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Resumo

A doença renal crônica (DRC) é um problema de saúde pública. No Brasil, as principais causas de DRC são a hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus. Independente da etiologia, a regra é a perda funcional do órgão associada à substituição do parênquima renal por tecido fibroso. A hiperativação do sistema renina angiotensina aldosterona (SRAA) é frequente nas diversas doenças renais e tem papel crucial no desenvolvimento da fibrose e falência renal. Várias linhas de evidências sugerem que a proteína quinase ativada por AMP(AMPK) seja capaz de atuar como um fator de nefroproteção. O objetivo do presente projeto é investigar a interação entre a AMPK e o SRAA no acúmulo de matriz extracelular (MEC), processo que antecede a fibrose renal. Para isso, células mesangiais humanas em cultura serão expostas à angiotensina II (ANG II) associado ou não ao bloqueio do SRAA e estímulos positivos e negativos para a AMPK. A expressão de componentes da MEC serão estimados por Western blot e imunohistoquímica. A regulação da AMPK pela ANG II na fibrose renal tem o potencial de identificar novas alternativas terapêuticas para o tratamento e prevenção da falência renal. (AU)

Resumo

O óxido de grafeno nanoestruturado apresenta aplicações em áreas como eletrônica, farmacêutica e ambiental. Os seus promissores usos despertam preocupações quanto às consequências para a saúde humana e ambiental do descarte inadequado de seus resíduos e/ou produtos. Apesar dos estudos nanotoxicológicos terem se intensificado nos últimos anos, restam lacunas quanto aos métodos utilizados para avaliação dos riscos da nanotecnologia. Isto se deve à complexidade do comportamento dos nanomateriais no ambiente, em especial na presença de matéria orgânica e na dependência das características do nanomaterial. O objetivo deste estudo é então avaliar os efeitos toxicológicos do óxido de grafeno (OG) através de ensaios in vivo e in vitro com embriões de Danio rerio (peixe-zebra), considerando a influência da presença de debris oxidativos e da interação com substâncias húmicas. Para isso, serão avaliados parâmetros de letalidade e subletalidade, como comprimento total das larvas e biomarcadores bioquímicos de metabolismo (atividade de glutationa S-transferase e fosfatase ácida), estresse oxidativo (atividade de catalase) e neurotoxicidade (atividade de acetilcolinesterase). Espera-se com isso contribuir para o estabelecimento de protocolos de análise além de participar na consolidação da nanoecotoxicologia no Brasil; fornecendo informações que complementem o conhecimento sobre os riscos da nanotecnologia aos organismos vivos e ecossistemas. (AU)

Resumo

Tratamentos de superfície são aplicados em implantes dentais com o intuito de aumentar a rugosidade para otimizar a osseointegração. Em que pese o sucesso clínico dos implantes dentais, sabe-se que nanopartículas de titânio podem ser liberadas no tecido periimplantar após a sua inserção no tecido ósseo. Assim, macrófagos são as primeiras células a interagir com estas partículas no sentido de fagocitá-las, desencadeando um estresse oxidativo intracelular e estimulando o processo inflamatório. Esta inflamação pode modular positivamente a reabsorção óssea cervical ao redor dos implantes dentais, também conhecida como saucerização óssea. Neste contexto, é importante avaliar a bioatividade celular que ocorre neste processo inflamatório quando em contato com nanopartículas de titânio. Assim, o objetivo deste trabalho será analisar o comportamento de macrófagos frente a presença de nanopartículas de titânio. A avaliação do estressse oxidativo causado pelas partículas será realizada pelo ensaio de redução do composto diacetato de diclorofluorescina (DCFH-DA). A expressão de citocinas pró-inflamatórias será avaliada por reação imunoenzimática (ELISA). Adicionalmente, será utilizada microscopia eletrônica de transmissão (TEM) para visualização da incorporação das nanopartículas de titânio pelas células. (AU)

Resumo

Sub-projeto-01: O estresse oxidativo tem sido associado à etiopatogenia de doenças humanas, como a doença de Alzheimer (DA) e o Diabetes Mellitus (DM), mas as bases moleculares destas ainda são pouco elucidadas. Considerando a hipótese de que o estresse oxidativo e alterações nos mecanismos de reparo do DNA constituem fatores importantes para o desenvolvimento da DA e do DM tipo 1 (DM1), o projeto tem como objetivos: 1) Análise bioinformática dos perfis de expressão gênica transcricional (dados obtidos por microarranjos), visando detectar genes com expressão significativamente alterada em células mononucleares do sangue periférico (PBMCs) de pacientes com DA em relação a idosos sadios (estes serão comparados aos dados já obtidos para o grupo DM1: doutorado de Paula Takahashi); 2) Analisar a expressão de alguns genes e proteínas (com base nos resultados obtidos por microarranjos, comparações: DA versus controles e DM1 versus controles) por meio de PCR quantitativa em tempo real e Western blot, respectivamente; 3) Analisar a expressão de microRNAs (microarranjos) em pacientes com DA em relação a idosos sadios (estes serão comparados aos dados já obtidos para o grupo DM1: doutorado de Paula Takahashi), visando buscar a associação dos microRNAs com RNAs mensageiros, principalmente de genes de resposta ao estresse oxidativo/reparo; 4) Validar interações microRNA-RNA mensageiro pelo ensaio do gene repórter luciferase; 5) Estudar a expressão de algumas proteínas-chave da via da TP53, visto que em estudo anterior esta proteína se mostrou mais expressa em DA (Leandro et al., Int J Mol Sci. 14(6): 12380, 2013). Os dados a serem gerados poderão contribuir com informações relevantes para a compreensão do papel do estresse oxidativo e do reparo do DNA na etiopatogenia da DA e DM1, com a possibilidade de detectar vias comuns com regulação gênica modificada nessas doenças.Sub-projeto-02: O glioblastoma multiforme (GBM) é um dos tumores mais letais e a resistência destes aos tratamentos convencionais constitui um grande desafio a ser superado. A presente proposta tem como enfoque a aplicação de inibição molecular (genes de reparo do DNA e fatores de transcrição) visando influenciar as respostas das células de GBM à droga TMZ ou às radiações, no sentido de incrementar a letalidade celular. Os objetivos consistem em avaliar os efeitos da inibição da enzima de reparo PARP-1 pelo agente NU1025 (inibidor de PARP-1) em linhagens de GBM resistentes (LN18 e T98G) à droga TMZ, com diferenças no status do gene PTEN (normal e mutado, respectivamente). A influência de PTEN (o qual também participa na via HR) nas respostas celulares será estudada pela inibição deste por siRNA na linhagem LN18, sendo que a participação do reparo MGMT será também avaliada pela inibição deste (inibidor O6-BG) nas mesmas linhagens (proficientes para esse reparo). Os efeitos dos tratamentos combinados (TMZ + NU1025) serão avaliados por vários ensaios ao nível celular (sobrevivência clonogênica, cinética do ciclo celular, indução de danos no DNA por ³-H2AX e apoptose) e molecular (perfis de expressão gênica, proteica e ensaios funcionais de inibição por siRNA). Além disso, com base em fundamentos da literatura e em dados anteriormente obtidos, a inibição de fatores de transcrição será também testada como possível estratégia para aumentar a letalidade das células de GBM, sendo utilizado o inibidor químico HLM006474, o qual tem como alvo as proteínas da família E2F. Esse inibidor será testado em células de GBM (U87MG e U343MG-a) expostas à irradiação com raios-gama, sendo as respostas celulares avaliadas por meio da vários ensaios funcionais ao nível celular e molecular (incluindo o método de microarranjos). Adicionalmente, o background genético dessas células será também considerado na interpretação dos dados, sendo que alguns genes de interesse serão sequenciados. (AU)

Resumo

A nefropatia induzida por contraste (NIC) está diretamente associada a doenças crônicas que comprometem a oxigenação da região da medula renal. Os estados de hiperglicemia crônica determinam alterações hemodinâmicas na microvasculatura, disfunção endotelial e ativação de processos inflamatórios e lesão oxidativa, incorrendo em redução da taxa de filtração glomerular (TFG). Este estudo visa investigar a NIC na situação de risco como o Diabetes Mellitus (DM) e a doença renal pré existente e demonstrar a ação de mediadores de mecanismos de lesão endotelial e da microvasculatura renal. Material e Métodos: serão utilizados ratos Wistar, adultos, machos e células tubulares proximais HK-2 e IRPTC. O DM será induzido por meio da administração de estreptozotocina (STZ, diluída com citrato) e será realizada a ablação de massa renal 5/6, como modelo de doença renal crônica (Nx). As células serão submetidas a meio hiperglicêmico. Serão realizados ensaios de interferência na integridade da vasculatura renal e redução do estresse oxidativo nos grupos DM e Nx (PGE1, HO-1, iNOS). Serão avaliadas a função renal por meio do clearance de inulina e microalbuminúria, o estresse oxidativo, a expressão e quantificação de óxido nítrico sintase induzível (iNOS), HO-1 e HO-2, histologia do tecido renal e, para as células, análise expressão gênica da HO-1, HO-2 e NO sintase, dosagem de NO, transfecção de células HK-2 e IRPTC com siRNA para HO-1 e transfecção de células HK-2 e IRPTC com plasmídio para HO-1. (AU)

Resumo

As doenças neurodegenerativas são caracterizadas pela perda progressiva dos neurônios no sistema nervoso central e, de modo geral, apresentam causas desconhecidas. Fatores como idade, genéticos e ambientais, o aumento da formação de radicais livres, disfunção mitocondrial, neuroinflamação, acúmulo de elementos neurotóxicos, alterações na homeostasia do Ca2+ e no metabolismo energético podem contribuir para o desenvolvimento do processo neurodegenerativo. Nos últimos anos, vários estudos empregando diferentes modelos experimentais de neurotoxicidade e neuroinflamação têm sugerido propriedades neuroprotetoras do sistema canabinóide, com a participação de endo e/ou exocanabinóides e dos receptores canabinóides CB1 e CB2 nesses processos. No entanto, os mecanismos subjacentes à neuroproteção não são claros e os dados da literatura são ainda conflitantes. O objetivo deste projeto é avaliar a participação do sistema canabinóide em modelos in vivo e in vitro de neurodegeneração, investigando aspectos relacionados ao estresse oxidativo, neuroinflamação, homeostase do cálcio e do retículo endoplasmático e os efeitos do tratamento com compostos canabinóides. Utilizaremos um modelo de neurodegeneração in vivo que reproduz alguns aspectos da Doença de Alzheimer em ratos (injeção intracerebroventricular de estreptozotocina) e modelos in vitro de cultivos de uma linhagem de neuroblastoma e cultivos primários de neurônios e células da glia. Serão avaliados parâmetros como distribuição dos receptores, viabilidade celular/proliferação e produção de espécies reativas, bem como abordagens que permitam elucidar possíveis mecanismos de ação dos canabinóides pela análise de níveis de proteína e de expressão gênica. (AU)

Resumo

A saliva é um fluido produzido e secretado pelas glândulas salivares cujo papel na homeostase do indivíduo é bastante conhecido. Diversas doenças têm como consequência a redução do fluxo salivar ou a xerostomia, dentre elas o diabete melito e a insuficiência renal crônica, tendo-se em ambas um aumento de estresse oxidativo sistêmico. O diabete é uma doença caracterizada por uma hiperglicemia crônica. Em estudos anteriores demonstramos alterações no sistema antioxidante, aumento do estresse oxidativo e alteração no potencial energético nas glândulas salivares no estado diabético. A insuficiência renal crônica (IRC) é outra doença que acomete grande parte da população mundial com graves repercussões bucais. Diversos estudos mostraram alterações salivares em pacientes com insuficiência renal crônica, contudo raros são os que utilizam a glândula como fonte de informações. O uso de terapias com antioxidantes, como vitaminas C e E tem demostrado melhoria no quadro de estresse oxidativo nestes grupos de doenças. Diante do exposto, os objetivos do presente estudo são:1) verificar a presença de dano oxidativo em ratos com ablação de 5/6 da massa renal,12 semanas após a cirurgia, assim como alterações no potencial energético das glândulas submandibular (SM) e parótida (PA); 2) Verificar os possíveis benefícios da utilização de suplementação de Vitaminas C e E na prevenção dos danos oxidativos já verificados em animais diabéticos e nos animais com IRC. (AU)

Resumo

O diabetes experimental ocasiona drástica atrofia prostática e prejuízo da atividade secretória da próstata. Esse prejuízo é associado ao desequilíbrio na cinética epitelial, remodelamento da matriz extracelular e mudanças morfofuncionais das células estromais prostáticas. Há também um aumento na incidência de neoplasias intraepiteliais (PIN) e lesões malignas na próstata após 3 meses de diabetes experimental. Entretanto, a associação entre o diabetes e o câncer de próstata ainda é controversa. Essas alterações são relacionadas à falta de insulina, queda nos níveis séricos de testosterona e baixos níveis intracelulares de glicose. Contudo, é importante não negligenciar os efeitos da hiperglicemia que indiretamente culminam no aumento do estresse oxidativo. A melatonina (MLT), além de ser um potente antioxidante e antiinflamatório, possui propriedades antiproliferativas as quais são bem descritas para células cancerígenas prostáticas. As células tumorais prostáticas dependentes de andrógenos exibem sensitividade diferente à MLT comparadas às linhagens independentes. Estudos in vivo realizados pela bolsita demonstram o papel antioxidante da MLT na próstata de animais diabéticos por curto e longo prazo. Essa mesma pesquisa demonstrou que a administração prolongada de baixas doses de MLT a ratos diabéticos por dois meses acarretou diminuição dos níveis apoptóticos, aumento dos níveis proliferativos, normalização da frequência de células AR-positivas e níveis séricos de testosterona. Há uma escassez de trabalhos com células tumorais prostáticas em condições hiperglicêmicas. Além da importância do estágio no exterior para a carreira de pesquisador e melhor qualidade da investigação, torna-se, portanto relevante analisar a ação isolada da MLT em células dependentes de andrógenos (LNCaP) e independentes (PC3) em meio hiperglicêmico para melhor compreensão dos nossos dados já obtidos in vivo. Este estudo irá analisar se o meio hiperglicêmico interfere na ação da MLT na resposta proliferativa e apoptótica de células tumorais LNCaP e PC3. O uso de duas linhagens celulares diferentes irá esclarecer se esses mecanismos são regulados por sinalização androgênica nessas condições. (AU)

Resumo

Produtos de glicação avançada (AGE) encontram-se aumentados no diabete melito (DM) e predizem o risco de doença aterosclerótica, independentemente de outros fatores de risco. Albumina-AGE induz geração de espécies reativas de oxigênio (ROS), o que está vinculado à diminuição de ABCA-1 e o acúmulo de colesterol em macrófagos. Nossa hipótese é de que os efeitos da albumina AGE em prejudicar o transporte reverso de colesterol (TRC) podem ser prevenidos pelo silenciamento ou knocking out do receptor para AGE (RAGE). Albumina controle (C) de indivíduos saudáveis e albumina AGE de pacientes diabéticos tipo 1 (DM1) e tipo 2 (DM2) com controle glicêmico inadequado (HbA1c > 8%) foram isoladas por HPLC seguida de purificação por extração alcoólica. Macrófagos isolados da medula óssea de camundongos knockout para RAGE (RAGE-KO) e selvagens (wild-type - WT) e células THP-1 transfectadas com siRNA-RAGE tratados por 48h com albumina C, DM1 e DM2 para medir a expressão da NOX-4 (NADPHoxidase4) e do RAGE (Ager), e também do efluxo de colesterol mediado por apo A-I e subfrações de HDL. Nas células THP-1 tratadas com o siRNA-RAGE foi observado um silenciamente de 71% na expressão do RAGE. Nessas células, a expressão do RAGE e da NOX-4 foi reduzida após o tratamento com albumina DM1 ou DM2 e não houve alteração após o tratamento com albumina C quando comparado com as células transfectadas com scramble siRNA. Em macrófagos isolados da medula óssea de animais WT, o efluxo de colesterol mediado por apo A-I e subfrações de HDL foi reduzido após o tratamento com albumina DM1 ou DM2 quando comparado com albumina C. Essa redução não foi observada quando macrófagos isolados de animais RAGE-KO foram tratados com albumina DM1 ou DM2 em comparação ao tratamento com albumina C. A indução do estresse oxidativo e o prejuízo no efluxo de colesterol em macrófagos suscitados após o tratamento de albumina AGE isolada de pacientes diabéticos pode ser prevenida pela inibição do RAGE. O uso de bloqueadores de AGE podem ser úteis na prevenção de distúrbios do TRC e da aterosclerose na vigência do diabetes mal controlado. Com intuito de continuar essa investigação, nós planejamos transfectar células THP-1 com RNA de inferência para RAGE ou tratar células J774 com anti-RAGE para concluir os experimentos de expressão gênica. Além disso, macrófagos da medula óssea isolados de animais RAGE-KO e WT serão utilizados para analisar o acúmulo intracelular de lípides com Oil Red O. (AU)

Resumo

Diversos estudos demonstram a segurança para a saúde humana do uso de estatinas em pacientes hipercolesterolêmicos (atualmente cerca de 50 milhões de usuários nos EUA). Todavia, cerca de 10% destes pacientes desenvolvem efeitos adversos em músculos e outros tecidos. Os mecanismos de toxicidade das estatinas parecem envolver morte celular mediada por disfunções mitocondriais associadas a alterações na homeostase intracelular de cálcio e inibição da ²-oxidação seguidos de estresse oxidativo. Neste contexto, nosso grupo demonstrou que sinvastatina (1 ¼M) quando adicionada a biópsias de músculo esquelético diminui a produção de ubiquinona (Co-Q10) em cerca de 30% e inibe a respiração mitocondrial fosforilativa (25%) devido a diminuição de transferência de elétrons pelos complexos respiratórios I e II. As alterações de função mitocondrial eram dependentes de aumento de oxigênio reativo (cerca de 100%) e se mostraram sensíveis a adições de L-carnitina ou Co-Q10 que, além de componente da cadeia mitocondrial de transporte de elétrons, tem também importante papel biológico como sequestrador de radicais livres. A maioria dos resultados da literatura indicando que as estatinas causam estresse oxidativo mitocondrial são provenientes de experimentos in vitro usando mitocôndrias ou tecidos de animais não hipercolesterolêmicos, ou seja, com expressão normal do receptor de LDL (LDLr). Assim, nossa proposta é aprofundar o entendimento dos mecanismos de toxicidade muscular causada pelas estatinas em camundongos nocaute para o LDLr (LDLr-/-) que mimetizam a hipercolesterolemia familiar em humanos. Analisaremos se, nestes camundongos, o estresse oxidativo mitocondrial sinalizaria para aumento de expressão e atividade de sistemas antioxidantes celulares. Além disso, avaliaremos os componentes existentes no lipidoma para a caracterização de possíveis biomarcadores. (AU)

Resumo

O processo inflamatório associado à cólica em equinos apresenta com frequência, além da manifestação local, repercussão sistêmica com comprometimento de órgãos distantes ao foco de lesão. Dentre os sistemas envolvidos, o cardiovascular ainda é pouco estudado. Diante disto, objetivou-se, na presente proposta, estudar com maior profundidade a resposta inflamatória sistêmica, o estresse oxidativo e as alterações em metaloproteinases de equinos com obstrução experimental do cólon menor, assim como avaliar a resposta sobre biomarcadores de lesão cardíaca. As análises serão efetuadas em amostras de sangue e líquido peritoneal colhidas em diferentes momentos do procedimento cirúrgico realizado em experimentos anteriores (Fapesp no 2009/07284-9 e FAPESP no 2010/15046-8). A resposta inflamatória será avaliada por meio da determinação das citocinas IL-1², IL-6, IL-8, IL-10 e TNF-±, assim como de metaloproteinase-2 e -9 (MMP-2 e MMP-9); o estresse oxidativo será avaliado mediante determinações de malondialdeído (MDA), produto proteico de oxidação avançada (AOPP), vitamina A, vitamina E e glutationa (GSH); e lesões do miocardio serão avaliadas por meio de determinações de Troponina I, Proteína C Reativa e Creatina Quinase isoforma MB (CK-MB). O líquido peritoneal também será analisado para a presença de MMP-2 e MMP-9. Os valores obtidos serão analisados por meio de Análise de Variância (ANOVA) e os valores médios comparados pelo teste de Tukey. Para todas as análises realizadas será estabelecido o nível de significância igual a p<0,05. (AU)

Resumo

A Doença Inflamatória Intestinal (DII) possui incidência crescente no mundo todo e é caracterizada como processo inflamatório idiopático, crônico, com recidiva do trato gastrointestinal. A pesquisa de novos medicamentos para a DII, ainda sem cura, deve considerar aspectos interdisciplinares, especialmente quanto aos mediadores que participam da resposta anti-inflamatória de novos compostos potencialmente úteis para tratar a DII em humanos. Recentemente, nosso grupo de pesquisa demonstrou que a 6,7-dihidroxi-4-metilcumarina (4-ME), um derivado cumarínico natural, apresenta potente atividade anti-inflamatória intestinal, a qual foi relacionada às suas propriedades antioxidante e inibitória da produção de citocinas pró-inflamatórias. Com base nas informações apresentadas, o presente estudo tem como objetivos identificar os mecanismos de ação antioxidantes que participam da resposta anti-inflamatória intestinal produzida pela 4-ME no modelo de inflamação intestinal induzida por TNBS em ratos e caracterizar por técnicas de biofísica molecular se existe interação direta deste composto com os principais mediadores do estresse oxidativo envolvidos com o processo inflamatório intestinal, como a glutationa peroxidase (GPx) e a proteína inibitória ºB (IºB). Para tal, serão realizados estudos no modelo de inflamação intestinal induzida por TNBS em ratos através da quantificação de radicais livres; da determinação fatores de transcrição, da expressão gênica e da atividade enzimática de fatores pró e antioxidantes, tais como a lipoxigenase, cicloxigenase, mieloperoxidase, superóxido dismutase, catalase, enzimas dependentes de glutationa, NF-ºB e Nrf2 e, finalmente, avaliar os paramentos da interação de 4-ME com GPx e IºB pela técnica de espectroscopia de fluorescência por meio de titulação fluorimétrica, cálculo das constantes de associação e verificação do número de sítios de ligação existentes para a 4-ME nas proteínas. Com o presente trabalho, espera-se melhor elucidar o principal mecanismo de ação envolvido no efeito anti-inflamatório e antioxidante da 4-ME. (AU)

Resumo

Recentemente, foi demonstrado que a intensidade dos efeitos adversos das técnicas de clareamento dental sobre o complexo dentino-pulpar está diretamente relacionada com o grupo de dentes submetido a este procedimento. Dessa forma, o objetivo do presente estudo será avaliar a eficácia e citotoxicidade de protocolos de clareamento experimentais de acordo com a espessura de esmalte/dentina do substrato dental. Para isto, serão usados discos de dentes bovinos, os quais devem apresentar espessuras de esmalte e dentina similares aos incisivos inferiores e pré-molares superiores humanos. Para análise da eficácia clareadora, os discos serão manchados e submetidos ao clareamento com um gel contendo 10% de H2O2, aplicado por 3x 15, 1x 15 ou 1x 5 minutos sobre o esmalte. Como controle positivo, um gel com 35% de H2O2 será aplicado por 3x 15 minutos. No controle negativo, nenhum tratamento será realizado sobre os discos. Serão realizadas sessões de clareamento com intervalos de 24 horas, até a obtenção de um valor de L=14,00 ±1, por meio de um espectrofotômetro de reflexão-UV de acordo com o sistema CIE L*a*b*. Para avaliação da citotoxicidade trans-amelodentinária, os discos serão adaptados em câmaras pulpares artificiais, sendo as células pulpares humanas semeadas na superfície de dentina dos discos. Protocolos selecionados de acordo com a análise da eficácia clareadora serão realizados sobre o esmalte, sendo avaliadas a viabilidade (MTT) e morfologia celular (MEV), imediatamente e 72 horas pós-tratamento clareador, além do estresse oxidativo celular gerado (fluorescência), atividade de fosfatase alcalina (ensaio de timolftaleína) e deposição de nódulos de mineralização (alizarin red). A quantificação do total de H2O2 capaz de se difundir pelos discos também será realizada (violeta leuco-cristal/peroxidase). Os dados numéricos obtidos através da aplicação dos protocolos laboratoriais serão submetidos à análise estatística específica. (AU)

Resumo

A disfunção endotelial é caracterizada principalmente pela diminuição da capacidade das células endoteliais em liberar óxido nítrico (NO). Há evidências de que a diminuição da biodisponibilidade do NO contribui para o desenvolvimento e progressão da hipertensão arterial e aterosclerose, as quais podem levar ao desenvolvimento de doenças isquêmicas cardíaca, infarto do miocárdio e até insuficiência cardíaca. Um dos fatores que contribuem para disfunção endotelial é a presença de elevados níveis intracelulares de ânion superóxido (O2-), o qual reage com NO e forma peroxinitrito (ONOO-), diminuindo os níveis de NO. Os complexos de rutênio estão sendo estudados como doadores de NO, os quais são muito atrativos por apresentarem baixa toxicidade e serem ativos em suas formas estáveis em condições fisiológicas. Em estudos prévios foi demonstrado que o composto cis-[Ru(H-dcbpy-)2(Cl)(NO2-)] gera NO em artéria de ratos e é capaz de inativar o O2- formado no meio extracelular. Assim, nossa hipótese é que este composto pode inativar o O2- formado no meio intracelular e aumentar os níveis de NO. Para testar esta hipótese, será utilizado o modelo de cultura de células endoteliais estimuladas com angiotensina II, onde será possível obter células endoteliais disfuncionais com elevadas concentrações de O2- intracelular. Este estudo permitirá avaliar a ação farmacológica do composto cis-[Ru(H-dcbpy-)2(Cl)(NO2-)] para reverter e/ou prevenir a disfunção endotelial, e a caracterização farmacológica dos efeitos dependentes da remoção do O2- e liberação do NO induzido por esta droga. (AU)

Resumo

Neste projeto pretendemos desenvolver compostos de metais de transição luminescentes do tipo cis-[Ru(a-diimina)2(Apy)2]2+, onde Apy= 4-aminopiridina e 3,4-aminopiridina para atuarem tanto no diagnóstico quanto no tratamento da Doença de Alzheimer (DA). A DA é uma desordem neurodegenerativa progressiva e lenta que danifica principalmente a memória e a função cognitiva em idosos. A disfunção neuronal é caracterizada pelo acúmulo do peptídeo b-amilóide no cérebro que leva à sua agregação em oligômeros e fibrilas insolúveis, resultando na formação de placas senis. Uma vez que os mecanismos detalhados que fundamentam a patogênese da DA ainda não são claros, os medicamentos disponíveis atuam no sistema colinérgico da doença pela inibição da enzima acetilcolinesterase. Estes medicamentos aliviam os sintomas, mas não curam a doença. Os compostos propostos neste projeto apresentam as características necessárias para atuarem tanto no diagnóstico quanto no tratamento da DA. A presença de um fragmento planar e hidrofóbico, {Ru(phen)}2+ e carga total positiva, são requisitos necessários para interação do complexo com o peptídeo b-amilóide. As alterações nos movimentos rotacionais e conformacionais durante o processo de agregação do b-amiloide repercutirá nas propriedades luminescentes dos complexos viabilizando o mapeamento do processo de agregação e desagregação deste peptídeo. Em adição às aminopiridinas, atuam nas células neuronais protegendo-as tanto dos efeitos excitatórios quanto da hipóxia e atuando em diferentes alvos intracelulares incluindo a inibição da enzima AChE e estresse oxidativo, e disfunção de íons Ca2+. Esperamos que a coordenação da Apy ao fragmento {Ru(phen)2}2+ potencialize o efeito terapêutico das Apy. O potencial terapêutico dos complexos propostos no avanço da neurodegeneração será investigado pela alteração da resposta luminescente do complexo com a neurotoxicidade induzida pelo peptídeo b-amilóide, ou seja, pela capacidade inibidora do complexo frente à formação do peptídeo b-amiloide e/ou pela inibição da agregação do b-amiloide. A atividade inibidora enzimática dos complexos frente à enzima acetilcolinesterase e no estresse oxidativo causado pelas espécies reativas do oxigênio também serão investigados. Os complexos propostos são convenientes para estes propósitos devido à simplicidade de síntese e à estabilidade térmica e luminescência sensível a alterações do meio. Espera-se assim, que esta pesquisa abra novas possibilidades para o controle ótico da atividade de grupos selecionados para estudos neurológicos. (AU)

Resumo

A associação entre elevadas concentrações de ferritina sérica e a sobrecarga de ferro na resistência à insulina vem sendo discutida na literatura científica. A sobrecarga de ferro, por meio do seu efeito pró-oxidante, contribui para o desenvolvimento de algumas doenças sistêmicas. Estudos recentes sugerem que o estresse oxidativo provocado pelo excesso de ferro pode causar injúria às células ²-pancreáticas, reduzindo a produção e secreção de insulina, contribuindo para o desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2. Objetivo: Investigar a associação entre status em ferro e resistência à insulina em adultos e idosos residentes no município de São Paulo. Metodologia: Utilizar-se-á dados provenientes do estudo ISA Capital-2014. Serão avaliados adultos e idosos, de ambos os sexos, residentes no município de São Paulo, correspondendo a 629 indivíduos. Os dados socioeconômicos, de estilo de vida e histórico familiar de morbidade, foram obtidos por meio da aplicação de um questionário estruturado. Foram realizadas aferições antropométricas (peso, estatura e circunferência da cintura), de pressão arterial e aplicados dois recordatório de 24h, para obter a estimativa do consumo habitual. Serão avaliados biomarcadores do status de ferro (ferritina sérica, transferrina, hemograma) e a resistência à insulina por meio do modelo de avaliação da homeostase da resistência à insulina modelo de avaliação da homeostase (HOMA-IR). A associação entre o status de ferro e resistência insulínica será avaliada por meio de modelos de equação estrutural. (AU)

Resumo

O endotélio é uma monocamada de células que se estende sobre a superfície interna vascular, estas por sua vez são responsáveis pela modulação do tônus vascular. Por meio da liberação do óxido nítrico (NO), o endotélio apresenta importante função protetora contra as doenças cardiovasculares, produzindo vasodilatação por diversos mecanismos e gerando uma serie de outros efeitos, visto que em altas concentrações pode produzir efeitos tóxicos às células. Contudo, a disfunção endotelial é caracterizada principalmente pela diminuição da capacidade das células endoteliais em liberar NO, que pode ser decorrente da reação com ânion superóxido (O2-) e formação de peroxinitrito (ONOO-). No entanto, em várias condições patológicas como na hipertensão arterial, ocorre a disfunção endotelial, gerando assim um desequilíbrio entre a produção/liberação de fatores vasodilatadores e vasoconstritores, ocorrendo um predomínio dos fatores contráteis, induzindo aumento da resistência vascular periférica e hipertrofia da parede vascular. Em estudos prévios, foi verificado que complexos de rutênio podem inativar O2- e também liberar NO. Desta forma, este estudo pretende avaliar por meio de estudos funcionais e cultura de células o potencial da droga cis-[Ru(bpy)2(NO2)(NO)](PF6)2 como estratégia farmacológica para reverter e/ou prevenir a disfunção endotelial encontrada no modelo de hipertensão arterial dois rins um clip (2R-1C) e em células endoteliais em cultura estimuladas com angiotensina II, bem como realizar a caracterização farmacológica dos efeitos dependentes da remoção do O2- e liberação do NO induzidos por esta droga. (AU)

Resumo

As espécies reativas do oxigênio (ROS) são formadas em reações decorrentes do metabolismo, como a fotossíntese e a respiração e agem como moléculas sinalizadoras que regulam muitos processos celulares, como crescimento, desenvolvimento e a respostas das plantas ao estresse. Plantas CAM apresentam capacidade de lidar com ambientes altamente mutáveis em virtude da flexibilidade reversível de adaptações morfológicas e fisiológicas a múltiplos estresses. Contudo, pouco se sabe sobre a via de sinalização de ROS em plantas com metabolismo CAM. Sabe-se, porém, que a produção de ROS é limitada em plantas CAM. Este projeto tem como objetivo encontrar resposta para a seguinte questão: a indução do CAM é uma estratégia para amenizar o estresse oxidativo? Para responder a essa questão consideramos várias hipóteses-chave a serem testadas: metabolismo CAM impede a produção de ROS? Plantas CAM apresentam sistema eficiente de resposta antioxidante? NO e hormônios vegetais interagem na regulação redox durante a indução do CAM? Para responder essas perguntas utilizaremos como modelo de estudo a bromélia epífita Guzmania monostachia, espécie essa capaz de ser induzida ao CAM de forma reversível, capaz de reverte à condição C3, o que poderá propiciar a obtenção de resultados bastante interessantes e inéditos sobre a importância das ROS durante a indução do CAM. Espera-se que com o desenvolvimento deste projeto possamos discutir sobre quais seriam os mecanismos de reajuste da homeostase redox em plantas CAM. As redes regulatórias, as quais controlam a produção e eliminação de ROS durante a indução do CAM, serão caracterizadas a partir de mudanças do estado C3 para CAM em folhas de diferentes estágios do desenvolvimento, provenientes de plantas em fases ontogenéticas distintas. A produção de ROS como o sistema de resposta antioxidante varia de acordo com o tipo e a severidade do estresse, uma vez que o funcionamento do sistema de resposta antioxidante depende, em parte, do tipo de fotossíntese das plantas. Desta forma, especial atenção será conferida à importância do sistema de resposta antioxidante durante a transição C3-CAM, visto que os antioxidantes apresentam um papel crucial na regulação redox. Buscar-se-á evidenciar as possíveis interações existentes entre os níveis endógenos dos hormônios vegetais e ROS durante a indução do CAM, uma vez que é conhecido que o sistema de sinalização das ROS está altamente integrado com as redes de sinalização dos hormônios vegetais. Os resultados obtidos com o presente projeto contribuirão para maior compreensão das estratégias fisiológicas e bioquímicas utilizadas durante o desenvolvimento dessa bromélia epífita quando exposta a condições ambientais adversas. Tais conhecimentos poderão futuramente ser utilizados como ferramentas biotecnológicas importantes, uma vez que a acumulação de ROS devido a alterações ambientais é uma das principais causas de perda de produtividade das culturas em todo o mundo. (AU)

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Este projeto é uma continuidade da linha de pesquisa, que vem sendo apoiada pela FAPESP (2013/00976-8; 2013/24252-9; 2010/17534-0; 2010/16115-3; 2010/06395-9; 2006/56435-1; 2006/56759-1; 2003/01233-7) e cujo objetivo é o estudo sistemático das propriedades estruturais e cinéticas da (Na, K)-ATPase do tecido branquial de diferentes espécies de caranguejos e camarões, com o objetivo de se tentar estabelecer um modelo para a adaptação dos crustáceos a ambientes de diferentes salinidades. A manutenção da osmolalidade da hemolinfa dos crustáceos é atribuída à (Na, K)-ATPase e este mecanismo de adaptação sugere que as respostas dos crustáceos envolvem uma rápida ativação do transporte de íons que deve ser primária a qualquer outra resposta fisiológica deste animal. Com relação ao projeto em tela pretende-se investigar a sinalização celular vinculada à regulação da (Na,K)-ATPase de Cardisoma guanhumi bem como suas consequências diretas na captação de NaCl através das brânquias durante a aclimatação a ambientes hiposalinos (abaixo de 300 salinidade) e a ambientes marinhos (cerca de 330 salinidade). Para isso serão realizados os seguintes estudos: 1) preparação da (Na,K)-ATPase do tecido branquial de C. guanhumi. 2) caracterização cinética da atividade da Na,K-ATPase de C. guanhumi em relação aos ligantes ATP, PNPP, sódio, potássio, magnésio, amônio e ouabaína. 3) análise da expressão da Na,K-ATPase branquial de C. guanhumi. 4) localização subcelular da Na,K-ATPase branquial de C. guanhumi através de ensaios imunohistoquímicos. 5) quantificação das atividades das enzimas que participam do estresse oxidativo em animais aclimatados em diferentes condições. 6) Estudo de fosforilação da Na,K-ATPase branquial de C. guanhumi. (fosforilação da enzima em condições adequadas de íons; efeito de poliaminas na estabilidade da fosfoenzima; efeito de poliaminas na desfosforilação da enzima na presença de potássio; análise por western blot do FXYD2 após fosforilação por PKA e PKC; preparação e extração do FXYD2 fosforilado). 7) Regulação da atividade da (Na,K)-ATPase branquial de C. guanhumi. pelo FXYD2 exógeno. 8) Estudo da ação de poliaminas na atividade da (Na,K)-ATPase. 9) Padronização de um protocolo de cultura de células branquiais. 10) Correlacionar o FXYD2 com PKA estimuladas por poliaminas e com a atividade da (Na,K)-ATPase branquial de C. guanhumi em diferentes condições de salinidade usando cultura de células branquiais. 11) análise da atividade da Na,K-ATPase branquial de C. guanhumi aclimatado em diferentes condições (salinidade, amônio, nitrito, metais pesados). (AU)

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Mudanças epigenéticas modificam o padrão de expressão gênica sem alterar a sequência do DNA, sendo que os três mecanismos mais importantes são metilação do DNA, metilação/acetilação das histonas e silenciamento de microRNA. A inflamação é uma resposta fisiológica complexa de um organismo a estímulos nocivos. A inflamação crônica é causa subjacente de doenças cardiovasculares, pulmonares e diabetes. Poluentes do ar ambiente provocam a ruptura do equilíbrio homeostático dos organismos a elas expostos, gerando estresse oxidativo celular e estabelecendo inflamação. O objetivo do presente trabalho é identificar diferenças no padrão de metilação das regiões promotoras dos genes das citocinas TNFL (inflamatória) e IL-10 (antiinflamatória), entre indivíduos já identificados como suscetíveis ou não à poluição, no que diz respeito à resposta inflamatória. O banco de DNA a ser utilizado provém de um grupo de profissionais da cidade de São Paulo: controladores de tráfego da CET, taxistas e profissionais do Instituto Florestal. A carga individual de PM2,5 recebida foi medida por 24 horas, em 4 ocasiões separadas por uma semana e, nas mesmas ocasiões, todos os indivíduos passaram por exames clínicos e laboratoriais no HCFMUSP. A mensuração de metilação nos promotores dos genes escolhidos será feita por pirossequenciamento, após derivatização da citosina por bissulfito de sódio: (AU)

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As dislipidemias têm sido um achado frequente e se manifestado cada vez mais cedo na população em consequência do aumento do número de obesos. As estatinas são inibidores da enzima 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima A redutase (HMG-CoA redutase) e são, portanto, responsáveis por diminuir o colesterol total, principalmente o LDL-colesterol. A rosuvastatina é uma estatina de última geração e apresenta várias vantagens farmacológicas e efeitos inibitórios superiores em relação às outras estatinas. A vitamina C exerce importante função na integridade espermática e na fertilidade, atua como agente antioxidante contra o estresse oxidativo testicular e pode aumentar as concentrações séricas de testosterona. Considerando-se o uso de substâncias hipolipemiantes por crianças e os efeitos reprodutivos adversos imediatos e tardios promovidos pela administração de rosuvastatina a ratos pré-púberes, como observado em trabalho anterior, por nós realizado (Leite et al. submetido 2013) e o importante papel desempenhado pela vitamina C na reprodução, propomos o presente estudo experimental em que ratos jovens serão expostos à rosuvastatina a partir do dia pós-natal (DPN) 23 até o DPN53, avaliando-se parâmetros reprodutivos imediatos e tardios sobre o sistema genital e a fertilidade das gerações F0 e F1. A escolha da "janela" de exposição se justifica pela tentativa de mimetizar a situação humana em que algumas crianças necessitam da droga durante a infância e adolescência. Para tanto, ratos recém-desmamados serão divididos em seis grupos experimentais e receberão solução salina (veículo), 3 ou 10 mg/Kg/dia de rosuvastatina na presença ou ausência de vitamina C na dose de 150 mg/dia, do DPN23 até o DPN53, quando parte dos animais serão eutanasiados e avaliados quanto aos níveis hormonais, aspecto histológico das gônadas e epidídimo e atividade de enzimas antioxidantes. A outra parte dos ratos será mantida até atingirem a maturidade sexual, quando serão avaliados o comportamento sexual, níveis hormonais, produção, reserva e qualidade dos espermatozoides, ensaio cometa, histologia de testículo e epidídimo, imunohistoquímica e western blot para receptores de andrógenos e para a proteína Rab11a, e teste de fertilidade natural. Na geração F1, a prole masculina será avaliada em relação as análises espermáticas, dosagens hormonais, ensaio cometa, morfologia de testículo e epidídimo, comportamento sexual e teste de fertilidade natural, e a prole feminina será avaliada quanto ao ciclo estral, histologia de ovários e útero, TUNEL para identificação de apoptose no ovário, comportamento sexual e teste de fertilidade natural. Pretende-se que, além da formação de recursos humanos qualificados em Biologia e Toxicologia da Reprodução, novos conhecimentos sejam adquiridos sobre os efeitos adversos dessa estatina sobre a fertilidade das gerações F0 e F1 e sobre os possíveis efeitos protetores da vitamina C para o desenvolvimento reprodutivo e a fertilidade dessas mesmas gerações, divulgando-se os resultados por intermédio de publicações em revistas internacionais e indexadas de impacto, bem como em comunicações em eventos científicos da área. (AU)

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2-Cys Peroxirredoxinas (2-Cys Prx) são enzimas antioxidantes capazes de decompor uma grande variedade de hidroperóxidos (R-OOH) utilizando um resíduo de cisteína, denominada de cisteína peroxidásica (CP-SH), a qual no processo de decomposição de peróxidos é oxidada à cisteína ácido sulfênico (CP-SOH). As 2-Cys Prx possuem uma segunda cisteína denominada de cisteína de resolução (CR), que forma um dissulfeto durante o ciclo catalítico com CP, que frequentemente é reduzido pela enzima tiorredoxina (Trx). Adicionalmente à redução das Prx, as Trx estão envolvidas em diversos processos biológicos como crescimento celular, inibição de apoptose, ativação de transcrição e síntese de DNA. Estudos iniciais envolvendo cinética de estado estacionário indicaram que as 2-Cys Prx apresentavam baixas taxas de decomposição de hidroperóxidos, 104-5 M-1s-1, entretanto novas metodologias envolvendo alterações de fluorescência ou cinética competitiva com HRP revelaram que estas enzimas possuem uma reatividade sobre hidroperóxidos na ordem de 107-8 M-1s-1. Em condições de elevado estresse oxidativo, pode ocorrer a superoxidação de CP, formando espécies superoxidadas como a cisteína ácido sulfínico (CP-SO2H) e sulfônico (CP-SO3H). Em eucariotos, a superoxidação de CP ocasiona a perda de atividade peroxidásica, uma vez que estas espécies não são reduzidas por Trx. Entretanto, a superoxidação resulta na alteração da estrutura quaternária das Prx, levando a formação de estruturas de alto peso molecular com propriedade de chaperona molecular. Neste contexto, a relação das Prx com Trx aparentam ter elevada importância uma vez que em linhagens Dtrx de eucariotos a oligomerização das Prx é altamente comprometida. Em Saccharomyces cerevisiae, há duas isoformas citosólicas de Prx (Tsa1 e Tsa2) que apresentam grande similaridade e são altamente relacionadas às isoformas humanas Prx1 e Prx2 (67% de identidade e 77% similaridade). Tsa1 e Tsa2 apresentam atividade de chaperona, sendo que ambas as enzimas podem ser reduzidas pelas tiorredoxinas citosólicas, Trx1 e Trx2, as quais compartilham elevada semelhança nas suas estruturas primárias (78% de identidade e 89% de similaridade). Estudos recentes envolvendo cinética competitiva com HRP revelaram que as enzimas Tsa1 e Tsa2 apresentam taxas na de composição de H2O2 e NOO- de 107-8 M-1s-1. Adicionalmente, foi demonstrado que Trx1 e Trx2 são reduzidas por TrxR1 em taxas 107 M-1s-1. Entretanto, quando se avalia a atividade peroxidásica da tiorredoxina dependente das enzimas utilizando o sistema Trx (NADPH®TrxR®Trx ®Prx®R-OOH) na ordem de 104-5 M-1s-1. Neste contexto, as taxas de redução para a Trx1 ou Trx2 parecem ser limitantes para a redução das Prx, entretanto, nenhum estudo até o momento atentou para verificar se as taxas de redução de Tsa1 e Tsa2 são equivalentes ou distintas quando se utiliza Trx1 ou Trx2. Adicionalmente, demonstramos recentemente que os resíduos E50 e R146 de Tsa1 estão relacionados com a interação com Trx, uma vez que mutantes Tsa1E50A e Tsa1R146Q apresentam grande queda na atividade de peroxidase dependente de Trx, entretanto não foi possível quantificar de forma acurada o decaimento das taxas de redução. Este projeto tem por objetivo a determinação das taxas de redução de Tsa1 e Tsa2 e mutantes Tsa1E50A e Tsa1R146Q por Trx1 e Trx2, por meio da alteração da fluorescência intrínseca das Prx utilizando mutantes Trx1W29F e Trx2W30F pela técnica sttoped flow. Também serão realizados esforços para determinar as taxas de redução de Prx1 e Prx2 por Trx de humanos. Uma vez que as taxas de redução das Prx por Trx estão relacionadas com manutenção da homeostase redox e também com a troca de função peroxidase-chaperona, acreditamos que os resultados deste projeto possam dar importantes contribuições para um melhor entendimento da biologia destas enzimas. (AU)

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A esquizofrenia é um distúrbio psiquiátrico grave marcado por sintomas variados como alucinação, embotamento afetivo e déficits cognitivos que são incapacitantes e afetam profundamente a vida do portador. Manifesta-se ao final da adolescência e início da vida adulta e apresenta um período prodrômico em que os sintomas começam a aparecer, porém de maneira amena, exceto pelo isolamento social evidente acarretando em importantes consequências para o portador. Trata-se de um transtorno multifatorial cujas causas ainda não estão totalmente claras, mas acredita-se que eventos ocorridos no início do desenvolvimento possam contribuir de forma importante para a etiologia da doença. Um exemplo desses eventos é o estresse no período perinatal. Em ratos, a privação materna no 9º dia pós-natal produz efeitos significativos no neuro-desenvolvimento que se manifestam por alterações comportamentais no adulto, semelhantes a aspectos da esquizofrenia, de modo que tal aplicação tem sido utilizada como modelo experimental de esquizofrenia. Contudo, os mecanismos envolvidos ainda não são totalmente conhecidos, tornando-o um amplo campo para estudos futuros. Portanto, o presente projeto visa compreender os efeitos do estresse neonatal sobre o processo de estresse oxidativo, que é um fenômeno bioquímico que vem sendo, recentemente, relacionado à esquizofrenia; estudaremos, também, alguns comportamentos comumente relacionados à esquizofrenia. Dessa forma, espera-se que o conhecimento sobre a possível relação entre alterações no estresse oxidativo e alterações comportamentais contribua para um melhor entendimento dos mecanismos envolvidos na esquizofrenia, visando obter alternativas para o tratamento e conduta preventiva ao desenvolvimento da doença. (AU)

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O Mycobacterium tuberculosis (MTB), principal agente da tuberculose (TB), é responsável pela morte anual de dois a três milhões de pessoas no mundo e por prejuízos econômicos globais de aproximadamente 12 bilhões de dólares ao ano. Atualmente, uma das grandes preocupações mundiais é o aumento do número de casos de tuberculose multi-resistente a fármacos (MDR-TB) e tuberculose extensivamente resistente a fármacos (XDR-TB) devido à elevada taxa de mortalidade, dificuldade de tratamento e os altos custos envolvidos. Estima-se que, no mundo, o número de pessoas infectadas com MTB resistente a fármacos de primeira e segunda linha seja de 50 milhões. Atualmente, apenas o fármaco bedaquilina é aprovado pela agência norte americana - Food and Drug Administration (FDA) - para tratamento da MDR-TB e XDR-TB, fato este que justifica a necessidade da descoberta de outros agentes ao arsenal terapêutico. Compostos contendo a função N-óxido como os furoxanos e as quinoxalinas tem sido descritos como protótipos para descoberta de novos fármacos anti-TB. Nosso grupo de pesquisa identificou previamente compostos furoxânicos com atividade contra cepas H37Rv e isolados clínicos multi-resistentes a fármacos. Estes compostos apresentaram valores de concentração inibitória mínima entre 1.02 e 65.4 ¼M em isolados clínicos resistentes (MDR-TB e XDR-TB) e índice de seletividade entre 10.4 e 105. Além disso, foram capazes de inibir a atividade das bombas de efluxo do MTB, associadas à resistência aos fármacos. Outra classe de compostos contendo a função N-óxido são as quinoxalinas 1,4-dióxido. Estes compostos heterocíclicos, bioredutíveis em condições de hipóxia, são capazes de aumentar o estresse oxidativo pelo aumento dos níveis de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio. Essa classe tem sido descrita como útil ao tratamento não apenas de MDR-TB e XDR-TB, mas também de TB latente. Nesse contexto, sintetizaremos e caracterizaremos a estrutura química de duas séries de compostos: furoxanicos (série 1) e quinoxalínicos (série 2) planejados pela estratégia de hibridação molecular. Estes compostos inéditos serão ainda avaliados contra MTB usando cepas H37Rv e isolados clínicos multiresistente caracterizados genotipicamente e fenotipicamente pelo laboratório de micobactérias da FCF-UNESP Araraquara. (AU)

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A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma afecção de alta incidência, tanto na espécie canina como na humana. Todavia, algumas lacunas permanecem não elucidadas a cerca da doença, como por exemplo, a fisiologia hormonal envolvida na etiopatogenia da HPB, ou mesmo a análise criteriosa da hemodinâmica vascular envolvida, que pode fomentar novas ferramentas de diagnóstico precoce. Além disso, a terapia de escolha para tratamento da HPB, em homens e cães, ainda não está totalmente estabelecida perante seu possível efeito colateral, ocasionando certa controvérsia em seu uso em escala clínica reprodutiva. Em face do exposto, o objetivo dessa pesquisa é promover a caracterização das alterações decorrentes da hiperplasia prostática benigna em cães submetidos a diferentes tratamentos, utilizando de recursos como a ultrassonografia Doppler com o intuito de observar as mudanças hemodinâmicas envolvidas em próstata e testículos, a técnica de imunohistoquímica para avaliar a expressão do fator VEGF na próstata acometida e tratada, a histologia para observar possíveis alterações estruturais nos testículos, além de outras técnicas, que tem como objetivo avaliar a fisiopatologia da HPB, como avaliações em nível hormonal, dosando os principais hormônios envolvidos (testosterona, estrógeno e di-hidrotestosterona) e em nível seminal, avaliando o estresse oxidativo envolvido, as enzimas antioxidantes e os parâmetros de qualidade seminal. Desta forma, este trabalho espera contribuir para maiores elucidações quanto aos aspectos fisiológicos, ao diagnóstico clínico e o tratamento de escolha da hiperplasia prostática benigna em homens e cães. (AU)

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O Diabetes mellitus é uma doença que afeta uma parcela significante da população mundial; apesar de grandes investimentos serem anualmente destinados às áreas de pesquisa e tratamento, estima-se ainda que o número de pessoas com diabetes chegue a 366 milhões até 2030. As estimativas indicam que o Brasil terá cerca de 11 milhões de diabéticos até 2030. O diabetes tipo 1 resulta de uma destruição autoimune das células beta pancreáticas que determina a condição clínica de hiperglicemia associada à hipoinsulinemia. Os estágios avançados da doença estão associados a complicações metabólicas que resultam em disfunção e perda da massa celular. No sistema nervoso, com o diabetes, há uma perda progressiva das funções cerebrais com alterações nos mecanismos celulares de aprendizado e memória. Estas alterações estão intimamente relacionadas com modificações no padrão bioelétrico das células do sistema nervoso com comprometimentos nos desvios do potencial de repouso destas células; a saber, potenciais de ação para os neurônios e potenciais eletrotônicos para as células da glia. O presente projeto de pesquisa propõe avaliar e integrar as alterações dos padrões metabólicos e de correntes de prótons determinadas pelo Diabetes mellitus do tipo 1 na microglia. (AU)

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Pretendemos aprofundar o estudo sobre o papel desempenhado pela NAD(P)H oxidase na fisiologia e fisiopatologia das células secretoras de insulina. O ponto alto deste projeto será a implantação de métodos de investigação mais avançados com o intuito de identificar quais os radicais produzidos e em qual compartimento celular. Para tanto, utilizaremos sensores geneticamente modificados (vetores adenovirais) em cultura de ilhotas pancreáticas e em linhagens celulares ratos, além de implementarmos estudos com ilhotas de camundongos knockout para o gene da subunidade gp91phox (gp91phox-/-) e da p47phox (p47phox-/-). Assim, objetivamos identificar detalhadamente o papel da NAD(P)H oxidase na secreção de insulina estimulada por ácidos graxos e glicose; investigar se alterações da membrana plasmática promovida pela HDL alteram a atividade da NAD(P)H oxidase; avaliar se o excesso da ingestão de lipídios e sacarose alteram a produção de EROs pela NAD(P)H oxidase; investigar as vias envolvidas no efeito protetor do EPA e DHA em ilhotas pancreáticas (cultura primária) e linhagem celular INS-1E expostas cronicamente a agentes agressores como ácidos graxos saturados e AGEs; investigar o acoplamento elétrico entre as células excitáveis de ilhotas pancreáticas intactas isoladas de diferentes espécies; avaliar se a NAD(P)H oxidase tem como função o fornecimento de NAD+ para o bom funcionamento da glicólise nas células produtoras de insulina; avaliar o efeito do bloqueio do sistema renina-angiotensina (SRA) sobre a atividade da enzima NAD(P)H. em animais diabéticos/obesos (ob/ob) avaliando o estresse de retículo e a expressão de TLRs. (AU)

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A grande maioria dos países desenvolvidos possui políticas de prevenção e limites de exposição recomendados aos resíduos de gases anestésicos. Ressalte-se que não existem normas quanto aos valores limite dessa exposição ocupacional em nosso país. Assim, o presente projeto foi delineado com o objetivo de correlacionar as concentrações dos resíduos de gases anestésicos em salas cirúrgicas ainda sem adequado sistema de exaustão e renovação de ar, sendo representativo da maioria dos centros cirúrgicos no Brasil, com os possíveis efeitos tóxicos em residentes médicos ocupacionalmente expostos. O estudo será realizado no Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, em 40 médicos residentes pareados, sendo 20 sem exposição (controle) e 20 residentes expostos a três anos aos resíduos de gases anestésicos. As concentrações dos resíduos de gases anestésicos isoflurano, sevoflurano, desflurano e óxido nitroso serão detectadas por espectrofotometria no centro cirúrgico. Para avaliação do estresse oxidativo, analisar-se-ão os danos oxidativos no genoma (teste do cometa e cromatografia), a peroxidação lipídica (malonaldeído e 4-hidroxinonenal) e a oxidação em proteínas (proteínas carboniladas), além da capacidade antioxidante total (TAP). A resposta imunológica será avaliada por diversas citocinas inflamatórias e de perfil T helper por citometria de fluxo. Obter-se-ão informações das concentrações de resíduos de gases anestésicos em centro cirúrgico e de seus possíveis efeitos no estresse oxidativo e na resposta imunológica de residentes médicos. Assim, nossos dados contribuiriam para se conhecer essas concentrações em salas cirúrgicas e qual o impacto dessa exposição em profissionais jovens recentemente expostos. (AU)

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PROJETO 1: A insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica via final comum de diversas doenças cardíacas que cursa com sintomas como fadiga muscular, dispneia e redução da qualidade de vida. Para melhorar a capacidade respiratória e funcional desses pacientes estratégias voltadas ao fortalecimento muscular podem ser utilizadas, como o treinamento muscular inspiratório e o fortalecimento muscular periférico por meio do treinamento resistido dinâmico. Objetivo: Avaliar os efeitos de um programa combinado de treinamento muscular inspiratório e fortalecimento muscular periférico na funcionalidade e na qualidade de vida de indivíduos com insuficiência cardíaca avançada e avaliação de estresse oxidativo, inflamação e alteração no DNA e RNA.População: 50 pacientes com insuficiência cardíaca avançada (classe funcional III e IV da NYHA) serão incluídos no estudo. PROJETO 2: A apneia obstrutiva do sono (AOS) afeta de 10% a 25% dos adultos. A pressão positiva contínua de vias aéreas (CPAP) é o tratamento de escolha da SAOS moderada a grave. Porém, a adesão à CPAP é muito variada, sendo que a interface paciente-aparelho pode interferir na adesão, conforto e eficiência da CPAP. Objetivos: (1) determinar qual a via preferencial nas vias aéreas, (2) analisar os efeitos da respiração oral e oronasal sobre a mucosa nasal e de vias aéreas e (3) os efeitos de cada interface (máscara nasal e orofacial) sobre o epitélio nasal e de vias aéreas desses pacientes com a CPAP; e (4) avaliar o estresse oxidativo, inflamação e alteração no DNA e RNA.População: 40 pacientes com AOS moderada e grave recrutados no Ambulatório de Sono do Instituto do Coração - Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.PROJETO 3: A inalação de fumaça do cigarro é diretamente nociva ao epitélio respiratório, altera o batimento ciliar e a produção e composição do muco. Tudo isso leva a alterações morfológicas no epitélio do trato respiratório e induz perda de cílios, metaplasia e queratinização de células caliciformes, seguido de espessamento do epitélio respiratório e de inflamação da submucosa. Objetivo: Avaliar os efeitos do tabagismo e da cessação do tabagismo sobre: (1) os mecanismo de defesa das vias aéreas e (2) avaliar o estresse oxidativo, inflamação e alteração no DNA e RNA. População: Tabagistas, não-tabagistas e ex-tabagistas, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 70 anos, recrutados na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. MÉTODOS E INSTRUMENTOS DE ANÁLISE:Pressões respiratórias máximas por manovacuômetro, teste de função pulmonar por espirometria, capacidade functional por meio do teste da caminhada dos seis minutos, força muscular periférica por dinamômetro, qualidade de vida por questionários (Minnesota, SF-36, Epworth, Pittsburgh, SNOT20, IPAQ), classificação de atividade física por acelerômetros, variabilidade da frequência cardíaca e eventos cardíacos por estudo eletrofisiológico, transporte mucociliar nasal por teste da sacarina, propriedades físicas do muco por ângulo de contato e transportabilidade do muco por tosse e inflamação nasal e de vias aéreas por pH e número total de células em lavado nasal e pH em condensado do ar exalado. Estresse oxidativo, inflamação sistêmica e alterações de DNA e RNA por enzimaimunoensaio, teste do cometa e PCR-microarray. (AU)

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Atividades a serem desenvolvidas: 1. Discussão de projetos em colaboração; 2. Curso a ser ministrado sobre Polifenóis e Prevenção de Doenças metabólicas; 3. Aulas nas disciplinas dos cursos de Pós Graduação em Clínica Médica e Patologia da FMB- UNESP-Botucatu; 4. Discussão sobre as metodologias para detecção de polifenóis utilizando Cromatografia de alta performance (HPLC) e espectrometria de massa com alunos e Professores de Pós graduação. (AU)

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Estresse oxidativo tem sido proposto como mecanismo comum no desenvolvimento da resistência à insulina, síndrome metabólica e diabetes. Embora estudos in vitro sugiram a participação das espécies reativas de oxigênio (EROs) no desenvolvimentos das patologias acima citadas, muito pouco é conhecido sobre as mudanças in vivo do estado redox nessas condições. Os biosensores redox geneticamente modificados oferecem um avanço nas metodologias até então disponíveis para investigação redox. As proteínas GFP fluorescentes (roGFPs) acopladas a enzimas redox permitem medidas especificas tanto do potencial redox da glutationa (utilizando a sonda GRX1-roGFP2) ou medidas na mudança da concentração de H2O2 (utilizando a sonda roGFP2-ORP1). Utilizando um modelo de resistência à insulina (dieta rica em gorduras), nós iremos analisar as mudanças redox em mitocôndrias e citossol de diferentes tecidos de animais transgênicos que expressam o sensor para H2O2, roGFP2-ORP1. Com essa técnica, nós esperamos elucidar quais células e tecidos são sensíveis às mudanças no estado redox durante o desenvolvimento da resistência à insulina. (AU)

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A silvicultura vem apresentando fortes indícios de estabelecimento na economia nacional devido sua intensa produtividade e, também, à expansão da indústria e mercado de papel e celulose, tanto no país, quanto no mundo. Este cenário é condizente com os esforços na busca por avanços biotecnológicos voltados para o setor, onde se destacam pesquisas de obtenção de indivíduos geneticamente melhorados, com destaque especial para o eucalipto. As lacases, p-diphenol-O2-oxidoredutase, são enzimas que desempenham papel fundamental na oxidação de monolignóis durante a biossíntese de lignina, estando associadas com processos de crescimento e tolerância a alguns estresses abióticos, podendo ser encontradas em bactérias, fungos, plantas e insetos. Estudos apontam que as lacases vegetais apresentam comportamento similar às de origem fúngica, atuando de formar complementar à rota de lignificação, em resposta ao estresse oxidativo, promovendo a detoxicação celular. A literatura indica, ainda, a correlação de lacases na aclimatação de condições de estresse salino em milho e tomate. As lacases são geralmente codificadas por famílias multigênicas compostas por vários membros. Por estarem envolvidas com processos de lignificação, o emprego das lacases em processos biotecnológicos voltados para o setor florestal pode ser vislumbrada. Assumindo-se a falta de pesquisas acerca das lacases presentes no genoma de Eucalyptus grandis, uma importante espécie lenhosa, o presente projeto pretende identificar e caracterizar molecularmente essa família multigênica. A validação do padrão de expressão tecido-específico, bem como, a verificação do comportamento dos diferentes membros desta família em resposta a diferentes tipos de estresses abióticos serão investigados. (AU)

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Os organismos vivos estão sujeitos ao estresse oxidativo provenientes espécies reativas de oxigênio (ERO), ou radicais produzidos no metabolismo causando uma série de doenças degenerativas como câncer, aterosclerose e doenças do coração. Estudos têm demonstrado que o consumo de substâncias antioxidantes na dieta diária podem prevenir estes processos oxidativos a partir da interrupção de reações radicalares, minimizando o envelhecimento precoce do organismo. Nas últimas décadas, tem se intensificado o estudo de antioxidantes naturais nos setores alimentício e farmacêutico com a finalidade de substituir antioxidantes sintéticos, principalmente os que apresentam restrições de uso devido ao seu potencial tóxico.Neste projeto serão determinados os valores da capacidade antirradicalar de diversos flavonoides utilizando-se os ensaios com os radicais estáveis DPPH* e ABTS*+ e pelo método quimiluminescente do sistema luminol/hemina/H2O2. Os ensaios colorimétricos serão efetuados em meios de reação parcialmente aquosos para verificar a influência do estado de protonação na atividade antirradicalar dos flavonoides. (AU)

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Considerando o importante papel do estresse oxidativo e da inflamação nas doenças cardiovasculares o objetivo geral do projeto jovem investigador, para o qual a esta bolsa destina-se, será avaliar e comparar os efeitos do treinamento físico dinâmico aeróbio, resistido ou combinado em ratas ooforectomizadas normotensas diabéticas por estreptozotocina e em ratas ooforectomizadas hipertensas submetidas à sobrecarga de frutose. O plano de trabalho para esta bolsa de treinamento técnico tem como objetivos: o estabelecimento e a padronização das técnicas de fatores inflamatórios no Laboratório de Fisiologia Translacional da UNINOVE, bem como a execução das medidas de estresse oxidativo e de marcadores inflamatórios nos subprojetos 1 e 2. Dessa forma, o bolsista auxiliará na instalação dos equipamentos e na padronização das técnicas de dosagem de marcadores inflamatórios e estresse oxidativo que serão utilizadas nos demais subprojeto, tais como, dosagem de peróxido de hidrogênio e de TNF alfa, IL-6, IL-10, adiponectina e leptina por ELISA. A concessão desta bolsa a dedicação de um profissional para auxiliar neste processo é muito importante para o sucesso deste projeto uma vez que os métodos de ELISA que serão empregados no presente projeto ainda não estão estabelecidos em nosso laboratório. (AU)

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Nas últimas décadas, uma grande quantidade de poluentes tem sido emitida para a atmosfera da Região Metropolitana de Campinas (RMC), devido às atividades antrópicas relacionadas aos diferentes usos da terra. Entre os principais poluentes aéreos encontrados na RMC estão os óxidos de nitrogênio, óxidos de enxofre, materiais particulados contendo elementos e compostos tóxicos e o ozônio. Uma vez absorvidos pelas plantas, tais poluentes podem formar espécies reativas de oxigênio (ERO), com alto poder oxidativo, que danificam estruturas celulares e causam distúrbios fisiológicos e bioquímicos. Em grande escala, tais distúrbios podem afetar a produtividade e a estrutura de comunidades florestais, como a da Floresta Estacional Semidecidual, que é abrangida pelo domínio da Mata Atlântica em São Paulo. Por outro lado, determinados compostos fenólicos e alguns carboidratos podem auxiliar na defesa das plantas contra a ação das ERO. Sendo assim, a caracterização de alterações qualitativas e quantitativas nessas substâncias pode contribuir para a determinação do potencial de tolerância de espécies vegetais ao estresse oxidativo. Assim, o objetivo geral do presente estudo é avaliar se ocorrem mudanças qualitativas e quantitativas nos carboidratos solúveis e nos compostos fenólicos de espécies arbóreas nativas de Floresta Estacional Semidecidual, quando expostas às variações nas concentrações de poluentes aéreos da Região Metropolitana de Campinas, associadas às oscilações naturais em fatores climáticos, visando a contribuir para o estabelecimento do nível de tolerância destas aos estresses ambientais na região de estudo. Para isso, amostras foliares de três espécies arbóreas serão coletadas na borda de fragmentos florestais localizados em diferentes direções e distâncias do polo industrial de Paulínia, que está inserido na RMC. As coletas serão realizadas em dias consecutivos, em diferentes horários, nas estações seca e chuvosa, para a análise de carboidratos e compostos fenólicos. Além disso, por meio de experimentos complementares, será estabelecido o andamento diário nas respostas fisiológicas mencionadas e ainda nas trocas gasosas, objetivando verificar até que ponto as mudanças na composição e quantidade de carboidrados estariam associadas à fotossíntese. Ainda, os níveis de poluentes aéreos serão mensurados durante o período de coleta, assim como serão tomados alguns dados meteorológicos. Análises estatísticas multivariadas permitirão inferir sobre as associações entre as variações nas respostas biológicas e nas condições ambientais. (AU)

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A hidrocefalia é usualmente definida como uma deficiência no fluxo ou absorção do líquido cefalorraquidiano, resultando em uma dilatação no sistema ventricular e aumento da pressão intracraniana. O tratamento da hidrocefalia usualmente utilizado é cirúrgico, com derivações liquóricas. Entretanto, nem todos os pacientes com hidrocefalia podem ser submetidos ao tratamento cirúrgico imediatamente após o diagnóstico, seja por apresentarem condições clínicas desfavoráveis ou por apresentarem ainda dilatação ventricular inicial. Apesar das lesões da hidrocefalia ser de caráter multifatorial, sabe-se que o estresse oxidativo é um dos mecanismos envolvidos. O Edaravone é uma droga que atua sobre o estresse oxidativo e foi introduzida recentemente no tratamento de isquemia cerebral, mas ainda não foi testada na hidrocefalia. O objetivo deste trabalho será avaliar a resposta neuroprotetora do Edaravone na hidrocefalia experimental em ratos Wistar jovens, Ratos machos com 7 dias de vida receberão uma injeção de caulim a 15% na cisterna magna, para a indução da hidrocefalia. Os animais serão divididos em três grupos: controle sem injeção de caulim (n = 10), hidrocefálico sem tratamento (n=20), hidrocefálico tratado com Edaravone (2mg/kg/dia), a partir do dia pós-indução (n=20). Para avaliação da resposta ao tratamento serão realizados testes de comportamento (open field e labirinto em T), ressonância magnética de encéfalo, além de estudos bioquímicos, histológicos e imunoistoquímicos. Os resultados deste trabalho podem indicar um potencial tratamento alternativo ou adjuvante em pacientes com hidrocefalia. (AU)

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O ácido úrico é um excelente doador de elétrons, sendo considerado o principal antioxidante presente no plasma. No entanto, se por um lado o ácido úrico é descrito como um importante antioxidante, por outro lado, sabe-se que ele pode aumentar o dano causado pelo estresse oxidativo e inativar enzimas sensíveis à oxidação. Este processo acontece através da oxidação de um elétron do ácido úrico. O efeito pró-oxidante do ácido úrico é responsável pela disfunção endotelial, está relacionado com o aumento do risco para desenvolvimento de doença cardiovascular e seus altos níveis induzem resposta inflamatória através da precipitação dos cristais de urato nas articulações. Nosso grupo de pesquisa demonstrou recentemente que o ácido úrico, em concentração que é encontrado no plasma, é oxidado pela MPO purificada e também de neutrófilos ativados. Esta oxidação gera como produtos o radical livre de urato, 5-hidroxidesidrourato e alantoína. Além disso, na presença de MPO purificada e de um sistema gerador de radical superóxido, situação que imita o burst oxidativo inflamatório, identificou-se a formação do hidroperóxido de urato, devido à reação entre o radical de urato e o radical superóxido. Considerando que o ácido úrico é um substrato preferencial à oxidação no ambiente inflamatório com consequente formação do hidroperóxido de urato, foi hipotetizado se haveria um aumento da capacidade microbicida de neutrófilos e macrófagos na presença de ácido úrico. O teste da atividade microbicida, realizado com Pseudomonas aeruginosa, demonstrou uma significativa diminuição desta capacidade pelas células do sistema imune inato. Além disso, a liberação das citocinas TNF-± e IL-1² foi significativamente menor na presença de urato, mesmo na concentração mais baixa de ácido úrico (200 µM). A diminuição da secreção das citocinas não foi devida à redução na viabilidade das células imunes uma vez que análises por citometria de fluxo, utilizando o corante iodeto de propídeo, revelaram que após incubar com as bactérias, 95% dos neutrófilos estavam viáveis e não houve redução desta viabilidade pela presença de urato. Desta forma, o objetivo geral deste projeto é identificar os mecanismos moleculares pelos quais o ácido úrico e/ou seus intermediários oxidantes estão diminuindo a atividade microbicida das células imunes. (AU)

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As espécies reativas de oxigênio (EROS) e as espécies reativas de nitrogênio (ERNs) são produzidas durante o metabolismo normal das células e dependendo da sua concentração podem ser benéficas, exercendo funções biológicas importantes como a sinalização e a proliferação celular, porém, um desequilíbrio na homeostasia pro-oxidante /antioxidante é responsável por gerar o estresse oxidativo/nitrosativo (EON). Neste caso, a resposta celular pode ser modificada, incluindo o aumento da proliferação, a senescência e a morte celular (apoptose). A análise proteómica é uma importante técnica que permite a identificação de todas as proteínas presentes em uma célula, e também o seu mapeamento tridimensional, dessa maneira é possível traçar a localização exata de uma proteína em um determinado momento, isto a torna uma ferramenta útil, uma vez que a expressão gênica pode sofrer a influência de vários estímulos ambientais que podem induzir o EON responsável por provocar danos em proteínas e lipídios de membranas. Estes danos podem ocasionar o aparecimento de várias doenças, entre elas, os transtornos psiquiátricos (a depressão e a ansiedade). Diversos marcadores são utilizados para identificar a formação de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio (ERON), porém, o estudo dos mecanismos moleculares de modificações em proteínas pós- tradução em doenças psiquiátricas ainda é pouco elucidado, dentre estas proteínas podemos citar: S- palmitoilação e a S -nitrosilação, que são modificações químicas das cadeias proteicas após a tradução, atuam em processos de sinalização celular através da modulação da atividades de enzimas, os ERONs podem impedir tais modificações por mecanismos ainda pouco elucidados e, consequentemente, comprometer os mecanismos de sinalização celular promovendo alterações funcionais responsáveis por o surgimento de várias patologias. Dessa forma, a identificação proteómica de uma célula pode ser uma estratégia útil para a compreensão de mecanismos moleculares envolvidos no desenvolvimento e progressão de desordens de ansiedade, bem como de outras doenças psiquiátricas. (AU)

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A restrição de energia da dieta (RED) expõe o organismo a um estresse nutricional moderado que não apenas estimula as proteínas do estresse, mas também os mecanismos de defesa do organismo, tornando-o mais resistente a estímulos tóxicos ou potencialmente deletérios. Em geral, a RED parece atuar em vias associadas com a resposta inflamatória e sobrevivência celular, e aumenta a resistência das células contra o estresse oxidativo, envolvendo com isso a modulação de fatores de transcrição como o NF-ºB. Contudo, pouco se sabe sobre os mecanismos moleculares envolvidos e o papel do receptor tipo Toll-4 (TLR4) na modulação dos efeitos beneficiais da RED. No entanto, nossos resultados preliminares mostraram que a dieta intermitente causa uma redução significativa nos níveis de RNA mensageiro de TLR4 no hipocampo de ratos, sugerindo um envolvimento deste receptor nos efeitos da RED. Este projeto tem como objetivo avaliar a influência do receptor TLR4 nos efeitos neuroprotetores induzidos pela dieta intermitente nos mecanismos de sinalização associados com o fator de transcrição NF-ºB em glia e neurônio. Um melhor entendimento desses processos fisiológicos pode permitir o desenvolvimento de novas estratégias de intervenções farmacológicas destinadas à promoção da longevidade e do envelhecimento saudável, assim como o tratamento de doenças neurodegenerativas. (AU)

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O consumo crônico de etanol acarreta alterações significativas das funções cardíaca e circulatória, figurando como um importante fator de risco no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como por exemplo a hipertensão arterial. Apesar de bem estabelecida a relação entre o consumo de etanol e aumento da pressão arterial, o mecanismo preciso pelo qual esse processo ocorre não é totalmente conhecido. A disfunção cardiovascular associada ao etanol envolve a formação de espécies reativas de oxigênio (ERO) e redução da biodisponibilidade do óxido nítrico (NO), sendo esse processo responsável pela disfunção endotelial/vascular associada ao consumo de etanol. Além disso, o consumo de etanol reduz a capacidade antioxidante tecidual. A enzima NAD(P)H oxidase é a principal fonte geradora de ERO (ânions superóxido e peróxido de hidrogênio) na vasculatura. A importância fisiopatológica das NAD(P)H oxidases foi comprovada em diferentes doenças cardiovasculares, incluindo a hipertensão arterial. Por exemplo, alguns estudos mostram que a inibição da NAD(P)H oxidase com a apocinina previne ou reverte o aumento da pressão arterial e o remodelamento vascular. Além de induzir disfunção endotelial, as ERO produzidas pela NAD(P)H oxidase agem como moléculas sinalizadoras ("sinalização redox") e ativam vias intracelulares como a via das MAPKs (Mitogen-Activated Protein Kinases) e MMPs (metaloproteinases) que desempenham importante função na sinalização intracelular e fisiopatologia vascular. O etanol ativa a via das MAPKs e MMPs, mas esse processo parece ocorrer indiretamente. A hipótese do presente estudo é a de que o consumo crônico de etanol induza a produção de ERO no sistema cardiovascular, via NAD(P)H oxidase, e reduza a capacidade antioxidante vascular. Esse processo levaria a redução da biodisponibilidade do NO, ativação da via das MAPKs e MMPs, alterações da função vascular e ao aumento da pressão arterial. Portanto, o objetivo do presente estudo é avaliar a participação da NAD(P)H oxidase na disfunção vascular e aumento da pressão arterial induzidos pelo consumo de etanol. (AU)

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Ao longo dos últimos anos, estudos têm sugerido que o estresse oxidativo desempenha papel na regulação da homeostase de células hematopoéticas. Em particular, os efeitos do peróxido de hidrogênio (H2O2) vão desde a proliferação até a morte celular das células hematopoiéticas, efeito este dependente de sua concentração no meio intracelular. Neste trabalho, foram avaliados os efeitos de um ambiente oxidativo em células hematopoiéticas normais e leucêmicas através do estímulo de células normais humanas(sangue de cordão umbilical)e murinas (medula óssea), assim como de células leucêmicas mielóides humanas (linhagem HL-60) sob o estímulo de H2O2. As populações de células totais e subpopulações primitivas foram avaliadas para cada tipo de célula. O estímulo com H2O2 induziu a morte celular das células HL-60, enquanto a viabilidade das células normais humanas e murinas não foi afetada . Os efeitos do tratamento com H2O2 nas subpopulações de células tronco e progenitoras foram avaliados, e as células primitivas normais não foram afetadas, no entanto, o percentual de células-tronco leucêmicas (CTL) aumentou em resposta ao H2O2 , enquanto a capacidade clonogênica destas células em formar clones mielóides foi reduzida. Além disso, o tratamento com H2O2 causou uma diminuição nos níveis de p-AKT nas células HL-60, o que parece estar relacionado com a diminuição da viabilidade observada. Em resumo, foi verificado que em baixas concentrações o H2O2 preferencialmente afeta ambas CTL e células HL-60 totais, sem causar prejuízo às células normais. (AU)

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Em continuação a linha de pesquisa relacionada a medicina interna de bezerros clonados e com o intuito de atender as recomendações da FAPESP de que cada pesquisador tenha somente um projeto sob sua coordenação, a presente proposta foi dividida em dois sub-projetos que abordam duas questões cruciais na compreensão dos distúrbios da adaptação neonatal de bezerros clonados e/ou no tratamento dos distúrbios cardio-respiratórios observados nesses animais:1º Subprojeto "Inter-relações entre os distúrbios de adaptação neonatal a vida extra-uterina e o perfil metabólico de bezerros clonados"O delineamento experimental terá a finalidade de conhecer melhor o metabolismo energético de bezerro e propor protocolos de cuidados ao neonato, que aumente a sobrevivência de animais advindos de gestações de risco ou de animais nascidos prematuramente, procurando caracterizar as diferenças do perfil metabólico energético de bezerros da raça Nelore e comparar com bezerros da raça Holandesa; avaliar a influência da prematuridade no metabolismo energético de bezerros; verificar particularidades do metabolismo energético de bezerros clonados; estudar as possíveis repercussões dos distúrbios do metabolismo de energia em fetos sobre o metabolismo energético e o equilíbrio ácido básico materno no final da gestação, documentar o grau de controle glicêmico de fetos durante os 3 últimos meses de gestação por meio da determinação da hemoglobina glicada e da frutosamina.Para avaliação do metabolismo energético das vacas gestantes em final de gestação serão utilizadas 8 vacas receptoras de clones e 8 vacas receptoras de embrião da raça Nelore. Os animais serão examinados nos 30 dias finais de gestação, sendo as colheitas de sangue realizadas nos seguintes momentos: 260 dias de gestação, 270 dias de gestação, 280 dias de gestação, 285 a 290 dias de gestação, imediatamente após a indução do parto, 12 horas, 24 horas e 36 horas após a indução do parto. A última amostra será colhida às 48 horas após a indução do parto ou no momento da cesariana. Para a realização das avaliações nos bezerros serão utilizados 29 bezerros recém-nascidos da raça Holandesa e Nelore, divididos em 4 grupos experimentais: 5 bezerros nelores clonados,8 bezerros nelores prematuros, 8 bezerros nelores a termo e 8 bezerros holandeses a termo. Serão realizadas colheitas de sangue nos seguintes momentos: 0, 3, 6, 12, 24, 36, 48, 72, 120 e 168 horas de vida.2º Subprojeto "Ventilação Mecânica em bezerros clonados: Bases para sua utilização nos distúrbios respiratórios de neonatos bovinos"Para padronização das técnicas de ventilação mecânica serão utilizados 24 bezerros prematuros, obtidos por cesariana realizada entre 265 e 270 dias de gestação sem indução do parto a fim de garantir que exista distúrbio respiratório grave, sendo os suporte ventilatório nesses animais mantidos durante os dois primeiros dias. A colheita de material para determinação das variáveis respiratórias e hemodinâmicas (freqüência cardíaca, freqüência respiratória, pressão sistólica e diastólica arterial, pressão média arterial, índice cardíaco, média pressão artéria pulmonar, pressão artéria pulmonar ocluída, pressão venosa central, temperatura, pH,pCO2,pO2,HCO3,BE,SO2), avaliação do estresse oxidativo e analise do ar exalado condensado pulmonar para determinação de óxido nítrico com indicador de lesão pulmonar serão realizadas nos seguintes momentos: 0-2, 2-4, 6, 12, 24, 36, 48, 72 horas e 7 dias de vida. Nas primeiras horas de vida os animais serão avaliados de forma a caracterizar a existência de distúrbio respiratório grave que necessite de suporte ventilatório. Os animais serão divididos em três grupos experimentais composto cada um de 8 animais: 1) ventilação mecânica com intubação traqueal e 2) ventilação mecânica com mascara facial. 3 - grupo controle que não receberão suporte ventilatório. (AU)

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A família Styracaceae é conhecida popularmente devido à produção de resinas balsâmicas com propriedades bacteriostáticas e fungicidas denominadas por "benjoin", na qual o ácido benzoico é o principal constituinte. Esta resina é amplamente utilizada na medicina tradicional para o tratamento de desordens respiratórias. O gênero Styrax é o mais importante representante da família Styracaceae por possuir cerca de 130 espécies e um grande volume de informações. Este gênero difere dos outros gêneros da família por produzir um material resinoso secretado a partir de lesões ocasionadas no caule. Diferentes classes de metabólitos especiais como lignanas, neolignanas e norlignanas do tipo benzofurânicas e triterpenos foram encontrados como constituintes prevalentes no gênero. A espécie Styrax camporum Pohl é conhecida popularmente como "benjoeiro", "estoraque-do-campo" e "cuia-do-brejo". A planta adulta pode atingir uma altura média de 6 a 10 metros e diâmetro do tronco de 30 a 40 centímetros. No Brasil, ocorre nos Cerrados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e na floresta semidecídua da bacia do Paraná. A etnofarmacologia retrata o uso de S. camporum no tratamento de problemas gástricos. Estudos fitoquímicos demonstraram as lignanas benzofurânicas egonol e homoegonol como marcadores químicos do gênero Styrax. Algumas importantes atividades biológicas têm sido descritas na literatura para esses compostos, como a atividade antiproliferativa, antibacteriana, antifúngica e imunomodulatória. Visto que as atividades biológicas apresentadas pelo extrato e pelas substâncias egonol e homoegonol podem possuir aplicações clínicas relevantes, torna-se importante a avaliação do seu efeito sobre o material genético, bem como a sua influência sobre as lesões genômicas e cromossômicas induzidas por diferentes mutágenos. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo avaliar a possível atividade genotóxica e carcinogênica do extrato hidroalcoólico dos caules de S. camporum e seus marcadores químicos egonol e homoegonol, bem como avaliar o seu efeito modulador de danos no material genético induzidos por mutágenos. Adicionalmente, o presente estudo objetiva a realização de uma série de dosagens de produtos do estresse oxidativo a fim de entender melhor os mecanismos de ação do extrato e de seus marcadores químicos. Para tais avaliações serão utilizados sistemas-teste in vivo e in vitro. (AU)

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As citocinas de perfil Th17 parecem exercer um papel importante na fisiopatogeniada inflamação pulmonar alérgica crônica e da lesão pulmonar aguda (LPA), embora sua exata influência seja incerta. Estudos demonstram uma influência destas citocinas em modular a resposta inflamatória e infecciosa, sendo a infecção, por sua vez,uma das responsáveis por perpetuar a resposta inflamatória crônica na asma. Muitos dos efeitos desta via ainda não foram investigados em modelos de inflamação pulmonar crônica (asma) ou aguda (LPA). No presente estudo, serão avaliados os efeitos do tratamento com anti-IL-17 em um modelo de inflamação pulmonar alérgica crônica associada ou não aLPA induzida por lipopolisacarídeo (LPS). Serão avaliados a mecânica pulmonar, resposta inflamatória, a ativação do estresse oxidativo, o remodelamento da matriz extracelular, tanto nas vias aéreas quanto no pulmão distal de camundongos cronicamente expostos à ovoalbumina ou com lesão pulmonar induzida por LPS. Os camundongos BALB/c serão sensibilizadoscomovoalbuminapor 28 dias e os controles receberão solução salina Os grupos tratados receberão uma hora antes da exposição à ovalbumina a administração de anticorpo neutralizador anti-IL-17 por via intraperitoneal e intranasal nos dias 22, 24, 26 e 28. Os animais submetidos à LPA serão anestesiados com Isoflurano e receberão instilação única intratraqueal de LPS diluído em solução salina na dose de 5mg/Kg. Os grupos tratamentos receberão dose única de anti-IL-17 uma hora antes da exposição ao LPS e os grupos controles receberão solução salina.Vinte e quatro horas após o término do protocolo experimental, os animais serão submetidos à avaliação de mecânica pulmonar. Em seguida, serão feitas as análises histológicas para os números de CD4+, CD8+, células dendríticas, conteúdo de fibras colágenas (tipos I, III e V), elásticas, actina, decorin, byglican, lumican, fibronectina,integrinas (±V²6 e TLR3), FOXP3,CCL-11, TARC, MMP-9, MMP-12 e TIMP-1, isoprostano, citocinas (IL-2, IL-4, IL-5, IL-6, IL-10, IL-13, IL-17, IFN-gama, TNF-±, TGF-²1, atividade do NFºB e da proteína Rhoquinasenos diferentes grupos. (AU)

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Introdução: A perda auditiva neurossensorial (PANS) representa um dos maiores problemas de saúde pública, na população mundial. O implante coclear está indicado, para as perdas auditivas profundas bilaterais, sendo o método mais bem sucedido da atualidade, porém está associado à lesão irreversível do epitélio sensorial auditivo, com inúmeros esforços, a fim de identificar métodos de preservação das células ciliadas, ampliando, assim, suas indicações. No implante coclear, o estresse oxidativo é uma das etiologias envolvidas, na lesão da célula ciliada, por apoptose. Desta forma, a manipulação na produção de radicais livres, interferindo na via de apoptose, constitui estratégia terapêutica, que pode ser testada, com o intuito de promover otoproteção. A NOX3 oxidase é uma enzima da família da NADPH oxidase, geradora do radical livre superóxido, no órgão de Corti. Objetivos: Este estudo tem por objetivo primário avaliar se introdução do shRNA Nox3 via cocleostomia reduzirá a expressão da enzima NOX3 induzida pela introdução do eletrodo no implante coclear e como objetivo secundário avaliar o grau de apoptose nestas células bem como sua morfologia e a concentração de BAX. Metodologia: Serão utilizadas 105 cobaias (cavia porcellus) (210 cócleas) de ambos os sexos com peso entre 250 e 350g divididas em três grupos, após exame otoscópico normal e teste de potencial evocado auditivo > 40dB. No grupo de estudo (GE) 150 cócleas receberão o shRNA de silenciamento da NOX3 NADPH oxidase, via cocleostomia, oito dias antes da colocação do implante coclear, sendo utilizados 5 clones diferentes para o mesmo gene. Grupo Placebo, 30 cócleas submetidas à inserção do shRNA scramble (vazio), via cocleostomia, o Grupo implante (GI), 30 cócleas submetidas ao implante coclear apenas sem injeção prévia. Em todos os grupos de 30 cócleas, (proporção) 20 serão utilizadas para o ensaio de PCR em tempo real (RT-PCR) e 10, para o ensaio de detecção de apoptose, cujo método será o de microscopia de fluorescência, utilizando o anticorpo da classe IgG2b de ratos M30 Cytodeath. A análise estatística será por meio de suas médias e desvios-padrão, e analisadas quantitativamente utilizando-se teste t de Student e a análise de variância (ANOVA) para amostras emparelhadas. Será adotado nível de significância estatística de 5% (p < 0,05). (AU)

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A pré-eclâmpsia (PE) é uma complicação clínica da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria, identificadas após a 20ª semana de gestação. Essa patologia está associada com hiperuricemia, valores séricos elevados de citocinas inflamatórias, ativação de leucócitos e estresse oxidativo. Níveis elevados de ácido úrico no plasma de gestantes com PE têm sido considerados não apenas como um marcador de gravidade, mas representam uma contribuição direta para a patogênese da PE. Cristais de ácido úrico podem ativar um complexo intracelular denominado inflamassomo, uma estrutura multi-protéica, importante para o processamento e liberação das citocinas inflamatórias IL-1b e IL-18. Por outro lado, o processo intracelular catabólico denominado autofagia, que elimina organelas e proteínas danificadas do citoplasma, parece ser um potente mecanismo anti-inflamatório, que controla a ativação de inflamassomas e é capaz de manter a homeostase celular. Considerando que a hiperuricemia é um achado comum em gestações com pré-eclâmpsia, associado com gravidade, estresse oxidativo e níveis elevados de citocinas inflamatórias presentes no plasma das pacientes, o presente estudo tem como objetivo avaliar se os níveis plasmáticos de ácido úrico em gestantes portadoras de PE podem inibir a autofagia in vitro por células linfóides mononucleares e, se esse efeito pode variar com a concentração de ácido úrico no plasma. Serão estudadas 40 gestantes, sendo 20 normotensas e 20 portadoras de pré-eclâmpsia, pareadas pela idade gestacional e 20 mulheres saudáveis não grávidas. Células mononucleares do sangue periférico (5 x 105) obtidas de mulheres saudáveis não grávidas serão incubadas a 37oC, em atmosfera constante de 5% de CO2, na presença ou ausência de 10% de plasma de gestantes normotensas ou pré-eclâmpticas. Como controle, o ensaio do será realizado na presença ou ausência de rapamicina, indutor de autofagia, na concentração de 800 mmol/L. Culturas controle serão realizadas na presença de 10% de soro bovino fetal e diferentes concentrações de urato monosódico. Após 48 de cultura as células submetidas à lise e a proteína p62 será determinada no sobrenadante das células por ensaio imunoenzimático (ELISA). (AU)

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A doença de Alzheimer DA é a principal causa de demência na população, com uma prevalência que aumenta com o envelhecimento demográfico. É, ainda, dentre as mais prevalentes causas de mortalidade, a única que não possui prevenção e tratamento eficaz, constituindo um problema mundial de saúde pública.A impossibilidade de se prevenir e tratar a DA provém em parte do escasso conhecimento acerca de sua etiologia. Por conta disso, o estudo de biomarcadores tem sido um dos principais aspectos da pesquisa contemporânea na DA.Dentre os biomarcadores laboratoriais, destacam-se a proteína beta-amiloide 42 (betaA42), a proteína tau fosforilada (p-tau) e a proteína tau total (t-tau) no líquido cefalorraquidiano (LCR). Evidências sugerem que há uma diminuição dos níveis de betaA42 no LCR já nas fases de comprometimento cognitivo leve amnéstico (CCLa) e DA pré-clínica. Demonstrou-se também um aumento da quantidade de p-tau e t-tau no LCR. Contudo, além destes biomarcadores, evidências apontam para a relação do alelo e4 da apolipoproteína E (APOE4) como um fator de risco para o desenvolvimento da DA, influenciando na deposição da betaA42 nas placas neuríticas - as quais constituem evidências histopatológicas da DA - e em sua produção.Entretanto, vale ressaltar que outros fatores de risco estão possivelmente implicados na etiologia da DA. Dentre eles, alguns dos principais estão relacionados à resposta inflamatória local e sistêmica. Percebe-se, assim, que a DA constitui uma doença multifatorial com uma complexa fisiopatologia. Contudo, estudos sugerem que o estresse oxidativo e a neuroinflamação seriam o eixo a ligar todos os outros possíveis mecanismos patológicos. A compreensão da relação entre o processo inflamatório e o neurodegenerativo, por conseguinte, é crucial para a compreensão das bases fisiopatológicas da DA.O presente estudo, portanto, pretende estudar a relação entre alguns marcadores de neuroinflamação (IL-1, IL-6, alfa-TNF, alfa-1 antitripsina e proteína C reativa) e marcadores da neurodegeneração (dosagem plasmática de betaA42, e proteína tau total e fosforilada), esperando a obtenção de dados que subsidiem hipóteses acerca da fisiopatologia da DA. (AU)

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Vários estudos descrevem a ação de inibidores de protease sob a coagulação sanguínea, processos digestivos e inflamatórios, remodelação do tecido, além de serem capazes de regular a proliferação, apoptose e o ciclo celular. EcTI é um inibidor de massa molecular 20 kDa isolado das sementes de Enterolobium contortisiliquum que inibe a atividade de tripsina, quimotripsina, calicreína plasmática humana (HuPK), plasmina, elastase de neutrófilo humano e está envolvido na ativação da MMP-2 e MMP-9. Já foi demonstrado o efeito inibitório de EcTI sob a viabilidade de células de câncer colorretal, câncer de mama, bem como nas linhagens de leucemias humanas (K562 e THP-1), propostas neste trabalho. Ainda, EcTI inibe a invasão de células de câncer gástrico por alterações na via de sinalização celular dependente de integrinas. Assim, a capacidade de controlar as inúmeras funções sinalizadoras das proteases tem tornado este inibidor um instrumento interessante para estudos em modelos de câncer. Diversos estudos tem reportado a participação do metabolismo energético mitocondrial e a formação das espécies reativas de oxigênio (EROs) nos processos de diferenciação, manutenção, sinalização e sobrevivência de células leucêmicas. Dessa forma, a proposta deste trabalho é investigar os mecanismos envolvidos na inibição da viabilidade das linhagens K562 e THP-1 por EcTI, bem como analisar o estado de estresse oxidativo nestas células após o tratamento com o inibidor. Ainda, é nosso objetivo avaliar o efeito de peptídeos sintéticos derivados do sítio reativo de EcTI procurando estabelecer a menor estrutura responsável pela função inibidora. (AU)

Resumo

A fisiopatologia da resistência à insulina na obesidade está intimamente relacionada com um processo sub-clínico de inflamação crônica de alta complexidade, cujos mecanismos envolvidos ainda não estão bem esclarecidos. Atualmente é aceito que fatores pró-inflamatórios produzidos no tecido adiposo do indivíduo e os altos níveis de ácidos graxos circulantes afetam a transdução da sinalização insulínica em tecidos periféricos (e.g. fígado e músculo esquelético) e no sistema nervoso central (hipotálamo), levando a uma condição de resistência à ação deste hormônio. Além disso, vem ganhando destaque na pesquisa científica o papel do trato intestinal e sua microbiota como importantes precursores e mediadores de inflamação sistêmica no contexto da obesidade. O mecanismo exato, através do qual a microbiota e inflamação intestinal contribuem para as alterações metabólicas relacionadas à obesidade, ainda não está claro. Sugere-se que o LPS (lipopolissacárides), derivado da parede de bactérias gram-negativas do intestino de indivíduos obesos induz alterações na permeabilidade intestinal, por desorganização de estruturas tipo Tight-Junctions (TJ), favorecendo o acesso dessas toxinas à circulação sistêmica.Estudos recentes apontam a proteína quinase dependente de dsRNA (PKR) como componente chave da sinalização pró-inflamatória envolvida no mecanismo de resistência insulínica em obesidade. A PKR foi inicialmente descrita como um mediador da atividade antiviral e antiproliferativa de interferons. Sabe-se também que sua atividade é modulada por elementos diferentes de dsRNA, como fatores de crescimento, citocinas e estímulos pró-inflamatórios (como o próprio LPS) e estresse oxidativo. Além disso, existe ampla constatação experimental de que esta proteína interage diretamente com elementos críticos da via de sinalização da insulina que regulam, por sua vez, a ação deste hormônio e o metabolismo. Com base na hipótese de que a PKR poderia atuar diretamente tanto na desorganização das TJ intestinal, em função de seus efeitos de inibição de síntese e indução de degradação proteica, como sobre a sustentação de inflamação crônica intracelular, esta quinase apresenta características que a torna um importante componente primário na fisiopatologia da resistência à insulina em condições de obesidade. No entanto, não há qualquer descrição na literatura científica do papel da PKR sobre a gênese e manutenção de alterações da permeabilidade intestinal e resistência insulínica em indivíduos obesos.Portanto, o presente projeto tem como objetivo principal avaliar o papel da proteína PKR na indução precoce de alterações da permeabilidade do intestino de animais alimentados com deita hiperlipídica, procurando evidenciar mecanismos chave dependentes de resposta inflamatória e controle de síntese proteica que possam explicar as alterações moleculares e funcionais que contribuam para a gênese e manutenção da resistência insulínica em condições de obesidade. (AU)

Resumo

A epilepsia do lobo temporal (ELT) é a forma mais comum de epilepsia em humanos. Evidências apontam para o fato das lesões neuronais observadas na epilepsia serem resultado de excessiva produção de radicais livres (estresse oxidativo), relacionado com a excitotoxicidade glutamatérgica. A mitocôndria é responsável pela síntese de ATP mas também está envolvida na captação e liberação de Ca2+, na permeabilidade mitocondrial transitória e na geração de EROs (espécies reativas de oxigênio). É sabido que alterações ultra-estruturais na cadeia respiratória podem ocorrer frente a uma excessiva produção de EROs. A primeira proteína desacopladora da cadeia respiratória mitocondrial (UCP, uncoupling protein mitocondrial) descrita foi a UCP1; posteriormente outras também foram descritas. A UCP2 é expressa em determinadas regiões do cérebro sendo responsável por estabilizar o potencial de membrana mitocondrial, importante evento sugerido para reduzir a morte celular. Especula-se que a ativação da UCP2 possa ser neuroprotetora por proteger os neurônios de processos degenerativos associados ao estresse oxidativo mitocondrial. Nesse sentido, a primeira etapa do projeto visamos avaliar nos 3 períodos do modelo de pilocarpina: a expressão protéica da UCP2 e das enzimas antioxidantes (MnSOD e GPx) nas mitocôndrias hipocampais, a atividade enzimática dos complexos da cadeia respiratória, a produção de EROs e a morfologia dessas mitocôndrias. Na segunda etapa do trabalho visamos, utilizando siRNA da UCP2 injetado 48 horas antes da pilocarpina, verificar o provável papel neuroprotetor da UCP2 frente a produção de radicais livres. Pretendemos assim, com o uso do siRNA, observar se ocorrerá alterações fenotípicas durante a evolução do modelo experimental, analisar a morte neuronal, a morfologia dessas mitocôndrias, a produção de EROs e a atividade enzimática dos complexos da cadeia respiratória. Esperamos que os resultados esperados sirvão de base para o entendimento do papel do estresse oxidativo mitocondrial e da participação da UCP2 na epileptogênese e na sua progressão fornecendo conhecimento para outros estudos e avanços terapêuticos. (AU)

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