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Investigação dos efeitos do extrato de Castanha do Brasil (Bertholletia excelsa) sobre os danos agudos induzidos pelo cádmio na espermatogênese e outros parâmetros reprodutivos de ratos wistar

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Odair Aguiar Junior
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/15172-9
Vigência: 01 de janeiro de 2013 - 31 de dezembro de 2013
Assunto(s):SelênioEstresse oxidativoEspermatogêneseCádmio
Resumo
A espermatogênese, assim como outros parâmetros reprodutivos do macho, têm se mostrado alterada mediante uma série de condições endógenas e/ou exógenas das mais variadas naturezas, fato que têm contribuído para a diminuição da fertilidade masculina ao longo dos últimos 50 anos. Compostos encontrados no meio ambiente, em geral como contaminantes que resultam da ação humana, fazem parte de um rol de substâncias capazes de desregular o sistema endócrino e afetar o sistema reprodutor masculino. Dentre essas substâncias destaca-se o cádmio, metal encontrado em concentrações importantes em algumas culturas agrícolas, como componente do cigarro, como contaminante de solos e em resíduos industriais. O cádmio tem os testículos como um de seus grandes alvos, mesmo em pequenas concentrações. Nesse órgão ele causa alterações intensas no epitélio seminífero e no compartimento intersticial, que levam a um completo desarranjo na espermatogênese e na produção hormonal, levando à infertilidade. Diversos estudos têm demonstrado que o cádmio, além de sua ação direta, desencadeia processos oxidativos que potencializam seus efeitos teciduais. Inúmeros trabalhos na literatura mostram uma busca incessante por substâncias antioxidantes que possam combater ou proteger contra esses efeitos reprodutivos do cádmio. Na presente proposta, um alimento de produção abundante no nosso País será testado em animais contaminados pelo cádmio: a castanha do Brasil, na forma de um extrato. O extrato de castanha é rico em selênio e outras substâncias com potencial antioxidante. Será utilizado em animais contaminados com cádmio em um ensaio de curto prazo (7 dias). Nossos objetivos são os de caracterizar a resposta a esse composto, aferindo parâmetros reprodutivos e o status de marcador antioxidante, buscando com isso evidências de seus benefícios na proteção contra os danos causados pelo cádmio. (AU)

Avaliação do estresse oxidativo e inflamação em ratas senescentes com resistência à insulina induzida pela ingestão de frutose

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elaine Guadelupe Rodrigues
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/19208-8
Vigência: 01 de janeiro de 2013 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):EnvelhecimentoEstresse oxidativoResistência à insulinaInflamaçãoNeutrófilos
Resumo
A Teoria do Envelhecimento por Radicais Livres propõe que alterações encontradas nos idosos decorrem de um desbalanço entre danos oxidativos e defesas antioxidantes. Acompanhando o estresse oxidativo, existe um aumento de fatores circulantes, como proteína-C reativa e citocinas pró-inflamatórias, p.ex., IL-1, IL-6, TNF-±. Estes fatores deixam o organismo em um estado de inflamação crônica, com ativação prolongada das células do sistema imune que podem levar à imunossenescência, caracterizada pela alteração da composição de linfócitos nos órgãos linfóides secundários e na periferia, o que torna o indivíduo mais suscetível a infecções e doenças. É comprovado que um estado inflamatório crônico está associado à resistência à insulina, uma característica do diabetes mellitus tipo 2 e também de um estágio anterior a doença, sendo um forte fator para o desenvolvimento da mesma. A população idosa com resistência à insulina e hiperglicemia de jejum, mas ainda não caracterizada como diabética, é cada vez mais presente na população mundial, sendo necessários estudos que forneçam indícios entre o elo desses pacientes com os diabéticos. Assim, inicialmente será utilizado um modelo de ratas Wistar idosas com resistência à insulina para avaliar parâmetros inflamatórios, incluindo a detecção dos níveis de citocinas plasmáticas pró- e anti-inflamatórias, e parâmetros oxidativos circulantes, através da detecção da produção de espécies reativas de oxigênio, expressão de subunidades da NADPH oxidase e razão glutationa reduzida e oxidada (GSH/GSSG) em neutrófilos. O baço e linfonodos serão analisados para determinar as subpopulações celulares e citocinas presentes. (AU)

Mecanismos de morte celular na cardiotoxicidade induzida pela doxorrubicina

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ana Lucia dos Anjos Ferreira
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/17280-3
Vigência: 01 de janeiro de 2013 - 31 de agosto de 2015
Assunto(s):Bioquímica da nutriçãoCardiotoxinasDoxorrubicinaEstresse oxidativoApoptoseExpressão gênicaDanos do DNA
Resumo
A cardiotoxicidade induzida pela doxorrubicina (DXR), antraciclina isolada da actinobacteria Streptomyces peucetius, corresponde a um dos eventos patofisiológicos que limitam o potente efeito antineoplásico desse composto. A morte celular resultante das condições de toxicidade normalmente é fruto de um conjunto de mecanismos metabólicos desregulados, como por exemplo, o estresse oxidativo. Além desse, alterações no fluxo de cálcio intracelular e na permeabilidade dos poros de transição mitocondrial parecem ser outros importantes fatores que levam à morte celular. Sabe-se, que um dos produtos da ação dos radicais reativos sobre as membranas, os aldeídos, alteram o estado redox mitocondrial e formam aductos com proteínas, inibindo suas atividades. No entanto, há uma classe específica de enzimas que remove essas substâncias tóxicas da célula, os aldeídos desidrogenases (ALDH2), podendo reduzir seus efeitos deletérios. Assim, o presente estudo propõe investigar em ratos Wistar, os mecanismos da cardiotoxicidade induzida pela DXR e o possível potencial cardioprotetor do gene ALDH2. Para isso, será avaliado: a expressão de genes relacionados a vias de ² oxidação de ácidos graxos poliinsaturados (PCR-array) e dos genes PPI e C1QBP relacionados a vias de toxicidade celular ligadas a canais de cálcio; os níveis de cálcio mitocondrial e citoplasmático; as vias de morte celular induzidas pela DXR (apoptose e necrose) e a expressão dos genes BAX e BCL2; a atividade do gene ALDH2 e da respectiva enzima; os microRNAs relacionados à regulação do gene ALDH2 e dos associados às vias de morte, in silico e por qRT-PCR. Espera-se que o conjunto de resultados possa contribuir para a elucidação do potencial cardiotóxico da DXR e, consequentemente, para que possam ser estabelecidas estratégias eficazes para a redução dos efeitos secundários da DXR sobre o coração. (AU)

Ácidos graxos poli-insaturados como moduladores da sinalização vanilóide no retinoblastoma humano

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luiz Roberto Giorgetti de Britto
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/18522-0
Vigência: 01 de janeiro de 2013 - 31 de dezembro de 2014
Assunto(s):RetinaRetículo endoplasmático
Resumo
O metabolismo de cálcio, a sinalização redox e o controle da produção protéica no retículo endoplasmático rugoso têm sido amplamente associados ao controle de proliferação, diferenciação e morte não só no tecido nervoso em desenvolvimento, mas também em diversos tipos de tumores de mesma origem embrionária. Dados do nosso laboratório indicam que a ativação dos receptores vanilóides TRPV1 induz apoptose durante o desenvolvimento da retina, o que é parcialmente dependente de estresse nitrosativo. Outros estudos indicam que a produção de espécies reativas de oxigênio (EROS) e o estresse de retículo endoplasmático (ERE) também podem estar envolvidos nesse processo. Nossos dados preliminares indicam que as células Y79 de retinoblastoma humano expressam esse receptor, e que sua ativação induz apoptose. Porém, embora se saiba que as células Y79 são extremamente susceptíveis à morte induzida por ácidos graxos poli-insaturados (AGPIs), em especial o ácido araquidônico, a função dos receptores TRPV1 nesses processos ainda é incerta. Assim, avaliaremos por citometria de fluxo a viabilidade celular, a fragmentação de DNA, proliferação celular, a formação de ânion superóxido e de óxido nítrico modulada por TRPV1 em células Y79 tratadas com diversos AGPIs. Nessas condições, também será estudada nitrosilação de algumas proteínas envolvidas na formação de EROs (biotinilização de proteínas nitrosiladas), bem como a expressão de mRNA (por RT-PCR em tempo real) e protéica (por immunoblotting) de diversas moléculas envolvidas no balanço redox e no ERE. Por microscopia confocal, avaliaremos a migração para a membrana de proteínas sinalizadoras do complexo NADPH oxidase. Esperamos que esses resultados possam contribuir para o conhecimento geral dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento da retina, assim como possam permitir novos avanços na prevenção ou tratamento de tumores como o retinoblastoma. (AU)

Papel da mutação ALDH2*2 na insuficiência cardíaca: potencial terapêutico da Alda-1

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Julio Cesar Batista Ferreira
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/19379-7
Vigência: 01 de dezembro de 2012 - 30 de setembro de 2015
Assunto(s):Mitocôndrias
Resumo
Os conhecimentos sobre a fisiopatologia das doenças cardiovasculares estabeleceram que a formação e o acúmulo de aldeídos decorrentes do estresse oxidativo são extremamente cardiotóxicos e contribuem para o aparecimento e/ou agravamento dessas doenças. Dentre os diversos aldeídos acumulados no coração, o 4-hidroxi-2-nonenal (4-HNE), originado a partir da oxidação de fosfolipídios presentes na membrana interna da mitocôndria, é capaz de atacar aminoácidos nucleofílicos e formar adutos com proteínas, resultando na inativação da proteína-alvo e consequente disfunção celular. A principal enzima responsável pela eliminação do 4-HNE é a aldeído desidrogenase 2 (ALDH2), localizada na matriz mitocondrial. Tanto a inibição farmacológica, quanto genética da ALDH2 resulta em acúmulo de 4-HNE e maior lesão do miocárdio. Atualmente, estima-se que 14% da população mundial apresenta uma mutação pontual da ALDH2 (ALDH2*2) que confere perda de até 95% na sua atividade enzimática. No presente projeto de pesquisa pretendemos avaliar se camundongos que apresentam a mutação ALDH2*2 são mais suscetíveis aos danos cardíacos oriundos do infarto do miocárdio e à progressão da insuficiência cardíaca (IC).A IC é uma síndrome clínica de mau prognóstico caracterizada por disfunção cardíaca associada à intolerância aos esforços, retenção de fluido e redução da longevidade. Nos últimos anos, o conhecimento sobre a fisiopatologia da IC estabeleceu que além dos distúrbios hemodinâmicos e neuro-hormonais associados à síndrome, alterações no metabolismo mitocondrial e consequente desbalanço redox podem prejudicar a função cardíaca. Baseado nessa premissa, levantamos a hipótese que a inativação da ALDH2 decorrente da mutação pontual ALDH2*2 exacerbará o acúmulo de 4-HNE, a formação de adutos de Michaelis e o agravamento da disfunção ventricular frente ao infarto do miocárdio. Com o objetivo de melhor compreender o papel da ALDH2 na IC, pretendemos caracterizar o perfil de expressão proteica e atividade da ALDH2 no coração de camundongos, selvagens e mutantes, com IC de etiologia isquêmica. Além disso, avaliaremos o acúmulo de adutos de Michaelis, proteínas carboniladas e peroxidação lipídica cardíaca. Considerando que o acúmulo de adutos de Michaelis pode prejudicar o metabolismo celular, avaliaremos em mitocôndria isolada do tecido cardíaco dos animais: o consumo de oxigênio, a produção de peróxido de hidrogênio, o potencial da membrana interna e a captação máxima de cálcio. Por fim, serão analisados: o remodelamento ventricular esquerdo, função cardíaca e a contratilidade/transiente de cálcio nos cardiomiócitos isolados desses animais.Considerando que resultados prévios do nosso grupo demonstram uma ineficiência da ALDH2 na remoção de aldeídos citotóxicos em animais portadores de IC, será de grande valia estudar o efeito do tratamento sustentado com o ativador seletivo da ALDH2, Alda-1, sobre os parâmetros descritos acima nos animais selvagens e mutantes para a ALDH2. A molécula Alda-1, desenvolvida pelos nossos colaboradores da Universidade de Stanford-CA,EUA, é capaz de corrigir a perda de função da ALDH2 decorrente da mutação ALDH2*2. Sendo assim, no presente projeto de pesquisa temos como objetivo: 1) compreender o papel da mutação ALDH2*2 na progressão da IC de etiologia isquêmica e 2) estudar o possível efeito corretor da Alda-1 sobre a inativação da ALDH2 decorrente da mutação ALDH2*2, bem como sua consequência sobre a função e estrutura cardíaca, metabolismo mitocondrial e balanço redox. Esse estudo torna-se interessante uma vez que a compreensão mais detalhada do papel da mutação pontual da ALDH2 na progressão da IC poderá contribuir para o futuro emprego de terapias que atuem em mecanismos-chave envolvidos na fisiopatologia da IC, como o ativador da ALDH2, Alda-1. (AU)

Avaliação das propriedades estruturais, mecânicas e funcionais em artérias de resistência de ratos espontaneamente hipertensos antes e após o desenvolvimento da hipertensão arterial

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luciana Venturini Rossoni
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/11376-9
Vigência: 01 de dezembro de 2012 - 31 de março de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoHipertensãoReatividade cardiovascular
Resumo
A hipertensão arterial (HA) é uma patologia caracterizada pela elevação crônica da pressão arterial. Esta é uma doença de origem multifatorial, capaz de acarretar inúmeras alterações em órgãos vitais do organismo como o encéfalo, os rins, o coração e os vasos sanguíneos. Nestes últimos, as alterações associadas à HA têm sido amplamente investigadas e tem-se buscado cada vez mais a elucidação de mecanismos que contribuam para a gênese e/ou manutenção dessa enfermidade. Porém, ainda não estão completamente elucidados os mecanismos envolvidos no estabelecimento da HA, sendo a compreensão desses mecanismos de fundamental importância, em especial por essa doença possuir maior prevalência entre as enfermidades cardiovasculares e por se tratar de uma doença ainda considerada sem cura, contando apenas com estratégias terapêuticas que visam o seu controle. Sabe-se que a HA é uma enfermidade caracterizada por um aumento da resistência vascular periférica, na qual as artérias de resistência desempenham importante papel. Já foi descrito que as artérias de resistência tanto de ratos espontaneamente hipertensos (SHR) como de pacientes com HA essencial apresentam: 1. Estruturalmente e mecanicamente, remodelamento eutrófico, com aumento da espessura da túnica média, mas área de secção transversa preservada, acompanhados de diminuição do lúmen e consequente aumento da razão parede/luz e um aumento da rigidez; 2. Funcionalmente, disfunção endotelial e aumento da resposta contrátil. Contudo, os mecanismos através dos quais essas características se estabelecem ainda não são totalmente esclarecidos. Poucos estudos têm como foco comparar artérias de resistência antes e após o estabelecimento da HA, e os que já o fizeram foram direcionados para avaliar as diferenças estruturais e/ou morfométricas isoladamente, mas não as características mecânicas. Além do que não se abordam as inter-relações entre estrutura, função e mecânica desses vasos como possíveis determinantes para o desenvolvimento do processo de gênese da HA. Assim, o presente estudo buscará avaliar as características estruturais, mecânicas e funcionais de artérias de resistência (do leito mesentérico) em SHR, comparando indivíduos jovens, antes do estabelecimento da HA, e adultos, com a HA estabelecida, com os seus respectivos controles normotensos (WKY). Os resultados obtidos no presente projeto poderão indicar a relação entre os ajustes estruturais e funcionais no desenvolvimento da elevação da pressão arterial em SHR's, bem como possíveis relações de causa e consequência que contribuem para a gênese da HA. (AU)

Perfil inflamatório de macrófagos da cavidade peritoneal e do tecido adiposo de ratos após administração crônica de albumina modificada por glicação avançada

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marisa Passarelli
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/18724-2
Vigência: 01 de dezembro de 2012 - 30 de novembro de 2015
Assunto(s):Tecido adiposoEndocrinologiaMacrófagosDiabetes mellitus
Resumo
Produtos de glicação avançada (AGE) contribuem para a gênese e progressão das complicações crônicas do diabete melito (DM). Em macrófagos, os AGE aumentam a captação de lipoproteínas ricas em colesterol e reduzem o efluxo deste esterol para as HDL. Além disso, os AGE induzem estresse oxidativo e inflamatório nestas células. Isto deve contribuir para a progressão da aterosclerose, tanto do ponto de vista arterial como periférico, uma vez que macrófagos infiltrados em diferentes órgãos e tecidos podem modular a resposta inflamatória local e o metabolismo anormal de lípides nos mesmos. O objetivo deste projeto é avaliar o efeito da administração crônica de albumina-AGE, associada ou não ao tratamento com o antioxidante N-acetilcisteína, sobre o perfil inflamatório de macrófagos infiltrados na cavidade peritoneal e no tecido adiposo de ratos. Nossa hipótese é que os AGE aumentam o estresse inflamatório de macrófagos, independentemente da hiperglicemia, e que o tratamento com NAC possa prevenir/reverter este efeito. Ratos Wistar serão divididos aleatoriamente em 4 grupos experimentais, recebendo: 1) abumina controle (C), 2) albumina C+ N-acetilcisteína, 3) albumina AGE e 4) albumina AGE + N-acetilcisteína, por 90 dias. Albumina C ou AGE (20 mg/kg/dia) será injetada diariamente na cavidade peritoneal e NAC, na água de beber. Será determinado o perfil histológico do tecido adiposo e a diferenciação de macrófagos M1 e M2, bem como a expressão de mRNA de citocinas, RAGE, AGE-R1 e CD-36. Nos macrófagos peritoneais será determinada a produção de citocinas e ROS e a expressão de mRNA de citocinas, RAGE, AGE-R1 e NF-kB, bem como a atividade de ligação de NF-kB binding ao promotor do gene Ager. Os achados serão importantes para a compreensão dos mecanismos pelos quais os AGE favorecem a evolução do estado inflamatório em macrófagos peritoneais e infiltrados no tecido adiposo e, assim, sua contribuição para as complicações do DM. (AU)

Expressão do RNA mensageiro dos genes TXNIP, SCL19A2 e SCL19A3 no sedimento urinário de portadores de Diabetes mellitus tipo 1 com e sem nefropatia diabética

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Lucia Cardillo Corrêa Giannella
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/05583-1
Vigência: 01 de dezembro de 2012 - 31 de março de 2015
Assunto(s):TiaminaEndocrinologiaDiabetes mellitus tipo 1Nefropatias diabéticasEstresse oxidativoTiorredoxinasRNA mensageiroBiomarcadores
Resumo
A nefropatia diabética (ND) é classicamente dividida em cinco estágios, com as seguintes características: 1) hiperfiltração glomerular; 2) excreção urinária de albumina (EUA) normal; 3) ND incipiente com microalbuminúria persistente; 4) ND franca caracterizada por proteinúria e queda da taxa de filtração glomerular (TFG) e 5) doença renal terminal. Vários estudos têm mostrado, entretanto, que a EUA e o declínio da função renal podem não evoluir de forma paralela e que a TFG pode diminuir na ausência de EUA anormal. Além disso, evidências recentes sugerem que em pacientes com doença renal crônica (DRC), a extensão da disfunção renal parece correlacionar-se melhor com a lesão tubulointersticial do que com glomerulopatia. É sabido que as concentrações de marcadores do estresse oxidativo estão aumentadas em pacientes com diabetes mellitus (DM). O sistema tiorredoxina (Trx) é um dos principais sistemas antioxidantes endógenos. A Trx é capaz de interagir com um grande número de fatores de transcrição e proteínas, tal como a Trx interacting protein (TXNIP). Recentemente, a participação da TXNIP tem sido reconhecida na patogênese do DM e de suas complicações. A deficiência de tiamina, ou vitamina B1, já foi relatada em modelos experimentais de DM, concomitantemente a um aumento de seu clearance renal. O transportador de tiamina 1 (THTR-1), codificado pelo gene SLC19A2 e o transportador de tiamina 2 (THTR-2), codificado pelo gene SLC19A3, são os responsáveis pela reabsorção de tiamina no túbulo proximal após sua filtração no glomérulo renal. Estudos já demonstraram que a excreção aumentada de tiamina pode ser um risco preditivo de declínio precoce da função renal em pacientes diabéticos. O objetivo deste projeto é estudar a participação dos genes TXNIP, SLC19A2 e SLC19A3 na patogênese da ND em portadores de DM1. Para tanto, será extraído RNA mensageiro do sedimento urinário de portadores de DM 1 para avaliação da expressão dos genes alvos, que será associada com as manifestações da ND em quatro grupos de pacientes: (1) normoalbuminúria e TFG >60 mL/min; (2) normoalbuminúria e TFG <60 mL/min; (3)macroalbuminúria e TFG >60 mL/min e (4) macroalbuminúria e TFG <60 mL/min. O estudo da ativação ou inativação intrarenal de vias potencialmente associadas à evolução da ND em seres humanos é dificultada pela necessidade de biópsia renal. Com o desenvolvimento recente de técnicas confiáveis de extração de RNA do sedimento urinário e da técnica de RT-qPCR, a análise do mRNA do sedimento urinário pode se tornar uma ferramenta na avaliação das doenças renais, tanto na tentativa de identificar biomarcadores que possam predizer a evolução da função renal como para permitir um melhor entendimento da patogênese dessa complicação. (AU)

Oxigênio singlete e peróxidos em química biológica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Paolo Di Mascio
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Processo:12/12663-1
Vigência: 01 de dezembro de 2012 - 30 de novembro de 2016
Assunto(s):DnaPeróxidosOxigênio singletoEspectrometria de massasOxirredução
Resumo
O metabolismo aeróbico e diversas reações envolvidas em processos toxicológicos e farmacológicos podem gerar espécies "reativas" de oxigênio e de nitrogênio capazes de provocar danos em biomoléculas e desencadearem processos deletérios. A célula encontra-se protegida contra esses danos por uma linha de defesa antioxidante, onde enzimas e compostos biológicos desempenham um papel importante. O equilíbrio entre os processos pró-oxidantes e antioxidantes constitui a condição normal da vida aeróbica. O desequilíbrio favorável ao estado pró-oxidante desencadeia o chamado estresse oxidativo. A formação do oxigênio singlete (1O2) em sistemas biológicos tem sido amplamente demonstrada e relacionada com processos celulares diversos tais como o mecanismo de defesa contra vírus e bactérias, promovido por células fagocitárias. O oxigênio singlete é uma das principais espécies envolvidas nos efeitos citotóxicos da terapia fotodinâmica. Além disso, 1O2 está relacionado com ativação da expressão gênica induzida por luz UV-A. O 1O2 apresenta alta reatividade, oxida muitas funções orgânicas ricas em elétrons, como sulfetos, aminas e fenóis. Sendo assim, são importantes alvos biológicos do 1O2 moléculas fundamentais como ácidos graxos insaturados, proteínas e DNA. Entretanto, mostrar inequivocamente o papel do oxigênio singlete em sistemas biológicos tem sido difícil devido a dificuldades em se obter 1O2 livre de outras espécies reativas. Os nossos estudos estão centralizados em desvendar os mecanismos pelos quais espécies reativas de oxigênio, principalmente o oxigênio singlete, desempenham papéis fisiológicos e patológicos. Com este intuito sintetizamos fontes apropriadas de 1O2 baseadas na termólise de endoperóxidos. Esses compostos são quimicamente inertes e têm sido empregados como fontes versáteis e "limpas" de 1O2. Essa abordagem tem sido utilizada em nossos trabalhos para a detecção de lesões em biomoléculas (DNA, lipídeos e proteínas) e para investigar compostos de ocorrência natural com atividade de supressão de 1O2. Os estudos sobre a peroxidação de lipídios têm aumentado nos últimos anos devido a descobertas sobre o papel dos hidroperóxidos lipídicos em câncer de pele induzido por UV, aterosclerose, doenças neurodegenerativas e diversas outras patologias. Os peróxidos (ROOH) são compostos potencialmente deletérios capazes de promover danos em biomoléculas, incluindo proteínas e DNA. Por terem, geralmente, vida média mais longa que os radicais livres precursores, tornam possíveis translocações na célula, entre células, ou entre lipoproteínas e células. Desta forma, a toxicidade dos ROOH e suas ações como efetores podem se manifestar em locais da célula mais distantes do seu sítio de formação. Estudos recentes sugerem que ROOH estão envolvidos nos eventos iniciais responsáveis pela liberação do citocromo c da mitocôndria e indução da apoptose. Tal sinalização pode determinar se uma célula vai sobreviver, ou não, frente a um insulto oxidativo. Grande parte dos efeitos citotóxicos e genotóxicos de ROOH tem sido atribuídos a formação de radicais livres e de produtos secundários e terciários resultantes de sua decomposição. Este estudo tem por objetivo investigar a formação de oxigênio singlete via hidroperóxidos de lipídios, proteínas e DNA em sistemas biológicos. Reações de oxigênio singlete com biomoléculas e os mecanismos biológicos associados à formação desta espécie também serão investigados. A formação e a caracterização das reações envolvidas nos mecanismos citotóxicos e genotóxicos mediados pelos ROOH em sistemas biológicos também são objetivos deste projeto. Com este intuito serão desenvolvidas metodologias para a detecção e quantificação de diferentes classes de ROOH, baseadas em HPLC-MS/MS utilizando compostos marcados isotopicamente como padrões internos. Também serão caracterizados danos em proteínas, em particular no citocromo c, e em DNA mitocondrial resultantes da interação com ROOH. (AU)

Avaliação morfofuncional e estresse oxidativo no intestino de camundongos distróficos (mdx)

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Viviane Louise Andree Nouailhetas
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/15716-9
Vigência: 01 de dezembro de 2012 - 31 de maio de 2015
Assunto(s):Distrofia muscular de DuchenneDistrofinaMúsculo esqueléticoIntestinosEstresse oxidativo
Resumo
A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é a mais freqüente entre as distrofias musculares, e é causada pela ausência da proteína distrofina. A musculatura esquelética é o principal alvo da doença, no entanto, já são descritas alterações em outros órgãos e sistemas, como o trato gastrintestinal. Um dos modelos animais da doença mais utilizados é o camundongo mdx, que apresenta grande parte das características da distrofia. Em nosso projeto anterior, descrevemos algumas alterações intestinais como um menor dano oxidativo e redução na espessura da camada muscular do intestino. Sabendo que o intestino é um órgão-alvo de diversos fatores estressantes (e. g. exercício físico e privação de sono), no presente projeto pretendemos estudar o efeito da distrofia na estrutura e função do intestino de camundongos. Mais especificamente serão estudados os seguintes aspectos: 1) morfologia do intestino, avaliando além da estrutura geral, a presença de fibras colágenas, e dos plexos nervosos, além da ultra-estrutura dos miócitos. 2) avaliação reatividade intestinal, ampliando os conhecimentos até então obtidos, explorando outras vias de sinalização celular, como a serotoninergica, 3) estresse oxidativo, com a avaliação da oxidação de macromoléculas, capacidade antioxidante do tecido e a expressão de enzimas antioxidantes e 4) avaliação da composição corporal e do metabolismo energético. Dessa forma, com esse projeto pretendemos entender se a maneira com que a DMD afeta o músculo esquelético se assemelha à maneira com que afeta a musculatura lisa intestinal, podendo estabelecer diretrizes para aliviar sintomas gastrintestinais em pacientes com DMD. (AU)

Avaliação do fosfoproteoma do fungo patogênico Paracoccidioides Brasiliensis sob estresse oxidativo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Terapia Celular e Molecular. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Wagner Luiz Batista
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/17530-0
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoParacoccidioides brasiliensis
Resumo
Paracoccidioides brasiliensis, fungo dimórfico termo-dependente, é o agente etiológico da micose sistêmica mais comum na América Latina, paracoccidioidomicose (PCM). A infecção pelo P. brasiliensis ocorre por inalação de conídeos ou fragmentos de micélio pelo hospedeiro, seguida de sua diferenciação em leveduras. Para desenvolvimento da doença é imprescindível que conídeos alojados nos alvéolos pulmonares passem para fase leveduriforme, evento depende do aumento de temperatura. Este fungo é considerado um patógeno intracelular facultativo capaz de sobreviver e replicar dentro de macrófagos não ativados. A sobrevivência do P. brasiliensis no hospedeiro depende da adaptação do fungo a diferentes condições, notoriamente ao estresse oxidativo imposto por células do sistema imune, particularmente macrófagos alveolares. Dentre as moléculas que exercem ação fungicida no fagossomo estão o peróxido de hidrogênio (H2O2) e seus derivados. Análise do transcriptoma de P. brasiliensis, internalizado por macrófagos murinos, mostrou que o patógeno expressa vários genes envolvidos na resposta ao estresse oxidativo, demonstrando que o parasito tem mecanismos antioxidantes e de resposta a este tipo de estresse. Resultados prévios de nosso laboratório mostraram que baixas concentrações de H2O2 induz a proliferação celular em P. brasiliensis, enquanto intermediária e alta concentrações levam a sobrevivência e diminuição da viabilidade respetivamente. Entretanto, estudos de modificações pós-traducionais de proteínas capazes de desencadear resposta de sobrevivência do fungo no hospedeiro, bem como as vias de sinalização e regulação transcricional de micro-organismos em resposta aos diferentes tipos de estresse, ainda são escassos ou inexistentes. Dessa forma, este projeto propõe avaliar o fosfoproteoma do fungo após estresse oxidativo (com baixos e altos níveis de H2O2). Iremos extrair, digerir com tripsina e analisar por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada a espectrometria de massas em tandem (LC-MS/MS) as proteínas de P. brasiliensis com e sem tratamento com H2O2. Esse estudo deve contribuir para o entendimento da biologia do fungo e sua interação com o hospedeiro. (AU)

Análise in vivo da relação entre hipóxia e estresse oxidativo sobre o desenvolvimento embriofetal do pâncreas de descendentes de ratas diabéticas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Débora Cristina Damasceno
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/23642-2
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):GravidezAnóxiaPrenhezEstresse oxidativo
Resumo
Introdução: A presença do diabete na gestação leva a alterações hormonais e metabólicas tornando o ambiente intrauterino inadequado, o que favorece o aparecimento de complicações maternas e fetais, podendo repercutir na vida adulta destes indivíduos. A hiperglicemia induz aumento na produção de espécies reativas de oxigênio (ERO), que é reconhecido como uma das principais causas de complicações clínicas associadas ao diabete. Outros estudos também demonstram a sensibilidade embrionária e fetal às alterações na tensão de oxigênio. Os fatores induzíveis por hipóxia (HIF) são identificados como reguladores de expressão gênica de produtos que exibem atividade antioxidante em resposta à presença de ERO. A tensão parcial de oxigênio regula o desenvolvimento embrionário de vários órgãos, inclusive do pâncreas. O Pdx-1-1 é um fator de transcrição necessário para o desenvolvimento do pâncreas. A inativação do Pdx-1 em células ², em idade gestacional tardia, resulta em diminuição da proliferação dessas células. Iessi (2012) observou que descendentes de ratas expostos a um ambiente intrauterino hiperglicêmico tiveram níveis alterados dos hormônios pancreáticos (glucagon e somatostatina) ao nascimento. No período neonatal, os níveis de somatostatina continuaram alterados, ao contrário dos níveis de glucagon e insulina. Estes resultados demonstraram que a somatostatina foi o hormônio mais suscetível a mudanças no meio intrauterino, o qual poderia ser utilizado como preditor de efeitos adversos na vida adulta. Objetivo: Avaliar o quadro de estresse oxidativo e hipóxia sobre o desenvolvimento pancreático embriofetal em condições hiperglicêmicas. Material e Método: Os pâncreas dos embriões das ratas Wistar (não-diabéticas, com diabete moderado e com diabete grave) serão retirados e estudados nos dias 11,5, 18,5 e 21,5º de prenhez para análise imunoistoquímica dos hormônios endócrinos (somatostatina, glucagon e insulina), índice proliferativo (Ki67) e de Pdx-1 e expressão gênica e protéica de marcadores de hipóxia (HIF-1 alfa) e de estresse oxidativo (superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase) pelas técnicas de qRT-PCR real time e de Western blotting, respectivamente. Meta: Identificar marcadores biológicos relacionados com hipóxia e estresse oxidativo para relacionar com o desenvolvimento embrionário e pancreático visando futuras intervenções para minimizar os resultados adversos perinatais encontrados no estado diabético. (AU)

Efeito da varicocele e de seu tratamento nas vias proteômicas e lipidômicas e no estresse oxidativo seminal em adultos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ricardo Pimenta Bertolla
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/15039-7
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 12 de dezembro de 2015
Assunto(s):Infertilidade masculinaEstresse oxidativoProteômicaVaricocele
Resumo
A varicocele é a principal causa tratável de infertilidade masculina. Apesar de presente em 15% da população masculina adulta, 35% dos homens inférteis e 80% dos homens com infertilidade secundária apresentam uma varicocele palpável. Além disso, muitos estudos associam a varicocele a uma diminuição na qualidade seminal, na qualidade funcional dos espermatozoides, no volume testicular e na composição proteômica do plasma seminal. A intervenção cirúrgica (varicocelectomia) pode melhorar a qualidade seminal, porém ainda não sabemos (i) quais homens devem ser operados para varicocele e (ii) quais mecanismos moleculares determinam essa melhora seminal. Um estudo recente de nosso grupo verificou que a varicocelectomia leva a uma melhora precoce (em até 90 dias) no estresse oxidativo seminal e na biossíntese de eicosanóides. Sabemos, pois, que a correção da varicocele impacta positivamente a qualidade funcional e a expressão de algumas proteínas. Ainda necessitamos mapear melhor o proteoma do plasma seminal e dos espermatozoides destes pacientes, porque não sabemos como se diferencia do sêmen de homens férteis, tampouco podemos sugerir quais pacientes devem ou não ser operados.Em vista disso, o presente projeto se propõe a estudar homens com sêmen normal, sem varicocele (controles) e compará-los com pacientes com varicocele antes da correção da varicocele e 90 e 360 dias após a varicocelectomia subinguinal microcirúrgica. Em ambos os grupos (com e sem varicocele) e nos três tempos experimentais (antes, 90 dias após e 360 dias após a varicocelectomia) será realizada uma avaliação da qualidade seminal, da qualidade funcional dos espermatozóides, do nível de peroxidação lipídica seminal, bem como uma análise proteômica e lipidômica destes pacientes.Com esses resultados, espera-se obter uma melhor compreensão dos mecanismos pelos quais a varicocelectomia pode reestabelecer a homeostase seminal e as vias metabólicas presentes, bem como a separar os pacientes que se beneficiarão de fato de uma intervenção cirúrgica. (AU)

Formação de agregados de PrPc induzida por metabólitos de dopamina e ativação da resposta adaptativa a proteínas mal enoveladas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Kil Sun Lee
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/18093-2
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 31 de outubro de 2014
Assunto(s):NeurobiologiaDoenças neurodegenerativas
Resumo
A Proteína Prion Celular (PrPC) desempenha diversas funções importantes para a sobrevivência e a manutenção de células, porém, se por ventura sofrer uma alteração em sua conformação, torna-se susceptíveis de formar agregados protéicos que é uma das características de doenças neurodegenerativas. Considerando que a maioria das doenças neurodegenerativas ocorre de forma esporádica, investigar as causas que podem levar a formação de agregados protéicos é uma etapa fundamental para o desenvolvimento de métodos terapêuticos. Os metabólitos oxidantes têm sido apontados como uma das causas que favorecem a formação de agregados protéicos. Como exemplo, temos a dopamina que quando oxida, gera espécies reativas de oxigênio (ERO), capaz de induzir modificações em proteínas. A formação de agregados de alfa-sinucleína induzida pelos metabólitos de dopamina está intimamente relacionada ao desenvolvimento da doença de Parkinson.O fato de PrPC ser altamente expressa em neurônios e possuir um domínio de estrutura flexível e rico em aminoácidos com maior potencial de oxidação indica que PrPC pode reagir preferencialmente com as ERO. De acordo com os dados da literatura, este processo pode ser considerado como mecanismo de defesa contra estresse oxidativo, uma vez que PrPC é conhecida também como uma proteína anti-oxidante. Porém, este mecanismo pode gerar agregados de PrPC como subprodutos e desencadear uma resposta adaptativa a proteínas mal enoveladas (UPR).Este projeto visa investigar como a alteração do metabolismo de dopamina induzido por metanfetamina influencia a formação de agregados de PrPC e a conseqüente ativação da UPR. Os dados gerados neste projeto podem ajudar a estabelecer um mecanismo de patogênese comum entre as doenças neurodegenerativas, respostas celulares frente a essas alterações e um novo método de tratamento destas doenças. (AU)

Prospecção de genes envolvidos na oxidação de ferro em bibliotecas metagenômicas

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Eliana Gertrudes de Macedo Lemos
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/20022-6
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 31 de outubro de 2015
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: Vale-FAPEMIG-FAPESPA
Assunto(s):EnzimologiaBiotecnologiaTiorredoxina dissulfeto redutase
Resumo
O solo tem sido objeto de estudos para o isolamento de dezenas de milhares de linhagens produtoras de diversas substâncias, e ainda hoje, microrganismos cultiváveis de solo representam a principal fonte de antibióticos e outros compostos bioativos. Dependente do ambiente, os microrganismos também podem apresentar indução positiva na atividade de algumas enzimas antioxidantes, relacionadas à proteção celular contra as espécies ativas de oxigênio (EAOs) formadas na presença de um xenobiótico. Portanto, essas enzimas têm importantes aplicações como biomarcadores ou bioindicadores ambientais. Um exemplo disto é a enzima Tiorredoxina - Dissulfeto - Redutase (TR, TRX: EC 1.8.1.9.), a qual é codificada pelo gene trxB, pertencente a uma família de enzimas responsáveis pela antioxidação. Seu papel fundamental diz respeito as consequências da respiração aeróbica: EAOs como superóxido (O2), peróxido de hidrogênio (H2O2) e radicais hidroxilas (OH) são produzidas no interior das células e são normalmente controladas por moléculas antioxidantes. Em Escherichia coli, fatores de transcrição do tipo OxyR e SoxR são capazes de ativar genes com função antioxidante em resposta ao estresse oxidativo, mantendo no citoplasma um ambiente redutor graças aos sistemas tiorredoxina e glutarredoxina. Resíduos de cisteína exercem um papel chave na detecção e regulação do estado redox, o qual é um mediador crucial de múltiplos processos metabólicos, incluindo sinalização e eventos transcricionais. Existem duas rotas para o destino dos elétrons a partir do NADPH que, por meio de reações de redução, mantêm as proteínas citoplasmáticas num estado reduzido. Apesar de glutarredoxina e tiorredoxina exibirem estruturas tridimensionais e sítios ativos semelhantes, as fontes de elétrons requeridos para manutenção das atividades redutoras são diferentes. Tais rotas podem ser divididas em dois sistemas: (1) tiorredoxina: (2) Tiorredoxina redutase - Tiorredoxina. No sistema tiorredoxina, a redução do sítio ativo (CGPC) da tiorredoxina é catalisada pela proteína tiorredoxina redutase (TrxR), que utiliza elétrons do NADPH. Frente à importância do metabolismo oxidativo na regulação de fatores metabólicos e transcricionais na célula e sua importância na oxidação de ferro, este plano de atividades prevê o enriquecimento de solos de áreas destinadas à mineração para avaliar a diversidade de microrganismos com potencial oxirredutor, além da prospecção de genes a fim de atender aos interesses biotecnológicos voltados a biorremediação, biomarcação e recuperação ambiental. Para a execução deste trabalho ferramentas metagenômicas serão abordadas, o que permitirá acesso ao DNA de microorganismos não cultiváveis em laboratório, aumentando as chances de se encontrar tais enzimas. (AU)

Papel do estresse oxidativo e da glicação da matriz extracelular sobre a migração de fibroblastos dérmicos em diabéticos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marinilce Fagundes dos Santos
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/15963-6
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 30 de setembro de 2015
Assunto(s):Matriz extracelularCitoesqueletoHiperglicemiaBiologia celularMovimento celular
Resumo
Diabetes Mellitus (DM) é uma doença caracterizada pela hiperglicemia crônica, que gera inúmeros comprometimentos em células e tecidos. Uma das complicações mais comuns é a deficiência na cicatrização de feridas, que reduz significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Os principais mecanismos envolvidos nas complicações do DM são o estresse oxidativo e a glicação de moléculas. A glicação, por ser um processo não enzimático, ocorre aleatoriamente intracelularmente e extracelularmente. Já que as moléculas da matriz extracelular (MEC) possuem uma longa meia-vida, o grau de glicação em diabéticos pode ser suficiente para afetar a função celular. Poucos estudos têm demonstrado o papel da glicação da MEC e do estresse oxidativo sobre fibroblastos expostos à glicose elevada, especialmente sobre sua atividade migratória. Estudos deste laboratório mostraram que a hiperglicemia afeta negativamente a migração de fibroblastos, com redução da velocidade e direcionalidade (Lamers et al., 2011; Almeida, 2011). A redução de velocidade de migração foi também observada em substrato tridimensional (3-D). Observações preliminares sugerem que as células diabéticas possuem uma deficiência na contratilidade dependente de miosina II, o que é bastante crítico para a maturação de adesões junto à MEC e para migração em ambiente 3-D (Almeida, 2011). É possível que a deficiência na migração de fibroblastos seja ainda mais agravada na presença de MEC alterada pela glicação, o que ocorre in vivo em pacientes diabéticos. Sendo assim, este projeto tem como objetivo avaliar o papel do estresse oxidativo e da glicação de moléculas na contratilidade celular e na função das isoformas de miosina II (A e B) e suas influências na migração de fibroblastos normoglicêmicos e hiperglicêmicos. (AU)

Efeitos da expressão da metaloenzima superóxido dismutase na regulação da geração de espécies reativas de oxigênio em células de mamíferos em cultura e em neurônios motores

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Giselle Cerchiaro
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/01397-9
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 31 de maio de 2015
Assunto(s):Esclerose amiotrófica lateralRadicais livresEstresse oxidativoPeroxidaseSuperóxido dismutaseEspécies de oxigênio reativasNeurônios motoresMutação genética
Resumo
Muitos processos envolvendo a agregação e função peroxidásica deletéria da metaloenzima Cu,Zn-Superóxido Dismutase (SOD1 ou Cu,Zn-SOD) ainda estão em plena discussão na literatura após mais de 40 anos de sua descoberta e caracterização. Nesta área de pesquisa o papel de mutações na enzima relacionado a casos familiares da doença Esclerose Lateral Amiotrófica (ALS), doença que afeta particularmente neurônios motores, começa ser elucidado recentemente, onde se soube que o tipo de agregação protéica observado e a gravidade da doença depende do tipo de mutação na SOD1. Sabe-se muito pouco sobre como a SOD1, sem mutações, estaria envolvida com casos de ALS esporádicos (os mais comuns). Portanto neste projeto de pesquisa regular pretendemos estudar como se comportam em cultura primária de neurônios motores (camundongo) e em células imortalizadas em cultura, a superexpressão da SOD1wt sob os aspectos da homeostase de espécies reativas de oxigênio (ROS), causando diferenças em sua viabilidade, integridade mitocondrial e de membrana e agregação protéica entre SOD e outras proteínas do citoesqueleto. Esta superexpressão da SOD1 em células de mamíferos visa mimetizar uma situação bioquímica que levaria a sintomas de ALS em modelo animal. (AU)

Suplementação de creatina, homocisteína e estresse oxidativo em ratos inoculados com tumor Walker-256

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Alceu Afonso Jordão Junior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/14843-7
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 31 de outubro de 2014
Assunto(s):HomocisteínaCreatinaCarcinoma 256 de WalkerProliferação celularAntioxidantesEstresse oxidativo
Resumo
A homocisteína (Hcy) é considerada marcador de risco independe para doenças cardiovasculares. Nos últimos anos, cumulativas evidências tem surgido sobre a relação entre a hiperhomocisteinemia e diversas doenças como doenças neuro-degenerativas, disfunções renais, diabetes e doenças do fígado. Recentemente, autores têm demonstrado a relação entre elevadas concentrações de Hcy no sangue e câncer de diversos tipos. Esse trabalhos sugerem que a proliferação de celulas tumorais pode promover disturbios no metabolismo da metionina e elevar a concentração de Hcy, que em grandes quantidades aumenta a toxicidade nas células, promove peroxidação lipidica e danos celulares. Devido aos seus possíveis efeitos no desempenho físico, a creatina tornou-se uma substância popular entre atletas amadores, profissionais e olímpicos. Atualmente, a creatina tem recebido considerável atenção na área médica, especialmente por seus efeitos terapêuticos em miopatias e doenças neurodegenerativas. Alguns autores têm demonstrado o potencial da suplementação de creatina em diminuir os níveis de Hcy através da modulação do balanço de metilação, além de inibir a formação de EROs apontado propriedades antioxidantes dessa substância. Entretanto, pouco se sabe sobre os distúrbios no metabolismo da Hcy causados pelo câncer, além dos possíveis efeitos protetores da supplementação de creatina. Assim, o objetivo do presente estudo são investigar os efeitos da implantação de tumor walker-256 sobre o metabolismo da Hcy e estresse oxidativo e os efeitos da suplementação de creatina sobre esse metabolismo após implantação do tumor em ratos. (AU)

Eficácia terapêutica do exercício físico adjuntivo a farmacoterapia na depressão maior e associação com biomarcadores

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ricardo Alberto Moreno
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/20002-5
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 30 de abril de 2015
Assunto(s):Transtorno depressivo maiorBiomarcadoresExercício físicoAgentes neuroprotetoresTeste de esforço
Resumo
A depressão é um transtorno que causa maiores malefícios na saúde física e na vida social. Induz ao isolamento, reduzindo sua capacidade física e profissional e aumentando o risco de morte. Ao contrário, o exercício ajuda a manter a qualidade de vida, também induzindo a melhorias das funções cognitivas, estimulação da plasticidade e resiliência do cérebro, em adição à promoção da auto-estima e interação social. Os mecanismos precisos pelo qual o exercício físico melhora os sintomas da depressão ainda não são bem claros, mas é provável que seja multifatorial. Neste projeto procuramos investigar variáveis que forneçam informações sobre biomarcadores envolvidos na fisiopatologia da depressão e resposta terapêutica ao exercício. Esperamos encontrar mudanças nos biomarcadores associados a potenciais mecanismos de neuroproteção (citocinas, marcadores de estresse oxidativo, BDNF, cortisol) ao término do programa de exercícios e o papel na terapêutica da depressão. Para avaliar índices de avaliação funcional será usado a ergoespirometria, um teste que determina as atividades respiratórias, metabólicas e cardiovasculares. Em geral, este projeto vai ajudar a investigar tratamentos alternativos adjuntivos da depressão e seus biomarcadores associados com resposta. (AU)

Estudo dos efeitos de psicofármacos de estrutura tricíclica frente ao estresse oxidativo em células Neuro-2A

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Tiago Rodrigues
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/14493-6
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de janeiro de 2014
Assunto(s):Morte celular
Resumo
Diversos estudos associam a patogênese de desordens neuronais à morte celular decorrente do estresse oxidativo, sendo que o aumento da geração de espécies reativas de oxigênio mitocondriais, mudanças persistentes na integridade mitocondrial como a transição de permeabilidade mitocondrial e despolarização do potencial de membrana mitocondrial possuem papel central. Neste projeto propõe-se o estudo dos efeitos de três psicofármacos, imipramina, clorpromazina e tioridazina, sobre o estresse oxidativo em células da linhagem Neuro-2A, considerada um bom modelo neuronal para estudos com drogas que atuam no sistema nervoso. Pretende-se primeiramente caracterizar o estresse oxidativo induzido por peróxido de hidrogênio nestas células e então avaliar a resposta das células quando expostas aos fármacos em condições de estresse oxidativo, uma vez que o estresse oxidativo é um evento importante relacionado às doenças neurodegenerativas e há controvérsias na literatura quanto à atividade citoprotetora dos fármacos em questão nestas condições. Serão avaliados a viabilidade celular e parâmetros relacionados ao estado redox celular, tais como, estado de oxidação de proteínas e lipídeos celulares, conteúdo de substâncias antioxidantes e de espécies reativas de oxigênio. Neste contexto, também será investigada a participação da mitocôndria nos efeitos observados, uma vez que esta é a principal fonte e alvo de espécies reativas de oxigênio, bem como os possíveis mecanismos para estes efeitos. (AU)

Consumo de carnes e aminas heterocíclicas e sua relação com biomarcadores de exposição e suscetibilidade para câncer no estudo ISA-Capital

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Dirce Maria Lobo Marchioni
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Análise Nutricional de População
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/10965-0
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):Consumo de alimentosCarnes e derivadosBiomarcadoresAminasSuscetibilidade a doenças
Resumo
O alto consumo de carne, principalmente vermelha e processada, tem sido relacionado com aumento de risco para câncer. Uma das explicações para a carne estar associada ao câncer são os métodos de preparo culinário, que acarretam na formação aminas heterocíclicas dentro do nosso organismo, que podem gerar substâncias reativas, ligadas ao estresse oxidativo e dano ao DNA ao serem metabolizadas. Entretanto, os indivíduos apresentam respostas diferentes à mesma exposição dietética, podendo ter diferentes níveis de risco ou benefício com a mesma ingestão de alimentos. Os fatores genéticos podem ser uma das causas dessa variação interpessoal. Assim, o objetivo do estudo é investigar a relação entre o consumo de carnes e aminas heterocíclicas com biomarcadores de exposição ao câncer (adutos de DNA e malondialdeído), considerando os marcadores de suscetibilidade (polimorfismos genéticos) e fatores sociais, demográficos e de estilo de vida em residentes do Município de São Paulo. O estudo será transversal, de base populacional, por meio de inquéritos e coleta de amostra de sangue. Os dados de ingestão alimentar serão analisados a partir de recordatórios alimentares de 24 horas e questionário de frequência alimentar. A extração do DNA ocorrerá pelo método por sal, com o auxílio do espectrofotômetro para quantificação. A genotipagem dos polimorfismos será realizada utilizando a técnica PCR-alelo específico. Para avaliar a exposição ao câncer serão analisados o malondialdeído e os adutos de DNA. A análise estatística será por Modelos Lineares Generalizados no STATA®. Em todas as análises estatísticas, será considerado o nível de significância de 5%. (AU)

Envolvimento da NADPH oxidase nas alterações de reatividade da artéria pudendal de camundongos diabéticos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rita de Cassia Aleixo Tostes Passaglia
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/12178-6
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 30 de abril de 2015
Assunto(s):Diabetes mellitusEstresse oxidativo
Resumo
Em indivíduos saudáveis, a ereção peniana depende de respostas altamente coordenadas, e praticamente simultâneas, que envolvem relaxamento da vasculatura pré-peniana, assim como dos vasos e do músculo liso intra-penianos. Isso desencadeia aumento do fluxo sanguíneo peniano, aumento da pressão intracavernosa e a consequente tumescência. As artérias pudendais internas (IPAs) são responsáveis por cerca de 70% da resistência ao fluxo sanguíneo que vai para os corpos cavernosos. Dessa forma, diversas patologias que levam ao aumento da resistência das IPAs como oclusão, estenose e processo aterosclerótico estão associadas com o aparecimento de disfunção erétil (DE). É amplamente aceito que o diabetes mellitus (DM) é um importante fator de risco para a DE. Modelos de diabetes tipo I e II apresentam disfunção endotelial e significante diminuição na resposta erétil. É possível que complicações vasculares associadas ao diabetes também ocorram em IPAs, o que poderia diminuir o fluxo sanguíneo para o corpo cavernoso e, consequentemente, comprometer a função erétil. Evidências indicam que o estresse oxidativo tem papel importante em complicações vasculares da DM e DE. Provavelmente, alterações vasculares associadas ao estresse oxidativo também ocorram nas IPAs. Nesse sentido o presente estudo testará a seguinte hipótese: Animais diabéticos apresentam disfunção vascular de artérias pudendais internas consequente à geração de EROs via NADPH oxidase. Para testar nossa hipótese, utilizaremos o modelo de diabetes induzido por estreptozotocina em camundongos C57BL/6J. Será realizada dosagem de EROs em células do músculo liso vascular isoladas de IPAs, reatividade vascular de IPAs em míografo para vasos de resistência, quantificação proteica de subunidades reguladoras da NADPH oxidase, análise de estrutura vascular em míógrafo pressurizado e por coloração com hematoxilina-eosina, além de estudo da função erétil in vivo. Esse estudo oferece uma nova abordagem na investigação dos mecanismos que contribuem para a DE associada ao DM, principalmente em decorrência da inexistência de estudos avaliando disfunção das IPAs em modelo animal de DM. (AU)

Efeito da melatonina no desenvolvimento e na criopreservação de embriões partenogenéticos suínos produzidos in vitro

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Claudia Lima Verde Leal
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/06180-8
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de julho de 2015
Assunto(s):Maturação in vitroMelatoninaCriopreservação
Resumo
A produção in vitro de embriões (PIVE) em suínos apresenta algumas limitações devido à alta vulnerabilidade aos radicais livres e ao estresse oxidativo, proporcionado pelos seus níveis significativamente elevados de lipídios. A melatonina é uma substância com propriedades antioxidantes e anti-apoptóticas que tem sido apontada como alternativa para melhoria dos índices de PIVE na espécie suína. O objetivo deste estudo será avaliar o efeito da melatonina utilizada na maturação in vitro de oócitos suínos sobre o desenvolvimento e a criopreservação de embriões partenogenéticos produzidos in vitro. Serão realizados quatro experimentos utilizando TCM199 como meio básico de maturação. No primeiro experimento, os oócitos serão submetidos à maturação em meio contendo três concentrações de melatonina: sem adição de melatonina (T0), 10-6 M de melatonina (T6) e 10-9 M de melatonina (T9) e, posteriormente, avaliados quanto à progressão meiótica e distribuição dos GC em três tempos de maturação (36, 40 e 44 h). No segundo experimento, os oócitos maturados e suas respectivas células do cumulus serão avaliados quanto à expressão dos genes das enzimas antioxidantes catalase, Cu,Zn-SOD, Mn-SOD e GPx. No terceiro experimento, os embriões partenogenéticos obtidos de oócitos maturados nas condições definidas nos experimentos 1 e 2 serão avaliados quanto ao efeito da melatonina na MIV sobre a produção de embriões. Os embriões serão avaliados quanto à qualidade embrionária, considerando a fragmentação do DNA e o número total de células, e também quanto à expressão de genes pró- e anti-apoptóticos (Bax e Bcl2). No quarto experimento, os embriões partenogenéticos criopreservados/descongelados serão avaliados quanto à taxa de re-expansão, eclosão e apoptose, afim de determinar a sobrevivência embrionária. Na analise estatística das diferenças entre as taxas de oócitos maturados, clivagem e de blastocistos será utilizado o teste de Qui-quadrado. Para as diferenças na expressão dos genes será utilizado o teste t de Student. O número total de células TUNEL positivas será comparado pelo teste de Tukey. Os dados serão submetidos à análise de variância, utilizando o procedimento "GLM" do SAS (2003), com o nível de significância de 5%. (AU)

Investigação dos mecanismos de atuação de complexos de cobre com ligantes imínicos frente a ácidos nucléicos, visando seu potencial uso como agente farmacológico

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ana Maria da Costa Ferreira
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Inorgânica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/05225-8
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 30 de setembro de 2014
Assunto(s):Espectrometria de massasQuímica bioinorgânicaDNA
Resumo
Neste projeto, pretende-se dar continuidade e ampliar estudos anteriores sobre a interação de complexos metálicos, especialmente de cobre(II) contendo ligantes nitrogenados de interesse, com ácidos nucléicos DNA e RNA (Processo FAPESP 2008/58879-0). Os ligantes utilizados são inspirados em biomoléculas que apresentem alguma atividade biológica, especialmente a inibição de proteínas kinases, envolvidas no ciclo celular. O foco principal é elucidar melhor os prováveis mecanismos de atuação desses complexos no meio biológico, que já apresentaram boa capacidade de catalisar processos oxidativos, gerando espécies reativas de oxigênio, capazes de causar danos a biomoléculas e organelas em células, promovendo o processo de apoptose, com forte implicação em processos neoplásicos. A modulação, já verificada, da atividade biológica do cobre pelos ligantes focalizados nestes estudos permite sua manipulação, através de modificações em diferentes fatores, visando melhorar ou modificar propriedades importantes para essa atividade, como lipofilicidade, potenciais redox, carga, presença de grupos específicos, etc. Pretende-se agora aprofundar esses estudos, identificando os produtos de oxidação do DNA e do RNA, principalmente danos às bases purínicas ou pirimidínicas, já que podem levar à elucidação dos mecanismos de estresse oxidativo e de provável ação sinalizante, através dos quais os complexos estudados atuam no meio biológico. Além disso, pretende-se identificar novos alvos e se possível desenvolver agentes quimioterápicos mais específicos, já que são os pontos mais importantes na pesquisa da terapia do câncer. As enzimas topoisomerases serão um desses alvos quimioterapêuticos a serem estudados. Algumas drogas antineoplásicas podem induzir diretamente danos ao DNA, enquanto outras podem atuar indiretamente via outros alvos moleculares. Em ambos os casos, como conseqüência dos danos, promove-se o processo da apoptose. (AU)

Análise do estado redox e seu efeito sobre a proliferação de Plasmodium Falciparum em eritrócitos geneticamente diferentes

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carsten Wrenger
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/12807-3
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 30 de setembro de 2015
Assunto(s):Malária
Resumo
Malaria é uma das doenças tropicais mais perigosas da atualidade com mais de um milhão de mortes anualmente. Sua pior forma, a malária tropical, é causada pelo parasita Plasmodium falciparum. Contudo algumas mutações genéticas da hemoglobina como na siclemia (HbS) ou em enzimopatias como a deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase levam a proteção contra a malaria severa. Apesar dos anos de pesquisa o exato mecanismo dessa proteção ainda precisa ser descoberto embora hajam algumas poucas hípoteses. Além da sugestão de uma melhor resposta imune inata por meio do aumento do grau de fagocitose, um papel central poderia ser o ambiente pro-oxidativo dentro do eritrócito, o qual atenua a proliferação do parasita. O estresse oxidativo tem um papel principal nos casos de siclemia. Pela investigação do metabolismo redox do P. falciparum junto ao cultivo de parasitas modificados geneticamente em eritrócitos anormais, nós pretendemos validar o papel protetor de células vermelhas mutantes focando nos sitemas de defesa oxidativos na malária Falciparum e analisar o perfil inibitório da Glioxilase plasmodial in vitro e in vivo. Isso pode nos fornecer a identificação de uma nova abordagem farmacêutica para alvejar este patogeno mortal. (AU)

Avaliação do estresse oxidativo em pacientes acromegálicos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Vania dos Santos Nunes
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/15010-9
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):Estresse oxidativoAcromegaliaEndocrinologia
Resumo
Acromegalia é uma doença crônica causada pela produção excessiva do hormônio do crescimento (GH), e que na maioria dos pacientes é causada por macroadenomas hipofisários secretores de GH. Muitos estudos têm mostrado um aumento da mortalidade desses pacientes comparado com a população geral, particularmente como resultado das complicações cardiovasculares. Trabalhos em ratos transgênicos expressando o GH bovino, e com isto apresentando algumas das complicações da acromegalia, como hipertensão arterial e hipercolesterolemia têm evidenciado uma deterioração da função endotelial. O estudo presente visa fazer uma avaliação sérica do estresse oxidativo num grupo de pacientes com Acromegalia, comparando os resultados com um grupo de indivíduos saudáveis e correlacionando com os níveis séricos de GH e IGF1. Serão incluídos aproximadamente 28 indivíduos portadores da Acromegalia, acompanhados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP- Botucatu-SP, e 28 indivíduos saudáveis. Serão excluídos indivíduos com disfunção renal e hepática, tabagismo, ingestão de álcool superior a 60 gramas por dia e usuários de suplementos antioxidantes. O estresse oxidativo será a avaliado pela medida da capacidade antioxidante, a análise da peroxidação lipídica, o teste do cometa e dosagem de antioxidantes lipofílicos. Os resultados serão comparados entre os dois grupos e no grupo dos acromegálicos os resultados serão correlacionados com os níveis do GH e IGF1 dos pacientes. (AU)

Variação genotípica de plantas de arroz expostas ao cádmio (109Cd): avaliação nutricional, bioquímica e ultraestrutural

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Takashi Muraoka
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/07158-6
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 30 de abril de 2013
Assunto(s):Nutrição vegetalEstresse oxidativo
Resumo
O cádmio (Cd) é um elemento tóxico para as plantas, animais e homens, sendo particularmente perigoso devido a sua mobilidade relativamente alta em solos e transferência para as culturas. Além disso, plantas que crescem em solos contaminados podem acumular Cd nos tecidos comestíveis em grandes quantidades sem qualquer sintoma visível de toxicidade. Devido à crescente preocupação com a ingestão de Cd por alimentos, os riscos de sua entrada na cadeia alimentar precisam ser cuidadosamente considerados. Objetiva-se com esta pesquisa: (i) identificar genótipos de arroz que sejam mais tolerantes aos efeitos tóxicos do Cd e que apresentem menor potencial de acúmulo desse elemento nos grãos e, (ii) caracterizar e relacionar os parâmetros nutricionais, bioquímicos e ultraestruturais quanto às respostas de cultivares de arroz à exposição ao Cd empregando-se o radioisótopo 109Cd como traçador no sistema solo-planta. Para tal, dois experimentos serão desenvolvidos em casa de vegetação, utilizando-se três cultivares de arroz com características de baixa (cateto seda), média (BRSMG Talento) e alta (BRSMG Relâmpago) capacidade de absorção de Cd, cultivados em vasos de 3 kg preenchidos com amostras de um Latossolo. Os cultivares serão expostos a cinco níveis de Cd (0,65; 1,3; 3,9; 6,5 e 11,7 mg kg-1) no primeiro ensaio e a dois níveis de Cd (1,3 e 11,7 mg kg-1) no segundo ensaio. Um tratamento-controle (sem adição do Cd) será utilizado em cada experimento. Serão comparados o crescimento, a distribuição do Cd nas plantas, os teores de nutrientes, a peroxidação lipídica, o peróxido de hidrogênio, o ácido ascórbico, a glutationa, as atividades de enzimas antioxidantes e a análise ultraestrutural dos tecidos foliares. O delineamento experimental será inteiramente casualizado, com quatro repetições. Os resultados serão submetidos à análise de variância, teste de Tukey, correlação e regressão polinomial. (AU)

Controle glicêmico e remoção de colesterol de macrófagos mediada por ABCA-1: papel da albumina modificada por glicação avançada

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marisa Passarelli
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/12088-7
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 25 de janeiro de 2016
Assunto(s):ColesterolDiabetes mellitusEndocrinologiaMacrófagos
Resumo
No diabete melito (DM), alterações no metabolismo de lípides e lipoproteínas contribuem para o elevado risco de complicação macrovascular aterosclerótica. A hiperglicemia é apontada como importante fator etiopatogênico das complicações micro e macrovasculares do DM, favorecendo a geração de espécies reativas de oxigênio (ROS) e a geração de oxoaldeídos reativos, como glioxal, metilglioxal e glicolaldeído, que intermedeiam a formação dos produtos de glicação avançada (AGE). Recentemente, demonstramos que os AGE prejudicam o transporte reverso de colesterol de macrófagos, ocasionando acúmulo intracelular de esteróis totais (em especial, colesterol e 7-cetocolesterol), insulto oxidativo e inflamatório. A albumina modificada por glicação avançada (albumina-AGE) reduz o conteúdo do receptor ABCA-1, independentemente de alteração em seu mRNA. Em consequência, há prejuízo na remoção de colesterol por apo A-I e acúmulo intracelular de lípides. Maior geração de ROS e aumento da expressão de chaperonas marcadoras de estresse do retículo endoplasmático (Grp 78 4 Grp94) e de proteínas da via adaptativa ao acúmulo de proteínas mal enoveladas, como eIF2-± e ATF6, vinculam-se à diminuição no conteúdo proteico final de ABCA-1. Este evento parece não resultar de maior atividade do sistema ubiquitina proteasoma, embora vias de degradação lisossomal (autofagia) ou de superfície - mediadas pela calpaína -possam contribuir para a redução do ABCA-1. Albumina-AGE, isolada do soro de portadores de DM com controle glicêmico inadequado também afeta adversamente o efluxo de colesterol e altera a expressão diferencial de genes em macrófagos. Nossa hipótese é de que o controle glicêmico adequado, (HbA1c <7,0 % e frutosamina <300µmol/L ) possa reverter o prejuízo no conteúdo de ABCA-1 e efluxo de colesterol induzido, em macrófagos, pela albumina modificada por glicação avançada (isolada durante a descompensação glicêmica). A melhora no conteúdo de ABCA-1 deve, por sua vez, ser determinada pela modulação de vias de degradação deste receptor, notadamente, a degradação mediada por calpaína e pelos sistemas ubiquitina-proteasoma e lisossomal. Neste estudo, espera-se que possamos evidenciar a contribuição do controle glicêmico adequado (refletido, em última instância pela redução na glicação avançada da albumina) na prevenção da redução de ABCA-1 e prejuízo no efluxo de colesterol. Em outras palavras, os resultados ajudarão a esclarecer como o controle glicêmico pode contribuir para a prevenção do acúmulo de lípides em macrófagos e, portanto, para a aterosclerose no DM. (AU)

Micróglia e a neuroproteção em animais nocaute para a NADPH oxidase

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marina Sorrentino Hernandes
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo:12/13895-3
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 30 de setembro de 2014
Assunto(s):NeurofisiologiaMicrogliaNADPH oxidaseDoença de Parkinson
Resumo
A principal alteração morfológica observada na Doença de Parkinson (DP) é a perda dos neurônios dopaminérgicos da substância negra pars compacta. Disfunções mitocondriais e estresse oxidativo parecem ser fatores determinantes para o desenvolvimento desta patologia. Contudo, os mecanismos moleculares envolvidos neste fenômeno permanecem desconhecidos. A proposta do presente projeto está relacionada com investigações prévias realizadas por nosso grupo de pesquisa com o objetivo de elucidar os mecanismos envolvidos na ativação da NADPH oxidase na DP. A clássica degeneração retrógrada do sistema dopaminérgico nigro-estriatal induzida por 6-OH-dopamina(6-OHDA) não foi observada em animais nocautes para o gene da subunidade catalítica da NADPH oxidase, a gp91phox (KOgp91phox). Entretanto, observamos que animais KOgp91phox apresentam alterações no fenótipo de células da microglia em condições basais, em comparação com animais wild type (Wt), demonstrando que a NADPH oxidase possui um papel central na modulação do fenótipo destas células. Assim, o objetivo deste projeto de pesquisa é investigar o possível envolvimento das células da microglia na neuroproteção do sistema dopaminérgico nigro estriatal de animais KOgp91phox após a indução da DP. A DP será induzida por meio de injeção de 6-OHDA no corpo estriado de camundongos Wt e KOgp91phox. A metodologia a ser empregada envolverá a avaliação da lesão induzida por 6-OHDA pelo teste de rotação induzido por apomorfina, frente ao tratamento com um inibidor de microglia, a minociclina. Além disso, será avaliada a imunorreatividade para tirosina hidroxilase e para um marcador de células da microglia na substância negra e no estriado frente ao mesmo tratamento. (AU)

Efeitos do resveratrol e do lítio sobre perfil lipídico, estresse oxidativo e apoptose. estudo do possível papel protetor em ratas senescentes

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto Nacional de Farmacologia (INFAR). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Soraya Soubhi Smaili
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/13206-3
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 30 de setembro de 2014
Assunto(s):EnvelhecimentoResveratrolEstresse oxidativoLítioApoptoseAutofagia
Resumo
O envelhecimento está associado a disfunções metabólicas e desenvolvimento de doenças neurodegenerativas desencadeadas pela redução de defesas antioxidantes, bem como alterações nos processos apoptóticos e autofágicos. Sabe-se que o resveratrol e o lítio podem ter um papel protetor em determinadas condições e por vias de sinalização diferentes. Por outro lado, não se sabe se essa proteção pode estar associada à modulação dos mecanismos de apoptose e autofagia e quais os efeitos da associação desses agentes. Assim, os desafios científicos deste projeto serão determinar o modo de ação do resveratrol, do lítio e da associação resveratrol-lítio sobre sistema nervoso central e tecido hepático de animais jovens e senescentes. Serão utilizadas 40 ratas Wistar divididas em dois grupos: jovens (4-6 meses) e senescentes (22-26 meses). Os animais jovens serão divididos em quatro subgrupos (n=5) diferindo na solução líquida: grupo C, controle que receberá água destilada; grupo R, solução de resveratrol (6mg/L); grupo L, recebendo solução de lítio na concentração neuroprotetora; grupo RL- solução de resveratrol (6mg/L) e lítio como no grupo L. O grupo senescente será dividido em quatro subgrupos (n=5): grupo S, que receberá água destilada; grupo SR, recebendo solução de resveratrol (6mg/L); grupo SL, recebendo solução de lítio na concentração neuroprotetora; grupo SRL- solução de resveratrol (6mg/L) e lítio como no grupo L. Após 30 dias de tratamento, serão coletos o sangue, o fígado e o corpo estriado. Serão analisados glicemia e perfil lipídio no soro, bem como apoptose, autofagia, viabilidade mitocondrial e estresse oxidativo no fígado e corpo estriado de animais jovens e senescentes. Os dados contribuirão para analisarmos a atividade antioxidante ou citotóxica do resveratrol bem com o possível efeito protetor do lítio relacionado à indução e modulação da atividade autofágica. Também será possível analisar o efeito do lítio como adjuvante na potencialização dos efeitos antioxidantes do resveratrol, na prevenção do estresse oxidativo e de possíveis danos mitocondriais associados ao processo de envelhecimento. (AU)

Estudo dos efeitos da suplementação do selênio em crianças portadoras de leucemia e tumores sólidos através da técnica de varredura Z

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Sarah Isabel Pinto Monteiro do Nascimento Alves
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física da Matéria Condensada
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/13871-7
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de março de 2015
Assunto(s):CriançasÓpticaSelênioNeoplasias
Resumo
Dentre as diversas técnicas de óptica não linear, destaca-se a técnica de varredura Z como uma ferramenta promissora na análise de processos de estresse oxidativo de lipoproteínas humanas.O uso dessa técnica permitirá avaliar a dislipidemia em crianças portadoras de leucemias e tumores sólidos após a suplementação de selênio. Pacientes oncológicos apresentam diversas alterações metabólicas, tais como: aumento da oxidação lipídica dos ácidos graxos livres, inibição da lipoproteína lípase, aumento nos níveis de triacilglicerol, LDL, causando uma perda na qualidade de vida. Estudos recentes demonstram a importância do selênio no controle das alterações metabólicas e imunológicas observada em pacientes com síndrome metabólica e sepse, e que a ingestão do selênio é capaz de provocar o controle de alterações metabólicas.Estudos preliminares realizados pelo nosso grupo verificaram que as crianças quando suplementadas com selênio em um período de 28 dias mostram melhoras sensíveis em relação aos efeitos adversos do tratamento sistêmico/quimioterápico. Parâmetros como fadiga, apetite e náuseas foram minimizados e ainda se verificou diminuição das enzimas hepáticas e imunoglobulinas.O perfil interdisciplinar do projeto permitirá implantar a técnica de varredura Z no Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas da Universidade Federal de São Paulo - Campus Diadema, estreitando assim os conceitos físicos com as análises clínicas e toxicológicas e de aplicabilidade ao paciente. (AU)

Efeito do clampeamento aórtico no estresse oxidativo e na função renal durante cirurgia aórtica minimamente invasiva:estudo experimental em porcos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Winston Bonetti Yoshida
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/50159-3
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de março de 2015
Resumo
O amplo desenvolvimento da cirurgia vascular reconstrutiva no último século permitiu que fossem utilizadas técnicas menos invasivas para o tratamento das doenças da aorta. Enquanto a terapia endovascular apresentou rápida difusão e melhoramentos tecnológicos, a cirurgia videolaparoscópica, método minimamente invasivo que revolucionou várias áreas do conhecimento cirúrgico, não obteve a mesma difusão em cirurgia vascular. Por outro lado, a abordagem laparoscópica tem sido considerada atualmente um forte requisito para a cirurgia robótica, importante inovação tecnológica por sua acurácea e precisão. A cirurgia aórtica com clampeamento infrarrenal está associada à produção aumentada de radicais livres e a complexos distúrbios hemodinâmicos que podem comprometer a função renal pós-operatória. Assim, inferindo-se que o menor trauma cirúrgico provocaria menor estresse oxidativo, métodos pouco invasivos poderiam trazer menor morbi-mortalidade em cirurgias que envolvam o clampeamento aórtico. O objetivo deste estudo é avaliar comparativamente a ocorrência de estresse oxidativo e alterações da função renal provocados pelo clampeamento aórtico em cirurgia aórtica minimamente invasiva, além de estudar valores adicionais da cirurgia videolaparoscópica como alternativa ao tratamento endovascular das doenças da aorta. (AU)

Is transient receptor potential ankyrin 1 (TRPA1) signaling required for innate immunity against increased asthma susceptibility due to early air pollutant contact?

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Soraia Katia Pereira Costa
Pesquisador responsável no exterior: Susan Diane Brain
Instituição no exterior: King's College London. (Inglaterra)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/50589-8
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de dezembro de 2014
Convênio/Acordo de cooperação com a FAPESP: King's College London
Assunto(s):Poluentes ambientaisAsmaReceptores purinérgicos P1Canais de cálcioReceptores toll-likeNaftoquinonasEstresse oxidativo
Resumo
The impact of air pollution on population health, mainly on the prevalence of asthma and cardiovascular diseases, has been shown in several epidemiological studies but only in few pharmacological reports. The nonselective transient receptor potential cation channel TRPA1 is a specific target for electrophilic chemical components of Diesel Exhaust Particles (PED), thus its activation represents an important mechanism for DEP pneumotoxicity. We showed that DEP-induced airways inflammation is highly influenced by increased concentration of 1,2-naphthoquinone (1,2-NQ), and takes place by neurogenic mechanisms involving up-regulation of TRPV1. Moreover, the exposure of neonate mice to 1,2-NQ enhances susceptibility to allergic inflammation at adulthood, via mechanism dependent on interaction with primary innate immune toll-like 4 receptors and reduced lung antioxidant defenses. Oxidizing agents and lipid peroxidation products released by air pollutants activate TRPA1 channels in bronchopulmonary C-fibres terminals, leading to central reflexes (cough) and neurogenic inflammation. Whether C fibres activation occurs by, direct or indirect, interaction of oxidizing agents formed by 1,2-NQ with TRPA1 channels is unknown. We aimed to investigate the role of TRPA1 and its possible interaction with 1,2-NQ-induced TLR-mediated changes in targets of the innate immune function, that exert a positive regulatory effect on Th downstream genes / pathways signalling. (AU)

Efeitos de drogas ativadoras da via NO-GMPc nas alterações vasculares associadas à hipertensão renovascular

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Fernando Morgan de Aguiar Correa
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/05812-0
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 30 de setembro de 2014
Assunto(s):Hipertensão arterialEstresse oxidativoMetaloproteinases da matrizAntioxidanteÓxido nítricoSildenafilaVastatinas
Resumo
A hipertensão é um crescente problema de saúde pública, sendo um dos principais fatores associados ao aumento do risco de doenças cardiovasculares. O modelo experimental de hipertensão 2 rins-1clipe (2R1C) causa significativa ativação do sistema renina-angiotensina, e produz alterações vasculares associadas ao aumento do estresse oxidativo e ativação excessiva das metaloproteinases da matriz extracelular (MMPs). As MMPs podem ser reguladas por vários processos, principalmente pelo estresse oxidativo, e o aumento na ativação destas proteases, promove degradação excessiva dos componentes da matriz extracelular, e desse modo provoca um remodelamento vascular patológico. As estatinas reduzem a produção do colesterol, e assim como sildenafil, que é amplamente utilizado no tratamento da disfunção erétil e é um inibidor de fosfodiesterase (PDE5), possui efeitos benéficos denominados efeitos pleiotrópicos. Dentre estes efeitos inclui-se: a melhoria na função endotelial, redução na pressão arterial, aumento da biodisponibilidade de NO, bem como efeitos antioxidantes. Assim, como a expressão/atividade das MMPs pode ser regulada pelo estresse oxidativo, drogas como a estatina e o sildenafil que ativam a via NO-GMPc e possuem efeitos antioxidantes poderiam reduzir os níveis de MMPs e do estresse oxidativo, além do remodelamento vascular patológico ocorrido durante a hipertensão experimental 2R1C. Adicionalmente, serão avaliados marcadores bioquímicos, moleculares e estruturais dos grupos experimentais. (AU)

Estudo das propriedades físicas de vesículas gigantes na presença de lipídios oxidados

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Física (IF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Rosangela Itri
Supervisor no exterior: Carlos Manuel Venâncio Marques Serra
Local de pesquisa: Institut Charles Sadron (ICS) (França)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Processo:12/06208-0
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de dezembro de 2012
Assunto(s):Membranas (biologia)Estresse oxidativoPeroxidação de lipídeos
Resumo
O estresse oxidativo pode ocasionar a peroxidação lipídica, que por sua vez gera danos na membrana e desencadeia cascatas de sinalizações que levam a morte celular por apoptose. O presente projeto visa estudar a importância da geração de hidroperóxidos em membranas e a formação de domínios lipídicos. Os estudos serão voltados na inserção de lipídios oxidados em membranas modelo contendo uma mistura binária ou ternária de lipídios. A observação do comportamento morfológico de vesículas gigantes por microscopia óptica de fluorescência e confocal e a obtenção de dados sobre a formação de domínios e as propriedades da membrana, como aumento de área, permeabilidade e propriedades elásticas nos levarão a elucidar o papel dos hidroperóxidos de lipidios nos mecanismos de fotossensibilização. (AU)

Determinação de parâmetros de tolerância ao cádmio em tomateiro (Solanum lycopersicum L.)

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ricardo Antunes de Azevedo
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/03861-4
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2013
Assunto(s):CádmioMetais pesadosProdução agrícola
Resumo
O número de pesquisas sobre o efeito do Cádmio (Cd) em plantas cultivadas vem crescendo a cada ano, dada a relevância do impacto deste metal sobre a produção agrícola e também sobre a saúde humana. Atualmente, temos usado a cultivar miniatura de tomateiro cv Micro-Tom (Solanum lycopersicum L. cv MT) como planta modelo para estudos do efeito deste metal no metabolismo relacionado ao estresse oxidativo e outras respostas fisiológicas nas plantas. Contudo, ainda não existem trabalhos sobre o comportamento de diferentes acessos de tomateiro, que incluem cultivares comerciais, landraces e espécies selvagens, quanto à resposta de tolerância ao Cd. Neste projeto, propomos um estudo, cujo objetivo é avaliar e selecionar acessos de tomateiro, genética e morfologicamente contrastantes quanto à tolerância ao Cd. Com isso, será possível agrupar plantas que sejam mais tolerantes e mais sensíveis a este metal, para estudarmos as principais alterações metabólicas e fisiológicas resultantes da interação específica de cada genótipo com o fator estressante. Finalmente, o estudo integrado de tais respostas em diferentes acessos, nos proporcionará um melhor entendimento sobre os mecanismos gerais e específicos do tomateiro, quanto à tolerância ao Cd, estreitando a relação entre teoria e prática das pesquisas geradas até o momento com a cv modelo MT. Além disso, este trabalho deverá nortear outras pesquisas, dando suporte à seleção de parentais para gerar populações experimentais de mapeamento de QTLs, estudos de proteômica, fitorremediação, entre outros. (AU)

A melatonina e seu efeito citoprotetor na maturação de oócitos murinos

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Claudia Lima Verde Leal
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Processo:12/13675-3
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):Estresse oxidativoAntioxidantesApoptoseExpressão gênica
Resumo
Com todos os avanços na área da produção in vitro (PIV) de embriões de várias espécies domésticas, a produção ainda está aquém do desejável. Dentre os diversos fatores que podem interferir nos resultados da PIV, a etapa de maturação in vitro (MIV) durante a PIV, certamente tem papel relevante. Diversos são os fatores que estão envolvidos no controle da maturação oocitária e na resultante qualidade e competência do oócito. A melatonina é um hormônio sintetizado na pineal e que apresenta diversas funções, como atividade antioxidante e antiapoptótica, além de influenciar diferentes vias de sinalização celular. A melatonina foi detectada em fluido folicular e seus receptores foram localizados em oócitos de células da granulosa. Estudos in vitro têm apontado efeitos benéficos de sua utilização na maturação e cultivo in vitro de oócitos e embriões, respectivamente. Ainda há poucos estudos sobre o papel de melatonina na maturação de oócitos e o camundongo, por sua rápida reprodução e menor custo de manutenção, é um excelente modelo amplamente utilizado para estudos in vitro e particularmente in vivo, que são bem mais demorados e custosos em espécies domésticas e que são interessantes pelo fato de proporcionarem resultados mais fisiológicos. Assim sendo, propomos estudar o efeito da melatonina sobre a maturação in vivo e in vitro e sua possível ação como protetor celular (antioxidante/antiapoptótica) de complexos cumulus-oócitos (CCOs) murinos. Para tanto, será investigado o efeito de diferentes dosagens de melatonina (0, 10 e 20 ng/kg/i.p. por 2-3 dias) no tratamento in vivo de camundongas. O tratamento será iniciado junto com a administração de 5 UI de eCG para induzir superovulação. Para avaliar o efeito da maturação in vivo em animais que receberam melatonina, 48 h após a primeira injeção serão administrados 5UI de hCG para provocar a maturação e ovulação. Dezesseis horas após, serão coletados os ovidutos para obtenção de CCOs maturados in vivo. Os oócitos (OO) serão separados das células do cumulus (CC) e avaliados quanto à taxa de maturação (extrusão do primeiro corpúsculo polar - 1ºCP). As CC serão avaliadas por qPCR quanto à expressão de genes relacionados à apoptose (Bax e Bcl2) e enzimas antioxidantes (GPx e SOD). Num segundo experimento, os animais serão preparados como descrito, mas ao invés de aplicar hCG, no mesmo horário serão coletados os ovários para remoção de CCOs imaturos, que serão maturados in vitro por 14-16 h. As avaliações serão as mesmas já descritas. No terceiro experimento, os animais serão tratados como no segundo experimento, mas sem uso de melatonina nos animais, que será utilizada somente durante a MIV por 14-16 h. Ao final da MIV serão feitas as mesmas avaliações. No último experimento, serão obtidos CCOs como no experimento anterior, e estes serão desafiados durante a MIV com um agente causador de apoptose (peróxido de hidrogênio) associado ou não à melatonina, para determinar a capacidade citoprotetora da mesma. Após a MIV serão feitas as avaliações de taxa de MIV e a mensuração dos níveis de ATP dos OO e de expressão gênica nas CC. (AU)

Avaliação adrenocortical, tireoideana e do estresse oxidativo de cães naturalmente infectados por Ehrlichia canis

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mirela Tinucci Costa
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:12/10207-9
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de março de 2015
Assunto(s):CãesErliquiose caninaEhrlichia canisInfecções bacterianas
Resumo
A erliquiose em cães, causada pela bactéria Ehrlichia canis, é uma hemoparasitose com distribuição mundial de natureza multissistêmica, e reflexos clínico-hematológicos que culminam em emaciação, pancitopenia e hemorragias. A severidade das manifestações clínicas pode levar o animal ao óbito, tanto por suas alterações hematológicas quanto por possíveis alterações imuno-inflamatórias, oxidativas e hormonais consequentes. Estudos relativos ao comprometimento hormonal e do estresse oxidativo decorrente da gravidade da infecção e da inflamação, que sabidamente ocorrem em cães com erliquiose, são escassos. Tendo em vista a importância da manutenção do equilíbrio dos mecanismos hormonais e oxidativos na saúde animal, é de interesse clínico conhecer o comportamento dos eixos hipotálamo-hipófise-adrenocortical e hipotálamo-hipófise-tireoide em doenças multissistêmicas, como é o caso da infecção naturalmente adquirida por Ehrlichia canis em cães, assim como da possibilidade do estresse oxidativo contribuir para a gravidade dos sinais clínicos. Desta forma serão conduzidas avaliações das concentrações séricas de cortisol e de sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEA-S) pré e pós-estimulação com hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) sintético; do hormônio estimulador da tireoide (TSH), T4 total, T4 livre (tetraiodotireonina) e de autoanticorpos anti-tireoglobulina séricos; e do óxido nítrico, peroxidação lipídica e a atividade da glutationa redutase, no momento do diagnóstico e após o tratamento com hiclato de doxiciclina [5 mg/kg (Grupo I; n=6) e 10 mg/kg (Grupo II; n=6) a cada 12 horas por 30 dias]. Amostras de soro obtidas de cães (n=6) saudáveis provenientes do canil do Hospital Veterinário serão utilizadas com o propósito de comparação aos resultados obtidos dos Grupos I e II. A identificação da ocorrência de tais alterações poderá ser útil para a compreensão da etio-fisio-patogenia e da abordagem terapêutica da erliquiose em cães. (AU)

Papel do sistema antioxidante e influência do gênero na capacidade de desenvolvimento in vivo de embriões em diferentes modelos de diabete experimental

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Débora Cristina Damasceno
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Processo:11/23721-0
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 30 de setembro de 2015
Assunto(s):Diabetes mellitusEmbriogêneseEstresse oxidativoAntioxidantesPrenhez
Resumo
Considerando que gestantes diabéticas apresentam taxas de malformações congênitas, morbimortalidade perinatal de até cinco vezes maior que gestantes não diabéticas e que, os pré-embriões de ratas diabéticas apresentam altas taxas de apoptose à medida que o nível glicêmico aumenta, nossa hipótese é que a imaturidade no sistema antioxidante de defesa nos pré-embriões contribui para o aparecimento de embriopatias e outras repercussões a curto, médio e longo prazo nos fetos expostos ao ambiente diabético. Assim, o uso de modelos animais oferece uma ferramenta importante para investigar mecanismos moleculares envolvidos no desenvolvimento embrionário. Tendo em vista que muitos estudos foram desenvolvidos em nosso laboratório para avaliar as repercussões do diabete grave e do diabete moderado no organismo materno e nos resultados perinatais, é interesse do nosso grupo de pesquisa inserir novas ferramentas metodológicas em nosso laboratório a partir de parcerias com outros pesquisadores para avançar a compreensão sobre os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nas repercussões embriofetais, especialmente com relação ao estresse oxidativo, que está intimamente associado ao diabete. Para compreender os mecanismos pelos quais os embriões no estágio inicial do desenvolvimento apresentam a imaturidade no sistema antioxidante e as conseqüências deste quadro frente ao insulto hiperglicêmico materno, será utilizada a técnica de bipartição de mórulas, visando estabelecer um padrão exato da resposta do hemi-embrião ao estresse oxidativo exacerbado pelo diabete e a técnica de reimplantação de outro hemi-embrião para uma fêmea receptora, que permitirá avaliar o envolvimento do sistema antioxidante com relação à sua capacidade de implantação e desenvolvimento. (AU)

Estudo das atividades de reparo de DNA por excisão de bases em cérebros de indivíduos acometidos pela Doença de Alzheimer

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nadja Cristhina de Souza Pinto
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/11889-6
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 29 de abril de 2015
Assunto(s):Doença de AlzheimerEstresse oxidativoDNA mitocondrialReparação de DNA
Resumo
O aumento das expectativas de vida média e máxima e o consequente envelhecimento da população mundial, no último século, elevou significativamente o número de casos da doença de Alzheimer (DA). Com isso, os custos associados se tornaram significativos para os sistemas de saúde pública. Apesar dos avanços recentes no entendimento da fisiopatologia da doença, pouco se sabe a respeito dos mecanismos moleculares que desencadeiam suas alterações funcionais e histológicas. Resultados recentes sugerem que o acúmulo de modificações oxidativas no DNA e alterações nas vias que removem essas lesões podem ter um papel importante na morte neuronal observada em DA. Lesões oxidativas são removidas principalmente pela via de excisão de bases. Resultados anteriores do nosso grupo demonstraram que a atividade de algumas enzimas da via BER está reduzida no lobo parietal e no cerebelo de pacientes com DA, e propomos que a diminuição na atividade de BER sensibiliza os neurônios à morte celular induzida pelas placas amiloides e pelos emaranhados neurofibrilares. No presente estudo propomos testar esta hipótese medindo atividades de BER em amostras de indivíduos que apresentam alterações neuropatológicas típicas de DA, mas que se mantiveram cognitivamente normais, refletindo fase precoce e ainda assintomática da doença e o desenvolvimento de uma maior reserva cognitiva. O principal objetivo deste estudo consiste em determinar se alterações em atividades de BER nestas regiões cerebrais estão associadas ao desenvolvimento da DA. Os resultados obtidos podem contribuir para a compreensão do papel das modificações oxidativas do DNA na sequência de eventos moleculares que levam à morte neuronal associada ao desenvolvimento de DA, bem como contribuir para a proposição de novas estratégias para o manejo clínico destes pacientes. (AU)

Consumo de carnes, frutas, verduras e legumes, relação com marcadores de estresse oxidativo e risco de doenças crônicas: estudo ISA - capital

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Dirce Maria Lobo Marchioni
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Análise Nutricional de População
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/08702-1
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):Consumo de alimentosCarnes e derivadosFrutasHortaliçasEstresse oxidativoAdutos de DNAPolimorfismo
Resumo
O alto consumo de carne, principalmente vermelha e processada, e o baixo consumo de frutas, verduras e legumes tem sido relacionados com aumento de risco para câncer e doenças cardiovasculares. Uma das explicações para o consumo de carne estar associado a essas doenças são os métodos de preparo culinário, que acarretam na formação de aminas heterocíclicas, que dentro do nosso organismo, ao serem metabolizadas, podem gerar substâncias reativas capazes de danificar o DNA. Já as frutas, verduras e legumes possuem antioxidantes que reduzem o estresse oxidativo. Porém, o teor de metabólitos gerados pode variar de acordo com os fatores genéticos individuais. Assim, o objetivo deste estudo é investigar a relação entre o consumo de carnes, aminas heterocíclicas, frutas, verduras e legumes com marcadores do estresse oxidativo, mediados por fatores genéticos, sociais, demográficos e de estilo de vida, em residentes do Município de São Paulo - participantes do Inquérito de Saúde ISA - Capital. Trata-se de estudo transversal, de base populacional com amostra probabilística do município de São Paulo. Os dados de ingestão alimentar serão analisados a partir de recordatórios alimentares de 24 horas e questionário de frequência alimentar. A extração do DNA ocorrerá pelo método por sal, com o auxílio do espectrofotômetro para quantificação. A genotipagem dos polimorfismos será realizada utilizando a técnica PCR-alelo específico. Para avaliar o estresse oxidativo serão analisados o malondialdeído e os adutos de DNA. A análise estatística será por Modelos Lineares Generalizados no STATA®. Em todas as análises estatísticas, será considerado o nível de significância 5%. (AU)

Papel da adiposidade sobre a inflamação, oxidação e adipocitocinas na neoplasia mamária

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Nágila Raquel Teixeira Damasceno
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:10/19207-6
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):Nutrição em saúde públicaObesidadeNeoplasias mamáriasInflamaçãoAdipocinas
Resumo
A prevalência do câncer tem aumentado nas últimas décadas e, desse modo, as neoplasias permanecem um grave problema de saúde pública mundial. Entre os diferentes tipos de neoplasia, o câncer de mama representa, mundialmente, a segunda forma mais comum. No Brasil foram estimados para 2010 e 2011 quase 50 mil novos casos de neoplasia mamária. A etiologia do câncer de mama poderia ser em parte relacionada ao estresse oxidativo onde vários mecanismos promovem reações oxidativas e danos irreversíveis ao DNA. O excesso de peso e tecido adiposo tem importante papel no desenvolvimento do tumor e prognóstico clínico do câncer de mama, por suas característica inflamatórias, oxidativas e endócrinas. Objetivo: Avaliar o papel da adiposidade na inflamação, oxidação e adipocitocinas na neoplasia mamária. Métodos: O projeto consiste de um estudo analítico, observacional, de corte transversal, onde serão avaliados 2 grupos: Grupo 1 (Caso) - mulheres com câncer de mama; e Grupos 2 (Controle) - mulheres sem câncer de mama. Serão elegíveis as pacientes atendidas no departamento de mastologia do Hospital Geral de Fortaleza - HGF (COEP: 050507/10). No grupo 1 serão incluídas as pacientes com estadiamento clínico I, II e III, sem neoplasias associadas, sem tratamento antineoplásico prévio e com índice de karnofsky >70. Para o grupo 2, serão incluídas as pacientes sem diagnóstico de câncer de mama ou qualquer outra neoplasia. Serão coletados em formulário estruturado dados sócio-econômicos e clínicos. Para determinação do estado nutricional serão coletados peso, altura e circunferência da cintura. A avaliação da composição corporal será realizada por impedância bioelétrica. Para análise bioquímica serão colhidos 20ml de sangue após 12h de jejum. Serão avaliados I- Biomarcadores de inflamação (IL6,TNF-alfa, PCR); II- Biomarcadores oxidativos (Malondialdeído-MDA e Dienos Conjugados, Detecção de LDL- e auto-anticorpos anti-LDL-); III - Dano oxidativo ao DNA (8-hydroxy-2'-deoxyguanosine - 8-OHdG); IV - Antioxidantes exógenos (vitaminas antioxidantes) e V - Concentração de adipocitocinas (leptina e adiponectina). Análise de resultados - Os resultados obtidos serão avaliados com o auxílio do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 15.0. Serão construídos modelos de regressão linear e logística uni e multivariada, onde serão avaliadas as relações entre IMC, CC e percentual de gordura (variáveis independentes) e os parâmetros oxidativos, inflamatórios e adipocitocinas (variáveis dependentes). Além de avaliar a interação entre as variáveis, as mulheres, após estratificação pelo IMC, CC e percentual de gordura, serão comparadas por meio de testes paramétricos (t-Student) ou não paramétricos (Mann-Whitney). A distribuição das variáveis será avaliada por meio do teste de Kolmogorov-Smirnof e o valor de significância considerado será p<0,05. (AU)

Terapia celular e gênica no transplante experimental de ovário fresco e criopreservado

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Edmund Chada Baracat
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/09469-9
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):Clínica médicaGinecologiaCriopreservaçãoTerapia genéticaTerapia tissular
Resumo
O transplante de ovário criopreservado tem se mostrado eficaz em preservar a fertilidade de pacientes jovens submetidas a tratamentos citotóxicos. Entretanto, a depleção folicular após o transplante limita o futuro reprodutivo, sendo o tempo necessário para se obter perfusão adequada do tecido transplantado um fator relevante para a sobrevivência folicular e a longevidade funcional do enxerto. Tendo em vista a iminente aplicabilidade clínica do transplante ovariano para preservação da fertilidade feminina associada à urgente necessidade de técnicas que incrementem e otimizem seu uso, este projeto de pesquisa tem como objetivo estudar o efeito de dois tipos de tratamento - a terapia celular com pré-adipócitos e a terapia gênica com pré-adipócitos transfectados com fator endotelial de crescimento vascular (vascular endothelial growth factor - VEGF), isolados e associados, no transplante de ovário fresco e criopreservado em ratas. Serão utilizadas ratas Wistar adultas, distribuídas em oito grupos experimentais, além de sete grupos controles: 1a Etapa: Tratamento com pré-adipócitos e 2a Etapa: Tratamento com pré-adipócitos transfectados com VEGF. Os pré-adipócitos serão obtidos a partir de tecido adiposo humano. Serão realizadas dosagens hormonais de estradiol e progesterona no pré e pós-transplante. A eutanásia será realizada 30 dias após o transplante e neste período serão realizados esfregaços vaginais diários. Serão realizadas análises morfológica (macroscópica e histológica), histo-morfométrica (classificação e contagem dos folículos ovarianos e corpos lúteos), imunoistoquímica da proliferação celular (Ki-67), apoptose (caspase-3) e neoangiogênese (VEGF) e estudo por PCR da neoangiogênese, apoptose, inflamação e estresse oxidativo. (AU)

Sistemas regulatórios e fisiológicos da resposta bacteriana a estresses

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marilis do Valle Marques
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/10563-0
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):BactériasCaulobacter crescentusExpressão gênicaRegulação gênicaRNA polimerases dirigidas por DNARNA helicases
Resumo
À medida que a população aumenta, as células enfrentam uma redução progressiva da disponibilidade de nutrientes que traz a necessidade de responder diminuindo a taxa de reprodução e adequando os sistemas metabólicos para permanecer em situação de carência prolongada. Os efeitos fisiológicos da baixa temperatura em parte são similares aos da carência nutricional, no que se refere à diminuição da função ribossomal. A percepção de sinais ambientais nesta fase é crucial para a célula modificar seu padrão de expressão gênica para enfrentar esta nova situação. As proteínas contendo domínio de cold shock (CSD) são induzidas em baixa temperatura e/ou em fase estacionária, e atuam como chaperonas de RNA, permitindo a tradução nestas condições, e também agindo como reguladoras da expressão de outros genes. Outro sistema importante para esta resposta é constituído pelas RNA helicases, que são responsáveis por desfazer as estruturas secundárias.O principal objetivo deste projeto é caracterizar os mecanismos regulatórios importantes para a resposta a estresses na alfa-Proteobactéria Caulobacter crescentus. Os transcriptomas de linhagens mutantes para os genes regulatórios cspC e spdR serão definidos em fase estacionária, e os regulons destes fatores serão determinados. Assim, será definida a cascata regulatória que ocorre na entrada na fase estacionária. Serão ainda identificadas as bases moleculares da essencialidade do gene cspC para a manutenção da viabilidade e resposta a estresse oxidativo. O papel das RNA helicases da família DEAD na adaptação a baixa temperatura será definido pela análise dos fenótipos de linhagens mutantes e por ensaios de expressão. (AU)

Evolução das alterações no metabolismo energético cerebral ao longo de diferentes estágios do transtorno bipolar

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elisa Brietzke
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/11428-9
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Assunto(s):MetabolismoTranstornos do humorTranstorno bipolar
Resumo
Introdução: Alterações metabólicas são comuns em pacientes com Transtorno Bipolar (TB), levando a uma alta prevalência de diabetes e síndrome metabólica nessa população. Diversos sistemas neurobiológicos relacionados ao metabolismo energético já foram demonstrados estar alterados no TB. Teorias recentes postulam que o cérebro prioriza seu próprio suprimento de energia, modulando o metabolismo periférico através de regulação da alocação e ingestão de nutrientes. Hipótese: As alterações metabólicas observadas no TB são resultado de uma regulação ineficiente do suprimento energético cerebral e de suas respostas compensatórias.Objetivos: Investigar o metabolismo energético de pacientes portadores de TB ao longo da evolução da doença.Metodologia: Estudo de caso-controle comparando 3 grupos: 30 pacientes portadores de TB com menos de 5 anos de doença, 30 portadores de TB com mais de 10 anos de doença e 30 voluntários saudáveis. Todos os sujeitos serão submetidos à entrevista psiquiátrica padronizada, a coleta de sangue para análise de marcadores de neuroplasticidade, função astrocitária, metabolismo da glicose, estresse oxidativo, resposta ao estresse, lipídios e hormônios regulatórios.Importância Clínica: O estudo proposto é o primeiro a envolver uma plataforma abrangente e integrada de avaliação do metabolismo energético nos pacientes com TB. Caso sejam observadas diferenças entre os grupos, esse estudo abre caminho para novas pesquisar sobre a fisiopatologia do TB e o desenvolvimento de novas e mais eficazes estratégias terapêuticas. (AU)

Avaliação do potencial da farinha da casca de maracujá amarelo (Passiflora edulis) no tratamento e/ou prevenção da obesidade e comorbidades in vivo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Mário Roberto Maróstica Junior
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:12/12322-0
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 31 de agosto de 2014
Assunto(s):Compostos bioativosCompostos fenólicosObesidadeMicrobiota intestinal
Resumo
A obesidade é hoje um dos problemas mais importantes de saúde pública no mundo. As ciências da nutrição têm buscado alimentos que possam ser adjuvantes nas terapias atuais, atuando, de alguma forma, na prevenção da obesidade e comorbidades. A farinha da casca de maracujá é um alimento rico em fibras solúveis e insolúveis e em compostos fenólicos e, por isso, possivelmente seja capaz de auxiliar na melhora de alguns parâmetros da saúde, tais como modulação da microbiota e combate ao estresse oxidativo. Assim, o objetivo deste trabalho será avaliar o efeito deste produto sobre os mecanismos fisiológicos e moleculares, na prevenção e no tratamento da obesidade in vivo. Serão realizados 3 ensaios biológicos, avaliando o efeito prebiótico e antioxidante da suplementação de dietas padrões e hiperlipídicas com farinha de casca de maracujá em camundongos Swiss recém-desmamados. Serão avaliados os efeitos da farinha de casca de maracujá na modulação da microbiota, produção de AGCC, hormônios intestinais, adipocinas séricas, perfil lipídico, resistência à insulina, modulação da expressão gênica e estresse oxidativo nos animais. Os resultados serão analisados utilizando análise de variância ANOVA e os testes de Tukey (p<0.05), para os dados paramétricos e Kruskal-Wallis (p<0.05) para os não paramétricos. Para a análise estatística será utilizado o software GraphPad Prism 5.0. O projeto será executado entre o 2º semestre de 2012 e o 1º semestre de 2014. (AU)

Estresse oxidativo em neurônios hipotalâmicos durante sepse experimental

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria José Alves da Rocha
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/05489-5
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 30 de junho de 2014
Resumo
Apesar dos consideráveis avanços tecnológicos, infecções sistêmicas, incluindo sepse e suas complicações (choque séptico e disfunção de múltiplos órgãos) ainda são a principal causa de morte em Unidades de Terapia Intensiva em todo o mundo. A incidência destes sintomas tem aumentado na última década, não só porque ainda encontramos uma considerável falta de conhecimento sobre a sepse, mas também devido a um envelhecimento cada vez maior na população, um aumento na aplicação de técnicas cirúrgicas invasivas e um aumento do número de indivíduos imunocomprometidos. A taxa de morbidade e mortalidade associadas à sepse e seus diferentes estágios clínicos representam um grande desafio para os médicos, especialmente desde que os tratamentos atuais são apenas de suporte. Avanços importantes na compreensão da fisiopatologia da sepse têm sido feito através de experimentos, mas mais estudos ainda são necessários para chegar a uma compreensão mais profunda das alterações provocadas por esta doença. Sepse induz a produção excessiva e liberação de mediadores inflamatórios, como citocinas e óxido nítrico (NO), que podem direta ou indiretamente afetar o sistema nervoso central e induzir alterações autonômicas e neuroendócrinas. Estudos clínicos e experimentais relatam que a fase inicial da sepse é caracterizada por concentrações elevadas de vasopressina (AVP) plasmática. No entanto na fase tardia, apesar da diminuição significativa na pressão arterial, da diminuição da secreção e das concentrações plasmáticas de vasopressina permanecem inapropriadamente baixas, contribuindo para hipotensão, choque vasodilatador e morte. Alguns estudos atribuem essa deficiência na secreção do hormônio à apoptose em núcleos hipotalâmicos. Considerando o papel da AVP na resposta vasopressora, a elucidação dos mecanismos da síntese hormonal deficiente pode contribuir para a terapia durante a sepse. Nosso objetivo será investigar a apoptose neuronal hipotalâmica que poderia explicar o comprometimento da secreção de vasopressina durante sepse experimental. (AU)

Uso de neurônios derivados de células tronco pluripotentes induzidas (IPS) para estudar um possível papel da autofagia no fenótipo neurodegenerativo de Síndrome de Cockayne

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Supervisor no exterior: Albert R. La Spada
Local de pesquisa: Sanford Consortium for Regenerative Medicine (Estados Unidos)
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto
Processo:12/04832-8
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 31 de julho de 2013
Assunto(s):AutofagiaReparação de DNASíndrome de CockayneCélulas-tronco pluripotentes induzidas
Resumo
Este projeto visa estudar um possível papel da autofagia no fenótipo neurodegenerativo observado em pacientes com Síndrome de Cockayne. Para isso, células tronco pluripotentes induzidas (iPS) serão obtidas a partir de fibroblastos de pele de pacientes e, em seguida, diferenciadas em neurônios, gerando, assim, um modelo para estudo da neurodegeneração nestes pacientes. Níveis basais de autofagia/mitofagia, bem como em resposta a estresse oxidativo (o qual acredita-se estar intimamente relacionado a este fenótipo) serão analisados. O estudo da autofagia neste modelo justifica-se pois este processo está relacionado à neurodegeneração observada em doenças como Alzheimer, Parkinson e Huntington. (AU)

Efeitos do exercício físico aeróbio regular em camundongos submetidos à exposição de fumaça de cigarro: perfil temporal da resposta inflamatória e de estresse oxidativo

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Milton de Arruda Martins
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/09932-0
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 31 de julho de 2014
Assunto(s):Exercício físicoTreinamento aeróbioHábito de fumar
Resumo
O tabagismo é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), a qual está associada à elevada morbi-mortalidade e utilização dos recursos de saúde. Nos últimos anos estudos têm mostrado que o treinamento aeróbio regular em tabagistas reduz o declínio da função pulmonar e o risco de desenvolver DPOC ao longo dos anos. Estudo experimental recente desenvolvido pelo nosso grupo mostrou que os mecanismos relacionados à proteção do exercício físico no desenvolvimento do enfisema envolvem mediadores anti-inflamatórios e antioxidantes. No entanto, os possíveis mediadores intracelulares dos efeitos do treinamento aeróbio no desenvolvimento do enfisema pulmonar ainda não foram investigados. Assim, o objetivo do presente projeto é avaliar os efeitos temporais da sinalização das proteínas Nfr2-Keap1 nos pulmões e músculo esquelético como possíveis mediadores dos efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios do treinamento aeróbio em modelo experimental de enfisema pulmonar. Para isso os animais do grupo Fumo serão expostos à fumaça de cigarros durante 30 minutos/dia e os animais do grupo Exercício serão submetidos a treinamento físico aeróbio de intensidade moderada 60 minutos/dia. Ambos serão realizados 5 dias/semana durante 4, 8 e 12 semanas. Os parâmetros avaliados serão: mecânica pulmonar, número de células totais e diferenciais no lavado broncoalveolar, diâmetro alveolar médio, remodelamento de vias aéreas e parênquima pulmonar, determinação dos níveis de TNF-a, IL-1beta, IL-6, IL-10 e IL-1ra, níveis de ânion superóxido e peróxido de hidrogênio (oxidantes) assim como os níveis de enzimas antioxidantes (superóxido dismutase, glutationa peroxidase e catalase) no tecido pulmonar e muscular. Palavras chave: Exercício, enfisema, mecânica respiratória, inflamação, estresse oxidativo. (AU)

Influência da N-acetilcisteína sobre a sinalização de apoptose na musculatura esquelética de ratos com insuficiência cardíaca crônica

Beneficiário:
Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Marina Politi Okoshi
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo:12/07149-7
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 28 de fevereiro de 2013
Assunto(s):RatosInsuficiência cardíacaSistema musculoesqueléticoApoptoseInfarto do miocárdioCardiologia
Resumo
Embora apoptose de fibras musculares esqueléticas seja frequentemente observada na IC, poucos estudos avaliaram mecanismos responsáveis por sua ocorrência. Um dos fatores que ativa vias de sinalização de apoptose é o estresse oxidativo. Vários trabalhos descreveram relação entre concentração intracelular de glutationa e apoptose. A N-acetilcisteína (NAC) constitui importante fonte de cisteína para a síntese de glutationa. Sua administração pode normalizar os níveis de glutationa total no coração de ratos infartados e reduzir marcadores de estresse oxidativo. Neste estudo, verificaremos se o tratamento com N-acetilcisteína restabelece o conteúdo e o estado redox da glutationa e inibe ou atenua mecanismos moleculares envolvidos na apoptose em músculo esquelético de ratos com IC induzida por infarto do miocárdio (IM). Serão constituídos três grupos de ratos: controle (sham), IM-C (sem tratamento) e IM-NAC (tratado com NAC por dois meses). O músculo gastrocnêmio (porção branca) será avaliado seis meses após a indução do IM. Disfunção ventricular será confirmada por estudo ecocardiográfico e IC por dados anátomo-patológicos. A atividade das enzimas antioxidantes será avaliada por espectrofotometria. A geração total de espécies reativas de oxigênio será avaliada pela quantificação dos produtos derivados de oxidação do dihidroetídio por HPLC. O conteúdo de glutationa muscular, a concentração sérica de TNF-alfa e a fragmentação de DNA serão avaliados por meio de kits comercialmente disponíveis. A expressão de proteínas de vias de sinalização de apoptose será mensurada por Western blot e a distribuição das isoformas das cadeias pesadas de miosina por eletroforese em gel de poliacrilamida. Análise estatística: ANOVA e Bonferroni. (AU)
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