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Resumo

Doenças neurodegenetativas, tais como doença de Parkinson, Alzheimer, Demência de Corpos de Lewis e Esclerose Lateral Amiotrófica entre outras são caracterizadas pelo depósito de proteínas agregadas insolúveis e estão associadas com o acúmulo de proteínas ubiquitinadas em inclusões neuronais. O acúmulo destas proteínas pode ocorrer por mecanismos que envolvem mutações, superprodução ou devido ao comprometimento no processo de degradação destas proteínas. Inibição da rota de degradação das proteínas é causado pelo bloqueio do sistema ubiquitina/proteassoma (SUP). Acredita-se que o acúmulo de agregados de proteínas ubiquitinadas é resultado do mal funcionamento da rota de degradação via SUP, causado por eventos provenientes do estresse oxidativo e produção de moléculas neurotóxicas ou por alterações estruturas das proteínas substratos os quais evitam o reconhecimento pelo SUP para degradação. A relação entre estes eventos ainda não está bem estabelecido, no entanto acredita-se que eles estão relacionados com as condições de estresse oxidativo. Em condições de estresse oxidativo, muitas espécies reativas de oxigênio (ERO) são gerados e reagem com moléculas presentes no sistema biológico gerando novos produtos e alguns destes apresentam citotoxicidade para a célula, gerando danos ao sistema biológico. A reação de proteínas com ERO podem inativar os sítios ativos das enzimas ou afetar a conformação estrutural das proteínas e desativar suas funções.Neste contexto, este projeto propõe estudar as modificações estruturais em proteínas como a ubiquitina causadas por produtos de estresse oxidativo identificados em concentrações anormais em doenças neurodegenerativas e como estas modificações poderiam prejudicar a função do SUP, utilizando técnica espectroscópica de ressonância magnética nuclear e espectrometria de massa. (AU)

Resumo

Efeitos pleiotrópicos de inibidores da absorção de colesterol ainda são controversos. Assim, este estudo teve como objetivo comparar a ação de uma droga (ezetimiba) e um alimento funcional contendo ésteres de esteróis vegetais sobre biomarcadores de estresse oxidativo. Neste estudo duplo-cego, 37 pacientes com diabetes tipo 2 em tratamento com estatinas foram distribuídos aleatóriamente para receber ezetimiba 10,0 mg / d ou a consumir um chocolate contendo 2,1 g de ésteres de fitoesteróis por 6 semanas. Indivíduos em intervenção com ezetimiba apresentaram maior redução do LDL-C (-29%) do que os indivíduos sob intervenção com esteróis vegetais (-7%). Após 6 semanas, observou-se que a ezetimiba promoveu um aumento da atividade da superóxido-dismutase e glutationa redutase, enquanto que os esteróis vegetais não alteraram esses biomarcadores. No entanto, os pacientes responderam de forma diferente para a mesma intervenção. Entre os indivíduos que apresentaram a maior redução do LDL-C e oxLDL-C, a redução oxLDL-C observada em indivíduos em tratamento de esteróis vegetais (-20,0%) não diferiu dos valores encontrados em indivíduos tratados com ezetimiba (-21,1%). Além disso, 16 pacientes em tratamento com esteróis atingiram o objetivo terapêutico ótimo para o LDL-C (<70 mg / dL). Os esteróis vegetais foram adicionados a uma barra de chocolate sem açúcar, que pode ser facilmente adicionada à dieta de indivíduos com diabetes ou síndrome metabólica, sem qualquer efeito adverso, representando assim uma alternativa de co-terapia com estatinas. (AU)

Resumo

Introdução: Em investigação anterior demonstro-se que a hiperglicemia pode proteger o coração contra a lesão isquêmica. O objetivo do presente estudo foi investigar a associação entre hiperglicemia e infarto do miocárdio sobre a modulação autonômica cardiovascular e o perfil de estresse oxidativo cardíaco em ratos. Materiais e Métodos: Ratos Wistar machos foram divididos em: controle (C), diabético (D), ratos infartados infartados (MI) e diabéticos do miocárdio (DMI).O diabetes foi induzido por estreptozotocina (STZ, 50 mg / kg) no início do protocolo e o infarto do miocárdio foi induzido por oclusão coronária esquerda 15 dias após STZ. Trinta dias após a indução streptozocin-diabetes,a modulação autonômica cardiovascular foi avaliada por análise espectral, e o perfil de estresse oxidativo foi determinado pela atividade das enzimas antioxidantes e ânion superóxido, juntamente com carbonilação de proteínas e equilíbrio redox da glutationa (GSH/GSSG). Resultados: Os grupos de diabéticos e infartados apresentaram diminuição da variabilidade da freqüência cardíaca e da modulação vagal (p <0,05; no entanto, a modulação simpática diminuiu apenas no grupo de diabéticos (p <0,05). O equilíbrio simpato/vagal e a modulação simpática vascular aumentaram apenas no grupo MI (p <0,05). Diabetes promoveu um aumento na concentração de catalase (p <0,05). A atividade da glutationa peroxidase estava aumentada apenas em DMI quando comparado com os outros grupos (p <0,05). Ânion superóxido e carbonilação de proteínas faumentaram apenas no grupo MI (p <0,05). O equilíbrio redox cardíaco, avaliada por GSH/GSSG, estava menor no grupo MI (p <0,05). Conclusões: Estes dados sugerem que a hiperglicemia promove mecanismos compensatórios que podem oferecer proteção contra a isquemia, como demonstrado pelo aumento antioxidantes, diminuição da pró-oxidantes e danos proteína, possivelmente relacionados com os progressos tanto no equilíbrio redox e modulação simpática para o coração. (AU)

Resumo

Pacientes com HIV/AIDS são provavelmente mais predispostos à deficiência de vitamina E considerando-se a maior exposição ao estresse oxidativo. Adicionalmente existe um número expressivo de drogas nos esquemas de terapia antirretroviral de alta eficiência-HAART que podem interferir nas concentrações de vitamina E. O objetivo deste estudo foi comparar as concentrações sanguíneas de alfa-tocoferol em 182 pacientes recebendo diferentes regimes de HAART. Os pacientes foram divididos em 3 grupos de acordo com seus regimes terapêuticos: inibidores dos nucleosídeos análogos de transcriptase reversa (NRTIs)+inibidores de nucleosídeos não análogos de ranscriptase reversa (NNRTIs) e NRTIs+inibidores de protease+ritonavir; NRTIs+outras classes. O alfa-tocoferol foi determinado por HPLC. Análise de regressão múltipla avaliouo o efeito dos regimes HAART, tempo de uso e aderência ao regime nas concentrações de vitamina E. As concentrações de alfa-tocoferol foram em média 4,12µmol/L menores para NRTIs+outras classes quando comparadas a NRTIs+NNRTIs (p=0,037). Houve uma associação positiva (p<0,001) entre concentrações de alfa-tocoferol e colesterol, achado explicado em parte pela relação entre vitaminas lipossolúveis e perfil lipídico. Este estudo demonstrou diferenças entre concentrações de alfa-tocoferol entre pacientes em uso de diferentes regimes de HAART, especialmente naqueles envolvendo uso de novas drogas. Estudos coorte são necessários para monitorar o estado de vitamina E de pacientes com HIV/AIDS desde o início do tratamento.Palavras-chave: alfa-tocoferol; vitamina E; micronutrientes; HIV; HAART. (AU)

Resumo

O presente estudo tem como objetivo geral avaliar as alterações clínicas e laboratoriais (perfil de citocinas, dosagem de creatinina quinase, lactato, lactato desidrogenase, estresse oxidativo, hemogasometria e avaliação eletrolítica) de equinos submetidos a exercício físico de curta duração e de alta intensidade. Para isso serão utilizados 32 animais. Os animais serão divididos nos seguintes grupos: grupo tambor treino regular (GTTR), grupo tambor treino esporádico (GTTE), grupo laço em dupla treino regular (GLTR) e grupo laço em dupla treino esporádico (GLTE). Os parâmetros clínicos avaliados serão: frequência cardíaca, respiratória, hidratação, coloração de mucosas e temperatura corpórea. As temperaturas externas correspondentes à musculatura de pescoço, membros torácicos e pélvicos (faces internas e externas) e região lombar serão mensuradas por meio da termografia. Todos os dados serão anotados em uma ficha individual. Serão colhidas amostras de 5mL de sangue com anticoagulante para a realização de hemograma, 2,5 mL em tubo estabilizador de RNA para PCR em tempo real e 10 mL sem anticoagulante, para as análises bioquímicas do soro sanguíneo. A coleta de sangue e avaliação dos equinos serão realizadas 30 minutos antes (M0), logo após (M1) e depois de 30 minutos (M2), uma (M3), duas (M4), seis (M5) e 24 horas (M6) da competição. (AU)

Resumo

Plantas que produzem flores têm à sua disposição um maquinário de reprodução com grande apelo estético. Entretanto, a diversidade de cores encontrada nas flores não reflete completamente o contraste produzido pelo conjunto de pigmentos presente nas pétalas e nas outras estruturas da planta. Além da interação com a luz visível, alguns pigmentos vegetais podem absorver luz ultravioleta ou emitir fluorescência, características que favorecem a interação planta-polinizador. Betalaínas são pigmentos vacuolares atóxicos derivados da L-tirosina, presentes em grande parte das flores com pétalas fluorescentes. A estabilização de betalaínas fora do vacúolo vegetal é difícil dada a sua grande reatividade ácido-base e redox. Todavia, esta versatilidade química favorece a interação de betalaínas com biomoléculas e o seu acúmulo em compartimentos subcelulares, tornando estes pigmentos antioxidantes agentes terapêuticos para doenças relacionadas ao estresse oxidativo. Com este projeto de pesquisa interdisciplinar buscamos entender melhor a natureza química e aplicar os efeitos da interação intermolecular entre betalaínas e outras espécies químicas. Propõe-se: i) estudar os efeitos da interação de solventes, íons e copigmentos com betalaínas naturais e artificiais, ii) investigar o(s) mecanismo(s) da oxidação de betalaínas naturais por um radical orgânico e por cátions de metais nobres de forma a estabelecer relações estrutura-reatividade e iii) ampliar o entendimento sobre a interação de betalaínas e biomoléculas que podem estar evolvidos na internalização e acúmulo destes pigmentos in cellula. (AU)

Resumo

A resistência à insulina no músculo esquelético é uma característica em diabéticos. Recentemente, foi demonstrada uma forte associação entre deficiência de ATM e estresse oxidativo, uma condição favorável à instalação de doenças neurodegenerativas, oncogênicas e metabólicas. Sob estresse oxidativo, a transcrição do PGC1-± sofre redução, aumentando as evidências de que a ativação de Akt pode estar fortemente associada à indução de PGC1-±. Portanto, estamos propondo a hipótese de que a ATM possa regular a expressão de PGC1-± protegendo as células musculares contra o estresse oxidativo e a instalação da resistência à insulina. Para tanto, nos propomos a investigar o efeito da superexpressão e da redução na expressão de ATM na transcrição e no conteúdo da proteína PGC1-±, no consumo de oxigênio, na fosforilação de Akt, na captação de glicose e na expressão dos antioxidantes Sod, Cat, Gpx, Gr em células controles e resistentes à insulina. Investigaremos ainda o efeito da superexpressão de ATM em proteínas da via de indução da fosforilação do PGC1-± incluindo a fosforilação de AMPK, de CREB e da 38 MAKP em células controles. Como experimento controle pretendemos investigar o efeito da expressão ou inibição de ATM em linhagem mutante de fibroblastos (Atm/) A38 e (Atm+/+) A29 na expressão gênica e no conteúdo da proteína PGC1-±, no consumo de oxigênio, na fosforilação de Akt, na captação de glicose e na expressão dos antioxidantes Sod, Cat, Gpx, Gr. Finalmente, o conhecimento do mecanismo pelo qual a proteína ATM regula a função mitocondrial protegendo o tecido muscular de danos oxidativos poderá abrir novas perspectivas terapêuticas no controle do diabetes tipo 2. (AU)

Resumo

Evidências mostram a mobilidade das giberelinas (GAs) a partir do sistema radicular para a parte aérea durante o desenvolvimento, indicando o envolvimento desse hormônio nas respostas da parte aérea às condições de estresse, em especial o déficit hídrico, o mais preocupante dos estresses abióticos. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho é avaliar a importância da raiz como fonte de GA na sinalização do estresse hídrico para a parte aérea. Para isso, estamos propondo a técnica de enxertia com um mutante apresentando alta sensibilidade à GA (procera ou pro) como porta enxerto e o controle ausente da mutação (Micro-Tom ou MT). Para tal serão utilizados seis tratamentos, constituídos pelas combinações entre a planta controle e o mutante, bem como as testemunhas sem enxertia a fim de serem analisadas as seguintes respostas: (I) análise do crescimento; massa seca de raiz e parte aérea, comprimento, área e densidade das raízes, alongamento do caule, área foliar total da parte aérea e fluorescência; (II) análises bioquímicas; teores de clorofilas e carotenóides, atividade das enzimas, peroxidases, peróxido de hidrogênio (H2O2) e malondealdeído (MDA) bem como quantificação de GA na raiz e parte aérea; e (III) análise molecular do LeDREB2, um gene de resposta ao estresse hídrico. (AU)

Resumo

A Dexametasona (DEX) é amplamente utilizada no uso clínico por conta do seu potente efeito antialérgico e anti-inflamatório, contudo o seu uso crônico pode provocar diversos efeitos deletérios. Tem sido demonstrado que o tratamento com DEX contribui para o desenvolvimento de Hipertensão Arterial (HA), contudo os mecanismos responsáveis por esse efeito ainda não são totalmente compreendidos. Estudos sugerem que um possível mecanismo responsável por essa hipertensão possa ser um desequilíbrio entre produção e remoção de Espécies Reativas de Oxigênio (EROS). Inversamente, o treinamento físico aeróbio tem sido recomendado como co-adjuvante no tratamento da HA, além de se mostrado benéfico na redução do estresse oxidativo. Assim, o objetivo do presente estudo será investigar se a hipertensão induzida pela DEX está associada com o desequilíbrio entre a produção de EROS, principalmente pelo complexo enzimático NADPH oxidase, e a sua remoção pelas enzimas antioxidantes. Além disso, avaliar se a diminuição da Pressão Arterial (PA) induzida pelo treinamento físico está associada a um melhor balanço entre estes parâmetros. ratos Wistar machos (200g) serão submetidos a um período de Treinamento Físico (TF) aeróbio na esteira (60% da capacidade máxima por 74 dias, 5 dias por semana, 1 hora por dia) ou mantidos sedentários. Durante os últimos 14 dias os animais serão tratados com DEX (50¼g/kg de peso corporal por dia, s.c.) ou salina. O peso corporal será avaliado semanalmente durante o TF e diariamente durante o tratamento. A pressão arterial de repouso será aferida por meio de cateterização da artéria carótida após o tratamento com DEX. Posteriormente, após eutanásia, os músculos sóleo e tibial anterior serão retirados e processados para avaliação da expressão gênica e produção protéica das subunidades gp91phox, p47phox do complexo enzimático NADPH oxidase e das enzimas antioxidantes SOD-1, SOD-2 e CAT. Além disso, parte dos músculos será processada histologicamente para avaliação da formação total de EROS, pelos produtos da oxidação da dihidroetidina e da razão parede-luz das arteríolas, que será correlacionada com os valores de PA. Os resultados serão apresentados como média + erro padrão da média. ANOVA de dois caminhos será realizada para comparação entre os grupos e quando necessário será usado o post hoc de Tukey (p<0,05). (AU)

Resumo

A morfologia e a fisiologia da próstata têm sido examinadas com particular atenção devido às diferentes lesões que atingem esse órgão, destacando-se o câncer prostático (CP). Diferentes estudos demonstraram a importância dos andrógenos e estrógenos no desenvolvimento e manutenção da glândula prostática, bem como indicaram que a ação conjunta desses hormônios e seus receptores podem deflagrar lesões prostáticas. As células tumorais enfrentam dois grandes desafios: como atender as demandas bioenergéticas e biossintéticas do crescimento e proliferação celular aumentados e, como empreender estratégias de adaptação metabólica para sobreviver a flutuações ambientais de disponibilidade de nutrientes e oxigênio quando o crescimento tumoral ultrapassa a capacidade de abastecimento da vascularização existente. Como todas as células neoplásicas são dependentes desta alteração metabólica, essas vias alteradas representam um importante alvo terapêutico. Ainda, o consumo de oxigênio pelas células tumorais pode estar relacionado diretamente com a geração de espécies reativas de oxigênio (EROs), uma vez que essas são produzidas normalmente em doses baixas durante o processo de respiração celular. Esses fatos tornam o estudo da associação do CP, metabolismo energético, EROs e receptores de hormônios sexuais esteróides um importante avanço para o entendimento deste tipo de tumor, principalmente quando se relaciona esses eventos as condições basais e normais de uma célula. Assim, os objetivos gerais do presente estudo serão caracterizar e correlacionar o metabolismo energético, as enzimas formadoras de espécies reativas de oxigênio (EROs) e os receptores de hormônios sexuais esteróides como marcadores de relevância clínico-patológica e prognóstica para a classificação dos adenocarcinomas prostáticos de baixo, intermediário e alto graus. No presente trabalho serão utilizadas amostras prostáticas da zona periférica provenientes de 40 de pacientes, na faixa etária de 60 a 90 anos, com e sem diagnóstico de adenocarcinoma prostático, obtidas no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Amostras prostáticas de 10 pacientes serão provenientes de necropsia sem diagnóstico de lesão prostática e/ ou doença urológica. Em adição, as amostras prostáticas dos outros 30 pacientes serão provenientes de biópsia por agulha e/ ou prostatectomia radical. Os pacientes serão divididos em 4 grupos (10 pacientes cada): Grupo Normal (sem lesão), Grupo Adenocarcinoma de baixo grau (Escala de Gleason d 6); Grupo Adenocarcinoma de grau intermediário (Escala de Gleason 6 - 7) e Grupo Adenocarcinoma de alto grau (Escala de Gleason e 7). Posteriormente, as amostras prostáticas serão submetidas às análises histopatológicas e imunohistoquímicas. A partir do presente projeto espera-se obter maior conhecimento sobre o metabolismo energético e sua relação com as enzimas formadoras de EROs e receptores de hormônios sexuais, de modo que essas relações possam constituir uma importante ferramenta para o diagnóstico e seguimento de pacientes com câncer de próstata. (AU)

Resumo

A aterosclerose, uma importante causa de morbidade e mortalidade em todo o globo, é uma doença complexa e multifatorial desencadeada especialmente devido elevados níveis de lipídeos plasmáticos e que envolve três principais condições: inflamação crônica, dislipidemia e estresse oxidativo. Considerando os elevados custos envolvidos no tratamento da doença e suas comorbidades, iminência do tratamento subótimo e ainda baixa aderência à medicação, o uso combinado de compostos bioativos naturais, capazes de reduzir o risco para aterosclerose, pode promover proteção adicional. Neste estudo, serão avaliados os efeitos de três componentes bioativos (ômega-3, fitosteróis e chá verde), sobre biomarcadores de risco para aterosclerose em indivíduos com dislipidemia controlada por fármacos. Será realizado um estudo clínico randomizado, duplo-cego, de delineamento crossover, com a participação de 70 voluntários. A cada período de intervenção os participantes receberão um pacote para o tratamento funcional ou controle. O tratamento funcional será composto por cápsulas de ômega 3 (óleo de peixe) chocolate contendo fitosteróis e chá verde. O tratamento controle será composto por cápsulas de óleo de soja, chocolate sem adição de fitosteróis e chá de anis. Os voluntários serão orientados a consumir as cápsulas e o chocolate duas vezes ao dia após as principais refeições, e a consumir duas xícaras de chá verde ao dia. Após avaliação dos biomarcadores de inflamação, dislipidemia e estresse oxidativo, os voluntários que apresentarem melhores respostas ao tratamento funcional, serão selecionados para um período adicional de tratamento funcional associado à redução das dosagens de drogas hipolipidêmicas, a ser realizado individualmente pelo médico responsável. (AU)

Resumo

O câncer de cabeça e pescoço corresponde aos tumores localizados no trato aerodigestivo superior, como cavidade oral, faringe e laringe. O tratamento mais efetivo consiste na quimioterapia com altas doses de cisplatina, entretanto, seu uso é limitado devido às suas toxicidades causadas principalmente por estresse oxidativo. O objetivo deste estudo será avaliar o uso da n-acetilcisteína na atenuação de toxicidades causadas por estresse oxidativo em pacientes com câncer de cabeça e pescoço em tratamento com cisplatina. Trata-se de um estudo clínico, randomizado, placebo-controlado, duplo cego, cuja amostragem será consecutiva, a ser realizado no Ambulatório de Oncologia Clínica do Hospital de Clínicas/UNICAMP. Serão incluídos pacientes com câncer de cabeça e pescoço que iniciarão tratamento antineoplásico com cisplatina (80-100mg/m2 a cada 21 dias, por 3 ciclos) concomitante a radioterapia. Os pacientes serão divididos em dois grupos: os que receberão n-acetilcisteína e os que receberão placebo durante o tratamento. Em ambos os grupos serão avaliadas as toxicidades hematológicas, gastrintestinais, nefrotoxicidade, ototoxicidade e hepatotoxicidade; será mensurado o estresse oxidativo plasmático e celular; qualidade de vida; e custos para análise farmacoeconômica. Para análise estatística serão usados os testes Chi-quadrado, exato de Fisher, Mann-Whitney e ANOVA para medidas repetidas, considerando significativo o p<0.05. (AU)

Resumo

O envelhecimento está associado a rigidez vascular, hipertensão sistólica, e aterosclerose. O endotélio vascular exerce importantes efeitos parácrinos no músculo liso, incluindo a elaboração de óxido nítrico, espécies reativas de oxigênio e citocinas. Os sinais parácrinos provenientes do endotélio podem ser alterados por inúmeros fatores associados ao envelhecimento, incluindo os padrões de tensão de cisalhamento, fatores circulantes, e senescência celular endotelial. Alterações moleculares deletérias no endotélio resultam em respostas deficientes a vários estímulos vasodilatadores, e é um forte preditor de morbidade e mortalidade. As enzimas da classe das sirtuínas podem desempenhar um papel importante na proteção contra doenças relacionadas à idade. Sirtuínas incluem uma família antiga e diversificada de proteínas com 7 membros (SIRT1 a 7) que exibem uma diversidade e complexidade em seus padrões de localização celular e sítios de ação. A sirtuína 6 (SIRT6) desempenha um papel particularmente importante na proteção contra os fenótipos progeróides, assim como a deleção da SIRT6 resulta em acentuada perda óssea, cifolordose, e redução drástica da expectativa de vida. O papel da SIRT6 na regulação da função vascular, contudo, não é conhecido. Nossa hipótese central é que a redução da SIRT6 associada à idade aumenta a acetilação das histonas e a expressão de genes pró-oxidativos e contribui para a disfunção vascular. Portanto, nosso objetivo geral é estabelecer novas interações entre os aumentos do estresse oxidativo relacionados à idade, disfunção vascular, e a regulação da expressão gênica pela acetilação das histonas e identificar a SIRT6 como um novo e importante regulador da função vascular na saúde e um contribuidor ao processo patológico vascular relacionada ao envelhecimento. (AU)

Resumo

Leishmania ssp. são protozoários parasitas responsáveis por um complexo de doenças conhecidas como leishmanioses. Apresentam duas formas evolutivas principais: a promastigota flagelada, no tubo digestivo do inseto vetor, e a amastigota sem flagelo externo, no interior das células do sistema fagocítico mononuclear (SFM), preferencialmente macrófagos, do hospedeiro vertebrado. A capacidade de sobrevivência e multiplicação no interior de células especializadas na destruição de patógenos deve-se à capacidade do parasito de burlar a propriedade microbicida destas células pela produção de moléculas denominadas fatores de virulência. Uma proteína já descrita como fator de virulência em tripanossomatídeos é a triparedoxina peroxidase citoplasmática (cTXNPx), proteína antioxidante que participa da detoxificação de hidroperóxidos. De fato, promastigotas de L. (L.) donovani e tripomastigotas de T. cruzi superexpressoras de cTXNPx apresentaram maior sobrevivência intracelular em macrófagos. A importância de cTXNPx como fator de virulência foi reforçada pela comparação dos proteomas de duas cepas de L. (L.) infantum com diferentes virulências, que identificou maior expressão de cTXNPx na cepa mais virulenta. Considerando essas informações e a importância da L. (L.) amazonensis na epidemiologia da leishmaniose no Brasil, um dos objetivos do projeto FAPESP 2013/13527-7, vinculado a este projeto, é analisar a importância da cTXNPx na virulência desta espécie utilizando modelos murinos de infecção in vitro e in vivo. Para tanto, obtivemos a proteína recombinante utilizando o sistema de expressão de células HEK293T e parasitas superexpressores de cTXNPx. Nosso objetivo na colaboração com pesquisadores do Institut Pasteur é caracterizar enzimatica e bioquimicamente a proteína recombinante, testar a resistência ao estresse oxidativo do parasita superexpressor e realizar um proteoma comparativo entre o parasita transfectado com o vetor vazio e o parasita superexpressor. , visto que a superexpressão de cTXNPx em Trypanosoma cruzi interferiu na expressão de mTXNPx e possivelmente de outras proteínas do parasita (Carlos Robello, comunicação pessoal). (AU)

Resumo

O chá verde, obtido através do tratamento das folhas da planta Camellia sinensis, tem sido consumido pela população como bebida há milhares de anos devido às suas propriedades terapêuticas constatadas ao longo do tempo. Polifenóis são os principais constituintes químicos desta planta e do chá. Sua propriedade antioxidante tem sido apontada como o principal fator contribuinte na prevenção e/ou no tratamento de diversas doenças crônico-degenerativas incluindo doenças cardiovasculares, diabetes e o câncer. Sendo assim, nossa proposta é investigar os efeitos do chá verde na quiescência e mobilização de populações celulares hematopoéticas, através do estudo da via de sinalização da coagulação, relacionada com estresse oxidativo. Além disso, temos como objetivo a padronização de um modelo experimental de leucemia para posterior investigação dos efeitos do chá verde sobre os processos de morte e sobrevivência celular. (AU)

Resumo

O "International Symposium on Fungal Stress" trará ao Brasil 31 palestrantes de renome internacional, alguns deles fazem parte da National Academy of Sciences dos Estados Unidos como o Dr. Jay C. Dunlap ou da Real Academia de Ingeniería e Real Academia Sevillana de Ciencias da Espanha como o Dr. Enrique Cerda-Olmedo. A maioria destes palestrantes publicaram vários artigos em periódicos de alto impacto como a Nature, Science e PNAS. Cientistas Brasileiros também de renome internacional como a Dra. Anita Panek, membro da Academia Brasileira de Ciências, se reunirão aos convidados internacionais para apresentar suas palestras. Vários temas importantes foram escolhidos dentro do estudo sobre estresse em fungos, entre eles: 1) biologia e biofísica de fungos que vivem em ambientes extremos; 2) mecanismos de tolerância ao estresse e as respostas em fungos em relação à biologia molecular, aspectos bioquímicos e ecofisiológicos; 3) estudos de biologia molecular em relação com a estresse de fungos; 4) métodos físicos, químicos e moleculares para proteção de fungos de importância econômica, como por exemplo danos por metabólitos secundários como álcool e outras substâncias, e danos causados por calor, radiação UV, ou outros desafios ambientais em fungos patógenos de insetos; 5) interações de fungos e plantas, incluindo proteção ao estresse mediado por fungos em plantas. O "International Symposium on Fungal Stress" vai oferecer uma excelente educação interdisciplinar para estudantes de graduação e pós-graduação, bem como para pós-doutores, pesquisadores e professores universitários na área de estresse em fungos. Este simpósio será registrado na Universidade do Vale do Paraíba e Escola de Engenharia de Lorena (USP) como curso de pós-graduação onde os alunos de mestrado e doutorado poderão obter créditos de pós-graduação. A vinda de pesquisadores de renome internacional ao Brasil será também de grande importância para a colaboração entre os pesquisadores brasileiros. (AU)

Resumo

O estresse oxidativo e carbonilação de proteína estão envolvidas em várias doenças tais como diabetes. Com a precisa identificação e quantificação da carbonilação de proteínas, associados ao entendimento de como as metaloenzimas antioxidantes endógenas estão coordenadas aos íons metálicos, conseguiremos compreender a resposta metabólica de sistemas vivos a estímulos biológicos, doenças e tratamentos terapêuticos. Estas técnicas podem levar à descoberta de novos biomarcadores. O presente trabalho busca analisar as mudanças nas metaloenzimas envolvidas no estresse oxidativo de ratos diabéticos. Para o objetivo principal ser atingido, o projeto conta com a parceria com a Universidade de Nebraska, visamos desenvolver procedimentos que trabalham com técnicas, tais como LC-ESI-MS e ICP-MS, nos estudos para a identificação e caracterização de metaloenzimas antioxidantes endógenas. Além disso, utilizaremos a técnica de 2D-ELFO que utiliza a derivatização com fluoróforos de hidrazida para análise de carbonilação de proteínas. Os resultados deste projeto elucidaram alguns aspectos sobre as metaloenzimas envolvidas no estresse oxidativo observadas no DM, relacionadas ao estudo metaloproteômico de ratos diabéticos, o que espera-se contudo é que o trabalho possa fornecer subsídios técnico-científicos na área de saúde de extrema importância, possibilitando a elaboração de novas estratégias de prevenção e tratamento do diabetes. (AU)

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A doença de Alzheimer (DA) é claramente a principal e mais comum causa de demência senil no mundo contribuindo com 60-70% dos casos diagnosticados. Quarta causa de morte em países desenvolvidos a DA fica atrás somente de doenças cardiovasculares, câncer e acidente vascular cerebral. Mundialmente, a prevalência da demência é estimada em 3,9% das pessoas com 60 anos ou mais. Em países desenvolvidos, cerca de um em cada dez idosos, com 65 anos ou mais, possui algum grau de demência, enquanto mais de um terço das pessoas consideradas como muito idosas, com mais de 85 anos, apresentam sintomas e sinais de demência. A DA é uma doença cerebral progressiva, pacientes diagnosticados mostram uma extensa perda de sinapses e neurônios no hipocampo e nos córtex frontal e temporal, o que gradualmente compromete sua memória, capacidade de aprendizado, raciocínio, comunicação e realização de atividades diárias. Atualmente não há tratamento capaz de curar ou modificar de maneira eficaz a doença, os medicamentos disponíveis no mercado (tacrina, donepezila, rivastigmina, galantamina e memantina) reduzem somente alguns sintomas manifestados pelos pacientes. Assim, é fundamental o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas, para obtenção de novos fármacos capazes de retardar ou impedir a progressão da doença. Este trabalho visa à obtenção de candidatos a fármaco com propriedades anti-inflamatória/neuroprotetora obtidos através da estratégia de hibridação molecular em que a inibição de TNF-±, ação estabilizadora de microtúbulos e doação de oxido nítrico, poderiam reduzir o processo de neuroinflamação associado à deposição de placas senis e emaranhados neurofibrilares, reduzir o estresse oxidativo e contribuir na plasticidade sináptica, cognição e memória, atenuando os efeitos associados à perda de neurônios dos pacientes acometidos pela DA. (AU)

Resumo

A aterosclerose, uma importante causa de morbidade e mortalidade em todo o globo, é uma doença complexa e multifatorial desencadeada especialmente devido elevados níveis de lipídeos plasmáticos e que envolve três principais condições: inflamação crônica, dislipidemia e estresse oxidativo. Considerando os elevados custos envolvidos no tratamento da doença e suas comorbidades, iminência do tratamento subótimo e ainda baixa aderência à medicação, o uso combinado de compostos bioativos naturais, capazes de reduzir o risco para aterosclerose, pode promover proteção adicional. Neste estudo, serão avaliados os efeitos de três componentes bioativos (ômega-3, fitosteróis e chá verde), sobre biomarcadores de risco para aterosclerose em indivíduos com dislipidemia controlada por fármacos. Será realizado um estudo clínico randomizado, duplo-cego, de delineamento crossover, com a participação de 70 voluntários. A cada período de intervenção os participantes receberão um pacote para o tratamento funcional ou controle. O tratamento funcional será composto por cápsulas de ômega 3 (óleo de peixe) chocolate contendo fitosteróis e chá verde. O tratamento controle será composto por cápsulas de óleo de soja, chocolate sem adição de fitosteróis e chá de anis. Os voluntários serão orientados a consumir as cápsulas e o chocolate duas vezes ao dia após as principais refeições, e a consumir duas xícaras de chá verde ao dia. Após avaliação dos biomarcadores de inflamação, dislipidemia e estresse oxidativo, os voluntários que apresentarem melhores respostas ao tratamento funcional, serão selecionados para um período adicional de tratamento funcional associado à redução das dosagens de drogas hipolipidêmicas, a ser realizado individualmente pelo médico responsável. (AU)

Resumo

A procura por novos fármacos a partir de plantas medicinais tem motivado a busca por substâncias com potencial antiinflamatório que possam auxiliar no tratamento de doenças inflamatórias, como diabetes mellitus tipo 1. No projeto anterior, constatamos o tratamento de comundongos NOD com o extrato aquoso das folhas de Passiflora alata Curtis conseguiu diminuir a incidência da doença, inibindo mecanismos inflamatórios, diminuindo o infiltrado celular, apoptose, estresse oxidativo, em ilhotas pancreáticas destes animais. Nesse sentido, com o intuito de esclarecer melhor os efeitos do extrato aquoso de P. alata sobre a incidência do diabetes e de seus efeitos antiinflamatórios, avaliaremos os efeitos in vivo da administração deste extrato em camundongos NOD Shilt/J. (AU)

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The word "pesticide" covers any substance or mixture of substances used for preventing, destroying, repelling or mitigating pests, or intended for use as plant regulators, defoliants or dessicants. One of the most common types of pesticides being used are herbicides, a heterogeneous category of chemical products, designed to control weeds. These xenobiotics can be grouped according to the mechanism of action in plants. Trifluralin belongs to dinitroanilines chemical group and its mechanism of action is by inhibition of cell division by inhibiting microtubule formation. It is used, among other crops, in soybean plantations. Tebuthiuron belongs to substituted ureas chemical group and its mechanism of action is by inhibition of photosystem II of photosynthesis. It is widely used in sugar cane crops. Currently, herbicides play an important role in controlling weeds, however, most cost-benefit analyses do not consider the environmental, ecological, and public health costs associated with use of herbicides. Although some herbicides are described as selective in their mechanism of action, their range selectivity is limited in some animals tested. Thus, the study of these compounds is extremely important. In order to investigate the redox regulation of protein-mediated transcriptional activation of the NRF2 directed translocation and binding to the antioxidant response element, the techniques of western blots and real time PCR will be used. These techniques are well established in the laboratory of Prof. Dr. Kendall B. Wallace and will be will be extremely important to add knowledge to studies with herbicides trifluralin and tebuthiuron. (AU)

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O ozônio (O3) é considerado o poluentes mais tóxicos para as plantas. O O3 troposférico é produzido por meio de reações fotoquímicas complexas que envolvem compostos orgânicos voláteis biogênicos (BVOCs). Em ambientes de clima temperado, o O3 apresenta distribuição sazonal, no entanto, em clima tropical e subtropical, concentração tóxica são registradas ao longo de todo o ano. Muitas culturas agrícolas importantes respondem ao estresse induzido pelo O3. No entanto, nada se sabe sobre os efeitos do O3 em culturas de cana-de açúcar, hoje, uma das atividades econômicas mais importantes do Brasil, especialmente no estado de São Paulo. Dentro das folhas, a fitotoxicidade do O3 ocorre, principalmente devido à geração de espécies reativas de oxigênio (ROS). Quando a formação de ROS excede a capacidade antioxidante das células, o estresse oxidativo ocorre, acarretando em marcas estruturais específicas, que podem induzir lesões visíveis. Com base na hipótese de que os níveis de O3 registrados no estado de São Paulo, são tóxicos para as plantações de cana-de-açúcar, o presente estudo tem como objetivos: (i) Avaliar as respostas morfológicas, anatômicas, bioquímicas e fisiológicas de diferentes variedades de cana-de-açucar ao estresse provocado pelo O3. Um experimento de fumigação será conduzido, onde as plantas estarão sujeitas a tratamentos de O3 e (ii) compreender a produção BVOCs em diferentes variedades de cana-de-açúcar. Durante o incremento de biomassa será avaliado e as marcas estruturais de estresse oxidativo serão microscopicamente avaliadas. O metabolismo antioxidante será avaliado e o fluxo de O3 calculado. Pela primeira vez, seremos capazes de entender como a cana-de-açúcar reage aos efeitos do O3 e se sensibilidade ao O3 é específica para diferentes variedades. (AU)

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As lesões musculares representam um dos principais quadros clínicos encontrados no centro de reabilitação. Entre os principais recursos terapêuticos utilizados nas clinicas de fisioterapia para o tratamento de lesões muscular são o laser de baixa potência (LBP) e o ultrassom pulsado de baixa intensidade (USPBI). Ambos os recursos têm apresentado bons resultados no que diz respeito à modulação do processo de reparo muscular, porém ainda não há descrição na literatura de como poderia influenciar a determinação do fenótipo das fibras neoformadas quanto ao tipo de cadeia pesada de miosina (CPM) expressa e pouco se sabe sobre seus efeitos no estresse oxidativo. Além disso, existe a necessidade de determinar os mecanismos moleculares envolvidos, assim como, a metodologia e os parâmetros dosimétricos adequados. O objetivo da presente proposta será avaliar os efeitos da irradiação LBP e USPBI sobre a expressão das isoformas de CPM, a expressão e síntese de proteínas envolvidas no reparo muscular (miostatina e calcineurina) e o estresse oxidativo durante o processo de reparo do músculo esquelético de ratos. Serão utilizados ratos Wistar, divididos em 04 grupos: (1) Controle; (2) Criolesionados sem tratamento; (3) Criolesionados e tratados com LBP e (4) Criolesionados e tratados com USPBI. Os períodos de análise serão 3, 6, 12 e 24 horas para análise de estresse oxidativo e 3, 7 e 14 dias para análises de CPMs e calcineurina e miostatina. A criolesão consistirá de duas aplicações de bastão resfriado em nitrogênio líquido diretamente no músculo tibial anterior (TA). Para o tratamento com LBP será utilizado o equipamento da MMoptics AsGaAl (comprimento de onda de 780 nm) utilizando densidade de energia de 10 J/cm², potência de 40 mW e tempo de 10 segundos. Já o tratamento com US terapêutico será utilizando o equipamento Sonomaster® utilizando a frequência de 1 MHz, intensidade de 0,4 W/cm², modo pulsado a 1:4 ciclos, aplicação estacionária durante 3 minutos. Para a análise de expressão gênica será extraído o RNA total do músculo TA e será obtido o cDNA para a realização do PCR em tempo real utilizando primers específicos para cada gene citado e a análise proteica será realizada utilizando a técnica imunoenzimática de ELISA e Western Blotting, o estresse oxidativo será avaliado pela lipoperoxidação (LPO) e pelo dano a proteínas, e pela análise das enzimas antioxidantes: catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GPx). (AU)

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As células satélites musculares esqueléticas são células-tronco residentes entre a lâmina basal e o sarcolema da fibra muscular. Uma vez ativadas, essas células progenitoras mononucleadas são capazes de desencadear uma reprogramação celular que resulta na proliferação, renovação e diferenciação das mesmas em mioblastos. Considerando as diferentes demandas energéticas dos processos descritos acima, espera-se que o estado metabólico dessa população celular esteja bem sincronizado com sua necessidade funcional. Entretanto, vale salientar que o perfil metabólico das células satélites musculares esqueléticas nos diferentes estados de ativação ainda não foi descrito. Além disso, não sabemos se possíveis alterações no metabolismo e consequente reorganização da sinalização redox são essenciais na mudança do estado de ativação da célula satélite muscular esquelética. Sendo assim, na presente proposta de pesquisa pretendemos inicialmente 1. Isolar e cultivar células satélites musculares esqueléticas de camundongos selvagens; e 2. Caracterizar tanto o metabolismo energético quanto o balanço redox dessa população de células satélites em seus diferentes estados de ativação. Uma vez caracterizado o perfil bioenergético das células satélites musculares esqueléticas, pretendemos buscar possíveis sinalizadores celulares oriundos do metabolismo energético e balanço redox (sinalizadores metabólicos) envolvidos no controle da biologia da célula satélite muscular esquelética. Os aldeídos de cadeia curta (moléculas estáveis e bastante reativas) são considerados importantes produtos metabólicos e interlocutores entre metabolismo energético/estresse oxidativo e diferentes processos celulares (ex. degradação de proteína e dinâmica mitocondrial). Atualmente sabe-se que os aldeídos oriundos dos metabolismos glicolítico (acetaldeído) e oxidativo (4-hidroxi-2-nonenal) afetam diretamente a biologia de células-tronco mesenquimais. Contudo, é desconhecida a contribuição dos aldeídos supracitados na biologia das células satélites musculares esqueléticas. Sendo assim, na segunda etapa do projeto avaliaremos se a sinalização metabólica mediada por aldeídos (acetaldeído e 4-hidroxi-2-nonenal) é essencial ou secundária à biologia da célula satélite muscular esquelética. Para isso utilizaremos intervenções farmacológicas e genéticas capazes de bloquear ou estimular o metabolismo de aldeídos através da enzima mitocondrial aldeído desidrogenase 2. Esses experimentos serão realizados em sistemas com diferentes graus de complexidade (in vivo, ex vivo, fibra isolada e cultura celular). Por fim, isolaremos células satélites musculares esqueléticas de camundongos selvagens e transgênicos para a aldeído desidrogenase 2 (que apresentam prejuízo no metabolismo de aldeídos), as transplantaremos em modelo experimental de lesão muscular induzida por estresse metabólico (ligadura permanente da artéria femoral em camundongos), e avaliaremos a capacidade de regeneração muscular. Nossos resultados preliminares demonstram que esse modelo experimental apresenta redução da atividade da enzima aldeído desidrogenase 2, acúmulo de aldeídos, lesão muscular e perda de função contrátil. Cabe salientar que esse projeto descreverá pela primeira vez o metabolismo energético/balanço redox das células satélites em seus diferentes estados de ativação. Ainda, caracterizaremos o papel dos aldeídos como possíveis interlocutores entre o metabolismo energético e os estados de ativação das células satélites musculares esqueléticas (sinalizadores metabólicos), bem como suas participações no processo de regeneração muscular. Ainda, os resultados obtidos poderão abrir uma nova perspectiva no desenvolvimento de ferramentas que regulem a biologia das células satélites. (AU)

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O destino de agrotóxicos aplicados nas culturas tropicais é influenciado principalmente pelas altas taxas de precipitação e pelo escoamento superficial (runoff). A ocorrência de runoff após as aplicações dos praguicidas acaba afetando a dissipação e toxicidade desses compostos a organismos não alvos presentes no solo, e também daqueles que compõem a estrutura biológica dos ambientes aquáticos. Muitos são os agrotóxicos utilizados na agricultura, destacando-se, entre estes, a abamectina (Kraft) e o difenoconazol (Score), que são compostos intensamente utilizados nas culturas de morango e batata em regiões de clima tropical, embora sejam compostos classificados como extremamente tóxicos e muito perigosos ao ambiente. Considerando os riscos ecológicos inerentes ao uso destes agrotóxicos, o objetivo principal desta pesquisa é avaliar o efeito ambiental dos praguicidas Kraft e Score e de seus princípios ativos, abamectina e difenoconazol respectivamente, em agrossistemas tropicais, considerando o escoamento superficial (runoff). Serão analisados os efeitos toxicológicos em peixes (Danio rerio), mediante experimentos laboratoriais e in situ (mesocosmos), por meio da análise de biomarcadores de contaminação. Nos experimentos de runoff serão consideradas, para a aplicação dos agrotóxicos, as concentrações de uso recomendadas pelos fabricantes, utilizando-se a água do runoff para os bioensaios de toxicidade laboratorial e também para a contaminação dos mesocosmos, além da determinação da CL50. Na análise dos efeitos ambientais serão avaliados, além da mortalidade dos organismos-teste, os biomarcadores de contaminação aquática relacionados às atividades das enzimas de biotransformação (glutationa-s-transferase, glucuronosiltransferase e 7-etóxiresorufina-O-deetilase), de defesa antioxidante (glutationa peroxidase, catalase e superóxido dismutase) e parâmetros indicativos de estresse oxidativo (hidroperóxidos lipídicos, níveis de malondialdeído e proteínas carboniladas). Métodos analíticos para determinação da abamectina e difenoconazol serão desenvolvidos e após validação serão utilizados para a quantificação das concentrações dos mesmos nas matrizes de água e sedimento. (AU)

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As dislipidemias têm sido um achado frequente e se manifestado cada vez mais cedo na população em consequência do aumento do número de obesos. As estatinas são inibidores da enzima 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima A redutase (HMG-CoAredutase) e são, portanto, responsáveis por diminuir o colesterol total, principalmente o LDL-colesterol. A rosuvastatina é uma estatina de última geração e apresenta várias vantagens farmacológicas e efeitos inibitórios superiores em relação às outras estatinas. A vitamina C exerce importante função na integridade espermática e na fertilidade, atua como agente antioxidante contra o estresse oxidativo testicular e pode aumentar as concentrações séricas de testosterona. Considerando-se o uso de substâncias hipolipemiantes por crianças e os efeitos reprodutivos adversos imediatos e tardios promovidos pela administração de rosuvastatina a ratos pré-púberes, tais como a depleção androgênica e o possível aumento do estresse oxidativo, como observado em trabalho anterior, realizado pelo grupo de pesquisa (LEITE et al., Rep. Toxic. vol. 40, 93-103, 2014) e o importante papel desempenhado pela vitamina C na reprodução, propomos o presente estudo experimental em que ratos jovens serão expostos à rosuvastatina a partir do dia pós-natal (DPN) 23 até o DPN53, avaliando-se parâmetros reprodutivos imediatos e tardios sobre o sistema genital. A escolha do período de exposição se justifica pela tentativa de mimetizar a situação humana em que algumas crianças necessitam da droga durante a infância e adolescência. Para tanto, ratos recém-desmamados serão divididos em quatro grupos experimentais e receberão solução salina (veículo), 3 mg/Kg/dia de rosuvastatina, vitamina C na dose de 150 mg/dia ou associação de 3 mg/Kg/dia de rosuvastatina com 150 mg/dia de vitamina C, do DPN23 até o DPN53. No DPN53 parte dos animais serão eutanasiados e avaliados em relação às concentrações hormonais, histopatologia de testículo e epidídimo e atividade de enzimas antioxidantes. Os animais restantes serão mantidos até a maturidade sexual (DPN110), quando serão avaliados a produção, reserva, motilidade e morfologia espermática, histopatologia testicular e epididimária e as concentrações hormonais. Pretende-se que, além da formação de recursos humanos qualificados em Biologia e Toxicologia da Reprodução, novos conhecimentos sejam adquiridos sobre os possíveis efeitos protetores da vitamina C para o desenvolvimento reprodutivo masculino, divulgando-se os resultados por intermédio de publicações em revistas internacionais e indexadas de impacto, bem como em comunicações em eventos científicos da área. (AU)

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A análise seminal convencional, utilizada rotineiramente durante a investigação de infertilidade conjugal, possui baixa sensibilidade e poder preditivo, tornando fundamental a identificação de novos métodos diagnósticos de infertilidade masculina. Tendo em vista que as alterações funcionais dos espermatozoides e o estresse oxidativo seminal são considerados os principais mecanismos associados à infertilidade, sua avaliação pode fornecer informação adicional sobre o potencial fértil masculino. Nesse sentido, um estudo anterior do nosso laboratório realizou a análise proteômica do plasma seminal de homens normozoospérmicos e identificou um painel de biomarcadores de alterações funcionais dos espermatozoides e de estresse oxidativo seminal. A fim de prosseguir com esse estudo, o objetivo deste projeto é validar esses biomarcadores como potencial método diagnóstico de alterações na atividade mitocondrial, de defeitos no acrossoma, de fragmentação do DNA dos espermatozoides e de altos níveis seminais de peroxidação lipídica. A validação será realizada em três coortes: (I) coorte de validação, com amostras seminais provenientes do estudo realizado anteriormente pelo nosso grupo e agrupadas de acordo com a integridade funcional dos espermatozoides e com o nível seminal de peroxidação lipídica (n=114), (II) coorte de confirmação prospectiva, com amostras de pacientes normozoospérmicos e sem fatores clínicos de infertilidade e (III) coorte de confirmação prospectiva em diferentes condições biológicas (varicocele, obesidade e tabagismo). Para a avaliação dos biomarcadores, serão utilizadas as técnicas de ELISA ou de western blot. Para as coortes prospectivas, a integridade funcional dos espermatozoides e o nível seminal de peroxidação lipídica também serão analisados. Para a comparação entre os grupos, será utilizado o teste t de Student para amostras não pareadas e análise estatística multivariada. Com esses resultados, espera-se identificar biomarcadores seminais efetivos de alterações funcionais dos espermatozoides e de estresse oxidativo seminal, os quais poderão ser utilizados no diagnóstico de infertilidade masculina. (AU)

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Processo inflamatório intenso e estresse oxidativo são fatores que contribuem para a fisiopatogênese das fibras musculares distróficas. Dentre os mecanismos envolvidos na resposta inflamatória na distrofia muscular de Duchenne (DMD) e no camundongo mdx (modelo experimental da DMD), destaca-se a via de sinalização do fator de NF-ºB, cuja principal via de atuação é a ativação de citoquinas pró-inflamatórias como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-±) e interleucina IL-1². Em adição, as espécies reativas de oxigênio (EROs) também têm sido relacionadas à ativação do fator NF-ºB nas fibras musculares distróficas. Diante do exposto, no presente projeto levantamos a hipótese que o tratamento em conjunto do antiinflamatório Diacereína com o antioxidante Vitamina E pode apresentar potencial efeito terapêutico sobre as fibras musculares distróficas dos camundongos mdx. Estudos demonstraram que diacereína inibe a síntese e atividade de citocinas pró-inflamatórias, tais como TNF-±, IL-6 e a IL-1², enquanto que a Vitamina E previne eficientemente a peroxidação lipídica de membrana. Para verificar a hipótese, serão utilizados camundongos das linhagens C57BL/10 (grupo controle) e camundongos mdx, com 14 dias de vida pós-natal. Os camundongos mdx e C57BL/10 serão divididos em 4 grupos experimentais: tratados com salina, tratados com Diacereína, tratados com Vitamina E e/ou com a associação de Diacereína e Vitamina E. Todos os animais serão submetidos à análise de medida de força antes e após o tratamento. Amostras de sangue serão utilizadas para determinação de creatina quinase (CK) e quantificação de TNF-±, IL-1² e IL-6. Os músculos Esternomastóideo (STN), Diafragma (DIA) e Tibial Anterior (TA) serão retirados e submetidos às técnicas morfológicas (para quantificação de fibras regeneradas e em degeneração; área de inflamação e lipofuscina), Western Blotting (TNF-±, NF-ºB, IL-1², IL-6 e 4-HNE); determinação da atividade enzimática da GPx, GR e SOD e da glutationa oxidada e reduzida por cromatografia líquida de ultra eficiência. Os resultados obtidos serão submetidos à análise estatística. (AU)

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A hipertensão arterial renovascular dependente da angiotensina II (Ang II) é caracterizada por hiperativação simpática e, portanto, com forte componente neurogênico. Estudos prévios em nosso laboratório demonstraram que no modelo 2 rins, 1 clipe (2R-1C) em ratos o aumento da atividade nervosa simpática renal (ANSr) contribui para o desenvolvimento da hipertensão arterial e que há aumento da expressão de receptor de angiotensina tipo 1 (AT1) em regiões cerebrais envolvidas no controle tônico e reflexo da pressão arterial (PA) bem como, no córtex do rim isquêmico. Esses dados sugerem que há interação entre mecanismos centrais e renais associados à ação da Ang II levando ao aumento da PA e simpatoexcitação na hipertensão renovascular. Deste modo, nossa hipótese é que a ativação simpática que se estabelece na hipertensão renovascular altere a expressão de receptores AT1 e AT2 de forma diferenciada nos rins isquêmico e contralateral (não isquêmico) de ratos 2R-1C, produzindo assim, diferentes respostas fisiológicas e morfológicas renais que culminam no aumento da PA. O objetivo deste trabalho será avaliar se a denervação renal do rim isquêmico, o qual libera renina, dos ratos hipertensos produz alterações sobre a função e morfologia renal, fração de excreção de sódio e potássio e expressão de receptores AT1 e AT2 no córtex e medula dos rins isquêmico e contralateral. Além disso, considerando que se trata de hipertensão com forte componente neurogênico, as expressões destes receptores e de componentes do sistema renina-angiotensina serão avaliados em regiões pré-motoras do simpático (região RVL e PVN) responsáveis pela geração e controle central da ANSr. Comparativamente, serão realizados tratamentos com um bloqueador de receptor AT1, losartan (30 mg/Kg/dia), ou um anti-hipertensivo de ação inespecífica, hidralazina (25 mg/Kg/dia), a fim de discriminar as alterações conseqüentes à queda de ANSr e PA. Portanto, esses dados poderão contribuir para um melhor entendimento da interação entre mecanismos centrais e renais envolvidos na hipertensão renovascular. (AU)

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A percepção de sinais ambientais é crucial para a célula modificar seu padrão de expressão gênica para enfrentar mudanças no ambiente. À medida que a população aumenta, as células enfrentam uma redução progressiva da disponibilidade de nutrientes que traz a necessidade de responder adequando os sistemas metabólicos para permanecer em situação de carência prolongada. O principal objetivo deste projeto é identificar os sinais ambientais, os sistemas de transdução de sinais e os mecanismos regulatórios importantes para a resposta a estresses na bactéria oligotrófica Caulobacter crescentus. Esta bactéria Gram-negativa aquática está adaptada a viver em ambientes com baixíssimo teor nutricional, e possui um ciclo de desenvolvimento com um passo de diferenciação celular, não usual em bactérias.A manutenção da funcionalidade dos RNAs celulares sob situações de estresse é garantida pela indução de proteínas que modulam a transcrição, tradução e turnover dos RNAs. As proteínas de choque frio (CSP) são induzidas em baixa temperatura e/ou em fase estacionária, e atuam como chaperones de RNA, permitindo a tradução nestas condições, e também agindo como reguladoras da expressão gênica. Outro sistema importante para esta resposta é constituído pelas RNA helicases da família DEAD, que são responsáveis por desfazer as estruturas secundárias nos RNAs, auxiliando a tradução. Estas enzimas também atuam junto ao sistema de degradação dos RNAs (degradossomo), e na montagem de estruturas riboproteicas, como os ribossomos. Este projeto pretende avaliar os sistemas regulatórios que controlam a expressão gênica das CSPs, e o papel de cada RNA helicase DEAD na resposta a estresses. As bactérias aeróbias também têm que responder a um aumento na concentração de espécies reativas de oxigênio, que ocorre especialmente quando a população entra em fase estacionária. A homeostase de ferro e de outros metais redox-ativos é um ponto importante no controle do estresse oxidativo, e deve ser estritamente regulada por diversos mecanismos. Além dos reguladores Fur e OxyR, pequenos RNAs regulatórios exercem controle sobre a expressão dos genes do metabolismo de ferro, e serão estudados neste projeto. (AU)

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A busca de novos medicamentos a partir de plantas medicinais tem motivado a pesquisa de substâncias alternativas com potencial anti-inflamatório com potencial uso no suporte ao tratamento de doenças inflamatórias, como no caso da diabetes do tipo 1. No estudo anterior, (International Immunopharmacology - Título: antioxidante e potencial anti- diabético de folhas de Passiflora alata Curtis aquosas extrair em diabetes mellitus tipo 1 (NOD - ratos, no prelo, a FAPESP: 2011/06559-4), verificamos que a presença de vitexina, isoorientina, catequina e rutina no extrato aquoso de folhas de Passiflora alata Curtis e que este foi capaz de diminuir a incidência da doença modulação dos mecanismos inflamatórios, diminuindo o infiltrado celular, apoptose, estresse oxidativo, infiltração celular, nas ilhotas pancreáticas dos animais tratados. Além disso, a as concentrações de glutationa estavam preservadas (fígado e rim) assim como a de insulina sérica, além de propriedades adicionais, no ciclo celular, diminuindo a expressão de proteínas reguladoras, tais como CDK6, e aumentando os níveis de insulina, sugerindo que os flavonoides encontrados nas folhas de P. alata tem propriedade anti- proliferativa e pode ter contribuído para a diminuição do infiltrado de células inflamatórias (submetido). Assim, este estudo tem como objetivo avaliar o efeitos anti-inflamatórios e os mecanismos pelos quais o extrato aquoso e componentes vitexina, isorientin, catequina e rutina in vitro exercem sobre o mecanismo inflamatório como, citocinas, proliferação celular, estresse oxidativo e apoptose em ilhotas pancreáticas submetidas à cultura celular mista com linfócitos T, além de investir no desenvolvimento de novas drogas anti-inflamatórias que possam contribuir no controle do desenvolvimento de diabetes tipo 1. (AU)

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O consumo crônico de etanol atua como um importante fator de risco no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, induzindo aumento da pressão arterial, alteração na reatividade vascular, inflamação e aumento do estresse oxidativo em vários tecidos. Além disso, estudos mostram que o consumo crônico de etanol induz aumento dos níveis de TNF-alfa(Fator de necrose tumoral - alfa), uma citocina pró-inflamatória associada à disfunção vascular. O receptor TNFR1 induz ativação das vias intracelulares das MAPKs (Mitogen-Activated Protein Kinases) e NFkB (fator nuclear kappa B), além de causar redução da biodisponibilidade de NO (óxido nítrico) e aumento da produção de ERO (espécies reativas de oxigênio) e citocinas pró-inflamatórias. Além disso, a inflamação vascular causada pelo consumo de etanol pode envolver a participação do tecido adiposo perivascular (Perivascular adipose tissue - PVAT), conhecido como uma importante fonte de adipocinas e citocinas pró-inflamatórias, incluindo o TNF-alfa. Em condições fisiológicas, o PVAT desempenha ação benéfica na regulação do tônus vascular, no entanto pode ser prejudicial em situações patológicas. Diante desses dados, a hipótese do presente estudo é a de que o consumo crônico de etanol estimule a produção de TNF-alfa que, por sua vez, induzirá um aumento na produção de ERO, redução de NO, ativação das MAPKs e NFkB, produção de interleucinas (IL-1B, IL-6 e IL-18). Haverá prejuízo no papel protetor do PVAT sobre o tônus vascular. Tais processos levarão a disfunção vascular com conseqüente alteração da reatividade vascular e aumento da pressão arterial. Logo, o presente trabalho é delineado de forma a avaliar a participação do TNF-alfa nos efeitos vasculares induzidos pelo consumo crônico de etanol e o envolvimento do PVAT neste processo. (AU)

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RESUMOA cultura de cana-de-açúcar, no Brasil, permanece no campo durante todo o ano sendo, portanto submetida à grande variação do ambiente nas diversas estações climáticas. No período do inverno em algumas regiões produtoras de cana-de-açúcar, é comum a ocorrência simultânea de baixa temperatura e deficiência hídrica, afetando vários processos fisiológicos da planta. Para sobreviver às condições adversas, as plantas aclimatam-se e exibem respostas que conferem tolerância diferencial nos diversos tipos de cultivares de cana-de-açúcar. A variação da temperatura afeta diretamente a cinética e termodinâmica das reações bioquímicas e consequentemente, as respostas fisiológicas da planta. Já a deficiência hídrica tem impacto variável na produtividade agrícola dependendo da cultivar, da intensidade e da fase fenológica em que ocorre. Os efeitos da deficiência hídrica são prejudiciais quando há ocorrência tanto na fase inicial de estabelecimento das plantas, como também na fase de intenso crescimento. A deficiência hídrica e a baixa temperatura causam estresse oxidativo, mas as modificações e consequências induzidas pelos oxidantes nas respostas das diversas cultivares de cana-de-açúcar não são bem esclarecidas. Os estresses abióticos também afetam a comunicação raiz-parte aérea da planta, afetando as respostas estomáticas e, consequentemente a fotossíntese. O objetivo deste trabalho é testar a hipótese que cultivares de cana-de-açúcar mais tolerantes à deficiência hídrica e/ou baixa temperatura apresentam metabolismo do carbono (fotossíntese e metabolismo de carboidratos) menos suscetível a estes fatores ambientais, devido provavelmente à eficiente comunicação entre raízes e parte aérea e proteção aos danos oxidativos. Para atingir este objetivo, estudaremos os efeitos da ocorrência de baixa temperatura e/ou deficiência hídrica sobre a fotossíntese (trocas gasosas e atividade fotoquímica); sobre o metabolismo de carboidratos (acúmulo de carboidratos e atividade de enzimas), sobre o metabolismo oxidativo e a comunicação raiz-parte aérea em dois genótipos de cana-de-açúcar, com diferentes características. (AU)

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A hidrocefalia é usualmente definida como uma deficiência no fluxo ou absorção do líquido cefalorraquidiano, resultando em uma dilatação no sistema ventricular e aumento da pressão intracraniana. O tratamento da hidrocefalia usualmente utilizado é cirúrgico, com derivações liquóricas. Entretanto, nem todos os pacientes com hidrocefalia podem ser submetidos ao tratamento cirúrgico imediatamente após o diagnóstico, seja por apresentarem condições clínicas desfavoráveis ou por apresentarem ainda dilatação ventricular inicial. Apesar das lesões da hidrocefalia ser de caráter multifatorial, sabe-se que o estresse oxidativo é um dos mecanismos envolvidos. O Edaravone é uma droga que atua sobre o estresse oxidativo e foi introduzida recentemente no tratamento de isquemia cerebral, mas ainda não foi testada na hidrocefalia. O objetivo deste trabalho será avaliar a resposta neuroprotetora do Edaravone na hidrocefalia experimental em ratos Wistar jovens, Ratos machos com 7 dias de vida receberão uma injeção de caulim a 15% na cisterna magna, para a indução da hidrocefalia. Os animais serão divididos em três grupos: controle sem injeção de caulim (n = 10), hidrocefálico sem tratamento (n=20), hidrocefálico tratado com Edaravone (2mg/kg/dia), a partir do dia pós-indução (n=20). Para avaliação da resposta ao tratamento serão realizados testes de comportamento (open field e labirinto em T), ressonância magnética de encéfalo, além de estudos bioquímicos, histológicos e imunoistoquímicos. Os resultados deste trabalho podem indicar um potencial tratamento alternativo ou adjuvante em pacientes com hidrocefalia. (AU)

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A criopreservação de sêmen equino tem crescido nos últimos anos devido à facilidade de transporte e armazenamento do material genético de garanhões por longo período de tempo. No entanto, apesar do crescimento, ainda observa-se grande influência do processamento na qualidade espermática dos garanhões. Dentre outros fatores, sabe-se que o processo de criopreservação acarreta estresse oxidativo à célula espermática e que a adição de antioxidantes aos meios de refrigeração e congelação de sêmen pode auxiliar na proteção dos espermatozoides contra o dano induzido pelas Espécies Reativas de Oxigênio (ROS). Dentre os diversos antioxidantes existentes, o Butil-Hidroxitolueno (BHT), análogo sintético da vitamina E, pode melhorar a viabilidade espermática uma vez incluído nos meios de refrigeração e congelação. Este experimento tem como objetivo avaliar o efeito do BHT no diluidor sobre a sobrevivência, motilidade espermática, integridade da membrana plasmática e atividade mitocondrial dos espermatozoides equinos antes e após o processo de criopreservação - refrigeração e congelação, além de avaliar o efeito do BHT quanto à sua capacidade de proteger os espermatozoides do efeito tóxico das ROS. A inclusão desse antioxidante nos meios de refrigeração e congelação talvez possa melhorar a viabilidade espermática não só de garanhões considerados bons à refrigeração good coolers e congelação good freezers, mas principalmente aqueles animais classificados como ruins sob a refrigeração e congelação bad coolers e bad freezers respectivamente. (AU)

Resumo

O surgimento das biotecnologias aplicadas ao sêmen equino como o processo de refrigeração e congelação representaram um grande avanço para equinocultura, principalmente por permitir um melhor aproveitamento do ejaculado, otimizando a utilização de animais considerados geneticamente superiores. Entretanto na aplicação dessas técnicas ocorre a remoção do plasma seminal e junto com ele inúmeras substâncias antioxidantes são eliminadas, permitindo que as células espermáticas estejam mais susceptíveis aos traumas causados pela ação das espécies reativas do metabolismo do oxigênio (ROS). Desta maneira surge a necessidade de se introduzir elementos que desempenhem esta função antioxidante nos meios de refrigeração e congelação. A quercertina é considerada um poderoso antioxidante por reduzir o surgimento das principais ROS, apesar disto sua aplicação sobre o ejaculado equino durante o processo de criopreservação ainda é pouco referenciada, sendo necessário mais estudos para que se determine se há de fato influência positiva de sua utilização no ejaculado equino para o sêmen resfriado e congelado. (AU)

Resumo

Óxidos de colesterol são derivados oxigenados do colesterol que regulam o desenvolvimento da aterosclerose, por modularem seletivamente o estresse oxidativo e inflamatório e mediarem a exportação de lípides em macrófagos arteriais. Além disso, atuam como precursores de ácidos biliares na etapa final de excreção do colesterol na bile. O 27-hidroxicolesterol é o óxido de colesterol mais abundante na circulação, carreado principalmente pelas HDL. O exercício físico regular melhora o transporte reverso de colesterol, promovendo a remoção de colesterol de macrófagos e seu trânsito ao fígado, o que contribui para a redução da aterosclerose. Nossa hipótese é de que o treinamento físico possa alterar a concentração e a distribuição de subespécies de óxidos de colesterol no compartimento plasmático e arterial em camundongos dislipidêmicos, refletindo a mobilização de lípides arteriais pelo transporte reverso. O objetivo deste estudo é avaliar a concentração e distribuição de óxidos de colesterol no plasma e aorta de camundongos knockout para E submetidos a programa de treinamento físico aeróbio. Os animais serão aleatoriamente divididos em grupo sedentário e treinado (esteira 15m/min, 30 min por dia, 5 vezes na semana, durante 6 semanas). A concentração de colesterol total, HDL colesterol, triglicérides e glicose será determinada por métodos enzimáticos e a dos óxidos de colesterol (24S-hidroxicolesterol, 25-hidroxicolesterol, 27- hidroxicolesterol, 7-cetocolesterol, 7 beta-hidroxicolesterol), por cromatografia a gás acoplada a espectrometria de massa (CG-MS), após extração do plasma e tecido arterial. O mRNA total será extraído da aorta para quantificação da expressão das Cyp27a e Cyp7b (as quais, respectivamente, geram e convertem o 27-hidroxicolesterol). Os achados serão importantes para compreensão dos mecanismos pelos quais o exercício físico previne e regride a aterosclerose e indicará se a concentração de óxidos de colesterol pode ser um marcador desses efeitos. (AU)

Resumo

A poluição atmosférica é um fator de risco ambiental, principalmente nos grandes centros urbanos e está, atualmente, associada com a mortalidade por câncer de pulmão. Neste contexto, destaca-se a região metropolitana de São Paulo, que concentra importantes complexos industriais e, com sete milhões de veículos, possui uma das maiores frotas de veículos do planeta. Pesquisas mostram que a exposição aos poluentes atmosféricos é capaz de causar diversos efeitos à saúde, tais como: aumento da resposta pró-inflamatória, estresse oxidativo entre outros. Tais efeitos por sua vez induzem outras diversas respostas celulares, como por exemplo, a formação de danos no DNA pode desencadear um evento mutagênico se não for eficientemente removida por vias de reparo de DNA. Recentemente, estudos mostram que a via de reparo por excisão de nucleotídeos está envolvida no reparo de lesões causadas por agentes ambientais. Até o momento, poucos trabalhos com resultados que mostram o mecanismo de ação de poluentes atmosféricos urbano e esta via de reparo foram desenvolvidos. Portanto, o presente trabalho propõe o estudo da ação do material particulado (MP), proveniente da região metropolitana de São Paulo, na indução e reparo de danos ao DNA e, se estes danos podem levar a formação de neoplasias, principalmente no pulmão. Para esse estudo serão empregados camundongos deficiente para essa via de reparo, KO para o gene XPA. Os resultados desta pesquisa deverão subsidiar o conhecimento dos mecanismos de ação dos poluentes associados com o câncer de pulmão. Este estudo também proverá a quantificação de nanopartículas e a caracterização química dos poluentes atmosféricos da região metropolitana de São Paulo. (AU)

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Nos últimos 5 anos estivemos envolvidos na investigação de dislipidemias genéticas como fatores desencadeantes de alterações da homeostase energética (corporal e celular) que repercutem na suscetibilidade à obesidade, síndrome metabólica e aterosclerose. Tais achados são totalmente originais, uma vez que as dislipidemias são geralmente consideradas conseqüências (e não causas) de distúrbios metabólicos. Além disso, tais resultados evidenciam mecanismos específicos que podem ser potenciais alvos de intervenção. Para tais estudos, utilizamos camundongos geneticamente modificados que apresentam os fenótipos de dislipidemias muito freqüentes na população humana. Temos sido bem sucedidos em publicar nossos resultados em revistas científicas com política editorial rígida. No entanto, o desenvolvimento dos projetos de alunos de pós-graduação e com colaboradores tem sido limitado pela inconstância das condições de criação e manutenção destas colônias de transgênicos e falta de pessoal treinado. Além disso, uma série de procedimentos experimentais laboriosos e de relativa complexidade é necessária para atingir a maior parte dos objetivos da presente proposta. Assim, profissionais de nível superior, com formação em Biologia (ou áreas afins) poderão aprender a gerenciar nosso biotério, bem como executar tarefas de média e alta complexidade, as quais trarão bom impacto na qualidade e quantidade de nossa produção científica, bem como na formação do próprio profissional. Plano de Trabalho - Manipulação e expansão das colônias dos nocautes de receptor de LDL (cruzamentos, sexagem, identificação, registro genealógico, genotipagem, pesagem, coleta de sangue, etc), de acordo com procedimentos estabelecidos em biotérios internacionais e normas da Comissão de Ética no Uso de Animais Experimentação.- Participar da execução e controle dos diferentes regimes dietéticos (restrição calórica e dieta rica em gordura).- Preparar mitocôndrias com alto controle respiratório de tecidos dos camundongos dislipidêmicos (extração do órgão, centrifugação diferencial, medida de consumo de oxigênio), conforme descrito na Metodologia do projeto temático.- Determinar lesão aterosclerótica dos camundongos dislipidêmicos por análise histológica-morfométrica da raiz da aorta, conforme descrito na Metodologia do projeto temático. (AU)

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A pele está constantemente exposta a estresse oxidativo induzido por espécies reativas de oxigênio (EROs), tais como H202, ânion superóxido e oxigênio singlete, os quais estão indiretamente relacionados ao câncer, ao envelhecimento e à várias doenças inflamatórias. Vários estudos demonstram claramente os efeitos protetores dos antioxidantes quando aplicados em cultura de células ou em animais. No entanto, é importante considerar a capacidade antioxidante de todo o estrato córneo e as possíveis interações com outras biomoléculas e com os antioxidantes basais. Nesse sentido, técnicas não-invasivas têm recebido maior atenção nos últimos anos. Estas têm sido utilizadas por nosso grupo de pesquisa para avaliar a eficácia e segurança de formulações cosméticas e ingredientes ativos. Todavia, apesar de todos os trabalhos publicados, questões fundamentais relativas ao papel dos antioxidantes no processo inflamatório permanecem sem resposta. Assim, os objetivos do presente estudo são identificar indicadores cutâneos do processo inflamatório, desenvolver método de avaliação da atividade antioxidante in vivo e, avaliar a atividade antioxidante in vivo de Zn(II)-glycine e outras substâncias antioxidantes, assim como seus efeitos no processo inflamatório da pele. Para isso serão realizadas avaliações clínicas de biofísica e análise de imagem da pele de voluntárias cujo processo inflamatório foi induzido em áreas demarcadas do antebraço e ensaio de atividade da catalase por meio de tape stripping. (AU)

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O esmagamento de raízes motoras, ou axoniotmese, é um importante problema médico e pode ocorrer devido a herniação de disco intervertebral, estenose espinal e tumores. O esmagamento, apesar de gerar sinais clínicos graves é menos severo que a avulsão, uma vez é mantida a continuidade entre o SNC e SNP, facilitando a regeneração subsequente. Modificações metabólicas nos astrócitos e micróglia, nos estágios iniciais pós-lesão, a denominada reatividade glial, apresenta papel dual no microambiente da lesão. Após um tempo maior decorrido da lesão, os astrócitos desempenham uma função inibitória à regeneração, promovendo a formação da cicatriz glial. A maior parte da morte neuronal ocorre por mecanismos apoptóticos e estresse oxidativo. Portanto, muitas drogas antioxidantes estão sendo estudadas com o intuito de minimizar esses eventos. Dentre elas destaca-se o Tempol, que já mostrou-se capaz de atenuar os efeitos das espécies reativas de oxigênio. Nesse sentido, o presente estudo pretende avaliar o efeito do Tempol na sobrevivência dos motoneurônios medulares e também na reatividade de astrócitos e microglia, em ratos adultos Sprague-Dawley após sofrerem esmagamento das raízes ventrais L4, L5 e L6. Os ratos serão divididos em dois grupos: (1) esmagamento das raízes ventrais e administração intraperitoneal de solução salina e (2) esmagamento de raízes ventrais e administração intraperitoneal de Tempol. Após sobrevida de 14 dias os animais serão sacrificados. A sobrevivência neuronal será estudada por coloração de Nissl e a técnica de imunohistoquímica será empregada para avaliar a expressão de GFAP e Iba1, que são, respectivamente, marcadores de astrócitos e microglia. (AU)

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Contexto e objetivo:O queloide é uma lesão fibrosa dérmica que cresce além da margem da cicatriz original, por um longo período de tempo; geralmente não regride espontâneamente e pode apresentar recidiva após o tratamento. Aparece principalmente após traumas na pele por diversos agentes, como por exemplo após colocação de brinco ou piercing na orelha, no abdome após histerectomia ou cesariana e no tórax após mastectomia ou cirurgia cardíaca. Ainda não existe um tratamento apropriado para o queloide,além disso essa doença afeta a qualidade de vida das pessoas, por isso o conhecimento de sua formação e características moleculares e gênicas são tão necessárias. Estudo recentes afirmam que o queloide é uma desordem multifatorial envolvendo fatores nutricionais, bioquímicos, imunológicos e genéticos que exercemum papel no processo anormal de cicatrização, além da ação de citocinas e fatores de crescimento queestão envolvidos nos processos inflamatórios e cicatriciais de formação do queloide, assim como também especies radioativas de oxigênio (EROs) que são causadores de apoptose e de senescência, e queprovocariam que as células não respondam de maneira adequada aos sinais químicos, estímulos decrescimentos alterando suas características citológicas, bioquímicas e gênicas . Assim, o presente estudovisa conhecer a expressão gênica de 84 genes marcadores do estresse oxidativo por meio do método deqPCR array em queloides. Foi elaborada a hipótese de utilizar este método em pacientes com queloide emáreas específicas, como lóbulo da orelha, virgens de tratamento em comparação ao grupo controle. Essemétodo tem a finalidade de construir um perfil de genes expressos em cada grupo de pacientes, construirredes de genes expressos, guiar possíveis intervenções clínicas e permitir o desenvolvimento de estudosfuturos para possibilitar melhores perspectivas no tratamento clínico do paciente com queloide.Métodos:Serão incluídos 10 pacientes com queloides na região do lóbulo da orelha que conformará o grupoqueloide, e 5 pacientes hígidos sem queloides que conformará o grupo controle. Logo, será extraído omaterial genético das amostras e será feito um pool gênico de cada grupo com o qual sera analisados 84 genes marcadores do estresse oxidativo utilizando o kit PAHS-065Z, RT Profiles PCR Array Human Oxidative Stress. Os experimentos serão realizados em triplicata. (AU)

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Prospecção, seleção e caracterização enzimática de superóxido dismutase e catalase em bibliotecas metagenômicas, originadas de diferentes solos: O intenso progresso industrial observado atualmente gera grandes quantidades de resíduos poluentes que são danosos ao meio ambiente. Esses resíduos causam impactos irreparáveis aos locais em que são introduzidos sendo comum o uso de organismos como biomarcadores desses locais poluídos. A relação da atividade enzimática com os efeitos provocados pelo agente estressor nos sistemas vivos provoca a produção de espécies reativas de oxigênio (EROS), tais como o íon superóxido (O2-), peróxido de hidrogênio (H2O2), radical hidroxila (OH-) e oxigênio livre (O1). Esses compostos podem ocasionar a morte celular se não forem neutralizados e, para tanto, os organismos aeróbios desenvolveram um mecanismo de defesa contra o estresse oxidativo como a síntese das enzimas superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT), glutationa redutase (GR) e glutationa-S-transferase (GST). Essas biomoléculas são empregadas nos processos industriais e, em relação aos produtos químicos, apresentam como vantagem altíssima especificidade ao substrato, reduzindo significativamente a obtenção de produtos indesejáveis na reação e etapas de purificação, além de apresentar a possibilidade de imobilização e recuperação dessas enzimas para novos usos no processo, não necessitando de temperaturas e pressões elevadas nas diferentes operações. Em geral, esses biocatalizadores são obtidas em diferentes escalas (laboratorial, piloto ou industrial) fazendo o uso de tecnologias do DNA recombinante a partir da expressão homóloga ou heteróloga desses genes de interesse biotecnológico. As oxido-redutases como as SOD e CAT são utilizadas da mesma forma que as enzimas hidrolíticas, entretanto, apresentam enorme potencial de uso e tendência no aumento quanto à participação no mercado, como na área médica, analítica e científica, diagnóstico clínico, indústria alimentícia, na formulação de cosméticos e em processos de biorremediação de efluentes que contenham compostos fenólicos e aminas aromáticas. Neste contexto, a ferramenta denominada metagenômica tem sido amplamente utilizada na obtenção de enzimas de interesse biotecnológico, principalmente pelo fato desta abordagem permitir o acesso a genes de microrganismos incultiváveis, visto que as análises envolvendo o estudo da diversidade microbiana comprovaram que conhecemos aproximadamente 1% existentes na biosfera. (AU)

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O Trypanosoma cruzi, agente etiológico da doença de Chagas, é capaz de utilizar carboidratos e aminoácidos como fontes de carbono e energia. Vários aminoácidos mostraram também estar envolvidos em outros processos fundamentais para a progressão do ciclo de vida do parasito. O aminoácido histidina participa em diversos organismos de uma grande quantidade de funções biológicas (como antioxidante, fornecedor de intermediários metabólicos através da conversão a glutamato, regulador da disponibilidade de metais como Cu2+ ou Ni2+ através da sua coordenação, entre outros). Porém, seu estudo foi pouco abordado em tripanosomatídeos. O presente projeto, parte de uma colaboração já em andamento entre os laboratórios do Dr. Silber e da Dra. Nowicki (Universidade de Buenos Aires - Argentina). Através desta proposta se combinarão experiências e conhecimentos para explorar os possíveis mecanismos mediante os quais a histidina pode agir como protetor perante o estresse oxidativo. Nesse intuito, os parasitas serão desafiados com estressores oxidativos na presença e ausência de histidina, e serão analisadas em forma comparativa as atividades enzimáticas chave para manter o equilíbrio redox, particularmente as relacionadas com a produção de NADPH e com o metabolismo dos aminoácidos enxofrados. Também irão se avaliar os níveis de expressão daquelas enzimas cujas atividades sejam afetadas nas distintas condições experimentais a serem ensaiadas. Finalmente serão investigadas em extratos de parasitas submetidos a estresse ou não, as possíveis variações nos níveis de tióis de baixa massa molecular e biologicamente relevantes. (AU)

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As doenças neurodegenerativas são caracterizadas pela perda progressiva dos neurônios no sistema nervoso central e, de modo geral, apresentam causas desconhecidas. Fatores como idade, genéticos e ambientais, o aumento da formação de radicais livres, disfunção mitocondrial, neuroinflamação, acúmulo de elementos neurotóxicos, alterações na homeostasia do Ca2+ e no metabolismo energético podem contribuir para o desenvolvimento do processo neurodegenerativo. Nos últimos anos, vários estudos empregando diferentes modelos experimentais de neurotoxicidade e neuroinflamação têm sugerido propriedades neuroprotetoras do sistema canabinóide, com a participação de endo e/ou exocanabinóides e dos receptores canabinóides CB1 e CB2 nesses processos. No entanto, os mecanismos subjacentes à neuroproteção não são claros e os dados da literatura são ainda conflitantes. O objetivo deste projeto é avaliar a participação do sistema canabinóide em modelos in vivo e in vitro de neurodegeneração, investigando aspectos relacionados ao estresse oxidativo, neuroinflamação, homeostase do cálcio e do retículo endoplasmático e os efeitos do tratamento com compostos canabinóides. Utilizaremos um modelo de neurodegeneração in vivo que reproduz alguns aspectos da Doença de Alzheimer em ratos (injeção intracerebroventricular de estreptozotocina) e modelos in vitro de cultivos de uma linhagem de neuroblastoma e cultivos primários de neurônios e células da glia. Serão avaliados parâmetros como distribuição dos receptores, viabilidade celular/proliferação e produção de espécies reativas, bem como abordagens que permitam elucidar possíveis mecanismos de ação dos canabinóides pela análise de níveis de proteína e de expressão gênica. (AU)

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Sub-projeto-01: O estresse oxidativo tem sido associado à etiopatogenia de doenças humanas, como a doença de Alzheimer (DA) e o Diabetes Mellitus (DM), mas as bases moleculares destas ainda são pouco elucidadas. Considerando a hipótese de que o estresse oxidativo e alterações nos mecanismos de reparo do DNA constituem fatores importantes para o desenvolvimento da DA e do DM tipo 1 (DM1), o projeto tem como objetivos: 1) Análise bioinformática dos perfis de expressão gênica transcricional (dados obtidos por microarranjos), visando detectar genes com expressão significativamente alterada em células mononucleares do sangue periférico (PBMCs) de pacientes com DA em relação a idosos sadios (estes serão comparados aos dados já obtidos para o grupo DM1: doutorado de Paula Takahashi); 2) Analisar a expressão de alguns genes e proteínas (com base nos resultados obtidos por microarranjos, comparações: DA versus controles e DM1 versus controles) por meio de PCR quantitativa em tempo real e Western blot, respectivamente; 3) Analisar a expressão de microRNAs (microarranjos) em pacientes com DA em relação a idosos sadios (estes serão comparados aos dados já obtidos para o grupo DM1: doutorado de Paula Takahashi), visando buscar a associação dos microRNAs com RNAs mensageiros, principalmente de genes de resposta ao estresse oxidativo/reparo; 4) Validar interações microRNA-RNA mensageiro pelo ensaio do gene repórter luciferase; 5) Estudar a expressão de algumas proteínas-chave da via da TP53, visto que em estudo anterior esta proteína se mostrou mais expressa em DA (Leandro et al., Int J Mol Sci. 14(6): 12380, 2013). Os dados a serem gerados poderão contribuir com informações relevantes para a compreensão do papel do estresse oxidativo e do reparo do DNA na etiopatogenia da DA e DM1, com a possibilidade de detectar vias comuns com regulação gênica modificada nessas doenças.Sub-projeto-02: O glioblastoma multiforme (GBM) é um dos tumores mais letais e a resistência destes aos tratamentos convencionais constitui um grande desafio a ser superado. A presente proposta tem como enfoque a aplicação de inibição molecular (genes de reparo do DNA e fatores de transcrição) visando influenciar as respostas das células de GBM à droga TMZ ou às radiações, no sentido de incrementar a letalidade celular. Os objetivos consistem em avaliar os efeitos da inibição da enzima de reparo PARP-1 pelo agente NU1025 (inibidor de PARP-1) em linhagens de GBM resistentes (LN18 e T98G) à droga TMZ, com diferenças no status do gene PTEN (normal e mutado, respectivamente). A influência de PTEN (o qual também participa na via HR) nas respostas celulares será estudada pela inibição deste por siRNA na linhagem LN18, sendo que a participação do reparo MGMT será também avaliada pela inibição deste (inibidor O6-BG) nas mesmas linhagens (proficientes para esse reparo). Os efeitos dos tratamentos combinados (TMZ + NU1025) serão avaliados por vários ensaios ao nível celular (sobrevivência clonogênica, cinética do ciclo celular, indução de danos no DNA por ³-H2AX e apoptose) e molecular (perfis de expressão gênica, proteica e ensaios funcionais de inibição por siRNA). Além disso, com base em fundamentos da literatura e em dados anteriormente obtidos, a inibição de fatores de transcrição será também testada como possível estratégia para aumentar a letalidade das células de GBM, sendo utilizado o inibidor químico HLM006474, o qual tem como alvo as proteínas da família E2F. Esse inibidor será testado em células de GBM (U87MG e U343MG-a) expostas à irradiação com raios-gama, sendo as respostas celulares avaliadas por meio da vários ensaios funcionais ao nível celular e molecular (incluindo o método de microarranjos). Adicionalmente, o background genético dessas células será também considerado na interpretação dos dados, sendo que alguns genes de interesse serão sequenciados. (AU)

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A saliva é um fluido produzido e secretado pelas glândulas salivares cujo papel na homeostase do indivíduo é bastante conhecido. Diversas doenças têm como consequência a redução do fluxo salivar ou a xerostomia, dentre elas o diabete melito e a insuficiência renal crônica, tendo-se em ambas um aumento de estresse oxidativo sistêmico. O diabete é uma doença caracterizada por uma hiperglicemia crônica. Em estudos anteriores demonstramos alterações no sistema antioxidante, aumento do estresse oxidativo e alteração no potencial energético nas glândulas salivares no estado diabético. A insuficiência renal crônica (IRC) é outra doença que acomete grande parte da população mundial com graves repercussões bucais. Diversos estudos mostraram alterações salivares em pacientes com insuficiência renal crônica, contudo raros são os que utilizam a glândula como fonte de informações. O uso de terapias com antioxidantes, como vitaminas C e E tem demostrado melhoria no quadro de estresse oxidativo nestes grupos de doenças. Diante do exposto, os objetivos do presente estudo são:1) verificar a presença de dano oxidativo em ratos com ablação de 5/6 da massa renal,12 semanas após a cirurgia, assim como alterações no potencial energético das glândulas submandibular (SM) e parótida (PA); 2) Verificar os possíveis benefícios da utilização de suplementação de Vitaminas C e E na prevenção dos danos oxidativos já verificados em animais diabéticos e nos animais com IRC. (AU)

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A nefropatia induzida por contraste (NIC) está diretamente associada a doenças crônicas que comprometem a oxigenação da região da medula renal. Os estados de hiperglicemia crônica determinam alterações hemodinâmicas na microvasculatura, disfunção endotelial e ativação de processos inflamatórios e lesão oxidativa, incorrendo em redução da taxa de filtração glomerular (TFG). Este estudo visa investigar a NIC na situação de risco como o Diabetes Mellitus (DM) e a doença renal pré existente e demonstrar a ação de mediadores de mecanismos de lesão endotelial e da microvasculatura renal. Material e Métodos: serão utilizados ratos Wistar, adultos, machos e células tubulares proximais HK-2 e IRPTC. O DM será induzido por meio da administração de estreptozotocina (STZ, diluída com citrato) e será realizada a ablação de massa renal 5/6, como modelo de doença renal crônica (Nx). As células serão submetidas a meio hiperglicêmico. Serão realizados ensaios de interferência na integridade da vasculatura renal e redução do estresse oxidativo nos grupos DM e Nx (PGE1, HO-1, iNOS). Serão avaliadas a função renal por meio do clearance de inulina e microalbuminúria, o estresse oxidativo, a expressão e quantificação de óxido nítrico sintase induzível (iNOS), HO-1 e HO-2, histologia do tecido renal e, para as células, análise expressão gênica da HO-1, HO-2 e NO sintase, dosagem de NO, transfecção de células HK-2 e IRPTC com siRNA para HO-1 e transfecção de células HK-2 e IRPTC com plasmídio para HO-1. (AU)

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