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Avaliação in vivo dos possíveis efeitos agudos de agentes antioxidantes na microcirculação da retina de pacientes diabéticos através de uma nova tecnologia computacional oftalmológica não-invasiva

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jacqueline Mendonça Lopes de Faria
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:12/12262-7
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de agosto de 2012
Assunto(s):Estresse oxidativoPolifenóisDiabetes mellitusRetinopatia diabéticaOftalmologia
Resumo
A retinopatia diabética (RD) é a principal causa de cegueira em pessoas na idade produtiva em diversos paises, contribuindo com 12% de todos os casos novos de cegueira por ano, o que representa cerca de 5.000 casos-novos por ano. A patogênese da RD implica compreender como a hiperglicemia prolongada causa lesões nas células vasculares e neurais da retina. Várias vias bioquímicas têm sido propostas para explicar as lesões na retina secundárias à hiperglicemia e entre esses mecanismos, que também ocorrem na nefropatia e neuropatia diabéticas, estão a lesão tecidual por aumento na produção dos radicais livres (estresse oxidativo) e ativação de processos inflamatórios. Vários estudos têm demonstrado os efeitos dos polifenóis encontrados em certas frutas e verduras como antioxidantes. Uma importante classe de polifenol são os flavonóides que são conhecidos por inibir a peroxidação lipídica e sequestrar radicais livres. Um número de estudos tem descrito as catequinas (subclasse dos flavonóides) amplamente encontradas no chá verde e no cacau, podem exercer um efeito neuroprotetor em modelos de doenças neurodegenerativas. O maior componente do chá verde é a epigalocatequina-3-galato (EGCG), cujas propriedades antioxidantes e neuroprotetoras contra mecanismos apoptóticos de células nervosas foram descritos. Estudos em modelos experimentais de degeneração retiniana através de injeção de nitroprussioato de sódio (doador direto de NO) intravítreo demonstrou que o tratamento com EGCG reduziu o número de fotorreceptores em apoptose através da diminuição da formação do ácido malondealdeido e em modelos de isquemia-reperfusão da retina também foi demonstrado efeito protetor em células ganglionares de retina. Estudos epidemiológicos têm revelado que o consumo de alimentos ricos em polifenóis reduz as doenças cardiovasculares. Além do chá verde, o cacau também é rico em polifenóis catequinas e seus oligômeros pro-cianidinas,que apresentam grande atividade antioxidante.As arteríolas e vênulas, facilmente acessíveis através de exames diretos não invasivos do fundo-de-olho, compartilham características anatômicas e funcionais com os vasos cerebrais, coronários, periféricos e da microcirculação renal e suas características refletem alterações microvasculares sistêmicas associadas com hipertensão arterial, processo inflamatórios, doença arterioesclerótica e alterações circulatórias cerebrais, coronárias, periféricas e renais. Porém, poucas informações estão disponíveis com pacientes diabéticos.Existem evidências que sugerem que os calibres venoso e arteriolar da retina refletem a perfusão retiniana e prévios estudos epidemiológicos demonstraram que o maior calibre arteriolar e venular estão associados com a pior tolerância a glicose e também à gravidade da retinopatia diabética e de marcadores inflamatórios sistêmicos.Assim, oportunidade de avaliar a microcirculação in vivo, portanto, é de extrema pertinência e importância. Atualmente, é possível avaliar de maneira não invasiva, o fluxo e o calibre dos capilares retinianos além de estudar o estado metabólico da retina em humanos. Outro aspecto importante dessa tecnologia é a detecção cada vez mais precoce de sinais clínicos da retinopatia diabética (antes mesmo do aparecimento do primeiro microaneurisma)e a estimativa do risco de progressão dessa complicação microvascular em pacientes diabéticos. Os objetivos do presente projeto serão:a. estabelecer o padrão do fluxo/calibre capilar retiniano em pacientes com diabetes com diferentes graus de retinopatia (baseado na escala do ETDRS);b. avaliar o efeito agudo da ingestão de chá verde e cacau nos parâmetros acima nos grupos de estudo;c. associar os dados da avaliação capilar retiniana com as quantifiações séricas de flavonóides metabólitos). (AU)

Avaliação do processamento de miRNAs no tecido adiposo de camundongos submetidos à restrição calórica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marcelo Alves da Silva Mori
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/07259-7
Vigência: 01 de julho de 2012 - 16 de dezembro de 2014
Assunto(s):EnvelhecimentoEstresse oxidativoMicrornasTecido adiposoMetabolismoRestrição calórica
Resumo
A restrição calórica promove efeitos benéficos à saúde e prolonga a expectativa de vida em diversas espécies, de levedura a primatas. Recentemente nosso grupo identificou um fenômeno conservado evolutivamente que está diretamente associado ao processo de envelhecimento e que pode ser revertido pela restrição calórica. Este fenômeno é caracterizado pela disfunção progressiva do processamento de microRNAs (miRNAs), em particular pela diminuição da expressão de Dicer, em tecidos responsáveis pelo controle não-autônomo da expectativa de vida, dentre eles o tecido adiposo. O mecanismo pelo qual a restrição calórica afeta a expressão de Dicer no tecido adiposo não foi porém elucidado completamente. No presente projeto, investigaremos este mecanismo por meio de diferentes intervenções dietéticas em camundongos. Avaliaremos o processamento de miRNAs em resposta a diferentes paradigmas de restrição alimentar in vivo e correlacionaremos este parâmetro a alterações de parâmetros metabólicos e bioquímicos decorrentes dessas intervenções. Para isso analisaremos camundongos submetidos a protocolos de restrição calórica onde a contribuição de componentes individuais da dieta será avaliada. Estudaremos também o tempo mínimo necessário para que a restrição calórica resulte em alterações no processamento de miRNAs no tecido adiposo. Assim pretendemos entender como organismos modulam o processo de envelhecimento em resposta a alterações nutricionais, além de definir um biomarcador que pode ser usado para integrar os efeitos da restrição calórica em várias espécies. Com isso vislumbramos propor intervenções que mimetizem os efeitos benéficos da restrição calórica e ainda os desvinculem das exigências metabólicas e comportamentais que geralmente acompanham a auto-restrição alimentar. (AU)

Avaliação da eficiência dos mecanismos de reparo do DNA e expressão gênica em linfócitos de indivíduos com a Doença de Alzheimer

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elza Tiemi Sakamoto Hojo
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/07879-5
Vigência: 01 de julho de 2012 - 13 de setembro de 2015
Assunto(s):Doença de AlzheimerExpressão gênicaReparação de DNA
Resumo
O genoma dos organismos está exposto a agentes endógenos e exógenos, os quais podem induzir lesões no DNA e modificar a integridade do DNA, gerando instabilidade genômica. Entre os processos que geram instabilidade genômica nas células está o estresse oxidativo, uma condição resultante da falta de equilíbrio entre a geração de radicais livres e a eficácia dos mecanismos de defesa antioxidante. Segundo a literatura, o estresse oxidativo está relacionado ao processo de envelhecimento, assim como na etiopatogenia de doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer (DA). Esta é uma demência neurodegenerativa crônica com grande impacto na saúde pública, cujo desenvolvimento parece estar associado tanto ao estresse oxidativo quanto a falhas nos mecanismos de reparo do DNA. Apesar das pesquisas visando identificar os fatores de risco e de proteção ligados à DA, estudos sobre a base molecular desta ainda são inconclusivos, havendo a expectativa de que estes poderão fornecer informações importantes para a compreensão da DA e novas possibilidades de estratégias viáveis na prática clínica. Este projeto tem como objetivo avaliar as respostas ao estresse oxidativo e a eficiência de reparo do DNA nos linfócitos de indivíduos portadores de DA (comparadas aos grupos de idosos e jovens), com base na hipótese de que o dano oxidativo está implicado no processo de envelhecimento e no desenvolvimento da DA e que os linfócitos de sangue periférico podem apresentar alterações moleculares em decorrência da doença. Para isso, serão coletadas amostras de sangue periférico de indivíduos com DA e de indivíduos sadios da mesma faixa etária e indivíduos jovens, enquadrados nos critérios de inclusão. Os linfócitos serão processados de acordo com o tipo de ensaio a ser realizado. Será feita análise de expressão de genes com papel no processamento de danos oxidativos, reparo do DNA e outras classes relacionadas a respostas a estresse de vários tipos. Para alguns genes, será também estudada a expressão proteica por Western blot. Os linfócitos serão também cultivados e submetidos a tratamento in vitro com o bromato de potássio (indutor de danos no DNA), a fim de analisar danos no DNA pelo ensaio cometa, o qual permite a quantificação de quebras no DNA; paralelamente, serão analisadas a progressão do ciclo celular e os índices de apoptose (por citometria de fluxo). Será também realizado um estudo dos genes relacionados à via da proteína TP53, que se mostrou diferencialmente modulada em pacientes com DA (dados obtidos anteriormente no trabalho de mestrado), assim como dos micro-RNAs relacionados a essa via. (AU)

O papel das proteínas RAD52, Ku70/86, DNA-PKCs e ATM em mitocôndrias após o estresse oxidativo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alicia Juliana Kowaltowski
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/12647-6
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2013
Resumo
A integridade do DNA mitocondrial (mtDNA) é essencial para o funcionamento adequado dessa organela e para a homeostase celular. Entretanto, o mtDNA esta situado em um compartimento altamente oxidante, e pode acumular vários tipos de modificações oxidativas. Neste projeto propomos estudar os mecanismos moleculares para o reparo de quebras de fita duplas, que são lesões altamente citotóxicas, pois bloqueiam todos os processos metabólicos do DNA. Nossa abordagem consiste em verificar se proteínas sabidamente envolvidas em reparo de quebras no genoma nuclear também estão presentes em mitocôndrias, e se elas se associam ao mtDNA após a indução de estresse oxidativo. (AU)

Efeito do alopurinol sobre o estresse oxidativo e a resistência à insulina em indivíduos portadores de síndrome metabólica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rosa Ferreira dos Santos
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/03539-5
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoSíndrome x metabólicaAlopurinolResistência à insulina
Resumo
INTRODUÇÃO - O sistema Xantina Oxidase (XO) e NADPH oxidase compreende as enzimas mais importantes na formação de espécies reativas de oxigenio ( ROS ), além de estar envolvido na produção de ácido úrico . O Alopurinol é um potente fármaco usado no tratamento da hiperuricemia por inibir o sistema XO, que resulta na redução da produção do ácido úrico circulante. Entretanto, demonstrou-se que o Alopurinol pode ser usado como inibidor do stress oxidativo, mesmo diante de concentrações plasmáticas normais de ácido úrico, em pacientes com miocardiopatia grave.Tem sido reportado que indivíduos portadores de SM, sem outras patologias associadas, apresentam alto grau de stress oxidativo, que piora a resistência à Insulina já existente . A utilização de drogas hipouricêmicas, tanto os inibidores de xantina oxidase (alopurinol), como os agentes uricosuricos (benzobromarona), demonstraram reduzir marcadores inflamatórios endoteliais em modelos animais e humanos (1, 16), sugerindo que esses fármacos poderiam colaborar na melhora da sensibilidade à insulina de forma independente à da redução do ácido úrico circulante. Assim, caso esse princípio também seja demonstrado em humanos e ocorra melhora de parâmetros como o HOMA-IR, tanto em pacientes com ou sem hiperuricemia, esses fármacos poderiam constituir nova classe potencial no tratamento de pacientes com síndrome metabólica.OBJETIVOS- - Avaliar o efeito do Alopurinol sobre o estresse oxidativo e a Resistência à insulina, em indivíduos portadores de Síndrome Metabólica.Justificativa - A hipótese é de que pacientes portadores de SM, por apresentarem stress oxidativo, independente das concentrações séricas de ácido úrico,se beneficiarão com o tratamento com Alopurinol, pela redução do stress oxidativo. Em conseqüência, apresentarão melhora da sensibilidade à insulina, menor risco para doença cardiovascular e diabetes. Está hipótese se fundamenta em estudos anteriores, ao demonstrarem que o Alopurinol inibiu as enzimas do sistema XO e ADPH , envolvidas no stress oxidativo , com redução das ROS. Sustenta a hipótese de que o Alopurinol poderá se constituir em fármaco indicado para o tratamento da SM. O presente estudo será um ensaio clínico prospectivo, que incluirá pacientes atendidos no ambulatório da Liga de Síndrome Metabólica do HCFMUSP, que serão convidados a participar do projeto. Aqueles que mostrarem interesse em participar, assinarão Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ( TCLE ), após explicação detalhada do objetivo do estudo, das indicações, e conseqüências do tratamento com Alopurinol. Serão esclarecidos ainda, quanto a não obrigatoriedade da participação e, da disponibilidade da Instituição em continuar seguindo seu tratamento, independente de sua participação.MATERIAL E METODOS - Serão selecionados 60 pacientes de ambos os sexos, idades entre 30 a 60 anos, portadores de SM, divididos em dois grupos, de acordo com as concentrações de ácido úrico sérico . Grupo 1 : 30 pacientes com SM e ácido úrico normal ( até 5,00 mg/dl ) ; Grupo 2 : 30 pacientes com SM e hiperuricemia ( e 7,00 d 12,00 ) mg/dl. O diagnóstico de SM será definido segundo a classificação da International Diabetes Federation (IDF) (20), a hiperuricemia (segundo critérios do Colégio Americano de Reumatolgia REF). Serão estudados os pacientes matriculados na Liga de Síndrome Metabólica da Disciplina de Endocrinologia o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). O estudo passará pela análise no Comitê de Ética em Pesquisa, do HCFMUSP.1.A - Critérios de Inclusão - A - Apresentar pelo menos três das seguintes caracertísticas :Ambos os sexosIdades de 30 a 60Cintura (cm)e 92(homem); e 88(mulher)HDLcolesterol ( mg/dl)d 40(homem)d 50(mulher)TG ( mg/dl)e 150Glicemia jejum(mg/dl)d110Glicemia 2 hs PP e141 d 200PAS (mmHg)e 135PAD ( mmHg)e 85Ácido úrico (mg/dl)e 7,50 d 12Ambos os sexosIdades de 30 a 60 (AU)

Efeitos dos piretróides sobre as enzimas digestivas de matrinxã, Brycon amazonicus

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Gilberto Moraes
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca - Aquicultura
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/03898-5
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de outubro de 2014
Assunto(s):EcotoxicologiaToxicologiaMetabolismo
Resumo
Os inseticidas piretroides, tais como a deltametrina, cipermetrina, lambda-cialotrina, são considerados produtos ideais de baixa toxicidade para aves e mamíferos. Apesar disso, diversos estudos relatam os efeitos tóxicos dos piretroides sobre organismos não-alvo, tais como os peixes. Nesses animais, a toxicidade é revelada por alterações hematológicas e metabólicas, por danos hepáticos e neurológicos, indução de estresse oxidativo e genotoxicidade. Devido à ampla utilização dos piretroides e aos seus efeitos tóxicos, e sabendo-se também, que a saúde do peixe pode ser avaliada através da habilidade em digerir o alimento, justifica-se a necessidade de estudos também acerca dos efeitos sobre a atividade de enzimas digestivas dos peixes expostos a essa classe de produtos. Sabe-se que tal habilidade depende tanto da presença quanto da quantidade apropriada de enzimas digestivas Os peixes são considerados bons modelos em estudos de ecotoxicologia e o monitoramento da sua saúde permite a compreensão das alterações do ambiente aquático. O matrinxã, Brycon amazonicus, é um peixe da bacia amazônica que vem se destacando na piscicultura nacional por apresentar bom crescimento, ótima aceitação de dieta artificial e carne muito apreciada pelo sabor. Desse modo, os objetivos deste projeto são: analisar os efeitos dos piretroides (deltametrina, cipermetrina e lambda-cialotrina), após 96 horas de exposição, de 1/10 da CL50/96 horas sobre a atividades das enzimas digestivas do intestino. Os peixes serão expostos aos xenobióticos em sistemas de tanques "in door" e, após o período de exposição, os animais serão anestesiados e eutanasiados para a amostragem do trato gastrintestinal. Serão avaliadas as atividades das enzimas digestivas do intestino total (protease inespecífica ,quimiotripsina, tripsina, lipase e amilase). (AU)

Efeito da suplementação com carboidratos durante treinamento intensivo na expressão de genes da resposta imune em corredores de elite

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Elizabeth Rossi da Silva
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:11/08555-6
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2015
Assunto(s):CarboidratosExercício físicoInflamaçãoExpressão gênicaProteínas do choque térmico
Resumo
Há evidências crescentes que o sistema imunológico serve como importante indicador fisiológico da capacidade de trabalho de um indivíduo. Isto tem levado à hipótese de que o excesso de treinamento físico que pode dar origem a síndrome de overtraining, que afeta 65% dos corredores de longa distância em algum momento da sua carreira profissional, sendo caracterizada por fadiga generalizada, depressão, perda de apetite, infecções do trato respiratório superior, dores musculares e articulares, além da condição de decréscimo a longo prazo na capacidade de desempenho dos atletas, possa ser oriunda de um desarranjo da resposta imune. As proteínas de choque térmico participam de uma variedade de processos fisiológicos celulares como o controle do ciclo celular e durante momentos de estresse agem como sinais de perigo para alertar sistema imunológico, além de serem utilizadas no processo de reparo de diferentes tipos de injúrias. Assim acredita-se que a compreensão dos mecanismos celulares envolvidos, possa beneficiar o desempenho físico e a recuperação entre as sessões de treinamento, além de minimizar o estresse oxidativo e a inflamação, contribuindo para a elucidação dos mecanismos sua sinalização, por meio da tecnologia de microarray. Não obstante, é fato conhecido que as dietas deficientes em carboidratos prejudicam a capacidade de recuperação das microlesões pós-treino, consequente de um estado catabólico acentuado que, por sua vez, interfere no desempenho durante os treinamentos. Entretanto, ainda não há estudos mostrando os efeitos da dieta com diferentes concentrações de CHO nas heat shock proteins (HSP) durante treinamento intensivo (overload) em corredores competitivos. Como os efeitos dos carboidratos durante o treinamento intensivo na resposta das HSP ainda não foi investigado, caso a suplementação resulte em diminuição da resposta ao estresse, poderemos demonstrar o seu benefício na qualidade do treinamento. Além disso, na tentativa de minimizar as conseqüências da fase de overload que podem ser cruciais nos atletas pois favorecem a instalação de doenças, a diminuição na performance física, além da sensação de insatisfação profissional, torna-se relevante o planejamento de estratégias nutricionais associadas à monitorização da expressão gênica, além de exames clínicos periódicos nessa fase de treinamento. Pretendemos elucidar essa interação bidirecional entre exercício e alimentação nos aspectos genéticos, o que nos possibilitará o estabelecimento de recomendações nutricionais e de carga adequada e personalizada de treinamento, baseadas na expressão gênica, preservando a saúde do atleta. (AU)

Associação entre polimorfismos de genes moduladores em crianças e adolescentes com asma alérgica e não alérgica - leve, moderada e grave

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jose Dirceu Ribeiro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/12939-4
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de agosto de 2015
Assunto(s):GenótiposFenótiposGenes modificadores
Resumo
Introdução: A asma é uma doença inflamatória crônica que apresenta elevada prevalência com diferentes graus de gravidade. Apesar de muitos estudos atuais, ainda não se conhece, completamente, as interações genético ambientais nesta doença, porém é de conhecimento que diversos genes e fatores ambientais, atuam na gravidade e etiologia da asma. Em nosso estudo, selecionamos polimorfismos em genes moduladores, anteriormente descritos como possíveis atuantes em vias metabólicas que influem na asma: ACE e CD14 (propriedade pró-inflamatória), ALOX5AP e LTA4H (atuantes no ciclo biológico que leva à produção de LTB4), GCLC e GST [M1, P1 e T1] (atuantes no ciclo da glutationa e relacionados ao estresse oxidativo), IL4 [citocina que induz a diferenciação das células Th indiferenciadas (Th0) para células Th2], IL4R (receptor que vincula IL-4 e IL-13 para regular a produção de anticorpos IgE), IL13 (atua na inflamação alérgica), IL1R1 (expressão por estímulos pró-inflamatórios e envolvida na função de células Th), NOS-1 (relacionada com inflamação eosinofílica), STAT6 (ativador de transcrição e atua na resposta biológica mediada por IL-4), TGF²1 (limita reações inflamatórias e atua no remodelamento e reparo do tecido), TLR2 e TLR4 (reconhecem substâncias estranhas e transmitem sinais para a ativação do sistema imune). Objetivo: Caracterizar pacientes com asma atópica e não atópica do Ambulatório de Pediatria do HC/UNICAMP segundo questionário de gravidade clínica, determinar frequência dos diferentes polimorfismos e associar ambos com o intuito de compreender a apresentação da doença. Método: Estudo de corte transversal, prospectivo. Será realizada a extração de DNA por kit de extração FlexiGene DNA Kit Quiagen®, análise dos polimorfismos nos genes ACE, GSTM1 e T1 por PCR convencional, genotipagem para o gene NOS-1, e análise dos polimorfismos do tipo SNPs pela técnica de Open Array [TaqMan® OpenArray® Genotyping (APPLIED BIOSYSTEMS by Life Technologies®)] de 500 pacientes com asma e 500 controles. A classificação da gravidade e a classificação pelo controle da mesma serão realizadas com base no DBMA (2006) para todos os pacientes. Será realizado o teste de regressão logística e linear para cada polimorfismo em relação aos dados obtidos dos pacientes. A análise será realizada pelo software "Statistical Package for the Social Sciences" (SPSS) v.17.0, tendo os ajustes para múltiplos testes realizados pelo teste de Bonferroni. (AU)

Expressão do RNA mensageiro dos genes TXNIP, SCL19A2 e SCL19A3 no sedimento urinário de portadores de diabetes mellitus tipo 1 com e sem nefropatia diabética

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Lucia Cardillo Corrêa Giannella
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/02003-4
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2015
Assunto(s):Endocrinologia
Resumo
A nefropatia diabética (ND) é classicamente dividida em cinco estágios, com as seguintes características: 1) hiperfiltração glomerular; 2) excreção urinária de albumina (EUA) normal; 3) ND incipiente com microalbuminúria persistente; 4) ND franca caracterizada por proteinúria e queda da taxa de filtração glomerular (TFG) e 5) doença renal terminal. Vários estudos tem mostrado, entretanto, que a EUA e o declínio da função renal podem não evoluir de forma paralela e que a TFG pode diminuir na ausência de EUA anormal. Além disso, evidências recentes sugerem que em pacientes com doença renal crônica (DRC), a extensão da disfunção renal parece correlacionar-se melhor com a lesão tubulointersticial do que com glomerulopatia. É sabido que as concentrações de marcadores do estresse oxidativo estão aumentadas em pacientes com diabetes mellitus (DM). O sistema tiorredoxina (Trx) é um dos principais sistemas antioxidantes endógenos. A Trx é capaz de interagir com um grande número de fatores de transcrição e proteínas, tal como a Trx interacting protein (TXNIP). Recentemente, a participação da TXNIP tem sido reconhecida na patogênese do DM e de suas complicações. A deficiência de tiamina, ou vitamina B1, já foi relatada em modelos experimentais de DM, concomitantemente a um aumento de seu clearance renal. O transportador de tiamina 1 (THTR-1), codificado pelo gene SLC19A2 e o transportador de tiamina 2 (THTR-2), codificado pelo gene SLC19A3, são os responsáveis pela reabsorção de tiamina no túbulo proximal após sua filtração no glomérulo renal. Estudos já demonstraram que a excreção aumentada de tiamina pode ser um risco preditivo de declínio precoce da função renal em pacientes diabéticos. O objetivo deste projeto é estudar a participação dos genes TXNIP, SLC19A2 e SLC19A3 na patogênese da ND em portadores de DM1. Para tanto, será extraído RNA mensageiro do sedimento urinário de portadores de DM 1 para avaliação da expressão dos genes alvos, que será associada com as manifestações da ND em quatro grupos de pacientes: (1) normoalbuminúria e TFG >60 mL/min; (2) normoalbuminúria e TFG <60 mL/min; (3)macroalbuminúria e TFG >60 mL/min e (4) macroalbuminúria e TFG <60 mL/min. O estudo da ativação ou inativação intrarenal de vias potencialmente associadas à evolução da ND em seres humanos é dificultada pela necessidade de biópsia renal. Com o desenvolvimento recente de técnicas confiáveis de extração de RNA do sedimento urinário e da técnica de RT-qPCR, a análise do mRNA do sedimento urinário pode se tornar uma ferramenta na avaliação das doenças renais, tanto na tentativa de identificar biomarcadores que possam predizer a evolução da função renal como para permitir um melhor entendimento da patogênese dessa complicação. (AU)

Estudo de proteínas mitocondriais de função desconhecida e suas consequências na viabilidade celular

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mario Henrique de Barros
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:12/09762-8
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2013
Assunto(s):Saccharomyces cerevisiaeMitocôndrias
Resumo
Este projeto dá continuidade a caracterização de ORFs (sequências abertas de leitura) de Saccharomyces cerevisiae com atuação mitocondrial mas de função desconhecida. Muitas delas quando inativadas, não apresentam fenótipo de deficiência respiratória, prejudicando a sua caracterização funcional, e forçando, portanto, a busca dos seus efeitos na viabilidade celular. Em projetos anteriores, esse tipo de estudo encaminhou o laboratório a novos e interessantes trabalhos como, por exemplo, os relacionados a expressão funcional da coenzima Q. Esses estudos também terão continuidade. Será avaliada o efeito da super-expressão do gene COQ8 em outros mutantes "coq" de levedura e também em células humanas. Observamos os efeitos benéficos dessa super-expressão em mutantes específicos de levedura e é importante verificar a extensão desse efeito em outros sistemas e modelos. Também será aprofundado os estudos relacionados ao estresse oxidativo existente nos mutantes deficientes na síntese de coenzima Q e suas consequências ao metabolismo mitocondrial, como, por exemplo na estabilidade do DNA da organela. Saccharomyces cerevisiae também será utilizada como organismo modelo no estudo do efeito de mutações genéticas relacionadas a distúrbios neurológicos e encefalomiopatias bem como para as terapias associadas. Assim, por exemplo, estudaremos os efeitos da expressão do gene SNCA humano em levedura, dado que a sua super-expressão está relacionada ao desenvolvimento do mal de Parkinson. O acúmulo da ±-sinucleína, codificada pelo SNCA leva à lipotoxicidade e ao estresse oxidativo, assim buscaremos estudar leveduras expressando variantes do gene SNCA como representante de um modelo parkinsoniano e eventuais efeitos no metabolismo mitocondrial e consequências do uso de antioxidantes endógenos, como a melatonina. (AU)

Presença do polimorfismo 313A>G da GSTP1 e resposta ao tratamento com a hidroxiuréia na anemia falciforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Claudia Regina Bonini Domingos
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/04768-8
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de dezembro de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoHidroxiureiaAnemia falciformeHematologia
Resumo
A Anemia Falciforme (AF) é a doença hereditária monogênica mais comum no Brasil, ocorrendo predominantemente entre afrodescendentes e possui distribuição heterogênea. Ocorre devido à mutação pontual no sexto códon do gene beta (GAG’ GTG), que resulta na substituição do aminoácido ácido glutâmico por uma valina, na cadeia beta globina, originando a hemoglobina (Hb) S, com características físico-químicas alteradas. Em condições de hipóxia, desidratação ou acidose a Hb S se polimeriza e desencadeia o primeiro evento indispensável à patogênese molecular da AF. Essa polimerização, no interior da hemácia, tem como consequência múltiplas alterações da célula como o efluxo de íons monovalentes, desidratação celular, aumento da densidade dos eritrócitos, oxidação da Hb, desnaturação da Hb e a hemólise. Estudos recentes têm revelado que a fisiopatologia da AF é complexa e estão envolvidos processos recorrentes de vaso-oclusão, ativação de leucócitos, de células endoteliais, de plaquetas, indução de mediadores inflamatórios, diminuição da biodisponibilidade de óxido nítrico (NO) e estresse oxidativo. O uso da hidroxiureia (HU) tem sido uma alternativa ao tratamento convencional da AF por induzir o aumento da síntese de Hb F, elevar a taxa de Hb, do Volume Corpuscular Médio (VCM), reduzir o número de reticulócitos, da expressão de moléculas de adesão, do número de granulócitos, monócitos e de plaquetas. Porém, nem todos os portadores respondem ao tratamento com a HU. Considerando que a HU é um quimioterápico utilizado no tratamento da AF, que não atinge respostas clínicas e laboratoriais satisfatórias para todos os pacientes, e que o polimorfismo 313A>G do gene GSTP1 está envolvido na resposta diferenciada ao tratamento com quimioterápicos em outras doenças, objetivamos avaliar a influência do polimorfismo 313A>G da GSTP1 em indivíduos com Anemia Falciforme em uso de HU, sem a interferência dos polimorfismos GSTM1 e GSTT1. Serão utilizados parâmetros bioquímicos, como a quantificação de MDA (malondialdeído), o perfil de atividade das GSTs, GPx e a determinação dos níveis de GSH/GSSG, comparando com o grupo controle. (AU)

Avaliação dos efeitos do ácido 5-aminosalicilico, N-acetilcisteína, sucralfato, curcumina e extrato aquoso de Ilex paraguariensis no conteúdo e padrão de expressão das proteínas das junções intercelulares: estudo em ratos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Universidade São Francisco (USF). Campus Bragança Paulista. Bragança Paulista, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Augusto Real Martinez
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/12492-7
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):Cirurgia colorretalSíndrome do intestino irritávelEstresse oxidativoDanos do DNAAdesão celularImunohistoquímica
Resumo
Colite de exclusão (CE) é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento de processo inflamatório crônico na mucosa de segmentos do intestino grosso desprovidos de trânsito intestinal. A enfermidade apresenta aspectos clínicos, endoscópicos e histológicos semelhantes às doenças inflamatórias intestinais sugerindo bases moleculares comuns. O surgimento da CE encontra-se relacionado à deficiência de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) na luz intestinal, que representam o principal substrato energético das células epiteliais do cólon. A deficiência intraluminar dos AGCC altera o metabolismo energético das células da mucosa cólica, levando à formação de radicais livres de oxigênio (RLO). A mucosa cólica é particularmente deficiente em sistemas de defesa antioxidante. O desequilíbrio entre maior produção de RLO e deficiência antioxidante ocasiona estresse oxidativo tecidual que provocam lesões no sistema de defesa que compões a barreira epitelial da mucosa cólica. Os que diferentes sistemas de adesão intercelular, principalmente representados pelos sistemas de junções de oclusão e adesão celular constituem-se num dos principais mecanismos de manutenção da integridade do epitélio cólico. A ruptura das proteínas que compõem as junções intercelulares possibilita a invasão da camada submucosa estéril por bactérias e antígenos existentes na luz intestinal, deflagrando a resposta inflamatória tecidual que caracteriza a doença. Embora a CE seja uma enfermidade relativamente comum, com incidência crescente em todo mundo, onde o estresse oxidativo decorrente de modificações do metabolismo energético celular representa o provável mecanismo molecular de dano epitelial, até a presente data não se estudou, experimentalmente, os efeitos de substâncias com atividade antioxidante, tais como o ácido 5-aminosalicilico (mesalazina), n-acetilcisteina, sucralfato e curcumina, no conteúdo e padrão de expressão das proteínas constituintes dos sistemas de adesão intercelular, em modelos experimentais de CE. O objetivo do presente estudo é avaliar, experimentalmente, os efeitos da mesalazina, n-acetilcisteína, sucralfato, e curcumina na manutenção do conteúdo e padrão de expressão das proteínas presentes nos sistemas de junções de oclusão e de adesão intercelulares em modelo experimental de colite de exclusão (AU)

Estado nutricional relativo ao zinco de pacientes com artrite reumatóide e sua relação com o estresse oxidativo e o polimorfismo Arg213Gly no gene da SOD3

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Silvia Maria Franciscato Cozzolino
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/18025-4
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):Minerais na dietaArtrite reumatoideAntioxidantesZincoPolimorfismo
Resumo
Estudos mostram que há um aumento do estresse oxidativo nos pacientes com artrite reumatóide. O zinco é um micronutriente essencial à saúde humana desempenhando papel importante na inflamação, através da proteína zinc finger A20 e também como antioxidante através da enzima superóxido dismutase. A superóxido dismutase é considerada a primeira linha de defesa antioxidante. Dentre as isoformas, a SOD3 ou EC-SOD, é a principal isoenzima no fluido sinovial. A presença do alelo variante do polimorfismo Arg213Gly no gene da SOD3 resulta em um prejuízo na ligação da enzima com a heparina, reduzido a atividade antioxidante na parede vascular, diminuindo a proteção antioxidante no vaso. Acredita-se que possa existir uma associação entre o estresse oxidativo, a presença do polimorfismo e a susceptibilidade para doenças cardiovasculares. Portanto, o estudo tem como objetivo avaliar o estado nutricional relativo ao zinco de pacientes com artrite reumatóide e sua relação com o estresse oxidativo e o polimorfismo Arg213Gly no gene da SOD3. O estudo será realizado com inicialmente 50 indivíduos de ambos os gêneros, com idade entre 19 a 59 anos. Será aplicado um questionário de informações pessoais; o estado nutricional relativo ao zinco será avaliado no eritrócito, plasma e urina e a atividade das enzimas SOD e SOD3 no eritrócito; avaliação do estresse oxidativo através da análise de MDA; o perfil lipídico será determinado através de métodos enzimáticos comerciais; o consumo alimentar será avaliado através de registro de três dias; e o polimorfismo será identificado pelo sistema Taqman com primer e sonda especifica para o SNP. Serão realizados testes estatísticos específicos para análise e correlação dos dados obtidos, sendo os resultados expressos em média e desvio-padrão adotando-se um nível de significância de 5%. (AU)

Associação entre polimorfismos de genes moduladores em crianças e adolescentes com asma alérgica e não alérgica leve, moderada e grave

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jose Dirceu Ribeiro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/18845-1
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de dezembro de 2014
Assunto(s):AsmaInflamaçãoPolimorfismoGenótiposFenótipos
Resumo
A asma é uma doença inflamatória crônica que apresenta elevada prevalência com diferentes graus de gravidade. Apesar de muitos estudos atuais, ainda não se conhece, completamente, as interações genético ambientais nesta doença, porém é de conhecimento que diversos genes e fatores ambientais, atuam na gravidade e etiologia da asma. Em nosso estudo, selecionamos polimorfismos em genes moduladores, anteriormente descritos como possíveis atuantes em vias metabólicas que influem na asma: ACE e CD14 (propriedade pró-inflamatória), ALOX5AP e LTA4H (atuantes no ciclo biológico que leva à produção de LTB4), GCLC e GST [M1, P1 e T1] (atuantes no ciclo da glutationa e relacionados ao estresse oxidativo), IL4 [citocina que induz a diferenciação das células Th indiferenciadas (Th0) para células Th2], IL4R (receptor que vincula IL-4 e IL-13 para regular a produção de anticorpos IgE), IL13 (atua na inflamação alérgica), IL1R1 (expressão por estímulos pró-inflamatórios e envolvida na função de células Th), NOS-1 (relacionada com inflamação eosinofílica), STAT6 (ativador de transcrição e atua na resposta biológica mediada por IL-4), TGF²1 (limita reações inflamatórias e atua no remodelamento e reparo do tecido), TLR2 e TLR4 (reconhecem substâncias estranhas e transmitem sinais para a ativação do sistema imune). Objetivo: Caracterizar pacientes com asma atópica e não atópica do Ambulatório de Pediatria do HC/UNICAMP segundo questionário de gravidade clínica, determinar frequência dos diferentes polimorfismos e associar ambos com o intuito de compreender a apresentação da doença. Método: Estudo de corte transversal. Será realizada a extração de DNA por kit de extração FlexiGene DNA Kit Quiagen®, análise dos polimorfismos nos genes ACE, GSTM1 e T1 por PCR convencional, genotipagem para o gene NOS-1, e análise dos polimorfismos do tipo SNPs pela técnica de Open Array [TaqMan® OpenArray® Genotyping (APPLIED BIOSYSTEMS by Life Technologies®)] de 500 pacientes com asma e 500 controles. A classificação da gravidade será realizada com base no DBMA (2006) para todos os pacientes. Será realizado o teste de regressão logística e linear para cada polimorfismo em relação aos dados obtidos dos pacientes. A análise será realizada pelo software "Statistical Package for the Social Sciences" (SPSS) v.17.0, tendo os ajustes para múltiplos testes realizados pelo teste de Bonferroni. (AU)

Efeito da vitamina E na ação e secreção da insulina em animais submetidos à restrição calórica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Centro Universitário Hermínio Ometto (UNIARARAS). Fundação Hermínio Ometto (FHO). Araras, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Esméria Corezola do Amaral
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/01146-6
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):PâncreasDiabetes mellitus tipo 2InsulinaIlhotas de LangerhansRestrição calóricaVitamina EReceptores muscarínicos
Resumo
Diabetes Tipo 2 é uma doença crônica, um problema de saúde mundial. É uma síndrome caracterizada por absoluta ou relativa deficiência da ação /secreção de insulina associada com distúrbios no metabolismo de carboidratos, de lipídios e de proteínas. Isto ocorre por sua relação com o envelhecimento que compromete o metabolismo energético do organismo. Muitos estudos sugerem que o estresse oxidativo das células pode ser responsável pelo desenvolvimento das desordens metabólicas apresentadas pelo diabético. O uso de antioxidantes junto a uma dieta apropriada parece ser uma estratégia terapêutica para o indivíduo retardar o aparecimento do pré-diabetes (insulinite), do diabetes e nesse sentido poupar o pâncreas da exaustão funcional. Raros são os estudos sobre vitamina E versus restrição calórica (RC) na literatura e não estão bem estabelecidos os benefícios desta vitamina na ação e secreção de insulina. Já, a RC é estudada como uma maneira eficaz no aumento da expectativa de vida em muitas espécies sendo responsável por um envelhecimento saudável e um forte regime contra as doenças metabólicas. O mecanismo clássico que poderia explicar o efeito da redução do consumo calórico está relacionado à redução da gordura corporal, da insulina, das espécies reativas de oxigênio produzidas durante a respiração que causam danos oxidativos ao DNA e ao RNA das células. Visando estabelecer o efeito da suplementação do micronutriente e antioxidante, alfa-tocoferol (vitamina E), com a RC, na ação e secreção de insulina, este projeto tem em vista o impacto da dieta em mecanismos biológicos para a prevenção de saúde. Para esse propósito será avaliada a secreção de insulina em ilhotas isoladas mediante diferentes estímulos, testes que indicam a melhoria na sensibilidade à insulina com as proteínas IR, AKT e GLUT4, análise da massa da célula beta, perfil lipídico e estudo de proteínas envolvidas nos benefícios da ação insulínica e da RC, como SIRT1, SIRT4 e receptores muscarínicos, M1 e M3. Portanto o estudo da vitamina E junto à intervenção da RC torna-se interessante no ponto de vista que foge ao tratamento convencional contra o diabetes e as doenças associadas. (AU)

Efeito do sulfeto de hidrogênio (H2S) no remodelamento das vias aéreas, na apoptose de eosinófilos e nos níveis de citocinas na inflamação alérgica pulmonar em camundongos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Universidade São Francisco (USF). Campus Bragança Paulista. Bragança Paulista, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Heloisa Helena de Araujo Ferreira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/02145-3
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):InflamaçãoAsmaEosinófilosSulfeto de hidrogênioAnti-inflamatórios
Resumo
A asma alérgica é uma doença caracterizada por hiperreatividade brônquica e pela inflamação crônica das vias aéreas com importante infiltrado de eosinófilos, mastócitos e linfócitos T auxiliares (Th), cujo surgimento é decorrente da ação das citocinas derivadas dos linfócitos Th1, Th2 e Th3. A resposta do linfócito Th2 pode ser induzida pela interleucina (IL)-25 que influência tanto a indução como a amplificação da inflamação alérgica pulmonar em ratos, possivelmente por retardar a apoptose, promovendo a persistência dos eosinófilos nas vias aéreas dos asmáticos. Dentre os radicais gasosos que exercem importantes funções em vários aspectos fisiológicos e patológicos pulmonar, muita atenção tem sido dada ao sulfeto de hidrogênio (H2S), que mostrou influenciar a resposta inflamatória e o remodelamento das vias aéreas. O H2S também diminuiu os níveis de IL-6 e -8 na inflamação não alérgica pulmonar, além de reduzir in vitro a síntese de IL-1beta, -6 e TNF-alfa e aumentar a IL-10 pelos macrófagos. Pesquisas recentes do nosso laboratório demonstraram que o tratamento com o doador de H2S, o hidrossulfeto de sódio - NaHS, teve efeito benéfico na inflamação alérgica pulmonar por diminuir a infiltração de eosinófilos e o estresse oxidativo, pela redução de radicais livres derivados do oxigênio (ROS) e aumento das atividades de enzimas antioxidante, além de diminuir a porcentagem de células caliciformes e as placas de muco na luz brônquica, sugerindo que o H2S tem um importante efeito antiinflamatório na resposta alérgica pulmonar. O objetivo do presente projeto de pesquisa é verificar se o efeito benéfico do H2S na inflamação alérgica pulmonar é conseqüência de seu efeito proapoptótico nos eosinófilos e/ou de sua influência no remodelamento das vias aéreas. Também será verificado se a ação do H2S pode ser derivada da modulação de citocinas relacionadas à alergia, apoptose celular e remodelamento das vias aéreas como a IL-1beta; IL-4, IL-5, IL-10, IL-13, IL-25, TNF-alfa, IFN-gama, eotaxina, TGF-beta1 e VEGF. (AU)

Luz visível durante o crescimento induz aumento de tolerância de conídios a diferentes condições de estresse em fungos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D). Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). São José dos Campos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Drauzio Eduardo Naretto Rangel
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo:10/06374-1
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2016
Assunto(s):ProteômicaLuzTolerância a radiação
Resumo
É conhecido que a exposição à luz durante o crescimento influencia o metabolismo primário e secundário, crescimento, desenvolvimento sexual e assexual, e formação de pigmentos em muitos fungos. Entretanto, pouco é conhecido sobre os efeitos fenotípicos causados pela luz durante o crescimento micelial de fungos na tolerância de conídios a diferentes condições de estresse. Neste estudo, esporos de várias espécies de fungos pertencentes a dois diferentes filos (Ascomycota e Zygomycota) serão cultivados em meio de batata, dextrose, ágar e extrato de levedura (PDAY) em condições de exposição contínua a luz visível, luz e escuro alternados, ou escuro contínuo. Diferentes comprimentos de onda de luz visível, do azul até o vermelho, serão também estudados. A tolerância destes esporos produzidos em diferentes regimes de luz será avaliada com relação à radiação UV-B, calor, estresse oxidativo e osmótico e ao produto genotóxico 4NQO. A interpretação dos efeitos das diferentes condições de luz será avaliada pela comparação de genes relacionados à tolerância a estresses por PCR quantitativo. Os resultados fenotípicos (tolerância as diferentes condições de estresse) e a expressão de genes proverão informações importantes a respeito dos efeitos da exposição à luz durante o crescimento micelial sobre a tolerância a estresses de conídios de patógenos de insetos e plantas, fungos antagonistas, e fungos saprofíticos. A principal hipótese é que a exposição à luz durante o crescimento micelial aumente a tolerância de conídios a um ou mais estresses ambientais nos fungos. (AU)

Importância do fracionamento químico para a ecotoxicologia do cobre no Reservatório Guarapiranga

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:José Roberto Machado Cunha da Silva
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/00307-6
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2015
Assunto(s):EcotoxicologiaPoluição da águaMetais pesadosCobreBiomarcadoresReservatórios
Resumo
Na atualidade, a poluição das águas constitui um dos mais sérios problemas ecológicos, sendo os resíduos domésticos, industriais e agrícolas as principais fontes de poluição, através da contaminação por metais. O presente estudo se realiza com o objetivo de determinar a possível influência do índice de estado trófico e variáveis físico-químicas no fracionamento do cobre (Cu) como determinante da ecotoxicidade deste metal na represa Guarapiranga. Será desenvolvido um esquema de fracionamento do Cu no sistema aquático do reservatório para conhecer a distribuição deste metal e os possíveis riscos ambientais associados; se caracterizará o potencial toxicológico destas frações, assim como os possíveis biomarcadores e mecanismos de toxicidade do Cu no paulistinha (Danio rerio), em função da sua biodisponibilidade nas diferentes frações da água. Faremos a determinação de marcadores de estresse oxidativo como superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT), citocromo c oxidase (COX) e glutationa peroxidase (GPx) nas brânquias e fígado. Também determinaremos a bioacumulação de Cu nas brânquias e faremos PCR em tempo real de alguns genes de enzimas como CAT e SOD. Os métodos utilizados incluem microscopia de luz, microscopia eletrônica de transmissão e a espectrometria de absorção atômica. O projeto apresentado contribuirá para aprofundar os conhecimentos quanto ao papel do fracionamento de metais, mais especificamente o Cu, em águas da Represa Guarapiranga, estabelecendo correlações com o potencial tóxico das mesmas neste reservatório, que abastece uma parcela importante da região metropolitana de São Paulo. (AU)

Novos moduladores do controle glicêmico e do desenvolvimento de complicações crônicas no Diabetes mellitus: perspectivas preventivas e terapêuticas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ubiratan Fabres Machado
Pesquisadores principais:

Marisa Passarelli ; Maria Lucia Cardillo Corrêa Giannella

Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Processo:12/04831-1
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2016
Assunto(s):Produtos finais de glicosilaçãoDiabetes mellitus
Resumo
O diabetes mellitus (DM) é um problema de saúde pública em expansão. Para combatê-lo, é fundamental que se caracterize profundamente seus mecanismos fisiopatológicos. O presente projeto investigará fatores até agora pouco relacionados ao desenvolvimento/ evolução do DM, visando ampliar o arsenal de medidas preventivas e terapêuticas para o controle da glicemia e o desenvolvimento de complicações crônicas. Em modelos experimentais será investigado: 1) o efeito de mediadores inflamatórios, componentes do estresse de retículo endoplasmático, bloqueadores simpáticos, corticosteróides, estrógenos, albumina glicada e AGEs sobre controle glicêmico, captação de glicose e expressão de GLUTs em músculo e tecido adiposo, efluxo de glicose e proteínas relacionadas ao metabolismo da glicose no fígado e secreção de insulina em ilhotas pancreáticas; 2) a relação entre nefropatia e expressão de GLUTs, SGLTs, RAGE, e AGE-R1 em rim; 3) o efeito de glicotoxicidade, AMPc, AGEs e mediadores inflamatórios em células renais HEK-293; e 4) o papel de GLUT4, conteúdo lipídico, atividade inflamatória, AGEs, estresse oxidativo e estresse de retículo na cardiomiopatia. Como novas abordagens terapêuticas serão investigadas: diacereína, estrógeno, inibidor de receptor de canabinóide CB1, benfotiamina e sirtuína. Além disso, será investigado: 5) em humanos portadores de DM2, o efeito do exercício físico agudo sobre o controle glicêmico ( por CGMS) e marcadores de estresse oxidativo e de atividade inflamatória; e o impacto do exercício físico resistido sobre a variabilidade glicêmica e função cardiovascular; 6) em humanos portadores de DM1, a correlação entre polimorfismos (SNPs) em genes relacionados a transporte de glicose, produção de AGEs e estresse oxidativo e nefropatia; a correlação entre RAGE/AGE-R1 em polimorfonucleares e nefropatia; e a expressão de GLUTs/RAGE/AGE-R1 em sedimento urinário, como forma de avaliar a atividade intrarrenal de vias associadas à evolução da nefropatia diabética sem necessidade de biópsia renal. Com essas investigações espera-se caracterizar novas abordagens preventivas e terapêuticas que contribuam para a saúde do portador de diabetes. (AU)

Contribuição da enzima aldeído desidrogenase 2 na progressão da insuficiência cardíaca

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Julio Cesar Batista Ferreira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo:12/05765-2
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2016
Assunto(s):Farmacologia molecularDoenças cardiovascularesAldeídosEstresse oxidativoMitocôndrias
Resumo
Recentemente, os conhecimentos sobre a fisiopatologia das doenças cardiovasculares estabeleceram que a formação e o acúmulo de aldeídos decorrentes do estresse oxidativo são extremamente cardiotóxicos e contribuem para o aparecimento e/ou agravamento das doenças cardiovasculares. Dentre os diversos aldeídos acumulados no coração, o 4-hidroxinonenal (4-HNE), originado a partir da oxidação de fosfolipídios presentes na membrana interna da mitocôndria, apresenta grande poder deletério ao coração. Esse aldeído eletrofílico é capaz de atacar aminoácidos nucleofílicos e formar adutos com proteínas (adutos de Michaelis), resultando na inativação de proteínas-alvo e consequente desarranjo/disfunção celular. Dentre as principais enzimas responsáveis pela eliminação do 4-HNE destaca-se a aldeído desidrogenase 2 (ALDH2), localizada na matriz mitocondrial. Recentemente, em pós-doutorado realizado na Universidade de Stanford-CA-EUA, demonstramos uma correlação inversa entre a atividade da ALDH2 e o grau de infarto do miocárdio após isquemia cardíaca, onde tanto a inibição farmacológica quanto genética da enzima ALDH2 resulta em acúmulo de 4-HNE e maior lesão do miocárdio. Na tentativa de avaliar o potencial terapêutico da ativação da ALDH2 em doenças cardiovasculares, realizamos um high-throughput screening com 600.000 moléculas e identificamos uma pequena molécula capaz de ativar seletivamente a ALDH2. Essa molécula, chamada de Alda-1, foi capaz manter a enzima ALDH2 em seu estado ativo durante o processo de isquemia-reperfusão cardíaca, minimizando os efeitos deletérios ao tecido cardíaco. Assim, esses resultados apontam a ALDH2 como uma enzima-chave na remoção do 4-HNE e manutenção da viabilidade cardíaca durante o processo de isquemia-reperfusão, abrindo uma nova perspectiva no tratamento de doenças cardiovasculares. No presente projeto de pesquisa, com o intuito de expandir os conhecimentos ainda pouco estudados sobre o papel da ALDH2 na insuficiência cardíaca (IC), considerada a via final comum da maioria das cardiomiopatias, utilizaremos as ferramentas desenvolvidas no pós-doutorado, como o camundongo transgênico dominante negativo para a ALDH2, bem como a Alda-1, para melhor compreender a contribuição da enzima ALDH2 na progressão da IC, bem como o potencial terapêutico da Alda-1. A IC é uma síndrome clínica de mau prognóstico caracterizada por disfunção cardíaca associada à intolerância aos esforços, retenção de fluido e redução da longevidade. Nos últimos anos, o conhecimento sobre a fisiopatologia da IC estabeleceu que além dos distúrbios hemodinâmicos e neuro-hormonais associados à síndrome, alterações no metabolismo mitocondrial e consequente desbalanço redox podem prejudicar a função cardíaca. Baseados nessa premissa, levantamos a hipótese que a inativação da ALDH2 decorrente da disfunção mitocondrial e consequente desbalanço redox observados na IC resultará no acúmulo de 4-HNE, formação de adutos de Michaelis, colapso celular e agravamento da disfunção cardíaca (ver objetivos abaixo). Esse estudo torna-se interessante e de grande valia uma vez que a compreensão mais detalhada do papel da ALDH2 na IC poderá contribuir para o futuro emprego de terapias que atuem em mecanismos-chave envolvidos na fisiopatologia da IC, como o ativador da ALDH2 (Alda-1). Ainda, este projeto trará uma nova linha de pesquisa e inovação tecnológica para o Depto de Anatomia do ICB-USP, incluindo a utilização da fisiologia integrada associada à biologia celular e molecular no desenvolvimento e aperfeiçoamento de novas terapias envolvidas no tratamento da IC. Para esse projeto, colaboraremos com a Profa. Dra. Daria Mochly-Rosen da Universidade de Stanford, CA-EUA; a Profa. Dra. Alicia Kowaltowski do Depto de Bioquímica do Instituto de Química da USP; e a Profa. Dra. Patricia Brum da Escola de Educação Física e Esporte da USP. Além disso, contaremos com o apoio da Profa. Dra. Deborah Schechtman, do Depto de Bioquímica do Instituto de Química da USP. (AU)

Exposição in útero a poluição ambiental e ocupacional e sua repercussão para o desencadeamento de inflamação alérgica pulmonar na prole: correlação com mecanismos epigenéticos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Adriana Lino dos Santos Franco
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo:11/51711-9
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):Poluição ambientalFormaldeídoDoenças respiratóriasPneumoniaEpigênese genéticaExpressão gênicaCitocinasMediadores da inflamação
Resumo
A poluição ambiental e ocupacional tem sido objeto de estudo de muitos pesquisadores devido as suas graves implicações em saúde pública. O Formaldeído (FA) é um agente químico amplamente utilizado em diversas indústrias, em laboratórios de anatomia, patologia, histologia, emitido pela queima de combustíveis, pela queima do gás de cozinha e também expelido na fumaça do cigarro, o que o caracteriza como um poluente ambiental e ocupacional. O FA é um irritante das vias aéreas e indutor de asma, além de possuir potencial efeito carcinogênico. A morbidade e a mortalidade da asma têm sido correlacionadas à exposição de indivíduos a poluentes, entre os quais ao FA. Neste contexto, meus estudos científicos têm sido voltados à ação danosa da exposição ao FA sobre o tecido pulmonar. A literatura tem mostrado a correlação da exposição a poluentes ambientais durante a gravidez como fator de risco para desencadeamento de doenças pulmonares na fase adulta. Com base nesta observação e no meu tema de pesquisa, o estudo da associação da exposição ao FA durante a gestação e suas conseqüências para o desenvolvimento de inflamação alérgica pulmonar será o tema de estudo deste projeto. Pretende-se ainda identificar mecanismos epigenéticos que possam se relacionar com a maior susceptibilidade de desencadeamento de doenças alérgicas pulmonares após exposição a poluentes. Especificamente, este projeto investigará se a exposição intra-uterina ao FA modula parâmetros da resposta imune responsáveis pelo desencadeamento de inflamação alérgica pulmonar nos animais jovens. Nossos estudos priorizarão a análise de células presentes no pulmão, sangue e medula óssea, avaliação da expressão de moléculas co-estimuladoras CD40, CD80 e CD86 e MHC de classe I, produção de anticorpos anafiláticos, liberação e expressão gênica de citocinas inflamatórias, reatividade das vias aéreas in vitro e mecânica pulmonar. Adicionalmente, genotoxicidade, mutagenicidade e estresse oxidativo serão determinados nos tecidos maternos com a finalidade da avaliação de biomarcadores de exposição a poluentes como FA. Este projeto foi concebido considerando que a investigação dos mecanismos envolvidos nos efeitos causados pela intoxicação ambiental e ocupacional seja, hoje, um fato imprescindível para explicar os dados epidemiológicos inquestionáveis dos danos causados pela poluição à saúde humana. (AU)

Desenvolvimento, validação e aplicação de método analítico para determinação de parabenos em água e em diferentes tecidos de tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus) e avaliação de efeitos em biomarcadores bioquímicos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química de São Carlos (IQSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eny Maria Vieira
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Recursos Hídricos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/01192-8
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):EcotoxicologiaControle ambientalAnálise toxicológicaParabenosCromatografiaBiomarcadoresTilápia-do-Nilo
Resumo
É recente a preocupação com os efeitos causados pelos conservantes de cosméticos, fármacos e alimentos que, uma vez que em contato com o meio ambiente aquático provoca danos a biota. Estudos relacionando a exposição dos parabenos a humanos e ratos são abundantes na literatura visto que possuem a característica de serem carcinogênico e disruptores endócrinas. No entanto, ainda são poucos os estudos em peixes relacionados ao estresse oxidativo gerado pela exposição a estes compostos. O presente projeto tem por finalidade analisar respostas bioquímicas em enzimas antioxidantes como superóxido dismutase, catalase, glutationa peroxidase, glutationa redutase e em sistemas antioxidantes não enzimáticos como glutationa oxidada, glutationa reduzida e níveis de peroxidação lipídica em fígado, brânquias e músculo de tilápias do Nilo. Os peixes serão expostos por 6 e 12 dias ao metilparabeno, etilparabeno, propilparabeno, butilparabeno, benzilparabeno na concentração de LC25. Depois será feito um novo experimento em que as concentrações LC25 serão injetadas intraperitonealmente e após 6 e 12 dias os animais serão anestesiados e sacrificados para a retirada dos tecidos. Testes de toxicidade serão também realizados para a obteção dos valores de LC50 além de desenvolver método analítico e determinar os parabenos nas amostras de fígado, brânquias e músculo por meio de análise cromatográfica avaliando os parâmetros de especificidade/seletividade, linearidade, limite de detecção (LOD), limite de quantificação (LOQ), exatidão, precisão (repetibilidade e reprodutibilidade) e robustez. Dessa forma, pretende-se saber qual dos parabenos é mais tóxico, qual tecido é mais sensível e qual é o melhor biomarcador direcionando estes resultados para estudos de biomonitoramento ambiental com animais coletados em campo. (AU)

Investigação do papel de TRAF6 na interação com alfa-sinucleína e na consequente modulação em vias de sinalização

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Cristoforo Scavone
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/50165-3
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):CitocinasDoença de parkinsonDopamina
Resumo
A Doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurodegenerativo. Suas características e seus sintomas neuropatológicos são bem definidos, mas sua etiologia ainda continua desconhecida. A DP esporádica é caracterizada anatomo-patologicamente pela presença de Corpos de Lewy (CL), que são agregados lipoproteicos que se encontram no interior do neurônio. A ±-sinucleína (±-sin) é uma proteína solúvel presente nos terminais pré-sinápticos de vários sistemas de transmissão. Evidências sugerem que esta proteína é um componente fundamental dos CL localizados nos neurônios dopaminérgicos do sistema nigroestrital de pacientes portadores de DP. Postula-se que a ±-sin possui uma função fundamental na patogênese da DP, pois pode afetar a homeostase de neurônios dopaminérgicos, levando ao aumento da dopamina (DA) no citosol e conseqüente estresse oxidativo. O fator de transcrição nuclear kappa B (NFkB) participa da regulação de respostas imunes, inflamatórias e morte celular. O NFkB pode ser estimulado por vários fatores entre eles neurotransmissores (por exemplo: dopamina e glutamato), estresse e proteína b-amilóide. O TRAF6 (tumor necrosis fator receptor associated factor 6) é um membro da família de seis TRAFs, que parece interagir e ubiquitinar a ±-sinucleína, pelo fato de estarem co-localizados nos corpos de Lewy. Neste projeto, pretendemos investigar o papel da ligação de TRAF6 à ±-sinucleína com a ativação do NF-kB nas células dopaminérgicas e cultura primária da raiz dorsal da medula espinhal de camundongos que pode ser úteis para desenvolvimento de novos alvos terapêuticos para tratamento das doenças neurodegerativas. (AU)

Caracterização molecular do fator de trancrição SebA envolvido na virulência de Aspergillus fumigatus

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Gustavo Henrique Goldman
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Processo:12/08788-3
Vigência: 01 de julho de 2012 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):Aspergillus fumigatusVirulênciaEstresseBiologia molecular
Resumo
Aspergillus fumigatus é o principal patógeno oportunista e alergênico de mamíferos. Os mecanismos de sensoreamento e aquisição de nutrientes, assim como a capacidade de lidar com condições de estresse diferentes são essenciais para a virulência e a sobrevivência de A. fumigatus. Este estudo caracterizou o fator de transcrição sebA, que é o homólogo putativo de Trichoderma atroviride seb1. O mutante ”sebA mostrou crescimento reduzido na presença de paraquat, peróxido de hidrogênio, CaCl2, e pobre condições nutricionais, enquanto a viabilidade de ”sebA foi também afetada com a exposição ao estresse térmico. SebA::GFP mostrou acumuação no núcleo durante exposição as condições oxidativas e estresse térmico. xposure to oxidative stress and heat-shock conditions. Além disso, genes envolvidos na resposta ao estresse oxidativo ou choque térmico tiveram transcrição reduzida no mutante ”sebA. A. fumigatus ”sebA mostrou virulência atenuada num modelo murino de aspergilose pulmonar invasiva. Além disso, a morte do mutante ”sebA por macrófagos alveolares de camundongos quando comparado ao tipo selvagem. A. fumigatus SebA tme um papel complexo, contribuindo para a tolerância a diversas vias de estresse, crescimento em condições nutricionais pobres e parece estar integrado em diferentes respostas ao estresse. (AU)

Biomarcadores para antioxidantes e estresse oxidativo e suas aplicações pata saúde humana

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ana Lucia dos Anjos Ferreira
Pesquisador visitante: Kyung-Jin Yeum
Instituição do pesquisador visitante: Tufts University (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Processo:11/21294-7
Vigência: 24 de junho de 2012 - 16 de julho de 2012
Assunto(s):AntioxidantesEstresse oxidativoBiomarcadores
Resumo
Biomarcadores para Antioxidantes e Estresse Oxidativo e suas aplicações pata Saúde Humana (AU)

Efeitos da doxiciclina sobre a atividade da enzima conversora de angiotensina sistêmica e vascular na hipertensão experimental 2R1C

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elen Rizzi Sanchez
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/04169-7
Vigência: 01 de junho de 2012 - 31 de maio de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoHipertensão
Resumo
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença multifatorial, considerada um problema de saúde pública. Inibidores da enzima conversora de angiotensina (iECA) são muito utilizados para o tratamento de algumas lesões em órgãos-alvo induzidas pela HAS, por diminuir a ativação do sistema renina angiotensina aldosterona (SRAA). Estudos sugerem que iECA possuem ação antioxidante que pode ser devido a uma redução na formação de angiotensina II, uma vez que esse peptídeo ativa enzimas oxidantes como a b-nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato (NADPH) oxidase promovendo aumento na formação de espécies reativas do oxigênio (EROs). Além disso, iECA podem exercer outros efeitos mais recentemente descritos, como inibição das metaloproteinases da matriz extracelular (MMPs). A inibição das MMPs por inibidores não-seletivos, como doxiciclina, está sendo considerada uma estratégia terapêutica para o tratamento de doenças cardiovasculares. Estudos mostram que o tratamento com doxiciclina atenuou as alterações cardíacas e vasculares induzidas por HAS ou por outras doenças como, por exemplo, infarto do miocárdio. Além de inibir as MMPs, a doxiciclina possui ação antioxidante que pode contribuir para seus efeitos benéficos evidenciados em vários estudos. O efeito antioxidante da doxiciclina não possui nenhum mecanismo conhecido, e devido à importância dos benefícios obtidos com seu tratamento, faz-se necessário a realização de mais estudos. Nesse sentido, há algumas similaridades bioquímicas entre a doxiciclina e ECA que sugerem uma possível inibição da ECA por doxiciclina. Por exemplo, iECA podem inibir MMPs por interação direta com essas proteases, assim como a doxiciclina. Além disso, e mais sustentado pela literatura, a doxiciclina é um quelante de metais divalentes como cálcio e zinco, que são de fundamental importância para a atividade da ECA. Por essas similaridades e pela ação antioxidante induzida pela doxiciclina em animais hipertensos, nossa hipótese é de que a doxiciclina seja capaz de inibir a ECA, diminuindo a atividade da NADPH oxidase (induzida pela ativação do SRAA), promovendo a redução na formação de EROs que foi evidenciada em prévios estudos. Para avaliar essa hipótese,serão utilizadas amostras de aorta e plasma de ratos hipertensos 2-rins e 1-clipe (2R1C) tratados com água ou com doxiciclina por 4 semanas. Nessas amostras serão avaliadas: (1) atividade da ECA vascular e sistêmica, e (2) atividade da NADPH oxidase. Além disso, plasma de ratos hipertensos tratados com veículo será utilizado para a realização de um ensaio in vitro para ser avaliado se a doxiciclina (incubada diretamente no plasma desses animais) pode inibir a atividade da ECA (sugerindo que possa inibir a ECA devido a sua capacidade de quelar zinco). (AU)

Avaliação da participação do estresse oxidativo/nitrosativo induzidos pelo estresse de restrição na modulação da resposta emocional condicionada

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Leonardo Resstel Barbosa Moraes
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/20762-7
Vigência: 01 de junho de 2012 - 31 de julho de 2015
Assunto(s):AntioxidantesEstresse oxidativoAnsiedade
Resumo
O estresse é um fator de risco para o desenvolvimento de transtornos afetivos como ansiedade e depressão. A resposta do organismo ao estresse leva a alterações neuroquímicas e comportamentais que podem estar associadas à produção excessiva tanto de espécies reativas de oxigênio (EROs), responsáveis estresse oxidativo, quanto de nitrogênio (ERNs), responsáveis pelo estresse nitrosativo. Diversos modelos animais de estresse podem induzir o aumento de EROs/ERNs ou promover alterações nas atividades de enzimas antioxidantes. Um deles é o modelo do estresse por restrição, um modelo de estresse agudo inescapável capaz de provocar alterações comportamentais, autonômicas, hormonais e danos neuronais em estruturas encefálicas como o córtex pré-frontal (CPF) e o hipocampo (HIP). Estas estruturas fazem parte do sistema límbico e estão envolvidas na modulação de respostas autonômicas e comportamentais durante situações de estresse. Vários estudos têm demonstrado que alterações bioquímicas e comportamentais induzidas pelo estresse por restrição podem estar associadas ao estresse oxidativo/nitrosativo. Assim, o encéfalo parece ser bastante suscetível às EROs/ERNs, visto que possui alto metabolismo oxidativo e baixas defesas antioxidantes. Além disso, o encéfalo possui grandes quantidades de ácidos graxos insaturados em suas membranas, que as tornam altamente suscetíveis à peroxidação lipídica causada por estas espécies reativas. Assim, neste projeto pretendemos investigar se o estresse por restrição pode influenciar o estado redox no CPF e HIP e propomos estudar os efeitos deste estresse nas respostas comportamentais e autonômicas (resposta emocional condicionada-REC) avaliadas posteriormente no modelo experimental de ansiedade e medo aprendido, o medo condicionado ao contexto (MCC). Os parâmetros oxidativos/nitrosativos serão avaliados após o estresse por restrição ou após o término da avaliação da REC por alterações nas atividades das enzimas superóxido dismutase e glutationa peroxidase, pela dosagem de nitritos e nitratos, por verificação de carbonilação proteica e peroxidação lipídica. O melhor entendimento destes mecanismos poderá possibilitar intervenções farmacológicas mais eficazes para os transtornos de estresse que as usadas atualmente. (AU)

Desenvolvimento, validação e aplicação de método analítico para determinação de parabenos em água e em diferentes tecidos de Tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus) e avaliação de efeitos em biomarcadores bioquímicos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química de São Carlos (IQSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eny Maria Vieira
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Recursos Hídricos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/00150-0
Vigência: 01 de junho de 2012 - 30 de abril de 2015
Assunto(s):Oreochromis niloticusParabenos
Resumo
É recente a preocupação com os efeitos causados pelos conservantes de cosméticos, fármacos e alimentos, uma vez que em contato com o meio ambiente aquático provocam danos a biota aquática. Estudos relacionando a exposição aos parabenos em humanos e ratos são abundantes na literatura visto que possuem a característica de serem carcinogênico e disruptores endócrinos. No entanto, ainda são poucos os estudos com peixes em relação ao estresse oxidativo gerado pela exposição a estes compostos. Assim, o presente projeto tem por finalidade analisar respostas bioquímicas em enzimas antioxidantes como superóxido dismutase, catalase, glutationa peroxidase, glutationa redutase e em sistemas antioxidantes não enzimáticos como glutationa reduzida e níveis de peroxidação lipídica em fígado e brânquias de tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus) além de desenvolver métodos analíticos e aplicá-los para determinar os diferentes parabenos nos tecidos dos peixes por meio de análise cromatográfica avaliando os parâmetros de especificidade/seletividade, linearidade, limite de detecção (LOD), limite de quantificação (LOQ), exatidão, precisão (repetibilidade e reprodutibilidade) e robustez. Os peixes serão expostos por 6 e 12 dias ao metilparabeno, etilparabeno, propilparabeno, butilparabeno, benzilparabeno na concentração de LC25. Depois será feito um novo experimento em que as concentrações LC25 serão injetação intraperitonealmente e após 6 e 12 dias os animais serão anestesiados e sacrificados para a retirada dos tecidos. Testes de toxicidade serão também realizados para obter os valores de LC50. Dessa forma, pretende-se avaliar os possíveis efeitos que esses parabenos podem apresentar nas tilápias e a implicância destes resultados em estudos de biomonitoramento ambiental com animais coletados no campo. (AU)

Efeitos de microcistinas presentes no extrato bruto da cianobactéria, Microcystis aeruginosa, em fígado e músculo de trairão, Hoplias lacerdae

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marisa Narciso Fernandes
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca - Recursos Pesqueiros de Águas Interiores
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/00728-1
Vigência: 01 de junho de 2012 - 31 de março de 2015
Assunto(s):PeixesBiomarcadoresEnzimasFígadoMicrocistinas
Resumo
A presença de microcistinas pode ser fatal para animais selvagens e domésticos, além de estar associado a várias doenças em seres humanos. O presente projeto pretende verificar a suscetibilidade do trairão, Hoplias lacerdae, a microscistina presente no extrato bruto de M. aeruginosa, com ênfase ao seu efeito e mecanismo de ação em fígado e músculo dessa espécie assim como o seu potencial de bioacumulação como risco à saúde humana. Dois protocolos experimentais serão realizados para testar a toxicidade da microcistina. No primeiro protocolo, juvenis de H. lacerdae receberão intraperitonealmente o extrato bruto da microcistina e após 6, 12, 24, 48 e 96 h plasma, fígado e músculo serão amostrados e analisados para avaliar o tempo de resposta após contaminação aguda. No segundo protocolo os animais serão contaminados cronicamente, a cada 96 h, por 32 dias e as alterações no fígado e no músculo será avaliada assim como a bioacumulação ta toxina nesses tecidos. A toxina nos tecidos será identificada pela inibição de fosfatases protéicas (PP1 e PP2A) e a confirmação e quantificação de microcistina nos tecidos serão feitas através de HPLC-PDA e sua localização será efetuada por imunohistoquimica. As alterações no tecido hepático e músculo serão avaliadas por análise bioquímica do plasma (atividade da alanina aminotransferase, aspartato aminotrasferase, fosfolipase A2 e concentração de bilirrubina e fator de necrose tumoral-±); plasma, fígado e músculo (fosfatase ácida e alcalina, metabólitos intermediários); fígado e músculo (biomarcadores de estresse oxidativo). Estudos morfológicos serão efetuados para determinar o grau de lesão no fígado utilizando técnicas em microscopia de luz (histopatologia, imunomarcação de células apoptóticas e proliferação celular) e microscopia de transmissão. (AU)

Biomarcadores de exposição a metais em girinos de rã-touro

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências e Tecnologias para a Sustentabilidade (CCTS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Sorocaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Cleoni dos Santos Carvalho
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:12/10355-8
Vigência: 01 de junho de 2012 - 31 de outubro de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoMetaisBiomarcadoresEnzimasTecidosBioquímica
Resumo
O objetivo deste trabalho será avaliar os efeitos do cobre, cádmio e zinco e da associação entre cobre, cádmio e zinco (1:1:1) a concentrações subletais destes metais (1µg.L-1) sobre os parâmetros hematológicos e de tecidos (fígado, rim e músculo) de girinos de rã-touro, Lithobates catesbeiana, através de testes de toxicidade aguda (48h) e crônica (16d). A análise das células sangüíneas será realizada através dos parâmetros: genotóxico (formação de micronúcleos), hematológicos: hematócrito (Ht), concentração de hemoglobina (Hb), número de eritrócitos (Er), volume corpuscular médio (VCM), hemoglobina corpuscular média (HCM), concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM), contagem total e diferencial de leucócitos e contagem de trombócitos. As análises nos tecidos consistirão na determinação dos níveis de MT; na atividade de enzimas relacionadas: ao estresse oxidativo (SOD, CAT, GPx e GR) e, ao metabolismo de biotransformação de fase II (GST). A avaliação dos efeitos biológicos sobre vertebrados aquáticos é freqüentemente empregada para monitorar a poluição da água a qual fornece informações importantes sobre os níveis de concentração e de biodisponibilidade de poluentes. Diante do risco ecológico da crescente exposição de anfíbios aos metais, o uso de biomarcadores pode resolver alguns problemas, como o de se estabelecer os efeitos de compostos químicos existentes no ambiente sobre organismos individuais, tanto em termos populacionais quanto de comunidades. (AU)

Efeito da inibição da NADPH oxidase sobre o estresse oxidativo e o fenótipo muscular esquelético de ratos com insuficiência cardíaca crônica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marina Politi Okoshi
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/22589-0
Vigência: 01 de junho de 2012 - 31 de maio de 2015
Assunto(s):Insuficiência cardíacaSistema musculoesqueléticoRatos
Resumo
Na insuficiência cardíaca (IC), anormalidades da musculatura esquelética podem contribuir para a redução da tolerância aos esforços físicos. Os fatores responsáveis pelas anormalidades musculares ainda não estão completamente esclarecidos. Estresse oxidativo parece participar de alterações da musculatura em situações como envelhecimento, diabetes mellitus e doenças pulmonares. Neste projeto, testaremos a hipótese que a miopatia associada à IC é caracterizada por aumento do estresse oxidativo e que este pode ser atenuado pelo tratamento com o agente inibidor da NADPH oxidase, apocinina. Objetivos do estudo: 1) caracterizar o estresse oxidativo no músculo sóleo de ratos com IC induzida por estenose aórtica (EAo) supravalvar; 2) verificar se aumento do estresse oxidativo está associado a alterações do fenótipo muscular; e 3) avaliar se o tratamento com apocinina atenua ou previne aumento do estresse oxidativo e alterações fenotípicas. Vinte semanas após indução de EAo, ratos serão randomizados em dois grupos: EAo veículo e EAo tratado com apocinina durante oito semanas. Ecocardiograma será realizado antes e após o tratamento. Análise histológica do sóleo será realizada em lâminas coradas pela técnica NADH-TR. A atividade de enzimas antioxidantes será avaliada por espectrofotometria. O estresse oxidativo no músculo esquelético será analisado por meio da quantificação de hidroperóxido e malonaldialdeído. A geração total de EROs será avaliada pelos produtos da oxidação derivados do dihidroetídio por HPLC e a atividade da NADPH oxidase será avaliada pela oxidação do dihidroetídio por HPLC e por fluorometria. Isoformas das cadeias pesadas da miosina serão analisadas por eletroforese. Análise estatística: ANOVA e Bonferroni. (AU)

Construção e Caracterização Fenotipica de cepas mutantes de Streptococcus mutans de genes relacionados à sua virulência

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Pedro Luiz Rosalen
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Odontologia Social e Preventiva
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/02278-3
Vigência: 01 de junho de 2012 - 30 de junho de 2016
Assunto(s):Fatores de virulênciaStreptococcus mutansBiofilmesGenes reguladoresOdontologia
Resumo
A cárie dental é uma doença infecciosa e multifatorial, biofilme dependente, que tem como principal agente etiológico o Streptococcus mutans. Este microrganismo tem sua virulência baseada na capacidade de formação de biofilme que se adere à superfície dental, produção de ácidos e sobrevivência em meio ácido. O fato do S. mutans conseguir emergir como flora dominante no biofilme dental mesmo sob condições de estresse faz que ele seja alvo de inúmeras pesquisas. Sabe-se que o sistema Clp (Protease caseinolítica dependente de ATP) detém o papel central na tolerância desse microrganismo frente ao estresse, uma vez que desempenha um importante papel na homeostase celular, e tem a capacidade de controlar a estabilidade de proteínas reguladoras. Além disso observou-se que a proteína Spx serve de substrato para o sistema proteolítico Clp. Assim, foi feita uma detalhada caracterização fenotípica de Spx, que se mostrou como um regulador global, capaz de regular a transcrição de muitos outros genes que são conhecidamente relacionados ao estresse em S. mutans e outros ainda hipotéticos. Assim, o objetivo deste projeto será de dar continuidade a linha de pesquisa em andamento por meio da construção e caracterização fenotípica, in vitro e in vivo, de mutantes de S. mutans com deleção de genes hipotéticos que apresentaram expressão alterada nas mutantes dos genes spxA e spxAB. Para isso, serão construídas as mutantes dos genes selecionados, smu144c, smu1116c e smu1784c, que apresentaram expressão alterada nas mutantes dos genes spxA e spxAB e são fortes candidatos a serem genes relacionados com sobrevivência de S. mutans ao estresse e sua construção será confirmada. Será feita a análise transcricional dos genes selecionados frente ao estresse ácido e oxidativo através de PCR em tempo real (RT-qPCR), além disso as mutantes construídas serão caracterizadas fenotipicamente por meio da avaliação da sua susceptibilidade, sobrevivência e crescimento sob condições de estresse ácido e oxidativo. Serão feitos também testes enzimáticos, avaliando a atividade de enzimas que têm um papel de proteção contra danos oxidativos, são estas a NADH peroxidase (Nox), glutationa oxidorredutase (Gor) e Superóxido dismutase (Sod). E, por fim, as mutantes serão analisadas quanto à sua capacidade de infecção em modelos animais (Infecção em Galleria mellonella e experimento de cárie em ratos). Espera-se com este trabalho que, por meio de uma caracterização fenotípica, sejam identificados novos genes que são regulados por Spx e relacionados com estresse oxidativo em S. mutans, para facilitar o entendimento dos mecanismos pelos quais este microrganismo é capaz de sobreviver em situações de estresse. (AU)

Estresse oxidativo induzido por metais: novas abordagens

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ricardo Antunes de Azevedo
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:12/10949-5
Vigência: 01 de junho de 2012 - 31 de março de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoMetais pesados
Resumo
Decomposição de amostras de tecido vegetal e determinação de metais por ICP OE. Em estudos analíticos, o preparo adequado das amostras é essencial para garantir um bom desempenho nas etapas analíticas posteriores. Sendo assim, a metodologia utilizada na etapa de pré-tratamento de amostras deve ser escolhida levando-se em conta alguns parâmetros, como natureza da amostra e dos analitos; eficiência na eliminação de interferentes e precisão e exatidão desejada. Deve-se, portanto, averiguar as vantagens e limitações de cada metodologia como um todo. Levando-se em conta o objetivo principal do projeto, que consiste em avaliar o modo de ação e o papel dos antioxidantes na proteção de plantas de tomate (cultivar Micro-Tom) ao estresse ocasionado pela presença de metais tóxicos, estabeleceu-se o emprego de algumas técnicas analíticas tanto para o preparo das amostras como para a determinação de metais nas mesmas , especificamente Cd e Al. Quanto à etapa de pré-tratamento , a técnica utilizada será a decomposição em forno microondas, a qual atende requisitos como simplicidade, rapidez, emprego de pequenos volumes de reagentes e obtenção de resultados precisos e exatos; além disso, a técnica é adequada para o preparo da amostra para a etapa de determinação de metais, onde a técnica utilizada será a de ICP OES, a qual possibilita a determinação de um grande número de elementos de forma rápida e analisa uma grande variedade de amostras. Mediante a associação de tais técnicas, será possível estabelecer um estudo quanto ao acúmulo de metais nos diferentes tecidos das plantas auxiliando na avaliação das respostas bioquímicas e morfológicas. (AU)

Avaliação dos efeitos deletérios do diuron e seus metabólitos em lambaris (Astyanax SP): testes de toxicidade, marcadores de estresse oxidativo, marcadores genotóxicos e enzimas de biotransformação

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eduardo Alves de Almeida
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/15752-2
Vigência: 01 de junho de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativo
Resumo
A aplicação de pesticidas na agricultura é uma prática amplamente realizada no controle de pragas e plantas daninhas para se obter altos rendimentos na produção. O principal pesticida utilizado atualmente, principalmente na cultura da cana-de-açúcar, é o Diuron, um composto de feniluréias que pode ser tóxico para espécies não alvo como peixes. Este pesticida pode ser biodegradado a três outros compostos principais de toxicidade ainda não conhecida. O objetivo deste estudo érealizar testes de toxicidade, genotoxicidade e bioquímicos em lambaris (Astinax sp) após exposição ao Diuron e seus principais metabólitos, o 3-(3,4-diclorofenil)-3-metilureia (DCPMU), o 3,4-diclorofenilureia (DCPU) e o 3,4-dicloroanilina (DCA) em diferentes concentrações e tempos de exposição. Com os testes de toxicidade será determinado as concentrações dos contaminantes a partir dos valores de LC1 e LC10 por tempos de exposição de 2 e 7 dias. O teste degenotoxicidade será realizado com a análise do ensaio do cometa no sangue dos animais. Também será analisado biomarcadores de contaminação nas brânquias e fígados dos organismos. Esse método baseia-se na análise da resposta biológicagerada, no caso, o estresse oxidativo, quando os organismos são expostos aos compostos químicos. Será realizado a análise das enzimas Catalase (CAT), Glutationa-S-transferase (GST), Glutationa peroxidase (GPx), Superóxido dismutase (SOD), 7-Etoxiresorufina-¸-deetilase (EROD) e dos níveis demalondialdeído (MDA) formado por peroxidação lipídica, uma conseqüência do estresse oxidativo. Será realizada também a quantificação de proteína para o cálculo da atividade enzimática. Assim, a realização desse projeto, nos permitirá predizer se a degradação do Diuron no ambiente pode levar a uma situação menos ou mais nociva para os organismos expostos. (AU)

Polimorfismos GSTM1, GSTT1 e GSTP1 da enzima glutationa S-transferase como fatores moduladores do fenótipo da anemia falciforme

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Claudia Regina Bonini Domingos
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/02171-4
Vigência: 01 de junho de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoPolimorfismoAnemia falciformeHematologia
Resumo
A anemia falciforme (AF) é uma anemia hemolítica hereditária que acarreta ao portador manifestações clínicas complexas e diversificadas. Estima-se que no Brasil, cerca de 25.000 a 30.000 apresentam a AF e mais de sete milhões com o traço falciforme. Na AF o estresse oxidativo é um dos fatores que exercem influência no fenótipo do portador, uma vez que influencia nos processos de vaso-oclusão aumentando as propriedades adesivas dos eritrócitos, leucócitos e plaquetas ao endotélio. Durante a transformação do eritrócito discóide com Hb S em eritrócito afoiçado, dentre os eventos bioquímicos e polimerizantes da célula, ocorre a degradação oxidativa dessa Hb, com a liberação dos seus produtos de degradação, complexos de Fe2+ e Fe3+, que atacam a membrana eritrocitária formando os hidroperóxidos lipídicos originando radicais alcoxil e peroxil. Estes agentes pró-oxidantes, portanto, promovem a oxidação de lipídeos e também de proteínas e DNA, modificando mecanismos celulares que levam a célula a apoptose e, consequentemente, causam danos aos tecidos. Neste contexto, os principais meios de defesa no organismo são divididos em 2 grupos, enzimáticos e não enzimáticos. Entre as enzimas detoxificantes de fase II mais estudadas estão as GSTs, que pertencem a uma família multifuncional de enzimas que catalisam a conjugação da molécula de GSH e possuem um papel fundamental em mecanismos de defesa contra compostos endo e xenobióticos. As GSTs são divididas em 8 classes, porém as mais estudadas são GSTM1, GSTT1 e GSTP1 pois podem conferir baixa atividade enzimática, comprometendo as defesas antioxidantes do organismo. Considerando a grande incidência da AF em nosso país e as manifestações clínicas diferenciadas nos portadores, o presente trabalho pretende investigar os polimorfismos das GSTs (GSTT1, GSTM1 e GSTP1) e verificar sua influência sob parâmetros oxidativos - peroxidação lipídica por MDA e lesão de DNA por micronúcleo e cometa em portadores da AF. (AU)

Fitoterápicos padronizados para o tratamento de doenças crônicas: propriedades citotóxicas, mutagênicas, protetoras e modulação da expressão gênica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eliana Aparecida Varanda
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/01996-0
Vigência: 01 de junho de 2012 - 30 de novembro de 2014
Assunto(s):Medicamentos fitoterápicosApoptoseCitotoxicidade
Resumo
O programa "Biota/FAPESP" tem como objetivo inventariar e caracterizar a biodiversidade do Estado de São Paulo, definindo os mecanismos para sua conservação, seu potencial econômico e sua utilização sustentável. Alguns estudos preliminares considerando as atividades biológicas de extratos vegetais foram realizados na primeira etapa do projeto; no entanto, o registro de fitoterápicos exige a avaliação de extratos padronizados de acordo com normas internacionais, objetivo dessa segunda etapa. Assim, o presente projeto pretende colaborar dentro deste importante temático por meio da avaliação in vitro das propriedades citotóxicas e mutagênicas dos extratos padronizados de diferentes espécies vegetais do cerrado do estado de São Paulo. Serão empregadas linhagens de células gástricas ACP02 (linhagem tumoral) e cultura primária de células gástricas (linhagem normal), uma vez que os extratos avaliados neste projeto são utilizados no tratamento de desordens e doenças gastrointestinais. Para avaliação da viabilidade celular e do potencial mutagênico dos extratos serão utilizados, respectivamente, o teste de MTT e o teste do micronúcleo com bloqueio de citocinese. A combinação dos corantes laranja de acridina e brometo de etídio, bem como a citometria de fluxo serão utilizadas na avaliação da apoptose. Em paralelo, as atividades protetoras desses extratos também serão avaliadas frente aos danos no DNA e danos citotóxicos induzidos pelo benzo(a)pireno, um potente agente mutagênico. Os extratos que apresentarem atividade protetora em células da linhagem normal, mas não na linhagem tumoral também serão investigados por meio do sistema de reação polimérica em cadeia quantitativa (RT-qPCR array) quanto à expressão de genes envolvidos no estresse oxidativo, defesa antioxidante e processo inflamatório a fim de investigar os mecanismos de ação dos efeitos protetores desses extratos.Palavras-chave: apoptose, células gástricas ACP02, citotoxicidade, fitoterápicos, mutagenicidade, RT-qPCR array. (AU)

Estresse oxidativo e plasticidade sináptica no córtex visual primário

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Roberto De Pasquale
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo:12/07522-0
Vigência: 01 de junho de 2012 - 31 de maio de 2015
Assunto(s):Córtex visualEstresse oxidativoNeurobiologia
Resumo
Acredita-se que o estresse oxidativo produzido por espécies de oxigênio reativas (EOR) excessivas esteja na base de certos distúrbios cognitivos ligados à idade e a doenças neurodegenerativas. Uma elevada quantitade de produção de EOR há efeitos negativos sobre a plasticidade sináptica. A plasticitade sináptica é uma propriedade das sinapses nas conexões neurais, e é fundamental para a memória e o processamento da informação, e, consequentemente, para as funções cognitivas. O córtex visual primário é um modelo particularmente adequado para estudar os fenômenos de plasticitade sináptica relacionados à idade. No córtex visual, a possibilidade de variações plásticas é relativamente alta no período critico de maturação das conexões, entretanto esta reduz-se rapidamente na idade adulta. Este perfil de plasticidade idade-dependente é estritamente ligado à la maturação das carateristicas fuctionals do córtex visual que sao mediadas da la experiência. O presente estudo propõe-se a usar animais mutantes, que apresentem pequena produção de EOR, de modo que seja possível investigar a relação entre a plasticidade sináptica e o estresse oxidativo no córtex visual primário. Meu propósito é o de contribuir para uma compreensão mais profunda sobre os mecanismos celular e fisiológico dos distúrbios cognitivos relacionados à idade. (AU)

Estudo dos efeitos da deleção dos genes Tor1 e Tel1 sobre o reparo de lesões oxidativas em DNA mitocondrial em Leveduras Saccharomyces cerevisiae

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nadja Cristhina de Souza Pinto
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/08064-5
Vigência: 01 de junho de 2012 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):Estresse oxidativoSaccharomyces cerevisiaeReparação de dna
Resumo
Em eucariotos a maior parte do ATP celular é formado na mitocôndria, através do processo de fosforilação oxidativa. Entretanto, um efeito secundário do metabolismo aeróbico é que uma percentagem pequena dos elétrons sendo transportados pela cadeia transportadora de elétrons pode reduzir o oxigênio molecular diretamente, gerando Espécies Reativas de Oxigênio (EROs). Essas espécies são altamente reativas, e podem atacar biomoléculas, como lipídeos, proteínas e DNA. O DNA mitocondrial localiza-se muito próximo ao local de formação de EROs, e portanto está mais susceptível a formação de lesões oxidativas, tanto nas bases nitrogenadas quanto na desoxiribose. Essas modificações oxidativas, se não reparadas apropriadamente, podem causar mutações e citotoxicidade, levando a diversos processos patológicos (como câncer) e degenerativos (como envelhecimento). As lesões oxidativas em DNA são reparadas, primariamente, pela via de reparo por excisão de bases (BER), que consiste em 5 reações sequenciais, catalisadas por 4 enzimas já caracterizadas tanto em núcleo quanto em mitocôndrias. Por outro lado, ainda não está claro como a via BER é modulada em mitocôndrias, e se a eficiência dessa via é dependente do estado metabólico da célula. Esse projeto pretende investigar o papel de duas proteínas, Tor1 e Tel1, na modulação do reparo de lesões oxidativas em mtDNA, usando a levedura Saccharomyces cerevisiae como modelo biológico. A proteína Tel1 é um homologo da proteína ATM, de mamíferos, que desempenha um papel importante na resposta celular a lesões no DNA; enquanto que a proteína Tor1 controla o metabolismo energético celular em resposta a disponibilidade de nutrientes. Os resultados obtido nesse projeto ajudaram na melhor caracterização das vias moleculares de reparo de danos oxidativos ao DNA em mitocôndrias e no melhor entendimento de como essas vias são reguladas pelo estado bioenergético das células. (AU)

Dieta hipercolesterolêmica provoca aterosclerose em aneurisma de aorta abdominal: estudo dos mecanismos em modelo experimental

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Simone Gusmão Ramos
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/00601-1
Vigência: 01 de junho de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Doenças cardiovascularesAneurisma da aorta abdominalAteroscleroseApoptoseCatepsinasHipercolesterolemia
Resumo
Aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma doença crônica degenerativa da parede aórtica, frequentemente relacionada à aterosclerose. Os mecanismos implicados na formação e progressão dos AAAs ainda não estão completamente esclarecidos, pois apenas 10% dos pacientes com aterosclerose grave desenvolvem aneurismas. Um dos possíveis mecanismos seria uma maciça apoptose das células musculares lisas (CML) da camada média da aorta, o que parece ser um evento crucial na formação dos AAAs. Esta morte programada estaria associada à ação de enzimas proteolíticas lisossomais pertencentes à família das cisteínas proteases, conhecidas como catepsinas. Entretanto, a apoptose é um evento complexo que ocorre por duas vias, uma iniciada por fatores extrínsecos, com a ativação de receptores na superfície celular, e a outra por fatores intrínsecos, em resposta ao dano celular e estresse oxidativo. Num experimento-piloto usando um modelo experimental de AAA, vimos que a introdução de uma dieta hipercolesterolêmica leva à formação de placas de gordura apenas na parede aneurismática, resguardando o segmento da aorta com diâmetro normal. Esses achados possibilitaram o desenvolvimento de um projeto inédito, que irá investigar a influência das catepsinas nos mecanismos associados a apoptose das CMLs, na presença e ausência de placas ateroscleróticas em um modelo experimental de AAA. O entendimento desses mecanismos poderá auxiliar na elaboração de estratégias de tratamento e prevenção dos AAA. Esse projeto terá o apoio e a colaboração da Universidade de Harvard através do Prof. Guo-Ping Shi, especialista no estudo das catepsinas na parede arterial. (AU)

Uso de técnicas proteômicas para o estudo da acetilação de proteínas via radicalar desencadeada pelos produtos da reação diacetil/peroxinitrito

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nilson Antonio De Assunção
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/02514-9
Vigência: 01 de junho de 2012 - 31 de maio de 2014
Assunto(s):ProteínasAcetilação
Resumo
Este projeto visa utilizar ferramentas bioanalíticas no estudo da acetilação de proteínas via mecanismo radicalar. O ânion superóxido, gerado no estresse oxidativo, reage com o óxido nítrico produzindo o peroxinitrito, que combinado com o diacetil origina espécies radicalares capazes de acetilar as proteínas e as bases nitrogenadas, cujo mecanismo foi demonstrado em um estudo in vitro. A exposição ao diacetil é associada a diversos tipos de doenças, principalmente as pulmonares. A acetilação radicalar não controlada pode provocar a alteração da função das proteínas e erros no processamento da informação genética, ocasionando doenças e mutações. O propósito do trabalho é verificar se a reação peroxinitrito/diacetil produz a acetilação via radicalar in vivo e, posteriormente, avaliar como essas alterações influem na expressão proteômica no tecido pulmonar de ratos Wistar. Os animais serão divididos nos seguintes grupos: i) controle que receberá o veículo, ii) somente peroxinitrito; iii) diacetil marcado com 13C; iv) peroxinitrito e diacetil marcado 13C. Os metabólitos e as proteínas de cada grupo serão analisados por eletroforese capilar, eletroforese em gel bidimensional, cromatografia líquida, western blot e espectrometria de massas para a separação e identificação das proteínas e das posições das acetilações. Esperamos contribuir para responder algumas questões biologicamente relevantes propondo um mecanismo não enzimático para a acetilação de proteínas e relacionando-o com a expressão proteômica na situação de estresse oxidativo e exposição ao diacetil. As respostas obtidas contribuirão para o entendimento dos mecanismos de acetilação não genéticos fornecendo insights para o estudo de doenças; a relação delas com a exposição ao diacetil e a necessidade de controlar o seu uso em alimentos. (AU)

Mecanismos de lesão renal em ratos submetidos ao tratamento com tenofovir:efeito da deficiência de Vitamina D e do tratamento com N-acetilcisteína

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Antonio Carlos Seguro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/50227-9
Vigência: 01 de junho de 2012 - 31 de maio de 2014
Assunto(s):HivTenofovirVitamina d
Resumo
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é um problema de saúde pública. O uso da terapia antiretroviral acarretou no aumento da expectativa de vida dos pacientes, bem como, no aparecimento de comorbidades. O Tenofovir Disoproxil Fumarato (TDF) é considerada a droga mais recomendada para o tratamento da AIDS. O túbulo proximal (TP) é o principal responsável pela excreção do TDF e a sua disfunção pode levar a alterações renais significativas, principalmente devido à alteração da expressão dos transportadores tubulares e ao estresse oxidativo. O tratamento com N-acetilcisteína (NAC) pode ser eficaz no combate ao estresse oxidativo e capaz de prevenir a injúria renal. Além dos comprometimentos renais ocasionados pelo uso do Tenofovir, níveis baixos de vitamina D estão associados com a progressão da lesão renal em pacientes infectados pelo HIV. O rim possui um papel importante no metabolismo da vitamina D. Sendo assim, a carência desta vitamina pode acelerar a progressão da doença renal. Tendo em vista as inúmeras ações benéficas do NAC no tratamento das doenças renais e o aumento da incidência de hipovitaminose D na população mundial, esse trabalho tem o objetivo de analisar os efeitos do tratamento crônico com NAC na nefrotoxicidade induzida pelo TDF e a progressão da doença renal na nefrotoxicidade associada à deficiência de vitamina D. (AU)

Estudo dos genes NRF2 e KEAP1 envolvidos em resposta antioxidativa em câncer de tireóide

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Debora Lucia Seguro Danilovic
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/00164-0
Vigência: 01 de junho de 2012 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):Mutação genéticaExpressão gênicaFator 2 relacionado a NF-E2EndocrinologiaNeoplasias da glândula tireoideEstresse oxidativoEspécies de oxigênio reativasLinhagem celular tumoral
Resumo
O estresse oxidativo é uma condição dinâmica caracterizada por desbalanço entre pro-oxidantes e antioxidantes. Inicialmente, espécies reativas de oxigênio (ROS), não devidamente contrabalanceadas por defesas antioxidantes, provocam lesão de DNA. Entretanto, é a ação de antioxidantes, como o fator de transcrição NRF2 que age ativando genes citoprotetores, que favorece a sobrevivência das células cancerígenas. Em condições basais, a proteína repressora KEAP1 se liga a NRF2 no citoplasma e promove a sua degradação. Na presença de ROS, KEAP1 é inativado e libera NRF2 resultando em sua translocação nuclear. A presença de mutações dos genes NRF2 e KEAP1, favorecendo maior expressão e ação de NRF2, têm sido descritas em associação com diversos tipos de neoplasias. Estudos in vitro observaram maior expressão de NRF2 em linhagens de carcinoma anaplásico ou pouco diferenciado de tireóide e em células de camundongos com alelos oncogênicos de K-Ras e B-Raf, habitualmente relacionados com carcinoma diferenciado de tireóide. Os objetivos deste estudo são avaliar a presença de mutações dos genes NRF2 e KEAP1 em carcinomas diferenciados de tireóide, pouco diferenciado e anaplásico e estudar a expressão de NRF2 em carcinomas diferenciados de tireóide. No estudo das mutações dos genes NRF2 e KEAP1 serão avaliados tecidos tumorais parafinados de 120 pacientes com diagnóstico histológico de carcinomas diferenciados de tireóide, pouco diferenciado e anaplásicos e no estudo da expressão de NRF2 tecidos tumorais conservados em nitrogênio líquido de 10 pacientes com carcinoma diferenciado de tireóide. (AU)

Estresse oxidativo e plasticidade sináptica no córtex visual primário

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Roberto De Pasquale
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Processo:11/23874-0
Vigência: 01 de junho de 2012 - 31 de maio de 2016
Assunto(s):Córtex visualEstresse oxidativoPlasticidade neuronal
Resumo
Acredita-se que o estresse oxidativo produzido por espécies de oxigênio reativas (EOR) excessivas esteja na base de certos distúrbios cognitivos ligados à idade e a doenças neurodegenerativas. Uma elevada quantidade de produção de EOR há efeitos negativos sobre a plasticidade sináptica. A plasticidade sináptica é uma propriedade das sinapses nas conexões neurais, e é fundamental para a memória e o processamento da informação, e, consequentemente, para as funções cognitivas. O córtex visual primário é um modelo particularmente adequado para estudar os fenômenos de plasticidade sináptica relacionados à idade. No córtex visual, a possibilidade de variações plásticas é relativamente alta no período critico de maturação das conexões, entretanto esta se reduz rapidamente na idade adulta. Este perfil de plasticidade idade-dependente é estritamente ligado à maturação das caraterísticas funcionais do córtex visual que são mediadas da experiência. O presente estudo propõe-se a usar animais mutantes, que apresentem pequena produção de EOR, de modo que seja possível investigar a relação entre a plasticidade sináptica e o estresse oxidativo no córtex visual primário. Meu propósito é o de contribuir para uma compreensão mais profunda sobre os mecanismos celular e fisiológico dos distúrbios cognitivos relacionados à idade. (AU)

Análises estruturais e ultraestruturais em folhas de espécies nativas sob influência de poluentes aéreos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Botânica. Secretaria do Meio Ambiente (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Edenise Segala Alves
Supervisor no exterior: Pierre Vollenweider
Local de pesquisa: Swiss Federal Research Institute (Suíça)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Processo:12/00782-6
Vigência: 18 de maio de 2012 - 17 de novembro de 2012
Assunto(s):Ozônio
Resumo
O desenvolvimento de atividades econômicas na Região Metropolitana de Campinas SP (RMC) foi marcado pela instalação do pólo petroquímico de Paulínia. Na região, altas concentrações de poluentes como o ozônio troposférico (O3) são registrados, principalmente durante a estação quente e chuvosa (entre agosto e dezembro). Plantas podem ser bioindicadoras dos efeitos de poluentes, pois são capazes de reagir a mudanças na qualidade do ar de maneira específica, observável e mensurável. Desse modo o biomonitoramento com plantas é uma importante ferramenta alternativa para mapeamento de riscos impostos pela poluição aérea aos sistemas biológicos, permitindo a delimitação de populações de risco e a criação de redes de monitoramento. Nos últimos anos, as análises estruturais e ultraestruturais em plantas submetidas a poluentes aéreos vêm ganhando destaque, uma vez que permitem validar, por meio de marcadores específicos nas folhas, os efeitos desses poluentes, contribuindo para a seleção de espécies bioindicadoras. Em regiões temperadas, muitos estudos indicam os efeitos do O3 sobre a vegetação, sendo este caracterizado por sintomas foliares visíveis específicos e por modificações estruturais e ultraestruturais típicas. No entanto, estudos em florestas tropicais são escassos e ainda não se conhecem as respostas de plantas nativas aos efeitos do O3. Desta maneira, o presente projeto visa validar, por meio de marcadores estruturais, os sintomas visíveis decorrentes do estresse oxidativo provocado pelo O3 em espécies arbóreas nativas: Astronium graveolens e Piptadenia gonoachanta e Croton floribundus, presentes em remanescentes florestais da RMC, para viabilizar o uso destas como bioindicadoras em regiões tropicais. Os resultados qualitativos serão comparados com dados de literatura existentes para espécies de clima temperado. Como meta, pretende-se contribuir para o estabelecimento de espécies nativas com potencial bioindicador. (AU)

Caracterização dos mecanismos moleculares do reparo de quebra de duplas fitas no DNA mitocondrial

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nadja Cristhina de Souza Pinto
Pesquisador visitante: Carlos Torres Moraes
Instituição do pesquisador visitante: University of Miami (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Processo:12/02339-2
Vigência: 16 de maio de 2012 - 19 de maio de 2012
Assunto(s):Recombinação genéticaDNA mitocondrialEstresse oxidativo
Resumo
Nosso grupo desenvolve um projeto em colaboração com o Dr. Carlos Moraes visando caracterizar bioquimicamente a via de reparo de quebras de fitas duplas em DNA em mitocôndrias de células de mamíferos. Para identificarmos as proteínas necessárias para essa via de reparo, estamos utilizando um desenho experimental em que uma única quebra de fita dupla é introduzida no DNA mitocondrial in situ, através da expressão controlada de uma enzima de restrição bacteriana que foi modificada para ser expressa corretamente em células de mamíferos, e que contém um peptídeo sinal para a localização mitocondrial. Esse sistema permite uma caracterização mais específica das proteínas que se ligam ao sítio da quebra, uma vez que sabemos exatamente em qual sequência de DNA a quebra foi introduzida. Essa endonuclease foi desenvolvida pelo grupo do Dr. Moraes, e o plasmídeo de expressão já foi enviado ao nosso grupo. A aluna Valquiria Tiago Santos está agora transferindo o gene da enzima para o vetor adequado para a expressão no nosso sistema celular. Durante sua visita ao laboratório, o Dr. Moraes irá trabalhar com a aluna para agilizarmos a introdução das quebras. No primeiro dia da visita, iremos discutir os resultados obtidos até agora e desenhar uma nova estratégia experimental para garantir a expressão adequada da enzima. No segundo e terceiro dia, eles irão realizar o experimento de indução da enzima e verificação da indução da quebra observando o padrão de migração do mtDNA em gel de agarose. (AU)

Participação da histidina nos processos de defesa perante o estresse oxidativo em Trypanosoma cruzi

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ariel Mariano Silber
Pesquisador visitante: Cristina Nowicki
Instituição do pesquisador visitante: Universidad de Buenos Aires (UBA) (Argentina)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Processo:12/01103-5
Vigência: 09 de maio de 2012 - 08 de junho de 2012
Assunto(s):Doença de ChagasEstresse oxidativoHistidinaTrypanosoma cruzi
Resumo
O Trypanosoma cruzi, agente etiológico da doença de Chagas, é capaz de utilizar carboidratos e aminoácidos como fontes de carbono e energia. Vários aminoácidos mostraram também estar envolvidos em outros processos fundamentais para a progressão do ciclo de vida do parasito. O aminoácido histidina participa em diversos organismos de uma grande quantidade de funções biológicas (como antioxidante fornecedor de intermediários metabólicos através da conversão a glutamato, regulador da disponibilidade de metais como Cu2+ ou Ni2+ através da sua coordenação, entre outros). Porém, seu estudo foi pouco abordado em tripanosomatídeos. O presente projeto parte de uma colaboração já em andamento entre os laboratórios do Dr. Silber e da Dra.Nowicki (Universidade de Buenos Aires - Argentina). Através desta proposta se combinarão experiências e conhecimentos para explorar os possíveis mecanismos mediante os quais a histidina pode agir como protetor perante o estresse oxidativo. Nesse intuito, os parasitas serão desafiados com estressores oxidativos na presença e ausência de histidina, e serão analisadas em forma comparativa as atividades enzimáticas chave para manter o equilíbrio redox, particularmente as relacionadas com a produção de NADPH e com o metabolismo dos aminoácidos enxofrados. Também irão se avaliar os níveis de expressão daquelas enzimas cujas atividades sejam afetadas nas distintas condições experimentais a serem ensaiadas. Finalmente serão investigadas em extratos de parasitas submetidos a estresse ou não, as possíveis variações nos níveis de tióis de baixa massa molecular e biologicamente relevantes. (AU)

Avaliação da ingestão dietética de antioxidantes e estresse oxidativo em indivíduos portadores de síndrome metabólica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Camila Renata Corrêa
Pesquisador visitante: Guangwen Tang
Instituição do pesquisador visitante: Tufts University (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Processo:11/21014-4
Vigência: 06 de maio de 2012 - 17 de maio de 2012
Assunto(s):AntioxidantesEstresse oxidativo
Resumo
Avaliação da ingestão dietética de antioxidantes e estresse oxidativo em indivíduos portadores de Síndrome Metabólica (AU)

Contribuição da mitocôndria para a sobrevivência do Trypanosoma cruzi após tratamento com diferentes concentrações de H2O2 que induzam à lesão no DNA

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fernanda Ramos Gadelha
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/03616-0
Vigência: 01 de maio de 2012 - 30 de junho de 2012
Assunto(s):Estresse oxidativoTrypanosoma cruziMitocôndriasBioquímica
Resumo
O Trypanosoma cruzi é o agente etiológico da doença de Chagas, uma doença debilitante que afeta de 8 a 10 milhões de pessoas na América Latina tendo um considerável impacto econômico e social. Os epimatigotas de T. cruzi têm que lidar com as espécies reativas de oxigênio (EROs) no trato intestinal do hospedeiro invertebrado, que são derivadas da degradação de hemoglobina que gera altos níveis de heme. O excesso de EROs pode ter efeitos deletérios na célula, uma vez que podem oxidar lipídios, carboidratos, proteínas e ácidos nucléicos. No DNA, a ação das EROs pode causar quebra nas fitas simples e dupla (SSBs e DSBs respectivamente), excisão de base e oxidação. Como a maioria dos organismos vivos, o T. cruzi é suscetível ao estresse oxidativo, por isso, o reparo do DNA é essencial para a sua sobrevivência e estabelecimento da infecção. O T. cruzi possui somente uma mitocôndria e hoje em dia está claro que ela tem um importante papel além da produção de ATP. Esta organela é fonte de moléculas de sinalização e sua integridade é essencial para a sobrevivência do parasita. Sendo assim, este projeto abordará a extensão pela qual a mitocôndria contribui para a sobrevivência do parasita (diferentes cepas) sob tratamento com H2O2. Estes resultados levarão a uma melhor compreensão das estratégias utilizadas pelo T. cruzi para a sua sobrevivência sob condições de estresse oxidativo e permitirá a identificação de novos alvos que poderão levar ao desenvolvimento de uma terapia mais específica. (AU)

NADPH oxidase e a Doença de Alzheimer

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luiz Roberto Giorgetti de Britto
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/01444-7
Vigência: 01 de maio de 2012 - 30 de abril de 2015
Assunto(s):Doença de alzheimerEstresse oxidativoNadph oxidaseNeurofisiologia
Resumo
A Doença de Alzheimer (DA) se caracteriza por perda progressiva de memória, função cognitiva desordenada, declínio da função da linguagem e alterações comportamentais, incluindo paranóia e delírios. A degeneração neuronal no sistema nervoso de pacientes com DA tem sido associada a danos oxidativos. Alguns trabalhos sugerem o envolvimento da NADPH oxidase na fisiopatologia de doenças neurodegenerativas, tais como a DA. Entretanto, os mecanismos envolvidos na ativação, expressão e regulação deste complexo enzimático ainda não foram esclarecidos. O objetivo deste projeto de pesquisa é investigar o envolvimento da NADPH oxidase na inflamação, na morte neuronal e na neurogênese em regiões normalmente afetadas na DA, como o hipocampo e a amígdala. A DA será induzida por meio de injeção intracerebroventricular de estreptozotocina em camundongos selvagens e em camundongos nocautes para o gene da subunidade catalítica da NADPH oxidase gp91phox. Serão utilizados métodos imuno-histoquímicos, immunoblotting, PCR em tempo real, Fluoro-Jade B e TUNEL, além de testes comportamentais, para avaliar o envolvimento da NADPH oxidase no modelo da DA induzido por estreptozotocina. (AU)

Efeitos da hiperglicemia e hiperlipidemia sobre a secreção de insulina e atividade da NAD(P)H oxidase em ilhotas pancreáticas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Angelo Rafael Carpinelli
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/21299-9
Vigência: 01 de maio de 2012 - 01 de março de 2016
Assunto(s):Ilhotas de langerhans
Resumo
As ilhotas pancreáticas são constituídas em maior parte por células B, secretoras de insulina, e têm sua função modulada pela concentração de nutrientes presentes na circulação, dentre eles, a glicose, reconhecida como principal secretagogo de insulina. Distúrbios metabólicos como síndrome metabólica, obesidade e resistência à insulina são caracterizados pelo desbalanço na homeostase glicêmica e pela deficiência na secreção e/ou ação deste hormônio, produzido pelas células B. Tais distúrbios são proporcionados pela ingestão de alimentos hipercalóricos e consequentemente, elevada concentração sérica de ácidos graxos (AG), o que ocasiona acúmulo de lipídeos nos tecidos, resistência à insulina, hiperinsulinemia e hiperglicemia. O excesso de AG pode provocar danos à célula B, os quais são causados pelo acúmulo de metabólitos derivados desses ácidos graxos. Além deste, o aumento na concentração plasmática de glicose acarreta em distúrbios que têm sido atribuídos a um desvio no direcionamento metabólico deste substrato associado à formação excessiva dos produtos de glicação avançada (AGE) e de espécies reativas e oxigênio (EROs). O aumento circulante de AGEs está associado a complicações no diabetes mellitus (DM) e até mesma com a própria origem da doença. A formação excessiva de EROs resulta em estresse causado pela alta taxa de oxidação, denominado estresse oxidativo, o qual está relacionado com a perda de funcionalidade das células B pancreáticas. Um exemplo de produção celular de EROs, é a catalisada pela enzima nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato oxidase (NAD(P)H oxidase). Neste sentido, o desbalanço na homeostase glicêmica correlaciona-se com o aumento circulante de AGEs e EROs. A albumina glicada é um importante marcador do controle glicêmico no DM. Embora a glicação avançada de albumina in vitro tenha sido utilizada como modelo para o estudo da funcionalidade da célula B pancreática não se sabe ao certo a contrapartida da produção in vivo vs. in vitro de AGEs que ocorre no desbalanço glicêmico. Adicionalmente, é pouco conhecido os efeitos da glicação avançada sobre ilhotas pancreáticas e tão pouco, sobre a enzima NAD(P)H oxidase e a produção de EROs. Assim, o objetivo do presente estudo é induzir o desbalanço glicêmico e investigar os efeitos sobre a produção de EROs, metabolismo e funcionalidade de ilhotas pancreáticas isoladas, bem como avaliar a expressão e atividade da enzima NAD(P)H oxidase em células B pancreáticas. Também objetivamos analisar se os AGEs são possíveis moduladores desta enzima em células que secretam insulina. (AU)
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