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Planejamento, síntese e avaliação anti Mycobacterium tuberculosis de novos derivados N-óxidos

Processo:14/02240-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência: 01 de junho de 2014 - 31 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise e Controle de Medicamentos
Pesquisador responsável:Jean Leandro dos Santos
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Assunto(s):QuinoxalinasTuberculose
Resumo
O Mycobacterium tuberculosis (MTB), principal agente da tuberculose (TB), é responsável pela morte anual de dois a três milhões de pessoas no mundo e por prejuízos econômicos globais de aproximadamente 12 bilhões de dólares ao ano. Atualmente, uma das grandes preocupações mundiais é o aumento do número de casos de tuberculose multi-resistente a fármacos (MDR-TB) e tuberculose extensivamente resistente a fármacos (XDR-TB) devido à elevada taxa de mortalidade, dificuldade de tratamento e os altos custos envolvidos. Estima-se que, no mundo, o número de pessoas infectadas com MTB resistente a fármacos de primeira e segunda linha seja de 50 milhões. Atualmente, apenas o fármaco bedaquilina é aprovado pela agência norte americana - Food and Drug Administration (FDA) - para tratamento da MDR-TB e XDR-TB, fato este que justifica a necessidade da descoberta de outros agentes ao arsenal terapêutico. Compostos contendo a função N-óxido como os furoxanos e as quinoxalinas tem sido descritos como protótipos para descoberta de novos fármacos anti-TB. Nosso grupo de pesquisa identificou previamente compostos furoxânicos com atividade contra cepas H37Rv e isolados clínicos multi-resistentes a fármacos. Estes compostos apresentaram valores de concentração inibitória mínima entre 1.02 e 65.4 ¼M em isolados clínicos resistentes (MDR-TB e XDR-TB) e índice de seletividade entre 10.4 e 105. Além disso, foram capazes de inibir a atividade das bombas de efluxo do MTB, associadas à resistência aos fármacos. Outra classe de compostos contendo a função N-óxido são as quinoxalinas 1,4-dióxido. Estes compostos heterocíclicos, bioredutíveis em condições de hipóxia, são capazes de aumentar o estresse oxidativo pelo aumento dos níveis de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio. Essa classe tem sido descrita como útil ao tratamento não apenas de MDR-TB e XDR-TB, mas também de TB latente. Nesse contexto, sintetizaremos e caracterizaremos a estrutura química de duas séries de compostos: furoxanicos (série 1) e quinoxalínicos (série 2) planejados pela estratégia de hibridação molecular. Estes compostos inéditos serão ainda avaliados contra MTB usando cepas H37Rv e isolados clínicos multiresistente caracterizados genotipicamente e fenotipicamente pelo laboratório de micobactérias da FCF-UNESP Araraquara. (AU)

Caracterização seminal e das alterações hemodinâmicas da próstata e testículos de cães com hiperplasia prostática benigna

Processo:13/25966-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de junho de 2014 - 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP:Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Camila Infantosi Vannucchi
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):CãesFinasteridaUltrassonografia DopplerHiperplasia prostática
Resumo
A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma afecção de alta incidência, tanto na espécie canina como na humana. Todavia, algumas lacunas permanecem não elucidadas a cerca da doença, como por exemplo, a fisiologia hormonal envolvida na etiopatogenia da HPB, ou mesmo a análise criteriosa da hemodinâmica vascular envolvida, que pode fomentar novas ferramentas de diagnóstico precoce. Além disso, a terapia de escolha para tratamento da HPB, em homens e cães, ainda não está totalmente estabelecida perante seu possível efeito colateral, ocasionando certa controvérsia em seu uso em escala clínica reprodutiva. Em face do exposto, o objetivo dessa pesquisa é promover a caracterização das alterações decorrentes da hiperplasia prostática benigna em cães submetidos a diferentes tratamentos, utilizando de recursos como a ultrassonografia Doppler com o intuito de observar as mudanças hemodinâmicas envolvidas em próstata e testículos, a técnica de imunohistoquímica para avaliar a expressão do fator VEGF na próstata acometida e tratada, a histologia para observar possíveis alterações estruturais nos testículos, além de outras técnicas, que tem como objetivo avaliar a fisiopatologia da HPB, como avaliações em nível hormonal, dosando os principais hormônios envolvidos (testosterona, estrógeno e di-hidrotestosterona) e em nível seminal, avaliando o estresse oxidativo envolvido, as enzimas antioxidantes e os parâmetros de qualidade seminal. Desta forma, este trabalho espera contribuir para maiores elucidações quanto aos aspectos fisiológicos, ao diagnóstico clínico e o tratamento de escolha da hiperplasia prostática benigna em homens e cães. (AU)

Determinação das constantes cinéticas da redução de peroxirredoxinas por tiorredoxinas através de alterações de fluorescência em diferentes estados redox

Processo:14/05902-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de junho de 2014 - 30 de novembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:Marcos Antonio de Oliveira
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB-CLP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07937-8 - Redoxoma, AP.CEPID
Assunto(s):Cinética enzimáticaFluorescênciaPeroxirredoxinasQuímica de macromoléculasTiorredoxinasOxirredução
Resumo
2-Cys Peroxirredoxinas (2-Cys Prx) são enzimas antioxidantes capazes de decompor uma grande variedade de hidroperóxidos (R-OOH) utilizando um resíduo de cisteína, denominada de cisteína peroxidásica (CP-SH), a qual no processo de decomposição de peróxidos é oxidada à cisteína ácido sulfênico (CP-SOH). As 2-Cys Prx possuem uma segunda cisteína denominada de cisteína de resolução (CR), que forma um dissulfeto durante o ciclo catalítico com CP, que frequentemente é reduzido pela enzima tiorredoxina (Trx). Adicionalmente à redução das Prx, as Trx estão envolvidas em diversos processos biológicos como crescimento celular, inibição de apoptose, ativação de transcrição e síntese de DNA. Estudos iniciais envolvendo cinética de estado estacionário indicaram que as 2-Cys Prx apresentavam baixas taxas de decomposição de hidroperóxidos, 104-5 M-1s-1, entretanto novas metodologias envolvendo alterações de fluorescência ou cinética competitiva com HRP revelaram que estas enzimas possuem uma reatividade sobre hidroperóxidos na ordem de 107-8 M-1s-1. Em condições de elevado estresse oxidativo, pode ocorrer a superoxidação de CP, formando espécies superoxidadas como a cisteína ácido sulfínico (CP-SO2H) e sulfônico (CP-SO3H). Em eucariotos, a superoxidação de CP ocasiona a perda de atividade peroxidásica, uma vez que estas espécies não são reduzidas por Trx. Entretanto, a superoxidação resulta na alteração da estrutura quaternária das Prx, levando a formação de estruturas de alto peso molecular com propriedade de chaperona molecular. Neste contexto, a relação das Prx com Trx aparentam ter elevada importância uma vez que em linhagens Dtrx de eucariotos a oligomerização das Prx é altamente comprometida. Em Saccharomyces cerevisiae, há duas isoformas citosólicas de Prx (Tsa1 e Tsa2) que apresentam grande similaridade e são altamente relacionadas às isoformas humanas Prx1 e Prx2 (67% de identidade e 77% similaridade). Tsa1 e Tsa2 apresentam atividade de chaperona, sendo que ambas as enzimas podem ser reduzidas pelas tiorredoxinas citosólicas, Trx1 e Trx2, as quais compartilham elevada semelhança nas suas estruturas primárias (78% de identidade e 89% de similaridade). Estudos recentes envolvendo cinética competitiva com HRP revelaram que as enzimas Tsa1 e Tsa2 apresentam taxas na de composição de H2O2 e NOO- de 107-8 M-1s-1. Adicionalmente, foi demonstrado que Trx1 e Trx2 são reduzidas por TrxR1 em taxas 107 M-1s-1. Entretanto, quando se avalia a atividade peroxidásica da tiorredoxina dependente das enzimas utilizando o sistema Trx (NADPH®TrxR®Trx ®Prx®R-OOH) na ordem de 104-5 M-1s-1. Neste contexto, as taxas de redução para a Trx1 ou Trx2 parecem ser limitantes para a redução das Prx, entretanto, nenhum estudo até o momento atentou para verificar se as taxas de redução de Tsa1 e Tsa2 são equivalentes ou distintas quando se utiliza Trx1 ou Trx2. Adicionalmente, demonstramos recentemente que os resíduos E50 e R146 de Tsa1 estão relacionados com a interação com Trx, uma vez que mutantes Tsa1E50A e Tsa1R146Q apresentam grande queda na atividade de peroxidase dependente de Trx, entretanto não foi possível quantificar de forma acurada o decaimento das taxas de redução. Este projeto tem por objetivo a determinação das taxas de redução de Tsa1 e Tsa2 e mutantes Tsa1E50A e Tsa1R146Q por Trx1 e Trx2, por meio da alteração da fluorescência intrínseca das Prx utilizando mutantes Trx1W29F e Trx2W30F pela técnica sttoped flow. Também serão realizados esforços para determinar as taxas de redução de Prx1 e Prx2 por Trx de humanos. Uma vez que as taxas de redução das Prx por Trx estão relacionadas com manutenção da homeostase redox e também com a troca de função peroxidase-chaperona, acreditamos que os resultados deste projeto possam dar importantes contribuições para um melhor entendimento da biologia destas enzimas. (AU)

Análise de expressão e caracterização funcional de canais para prótons sensíveis à voltagem em modelo animal de Diabetes mellitus tipo 1

Processo:13/26005-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência: 01 de junho de 2014 - 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP:Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Manoel de Arcisio Miranda Filho
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):NeurofisiologiaEstresse oxidativoDiabetes mellitus tipo 1PrótonsMicroglia
Resumo
O Diabetes mellitus é uma doença que afeta uma parcela significante da população mundial; apesar de grandes investimentos serem anualmente destinados às áreas de pesquisa e tratamento, estima-se ainda que o número de pessoas com diabetes chegue a 366 milhões até 2030. As estimativas indicam que o Brasil terá cerca de 11 milhões de diabéticos até 2030. O diabetes tipo 1 resulta de uma destruição autoimune das células beta pancreáticas que determina a condição clínica de hiperglicemia associada à hipoinsulinemia. Os estágios avançados da doença estão associados a complicações metabólicas que resultam em disfunção e perda da massa celular. No sistema nervoso, com o diabetes, há uma perda progressiva das funções cerebrais com alterações nos mecanismos celulares de aprendizado e memória. Estas alterações estão intimamente relacionadas com modificações no padrão bioelétrico das células do sistema nervoso com comprometimentos nos desvios do potencial de repouso destas células; a saber, potenciais de ação para os neurônios e potenciais eletrotônicos para as células da glia. O presente projeto de pesquisa propõe avaliar e integrar as alterações dos padrões metabólicos e de correntes de prótons determinadas pelo Diabetes mellitus do tipo 1 na microglia. (AU)

Dieta de antioxidantes, síndrome metabólica e estresse oxidativo

Processo:13/24303-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 11 de maio de 2014 - 24 de maio de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Camila Renata Corrêa
Beneficiário:
Pesquisador visitante: Chung-Yen Oliver Chen
Instituição do pesquisador visitante: Tufts University (Estados Unidos)
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Assunto(s):Nutrição humanaEstresse oxidativoSíndrome metabólicaAntioxidantes
Resumo
Atividades a serem desenvolvidas: 1. Discussão de projetos em colaboração; 2. Curso a ser ministrado sobre Polifenóis e Prevenção de Doenças metabólicas; 3. Aulas nas disciplinas dos cursos de Pós Graduação em Clínica Médica e Patologia da FMB- UNESP-Botucatu; 4. Discussão sobre as metodologias para detecção de polifenóis utilizando Cromatografia de alta performance (HPLC) e espectrometria de massa com alunos e Professores de Pós graduação. (AU)

Medidas de H2O2 in vivo: caraterização do camundongo roGFP2-ORP1

Processo:13/22830-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência: 03 de maio de 2014 - 02 de maio de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Angelo Rafael Carpinelli
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Tobias P. Dick
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: Heidelberg University (Alemanha)
Assunto(s):Diabetes mellitus
Resumo
Estresse oxidativo tem sido proposto como mecanismo comum no desenvolvimento da resistência à insulina, síndrome metabólica e diabetes. Embora estudos in vitro sugiram a participação das espécies reativas de oxigênio (EROs) no desenvolvimentos das patologias acima citadas, muito pouco é conhecido sobre as mudanças in vivo do estado redox nessas condições. Os biosensores redox geneticamente modificados oferecem um avanço nas metodologias até então disponíveis para investigação redox. As proteínas GFP fluorescentes (roGFPs) acopladas a enzimas redox permitem medidas especificas tanto do potencial redox da glutationa (utilizando a sonda GRX1-roGFP2) ou medidas na mudança da concentração de H2O2 (utilizando a sonda roGFP2-ORP1). Utilizando um modelo de resistência à insulina (dieta rica em gorduras), nós iremos analisar as mudanças redox em mitocôndrias e citossol de diferentes tecidos de animais transgênicos que expressam o sensor para H2O2, roGFP2-ORP1. Com essa técnica, nós esperamos elucidar quais células e tecidos são sensíveis às mudanças no estado redox durante o desenvolvimento da resistência à insulina. (AU)

Estudo da adaptação neonatal em bezerros clonados da raça Nelore: distúrbios do perfil metabólico e bases para a utilização da ventilação mecânica no tratamento dos distúrbios respiratórios de neonatos bovinos

Processo:14/01951-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2014 - 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Pesquisador responsável:Eduardo Harry Birgel Junior
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga, SP, Brasil
Assunto(s):Clonagem animalBezerrosRespiração artificial
Resumo
Em continuação a linha de pesquisa relacionada a medicina interna de bezerros clonados e com o intuito de atender as recomendações da FAPESP de que cada pesquisador tenha somente um projeto sob sua coordenação, a presente proposta foi dividida em dois sub-projetos que abordam duas questões cruciais na compreensão dos distúrbios da adaptação neonatal de bezerros clonados e/ou no tratamento dos distúrbios cardio-respiratórios observados nesses animais:1º Subprojeto "Inter-relações entre os distúrbios de adaptação neonatal a vida extra-uterina e o perfil metabólico de bezerros clonados"O delineamento experimental terá a finalidade de conhecer melhor o metabolismo energético de bezerro e propor protocolos de cuidados ao neonato, que aumente a sobrevivência de animais advindos de gestações de risco ou de animais nascidos prematuramente, procurando caracterizar as diferenças do perfil metabólico energético de bezerros da raça Nelore e comparar com bezerros da raça Holandesa; avaliar a influência da prematuridade no metabolismo energético de bezerros; verificar particularidades do metabolismo energético de bezerros clonados; estudar as possíveis repercussões dos distúrbios do metabolismo de energia em fetos sobre o metabolismo energético e o equilíbrio ácido básico materno no final da gestação, documentar o grau de controle glicêmico de fetos durante os 3 últimos meses de gestação por meio da determinação da hemoglobina glicada e da frutosamina.Para avaliação do metabolismo energético das vacas gestantes em final de gestação serão utilizadas 8 vacas receptoras de clones e 8 vacas receptoras de embrião da raça Nelore. Os animais serão examinados nos 30 dias finais de gestação, sendo as colheitas de sangue realizadas nos seguintes momentos: 260 dias de gestação, 270 dias de gestação, 280 dias de gestação, 285 a 290 dias de gestação, imediatamente após a indução do parto, 12 horas, 24 horas e 36 horas após a indução do parto. A última amostra será colhida às 48 horas após a indução do parto ou no momento da cesariana. Para a realização das avaliações nos bezerros serão utilizados 29 bezerros recém-nascidos da raça Holandesa e Nelore, divididos em 4 grupos experimentais: 5 bezerros nelores clonados,8 bezerros nelores prematuros, 8 bezerros nelores a termo e 8 bezerros holandeses a termo. Serão realizadas colheitas de sangue nos seguintes momentos: 0, 3, 6, 12, 24, 36, 48, 72, 120 e 168 horas de vida.2º Subprojeto "Ventilação Mecânica em bezerros clonados: Bases para sua utilização nos distúrbios respiratórios de neonatos bovinos"Para padronização das técnicas de ventilação mecânica serão utilizados 24 bezerros prematuros, obtidos por cesariana realizada entre 265 e 270 dias de gestação sem indução do parto a fim de garantir que exista distúrbio respiratório grave, sendo os suporte ventilatório nesses animais mantidos durante os dois primeiros dias. A colheita de material para determinação das variáveis respiratórias e hemodinâmicas (freqüência cardíaca, freqüência respiratória, pressão sistólica e diastólica arterial, pressão média arterial, índice cardíaco, média pressão artéria pulmonar, pressão artéria pulmonar ocluída, pressão venosa central, temperatura, pH,pCO2,pO2,HCO3,BE,SO2), avaliação do estresse oxidativo e analise do ar exalado condensado pulmonar para determinação de óxido nítrico com indicador de lesão pulmonar serão realizadas nos seguintes momentos: 0-2, 2-4, 6, 12, 24, 36, 48, 72 horas e 7 dias de vida. Nas primeiras horas de vida os animais serão avaliados de forma a caracterizar a existência de distúrbio respiratório grave que necessite de suporte ventilatório. Os animais serão divididos em três grupos experimentais composto cada um de 8 animais: 1) ventilação mecânica com intubação traqueal e 2) ventilação mecânica com mascara facial. 3 - grupo controle que não receberão suporte ventilatório. (AU)

Participação da NAD(P)H oxidase na disfunção vascular e aumento da pressão arterial induzido pelo consumo de etanol: envolvimento do estresse oxidativo e da sinalização redox vascular

Processo:13/15824-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2014 - 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Pesquisador responsável:Carlos Renato Tirapelli
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):AlcoolismoFatores de riscoDoenças cardiovascularesHipertensãoNADPH oxidaseQuinases de proteína quinase ativadas por mitógenoMetaloproteinases
Resumo
O consumo crônico de etanol acarreta alterações significativas das funções cardíaca e circulatória, figurando como um importante fator de risco no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como por exemplo a hipertensão arterial. Apesar de bem estabelecida a relação entre o consumo de etanol e aumento da pressão arterial, o mecanismo preciso pelo qual esse processo ocorre não é totalmente conhecido. A disfunção cardiovascular associada ao etanol envolve a formação de espécies reativas de oxigênio (ERO) e redução da biodisponibilidade do óxido nítrico (NO), sendo esse processo responsável pela disfunção endotelial/vascular associada ao consumo de etanol. Além disso, o consumo de etanol reduz a capacidade antioxidante tecidual. A enzima NAD(P)H oxidase é a principal fonte geradora de ERO (ânions superóxido e peróxido de hidrogênio) na vasculatura. A importância fisiopatológica das NAD(P)H oxidases foi comprovada em diferentes doenças cardiovasculares, incluindo a hipertensão arterial. Por exemplo, alguns estudos mostram que a inibição da NAD(P)H oxidase com a apocinina previne ou reverte o aumento da pressão arterial e o remodelamento vascular. Além de induzir disfunção endotelial, as ERO produzidas pela NAD(P)H oxidase agem como moléculas sinalizadoras ("sinalização redox") e ativam vias intracelulares como a via das MAPKs (Mitogen-Activated Protein Kinases) e MMPs (metaloproteinases) que desempenham importante função na sinalização intracelular e fisiopatologia vascular. O etanol ativa a via das MAPKs e MMPs, mas esse processo parece ocorrer indiretamente. A hipótese do presente estudo é a de que o consumo crônico de etanol induza a produção de ERO no sistema cardiovascular, via NAD(P)H oxidase, e reduza a capacidade antioxidante vascular. Esse processo levaria a redução da biodisponibilidade do NO, ativação da via das MAPKs e MMPs, alterações da função vascular e ao aumento da pressão arterial. Portanto, o objetivo do presente estudo é avaliar a participação da NAD(P)H oxidase na disfunção vascular e aumento da pressão arterial induzidos pelo consumo de etanol. (AU)

Eficácia do silenciamento da enzima NOX3 NADPH oxidase na preservação das células ciliadas após implante coclear

Processo:14/00405-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2014 - 31 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Rubens Vuono de Brito Neto
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

Jeanne Oiticica Ramalho Ferraz ; janaina candida rodrigues

Assunto(s):Perda auditivaImplante da cócleaNADPH oxidaseApoptose
Resumo
Introdução: A perda auditiva neurossensorial (PANS) representa um dos maiores problemas de saúde pública, na população mundial. O implante coclear está indicado, para as perdas auditivas profundas bilaterais, sendo o método mais bem sucedido da atualidade, porém está associado à lesão irreversível do epitélio sensorial auditivo, com inúmeros esforços, a fim de identificar métodos de preservação das células ciliadas, ampliando, assim, suas indicações. No implante coclear, o estresse oxidativo é uma das etiologias envolvidas, na lesão da célula ciliada, por apoptose. Desta forma, a manipulação na produção de radicais livres, interferindo na via de apoptose, constitui estratégia terapêutica, que pode ser testada, com o intuito de promover otoproteção. A NOX3 oxidase é uma enzima da família da NADPH oxidase, geradora do radical livre superóxido, no órgão de Corti. Objetivos: Este estudo tem por objetivo primário avaliar se introdução do shRNA Nox3 via cocleostomia reduzirá a expressão da enzima NOX3 induzida pela introdução do eletrodo no implante coclear e como objetivo secundário avaliar o grau de apoptose nestas células bem como sua morfologia e a concentração de BAX. Metodologia: Serão utilizadas 105 cobaias (cavia porcellus) (210 cócleas) de ambos os sexos com peso entre 250 e 350g divididas em três grupos, após exame otoscópico normal e teste de potencial evocado auditivo > 40dB. No grupo de estudo (GE) 150 cócleas receberão o shRNA de silenciamento da NOX3 NADPH oxidase, via cocleostomia, oito dias antes da colocação do implante coclear, sendo utilizados 5 clones diferentes para o mesmo gene. Grupo Placebo, 30 cócleas submetidas à inserção do shRNA scramble (vazio), via cocleostomia, o Grupo implante (GI), 30 cócleas submetidas ao implante coclear apenas sem injeção prévia. Em todos os grupos de 30 cócleas, (proporção) 20 serão utilizadas para o ensaio de PCR em tempo real (RT-PCR) e 10, para o ensaio de detecção de apoptose, cujo método será o de microscopia de fluorescência, utilizando o anticorpo da classe IgG2b de ratos M30 Cytodeath. A análise estatística será por meio de suas médias e desvios-padrão, e analisadas quantitativamente utilizando-se teste t de Student e a análise de variância (ANOVA) para amostras emparelhadas. Será adotado nível de significância estatística de 5% (p < 0,05). (AU)

Avaliação das atividades genotóxica e antioxidante do extrato hidroalcoólico de Styrax camporum e dos seus marcadores químicos, egonol e homoegonol, e de sua influência sobre as lesões genômicas e pré-neoplásicas

Processo:13/13903-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2014 - 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Denise Crispim Tavares
Beneficiário:
Instituição-sede: Pró-Reitoria Adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade de Franca (UNIFRAN). Franca, SP, Brasil
Assunto(s):StyracaceaeStyraxGenotoxicidadeLignanasEstresse oxidativoQuimioprevençãoAntioxidantes
Resumo
A família Styracaceae é conhecida popularmente devido à produção de resinas balsâmicas com propriedades bacteriostáticas e fungicidas denominadas por "benjoin", na qual o ácido benzoico é o principal constituinte. Esta resina é amplamente utilizada na medicina tradicional para o tratamento de desordens respiratórias. O gênero Styrax é o mais importante representante da família Styracaceae por possuir cerca de 130 espécies e um grande volume de informações. Este gênero difere dos outros gêneros da família por produzir um material resinoso secretado a partir de lesões ocasionadas no caule. Diferentes classes de metabólitos especiais como lignanas, neolignanas e norlignanas do tipo benzofurânicas e triterpenos foram encontrados como constituintes prevalentes no gênero. A espécie Styrax camporum Pohl é conhecida popularmente como "benjoeiro", "estoraque-do-campo" e "cuia-do-brejo". A planta adulta pode atingir uma altura média de 6 a 10 metros e diâmetro do tronco de 30 a 40 centímetros. No Brasil, ocorre nos Cerrados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e na floresta semidecídua da bacia do Paraná. A etnofarmacologia retrata o uso de S. camporum no tratamento de problemas gástricos. Estudos fitoquímicos demonstraram as lignanas benzofurânicas egonol e homoegonol como marcadores químicos do gênero Styrax. Algumas importantes atividades biológicas têm sido descritas na literatura para esses compostos, como a atividade antiproliferativa, antibacteriana, antifúngica e imunomodulatória. Visto que as atividades biológicas apresentadas pelo extrato e pelas substâncias egonol e homoegonol podem possuir aplicações clínicas relevantes, torna-se importante a avaliação do seu efeito sobre o material genético, bem como a sua influência sobre as lesões genômicas e cromossômicas induzidas por diferentes mutágenos. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo avaliar a possível atividade genotóxica e carcinogênica do extrato hidroalcoólico dos caules de S. camporum e seus marcadores químicos egonol e homoegonol, bem como avaliar o seu efeito modulador de danos no material genético induzidos por mutágenos. Adicionalmente, o presente estudo objetiva a realização de uma série de dosagens de produtos do estresse oxidativo a fim de entender melhor os mecanismos de ação do extrato e de seus marcadores químicos. Para tais avaliações serão utilizados sistemas-teste in vivo e in vitro. (AU)

Peróxido de hidrogênio (H2O2) induz a morte celular concentração-dependente de células leucêmicas mas não de células hematopoéticas normais

Processo:14/05479-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de maio de 2014 - 31 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:Alice Teixeira Ferreira
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto Nacional de Farmacologia (INFAR). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Biologia celular
Resumo
Ao longo dos últimos anos, estudos têm sugerido que o estresse oxidativo desempenha papel na regulação da homeostase de células hematopoéticas. Em particular, os efeitos do peróxido de hidrogênio (H2O2) vão desde a proliferação até a morte celular das células hematopoiéticas, efeito este dependente de sua concentração no meio intracelular. Neste trabalho, foram avaliados os efeitos de um ambiente oxidativo em células hematopoiéticas normais e leucêmicas através do estímulo de células normais humanas(sangue de cordão umbilical)e murinas (medula óssea), assim como de células leucêmicas mielóides humanas (linhagem HL-60) sob o estímulo de H2O2. As populações de células totais e subpopulações primitivas foram avaliadas para cada tipo de célula. O estímulo com H2O2 induziu a morte celular das células HL-60, enquanto a viabilidade das células normais humanas e murinas não foi afetada . Os efeitos do tratamento com H2O2 nas subpopulações de células tronco e progenitoras foram avaliados, e as células primitivas normais não foram afetadas, no entanto, o percentual de células-tronco leucêmicas (CTL) aumentou em resposta ao H2O2 , enquanto a capacidade clonogênica destas células em formar clones mielóides foi reduzida. Além disso, o tratamento com H2O2 causou uma diminuição nos níveis de p-AKT nas células HL-60, o que parece estar relacionado com a diminuição da viabilidade observada. Em resumo, foi verificado que em baixas concentrações o H2O2 preferencialmente afeta ambas CTL e células HL-60 totais, sem causar prejuízo às células normais. (AU)

Anti-IL-17 na modulação da mecânica pulmonar, inflamação, estresse oxidativo e remodelamento da matriz extracelular em camundongos com inflamação pulmonar alérgica crônica associada ou não a lesão pulmonar aguda induzida por LPS

Processo:13/17944-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2014 - 31 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Iolanda de Fátima Lopes Calvo Tibério
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

Milton de Arruda Martins ; Renato Fraga Righetti ; RUTH ANDRIANI BARONI ; Flávia Castro Ribas de Souza ; Carla Máximo Prado ; Patricia Angeli da Silva Pigati ; Luciana Ritha de Cássia Rolim Barbosa Aristóteles ; Edna Aparecida Leick ; Samantha Souza Possa

Assunto(s):FisiopatologiaLesão pulmonar agudaAsmaInflamaçãoCélulas Th17Estresse oxidativoMatriz extracelular
Resumo
As citocinas de perfil Th17 parecem exercer um papel importante na fisiopatogeniada inflamação pulmonar alérgica crônica e da lesão pulmonar aguda (LPA), embora sua exata influência seja incerta. Estudos demonstram uma influência destas citocinas em modular a resposta inflamatória e infecciosa, sendo a infecção, por sua vez,uma das responsáveis por perpetuar a resposta inflamatória crônica na asma. Muitos dos efeitos desta via ainda não foram investigados em modelos de inflamação pulmonar crônica (asma) ou aguda (LPA). No presente estudo, serão avaliados os efeitos do tratamento com anti-IL-17 em um modelo de inflamação pulmonar alérgica crônica associada ou não aLPA induzida por lipopolisacarídeo (LPS). Serão avaliados a mecânica pulmonar, resposta inflamatória, a ativação do estresse oxidativo, o remodelamento da matriz extracelular, tanto nas vias aéreas quanto no pulmão distal de camundongos cronicamente expostos à ovoalbumina ou com lesão pulmonar induzida por LPS. Os camundongos BALB/c serão sensibilizadoscomovoalbuminapor 28 dias e os controles receberão solução salina Os grupos tratados receberão uma hora antes da exposição à ovalbumina a administração de anticorpo neutralizador anti-IL-17 por via intraperitoneal e intranasal nos dias 22, 24, 26 e 28. Os animais submetidos à LPA serão anestesiados com Isoflurano e receberão instilação única intratraqueal de LPS diluído em solução salina na dose de 5mg/Kg. Os grupos tratamentos receberão dose única de anti-IL-17 uma hora antes da exposição ao LPS e os grupos controles receberão solução salina.Vinte e quatro horas após o término do protocolo experimental, os animais serão submetidos à avaliação de mecânica pulmonar. Em seguida, serão feitas as análises histológicas para os números de CD4+, CD8+, células dendríticas, conteúdo de fibras colágenas (tipos I, III e V), elásticas, actina, decorin, byglican, lumican, fibronectina,integrinas (±V²6 e TLR3), FOXP3,CCL-11, TARC, MMP-9, MMP-12 e TIMP-1, isoprostano, citocinas (IL-2, IL-4, IL-5, IL-6, IL-10, IL-13, IL-17, IFN-gama, TNF-±, TGF-²1, atividade do NFºB e da proteína Rhoquinasenos diferentes grupos. (AU)

Efeito do ácido úrico e seus intermediários oxidantes sobre a capacidade microbicida de células do sistema imune inato

Processo:14/01936-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de maio de 2014 - 31 de outubro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:Flavia Carla Meotti
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/18106-4 - Oxidação do ácido úrico pela enzima mieloperoxidase em processos inflamatórios e as implicações sobre o sistema cardiovascular, AP.JP
Assunto(s):Pseudomonas aeruginosaSinalização celularÁcido úricoMacrófagosNeutrófilos
Resumo
O ácido úrico é um excelente doador de elétrons, sendo considerado o principal antioxidante presente no plasma. No entanto, se por um lado o ácido úrico é descrito como um importante antioxidante, por outro lado, sabe-se que ele pode aumentar o dano causado pelo estresse oxidativo e inativar enzimas sensíveis à oxidação. Este processo acontece através da oxidação de um elétron do ácido úrico. O efeito pró-oxidante do ácido úrico é responsável pela disfunção endotelial, está relacionado com o aumento do risco para desenvolvimento de doença cardiovascular e seus altos níveis induzem resposta inflamatória através da precipitação dos cristais de urato nas articulações. Nosso grupo de pesquisa demonstrou recentemente que o ácido úrico, em concentração que é encontrado no plasma, é oxidado pela MPO purificada e também de neutrófilos ativados. Esta oxidação gera como produtos o radical livre de urato, 5-hidroxidesidrourato e alantoína. Além disso, na presença de MPO purificada e de um sistema gerador de radical superóxido, situação que imita o burst oxidativo inflamatório, identificou-se a formação do hidroperóxido de urato, devido à reação entre o radical de urato e o radical superóxido. Considerando que o ácido úrico é um substrato preferencial à oxidação no ambiente inflamatório com consequente formação do hidroperóxido de urato, foi hipotetizado se haveria um aumento da capacidade microbicida de neutrófilos e macrófagos na presença de ácido úrico. O teste da atividade microbicida, realizado com Pseudomonas aeruginosa, demonstrou uma significativa diminuição desta capacidade pelas células do sistema imune inato. Além disso, a liberação das citocinas TNF-± e IL-1² foi significativamente menor na presença de urato, mesmo na concentração mais baixa de ácido úrico (200 µM). A diminuição da secreção das citocinas não foi devida à redução na viabilidade das células imunes uma vez que análises por citometria de fluxo, utilizando o corante iodeto de propídeo, revelaram que após incubar com as bactérias, 95% dos neutrófilos estavam viáveis e não houve redução desta viabilidade pela presença de urato. Desta forma, o objetivo geral deste projeto é identificar os mecanismos moleculares pelos quais o ácido úrico e/ou seus intermediários oxidantes estão diminuindo a atividade microbicida das células imunes. (AU)

Caracterização dos genes da família das lacases de eucalipto (Eucalyptus grandis)

Processo:14/03241-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de maio de 2014 - 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Pesquisador responsável:Ivan de Godoy Maia
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Assunto(s):Estresse em plantasEstresse oxidativoEucaliptoLacase
Resumo
A silvicultura vem apresentando fortes indícios de estabelecimento na economia nacional devido sua intensa produtividade e, também, à expansão da indústria e mercado de papel e celulose, tanto no país, quanto no mundo. Este cenário é condizente com os esforços na busca por avanços biotecnológicos voltados para o setor, onde se destacam pesquisas de obtenção de indivíduos geneticamente melhorados, com destaque especial para o eucalipto. As lacases, p-diphenol-O2-oxidoredutase, são enzimas que desempenham papel fundamental na oxidação de monolignóis durante a biossíntese de lignina, estando associadas com processos de crescimento e tolerância a alguns estresses abióticos, podendo ser encontradas em bactérias, fungos, plantas e insetos. Estudos apontam que as lacases vegetais apresentam comportamento similar às de origem fúngica, atuando de formar complementar à rota de lignificação, em resposta ao estresse oxidativo, promovendo a detoxicação celular. A literatura indica, ainda, a correlação de lacases na aclimatação de condições de estresse salino em milho e tomate. As lacases são geralmente codificadas por famílias multigênicas compostas por vários membros. Por estarem envolvidas com processos de lignificação, o emprego das lacases em processos biotecnológicos voltados para o setor florestal pode ser vislumbrada. Assumindo-se a falta de pesquisas acerca das lacases presentes no genoma de Eucalyptus grandis, uma importante espécie lenhosa, o presente projeto pretende identificar e caracterizar molecularmente essa família multigênica. A validação do padrão de expressão tecido-específico, bem como, a verificação do comportamento dos diferentes membros desta família em resposta a diferentes tipos de estresses abióticos serão investigados. (AU)

Efeitos neuroprotetores do Edaravone na hidrocefalia experimental induzida em ratos wistar

Processo:14/07765-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência: 01 de maio de 2014 - 31 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Luiza da Silva Lopes
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/22596-0 - Efeitos neuroprotetores do Edaravone na hidrocefalia experimental induzida em ratos Wistar, AP.R
Assunto(s):Fármacos neuroprotetoresHidrocefaliaNeurocirurgiaEstresse oxidativoAstrócitos
Resumo
A hidrocefalia é usualmente definida como uma deficiência no fluxo ou absorção do líquido cefalorraquidiano, resultando em uma dilatação no sistema ventricular e aumento da pressão intracraniana. O tratamento da hidrocefalia usualmente utilizado é cirúrgico, com derivações liquóricas. Entretanto, nem todos os pacientes com hidrocefalia podem ser submetidos ao tratamento cirúrgico imediatamente após o diagnóstico, seja por apresentarem condições clínicas desfavoráveis ou por apresentarem ainda dilatação ventricular inicial. Apesar das lesões da hidrocefalia ser de caráter multifatorial, sabe-se que o estresse oxidativo é um dos mecanismos envolvidos. O Edaravone é uma droga que atua sobre o estresse oxidativo e foi introduzida recentemente no tratamento de isquemia cerebral, mas ainda não foi testada na hidrocefalia. O objetivo deste trabalho será avaliar a resposta neuroprotetora do Edaravone na hidrocefalia experimental em ratos Wistar jovens, Ratos machos com 7 dias de vida receberão uma injeção de caulim a 15% na cisterna magna, para a indução da hidrocefalia. Os animais serão divididos em três grupos: controle sem injeção de caulim (n = 10), hidrocefálico sem tratamento (n=20), hidrocefálico tratado com Edaravone (2mg/kg/dia), a partir do dia pós-indução (n=20). Para avaliação da resposta ao tratamento serão realizados testes de comportamento (open field e labirinto em T), ressonância magnética de encéfalo, além de estudos bioquímicos, histológicos e imunoistoquímicos. Os resultados deste trabalho podem indicar um potencial tratamento alternativo ou adjuvante em pacientes com hidrocefalia. (AU)

Comparação da capacidade antirradicalar de flavonóides obtida por diferentes métodos

Processo:14/03441-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de maio de 2014 - 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Joséf Wilhelm Baader
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Fisico-química orgânicaAntioxidantesFlavonoides
Resumo
Os organismos vivos estão sujeitos ao estresse oxidativo provenientes espécies reativas de oxigênio (ERO), ou radicais produzidos no metabolismo causando uma série de doenças degenerativas como câncer, aterosclerose e doenças do coração. Estudos têm demonstrado que o consumo de substâncias antioxidantes na dieta diária podem prevenir estes processos oxidativos a partir da interrupção de reações radicalares, minimizando o envelhecimento precoce do organismo. Nas últimas décadas, tem se intensificado o estudo de antioxidantes naturais nos setores alimentício e farmacêutico com a finalidade de substituir antioxidantes sintéticos, principalmente os que apresentam restrições de uso devido ao seu potencial tóxico.Neste projeto serão determinados os valores da capacidade antirradicalar de diversos flavonoides utilizando-se os ensaios com os radicais estáveis DPPH* e ABTS*+ e pelo método quimiluminescente do sistema luminol/hemina/H2O2. Os ensaios colorimétricos serão efetuados em meios de reação parcialmente aquosos para verificar a influência do estado de protonação na atividade antirradicalar dos flavonoides. (AU)

Efeitos do treinamento físico aeróbio, resistido ou combinado em modelos experimentais de disfunções cardiometabólicas associadas à privação dos hormônios ovarianos

Processo:14/04523-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência: 01 de maio de 2014 - 31 de agosto de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Kátia De Angelis
Beneficiário:
Instituição-sede: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Memorial. São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/20141-5 - Efeitos do treinamento físico aeróbio, resistido ou combinado em modelos experimentais de disfunções cardiometabólicas associadas à privação dos hormônios ovarianos, AP.R
Assunto(s):MenopausaTreinamento aeróbioPressão sanguínea
Resumo
Considerando o importante papel do estresse oxidativo e da inflamação nas doenças cardiovasculares o objetivo geral do projeto jovem investigador, para o qual a esta bolsa destina-se, será avaliar e comparar os efeitos do treinamento físico dinâmico aeróbio, resistido ou combinado em ratas ooforectomizadas normotensas diabéticas por estreptozotocina e em ratas ooforectomizadas hipertensas submetidas à sobrecarga de frutose. O plano de trabalho para esta bolsa de treinamento técnico tem como objetivos: o estabelecimento e a padronização das técnicas de fatores inflamatórios no Laboratório de Fisiologia Translacional da UNINOVE, bem como a execução das medidas de estresse oxidativo e de marcadores inflamatórios nos subprojetos 1 e 2. Dessa forma, o bolsista auxiliará na instalação dos equipamentos e na padronização das técnicas de dosagem de marcadores inflamatórios e estresse oxidativo que serão utilizadas nos demais subprojeto, tais como, dosagem de peróxido de hidrogênio e de TNF alfa, IL-6, IL-10, adiponectina e leptina por ELISA. A concessão desta bolsa a dedicação de um profissional para auxiliar neste processo é muito importante para o sucesso deste projeto uma vez que os métodos de ELISA que serão empregados no presente projeto ainda não estão estabelecidos em nosso laboratório. (AU)

Variações no conteúdo e na composição de carboidratos solúveis e de compostos fenólicos em espécies arbóreas de Floresta Estacional Semidecidual em reposta a poluentes aéreos

Processo:14/03098-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência: 01 de maio de 2014 - 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Marisa Domingos
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Botânica. Secretaria do Meio Ambiente (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Compostos fenólicos
Resumo
Nas últimas décadas, uma grande quantidade de poluentes tem sido emitida para a atmosfera da Região Metropolitana de Campinas (RMC), devido às atividades antrópicas relacionadas aos diferentes usos da terra. Entre os principais poluentes aéreos encontrados na RMC estão os óxidos de nitrogênio, óxidos de enxofre, materiais particulados contendo elementos e compostos tóxicos e o ozônio. Uma vez absorvidos pelas plantas, tais poluentes podem formar espécies reativas de oxigênio (ERO), com alto poder oxidativo, que danificam estruturas celulares e causam distúrbios fisiológicos e bioquímicos. Em grande escala, tais distúrbios podem afetar a produtividade e a estrutura de comunidades florestais, como a da Floresta Estacional Semidecidual, que é abrangida pelo domínio da Mata Atlântica em São Paulo. Por outro lado, determinados compostos fenólicos e alguns carboidratos podem auxiliar na defesa das plantas contra a ação das ERO. Sendo assim, a caracterização de alterações qualitativas e quantitativas nessas substâncias pode contribuir para a determinação do potencial de tolerância de espécies vegetais ao estresse oxidativo. Assim, o objetivo geral do presente estudo é avaliar se ocorrem mudanças qualitativas e quantitativas nos carboidratos solúveis e nos compostos fenólicos de espécies arbóreas nativas de Floresta Estacional Semidecidual, quando expostas às variações nas concentrações de poluentes aéreos da Região Metropolitana de Campinas, associadas às oscilações naturais em fatores climáticos, visando a contribuir para o estabelecimento do nível de tolerância destas aos estresses ambientais na região de estudo. Para isso, amostras foliares de três espécies arbóreas serão coletadas na borda de fragmentos florestais localizados em diferentes direções e distâncias do polo industrial de Paulínia, que está inserido na RMC. As coletas serão realizadas em dias consecutivos, em diferentes horários, nas estações seca e chuvosa, para a análise de carboidratos e compostos fenólicos. Além disso, por meio de experimentos complementares, será estabelecido o andamento diário nas respostas fisiológicas mencionadas e ainda nas trocas gasosas, objetivando verificar até que ponto as mudanças na composição e quantidade de carboidrados estariam associadas à fotossíntese. Ainda, os níveis de poluentes aéreos serão mensurados durante o período de coleta, assim como serão tomados alguns dados meteorológicos. Análises estatísticas multivariadas permitirão inferir sobre as associações entre as variações nas respostas biológicas e nas condições ambientais. (AU)

Modulação do NF-kB em glia e neurônio induzida pela dieta intermitente em camundongos nocaute TLR4

Processo:14/03613-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência: 01 de maio de 2014 - 31 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Cristoforo Scavone
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Mark P. Mattson
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: National Institutes of Health, Baltimore (NIH) (Estados Unidos)
Assunto(s):Dieta intermitenteHipocampoNeurofarmacologia
Resumo
A restrição de energia da dieta (RED) expõe o organismo a um estresse nutricional moderado que não apenas estimula as proteínas do estresse, mas também os mecanismos de defesa do organismo, tornando-o mais resistente a estímulos tóxicos ou potencialmente deletérios. Em geral, a RED parece atuar em vias associadas com a resposta inflamatória e sobrevivência celular, e aumenta a resistência das células contra o estresse oxidativo, envolvendo com isso a modulação de fatores de transcrição como o NF-ºB. Contudo, pouco se sabe sobre os mecanismos moleculares envolvidos e o papel do receptor tipo Toll-4 (TLR4) na modulação dos efeitos beneficiais da RED. No entanto, nossos resultados preliminares mostraram que a dieta intermitente causa uma redução significativa nos níveis de RNA mensageiro de TLR4 no hipocampo de ratos, sugerindo um envolvimento deste receptor nos efeitos da RED. Este projeto tem como objetivo avaliar a influência do receptor TLR4 nos efeitos neuroprotetores induzidos pela dieta intermitente nos mecanismos de sinalização associados com o fator de transcrição NF-ºB em glia e neurônio. Um melhor entendimento desses processos fisiológicos pode permitir o desenvolvimento de novas estratégias de intervenções farmacológicas destinadas à promoção da longevidade e do envelhecimento saudável, assim como o tratamento de doenças neurodegenerativas. (AU)

Regulação recíproca da atividade neuronal por S-nitrosilação e s-palmitoilação

Processo:14/02135-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência: 01 de maio de 2014 - 31 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Leonardo Resstel Barbosa Moraes
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Haralambos (Harry) Ischiropoulos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Local de pesquisa: Children's Hospital of Philadelphia (CHOP) (Estados Unidos)
Assunto(s):Estresse oxidativoÓxido nítrico
Resumo
As espécies reativas de oxigênio (EROS) e as espécies reativas de nitrogênio (ERNs) são produzidas durante o metabolismo normal das células e dependendo da sua concentração podem ser benéficas, exercendo funções biológicas importantes como a sinalização e a proliferação celular, porém, um desequilíbrio na homeostasia pro-oxidante /antioxidante é responsável por gerar o estresse oxidativo/nitrosativo (EON). Neste caso, a resposta celular pode ser modificada, incluindo o aumento da proliferação, a senescência e a morte celular (apoptose). A análise proteómica é uma importante técnica que permite a identificação de todas as proteínas presentes em uma célula, e também o seu mapeamento tridimensional, dessa maneira é possível traçar a localização exata de uma proteína em um determinado momento, isto a torna uma ferramenta útil, uma vez que a expressão gênica pode sofrer a influência de vários estímulos ambientais que podem induzir o EON responsável por provocar danos em proteínas e lipídios de membranas. Estes danos podem ocasionar o aparecimento de várias doenças, entre elas, os transtornos psiquiátricos (a depressão e a ansiedade). Diversos marcadores são utilizados para identificar a formação de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio (ERON), porém, o estudo dos mecanismos moleculares de modificações em proteínas pós- tradução em doenças psiquiátricas ainda é pouco elucidado, dentre estas proteínas podemos citar: S- palmitoilação e a S -nitrosilação, que são modificações químicas das cadeias proteicas após a tradução, atuam em processos de sinalização celular através da modulação da atividades de enzimas, os ERONs podem impedir tais modificações por mecanismos ainda pouco elucidados e, consequentemente, comprometer os mecanismos de sinalização celular promovendo alterações funcionais responsáveis por o surgimento de várias patologias. Dessa forma, a identificação proteómica de uma célula pode ser uma estratégia útil para a compreensão de mecanismos moleculares envolvidos no desenvolvimento e progressão de desordens de ansiedade, bem como de outras doenças psiquiátricas. (AU)

Expression of glutathione, glutathione peroxidase and glutathione S-transferase PI in canine mammary tumors

Processo:14/03222-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de abril de 2014 - 30 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Debora Aparecida Pires de Campos Zuccari
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (São Paulo - Estado). São José do Rio Preto, SP, Brasil
Assunto(s):GlutationaCultura de célulasEstresse oxidativoArtigo científico
Resumo
A glutationa (GSH) é um dos agentes mais importantes do sistema de defesa antioxidante da célula , porque , em conjunto com a glutationa peroxidase (GSH-Px) e glutationa -S-transferase pi (GSTpi) , que desempenha um papel central na desintoxicação e biotransformação de drogas quimioterápicas . Este estudo avaliou a expressão das enzimas GSH, GSH- Px e GSTpi por imuno-histoquímica em 30 tumores mamários caninos, relacionando os parâmetros clínico-patológicos, evolução clínica e sobrevida das cadelas . Num estudo in vitro, a expressão dos genes glutamato cisteína ligase (GCLC) e glutationa-sintetase (GSS), que sintetizam GSH, e o gene GSH-Px foram verificadas por qPCR após o tratamento das células com doxorrubicina, para verificar a resistência das células cancerosas a quimioterapia.ResultadosA expressão imuno-histoquímica da GSH, GSH- Px e GSTpi foi comparada com as características clínicas e patológicas e a evolução clínica nas cadelas, incluindo metástase e morte. Os resultados mostraram que a elevada expressão de GSH foi correlacionada com a ausência de ulceração e estava presente em cadelas sem metástases (P < 0,05). Houve uma correlação de sobrevida com o aumento de GSH (P < 0,05). A expressão das enzimas GSH- Px e GSTpi não mostraram correlação estatisticamente significante com as variáveis analisadas ( p> 0,05) . A análise da expressão relativa de genes responsáveis pela síntese de GSH (GCLC e GSS) e GSH - Px por PCR quantitativo foi realizado com culturas de células de 10 fragmentos de tumor de cadelas portadoras de tumores mamários. As células de cultura mostraram um decréscimo na expressão da GCLC e GSS quando comparada com células não tratadas (P < 0,05). Alta expressão GSH foi associado com melhores resultados clínicos.ConclusãoA expressão elevada da GSH parece desempenhar um papel importante no resultado clínico de pacientes com tumores mamários e sugerem a sua utilização como marcador de prognóstico. A doxorrubicina no tratamento in vitro reduz significativamente a expressão dos genes GCLC e GSS, assim podemos considerá-los como candidatos a marcadores preditivos de resposta terapêutica no câncer de mama. (AU)

Participação da NADPH oxidase 2 induzida pelo estrogênio em lesões no DNA e na regulação da autofagia em linhagem celular de mama

Processo:13/21075-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Brasil
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Beneficiário:
Pesquisador visitante: Rodrigo Soares Fortunato
Instituição do pesquisador visitante: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) (Brasil)
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/52417-7 - Respostas celulares a lesões no genoma, AP.TEM
Assunto(s):NADPH Oxidase
Resumo
RESUMOO papel das espécies reativas de oxigênio (ERO) na carcinogênese de vários tecidos já é bem descrito, porém, a fonte produtora dessas moléculas no câncer de mama permanece controversa. As células do nosso organismo normalmente produzem ERO como subproduto de reações catalisadas pelas enzimas xantina oxidase, ciclooxigenase, dentre outras e através do escape de elétrons da cadeia de transporte mitocondrial, porém, existem enzimas cuja única função é a produção de ERO, denominadas NADPH Oxidases (NOX). O aparecimento de trabalhos correlacionando a atividade dessas enzimas ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer são recentes, e até o momento não existem estudos publicados demonstrando a participação dessas enzimas em modelos que sabidamente são fatores de risco para o câncer de mama, como a exposição ao estrogênio. Pretendemos com esse trabalho demonstrar que o estresse oxidativo induzido pelo estrogênio em células epiteliais mamárias não depende só das ERO geradas durante a metabolização desse hormônio, mas também do aumento da expressão das NOX, além de tentar elucidar as consequências funcionais desse evento através da avaliação de danos oxidativos ao DNA e mecanismos relacionados a sobrevivência e morte celular. Com isso, avançaremos no entendimento dos mecanismos moleculares da doença, o que pode ser útil futuramente para o desenvolvimento de novas abordagens de terapêutica e prevenção do câncer de mama. (AU)

Avaliação dos marcadores de risco cardiovascular em adolescentes obesos

Processo:13/23539-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2014 - 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Cristiane Kochi
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho. São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Endocrinologia pediátricaObesidadeAdolescentesFatores de riscoDoenças cardiovascularesAterosclerose
Resumo
Atualmente, a obesidade é um problema de saúde pública no mundo inteiro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010 mostraram que entre os adolescentes, 21,7% dos meninos e 19,4% das meninas estão acima do peso. Além disso, 5,9% dos adolescentes do sexo masculino são obesos, contra 4% das meninas. A obesidade é um distúrbio crônico metabólico que está associado à futura doença aterosclerótica, com índices de morbidade e mortalidade aumentados, cujo processo inflamatório não só causa disfunção endotelial, mas também desencadeia a proliferação e migração celulares, estresse oxidativo, apoptose, trombose e necrose celular. Serão investigados os fatores de risco para as complicações relacionadas à obesidade em adolescentes com excesso de peso, púberes, de ambos os sexos, através da medição do perfil lipídico, teste de tolerância oral à glicose, PCR ultra-sensível, quantificação da espessura da íntima-média carotídea, avaliação da gordura intramiocelular por ressonância magnética, dosagem da relação cortisol/cortisona pela cromatografia líquida de alta performance e de ICAM-1 por ELISA. Para análise entre grupos distintos e independentes será utilizado o teste t de Student. Para determinar o grau de associação entre duas variáveis será utilizado o Spearman Rank Correlation test. A partir da detecção precoce do risco de doença aterosclerótica será possível uma orientação e intervenção maior quanto à prática alimentar e promoção de atividade física rotineira para prevenção e diminuição dos riscos para doença cardiovascular, diminuindo a morbi-mortalidade na vida adulta. (AU)

Consolidação óssea após fratura diafisária do fêmur de ratos diabéticos, com e sem insulinoterapia e tratamento com Pamidronato de sódio e paratormônio

Processo:13/12445-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:José Batista Volpon
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesq. associados:

Ariane Zamarioli

Assunto(s):OrtopediaFraturasCalo ósseoDiabetes mellitusHormônios paratireóideosDifosfonatos
Resumo
A fratura do osso desencadeia uma cascata de eventos cuja finalidade é reparar a lesão formando o calo ósseo, de modo a restabelecer a continuidade entre os fragmentos fraturados e recuperar todas as funções anteriores. A diabetes mellitus é doença sistêmica que afeta o metabolismo como um todo e pode interferir de maneira significativa na qualidade e reparação do tecido ósseo. No diabético, são maiores tanto a incidência de fraturas, como as anomalias de consolidação, que decorrem de alterações nas sinalizações celulares, exacerbação da fase inflamatória, comprometimento circulatório, alterações dos fatores de crescimento e hormônios, além do maior estresse oxidativo e morte celular. Objetivo: estudar a consolidação de fraturas ósseas na diabetes mellitus e avaliar o efeito sobre a qualidade do reparo ósseo, com a administração de insulina, pamidronato de sódio e paratormônio (PTH). Materiais e Métodos: ratos Wistar com massa corpórea inicial de 230 a 250 gramas serão distribuídos em 11 grupos experimentais (n=20): (1) DM: ratos diabéticos; (2) DM+INS: ratos diabéticos e tratados com insulina; (3) CON+FRAT: ratos normais submetidos à fratura óssea; (4) DM+FRAT: ratos diabéticos submetidos à fratura óssea; (5) DM+INS+FRAT: ratos diabéticos submetidos à insulinoterapia e fratura óssea; (6) CON+FRAT+PAM: ratos normais submetidos à fratura óssea e administração de pamidronato de sódio; (7) DM+FRAT+PAM: ratos diabéticos submetidos à fratura óssea e administração de pamidronato de sódio; (8) DM+INS+FRAT+PAM: ratos diabéticos submetidos à fratura óssea, tratados com insulina e administração de pamidronato de sódio; (9) CON+FRAT+PTH: ratos normais submetidos à fratura óssea e administração de PTH; (10) DM+FRAT+PTH: ratos diabéticos submetidos à fratura óssea e administração de PTH e; (11) DM+INS+FRAT+PTH: ratos diabéticos submetidos à fratura óssea, tratados com insulina e administração de PTH. Em todos os grupos avaliações serão realizadas nos tempos correspondentes a 14 e 28 dias pós-fratura. A indução diabética será pela aplicação intravenosa de estreptozotocina e o controle da glicemia feito duas vezes por semana, nos animais diabéticos. A administração de insulina será em doses diárias, por via subcutânea, conforme os níveis glicêmicos. A fratura óssea será provocada na região diafisária do fêmur, por método fechado, com carga progressiva aplicada em máquina universal de ensaios mecânicos e os fragmentos ósseos serão fixados com um implante ortopédico, de aço inoxidável (fio de Kirschner), inserido no canal medular através do joelho. Todos os animais serão submetidos à artrotomia do joelho, mesmo naqueles sem fratura. O pamidronato e o paratormônio serão administrados 5 vezes por semana, por via subcutânea. A eutanásia ocorrerá com dose letal de Tiopental®. As análises da qualidade óssea serão feitas na região distal dos fêmures não fraturados e no calo ósseo, e realizadas pela microscopia óptica (caracterização dos tecidos), microtomografia (avaliação qualitativa e quantitativa da microestrutura óssea) imunoistoquímica (avaliação da formação e reabsorção ósseas: dosagem de osteocalcina, osteoprogeterina, RANK), análise da densidade mineral óssea (DXA) e resistência mecânica (ensaio mecânico). Além disso, será realizada análise sistêmica sanguínea de marcadores de formação e reabsorção óssea (osteocalcina, osteoprogeterina e RANK) e análise das adipocinas (leptina e adiponectina) para estudo do envolvimento metabólico do sistema endócrino com as taxas de formação e reabsorção óssea. Os resultados propiciarão uma investigação mais aprofundada do acometimento e reparo ósseo no diabetes, bem como avaliação se o controle da glicemia pela insulinoterapia e se a administração de pamidronato de sódio e paratormônio causam efeito benéfico sobre a qualidade óssea e se haverá efeito somatório, quando ambas as substâncias forem administradas. (AU)

Avaliação do papel da proteína quinase dependente de dsRNA (PKR) na gênese da resistência insulínica e alterações da permeabilidade intestinal na obesidade

Processo:13/24026-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de abril de 2014 - 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Mario Jose Abdalla Saad
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID
Assunto(s):MicrobiotaObesidade
Resumo
A fisiopatologia da resistência à insulina na obesidade está intimamente relacionada com um processo sub-clínico de inflamação crônica de alta complexidade, cujos mecanismos envolvidos ainda não estão bem esclarecidos. Atualmente é aceito que fatores pró-inflamatórios produzidos no tecido adiposo do indivíduo e os altos níveis de ácidos graxos circulantes afetam a transdução da sinalização insulínica em tecidos periféricos (e.g. fígado e músculo esquelético) e no sistema nervoso central (hipotálamo), levando a uma condição de resistência à ação deste hormônio. Além disso, vem ganhando destaque na pesquisa científica o papel do trato intestinal e sua microbiota como importantes precursores e mediadores de inflamação sistêmica no contexto da obesidade. O mecanismo exato, através do qual a microbiota e inflamação intestinal contribuem para as alterações metabólicas relacionadas à obesidade, ainda não está claro. Sugere-se que o LPS (lipopolissacárides), derivado da parede de bactérias gram-negativas do intestino de indivíduos obesos induz alterações na permeabilidade intestinal, por desorganização de estruturas tipo Tight-Junctions (TJ), favorecendo o acesso dessas toxinas à circulação sistêmica.Estudos recentes apontam a proteína quinase dependente de dsRNA (PKR) como componente chave da sinalização pró-inflamatória envolvida no mecanismo de resistência insulínica em obesidade. A PKR foi inicialmente descrita como um mediador da atividade antiviral e antiproliferativa de interferons. Sabe-se também que sua atividade é modulada por elementos diferentes de dsRNA, como fatores de crescimento, citocinas e estímulos pró-inflamatórios (como o próprio LPS) e estresse oxidativo. Além disso, existe ampla constatação experimental de que esta proteína interage diretamente com elementos críticos da via de sinalização da insulina que regulam, por sua vez, a ação deste hormônio e o metabolismo. Com base na hipótese de que a PKR poderia atuar diretamente tanto na desorganização das TJ intestinal, em função de seus efeitos de inibição de síntese e indução de degradação proteica, como sobre a sustentação de inflamação crônica intracelular, esta quinase apresenta características que a torna um importante componente primário na fisiopatologia da resistência à insulina em condições de obesidade. No entanto, não há qualquer descrição na literatura científica do papel da PKR sobre a gênese e manutenção de alterações da permeabilidade intestinal e resistência insulínica em indivíduos obesos.Portanto, o presente projeto tem como objetivo principal avaliar o papel da proteína PKR na indução precoce de alterações da permeabilidade do intestino de animais alimentados com deita hiperlipídica, procurando evidenciar mecanismos chave dependentes de resposta inflamatória e controle de síntese proteica que possam explicar as alterações moleculares e funcionais que contribuam para a gênese e manutenção da resistência insulínica em condições de obesidade. (AU)

Estudo do mecanismo de ação do inibidor de protease EcTI e peptídeos sintéticos estruturalmente relacionados ao inibidor em linhagens de células leucêmicas humanas

Processo:13/13239-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Maria Luiza Vilela Oliva
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto Nacional de Farmacologia (INFAR). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/53766-5 - Proteínas de origem vegetal com seletividade para inibição de enzimas de mamíferos e seu papel como agente anti-inflamatório, antitrombótico, antidiabético e antitumoral, AP.TEM
Assunto(s):PeptídeosNeoplasiasInibidores de proteasesSinalização celular
Resumo
Vários estudos descrevem a ação de inibidores de protease sob a coagulação sanguínea, processos digestivos e inflamatórios, remodelação do tecido, além de serem capazes de regular a proliferação, apoptose e o ciclo celular. EcTI é um inibidor de massa molecular 20 kDa isolado das sementes de Enterolobium contortisiliquum que inibe a atividade de tripsina, quimotripsina, calicreína plasmática humana (HuPK), plasmina, elastase de neutrófilo humano e está envolvido na ativação da MMP-2 e MMP-9. Já foi demonstrado o efeito inibitório de EcTI sob a viabilidade de células de câncer colorretal, câncer de mama, bem como nas linhagens de leucemias humanas (K562 e THP-1), propostas neste trabalho. Ainda, EcTI inibe a invasão de células de câncer gástrico por alterações na via de sinalização celular dependente de integrinas. Assim, a capacidade de controlar as inúmeras funções sinalizadoras das proteases tem tornado este inibidor um instrumento interessante para estudos em modelos de câncer. Diversos estudos tem reportado a participação do metabolismo energético mitocondrial e a formação das espécies reativas de oxigênio (EROs) nos processos de diferenciação, manutenção, sinalização e sobrevivência de células leucêmicas. Dessa forma, a proposta deste trabalho é investigar os mecanismos envolvidos na inibição da viabilidade das linhagens K562 e THP-1 por EcTI, bem como analisar o estado de estresse oxidativo nestas células após o tratamento com o inibidor. Ainda, é nosso objetivo avaliar o efeito de peptídeos sintéticos derivados do sítio reativo de EcTI procurando estabelecer a menor estrutura responsável pela função inibidora. (AU)

Inter-relação entre diferentes processos fisiopatológicos na Doença de Alzheimer e comprometimento cognitivo leve amnéstico: o papel da inflamação, beta-amilóide, proteína tau e gene ApoE4

Processo:13/25857-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Marcio Luiz Figueredo Balthazar
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/17092-0 - Biomarcadores na Doença de Alzheimer e comprometimento cognitivo leve: estudo de métodos de ressonância magnética funcional e marcadores liquóricos e plasmáticos, AP.JP
Assunto(s):Doença de AlzheimerInflamaçãoDegeneração neural
Resumo
A doença de Alzheimer DA é a principal causa de demência na população, com uma prevalência que aumenta com o envelhecimento demográfico. É, ainda, dentre as mais prevalentes causas de mortalidade, a única que não possui prevenção e tratamento eficaz, constituindo um problema mundial de saúde pública.A impossibilidade de se prevenir e tratar a DA provém em parte do escasso conhecimento acerca de sua etiologia. Por conta disso, o estudo de biomarcadores tem sido um dos principais aspectos da pesquisa contemporânea na DA.Dentre os biomarcadores laboratoriais, destacam-se a proteína beta-amiloide 42 (betaA42), a proteína tau fosforilada (p-tau) e a proteína tau total (t-tau) no líquido cefalorraquidiano (LCR). Evidências sugerem que há uma diminuição dos níveis de betaA42 no LCR já nas fases de comprometimento cognitivo leve amnéstico (CCLa) e DA pré-clínica. Demonstrou-se também um aumento da quantidade de p-tau e t-tau no LCR. Contudo, além destes biomarcadores, evidências apontam para a relação do alelo e4 da apolipoproteína E (APOE4) como um fator de risco para o desenvolvimento da DA, influenciando na deposição da betaA42 nas placas neuríticas - as quais constituem evidências histopatológicas da DA - e em sua produção.Entretanto, vale ressaltar que outros fatores de risco estão possivelmente implicados na etiologia da DA. Dentre eles, alguns dos principais estão relacionados à resposta inflamatória local e sistêmica. Percebe-se, assim, que a DA constitui uma doença multifatorial com uma complexa fisiopatologia. Contudo, estudos sugerem que o estresse oxidativo e a neuroinflamação seriam o eixo a ligar todos os outros possíveis mecanismos patológicos. A compreensão da relação entre o processo inflamatório e o neurodegenerativo, por conseguinte, é crucial para a compreensão das bases fisiopatológicas da DA.O presente estudo, portanto, pretende estudar a relação entre alguns marcadores de neuroinflamação (IL-1, IL-6, alfa-TNF, alfa-1 antitripsina e proteína C reativa) e marcadores da neurodegeneração (dosagem plasmática de betaA42, e proteína tau total e fosforilada), esperando a obtenção de dados que subsidiem hipóteses acerca da fisiopatologia da DA. (AU)

Efeito da hiperuricemia no plasma de gestantes portadoras de pré-eclâmpsia sobre a autofagia em células mononucleares

Processo:14/00693-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência: 01 de abril de 2014 - 30 de abril de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Maria Terezinha Serrão Peraçoli
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Steven S. Witkin
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Local de pesquisa: Weill Cornell Medical College (Estados Unidos)
Assunto(s):TocoginecologiaPré-eclâmpsiaÁcido ÚricoAutofagiaInflamassomos
Resumo
A pré-eclâmpsia (PE) é uma complicação clínica da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria, identificadas após a 20ª semana de gestação. Essa patologia está associada com hiperuricemia, valores séricos elevados de citocinas inflamatórias, ativação de leucócitos e estresse oxidativo. Níveis elevados de ácido úrico no plasma de gestantes com PE têm sido considerados não apenas como um marcador de gravidade, mas representam uma contribuição direta para a patogênese da PE. Cristais de ácido úrico podem ativar um complexo intracelular denominado inflamassomo, uma estrutura multi-protéica, importante para o processamento e liberação das citocinas inflamatórias IL-1b e IL-18. Por outro lado, o processo intracelular catabólico denominado autofagia, que elimina organelas e proteínas danificadas do citoplasma, parece ser um potente mecanismo anti-inflamatório, que controla a ativação de inflamassomas e é capaz de manter a homeostase celular. Considerando que a hiperuricemia é um achado comum em gestações com pré-eclâmpsia, associado com gravidade, estresse oxidativo e níveis elevados de citocinas inflamatórias presentes no plasma das pacientes, o presente estudo tem como objetivo avaliar se os níveis plasmáticos de ácido úrico em gestantes portadoras de PE podem inibir a autofagia in vitro por células linfóides mononucleares e, se esse efeito pode variar com a concentração de ácido úrico no plasma. Serão estudadas 40 gestantes, sendo 20 normotensas e 20 portadoras de pré-eclâmpsia, pareadas pela idade gestacional e 20 mulheres saudáveis não grávidas. Células mononucleares do sangue periférico (5 x 105) obtidas de mulheres saudáveis não grávidas serão incubadas a 37oC, em atmosfera constante de 5% de CO2, na presença ou ausência de 10% de plasma de gestantes normotensas ou pré-eclâmpticas. Como controle, o ensaio do será realizado na presença ou ausência de rapamicina, indutor de autofagia, na concentração de 800 mmol/L. Culturas controle serão realizadas na presença de 10% de soro bovino fetal e diferentes concentrações de urato monosódico. Após 48 de cultura as células submetidas à lise e a proteína p62 será determinada no sobrenadante das células por ensaio imunoenzimático (ELISA). (AU)

Papel do estresse oxidativo mitocondrial e da UCP2 na epilepsia induzida pelo modelo experimental da pilocarpina

Processo:13/24515-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de abril de 2014 - 31 de março de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Fulvio Alexandre Scorza
Beneficiário:
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):EpilepsiaEstresse oxidativoPilocarpinaMitocôndrias
Resumo
A epilepsia do lobo temporal (ELT) é a forma mais comum de epilepsia em humanos. Evidências apontam para o fato das lesões neuronais observadas na epilepsia serem resultado de excessiva produção de radicais livres (estresse oxidativo), relacionado com a excitotoxicidade glutamatérgica. A mitocôndria é responsável pela síntese de ATP mas também está envolvida na captação e liberação de Ca2+, na permeabilidade mitocondrial transitória e na geração de EROs (espécies reativas de oxigênio). É sabido que alterações ultra-estruturais na cadeia respiratória podem ocorrer frente a uma excessiva produção de EROs. A primeira proteína desacopladora da cadeia respiratória mitocondrial (UCP, uncoupling protein mitocondrial) descrita foi a UCP1; posteriormente outras também foram descritas. A UCP2 é expressa em determinadas regiões do cérebro sendo responsável por estabilizar o potencial de membrana mitocondrial, importante evento sugerido para reduzir a morte celular. Especula-se que a ativação da UCP2 possa ser neuroprotetora por proteger os neurônios de processos degenerativos associados ao estresse oxidativo mitocondrial. Nesse sentido, a primeira etapa do projeto visamos avaliar nos 3 períodos do modelo de pilocarpina: a expressão protéica da UCP2 e das enzimas antioxidantes (MnSOD e GPx) nas mitocôndrias hipocampais, a atividade enzimática dos complexos da cadeia respiratória, a produção de EROs e a morfologia dessas mitocôndrias. Na segunda etapa do trabalho visamos, utilizando siRNA da UCP2 injetado 48 horas antes da pilocarpina, verificar o provável papel neuroprotetor da UCP2 frente a produção de radicais livres. Pretendemos assim, com o uso do siRNA, observar se ocorrerá alterações fenotípicas durante a evolução do modelo experimental, analisar a morte neuronal, a morfologia dessas mitocôndrias, a produção de EROs e a atividade enzimática dos complexos da cadeia respiratória. Esperamos que os resultados esperados sirvão de base para o entendimento do papel do estresse oxidativo mitocondrial e da participação da UCP2 na epileptogênese e na sua progressão fornecendo conhecimento para outros estudos e avanços terapêuticos. (AU)

Estudo das alterações do metabolismo glicídico e lipídico em modelo com deficiência da transidrogenase de nucleotídeo de nicotinamida mitocondrial (NNT)

Processo:14/02819-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de abril de 2014 - 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Helena Coutinho Franco de Oliveira
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID
Assunto(s):AdiposidadeInsulina
Resumo
Nossos estudos recentes, comparando 2 linhagens de camundongos C57BL6/J com e sem deficiência da enzima transidrogenase de nucleotídeo de nicotinamida mitocondrial (NNT), revelaram que a deficiência desta enzima está associada com aumento de adiposidade, esteatose hepática, intolerância à glicose e hiperinsulinemia (resistência a insulina) e hipersecreção de insulina. Além disso, houve aumento do conteúdo total de insulina nas ilhotas pancreáticas dos animais deficientes da NNT. Este fenótipo caracteriza a condição denominada de síndrome metabólica que é positivamente associada com alto risco de doenças vasculares. Na síndrome metabólica encontra-se também um estado crônico de inflamação sub-clínica e estresse oxidativo. A NNT é uma enzima mitocondrial que produz NADPH a partir de NADP+ e NADH, e, portanto é considerada o principal gerador de poder redutor para o sistema enzimático antioxidante mitocondrial. Diminuição de NADPH (na deficiência de NNT) causa diminuição da razão GSH/GSSG, diminuindo a capacidade antioxidante e aumentando a geração de espécies reativas de oxigênio mitocondrial. Nossa hipótese é de que a deficiência de NNT causa estresse oxidativo, o qual contribui para a gênese destes distúrbios do metabolismo glicídico e lipídico. Assim, os objetivos deste projeto são estudar os mecanismos celulares e moleculares envolvidos no efeito da deficiência da NNT sobre a homeostase glicêmica e adiposidade de camundongos C57BL6/J deficientes de NNT (B6-J, Jackson Lab) e C57BL6/JUnib com NNT intacta (B6-UNI, Cemib-Unicamp). (AU)

Variabilidade intraguilda e interguilda em fungos ao agente genotóxico 4-nitroquinoline-1-oxide (4NQO) e atividades enzimáticas associadas ao estresse oxidativo causado pelo 4NQO

Processo:14/03567-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência: 01 de abril de 2014 - 02 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Drauzio Eduardo Naretto Rangel
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D). Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). São José dos Campos, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/06374-1 - Luz visível durante o crescimento induz aumento de tolerância de conídios a diferentes condições de estresse em fungos, AP.JP
Assunto(s):Fungos entomopatogênicosFungos fitopatogênicos
Resumo
A exposição à luz durante o crescimento influencia o metabolismo primário e secundário, crescimento, desenvolvimento sexual e assexual, e formação de pigmentos em muitos fungos. Entretanto, pouco é conhecido sobre os efeitos fenotípicos causados pela luz durante o crescimento micelial de fungos na tolerância de conídios a diferentes condições de estresse. Neste estudo, conídios de várias espécies de fungos entomopatogênicos serão cultivados em meio de batata, dextrose, ágar e extrato de levedura (PDAY) em condições de exposição contínua a luz visível, luz e escuro alternados, ou escuro contínuo. A tolerância destes conídios produzidos em diferentes regimes de luz será avaliada com relação ao agente genotóxico 4-nitroquinoline-1-oxide (4NQO). A atividade enzimática dos conídios produzidos sob luz e escuro serão estudadas para avaliar se as enzimas antioxidativas são importantes para proteção destes esporos ao agente genotóxico 4NQO. A principal hipótese é que a exposição à luz durante o crescimento micelial aumente a tolerância de conídios ao estresse osmótico nos fungos. (AU)

Determinação das concentrações de resíduos de gases anestésicos e avaliação genômica e de estresse oxidativo em profissionais recém-expostos

Processo:13/18075-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência: 24 de março de 2014 - 23 de maio de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Mariana Gobbo Braz
Beneficiário:
Anfitrião: Chung-Yen Chen
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Local de pesquisa: Tufts University (Estados Unidos)
Assunto(s):AnestesiologiaAnestésicos inalatóriosEstresse OxidativoExposição Ocupacional
Resumo
Raros são os dados existentes no Brasil em relação ao monitoramento da exposição profissional aos resíduos de gases anestésicos e não há dados na literatura nacional quanto à determinação de concentração de resíduos de gases anestésicos em salas de operação (SO). O presente projeto foi delineado com o objetivo de determinar as concentrações de resíduos de gases anestésicos na SO e avaliar as lesões oxidativas no DNA, mutações e o estresse oxidativo em profissionais recém-expostos. O estudo será realizado no centro cirúrgico do Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, em 60 médicos residentes, sendo 30 sem exposição e 30 residentes da anestesiologia e cirurgia com exposição de três anos aos resíduos de gases anestésicos. Serão determinados os valores das concentrações ambientais de resíduos de gases anestésicos na SO, utilizando aparelho portátil de espectrofotometria infravermelha. Amostras de sangue venoso e de células da mucosa oral serão coletadas de todos os profissionais. Os danos no DNA serão detectados pelo teste do cometa e os danos cromossômicos em mucosa oral pelo teste do micronúcleo, e serão realizados no Brasil. O estresse oxidativo será avaliado no plasma pelas metodologias total antioxidant performance (TAP) e com marcadores de peroxidação lipídica e de proteína carbonilada no Antioxidants Research Laboratory, Jean Mayer USDA Human Nutrition Research Center on Aging, Tufts University (Boston, MA), EUA. Dessa forma, tem-se o intuito de criação de nova linha de pesquisa em nossa Instituição (exposição ocupacional aos anestésicos) com parceria internacional. Com os resultados obtidos, conheceremos os valores das concentrações de resíduos de gases anestésicos e os seus possíveis efeitos no estresse oxidativo e no material genético de profissionais recém-expostos. Essas avaliações certamente contribuirão para futuras ações preventivas, visando adequação das concentrações de resíduos de gases anestésicos às normas internacionais e diminuição de eventuais danos aos profissionais recém-expostos, com impacto direto para a saúde pública. (AU)

Estudo da autofagia no processo de proteção celular de ratas senescentes

Processo:13/20073-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Soraya Soubhi Smaili
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto Nacional de Farmacologia (INFAR). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):AutofagiaFármacos neuroprotetoresDoenças neurodegenerativasSistema nervoso centralEnvelhecimentoLítioMorte celular
Resumo
O envelhecimento está associado a disfunções metabólicas e ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas desencadeadas pela redução de defesas antioxidantes, bem como alterações nos processos apoptóticos e autofágicos. Muitos estudos têm reportado a autofagia como estratégia de neuroproteção no envelhecimento e doenças neurodegenerativas, embora pouco se saiba sobre seu papel em tecidos periféricos. O lítio pode ter um papel protetor pela modulação da autofagia e redução do estresse oxidativo. Deste modo, constituem desafios científicos deste projeto determinar o modo de ação do lítio sobre sistema nervoso central e tecido hepático de animais jovens e senescentes. Para isso, serão utilizadas ratas Wistar divididas em dois grupos: jovens (4-6 meses) e senescentes (22-26 meses). Os animais jovens serão separados em dois subgrupos : o grupo C, controle que receberá água destilada e o grupo L, que receberá solução de lítio na concentração neuroprotetora. O grupo senescente também será separado em dois subgrupos: grupo S, que receberá água destilada; grupo SL, que receberá solução de lítio na concentração neuroprotetora. Após 30 dias de tratamento serão analisados parâmetros comportamentais, autofagia e estresse oxidativo no fígado e no corpo estriado, bem como perfil lipídico sérico de animais jovens e senescentes. Os dados contribuirão para avaliarmos a atividade antioxidante ou citotoprotetora do lítio em tecidos como cérebro e fígado no envelhecimento, relacionando seu mecanismo à indução e modulação da atividade autofágica. Também será possível analisar o efeito do lítio como adjuvante na prevenção do estresse oxidativo e de possíveis danos mitocondriais associados ao processo de envelhecimento. (AU)

Estudo do efeito cardioprotetor e terapêutico de extratos vegetais na necrose miocárdica induzida por isoproterenol em ratos

Processo:13/05327-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Simone Gusmão Ramos
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesq. associados:

Fabio Carmona

Assunto(s):Cardiopatias congênitasProcedimentos cirúrgicos cardíacosCatecolaminasReceptores adrenérgicos betaInfarto do miocárdioIsoproterenolCardiotônicosExtratos vegetaisCurcumina
Resumo
Cirurgias para correção de cardiopatias congênitas estão cada vez mais frequentes no Brasil e no mundo. Entretanto, mesmo com os avanços obtidos nas técnicas cirúrgicas e de perfusão, alguns casos, especialmente os mais complexos, podem evoluir com insuficiência cardíaca refratária (IC) e óbito. Em um estudo retrospectivo em pacientes que foram submetidos à cirurgia para correção de cardiopatias congênitas (CC) com circulação extracorpórea (CEC) no HC FMRP-USP e evoluíram com óbito, observamos infartos múltiplos em diferentes estágios de evolução e microcalcificações dispersas no miocárdio, mesmo sem obstrução coronariana. No estudo seguinte, confirmamos que após a CEC ocorreu um efetivo aumento da expressão gênica dos receptores de catecolaminas (receptores adrenérgicos ²1 e ²2) e da quinase de receptor GRK-2 nos cardiomiócitos atriais em comparação com as biópsias colhidas no início da CEC. Essa alteração foi associada ao aumento dos níveis séricos de lactato, observado 12h após o término da CEC. Mais ainda, a fração N-terminal do precursor do peptídeo natriurético tipo B (NT-ProBNP) e a troponina I também estavam elevadas logo após a CEC, permanecendo em níveis elevados até 48h após a cirurgia. Esses marcadores bioquímicos indicam que tenha havido algum grau de hipóxia tecidual/ isquemia miocárdica durante o procedimento cirúrgico. Com esse achado, sugerimos que a lesão miocárdica predominante nos pacientes operados para correção de CC e uso de CEC deve estar relacionada à liberação de catecolaminas durante a cirurgia. Sabendo das limitações da pesquisa envolvendo material humano resolvemos inverter o processo da medicina translacional e estudar o efeito de substâncias cardioprotetoras em lesões miocárdicas por excesso de catecolaminas circulantes. Analisaremos o miocárdio de ratos, utilizando um modelo clássico de lesão induzida por catecolaminas, o isoproterenol (uma catecolamina sintética). Nesses corações, avaliaremos dois mecanismos diferentes de possível ação do isoproterenol: atuação nos receptores adrenérgicos ²1 e ²2 e da quinase de receptor GRK-2 e produção de estresse oxidativo. Em contrapartida, observaremos a interferência nesses processos de um extrato vegetal purificado, a curcumina, considerado como efetivo cardioprotetor na literatura pertinente. Este estudo possui um potencial significativo para abordar novos alvos no desenvolvimento de medicamentos que podem prevenir ou tratar o dano miocárdico de forma segura, minimizando os efeitos colaterais das drogas sintéticas. (AU)

Avaliação dos efeitos da vitamina C na fase aguda e crônica da doença de Chagas em camundongos experimentalmente infectados com a cepa QM1 de Trypanosoma cruzi

Processo:13/22703-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Luciamare Perinetti Alves Martins
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (São Paulo - Estado). Marília, SP, Brasil
Pesq. associados:

Maria Irma Seixas Duarte ; Roberto Esteves Pires Castanho ; Altino Luiz Silva Therezo ; Carla Pagliari

Assunto(s):ParasitologiaDoença de ChagasTrypanosoma cruziEstresse oxidativoEspécies de oxigênio reativasAntioxidantesVitamina CImuno-histoquímica
Resumo
Na América do Sul, aproximadamente 14 milhões estão infectados pelo Trypanosoma cruzi sendo que no Brasil, cerca de três milhões de indivíduos se encontram na fase crônica decorrentes de infecções adquiridas no passado. Do ponto de vista imunológico, foi demonstrado que a ativação de macrófagos pelo T. cruzi resulta na formação de espécies reativas do oxigênio (EROs) de forma que os componentes formados pela reação como Radical superóxido, Radical hidroperoxila, Radical hidroxila, Peróxido de hidrogênio e Oxigênio singlet podem causar danos em qualquer tecido e, para combater os radicais livres, os sistemas biológicos aeróbicos utilizam a defesa antioxidante. A vitamina C atua como agente redutor de diferentes reações, a maioria delas de hidroxilação, mas sua propriedade mais difundida é a de ser um dos mais poderosos antioxidantes do plasma e da defesa localizada nos compartimentos hidrofílicos das células. Embora as propriedades antioxidantes da vitamina C estejam bem estabelecidas, ainda é discutível o seu possível efeito pro oxidante e anti/pro-inflamatório. Considerando as agressões ao hospedeiro decorrentes da produção de EROs; os sistemas de defesa antioxidante do organismo; a vitamina C, como antioxidante não-enzimático e de fonte externa; e a discordância entre artigos científicos sobre o fato do T. cruzi absorver ou não vitamina C do meio, propomos o estudo do efeito da vitamina C na evolução da doença de Chagas aguda e/ou crônica. Para isto, serão dosados marcadores bioquímicos e realizado o estudo histológico e por imuno-histoquímica para avaliar a ação antioxidante e anti ou pro inflamatória da suplementação de vitamina C em camundongos sadios e infectados experimentalmente com a cepa QM1 de T. cruzi na fase aguda e crônica da doença de Chagas. (AU)

Avaliação química, bioquímica e celular dos isômeros conjugados de ácidos graxos polinsaturados sobre parâmetros bioquímicos em processos oxidativos e inflamatórios

Processo:13/24490-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Jorge Mancini Filho
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Metabolismo dos lipídeosÁcidos graxos insaturadosÁcidos linoleicos conjugadosÁcido alfa-linolênicoEstresse oxidativoInflamação
Resumo
Os ácidos graxos conjugados possuem apelo comercial e científico de redução do tecido adiposo e aumento da massa magra corporal, embora também sejam considerados como antioxidantes e antinflamatórios. Os ácidos punícico (C18:3-9c,11t,13c) e ±-eleosteárico (C18:3-9c,11t,13t) são isômeros conjugados do ácido ±-linolênico (C18:3-9c,12c,15c), denominados CLNAs, e estão presentes em altas concentrações nos óleos das sementes de romã (OSR) e do melão-de-são-caetano (OSM), respectivamente. Apesar de serem estruturalmente muito similar aos ácidos linoléico conjugados (CLAs) e ao ácido ±-linolênico (LNA), o que aumenta o interesse nesses isômeros, não está certo se os CLNAs têm benefícios similares aqueles dos CLAs e/ou LNA. No geral, as pesquisas sobre os efeitos dos ácidos graxos conjugados no organismo ainda são limitadas e inconclusivas, algumas vezes mostrando diferentes funções entre os diversos isômeros estudados. Além disso, estudos mostram que os CLNAs são metabolizados e incorporados na forma de CLAs em tecidos animais. Portanto, estudos adicionais são necessários para entender os efeitos dessa incorporação que pode estar alterando a composição dos lipídeos no soro, tecidos e na membrana celular, interferindo na metabolização desses ácidos graxos para a produção de eicosanóides e citocinas inflamatórias e seus mecanismos moleculares nos tecidos e células. Propõe-se neste projeto avaliar o efeito de isômeros de ácidos graxos conjugados (ácido linoléico conjugado, ácido punícico e ácido ±-eleosteárico) em parâmetros que envolvem o metabolismo lipídico, estresse oxidativo e inflamação a nível tecidual (ratos Wistar - soro e tecidos hepático e adiposo) e celular (Raw 264.7, Adipócito 3T3 e Caco-2). (AU)

Exercício físico e estresse oxidativo: influência do nível de condicionamento físico na hipertensão arterial e na relação entre substâncias antioxidantes e oxidantes em idosos

Processo:13/13146-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência: 01 de março de 2014 - 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Hugo Celso Dutra de Souza
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):EnvelhecimentoCondicionamento físicoExercício físicoEstresse oxidativoHipertensão
Resumo
A hipertensão arterial sistêmica é apontada como um dos principais fatores de risco para a insuficiência cardíaca, considerada um dos maiores problemas de saúde pública, especialmente para a população idosa. De causa multifatorial, o estresse oxidativo e o sedentarismo, associados ao baixo nível de condicionamento físico, são apontados como importantes fatores etiológicos. Deste modo, os objetivos do presente estudo são: avaliar o estresse oxidativo através da quantificação de substâncias oxidantes e antioxidantes em idosos hipertensos e normotensos e verificar se o nível de condicionamento físico contribui para modular esta relação. 200 idosos, com idade acima de 60 anos, serão divididos de acordo com o nível de condicionamento físico, que será avaliado de duas formas: por meio da determinação indireta do VO2max e a avaliação da aptidão funcional geral através da bateria de testes para idosos da American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance (AAHPERD). Será realizada uma coleta de sangue para a análise dos seguintes componentes: glicose, colesterol total, HDL colesterol, LDL colesterol, triglicerídeos, óxido nítrico, catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase. Serão mensuradas medidas de peso e estatura para o cálculo do índice de massa corporal (IMC), a relação cintura-quadril (RCQ), além da pressão arterial. Os valores serão descritos como médias e desvio padrão e serão realizadas análises do coeficiente de correlação de Pearson para verificar as possíveis relações entre as variáveis. Também será realizada uma análise de variância (ANOVA) para detectar possíveis diferenças entre cada grupo formado. (AU)

Planejamento, síntese e avaliação farmacológica de híbridos com potencial atividade no tratamento da Doença de Alzheimer

Processo:13/23461-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de março de 2014 - 05 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise e Controle de Medicamentos
Pesquisador responsável:Chung Man Chin
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Assunto(s):Doença de AlzheimerÓxido nítricoFator de necrose tumoral alfaQuímica farmacêutica
Resumo
A doença de Alzheimer (DA) é claramente a principal e mais comum causa de demência senil no mundo contribuindo com 60-70% dos casos diagnosticados. Quarta causa de morte em países desenvolvidos, a DA fica atrás somente de doenças cardiovasculares, câncer e acidente vascular cerebral. Mundialmente, a prevalência da demência é estimada em 3,9% das pessoas com 60 anos ou mais. Em países desenvolvidos, cerca de um em cada dez idosos, com 65 anos ou mais, possui algum grau de demência, enquanto mais de um terço das pessoas consideradas como muito idosas, com mais de 85 anos, apresentam sintomas e sinais de demência. A DA é uma doença cerebral progressiva, pacientes diagnosticados mostram uma extensa perda de sinapses e neurônios no hipocampo e nos córtex frontal e temporal, o que gradualmente compromete sua memória, capacidade de aprendizado, raciocínio, comunicação e realização de atividades diárias. Atualmente não há tratamento capaz de curar ou modificar de maneira eficaz a doença, os medicamentos disponíveis no mercado (tacrina, donepezila, rivastigmina, galantamina e memantina) reduzem somente alguns sintomas manifestados pelos pacientes. Assim, é fundamental o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas, para obtenção de novos fármacos capazes de retardar ou impedir a progressão da doença. Este trabalho visa à obtenção de candidatos a fármacos com propriedades anti-inflamatória/neuroprotetora, obtidos através da estratégia de hibridação molecular em que a inibição de TNF-±, ação estabilizadora de microtúbulos e doação de oxido nítrico, poderiam reduzir o processo de neuroinflamação associado à deposição de placas senis e emaranhados neurofibrilares, reduzir o estresse oxidativo e contribuir na plasticidade sináptica, cognição e memória, atenuando os efeitos associados à perda de neurônios dos pacientes acometidos pela DA. (AU)

O papel da (Na+,K+)-ATPase na capacidade osmorregulatória do caranguejo Ucides cordatus: uma abordagem bioquímica e molecular

Processo:13/24252-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência: 01 de março de 2014 - 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Enzimologia
Pesquisador responsável:Francisco de Assis Leone
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Assunto(s):Ucides cordatusEstresse oxidativo
Resumo
Este projeto de pós-doutorado é uma continuidade da linha de pesquisa que vem sendo desenvolvida pelo nosso grupo de pesquisa, com apoio da FAPESP, e que investiga a (Na+,K+)-ATPase branquial de crustáceos como marcador molecular da sua adaptação a biótopos de diferentes salinidades. As espécies dulcícolas enfrentam o desafio de desenvolver respostas fisiológicas às condições hiposmóticas. Estas adaptações relacionam-se ao transporte ativo de captura de íons e à diminuição da permeabilidade tegumentar. A capacidade osmorregulatória dos crustáceos depende do movimento transbranquial de íons Na+ e Cl- entre o meio externo e a hemolinfa, que é controlada pela (Na+,K+)-ATPase e pela V-ATPase, além de uma variedade de outros transportadores distribuídos nas membranas apicais e basolaterais das células branquiais. Ucides cordatus é naturalmente exposto a flutuações de salinidade, que varia de 2 a 33 0, como resultado do fluxo de marés a que está exposto nos manguezais. As alterações na salinidade (aumento ou diminuição) podem afetar a expressão e/ou a atividade de enzimas do sistema antioxidante e dos transportadores de membrana, bem como o consumo de oxigênio.O objetivo deste projeto consiste em compreender os mecanismos envolvidos nas adaptações bioquímicas, fisiológicas e moleculares durante o processo de invasão do ambiente de água doce por crustáceos bem como na excreção de amônia, empregando o caranguejo U. cordatus. Para caracterizar a capacidade osmorregulatória de U. cordatus, os animais serão aclimatados durante 10 dias nas seguintes salinidades: 20, 260 e 34 0. Para cada condição de aclimatação serão avaliadas: 1) as atividades da (Na+,K+)-ATPase, V-ATPase, Ca2+-ATPase e anidrase carbônica; 2) a modulação de cada atividade pelo seu(s) respectivo(s) modulador(es); 3) o efeito de inibidores específicos; 4) a excreção de amônio; 5) a formação da fosfoenzima; 6) o efeito do FXYD exógeno na atividade da (Na+,K+)-ATPase; 7) a concentração iônica e a osmolalidade da hemolinfa; 8) a expressão de RNAm das subunidades ± e B dos transportadores iônicos (Na+,K+)-ATPase e V-ATPase; 9) o consumo de oxigênio; 10) a atividade das enzimas de estresse oxidativo; 11) o efeito do K+ e NH4+ na modulação da atividade (Na+,K+)-ATPase e na formação da fosfoenzima; 12) a aclimatação dos caranguejos em diferentes concentrações de amônio; 13) a localização imunohistoquímica da (Na+,K+)-ATPase e V-ATPase. (AU)

Influência do estrógeno e do treinamento de força sobre a morfologia e o estresse oxidativo muscular de ratas senis

Processo:13/18907-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Pesquisador responsável:Rita Cássia Menegati Dornelles
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba, SP, Brasil
Assunto(s):EnvelhecimentoSistema musculoesqueléticoTreinamento de forçaEstresse oxidativo
Resumo
Paralelamente ao envelhecimento, diversos sistemas fisiológicos sofrem declínio em suas funções. A diminuição plasmática dos esteróides sexuais, característico a esta população, exerce forte influência sobre a composição do tecido muscular esquelético (TME) e sobre o desempenho funcional. Sendo assim, faz-se necessário o desenvolvimento de estratégias preventivas visando amenizar os efeitos negativos presentes durante o envelhecimento sobre o TME. A terapia hormonal estrogênica (THE) exerce efeito protetor sobre a manutenção da massa magra e força muscular em mulheres, no entanto, a literatura é contraditória. Atualmente, o treinamento de força (TF) é a intervenção mais efetiva na prevenção da integridade do TME durante a senescência. Porém, os mecanismos envolvidos sobre os efeitos benéficos induzidos por ambas às estratégias não estão totalmente elucidados. Além disso, a literatura demonstra resultados controversos quando as terapias são associadas, em especial, sobre a senilidade feminina. Portanto, faz-se necessário a compreensão sobre os efeitos da THE, da prática do TF e da associação de ambos sobre a morfologia e o estresse oxidativo muscular em mulheres durante a senescência. Diante do exposto, o objetivo deste estudo é avaliar a influência da THE, do TF e da associação de ambos sobre a morfologia das células musculares (tipagem de fibras), área de secção transversal (AST), estresse oxidativo (SOD, CAT, GSH e DHE), perfil hormonal (E2, FSH, LH, P4 e DHEA), avaliação da capacidade funcional, massa corporal e ingestão alimentar de ratas senis. (AU)

Caracterização funcional de fatores de transcrição da família MarR de Chromobacterium Violaceum

Processo:13/25745-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência: 01 de março de 2014 - 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:José Freire da Silva Neto
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/20435-9 - Fatores de transcrição de Chromobacterium violaceum: integrando vias de sinalização, regulons e patogenicidade, AP.JP
Assunto(s):Regulação gênicaEstresse oxidativoFatores de transcrição
Resumo
A expressão gênica pode ser modulada por fatores de transcrição que atuam diretamente como sensores de sinais intracelulares ou via transdução de sinais do meio externo. Os fatores de transcrição da família MarR, encontrados em Bacteria e Archaea, atuam como sensores diretos para diferentes sinais, controlando virulência, reposta ao estresse oxidativo, resistência a antibióticos e vias de catabolismo. Apesar de existirem vários candidatos a reguladores da família MarR em Chromobacterium violaceum, apenas OhrR, envolvido na resistência a peróxidos orgânicos, foi estudado por nosso grupo. Assim, propomos identificar e caracterizar fatores de transcrição da família MarR que controlam virulência nesse patógeno oportunista de humanos, buscando elucidar os sinais de ativação e os genes sob regulação de cada fator de transcrição. Para isto, iremos identificar os fatores de transcrição da família MarR no genoma de C. violaceum, classificá-los quanto a presença de cisteínas conservadas e realizar mutagênese sistemática para deleção da maioria dos genes que codificam estes reguladores. O fenótipo de cada linhagem mutante será caracterizado por meio de ensaios de crescimento e testes de virulência no modelo camundongo. Os regulons de alguns destes fatores de transcrição, principalmente os envolvidos em virulência, serão definidos por meio de microarranjos de DNA e análises bioquímicas, como ensaios de ligação ao DNA e mutagênse sítio-dirigida de cisteínas conservadas. Assim, desta análise sistemática de reguladores da família MarR em C. violaceum, pretendemos contribuir para encontrar novos reguladores de virulência bacterianos. (AU)

Resposta tecidual e defesa antioxidante da próstata de ratos sujeitos à obesidade durante o envelhecimento frente ao tratamento com melatonina

Processo:13/26032-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de março de 2014 - 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Rejane Maira Góes
Beneficiário:
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Assunto(s):EnvelhecimentoMelatoninaEstresse oxidativoPróstataObesidade
Resumo
A próstata é um dos órgãos mais suscetíveis a alterações durante o envelhecimento. A incidência de hiperplasia benigna da próstata (HPB) e de adenocarcinoma aumentam dramaticamente a partir da quinta década de vida. Estudos experimentais e clínicos indicam que as patologias da próstata são causadas por vários fatores tais como o desequilíbrio na relação estrógeno/testosterona, a resistência à insulina e prejuízo na defesa antioxidante. A obesidade e aumento de lipídeos na dieta também são considerados fatores de risco para o câncer de próstata. A melatonina é um hormônio com múltiplas funções, incluindo a ação antioxidante. Estudos in vitro comprovam sua ação antiproliferativa sobre células cancerígenas prostáticas, mas investigações sobre sua ação in vivo na glândula ainda são escassas. O presente estudo irá investigar se a administração de melatonina interfere nas alterações teciduais e no estresse oxidativo na próstata de ratos de meia idade normais ou obesos. As análises das alterações teciduais serão baseadas no exame (1) da histologia prostática, (2) da atividade proliferativa, (3) nos níveis de células AR-positivas e (4) na incidência de lesões patológicas na glândula. O estresse oxidativo será examinado bioquimicamente pela (5) atividade de enzimas antioxidantes e pelos (6) níveis de peroxidação lipídica. Serão utilizados ratos Wistar machos com 62 semanas de idade (n=10 por grupo), divididos nos grupos controle (C), controle tratado com melatonina (CM), obeso (Ob) e obeso tratado com melatonina(ObM). A obesidade será induzida com 24 semanas de idade, por modelo padronizado baseado no consumo de dieta hiperlipídica (20% de lipídios). A melatonina (100 µg/kg de peso corporal/dia) será administrada em água de beber contendo 0,01% de etanol, a partir da 48ª semana até o fim do experimento (62ª semana de idade). Os níveis de testosterona, estrógeno e leptina serão analisados pelo método de ELISA. O peso da gordura retroperitoneal será quantificado no momento do sacrifício. A próstata ventral será removida e processada para análises microscópicas gerais, análises estereológicas, pelo método de contagem de pontos, análises imunocitoquímicas e histopatológica. Serão realizadas imunocitoquímicas para receptor de andrógeno (AR) e para estimativa da proliferação celular (PCNA) a serem quantificadas e expressas em porcentagem. Serão avaliadas a incidência e multiplicidade de lesões patológicas, como hiperplasia, inflamação estromal e acinar, neoplasia intra-epitelial e adenocarcinoma. Nesse último caso a expressão Bcl-2 por imunocitoquímica poderá ser usada para confirmar a malignidade. Ensaios bioquímicos específicos serão realizados para avaliar a atividade enzimática das seguintes enzimas antioxidantes - catalase, glutationa S-transferase, glutationa peroxidase e superóxido dismutase. Os resultados obtidos certamente contribuirão para melhorar a compreensão dos efeitos em conjunto da obesidade e envelhecimento sobre a próstata e os mecanismos celulares envolvidos. O experimento ainda adicionará informações sobre o comportamento do sistema antioxidante prostático frente à obesidade e envelhecimento podendo trazer informações relevantes sobre a possível ação protetora da melatonina exógena sobre a homeostasia prostática nessas condições. (AU)

Efeitos do chá verde (Camellia sinensis), do cacau e de um doador de óxido nítrico na nefropatia e retinopatia diabética: papel da redução do estresse oxidativo e da inflamação e do aumento do óxido nítrico

Processo:14/02680-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Jose Butori Lopes de Faria
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/57560-0 - Efeitos do chá verde (Camellia sinensis), do cacau e de um doador de óxido nítrico na nefropatia e retinopatia diabética: papel da redução do estresse oxidativo e da inflamação e do aumento do óxido nítrico, AP.TEM
Assunto(s):Camellia sinensisEstresse oxidativoÓxido nítricoPolifenóisRetinopatia diabética
Resumo
Apesar do aprimoramento do controle glicêmico e da pressão arterial reduzindo o desenvolvimento das complicações microvasculares diabéticas, a retinopatia diabética (RD) é ainda a maior causa de cegueira em pessoas na idade produtiva nos países desenvolvidos. A fotocoagulação com laser na retina (tratamento padrão para essa condição) é efetiva mas ainda não elimina a cegueira nesses pacientes. Portanto, o melhor entendimento dos mecanismos fisiopatogênicos é imprescindível para no futuro desenvolver um tratamento farmacológico para prevenir perda visual na RD. Estudos recentes demonstram que as lesões tóxicas da hiperglicemia afetam não somente os elementos vasculares, mas também as células neurais e gliais da retina. Através de eletrorretinografia e potencial visual evocado tem-se confirmado a presença de alterações funcionais precedendo as primeiras alterações detectadas oftalmoscopicamente, o que sugere que outras células, além das células vasculares, são alvo primário da hiperglicemia. Em modelos animais, a perda de células ganglionares e de fotoreceptores da retina ocorre precocemente após 1 mês da indução experimental do DM; adicionalmente, as células da glia, principalmente célula de Muller, também são alvo da hiperglicemia caracterizado pelo aumento da expressão da proteína acídica fibrilar glial (GFAP) e expressão do antígeno de superfície ED-1. Múltiplas hipóteses propõem mecanismos que explicam como a hiperglicemia per se inicia os processos bioquímicos envolvidos na patogênese da RD. Dentre eles, o estresse oxidativo e a inflamação. O metabolismo do oxigênio é essencial para a vida normal, mas existe um delicado balanço entre a formação e a eliminação de radicais superóxidos através de sistema antioxidantes. Na retina, a mitocôndria é uma fonte importante de produção de superóxidos. Estes radicais livres lesam proteínas, lipídios e ácido desoxirribonucleico, alterando entre outras, a função mitocondrial, mediador central da morte programada da célula. Processos inflamatórios, provavelmente decorrentes do estresse oxidativo, estão presentes nas fases inicias da RD como demonstrado pelo aumento das expressões de diferentes citocinas pró-inflamatórias, acompanhada por leucoestase e aumento da permeabilidade capilar. Em nosso modelo animal, experimentalmente diabético e geneticamente hipertenso, demonstramos redução do sistema antioxidante glutationa com concomitante aumento da produção de superóxido e consequente lesão oxidativa do tecido retiniano, acompanhado por marcadores precoces de inflamação no tecido retiniano. Vários estudos têm demonstrado os efeitos dos polifenóis encontrados em certas frutas e verduras como antioxidantes. Um número de estudos tem descrito que sub-classes dos polifenóis, amplamente encontradas no chá verde e no chocolate, podem exercer um efeito neuroprotetor em modelos de doenças neurodegenerativas cerebrais. No olho, alguns estudos têm descrito propriedades protetoras dos polifenóis em modelos experimentais de degeneração retiniana e em modelos de isquemia-reperfusão da retina. Estudos epidemiológicos têm revelado que o consumo de alimentos ricos em polifenóis, substâncias antioxidantes, reduzem as doenças cardiovasculares com redução significativa da pressão arterial acompanhado de aumento de nitrosoglutationa, um marcador de oxido nítrico (NO) vasodilatador em voluntários normais. O NO é constitutivelmente produzido pelas células endoteliais através da ação da eNOS. Uma vez que a redução do NO é utilizado como um marcador de disfunção endotelial, drogas que liberam NO exogenamente estão sendo desenvolvidas com objetivo de melhorar a função endotelial para pacientes com risco cardiovascular. Porém, se esses efeitos estão presentes da retina em modelo experimentalmente diabéticos ainda não foram estudados. O objetivo geral deste projeto é avaliar os mecanismos dos efeitos protetores dos polifenóis na retina de animais hipertensos e experimentalmente diabéticos. (AU)

Avaliação dos marcadores de risco cardiovascular em adolescentes obesos

Processo:13/15758-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de março de 2014 - 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Cristiane Kochi
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho. São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):FisiologiaAdolescentesObesidade
Resumo
Atualmente, a obesidade é um problema de saúde pública no mundo inteiro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010 mostraram que entre os adolescentes, 21,7% dos meninos e 19,4% das meninas estão acima do peso. Além disso, 5,9% dos adolescentes do sexo masculino são obesos, contra 4% das meninas.A obesidade é um distúrbio crônico metabólico que está associado à futura doença aterosclerótica, com índices de morbidade e mortalidade aumentados, cujo processo inflamatório não só causa disfunção endotelial, mas também desencadeia a proliferação e migração celulares, estresse oxidativo, apoptose, trombose e necrose celular. Serão investigados os fatores de risco para as complicações relacionadas à obesidade em adolescentes com excesso de peso, púberes, de ambos os sexos, através da medição do perfil lipídico, teste de tolerância oral à glicose, PCR ultra-sensível, quantificação da espessura da íntima-média carotídea, avaliação da gordura intramiocelular por ressonância magnética, dosagem da relação cortisol/cortisona pela cromatografia líquida de alta performance e de ICAM-1 por ELISA.Para análise entre grupos distintos e independentes será utilizado o teste t de Student. Para determinar o grau de associação entre duas variáveis será utilizado o Spearman Rank Correlation test. A partir da detecção precoce do risco de doença aterosclerótica será possível uma orientação e intervenção maior quanto à prática alimentar e promoção de atividade física rotineira para prevenção e diminuição dos riscos para doença cardiovascular, diminuindo a morbi-mortalidade na vida adulta. (AU)

Avaliação dos marcadores de risco cardiovascular em adolescentes obesos

Processo:13/15759-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de março de 2014 - 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Cristiane Kochi
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho. São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):FisiologiaAdolescentesObesidade
Resumo
Atualmente, a obesidade é um problema de saúde pública no mundo inteiro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010 mostraram que entre os adolescentes, 21,7% dos meninos e 19,4% das meninas estão acima do peso. Além disso, 5,9% dos adolescentes do sexo masculino são obesos, contra 4% das meninas.A obesidade é um distúrbio crônico metabólico que está associado à futura doença aterosclerótica, com índices de morbidade e mortalidade aumentados, cujo processo inflamatório não só causa disfunção endotelial, mas também desencadeia a proliferação e migração celulares, estresse oxidativo, apoptose, trombose e necrose celular. Serão investigados os fatores de risco para as complicações relacionadas à obesidade em adolescentes com excesso de peso, púberes, de ambos os sexos, através da medição do perfil lipídico, teste de tolerância oral à glicose, PCR ultra-sensível, quantificação da espessura da íntima-média carotídea, avaliação da gordura intramiocelular por ressonância magnética, dosagem da relação cortisol/cortisona pela cromatografia líquida de alta performance e de ICAM-1 por ELISA.Para análise entre grupos distintos e independentes será utilizado o teste t de Student. Para determinar o grau de associação entre duas variáveis será utilizado o Spearman Rank Correlation test. A partir da detecção precoce do risco de doença aterosclerótica será possível uma orientação e intervenção maior quanto à prática alimentar e promoção de atividade física rotineira para prevenção e diminuição dos riscos para doença cardiovascular, diminuindo a morbi-mortalidade na vida adulta. (AU)

Avaliação do efeito do ácido rosmarínico sobre marcadores de estresse oxidativo e de danos no DNA em ratos wistar submetidos à dieta hiperlipídica para indução da doença do fígado gorduroso

Processo:13/25519-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Raquel Alves dos Santos
Beneficiário:
Instituição-sede: Pró-Reitoria Adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade de Franca (UNIFRAN). Franca, SP, Brasil
Assunto(s):Estresse oxidativoÁcido rosmarínico
Resumo
A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), descrita desde os anos 80, tem sido denominada como o componente hepático da Síndrome Metabólica e é caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado. Ela possui origem multifatorial com componentes ambientais bem definidos e atinge proporções epidemiológicas preocupantes. Caso não seja tratada adequadamente a DHGNA pode progredir para uma forma mais grave denominada esteato-hepatite não alcoólica (EHNA) caracterizada pela fibrose e inflamação do tecido hepático. Uma característica marcante da DHGNA é a ocorrência de espécies reativas de oxigênio que causa inúmeros danos no tecido hepático incluindo os danos de membrana dos quais resultam a peroxidação lipídica e os danos no DNA. Tanto a prevenção quanto o tratamento para DHGNA envolve mudança nos hábitos de vida com a inclusão de uma dieta equilibrada e atividades físicas, os quais nem sempre são aderidos na sua íntegra pela paciente, tornando assim o tratamento para essa doença comprometido. Dessa forma, a busca por novas alternativas para o tratamento dessa doença torna-se relevante. O ácido rosmarínico (AR) é uma substância fenólica com capacidade de modular o sistema de defesa antioxidante. Dessa forma, esse projeto de pesquisa tem por objetivo avaliar o efeito do AR sobre o estresse oxidativo e sobre as lesões no DNA de ratos Wistar submetidos experimentalmente a uma dieta hiperlipídica para indução de DHGNA. Para isso será feita uma análise histopatológica do tecido hepático, onde também será avaliada a extensão de danos no DNA e marcadores bioquímicos de estresse oxidativo como ±-tocoferol, glutationa reduzida e substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico. (AU)

Bioacessibilidade in vitro de carotenóides e de seus ésteres em murici e influência da presença de compostos fenólicos na bioacessibilidade de carotenóides em sistema mimetizador de alimentos

Processo:13/23218-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2014
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Adriana Zerlotti Mercadante
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Assunto(s):Química de alimentosCarotenoidesCompostos fenólicos
Resumo
Os carotenoides e os compostos fenólicos apresentam propriedades físico-químicas que são importantes para a prevenção e diminuição do risco de desenvolvimento de diversas doenças crônico-degenerativas. Esta ação está parcialmente relacionada com a modulação das reações de oxidação, através da desativação de espécies reativas de oxigênio (ROS) e de nitrogênio (RNS) produzidas em excesso pelo organismo durante o estresse oxidativo e/ou nitrosativo. Informações sobre a identificação dos compostos formados após a digestão de carotenoides e de compostos fenólicos e as alterações que ocorrem na capacidade antioxidante frente a espécies reativas de relevância biológica estão presentes em pouquíssimos estudos. Porém, este tipo de informação é essencial uma vez que os teores de compostos bioativos presentes no alimento, bem como sua capacidade antioxidante, devem estar provavelmente superestimados quando comparados à fração bioacessível. Desta forma, o projeto tem como objetivo responder as seguintes perguntas: (i) Como a composição e estado físico do sistema mimetizador de alimento (emulsão recém preparada e liofilizada) influenciam a bioacessibilidade in vitro de carotenoides e compostos fenólicos? (ii) A digestão in vitro tem impacto negativo ou positivo na capacidade de carotenoides e de compostos fenólicos desativarem ROS e RNS?; (iii) Quais são os compostos que estarão bioacessíveis e que atuarão potencialmente como antioxidantes após a digestão in vitro?; (iv) Qual é o efeito da presença concomitante de carotenoides e compostos fenólicos na bioacessibilidade in vitro e na capacidade antioxidante? Para responder estas questões serão elaboradas diferentes emulsões contendo padrões de carotenoides e de compostos fenólicos. A bioacessibilidade in vitro será avaliada por um método de digestão (gástrointestinal) estático, a capacidade de desativar algumas ROS e RNS será avaliada utilizando métodos específicos para cada espécie reativa e os compostos formados em decorrência da digestão gastrintestinal in vitro serão caracterizados por cromatografia líquida de alta eficiência conectada aos detectores de arranjo de diodos e de massas (HPLC-DAD-MSn). (AU)

Efeito da suplementação de ômega 3 na atrofia muscular induzida por suspensão caudal e hipertrofia induzida pelo re-uso em camundongos C57BL6 submetidos à uma dieta hiperlipídica

Processo:13/19429-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência: 01 de março de 2014 - 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Sandro Massao Hirabara
Beneficiário:
Supervisor no Exterior: Sue C. Bodine
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: University of California, Davis (UC Davis) (Estados Unidos)
Assunto(s):Fisiologia
Resumo
A resistência à insulina (RI) é um quadro comum em diversas condições patológicas, tais como obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. Nessas condições, é observado aumento nas concentrações séricas de citocinas pró-inflamatórias e no estresse oxidativo, o qual pode ter importante papel na ativação de vias relacionadas ao processo de atrofia muscular, contribuindo para redução da área de secção transversa e para mudança fenotípica das fibras, fato associado à intolerância ao esforço, à piora da qualidade de vida e ao aumento da mortalidade. Um dos principais sistemas que contribui para a degradação proteica no músculo esquelético é o Sistema Ubiquitina Proteassoma (SUP). Esse complexo proteolítico contribui de forma significativa para a atrofia muscular, por aumentar a degradação das proteínas citosólicas em diversas condições patológicas, como o câncer, o Diabetes tipo 2 e a obesidade. O processo de atrofia muscular é regulado por duas principais Ubiquitinas ligases, conhecidas como MAFbx/Atrogin-1 e MuRF1. A elevação na expressão desses genes está associada com o aumento na degradação proteica e a redução da síntese. Por outro lado, a suplementação de ácidos graxos poliinsaturados ômega 3 (AG-N3), têm sido proposta como estratégia preventiva para várias doenças, sendo que estudos recentes têm demonstrado possível efeito modulador no processo de degradação em diversas condições catabólicas como a sepse, caquexia, câncer e jejum. Nesse sentido, a obesidade pode reduzir o processo de síntese, além de aumentar as vias de degradação proteica, em especial o SUP em um modelo que induz hipertrofia (Ablação). Porém, ainda não está bem estabelecido se a suplementação com AG-N3 pode prevenir ou atenuar o processo de atrofia muscular. Assim, o presente projeto tem como objetivo investigar se a RI induzida por uma dieta hiperlipídica pode modular a ativação das vias relacionadas com os processos de síntese e degradação proteica durante o processo de atrofia e de recuperação da massa muscular, e verificar o possível efeito preventivo ou atenuador da suplementação com o AG-N3. Para tanto, camundongos C57BL/6 serão suplementados ou não com o AG-N3 e submetidos a uma dieta balanceada ou hiperlipídica por 15 semanas. Hipotetizamos que a RI induzida por uma dieta hiperlipídica pode aumentar a ativação do SUP e da via das Calpaínas, contribuindo para a maior atividade das vias de degradação proteica, além de reduzir a ativação nas vias de síntese no músculo esquelético, o que levaria ao processo de atrofia durante o período de suspensão, além de inibir a recuperação da massa muscular quando submetido ao re-uso. Assim, propomos que a suplementação com o AG-N3 pode prevenir esses efeitos. (AU)

Avaliação dos efeitos da Vitamina C na fase aguda e crônica da Doença de Chagas em camundongos experimentalmente infectados com a cepa QM1 de Trypanosoma cruzi

Processo:14/01434-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência: 01 de março de 2014 - 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Luciamare Perinetti Alves Martins
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA). Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (São Paulo - Estado). Marília, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/22703-3 - Avaliação dos efeitos da vitamina C na fase aguda e crônica da doença de Chagas em camundongos experimentalmente infectados com a cepa QM1 de Trypanosoma cruzi, AP.R
Assunto(s):Estresse oxidativoRadicais livresTrypanosoma cruziDoença de ChagasPeroxidação de lipídeosVitamina C
Resumo
Resumo: O estudo experimental da infecção pelo Trypanosoma cruzi pode ser determinado pela parasitemia sanguinea durante a fase aguda da infecção chagásica experimental e depende de técnica de contagem de tripomastigotas em microscópio óptico comum além de técnicas histológicas de tecidos, que permitam visualizar as lesões teciduais características da doença. Além dessas determinações, técnicas bioquímicas para avaliar o estresse oxidativo serão realizadas ao final das fases aguda e crônica. Para realizar essas técnicas há a necessidade de manusear animais de laboratório, que, nesta pesquisa serão camundongos Swiss, para retirar sangue da cauda e contar as formas tripomastigotas em microscópio, também medir a glicemia dos camundongos, além da coleta dos tecidos ao final das fases aguda e crônica para a análise histológica, que consiste em etapas como: fixação, desidratação, infiltração, inclusão em parafina e secção que preparam o tecido para que não haja perda nem destruição do processo inflamatório. Assim, a capacitação do bolsista no apoio a estas técnicas, possibilitará a obtenção da curva parasitêmica e glicêmica dos animais infectados, análise histopatológica do material com características preservadas e de qualidade, otimizando amostras, tempo e material de consumo. Além disso, o bolsista auxiliará o presente projeto na realização de coleta de sangue cardíaco para a análise bioquímica na avaliação do estresse oxidativo após a administração da vitamina C. Neste sentido, o plano de atividades do bolsista prevê a capacitação para realização de diluição e conservação da vitamina C que será diluída a cada doze horas na água dos bebedouros que será oferecida aos animais experimentados, coleta de sangue da cauda e cardíaco, objetivando o treinamento do bolsista nesta importante análise, além de fornecer grande auxílio operacional ao presente projeto. Plano de trabalho: O bolsista, inicialmente, será capacitado quanto aos princípios que regem um biotério experimental, laboratório de pesquisa no que se refere à limpeza, manutenção, preparo de substâncias e normas de biossegurança. Após o início da pesquisa com a infecção dos grupos experimentados pela cepa QM1 do Trypanosoma cruzi, o bolsista se responsabilizará:1) pela diluição da vitamina C que será administrada aos camundongos (do tipo Swiss) duas vezes ao dia; 2) coleta do sangue: coletar 5 µL de sangue e colocar em lamina de vidro, cobrindo com lamínula de vidro de 22X22 mm contando o numero de tripomastigotas pela técnica de Brener; e verificar a glicemia (coletar sangue da cauda e analisar em glicosimêtro) 3) descrição dos pontos que formarão a curva parasitêmica e glicêmica 4) ao término de 60 e 180 dias o bolsista será capacitado e realizará a eutanásia dos camundongos para coleta de sangue cardíaco e de outros tecidos (músculo esquelético da coxa, fígado, coração, cólon e pâncreas) 5) preparar os tecidos para serem enviados aos laboratórios de patologia e bioquímica onde serão realizadas as análises bioquímicas, histológicas e imunohistológicas de tal material 6) ao final da pesquisa o bolsista auxiliará na construção de um trabalho científico relatando e discutindo os dados obtidos com a finalidade de extrair novos conhecimentos acerca do assunto. É importante ressaltar que as atividades de apoio ao projeto desenvolvido pelo bolsista serão realizadas sem que haja prejuízo em seu desempenho acadêmico. (AU)

Papel da adiposidade sobre a inflamação, oxidação e adipocitocinas na neoplasia mamária

Processo:14/02093-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência: 01 de março de 2014 - 31 de agosto de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Nágila Raquel Teixeira Damasceno
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/19207-6 - Papel da adiposidade sobre a inflamação, oxidação e adipocitocinas na neoplasia mamária, AP.R
Assunto(s):Nutrição humanaEstresse oxidativoNeoplasias mamáriasObesidade
Resumo
A prevalência do câncer tem aumentado nas últimas décadas e, desse modo, as neoplasias permanecem um grave problema de saúde pública mundial. Entre os diferentes tipos de neoplasia, o câncer de mama representa, mundialmente, a segunda forma mais comum. No Brasil foram estimados para 2010 e 2011 quase 50 mil novos casos de neoplasia mamária. A etiologia do câncer de mama poderia ser em parte relacionada ao estresse oxidativo onde vários mecanismos promovem reações oxidativas e danos irreversíveis ao DNA. O excesso de peso e tecido adiposo tem importante papel no desenvolvimento do tumor e prognóstico clínico do câncer de mama, por suas características inflamatórias, oxidativas e endócrinas. Objetivo: Avaliar o papel da adiposidade na inflamação, oxidação e adipocitocinas na neoplasia mamária. Métodos: O projeto consiste de um estudo analítico, observacional, de corte transversal, onde serão avaliados 2 grupos: Grupo 1 (Caso) - mulheres com câncer de mama; e Grupos 2 (Controle) - mulheres sem câncer de mama. Serão elegíveis as pacientes atendidas no departamento de mastologia do Hospital Geral de Fortaleza - HGF (COEP: 050507/10). No grupo 1 serão incluídas as pacientes com estadiamento clínico I, II e III, sem neoplasias associadas, sem tratamento antineoplásico prévio e com índice de karnofsky >70. Para o grupo 2, serão incluídas as pacientes sem diagnóstico de câncer de mama ou qualquer outra neoplasia. Serão coletados em formulário estruturado dados sócio-econômicos e clínicos. Para determinação do estado nutricional serão coletados peso, altura e circunferência da cintura. A avaliação da composição corporal será realizada por impedância bioelétrica. Para análise bioquímica serão colhidos 20ml de sangue após 12h de jejum. Serão avaliados I- Biomarcadores de inflamação (IL6,TNF-alfa, PCR); II- Biomarcadores oxidativos (Malondialdeído-MDA e Dienos Conjugados, Detecção de LDL- e auto-anticorpos anti-LDL-); III - Dano oxidativo ao DNA (8-hydroxy-2'-deoxyguanosine - 8-OHdG); IV - Antioxidantes exógenos (vitaminas antioxidantes) e V - Concentração de adipocitocinas (leptina e adiponectina). Análise de resultados - Os resultados obtidos serão avaliados com o auxílio do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 15.0. Serão construídos modelos de regressão linear e logística uni e multivariada, onde serão avaliadas as relações entre IMC, CC e percentual de gordura (variáveis independentes) e os parâmetros oxidativos, inflamatórios e adipocitocinas (variáveis dependentes). Além de avaliar a interação entre as variáveis, as mulheres, após estratificação pelo IMC, CC e percentual de gordura, serão comparadas por meio de testes paramétricos (t-Student) ou não paramétricos (Mann-Whitney). A distribuição das variáveis será avaliada por meio do teste de Kolmogorov-Smirnof e o valor de significância considerado será p<0,05. (AU)
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