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Inter-relação entre diferentes processos fisiopatológicos na Doença de Alzheimer e comprometimento cognitivo leve amnéstico: o papel da inflamação, beta-amilóide, proteína tau e gene ApoE4

Processo:13/25857-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Marcio Luiz Figueredo Balthazar
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/17092-0 - Biomarcadores na Doença de Alzheimer e comprometimento cognitivo leve: estudo de métodos de ressonância magnética funcional e marcadores liquóricos e plasmáticos, AP.JP
Assunto(s):Doença de AlzheimerInflamaçãoDegeneração neural
Resumo
A doença de Alzheimer DA é a principal causa de demência na população, com uma prevalência que aumenta com o envelhecimento demográfico. É, ainda, dentre as mais prevalentes causas de mortalidade, a única que não possui prevenção e tratamento eficaz, constituindo um problema mundial de saúde pública.A impossibilidade de se prevenir e tratar a DA provém em parte do escasso conhecimento acerca de sua etiologia. Por conta disso, o estudo de biomarcadores tem sido um dos principais aspectos da pesquisa contemporânea na DA.Dentre os biomarcadores laboratoriais, destacam-se a proteína beta-amiloide 42 (betaA42), a proteína tau fosforilada (p-tau) e a proteína tau total (t-tau) no líquido cefalorraquidiano (LCR). Evidências sugerem que há uma diminuição dos níveis de betaA42 no LCR já nas fases de comprometimento cognitivo leve amnéstico (CCLa) e DA pré-clínica. Demonstrou-se também um aumento da quantidade de p-tau e t-tau no LCR. Contudo, além destes biomarcadores, evidências apontam para a relação do alelo e4 da apolipoproteína E (APOE4) como um fator de risco para o desenvolvimento da DA, influenciando na deposição da betaA42 nas placas neuríticas - as quais constituem evidências histopatológicas da DA - e em sua produção.Entretanto, vale ressaltar que outros fatores de risco estão possivelmente implicados na etiologia da DA. Dentre eles, alguns dos principais estão relacionados à resposta inflamatória local e sistêmica. Percebe-se, assim, que a DA constitui uma doença multifatorial com uma complexa fisiopatologia. Contudo, estudos sugerem que o estresse oxidativo e a neuroinflamação seriam o eixo a ligar todos os outros possíveis mecanismos patológicos. A compreensão da relação entre o processo inflamatório e o neurodegenerativo, por conseguinte, é crucial para a compreensão das bases fisiopatológicas da DA.O presente estudo, portanto, pretende estudar a relação entre alguns marcadores de neuroinflamação (IL-1, IL-6, alfa-TNF, alfa-1 antitripsina e proteína C reativa) e marcadores da neurodegeneração (dosagem plasmática de betaA42, e proteína tau total e fosforilada), esperando a obtenção de dados que subsidiem hipóteses acerca da fisiopatologia da DA. (AU)

Estudo do mecanismo de ação do inibidor de protease EcTI e peptídeos sintéticos estruturalmente relacionados ao inibidor em linhagens de células leucêmicas humanas

Processo:13/13239-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Maria Luiza Vilela Oliva
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto Nacional de Farmacologia (INFAR). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/53766-5 - Proteínas de origem vegetal com seletividade para inibição de enzimas de mamíferos e seu papel como agente anti-inflamatório, antitrombótico, antidiabético e antitumoral, AP.TEM
Assunto(s):PeptídeosNeoplasiasInibidores de proteasesSinalização celular
Resumo
Vários estudos descrevem a ação de inibidores de protease sob a coagulação sanguínea, processos digestivos e inflamatórios, remodelação do tecido, além de serem capazes de regular a proliferação, apoptose e o ciclo celular. EcTI é um inibidor de massa molecular 20 kDa isolado das sementes de Enterolobium contortisiliquum que inibe a atividade de tripsina, quimotripsina, calicreína plasmática humana (HuPK), plasmina, elastase de neutrófilo humano e está envolvido na ativação da MMP-2 e MMP-9. Já foi demonstrado o efeito inibitório de EcTI sob a viabilidade de células de câncer colorretal, câncer de mama, bem como nas linhagens de leucemias humanas (K562 e THP-1), propostas neste trabalho. Ainda, EcTI inibe a invasão de células de câncer gástrico por alterações na via de sinalização celular dependente de integrinas. Assim, a capacidade de controlar as inúmeras funções sinalizadoras das proteases tem tornado este inibidor um instrumento interessante para estudos em modelos de câncer. Diversos estudos tem reportado a participação do metabolismo energético mitocondrial e a formação das espécies reativas de oxigênio (EROs) nos processos de diferenciação, manutenção, sinalização e sobrevivência de células leucêmicas. Dessa forma, a proposta deste trabalho é investigar os mecanismos envolvidos na inibição da viabilidade das linhagens K562 e THP-1 por EcTI, bem como analisar o estado de estresse oxidativo nestas células após o tratamento com o inibidor. Ainda, é nosso objetivo avaliar o efeito de peptídeos sintéticos derivados do sítio reativo de EcTI procurando estabelecer a menor estrutura responsável pela função inibidora. (AU)

Consolidação óssea após fratura diafisária do fêmur de ratos diabéticos, com e sem insulinoterapia e tratamento com Pamidronato de sódio e paratormônio

Processo:13/12445-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:José Batista Volpon
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesq. associados:

Ariane Zamarioli

Assunto(s):OrtopediaFraturasCalo ósseoDiabetes mellitusHormônios paratireóideosDifosfonatos
Resumo
A fratura do osso desencadeia uma cascata de eventos cuja finalidade é reparar a lesão formando o calo ósseo, de modo a restabelecer a continuidade entre os fragmentos fraturados e recuperar todas as funções anteriores. A diabetes mellitus é doença sistêmica que afeta o metabolismo como um todo e pode interferir de maneira significativa na qualidade e reparação do tecido ósseo. No diabético, são maiores tanto a incidência de fraturas, como as anomalias de consolidação, que decorrem de alterações nas sinalizações celulares, exacerbação da fase inflamatória, comprometimento circulatório, alterações dos fatores de crescimento e hormônios, além do maior estresse oxidativo e morte celular. Objetivo: estudar a consolidação de fraturas ósseas na diabetes mellitus e avaliar o efeito sobre a qualidade do reparo ósseo, com a administração de insulina, pamidronato de sódio e paratormônio (PTH). Materiais e Métodos: ratos Wistar com massa corpórea inicial de 230 a 250 gramas serão distribuídos em 11 grupos experimentais (n=20): (1) DM: ratos diabéticos; (2) DM+INS: ratos diabéticos e tratados com insulina; (3) CON+FRAT: ratos normais submetidos à fratura óssea; (4) DM+FRAT: ratos diabéticos submetidos à fratura óssea; (5) DM+INS+FRAT: ratos diabéticos submetidos à insulinoterapia e fratura óssea; (6) CON+FRAT+PAM: ratos normais submetidos à fratura óssea e administração de pamidronato de sódio; (7) DM+FRAT+PAM: ratos diabéticos submetidos à fratura óssea e administração de pamidronato de sódio; (8) DM+INS+FRAT+PAM: ratos diabéticos submetidos à fratura óssea, tratados com insulina e administração de pamidronato de sódio; (9) CON+FRAT+PTH: ratos normais submetidos à fratura óssea e administração de PTH; (10) DM+FRAT+PTH: ratos diabéticos submetidos à fratura óssea e administração de PTH e; (11) DM+INS+FRAT+PTH: ratos diabéticos submetidos à fratura óssea, tratados com insulina e administração de PTH. Em todos os grupos avaliações serão realizadas nos tempos correspondentes a 14 e 28 dias pós-fratura. A indução diabética será pela aplicação intravenosa de estreptozotocina e o controle da glicemia feito duas vezes por semana, nos animais diabéticos. A administração de insulina será em doses diárias, por via subcutânea, conforme os níveis glicêmicos. A fratura óssea será provocada na região diafisária do fêmur, por método fechado, com carga progressiva aplicada em máquina universal de ensaios mecânicos e os fragmentos ósseos serão fixados com um implante ortopédico, de aço inoxidável (fio de Kirschner), inserido no canal medular através do joelho. Todos os animais serão submetidos à artrotomia do joelho, mesmo naqueles sem fratura. O pamidronato e o paratormônio serão administrados 5 vezes por semana, por via subcutânea. A eutanásia ocorrerá com dose letal de Tiopental®. As análises da qualidade óssea serão feitas na região distal dos fêmures não fraturados e no calo ósseo, e realizadas pela microscopia óptica (caracterização dos tecidos), microtomografia (avaliação qualitativa e quantitativa da microestrutura óssea) imunoistoquímica (avaliação da formação e reabsorção ósseas: dosagem de osteocalcina, osteoprogeterina, RANK), análise da densidade mineral óssea (DXA) e resistência mecânica (ensaio mecânico). Além disso, será realizada análise sistêmica sanguínea de marcadores de formação e reabsorção óssea (osteocalcina, osteoprogeterina e RANK) e análise das adipocinas (leptina e adiponectina) para estudo do envolvimento metabólico do sistema endócrino com as taxas de formação e reabsorção óssea. Os resultados propiciarão uma investigação mais aprofundada do acometimento e reparo ósseo no diabetes, bem como avaliação se o controle da glicemia pela insulinoterapia e se a administração de pamidronato de sódio e paratormônio causam efeito benéfico sobre a qualidade óssea e se haverá efeito somatório, quando ambas as substâncias forem administradas. (AU)

Avaliação dos marcadores de risco cardiovascular em adolescentes obesos

Processo:13/23539-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2014 - 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Cristiane Kochi
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho. São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Endocrinologia pediátricaObesidadeAdolescentesFatores de riscoDoenças cardiovascularesAterosclerose
Resumo
Atualmente, a obesidade é um problema de saúde pública no mundo inteiro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010 mostraram que entre os adolescentes, 21,7% dos meninos e 19,4% das meninas estão acima do peso. Além disso, 5,9% dos adolescentes do sexo masculino são obesos, contra 4% das meninas. A obesidade é um distúrbio crônico metabólico que está associado à futura doença aterosclerótica, com índices de morbidade e mortalidade aumentados, cujo processo inflamatório não só causa disfunção endotelial, mas também desencadeia a proliferação e migração celulares, estresse oxidativo, apoptose, trombose e necrose celular. Serão investigados os fatores de risco para as complicações relacionadas à obesidade em adolescentes com excesso de peso, púberes, de ambos os sexos, através da medição do perfil lipídico, teste de tolerância oral à glicose, PCR ultra-sensível, quantificação da espessura da íntima-média carotídea, avaliação da gordura intramiocelular por ressonância magnética, dosagem da relação cortisol/cortisona pela cromatografia líquida de alta performance e de ICAM-1 por ELISA. Para análise entre grupos distintos e independentes será utilizado o teste t de Student. Para determinar o grau de associação entre duas variáveis será utilizado o Spearman Rank Correlation test. A partir da detecção precoce do risco de doença aterosclerótica será possível uma orientação e intervenção maior quanto à prática alimentar e promoção de atividade física rotineira para prevenção e diminuição dos riscos para doença cardiovascular, diminuindo a morbi-mortalidade na vida adulta. (AU)

Participação da NADPH oxidase 2 induzida pelo estrogênio em lesões no DNA e na regulação da autofagia em linhagem celular de mama

Processo:13/21075-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Brasil
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Beneficiário:
Pesquisador visitante: Rodrigo Soares Fortunato
Instituição do pesquisador visitante: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) (Brasil)
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/52417-7 - Respostas celulares a lesões no genoma, AP.TEM
Assunto(s):NADPH Oxidase
Resumo
RESUMOO papel das espécies reativas de oxigênio (ERO) na carcinogênese de vários tecidos já é bem descrito, porém, a fonte produtora dessas moléculas no câncer de mama permanece controversa. As células do nosso organismo normalmente produzem ERO como subproduto de reações catalisadas pelas enzimas xantina oxidase, ciclooxigenase, dentre outras e através do escape de elétrons da cadeia de transporte mitocondrial, porém, existem enzimas cuja única função é a produção de ERO, denominadas NADPH Oxidases (NOX). O aparecimento de trabalhos correlacionando a atividade dessas enzimas ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer são recentes, e até o momento não existem estudos publicados demonstrando a participação dessas enzimas em modelos que sabidamente são fatores de risco para o câncer de mama, como a exposição ao estrogênio. Pretendemos com esse trabalho demonstrar que o estresse oxidativo induzido pelo estrogênio em células epiteliais mamárias não depende só das ERO geradas durante a metabolização desse hormônio, mas também do aumento da expressão das NOX, além de tentar elucidar as consequências funcionais desse evento através da avaliação de danos oxidativos ao DNA e mecanismos relacionados a sobrevivência e morte celular. Com isso, avançaremos no entendimento dos mecanismos moleculares da doença, o que pode ser útil futuramente para o desenvolvimento de novas abordagens de terapêutica e prevenção do câncer de mama. (AU)

Efeito da hiperuricemia no plasma de gestantes portadoras de pré-eclâmpsia sobre a autofagia em células mononucleares

Processo:14/00693-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência: 01 de abril de 2014 - 30 de abril de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Maria Terezinha Serrão Peraçoli
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Steven S. Witkin
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Local de pesquisa: Weill Cornell Medical College (Estados Unidos)
Assunto(s):TocoginecologiaPré-eclâmpsiaÁcido ÚricoAutofagiaInflamassomos
Resumo
A pré-eclâmpsia (PE) é uma complicação clínica da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria, identificadas após a 20ª semana de gestação. Essa patologia está associada com hiperuricemia, valores séricos elevados de citocinas inflamatórias, ativação de leucócitos e estresse oxidativo. Níveis elevados de ácido úrico no plasma de gestantes com PE têm sido considerados não apenas como um marcador de gravidade, mas representam uma contribuição direta para a patogênese da PE. Cristais de ácido úrico podem ativar um complexo intracelular denominado inflamassomo, uma estrutura multi-protéica, importante para o processamento e liberação das citocinas inflamatórias IL-1b e IL-18. Por outro lado, o processo intracelular catabólico denominado autofagia, que elimina organelas e proteínas danificadas do citoplasma, parece ser um potente mecanismo anti-inflamatório, que controla a ativação de inflamassomas e é capaz de manter a homeostase celular. Considerando que a hiperuricemia é um achado comum em gestações com pré-eclâmpsia, associado com gravidade, estresse oxidativo e níveis elevados de citocinas inflamatórias presentes no plasma das pacientes, o presente estudo tem como objetivo avaliar se os níveis plasmáticos de ácido úrico em gestantes portadoras de PE podem inibir a autofagia in vitro por células linfóides mononucleares e, se esse efeito pode variar com a concentração de ácido úrico no plasma. Serão estudadas 40 gestantes, sendo 20 normotensas e 20 portadoras de pré-eclâmpsia, pareadas pela idade gestacional e 20 mulheres saudáveis não grávidas. Células mononucleares do sangue periférico (5 x 105) obtidas de mulheres saudáveis não grávidas serão incubadas a 37oC, em atmosfera constante de 5% de CO2, na presença ou ausência de 10% de plasma de gestantes normotensas ou pré-eclâmpticas. Como controle, o ensaio do será realizado na presença ou ausência de rapamicina, indutor de autofagia, na concentração de 800 mmol/L. Culturas controle serão realizadas na presença de 10% de soro bovino fetal e diferentes concentrações de urato monosódico. Após 48 de cultura as células submetidas à lise e a proteína p62 será determinada no sobrenadante das células por ensaio imunoenzimático (ELISA). (AU)

Papel do estresse oxidativo mitocondrial e da UCP2 na epilepsia induzida pelo modelo experimental da pilocarpina

Processo:13/24515-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Fulvio Alexandre Scorza
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):EpilepsiaEstresse oxidativoPilocarpinaMitocôndrias
Resumo
A epilepsia do lobo temporal (ELT) é a forma mais comum de epilepsia em humanos. Evidências apontam para o fato das lesões neuronais observadas na epilepsia serem resultado de excessiva produção de radicais livres (estresse oxidativo), relacionado com a excitotoxicidade glutamatérgica. A mitocôndria é responsável pela síntese de ATP mas também está envolvida na captação e liberação de Ca2+, na permeabilidade mitocondrial transitória e na geração de EROs (espécies reativas de oxigênio). É sabido que alterações ultra-estruturais na cadeia respiratória podem ocorrer frente a uma excessiva produção de EROs. A primeira proteína desacopladora da cadeia respiratória mitocondrial (UCP, uncoupling protein mitocondrial) descrita foi a UCP1; posteriormente outras também foram descritas. A UCP2 é expressa em determinadas regiões do cérebro sendo responsável por estabilizar o potencial de membrana mitocondrial, importante evento sugerido para reduzir a morte celular. Especula-se que a ativação da UCP2 possa ser neuroprotetora por proteger os neurônios de processos degenerativos associados ao estresse oxidativo mitocondrial. Nesse sentido, a primeira etapa do projeto visamos avaliar nos 3 períodos do modelo de pilocarpina: a expressão protéica da UCP2 e das enzimas antioxidantes (MnSOD e GPx) nas mitocôndrias hipocampais, a atividade enzimática dos complexos da cadeia respiratória, a produção de EROs e a morfologia dessas mitocôndrias. Na segunda etapa do trabalho visamos, utilizando siRNA da UCP2 injetado 48 horas antes da pilocarpina, verificar o provável papel neuroprotetor da UCP2 frente a produção de radicais livres. Pretendemos assim, com o uso do siRNA, observar se ocorrerá alterações fenotípicas durante a evolução do modelo experimental, analisar a morte neuronal, a morfologia dessas mitocôndrias, a produção de EROs e a atividade enzimática dos complexos da cadeia respiratória. Esperamos que os resultados esperados sirvão de base para o entendimento do papel do estresse oxidativo mitocondrial e da participação da UCP2 na epileptogênese e na sua progressão fornecendo conhecimento para outros estudos e avanços terapêuticos. (AU)

Variabilidade intraguilda e interguilda em fungos ao agente genotóxico 4-nitroquinoline-1-oxide (4NQO) e atividades enzimáticas associadas ao estresse oxidativo causado pelo 4NQO

Processo:14/03567-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência: 01 de abril de 2014 - 02 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Drauzio Eduardo Naretto Rangel
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D). Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). São José dos Campos, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/06374-1 - Luz visível durante o crescimento induz aumento de tolerância de conídios a diferentes condições de estresse em fungos, AP.JP
Assunto(s):Fungos entomopatogênicosFungos fitopatogênicos
Resumo
A exposição à luz durante o crescimento influencia o metabolismo primário e secundário, crescimento, desenvolvimento sexual e assexual, e formação de pigmentos em muitos fungos. Entretanto, pouco é conhecido sobre os efeitos fenotípicos causados pela luz durante o crescimento micelial de fungos na tolerância de conídios a diferentes condições de estresse. Neste estudo, conídios de várias espécies de fungos entomopatogênicos serão cultivados em meio de batata, dextrose, ágar e extrato de levedura (PDAY) em condições de exposição contínua a luz visível, luz e escuro alternados, ou escuro contínuo. A tolerância destes conídios produzidos em diferentes regimes de luz será avaliada com relação ao agente genotóxico 4-nitroquinoline-1-oxide (4NQO). A atividade enzimática dos conídios produzidos sob luz e escuro serão estudadas para avaliar se as enzimas antioxidativas são importantes para proteção destes esporos ao agente genotóxico 4NQO. A principal hipótese é que a exposição à luz durante o crescimento micelial aumente a tolerância de conídios ao estresse osmótico nos fungos. (AU)

Estudo das alterações do metabolismo glicídico e lipídico em modelo com deficiência da transidrogenase de nucleotídeo de nicotinamida mitocondrial (NNT)

Processo:14/02819-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de abril de 2014 - 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Helena Coutinho Franco de Oliveira
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID
Assunto(s):AdiposidadeInsulina
Resumo
Nossos estudos recentes, comparando 2 linhagens de camundongos C57BL6/J com e sem deficiência da enzima transidrogenase de nucleotídeo de nicotinamida mitocondrial (NNT), revelaram que a deficiência desta enzima está associada com aumento de adiposidade, esteatose hepática, intolerância à glicose e hiperinsulinemia (resistência a insulina) e hipersecreção de insulina. Além disso, houve aumento do conteúdo total de insulina nas ilhotas pancreáticas dos animais deficientes da NNT. Este fenótipo caracteriza a condição denominada de síndrome metabólica que é positivamente associada com alto risco de doenças vasculares. Na síndrome metabólica encontra-se também um estado crônico de inflamação sub-clínica e estresse oxidativo. A NNT é uma enzima mitocondrial que produz NADPH a partir de NADP+ e NADH, e, portanto é considerada o principal gerador de poder redutor para o sistema enzimático antioxidante mitocondrial. Diminuição de NADPH (na deficiência de NNT) causa diminuição da razão GSH/GSSG, diminuindo a capacidade antioxidante e aumentando a geração de espécies reativas de oxigênio mitocondrial. Nossa hipótese é de que a deficiência de NNT causa estresse oxidativo, o qual contribui para a gênese destes distúrbios do metabolismo glicídico e lipídico. Assim, os objetivos deste projeto são estudar os mecanismos celulares e moleculares envolvidos no efeito da deficiência da NNT sobre a homeostase glicêmica e adiposidade de camundongos C57BL6/J deficientes de NNT (B6-J, Jackson Lab) e C57BL6/JUnib com NNT intacta (B6-UNI, Cemib-Unicamp). (AU)

Avaliação do papel da proteína quinase dependente de dsRNA (PKR) na gênese da resistência insulínica e alterações da permeabilidade intestinal na obesidade

Processo:13/24026-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de abril de 2014 - 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Mario Jose Abdalla Saad
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID
Assunto(s):MicrobiotaObesidade
Resumo
A fisiopatologia da resistência à insulina na obesidade está intimamente relacionada com um processo sub-clínico de inflamação crônica de alta complexidade, cujos mecanismos envolvidos ainda não estão bem esclarecidos. Atualmente é aceito que fatores pró-inflamatórios produzidos no tecido adiposo do indivíduo e os altos níveis de ácidos graxos circulantes afetam a transdução da sinalização insulínica em tecidos periféricos (e.g. fígado e músculo esquelético) e no sistema nervoso central (hipotálamo), levando a uma condição de resistência à ação deste hormônio. Além disso, vem ganhando destaque na pesquisa científica o papel do trato intestinal e sua microbiota como importantes precursores e mediadores de inflamação sistêmica no contexto da obesidade. O mecanismo exato, através do qual a microbiota e inflamação intestinal contribuem para as alterações metabólicas relacionadas à obesidade, ainda não está claro. Sugere-se que o LPS (lipopolissacárides), derivado da parede de bactérias gram-negativas do intestino de indivíduos obesos induz alterações na permeabilidade intestinal, por desorganização de estruturas tipo Tight-Junctions (TJ), favorecendo o acesso dessas toxinas à circulação sistêmica.Estudos recentes apontam a proteína quinase dependente de dsRNA (PKR) como componente chave da sinalização pró-inflamatória envolvida no mecanismo de resistência insulínica em obesidade. A PKR foi inicialmente descrita como um mediador da atividade antiviral e antiproliferativa de interferons. Sabe-se também que sua atividade é modulada por elementos diferentes de dsRNA, como fatores de crescimento, citocinas e estímulos pró-inflamatórios (como o próprio LPS) e estresse oxidativo. Além disso, existe ampla constatação experimental de que esta proteína interage diretamente com elementos críticos da via de sinalização da insulina que regulam, por sua vez, a ação deste hormônio e o metabolismo. Com base na hipótese de que a PKR poderia atuar diretamente tanto na desorganização das TJ intestinal, em função de seus efeitos de inibição de síntese e indução de degradação proteica, como sobre a sustentação de inflamação crônica intracelular, esta quinase apresenta características que a torna um importante componente primário na fisiopatologia da resistência à insulina em condições de obesidade. No entanto, não há qualquer descrição na literatura científica do papel da PKR sobre a gênese e manutenção de alterações da permeabilidade intestinal e resistência insulínica em indivíduos obesos.Portanto, o presente projeto tem como objetivo principal avaliar o papel da proteína PKR na indução precoce de alterações da permeabilidade do intestino de animais alimentados com deita hiperlipídica, procurando evidenciar mecanismos chave dependentes de resposta inflamatória e controle de síntese proteica que possam explicar as alterações moleculares e funcionais que contribuam para a gênese e manutenção da resistência insulínica em condições de obesidade. (AU)

Determinação das concentrações de resíduos de gases anestésicos e avaliação genômica e de estresse oxidativo em profissionais recém-expostos

Processo:13/18075-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência: 24 de março de 2014 - 23 de maio de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Mariana Gobbo Braz
Beneficiário:
Anfitrião: Chung-Yen Chen
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Local de pesquisa: Tufts University (Estados Unidos)
Assunto(s):AnestesiologiaAnestésicos inalatóriosEstresse OxidativoExposição Ocupacional
Resumo
Raros são os dados existentes no Brasil em relação ao monitoramento da exposição profissional aos resíduos de gases anestésicos e não há dados na literatura nacional quanto à determinação de concentração de resíduos de gases anestésicos em salas de operação (SO). O presente projeto foi delineado com o objetivo de determinar as concentrações de resíduos de gases anestésicos na SO e avaliar as lesões oxidativas no DNA, mutações e o estresse oxidativo em profissionais recém-expostos. O estudo será realizado no centro cirúrgico do Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, em 60 médicos residentes, sendo 30 sem exposição e 30 residentes da anestesiologia e cirurgia com exposição de três anos aos resíduos de gases anestésicos. Serão determinados os valores das concentrações ambientais de resíduos de gases anestésicos na SO, utilizando aparelho portátil de espectrofotometria infravermelha. Amostras de sangue venoso e de células da mucosa oral serão coletadas de todos os profissionais. Os danos no DNA serão detectados pelo teste do cometa e os danos cromossômicos em mucosa oral pelo teste do micronúcleo, e serão realizados no Brasil. O estresse oxidativo será avaliado no plasma pelas metodologias total antioxidant performance (TAP) e com marcadores de peroxidação lipídica e de proteína carbonilada no Antioxidants Research Laboratory, Jean Mayer USDA Human Nutrition Research Center on Aging, Tufts University (Boston, MA), EUA. Dessa forma, tem-se o intuito de criação de nova linha de pesquisa em nossa Instituição (exposição ocupacional aos anestésicos) com parceria internacional. Com os resultados obtidos, conheceremos os valores das concentrações de resíduos de gases anestésicos e os seus possíveis efeitos no estresse oxidativo e no material genético de profissionais recém-expostos. Essas avaliações certamente contribuirão para futuras ações preventivas, visando adequação das concentrações de resíduos de gases anestésicos às normas internacionais e diminuição de eventuais danos aos profissionais recém-expostos, com impacto direto para a saúde pública. (AU)

Exercício físico e estresse oxidativo: influência do nível de condicionamento físico na hipertensão arterial e na relação entre substâncias antioxidantes e oxidantes em idosos

Processo:13/13146-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência: 01 de março de 2014 - 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Hugo Celso Dutra de Souza
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):EnvelhecimentoCondicionamento físicoExercício físicoEstresse oxidativoHipertensão
Resumo
A hipertensão arterial sistêmica é apontada como um dos principais fatores de risco para a insuficiência cardíaca, considerada um dos maiores problemas de saúde pública, especialmente para a população idosa. De causa multifatorial, o estresse oxidativo e o sedentarismo, associados ao baixo nível de condicionamento físico, são apontados como importantes fatores etiológicos. Deste modo, os objetivos do presente estudo são: avaliar o estresse oxidativo através da quantificação de substâncias oxidantes e antioxidantes em idosos hipertensos e normotensos e verificar se o nível de condicionamento físico contribui para modular esta relação. 200 idosos, com idade acima de 60 anos, serão divididos de acordo com o nível de condicionamento físico, que será avaliado de duas formas: por meio da determinação indireta do VO2max e a avaliação da aptidão funcional geral através da bateria de testes para idosos da American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance (AAHPERD). Será realizada uma coleta de sangue para a análise dos seguintes componentes: glicose, colesterol total, HDL colesterol, LDL colesterol, triglicerídeos, óxido nítrico, catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase. Serão mensuradas medidas de peso e estatura para o cálculo do índice de massa corporal (IMC), a relação cintura-quadril (RCQ), além da pressão arterial. Os valores serão descritos como médias e desvio padrão e serão realizadas análises do coeficiente de correlação de Pearson para verificar as possíveis relações entre as variáveis. Também será realizada uma análise de variância (ANOVA) para detectar possíveis diferenças entre cada grupo formado. (AU)

Estudo da autofagia no processo de proteção celular de ratas senescentes

Processo:13/20073-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Soraya Soubhi Smaili
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto Nacional de Farmacologia (INFAR). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):AutofagiaNeuroproteçãoDoenças neurodegenerativasSistema nervoso centralEnvelhecimentoLítioMorte celular
Resumo
O envelhecimento está associado a disfunções metabólicas e ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas desencadeadas pela redução de defesas antioxidantes, bem como alterações nos processos apoptóticos e autofágicos. Muitos estudos têm reportado a autofagia como estratégia de neuroproteção no envelhecimento e doenças neurodegenerativas, embora pouco se saiba sobre seu papel em tecidos periféricos. O lítio pode ter um papel protetor pela modulação da autofagia e redução do estresse oxidativo. Deste modo, constituem desafios científicos deste projeto determinar o modo de ação do lítio sobre sistema nervoso central e tecido hepático de animais jovens e senescentes. Para isso, serão utilizadas ratas Wistar divididas em dois grupos: jovens (4-6 meses) e senescentes (22-26 meses). Os animais jovens serão separados em dois subgrupos : o grupo C, controle que receberá água destilada e o grupo L, que receberá solução de lítio na concentração neuroprotetora. O grupo senescente também será separado em dois subgrupos: grupo S, que receberá água destilada; grupo SL, que receberá solução de lítio na concentração neuroprotetora. Após 30 dias de tratamento serão analisados parâmetros comportamentais, autofagia e estresse oxidativo no fígado e no corpo estriado, bem como perfil lipídico sérico de animais jovens e senescentes. Os dados contribuirão para avaliarmos a atividade antioxidante ou citotoprotetora do lítio em tecidos como cérebro e fígado no envelhecimento, relacionando seu mecanismo à indução e modulação da atividade autofágica. Também será possível analisar o efeito do lítio como adjuvante na prevenção do estresse oxidativo e de possíveis danos mitocondriais associados ao processo de envelhecimento. (AU)

Estudo do efeito cardioprotetor e terapêutico de extratos vegetais na necrose miocárdica induzida por isoproterenol em ratos

Processo:13/05327-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Simone Gusmão Ramos
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesq. associados:

Fabio Carmona

Assunto(s):Cardiopatias congênitasProcedimentos cirúrgicos cardíacosCatecolaminasReceptores adrenérgicos betaInfarto do miocárdioIsoproterenolCardiotônicosExtratos vegetaisCurcumina
Resumo
Cirurgias para correção de cardiopatias congênitas estão cada vez mais frequentes no Brasil e no mundo. Entretanto, mesmo com os avanços obtidos nas técnicas cirúrgicas e de perfusão, alguns casos, especialmente os mais complexos, podem evoluir com insuficiência cardíaca refratária (IC) e óbito. Em um estudo retrospectivo em pacientes que foram submetidos à cirurgia para correção de cardiopatias congênitas (CC) com circulação extracorpórea (CEC) no HC FMRP-USP e evoluíram com óbito, observamos infartos múltiplos em diferentes estágios de evolução e microcalcificações dispersas no miocárdio, mesmo sem obstrução coronariana. No estudo seguinte, confirmamos que após a CEC ocorreu um efetivo aumento da expressão gênica dos receptores de catecolaminas (receptores adrenérgicos ²1 e ²2) e da quinase de receptor GRK-2 nos cardiomiócitos atriais em comparação com as biópsias colhidas no início da CEC. Essa alteração foi associada ao aumento dos níveis séricos de lactato, observado 12h após o término da CEC. Mais ainda, a fração N-terminal do precursor do peptídeo natriurético tipo B (NT-ProBNP) e a troponina I também estavam elevadas logo após a CEC, permanecendo em níveis elevados até 48h após a cirurgia. Esses marcadores bioquímicos indicam que tenha havido algum grau de hipóxia tecidual/ isquemia miocárdica durante o procedimento cirúrgico. Com esse achado, sugerimos que a lesão miocárdica predominante nos pacientes operados para correção de CC e uso de CEC deve estar relacionada à liberação de catecolaminas durante a cirurgia. Sabendo das limitações da pesquisa envolvendo material humano resolvemos inverter o processo da medicina translacional e estudar o efeito de substâncias cardioprotetoras em lesões miocárdicas por excesso de catecolaminas circulantes. Analisaremos o miocárdio de ratos, utilizando um modelo clássico de lesão induzida por catecolaminas, o isoproterenol (uma catecolamina sintética). Nesses corações, avaliaremos dois mecanismos diferentes de possível ação do isoproterenol: atuação nos receptores adrenérgicos ²1 e ²2 e da quinase de receptor GRK-2 e produção de estresse oxidativo. Em contrapartida, observaremos a interferência nesses processos de um extrato vegetal purificado, a curcumina, considerado como efetivo cardioprotetor na literatura pertinente. Este estudo possui um potencial significativo para abordar novos alvos no desenvolvimento de medicamentos que podem prevenir ou tratar o dano miocárdico de forma segura, minimizando os efeitos colaterais das drogas sintéticas. (AU)

Avaliação dos efeitos da vitamina C na fase aguda e crônica da doença de Chagas em camundongos experimentalmente infectados com a cepa QM1 de Trypanosoma cruzi

Processo:13/22703-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Luciamare Perinetti Alves Martins
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (São Paulo - Estado). Marília, SP, Brasil
Pesq. associados:

Maria Irma Seixas Duarte ; Roberto Esteves Pires Castanho ; Altino Luiz Silva Therezo ; Carla Pagliari

Assunto(s):ParasitologiaDoença de ChagasTrypanosoma cruziEstresse oxidativoEspécies de oxigênio reativasAntioxidantesVitamina CImuno-histoquímica
Resumo
Na América do Sul, aproximadamente 14 milhões estão infectados pelo Trypanosoma cruzi sendo que no Brasil, cerca de três milhões de indivíduos se encontram na fase crônica decorrentes de infecções adquiridas no passado. Do ponto de vista imunológico, foi demonstrado que a ativação de macrófagos pelo T. cruzi resulta na formação de espécies reativas do oxigênio (EROs) de forma que os componentes formados pela reação como Radical superóxido, Radical hidroperoxila, Radical hidroxila, Peróxido de hidrogênio e Oxigênio singlet podem causar danos em qualquer tecido e, para combater os radicais livres, os sistemas biológicos aeróbicos utilizam a defesa antioxidante. A vitamina C atua como agente redutor de diferentes reações, a maioria delas de hidroxilação, mas sua propriedade mais difundida é a de ser um dos mais poderosos antioxidantes do plasma e da defesa localizada nos compartimentos hidrofílicos das células. Embora as propriedades antioxidantes da vitamina C estejam bem estabelecidas, ainda é discutível o seu possível efeito pro oxidante e anti/pro-inflamatório. Considerando as agressões ao hospedeiro decorrentes da produção de EROs; os sistemas de defesa antioxidante do organismo; a vitamina C, como antioxidante não-enzimático e de fonte externa; e a discordância entre artigos científicos sobre o fato do T. cruzi absorver ou não vitamina C do meio, propomos o estudo do efeito da vitamina C na evolução da doença de Chagas aguda e/ou crônica. Para isto, serão dosados marcadores bioquímicos e realizado o estudo histológico e por imuno-histoquímica para avaliar a ação antioxidante e anti ou pro inflamatória da suplementação de vitamina C em camundongos sadios e infectados experimentalmente com a cepa QM1 de T. cruzi na fase aguda e crônica da doença de Chagas. (AU)

Avaliação química, bioquímica e celular dos isômeros conjugados de ácidos graxos polinsaturados sobre parâmetros bioquímicos em processos oxidativos e inflamatórios

Processo:13/24490-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Jorge Mancini Filho
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Metabolismo dos lipídeosÁcidos graxos insaturadosÁcidos linoleicos conjugadosÁcido alfa-linolênicoEstresse oxidativoInflamação
Resumo
Os ácidos graxos conjugados possuem apelo comercial e científico de redução do tecido adiposo e aumento da massa magra corporal, embora também sejam considerados como antioxidantes e antinflamatórios. Os ácidos punícico (C18:3-9c,11t,13c) e ±-eleosteárico (C18:3-9c,11t,13t) são isômeros conjugados do ácido ±-linolênico (C18:3-9c,12c,15c), denominados CLNAs, e estão presentes em altas concentrações nos óleos das sementes de romã (OSR) e do melão-de-são-caetano (OSM), respectivamente. Apesar de serem estruturalmente muito similar aos ácidos linoléico conjugados (CLAs) e ao ácido ±-linolênico (LNA), o que aumenta o interesse nesses isômeros, não está certo se os CLNAs têm benefícios similares aqueles dos CLAs e/ou LNA. No geral, as pesquisas sobre os efeitos dos ácidos graxos conjugados no organismo ainda são limitadas e inconclusivas, algumas vezes mostrando diferentes funções entre os diversos isômeros estudados. Além disso, estudos mostram que os CLNAs são metabolizados e incorporados na forma de CLAs em tecidos animais. Portanto, estudos adicionais são necessários para entender os efeitos dessa incorporação que pode estar alterando a composição dos lipídeos no soro, tecidos e na membrana celular, interferindo na metabolização desses ácidos graxos para a produção de eicosanóides e citocinas inflamatórias e seus mecanismos moleculares nos tecidos e células. Propõe-se neste projeto avaliar o efeito de isômeros de ácidos graxos conjugados (ácido linoléico conjugado, ácido punícico e ácido ±-eleosteárico) em parâmetros que envolvem o metabolismo lipídico, estresse oxidativo e inflamação a nível tecidual (ratos Wistar - soro e tecidos hepático e adiposo) e celular (Raw 264.7, Adipócito 3T3 e Caco-2). (AU)

O papel da (Na+,K+)-ATPase na capacidade osmorregulatória do caranguejo Ucides cordatus: uma abordagem bioquímica e molecular

Processo:13/24252-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de março de 2014 - 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Enzimologia
Pesquisador responsável:Francisco de Assis Leone
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):Ucides cordatusEstresse oxidativo
Resumo
Este projeto de pós-doutorado é uma continuidade da linha de pesquisa que vem sendo desenvolvida pelo nosso grupo de pesquisa, com apoio da FAPESP, e que investiga a (Na+,K+)-ATPase branquial de crustáceos como marcador molecular da sua adaptação a biótopos de diferentes salinidades. As espécies dulcícolas enfrentam o desafio de desenvolver respostas fisiológicas às condições hiposmóticas. Estas adaptações relacionam-se ao transporte ativo de captura de íons e à diminuição da permeabilidade tegumentar. A capacidade osmorregulatória dos crustáceos depende do movimento transbranquial de íons Na+ e Cl- entre o meio externo e a hemolinfa, que é controlada pela (Na+,K+)-ATPase e pela V-ATPase, além de uma variedade de outros transportadores distribuídos nas membranas apicais e basolaterais das células branquiais. Ucides cordatus é naturalmente exposto a flutuações de salinidade, que varia de 2 a 33 0, como resultado do fluxo de marés a que está exposto nos manguezais. As alterações na salinidade (aumento ou diminuição) podem afetar a expressão e/ou a atividade de enzimas do sistema antioxidante e dos transportadores de membrana, bem como o consumo de oxigênio.O objetivo deste projeto consiste em compreender os mecanismos envolvidos nas adaptações bioquímicas, fisiológicas e moleculares durante o processo de invasão do ambiente de água doce por crustáceos bem como na excreção de amônia, empregando o caranguejo U. cordatus. Para caracterizar a capacidade osmorregulatória de U. cordatus, os animais serão aclimatados durante 10 dias nas seguintes salinidades: 20, 260 e 34 0. Para cada condição de aclimatação serão avaliadas: 1) as atividades da (Na+,K+)-ATPase, V-ATPase, Ca2+-ATPase e anidrase carbônica; 2) a modulação de cada atividade pelo seu(s) respectivo(s) modulador(es); 3) o efeito de inibidores específicos; 4) a excreção de amônio; 5) a formação da fosfoenzima; 6) o efeito do FXYD exógeno na atividade da (Na+,K+)-ATPase; 7) a concentração iônica e a osmolalidade da hemolinfa; 8) a expressão de RNAm das subunidades ± e B dos transportadores iônicos (Na+,K+)-ATPase e V-ATPase; 9) o consumo de oxigênio; 10) a atividade das enzimas de estresse oxidativo; 11) o efeito do K+ e NH4+ na modulação da atividade (Na+,K+)-ATPase e na formação da fosfoenzima; 12) a aclimatação dos caranguejos em diferentes concentrações de amônio; 13) a localização imunohistoquímica da (Na+,K+)-ATPase e V-ATPase. (AU)

Influência do estrógeno e do treinamento de força sobre a morfologia e o estresse oxidativo muscular de ratas senis

Processo:13/18907-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Pesquisador responsável:Rita Cássia Menegati Dornelles
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba, SP, Brasil
Assunto(s):EnvelhecimentoSistema musculoesqueléticoTreinamento de forçaEstresse oxidativo
Resumo
Paralelamente ao envelhecimento, diversos sistemas fisiológicos sofrem declínio em suas funções. A diminuição plasmática dos esteróides sexuais, característico a esta população, exerce forte influência sobre a composição do tecido muscular esquelético (TME) e sobre o desempenho funcional. Sendo assim, faz-se necessário o desenvolvimento de estratégias preventivas visando amenizar os efeitos negativos presentes durante o envelhecimento sobre o TME. A terapia hormonal estrogênica (THE) exerce efeito protetor sobre a manutenção da massa magra e força muscular em mulheres, no entanto, a literatura é contraditória. Atualmente, o treinamento de força (TF) é a intervenção mais efetiva na prevenção da integridade do TME durante a senescência. Porém, os mecanismos envolvidos sobre os efeitos benéficos induzidos por ambas às estratégias não estão totalmente elucidados. Além disso, a literatura demonstra resultados controversos quando as terapias são associadas, em especial, sobre a senilidade feminina. Portanto, faz-se necessário a compreensão sobre os efeitos da THE, da prática do TF e da associação de ambos sobre a morfologia e o estresse oxidativo muscular em mulheres durante a senescência. Diante do exposto, o objetivo deste estudo é avaliar a influência da THE, do TF e da associação de ambos sobre a morfologia das células musculares (tipagem de fibras), área de secção transversal (AST), estresse oxidativo (SOD, CAT, GSH e DHE), perfil hormonal (E2, FSH, LH, P4 e DHEA), avaliação da capacidade funcional, massa corporal e ingestão alimentar de ratas senis. (AU)

Caracterização funcional de fatores de transcrição da família MarR de Chromobacterium Violaceum

Processo:13/25745-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de março de 2014 - 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:José Freire da Silva Neto
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/20435-9 - Fatores de transcrição de Chromobacterium violaceum: integrando vias de sinalização, regulons e patogenicidade, AP.JP
Assunto(s):Regulação gênicaEstresse oxidativoFatores de transcrição
Resumo
A expressão gênica pode ser modulada por fatores de transcrição que atuam diretamente como sensores de sinais intracelulares ou via transdução de sinais do meio externo. Os fatores de transcrição da família MarR, encontrados em Bacteria e Archaea, atuam como sensores diretos para diferentes sinais, controlando virulência, reposta ao estresse oxidativo, resistência a antibióticos e vias de catabolismo. Apesar de existirem vários candidatos a reguladores da família MarR em Chromobacterium violaceum, apenas OhrR, envolvido na resistência a peróxidos orgânicos, foi estudado por nosso grupo. Assim, propomos identificar e caracterizar fatores de transcrição da família MarR que controlam virulência nesse patógeno oportunista de humanos, buscando elucidar os sinais de ativação e os genes sob regulação de cada fator de transcrição. Para isto, iremos identificar os fatores de transcrição da família MarR no genoma de C. violaceum, classificá-los quanto a presença de cisteínas conservadas e realizar mutagênese sistemática para deleção da maioria dos genes que codificam estes reguladores. O fenótipo de cada linhagem mutante será caracterizado por meio de ensaios de crescimento e testes de virulência no modelo camundongo. Os regulons de alguns destes fatores de transcrição, principalmente os envolvidos em virulência, serão definidos por meio de microarranjos de DNA e análises bioquímicas, como ensaios de ligação ao DNA e mutagênse sítio-dirigida de cisteínas conservadas. Assim, desta análise sistemática de reguladores da família MarR em C. violaceum, pretendemos contribuir para encontrar novos reguladores de virulência bacterianos. (AU)

Planejamento, síntese e avaliação farmacológica de híbridos com potencial atividade no tratamento da Doença de Alzheimer

Processo:13/23461-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de março de 2014 - 05 de março de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise e Controle de Medicamentos
Pesquisador responsável:Chung Man Chin
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Assunto(s):Doença de AlzheimerÓxido nítricoFator de necrose tumoral alfaQuímica farmacêutica
Resumo
A doença de Alzheimer (DA) é claramente a principal e mais comum causa de demência senil no mundo contribuindo com 60-70% dos casos diagnosticados. Quarta causa de morte em países desenvolvidos, a DA fica atrás somente de doenças cardiovasculares, câncer e acidente vascular cerebral. Mundialmente, a prevalência da demência é estimada em 3,9% das pessoas com 60 anos ou mais. Em países desenvolvidos, cerca de um em cada dez idosos, com 65 anos ou mais, possui algum grau de demência, enquanto mais de um terço das pessoas consideradas como muito idosas, com mais de 85 anos, apresentam sintomas e sinais de demência. A DA é uma doença cerebral progressiva, pacientes diagnosticados mostram uma extensa perda de sinapses e neurônios no hipocampo e nos córtex frontal e temporal, o que gradualmente compromete sua memória, capacidade de aprendizado, raciocínio, comunicação e realização de atividades diárias. Atualmente não há tratamento capaz de curar ou modificar de maneira eficaz a doença, os medicamentos disponíveis no mercado (tacrina, donepezila, rivastigmina, galantamina e memantina) reduzem somente alguns sintomas manifestados pelos pacientes. Assim, é fundamental o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas, para obtenção de novos fármacos capazes de retardar ou impedir a progressão da doença. Este trabalho visa à obtenção de candidatos a fármacos com propriedades anti-inflamatória/neuroprotetora, obtidos através da estratégia de hibridação molecular em que a inibição de TNF-±, ação estabilizadora de microtúbulos e doação de oxido nítrico, poderiam reduzir o processo de neuroinflamação associado à deposição de placas senis e emaranhados neurofibrilares, reduzir o estresse oxidativo e contribuir na plasticidade sináptica, cognição e memória, atenuando os efeitos associados à perda de neurônios dos pacientes acometidos pela DA. (AU)

Resposta tecidual e defesa antioxidante da próstata de ratos sujeitos à obesidade durante o envelhecimento frente ao tratamento com melatonina

Processo:13/26032-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de março de 2014 - 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Rejane Maira Góes
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Assunto(s):EnvelhecimentoMelatoninaEstresse oxidativoPróstataObesidade
Resumo
A próstata é um dos órgãos mais suscetíveis a alterações durante o envelhecimento. A incidência de hiperplasia benigna da próstata (HPB) e de adenocarcinoma aumentam dramaticamente a partir da quinta década de vida. Estudos experimentais e clínicos indicam que as patologias da próstata são causadas por vários fatores tais como o desequilíbrio na relação estrógeno/testosterona, a resistência à insulina e prejuízo na defesa antioxidante. A obesidade e aumento de lipídeos na dieta também são considerados fatores de risco para o câncer de próstata. A melatonina é um hormônio com múltiplas funções, incluindo a ação antioxidante. Estudos in vitro comprovam sua ação antiproliferativa sobre células cancerígenas prostáticas, mas investigações sobre sua ação in vivo na glândula ainda são escassas. O presente estudo irá investigar se a administração de melatonina interfere nas alterações teciduais e no estresse oxidativo na próstata de ratos de meia idade normais ou obesos. As análises das alterações teciduais serão baseadas no exame (1) da histologia prostática, (2) da atividade proliferativa, (3) nos níveis de células AR-positivas e (4) na incidência de lesões patológicas na glândula. O estresse oxidativo será examinado bioquimicamente pela (5) atividade de enzimas antioxidantes e pelos (6) níveis de peroxidação lipídica. Serão utilizados ratos Wistar machos com 62 semanas de idade (n=10 por grupo), divididos nos grupos controle (C), controle tratado com melatonina (CM), obeso (Ob) e obeso tratado com melatonina(ObM). A obesidade será induzida com 24 semanas de idade, por modelo padronizado baseado no consumo de dieta hiperlipídica (20% de lipídios). A melatonina (100 µg/kg de peso corporal/dia) será administrada em água de beber contendo 0,01% de etanol, a partir da 48ª semana até o fim do experimento (62ª semana de idade). Os níveis de testosterona, estrógeno e leptina serão analisados pelo método de ELISA. O peso da gordura retroperitoneal será quantificado no momento do sacrifício. A próstata ventral será removida e processada para análises microscópicas gerais, análises estereológicas, pelo método de contagem de pontos, análises imunocitoquímicas e histopatológica. Serão realizadas imunocitoquímicas para receptor de andrógeno (AR) e para estimativa da proliferação celular (PCNA) a serem quantificadas e expressas em porcentagem. Serão avaliadas a incidência e multiplicidade de lesões patológicas, como hiperplasia, inflamação estromal e acinar, neoplasia intra-epitelial e adenocarcinoma. Nesse último caso a expressão Bcl-2 por imunocitoquímica poderá ser usada para confirmar a malignidade. Ensaios bioquímicos específicos serão realizados para avaliar a atividade enzimática das seguintes enzimas antioxidantes - catalase, glutationa S-transferase, glutationa peroxidase e superóxido dismutase. Os resultados obtidos certamente contribuirão para melhorar a compreensão dos efeitos em conjunto da obesidade e envelhecimento sobre a próstata e os mecanismos celulares envolvidos. O experimento ainda adicionará informações sobre o comportamento do sistema antioxidante prostático frente à obesidade e envelhecimento podendo trazer informações relevantes sobre a possível ação protetora da melatonina exógena sobre a homeostasia prostática nessas condições. (AU)

Efeitos do chá verde (Camellia sinensis), do cacau e de um doador de óxido nítrico na nefropatia e retinopatia diabética: papel da redução do estresse oxidativo e da inflamação e do aumento do óxido nítrico

Processo:14/02680-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Jose Butori Lopes de Faria
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/57560-0 - Efeitos do chá verde (Camellia sinensis), do cacau e de um doador de óxido nítrico na nefropatia e retinopatia diabética: papel da redução do estresse oxidativo e da inflamação e do aumento do óxido nítrico, AP.TEM
Assunto(s):Camellia sinensisEstresse oxidativoÓxido nítricoPolifenóisRetinopatia diabética
Resumo
Apesar do aprimoramento do controle glicêmico e da pressão arterial reduzindo o desenvolvimento das complicações microvasculares diabéticas, a retinopatia diabética (RD) é ainda a maior causa de cegueira em pessoas na idade produtiva nos países desenvolvidos. A fotocoagulação com laser na retina (tratamento padrão para essa condição) é efetiva mas ainda não elimina a cegueira nesses pacientes. Portanto, o melhor entendimento dos mecanismos fisiopatogênicos é imprescindível para no futuro desenvolver um tratamento farmacológico para prevenir perda visual na RD. Estudos recentes demonstram que as lesões tóxicas da hiperglicemia afetam não somente os elementos vasculares, mas também as células neurais e gliais da retina. Através de eletrorretinografia e potencial visual evocado tem-se confirmado a presença de alterações funcionais precedendo as primeiras alterações detectadas oftalmoscopicamente, o que sugere que outras células, além das células vasculares, são alvo primário da hiperglicemia. Em modelos animais, a perda de células ganglionares e de fotoreceptores da retina ocorre precocemente após 1 mês da indução experimental do DM; adicionalmente, as células da glia, principalmente célula de Muller, também são alvo da hiperglicemia caracterizado pelo aumento da expressão da proteína acídica fibrilar glial (GFAP) e expressão do antígeno de superfície ED-1. Múltiplas hipóteses propõem mecanismos que explicam como a hiperglicemia per se inicia os processos bioquímicos envolvidos na patogênese da RD. Dentre eles, o estresse oxidativo e a inflamação. O metabolismo do oxigênio é essencial para a vida normal, mas existe um delicado balanço entre a formação e a eliminação de radicais superóxidos através de sistema antioxidantes. Na retina, a mitocôndria é uma fonte importante de produção de superóxidos. Estes radicais livres lesam proteínas, lipídios e ácido desoxirribonucleico, alterando entre outras, a função mitocondrial, mediador central da morte programada da célula. Processos inflamatórios, provavelmente decorrentes do estresse oxidativo, estão presentes nas fases inicias da RD como demonstrado pelo aumento das expressões de diferentes citocinas pró-inflamatórias, acompanhada por leucoestase e aumento da permeabilidade capilar. Em nosso modelo animal, experimentalmente diabético e geneticamente hipertenso, demonstramos redução do sistema antioxidante glutationa com concomitante aumento da produção de superóxido e consequente lesão oxidativa do tecido retiniano, acompanhado por marcadores precoces de inflamação no tecido retiniano. Vários estudos têm demonstrado os efeitos dos polifenóis encontrados em certas frutas e verduras como antioxidantes. Um número de estudos tem descrito que sub-classes dos polifenóis, amplamente encontradas no chá verde e no chocolate, podem exercer um efeito neuroprotetor em modelos de doenças neurodegenerativas cerebrais. No olho, alguns estudos têm descrito propriedades protetoras dos polifenóis em modelos experimentais de degeneração retiniana e em modelos de isquemia-reperfusão da retina. Estudos epidemiológicos têm revelado que o consumo de alimentos ricos em polifenóis, substâncias antioxidantes, reduzem as doenças cardiovasculares com redução significativa da pressão arterial acompanhado de aumento de nitrosoglutationa, um marcador de oxido nítrico (NO) vasodilatador em voluntários normais. O NO é constitutivelmente produzido pelas células endoteliais através da ação da eNOS. Uma vez que a redução do NO é utilizado como um marcador de disfunção endotelial, drogas que liberam NO exogenamente estão sendo desenvolvidas com objetivo de melhorar a função endotelial para pacientes com risco cardiovascular. Porém, se esses efeitos estão presentes da retina em modelo experimentalmente diabéticos ainda não foram estudados. O objetivo geral deste projeto é avaliar os mecanismos dos efeitos protetores dos polifenóis na retina de animais hipertensos e experimentalmente diabéticos. (AU)

Avaliação dos marcadores de risco cardiovascular em adolescentes obesos

Processo:13/15758-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de março de 2014 - 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Cristiane Kochi
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho. São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):FisiologiaAdolescentesObesidade
Resumo
Atualmente, a obesidade é um problema de saúde pública no mundo inteiro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010 mostraram que entre os adolescentes, 21,7% dos meninos e 19,4% das meninas estão acima do peso. Além disso, 5,9% dos adolescentes do sexo masculino são obesos, contra 4% das meninas.A obesidade é um distúrbio crônico metabólico que está associado à futura doença aterosclerótica, com índices de morbidade e mortalidade aumentados, cujo processo inflamatório não só causa disfunção endotelial, mas também desencadeia a proliferação e migração celulares, estresse oxidativo, apoptose, trombose e necrose celular. Serão investigados os fatores de risco para as complicações relacionadas à obesidade em adolescentes com excesso de peso, púberes, de ambos os sexos, através da medição do perfil lipídico, teste de tolerância oral à glicose, PCR ultra-sensível, quantificação da espessura da íntima-média carotídea, avaliação da gordura intramiocelular por ressonância magnética, dosagem da relação cortisol/cortisona pela cromatografia líquida de alta performance e de ICAM-1 por ELISA.Para análise entre grupos distintos e independentes será utilizado o teste t de Student. Para determinar o grau de associação entre duas variáveis será utilizado o Spearman Rank Correlation test. A partir da detecção precoce do risco de doença aterosclerótica será possível uma orientação e intervenção maior quanto à prática alimentar e promoção de atividade física rotineira para prevenção e diminuição dos riscos para doença cardiovascular, diminuindo a morbi-mortalidade na vida adulta. (AU)

Avaliação dos marcadores de risco cardiovascular em adolescentes obesos

Processo:13/15759-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de março de 2014 - 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Cristiane Kochi
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho. São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):FisiologiaAdolescentesObesidade
Resumo
Atualmente, a obesidade é um problema de saúde pública no mundo inteiro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010 mostraram que entre os adolescentes, 21,7% dos meninos e 19,4% das meninas estão acima do peso. Além disso, 5,9% dos adolescentes do sexo masculino são obesos, contra 4% das meninas.A obesidade é um distúrbio crônico metabólico que está associado à futura doença aterosclerótica, com índices de morbidade e mortalidade aumentados, cujo processo inflamatório não só causa disfunção endotelial, mas também desencadeia a proliferação e migração celulares, estresse oxidativo, apoptose, trombose e necrose celular. Serão investigados os fatores de risco para as complicações relacionadas à obesidade em adolescentes com excesso de peso, púberes, de ambos os sexos, através da medição do perfil lipídico, teste de tolerância oral à glicose, PCR ultra-sensível, quantificação da espessura da íntima-média carotídea, avaliação da gordura intramiocelular por ressonância magnética, dosagem da relação cortisol/cortisona pela cromatografia líquida de alta performance e de ICAM-1 por ELISA.Para análise entre grupos distintos e independentes será utilizado o teste t de Student. Para determinar o grau de associação entre duas variáveis será utilizado o Spearman Rank Correlation test. A partir da detecção precoce do risco de doença aterosclerótica será possível uma orientação e intervenção maior quanto à prática alimentar e promoção de atividade física rotineira para prevenção e diminuição dos riscos para doença cardiovascular, diminuindo a morbi-mortalidade na vida adulta. (AU)

Avaliação do efeito do ácido rosmarínico sobre marcadores de estresse oxidativo e de danos no DNA em ratos wistar submetidos à dieta hiperlipídica para indução da doença do fígado gorduroso

Processo:13/25519-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Raquel Alves dos Santos
Beneficiário:
Instituição-sede: Pró-Reitoria Adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade de Franca (UNIFRAN). Franca, SP, Brasil
Assunto(s):Estresse oxidativoÁcido rosmarínico
Resumo
A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), descrita desde os anos 80, tem sido denominada como o componente hepático da Síndrome Metabólica e é caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado. Ela possui origem multifatorial com componentes ambientais bem definidos e atinge proporções epidemiológicas preocupantes. Caso não seja tratada adequadamente a DHGNA pode progredir para uma forma mais grave denominada esteato-hepatite não alcoólica (EHNA) caracterizada pela fibrose e inflamação do tecido hepático. Uma característica marcante da DHGNA é a ocorrência de espécies reativas de oxigênio que causa inúmeros danos no tecido hepático incluindo os danos de membrana dos quais resultam a peroxidação lipídica e os danos no DNA. Tanto a prevenção quanto o tratamento para DHGNA envolve mudança nos hábitos de vida com a inclusão de uma dieta equilibrada e atividades físicas, os quais nem sempre são aderidos na sua íntegra pela paciente, tornando assim o tratamento para essa doença comprometido. Dessa forma, a busca por novas alternativas para o tratamento dessa doença torna-se relevante. O ácido rosmarínico (AR) é uma substância fenólica com capacidade de modular o sistema de defesa antioxidante. Dessa forma, esse projeto de pesquisa tem por objetivo avaliar o efeito do AR sobre o estresse oxidativo e sobre as lesões no DNA de ratos Wistar submetidos experimentalmente a uma dieta hiperlipídica para indução de DHGNA. Para isso será feita uma análise histopatológica do tecido hepático, onde também será avaliada a extensão de danos no DNA e marcadores bioquímicos de estresse oxidativo como ±-tocoferol, glutationa reduzida e substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico. (AU)

Bioacessibilidade in vitro de carotenóides e de seus ésteres em murici e influência da presença de compostos fenólicos na bioacessibilidade de carotenóides em sistema mimetizador de alimentos

Processo:13/23218-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Adriana Zerlotti Mercadante
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Assunto(s):Química de alimentosCarotenoidesCompostos fenólicos
Resumo
Os carotenoides e os compostos fenólicos apresentam propriedades físico-químicas que são importantes para a prevenção e diminuição do risco de desenvolvimento de diversas doenças crônico-degenerativas. Esta ação está parcialmente relacionada com a modulação das reações de oxidação, através da desativação de espécies reativas de oxigênio (ROS) e de nitrogênio (RNS) produzidas em excesso pelo organismo durante o estresse oxidativo e/ou nitrosativo. Informações sobre a identificação dos compostos formados após a digestão de carotenoides e de compostos fenólicos e as alterações que ocorrem na capacidade antioxidante frente a espécies reativas de relevância biológica estão presentes em pouquíssimos estudos. Porém, este tipo de informação é essencial uma vez que os teores de compostos bioativos presentes no alimento, bem como sua capacidade antioxidante, devem estar provavelmente superestimados quando comparados à fração bioacessível. Desta forma, o projeto tem como objetivo responder as seguintes perguntas: (i) Como a composição e estado físico do sistema mimetizador de alimento (emulsão recém preparada e liofilizada) influenciam a bioacessibilidade in vitro de carotenoides e compostos fenólicos? (ii) A digestão in vitro tem impacto negativo ou positivo na capacidade de carotenoides e de compostos fenólicos desativarem ROS e RNS?; (iii) Quais são os compostos que estarão bioacessíveis e que atuarão potencialmente como antioxidantes após a digestão in vitro?; (iv) Qual é o efeito da presença concomitante de carotenoides e compostos fenólicos na bioacessibilidade in vitro e na capacidade antioxidante? Para responder estas questões serão elaboradas diferentes emulsões contendo padrões de carotenoides e de compostos fenólicos. A bioacessibilidade in vitro será avaliada por um método de digestão (gástrointestinal) estático, a capacidade de desativar algumas ROS e RNS será avaliada utilizando métodos específicos para cada espécie reativa e os compostos formados em decorrência da digestão gastrintestinal in vitro serão caracterizados por cromatografia líquida de alta eficiência conectada aos detectores de arranjo de diodos e de massas (HPLC-DAD-MSn). (AU)

Efeito da suplementação de ômega 3 na atrofia muscular induzida por suspensão caudal e hipertrofia induzida pelo re-uso em camundongos C57BL6 submetidos à uma dieta hiperlipídica

Processo:13/19429-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência: 01 de março de 2014 - 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Sandro Massao Hirabara
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Sue C. Bodine
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: University of California, Davis (UC Davis) (Estados Unidos)
Assunto(s):Fisiologia
Resumo
A resistência à insulina (RI) é um quadro comum em diversas condições patológicas, tais como obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. Nessas condições, é observado aumento nas concentrações séricas de citocinas pró-inflamatórias e no estresse oxidativo, o qual pode ter importante papel na ativação de vias relacionadas ao processo de atrofia muscular, contribuindo para redução da área de secção transversa e para mudança fenotípica das fibras, fato associado à intolerância ao esforço, à piora da qualidade de vida e ao aumento da mortalidade. Um dos principais sistemas que contribui para a degradação proteica no músculo esquelético é o Sistema Ubiquitina Proteassoma (SUP). Esse complexo proteolítico contribui de forma significativa para a atrofia muscular, por aumentar a degradação das proteínas citosólicas em diversas condições patológicas, como o câncer, o Diabetes tipo 2 e a obesidade. O processo de atrofia muscular é regulado por duas principais Ubiquitinas ligases, conhecidas como MAFbx/Atrogin-1 e MuRF1. A elevação na expressão desses genes está associada com o aumento na degradação proteica e a redução da síntese. Por outro lado, a suplementação de ácidos graxos poliinsaturados ômega 3 (AG-N3), têm sido proposta como estratégia preventiva para várias doenças, sendo que estudos recentes têm demonstrado possível efeito modulador no processo de degradação em diversas condições catabólicas como a sepse, caquexia, câncer e jejum. Nesse sentido, a obesidade pode reduzir o processo de síntese, além de aumentar as vias de degradação proteica, em especial o SUP em um modelo que induz hipertrofia (Ablação). Porém, ainda não está bem estabelecido se a suplementação com AG-N3 pode prevenir ou atenuar o processo de atrofia muscular. Assim, o presente projeto tem como objetivo investigar se a RI induzida por uma dieta hiperlipídica pode modular a ativação das vias relacionadas com os processos de síntese e degradação proteica durante o processo de atrofia e de recuperação da massa muscular, e verificar o possível efeito preventivo ou atenuador da suplementação com o AG-N3. Para tanto, camundongos C57BL/6 serão suplementados ou não com o AG-N3 e submetidos a uma dieta balanceada ou hiperlipídica por 15 semanas. Hipotetizamos que a RI induzida por uma dieta hiperlipídica pode aumentar a ativação do SUP e da via das Calpaínas, contribuindo para a maior atividade das vias de degradação proteica, além de reduzir a ativação nas vias de síntese no músculo esquelético, o que levaria ao processo de atrofia durante o período de suspensão, além de inibir a recuperação da massa muscular quando submetido ao re-uso. Assim, propomos que a suplementação com o AG-N3 pode prevenir esses efeitos. (AU)

Papel da adiposidade sobre a inflamação, oxidação e adipocitocinas na neoplasia mamária

Processo:14/02093-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de agosto de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Nágila Raquel Teixeira Damasceno
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/19207-6 - Papel da adiposidade sobre a inflamação, oxidação e adipocitocinas na neoplasia mamária, AP.R
Assunto(s):Nutrição humanaEstresse oxidativoNeoplasias mamáriasObesidade
Resumo
A prevalência do câncer tem aumentado nas últimas décadas e, desse modo, as neoplasias permanecem um grave problema de saúde pública mundial. Entre os diferentes tipos de neoplasia, o câncer de mama representa, mundialmente, a segunda forma mais comum. No Brasil foram estimados para 2010 e 2011 quase 50 mil novos casos de neoplasia mamária. A etiologia do câncer de mama poderia ser em parte relacionada ao estresse oxidativo onde vários mecanismos promovem reações oxidativas e danos irreversíveis ao DNA. O excesso de peso e tecido adiposo tem importante papel no desenvolvimento do tumor e prognóstico clínico do câncer de mama, por suas características inflamatórias, oxidativas e endócrinas. Objetivo: Avaliar o papel da adiposidade na inflamação, oxidação e adipocitocinas na neoplasia mamária. Métodos: O projeto consiste de um estudo analítico, observacional, de corte transversal, onde serão avaliados 2 grupos: Grupo 1 (Caso) - mulheres com câncer de mama; e Grupos 2 (Controle) - mulheres sem câncer de mama. Serão elegíveis as pacientes atendidas no departamento de mastologia do Hospital Geral de Fortaleza - HGF (COEP: 050507/10). No grupo 1 serão incluídas as pacientes com estadiamento clínico I, II e III, sem neoplasias associadas, sem tratamento antineoplásico prévio e com índice de karnofsky >70. Para o grupo 2, serão incluídas as pacientes sem diagnóstico de câncer de mama ou qualquer outra neoplasia. Serão coletados em formulário estruturado dados sócio-econômicos e clínicos. Para determinação do estado nutricional serão coletados peso, altura e circunferência da cintura. A avaliação da composição corporal será realizada por impedância bioelétrica. Para análise bioquímica serão colhidos 20ml de sangue após 12h de jejum. Serão avaliados I- Biomarcadores de inflamação (IL6,TNF-alfa, PCR); II- Biomarcadores oxidativos (Malondialdeído-MDA e Dienos Conjugados, Detecção de LDL- e auto-anticorpos anti-LDL-); III - Dano oxidativo ao DNA (8-hydroxy-2'-deoxyguanosine - 8-OHdG); IV - Antioxidantes exógenos (vitaminas antioxidantes) e V - Concentração de adipocitocinas (leptina e adiponectina). Análise de resultados - Os resultados obtidos serão avaliados com o auxílio do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 15.0. Serão construídos modelos de regressão linear e logística uni e multivariada, onde serão avaliadas as relações entre IMC, CC e percentual de gordura (variáveis independentes) e os parâmetros oxidativos, inflamatórios e adipocitocinas (variáveis dependentes). Além de avaliar a interação entre as variáveis, as mulheres, após estratificação pelo IMC, CC e percentual de gordura, serão comparadas por meio de testes paramétricos (t-Student) ou não paramétricos (Mann-Whitney). A distribuição das variáveis será avaliada por meio do teste de Kolmogorov-Smirnof e o valor de significância considerado será p<0,05. (AU)

Avaliação dos efeitos da Vitamina C na fase aguda e crônica da Doença de Chagas em camundongos experimentalmente infectados com a cepa QM1 de Trypanosoma cruzi

Processo:14/01434-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Luciamare Perinetti Alves Martins
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (São Paulo - Estado). Marília, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/22703-3 - Avaliação dos efeitos da vitamina C na fase aguda e crônica da doença de Chagas em camundongos experimentalmente infectados com a cepa QM1 de Trypanosoma cruzi, AP.R
Assunto(s):Estresse oxidativoRadicais livresTrypanosoma cruziDoença de ChagasPeroxidação de lipídeosVitamina C
Resumo
Resumo: O estudo experimental da infecção pelo Trypanosoma cruzi pode ser determinado pela parasitemia sanguinea durante a fase aguda da infecção chagásica experimental e depende de técnica de contagem de tripomastigotas em microscópio óptico comum além de técnicas histológicas de tecidos, que permitam visualizar as lesões teciduais características da doença. Além dessas determinações, técnicas bioquímicas para avaliar o estresse oxidativo serão realizadas ao final das fases aguda e crônica. Para realizar essas técnicas há a necessidade de manusear animais de laboratório, que, nesta pesquisa serão camundongos Swiss, para retirar sangue da cauda e contar as formas tripomastigotas em microscópio, também medir a glicemia dos camundongos, além da coleta dos tecidos ao final das fases aguda e crônica para a análise histológica, que consiste em etapas como: fixação, desidratação, infiltração, inclusão em parafina e secção que preparam o tecido para que não haja perda nem destruição do processo inflamatório. Assim, a capacitação do bolsista no apoio a estas técnicas, possibilitará a obtenção da curva parasitêmica e glicêmica dos animais infectados, análise histopatológica do material com características preservadas e de qualidade, otimizando amostras, tempo e material de consumo. Além disso, o bolsista auxiliará o presente projeto na realização de coleta de sangue cardíaco para a análise bioquímica na avaliação do estresse oxidativo após a administração da vitamina C. Neste sentido, o plano de atividades do bolsista prevê a capacitação para realização de diluição e conservação da vitamina C que será diluída a cada doze horas na água dos bebedouros que será oferecida aos animais experimentados, coleta de sangue da cauda e cardíaco, objetivando o treinamento do bolsista nesta importante análise, além de fornecer grande auxílio operacional ao presente projeto. Plano de trabalho: O bolsista, inicialmente, será capacitado quanto aos princípios que regem um biotério experimental, laboratório de pesquisa no que se refere à limpeza, manutenção, preparo de substâncias e normas de biossegurança. Após o início da pesquisa com a infecção dos grupos experimentados pela cepa QM1 do Trypanosoma cruzi, o bolsista se responsabilizará:1) pela diluição da vitamina C que será administrada aos camundongos (do tipo Swiss) duas vezes ao dia; 2) coleta do sangue: coletar 5 µL de sangue e colocar em lamina de vidro, cobrindo com lamínula de vidro de 22X22 mm contando o numero de tripomastigotas pela técnica de Brener; e verificar a glicemia (coletar sangue da cauda e analisar em glicosimêtro) 3) descrição dos pontos que formarão a curva parasitêmica e glicêmica 4) ao término de 60 e 180 dias o bolsista será capacitado e realizará a eutanásia dos camundongos para coleta de sangue cardíaco e de outros tecidos (músculo esquelético da coxa, fígado, coração, cólon e pâncreas) 5) preparar os tecidos para serem enviados aos laboratórios de patologia e bioquímica onde serão realizadas as análises bioquímicas, histológicas e imunohistológicas de tal material 6) ao final da pesquisa o bolsista auxiliará na construção de um trabalho científico relatando e discutindo os dados obtidos com a finalidade de extrair novos conhecimentos acerca do assunto. É importante ressaltar que as atividades de apoio ao projeto desenvolvido pelo bolsista serão realizadas sem que haja prejuízo em seu desempenho acadêmico. (AU)

O papel da NADPH oxidase na função e sobrevivência das células beta após o cultivo prolongado com diferentes concentrações de glicose

Processo:13/18232-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência: 02 de fevereiro de 2014 - 01 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Angelo Rafael Carpinelli
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Jean-Christophe Jonas
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: Universitè Catolique de Louvain (UCL) (Bélgica)
Assunto(s):Estresse oxidativoIlhotas pancreáticasNadph oxidaseDiabetes mellitus
Resumo
O estresse oxidativo tem sido implicado como um contribuidor tanto para o aparecimento como a progressão do diabetes e suas complicações. Algumas das consequências do aumento na produção de espécies de oxigênio reativas (ROS) são o desenvolvimento de resistência à insulina, disfunção das células beta, redução da tolerância à glicose, e disfunção mitocondrial, o que em última instância pode conduzir à doença diabética. Por outro lado, as ROS são descritas como moléculas importantes para a sinalização celular e outros eventos, tais como: a proliferação celular, apoptose e secreção de insulina. Recentemente, o nosso grupo (Dr. Jonas) caracterizou a utilização de sondas codificadas geneticamente para medir, em tempo real e de forma dinâmica, a produção de ROS nas mitocôndrias das células beta pancreáticas. A enzima NADPH oxidase tem sido amplamente reconhecida como uma importante fonte de superóxido em neutrófilos e fagócitos (monócitos). No entanto, estudos recentes sugeriram que outros tecidos e células, tais como as células beta pancreáticas, também expressam atividade da NADPH oxidase. O papel da NADPH oxidase nas células beta ainda não é claro, mas tem sido mostrado que está envolvido na modulação do estado de redox e na secreção de insulina estimulada por glicose. Assim, o objetivo deste estudo é investigar o papel das ROS e da NADPH oxidase sobre a função e sobrevivência das células beta após a exposição à nutrientes. Vamos analisar a produção local de ROS estimulando as células em diferentes concentrações de glicose e tempo (agudo e prolongado) e o papel da NADPH oxidase será elucidado utilizando ilhotas knockout para a subunidade NOX2. (AU)

A anestesia inalatória com desflurano associada ou não ao óxido nitroso é genotóxica e induz estresse oxidativo em pacientes?

Processo:13/16842-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Jose Reinaldo Cerqueira Braz
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesq. associados:

Leandro Gobbo Braz ; Chung Yen Chen ; Norma Sueli Pinheiro Módolo ; Mariana Gobbo Braz ; Camila Renata Corrêa

Assunto(s):AnestesiologiaAnestésicos inalatóriosDesfluranoÓxido nitrosoGenotoxicidadeEstresse oxidativo
Resumo
O desflurano é um dos mais novos anestésicos halogenados existentes, sendo que recentemente começou a ser utilizado no Brasil. Pouco se sabe sobre os possíveis efeitos tóxicos deste anestésico em pacientes submetidos a cirurgias, já que o desflurano é o anestésico halogenado que apresenta a maior concentração alveolar mínima (CAM). Além disso, não se sabe ao certo se o uso concomitante do óxido nitroso (N2O) com o desflurano pode potencializar tais efeitos em pacientes. O presente estudo visa avaliar os possíveis efeitos genotóxicos e de estresse oxidativo do desflurano, associado ou não N2O. O estudo será realizado em 40 indivíduos, de ambos os sexos, com estado físico ASA I, com idade de 18 a 50 anos. Os pacientes serão aleatoriamente alocados em dois grupos de 20, sob desflurano (1 CAM) associado ou não ao N2O (60%) e que serão submetidos às cirurgias minimamente invasivas com duração mínima de 90 min. Amostras de sangue serão coletadas antes da indução anestésica (M0-controle), aos 90 min após o início da anestesia (M1) e no dia posterior ao ato anestésico-cirúrgico (M2). Os danos basais e oxidativos no DNA serão avaliados pelo teste do cometa; o estresse oxidativo será avaliado por marcadores de peroxidação lipídica e de proteínas carboniladas (imunoensaio) e pela capacidade antioxidante total (TAP) por fluorometria. Com o inédito estudo, espera-se obter maior conhecimento dos possíveis mecanismos de toxicidade e estresse oxidativo do anestésico desflurano, além de melhor compreender o efeito do N2O, quando associado ao desflurano, contribuindo, assim, para a prática diária do anestesiologista na escolha do melhor anestésico para o paciente. (AU)

Análises proteômicas de fungos filamentosos meso e termofílicos expostos aos fatores físico e químico

Processo:12/24703-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Bioquímica de Microorganismos
Pesquisador responsável:Hamilton Cabral
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):EnzimologiaEnzimas hidrolíticasProteômicaFungosEstresse oxidativoExpressão de proteínasBioprocessos
Resumo
O proteoma é o conjunto de proteínas codificadas pelo genoma, permitindo entender como as células se adaptam às diferentes condições ambientais, além de oferecer informações importantes sobre as possíveis modificações pós-traducionais. Os estudos proteômicos têm se tornado uma excelente ferramenta para explorar, descobrir e identificar as proteínas expressas em resposta ao estresse ambiental, tais como, fonte de carbono, temperatura e pH, pois estes parâmetros afetam a produção de enzimas microbianas. A compreensão dos mecanismos de produção e secreção de proteínas pode ser auxiliada pela proteômica e a elucidação dessas etapas pode melhorar os resultados obtidos em bioprocessos. O presente projeto pretende dar continuidade a vários subprojetos que envolvem a linha de pesquisa em prospecção de enzimas hidrolíticas de origem microbiana. As enzimas que serão alvos desta investigação são as proteases, carboidrases e lipases. O objetivo deste projeto é a avaliação do potencial de fungos filamentosos meso e termofílicos em produzir enzimas quando expostos aos fatores físicos e químicos. O estudo do potencial bioquímico de expressão proteica de cada fungo será avaliado por diferentes fatores, tais como, fonte de carbono e nitrogênio, efeito da temperatura e pH entre outros. As análises serão realizadas por géis 1 e 2D, e os spots diferentes do meio padrão serão removidos e realizada a digestão por tripsina, em seguida submetido os fragmentos no espectrômetro de massas para obtenção das sequências, as quais serão analisadas in silico. Assim, com estes estudos sobre a expressão de proteínas em fungos filamentosos em diferentes condições de crescimentos, abre-se a perspectiva de explorar enzimas que ainda não foram identificadas e até detectadas por técnicas convencionais de purificação e detecção via ensaios enzimáticos. Assim as análises proteômicas possibilitam a detecção e identificação de diferentes proteínas expressas em diferentes condições de crescimentos microbianos nos bioprocessos submerso e sólido, contribuindo para identificação de conjuntos proteicos. (AU)

Avaliação do potencial antiglicante e antioxidante de Copaifera langsdorffi e Mandevilla velutina

Processo:13/25431-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Etnofarmacologia
Pesquisador responsável:Regildo Márcio Gonçalves da Silva
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis, SP, Brasil
Assunto(s):Etnobotânica
Resumo
O estresse oxidativo é caracterizado por possuir um papel fundamental no processo de glicação. Esta é descrita como um amplificador e integrador de danos oxidativos, sendo assim, é necessário suprimir todos os fatores correlacionados à glicação para proteger as células dos efeitos do estresse oxidativo. Além disso, a glicação pode provocar doenças, tais como, complicações microvasculares, arteriosclerose, nefropatia, retinopatia e neuropatia, e os produtos finais da glicação são produzidos de forma acelerada em pacientes glicêmicos, como no caso da diabetes mellitus. Há no mercado inúmeros inibidores de glicação sintéticos, como os aminoguanidina, entretanto, suas aplicações práticas são limitadas devido à sua toxicidade e seus efeitos colaterais Perante a isso, há uma busca constante de agentes que possam inibir a ação glicante no organismo. Sabe-se que a capacidade antiglicante de algumas plantas podem ser maiores do que a atividade relacionada às aminoguanidinas, e, tendo em vista que a reação oxidativa está diretamente envolvida na formação dos produtos finais da glicação, plantas com propriedades antiglicante e antioxidante podem proteger de modo ainda mais eficiente o organismo de danos celulares. Dessa forma, o presente projeto tem por objetivo avaliar a atividade antiglicante e antioxidante de extratos de folhas, casca e óleo de Copaifera langsdorffi e raiz de Mandevilla velutina. (AU)

Desenvolvimento de carreador lipídico nanoestruturado de manteiga de Illipê e óleo de calêndula como sistema de encapsulamento de quercetina: avaliação físico-química e biológica

Processo:13/24413-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de maio de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Priscyla Daniely Marcato Gaspari
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):QuercetinaNanotecnologia
Resumo
Produtos de degradação do metabolismo e da própria respiração celular podem gerar estresse oxidativo e este, por sua vez, pode causar a peroxidação dos ácidos graxos da camada lipídica, levando a morte celular e envelhecimento da pele. Desta forma, atualmente há uma busca por moléculas antioxidantes que possam controlar estes efeitos como, por exemplo, a quercetina. A quercetina é um flavonoide que possui propriedade antioxidante e portanto pode eliminar as espécies reativas de oxigênio e inibir a peroxidação, processos que estão relacionados à senescência do organismo. Porém, a quercetina possui baixa estabilidade e permeabilidade na pele, sendo assim, sua incorporação em sistemas particulados é necessária para que a quercetina se torne mais efetiva para aplicação clínica. Assim, o objetivo deste projeto é o desenvolvimento de carreadores lipídicos nanoestruturados composto por lipídios naturais da manteiga de Illipê e óleo de Calêndula como sistema de encapsulamento de quercetina visando aumentar a permeação cutânea e proteger o ativo da fotodegradação. Além disso, as propriedades anti-inflamatórias, antissépticas, antioxidantes e emolientes dos lipídios escolhidos podem ser somados à propriedade antioxidante da quercetina. Os CLNs serão preparados pelo método de microemulsão e sonicação e serão caracterizados quanto a sua morfologia por microscopia de força atômica, diâmetro e carga superficial por espectroscopia de correlação de fótons. Além disso, serão avaliados a estabilidade das formulações e eficiência de encapsulamento. Posteriormente será avaliada e comparada a atividade antioxidante da quercetina encapsulada no carreador lipídico nanoestruturado com a quercetina livre. Ainda serão realizados estudos in vitro para avaliação do potencial alergênico da formulação e a avaliação da permeação cutânea dos CLNs com e sem quercetina. Espera-se que os CLNs aumentem a estabilidade e a permeação cutânea da quercetina. (AU)

Estresse oxidativo induzido por metais (2009/54676-0), subprojeto "análises das possíveis alterações do metabolismo de lisina induzidas pelo cádmio em milho (Zea mays)" - 2012/23981-4

Processo:13/25921-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de maio de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Pesquisador responsável:Ricardo Antunes de Azevedo
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/54676-0 - Estresse oxidativo induzido por metais: novas abordagens, AP.TEM
Assunto(s):EnzimologiaEstresse oxidativoCádmio
Resumo
O Laboratório de Genética Bioquímica de Plantas tem desenvolvido pesquisas de grande relevância sobre a resposta de plantas cultivadas a estresses causados por metais pesados. Dentre estas espécies, o milho (Zea mays) vem sendo usado como um de nossos modelos de estudos, o qual tem permitido entender melhor o efeito destes metais no metabolismo oxidativo da planta. Considerando o objetivo principal do projeto temático, que consiste em realizar análises para avaliar se o estresse abiótico altera o metabolismo de aminoácidos (em especial a lisina) e produtos formados em sua rota de metabólica, este estudo é de grande importância, pois poderá avaliar como o metal modula a ação das enzimas do sistema antioxidante. (AU)

Efeitos da denervação simpática sobre a função e o remodelamento ventricular pós-infarto agudo do miocárdio em ratos

Processo:13/06130-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de fevereiro de 2014 - 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Luiz Felipe Pinho Moreira
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Infarto do miocárdioProcedimentos cirúrgicos cardiovascularesFunção ventricularSimpatectomia
Resumo
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Com os avanços da cardiologia intervencionista e as terapias farmacológicas atualmente disponíveis os pacientes têm sobrevivido mais aos eventos cardiovasculares agudos, como o infarto agudo do miocárdio (IAM). Entretanto, a insuficiência cardíaca que se desenvolve após a agressão ao miocárdio tem se tornado a principal causa de morbimortalidade. A insuficiência cardíaca pós-infarto é uma condição crônica e progressiva de fraqueza do músculo cardíaco, onde após a isquemia do miocárdio seguem-se alterações ultra-estruturais e funcionais que levam ao remodelamento ventricular. O remodelamento ventricular patológico é influenciado por uma série de fatores neuroendócrinos como o sistema renina-angiotensina-aldosterona, as catecolaminas, o estresse oxidativo, citocinas pró-inflamatórias e as endotelinas. A ativação simpática influencia marcadamente o remodelamento ventricular, visto que o bloqueio farmacológico de receptores b-adrenérgicos reduziu ou até mesmo reverteu o remodelamento do ventrículo esquerdo em pacientes com insuficiência cardíaca e dilatação de ventrículo esquerdo. Considerando o potencial benefício do bloqueio da atividade simpática sobre a evolução do remodelamento cardíaco pós IAM este estudo pretende investigar as alterações estruturais, inflamatórias e funcionais no miocárdio de ratos submetidos ao IAM experimental e submetidos ao bloqueio simpático pela simpatectomia química. Neste estudo serão utilizados ratos machos Wistar pesando entre 300 e 350 g. Os animais terão a anestesia induzida e mantida com uma mistura de isoflurano e oxigênio. Previamente aos procedimentos cirúrgicos os animais receberão 10 mg/kg, i.p., de cloridrato de tramadol como medicação analgésica. O IAM será induzido por ligadura do ramo ascendente da artéria coronária esquerda e, 48 horas após, os animais serão submetidos à ablação química do gânglio estrelado pela injeção de 100 microlitros de etanol absoluto periganglionar. Os animais serão aleatoriamente divididos em quatro grupos experimentais: 1) Sham - ratos submetidos à toracotomia, sem indução do IAM e sem simpatectomia; 2) IAM - ratos infartados, mas não submetidos à simpatectomia; 3) IAM+SE - ratos infartados e submetidos à gangliectomia esquerda; 4) IAM+SB - ratos infartados e submetidos à simpatectomia bilateral. Decorridas 8 semanas dos procedimentos iniciais serão realizadas as seguintes análises: morfometria cardíaca; tamanho da área do infarto; função cardiovascular pela análise das curvas pressão-volume; determinação da concentração de citocinas (IL-6 e IL-10), peptídeo natriurético tipo-B e catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) por enzimoimunoensaio; expressão de metaloproteinases da matriz (MMP-1 e MMP-2) por RT-PCR em tempo real; quantificação das MAPK p38, ERK1 e ERK2 por western blot; e a expressão de Bcl-2 e caspase-3 por imunohistoquímica. (AU)

Papel da Dissulfeto Isomerase Proteíca na regulação redox da ativação de ADAM17 e sinalização de EGFR em doença vascular

Processo:13/18300-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência: 20 de janeiro de 2014 - 19 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Pesquisador responsável:Lucia Rossetti Lopes
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Francis J. Miller Jr.
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Iowa (Estados Unidos)
Resumo
O estresse oxidativo pode levar a doenças no sistema cardiovascular, incluindo hipertensão, aterosclerose, restenose e insuficiência cardíaca. A principal fonte de espécies reativas de oxigênio (EROs) em células vasculares é a enzima NADPH oxidase (Nox), que pertence a uma família que contem sete subunidades catalíticas e que se associam a subunidades regulatórias, de acordo com o tipo celular e estímulo. Entre essas isoformas, Nox1 tem sido implicada em doenças vasculares tais como hipertensão e aterosclerose. O grupo de pesquisa do Dr. Francis Miller da Universidade de Iowa tem estudado o papel de Nox1 na transativação de EGFR e o envolvimento de metaloproteinases de matriz (MMPs) em processos biológicos tais como migração e proliferação em células musculares lisas vasculares. Nós mostramos que a Dissulfeto Isomerase Protéica (PDI), uma oxiredutase do retículo endoplasmático da superfamília da tiorredoxina, pode regular a atividade e expressão de Nox1. Abundantemente expressa, PDI interage com diversas proteínas de forma redox dependente ou não, o que confere versatilidade a seus efeitos celulares. Em neutrófilos, PDI interage dependentemente de associação redox com p47phox e atua na geração de EROs. Na superfície celular, PDI atua como redutase e isomerase de tióis em MMPs e em ADAMs (a disintegrin and metalloproteinase family), ambas contendo resíduos de cisteína. Essas funções de PDI contribuem para regular a atividade de shedding que ADAM17 exerce nos ligantes semelhantes à EGF da superfície celular. Tem sido relatado que a sinalização mediada por EGFR aumenta a proliferação e migração de células musculares lisas vasculares e que estes efeitos poderiam contribuir para hiperplasia neointimal após lesão vascular. Nossa hipótese é que mudanças no ambiente redox ou bloqueio dos tióis da PDI atuam na atividade de ADAM17 promovendo aumento no shedding de ligantes semelhantes à EGF levando à sinalização de EGFR e expressão de Nox1. Esses eventos celulares causam ativação de células musculares vasculares e contribuem para o desenvolvimento de doenças vasculares. (AU)

Estudo dos níveis de acetilação protéica em Trypanosoma cruzi

Processo:13/20074-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência: 10 de janeiro de 2014 - 31 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Sergio Schenkman
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Kenneth D. Stuart
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: Seattle Biomedical Research Institute (Seattle BioMed) (Estados Unidos)
Assunto(s):SirtuínasTrypanosoma cruziAcetilaçãoBiologia molecular
Resumo
Acetilação de resíduos de lisina tem emergido como uma das principais modificações pós-traducionais atuando em diferentes funções celulares em eucariotos superiores. Apesar das histonas serem os principais alvos de acetilação, é evidente que centenas de outras proteínas podem ser alvos de acetilação em diferentes compartimentos celulares. Durante o seu ciclo de vida, Trypanosoma cruzi é submetido a diferentes condições ambientais que requerem várias mudanças metabólicas para sua sobrevivência e que podem envolver mudanças nos níveis de acetilação proteica. Para investigar esse fenômeno nós avaliamos os níveis globais de acetilação proteica durante a mudança da forma não-infectiva para a forma infectiva (metaciclogênese) e diferenças aparentes foram observadas para diversas proteínas. Algumas alterações foram também detectadas durante a transição da forma exponencial para a forma estacionária, mas em um escala mais acentuada. Esses resultados preliminares sugerem um papel importante da acetilação proteica na regulação de mecanismos cruciais para T. cruzi. Os níveis de acetilação proteica são regulados através do balanço da atividade de duas famílias de enzimas, as lisina acetiltransferases (KATs) e as lisinas desacetilases (KDACs). Entre as KDACs nós encontramos as Sirtuínas, que são histona desacetilases NAD+-dependentes, envolvidas em diferentes mecanismos celulares, como silenciamento gênico, reparo de dano no DNA, envelhecimento e processos metabólicos. T. cruzi possui dois genes que codificam para sirtuínas, chamadas TcSir2rp1 e TcSir2rp3. Para investigar se essas proteínas poderiam participar no mecanismo de regulação dos níveis de acetilação proteica, nós geramos linhagens celulares superexpressando versões fusionadas com HA-tag de TcSir2rp1 e TcSir2rp3. Inicialmente, demonstramos que TcSir2rp1 esta presente no citoplasma celular, enquanto que TcSir2rp3 esta localizada na mitocôndria do parasita. Ambas linhagens possuem níveis menores de acetilação para determinadas proteínas quando comparadas com a linhagem selvagem, como demonstrado através de análises por imunoblotting com anticorpo para lisinas acetiladas. Quando avaliamos os efeitos da superexpressão dessas proteínas em processos fisiológicos do parasita, verificamos que elas possuem efeitos antagônicos. TcSir2rp3 é capaz de aumentar o crescimento e a diferenciação para a forma infectiva do parasita, quando comparada com a linhagem selvagem. Já TcSir2rp1causa um defeito tanto no creascimento como na diferenciação do parasita. Além disso, a superexpressão de TcSir2rp3 aumenta a resistência ao estresse oxidativo e diminui a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS), quando comparada com a linhagem selvagem. Esses resultados sugerem que a acetilação proteica é relevante nos mecanismos de adapatação do parasita as mudanças ambientais e que as sirtuínas têm um papel fundamental nesse processo. Neste projeto, vamos analisar os níveis globais de acetilação proteica no parasita durante diferentes situações, para identificar as proteínas alvos da maquinaria de acetilação/desacetilação que podem estar envolvidas nos processos de diferenciação do parasita. Além disso, vamos investigar as proteinas-alvo das sirtuinas para melhor entender o papel delas na regulação dos processos metabólicos em T. cruzi. (AU)

Mecanismos do remodelamento excêntrico associado à calcificação vascular na obesidade e resistência à insulina

Processo:13/09652-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de janeiro de 2014 - 30 de junho de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Emmanuel de Almeida Burdmann
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEPAE). Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein (SBIBAE). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Diabetes mellitusEstresse oxidativoObesidadeCalcificação vascular
Resumo
A calcificação vascular é uma condição patológica clinicamente relevante, que aumenta a morbimortalidade cardiovascular e tem alta prevalência em pacientes diabéticos e com insuficiência renal crônica. Previamente considerada uma doença degenerativa e passiva do envelhecimento, estudos recentes descreveram a calcificação vascular como um processo ativo, complexamente regulado, similar à osteocondrogênese e que ocorre simultaneamente à perda óssea do esqueleto em pacientes com osteoporose e osteodistrofia renal. Por outro lado, o remodelamento vascular é uma resposta adaptativa a estímulos específicos, participando da fisiopatologia de diversas doenças cardiovasculares como: aneurisma e dissecção vascular, aterosclerose, enrijecimento vascular, hipertensão arterial sistêmica e fístulas arteriovenosas. Devido à intersecção de fatores de risco cardiovasculares relacionados tanto ao remodelamento vascular como à calcificação vascular, propomos a investigação de mecanismos que inter-relacionam tais condições. A hipótese deste estudo é que camundongos ob/ob com obesidade e resistência à insulina têm uma resposta exacerbada de remodelamento vascular excêntrico associado à calcificação em relação aos camundongos C57BL/6 após estímulo com Vitamina D3 in vivo. Nosso objetivo é avaliar o papel da calcificação vascular no remodelamento vascular excêntrico, além de sua correlação com a perda de massa óssea e a arquitetura óssea do esqueleto neste modelo. Ainda, investigaremos a mudança de expressão gênica e de proteínas reguladoras da calcificação vascular e sua possível interação com a ativação e aspectos funcionais de metaloproteinases, proteínas teciduais inibidoras de metaloproteinases e aumento do estresse oxidativo local relacionados a alterações do calibre do vaso após estímulo com Vitamina D3 em camundongos ob/ob comparando com C57BL/6. Avaliaremos também o papel do MSX2, fator de transcrição osteocondrogênico, na calcificação e no remodelamento vascular excêntrico, através de transfecção de siRNA de MSX2 em camundongos C57BL/6 e ob/ob in vivo. Enfim, queremos propor novos mecanismos e potenciais alvos terapêuticos, através do entendimento fisiopatológico da inter-relação entre o remodelamento excêntrico e a calcificação vascular no cenário da obesidade e da resistência à insulina (AU)

Efeito da associação de anti-inflamatório e antioxidante sobre células musculares distróficas

Processo:13/17299-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de janeiro de 2014 - 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia
Pesquisador responsável:Elaine Minatel
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Assunto(s):InflamaçãoAntioxidantesVitamina EEspécies de oxigênio reativas
Resumo
Processo inflamatório intenso e estresse oxidativo são fatores que contribuem para a fisiopatogênese das fibras musculares distróficas. Dentre os mecanismos envolvidos na resposta inflamatória na distrofia muscular de Duchenne (DMD) e no camundongo mdx (modelo experimental da DMD), destaca-se a via de sinalização do fator de NF-ºB, cuja principal via de atuação é a ativação de citoquinas pró-inflamatórias como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-±) e interleucina IL-1². Em adição, as espécies reativas de oxigênio (EROs) também têm sido relacionadas à ativação do fator NF-ºB nas fibras musculares distróficas. Diante do exposto, no presente projeto levantamos a hipótese que o tratamento em conjunto do anti-inflamatório Diacereína com o antioxidante Vitamina E pode apresentar potencial efeito terapêutico sobre as fibras musculares distróficas dos camundongos mdx. Estudos demonstraram que diacereína inibe a síntese e atividade de citocinas pró-inflamatórias, tais como TNF-±, IL-6 e a IL-1², enquanto que a Vitamina E previne eficientemente a peroxidação lipídica de membrana. Para verificar a hipótese, cultura primária de células musculares de camundongos mdx será tratada com a associação de Diacereína e Vitamina E. Células mdx não tratadas e células musculares da linhagem C57BL/10 serão utilizadas como controle. Após o tratamento, as células musculares serão utilizadas para análise de cálcio intracelular (indicador Fluo-4), quantificação do conteúdo de TNF-±, NF-ºB e 4-HNE (Western Blotting) e determinação da concentração de H2O2 (Sonda Amplex Red). Os resultados serão submetidos a análise estatística. (AU)

Associação entre a sinalização mediada por PAF e seu receptor e autofagia em linhagens de melanoma humano expostas a ciclos de hipóxia e reoxigenação e privação de nutriente

Processo:13/22055-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de janeiro de 2014 - 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Roger Chammas
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):AnóxiaMelanomaOncologiaAutofagia
Resumo
Melanoma, assim como outros tumores sólidos, é formado por uma massa heterogênea de células, cuja distribuição de oxigênio e nutrientes pelos vasos sanguíneos se dá de maneira desigual. Com a excessiva proliferação celular, algumas áreas do tumor sofrem privação de nutrientes e ficam expostas à condição de hipóxia. Em ambos os contextos, além das células sofrerem apoptose e necrose, pode haver ainda o desencadeamento do mecanismo de autofagia. Como este processo catabólico, importante para manutenção da homeostase celular através do "serviço de limpeza" e para sobrevivência, ocorre em situações frequentemente observadas na massa tumoral, o interesse em relacionar este mecanismo com o processo de progressão tumoral tem aumentado nos últimos anos. A autofagia pode ser amplificada pela reperfusão de áreas que estavam submetidas à hipóxia e alguns estudos sugerem que células que sofrem autofagia são exatamente aquelas que possuem resistência ao tratamento. Além desta amplificação, esta reoxigenação poderia levar a produção da molécula PAF e seus derivados pela oxidação dos lipídeos da membrana celular. PAF não está estocado nas células, tendo sua síntese dependente da ativação celular por diferentes estímulos, como fatores de crescimento, radiação, estresse oxidativo, e é secretado por diferentes tipos de células, como células endoteliais, inflamatórias, células do estroma e células tumorais, incluindo melanoma. Como parece haver uma relação entre o receptor de PAF e proteção ao dano celular, temos como objetivo avaliar a possível relação entre a via de PAF e seu receptor, PAFR, e autofagia em uma linhagem de melanoma humano, utilizando como modelo ciclos de hipóxia e reoxigenação e privação de nutriente. Assim, a linhagem SKmel37 será exposta a condições de hipóxia seguida de reoxigenação e privação de nutriente, de modo a observar a expressão de PAFR em níveis protéicos, comparando esta expressão com os controles. Além disso, a autofagia também será analisada neste mesmo modelo experimental. Uma vez determinadas as melhores condições para a observação destes eventos, será estudada a relação entre PAFR e autofagia utilizando um inibidor de autofagia, 3-metiladenina, e um antagonista de PAFR, WEB 2086. Se, de fato, houver uma maior expressão de PAFR neste modelo, bem como uma maior ativação de autofagia, e se houver uma relação entre ambos, utilizar o antagonista de PAFR pode ser um bom alvo terapêutico que melhore a eficiência do tratamento convencional com quimioterápico. (AU)

Análise proteômica da membrana celular de fibroblastos gengivais humanos cultivados sobre diferentes superfícies de titânio e avaliação do uso de antioxidante exógeno para controle do estresse oxidativo celular

Processo:13/19791-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência: 01 de janeiro de 2014 - 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Altair Antoninha Del Bel Cury
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba, SP, Brasil
Assunto(s):ImplantodontiaGengivaOsseointegraçãoProteômicaMembrana celularFibroblastosTitânioAntioxidantesEstresse oxidativo
Resumo
Tratamentos de superfície são aplicados em implantes dentais com o intuito de modificar estas superfícies aumentando a rugosidade e otimizar a osseointegração. Em que pese o sucesso clínico alcançado com estas modificações é comum a ocorrência de reabsorção óssea cervical, também denominada saucerização óssea, que expoe a região cervical do implante ao tecido conjuntivo do tecido gengival. Essa condição pode permitir o movimento de bactérias e toxinas da cavidade bucal para o tecido ósseo e dessa forma adesão entre tecido gengival e superfície dos implantes para formar uma barreira é de extrema importância para o sucesso da osseointegração. Até o presente, a influência da rugosidade na adesão de fibroblastos gengivais não foi investigada pelas técnicas mais recentes de análise proteômica. Sabe-se também, que nanopartículas de titânio podem ser liberadas nesta região após a inserção do implante, as quais têm potencial citotóxico pelo desencadeamento de estresse oxidativo nas células e assim modular processo de inflamação. Neste contexto, a administração de antioxidantes naturais, como a procianidina, comumente encontradas em diversos alimentos, pode estimular a bioatividade celular atenuando o processo inflamatório quando em contato com nanopartículas de titânio. Assim, o objetivo deste trabalho será avaliar a influência da rugosidade de superfície do titânio na expressão de proteínas de membrana celular de fibroblastos gengivais humanos através da análise proteômica, assim como avaliar o potencial oxidativo de partículas de titânio em células do tecido gengival. Células primárias de fibroblastos gengivais humanos serão cultivadas sobre discos de titânio comercialmente puro grau 4 (12,7 × 2 mm) com superfície minimamente rugosa, moderadamente rugosa e rugosa. Após 4, 12 e 24 h de cultivo, as células serão coletadas e as proteínas da membrana celular extraídas utilizando um kit cormercial. As proteínas serão separadas por eletroforese em gel de poliacrilamida e os spots diferenciais referentes à cada superfície serão identificados por análise proteômica utilizando espectrômetro de massas in Tandem (LC-MS/MS). Nestes mesmos períodos, as células serão coradas para visualização por microscopia confocal a laser para correlacionar a morfologia celular com a expressão de proteínas de membrana. A avaliação do potencial inflamatório das partículas de titânio será realizada pelo ensaio de redução do composto diacetato de diclorofluorescina (DCFH-DA). Para avaliar o efeito de procianidina B2 como tratamento, será usado o ensaio de redução do sal de tetrazolium (MTS) e contagem celular com azul de tripano. (AU)

Efeito da exposição ocupacional aos resíduos de gases anestésicos no estresse oxidativo

Processo:13/12120-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Mariana Gobbo Braz
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Assunto(s):Exposição ocupacionalAnestesiologiaAnestésicos inalatórios
Resumo
Raros são os dados existentes no Brasil em relação ao monitoramento da exposição profissional aos resíduos de gases anestésicos e pouco se conhece sobre o possível efeito tóxico desses anestésicos em relação ao estresse oxidativo. Desta forma, o presente projeto foi delineado com o objetivo de avaliar o estresse oxidativo (peroxidação lipídica e avaliação da capacidade antioxidante total) em médicos residentes expostos aos resíduos de gases anestésicos. O estudo será realizado no centro cirúrgico do Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, em 60 médicos residentes, sendo 30 sem exposição e 30 residentes das áreas da Anestesiologia e Cirurgia com exposição de três anos aos resíduos de gases anestésicos (isoflurano, sevoflurano, desflurano e óxido nitroso). Amostras de sangue venoso serão coletadas uma única vez de todos os profissionais. Para avaliação de peroxidação lipídica plasmática, analisar-se-ão dois importantes marcadores: o malonaldeído (MDA), que será determinado por cromatografia líquida de alta performance (HPLC), e o 4-hidroxinonenal (4-HNE), o qual será detectado por imunoensaio (ELISA). Além disso, a capacidade antioxidante total (TAP) será determinada por fluorescência. Espera-se que os resultados possam trazer informações relevantes para o entendimento do possível efeito adverso dos resíduos de gases anestésicos e contribuir para o estabelecimento de estratégias que visem à redução dos riscos para os indivíduos expostos. Cabe ressaltar que este estudo é parte de um projeto mais amplo que visa, também, investigar o efeito dos resíduos de gases anestésicos sobre o nível de danos oxidativos no DNA e possíveis alterações cromossômicas em profissionais recentemente expostos (Tese de Doutorado). (AU)

Efeito do diabetes gestacional moderado e da reposição materna com insulina sobre a próstata ventral de filhotes machos de rato Wistar. estresse oxidativo e metaloproteinases de matriz

Processo:13/19673-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Luis Antonio Justulin Junior
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Assunto(s):PróstataDiabetes gestacional
Resumo
Diabetes mellitus é uma síndrome clínica heterogênea, causada pela falta de produção de insulina pelas células beta pancreáticas ou pelo defeito nos receptores para insulina nas células alvo, resultando em doença metabólica hiperglicêmica. Quando associado à gravidez, o diabetes causa complicações maternas e fetais, hiperglicemia materna, estimula o crescimento fetal (macrossomia), tudo isso devido à maior disponibilidade de glicose no fluxo sanguíneo e pela regulação de fatores de crescimento. O alto peso no nascimento está relacionado com o risco de desenvolver resistência a insulina, obesidade e diabetes tipo 2 na idade adulta. O diabetes também afeta o sistema reprodutivo masculino, especialmente as glândulas sexuais acessórias e as gônadas. Embora vastas publicações tenham verificado os efeitos do diabetes nas funções testiculares e fertilidade de machos, o impacto do diabetes gestacional sobre a morfogênese e o crescimento da próstata da prole masculina ainda é limitado. Diante da relevância clínica do assunto, o objetivo deste projeto é avaliar os efeitos do diabetes gestacional e da reposição com insulina materna sobre enzimas associadas ao envelhecimento celular, estresse oxidativo e remodelação tecidual na próstata ventral de filhotes machos. Para isso, serão investigados os efeitos do Diabetes mellitus gestacional sobre a morfologia da próstata ventral na puberdade e na idade adulta. Serão feitas análises imunohistoquímicas para Ki-67 e de western blotting e imunohistoquímica para Glutationa S Transferase (GST-pi), Cicloxigenase-2 (Cox-2), Sirtuína (SIRT-1), além marcação de células apoptóticas e análise de zimografia para as Metaloproteinseses de Matriz (MMPs) 2 e 9 nos animais machos aos 60 e 120 dias de idade, visando um melhor entendimento dos efeitos do diabetes gestacional sobre a próstata. Este projeto de iniciação científica é parte de um projeto de auxílio regular em desenvolvimento (Processo FAPESP 2012/18100-9). (AU)

Efeitos da dieta hipercalórica sobre a secreção de insulina e atividade da NAD(P)H oxidase em ilhotas pancreáticas de camundongos Knockout para gp91 PHOX

Processo:13/12702-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 30 de novembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Angelo Rafael Carpinelli
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

Patrícia Riva Patrício

Assunto(s):Ilhotas pancreáticasÁcidos graxosLinfócitos BProdutos finais de glicosilaçãoEspécies de oxigênio reativasNADPH oxidaseDieta hiperlipídicaResistência à insulinaDiabetes mellitus
Resumo
As ilhotas pancreáticas são constituídas em maior parte por células B, secretoras de insulina, e têm sua função modulada pela concentração de nutrientes presentes na circulação, dentre eles a glicose, reconhecida como principal secretagogo de insulina. Distúrbios metabólicos como, obesidade e resistência à insulina são caracterizados pelo desbalanço na homeostase glicêmica e pela deficiência na secreção e/ou ação deste hormônio, produzido pelas células B do pâncreas. Tais distúrbios são induzidos pela ingestão de alimentos hipercalóricos que levam ao aumento da concentração sérica de ácidos graxos (AG) ocasionando acúmulo de lipídeos nos tecidos, resistência à ação da insulina, hiperinsulinemia e hiperglicemia. O excesso de AG pode provocar danos à célula B pancreática, os quais são causados pelo acúmulo de metabólitos derivados desses ácidos graxos. Paralelamente, o aumento na concentração plasmática de glicose acarreta distúrbios que têm sido atribuídos a um desvio no direcionamento metabólico deste substrato associado à formação excessiva dos produtos de glicação avançada (AGEs) e de espécies reativas e oxigênio (EROs). O aumento circulante de AGEs está associado às complicações do diabetes mellitus (DM) e até mesmo à própria origem da doença. A formação excessiva de EROs resulta em estresse oxidativo, o qual também está relacionado à perda da funcionalidade das células B pancreáticas. Um exemplo de produção celular de EROs, é a catalisada pela enzima nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato oxidase (NAD(P)H oxidase) a qual é expressa pelas células B pancreáticas. Desta forma, o desbalanço da homeostase glicêmica correlaciona-se com o aumento na produção de AGEs e EROs. Até o momento são pouco conhecidos os mecanismos envolvidos nos efeitos deletérios dos AGEs sobre a funcionalidade das ilhotas pancreáticas e a possível ativação da enzima NAD(P)H oxidase por esses agentes no aumento da produção de EROs, como sabidamente ocorre em outros tecidos. Assim, o objetivo do presente estudo é induzir em camundongos selvagens e Knockout para a gp91 (sítio ativo da NAD(P)H oxidase) o desbalanço glicêmico através do tratamento dos animais com dieta hiperlipídica acrescida de sacarose. Nesse modelo, onde a produção de AGEs está aumentada, pretendemos avaliar a produção de EROs e a expressão e atividade da enzima NAD(P)H oxidase em células B pancreáticas e a possível modulação dessa atividade pelos AGEs. (AU)

Efeito do bloqueio crônico do receptor da endotelina-1 nos principais fatores de progressão da injúria renal crônica (IRC), diabetes e hipertensão, em modelo experimental in vivo e in vitro

Processo:13/09445-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 30 de novembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Fernanda Teixeira Borges
Beneficiário:
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

Nestor Schor

Assunto(s):NefrologiaNefropatias diabéticasLesão renal agudaDiabetes mellitusHipertensãoEndotelina-1Estresse oxidativoFibrose
Resumo
O Diabetes Mellitus (DM) e a hipertensão são as principais causas da doença renal crônica. A nefropatia diabética, decorrente da hiperglicemia crônica, afeta cerca de 40% dos pacientes diabéticos, e é a principal causa de morbidade e mortalidade entre eles. A hipertensão é o outro importante fator de risco para doença renal crônica, pois altera a microcirculação renal, assim como o metabolismo. O dano renal progressivo decorrente da esclerose glomerular, dano túbulo-intersticial e proteinúria levam ao desenvolvimento da doença renal de estágio final. O dano decorrente da hiperglicemia crônica, bem como da hipertensão, é causado parcialmente pela produção de espécies reativas de oxigênio. Assim diferentes agentes antioxidantes têm sido testados. A endotelina-1 tem ações inflamatórias, proliferativas e fibróticas no rim e é produzida em praticamente todas as células renais. Vários estímulos aumentam a sua produção. O bloqueio do receptor da endotelina-1 tem ação anti-inflamatória e antifibrótica, em parte inibindo a produção de espécies reativas de oxigênio. O objetivo deste projeto é analisar o efeito do Macitentan, um novo antagonista inespecífico dos receptores da endotelina-1, em modelos experimentais in vivo de diabetes tipo I e hipertensão, bem como em células mesangiais em cultura expostas a altas concentrações de glicose, célula intimamente envolvida na produção de matriz durante a exposição crônica a glicose. (AU)

Estudo dos mecanismos moleculares associados à proteína SET com impacto na tumorigênese e progressão do câncer oral

Processo:13/10898-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Carlos Curti
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesq. associados:

Carlos Curti

Assunto(s):OncologiaNeoplasias de cabeça e pescoçoCarcinoma de células escamosasSinalização celularExpressão gênicaMicroRNAsInstabilidade genômica
Resumo
Este projeto visa à continuidade do estudo molecular e bioquímico da proteína SET na tumorigênese e na progressão e disseminação de tumores sólidos tendo como modelo/abordagem experimental o carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço (HNSCC). A principal frente de investigação fundamenta-se no impacto desta proteína em vias de sinalização intracelular importantes para tumorigênese. Em nível molecular, os mecanismos de ação desta proteína no câncer oral ainda não são suficientemente compreendidos, embora várias funções tenham sido já descritas. Recentemente, nosso grupo mostrou o forte acúmulo da SET em amostras HNSCC, seu envolvimento na via de sinalização Akt em resposta ao estresse oxidativo e sua potencial função na resposta a danos no DNA. Além disto, no projeto anterior, obtivemos evidências de que o nível da SET na célula altera o nível de alguns miRNAs e RNAs de diversos fatores de transcrição alterados em câncer, fato este que sugere sua ação em controle de expressão. Obtivemos também evidências do seu envolvimento com invasão celular, diferenciação epitélio-mesenquimal e com resposta imune contra tumores xenoenxerto em camundongo nude a partir de linhagem HNSCC com a SET silenciada. Todos estes dados apontam para novas funções da proteína SET que podem contribuir para o câncer. Entretanto, os mecanismos moleculares relacionados com as ações descritas acima ainda não foram determinados, pois depende de mais estudos. Sendo assim, propomos neste projeto definir alguns dos mecanismos moleculares pelos quais a proteína SET contribui para a tumorigenese e a progressão do câncer oral. Para responder esta pergunta serão utilizadas linhagens celulares HNSCC (HNSCC: HN13, HN12, HN6, CAL-27), NOK-SI (queratinócito espontaneamente imortalizado) e a linhagem renal HEK293 (todas cedidas pelo Dr. J.Silvio Gutkind, NIH, EUA), após knockdown ou superexpressão da proteína de interesse. Estratégias de biologia celular e molecular e bioquímica serão empregadas no estudo funcional da proteína usando modelo in vitro e in vivo. Western blotting e imunofluorescência serão métodos utilizados para determinar o status (fosforilação e nível) das proteínas e distribuição na célula. Vários métodos e estratégias serão usados: RNA de interferência, sistemas de PCR array em tempo real, PCR em tempo real para miRNA, PCR, screening de quinases fosforiladas usando um sistema Antibody Array, interação proteína-proteina, ELISA, citometria de fluxo, proliferação celular, invasão, análise de metilação por PCR e PCR em tempo real, microscopia, formação de tumores xenoenxerto em camundongo nude, entre outros. Espera-se nesta proposta identificar os mecanismos moleculares associados a SET que favorecem o desenvolvimento e a progressão do câncer oral, com ênfase nas seguintes ações: instabilidade genômica, metilação de DNA, expressão de miRNAs, fosforilação de quinases, diferenciação epitélio-mesenquimal, resposta imune tumoral. A abordagem é multidisciplinar e permitirá ampliar o entendimento sobre as funções da SET no câncer oral. (AU)

Suplementação nutricional com leucina modula metabolismo muscular fetal alterado pelo crescimento do Tumor de Walker 256. (Leucine-rich diet supplementation modulates foetal muscle protein metabolism impaired by Walker-256 tumour)

Processo:13/21074-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 31 de maio de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Desnutrição e Desenvolvimento Fisiológico
Pesquisador responsável:Maria Cristina Cintra Gomes Marcondes
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Assunto(s):Metabolismo proteicoCaquexiaProteóliseLeucina
Resumo
Caquexia-cancer induz vários distúrbios metabólicos, onde ae espoliação de proteínas é mais intensa , quando associado com a gravidez. Ratas grávidas portadoras de tumor têm prejuízo do balanço proteico, pela diminuição da síntese de proteínas e aumento da degradação proteica muscular . Sabendo-se que os aminoácidos de cadeia ramificada leucina , especialmente , estimulam a síntese de proteínas , neste estudo, foi investigado o efeito de dieta rica em leucina no metabolismo das proteínas nos músculos gastrocnêmio fetais de ratas grávidas com tumor . Métodos: Os fetos de ratas grávidas com ou sem tumores Walker 256 foram obtidos a partir de seis grupos. Durante os 20 dias do experimento , os grupos de grávidas foram alimentados com uma dieta controle ( C - grupo controle ; W - ratos portadores de tumor ; Cp - ratos alimentados com a mesma dieta normoprotéica - como o grupo W) ou com uma leucina - dieta rica ( L - leucina ratos ; LW - ratos portadores de tumor de leucina , e Lp - ratos alimentados com a mesma dieta rica em leucina como o grupo LW). Após o sacrifício, amostras do músculo gastrocnêmio dos fetos foram ressecados , e avaliada síntese e degradação de proteínas muscular e atividades das enzimas quimotripsina -like, catepsina e calpaína. As enzimas musculares oxidativas (superóxido dismutase, catalase, glutationa -S- transferase) , fosfatase alcalina e da peroxidação lipídica ( malondialdeído ) também foram determinados . Resultados: Crescimento do tumor promoveu redução de peso fetal , que foi associada com a diminuição de proteínas séricas , albumina e glicose e os níveis de hematócrito baixo nos fetos do grupo W , enquanto que em fetos LW , estas mudanças foram menos pronunciados . A síntese de proteínas do músculo (medido por L -[3 H] incorporação -fenilalanina ) foi reduzida nos fetos W, mas foi recuperada no grupo LW. Degradação de proteínas (avaliado pela liberação de tirosina) foi aumentada nos grupos L e W, mas a atividade da quimotripsina -like aumentou somente no grupo W e tendeu a aumentar nos fetos LW . A actividade da catepsina H foi significativamente maior nos fetos W, mas a via proteolítica dependente de cálcio mostrou a actividade semelhante. Em paralelo, intenso processo de estresse oxidativo foi observado somente nos fetos W . Conclusão: Os dados sugerem que as vias proteolíticas proteassomica e lisossomal e estress oxidativo provavelmente participam do processo de catabolismo muscular fetal de ratas grávidas portadores de tumor de Walker . Em contraste, LW fetos apresentaram valores semelhantes aos dos grupos de controle, sugerindo que este grupo foi beneficiado pela suplementação de leucina na dieta. (AU)

Overtraining is associated with DNA damage in blood and skeletal muscle cells of Swiss mice

Processo:13/21058-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 31 de maio de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Adelino Sanchez Ramos da Silva
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):FisiologiaOvertraining
Resumo
Conhecimento prévio: O Ensaio Cometa (Eletroforese em gel de célula única) é um método útil para quantificação do dano no DNA Embora tenham sido realizados alguns estudos sobre os efeitos agudos e crônicos do exercício sobre o dano no DNA medido pelo teste do cometa, não se sabe se um protocolo de treinamento aeróbio com intensidade, volume e carga claramente definidos irá melhorar o desempenho sem provocar danos ao DNA de células do sangue periférico. Além disso, os efeitos do excesso de treinamento (overtraining) no dano do DNA são desconhecidos. Portanto, este estudo teve como objetivo analisar os efeitos do treinamento aeróbio e overtraining em danos no DNA em sangue periférico e células do músculo esquelético de camundongos Swiss. Para analisar as possíveis alterações nestes parâmetros com o estresse oxidativo, medimos os níveis de glutationa reduzida (GSH) no sangue total e os níveis de GSH e peroxidação lipídica em amostras musculares.Resultados: As avaliações de desempenho (ou seja, teste de carga incremental e teste exaustivo) apresentaram diferenças intra e inter grupos. O grupo overtrained (OTR) mostrou um aumento significativo no dano do DNA em comparação com o grupo controle (C) e treinado (TR). Níveis de GSH foram significativamente menores no grupo OTR em comparação com os grupos C e TR. O grupo OTR apresentou níveis significativamente mais elevados de peroxidação lipídica em comparação com os grupos C e TR.Conclusões: Os parâmetros de desempenho aeróbio e anaeróbio podem ser melhorados em resposta ao treinamento realizado na máxima fase estável de lactato (MFEL) sem provocar danos no DNA em sangue periférico e células musculares esqueléticas ou estresse oxidativo nas células musculares esqueléticas. No entanto, o overtraining induzido pela corrida na descida está associado a danos no DNA em sangue periférico e células do músculo esquelético, e com o estresse oxidativo em células musculares esqueléticas e sangue total. (AU)

Efeitos da suplementação de taurina e achocolatado sobre a composição corporal, desempenho atlético e estresse oxidativo em triatletas de elite

Processo:13/05620-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2013 - 31 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Ellen Cristini de Freitas
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesq. associados:

Julio Sérgio Marchini ; Flávia Giolo De Carvalho

Assunto(s):Nutrição esportivaSuplementação alimentarTaurinaEstresse oxidativoComposição corporalDesempenho esportivoAtletas
Resumo
A taurina é um composto nitrogenado, encontrado principalmente no coração, leucócitos, retina, sistema nervoso central, e principalmente nos músculos. Apresenta diversos efeitos fisiológicos benéficos podendo-se destacar ação antioxidante, aumento da força de contração muscular e da sensilbilidade à insulina. A prática de triatlo, esporte de intensidade média a alta, provoca a elevação da taxa de consumo de oxigênio durante o exercício intenso e o consequentemente aumento da produção de radicais livres e o estresse oxidativo, podendo comprometer o desempenho do atleta. Devido a necessidade de treinamento semanal intenso, os triatletas necessitam de cuidados nutricionais que vão desde a adequação de calorias e macronutrientes até a utilização de nutrientes específicos que possam auxiliar para manutenção da saúde. Assim, acredita-se que a utilização de taurina associada ao achocolatado no pós-exercício, pode favorecer a ação metabólica geral da insulina de modo a regular o metabolismo dos carboidratos, auxiliar na recuperação muscular, na glicogênese e prevenir de danos oxidativos decorrente da atividade física intensa, e desta forma favorecer o desempenho atlético e o ganho de massa muscular de triatletas. Objetivo: Avaliar os efeitos da suplementação de taurina e leite com achocolatado sobre a composição corporal, desempenho atlético e estresse oxidativo em triatletas de elite. Métodos: Participarão do estudo 20 atletas de elite de triatlo, do sexo masculino, com idade entre 30 a 45 anos, da cidade de Ribeirão Preto. Será realizado um estudo duplo-cego, crossover, com wash out de 2 semanas, no qual será oferecido durante o período de oito semanas cápsulas contendo três gramas de taurina ou placebo, e 400 ml de achocolatado pronto para beber. A fim de avaliar os efeitos da suplementação, serão dosadas as concentrações de taurina sérica e urinária, lactato sanguíneo, insulina e marcadores de estresse oxidativo (MDA, GSH e vitamina E). Serão realizadas medidas de composição corporal pelo método de água marcada com Deutério. As avaliações ocorrerão em quatro momentos: 1o- antes de iniciar a temporada de treinamento; 2o- após 8 semanas de treino; 3o- o no início da segunda temporada de treino e, 4o- após 8 semanas de treino e encerramento da suplementação. Os dados serão organizados conforme os grupos de estudos em média e desvio padrão com aplicação de teste de análise de variância para verificação das diferenças significativas (p<0,05). (AU)
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