes, solventes, gases, vidrarias e serviços de terceiros para viabilizar o desenvolvimento de complexos de metais de transição luminescentes para reconhecer e mapear em tempo real as alterações estruturais que levam ao processo de formação e agregação do peptídeo b-amilóide (bA) e dos emaranhados neurofibrilares da proteína Tau (t). Entender como estes compostos interagem com estas biomoléculas tem implicações importantes no desenvolvimento de sondas para o sistema nervoso central (SNC), e, em particular, podem vir a viabilizar o diagnóstico por imagem luminescente da doença de Alzheimer já nos estágios iniciais. Nossa estratégia é preparar complexos luminescentes contendo moléculas de aminopiridinas, (Apy) uma vez que essas moléculas são usadas para estimular a atividade neuronal sináptica no cérebro. A luminescência intensa do complexo, provenientes das transições eletrônicas de MLCT (Ru’phen), possibilitará o acompanhamento das alterações estruturais do peptídeo bA e proteina t- em tempo real utilizando a técnica espectroscópica de luminescência resolvida no tempo. Os complexos propostos foram planejados para apresentarem as características necessárias para este tipo de investigação: facilidade de síntese e solubilidade em meio aquoso e caráter lipofílico, absorção e emissão intensas na região do vermelho e deslocamentos de Stokes significativos que minimizam problemas de auto-supressão e interferências com fluoróforos biológicos naturais. Pretendemos também explorar a capacidade destes complexos de inibir in vitro a atividade da enzima acetilcolinesterase bem como a atividade antioxidante dos mesmos alvos importantes da DA. Espera-se assim, que esta pesquisa abra novas possibilidades para a atividade ótica de complexos luminescentes em doenças neurodegenerativas. (AU)

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O presente estudo tem como objetivo geral avaliar as alterações clínicas e laboratoriais (perfil de citocinas, dosagem de creatinina quinase, lactato, lactato desidrogenase, estresse oxidativo, hemogasometria e avaliação eletrolítica) de equinos submetidos a exercício físico de curta duração e de alta intensidade. Para isso serão utilizados 32 animais. Os animais serão divididos nos seguintes grupos: grupo tambor treino regular (GTTR), grupo tambor treino esporádico (GTTE), grupo laço em dupla treino regular (GLTR) e grupo laço em dupla treino esporádico (GLTE). Os parâmetros clínicos avaliados serão: frequência cardíaca, respiratória, hidratação, coloração de mucosas e temperatura corpórea. As temperaturas externas correspondentes à musculatura de pescoço, membros torácicos e pélvicos (faces internas e externas) e região lombar serão mensuradas por meio da termografia. Todos os dados serão anotados em uma ficha individual. Serão colhidas amostras de 5mL de sangue com anticoagulante para a realização de hemograma, 2,5 mL em tubo estabilizador de RNA para PCR em tempo real e 10 mL sem anticoagulante, para as análises bioquímicas do soro sanguíneo. A coleta de sangue e avaliação dos equinos serão realizadas 30 minutos antes (M0), logo após (M1) e depois de 30 minutos (M2), uma (M3), duas (M4), seis (M5) e 24 horas (M6) da competição. (AU)

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Doenças neurodegenetativas, tais como doença de Parkinson, Alzheimer, Demência de Corpos de Lewis e Esclerose Lateral Amiotrófica entre outras são caracterizadas pelo depósito de proteínas agregadas insolúveis e estão associadas com o acúmulo de proteínas ubiquitinadas em inclusões neuronais. O acúmulo destas proteínas pode ocorrer por mecanismos que envolvem mutações, superprodução ou devido ao comprometimento no processo de degradação destas proteínas. Inibição da rota de degradação das proteínas é causado pelo bloqueio do sistema ubiquitina/proteassoma (SUP). Acredita-se que o acúmulo de agregados de proteínas ubiquitinadas é resultado do mal funcionamento da rota de degradação via SUP, causado por eventos provenientes do estresse oxidativo e produção de moléculas neurotóxicas ou por alterações estruturas das proteínas substratos os quais evitam o reconhecimento pelo SUP para degradação. A relação entre estes eventos ainda não está bem estabelecido, no entanto acredita-se que eles estão relacionados com as condições de estresse oxidativo. Em condições de estresse oxidativo, muitas espécies reativas de oxigênio (ERO) são gerados e reagem com moléculas presentes no sistema biológico gerando novos produtos e alguns destes apresentam citotoxicidade para a célula, gerando danos ao sistema biológico. A reação de proteínas com ERO podem inativar os sítios ativos das enzimas ou afetar a conformação estrutural das proteínas e desativar suas funções.Neste contexto, este projeto propõe estudar as modificações estruturais em proteínas como a ubiquitina causadas por produtos de estresse oxidativo identificados em concentrações anormais em doenças neurodegenerativas e como estas modificações poderiam prejudicar a função do SUP, utilizando técnica espectroscópica de ressonância magnética nuclear e espectrometria de massa. (AU)

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As metaloproteinases de matriz (MMPs) são conhecidas principalmente por degradarem vários componentes da matriz extracelular e pela ativa contribuição no processo de remodelamento tecidual fisiopatológico. A MMP-2 contribui significativamente para as alterações cardiovasculares da hipertensão arterial, favorecendo o remodelamento crônico e a disfunção. Neste projeto, a proposta é analisar se as alterações cardiovasculares mediadas pela MMP-2 na hipertensão também ocorrem via proteólise de proteínas intracelulares essenciais na regulação do tônus vascular e da contratilidade cardíaca. A troponina I e a calponina-1 serão analisadas como possíveis alvos proteolíticos em tecidos cardíacos e vasculares de ratos hipertensos, por serem responsáveis em parte pelo controle da maquinaria contrátil cardíaca e vascular. Estudos anteriores mostraram que estas proteínas são alvos intracelulares da MMP-2 em doenças cardiovasculares associadas ao estresse oxidativo, como a isquemia e reperfusão cardíaca e a sepse. Os resultados obtidos com o projeto proposto auxiliarão na compreensão dos mecanismos envolvidos na regulação do tônus vascular e da contratilidade cardíaca na hipertensão, além de mostrar mecanismos alternativos de regulação da migração e proliferação celular. O uso de inibidores de MMPs é importante não apenas como ferramenta farmacológica para estudos experimentais, mas também como uma terapia adjuvante promissora no tratamento da hipertensão e de doenças cardiovasculares associadas. Este projeto facilitará o crescimento e a integração intra- e interdepartamental por ser abrangente e de fácil aplicação em várias áreas de pesquisa. (AU)

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Cirurgias minimamente invasivas, como a laparoscopia, causam pequenos traumas e atenuam a resposta ao estresse. Por outro lado, o estresse oxidativo não deixa de ser uma parte integrante da resposta ao ato cirúrgico. Contudo o pneumoperitônio ou pneumoretroperitônio continua sendo implicado na produção de radicais livres. Objetivo: Nosso estudo pretende avaliar os efeitos do pneumoperitônio no pulmão de animais por insuflação de dióxido de carbono (simulando uma laparoscopia). Métodos: Neste trabalho serão utilizados cinco grupos (n=6 por grupo), sendo: Sham: sem insuflação peritoneal; IAP5: uso de pressão intra-abdominal de 5 cmH2O de dióxido de carbono; IAP8: uso de pressão intra-abdominal de 8 cmH2O de dióxido de carbono; IAP10: uso de pressão intra-abdominal de 10 cmH2O de dióxido de carbono; IAP12: uso de pressão intra-abdominal de 12 cmH2O de dióxido de carbono. Ao final do experimento realizaremos a eutanásia dos animais e retiraremos os pulmões para análise de estresse oxidativo e mediadores inflamatórios. A análise estatística se dará utilizando os testes de Friedman para medidas repetidas em múltiplos grupos, Kruskal-Wallis para comparação intergrupos, Mann-Whitney para comparação entre grupos pareados. Os resultados serão considerados estatisticamente significantes quando os valores da probabilidade (p) forem < 0,05. (AU)

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O material genético está sob constante agressão do meio ambiente ou mesmo por sub-produtos do metabolismo celular, que induzem lesões na molécula de DNA. As células apresentam várias respostas que as protegem dessas lesões, incluindo sua remoção através de mecanismos de reparo de DNA, ou tolerância a lesões, de forma que o material genético possa ser replicado ou transcrito, apesar dos danos. Nosso grupo tem desenvolvido trabalhos no sentido de compreender como atuam os mecanismos e respostas celulares que mantém a estabilidade genômica, assim como as consequências de lesões não removidas para as células e organismos. A importância desses sistemas para o funcionamento celular é atestada pelo alto grau de conservação evolutiva destes e, em seres humanos, dramaticamente ilustrada pela existência de problemas genéticos relacionados a defeitos em mecanismos de reparo de DNA ou comprometimento das respostas às lesões, que resultam em fenótipos clínicos com alta frequência de carcinogênese, problemas no desenvolvimento, neurodegeneração e envelhecimento precoce. Assim, parte importante deste projeto foca estudos em células humanas, sobretudo aquelas derivadas de pacientes com deficiências em mecanismos de reparo de DNA, como é o caso xeroderma pigmentosum (XP), síndrome de Cockayne (CS), tricotiodistrofia (TTD), além de outras síndromes identificadas mais recentemente. Em um dos subprojetos propostos, pretendemos investigar efeitos dos componentes UV da luz solar. O mecanismo de formação de lesões no genoma pela irradiação UVA, por exemplo, não é completamente compreendido e tampouco as respostas celulares a esses danos, sobretudo em relação a morte ou mutagênese. Dada a importância de processos oxidativos na geração de lesões endógenas nas células, as respostas que levam a diferentes tipos de morte celular após a indução de estresse oxidativo serão investigados em células com deficiências em reparo de DNA, buscando diferenças celulares que simulem os diferentes fenótipos clínicos de pacientes com neurodegeneração. Neste projeto pretendemos também investigar os processos celulares que permitem a replicação no genoma lesado. Abordagens de sequenciamento de nova geração (NGS) estão sendo propostas para estudos de mutagênese e também identificação de mutações e diagnóstico molecular de pacientes brasileiros com XP ou outras doenças relacionada a reparo de DNA. Esses estudos podem trazer dados interessantes das causas de determinados fenótipos clínicos, além de auxiliar os pacientes e seus familiares, com o reconhecimento da doença, possibilitada pelo diagnóstico molecular. Destacamos nesses estudos pacientes XP da região de Goiás, devido à alta frequência observada na região de Faina, onde a incidência é a maior do mundo devido ao isolamento geográfico e casamentos consanguíneos. Ainda neste projeto, pretendemos também estudar como as células humanas respondem a agentes quimioterápicos para câncer, para compreender os mecanismos de reparo envolvidos nas lesões induzidas por essas substâncias e em busca de alternativas terapêuticas que possam potencializar o combate às células tumorais. Finalmente, neste projeto pretendemos também estudar genes relacionados a reparo de DNA em bactérias de interesse básico (Caulobacter crescentus) ou médico (Pseudomonas aeruginosa). No caso da primeira, trata-se de um modelo excelente para estudos de genética bacteriana, e daremos continuidade à identificação da função de novos genes envolvidos na resposta a danos no DNA já iniciada anteriormente por nosso grupo, com sucesso. Com o modelo de P. aeruginosa, pretendemos investigar o envolvimento de genes de tolerância e reparo de DNA na resposta aos compostos antimicrobianos, bem como na mutagênese que leva ao surgimento de resistência a estes agentes. (AU)

Efeitos do suco de maçã concentrado na colite induzida por TNBS em ratos Wistar

Processo:13/26845-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2014 - 31 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Ana Paula Ribeiro Paiotti
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

Andréa Pittelli Boiago Gollucke ; Maurício Mercaldi Pastrelo ; Sender Jankiel Miszputen

Assunto(s):GastroenterologiaCompostos fenólicosEstresse oxidativoColiteSucos de frutasMaçã
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A Doença de Crohn (DC) e colite ulcerativa (CU) são formas proeminentes de doenças inflamatórias intestinais (DIIs). A patogênese das DIIs é um processo multifatorial que leva a uma resposta imunológica exacerbada e um desequilíbrio na produção de citocinas, mediadores pró-inflamatórios e espécies reativas do oxigênio (EROs), que levam a lesão tecidual. Os antioxidantes são capazes de interceptar os radicais livres gerados pelo metabolismo celular ou por fontes exógenas, evitando a formação de lesões e perda da integridade celular. Vários estudos têm demonstrado efeitos biológicos relacionados a uma dieta rica em compostos fenólicos, tais como atividade antioxidante, anti-inflamatória, antimicrobiana e anti-carcinogênica. A maçã (Malus domestica) apresenta uma série de compostos ativos, chamados de fitoquímicos, que estão relacionados à prevenção de doenças crônicas. Extratos de maçã podem proteger o DNA, reduzir a proliferação e invasão de células tumores. Destarte, o objetivo do trabalho será avaliar os efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes dos compostos fenólicos provenientes do suco de maçã na colite experimental crônica, utilizando-se do modelo TNBS. A fim de compreender o maquinário biológico envolvido nesse processo, avaliaremos a expressão gênica do TNF-±, NF-kappaB, ICAM-1, iNOS, COX-2 e das enzimas antioxidantes tais como catalase, Cu-Zn superóxido dismutase e Mn superóxido dismutase. (AU)

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Efeitos pleiotrópicos de inibidores da absorção de colesterol ainda são controversos. Assim, este estudo teve como objetivo comparar a ação de uma droga (ezetimiba) e um alimento funcional contendo ésteres de esteróis vegetais sobre biomarcadores de estresse oxidativo. Neste estudo duplo-cego, 37 pacientes com diabetes tipo 2 em tratamento com estatinas foram distribuídos aleatóriamente para receber ezetimiba 10,0 mg / d ou a consumir um chocolate contendo 2,1 g de ésteres de fitoesteróis por 6 semanas. Indivíduos em intervenção com ezetimiba apresentaram maior redução do LDL-C (-29%) do que os indivíduos sob intervenção com esteróis vegetais (-7%). Após 6 semanas, observou-se que a ezetimiba promoveu um aumento da atividade da superóxido-dismutase e glutationa redutase, enquanto que os esteróis vegetais não alteraram esses biomarcadores. No entanto, os pacientes responderam de forma diferente para a mesma intervenção. Entre os indivíduos que apresentaram a maior redução do LDL-C e oxLDL-C, a redução oxLDL-C observada em indivíduos em tratamento de esteróis vegetais (-20,0%) não diferiu dos valores encontrados em indivíduos tratados com ezetimiba (-21,1%). Além disso, 16 pacientes em tratamento com esteróis atingiram o objetivo terapêutico ótimo para o LDL-C (<70 mg / dL). Os esteróis vegetais foram adicionados a uma barra de chocolate sem açúcar, que pode ser facilmente adicionada à dieta de indivíduos com diabetes ou síndrome metabólica, sem qualquer efeito adverso, representando assim uma alternativa de co-terapia com estatinas. (AU)

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Introdução: Em investigação anterior demonstro-se que a hiperglicemia pode proteger o coração contra a lesão isquêmica. O objetivo do presente estudo foi investigar a associação entre hiperglicemia e infarto do miocárdio sobre a modulação autonômica cardiovascular e o perfil de estresse oxidativo cardíaco em ratos. Materiais e Métodos: Ratos Wistar machos foram divididos em: controle (C), diabético (D), ratos infartados infartados (MI) e diabéticos do miocárdio (DMI).O diabetes foi induzido por estreptozotocina (STZ, 50 mg / kg) no início do protocolo e o infarto do miocárdio foi induzido por oclusão coronária esquerda 15 dias após STZ. Trinta dias após a indução streptozocin-diabetes,a modulação autonômica cardiovascular foi avaliada por análise espectral, e o perfil de estresse oxidativo foi determinado pela atividade das enzimas antioxidantes e ânion superóxido, juntamente com carbonilação de proteínas e equilíbrio redox da glutationa (GSH/GSSG). Resultados: Os grupos de diabéticos e infartados apresentaram diminuição da variabilidade da freqüência cardíaca e da modulação vagal (p <0,05; no entanto, a modulação simpática diminuiu apenas no grupo de diabéticos (p <0,05). O equilíbrio simpato/vagal e a modulação simpática vascular aumentaram apenas no grupo MI (p <0,05). Diabetes promoveu um aumento na concentração de catalase (p <0,05). A atividade da glutationa peroxidase estava aumentada apenas em DMI quando comparado com os outros grupos (p <0,05). Ânion superóxido e carbonilação de proteínas faumentaram apenas no grupo MI (p <0,05). O equilíbrio redox cardíaco, avaliada por GSH/GSSG, estava menor no grupo MI (p <0,05). Conclusões: Estes dados sugerem que a hiperglicemia promove mecanismos compensatórios que podem oferecer proteção contra a isquemia, como demonstrado pelo aumento antioxidantes, diminuição da pró-oxidantes e danos proteína, possivelmente relacionados com os progressos tanto no equilíbrio redox e modulação simpática para o coração. (AU)

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Pacientes com HIV/AIDS são provavelmente mais predispostos à deficiência de vitamina E considerando-se a maior exposição ao estresse oxidativo. Adicionalmente existe um número expressivo de drogas nos esquemas de terapia antirretroviral de alta eficiência-HAART que podem interferir nas concentrações de vitamina E. O objetivo deste estudo foi comparar as concentrações sanguíneas de alfa-tocoferol em 182 pacientes recebendo diferentes regimes de HAART. Os pacientes foram divididos em 3 grupos de acordo com seus regimes terapêuticos: inibidores dos nucleosídeos análogos de transcriptase reversa (NRTIs)+inibidores de nucleosídeos não análogos de ranscriptase reversa (NNRTIs) e NRTIs+inibidores de protease+ritonavir; NRTIs+outras classes. O alfa-tocoferol foi determinado por HPLC. Análise de regressão múltipla avaliouo o efeito dos regimes HAART, tempo de uso e aderência ao regime nas concentrações de vitamina E. As concentrações de alfa-tocoferol foram em média 4,12µmol/L menores para NRTIs+outras classes quando comparadas a NRTIs+NNRTIs (p=0,037). Houve uma associação positiva (p<0,001) entre concentrações de alfa-tocoferol e colesterol, achado explicado em parte pela relação entre vitaminas lipossolúveis e perfil lipídico. Este estudo demonstrou diferenças entre concentrações de alfa-tocoferol entre pacientes em uso de diferentes regimes de HAART, especialmente naqueles envolvendo uso de novas drogas. Estudos coorte são necessários para monitorar o estado de vitamina E de pacientes com HIV/AIDS desde o início do tratamento.Palavras-chave: alfa-tocoferol; vitamina E; micronutrientes; HIV; HAART. (AU)

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Plantas que produzem flores têm à sua disposição um maquinário de reprodução com grande apelo estético. Entretanto, a diversidade de cores encontrada nas flores não reflete completamente o contraste produzido pelo conjunto de pigmentos presente nas pétalas e nas outras estruturas da planta. Além da interação com a luz visível, alguns pigmentos vegetais podem absorver luz ultravioleta ou emitir fluorescência, características que favorecem a interação planta-polinizador. Betalaínas são pigmentos vacuolares atóxicos derivados da L-tirosina, presentes em grande parte das flores com pétalas fluorescentes. A estabilização de betalaínas fora do vacúolo vegetal é difícil dada a sua grande reatividade ácido-base e redox. Todavia, esta versatilidade química favorece a interação de betalaínas com biomoléculas e o seu acúmulo em compartimentos subcelulares, tornando estes pigmentos antioxidantes agentes terapêuticos para doenças relacionadas ao estresse oxidativo. Com este projeto de pesquisa interdisciplinar buscamos entender melhor a natureza química e aplicar os efeitos da interação intermolecular entre betalaínas e outras espécies químicas. Propõe-se: i) estudar os efeitos da interação de solventes, íons e copigmentos com betalaínas naturais e artificiais, ii) investigar o(s) mecanismo(s) da oxidação de betalaínas naturais por um radical orgânico e por cátions de metais nobres de forma a estabelecer relações estrutura-reatividade e iii) ampliar o entendimento sobre a interação de betalaínas e biomoléculas que podem estar evolvidos na internalização e acúmulo destes pigmentos in cellula. (AU)

Resumo

A aterosclerose, uma importante causa de morbidade e mortalidade em todo o globo, é uma doença complexa e multifatorial desencadeada especialmente devido elevados níveis de lipídeos plasmáticos e que envolve três principais condições: inflamação crônica, dislipidemia e estresse oxidativo. Considerando os elevados custos envolvidos no tratamento da doença e suas comorbidades, iminência do tratamento subótimo e ainda baixa aderência à medicação, o uso combinado de compostos bioativos naturais, capazes de reduzir o risco para aterosclerose, pode promover proteção adicional. Neste estudo, serão avaliados os efeitos de três componentes bioativos (ômega-3, fitosteróis e chá verde), sobre biomarcadores de risco para aterosclerose em indivíduos com dislipidemia controlada por fármacos. Será realizado um estudo clínico randomizado, duplo-cego, de delineamento crossover, com a participação de 70 voluntários. A cada período de intervenção os participantes receberão um pacote para o tratamento funcional ou controle. O tratamento funcional será composto por cápsulas de ômega 3 (óleo de peixe) chocolate contendo fitosteróis e chá verde. O tratamento controle será composto por cápsulas de óleo de soja, chocolate sem adição de fitosteróis e chá de anis. Os voluntários serão orientados a consumir as cápsulas e o chocolate duas vezes ao dia após as principais refeições, e a consumir duas xícaras de chá verde ao dia. Após avaliação dos biomarcadores de inflamação, dislipidemia e estresse oxidativo, os voluntários que apresentarem melhores respostas ao tratamento funcional, serão selecionados para um período adicional de tratamento funcional associado à redução das dosagens de drogas hipolipidêmicas, a ser realizado individualmente pelo médico responsável. (AU)

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O câncer de cabeça e pescoço corresponde aos tumores localizados no trato aerodigestivo superior, como cavidade oral, faringe e laringe. O tratamento mais efetivo consiste na quimioterapia com altas doses de cisplatina, entretanto, seu uso é limitado devido às suas toxicidades causadas principalmente por estresse oxidativo. O objetivo deste estudo será avaliar o uso da n-acetilcisteína na atenuação de toxicidades causadas por estresse oxidativo em pacientes com câncer de cabeça e pescoço em tratamento com cisplatina. Trata-se de um estudo clínico, randomizado, placebo-controlado, duplo cego, cuja amostragem será consecutiva, a ser realizado no Ambulatório de Oncologia Clínica do Hospital de Clínicas/UNICAMP. Serão incluídos pacientes com câncer de cabeça e pescoço que iniciarão tratamento antineoplásico com cisplatina (80-100mg/m2 a cada 21 dias, por 3 ciclos) concomitante a radioterapia. Os pacientes serão divididos em dois grupos: os que receberão n-acetilcisteína e os que receberão placebo durante o tratamento. Em ambos os grupos serão avaliadas as toxicidades hematológicas, gastrintestinais, nefrotoxicidade, ototoxicidade e hepatotoxicidade; será mensurado o estresse oxidativo plasmático e celular; qualidade de vida; e custos para análise farmacoeconômica. Para análise estatística serão usados os testes Chi-quadrado, exato de Fisher, Mann-Whitney e ANOVA para medidas repetidas, considerando significativo o p<0.05. (AU)

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A resistência à insulina no músculo esquelético é uma característica em diabéticos. Recentemente, foi demonstrada uma forte associação entre deficiência de ATM e estresse oxidativo, uma condição favorável à instalação de doenças neurodegenerativas, oncogênicas e metabólicas. Sob estresse oxidativo, a transcrição do PGC1-± sofre redução, aumentando as evidências de que a ativação de Akt pode estar fortemente associada à indução de PGC1-±. Portanto, estamos propondo a hipótese de que a ATM possa regular a expressão de PGC1-± protegendo as células musculares contra o estresse oxidativo e a instalação da resistência à insulina. Para tanto, nos propomos a investigar o efeito da superexpressão e da redução na expressão de ATM na transcrição e no conteúdo da proteína PGC1-±, no consumo de oxigênio, na fosforilação de Akt, na captação de glicose e na expressão dos antioxidantes Sod, Cat, Gpx, Gr em células controles e resistentes à insulina. Investigaremos ainda o efeito da superexpressão de ATM em proteínas da via de indução da fosforilação do PGC1-± incluindo a fosforilação de AMPK, de CREB e da 38 MAKP em células controles. Como experimento controle pretendemos investigar o efeito da expressão ou inibição de ATM em linhagem mutante de fibroblastos (Atm/) A38 e (Atm+/+) A29 na expressão gênica e no conteúdo da proteína PGC1-±, no consumo de oxigênio, na fosforilação de Akt, na captação de glicose e na expressão dos antioxidantes Sod, Cat, Gpx, Gr. Finalmente, o conhecimento do mecanismo pelo qual a proteína ATM regula a função mitocondrial protegendo o tecido muscular de danos oxidativos poderá abrir novas perspectivas terapêuticas no controle do diabetes tipo 2. (AU)

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A Dexametasona (DEX) é amplamente utilizada no uso clínico por conta do seu potente efeito antialérgico e anti-inflamatório, contudo o seu uso crônico pode provocar diversos efeitos deletérios. Tem sido demonstrado que o tratamento com DEX contribui para o desenvolvimento de Hipertensão Arterial (HA), contudo os mecanismos responsáveis por esse efeito ainda não são totalmente compreendidos. Estudos sugerem que um possível mecanismo responsável por essa hipertensão possa ser um desequilíbrio entre produção e remoção de Espécies Reativas de Oxigênio (EROS). Inversamente, o treinamento físico aeróbio tem sido recomendado como co-adjuvante no tratamento da HA, além de se mostrado benéfico na redução do estresse oxidativo. Assim, o objetivo do presente estudo será investigar se a hipertensão induzida pela DEX está associada com o desequilíbrio entre a produção de EROS, principalmente pelo complexo enzimático NADPH oxidase, e a sua remoção pelas enzimas antioxidantes. Além disso, avaliar se a diminuição da Pressão Arterial (PA) induzida pelo treinamento físico está associada a um melhor balanço entre estes parâmetros. ratos Wistar machos (200g) serão submetidos a um período de Treinamento Físico (TF) aeróbio na esteira (60% da capacidade máxima por 74 dias, 5 dias por semana, 1 hora por dia) ou mantidos sedentários. Durante os últimos 14 dias os animais serão tratados com DEX (50¼g/kg de peso corporal por dia, s.c.) ou salina. O peso corporal será avaliado semanalmente durante o TF e diariamente durante o tratamento. A pressão arterial de repouso será aferida por meio de cateterização da artéria carótida após o tratamento com DEX. Posteriormente, após eutanásia, os músculos sóleo e tibial anterior serão retirados e processados para avaliação da expressão gênica e produção protéica das subunidades gp91phox, p47phox do complexo enzimático NADPH oxidase e das enzimas antioxidantes SOD-1, SOD-2 e CAT. Além disso, parte dos músculos será processada histologicamente para avaliação da formação total de EROS, pelos produtos da oxidação da dihidroetidina e da razão parede-luz das arteríolas, que será correlacionada com os valores de PA. Os resultados serão apresentados como média + erro padrão da média. ANOVA de dois caminhos será realizada para comparação entre os grupos e quando necessário será usado o post hoc de Tukey (p<0,05). (AU)

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Evidências mostram a mobilidade das giberelinas (GAs) a partir do sistema radicular para a parte aérea durante o desenvolvimento, indicando o envolvimento desse hormônio nas respostas da parte aérea às condições de estresse, em especial o déficit hídrico, o mais preocupante dos estresses abióticos. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho é avaliar a importância da raiz como fonte de GA na sinalização do estresse hídrico para a parte aérea. Para isso, estamos propondo a técnica de enxertia com um mutante apresentando alta sensibilidade à GA (procera ou pro) como porta enxerto e o controle ausente da mutação (Micro-Tom ou MT). Para tal serão utilizados seis tratamentos, constituídos pelas combinações entre a planta controle e o mutante, bem como as testemunhas sem enxertia a fim de serem analisadas as seguintes respostas: (I) análise do crescimento; massa seca de raiz e parte aérea, comprimento, área e densidade das raízes, alongamento do caule, área foliar total da parte aérea e fluorescência; (II) análises bioquímicas; teores de clorofilas e carotenóides, atividade das enzimas, peroxidases, peróxido de hidrogênio (H2O2) e malondealdeído (MDA) bem como quantificação de GA na raiz e parte aérea; e (III) análise molecular do LeDREB2, um gene de resposta ao estresse hídrico. (AU)

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O chá verde, obtido através do tratamento das folhas da planta Camellia sinensis, tem sido consumido pela população como bebida há milhares de anos devido às suas propriedades terapêuticas constatadas ao longo do tempo. Polifenóis são os principais constituintes químicos desta planta e do chá. Sua propriedade antioxidante tem sido apontada como o principal fator contribuinte na prevenção e/ou no tratamento de diversas doenças crônico-degenerativas incluindo doenças cardiovasculares, diabetes e o câncer. Sendo assim, nossa proposta é investigar os efeitos do chá verde na quiescência e mobilização de populações celulares hematopoéticas, através do estudo da via de sinalização da coagulação, relacionada com estresse oxidativo. Além disso, temos como objetivo a padronização de um modelo experimental de leucemia para posterior investigação dos efeitos do chá verde sobre os processos de morte e sobrevivência celular. (AU)

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