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Consumo de carnes e aminas heterocíclicas e sua relação com biomarcadores de exposição e suscetibilidade para câncer no estudo ISA-Capital

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Dirce Maria Lobo Marchioni
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Análise Nutricional de População
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/10965-0
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):Consumo de alimentosCarnes e derivadosBiomarcadoresAminasSuscetibilidade a doenças
Resumo
O alto consumo de carne, principalmente vermelha e processada, tem sido relacionado com aumento de risco para câncer. Uma das explicações para a carne estar associada ao câncer são os métodos de preparo culinário, que acarretam na formação aminas heterocíclicas dentro do nosso organismo, que podem gerar substâncias reativas, ligadas ao estresse oxidativo e dano ao DNA ao serem metabolizadas. Entretanto, os indivíduos apresentam respostas diferentes à mesma exposição dietética, podendo ter diferentes níveis de risco ou benefício com a mesma ingestão de alimentos. Os fatores genéticos podem ser uma das causas dessa variação interpessoal. Assim, o objetivo do estudo é investigar a relação entre o consumo de carnes e aminas heterocíclicas com biomarcadores de exposição ao câncer (adutos de DNA e malondialdeído), considerando os marcadores de suscetibilidade (polimorfismos genéticos) e fatores sociais, demográficos e de estilo de vida em residentes do Município de São Paulo. O estudo será transversal, de base populacional, por meio de inquéritos e coleta de amostra de sangue. Os dados de ingestão alimentar serão analisados a partir de recordatórios alimentares de 24 horas e questionário de frequência alimentar. A extração do DNA ocorrerá pelo método por sal, com o auxílio do espectrofotômetro para quantificação. A genotipagem dos polimorfismos será realizada utilizando a técnica PCR-alelo específico. Para avaliar a exposição ao câncer serão analisados o malondialdeído e os adutos de DNA. A análise estatística será por Modelos Lineares Generalizados no STATA®. Em todas as análises estatísticas, será considerado o nível de significância de 5%. (AU)

Envolvimento da NADPH oxidase nas alterações de reatividade da artéria pudendal de camundongos diabéticos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rita de Cassia Aleixo Tostes Passaglia
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/12178-6
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de julho de 2016
Assunto(s):Estresse oxidativoDiabetes mellitus
Resumo
Em indivíduos saudáveis, a ereção peniana depende de respostas altamente coordenadas, e praticamente simultâneas, que envolvem relaxamento da vasculatura pré-peniana, assim como dos vasos e do músculo liso intra-penianos. Isso desencadeia aumento do fluxo sanguíneo peniano, aumento da pressão intracavernosa e a consequente tumescência. As artérias pudendais internas (IPAs) são responsáveis por cerca de 70% da resistência ao fluxo sanguíneo que vai para os corpos cavernosos. Dessa forma, diversas patologias que levam ao aumento da resistência das IPAs como oclusão, estenose e processo aterosclerótico estão associadas com o aparecimento de disfunção erétil (DE). É amplamente aceito que o diabetes mellitus (DM) é um importante fator de risco para a DE. Modelos de diabetes tipo I e II apresentam disfunção endotelial e significante diminuição na resposta erétil. É possível que complicações vasculares associadas ao diabetes também ocorram em IPAs, o que poderia diminuir o fluxo sanguíneo para o corpo cavernoso e, consequentemente, comprometer a função erétil. Evidências indicam que o estresse oxidativo tem papel importante em complicações vasculares da DM e DE. Provavelmente, alterações vasculares associadas ao estresse oxidativo também ocorram nas IPAs. Nesse sentido o presente estudo testará a seguinte hipótese: Animais diabéticos apresentam disfunção vascular de artérias pudendais internas consequente à geração de EROs via NADPH oxidase. Para testar nossa hipótese, utilizaremos o modelo de diabetes induzido por estreptozotocina em camundongos C57BL/6J. Será realizada dosagem de EROs em células do músculo liso vascular isoladas de IPAs, reatividade vascular de IPAs em míografo para vasos de resistência, quantificação proteica de subunidades reguladoras da NADPH oxidase, análise de estrutura vascular em míógrafo pressurizado e por coloração com hematoxilina-eosina, além de estudo da função erétil in vivo. Esse estudo oferece uma nova abordagem na investigação dos mecanismos que contribuem para a DE associada ao DM, principalmente em decorrência da inexistência de estudos avaliando disfunção das IPAs em modelo animal de DM. (AU)

Análise do estado redox e seu efeito sobre a proliferação de Plasmodium Falciparum em eritrócitos geneticamente diferentes

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carsten Wrenger
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/12807-3
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 30 de setembro de 2015
Assunto(s):Malária
Resumo
Malaria é uma das doenças tropicais mais perigosas da atualidade com mais de um milhão de mortes anualmente. Sua pior forma, a malária tropical, é causada pelo parasita Plasmodium falciparum. Contudo algumas mutações genéticas da hemoglobina como na siclemia (HbS) ou em enzimopatias como a deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase levam a proteção contra a malaria severa. Apesar dos anos de pesquisa o exato mecanismo dessa proteção ainda precisa ser descoberto embora hajam algumas poucas hípoteses. Além da sugestão de uma melhor resposta imune inata por meio do aumento do grau de fagocitose, um papel central poderia ser o ambiente pro-oxidativo dentro do eritrócito, o qual atenua a proliferação do parasita. O estresse oxidativo tem um papel principal nos casos de siclemia. Pela investigação do metabolismo redox do P. falciparum junto ao cultivo de parasitas modificados geneticamente em eritrócitos anormais, nós pretendemos validar o papel protetor de células vermelhas mutantes focando nos sitemas de defesa oxidativos na malária Falciparum e analisar o perfil inibitório da Glioxilase plasmodial in vitro e in vivo. Isso pode nos fornecer a identificação de uma nova abordagem farmacêutica para alvejar este patogeno mortal. (AU)

Variação genotípica de plantas de arroz expostas ao cádmio (109Cd): avaliação nutricional, bioquímica e ultraestrutural

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Takashi Muraoka
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/07158-6
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 30 de abril de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoNutrição vegetal
Resumo
O cádmio (Cd) é um elemento tóxico para as plantas, animais e homens, sendo particularmente perigoso devido a sua mobilidade relativamente alta em solos e transferência para as culturas. Além disso, plantas que crescem em solos contaminados podem acumular Cd nos tecidos comestíveis em grandes quantidades sem qualquer sintoma visível de toxicidade. Devido à crescente preocupação com a ingestão de Cd por alimentos, os riscos de sua entrada na cadeia alimentar precisam ser cuidadosamente considerados. Objetiva-se com esta pesquisa: (i) identificar genótipos de arroz que sejam mais tolerantes aos efeitos tóxicos do Cd e que apresentem menor potencial de acúmulo desse elemento nos grãos e, (ii) caracterizar e relacionar os parâmetros nutricionais, bioquímicos e ultraestruturais quanto às respostas de cultivares de arroz à exposição ao Cd empregando-se o radioisótopo 109Cd como traçador no sistema solo-planta. Para tal, dois experimentos serão desenvolvidos em casa de vegetação, utilizando-se três cultivares de arroz com características de baixa (cateto seda), média (BRSMG Talento) e alta (BRSMG Relâmpago) capacidade de absorção de Cd, cultivados em vasos de 3 kg preenchidos com amostras de um Latossolo. Os cultivares serão expostos a cinco níveis de Cd (0,65; 1,3; 3,9; 6,5 e 11,7 mg kg-1) no primeiro ensaio e a dois níveis de Cd (1,3 e 11,7 mg kg-1) no segundo ensaio. Um tratamento-controle (sem adição do Cd) será utilizado em cada experimento. Serão comparados o crescimento, a distribuição do Cd nas plantas, os teores de nutrientes, a peroxidação lipídica, o peróxido de hidrogênio, o ácido ascórbico, a glutationa, as atividades de enzimas antioxidantes e a análise ultraestrutural dos tecidos foliares. O delineamento experimental será inteiramente casualizado, com quatro repetições. Os resultados serão submetidos à análise de variância, teste de Tukey, correlação e regressão polinomial. (AU)

Efeitos do resveratrol e do lítio sobre perfil lipídico, estresse oxidativo e apoptose. estudo do possível papel protetor em ratas senescentes

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto Nacional de Farmacologia (INFAR). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Soraya Soubhi Smaili
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/13206-3
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 30 de setembro de 2014
Assunto(s):AutofagiaEnvelhecimentoEstresse oxidativoLítioResveratrolApoptoseFarmacologia
Resumo
O envelhecimento está associado a disfunções metabólicas e desenvolvimento de doenças neurodegenerativas desencadeadas pela redução de defesas antioxidantes, bem como alterações nos processos apoptóticos e autofágicos. Sabe-se que o resveratrol e o lítio podem ter um papel protetor em determinadas condições e por vias de sinalização diferentes. Por outro lado, não se sabe se essa proteção pode estar associada à modulação dos mecanismos de apoptose e autofagia e quais os efeitos da associação desses agentes. Assim, os desafios científicos deste projeto serão determinar o modo de ação do resveratrol, do lítio e da associação resveratrol-lítio sobre sistema nervoso central e tecido hepático de animais jovens e senescentes. Serão utilizadas 40 ratas Wistar divididas em dois grupos: jovens (4-6 meses) e senescentes (22-26 meses). Os animais jovens serão divididos em quatro subgrupos (n=5) diferindo na solução líquida: grupo C, controle que receberá água destilada; grupo R, solução de resveratrol (6mg/L); grupo L, recebendo solução de lítio na concentração neuroprotetora; grupo RL- solução de resveratrol (6mg/L) e lítio como no grupo L. O grupo senescente será dividido em quatro subgrupos (n=5): grupo S, que receberá água destilada; grupo SR, recebendo solução de resveratrol (6mg/L); grupo SL, recebendo solução de lítio na concentração neuroprotetora; grupo SRL- solução de resveratrol (6mg/L) e lítio como no grupo L. Após 30 dias de tratamento, serão coletos o sangue, o fígado e o corpo estriado. Serão analisados glicemia e perfil lipídio no soro, bem como apoptose, autofagia, viabilidade mitocondrial e estresse oxidativo no fígado e corpo estriado de animais jovens e senescentes. Os dados contribuirão para analisarmos a atividade antioxidante ou citotóxica do resveratrol bem com o possível efeito protetor do lítio relacionado à indução e modulação da atividade autofágica. Também será possível analisar o efeito do lítio como adjuvante na potencialização dos efeitos antioxidantes do resveratrol, na prevenção do estresse oxidativo e de possíveis danos mitocondriais associados ao processo de envelhecimento. (AU)

Micróglia e a neuroproteção em animais nocaute para a NADPH oxidase

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marina Sorrentino Hernandes
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/13895-3
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 30 de setembro de 2014
Assunto(s):Doença de parkinsonNadph oxidaseMicrogliaNeurofisiologia
Resumo
A principal alteração morfológica observada na Doença de Parkinson (DP) é a perda dos neurônios dopaminérgicos da substância negra pars compacta. Disfunções mitocondriais e estresse oxidativo parecem ser fatores determinantes para o desenvolvimento desta patologia. Contudo, os mecanismos moleculares envolvidos neste fenômeno permanecem desconhecidos. A proposta do presente projeto está relacionada com investigações prévias realizadas por nosso grupo de pesquisa com o objetivo de elucidar os mecanismos envolvidos na ativação da NADPH oxidase na DP. A clássica degeneração retrógrada do sistema dopaminérgico nigro-estriatal induzida por 6-OH-dopamina(6-OHDA) não foi observada em animais nocautes para o gene da subunidade catalítica da NADPH oxidase, a gp91phox (KOgp91phox). Entretanto, observamos que animais KOgp91phox apresentam alterações no fenótipo de células da microglia em condições basais, em comparação com animais wild type (Wt), demonstrando que a NADPH oxidase possui um papel central na modulação do fenótipo destas células. Assim, o objetivo deste projeto de pesquisa é investigar o possível envolvimento das células da microglia na neuroproteção do sistema dopaminérgico nigro estriatal de animais KOgp91phox após a indução da DP. A DP será induzida por meio de injeção de 6-OHDA no corpo estriado de camundongos Wt e KOgp91phox. A metodologia a ser empregada envolverá a avaliação da lesão induzida por 6-OHDA pelo teste de rotação induzido por apomorfina, frente ao tratamento com um inibidor de microglia, a minociclina. Além disso, será avaliada a imunorreatividade para tirosina hidroxilase e para um marcador de células da microglia na substância negra e no estriado frente ao mesmo tratamento. (AU)

Avaliação do estresse oxidativo em pacientes acromegálicos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Vania dos Santos Nunes
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/15010-9
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):AcromegaliaEstresse oxidativoEndocrinologia
Resumo
Acromegalia é uma doença crônica causada pela produção excessiva do hormônio do crescimento (GH), e que na maioria dos pacientes é causada por macroadenomas hipofisários secretores de GH. Muitos estudos têm mostrado um aumento da mortalidade desses pacientes comparado com a população geral, particularmente como resultado das complicações cardiovasculares. Trabalhos em ratos transgênicos expressando o GH bovino, e com isto apresentando algumas das complicações da acromegalia, como hipertensão arterial e hipercolesterolemia têm evidenciado uma deterioração da função endotelial. O estudo presente visa fazer uma avaliação sérica do estresse oxidativo num grupo de pacientes com Acromegalia, comparando os resultados com um grupo de indivíduos saudáveis e correlacionando com os níveis séricos de GH e IGF1. Serão incluídos aproximadamente 28 indivíduos portadores da Acromegalia, acompanhados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP- Botucatu-SP, e 28 indivíduos saudáveis. Serão excluídos indivíduos com disfunção renal e hepática, tabagismo, ingestão de álcool superior a 60 gramas por dia e usuários de suplementos antioxidantes. O estresse oxidativo será a avaliado pela medida da capacidade antioxidante, a análise da peroxidação lipídica, o teste do cometa e dosagem de antioxidantes lipofílicos. Os resultados serão comparados entre os dois grupos e no grupo dos acromegálicos os resultados serão correlacionados com os níveis do GH e IGF1 dos pacientes. (AU)

Estudo dos efeitos de psicofármacos de estrutura tricíclica frente ao estresse oxidativo em células Neuro-2A

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Tiago Rodrigues
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/14493-6
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de janeiro de 2014
Assunto(s):Morte celular
Resumo
Diversos estudos associam a patogênese de desordens neuronais à morte celular decorrente do estresse oxidativo, sendo que o aumento da geração de espécies reativas de oxigênio mitocondriais, mudanças persistentes na integridade mitocondrial como a transição de permeabilidade mitocondrial e despolarização do potencial de membrana mitocondrial possuem papel central. Neste projeto propõe-se o estudo dos efeitos de três psicofármacos, imipramina, clorpromazina e tioridazina, sobre o estresse oxidativo em células da linhagem Neuro-2A, considerada um bom modelo neuronal para estudos com drogas que atuam no sistema nervoso. Pretende-se primeiramente caracterizar o estresse oxidativo induzido por peróxido de hidrogênio nestas células e então avaliar a resposta das células quando expostas aos fármacos em condições de estresse oxidativo, uma vez que o estresse oxidativo é um evento importante relacionado às doenças neurodegenerativas e há controvérsias na literatura quanto à atividade citoprotetora dos fármacos em questão nestas condições. Serão avaliados a viabilidade celular e parâmetros relacionados ao estado redox celular, tais como, estado de oxidação de proteínas e lipídeos celulares, conteúdo de substâncias antioxidantes e de espécies reativas de oxigênio. Neste contexto, também será investigada a participação da mitocôndria nos efeitos observados, uma vez que esta é a principal fonte e alvo de espécies reativas de oxigênio, bem como os possíveis mecanismos para estes efeitos. (AU)

Avaliação de biomarcadores de estresse oxidativo em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 com periodonto saudável e com periodontite crônica generalizada, antes e após tratamento periodontal

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Odontologia (FO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luiz Antonio Pugliesi Alves de Lima
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Periodontia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:12/18283-6
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):Diabetes mellitusDoenças periodontais
Resumo
Diabetes mellitus e doença periodontal são, ambas, doenças inflamatórias crônicas que têm um grande impacto na saúde e no bem estar de milhões de indivíduos no mundo inteiro. A doença periodontal está entre as doenças mais comuns nos humanos, portanto estudos que a relacionam terão um grande impacto na saúde pública. Um fator importante que pode estar envolvido na progressão da doença periodontal é a produção de Espécies Reativas de Oxigênio (EROs), níveis elevados destes nos tecidos contribuem para o estresse oxidativo gerando danos aos mesmos. As EROs induzem a ação da peroxidação lipídica-Tbars, mieloperoxidase (MPO), peroxidase e arginase, cujos mecanismos de ação também refletem na severidade da doença periodontal, podendo estes servirem como biomarcadores da doença. O monitoramento dos biomarcadores poderia ser de grande valia para o desenvolvimento de testes diagnósticos e terapias para periodontite . O objetivo deste estudo é avaliar quantitativamente a presença de biomarcadores de estresse oxidativo (MPO, Tbars,peroxidase, arginase) na saliva e Fluido do Sulco Gengival-FSG de pacientes diabéticos tipo 2 com periodontite crônica e com periodonto saudável, antes e após tratamento periodontal. Serão coletadas amostras de saliva total não estimulada durante 5 minutos e do fluido sulcular gengival (FSG) de 30 diabéticos portadores de periodontite crônica generalizada antes e após tratamento, e de 30 pacientes diabéticos com periodonto saudável para controle. Os parâmetros clínicos de profundidade clínica de sondagem, nível clínico de inserção, sangramento a sondagem, e índice de placa serão avaliados. As atividades salivar e do FSG dos marcadores serão analisadas por espectrofotometria. Para a análise estatística dos dados em duplicata será realizado um teste de comparação das médias a ser definido, adotando-se nível de significância de 5% (p<0,05). (AU)

Papel da adiposidade sobre a inflamação, oxidação e adipocitocinas na neoplasia mamária

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nágila Raquel Teixeira Damasceno
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/19207-6
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):Nutrição em saúde públicaObesidadeNeoplasias mamáriasInflamaçãoAdipocinas
Resumo
A prevalência do câncer tem aumentado nas últimas décadas e, desse modo, as neoplasias permanecem um grave problema de saúde pública mundial. Entre os diferentes tipos de neoplasia, o câncer de mama representa, mundialmente, a segunda forma mais comum. No Brasil foram estimados para 2010 e 2011 quase 50 mil novos casos de neoplasia mamária. A etiologia do câncer de mama poderia ser em parte relacionada ao estresse oxidativo onde vários mecanismos promovem reações oxidativas e danos irreversíveis ao DNA. O excesso de peso e tecido adiposo tem importante papel no desenvolvimento do tumor e prognóstico clínico do câncer de mama, por suas característica inflamatórias, oxidativas e endócrinas. Objetivo: Avaliar o papel da adiposidade na inflamação, oxidação e adipocitocinas na neoplasia mamária. Métodos: O projeto consiste de um estudo analítico, observacional, de corte transversal, onde serão avaliados 2 grupos: Grupo 1 (Caso) - mulheres com câncer de mama; e Grupos 2 (Controle) - mulheres sem câncer de mama. Serão elegíveis as pacientes atendidas no departamento de mastologia do Hospital Geral de Fortaleza - HGF (COEP: 050507/10). No grupo 1 serão incluídas as pacientes com estadiamento clínico I, II e III, sem neoplasias associadas, sem tratamento antineoplásico prévio e com índice de karnofsky >70. Para o grupo 2, serão incluídas as pacientes sem diagnóstico de câncer de mama ou qualquer outra neoplasia. Serão coletados em formulário estruturado dados sócio-econômicos e clínicos. Para determinação do estado nutricional serão coletados peso, altura e circunferência da cintura. A avaliação da composição corporal será realizada por impedância bioelétrica. Para análise bioquímica serão colhidos 20ml de sangue após 12h de jejum. Serão avaliados I- Biomarcadores de inflamação (IL6,TNF-alfa, PCR); II- Biomarcadores oxidativos (Malondialdeído-MDA e Dienos Conjugados, Detecção de LDL- e auto-anticorpos anti-LDL-); III - Dano oxidativo ao DNA (8-hydroxy-2'-deoxyguanosine - 8-OHdG); IV - Antioxidantes exógenos (vitaminas antioxidantes) e V - Concentração de adipocitocinas (leptina e adiponectina). Análise de resultados - Os resultados obtidos serão avaliados com o auxílio do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 15.0. Serão construídos modelos de regressão linear e logística uni e multivariada, onde serão avaliadas as relações entre IMC, CC e percentual de gordura (variáveis independentes) e os parâmetros oxidativos, inflamatórios e adipocitocinas (variáveis dependentes). Além de avaliar a interação entre as variáveis, as mulheres, após estratificação pelo IMC, CC e percentual de gordura, serão comparadas por meio de testes paramétricos (t-Student) ou não paramétricos (Mann-Whitney). A distribuição das variáveis será avaliada por meio do teste de Kolmogorov-Smirnof e o valor de significância considerado será p<0,05. (AU)

Terapia celular e gênica no transplante experimental de ovário fresco e criopreservado

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Edmund Chada Baracat
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/09469-9
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):Clínica médicaGinecologiaCriopreservaçãoTerapia genéticaTerapia tissular
Resumo
O transplante de ovário criopreservado tem se mostrado eficaz em preservar a fertilidade de pacientes jovens submetidas a tratamentos citotóxicos. Entretanto, a depleção folicular após o transplante limita o futuro reprodutivo, sendo o tempo necessário para se obter perfusão adequada do tecido transplantado um fator relevante para a sobrevivência folicular e a longevidade funcional do enxerto. Tendo em vista a iminente aplicabilidade clínica do transplante ovariano para preservação da fertilidade feminina associada à urgente necessidade de técnicas que incrementem e otimizem seu uso, este projeto de pesquisa tem como objetivo estudar o efeito de dois tipos de tratamento - a terapia celular com pré-adipócitos e a terapia gênica com pré-adipócitos transfectados com fator endotelial de crescimento vascular (vascular endothelial growth factor - VEGF), isolados e associados, no transplante de ovário fresco e criopreservado em ratas. Serão utilizadas ratas Wistar adultas, distribuídas em oito grupos experimentais, além de sete grupos controles: 1a Etapa: Tratamento com pré-adipócitos e 2a Etapa: Tratamento com pré-adipócitos transfectados com VEGF. Os pré-adipócitos serão obtidos a partir de tecido adiposo humano. Serão realizadas dosagens hormonais de estradiol e progesterona no pré e pós-transplante. A eutanásia será realizada 30 dias após o transplante e neste período serão realizados esfregaços vaginais diários. Serão realizadas análises morfológica (macroscópica e histológica), histo-morfométrica (classificação e contagem dos folículos ovarianos e corpos lúteos), imunoistoquímica da proliferação celular (Ki-67), apoptose (caspase-3) e neoangiogênese (VEGF) e estudo por PCR da neoangiogênese, apoptose, inflamação e estresse oxidativo. (AU)

Sistemas regulatórios e fisiológicos da resposta bacteriana a estresses

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marilis do Valle Marques
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/10563-0
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):BactériasCaulobacter crescentusExpressão gênicaRegulação gênicaRNA polimerases dirigidas por DNARNA helicases
Resumo
À medida que a população aumenta, as células enfrentam uma redução progressiva da disponibilidade de nutrientes que traz a necessidade de responder diminuindo a taxa de reprodução e adequando os sistemas metabólicos para permanecer em situação de carência prolongada. Os efeitos fisiológicos da baixa temperatura em parte são similares aos da carência nutricional, no que se refere à diminuição da função ribossomal. A percepção de sinais ambientais nesta fase é crucial para a célula modificar seu padrão de expressão gênica para enfrentar esta nova situação. As proteínas contendo domínio de cold shock (CSD) são induzidas em baixa temperatura e/ou em fase estacionária, e atuam como chaperonas de RNA, permitindo a tradução nestas condições, e também agindo como reguladoras da expressão de outros genes. Outro sistema importante para esta resposta é constituído pelas RNA helicases, que são responsáveis por desfazer as estruturas secundárias.O principal objetivo deste projeto é caracterizar os mecanismos regulatórios importantes para a resposta a estresses na alfa-Proteobactéria Caulobacter crescentus. Os transcriptomas de linhagens mutantes para os genes regulatórios cspC e spdR serão definidos em fase estacionária, e os regulons destes fatores serão determinados. Assim, será definida a cascata regulatória que ocorre na entrada na fase estacionária. Serão ainda identificadas as bases moleculares da essencialidade do gene cspC para a manutenção da viabilidade e resposta a estresse oxidativo. O papel das RNA helicases da família DEAD na adaptação a baixa temperatura será definido pela análise dos fenótipos de linhagens mutantes e por ensaios de expressão. (AU)

Evolução das alterações no metabolismo energético cerebral ao longo de diferentes estágios do transtorno bipolar

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elisa Brietzke
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/11428-9
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):MetabolismoTranstorno bipolarTranstornos do humor
Resumo
Introdução: Alterações metabólicas são comuns em pacientes com Transtorno Bipolar (TB), levando a uma alta prevalência de diabetes e síndrome metabólica nessa população. Diversos sistemas neurobiológicos relacionados ao metabolismo energético já foram demonstrados estar alterados no TB. Teorias recentes postulam que o cérebro prioriza seu próprio suprimento de energia, modulando o metabolismo periférico através de regulação da alocação e ingestão de nutrientes. Hipótese: As alterações metabólicas observadas no TB são resultado de uma regulação ineficiente do suprimento energético cerebral e de suas respostas compensatórias.Objetivos: Investigar o metabolismo energético de pacientes portadores de TB ao longo da evolução da doença.Metodologia: Estudo de caso-controle comparando 3 grupos: 30 pacientes portadores de TB com menos de 5 anos de doença, 30 portadores de TB com mais de 10 anos de doença e 30 voluntários saudáveis. Todos os sujeitos serão submetidos à entrevista psiquiátrica padronizada, a coleta de sangue para análise de marcadores de neuroplasticidade, função astrocitária, metabolismo da glicose, estresse oxidativo, resposta ao estresse, lipídios e hormônios regulatórios.Importância Clínica: O estudo proposto é o primeiro a envolver uma plataforma abrangente e integrada de avaliação do metabolismo energético nos pacientes com TB. Caso sejam observadas diferenças entre os grupos, esse estudo abre caminho para novas pesquisar sobre a fisiopatologia do TB e o desenvolvimento de novas e mais eficazes estratégias terapêuticas. (AU)

Avaliação do potencial da farinha da casca de maracujá amarelo (Passiflora edulis) no tratamento e/ou prevenção da obesidade e comorbidades in vivo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mário Roberto Maróstica Junior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/12322-0
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):Compostos fenólicosMicrobiota intestinalObesidadeCompostos bioativos
Resumo
A obesidade é hoje um dos problemas mais importantes de saúde pública no mundo. As ciências da nutrição têm buscado alimentos que possam ser adjuvantes nas terapias atuais, atuando, de alguma forma, na prevenção da obesidade e comorbidades. A farinha da casca de maracujá é um alimento rico em fibras solúveis e insolúveis e em compostos fenólicos e, por isso, possivelmente seja capaz de auxiliar na melhora de alguns parâmetros da saúde, tais como modulação da microbiota e combate ao estresse oxidativo. Assim, o objetivo deste trabalho será avaliar o efeito deste produto sobre os mecanismos fisiológicos e moleculares, na prevenção e no tratamento da obesidade in vivo. Serão realizados 3 ensaios biológicos, avaliando o efeito prebiótico e antioxidante da suplementação de dietas padrões e hiperlipídicas com farinha de casca de maracujá em camundongos Swiss recém-desmamados. Serão avaliados os efeitos da farinha de casca de maracujá na modulação da microbiota, produção de AGCC, hormônios intestinais, adipocinas séricas, perfil lipídico, resistência à insulina, modulação da expressão gênica e estresse oxidativo nos animais. Os resultados serão analisados utilizando análise de variância ANOVA e os testes de Tukey (p<0.05), para os dados paramétricos e Kruskal-Wallis (p<0.05) para os não paramétricos. Para a análise estatística será utilizado o software GraphPad Prism 5.0. O projeto será executado entre o 2º semestre de 2012 e o 1º semestre de 2014. (AU)

Consumo de carnes, frutas, verduras e legumes, relação com marcadores de estresse oxidativo e risco de doenças crônicas: estudo ISA - capital

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Dirce Maria Lobo Marchioni
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Análise Nutricional de População
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/08702-1
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):Consumo de alimentosCarnes e derivadosFrutasHortaliçasEstresse oxidativoAdutos de DNAPolimorfismo
Resumo
O alto consumo de carne, principalmente vermelha e processada, e o baixo consumo de frutas, verduras e legumes tem sido relacionados com aumento de risco para câncer e doenças cardiovasculares. Uma das explicações para o consumo de carne estar associado a essas doenças são os métodos de preparo culinário, que acarretam na formação de aminas heterocíclicas, que dentro do nosso organismo, ao serem metabolizadas, podem gerar substâncias reativas capazes de danificar o DNA. Já as frutas, verduras e legumes possuem antioxidantes que reduzem o estresse oxidativo. Porém, o teor de metabólitos gerados pode variar de acordo com os fatores genéticos individuais. Assim, o objetivo deste estudo é investigar a relação entre o consumo de carnes, aminas heterocíclicas, frutas, verduras e legumes com marcadores do estresse oxidativo, mediados por fatores genéticos, sociais, demográficos e de estilo de vida, em residentes do Município de São Paulo - participantes do Inquérito de Saúde ISA - Capital. Trata-se de estudo transversal, de base populacional com amostra probabilística do município de São Paulo. Os dados de ingestão alimentar serão analisados a partir de recordatórios alimentares de 24 horas e questionário de frequência alimentar. A extração do DNA ocorrerá pelo método por sal, com o auxílio do espectrofotômetro para quantificação. A genotipagem dos polimorfismos será realizada utilizando a técnica PCR-alelo específico. Para avaliar o estresse oxidativo serão analisados o malondialdeído e os adutos de DNA. A análise estatística será por Modelos Lineares Generalizados no STATA®. Em todas as análises estatísticas, será considerado o nível de significância 5%. (AU)

Determinação de parâmetros de tolerância ao cádmio em tomateiro (Solanum lycopersicum L.)

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ricardo Antunes de Azevedo
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/03861-4
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2013
Assunto(s):CádmioMetais pesadosProdução agrícola
Resumo
O número de pesquisas sobre o efeito do Cádmio (Cd) em plantas cultivadas vem crescendo a cada ano, dada a relevância do impacto deste metal sobre a produção agrícola e também sobre a saúde humana. Atualmente, temos usado a cultivar miniatura de tomateiro cv Micro-Tom (Solanum lycopersicum L. cv MT) como planta modelo para estudos do efeito deste metal no metabolismo relacionado ao estresse oxidativo e outras respostas fisiológicas nas plantas. Contudo, ainda não existem trabalhos sobre o comportamento de diferentes acessos de tomateiro, que incluem cultivares comerciais, landraces e espécies selvagens, quanto à resposta de tolerância ao Cd. Neste projeto, propomos um estudo, cujo objetivo é avaliar e selecionar acessos de tomateiro, genética e morfologicamente contrastantes quanto à tolerância ao Cd. Com isso, será possível agrupar plantas que sejam mais tolerantes e mais sensíveis a este metal, para estudarmos as principais alterações metabólicas e fisiológicas resultantes da interação específica de cada genótipo com o fator estressante. Finalmente, o estudo integrado de tais respostas em diferentes acessos, nos proporcionará um melhor entendimento sobre os mecanismos gerais e específicos do tomateiro, quanto à tolerância ao Cd, estreitando a relação entre teoria e prática das pesquisas geradas até o momento com a cv modelo MT. Além disso, este trabalho deverá nortear outras pesquisas, dando suporte à seleção de parentais para gerar populações experimentais de mapeamento de QTLs, estudos de proteômica, fitorremediação, entre outros. (AU)

Estudo das propriedades físicas de vesículas gigantes na presença de lipídios oxidados

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Física (IF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rosangela Itri
Supervisor no exterior: Carlos Manuel Venâncio Marques Serra
Local de pesquisa: Institut Charles Sadron (ICS) (França)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:12/06208-0
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):Membranas (biologia)Estresse oxidativoPeroxidação de lipídeos
Resumo
O estresse oxidativo pode ocasionar a peroxidação lipídica, que por sua vez gera danos na membrana e desencadeia cascatas de sinalizações que levam a morte celular por apoptose. O presente projeto visa estudar a importância da geração de hidroperóxidos em membranas e a formação de domínios lipídicos. Os estudos serão voltados na inserção de lipídios oxidados em membranas modelo contendo uma mistura binária ou ternária de lipídios. A observação do comportamento morfológico de vesículas gigantes por microscopia óptica de fluorescência e confocal e a obtenção de dados sobre a formação de domínios e as propriedades da membrana, como aumento de área, permeabilidade e propriedades elásticas nos levarão a elucidar o papel dos hidroperóxidos de lipidios nos mecanismos de fotossensibilização. (AU)

Papel do sistema antioxidante e influência do gênero na capacidade de desenvolvimento in vivo de embriões em diferentes modelos de diabete experimental

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Débora Cristina Damasceno
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/23721-0
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 30 de setembro de 2015
Assunto(s):AntioxidantesEmbriogêneseEstresse oxidativoPrenhezDiabetes mellitus
Resumo
Considerando que gestantes diabéticas apresentam taxas de malformações congênitas, morbimortalidade perinatal de até cinco vezes maior que gestantes não diabéticas e que, os pré-embriões de ratas diabéticas apresentam altas taxas de apoptose à medida que o nível glicêmico aumenta, nossa hipótese é que a imaturidade no sistema antioxidante de defesa nos pré-embriões contribui para o aparecimento de embriopatias e outras repercussões a curto, médio e longo prazo nos fetos expostos ao ambiente diabético. Assim, o uso de modelos animais oferece uma ferramenta importante para investigar mecanismos moleculares envolvidos no desenvolvimento embrionário. Tendo em vista que muitos estudos foram desenvolvidos em nosso laboratório para avaliar as repercussões do diabete grave e do diabete moderado no organismo materno e nos resultados perinatais, é interesse do nosso grupo de pesquisa inserir novas ferramentas metodológicas em nosso laboratório a partir de parcerias com outros pesquisadores para avançar a compreensão sobre os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nas repercussões embriofetais, especialmente com relação ao estresse oxidativo, que está intimamente associado ao diabete. Para compreender os mecanismos pelos quais os embriões no estágio inicial do desenvolvimento apresentam a imaturidade no sistema antioxidante e as conseqüências deste quadro frente ao insulto hiperglicêmico materno, será utilizada a técnica de bipartição de mórulas, visando estabelecer um padrão exato da resposta do hemi-embrião ao estresse oxidativo exacerbado pelo diabete e a técnica de reimplantação de outro hemi-embrião para uma fêmea receptora, que permitirá avaliar o envolvimento do sistema antioxidante com relação à sua capacidade de implantação e desenvolvimento. (AU)

Avaliação adrenocortical, tireoideana e do estresse oxidativo de cães naturalmente infectados por Ehrlichia canis

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mirela Tinucci Costa
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/10207-9
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de março de 2015
Assunto(s):CãesErliquiose caninaEhrlichia canisInfecções bacterianas
Resumo
A erliquiose em cães, causada pela bactéria Ehrlichia canis, é uma hemoparasitose com distribuição mundial de natureza multissistêmica, e reflexos clínico-hematológicos que culminam em emaciação, pancitopenia e hemorragias. A severidade das manifestações clínicas pode levar o animal ao óbito, tanto por suas alterações hematológicas quanto por possíveis alterações imuno-inflamatórias, oxidativas e hormonais consequentes. Estudos relativos ao comprometimento hormonal e do estresse oxidativo decorrente da gravidade da infecção e da inflamação, que sabidamente ocorrem em cães com erliquiose, são escassos. Tendo em vista a importância da manutenção do equilíbrio dos mecanismos hormonais e oxidativos na saúde animal, é de interesse clínico conhecer o comportamento dos eixos hipotálamo-hipófise-adrenocortical e hipotálamo-hipófise-tireoide em doenças multissistêmicas, como é o caso da infecção naturalmente adquirida por Ehrlichia canis em cães, assim como da possibilidade do estresse oxidativo contribuir para a gravidade dos sinais clínicos. Desta forma serão conduzidas avaliações das concentrações séricas de cortisol e de sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEA-S) pré e pós-estimulação com hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) sintético; do hormônio estimulador da tireoide (TSH), T4 total, T4 livre (tetraiodotireonina) e de autoanticorpos anti-tireoglobulina séricos; e do óxido nítrico, peroxidação lipídica e a atividade da glutationa redutase, no momento do diagnóstico e após o tratamento com hiclato de doxiciclina [5 mg/kg (Grupo I; n=6) e 10 mg/kg (Grupo II; n=6) a cada 12 horas por 30 dias]. Amostras de soro obtidas de cães (n=6) saudáveis provenientes do canil do Hospital Veterinário serão utilizadas com o propósito de comparação aos resultados obtidos dos Grupos I e II. A identificação da ocorrência de tais alterações poderá ser útil para a compreensão da etio-fisio-patogenia e da abordagem terapêutica da erliquiose em cães. (AU)

Estudo das atividades de reparo de DNA por excisão de bases em cérebros de indivíduos acometidos pela Doença de Alzheimer

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nadja Cristhina de Souza Pinto
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/11889-6
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2015
Assunto(s):Doença de AlzheimerEstresse oxidativoDNA mitocondrialReparação de DNA
Resumo
O aumento das expectativas de vida média e máxima e o consequente envelhecimento da população mundial, no último século, elevou significativamente o número de casos da doença de Alzheimer (DA). Com isso, os custos associados se tornaram significativos para os sistemas de saúde pública. Apesar dos avanços recentes no entendimento da fisiopatologia da doença, pouco se sabe a respeito dos mecanismos moleculares que desencadeiam suas alterações funcionais e histológicas. Resultados recentes sugerem que o acúmulo de modificações oxidativas no DNA e alterações nas vias que removem essas lesões podem ter um papel importante na morte neuronal observada em DA. Lesões oxidativas são removidas principalmente pela via de excisão de bases. Resultados anteriores do nosso grupo demonstraram que a atividade de algumas enzimas da via BER está reduzida no lobo parietal e no cerebelo de pacientes com DA, e propomos que a diminuição na atividade de BER sensibiliza os neurônios à morte celular induzida pelas placas amiloides e pelos emaranhados neurofibrilares. No presente estudo propomos testar esta hipótese medindo atividades de BER em amostras de indivíduos que apresentam alterações neuropatológicas típicas de DA, mas que se mantiveram cognitivamente normais, refletindo fase precoce e ainda assintomática da doença e o desenvolvimento de uma maior reserva cognitiva. O principal objetivo deste estudo consiste em determinar se alterações em atividades de BER nestas regiões cerebrais estão associadas ao desenvolvimento da DA. Os resultados obtidos podem contribuir para a compreensão do papel das modificações oxidativas do DNA na sequência de eventos moleculares que levam à morte neuronal associada ao desenvolvimento de DA, bem como contribuir para a proposição de novas estratégias para o manejo clínico destes pacientes. (AU)

A melatonina e seu efeito citoprotetor na maturação de oócitos murinos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Claudia Lima Verde Leal
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/13675-3
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):Estresse oxidativoAntioxidantesApoptoseExpressão gênica
Resumo
Com todos os avanços na área da produção in vitro (PIV) de embriões de várias espécies domésticas, a produção ainda está aquém do desejável. Dentre os diversos fatores que podem interferir nos resultados da PIV, a etapa de maturação in vitro (MIV) durante a PIV, certamente tem papel relevante. Diversos são os fatores que estão envolvidos no controle da maturação oocitária e na resultante qualidade e competência do oócito. A melatonina é um hormônio sintetizado na pineal e que apresenta diversas funções, como atividade antioxidante e antiapoptótica, além de influenciar diferentes vias de sinalização celular. A melatonina foi detectada em fluido folicular e seus receptores foram localizados em oócitos de células da granulosa. Estudos in vitro têm apontado efeitos benéficos de sua utilização na maturação e cultivo in vitro de oócitos e embriões, respectivamente. Ainda há poucos estudos sobre o papel de melatonina na maturação de oócitos e o camundongo, por sua rápida reprodução e menor custo de manutenção, é um excelente modelo amplamente utilizado para estudos in vitro e particularmente in vivo, que são bem mais demorados e custosos em espécies domésticas e que são interessantes pelo fato de proporcionarem resultados mais fisiológicos. Assim sendo, propomos estudar o efeito da melatonina sobre a maturação in vivo e in vitro e sua possível ação como protetor celular (antioxidante/antiapoptótica) de complexos cumulus-oócitos (CCOs) murinos. Para tanto, será investigado o efeito de diferentes dosagens de melatonina (0, 10 e 20 ng/kg/i.p. por 2-3 dias) no tratamento in vivo de camundongas. O tratamento será iniciado junto com a administração de 5 UI de eCG para induzir superovulação. Para avaliar o efeito da maturação in vivo em animais que receberam melatonina, 48 h após a primeira injeção serão administrados 5UI de hCG para provocar a maturação e ovulação. Dezesseis horas após, serão coletados os ovidutos para obtenção de CCOs maturados in vivo. Os oócitos (OO) serão separados das células do cumulus (CC) e avaliados quanto à taxa de maturação (extrusão do primeiro corpúsculo polar - 1ºCP). As CC serão avaliadas por qPCR quanto à expressão de genes relacionados à apoptose (Bax e Bcl2) e enzimas antioxidantes (GPx e SOD). Num segundo experimento, os animais serão preparados como descrito, mas ao invés de aplicar hCG, no mesmo horário serão coletados os ovários para remoção de CCOs imaturos, que serão maturados in vitro por 14-16 h. As avaliações serão as mesmas já descritas. No terceiro experimento, os animais serão tratados como no segundo experimento, mas sem uso de melatonina nos animais, que será utilizada somente durante a MIV por 14-16 h. Ao final da MIV serão feitas as mesmas avaliações. No último experimento, serão obtidos CCOs como no experimento anterior, e estes serão desafiados durante a MIV com um agente causador de apoptose (peróxido de hidrogênio) associado ou não à melatonina, para determinar a capacidade citoprotetora da mesma. Após a MIV serão feitas as avaliações de taxa de MIV e a mensuração dos níveis de ATP dos OO e de expressão gênica nas CC. (AU)

Papel da adiposidade sobre a inflamação, oxidação e adipocitocinas na neoplasia mamária

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nágila Raquel Teixeira Damasceno
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:12/17237-0
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de março de 2013
Assunto(s):Neoplasias
Resumo
A prevalência do câncer tem aumentado nas últimas décadas e, desse modo, as neoplasias permanecem um grave problema de saúde pública mundial. Entre os diferentes tipos de neoplasia, o câncer de mama representa, mundialmente, a segunda forma mais comum. No Brasil foram estimados para 2010 e 2011 quase 50 mil novos casos de neoplasia mamária. A etiologia do câncer de mama poderia ser em parte relacionada ao estresse oxidativo onde vários mecanismos promovem reações oxidativas e danos irreversíveis ao DNA. O excesso de peso e tecido adiposo tem importante papel no desenvolvimento do tumor e prognóstico clínico do câncer de mama, por suas característica inflamatórias, oxidativas e endócrinas. Objetivo: Avaliar o papel da adiposidade na inflamação, oxidação e adipocitocinas na neoplasia mamária. Métodos: O projeto consiste de um estudo analítico, observacional, de corte transversal, onde serão avaliados 2 grupos: Grupo 1 (Caso) - mulheres com câncer de mama; e Grupos 2 (Controle) - mulheres sem câncer de mama. Serão elegíveis as pacientes atendidas no departamento de mastologia do Hospital Geral de Fortaleza - HGF (COEP: 050507/10). No grupo 1 serão incluídas as pacientes com estadiamento clínico I, II e III, sem neoplasias associadas, sem tratamento antineoplásico prévio e com índice de karnofsky >70. Para o grupo 2, serão incluídas as pacientes sem diagnóstico de câncer de mama ou qualquer outra neoplasia. Serão coletados em formulário estruturado dados sócio-econômicos e clínicos. Para determinação do estado nutricional serão coletados peso, altura e circunferência da cintura. A avaliação da composição corporal será realizada por impedância bioelétrica. Para análise bioquímica serão colhidos 20ml de sangue após 12h de jejum. Serão avaliados I- Biomarcadores de inflamação (IL6,TNF-alfa, PCR); II- Biomarcadores oxidativos (Malondialdeído-MDA e Dienos Conjugados, Detecção de LDL- e auto-anticorpos anti-LDL-); III - Dano oxidativo ao DNA (8-hydroxy-2'-deoxyguanosine - 8-OHdG); IV - Antioxidantes exógenos (vitaminas antioxidantes) e V - Concentração de adipocitocinas (leptina e adiponectina). Análise de resultados - Os resultados obtidos serão avaliados com o auxílio do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 15.0. Serão construídos modelos de regressão linear e logística uni e multivariada, onde serão avaliadas as relações entre IMC, CC e percentual de gordura (variáveis independentes) e os parâmetros oxidativos, inflamatórios e adipocitocinas (variáveis dependentes). Além de avaliar a interação entre as variáveis, as mulheres, após estratificação pelo IMC, CC e percentual de gordura, serão comparadas por meio de testes paramétricos (t-Student) ou não paramétricos (Mann-Whitney). A distribuição das variáveis será avaliada por meio do teste de Kolmogorov-Smirnof e o valor de significância considerado será p<0,05. (AU)

Consumo de carnes, frutas, verduras e legumes, relação com marcadores de estresse oxidativo e risco de doenças crônicas: estudo ISA - capital

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Dirce Maria Lobo Marchioni
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Análise Nutricional de População
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:12/17187-3
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2013
Assunto(s):Carnes e derivadosEstresse oxidativoPolimorfismoAdutos de dna
Resumo
O alto consumo de carne, principalmente vermelha e processada, e o baixo consumo de frutas,verduras e legumes tem sido relacionados com aumento de risco para câncer e doençascardiovasculares. Uma das explicações para o consumo de carne estar associado a essas doençassão os métodos de preparo culinário, que acarretam na formação de aminas heterocíclicas, quedentro do nosso organismo, ao serem metabolizadas, podem gerar substâncias reativas capazesde danificar o DNA. Já as frutas, verduras e legumes possuem antioxidantes que reduzem oestresse oxidativo. Porém, o teor de metabólitos gerados pode variar de acordo com os fatoresgenéticos individuais. Assim, o objetivo deste estudo é investigar a relação entre o consumo decarnes, aminas heterocíclicas, frutas, verduras e legumes com marcadores do estresse oxidativo,mediados por fatores genéticos, sociais, demográficos e de estilo de vida, em residentes doMunicípio de São Paulo - participantes do Inquérito de Saúde ISA - Capital. Trata-se de estudotransversal, de base populacional com amostra probabilística do município de São Paulo. Osdados de ingestão alimentar serão analisados a partir de recordatórios alimentares de 24 horas equestionário de frequência alimentar. A extração do DNA ocorrerá pelo método por sal, com oauxílio do espectrofotômetro para quantificação. A genotipagem dos polimorfismos serárealizada utilizando a técnica PCR-alelo específico. Para avaliar o estresse oxidativo serãoanalisados o malondialdeído e os adutos de DNA. A análise estatística será por ModelosLineares Generalizados no STATA®. Em todas as análises estatísticas, será considerado o nívelde significância 5%. (AU)

Estudo da expressão de genes de apoptose, ciclo celular, reparo do DNA e estresse oxidativo em células de carcinoma de pulmão humano tratadas com complexos de fórmula geral [Ru(AA)(dppb)(bipy)]PF6

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alzir Azevedo Batista
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/06013-4
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):Química médicaNeoplasiasCompostos de rutênioInteração celularApoptoseExpressão gênicaReparação de DNA
Resumo
Pesquisas têm mostrado que complexos de rutênio exibem maior especificidade e seletividade para células tumorais que os compostos a base de platina. Dois compostos de rutênio (NAMI e NAMI-A) concluíram a fase I de triagem clínica, ambos com baixos níveis de efeito colaterais. Diversos compostos de rutênio têm sido sintetizados e estudados pelo nosso grupo de pesquisas, no Departamento de Química/UFSCar, apresentando atividades citotóxicas significativas para diferentes linhagens tumorais. Alguns dos compostos mostram diversidade na especificidade para diferentes tipos de células tumorais e a maioria apresenta atividade citotóxica superior a do cisplatina. Baseado nos resultados promissores já obtidos pelo nosso grupo de pesquisas na área de Química Inorgânica Medicinal, e tendo em vista que compostos com diferentes estruturas podem ativar vias de sinalização celular de diferentes maneiras, resolveu-se sintetizar compostos contendo aminoácidos, moléculas biológicas, de fórmula geral [Ru(AA)(dppb)(bipy)]PF6 (AA = aminoácidos; dppb = 1,4-bis(difenilfosfina)butano; bipy = 2,2' = bipiridina), e estudar a expressão de genes de apoptose, ciclo celular, reparo do DNA e estresse oxidativo em células de carcinoma de pulmão humano tratadas com estes complexos. (AU)

Estudo das interações entre a proteína telomérica RPA-1 de Leishmania armazonensis (LaRPA-1) e suas parceiras na presença e ausência de estresse oxidativo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Isabel Nogueira Cano
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/50263-5
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 31 de março de 2015
Resumo
Tetômeros são complexos DNA/proteína que protegem as pontas dos cromossomos. A manutenção dos telômeros e a atividade da telomerase dependem de complexos protéicos que se associam com o DNA telomérico. Por exemplo, o complexo CST (CDC13/Stn1/Ten1) interage com a telomerase e com a maquinaria de replicação do DNA, controlando a replicação nos terminais de cromossomos. Telômeros de tripanossomatídeos são compostos por repetições (TTAGGG)n, porém poucas proteínas telomérícas específicas a estes organismos foram identificadas. O complexo telomérico melhor caracterizado é o de L amazonensis, que consiste basicamente das proteínas telomerase, LaRBP38 e LaRPA-1 que interagem com a simples fita rica em G e podem ser homólogas funcionais da CDC13 de levedura e da POT1 de vertebrados. A RPA-1 é um complexo protéico ligante de DNA na forma de simples-fita que desempenha papel importante no metabolismo de DNA, incluindo manutenção de telômeros e reparo de DNA. A hipótese que iremos testar, e que norteia este pedido, baseia-se no fato da LaRPA-1 e proteínas ainda não identificadas, estarem envolvidas na formação do complexo de proteção (capping) e manutenção de telômeros em L. amazonensis. Pretendemos primeiramente confirmar interações in vitro já conhecidas entre LaRPA-1 e outras proteínas previamente caracterizadas em nosso laboratório, isolar novos interatores usando métodos bioquímicos e estudar estas interações in vivo utilizando o sistema de duplo-híbrido. Os testes in vitro serão realizados com extratos de parasitas obtidos em condições normais de cultura e também de parasitas submetidos a estresse oxidativo. Aqui vale lembrar que a exposição de L amazonensis a concentrações elevadas de oxigênio provocam danos metabólicos irreversíveis que afetam o crescimento, a morfologia e a capacidade de transformação dos parasitas. Como os telômeros são estruturas genômicas muito sensíveis aos danos oxidativos, estudar sua constituição em condições de estresse pode nos auxiliar a isolar novos componentes protêicos que cumpram papei importante na sua proteção ("capping"). (AU)

Estresse oxidativo em neurônios hipotalâmicos durante sepse experimental

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria José Alves da Rocha
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/05489-5
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 30 de junho de 2014
Resumo
Apesar dos consideráveis avanços tecnológicos, infecções sistêmicas, incluindo sepse e suas complicações (choque séptico e disfunção de múltiplos órgãos) ainda são a principal causa de morte em Unidades de Terapia Intensiva em todo o mundo. A incidência destes sintomas tem aumentado na última década, não só porque ainda encontramos uma considerável falta de conhecimento sobre a sepse, mas também devido a um envelhecimento cada vez maior na população, um aumento na aplicação de técnicas cirúrgicas invasivas e um aumento do número de indivíduos imunocomprometidos. A taxa de morbidade e mortalidade associadas à sepse e seus diferentes estágios clínicos representam um grande desafio para os médicos, especialmente desde que os tratamentos atuais são apenas de suporte. Avanços importantes na compreensão da fisiopatologia da sepse têm sido feito através de experimentos, mas mais estudos ainda são necessários para chegar a uma compreensão mais profunda das alterações provocadas por esta doença. Sepse induz a produção excessiva e liberação de mediadores inflamatórios, como citocinas e óxido nítrico (NO), que podem direta ou indiretamente afetar o sistema nervoso central e induzir alterações autonômicas e neuroendócrinas. Estudos clínicos e experimentais relatam que a fase inicial da sepse é caracterizada por concentrações elevadas de vasopressina (AVP) plasmática. No entanto na fase tardia, apesar da diminuição significativa na pressão arterial, da diminuição da secreção e das concentrações plasmáticas de vasopressina permanecem inapropriadamente baixas, contribuindo para hipotensão, choque vasodilatador e morte. Alguns estudos atribuem essa deficiência na secreção do hormônio à apoptose em núcleos hipotalâmicos. Considerando o papel da AVP na resposta vasopressora, a elucidação dos mecanismos da síntese hormonal deficiente pode contribuir para a terapia durante a sepse. Nosso objetivo será investigar a apoptose neuronal hipotalâmica que poderia explicar o comprometimento da secreção de vasopressina durante sepse experimental. (AU)

Influência da N-acetilcisteína sobre a sinalização de apoptose na musculatura esquelética de ratos com insuficiência cardíaca crônica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marina Politi Okoshi
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/07149-7
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 28 de fevereiro de 2013
Assunto(s):Insuficiência cardíacaSistema musculoesqueléticoApoptoseInfarto do miocárdioRatosCardiologia
Resumo
Embora apoptose de fibras musculares esqueléticas seja frequentemente observada na IC, poucos estudos avaliaram mecanismos responsáveis por sua ocorrência. Um dos fatores que ativa vias de sinalização de apoptose é o estresse oxidativo. Vários trabalhos descreveram relação entre concentração intracelular de glutationa e apoptose. A N-acetilcisteína (NAC) constitui importante fonte de cisteína para a síntese de glutationa. Sua administração pode normalizar os níveis de glutationa total no coração de ratos infartados e reduzir marcadores de estresse oxidativo. Neste estudo, verificaremos se o tratamento com N-acetilcisteína restabelece o conteúdo e o estado redox da glutationa e inibe ou atenua mecanismos moleculares envolvidos na apoptose em músculo esquelético de ratos com IC induzida por infarto do miocárdio (IM). Serão constituídos três grupos de ratos: controle (sham), IM-C (sem tratamento) e IM-NAC (tratado com NAC por dois meses). O músculo gastrocnêmio (porção branca) será avaliado seis meses após a indução do IM. Disfunção ventricular será confirmada por estudo ecocardiográfico e IC por dados anátomo-patológicos. A atividade das enzimas antioxidantes será avaliada por espectrofotometria. A geração total de espécies reativas de oxigênio será avaliada pela quantificação dos produtos derivados de oxidação do dihidroetídio por HPLC. O conteúdo de glutationa muscular, a concentração sérica de TNF-alfa e a fragmentação de DNA serão avaliados por meio de kits comercialmente disponíveis. A expressão de proteínas de vias de sinalização de apoptose será mensurada por Western blot e a distribuição das isoformas das cadeias pesadas de miosina por eletroforese em gel de poliacrilamida. Análise estatística: ANOVA e Bonferroni. (AU)

Efeitos do exercício físico aeróbio regular em camundongos submetidos à exposição de fumaça de cigarro: perfil temporal da resposta inflamatória e de estresse oxidativo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Milton de Arruda Martins
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/09932-0
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):Exercício físicoTreinamento aeróbioHábito de fumar
Resumo
O tabagismo é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), a qual está associada à elevada morbi-mortalidade e utilização dos recursos de saúde. Nos últimos anos estudos têm mostrado que o treinamento aeróbio regular em tabagistas reduz o declínio da função pulmonar e o risco de desenvolver DPOC ao longo dos anos. Estudo experimental recente desenvolvido pelo nosso grupo mostrou que os mecanismos relacionados à proteção do exercício físico no desenvolvimento do enfisema envolvem mediadores anti-inflamatórios e antioxidantes. No entanto, os possíveis mediadores intracelulares dos efeitos do treinamento aeróbio no desenvolvimento do enfisema pulmonar ainda não foram investigados. Assim, o objetivo do presente projeto é avaliar os efeitos temporais da sinalização das proteínas Nfr2-Keap1 nos pulmões e músculo esquelético como possíveis mediadores dos efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios do treinamento aeróbio em modelo experimental de enfisema pulmonar. Para isso os animais do grupo Fumo serão expostos à fumaça de cigarros durante 30 minutos/dia e os animais do grupo Exercício serão submetidos a treinamento físico aeróbio de intensidade moderada 60 minutos/dia. Ambos serão realizados 5 dias/semana durante 4, 8 e 12 semanas. Os parâmetros avaliados serão: mecânica pulmonar, número de células totais e diferenciais no lavado broncoalveolar, diâmetro alveolar médio, remodelamento de vias aéreas e parênquima pulmonar, determinação dos níveis de TNF-a, IL-1beta, IL-6, IL-10 e IL-1ra, níveis de ânion superóxido e peróxido de hidrogênio (oxidantes) assim como os níveis de enzimas antioxidantes (superóxido dismutase, glutationa peroxidase e catalase) no tecido pulmonar e muscular. Palavras chave: Exercício, enfisema, mecânica respiratória, inflamação, estresse oxidativo. (AU)

Uso de neurônios derivados de células tronco pluripotente induzidas (IPS) para estudar um possível papel da autofagia no fenótipo neurodegenerativo de Síndrome de Cockayne

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Supervisor no exterior: Albert R. La Spada
Local de pesquisa: Sanford Consortium for Regenerative Medicine (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto
Processo:12/04832-8
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 31 de julho de 2013
Assunto(s):AutofagiaReparação de DNASíndrome de CockayneCélulas-tronco pluripotentes induzidas
Resumo
Este projeto visa estudar um possível papel da autofagia no fenótipo neurodegenerativo observado em pacientes com Síndrome de Cockayne. Para isso, células tronco pluripotente induzidas (iPS) serão obtidas à partir de fibroblastos de pele de pacientes e, em seguida, diferenciados em neurônios, gerando, assim, um modelo para estudo da neurodegeneração nestes pacientes. Níveis basais de autofagia/mitofagia, bem como em resposta a estresse oxidativo (o qual acredita-se estar intimamente relacionado a este fenótipo) serão analisados. O estudo da autofagia neste modelo justifica-se pois este processo está relacionado à neurodegeneração observada em doenças como Alzheimer, Parkinson e Huntington. (AU)

O papel da leucina na formação do peptídeo beta amilóide em cultura de células SH-SY5Y de neuroblastoma humano

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Antonio Herbert Lancha Junior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/02060-8
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):LeucinaPeptídeosNeuroblastoma
Resumo
O tecido cerebral, assim como todos os outros tecidos está sujeito ao processo de envelhecimento. Processo este que ao longo da idade passa de um tecido maduro, para um tecido progressivamente desorganizado e degradado, cursando com a perda progressiva de neurônios e oligodendrócitos durante o curso da vida. Durante o envelhecimento ocorre o aumento do estresse oxidativo nas células neuronais que se manifesta por oxidação de proteínas e peroxidação lipídica, dentre outros fatores que induz a neurodegeneração. O estresse oxidativo neuronal se correlaciona positivamente com o aumento na síntese de diferentes isoformas do peptídeo beta amilóide, sendo este responsável pelo desenvolvimento de patologias como a demência e a doença de Alzheimer. Em modelo animal o enriquecimento da dieta com aminoácidos de cadeia ramificada de forma crônica mostrou ser responsável pelo estresse oxidativo neuronal. Sendo assim, neste estudo procuraremos avaliar o papel da leucina na formação de peptídeo beta amilóide em modelo in vitro de cultura celular de humanos. Para tanto, serão estudadas células SH-SY5Y de neuroplasma humano, mantidas em diferentes meios de cultura a fim de avaliarmos o papel da leucina com a formação do peptídeo beta amilóide (AU)

Avaliação do potencial antioxidante, citotóxico e fotoprotetor de extratos e frações de Hymenaea Courbaril l. e Hymenaea stigonocarpa Mart

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Regildo Márcio Gonçalves da Silva
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Etnofarmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/15430-5
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):AntioxidantesCitotoxicidadeJatobáPlantas medicinais
Resumo
Os radicais livres são átomos ou moléculas que contêm um elétron não emparelhado na última camada eletrônica, fato que os tornam instáveis e altamente reativos. A produção exagerada destes dá origem ao estresse oxidativo, sendo extremamente nocivo às moléculas biológicas essenciais, podendo ocasionar as mais diversas doenças, incluindo diferentes formas de câncer. Líderes comunitários da região do município de Assis/SP têm relatado a utilização das espécies de jatobá para o tratamento e prevenção do câncer de pele e para evitar o envelhecimento precoce, possivelmente devido a sua ação antioxidante. Por tanto, esse projeto objetiva avaliar o potencial antioxidante por meio do teste de seqüestro de radicais livres do DPPH, ORAC e Efeito Quelante de Ferro; a citotoxicidade em cultura de células de melanoma murine (B16F10-Nex2) e o fator de fotoproteção por meio de ensaios in vitro por método espectrofotométrico. Além disso, este projeto objetiva também, quantificar os fenóis e flavonóides totais, além de realizar o fracionamento e a caracterização fitoquímica biomonitorada dos extratos de Hymenaea courbaril e Hymeneae stigonocarpa. Os resultados esperados poderão contribuir com o aumento do conhecimento sobre as espécies conhecidas como Jatobá (H. courbaril e H. stigonocarpa), além de elucidar relatos etnobotânicos de sua utilização como antioxidante, fotoprotetora, anticarcinogênica e anticancerígena, propiciando assim a possível identificação de novos compostos passíveis de emprego farmacológico e/ou nutricional. (AU)

Contribuição do estresse oxidativo e enzimas NADPH oxidases (NOXes) para as lesões vasculares associadas ao diabetes: estudo em camundongos nocautes

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rita de Cassia Aleixo Tostes Passaglia
Supervisor no exterior: Rhian M. Touyz
Local de pesquisa: University of Ottawa (uOttawa) (Canadá)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:11/22035-5
Vigência: 15 de julho de 2012 - 14 de julho de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoMúsculo lisoNADPH oxidase
Resumo
O diabetes mellitus representa uma das mais importantes doenças crônicas não transmissíveis. O estresse oxidativo gerado pela hiperglicemia tem papel importante no aumento do risco das complicações do diabetes, as quais incluem lesões vasculares. Como a enzima NADPH oxidase (NOX) representa elemento central nas disfunções vasculares associadas ao diabetes, a presente proposta pretende determinar o papel de isoformas específicas de NOX (NOX1 e NOX4), bem como das subunidades p47phox e NOXO1, no desenvolvimento das complicações vasculares do diabetes. Nossa hipótese é que isoformas específicas de NOX estão diferencialmente e positivamente reguladas no tecido vascular (NOX1) de animais diabéticos, contribuindo assim para as disfunções associadas a esta patologia. Se nossa hipótese estiver correta estas isoformas de NOX representarão alvos ideais para geração de drogas que visam a redução das complicações do diabetes. Nosso objetivo, portanto, é determinar o papel das ROS geradas pelas NOX1 e NOX4 na vasculopatia associada ao diabetes e avaliar se esta é decorrente da expressão diferencial da subunidade p47phox. Para isso serão utilizados dois enfoques experimentais:1) camundongos db/db (C57BLKS/JLepr), considerado modelo de nefropatia diabética, serão cruzados com camundongos knockout para NOX1 (NOX1-/-), NOX 4 (NOX4-/-) e p47phox-/-, e as alterações vasculares serão caracterizadas. 2) artérias mesentéricas serão isoladas de camundongos diabéticos e controle. Culturas de células vasculares (muscular lisa) destes animais serão utilizadas para determinar as vias moleculares que participam da geração de ROS mediada pelas NOXes 1 e 4, assim como as vias dependentes das NOXes para proliferação e ativação de marcadores inflamatórios.Obs.: Este projeto de Doutorado é parte integrante de um projeto de cooperação bilateral recentemente aprovado pela FAPESP (chamada de Projetos de Pesquisa FAPESPAUF Proc. 2010/522146) e, neste sentido, é desenvolvido em colaboração com o grupo da Dra. Rhian M Touyz da Universidade de Ottawa. Como previsto no plano inicial do projeto FAPESPAUF e no projeto de Doutorado do Thiago, um dos objetivos [caracterizar as alterações vasculares em camundongos db/db (C57BLKS/JLepr) cruzados com camundongos knockout para NOX1 (NOX1/), NOX 4 (NOX4/) e p47phox (p47phox/)] deverá ser desenvolvido na Universidade de Ottawa, uma vez que as colônias de camundongos NOX1/, p47phox/ e NOX4/ encontramse disponíveis no laboratório da Profa Rhian. O estágio permitirá a caracterização fenotípica destes animais (glicemia/insulina, pressão arterial, função renal), estudos de reatividade vascular e em cultura de células primárias de músculo liso vascular (artéria mesentérica) de camundongos transgênicos e controles. (AU)

Avaliação dos efeitos do ácido 5-aminosalicilico, N-acetilcisteína, sucralfato, curcumina e extrato aquoso de Ilex paraguariensis no conteúdo e padrão de expressão das proteínas das junções intercelulares: estudo em ratos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Universidade São Francisco (USF). Campus Bragança Paulista. Bragança Paulista, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Augusto Real Martinez
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/12492-7
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):Cirurgia colorretalSíndrome do intestino irritávelEstresse oxidativoDanos do DNAAdesão celularImunohistoquímica
Resumo
Colite de exclusão (CE) é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento de processo inflamatório crônico na mucosa de segmentos do intestino grosso desprovidos de trânsito intestinal. A enfermidade apresenta aspectos clínicos, endoscópicos e histológicos semelhantes às doenças inflamatórias intestinais sugerindo bases moleculares comuns. O surgimento da CE encontra-se relacionado à deficiência de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) na luz intestinal, que representam o principal substrato energético das células epiteliais do cólon. A deficiência intraluminar dos AGCC altera o metabolismo energético das células da mucosa cólica, levando à formação de radicais livres de oxigênio (RLO). A mucosa cólica é particularmente deficiente em sistemas de defesa antioxidante. O desequilíbrio entre maior produção de RLO e deficiência antioxidante ocasiona estresse oxidativo tecidual que provocam lesões no sistema de defesa que compões a barreira epitelial da mucosa cólica. Os que diferentes sistemas de adesão intercelular, principalmente representados pelos sistemas de junções de oclusão e adesão celular constituem-se num dos principais mecanismos de manutenção da integridade do epitélio cólico. A ruptura das proteínas que compõem as junções intercelulares possibilita a invasão da camada submucosa estéril por bactérias e antígenos existentes na luz intestinal, deflagrando a resposta inflamatória tecidual que caracteriza a doença. Embora a CE seja uma enfermidade relativamente comum, com incidência crescente em todo mundo, onde o estresse oxidativo decorrente de modificações do metabolismo energético celular representa o provável mecanismo molecular de dano epitelial, até a presente data não se estudou, experimentalmente, os efeitos de substâncias com atividade antioxidante, tais como o ácido 5-aminosalicilico (mesalazina), n-acetilcisteina, sucralfato e curcumina, no conteúdo e padrão de expressão das proteínas constituintes dos sistemas de adesão intercelular, em modelos experimentais de CE. O objetivo do presente estudo é avaliar, experimentalmente, os efeitos da mesalazina, n-acetilcisteína, sucralfato, e curcumina na manutenção do conteúdo e padrão de expressão das proteínas presentes nos sistemas de junções de oclusão e de adesão intercelulares em modelo experimental de colite de exclusão (AU)

Estado nutricional relativo ao zinco de pacientes com artrite reumatóide e sua relação com o estresse oxidativo e o polimorfismo Arg213Gly no gene da SOD3

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Silvia Maria Franciscato Cozzolino
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/18025-4
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):Minerais na dietaArtrite reumatoideAntioxidantesZincoPolimorfismo
Resumo
Estudos mostram que há um aumento do estresse oxidativo nos pacientes com artrite reumatóide. O zinco é um micronutriente essencial à saúde humana desempenhando papel importante na inflamação, através da proteína zinc finger A20 e também como antioxidante através da enzima superóxido dismutase. A superóxido dismutase é considerada a primeira linha de defesa antioxidante. Dentre as isoformas, a SOD3 ou EC-SOD, é a principal isoenzima no fluido sinovial. A presença do alelo variante do polimorfismo Arg213Gly no gene da SOD3 resulta em um prejuízo na ligação da enzima com a heparina, reduzido a atividade antioxidante na parede vascular, diminuindo a proteção antioxidante no vaso. Acredita-se que possa existir uma associação entre o estresse oxidativo, a presença do polimorfismo e a susceptibilidade para doenças cardiovasculares. Portanto, o estudo tem como objetivo avaliar o estado nutricional relativo ao zinco de pacientes com artrite reumatóide e sua relação com o estresse oxidativo e o polimorfismo Arg213Gly no gene da SOD3. O estudo será realizado com inicialmente 50 indivíduos de ambos os gêneros, com idade entre 19 a 59 anos. Será aplicado um questionário de informações pessoais; o estado nutricional relativo ao zinco será avaliado no eritrócito, plasma e urina e a atividade das enzimas SOD e SOD3 no eritrócito; avaliação do estresse oxidativo através da análise de MDA; o perfil lipídico será determinado através de métodos enzimáticos comerciais; o consumo alimentar será avaliado através de registro de três dias; e o polimorfismo será identificado pelo sistema Taqman com primer e sonda especifica para o SNP. Serão realizados testes estatísticos específicos para análise e correlação dos dados obtidos, sendo os resultados expressos em média e desvio-padrão adotando-se um nível de significância de 5%. (AU)

Associação entre polimorfismos de genes moduladores em crianças e adolescentes com asma alérgica e não alérgica leve, moderada e grave

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jose Dirceu Ribeiro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/18845-1
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de dezembro de 2014
Assunto(s):AsmaInflamaçãoPolimorfismoGenótiposFenótipos
Resumo
A asma é uma doença inflamatória crônica que apresenta elevada prevalência com diferentes graus de gravidade. Apesar de muitos estudos atuais, ainda não se conhece, completamente, as interações genético ambientais nesta doença, porém é de conhecimento que diversos genes e fatores ambientais, atuam na gravidade e etiologia da asma. Em nosso estudo, selecionamos polimorfismos em genes moduladores, anteriormente descritos como possíveis atuantes em vias metabólicas que influem na asma: ACE e CD14 (propriedade pró-inflamatória), ALOX5AP e LTA4H (atuantes no ciclo biológico que leva à produção de LTB4), GCLC e GST [M1, P1 e T1] (atuantes no ciclo da glutationa e relacionados ao estresse oxidativo), IL4 [citocina que induz a diferenciação das células Th indiferenciadas (Th0) para células Th2], IL4R (receptor que vincula IL-4 e IL-13 para regular a produção de anticorpos IgE), IL13 (atua na inflamação alérgica), IL1R1 (expressão por estímulos pró-inflamatórios e envolvida na função de células Th), NOS-1 (relacionada com inflamação eosinofílica), STAT6 (ativador de transcrição e atua na resposta biológica mediada por IL-4), TGF²1 (limita reações inflamatórias e atua no remodelamento e reparo do tecido), TLR2 e TLR4 (reconhecem substâncias estranhas e transmitem sinais para a ativação do sistema imune). Objetivo: Caracterizar pacientes com asma atópica e não atópica do Ambulatório de Pediatria do HC/UNICAMP segundo questionário de gravidade clínica, determinar frequência dos diferentes polimorfismos e associar ambos com o intuito de compreender a apresentação da doença. Método: Estudo de corte transversal. Será realizada a extração de DNA por kit de extração FlexiGene DNA Kit Quiagen®, análise dos polimorfismos nos genes ACE, GSTM1 e T1 por PCR convencional, genotipagem para o gene NOS-1, e análise dos polimorfismos do tipo SNPs pela técnica de Open Array [TaqMan® OpenArray® Genotyping (APPLIED BIOSYSTEMS by Life Technologies®)] de 500 pacientes com asma e 500 controles. A classificação da gravidade será realizada com base no DBMA (2006) para todos os pacientes. Será realizado o teste de regressão logística e linear para cada polimorfismo em relação aos dados obtidos dos pacientes. A análise será realizada pelo software "Statistical Package for the Social Sciences" (SPSS) v.17.0, tendo os ajustes para múltiplos testes realizados pelo teste de Bonferroni. (AU)

Efeito da vitamina E na ação e secreção da insulina em animais submetidos à restrição calórica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Centro Universitário Hermínio Ometto (UNIARARAS). Fundação Hermínio Ometto (FHO). Araras, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Esméria Corezola do Amaral
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/01146-6
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):PâncreasDiabetes mellitus tipo 2InsulinaIlhotas de LangerhansRestrição calóricaVitamina EReceptores muscarínicos
Resumo
Diabetes Tipo 2 é uma doença crônica, um problema de saúde mundial. É uma síndrome caracterizada por absoluta ou relativa deficiência da ação /secreção de insulina associada com distúrbios no metabolismo de carboidratos, de lipídios e de proteínas. Isto ocorre por sua relação com o envelhecimento que compromete o metabolismo energético do organismo. Muitos estudos sugerem que o estresse oxidativo das células pode ser responsável pelo desenvolvimento das desordens metabólicas apresentadas pelo diabético. O uso de antioxidantes junto a uma dieta apropriada parece ser uma estratégia terapêutica para o indivíduo retardar o aparecimento do pré-diabetes (insulinite), do diabetes e nesse sentido poupar o pâncreas da exaustão funcional. Raros são os estudos sobre vitamina E versus restrição calórica (RC) na literatura e não estão bem estabelecidos os benefícios desta vitamina na ação e secreção de insulina. Já, a RC é estudada como uma maneira eficaz no aumento da expectativa de vida em muitas espécies sendo responsável por um envelhecimento saudável e um forte regime contra as doenças metabólicas. O mecanismo clássico que poderia explicar o efeito da redução do consumo calórico está relacionado à redução da gordura corporal, da insulina, das espécies reativas de oxigênio produzidas durante a respiração que causam danos oxidativos ao DNA e ao RNA das células. Visando estabelecer o efeito da suplementação do micronutriente e antioxidante, alfa-tocoferol (vitamina E), com a RC, na ação e secreção de insulina, este projeto tem em vista o impacto da dieta em mecanismos biológicos para a prevenção de saúde. Para esse propósito será avaliada a secreção de insulina em ilhotas isoladas mediante diferentes estímulos, testes que indicam a melhoria na sensibilidade à insulina com as proteínas IR, AKT e GLUT4, análise da massa da célula beta, perfil lipídico e estudo de proteínas envolvidas nos benefícios da ação insulínica e da RC, como SIRT1, SIRT4 e receptores muscarínicos, M1 e M3. Portanto o estudo da vitamina E junto à intervenção da RC torna-se interessante no ponto de vista que foge ao tratamento convencional contra o diabetes e as doenças associadas. (AU)

Efeito do sulfeto de hidrogênio (H2S) no remodelamento das vias aéreas, na apoptose de eosinófilos e nos níveis de citocinas na inflamação alérgica pulmonar em camundongos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Universidade São Francisco (USF). Campus Bragança Paulista. Bragança Paulista, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Heloisa Helena de Araujo Ferreira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/02145-3
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):InflamaçãoAsmaEosinófilosSulfeto de hidrogênioAnti-inflamatórios
Resumo
A asma alérgica é uma doença caracterizada por hiperreatividade brônquica e pela inflamação crônica das vias aéreas com importante infiltrado de eosinófilos, mastócitos e linfócitos T auxiliares (Th), cujo surgimento é decorrente da ação das citocinas derivadas dos linfócitos Th1, Th2 e Th3. A resposta do linfócito Th2 pode ser induzida pela interleucina (IL)-25 que influência tanto a indução como a amplificação da inflamação alérgica pulmonar em ratos, possivelmente por retardar a apoptose, promovendo a persistência dos eosinófilos nas vias aéreas dos asmáticos. Dentre os radicais gasosos que exercem importantes funções em vários aspectos fisiológicos e patológicos pulmonar, muita atenção tem sido dada ao sulfeto de hidrogênio (H2S), que mostrou influenciar a resposta inflamatória e o remodelamento das vias aéreas. O H2S também diminuiu os níveis de IL-6 e -8 na inflamação não alérgica pulmonar, além de reduzir in vitro a síntese de IL-1beta, -6 e TNF-alfa e aumentar a IL-10 pelos macrófagos. Pesquisas recentes do nosso laboratório demonstraram que o tratamento com o doador de H2S, o hidrossulfeto de sódio - NaHS, teve efeito benéfico na inflamação alérgica pulmonar por diminuir a infiltração de eosinófilos e o estresse oxidativo, pela redução de radicais livres derivados do oxigênio (ROS) e aumento das atividades de enzimas antioxidante, além de diminuir a porcentagem de células caliciformes e as placas de muco na luz brônquica, sugerindo que o H2S tem um importante efeito antiinflamatório na resposta alérgica pulmonar. O objetivo do presente projeto de pesquisa é verificar se o efeito benéfico do H2S na inflamação alérgica pulmonar é conseqüência de seu efeito proapoptótico nos eosinófilos e/ou de sua influência no remodelamento das vias aéreas. Também será verificado se a ação do H2S pode ser derivada da modulação de citocinas relacionadas à alergia, apoptose celular e remodelamento das vias aéreas como a IL-1beta; IL-4, IL-5, IL-10, IL-13, IL-25, TNF-alfa, IFN-gama, eotaxina, TGF-beta1 e VEGF. (AU)

Luz visível durante o crescimento induz aumento de tolerância de conídios a diferentes condições de estresse em fungos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D). Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). São José dos Campos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Drauzio Eduardo Naretto Rangel
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo:10/06374-1
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2016
Assunto(s):ProteômicaLuzTolerância a radiação
Resumo
É conhecido que a exposição à luz durante o crescimento influencia o metabolismo primário e secundário, crescimento, desenvolvimento sexual e assexual, e formação de pigmentos em muitos fungos. Entretanto, pouco é conhecido sobre os efeitos fenotípicos causados pela luz durante o crescimento micelial de fungos na tolerância de conídios a diferentes condições de estresse. Neste estudo, esporos de várias espécies de fungos pertencentes a dois diferentes filos (Ascomycota e Zygomycota) serão cultivados em meio de batata, dextrose, ágar e extrato de levedura (PDAY) em condições de exposição contínua a luz visível, luz e escuro alternados, ou escuro contínuo. Diferentes comprimentos de onda de luz visível, do azul até o vermelho, serão também estudados. A tolerância destes esporos produzidos em diferentes regimes de luz será avaliada com relação à radiação UV-B, calor, estresse oxidativo e osmótico e ao produto genotóxico 4NQO. A interpretação dos efeitos das diferentes condições de luz será avaliada pela comparação de genes relacionados à tolerância a estresses por PCR quantitativo. Os resultados fenotípicos (tolerância as diferentes condições de estresse) e a expressão de genes proverão informações importantes a respeito dos efeitos da exposição à luz durante o crescimento micelial sobre a tolerância a estresses de conídios de patógenos de insetos e plantas, fungos antagonistas, e fungos saprofíticos. A principal hipótese é que a exposição à luz durante o crescimento micelial aumente a tolerância de conídios a um ou mais estresses ambientais nos fungos. (AU)

Importância do fracionamento químico para a ecotoxicologia do cobre no Reservatório Guarapiranga

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:José Roberto Machado Cunha da Silva
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/00307-6
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2015
Assunto(s):EcotoxicologiaPoluição da águaMetais pesadosCobreBiomarcadoresReservatórios
Resumo
Na atualidade, a poluição das águas constitui um dos mais sérios problemas ecológicos, sendo os resíduos domésticos, industriais e agrícolas as principais fontes de poluição, através da contaminação por metais. O presente estudo se realiza com o objetivo de determinar a possível influência do índice de estado trófico e variáveis físico-químicas no fracionamento do cobre (Cu) como determinante da ecotoxicidade deste metal na represa Guarapiranga. Será desenvolvido um esquema de fracionamento do Cu no sistema aquático do reservatório para conhecer a distribuição deste metal e os possíveis riscos ambientais associados; se caracterizará o potencial toxicológico destas frações, assim como os possíveis biomarcadores e mecanismos de toxicidade do Cu no paulistinha (Danio rerio), em função da sua biodisponibilidade nas diferentes frações da água. Faremos a determinação de marcadores de estresse oxidativo como superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT), citocromo c oxidase (COX) e glutationa peroxidase (GPx) nas brânquias e fígado. Também determinaremos a bioacumulação de Cu nas brânquias e faremos PCR em tempo real de alguns genes de enzimas como CAT e SOD. Os métodos utilizados incluem microscopia de luz, microscopia eletrônica de transmissão e a espectrometria de absorção atômica. O projeto apresentado contribuirá para aprofundar os conhecimentos quanto ao papel do fracionamento de metais, mais especificamente o Cu, em águas da Represa Guarapiranga, estabelecendo correlações com o potencial tóxico das mesmas neste reservatório, que abastece uma parcela importante da região metropolitana de São Paulo. (AU)

Novos moduladores do controle glicêmico e do desenvolvimento de complicações crônicas no Diabetes mellitus: perspectivas preventivas e terapêuticas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ubiratan Fabres Machado
Pesquisadores principais:

Marisa Passarelli ; Maria Lucia Cardillo Corrêa Giannella

Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Processo:12/04831-1
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2016
Assunto(s):Produtos finais de glicosilaçãoDiabetes mellitus
Resumo
O diabetes mellitus (DM) é um problema de saúde pública em expansão. Para combatê-lo, é fundamental que se caracterize profundamente seus mecanismos fisiopatológicos. O presente projeto investigará fatores até agora pouco relacionados ao desenvolvimento/ evolução do DM, visando ampliar o arsenal de medidas preventivas e terapêuticas para o controle da glicemia e o desenvolvimento de complicações crônicas. Em modelos experimentais será investigado: 1) o efeito de mediadores inflamatórios, componentes do estresse de retículo endoplasmático, bloqueadores simpáticos, corticosteróides, estrógenos, albumina glicada e AGEs sobre controle glicêmico, captação de glicose e expressão de GLUTs em músculo e tecido adiposo, efluxo de glicose e proteínas relacionadas ao metabolismo da glicose no fígado e secreção de insulina em ilhotas pancreáticas; 2) a relação entre nefropatia e expressão de GLUTs, SGLTs, RAGE, e AGE-R1 em rim; 3) o efeito de glicotoxicidade, AMPc, AGEs e mediadores inflamatórios em células renais HEK-293; e 4) o papel de GLUT4, conteúdo lipídico, atividade inflamatória, AGEs, estresse oxidativo e estresse de retículo na cardiomiopatia. Como novas abordagens terapêuticas serão investigadas: diacereína, estrógeno, inibidor de receptor de canabinóide CB1, benfotiamina e sirtuína. Além disso, será investigado: 5) em humanos portadores de DM2, o efeito do exercício físico agudo sobre o controle glicêmico ( por CGMS) e marcadores de estresse oxidativo e de atividade inflamatória; e o impacto do exercício físico resistido sobre a variabilidade glicêmica e função cardiovascular; 6) em humanos portadores de DM1, a correlação entre polimorfismos (SNPs) em genes relacionados a transporte de glicose, produção de AGEs e estresse oxidativo e nefropatia; a correlação entre RAGE/AGE-R1 em polimorfonucleares e nefropatia; e a expressão de GLUTs/RAGE/AGE-R1 em sedimento urinário, como forma de avaliar a atividade intrarrenal de vias associadas à evolução da nefropatia diabética sem necessidade de biópsia renal. Com essas investigações espera-se caracterizar novas abordagens preventivas e terapêuticas que contribuam para a saúde do portador de diabetes. (AU)

Contribuição da enzima aldeído desidrogenase 2 na progressão da insuficiência cardíaca

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Julio Cesar Batista Ferreira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo:12/05765-2
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2016
Assunto(s):Farmacologia molecularDoenças cardiovascularesAldeídosEstresse oxidativoMitocôndrias
Resumo
Recentemente, os conhecimentos sobre a fisiopatologia das doenças cardiovasculares estabeleceram que a formação e o acúmulo de aldeídos decorrentes do estresse oxidativo são extremamente cardiotóxicos e contribuem para o aparecimento e/ou agravamento das doenças cardiovasculares. Dentre os diversos aldeídos acumulados no coração, o 4-hidroxinonenal (4-HNE), originado a partir da oxidação de fosfolipídios presentes na membrana interna da mitocôndria, apresenta grande poder deletério ao coração. Esse aldeído eletrofílico é capaz de atacar aminoácidos nucleofílicos e formar adutos com proteínas (adutos de Michaelis), resultando na inativação de proteínas-alvo e consequente desarranjo/disfunção celular. Dentre as principais enzimas responsáveis pela eliminação do 4-HNE destaca-se a aldeído desidrogenase 2 (ALDH2), localizada na matriz mitocondrial. Recentemente, em pós-doutorado realizado na Universidade de Stanford-CA-EUA, demonstramos uma correlação inversa entre a atividade da ALDH2 e o grau de infarto do miocárdio após isquemia cardíaca, onde tanto a inibição farmacológica quanto genética da enzima ALDH2 resulta em acúmulo de 4-HNE e maior lesão do miocárdio. Na tentativa de avaliar o potencial terapêutico da ativação da ALDH2 em doenças cardiovasculares, realizamos um high-throughput screening com 600.000 moléculas e identificamos uma pequena molécula capaz de ativar seletivamente a ALDH2. Essa molécula, chamada de Alda-1, foi capaz manter a enzima ALDH2 em seu estado ativo durante o processo de isquemia-reperfusão cardíaca, minimizando os efeitos deletérios ao tecido cardíaco. Assim, esses resultados apontam a ALDH2 como uma enzima-chave na remoção do 4-HNE e manutenção da viabilidade cardíaca durante o processo de isquemia-reperfusão, abrindo uma nova perspectiva no tratamento de doenças cardiovasculares. No presente projeto de pesquisa, com o intuito de expandir os conhecimentos ainda pouco estudados sobre o papel da ALDH2 na insuficiência cardíaca (IC), considerada a via final comum da maioria das cardiomiopatias, utilizaremos as ferramentas desenvolvidas no pós-doutorado, como o camundongo transgênico dominante negativo para a ALDH2, bem como a Alda-1, para melhor compreender a contribuição da enzima ALDH2 na progressão da IC, bem como o potencial terapêutico da Alda-1. A IC é uma síndrome clínica de mau prognóstico caracterizada por disfunção cardíaca associada à intolerância aos esforços, retenção de fluido e redução da longevidade. Nos últimos anos, o conhecimento sobre a fisiopatologia da IC estabeleceu que além dos distúrbios hemodinâmicos e neuro-hormonais associados à síndrome, alterações no metabolismo mitocondrial e consequente desbalanço redox podem prejudicar a função cardíaca. Baseados nessa premissa, levantamos a hipótese que a inativação da ALDH2 decorrente da disfunção mitocondrial e consequente desbalanço redox observados na IC resultará no acúmulo de 4-HNE, formação de adutos de Michaelis, colapso celular e agravamento da disfunção cardíaca (ver objetivos abaixo). Esse estudo torna-se interessante e de grande valia uma vez que a compreensão mais detalhada do papel da ALDH2 na IC poderá contribuir para o futuro emprego de terapias que atuem em mecanismos-chave envolvidos na fisiopatologia da IC, como o ativador da ALDH2 (Alda-1). Ainda, este projeto trará uma nova linha de pesquisa e inovação tecnológica para o Depto de Anatomia do ICB-USP, incluindo a utilização da fisiologia integrada associada à biologia celular e molecular no desenvolvimento e aperfeiçoamento de novas terapias envolvidas no tratamento da IC. Para esse projeto, colaboraremos com a Profa. Dra. Daria Mochly-Rosen da Universidade de Stanford, CA-EUA; a Profa. Dra. Alicia Kowaltowski do Depto de Bioquímica do Instituto de Química da USP; e a Profa. Dra. Patricia Brum da Escola de Educação Física e Esporte da USP. Além disso, contaremos com o apoio da Profa. Dra. Deborah Schechtman, do Depto de Bioquímica do Instituto de Química da USP. (AU)

Exposição in útero a poluição ambiental e ocupacional e sua repercussão para o desencadeamento de inflamação alérgica pulmonar na prole: correlação com mecanismos epigenéticos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Adriana Lino dos Santos Franco
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo:11/51711-9
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):Poluição ambientalFormaldeídoDoenças respiratóriasPneumoniaEpigênese genéticaExpressão gênicaCitocinasMediadores da inflamação
Resumo
A poluição ambiental e ocupacional tem sido objeto de estudo de muitos pesquisadores devido as suas graves implicações em saúde pública. O Formaldeído (FA) é um agente químico amplamente utilizado em diversas indústrias, em laboratórios de anatomia, patologia, histologia, emitido pela queima de combustíveis, pela queima do gás de cozinha e também expelido na fumaça do cigarro, o que o caracteriza como um poluente ambiental e ocupacional. O FA é um irritante das vias aéreas e indutor de asma, além de possuir potencial efeito carcinogênico. A morbidade e a mortalidade da asma têm sido correlacionadas à exposição de indivíduos a poluentes, entre os quais ao FA. Neste contexto, meus estudos científicos têm sido voltados à ação danosa da exposição ao FA sobre o tecido pulmonar. A literatura tem mostrado a correlação da exposição a poluentes ambientais durante a gravidez como fator de risco para desencadeamento de doenças pulmonares na fase adulta. Com base nesta observação e no meu tema de pesquisa, o estudo da associação da exposição ao FA durante a gestação e suas conseqüências para o desenvolvimento de inflamação alérgica pulmonar será o tema de estudo deste projeto. Pretende-se ainda identificar mecanismos epigenéticos que possam se relacionar com a maior susceptibilidade de desencadeamento de doenças alérgicas pulmonares após exposição a poluentes. Especificamente, este projeto investigará se a exposição intra-uterina ao FA modula parâmetros da resposta imune responsáveis pelo desencadeamento de inflamação alérgica pulmonar nos animais jovens. Nossos estudos priorizarão a análise de células presentes no pulmão, sangue e medula óssea, avaliação da expressão de moléculas co-estimuladoras CD40, CD80 e CD86 e MHC de classe I, produção de anticorpos anafiláticos, liberação e expressão gênica de citocinas inflamatórias, reatividade das vias aéreas in vitro e mecânica pulmonar. Adicionalmente, genotoxicidade, mutagenicidade e estresse oxidativo serão determinados nos tecidos maternos com a finalidade da avaliação de biomarcadores de exposição a poluentes como FA. Este projeto foi concebido considerando que a investigação dos mecanismos envolvidos nos efeitos causados pela intoxicação ambiental e ocupacional seja, hoje, um fato imprescindível para explicar os dados epidemiológicos inquestionáveis dos danos causados pela poluição à saúde humana. (AU)

Desenvolvimento, validação e aplicação de método analítico para determinação de parabenos em água e em diferentes tecidos de tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus) e avaliação de efeitos em biomarcadores bioquímicos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química de São Carlos (IQSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eny Maria Vieira
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Recursos Hídricos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/01192-8
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):EcotoxicologiaControle ambientalAnálise toxicológicaParabenosCromatografiaBiomarcadoresTilápia-do-Nilo
Resumo
É recente a preocupação com os efeitos causados pelos conservantes de cosméticos, fármacos e alimentos que, uma vez que em contato com o meio ambiente aquático provoca danos a biota. Estudos relacionando a exposição dos parabenos a humanos e ratos são abundantes na literatura visto que possuem a característica de serem carcinogênico e disruptores endócrinas. No entanto, ainda são poucos os estudos em peixes relacionados ao estresse oxidativo gerado pela exposição a estes compostos. O presente projeto tem por finalidade analisar respostas bioquímicas em enzimas antioxidantes como superóxido dismutase, catalase, glutationa peroxidase, glutationa redutase e em sistemas antioxidantes não enzimáticos como glutationa oxidada, glutationa reduzida e níveis de peroxidação lipídica em fígado, brânquias e músculo de tilápias do Nilo. Os peixes serão expostos por 6 e 12 dias ao metilparabeno, etilparabeno, propilparabeno, butilparabeno, benzilparabeno na concentração de LC25. Depois será feito um novo experimento em que as concentrações LC25 serão injetadas intraperitonealmente e após 6 e 12 dias os animais serão anestesiados e sacrificados para a retirada dos tecidos. Testes de toxicidade serão também realizados para a obteção dos valores de LC50 além de desenvolver método analítico e determinar os parabenos nas amostras de fígado, brânquias e músculo por meio de análise cromatográfica avaliando os parâmetros de especificidade/seletividade, linearidade, limite de detecção (LOD), limite de quantificação (LOQ), exatidão, precisão (repetibilidade e reprodutibilidade) e robustez. Dessa forma, pretende-se saber qual dos parabenos é mais tóxico, qual tecido é mais sensível e qual é o melhor biomarcador direcionando estes resultados para estudos de biomonitoramento ambiental com animais coletados em campo. (AU)

Investigação do papel de TRAF6 na interação com alfa-sinucleína e na consequente modulação em vias de sinalização

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Cristoforo Scavone
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/50165-3
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):CitocinasDoença de parkinsonDopamina
Resumo
A Doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurodegenerativo. Suas características e seus sintomas neuropatológicos são bem definidos, mas sua etiologia ainda continua desconhecida. A DP esporádica é caracterizada anatomo-patologicamente pela presença de Corpos de Lewy (CL), que são agregados lipoproteicos que se encontram no interior do neurônio. A ±-sinucleína (±-sin) é uma proteína solúvel presente nos terminais pré-sinápticos de vários sistemas de transmissão. Evidências sugerem que esta proteína é um componente fundamental dos CL localizados nos neurônios dopaminérgicos do sistema nigroestrital de pacientes portadores de DP. Postula-se que a ±-sin possui uma função fundamental na patogênese da DP, pois pode afetar a homeostase de neurônios dopaminérgicos, levando ao aumento da dopamina (DA) no citosol e conseqüente estresse oxidativo. O fator de transcrição nuclear kappa B (NFkB) participa da regulação de respostas imunes, inflamatórias e morte celular. O NFkB pode ser estimulado por vários fatores entre eles neurotransmissores (por exemplo: dopamina e glutamato), estresse e proteína b-amilóide. O TRAF6 (tumor necrosis fator receptor associated factor 6) é um membro da família de seis TRAFs, que parece interagir e ubiquitinar a ±-sinucleína, pelo fato de estarem co-localizados nos corpos de Lewy. Neste projeto, pretendemos investigar o papel da ligação de TRAF6 à ±-sinucleína com a ativação do NF-kB nas células dopaminérgicas e cultura primária da raiz dorsal da medula espinhal de camundongos que pode ser úteis para desenvolvimento de novos alvos terapêuticos para tratamento das doenças neurodegerativas. (AU)

Caracterização molecular do fator de trancrição SebA envolvido na virulência de Aspergillus fumigatus

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Gustavo Henrique Goldman
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Processo:12/08788-3
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):Aspergillus fumigatusVirulênciaEstresseBiologia molecular
Resumo
Aspergillus fumigatus é o principal patógeno oportunista e alergênico de mamíferos. Os mecanismos de sensoreamento e aquisição de nutrientes, assim como a capacidade de lidar com condições de estresse diferentes são essenciais para a virulência e a sobrevivência de A. fumigatus. Este estudo caracterizou o fator de transcrição sebA, que é o homólogo putativo de Trichoderma atroviride seb1. O mutante ”sebA mostrou crescimento reduzido na presença de paraquat, peróxido de hidrogênio, CaCl2, e pobre condições nutricionais, enquanto a viabilidade de ”sebA foi também afetada com a exposição ao estresse térmico. SebA::GFP mostrou acumuação no núcleo durante exposição as condições oxidativas e estresse térmico. xposure to oxidative stress and heat-shock conditions. Além disso, genes envolvidos na resposta ao estresse oxidativo ou choque térmico tiveram transcrição reduzida no mutante ”sebA. A. fumigatus ”sebA mostrou virulência atenuada num modelo murino de aspergilose pulmonar invasiva. Além disso, a morte do mutante ”sebA por macrófagos alveolares de camundongos quando comparado ao tipo selvagem. A. fumigatus SebA tme um papel complexo, contribuindo para a tolerância a diversas vias de estresse, crescimento em condições nutricionais pobres e parece estar integrado em diferentes respostas ao estresse. (AU)

Efeito do alopurinol sobre o estresse oxidativo e a resistência à insulina em indivíduos portadores de síndrome metabólica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rosa Ferreira dos Santos
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/03539-5
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoSíndrome x metabólicaAlopurinolResistência à insulina
Resumo
INTRODUÇÃO - O sistema Xantina Oxidase (XO) e NADPH oxidase compreende as enzimas mais importantes na formação de espécies reativas de oxigenio ( ROS ), além de estar envolvido na produção de ácido úrico . O Alopurinol é um potente fármaco usado no tratamento da hiperuricemia por inibir o sistema XO, que resulta na redução da produção do ácido úrico circulante. Entretanto, demonstrou-se que o Alopurinol pode ser usado como inibidor do stress oxidativo, mesmo diante de concentrações plasmáticas normais de ácido úrico, em pacientes com miocardiopatia grave.Tem sido reportado que indivíduos portadores de SM, sem outras patologias associadas, apresentam alto grau de stress oxidativo, que piora a resistência à Insulina já existente . A utilização de drogas hipouricêmicas, tanto os inibidores de xantina oxidase (alopurinol), como os agentes uricosuricos (benzobromarona), demonstraram reduzir marcadores inflamatórios endoteliais em modelos animais e humanos (1, 16), sugerindo que esses fármacos poderiam colaborar na melhora da sensibilidade à insulina de forma independente à da redução do ácido úrico circulante. Assim, caso esse princípio também seja demonstrado em humanos e ocorra melhora de parâmetros como o HOMA-IR, tanto em pacientes com ou sem hiperuricemia, esses fármacos poderiam constituir nova classe potencial no tratamento de pacientes com síndrome metabólica.OBJETIVOS- - Avaliar o efeito do Alopurinol sobre o estresse oxidativo e a Resistência à insulina, em indivíduos portadores de Síndrome Metabólica.Justificativa - A hipótese é de que pacientes portadores de SM, por apresentarem stress oxidativo, independente das concentrações séricas de ácido úrico,se beneficiarão com o tratamento com Alopurinol, pela redução do stress oxidativo. Em conseqüência, apresentarão melhora da sensibilidade à insulina, menor risco para doença cardiovascular e diabetes. Está hipótese se fundamenta em estudos anteriores, ao demonstrarem que o Alopurinol inibiu as enzimas do sistema XO e ADPH , envolvidas no stress oxidativo , com redução das ROS. Sustenta a hipótese de que o Alopurinol poderá se constituir em fármaco indicado para o tratamento da SM. O presente estudo será um ensaio clínico prospectivo, que incluirá pacientes atendidos no ambulatório da Liga de Síndrome Metabólica do HCFMUSP, que serão convidados a participar do projeto. Aqueles que mostrarem interesse em participar, assinarão Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ( TCLE ), após explicação detalhada do objetivo do estudo, das indicações, e conseqüências do tratamento com Alopurinol. Serão esclarecidos ainda, quanto a não obrigatoriedade da participação e, da disponibilidade da Instituição em continuar seguindo seu tratamento, independente de sua participação.MATERIAL E METODOS - Serão selecionados 60 pacientes de ambos os sexos, idades entre 30 a 60 anos, portadores de SM, divididos em dois grupos, de acordo com as concentrações de ácido úrico sérico . Grupo 1 : 30 pacientes com SM e ácido úrico normal ( até 5,00 mg/dl ) ; Grupo 2 : 30 pacientes com SM e hiperuricemia ( e 7,00 d 12,00 ) mg/dl. O diagnóstico de SM será definido segundo a classificação da International Diabetes Federation (IDF) (20), a hiperuricemia (segundo critérios do Colégio Americano de Reumatolgia REF). Serão estudados os pacientes matriculados na Liga de Síndrome Metabólica da Disciplina de Endocrinologia o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). O estudo passará pela análise no Comitê de Ética em Pesquisa, do HCFMUSP.1.A - Critérios de Inclusão - A - Apresentar pelo menos três das seguintes caracertísticas :Ambos os sexosIdades de 30 a 60Cintura (cm)e 92(homem); e 88(mulher)HDLcolesterol ( mg/dl)d 40(homem)d 50(mulher)TG ( mg/dl)e 150Glicemia jejum(mg/dl)d110Glicemia 2 hs PP e141 d 200PAS (mmHg)e 135PAD ( mmHg)e 85Ácido úrico (mg/dl)e 7,50 d 12Ambos os sexosIdades de 30 a 60 (AU)

Efeitos dos piretróides sobre as enzimas digestivas de matrinxã, Brycon amazonicus

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Gilberto Moraes
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca - Aquicultura
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/03898-5
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de outubro de 2014
Assunto(s):EcotoxicologiaToxicologiaMetabolismo
Resumo
Os inseticidas piretroides, tais como a deltametrina, cipermetrina, lambda-cialotrina, são considerados produtos ideais de baixa toxicidade para aves e mamíferos. Apesar disso, diversos estudos relatam os efeitos tóxicos dos piretroides sobre organismos não-alvo, tais como os peixes. Nesses animais, a toxicidade é revelada por alterações hematológicas e metabólicas, por danos hepáticos e neurológicos, indução de estresse oxidativo e genotoxicidade. Devido à ampla utilização dos piretroides e aos seus efeitos tóxicos, e sabendo-se também, que a saúde do peixe pode ser avaliada através da habilidade em digerir o alimento, justifica-se a necessidade de estudos também acerca dos efeitos sobre a atividade de enzimas digestivas dos peixes expostos a essa classe de produtos. Sabe-se que tal habilidade depende tanto da presença quanto da quantidade apropriada de enzimas digestivas Os peixes são considerados bons modelos em estudos de ecotoxicologia e o monitoramento da sua saúde permite a compreensão das alterações do ambiente aquático. O matrinxã, Brycon amazonicus, é um peixe da bacia amazônica que vem se destacando na piscicultura nacional por apresentar bom crescimento, ótima aceitação de dieta artificial e carne muito apreciada pelo sabor. Desse modo, os objetivos deste projeto são: analisar os efeitos dos piretroides (deltametrina, cipermetrina e lambda-cialotrina), após 96 horas de exposição, de 1/10 da CL50/96 horas sobre a atividades das enzimas digestivas do intestino. Os peixes serão expostos aos xenobióticos em sistemas de tanques "in door" e, após o período de exposição, os animais serão anestesiados e eutanasiados para a amostragem do trato gastrintestinal. Serão avaliadas as atividades das enzimas digestivas do intestino total (protease inespecífica ,quimiotripsina, tripsina, lipase e amilase). (AU)

Presença do polimorfismo 313A>G da GSTP1 e resposta ao tratamento com a hidroxiuréia na anemia falciforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Claudia Regina Bonini Domingos
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/04768-8
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de dezembro de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoHidroxiureiaAnemia falciformeHematologia
Resumo
A Anemia Falciforme (AF) é a doença hereditária monogênica mais comum no Brasil, ocorrendo predominantemente entre afrodescendentes e possui distribuição heterogênea. Ocorre devido à mutação pontual no sexto códon do gene beta (GAG’ GTG), que resulta na substituição do aminoácido ácido glutâmico por uma valina, na cadeia beta globina, originando a hemoglobina (Hb) S, com características físico-químicas alteradas. Em condições de hipóxia, desidratação ou acidose a Hb S se polimeriza e desencadeia o primeiro evento indispensável à patogênese molecular da AF. Essa polimerização, no interior da hemácia, tem como consequência múltiplas alterações da célula como o efluxo de íons monovalentes, desidratação celular, aumento da densidade dos eritrócitos, oxidação da Hb, desnaturação da Hb e a hemólise. Estudos recentes têm revelado que a fisiopatologia da AF é complexa e estão envolvidos processos recorrentes de vaso-oclusão, ativação de leucócitos, de células endoteliais, de plaquetas, indução de mediadores inflamatórios, diminuição da biodisponibilidade de óxido nítrico (NO) e estresse oxidativo. O uso da hidroxiureia (HU) tem sido uma alternativa ao tratamento convencional da AF por induzir o aumento da síntese de Hb F, elevar a taxa de Hb, do Volume Corpuscular Médio (VCM), reduzir o número de reticulócitos, da expressão de moléculas de adesão, do número de granulócitos, monócitos e de plaquetas. Porém, nem todos os portadores respondem ao tratamento com a HU. Considerando que a HU é um quimioterápico utilizado no tratamento da AF, que não atinge respostas clínicas e laboratoriais satisfatórias para todos os pacientes, e que o polimorfismo 313A>G do gene GSTP1 está envolvido na resposta diferenciada ao tratamento com quimioterápicos em outras doenças, objetivamos avaliar a influência do polimorfismo 313A>G da GSTP1 em indivíduos com Anemia Falciforme em uso de HU, sem a interferência dos polimorfismos GSTM1 e GSTT1. Serão utilizados parâmetros bioquímicos, como a quantificação de MDA (malondialdeído), o perfil de atividade das GSTs, GPx e a determinação dos níveis de GSH/GSSG, comparando com o grupo controle. (AU)

Estudo de proteínas mitocondriais de função desconhecida e suas consequências na viabilidade celular

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mario Henrique de Barros
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:12/09762-8
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2013
Assunto(s):Saccharomyces cerevisiaeMitocôndrias
Resumo
Este projeto dá continuidade a caracterização de ORFs (sequências abertas de leitura) de Saccharomyces cerevisiae com atuação mitocondrial mas de função desconhecida. Muitas delas quando inativadas, não apresentam fenótipo de deficiência respiratória, prejudicando a sua caracterização funcional, e forçando, portanto, a busca dos seus efeitos na viabilidade celular. Em projetos anteriores, esse tipo de estudo encaminhou o laboratório a novos e interessantes trabalhos como, por exemplo, os relacionados a expressão funcional da coenzima Q. Esses estudos também terão continuidade. Será avaliada o efeito da super-expressão do gene COQ8 em outros mutantes "coq" de levedura e também em células humanas. Observamos os efeitos benéficos dessa super-expressão em mutantes específicos de levedura e é importante verificar a extensão desse efeito em outros sistemas e modelos. Também será aprofundado os estudos relacionados ao estresse oxidativo existente nos mutantes deficientes na síntese de coenzima Q e suas consequências ao metabolismo mitocondrial, como, por exemplo na estabilidade do DNA da organela. Saccharomyces cerevisiae também será utilizada como organismo modelo no estudo do efeito de mutações genéticas relacionadas a distúrbios neurológicos e encefalomiopatias bem como para as terapias associadas. Assim, por exemplo, estudaremos os efeitos da expressão do gene SNCA humano em levedura, dado que a sua super-expressão está relacionada ao desenvolvimento do mal de Parkinson. O acúmulo da ±-sinucleína, codificada pelo SNCA leva à lipotoxicidade e ao estresse oxidativo, assim buscaremos estudar leveduras expressando variantes do gene SNCA como representante de um modelo parkinsoniano e eventuais efeitos no metabolismo mitocondrial e consequências do uso de antioxidantes endógenos, como a melatonina. (AU)

Associação entre polimorfismos de genes moduladores em crianças e adolescentes com asma alérgica e não alérgica - leve, moderada e grave

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jose Dirceu Ribeiro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/12939-4
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de agosto de 2015
Assunto(s):GenótiposFenótiposGenes modificadores
Resumo
Introdução: A asma é uma doença inflamatória crônica que apresenta elevada prevalência com diferentes graus de gravidade. Apesar de muitos estudos atuais, ainda não se conhece, completamente, as interações genético ambientais nesta doença, porém é de conhecimento que diversos genes e fatores ambientais, atuam na gravidade e etiologia da asma. Em nosso estudo, selecionamos polimorfismos em genes moduladores, anteriormente descritos como possíveis atuantes em vias metabólicas que influem na asma: ACE e CD14 (propriedade pró-inflamatória), ALOX5AP e LTA4H (atuantes no ciclo biológico que leva à produção de LTB4), GCLC e GST [M1, P1 e T1] (atuantes no ciclo da glutationa e relacionados ao estresse oxidativo), IL4 [citocina que induz a diferenciação das células Th indiferenciadas (Th0) para células Th2], IL4R (receptor que vincula IL-4 e IL-13 para regular a produção de anticorpos IgE), IL13 (atua na inflamação alérgica), IL1R1 (expressão por estímulos pró-inflamatórios e envolvida na função de células Th), NOS-1 (relacionada com inflamação eosinofílica), STAT6 (ativador de transcrição e atua na resposta biológica mediada por IL-4), TGF²1 (limita reações inflamatórias e atua no remodelamento e reparo do tecido), TLR2 e TLR4 (reconhecem substâncias estranhas e transmitem sinais para a ativação do sistema imune). Objetivo: Caracterizar pacientes com asma atópica e não atópica do Ambulatório de Pediatria do HC/UNICAMP segundo questionário de gravidade clínica, determinar frequência dos diferentes polimorfismos e associar ambos com o intuito de compreender a apresentação da doença. Método: Estudo de corte transversal, prospectivo. Será realizada a extração de DNA por kit de extração FlexiGene DNA Kit Quiagen®, análise dos polimorfismos nos genes ACE, GSTM1 e T1 por PCR convencional, genotipagem para o gene NOS-1, e análise dos polimorfismos do tipo SNPs pela técnica de Open Array [TaqMan® OpenArray® Genotyping (APPLIED BIOSYSTEMS by Life Technologies®)] de 500 pacientes com asma e 500 controles. A classificação da gravidade e a classificação pelo controle da mesma serão realizadas com base no DBMA (2006) para todos os pacientes. Será realizado o teste de regressão logística e linear para cada polimorfismo em relação aos dados obtidos dos pacientes. A análise será realizada pelo software "Statistical Package for the Social Sciences" (SPSS) v.17.0, tendo os ajustes para múltiplos testes realizados pelo teste de Bonferroni. (AU)
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