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Efeito do p-cresol e da guanidina sobre o metabolismo oxidativo e apoptose dos neutrófilos de cães

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária (FMVA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paulo César Ciarlini
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/18746-3
Vigência: 01 de maio de 2012 - 30 de abril de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoInsuficiência renal crônicaUremiaToxinasNeutrófilosPeroxidação de lipídeosImunossupressãoCães
Resumo
Recentemente foi comprovado que a insuficiência renal crônica (IRC) causa estresse oxidativo em gatos e em cães. Dentre as muitas toxinas que se concentram na IRC, o p-cresol e as guanidinas são as mais amplamente investigadas em pacientes humanos. Nesta espécie estas toxinas urêmicas causam disfunção neutrofílica, mais especificamente promove a inibição do metabolismo oxidativo dos neutrófilos, afetando dessa maneira a sua função bactericida. Nosso grupo de pesquisa obteve evidência in vitro de que o metabolismo oxidativo dos neutrófilos de cães sadios é afetado quando incubado como soro urêmico, uréia e creatinina, porém até o momento não há estudos sobre o efeito específico das toxinas urêmicas p-cresol e guanidina sobre a função neutrofílica nesta espécie. Neste sentido, o presente trabalho objetiva mensurar as concentrações plasmáticas de p-cresol e guanidina em cães hígidos e com IRC e testar a hipótese de que à semelhança ao que ocorre em humanos o aumento de tais toxinas está associado com alterações do metabolismo oxidativo e apoptose dos neutrófilos. Para tal será padronizada a metodologia para quantificar por cromatografia de fase líquida as concentrações plasmáticas de ambas toxinas em cães controles hígidos e com IRC. Também será avaliado e comparado "in vitro" o efeito específico do p-cresol e da guanidina sobre a produção de superóxido, a peroxidação lipídica e a taxa de apoptose de neutrófilos isolados de cães controles hígidos, considerando-se as concentrações plasmáticas observadas "in vivo" em cães com IRC. Células isoladas de 20 cães saudáveis serão incubadas em meio de RPMI, com e sem p-cresol, guanidina e plasma de cães com IRC. O metabolismo oxidativo dos neutrófilos será avaliado por citometria de fluxo capilar utilizando a sonda hidroetidina e pelo método citoquímico de redução do tetrazólio nitroazul. A apoptose e a viabilidade dos neutrófilos será quantificada em citômetro de fluxo capilar utilizando sistema Anexina V-PE e por morfometria. O estresse oxidativo será avaliado pela quantificação plasmática das espécies reativas ao tiobarbitúrico, do status antioxidante total, ácido úrico, albumina e bilirrubina total. (AU)

A unidade catalítica do proteassomo e a degradação de proteínas oxidadas

Beneficiário:
Instituição: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marilene Demasi
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/23268-3
Vigência: 01 de maio de 2012 - 30 de abril de 2014
Assunto(s):ProteínasComplexo endopeptidase proteassomaUbiquitinaçãoGlutationaMutação genética
Resumo
O proteassomo é um complexo protéico responsável pela degradação de proteínas modificadas por cadeias de poli-ubiquitina. Ele consiste de uma unidade catalítica central denominada de proteassomo 20S (20S PT) e por unidades regulatórias (19S ou 11S). A unidade catalítica 20S também é capaz de degradar proteínas independentemente de poli-ubiquitinação, como no caso de proteínas oxidadas. O 20S PT é constituído por uma unidade central formada por dois heptâmeros ² flanqueados por outros dois heptâmeros ±. Os sítios catalíticos se localizam nas subunidades ² sendo que as ± regulam a abertura / fechamento da câmera catalítica. Dentre as modificações pós-traducionais do 20S PT já descritas, nosso grupo descreveu o processo de glutatiolação, cujo mecanismo envolve a reação do grupo tiólico de resíduos de Cys com glutationa, formando ligações tipo dissulfeto misto. Recentemente, nosso grupo identificou os resíduos de Cys glutatiolados dentre os 32 existentes no PT 20S da levedura S. cerevisiae. Por espectrometria de massas das subunidades do 20SPT verificamos que os resíduos de Cys glutatiolados concentram-se exclusivamente nas subunidades ± do 20SPT. A glutatiolação desses resíduos promove a abertura da câmera catalítica do 20SPT sendo que a forma glutatiolada degrada mais eficientemente proteínas oxidadas. Neste projeto os objetivos serão: realizar mutações genômicas sítio-específicas de Cys glutatioláveis e, posteriormente avaliar em células mutantes a tolerância ao estresse oxidativo, capacidade de remoção de proteínas oxidadas e a expectativa de vida da célula de levedura. Paralelamente, avaliar as consequências estruturais e funcionais dessas mutações em preparações do 20S PT obtidas das linhagens mutantes. (AU)

Avaliação da ingestão dietética de antioxidantes e estresse oxidativo em indivíduos portadores de síndrome metabólica

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Camila Renata Corrêa
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/08373-5
Vigência: 01 de maio de 2012 - 30 de abril de 2014
Assunto(s):Doenças metabólicasHábitos alimentaresEstresse oxidativoEspécies de oxigênio reativasAntioxidantes
Resumo
A obesidade e o sobrepeso estão associados com um grupo de doenças metabólicas e vasculares que foi originalmente descrita por Reaven, como Síndrome Metabólica (SM). É caracterizada pela resistência à insulina, hiperglicemia, dislipidemia, obesidade abdominal e hipertensão arterial. Estima-se que essa síndrome atinja uma percentagem substancial da população entre a quarta e a quinta década de vida. Dentre os fatores que caracterizam a SM, a obesidade abdominal exerce um papel inicial no desenvolvimento dessa doença; com o aumento da ingestão calórica, ocorre a hipertrofia dos adipócitos, favorecendo a liberação de espécies reativas de oxigênio, levando a um estado de estresse oxidativo. O sistema de defesa antioxidante é constituído por vários componentes, dentre eles os carotenóides, que são consumidos dieteticamente, oriundos de frutas e vegetais. A literatura relata que portadores de síndrome metabólica possuem uma deficiência no consumo de alimentos ricos em antioxidantes, apresentando níveis séricos baixos. Por outro lado, é descrito que as vitaminas circulantes podem estar diminuídas por estarem sendo consumidas pelas espécies reativas de oxigênio que são constantemente liberadas nessa doença. Sendo assim, uma investigação com adequação no hábito alimentar poderia ser um dos componentes no tratamento da doença. Frente ao exposto, podemos notar que o hábito alimentar pode estar relacionado com o estado oxidativo desses pacientes. Vários métodos são utilizados para avaliar a lesão oxidativa. Destacam-se as seguintes aferições individualizadas: oxidação das bases do DNA (teste do Cometa), oxidação lipídica (concentração de malondialdeído, nível de isoprostano) e oxidação de proteínas (Carbonilação, Nitração). O objetivo do presente trabalho será avaliar, em pacientes com síndrome metabólica, o consumo de antioxidantes e a associação com indicadores de estresse oxidativo. Para isso, serão avaliados 30 indivíduos portadores de síndrome Metabólica, acompanhados no ambulatório de Endocrinologia do Departamento de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP, Botucatu, SP, conduzido pela Dra Célia Regina Nogueira e 30 voluntários saudáveis. O diagnóstico de síndrome metabólica será realizado segundo a International Diabetes Federation - IDF. Serão excluídos do estudo os pacientes que apresentarem alcoolismo, usuários de suplementos antioxidantes nos sessenta dias prévios ao estudo, parâmetros hematológicos e albumina alterados, alterações nas funções hepática e renal, neoplasias, tabagistas, os que fazem uso de estatina e os portadores de diabetes já estabelecida. Serão realizadas: avaliação antropométrica (peso, estatura, circunferência abdominal); avaliação da ingestão alimentar (registro de 3 dias); dosagens plasmáticas: glicemia de jejum, triglicerídios, colesterol total e frações, funções renais e hepáticas, hemograma; capacidade total antioxidante (TAP); ensaio cometa (DNA); antioxidantes exógenos (carotenoides, retinol e tocoferóis); dosagens de leptina e adiponectina. (AU)

Estudo da ação antioxidante da melatonina em embriões bovinos frescos e criopreservados produzidos in vitro

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mayra Elena Ortiz D' Avila Assumpcao
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/21529-4
Vigência: 01 de maio de 2012 - 30 de abril de 2014
Assunto(s):Biotecnologia da reproduçãoFertilização in vitro animalCriopreservação animalEstresse oxidativoMitocôndriasCiclo celularMelatonina
Resumo
A pecuária bovina é um setor de grande importância econômica no Brasil. A produção in vitro (PIV) de embriões é uma ferramenta no melhoramento animal. A vitrificação é a principal técnica para o armazenamento de embriões com a manutenção da viabilidade por longos períodos. Contudo, o atual estado de desenvolvimento destas biotecnologias dista do ideal. O estresse oxidativo em níveis patológicos incapacita o desenvolvimento in vitro de embriões de mamíferos. Após a criopreservação, os embriões são mais suscetíveis aos danos causados pelo estresse oxidativo. A melatonina e seus metabólitos são poderosos agentes antioxidantes, e quando adicionados aos sistemas in vitro de produção, protegem oócitos e embriões. O objetivo deste projeto é avaliar o efeito da Melatonina na suplementação do meio de maturação e de cultivo in vitro sobre o desenvolvimento embrionário, para a produção de embriões menos sensíveis ao processo de vitrificação. (AU)

Estudo imunofenotípico e molecular em diferentes tecidos ao longo da vida de ratas diabéticas e em seus descendentes

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Débora Cristina Damasceno
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Embriologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/18519-7
Vigência: 01 de maio de 2012 - 31 de outubro de 2014
Assunto(s):Diabetes gestacionalDanos do DNAEstresse oxidativoPâncreasPlacenta
Resumo
A grande maioria dos modelos experimentais utiliza agentes beta (²)-citotóxicos, como o streptozotocin (STZ), capazes de inibir a síntese de pró-insulina nas células ²-pancreáticas, induzindo o diabete. Estudos realizados em nosso laboratório têm focado a compreensão dos mecanismos fisiopatológicos envolvendo a relação diabete grave e prenhez em ratas, utilizando o modelo dose única de STZ (40 mg/kg) na vida adulta do animal. Nossos resultados prévios mostraram que ratas com diabete grave apresentam glicemia acima de 300 mg/dL, aumento nas taxas de perda embrionária após a implantação, aumento na incidência de anomalias fetais e alterações no sistema de defesa antioxidante. Além disso, ratas com diabete grave exibem aumento nos níveis de danos de DNA (genotoxicidade aumentada) na presença ou não de prenhez. Sabe-se também, que 90% dos pacientes diabéticos são portadores do Diabetes mellitus tipo 2 (DM 2), o que também é um fator importante para que esta condição seja melhor estudada. No nosso grupo de pesquisa também temos estudado o diabete moderado, na qual os animais apresentam glicemia entre 120 e 300 mg/dL, com nível glicêmico compatível ao DM2 ou DM gestacional. Para a indução do diabete de intensidade moderada os animais foram tratados com STZ no período neonatal, o que alterou a glicemia materna no início da prenhez e deflagrou alterações no organismo materno e/ou embrionário, afetando o processo de implantação e subseqüentemente o desenvolvimento placentário e fetal. Também foi observado aumento nas atividades de enzimas antioxidantes em eritrócitos e placenta, sugerindo que o aumento desses biomarcadores pode agir como fatores de equilíbrio para conter o estresse oxidativo pós-picos hiperglicêmicos. As ratas com diabete moderado apresentam intolerância à glicose no período correspondente ao aparecimento de diabete gestacional em mulheres, mas, no entanto, não apresentam outras alterações glicêmicas ao final da prenhez. Em outro modelo de indução de diabete moderado (administração de STZ no período neonatal e na prenhez) constatou-se que as ratas diabéticas apresentaram alteração no peso da ninhada e na porcentagem de perda pré e pós-implantação embrionária, mas também deixaram de apresentar hiperglicemia no período fetal. Desta forma, dúvidas permanecem em relação aos fatores envolvidos nas oscilações glicêmicas nas ratas com diabete moderado induzido no período neonatal particularmente em função da capacidade de regeneração das células ²-pancreáticas. Assim, neste estudo, por meio de diferentes abordagens metodológicas pretendemos avançar conhecimentos sobre os processos de proliferação e morte das células ²-pancreáticas durante diferentes fases da vida de ratos controle e diabético. Serão utilizadas: a) técnica de qRT-PCR real time; b) técnica de indução do diabete moderado, c) Western blotting, d) imunoistoquímica, e) morfometria, f) espectrofotometria, g) Elisa. Este projeto conta com a colaboração de pesquisadores de outro departamento (Clínica Médica) e outras instituições (Faculdade de Medicina de Marília_FAMEMA e USP_São Paulo). Além disso, este projeto estabelece uma interação multidisciplinar (Biologia Molecular, Biologia Celular, Histologia, Bioquímica, Embriologia, Fisiologia e Genética). Ao término deste trabalho, pretendemos adquirir conhecimento sobre os mecanismos fisiopatológicos envolvidos na proliferação e na morte das células ²-pancreáticas relacionados ao diabete e suas consequencias (hipóxia e estresse oxidativo) visando, futuramente, diminuir as repercussões deletérias causadas por esta síndrome, especialmente sob o ponto de vista obstétrico e perinatal. (AU)

Efeito da administração de ezetimiba ou fitosteróis no estresse oxidativo e nos parâmetros inflamatórios de indivíduos portadores de síndrome metabólica com dislipidemia controlada por estatinas

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Inar Alves de Castro
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/23684-7
Vigência: 01 de abril de 2012 - 31 de março de 2013
Assunto(s):AntioxidantesSíndrome x metabólicaAteroscleroseEstatinasAlimentos
Resumo
As doenças cardiovasculares (DCV) são as principais causas de morbimortalidade nos países industrializados e em desenvolvimento. Entre estas se destaca a aterosclerose, uma doença inflamatória de origem multifatorial que ocorre em resposta à agressão endotelial, que é o principal processo patológico que leva a doença arterial coronariana e a doença cerebral vascular. Um dos fatores de risco para início da formação da placa aterosclerótica é a elevação de lipoproteínas aterogênicas, como LDL, IDL e VLDL e inúmeras estratégias têm sido utilizadas para diminuição dessas moléculas. Associação de fármacos, como estatinas e ezetimiba, e estes com compostos bioativos como os fitosteróis, tem sido amplamente pesquisadas na tentativa de potencialização de efeitos hipocolesterolêmicos, na diminuição de efeitos colaterais causados pelos medicamentos, na diminuição do estresse oxidativo e riscos de desenvolvimento de doenças crônicas. Entretanto, a combinação de fármacos com compostos bioativos ainda é pouco aplicada na prática clínica sob a argumentação de que os estudos comparativos ainda são insuficientes. Desta forma, o objetivo deste trabalho será de comparar a combinação de terapias hipolipemiantes: "estatinas + ezetimiba" e "estatinas + fitosteróis" no perfil lipídico, estresse oxidativo e parâmetros inflamatórios de indivíduos portadores de síndrome metabólica, tendo como hipótese de que associação de estatina é eficaz tanto com fitosteróis quanto com ezetimiba na redução do colesterol total e da LDL e, consequentemente, na diminuição do estresse oxidativo, sendo que a utilização do composto bioativo teria a vantagem de ser um produto natural presente nos alimentos, o que implicaria numa maior aderência quando comparado ao medicamento. O estudo consistirá de 2 etapas. Na primeira fase serão produzidos bombons diet com adição de 1 a 2 g de fitosteróis/unidade, sendo selecionado esse produto como matriz alimentar pelo seu conteúdo lipídico, importante para a solubilização dos fitosteróis, e também por ser um alimento de ampla aceitação. Esses bombons serão analisados quanto a sua estabilidade a cada 15 dias durante 3 meses através de avaliações físico-químicas, microbiológicas e sensoriais. Na segunda fase será conduzido um estudo clínico cross-over duplo cego por 6 semanas, com aproximadamente 50 pacientes portadores de síndrome metabólica com dislipidemia controlada com estatinas, recebendo ezetimiba ou fitosteróis em 2 períodos diferentes. Além de análises do perfil lipídico (colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos) será avaliado o efeito da dupla terapia sobre biomarcadores de estresse oxidativo (malonaldeído, atividade e expressão de enzimas catalase, superóxido dismutase, glutationa peroxidase, atividade antioxidante total, LDL oxidada) e parâmetros inflamatórios (IL-6, TNF-a, adiponectina, leptina, PCR), assim como análises de polimorfismo de transportadores e proteínas envolvidas no metabolismo e absorção do colesterol (ABCG5/G8, NPC1L1, HMG-redutase). (AU)

Efeito neuroprotetor do tempol (4 - hidroxi - tempo) após transecção do nervo isquiático em ratos neonatos

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alexandre Leite Rodrigues de Oliveira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/12857-8
Vigência: 01 de abril de 2012 - 31 de julho de 2013
Assunto(s):Fármacos neuroprotetoresApoptoseAxotomia
Resumo
Atualmente, devido ao aumento da expectativa de vida da população, existe um crescente interesse no estudo de doenças neurodegenerativas. O estresse oxidativo parece estar envolvido na etiologia destas doenças afetando os neurônios. As patologias que afetam o neurônio motor caracterizam-se por apoptose neuronal. Assim, vários estudos têm sido realizados para investigar o efeito de fármacos neuroprotetores com o objetivo de reduzir a morte neuronal. Dentre essas drogas destaca-se o Tempol um antioxidante capaz de reagir com espécies reativas de oxigênio (ROS), minimizando ou até mesmo evitando os danos teciduais causados por essas moléculas. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo avaliar o efeito neuroprotetor do Tempol sobre a morte neuronal induzida pela secção do nervo isquiático em animais recém nascidos. Serão utilizados ratos Wistar com dois dias de vida submetidos à secção do isquiático da coxa esquerda considerando-se dois grupos distintos: (1) tratados com Tempol (24mg/kg; 10 minutos após a lesão, 6 horas após a lesão e 24 após a lesão durante uma semana); (2) grupo placebo - tratado com o veículo de diluição do Tempol no mesmo período de tratamento. Os animais de ambos os grupos serão sacrificados em tempos de sobrevida de 8, 12, 24, 72 horas e uma semana após a lesão. O lado não lesado de cada animal será utilizado com controle interno para análise dos resultados. Após os respectivos dias de sobrevida, os animais serão sacrificados para obtenção dos espécimes. Para tal, os animais serão anestesiados com (Xilasina e Cetamina) e submetidos à toracotomia para perfusão com solução salina e fixadora. Em seguida o conjunto contendo a intumescência lombar e as raízes nervosas serão processadas para posterior confecção dos cortes histológicos. Secções transversais de 12 µm da intumescência lombar serão utilizadas nas técnicas de Microscopia de luz para avaliação da sobrevivência neuronal e TUNEL para detecção e quantificação de neurônios apoptóticos. Para a técnica RT-PCR, utilizada para avaliação e quantificação da expressão dos genes bax, caspase 3 e Bcl-2, os animais serão somente perfundidos com solução salina e os espécimes congelados em gelo seco e armazenados em ultrafreezer (-80) para posterior utilização. (AU)

Influência do licopeno sobre os níveis de adiponectina no tecido adiposo de animais submetidos à dieta hipercalórica

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Camila Renata Corrêa
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/19934-8
Vigência: 01 de abril de 2012 - 31 de março de 2013
Assunto(s):Tecido adiposoAdiponectinaDietaLicopenoObesidade
Resumo
Na obesidade, o aumento nos níveis de estresse oxidativo pode ser uma das causas da redução de adiponectina por meio da ativação de Akt. Dada a importância do estresse oxidativo na patogênese da disfunção do tecido adiposo, estratégia terapêutica usando licopeno, um potente antioxidante, pode ser relevante na tentativa de reduzir a superprodução de ROS e minimizar as consequências da disfunção do adipócito. O objetivo desse estudo é analisar o efeito da suplementação com licopeno sobre os níveis de adiponectina, via Nox4 e Akt, no tecido adiposo de animais submetidos à dieta hipercalórica. Serão utilizados ratos Wistar machos (n=28), divididos em dois grupos para receberem dieta controle (C) e hipercalórica (H) por 6 semanas. Após este período, os animais serão divididos em 4 grupos: C (n=7), C suplementado com licopeno (C+L; n=7), H (n=7), e H suplementado com licopeno (H+L; n=7). Será utilizado o Licopeno óleo-resina misturado com óleo de milho (10 mg licopeno/Kg peso do animal/dia); os grupos não tratados (C e H) receberão óleo de milho em volume equivalente ao oferecido aos grupos tratados com licopeno (~0,5mL/kg peso/dia), ambos via gavagem, por 6 semanas. O consumo das dietas e a ingestão calórica serão registrados diariamente, o peso corporal será aferido semanalmente. Amostras de sangue serão coletadas para as determinações séricas bioquímicas e hormonais. Os níveis de adiponectina, Nox 4 e Akt serão mensurados por meio de suas expressões gênica pela técnica de PCR em tempo real. Os dados serão expressos por meio de medidas descritivas de posição e variabilidade. A comparação entre os grupos será realizada pela técnica ANOVA complementada com o teste de Tukey. O nível de significância considerado para todas as variâncias será de 5%. (AU)

Avaliação da citotoxicidade, genotoxicidade, antigenotoxicidade e modulação da expressão gênica em ratos tratados com a polpa do fruto do guajiru (Chrysobalanus icaco l.)

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Lusânia Maria Greggi Antunes
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:11/21471-6
Vigência: 01 de abril de 2012 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):Nutrigenômica
Resumo
O Chrysobalanus icaco ou guajiru é uma planta do bioma amazônico cujo extrato das folhas é extensamente utilizado na medicina popular como hipoglicemiante, diurético, antiangiogênico e antioxidante. A polpa do guajiru, entretanto, ainda é pouco estudada. Graças à presença de antocianinas neste fruto, estima-se que o mesmo possua capacidade antioxidante e propriedades funcionais. Além disso, não se sabe se os mesmos efeitos do extrato da folha desta planta podem ser observados in vivo ao utilizar-se do fruto. Este projeto tem como objetivo avaliar a antigenotoxicidade, genotoxicidade, antimutagenicidade, mutagenicidade, o estresse oxidativo e a expressão gênica, utilizando modelo experimental in vivo, da polpa liofilizada do guajiru. Ratos machos da linhagem Wistar serão tratados por gavagem com três doses da polpa do C. icaco por 14 dias consecutivos. Ao 14º dia, os animais receberão doxorrubicina 15 mg kg-1 p.c. (i.p.) ou NaCl 0,9% (i.p.). Decorridos 24 horas da aplicação, os animais serão eutanasiados para a coleta de sangue, medula óssea, rim, fígado, coração e cérebro. O ensaio do cometa será realizado em sangue e nos órgãos para a avaliação da genotoxicidade e antigenotoxicidade. A fim de avaliar a mutagenicidade e antimutagenicidade, será realizado o teste de micronúcleos em medula óssea e sangue periférico. Para o estresse oxidativo, serão avaliados os seguintes parâmetros: malonaldeído, glutationa e catalase (nos órgãos) e burst oxidativo (em sangue). Finalmente, será avaliada a expressão dos genes SOD-1 e COX-2 em rim, fígado e coração, utilizando PCR em tempo real. Paralelamente, na FEA-UNICAMP, a polpa de guajiru será caracterizada, através da determinação dos principais compostos bioativos (compostos fenólicos, carotenóides, ácido ascórbico, tocoferóis). (AU)

Caracterização cinética da redução de 1-Cys peroxirredoxinas por ascorbato

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luis Eduardo Soares Netto
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/00629-3
Vigência: 01 de abril de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):Estresse oxidativoPeroxidase
Resumo
Peroxirredoxinas (Prx) são enzimas ubíquas capazes de degradar peróxidos orgânicos, peróxido de hidrogênio e peroxinitrito. São classificadas em 1-Cys ou 2-Cys Prxs, dependendo do número de cisteínas envolvidas em seu ciclo catalítico. No caso da maioria das 1-Cys Prxs, a identidade do redutor biológico é ainda controversa. Nosso grupo apresentou evidências de que ascorbato poderia sustentar a atividade peroxidásica de 1-Cys Peroxirredoxinas (Monteiro c col., 2007). No presente projeto de pesquisa, pretendemos obter mais evidências de que essa via pode realmente ser relevante em sistemas biológicos. Nesse sentido, duas estratégias serão realizadas: (1) determinação de parâmetros enzimáticos relacionados a redução de 1-Cys Prx por ascorbato; e (2) investigação da resposta de células pulmonares a estresse oxidativo em condições nas quais 1-Cys Prx e/ou ascorbato são inibidos. Em relação à primeira estratégia, algumas modelagens in silico e mutações sítio dirigidas já foram realizadas em nosso laboratório (usando Prdx6 de Rattus norvegicus como modelo de 1-Cys Prx) e indicaram o envolvimento de alguns aminoácidos na redução de 1-Cys por ascorbato. Todavia, para avançarmos na compreensão da relevância biológica desse processo é imprescindível quantificarmos a redução de 1-Cys Prx por ascorbato. Para atingir essa meta, faremos ensaios enzimáticos usando eletrodos para peróxido de hidrogênio (Free Radical Analyzer 4100 da World Precision Instruments) e uso de peroxixantona, uma sonda fluorescente a base de boro que ao reagir com peróxido de hidrogênio gera um produto fluorescente. Resultados preliminares indicam que as duas metodologias não sofrem interferência de ascorbato. Em relação a estratégia (2), pretendemos silenciar os níveis de 1-Cys Prx (Prdx6 em mamíferos) usando procedimento já estabelecido na literatura. Os níveis de ascorbato serão modulados de acordo com a adição dessa vitamina no meio de cultura de células de humanos. Esse controle dos níveis de ascorbato será possível, pois seres humanos são incapazes de sintetizar ascorbato. Dessa forma, inibindo simultaneamente ou isoladamente os níveis de ascorbato e 1-Cys Prx poderemos analisar comparativamente a resposta da célula de pulmão de humanos a estresse oxidativo induzido por peróxido. (AU)

Associação entre polimorfismos em genes que codificam proteínas pró- e antioxidantes e a susceptibilidade à nefropatia em coortes francesas de portadores de diabetes tipo 1: validação de resultados observados em uma casuística brasileira

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Lucia Cardillo Corrêa Giannella
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/15015-8
Vigência: 01 de abril de 2012 - 30 de junho de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoDiabetes mellitusBiologia molecular
Resumo
Várias evidências sugerem que uma predisposição genética determine a susceptibilidade às complicações crônicas do diabete melito (DM), juntamente com a hiperglicemia crônica, hipertensão arterial e dislipidemia. Uma vez que o estresse oxidativo foi reconhecido como o elemento final comum das vias bioquímicas induzidas pela hiperglicemia, os genes que codificam enzimas pró- e antioxidantes são candidatos a conferirem susceptibilidade às complicações. Estudo realizado em nosso laboratório demonstrou a associação entre vários polimorfismos (alguns deles funcionais) na região promotora ou na região 3´UTR de genes que codificam enzimas de sistemas pró-oxidantes (NOX-2 e p22phox) e antioxidantes (GCLC, GPX-4, TXN e TXNRD2) e risco para a presença de nefropatia diabética em portadores de DM tipo 1 de longa duração recrutados em diferentes serviços de Diabetes da região Sudeste e Sul do Brasil. O presente projeto tem por objetivo ampliar esse estudo, validando a associação entre a presença de nefropatia diabética e esses polimorfismos candidatos em três coortes francesas de portadores de DM tipo 1 (Coorte SURGENE [n=340]; Coorte GENEDIAB [n=494] e Coorte GENESIS [n=501]). A replicação de resultados de associação de um SNP com um traço fenotípico em coortes de pacientes de origens geográficas diferentes reforça a participação daquele SNP e pode melhorar a compreensão a cerca de seu significado biológico. (AU)

Efeitos do treinamento físico aeróbio nas disfunções cardiometabólicas induzidas pela sobrecarga de frutose desde o desmame em ratos

Beneficiário:
Instituição: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Vergueiro. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Kátia De Angelis
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/01873-5
Vigência: 01 de abril de 2012 - 31 de março de 2013
Assunto(s):RatosSíndrome x metabólicaFrutoseFisiologia cardiovascular
Resumo
O aumento do consumo de produtos industrializados contendo grande quantidade de frutose na alimentação e sua associação ao maior índice de sedentarismo têm aumentado a preocupação de órgãos da saúde em relação ao aumento da prevalência de doenças crônicas. A associação de vários fatores de risco no período de desenvolvimento da criança pode ter uma influência no desenvolvimento de síndrome metabólica na vida adulta. Neste sentido, a prática de atividades físicas pelas crianças pode ser um meio de diminuir esse risco e melhorar a qualidade de vida. Dessa forma, O objetivo deste estudo será avaliar se a sobrecarga de frutose iniciada desde o desmame (21 dias de vida) em ratos machos induz disfunções cardiometabólicas, associadas a alterações na modulação autonômica cardiovascular e em parâmetros de estresse oxidativo, bem como investigar se o treinamento físico aeróbico aplicado durante o mesmo período tem efeito protetor sobre tais disfunções. Serão utilizados 24 ratos machos Wistar divididos em 3 grupos (n=8 cada grupo), sendo: frutose treinado (FT), frutose sedentário (FS) e controle sedentário (CS). O grupo treinado será submetido a um programa de treinamento físico em esteira ergométrica (1 hora/dia, 5 dias/semana, 8 semanas, 40-60% da velocidade máxima no teste de esforço), e ao final do protocolo serão realizados a medida da glicemia, o teste de tolerância a glicose e o registro direto da pressão arterial e da freqüência cardíaca para posterior análise da modulação autonômica cardiovascular. O estresse oxidativo será avaliado no tecido cardíaco e no sangue pela razão redox (razão glutationa oxidada (GSH)/glutationa reduzida (GSSG)); pela lipoperoxidação de membrana (técnica de quimiluminescência); pelo dano a proteínas (técnica das carbonilas); pela medida da capacidade antioxidante total. Testes estatísticos serão devidamente aplicados para comparação dos dados. (AU)

Estresse oxidativo e alterações cardiovasculares em modelo animal de hiper-homocisteinemia

Beneficiário:
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Vânia D'Almeida
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/01820-9
Vigência: 01 de abril de 2012 - 31 de março de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoModelos animaisHomocisteínaEspécies de oxigênio reativas
Resumo
Níveis elevados de Homocisteína plasmática podem ser associados a riscos de doenças coronárias, independente de outros fatores. Essas alterações cardiovasculares vêm sendo relacionadas a danos endoteliais e estresse oxidativo. Apesar destas relações já estabelecidas, os mecanismos ainda envolvidos são pouco compreendidos. Sabe-se que a administração crônica de Hcy em animais de experimentação aumenta a peroxidação lipídica e diminui as defesas antioxidantes enzimáticas e que o coração é extremamente suscetível ao ataque de radicais livres, sendo assim, o estresse oxidativo é um denominador comum em muitos aspectos nas doenças vasculares.Evidências apontam que a alta prevalência de hiper-homocisteinemia associada aos determinantes genéticos e hábitos adquiridos fazem com que este aminoácido seja considerado um alvo ideal para intervenções em pacientes vasculares.Sendo assim, o objetivo do estudo é analisar como os elevados níveis de Hcy plasmática influenciam as alterações cardiovasculares, levando em consideração as alterações bioquímicas, decorrentes desse acúmulo, em camundongos. (AU)

Influência da pentoxifilina sobre variáveis celulares e bioquímicas no coração de ratos expostos à fumaça de cigarros

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paula Schmidt Azevedo Gaiolla
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/00104-8
Vigência: 01 de abril de 2012 - 31 de março de 2013
Assunto(s):Insuficiência cardíacaPentoxifilina
Resumo
O tabagismo é considerado um dos principais fatores de risco que agridem o coração. Dentre os possíveis mecanismos participantes da remodelação cardíaca induzida pela fumaça do cigarro estão: o aumento do estresse oxidativo, inflamação e apoptose. A pentoxifilina (PTX) é um inibidor da fosfodiesterase com papel imunomodulador. Evidências indicam que a modulação da inflamação é um mecanismo pelo qual a PTX pode atenuar a remodelação cardíaca. Entretanto, talvez estes prováveis mecanismos não estejam relacionados com a inibição do TNF-±. Os efeitos benéficos da PTX no coração por meio da inibição do TNF-± são controversos. Por outro lado, a inibição da apoptose pela PTX parece ser um mecanismo importante na atenuação da remodelação cardíaca. Adicionalmente, a PTX apresenta papel antioxidante, por inibição, por exemplo, da superóxido dismutase e hemeoxigenase. Portanto, é possível que inflamação (avaliada por outros métodos além da dosagem de citocinas), a apoptose e o estresse oxidativo participem das alterações cardíacas induzidas pelo tabaco e que estas possam ser atenuadas pela pentoxifilina.Assim, os objetivos deste trabalho são avaliar a participação da: a) inflamação pela quantificação do infiltrado inflamatório no coração, b) da apoptose por análise da caspase 3, c) e do estresse oxidativo nos corações de ratos previamente expostos à fumaça de cigarros, que já foram estudados quanto à função cardíaca e dosagem de citocinas.Para tanto, serão estudados o soro e tecidos de 32 animais previamente alocados em 4 grupos animais controles não fumantes (C) e fumantes (EFC/C), e animais tratados com pentoxifilina, não fumantes (PTX) e fumantes (EFC/PTX), Do material armazenado serão realizadas as avaliações histológica, bioquímica e imunohistoquímica. (AU)

Expressão dos receptores TLR-2 e TLR-4 em leucócitos de pacientes com doença renal crônica (DRC)

Beneficiário:
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Aparecida Dalboni
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/51496-0
Vigência: 01 de abril de 2012 - 31 de março de 2014
Assunto(s):Infecções bacterianasUremiaInsuficiência renal crônicaLeucócitosReceptores toll-likeEstresse oxidativo
Resumo
As infecções bacterianas constituem a primeira causa de morbidade e a segunda causa de mortalidade em pacientes com doença renal crônica (DRC), o que sugere uma deficiência nos mecanismos imunes destes indivíduos frente a estes patógenos. A literatura tem descrito importante associação entre a reduzida resposta imunológica de pacientes com doença renal e presença das toxinas urêmicas no que se refere a redução da produção de radicais de 02, da fagocitose, de quimiotaxia de PMNs; aumento da apoptose acelerada de PMN e disfunção de monócitos na síntese de citocinas de células mononucleares, resultando em efeitos adversos em vários sistemas e diminuindo a capacidade de resposta a agentes infecciosos. No entanto, nenhum estudo até o momento foi conduzido no que se refere ao efeito destas toxinas sobre a expressão dos receptores de reconhecimento (PRRs) de padrões moleculares associados aos patógenos (PAMPs), que são responsáveis pela detecção e início da resposta Imunológica frente a microrganismos invasores. Recentemente tem sido demonstrado que um grupo de receptores denominados de Toll-like receptors (TLRs) tem papel fundamental na defesa do hospedeiro através do reconhecimento de PAMPs. No entanto, poucos estudos têm sido relatados sobre alterações da expressão de TLRs em neutrófilos, monócitos e linfócitos de pacientes com DRC frente as toxinas urêmicas. A causa das alterações celulares em pacientes com doença renal e associação com disfunção Imunológica, ainda não estão completamente esclarecidas. Desta forma, investigar se há perda de função ou menor expressão de TLRs em decorrência dos efeitos destas toxinas poderá propiciar novos conhecimentos fisiopatológicos dos mecanismos das infecções associados a uremia e futuramente novas estratégias terapêuticas. Assim os objetivos deste estudo são: 1) avaliar a expressão dos TLR-2, TLR-4 e MyD88 em neutrófilos, monócitos e linfócitos de pacientes com DRC pré-diálise e hemodiálise e associar com desfechos de episódios de infecção; 2) avaliar o efeito do plasma urêmico "in vitro" na expressão dos receptores TLR-2, TLR-4 e MyD88 em neutrófilos, monócitos e linfócitos de indivíduos sadios e 3) associar a resposta "in vitro"... (AU)

Mecanismos moleculares subjacentes às atividades biológicas de maspina

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nathalie Cella
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/00043-9
Vigência: 01 de abril de 2012 - 30 de setembro de 2014
Assunto(s):Genes supressores de tumorExpressão gênicaMaspinaFosforilaçãoFator de crescimento epidérmicoAdesão celular
Resumo
Maspina (mammary serpin) é um gene supressor de tumor com diversas atividades biológicas descritas, entre elas a regulação da adesão e migração celular, o controle da resposta ao estresse oxidativo, controle da apoptose e da transcrição gênica entre outras. Inicialmente descrita no tecido mamário, sabe-se hoje que esta proteína está presente na maioria dos epitélios e a sua ausência em animais knockout é letal durante a embriogênese. Inicialmente observou-se uma forte correlação entre perda da expressão de maspina e a progressão tumoral. Estudos recentes, no entanto, sugerem que a localização subcelular, e não os níveis de expressão é que está correlacionada com esta progressão. Maspina é encontrada em todos os compartimentos da célula e possui inúmeros ligantes descritos. Sabendo que só há um gene e um transcrito descritos para esta proteina, procuramos por alterações pós-traducionais que pudessem regular a diversidade de funções, ligantes e localizações subcelulares desta proteína. Usando o modelo de MCF-10A, uma linhagem não transformada de epitélio mamário humano que expressa maspina endogenamente, nosso laboratório identificou quatro formas de maspina, três deles são fosforilados em resíduos de tirosina. A inibição de tirosina fosfatases resulta em rápido aumento dos níveis de maspina na célula e seu acúmulo no citoplasma (manuscrito submetido em anexo). Esses dados indicam que a fosforilação de maspina pode ter um papel na sua estabilidade e localização subcelular. Além disso, observamos que um curto tratamento das células com EGF (fator de crescimento epitelial) resulta em diminuição dos níveis de fosforilação em tirosina, sugerindo que maspina é parte da via de sinalização de EGF. Os objetivos desta proposta são (1) determinar o papel da fosforilação de maspina na localização subcelular; (2) determinar o papel da fosforilação de maspina na sua estabilidade; (3) determinar o sinal de localização nuclear de maspina e (4) investigar se a adesão celular regula a fosforilação de maspina e se maspina tem um papel na migração celular induzida por EGF. (AU)

Biomarkers for oxidative stress in acute lung injury induced in rabbits submitted to different strategies of mechanical ventilation

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:José Roberto Fioretto
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Processo:12/03458-5
Vigência: 01 de abril de 2012 - 30 de setembro de 2012
Resumo
O dano oxidativo tem um papel importante na lesão pulmonar, e está associado com o desenvolvimento e progressão da síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). Nosso objetivo foi identificar biomarcadores para determinar o estresse oxidativo em um modelo animal de lesão pulmonar aguda (LPA), utilizando duas diferentes estratégias de ventilação mecânica. Os coelhos foram ventilados utilizando ventilação mecânica convencional (VMC) ou ventilação oscilatória de alta frequência (VOAF). A lesão pulmonar foi induzida pela infusão traqueal de solução salina (30ml/kg, 38º C). Além disso, cinco coelhos saudáveis foram estudados para o estresse oxidativo. Os linfócitos isolados do sangue periférico e amostras de tecido pulmonar foram analisados por eletroforese em gel de célula única alcalina (teste do cometa) para determinar os danos do DNA. Teste da capacidade antioxidante total (TAP) foi aplicado para medir o desempenho global de antioxidantes no plasma e tecido pulmonar. Coelhos submetidos à VOAF tiveram resultados semelhantes aos animais saudáveis, mostrando maior capacidade antioxidante total e menor dano do DNA em relação aos animais submetidos à VMC em tecido pulmonar e plasma. TAP mostrou uma correlação positiva e significativa (r = 0,58, p = 0,0006) no plasma e no tecido pulmonar. Igualmente, o teste do cometa apresentou uma correlação positiva e significativa (r = 0,66, p = 0,007) entre as células recuperadas a partir de tecido-alvo e no sangue periférico. Além disso, a capacidade antioxidante total foi significativa e negativamente correlacionada com danos no DNA (r = -0,50, p = 0,002) no tecido pulmonar. Este estudo indica que tanto TAP como teste do cometa identificam aumento do estresse oxidativo em coelhos submetidos à VMC comparado com animais submetidos à VOAF. Capacidade antioxidante total analisada pelo TAP e dano oxidativo do DNA pelo teste do cometa no plasma, refletem o estresse oxidativo no tecido alvo, o que mostra a necessidade de mais estudos em seres humanos. (AU)

Estudo da interação solo-planta-alumínio utilizando variedades de tomateiro contrastantes quanto à tolerância a elementos tóxicos

Beneficiário:
Instituição: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ricardo Antunes de Azevedo
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:11/23019-3
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de maio de 2015
Assunto(s):Estresse oxidativoTomate
Resumo
Os solos de regiões tropicais e subtropicais são normalmente ácidos e apresentam altos teores de alumínio (Al). A toxicidade do Al para as plantas é resultado da alta afinidade de Al catiônico com as paredes das células, membranas e metabólitos. O Al também altera a homeostase celular por meio da alteração da atividade dos canais das membranas e o influxo de íons, ligando-se a enzimas e outros componentes celulares. A proposta deste projeto é o estudo do comportamento de duas variedades de tomate expostas ao Al por meio do processo de estresse oxidativo decorrente da exposição ao elemento. Por meio dos parâmetros descritos ao longo da metodologia poderemos caracterizar as variedades quanto à toxicidade por Al, bem como os mecanismos de tolerância e defesa das mesmas em relação à exposição às concentrações de Al. Um experimento piloto será realizado para definição das doses de Al empregadas por meio de superfície de resposta e o posterior cultivo em solo auxiliará a elucidação do comportamento e dinâmica do elemento no sistema solo-planta, avaliando a influência da matriz do solo na biodisponibilidade do elemento. (AU)

Efeito da sobrecarga nutricional crônica sobre a disfunção renal em ratos Wistar: papel do estresse oxidativo (AGE/RAGE)

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Camila Renata Corrêa
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/20950-8
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoObesidadeNefropatias
Resumo
A obesidade está associada com o aumento do risco de mortalidade e redução na expectativa de vida, principalmente por apresentar diversas comorbidades como diabetes mellitus tipo 2, dislipidemias, resistência à insulina e hipertensão arterial sistêmica. Estudos epidemiológicos mostram que a doença renal também é um fator comum da obesidade. O estresse oxidativo tem sido apontado como fator indutor de doença renal com o aumento do peso, pelo fato dessa condição aumentar os produtos finais de glicação (AGEs). Esses produtos são muito reativos e quando formados em excesso caem na circulação, podendo atingir diversos órgãos, entre eles, o rim, o principal órgão de excreção desses produtos. Essa exposição, dependendo da intensidade e duração, pode ser um importante fator de dano para o tecido renal, pois a ação desses produtos acontece via receptores específicos para eles, os RAGE (receptores de produtos finais de glicação). A junção AGE/RAGE promove inflamação com consequente disfunção do órgão. Sendo assim, o objetivo do trabalho é avaliar a influência da sobrecarga nutricional crônica sobre a formação de AGEs e a expressão de receptores RAGE no rim, bem como a relação desses fatores com função e inflamação renal. Para isso serão utilizados ratos Wistar machos (n=60), com 30 dias de idade. Os animais serão casualmente divididos para receberem dieta controle (C) ou hipercalórica (H), durante 6, 12 e 24 semanas, perfazendo 6 grupos experimentais independentes (C6, C12, C24, H6, H12, H24; n=15 animais/grupo). Os ratos C receberão ração padrão para roedores (RC Focus 1765, Agroceres®, Rio Claro, São Paulo, Brasil) e o grupo H uma ração hipercalórica, sendo composta por: pó de ração (RC Focus 1765, Agroceres®, Rio Claro, São Paulo, Brasil), alimentos industrializados, óleo de palma, suplemento proteico, mistura vitamínica e mineral; em adição, os animais do grupo H receberão também a adição de 300g de sacarose na água de beber; as ofertas de ração e água serão ad libitum. O consumo das dietas e a ingestão calórica serão controlados diariamente; a ingestão calórica será determinada pelo produto do consumo e teor energético das dietas. O peso corporal será aferido semanalmente e o restante das avaliações serão realizados nas 6, 12 e 24 semanas. O índice de adiposidade será utilizado como indicador de obesidade, a avaliação das comorbidades serão hipertensão arterial, perfil glicêmico e lipídico, avaliação da função3renal através da dosagem de ureia, creatinina e proteínas totais no sangue e na urina de 24 h, avaliação estrutural do rim e dosagem de AGEs no soro. No rim será determinado a expressão gênica de RAGE. (AU)

Mecanismos de indução da via da sacaropina em células humanas

Beneficiário:
Instituição: Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG). Coordenadoria de Centros e Núcleos Disciplinares (COCEN). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paulo Arruda
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Processo:12/00235-5
Vigência: 01 de março de 2012 - 30 de setembro de 2016
Assunto(s):Sacaropina
Resumo
A via da sacaropina de degradação de lisina vem sendo estudada há décadas em diversos organismos e tem-se demonstrado que potencialmente possui uma conexão com vias de resposta a diversas formas de estresse celular. Em plantas e mamíferos, a superexpressão de genes desta via proporcionou significativa proteção contra estresse osmótico e oxidativo, e sabe-se que, em plantas, há significativo aumento da expressão dos genes da via da sacaropina em condições estressantes. Em procariotos também existem evidências acerca da correlação entre estresse e a via em questão. Em mamíferos ainda não foi testada a inducibilidade desta via em tais condições e pouco se sabe sobre os mecanismos moleculares que levam a indução da mesma. Os estresses celulares, como o estresse oxidativo, estão em evidência na pesquisa científica pois tem sido associados às causas de várias doenças de alta prevalência na população, como vários tipos de cânceres, arteriosclerose, obesidade, Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas. Se realmente a via da sacaropina possuir alguma relação direta com a indução de resposta a estresses celulares e for decifrado o mecanismo de indução, o conhecimento gerado pode ser extremamente útil não só em termos de pesquisa básica e maior compreensão da fisiologia da via da sacaropina, como também para fins terapêuticos através da criação de um novo método de modular a resposta a estresses. O presente projeto de pesquisa almeja decifrar quais são os mecanismos que regulam a indução da via da sacaropina em resposta a estresses, bem como a identificação dos possíveis fatores de transcrição e/ou compostos indutores que atuem neste caminho. Será usada uma abordagem in silico, com ferramentas de Bioinformática e uma abordagem experimental, com cultura de células humanas (células HEK293), fundamental em vista do enorme ferramental disponível para investigação utilizando biologia celular e molecular. Adicionalmente, o estudo da via em células humanas complementará os estudos que estão sendo realizados em plantas e bactérias possibilitando uma visão geral dos mecanismos de modulação da via em diferentes modelos biológicos. (AU)

Toxicologia reprodutiva de ratos adultos expostos ao 2,3,7,8-Tetraclorodibenzo-p-dioxina (TCDD) in útero e durante a lactação

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Wilma De Grava Kempinas
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/00365-6
Vigência: 01 de março de 2012 - 30 de setembro de 2014
Assunto(s):Epigênese genéticaRatos
Resumo
As dioxinas são subprodutos orgânicos policlorados provenientes de vários processos industriais e tem como forma mais tóxica o 2,3,7,8-tetraclorodibenzo-p-dioxina (TCDD) persistindo no ambiente devido ao seu caráter cumulativo. O homem e outros animais estão propensos à exposição ao TCDD, principalmente, devido à ingestão de alimentos contaminados e em períodos críticos de desenvolvimento, sobretudo, durante a vida intrauterina e pós-natal. Sabe-se que a exposição ao TCDD promove disfunções no sistema genital masculino, como redução dos pesos dos órgãos reprodutores, atraso no início da maturação sexual, feminilização na prole masculina, diminuição do número de espermátides no testículo e queda nos níveis séricos de testosterona. Além disso, a exposição in utero e durante a lactação provoca no epidídimo estresse oxidativo, queda na concentração espermática e alterações da motilidade e no tempo de trânsito dos espermatozoides. Mesmo sendo numerosos os trabalhos acerca dos efeitos do TCDD na saúde reprodutiva, muitos são controversos e precisam ser confirmados e elucidados, tanto em animais de experimentação como em humanos, principalmente, sua ação sobre as funções reprodutivas e fertilidade na descendência masculina. Deste modo, pretende-se avaliar o efeito da exposição in utero e lactacional ao TCDD no sistema genital masculino da prole quando adulta, com ênfase nas funções epididimárias e qualidade espermática. Para isso, ratas prenhes serão expostas a diferentes doses de TCDD, sendo feitas, posteriormente, análises espermáticas, de histologia epididimária, imunohistoquímica quantificação da proteína de membrana espermática SP22 e investigação da fertilidade após inseminação artificial in utero, da prole masculina na idade adulta. Além disso, serão realizadas dosagens dos hormônios testosterona, FSH e LH, bem como a determinação dos perfis proteicos de membrana espermática e do tecido epididimário. Pretende-se que, além da formação de recursos humanos qualificados em Biologia e Toxicologia da Reprodução, novos conhecimentos sejam adquiridos sobre os efeitos tóxicos do TCDD sobre o trato reprodutivo masculino, divulgando-se os resultados por intermédio de publicações em revistas internacionais e indexadas de impacto, bem como em comunicações em eventos científicos da área. (AU)

Identificação e caracterização de componentes antiinflamatórios do extrato aquoso de Passiflora alata. efeito na expressão do diabetes e fatores de regeneração em ilhotas pancreáticas no modelo experimental de diabetes espontâneo tipo 1 (camundongos NOD)

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ricardo de Lima Zollner
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:12/02462-9
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de maio de 2013
Assunto(s):Auto-imunidadeFlavonoidesImunologia clínica
Resumo
Nosso laboratório tem se dedicado a estudar substâncias que modulem a inflamação, usando como ferramenta a linhagem de camundongos NOD que apresentam diabetes tipo1 espontâneo. Entre os projetos desenvolvidos, destacamos o estudo da diacereina e de gangliosideos como drogas disponíveis no mercado e que mostraram ter propriedades moduladoras da inflamação e na diminuição da expressão do diabetes. No momento estamos no período final de projeto que mostra efeitos sobre a expressão de fatores de regeneração de células beta pancreáticas. A procura de novos fármacos a partir de plantas medicinais tem motivado a busca alternativa de substâncias com potencial antiinflamatório e que possam auxiliar no tratamento das doenças como o diabetes tipo1. Relatos da literatura, nem sempre indexada, sugerem que o maracujá possua ação hipoglicemiante e melhora do controle do diabetes. Dentre os constituintes os alcalóides e flavonóides são candidatos relevantes. Iniciamos piloto nos mesmos moldes estabelecidos por nossos protocolos de estudos empregados para a diacereina e gangliosideos. Os resultados preliminares com relação a atividade antioxidante, ação potencial sobre estresse oxidativo e expressão do diabetes chamaram nossa atenção, principalmente com referência a diminuição do grau de lesão da ilhota. Com isso reunimos equipe que pudesse em curto espaço de tempo trazer informações relevantes que possam subsidiar e ampliar conhecimentos para a utilização do Passiflora alata no tratamento do diabetes. Além disso, por ser alimento natural e de fácil acesso, traz ingrediente adicional em termos de vantagem aos estudos básicos e a populacionais. Assim, o presente estudo visa identificar e caracterizar componentes da folha do Passiflora alata por intermédio de HPLC e Espectrometria de Massa, avaliar a repercussão do tratamento sobre a lesão das ilhotas pancreática no diabetes isto é, classificação, caracterização e fenotipificação do infiltrado inflamatório na ilhota, expressão de marcadores de regeneração celular como neurogenin3, Pdx1, NeuroD e que repercutem na diminuição do diabetes, além de investir no desenvolvimento de novas drogas com potencial de interferir na evolução do diabetes. (AU)

Mecanismos de ação de antioxidantes na proteinúria associada ao diabetes mellitus

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jose Butori Lopes de Faria
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Processo:12/03501-8
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2013
Assunto(s):AlbuminúriaEstresse oxidativoAntioxidantesPodócitosNefrologia
Resumo
O estresse oxidativo induzido pela hiperglicemia leva a alterações na barreira de filtração glomerular, determinando a albuminúria característica da nefropatia diabética (ND). Tratamentos com antioxidantes como tempol e chá verde previnem a albuminúria em ratos diabéticos e hipertensos provavelmente pela diminuição da apoptose de podócitos. Os objetivos do presente trabalho serão: 1. Investigar a influência de antioxidantes (tempol e chá-verde) na integridade da barreira de filtração glomerular, in vivo e in vitro; 2. Verificar se antioxidantes previnem a apoptose de podócitos via inibição de PARP-1 clivada e/ou pela atuação na via Wnt. DM será induzida por estreptozotocina em ratos espontaneamente hipertensos (SHR) com 12 semanas de idade. Animais controles e diabéticos receberão ou não tratamentos com antioxidantes por 12 semanas. Linhagens de podócitos de camundongos e humanos serão cultivadas em condições de normoglicemia e hiperglicemia, estresse oxidativo (tratamento com H2O2), presença/ausência dos antioxidantes e inibidores/ativadores de PARP ou Wnt. A análise da apoptose de podócitos será feita por TUNEL, atividade de caspase-3 e co-localização por imunofluorescência para marcador específico de podócitos (WT-1) e caspase-3. Será avaliada a adesão podocitária. A integridade da barreira de filtração glomerular será analisada por: western blot, imunofluorescência e RT-PCR de proteínas como nefrina, ZO-1, P-caderina, podocalexina e laminina b2; imunohistoquímica para proteoglicanas da membrana basal glomerular (MBG) e glicoproteínas do glicocálix endotelial; microscopia eletrônica; detecção de alterações nas cargas negativas da MBG. O entendimento do mecanismo de ação de antioxidantes como o tempol e chá verde na proteinúria associada ao DM constitui a base para o emprego dessas manobras no tratamento da ND. (AU)

Estresse oxidativo na leishmaniose visceral canina

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária (FMVA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paulo César Ciarlini
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/14083-0
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de janeiro de 2013
Assunto(s):Neutrófilos
Resumo
Embora muitos estudos já tenham sido conduzidos avaliando a função neutrofílica no estabelecimento da leishmaniose visceral, escassos são aqueles realizados com a doença já estabelecida em seus diferentes estágios. É possível que alguns sinais clínicos como a anemia hemolítica que ocorre na doença em cães possa estar relacionado com o estresse oxidativo resultante da peroxidação lipídica. O estresse oxidativo ocorre devido a um desbalanço entre a produção de radicais livres, que podem ser provenientes de neutrófilos ativados, e as defesas antioxidantes do organismo. Essas espécies reativas de oxigênio lesionam estruturas celulares fundamentais e causam peroxidação lipídica, que, nas hemácias, pode causar anemia hemolítica. Levando em consideração a escassez de pesquisas avaliando o metabolismo oxidativo e a ausência de trabalhos avaliando a apoptose neutrofílica na leishmaniose visceral canina e, ainda, ausência de pesquisas correlacionando a disfunção neutrofílica com o estresse oxidativo, o presente trabalho tem por objetivo avaliar o estresse oxidativo em cães em diferentes estágios da leishmaniose visceral. Para tal, comparativamente será investigado o metabolismo oxidativo e apoptose de neutrófilos, o status antioxidante total e a peroxidação lipídica de cães saudáveis e cães com leishmaniose visceral em diferentes estágios da doença conforme proposto pelo LeishVet Consensus. O metabolismo oxidativo será avaliado por citometria de fluxo capilar utilizando a sonda hidroetidina e pelo método de redução do tetrazólio nitroazul (NBT). A apoptose será quantificada em citômetro de fluxo capilar utilizando sistema Anexina V-PE e por morfometria. O status antioxidante será determinado em espectrofotômetro pelo método do ABTS e a peroxidação lipídica será determinada pela quantificação do malondialdeído em leitor de placa de ELISA, ambos utilizando reativos comerciais. (AU)

O estado oxidado de NADP de mitocôndrias de camundongos hipercolesterolêmicos é consequência do aumento de síntese de colesterol ou da deficência da nadp-transidrogenase?

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Aníbal Eugênio Vercesi
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/15103-4
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoAteroscleroseMitocôndrias
Resumo
A aterosclerose é uma das doenças mais comuns e a principal causa de morte nas sociedades desenvolvidas ocidentais. A patogênese desta doença pode ser explicada com base na "hipótese da modificação oxidativa" que propõe que a oxidação da LDL representa um evento chave inicial. No entanto, não se conhece exatamente como e onde ocorre a oxidação da LDL. Recentemente mostramos, em um modelo experimental com alta suscetibilidade para desenvolver aterosclerose (knockout do gene do receptor de LDL, LDLr-/-), que mitocôndrias destes animais são sítios geradores de estresse oxidativo celular devido a uma baixa capacidade antioxidante dos sistemas enzimáticos dependentes de NADPH comparado a animais controles C57BL6/Uni (CEMIB/Unicamp). Propusemos que a diminuição do conteúdo de nucleotídeos reduzidos nas mitocôndrias dos animais LDLr-/- era consequência do aumento de seu consumo pela elevada taxa de lipogênese nos hepátócitos destes animais. A biossíntese de 1 mol de colesterol oxida cerca de 24 moles de NADPH. Como os camundongos LDLr-/- (C57BL6/J, Jackson Laboratory) são também deficientes da enzima NADP-transidrogenase (NNT), existe a possibilidade de que a deficiência de NADPH nestes animais não seja devido ao aumento de síntese de colesterol e sim à deficiência da NNT. Neste projeto investigaremos os mecanismos envolvidos nas alterações redox das três linhagens C57BL, a saber, C57BL6/Uni (NNT intacta), C57BL6/J (deleção de NNT) e LDLr-/- (deleção de receptor de LDL e de NNT). Os resultados poderão esclarecer os reais mecanismos envolvidos no estresse oxidativo dos animais hipercolesterolêmicos LDLr-/- . (AU)

Óxido nítrico e transição de permeabilidade mitocondrial em camundongos hipercolesterolêmicos: possível papel da NADP-Transidrogenase

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Aníbal Eugênio Vercesi
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/15101-1
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoAterosclerose
Resumo
O óxido nítrico (NO) é considerado uma molécula anti-aterogênica por suas múltiplas ações na manutenção da integridade vascular. No entanto, quando este reage com o radical superóxido produzido em condições de estresse oxidativo, gera peroxinitrito, uma molécula pró-oxidante potente e citotóxica. Por outro lado, o NO pode ter propriedades antioxidantes através de reações terminais com lipídeos gerando produtos nitrados menos reativos. Recentemente mostramos em um modelo experimental com alta suscetibilidade para desenvolver aterosclerose (camundongos hipercolesterolêmicos knockout para o gene do receptor de LDL) que a mitocôndria é um sítio gerador do estresse oxidativo celular devido a uma baixa capacidade antioxidante de enzimas dependentes de NADPH quando comparada às mitocôndrias dos animais controles. Nestes animais os inibidores da síntese de NO diminuíram a susceptibilidade à transição de permeabilidade mitocondrial enquanto nos animais controles estes inibidores estimularam a abertura do poro de transição de permeabilidade, uma condição que predispõe à morte celular. Os animais hipercolesterolêmicos, além da deficiência do receptor de LDL têm também deficiência de atividade da NADP-transidrogenase mitocondrial e, portanto da geração de NADPH a partir de NADH. Assim, neste projeto propomos esclarecer se o efeito do inibidor da síntese de NO está relacionado ao estado redox de NADP(H), o qual pode estar modificado por sua utilização pela síntese endógena aumentada de colesterol ou por deficiência da transidrogenase mitocondrial. Estes resultados poderão fornecer subsídios para uma melhor compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos no estresse nitro-oxidativo mitocondrial na hipercolesterolemia familiar, que podem ser úteis para abordagens terapêuticas. (AU)

Efeitos do exercício físico moderado sobre o tráfego de neurotrofinas e seus receptores no sistema nervoso central de ratos idosos

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Merari de Fátima Ramires Ferrari
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/15281-0
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Fatores de crescimento neural
Resumo
A prática de atividade física parece proteger contra o declínio cognitivo decorrente do envelhecimento. O exercício moderado atenua os efeitos do envelhecimento sobre o sistema nervoso central por meio do aumento da angiogênese, saturação de oxigênio, melhora da eficiência da neurotransmissão, melhora do metabolismo, diminuição da inflamação, proteção contra a perda de volume encefálico, bem como aumento da expressão de neurotrofinas como o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), o qual promove a ramificação da árvore dendrítica e melhora a maquinaria sináptica no encéfalo adulto. Sabe-se que durante o envelhecimento ocorre acúmulo de proteínas no meio intra- e extracelular, mas a causa e o efeito desses agregados sobre a fisiologia celular ainda é controverso. Desta forma, pretende-se analisar o tráfego de neurotrofinas e seus receptores anteriormente à agregação proteica na medula espinhal, hipocampo e substância negra de ratos idosos submetidos a atividade física moderada em esteira de corrida. Esses animais serão expostos a rotenona que favorece o estresse oxidativo e a agregação proteica, características do envelhecimento e da neurodegeneração. Para essa análise, será empregada a técnica de Western Blot utilizando anticorpos específicos para a detecção de proteínas do tráfego anterógrado de neurotrofinas como: Rab27, CRMP-2, Slp1, HAP-1 e sortilina; e do tráfego retrógrado como a pincher e a Rab5. (AU)

Estresse oxidativo, comportamento e modificações epigenéticas em modelo animal de hiper-homocisteinemia

Beneficiário:
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Vânia D'Almeida
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/15699-4
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Epigênese genéticaHiper-homocisteinemiaComportamento animalEstresse oxidativoCamundongos
Resumo
O aumento de homocisteína plasmática parece não só ser um fator de risco para doenças cardiovasculares, como também neuropsiquiátricas e cognitivas. Entre os mecanismos responsáveis podemos citar alterações bioquímicas secundárias que estariam envolvidas nesses processos. O equilíbrio no balanço redox está entre essas alterações, já que a própria homocisteína tem a característica de se oxidar e com isso, propiciar uma maior formação de compostos oxidantes, como peróxido de hidrogênio, ânion superóxido e, indiretamente, dialdeído malônico. Apesar dessas evidências, o conhecimento sobre as vias responsáveis pelas consequências comportamentais associadas à hiper-homocisteinemia ainda não foi determinado, nem nos casos de aumentos moderados, ou ainda nas formas graves de homocistinúria, em que retardo metal pode estar presente já na infância e que na idade adulta, mesmo em pacientes sem déficit cognitivo, pode levar a alterações psiquiátricas, como a depressão. Modificações epigenéticas se apresentam como um mecanismo possível na determinação de alterações cognitivo-comportamentais de indivíduos com níveis de homocisteína aumentados. Isso ocorre porque uma das mais importantes modificações no DNA, que é a metilação de citosinas, ocorre à custa da via metabólica da metionina, em que o produto é a homocisteína. Consequentemente, fatores genéticos e ambientais (principalmente dietéticos) também podem ocupar um papel importante. Além disso, considerando a ligação dos processos cognitivos com o BDNF (brain derived neurotrophic factor), é interessante o estudo de sua participação em situações de hiper-homocisteinemia. Dessa forma, o objetivo do estudo é analisar como o aumento plasmático de homocisteína influencia as funções cognitivas, considerando as alterações bioquímicas e epigenéticas decorrentes desse acúmulo em camundongos, animais estes que possibilitam a redução de variáveis interferentes como fatores genéticos e ambientais. (AU)

Efeitos do treinamento físico combinado em modelo experimental de disfunções cardiometabólicas associadas à privação dos hormônios ovarianos

Beneficiário:
Instituição: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Memorial. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Kátia De Angelis
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/15828-9
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de dezembro de 2013
Assunto(s):MenopausaSíndrome x metabólicaTreinamento físico
Resumo
Após o advento da menopausa observa-se aumento da incidência de hipertensão, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e da morbi-mortalidade. Por outro lado, o treinamento físico aeróbio tem sido recomendado como uma importante terapia para a prevenção e o tratamento de disfunções cardiometabólicas, em função dos reconhecidos benefícios dessa abordagem em diferentes populações. Mais recentemente, o treinamento físico resistido tem sido recomendado em complemento ao aeróbio (treinamento combinado) nas diretrizes de tratamento de doenças cardiovasculares e metabólicas, no entanto, pouco se sabe sobre os benefícios fisiológicos dessa abordagem. Além disto, os mecanismos envolvidos nos eventuais benefícios do treinamento físico dinâmico combinado foram muito pouco estudados após a privação dos hormônios ovarianos, principalmente em presença de disfunções cardiometabólicas. Desta forma, o objetivo do presente estudo será avaliar os efeitos do treinamento físico dinâmico combinado em ratas ooforectomizadas hipertensas submetidas à sobrecarga de frutose. Serão utilizadas ratas Wistar controles (CS) e ratas espontaneamente hipertensas (SHR): submetidas (OHS) ou não (HS) à privação dos hormônios ovarianos e ooforectomizadas submetidas à sobrecarga crônica de frutose sedentárias (OHFS) ou ao treinadas (OHFC). O treinamento físico combinado será realizado em esteira e escada adaptadas para ratos em dias alternados. Parâmetros de função cardiovascular (pressão arterial, PA, e freqüência cardíaca, FC), de regulação autonômica cardiovascular (variabilidade da FC e da PA e sensibilidade dos pressorreceptores), metabólicos (peso corporal e do tecido adiposo, glicemia e triglicerídeos sangüíneos, tolerância à insulina) e de capacidade física (teste máximo de corrida em esteira e teste de carga máxima em escada) e sua relação com alterações em parâmetros de estresse oxidativo (lipoperoxidação por quimiluninescência, balanço redox pela razão glutationa oxidada/reduzida, proteínas carboniladas, produção do ânion superóxido e de peróxido de hidrogênio, catalase, glutationa peroxidase, superóxido dismutase, capacidadade antioxidante total), de metabolização de óxido nítrico (concentração de nitritos e nitratos plasmáticos) e de inflamação (leptina, adiponectina, TNF alfa, IL-6 e IL-10) serão avaliados. Os resultados do presente estudo poderão contribuir para o melhor entendimento dos mecanismos envolvidos na associação de fatores de risco no sexo feminino, bem como dos efeitos do treinamento físico aeróbio, resistido ou combinado em modelos que associam privação dos hormônios ovarianos e disfunções cardio-metabólicas. (AU)

Efeitos vasculares da hiperativação beta-adrenérgica associados à ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ana Paula Couto Davel
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/15972-2
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Reatividade cardiovascularAortaIsoproterenolFisiologia cardiovascular
Resumo
O aumento da atividade nervosa simpática cursa com a hiperativação de receptores beta-adrenérgicos (beta-AR). Essa hiperativação pode ser realizada experimentalmente através do tratamento crônico com um agonista beta-AR não-seletivo, o isoproterenol (ISO). Pesquisas demonstram o papel patológico dessa hiperativação na vasculatura por resultar em aumento da resposta constritora à fenilefrina, redução da biodisponibilidade de óxido nítrico (NO) e síntese aumentada de fatores inflamatórios. Trabalhos prévios sugerem que a ativação dos receptores beta-AR pode, por sua vez, ativar sistêmica e localmente o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA). E tanto a angiotensina II, via ativação de receptores AT1, como a aldosterona, via ativação de receptores para mineralocorticóides (MR) podem induzir disfunção endotelial, estresse oxidativo e processo inflamatório em artérias, via cascata de sinalização dependente, dentre outros, da ativação de MAP kinases e do fator nuclear NF-kappaB. Tem-se descrito que o antagonismo dos receptores AT1 ou dos MR pode ter efeito benéfico sobre as alterações estruturais e funcionais cardíacas induzidas pelo ISO. Entretanto, não se sabe se a ativação do SRAA estaria envolvida nas alterações vasculares causadas pelo tratamento com ISO. Assim, o objetivo deste projeto é investigar os efeitos vasculares do antagonismo dos receptores AT1 e MR quando há hiperativação dos receptores beta-AR, com ênfase nos mecanismos funcionais, bioquímicos e moleculares. Para tal, ratos Wistar serão tratados com ISO ou veículo e co-tratados com antagonistas dos receptores AT1 ou MR. Nas artérias destes animais serão realizados experimentos de reatividade vascular; medidas de fluorescência para inferir o estresse oxidativo e produção de NO in situ; RT-PCR em tempo real e Western-blot de fatores inflamatórios, de enzimas anti- e pró-oxidantes e de MAP kinases. (AU)

Avaliação dos mecanismos envolvidos na vasodilatação dependente do endotélio em aorta de camundongos tratados com isoproterenol

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luciana Venturini Rossoni
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/16017-4
Vigência: 01 de março de 2012 - 30 de junho de 2013
Assunto(s):Óxido nítricoEndotélioIsoproterenolFisiologia cardiovascular
Resumo
A estimulação aguda dos receptores beta-adrenérgicos (beta-AR) nos vasos sanguíneos induz vasodilatação via ativação da proteína quinase A (PKA) e/ ou síntese e liberação de óxido nítrico (NO). Microdomínios na membrana plasmática das células endoteliais ricos em colesterol e caveolina (cav)-1, as cavéolas, têm a capacidade de modular a atividade da óxido nítrico sintase (NOS), assim como a atividade dos receptores beta-AR. Resultados preliminares demonstraram que aortas provenientes de animais nocautes para o receptor beta1-AR apresentam prejuízo no relaxamento dependente do endotélio induzido pela acetilcolina (ACh), sem alteração na resposta vasodilatadora a doadores de óxido nítrico (NO), quanto comparado aos animais controle, demonstrando a presença de disfunção endotelial nessa artérias. Já é bem conhecido que a hiperestimulação dos receptores beta-AR induz hipertrofia cardíaca, e, a utilização de um agonista beta-AR não-seletivo, o isoproterenol (ISO), reproduz experimentalmente esse efeito. Em aorta de ratos e camundongos tratados com ISO, observa-se uma elevação da contração a fenilefrina, estresse oxidativo e síntese de fatores pró-inflamatórios, além do aumento na expressão protéica das isoformas endotelial e neuronal da NOS (eNOS e nNOS, respectivamente) e da cav-1, sem alteração da vasodilatação dependente de endotélio via ACh. Esses resultados indicam a cav-1 como um atenuador da função da eNOS. Porém, não há estudos funcionais que demonstrem essa associação, nem quais os subtipos de receptores beta-AR estão envolvidos nessa resposta. Além disso, demonstramos que o tratamento com ISO melhora o prejuízo na vasodilatação à ACh observada em aorta de camundongos nocaute para o receptor beta1-AR. Assim, esses dados sugerem a hipótese de uma interação entre cavéola, síntese de NO, e o receptor beta1-AR associado aos efeitos da hiperativação dos receptores beta-AR pelo ISO. Assim, o presente projeto investigará: 1) os mecanismos associados à disfunção endotelial presente nas aortas dos camundongos nocaute beta1-AR; e 2) a contribuição das cavéolas na modulação da vasodilatação à acetilcolina observada em aorta de animais tratados com ISO, enfatizando na investigação do papel do receptor beta1-AR. (AU)

Estudo de Tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus) como bioindicadores da poluição por mercúrio nos lagos do parque Ibirapuera e do Parque Ecológico do Tietê na Grande São Paulo

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Lilian Rose Marques de Sá
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/16305-0
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de agosto de 2012
Assunto(s):PrimatasPoluição ambientalPatologia
Resumo
A Grande São Paulo é o principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América Latina e a terceira maior aglomeração urbana do mundo. Nessa conurbação evidencia-se expansão da atividade industrializada e do tráfego intenso de veículos automotores que em conjunto contribuem para o constante acúmulo de poluentes no ambiente (Rajeshkumar e Munuswamy, 2011). Estudos têm demostrado que o nível de poluição ambiental presente nos centros urbano-industriais representam um fator de risco para a saúde humana (Iannitti et al., 2010). Assim, devido à importância para a saúde pública diversos países vem há algum tempo tentando adequar medidas de proteção e de sustentabilidade ambiental utilizando, particularmente, o biomonitoramento. Especialmente, na Grande São Paulo ainda existem áreas remanescentes de vegetação que fazem parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pelo programa Man and Biosphere da UNESCO, e que constituem o habitat de diversas espécies ameaçadas de extinção entre as quais os primatas neotropicais. Nesse contexto, é relevante o estudo dos primatas neotropicais deste município que podem ser utilizados como biomonitores devido à proximidade filogenética com o homem e procedência tanto de vida livre como semidomiciliados. Portanto, neste caso, é relevante estudar os primatas como biomonitores ao correlacionar os poluentes liberados pelas atividades do homem com os danos teciduais que podem levar a manifestações mórbidas. Assim, o objetivo geral deste projeto é determinar os níveis de chumbo, mercúrio e cádmio no tecido hepático dos primatas neotropicais de vida livre e, correlacionar esses metais com as afecções que acometem esses animais de ocorrência em ecossistema poluído na Grande São Paulo. Para tanto, utilizar-se-ão fatores epidemiológicos, necroscópicos, histológicos, a quantificação de metais pesados em fígado, avaliação de danos no DNA e de estresse oxidativo por biomarcadores, e cuja associação incluirá definir a causa mortis e caracterizar o processo mórbido associando estes aos efeitos decorrentes da poluição local no período de julho de 2011 a julho de 2012. (AU)

Efeitos do treinamento físico aeróbio ou resistido em parâmetros autonômicos e de estresse oxidativo em ratas hipertensas ooforectomizadas

Beneficiário:
Instituição: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Memorial. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Kátia De Angelis
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/16441-0
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):MenopausaHipertensãoTreinamento físicoEducação física
Resumo
Atualmente, as DCV são a causa mais importante de morte. Durante o climáterio , devido a privação dos hormônios sexuais femininos, o risco cardiovascular aumentam. Nessa fase a mulher comumente se torna mais sedentária, o que é um importente fator de risco para hipertensão. Conhecendo o papel do sistema nervoso autonômo no sistema cardiovascular e como o estresse oxidativo pode prejudicá-lo, intervenções que reduzam o estresse oxidativo e/ou melhorem a função autonômica tem sido vistas como potenciais estratégias no manejo do risco cardiovascular. Assim os efeitos benéficos dos exercícios fisícos apresentam-se como uma forma de atenuar as difunções cardiovasculares e autônomicas. No entando, os mecanismos fisiológicos envolvidos nesses possíveis beneficíos foram pouco estudados em mulheres após a menopausa, especialmente os efeitos do treinamento aeróbio e resistido na hipertensão arterial sistêmica. Sendo assim, o objetivo do presente projeto será avaliar os efeitos do treinamento físico aeróbio (8 semanas em esteira ergométrica) ou do treinamento físico resistido (8 semanas em escada adaptada para ratos) na pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC) (registradas de forma direta); no controle autonômico cardiovascular (sensibilidade dos pressorreceptores, variabilidade da FC e da PA), bem como no estresse oxidativo e na atividades das enzimas antioxidantes. As ratas (10 semanas de vida) serão divididas em 5 grupos (n=8 em cada grupo): controle saudável; hipertenso sedentário; oofectomizado (retirada bilateral dos ovários) hipertenso sedentário e ooforectomizado hipertenso treinado aeróbio ou resistido. Os resultados do presente projeto poderão colaborar na compreensão dos mecanismos responsáveis pelos benefícios fisiológicos induzidos pelo treinamento físico aeróbio ou resistido na redução da hipertensão em mulheres no climatério, bem como na busca de abordagens mais precisas para o diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares nas mulheres menopausadas, de tal forma que estudos posteriores possam mostrar redução da morbimortalidade nessa população. (AU)

Efeitos da niacina em curto prazo sobre a concentração plasmática de lipoproteínas, tamanho da HDL e função endotelial em indivíduos hipoalfalipoproteinêmicos

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eliana Cotta de Faria
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/16544-4
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Hipertrigliceridemia
Resumo
RESUMO A aterosclerose é a principal causa de morbi-mortalidade no mundo, estima-se que exista cerca de 200 milhões de pessoas com manifestação aguda ou crônica, onde a redução plasmática de Lipoproteínas de Baixa Densidade (LDL) é a abordagem com maior efeito de diminuição da mortalidade. A Lipoproteína de Alta Densidade (HDL) atua na aterogênese através de vários mecanismos. A niacina é uma droga usada para tratar a aterosclerose, reconhecida por potencializar efeitos e aumentar HDL. O laropipranto minimiza os efeitos vasodilatadores da niacina. Este trabalho tem como objetivo, analisar os efeitos da niacina (1 a 2 g) com ou sem laropipranto, sobre a concentração, composição química, tamanho e funcionalidade da HDL, e ações vasculares em indivíduos hipoalfalipoproteinêmicos com ou sem hipertrigliceridemia. Serão determinados a espessura da camada intima-média (IMT), de carótidas e a vasodilatação fluxo-mediada (FMD) de artéria braquial. Quantificaremos colesterol (C), LDL-C, HDL-C, triglicérides através de métodos enzimáticos colorimétricos convencionais. A atividade de CETP será medida por um ensaio exógeno que mede a transferência de ésteres de colesterol (CE) radioativo e o plasma como fonte de CETP. A atividade de PLTP será quantificada utilizando-se uma emulsão como substrato exógeno radioativo. Através de testes turbidimétricos serão feitas as analises de apolipoproteínas. A distribuição do tamanho das partículas será analisa por medida de espalhamento dinâmico de luz. Quanto às ações da HDL a atividade antioxidante terá a finalidade de avaliar in vitro o efeito protetor desta contra a peroxidação da LDL, e os produtos de oxidação formados serão analisados de forma quantitativa. Para a atividade antiinflamatória da HDL, a LDL será marcada com diclorofluoresceína (DCF). A esta solução LDL-DCF, adiciona-se a HDL isolada por ultracentrifugação. As leituras de fluorescência serão realizadas a cada 15 min entre 0 e 24 h no SpectraMax M5/M5 Multi-detection Reader.A atividade anti-apoptótica será avaliada em ensaios de cultura de células com avaliação por citometria de fluxo, ou microscopia de fluorecência. A dosagem de Nitrato/Nitrito no meio de cultura será realizada por analisador de óxido nítrico NOATM 280 e o estresse oxidativo plasmático será estimado pela medição dos níveis plasmáticos de 8-isoprostano.As análises paramétricas e não-paramétricas serão realizadas com a utilização dos programas SAS e SPSS. Associaremos as variáveis determinando os efeitos da droga combinada ou não com laropipranto sobre os parâmetros bioquímicos e vasculares estudados. (AU)

Influência dos danos oxidativos na qualidade de espermática em bovinos de diferentes idades

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária (FMVA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marion Burkhardt de Koivisto
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/16614-2
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de maio de 2013
Assunto(s):Estresse oxidativoIdadeAndrologiaEspécies de oxigênio reativas
Resumo
Sabe-se que níveis elevados de espécies reativas de oxigênio (ROS) no sêmen reduzem o potencial fertilizante das células espermáticas. O objetivo deste trabalho será investigar se os danos oxidativos ocasionados em espermatozóides bovinos variam com a idade e se os métodos utilizados são eficazes na avaliação do estresse oxidativo para a espécie. Para isso serão utilizados 32 animais mantidos em central de inseminação artificial sob regime semi-extensivo e distribuídos igualmente em quatro grupos a saber: grupo 1 de 20 a 24 meses, grupo 2 de 59 a 72 meses, grupo 3 de 84 a 112 meses e grupo 4 de134 a 172 meses. Os animais serão colhidos duas vezes por semana pelo método da vagina artificial completando três colheitas por touro. Os ejaculados serão congelados de acordo com os padrões pré-estabelecidos da central de inseminação artificial. O sêmen congelado será avaliado quanto aos parâmetros físicos (motilidade, vigor, concentração e morfologia espermática), produção de ROS (ânion de superôxido) avaliados pelo fluorocromo de DHE e Sytox® Green, peroxidação lipídica através da sonda BODIPY C11 581/591 e a produção de danos de DNA promovidas pelas espécies reativas de oxigênio utilizando o teste 8- oxoguanina. (AU)

Estudo das atividades citotóxica, genotóxica e antioxidante do extrato hidroalcoólico de Styrax camporum e dos seus marcadores químicos, egonol e homoegonol, e da sua influência sobre os danos no material genético e lesões pré-neoplásicas

Beneficiário:
Instituição: Pró-Reitoria Adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade de Franca (UNIFRAN). Franca, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Denise Crispim Tavares
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/21310-2
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Resumo
A família Styracaceae é conhecida popularmente devido à produção de resinas balsâmicas com propriedades bacteriostáticas e fungicidas denominadas por "benjoin", na qual o ácido benzoico é o principal constituinte. Esta resina é amplamente utilizada na medicina tradicional para o tratamento de desordens respiratórias. O gênero Styrax é o mais importante representante da família Styracaceae por possuir cerca de 130 espécies e um grande volume de informações. Este gênero difere dos outros gêneros da família por produzir um material resinoso secretado a partir de lesões ocasionadas no caule. Diferentes classes de metabólitos especiais como lignanas, neolignanas e norlignanas do tipo benzofurânicas e triterpenos foram encontrados como constituintes prevalentes no gênero. A espécie Styrax camporum Pohl é conhecida popularmente como "benjoeiro", "estoraque-do-campo" e "cuia-do-brejo". A planta adulta pode atingir uma altura média de 6 a 10 metros e diâmetro do tronco de 30 a 40 centímetros. No Brasil, ocorre nos Cerrados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e na floresta semidecídua da bacia do Paraná. A etnofarmacologia retrata o uso de S. camporum no tratamento de problemas gástricos. Estudos fitoquímicos demonstraram as lignanas benzofurânicas egonol e homoegonol como marcadores químicos do gênero Styrax. Algumas importantes atividades biológicas têm sido descritas na literatura para esses compostos, como a atividade antiproliferativa, antibacteriana, antifúngica e imunomodulatória. Visto que as atividades biológicas apresentadas pelo extrato e pelos compostos egonol e homoegonol podem possuir aplicações clínicas relevantes, torna-se importante a avaliação do seu efeito sobre o material genético, bem como a sua influência sobre as lesões genômicas e cromossômicas induzidas por diferentes mutágenos. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo avaliar a possível atividade citotóxica, genotóxica e carcinogênica do extrato hidroalcoólico dos caules de S. camporum e seus marcadores químicos egonol e homoegonol, bem como avaliar o seu efeito modulador de danos no material genético induzidos por mutágenos com diferentes mecanismos de ação. Adicionalmente, o presente estudo objetiva a realização de uma série de dosagens de produtos do estresse oxidativo a fim de entender melhor o efeito do extrato e de seus marcadores químicos no organismo. Para tais avaliações serão utilizados sistemas-teste in vivo e in vitro. (AU)

Efeitos do Artepillin C na toxicidade hepática aguda induzida por acetaminofeno

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Helio Vannucchi
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/12749-0
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Necrose
Resumo
Os medicamentos ocupam o primeiro lugar nos acidentes resultantes da exposição a agentes tóxicos, tendo os analgésicos como principal causa, entre eles o Paracetamol (acetaminofeno, APAP, 4-hidroxiacetanilida), com propriedades analgésicas e antipiréticas. Em doses terapêuticas é seguro mas, em casos de overdose, promove necrose hepática em humanos e animais. O APAP é bioativado pelo citocromo P450 em um metabólito tóxico altamente reativo N-acetil-p-benzoquinono imina (NAPQI), sendo detoxificado pela conjugação da glutationa (GSH). A formação excessiva do NAPQI liga-se a proteínas celulares e mitocondriais, alterando a permeabilidade de membrana da mitocôndria, aumentado o estresse oxidativo e induzindo a necrose hepática. À procura por novas drogas e intervenções terapêuticas, pesquisadores vem estudando extratos de plantas e produtos naturais, em busca de agentes antioxidantes. Os flavonóides tem ação agente antioxidante, antiviral, antiinflamatória e hepatoprotetora. A planta Baccharis dracunculifolia DC (Asteraceae), conhecida popularmente como Alecrim-do-Campo, nativa do sudeste do Brasil, é rica em inúmeras substâncias. Dentre elas, o flavonóide Artepillin C possui propriedades antimicrobianas, anti-tumorais, indutoras de apoptose, imunomoduladoras, antioxidantes, antiinflamatórias e analgésicas, suprimindo a peroxidação lipídica das membranas e a formação de 8-hidroxi-deoxiguanosina. (AU)

Mecanismos associados ao desenvolvimento das complicações do diabetes tipo 2 em camundongos fêmeas ob/ob: papel preventivo do treinamento físico dinâmico aeróbio, resistido ou combinado

Beneficiário:
Instituição: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Claudia Costa Irigoyen
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/20859-0
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):Diabetes mellitusTreinamento físicoCardiologia
Resumo
O objetivo do presente estudo será avaliar o papel do treinamento físico aeróbio, resistido ou combinado (aeróbio+resistido) no desenvolvimento do diabetes tipo 2 analisando mecanismos associados às complicações no diabetes em camundongos fêmeas com deficiência na produção leptina (ob/ob). Para tanto, serão utilizadas 48 camundongos fêmeas, inicialmente com 4 semanas de idade, divididas em 6 grupos: selvagens sedentárias (SS), ob/ob sedentárias com 4 semanas de vida (OS-4), ob/ob sedentárias acompanhadas até a 12ª. semana de vida (OS-12), ob/ob treinamento aeróbio (OTA), ob/ob treinamento resistido (OTR) e ob/ob treinamento combinado (OTC). Os grupos treinados serão submetidos a 8 semanas de treinamento físico dinâmico aeróbio em esteira (50 a 60% da velocidade máxima do teste de esforço) ou resistido em escada (40-60% da carga máxima) ou a associação dos dois treinos (combinado). Ao final do protocolo (4 semanas para grupo OS-4 e 12 semanas para os demais grupos) serão avaliados: peso corporal; glicose, triglicérides e colesterol total sangüíneos; pressão arterial e freqüência cardíaca; sensibilidade barorreflexa; modulação autonômica cardiovascular; parâmetros de estresse oxidativo; marcadores inflamatórios e hormonais. Nossos resultados poderão colaborar para o entendimento dos mecanismos responsáveis pelo desenvolvimento do diabetes no sexo feminino, bem como possibilitarão avaliar e comparar os efeitos do treinamento físico aeróbio, resistido ou combinado, demonstrando a importância da atividade física na prevenção de disfunções associadas ao diabetes. (AU)

Efeito do ácido graxo de cadeia curta butirato na modulação do perfil metabólico e do processo inflamatório intestinal em camundongos com obesidade induzida por dieta hiperlipídica

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Niels Olsen Saraiva Câmara
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:11/19247-0
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de dezembro de 2013
Assunto(s):InflamaçãoObesidadeResistência à insulina
Resumo
Estudos têm apontado que a microbiota intestinal está envolvida na endotoxemia metabólica induzida por dieta hiperlipídica, na inflamação do tecido adiposo, na geração de estresse oxidativo e, consequentemente, no desenvolvimento de desordens metabólicas. Sugere-se que a modulação da microbiota intestinal pelo uso de prebióticos em camundongos obesos possa agir favoravelmente na barreira intestinal, com conseqüências benéficas para desordens metabólicas associadas. Os ácidos graxos de cadeia curta, produtos da fermentação bacteriana, como, por exemplo, o butirato, têm sido descritos como indutores tróficos da mucosa intestinal, promovendo redução da permeabilidade intestinal pela reunião das proteínas de junção celular (ocludinas, claudinas e ZO-1). Entretanto, esse efeito não foi demonstrado in vivo e pouco se conhece acerca dos mecanismos celulares e moleculares envolvidos nas melhorias dos parâmetros metabólicos e inflamatórios promovidos pelo tratamento com butirato. Os estudos que associam modulação do sistema imunológico à microbiota intestinal sugerem que ela se dê por meio dos produtos de fermentação bacteriana, como o butirato, em função de suas ações na diferenciação e crescimento celular. Sendo assim, este trabalho visa a estudar o efeito do butirato na permeabilidade e na resposta imune intestinal e sistêmica, bem como na modificação do perfil metabólico de camundongos alimentados com dieta hiperlipídica. (AU)

Modulação pelo haplótipo Bantu da resposta ao uso de hidroxiuréia em anemia falciforme

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Claudia Regina Bonini Domingos
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/14168-5
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2013
Assunto(s):EritropoetinaEstresse oxidativoHidroxiureia
Resumo
A anemia falciforme (AF) apresenta fisiopatologia complexa e é caracterizada pela polimerização da hemoglobina (Hb) S com consequente hemólise, vaso-oclusão, estresse oxidativo e aumento da requisição medular. Tais processos fisiopatológicos dificultam o tratamento e culminam no desenvolvimento de manifestações clínicas diversificadas que são moduladas por marcadores genéticos e bioquímicos, dentre eles, os haplótipos da globina beta S (²S), a co-herança de polimorfismos envolvidos em sua fisiopatologia, além dos estados inflamatório e oxidativo crônicos. Dentre os mecanismos de controle oxidativo, existem vias protéicas detoxificadoras mediadas pela haptoglobina (Hp) e pela hemopexina (Hpx) que formam complexos com a Hb e grupo heme livres, respectivamente, garantindo efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios. A importância epidemiológica da AF, seus processos fisiopatológicos complexos e diversificados que dificultam o tratamento e desencadeiam manifestações clínicas variadas tornam esta afecção genética um problema de saúde pública no Brasil, o que fundamenta a importância deste estudo que objetiva, em homozigotos para Hb S, caracterizar os haplótipos ²S e avaliar sua associação com marcadores hematológicos e bioquímicos vinculados a fisiopatologia da doença, para melhor entendimento da resposta individual ao tratamento com hidroxiureia (HU). (AU)

Produtos avançados de glicação e adutos de DNA relacionados a estresse oxidativo e inflamação em modelo de ratos diabéticos

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ana Paula de Melo Loureiro
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/16225-6
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoInflamaçãoAdutos de dnaBiomarcadoresDiabetes mellitus
Resumo
O diabetes mellitus tem sido considerado um dos problemas de saúde globalmente mais desafiadores do século 21, sendo as complicações crônicas da doença as responsáveis por esse quadro. Sabe-se que o diabetes promove estresse oxidativo, inflamação e a formação de produtos avançados de glicação não enzimática (AGEs), resultando em danos em diversas biomoléculas. Existe um contínuo interesse no desenvolvimento de métodos mais sensíveis para a quantificação de AGEs, de lesões devidas a estresse oxidativo e inflamação na vigência do diabetes, buscando novos biomarcadores para melhor compreensão dos riscos relacionados ao diabetes e monitoramento de estratégias terapêuticas. Para melhor compreensão do perfil de lesões em DNA que podem ocorrer em indivíduos diabéticos, neste trabalho analisaremos a formação de adutos de DNA em situação patológica de diabetes. Para tanto, serão quantificados em tecidos de ratos diabéticos, ratos diabéticos tratados com insulina e ratos não diabéticos para comparação, os adutos N2-carboxietil-2'-desoxiguanosina (CEdG); 1,N2-eteno-2'-desoxiguanosina (1,N2-[dGuo); 1,N6-eteno-2'-desoxiadenosina (1,N6-[dAdo); 8-oxo-2'-desoxiguanosina (8-oxodG); 8-nitro-2'-desoxiguanosina (8-NO2-dG); e 8-cloro-2'-desoxiguanosina (8-Cl-dG), relacionados aos processos de estresse oxidativo, inflamação e AGEs. O estudo permitirá a visualização mais ampla de lesões relacionadas ao diabetes no organismo, comparando-se à situação não patológica ou à de diabetes tratado, possibilitando também estratégias para o teste de drogas anti-AGE. (AU)

Síntese de complexos de cobre e zinco e a fluorquinolona levofloxacina, potencial candidato a fármaco para o tratamento da Doença de Alzheimer

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Química (IQ). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Wanda Pereira Almeida
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:11/21693-9
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):Doença de AlzheimerLevofloxacinaZincoCobre
Resumo
Dentre as inúmeras causas da Doença de Alzheimer, pode-se citar o estresse oxidativo e o acúmulo de íons metálicos. Essas causas parecem estar relacionadas uma vez que a homeostase dos íons metálicos é alterada durante o desenvolvimento da patologia. O principal marcador desta doença é o peptídeo Beta-amilóide, que é derivado da clivagem enzimática da proteína precursora do amilóide (PPA). A ação das enzimas alfa e gama- secretases liberam resíduos de 40-42 aminoácidos, sendo que o resíduo de 42 aa, conhecido como peptídeo AB42, forma oligômeros que são tóxicos para o SNC. O processo evolui ainda para a formação de fibrilas que acabam desencadeando reações inflamatórias da glia e angiopatia amilóide. Este projeto, que é parte de uma Dissertação de Mestrado em desenvolvimento no IQ/UNICAMP, propõe a síntese e caracterização de complexos de levofloxacina com metais como Zn(II) e Cu(II). O estudo da agregação do A² através de protocolos já descritos é também alvo deste projeto. (AU)

Efeito da redução da função colinérgica na mecânica pulmonar e na histopatologia pulmonar em modelo experimental de inflamação aguda induzida por instilação de LPS em camundongos geneticamente modificados

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carla Máximo Prado
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:10/13363-6
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de agosto de 2013
Assunto(s):Sistema respiratório
Resumo
A lesão pulmonar aguda (LPA) é caracterizada por inflamação pulmonar extensa, recrutamento de polimorfonucleares e liberação de mediadores pró-inflamatórios. É uma condição grave que evolui com óbito em aproximadamente 40% dos casos. A despeito de diversos estudos que elucidaram a fisiopatologia da LPA, o tratamento ainda é insatisfatório. Recentemente o sistema colinérgico antiinflamatório foi descrito no pulmão e está relacionado a um reflexo via nervo vago que inibe a liberação de citocinas inflamatórias por estimulação de receptores nicotínicos. Objetivo: Avaliar os efeitos da hipofunção colinérgica nas alterações funcionais e histopatológicas pulmonares induzidas por instilação de lipopolissacarides (LPS). Metodologia: Serão utilizados camundongos macho geneticamente modificados apresentando uma redução da expressão da proteína VAChT , o que se associa à diminuição na liberação de acetilcolina. Estes animais serão divididos, de acordo com sua genotipagem, em heterozigoto (HET), homozigoto (HOM) e selvagem (WT) e receberão instilação intranasal de LPS 24 horas antes do protocolo experimental. Serão avaliados: mecânica do sistema respiratório; inflamação pulmonar por intermédio do lavado broncoalveolar e da resposta macrofágica e neutrofílica no tecido pulmonar; o remodelamento da matriz extracelular, avaliando o conteúdo de fibras colágenas e elásticas; a expressão de TNF-alfa e o estresse oxidativo por intermédio da quantificação do conteúdo do isoprostano PGF2. Todos os parâmetros histopatológicos serão quantificados por técnica morfométrica. Será ainda realizado Western Blot no tecido pulmonar para detecção de TNF-alfa e IL-8. Para confirmar a importância do sistema colinérgico nesta resposta, um grupo de animais homozigoto+LPS será tratado por 15 dias com inibidor da acetilcolinesterase. A análise estatística será realizada por meio do programa SigmaStat. Frente aos dados da literatura da importância do sistema colinérgico na resposta inflamatória, e aos dados preliminares de nosso grupo de pesquisa, espera-se que os animais homozigotos apresentem piora da resposta inflamatória induzida por LPS confirmando a participação do sistema colinérgico antiinflamatório neste processo. (AU)

Estudo da regulação de genes envolvidos na resposta a estresse oxidativo em Caulobacter crescentus

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marilis do Valle Marques
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/04580-6
Vigência: 01 de março de 2012 - 30 de setembro de 2013
Assunto(s):CaulobacterEstresse oxidativoRegulação gênica
Resumo
O estresse oxidativo, causado por níveis aumentados do ânion superóxido (O2-*), do peróxido de hidrogênio (H2O2), ou do radical hidroxila (OH*), pode levar a danos em todos os componentes celulares. Várias enzimas são responsáveis por remover da célula estas espécies reativas, e são ativadas em resposta à situação de estresse oxidativo e outras que desencadeiam esta situação, como altas concentrações de ferro. A enzima catalase-peroxidase (KatG) e as duas subunidades da alquil hidroperóxido redutase (AhpC e AhpF) protegem contra os efeitos tóxicos dos peróxidos através de eliminação direta dos oxidantes. As enzimas superóxido dismutases (SOD) são importantes na remoção de íons superóxido. Este trabalho pretende definir os mecanismos regulatórios da expressão dos genes ahpCF, sodA, sodB e sodC de C. crescentus. Para isto, os níveis de transcrição e tradução destes genes serão avaliados na linhagem selvagem e linhagens mutantes dos genes oxyR, fur, sigF e sigE, visto que estes genes foram previamente descritos como envolvidos na regulação da resposta a estresse oxidativo. Serão construídas fusões de transcrição e de tradução ao gene repórter lacZ, para definir se a regulação é transcricional ou pós-transcricional. A identificação das regiões regulatórias destes genes será feita por meio de mapeamento do sítio de ligação de proteínas aos promotores. (AU)

Resposta ERGOGÊNICA da melatonina e suas consequências no ritmo circadiano e na atividade da via IKK/NF-kB

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Claudio Alexandre Gobatto
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/13226-1
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):CronobiologiaMelatoninaRatos wistarRitmo circadianoFisiologia do esforço
Resumo
A melatonina (n-acetil-5-metoxitriptamina) é um hormônio produzido pela glândula pineal, possuindo diversas funções. Classicamente conhecida por controlar o ritmo circadiano e o ciclo sono-vigília, atualmente tem sido investigada por seu papel antioxidante, por preservar estoques de glicogênio através de modulações dos metabolismos dos carboidratos e lipídios durante o exercício e por inibir a ativação exacerbada do fator nuclear transcricional kappa B (NF-kB), inibindo concomitantemente a cascata de sinalização inflamatória e de estresse oxidativo. Grande parte dos estudos nesta área, especialmente quando envolvem atividade física, se fragiliza em alguns parâmetros intervenientes, como por exemplo, os efeitos do ritmo circadiano, controle da intensidade de esforço e horário de aplicação dos procedimentos experimentais. Não obstante, a literatura relata experimentos unidirecionais, sem levar em consideração as diversas propriedades deste hormônio. Diante deste contexto, o objetivo do presente projeto é determinar a capacidade ergogênica da melatonina em exercício mantido até a exaustão na intensidade de lactato mínimo atado (ITLMa) em dois horários do dia (de maior e menor atividade espontânea), identificando os possíveis efeitos desse hormônio na ritmicidade circadiana da atividade espontânea de ratos (RCAER) e atividade da via IKK/NF-kB. Para a determinação da RCAER será utilizado um sistema de gravimetria via strain gages, que consiste em analisar as respostas de força sobre a gaiola geradas pela ação muscular, independente da atividade cinemática dos animais, com monitoração de 24hs em freqüência de aquisição de 1000Hz. Para a determinação da intensidade de esforço será utilizado o teste de lactato mínimo em sistema de nado atado, com incrementos de força e monitoração da resposta propulsora dos animais na freqüência de 1000Hz. Os animais serão divididos em 16 grupos para que sejam isolados os seguintes efeitos: administração de melatonina, performance (exercício até a exaustão em ITLMa) e dois horários do dia (maior e menor atividade espontânea). Os animais serão eutanasiados 1 ou 24hs após a performance, em câmara de CO2. O sangue será coletado por punção cardíaca para a determinação da concentração de melatonina. Serão extraídas amostras dos tecidos muscular e hepático para a determinação de concentração de glicogênio e da atividade da via IKK/NF-kB. (AU)

Associação entre estresse oxidativo e síndromes associadas à deficiência de reparo de DNA por excisão de nucleotídeo

Beneficiário:
Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:11/13872-0
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de janeiro de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoAdutos de dnaReparação de dna
Resumo
A via de reparo mais estudada e versátil conhecida como reparo por excisão de nucleotídeo (NER) remove uma ampla variedade de lesões que distorcem a dupla hélice, como os dímeros de pirimidina (CPDs e 6-4PPs) gerados pela radiação UV, que representa 8% da radiação solar que incide a superfície terrestre. O NER é dividido em duas subvias: o reparo do genoma global (GGR), responsável pela remoção de lesões presentes em qualquer área do genoma, e o reparo acoplado à transcrição (TCR) que remove danos presentes nos genes transcricionalmente ativos. Muitas proteínas estão associadas a esta via, desempenhando funções desde o reconhecimento da lesão, sua remoção e a inserção de uma nova fita de DNA. A proteína XPA, por exemplo, é recrutada na etapa de remoção dos adutos e, portanto, células deficientes nesta proteína não apresentam reparo de nenhuma das duas subvias de NER. Enquanto as proteínas XPC e CSA estão envolvidas nos mecanismos de reconhecimento da lesão associado à GGR e TCR, respectivamente. É conhecido que pacientes com mutações em algum dos genes que codificam proteínas envolvidas nas vias de NER, como XPC e XPA, apresentam Xeroderma Pigmentosum, uma síndrome que entre muitas características está a alta incidência de câncer de pele. No entanto pacientes com mutações em CSA e CSB, apresentam Síndrome de Cockayne, que se caracteriza por neurodegeneração e envelhecimento precoce, acompanhado de ausência de tumores. Por este motivo, estudar o efeito da radiação e substâncias indutoras de estresse redox em células deficientes em alguma das proteínas de NER é uma ferramenta importante para entender os mecanismos de progressão dessas doenças e do surgimento de tumores, neurodegeneração e envelhecimento. É neste contexto que se insere este projeto, para investigar os mecanismos de morte celular que possam estar associados ao desbalanço redox em células humanas e animais NER deficientes, no sentido de esclarecer a importância do estresse oxidativo nos mecanismos de progressão das doenças. Além disso, esperamos contribuir na compreensão de uma possível associação das proteínas de NER no reparo de danos causados por desbalanço redox e no envolvimento das proteínas CSA e CSB na resposta ao estresse oxidativo. (AU)

Propriedades biológicas do óleo das sementes de Azadirachta indica: investigação dos mecanismos de ação antioxidante e dos seus efeitos sobre a viabilidade celular

Beneficiário:
Instituição: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Tiago Rodrigues
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacognosia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/04883-9
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de janeiro de 2013
Assunto(s):Azadirachta indica
Resumo
Azadirachta indica (Meliaceae), também conhecida como Neem, é utilizada na medicina popular há mais de 2000 anos, porém poucos estudos científicos foram realizados com o óleo das sementes. Além disso, esse óleo tem sido usado sem indicação médica para diminuição de hiperglicemia, uma condição associada ao diabetes mellitus. Sabe-se o diabetes está associado a disfunções mitocondriais e estresse oxidativo. Dessa forma, neste trabalho estudaremos os efeitos do óleo de Neem sobre a bioenergética e o estado oxidativo de mitocôndrias isoladas de fígado de rato, investigando os mecanismos moleculares responsáveis por tais efeitos, uma vez que estudos preliminares demonstraram que o óleo foi capaz de inibir parcialmente a oxidação dos lipídeos de membrana além de promover um suave desacoplamento da fosforilação oxidativa. O óleo resultante da primeira prensagem a frio das sementes foi obtido comercialmente e as mitocôndrias isoladas por centrifugação diferencial. A respiração mitocondrial será avaliada por medidas de consumo de oxigênio e a oxidação de lipídeos de membrana será estimada pela formação de espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico. O potencial de membrana mitocondrial e a geração de espécies reativas de oxigênio (EROs) serão avaliados por fluorimetria utilizando rodamina 123 e DCFDA, respectivamente. Também será avaliado o efeito do óleo sobre o sistema de defesa antioxidante, medindo-se os níveis mitocondriais de glutationa reduzida e o estado redox de nucleotídeos de piridina. A possível atividade citotóxica do óleo de Neem também será analisada e, na ausência desta, será avaliada a citoproteção contra condições de estresse oxidativo. (AU)

Estudo da função biológica da oxidase alternativa (AOX) de Moniliophthora perniciosa (fungo da vassoura de bruxa) em Saccharomyces cerevisiae

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Gisele Monteiro de Souza
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:11/05156-3
Vigência: 01 de março de 2012 - 30 de novembro de 2013
Assunto(s):Saccharomyces cerevisiae
Resumo
Moniliophthora perniciosa, agente etiológico da doença vassoura de bruxa do cacaueiro, disseminou-se rapidamente, provocando um colapso na economia regional baiana, correspondendo a um total de 90% de perdas na produção de cacau (Gildemberg et.al, 2010). Mesmo após a aplicação de antifúngicos baseados na inibição da cadeia principal de transporte de elétrons, M. perniciosa continua a infecção. Diversos autores propõem que a sobrevivência desse fungo se daria pela cadeia transportadora de elétrons alternativa cuja principal enzima é a oxidase alternativa (AOX). Isso porque, sabe-se que ao inibir o transporte de elétrons mitocondrial há uma alta geração de espécies reativas de oxigênio (ROS). AOXp é uma oxidase terminal capaz de realizar o transporte de elétrons mitocondrial, catalisando a redução do oxigênio à água, desviando os elétrons que seriam usados na cadeia respiratória para a síntese de ATP. Assim, células que expressam AOX produziriam menos ATP, mas aliviariam o estresse oxidativo. O presente trabalho tem como objetivo testar essa hipótese. Para isso, expressaremos o gene (Mp-AOX) em Saccharomyces cerevisiae para realizarmos estudos dessa via alternativa na prevenção de estresse oxidativo, buscando compreender os mecanismos moleculares envolvidos na resistência de M. perniciosa aos fungicidas comerciais. Construiremos o vetor de expressão em leveduras com a inserção do gene AOX e realizaremos medidas da taxa de crescimento e formação de massa celular, da geração de ROS mitocondrial e quantificaremos o ATP das células de levedura expressando Mp-AOX. Realizaremos ainda, testes de viabilidade na presença de inibidores da cadeia respiratória principal Antimicina A e azoxistrobina, do inibidor específico de AOX SHAM e na presença de peróxido de hidrogênio. Isolaremos ainda, mitocôndrias que expressam AOX a fim de testar a funcionalidade dos complexos respiratórios. (AU)

Avaliação da atividade fotoprotetora em modelos in vitro empregando culturas celulares da pele irradiadas com UVA e UVB: compostos fenólicos como modelo de estudo

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Silvia Berlanga de Moraes Barros
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/21087-1
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de dezembro de 2014
Assunto(s):Radiação ultravioletaEnvelhecimento da peleAntioxidantesCompostos fenólicos
Resumo
A radiação ultravioleta (UV) apresenta efeitos deletérios na pele humana, podendo resultar em quadros clínicos como queimaduras, imunossupressão, envelhecimento prematuro e câncer. Existem diferenças no padrão do dano celular entre as ondas UVA e UVB. Enquanto que a UVA danifica indiretamente o DNA pela formação de espécies reativas de oxigênio, a UVB pode atingir diretamente o DNA, resultando na formação de foto-produtos, como dímeros ciclobutano-piridina e formação de pirimidina-pirimidona [(6-4) PD]. Diversos mecanismos levam à eliminação do dano causado pela luz UV levando a apoptose por mecanismos como aumento da expressão de p53, indução no atraso do ciclo celular via transcrição do gene p21 e subseqüente ativação da caspase-9 e caspase-3. A radiação UV também leva a formação de espécies reativas de oxigênio (EROs), as quais são removidas por substâncias antioxidantes endógenas. Contudo a produção exacerbada de EROs pode resultar no dano fótico de macromoléculas da pele, ativação de enzimas, como as metaloproteinases de matriz, e a desidratação da pele, a partir da baixa regulação da proteína de membrana aquaporina-3, caracterizando o fotoenvelhecimento. Mecanismos inflamatórios, como liberação de citocinas e quimiocinas pró-inflamatórias também ocorrem nos sítios irradiados. Apesar da pele possuir um elaborado sistema antioxidante capaz de lidar com o estresse oxidativo, a exposição excessiva e crônica aos raios UV pode exceder a capacidade antioxidante da pele. Assim, a busca por agentes fotoprotetores, como os de origem vegetal, podem oferecer efeitos adicionais que auxiliem na prevenção das conseqüências patológicas da exposição aos raios UV. A determinação do valor de FPS de fotoprotetores é atualmente realizada in vivo com modelos de exposição humana a radiação. Este parâmetro, usado pelas agencias de regulamentação para definir a capacidade de proteção contra a radiação UVB, avalia apenas o eritema que se desenvolve após a exposição ao sol. Este modelo, embora aceito internacionalmente, não avalia as lesões precoces que podem induzir ao desenvolvimento de câncer de pele, doença prevalente em nosso país e que tem avançado muito nos últimos anos em decorrência de fenômenos atmosféricos como a diminuição da camada de ozônio com aumento da exposição das populações a radiações UVA e UVB.Metodologias in vitro tem sido preconizadas para, em substituição ou redução do uso de animais avaliar a eficácia e segurança de insumos e produtos farmacêuticos e cosméticos. Estes métodos podem, além do tempo reduzido em sua elaboração, avaliar a atividade de compostos em sítios de ação conhecidos, permitindo formular produtos que interferiram mais diretamente nos mecanismos fisiopatológicos em estudo. Assim, o presente projeto tem como objetivo avaliar por metodologias in vitro a atividade fotoquimioprotetora de compostos antioxidantes em culturas celulares humanas expostas a radiação UVA e UVB. A atividade fotoprotetora dos ácidos gálico, clorogênico e rosmarínico serão avaliados comparativamente visando a conhecer os possíveis mecanismos de ação destes compostos no modelo proposto e identificar o composto que apresente melhor atividade. Os três compostos apresentam atividade antioxidante bem como semelhanças estrutural com substâncias com reconhecida atividade fotoprotetora. (AU)

Influência da idade na produção de ânion superóxido e danos oxidativos no sêmen criopreservado de touros Nelore

Beneficiário:
Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária (FMVA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marion Burkhardt de Koivisto
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:11/22741-7
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2014
Assunto(s):Gado NeloreEspécies de oxigênio reativasFertilidadeEspermatozoides animalCriopreservação animal
Resumo
Sabe-se que níveis elevados de espécies reativas de oxigênio (EROs) no sêmen reduzem o potencial fertilizante das células espermáticas. O objetivo deste trabalho será investigar se a idade de touros (Bos indicus) influencia os danos oxidativos no sêmen criopreservado e se os métodos utilizados são eficazes na avaliação do estresse oxidativo para a espécie. Para isso serão utilizados 40 animais mantidos em central de inseminação artificial sob regime semi-extensivo e distribuídos igualmente em quatro grupos a saber: grupo 1 de 20 a 24 meses (2 anos), grupo 2 de 59 a 72 meses (4-5 anos), grupo 3 de 84 a 112 meses (7-9 anos) e grupo 4 de 134 a 172 meses (11-14 anos). Os animais serão colhidos duas vezes por semana pelo método da vagina artificial completando três colheitas por touro (n= 120). Os ejaculados serão congelados de acordo com os padrões pré-estabelecidos da central de inseminação artificial. O sêmen congelado será avaliado quanto aos parâmetros físicos (motilidade, vigor, concentração e morfologia espermática), produção de EROs (ânion de superôxido) avaliados pelo fluorocromo DHE e Sytox® Green, peroxidação lipídica por meio da sonda BODIPY C11 581/591 e a produção de danos de DNA promovidas pelas EROs utilizando o teste 8- oxoguanina. (AU)
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