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Resumo

As leucemias correspondem à 30% das neoplasias malignas que acometem crianças e adolescentes. A alta taxa de sobrevivência desses pacientes impulsiona investigações sobre a toxicidade à longo prazo do tratamento oncológico na infância para o organismo, assim como as consequências decorrentes do estresse ao qual essas crianças e adolescentes são expostos. A forma como os pais enfrentam a doença de seus filhos, a dinâmica familiar e o desempenho dos pacientes em testes de funções executivas já foram associados ao enfrentamento da situação pelos próprios pacientes, do ponto de vista emocional e comportamental. O objetivo do presente estudo foi investigar a ocorrência de sintomas de ansiedade e depressão, assim como de déficits em funções executivas em crianças e/ou adolescentes livres de doença, após tratamento para leucemia aguda, em comparação com seus irmãos e crianças e/ou adolescentes em desenvolvimento típico. Para tal, serão avaliadas 30 crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos e 11meses de idade, de ambos os sexos, considerados livres de doença após o término do tratamento para leucemia aguda por pelo menos seis meses. Para os grupos controle serão avaliados 30 irmãos dos pacientes e 30 crianças e adolescentes em desenvolvimento típico, da mesma faixa etária. A coleta de dados será realizada na sala de espera do A.C. Camargo Câncer Center e no Núcleo de Atendimento Neuropsicológico Infantil Interdisciplinar (NANI), em dois momentos diferentes com intervalo médio de uma semana. Para mensuração dos dados neuropsicológicos serão utilizados, dependendo da idade, o Behavior Rating Inventory of Executive Functions (BRIEF) - versão para pais; a Escala Wechsler de inteligência para crianças - 4.ª Edição (WISC IV), ou a Escala Wechsler de inteligência para adultos - 3.ª Edição (WAIS III); a Avaliação neuropsicológica do desenvolvimento (NEPSY II), ou o Teste dos cinco dígitos (FDT); e o Continuous Performance Test (CPT). Para avaliação da secreção de cortisol, será realizada coleta de saliva em 5 momentos ao longo de um dia de final de semana (ao despertar, 30 min depois de despertar, 14:00 h, 16:00 h e antes de dormir - 22:00 h) e para a avaliação comportamental serão utilizados os seguintes instrumentos: Escala de Stress Infantil (ESI), ou Escala de Stress para Adolescentes (ESA); Escala de resiliência para crianças e adolescentes de Sandra Prince-Embury; Child Behavior Checklist - (CBCL) versão para pais. Os cuidadores principais de todos os sujeitos da amostra e do grupo controle também serão avaliados quanto aos sintomas de depressão e ansiedade a partir do Inventário de Depressão Beck e do Inventário de Ansiedade TraçoEstado (IDATE). Para a análise estatística serão utilizadas análises descritivas, ANOVA, análise de regressão linear múltipla e análises de correlação. (AU)

Resumo

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é um problema de saúde global e exerce grande impacto socioeconômico no mundo. É a principal causa de morte entre 5 e 44 anos no mundo, correspondendo a 10% da população. Estima-se que anualmente 1.7 milhões de indivíduos nos Estados Unidos sofrem TCE e cerca de metade (43%) dos pacientes que foram hospitalizados, possuíram alguma condição incapacitante após 1 ano desde o ferimento. No Brasil, os dados epidemiológicos não diferem dos demais países. A incidência de TCE aumenta a cada ano e possui prevalência em jovens do sexo masculino, tendo como principal causa os acidentes com meios de transporte. Em 2012, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou no tratamento de causas externas, incluindo TCE, um valor aproxima de um bilhão de reais. A incidência de TCE varia de 26.2 a 45.6 para cada 100,000 habitantes. TCE pode ser definido como alterações no funcionamento cerebral devido a causas externas, comumente associado a prejuízos cognitivos, físicos e psicológicos permanentes ou temporários. A alteração do nível de consciência do indivíduo, permite classificar o TCE como leve, moderado ou grave. As lesões causadas pelo TCE podem prejudicar redes neurais distribuídas pelo encéfalo, dificultando determinar especificamente quais alterações cognitivas poderão ocorrer. Uma das possíveis alterações são as que envolvem Funções Executivas (FE). As FE são conjuntos de habilidades ou processos de alta prioridade, necessários para resolução de problemas, planejamento, organização, iniciativa e regulação do comportamento. Prejuízos nas FE podem repercutir no funcionamento social e independência do indivíduo. A avaliação neuropsicológica é necessária para determinar como as habilidades cognitivas podem estar afetando o desempenho do indivíduo em suas atividades cotidianas. Parte dos impactos gerados pelo TCE podem ser diminuídos através de programas de reabilitação neuropsicológica e treinos cognitivos. A Realidade Virtual (RV) é m tipo de tecnologia em ascensão que tem contribuído de forma relevante para a reabilitação neuropsicológica em pacientes com lesões cerebrais adquiridas. Parte dessa contribuição se deve a RV possuir a habilidade de gerar ambientes padronizados, replicáveis e ecológicos que seriam difíceis de serem praticados no mundo real. RV pode ser definida como processos computadorizados, tridimensionais que respondem em tempo real à interação do indivíduo. Um dos dispositivos mais populares de RV é o Head Mounted Display. Recentemente, com a criação do Oculus Rift, a RV tornou-se mais acessível, obtendo simulações mais reais. Este projeto tem como objetivo avaliar os efeitos de um treinamento cognitivo utilizando o Oculus Rift Development Kit-2. Serão recrutados para este estudo 15 pacientes vítimas de TCE, com idades entre 18 e 45 anos, de ambos os sexos. Os pacientes serão avaliados através de uma bateria neuropsicológica e de sintomas de humor em 3 momentos: 1) linha de base, antes do início do treino cognitivo; 2) após a finalização das 12 sessões e 3) depois de três meses do término das sessões. Os pacientes serão selecionados a partir de uma amostra de vítimas de TCE que realizam seguimento no Ambulatório de Neurotraumatismo da Divisão de Neurocirurgia do HC/FMUSP. Serão realizadas 12 sessões de treino cognitivos com foco em trabalhar funções cognitivas, como por exemplo, memória operacional, planejamento e controle inibitório. As sessões terão duração de aproximadamente 20 minutos. Os dados serão tabulados em planilhas eletrônicas e analisados através do SPSS 19.0. Segundo o ministério da Saúde, o TCE continua sendo umas das causas mais presentes em morbidade e mortalidade do mundo, com grandes prejuízos na qualidade de vida das vítimas, familiares e sociedade. Ambientes virtuais podem ser promissores na reabilitação de pacientes que sofreram TCE. Espera-se que este estudo auxilie na compreensão da utilização da tecnologia da RV no tratamento de vítimas de TCE. (AU)

Resumo

Introdução: A esclerose múltipla (EM) é um dos transtornos neurológicos mais comuns que são causa de invalidez em adultos jovens. 60% dos pacientes não caminharão mais de forma plena em algum momento, trazendo grandes implicações para a qualidade de vida do paciente e familiares e custo financeiro para a sociedade. Apesar da significância clínica da EM, sua patofisiologia não é completamente compreendida. Muitas das pesquisas têm investigado o papel de linfócitos T e B, o grau de lesão e atividade do sistema nervoso central através de estudos de neuroimagem, ou a marcha dos pacientes, de forma isolada. Uma abordagem multidimensional, associando estas diversas técnicas, faz-se necessária para conhecer melhor seus mecanismos e verificar os efeitos de terapias, algumas delas não convencionais como o yoga, um método seguro, de baixo custo, e que pode ser mais acessível a pacientes com EM, em especial com dificuldades de mobilidade, do que outros exercícios. Em pacientes com EM existem poucos estudos controlados, mas que indicam, melhora da fadiga, mobilidade e humor. Objetivos: Comparar pacientes com diferentes escores do EDSS (Expanded Disability Status Scale) quanto aos parâmetros fadiga, qualidade de vida, movimento, cognição, atividade cerebral, auto-eficácia, estresse, ansiedade, depressão, afetividade e capacidade efetora de secreção de citocinas e produção de anticorpos das células B. Avaliar os efeitos da prática de yoga em pacientes com EM (EDSS<6) nestes parâmetros. Método: será aplicada uma abordagem multidimensional que envolverá avaliação neuropsicológica, ressonância magnética estrutural e funcional, near infrared spectroscopy (NIRS) combinada a análise do movimento, comparando pacientes com diferentes escores do EDSS e os efeitos do treinamento em yoga. (AU)

Resumo

A esquizofrenia afeta cerca de 1% da população, e é um distúrbio que tende a ser crônico e incapacitante. Por isso a ciência nos últimos anos tem direcionado seus esforços para a pesquisa de indivíduos em risco ("ultra-high risk", UHR) para a psicose. No entanto, o corpo de pesquisas presentes até o momento demonstra que as taxas de conversão de indivíduos em UHR para psicose franca variam amplamente, e um grande esforço tem sido realizado para tornar tais critérios mais específicos. Fatores ambientais/individuais (desempenho neuropsicológico, trauma na infância, eventos perinatais, história pessoal ou familiar de migração, urbanicidade) e biológicos (alterações genéticas) estão implicados a um maior risco de conversão. De uma amostra populacional de 1500 indivíduos entre 18 e 30 anos de idade da cidade de São Paulo, selecionamos 150 indivíduos com pontuação alta em uma escala de triagem para UHR e 75 indivíduos controle. Além de avaliação clínica (questionário SIPS - Structured Interview for Psychosis-Risk Syndromes, avaliação neuropsicológica), tais indivíduos terão seu sangue coletado para avaliação genética. O sangue será avaliado através de polymerase chain reaction (PCR) em tempo real (Taqman®), e single nucleotide polymorphisms (SNPs) relacionadas a genes do sistema dopaminérgico (DRD1, DRD2, DRD3, DRD4, COMT), do sistema glutamatérgico (GRIK4, GAD1, GRIN2B), e outras importantes SNPs de genes relacionados à esquizofrenia (NRG1, DISC1, DTNBP1, DAO, DAOA) serão avaliados. Análises estatísticas multivariadas, e equações estruturais (análise de classes latentes), serão realizadas, incluindo dados da entrevista psiquiátrica (sintomas psiquiátricos da SIPS), dados neuropsicológicos e dados genéticos para que se possa elaborar algoritmos de risco para transição para a psicose. (AU)

Resumo

A literatura sobre o perfil neuropsicológico de crianças e adolescentes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ainda é bastante escassa e apresenta dados pouco consistentes sobre os possíveis comprometimentos cognitivos dessa população. Os prejuízos citados relacionam-se à circuitaria fronto-estriatal, sobretudo no que se refere às funções executivas e memória não verbal. Objetivos: Verificar possíveis alterações do funcionamento cognitivo de crianças e adolescentes com TOC e as associações entre as medidas neuropsicológicas, os dados clínicos e a resposta aos tratamentos medicamentoso e psicoterápico. Método: 86 pacientes com TOC e 86 controles saudáveis, com idades entre 6 e 17 anos, serão avaliados por escalas e questionários para avaliação de sintomas psiquiátricos e por uma bateria de testes neuropsicológicos. Todos os sujeitos serão submetidos a tais avaliações em um momento inicial, enquanto os pacientes, após serem randomizados entre duas possibilidades de tratamento, terapia cognitivo-comportamental em grupo ou fluoxetina, passarão por duas novas avaliações: na 14ª semana e na 28ª semana de tratamento. Hipóteses: 1) os pacientes apresentarão comprometimentos em tarefas que avaliam o planejamento, flexibilidade mental, controle inibitório e memória episódica não verbal quando comparados com indivíduos saudáveis; 2) os tratamentos influenciarão positivamente na melhora das funções cognitivas dos pacientes, sobretudo aquelas que estiverem comprometidas em relação aos controles; 3) a melhora clínica terá correlação com a melhora do desempenho neuropsicológico dos pacientes. (AU)

Resumo

As manifestações neuropsiquiátricas acometem aproximadamente 50% dos pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES). A disfunção cognitiva (DC) é a manifestação neuropsiquiátrica mais prevalente, cujo diagnóstico envolve avaliação neuropsicológica através de bateria específica sugerida pelo Colégio Americano de Reumatologia (ACR). Entretanto, poucos estudos avaliaram a sua aplicabilidade na população de pacientes brasileiros. O BDNF é um fator neurotrófico, envolvido nos mecanismos de memória e de sobrevivência neuronal. Estudos sugerem que níveis séricos de BDNF estejam alterados em pacientes com LES, mas se papel como biomarcador de manifestação neuropsiquiátrica no LES ainda é controversa. O objetivo deste trabalho é verificar a associação entre níveis séricos de BNDF e DC no LES. Como objetivo secundário estudaremos a aplicabilidade de uma bateria neuropsicológica para LES estruturada para DC em pacientes brasileiros. Trata-se de um estudo transversal com três grupos: (1) GLES-NP, 64 pacientes com LES e manifestações neuropsiquiátricas; (2) GLES, 64 pacientes com LES sem manifestações neuropsiquiátricas; e (3) GC, 64 voluntários saudáveis pareados. Uma bateria neuropsicológica denominada LES-BR será aplicada a todos os participantes, composta pelos testes: Raciocínio Matricial; Códigos; Sequência de Números e Letras; Teste de Trilhas Coloridas; Stroop Test; Figura Complexa de Rey; RAVLT; e Fluência Verbal. Níveis séricos de BDNF serão determinados. Variáveis clínicas, neuropsicológicas e níveis de BDNF serão comparados através dos testes de Kruskal-Wallis, ANOVA e teste de Fisher. A associação entre DC, variáveis clínicas e níveis de BDNF sérico serão estudadas através de modelos de análise multivariada. Será considerado significativo p< de 0,05.Palavras-chave: Lúpus Eritematoso Sistêmico, Cognição, Avaliação Neuropsicológica, Disfunção Cognitiva, Memória, BDNF. (AU)

Resumo

As funções executivas estão relacionadas com um conjunto de processos cognitivos que permitem ao indivíduo exercer controle e regular seus comportamentos frente as exigências e demandas do ambiente. Diferentes testes neuropsicológicos são usados para avaliar funções executivas. Contudo, verifica-se ainda que existem poucos estudos que indicam a validade ecológica desses instrumentos neuropsicológicos. O objetivo deste trabalho é verificar a existência de correlação entre testes que avaliam funções executivas e situação em ambiente real que envolve domínio de habilidades relacionadas com essas funções. 30 universitários de ambos os sexos, serão avaliados por meio de uma bateria de testes neuropsicológicos tradicionais, bem como de escalas psicológicas. Em seguida, serão submetidos à uma situação real que envolve a execução de tarefas e resolução de problemas na busca de material em uma biblioteca. Serão analisados os dados comportamentais, bem como os padrões dos movimentos oculares durante a avaliação tradicional, bem como da realização da tarefa em ambiente real. Serão conduzidas correlações de Pearson entre os resultados dos testes tradicionais, com as medidas comportamentais e de movimentos oculares do ambiente real. Análises de Regressão Linear serão conduzidas para verificar o valor preditivo dos testes neuropsicológicos para o desempenho em ambiente real. (AU)

Resumo

RESUMO:A epilepsia do lobo temporal (ELT) associada à esclerose do hipocampo (EH) é a forma mais comum de epilepsia refratária e se manifesta com alterações na memória episódica, como se sabe já há algum tempo, e em funções executivas, que estão sendo estudadas mais atualmente. As evidências sobre alterações anatômicas em estruturas temporais e extratemporais e a correlação com rebaixamento cognitivo ainda são limitadas e pouco conhecemos sobre o modo pelo qual a patologia do hipocampo afeta as atividades diárias. Com uma abordagem múltipla, procuraremos correlacionar volumetria de estruturas temporais e extratemporais e de medidas da integridade de tratos de substância branca com o desempenho neuropsicológico em funções executivas em pacientes com esclerose temporal mesial unilateral, direita ou esquerda. (AU)

Resumo

A VI Reunião Anual do IBNeC irá fomentar em sua programação de atividades relacionadas com a produção de conhecimento de cunho filosófico. Esse eixo tem como grande objetivo discutir questões acerca da natureza humana conjugando o pensamento de grandes filósofos com o conhecimento produzido pela neurociência. A filosofia da mente assim como a teoria da informação e a neurofilosofia são algumas das áreas associadas a esse eixo. Conferências e mesas são atividades que irão atender esse eixo. Planeja-se também realizar durante o evento um Encontro dos Estudantes de Neuropsicologia (Iniciação Científica, Especialização, Mestrado e Doutorado). O objetivo é divulgar a formação na área e aproximar os estudantes, possibilitando a realização de estudos em parceria/multicêntricos. Além desse encontro, pretende-se também realizar uma dinâmica entre pesquisadores que atuam na área de avaliação neuropsicológica.Finalmente está programada a quarta edição do NeuroBright- Olimpíada em Neuropsicologia e Neurociência Comportamental. (AU)

Resumo

A Epilepsia Benigna da Infância com Paroxismos Centrotemporais, ou Epilepsia Rolândica (ER) é uma epilepsia focal e geneticamente determinada, anteriormente descrita como uma epilepsia benigna. O termo benigno foi abandonado pelo reconhecimento de que, apesar da remissão completa das crises epilépticas em 80% dos casos, há prejuízos cognitivos e alterações psiquiátricas que podem comprometer a qualidade de vida e o desempenho escolar desses pacientes. A comorbidade psiquiátrica mais frequente é o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Uma das mais importantes funções cognitivas, as funções executivas (FE), em seus domínios frios (FE frias - flexibilidade mental, rastreio mental de informações e capacidade de abstração) e quentes (FE quentes - tomada de decisão, cognição social e controle inibitório), podem estar alteradas, tanto na ER quanto no TDAH. Apesar da alta prevalência dessa síndrome, tanto o transtorno psiquiátrico quanto as FE, principalmente as quentes, são pouco investigados e descritos. Além disso, com os poucos estudos realizados, não é possível descrever se os déficits executivos encontrados estão relacionados às variáveis clínicas da epilepsia, à atividade epileptiforme em si, à comorbidade psiquiátrica ou à soma destes fatores. O objetivo geral deste estudo é analisar o perfil de desempenho executivo -frio e quente - em crianças e adolescentes com ER. Para análise da influência de todas as possíveis variáveis clínicas, pretende-se realizar um duplo pareamento - estudo de coorte transversal, controlado e não randomizado. Neste desenho de estudo, o perfil cognitivo de crianças e adolescentes de ambos os sexos com idades de 6 a 16 anos, será avaliado através da análise comparativa de quatro grupos: grupo I (ER com TDAH); grupo II (ER sem TDAH); grupo III (TDAH sem epilepsia) e grupo IV (grupo controle sem epilepsia, sem TDAH e sem nenhum diagnóstico neurológico ou psiquiátrico). Os pacientes serão avaliados por um epileptólogo (orientador responsável pelo estudo) e psiquiatra (pacientes provenientes do Ambulatório de TDAH na infância coordenado pelo Prof. Dr. Guilherme V. Polanczyk). A avaliação neuropsicológica será composta por uma bateria ampla com 22 instrumentos, para investigação apurada das FE em seus múltiplos domínios (atenção, memória operacional, organização e planejamento visual, FE frias, FE quentes), potencial intelectual e desempenho acadêmico. (AU)

Resumo

A demência na doença de Alzheimer (DDA) é uma doença neurodegenerativa que afeta a cognição, o comportamento e a independência funcional do indivíduo. Tem elevada incidência e prevalência, sendo um crescente problema de saúde pública. O desenvolvimento de DDA esporádica apresenta como principal fator de risco genético a presença do alelo epsilon-4 do gene da Apolipoproteína E (APOE). A principal hipótese para entender a interação entre as isoformas de APOE e a DDA é que estas interagem com o metabolismo da proteína beta-amiloide (BA). O peptídeo BA tem sido apontado, então, como uma das peças-chave para desencadear os eventos fisiopatológicos na DDA. Este BA pode, ainda, depositar-se no espaço intravascular, caracterizando a angiopatia amiloide cerebral (AAC), uma das principais causas de microssangramentos lobares. A maioria dos casos de AAC apresenta conjuntamente a ocorrência de placas neuríticas (PNs), ambos resultantes do acúmulo de BA no cérebro. Desse modo, microssangramentos associados a AAC possivelmente possam vir a ser relevantes indicadores da presença de PNs, característica da fisiopatologia da DDA. Põe-se em questão, portanto, a possível associação na DDA e comprometimento cognitivo leve amnéstico (CCLa - condição que apresenta risco elevado de conversão para DDA) entre: a ocorrência de microssangramentos lobares, os níveis de BA liquóricos e a presença do alelo APOE epsilon-4. Neste estudo, pretendemos verificar as hipóteses de que: 1) estes fatores (a ocorrência de microssangramentos lobares, os níveis de ²A liquóricos, e a presença do alelo APOE µ4)estão inter-relacionados na DDA e CCLa; 2) a quantidade de microssangramentos lobares na DDA e CCLa sejam inversamente proporcionais à quantidade de BA liquórico, sobretudo em pacientes com a presença do alelo epsilon-4 do gene da APOE; 3) se a quantidade de microssangramentos lobares é capaz de diferenciar pacientes com DDA leve, CCLa e idosos normais. Para tal, serão selecionados 90 sujeitos: 30 idosos normais, 30 pacientes com DDA leve e 30 com CCLa pareados por sexo, idade e fatores de risco cardiovasculares (hipertensão arterial sistêmica, diabetes, dislipidemia, tabagismo). Todos os sujeitos serão submetidos à avaliação neuropsicológica, coleta de líquor, sangue e protocolo de Ressonância Magnética de crânio de 3 Tesla para avaliação dos microssangramentos. (AU)

Resumo

A organização perceptual (OP) foi o foco da psicologia da Gestalt mas acabou por ser pouco estudada ao longo da história da neurociência visual. Hoje, podemos compreender melhor este aspecto da percepção utilizando estímulos precisos, métodos eletrofisiológicos e de imagem. Os principais desafios da pesquisa em OP hoje são compreender seus mecanismos subjacentes e como diferentes processos de agrupamento e organização figura-fundo interagem entre si (quais fatores são específicos e quais são comuns aos diferentes processos). Aqui, realizaremos um conjunto de experimentos complementares que se propõe a contribuir para a elucidação destas questões e para o amadurecimento de estratégias de avaliação clínica. Para tal, utilizaremos novos testes e estímulos desenvolvidos por um grupo belga de referência na área, avaliando como diferentes tarefas de OP envolvem as vias visuais dorsal e ventral e como diferentes potenciais relacionados a eventos e ritmos oscilatórios contribuem para o desempenho nestas tarefas. Utilizaremos métodos como eletroencefalograma, testes comportamentais e estimulação cerebral não invasiva. Ao fim do projeto teremos contribuído para: melhor compreensão dos mecanismos subjacentes à organização perceptual, desenvolvimento de melhores estratégias de avaliação comportamental e eletrofisiológica destes processos, melhor compreensão dos fatores comuns entre diferentes tarefas utilizadas para medir agrupamento perceptual e organização figura-fundo, e melhor compreensão dos processos de OP na dislexia e traumatismo crânio encefálico. (AU)

Resumo

Introdução: Os pacientes com Transtorno Bipolar (TB) apresentam altas taxas de abuso na infância (30% a 50%) e déficits neuropsicológicos marcantes (atenção, velocidade de processamento, aprendizagem verbal, memória e FE). Os déficits cognitivos e a exposição a traumas na infância têm sido associados com pior evolução clínica, pior prognóstico, prejuízo no ajustamento psicossocial e prejuízo no funcionamento global. Considerando que os cuidados parentais inadequados e as experiências traumáticas podem afetar a neuroplasticidade e o neurodesenvolvimento, é válida a investigação sobre a associação entre as experiências traumáticas vividas na infância e a cognição dos pacientes com TB. Objetivo: Investigar se o perfil cognitivo e a morfologia cerebral de portadores de TBI jovens se diferencia de acordo com a exposição ou não a abusos e/ou negligências na infância. Método: Trata-se de um estudo de caso-controle, no qual serão considerados casos aqueles pacientes com TBI eutímicos e com comprometimento cognitivo severo ou alterações na morfologia cerebral (n=41) e serão considerados controles aqueles pacientes com TBI eutímicos e comprometimento cognitivo leve ou sem alterações na morfologia cerebral (n=41). A presença ou ausência de exposição a traumas na infância será definida a partir da nota de corte do Questionário sobre Traumas na Infância (CTQ) e a gravidade do comprometimento cognitivo e a presença ou ausência de alterações na morfologia cerebral serão estabelecidas a partir da comparação dos resultados encontrados nos pacientes com TBI jovens e dos encontrados em sujeitos sem patologia psiquiátrica (n=82). Os sujeitos terão idade entre 18 e 40 anos e serão atendidos no ambulatório do Programa Transtornos Afetivos (GRUDA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Ipq-HC-FMUSP). Os sujeitos serão avaliados clinicamente, por um médico psiquiatra especializado em transtornos do humor e com treinamento específico para a aplicação dos instrumentos diagnóstico e sintomatológico, quanto ao preenchimento dos critérios de inclusão. Na sequência, serão esclarecidos os objetivos e procedimentos da pesquisa e os pacientes receberão o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Após assinatura do mesmo, os sujeitos serão submetidos aos instrumentos acima descritos em um único encontro, com duração aproximada de três horas. Os instrumentos serão aplicados por um psicólogo com especialização em neuropsicológica. Após a avaliação neuropsicológica, os sujeitos serão encaminhados para a realização da ressonância magnética no Instituto de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. (AU)

Resumo

A leitura proficiente depende de habilidades precursoras como a consciência fonológica e a nomeação automática rápida. A consciência fonológica é uma habilidade preditora de precisão da leitura, enquanto que as provas de nomeação rápida estão ligadas a velocidade de leitura e fluência. O efeito preditivo dessas habilidades são dependentes da regularidade ortográfica da língua, sendo que a nomeação rápida automática estaria menos restrita a esse aspecto. Nomeação rápida é um processo complexo e requer a combinação de habilidades cognitivas como atenção, processos perceptuais, memória lexical e articulação. Assim, provas de nomeação rápida podem ser usadas com finalidade preditiva de aprendizagem de leitura, bem como e instrumentos diagnósticos. O objetivo desse estudo é buscar evidencias de validade da versão brasileira do teste de Nomeação Automática Rápida, bem como verificar seu efeito preditivo em habilidades de leitura nas crianças avaliadas em 2013. Participarão do estudo crianças já avaliadas em estudo anterior, bem como outras crianças de escola pública. Serão aplicados os seguintes testes: nomeação automática rápida já adaptado para o português brasileiro; testes de leitura e escrita; consciência fonológica; precisão fonoarticulatória; atenção e inteligência e o teste de. Para verificar evidências de validade do instrumento, serão conduzidas análises de variância tendo idades, gênero e tipo de escola como variáveis independentes. Além disso, serão realizadas correlações entre os testes e análises de Regressão Linear para verificar o valor preditivo da Tarefa de Nomeação Rápida automática para a habilidade de leitura. (AU)

Resumo

Prejuízos emocionais e cognitivos são comuns após um acidente vascular cerebral (AVC), doença que lidera as causas de óbitos no Brasil. Depressão e ansiedade são distúrbios psicológicos com alta incidência após o evento e têm um impacto negativo na reintegração social, qualidade de vida e recuperação do paciente, podendo inclusive exacerbar as incapacidades relacionadas ao AVC. Apesar do interesse crescente no quadro, há estudos divergentes sobre a prevalência de sintomas depressivos e ansiosos com o passar das fases (aguda, subaguda e crônica), além de não haver uma região lesionada específica que justifique o aparecimento desses sintomas. Pode-se sugerir, portanto, que as causas vão além de lesões estruturais, mas que há alterações na conectividade funcional do cérebro. A rede neuronal que mais vem sendo associada ao quadro é a Default Mode Network (DMN). Através de Ressonância Magnética funcional (RMf), em resting state, é possível acessar o funcionamento cerebral de modo não invasivo e ter acesso ao funcionamento desta rede. A recuperação após o AVC parece depender da reorganização desta rede. Além disso, disfunções prévias no DMN parecem estar relacionadas a sintomas depressivos e ansiosos posteriores. Ao nosso conhecimento, ainda não existem estudos que investiguem a conectividade funcional do DMN de pacientes pós-AVC no primeiro mês e no sexto mês, a fim de entender se mudanças nesta rede são capazes de influenciar sintomas depressivos e ansiosos e se a reorganização da rede pode acarretar mudanças nestes sintomas, através de avaliação neuropsicológica. (AU)

Resumo

Apesar de o TDAH ser caracterizado por sintomas muito bem estabelecidos, uma grande heterogeneidade tem sido observada na manifestação deste transtorno. Diversas evidências já demonstraram que o TDAH-PD (subtipo predominantemente desatento) difere do TDAH-CB (subtipo combinado) em relação a diversas características fenotípicas que podem estar associadas a diferenças neurobiológicas. Até o momento, pouco se sabe acerca dos substratos neurobiológicos do TDAH-PD e ainda menos sobre os correlatos anátomo-funcionais neste subtipo. Assim, numa tentativa de melhor conhecer a variabilidade e os mecanismos fisiopatológicos do TDAH-PD, será adotada uma abordagem de pesquisa de reconhecimento de padrões, analisando os dados dos participantes a despeito dos agrupamentos diagnósticos de origem. Portanto, neste projeto, pretende-se realizar uma análise de reconhecimento de padrões a partir de medidas cognitivas em indivíduos com diagnóstico de TDAH-PD e com desenvolvimento típico, dividindo-os em subgrupos de acordo com os perfis cognitivos apresentados e, em seguida, comparar as medidas de volume cerebral dos subgrupos estabelecidos. Para tanto, participarão deste projeto 25 crianças de 7 a 14 anos com diagnóstico de TDAH-PD e 25 controles pareados por idade, sexo e tipo de escola. Todos os participantes serão submetidos a uma bateria de avaliação neuropsicológica, a uma avaliação comportamental por meio de questionário e a um exame de RNM estrutural com análise morfométrica baseada em voxel. (AU)

Resumo

A IV Reunião Anual do IBNeC e o XII Congresso Brasileiro Neuropsicologia irá fomentar em sua programação atividades relacionadas com a produção de conhecimento de cunho filosófico. Esse eixo tem como grande objetivo discutir questões acerca da natureza humana conjugando o pensamento de grandes filósofos com o conhecimento produzido pela neurociência. A filosofia da mente assim como a teoria da informação e a neurofilosofia são algumas das áreas associadas a esse eixo. Conferências e mesas são atividades que irão atender esse eixo. Além dessas atividades científicas, irá também homenagear duas grandes personalidades que marcaram o desenvolvimento da neuropsicologia e da ciência do comportamento no Brasil. O nome dessas personalidades ainda estão sendo avaliadas pela diretoria do IBNeC ee da SBNp assim como pelo comitê científico.Planeja-se também realizar durante o evento um Encontro dos Estudantes de Neuropsicologia (Iniciação Científica, Especialização, Mestrado e Doutorado). O objetivo é divulgar a formação na área e aproximar os estudantes, possibilitando a realização de estudos em parceria/multicêntricos. Além desse encontro, pretende-se também realizar uma dinâmica entre pesquisadores que atuam na área de avaliação neuropsicológica. Sob a coordenação da Rochele Fonseca.Finalmente está programada a segunda edição do NeuroBright- Olimpíada em Neuropsicologia e Neurociência Comportamental. (AU)

Resumo

O presente estudo pretende examinar o tempo de reação de pacientes com Síndrome de Asperger e pacientes com Autismo de Alto funcionamento. Participarão do estudo crianças e adolescentes com diagnóstico de Síndrome de Asperger ou de Autismo de Alto Funcionamento e indivíduos sem suspeita de transtornos do desenvolvimento de mesma faixa etária como integrantes do grupo controle. Os participantes serão submetidos à um protocolo de avaliação composto por testes neuropsicológicos de atenção e da bateria computadorizada CANTABeclipse para avaliação de tempo de reação simples (Simple Reaction Time), tempo de reação com dupla escolha (Choice Reaction Time), tempo de reação com estímulo imprevisível (Reaction Time) e latência de pareamento (Matching to Sample). Os resultados serão comparados com estatística paramétrica (ANOVA) ou não-paramétrica (Kruskal-Wallis ANOVA), conforme a distribuição dos dados. O índice de significância será ajustado em p<0,05. (AU)

Resumo

Com o objetivo de ampliar e favorecer a construção de conhecimentos acerca do desenvolvimento e seus transtornos surge a proposição de um fórum interdisciplinar de discussão, possibilitando o desenvolvimento de modelos e técnicas de intervenções em contextos clínicos, pedagógicos e das políticas públicas. Para tanto, identificou-se a necessidade de congregar diferentes disciplinas, tais como a neuropediatria, psicologia do desenvolvimento, neuropsicologia, educação e serviço social, dentre outras, considerando as especificidades próprias da infância e adolescência. Propõe-se assim a realização do I Encontro de Desenvolvimento Infantil do IBNeC, sendo este uma associação civil sem fins lucrativos e sem vinculações políticas que visa prioritariamente incentivar, com uma visão multidisciplinar, a produção e a difusão de conhecimento teórico e empírico nas diversas áreas da Psicologia e das Neurociências que possam contribuir para o crescimento da neuropsicologia e da neurociência comportamental.Uma das principais relevâncias do evento é a tentativa de minimizar a fragmentação da abordagem terapêutica dos transtornos do neurodesenvolvimento em diversas especialidades, bem como de seu distanciamento em relação aos domínios da Educação e das Políticas Publicas da Infância e da Adolescência.Além disso, objetiva-se fomentar o esforço na direção da transposição do conhecimento acadêmico produzido pelas neurociências e áreas afins em práticas pedagógicas e em políticas publicas notadamente as associadas à educação especial.Consequentemente buscar-se-á que o evento seja representativo do que vem sendo desenvolvida em ternos de conhecimento em psicologia do desenvolvimento nas diferentes regiões do país, bem como efetivo na integração de diferentes grupos de pesquisa e serviços púbicos e privados vinculados a temática central do desenvolvimento infantil. (AU)

Resumo

As epilepsias são distúrbios neurológicos que acometem até 1% da população mundial, das quais 30% são epilepsias intratáveis farmacologicamente e para as quais a cirurgia de epilepsia é uma alternativa terapêutica. O planejamento pré-cirúrgico visa localizar e ressecar a Zona Epileptogênica (ZE) e envolve uma avaliação multidisciplinar que inclui: EEG ambulatorial, Vídeo-EEG de superfície e/ou invasivo, Ressonância Magnética (RM) SPECTs crítico/intercrítico, PET e avaliação neuropsicológica. A RM é a neuroimagem de escolha para investigação de lesões epileptogênicas. O problema surge quando a RM de alto campo (3T) é incapaz de revelar qualquer anormalidade estrutural (RM normal). Neste caso, os demais métodos diagnósticos revestem-se de importância ainda maior na tomada de decisão cirúrgica. Dentre eles, o SISCOM tem sido utilizado como referência para a revisão da RM cerebral e para direcionar a implantação de eletrodos invasivos. Objetivos: (a) Avaliar a sensibilidade, especificidade, valores preditivos positivo e negativo do SISCOM na avaliação pré-cirúrgica do paciente com RM 3T normal; (b) Determinar o valor prognóstico do SISCOM em relação à resposta cirúrgica e ao seguimento clínico dos pacientes. Pacientes e métodos: estudo longitudinal, prospectivo, que avaliará a acurácia diagnóstica do SISCOM em 40 pacientes com epilepsia e RM normal. Os pacientes serão submetidos à avaliação pré-cirúrgica e durante a monitorização de Vídeo-EEG, receberão a administração I.V. de 1480 MBq (40 mCi) de 99mTc-ECD durante a crise epiléptica (SPECT crítico) e, dias após, durante o estado intercrítico (SPECT intercrítico). Os SPECTs serão alinhados com a sequência volumétrica ponderada em T1 (3D-T1 Sense) da RM 3T. Todos os achados de SPECT serão correlacionados com os demais dados da avaliação pré e pós cirúrgicas. Resultados esperados: validação da contribuição do SISCOM na avaliação pré-cirúrgica de pacientes epilépticos com RM 3T normal e identificação do valor prognóstico desta técnica na identificação de pacientes com bom ou mau resultado cirúrgicos. (AU)

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A epilepsia do lobo temporal (ELT) associada a esclerose hipocampal é a epilepsia mais comum em adultos. Diferentes estudos têm demonstrado que há alterações na estrutura do hipocampo, como perda celular e diferentes reorganizações celulares causadas pelo quadro de epilepsia. O lobo temporal, por estar associado as funções cognitivas, é alterado no quadro de epilepsia acarretando perda cognitiva e disfunção da memória. Estudos tem demonstrado que há alteração na memória desses pacientes quando submetidos aos testes de avaliação neuropsicológica anterior e posterior à cirurgia. No entanto, nenhum estudo ainda tem demonstrado a relação da perda de neurônios, a dispersão celular, o tipo de esclerose mesial temporal associada a ELT - dados histopatológicos - com os resultados dos testes de memória verbal: Rey Auditory Verbal Learning Test (RAVLT) e Teste de Memória Lógica (WMS-R) e teste de memória não verbal: Rey Visual Design Learning Test (RVDLT) e Teste da Figura Complexa de Rey realizados na avaliação neuropsicológica desses pacientes quando submetidos a cirurgia para a epilepsia. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo relacionar os dados obtidos da análise histopatológica do hipocampo de pacientes com epilepsia refratária a partir da classificação da esclerose mesial temporal associada a ELT e da relação de perda e dispersão celular e bilaminação na camada granular do giro denteado com os dados obtidos nos testes de memória verbal e não verbal desses pacientes na avaliação neuropsicológica. Esta proposta é um subprojeto relacionado aos projetos temáticos FAPESP 2005/56446-0 (Coordenador: Carlos Alberto Moreira-Filho), FAPESP 2009/53443-1 (Coordenador: Edson Amaro Jr) e FAPESP 2005/56464-9, coordenador: Giovanni G. Cerri). (AU)

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O interesse em se compreender os mecanismos responsáveis pela associação entre o estresse e os sintomas cognitivos observados na depressão tem aumentado significativamente. A exposição crônica ao estresse, e consequente elevação dos níveis de corticosteroides, resulta em alterações nos processos cognitivos semelhantes aos observados na depressão. Evidências indicam que experiências adversas precoces combinadas com o background genético culminam na sensibilização de certos circuitos encefálicos a um estressor, influenciando a reatividade do eixo HPA. A exposição a estresse na fase de desenvolvimento neural estaria associado à redução no volume hipocampal. Ainda, diversos achados sugerem que alterações decorrentes de maus tratos ou abuso na infância elevariam o risco para a depressão. Nesse campo, diferenças individuais nas interpretações do cérebro sobre desafios do ambiente e as reações do organismo são importantes determinantes da resposta de vulnerabilidade ou resiliência às consequências do estresse. Além disso, estudos demonstram que processos psicológicos podem determinar a magnitude da resposta ao estresse. Assim, a habilidade de prever os eventos seguintes e de exercer controle sobre a situação pode ser considerada um importante modulador da resposta ao estresse e das suas consequências. Dentro dessa perspectiva, pesquisadores têm defendido que o papel de fatores cognitivos na depressão precisa ser mais bem estudado. Além disso, é preciso esclarecer a influência do estresse precoce na atividade do eixo HPA e na etiologia dos sintomas depressivos, dentre eles o prejuízo cognitivo. Assim sendo, o objetivo deste trabalho é investigar a atividade do eixo HPA e da função do hipocampo e do córtex pré-frontal na cognição de pessoas com depressão associada a história de estresse precoce. A pesquisa será realizada no serviço de psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Serão selecionados 100 participantes, sendo 60 com diagnóstico atual de depressão e 40 sujeitos saudáveis. Os pacientes serão subdivididos ainda entre os que possuem histórico de estresse precoce ou não. Os participantes serão avaliados em caráter qualitativo e quantitativo sendo investigado o histórico, a situação psiquiátrica atual dos sujeitos, além de funções cognitivas. Os participantes do grupo clínico terão o diagnóstico confirmado com Mini Entrevista Neuropsiquiátrica Internacional (MINI). Também serão avaliados quanto a traços de personalidade pelo Inventário de Temperamento e Caráter; gravidade clínica através da escala de Hamilton para depressão (HAMD), Inventário de Beck para Depressão (BDI-II), Escala de Beck para Desesperança (BHS) e Inventário de Beck para Ansiedade (BAI); risco de suicídio com o Inventário Beck para Ideação Suicída (BSI); e estresse precoce com o Questionário Sobre Traumas na Infância (QUESI). Os participantes do estudo serão submetidos ainda a uma bateria de avaliação neuropsicológica para avaliação das funções cognitivas. Os instrumentos a serem utilizados serão Escala de Inteligência Wechsler para Adultos (WAIS III), Teste Wisconsin de Classificação de Cartas (WCST) e Teste das Figuras Complexas de Rey. A avaliação neuroendocrinológica será realizada através da coleta de seis amostras de cortisol salivar em um período de 24h. As análises estatísticas serão realizadas com testes paramétricos ou não-paramétricos quando for o caso. (AU)

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Embora diversas frentes de estudo tenham investigado a Doença de Alzheimer (DA) nas ultimas décadas, esta ainda é uma doença de difícil diagnóstico clinico e possui escassos tratamentos medicamentosos eficientes. O crescimento populacional de idosos com DA e o seu alto custo para o sistema de saúde vem impulsionando as pesquisas no sentido de encontrar marcadores neurobiológicos que auxiliem na identificação precoce dos candidatos a desenvolver a DA. Para tanto, o objetivo principal deste estudo é investigar se medidas neuropsicológicas analisadas através de estratégias multivariadas de reconhecimento de padrões podem facilitar o diagnóstico e a identificação precoce de indivíduos com apresentações pré-clínicas ou prodrômicas da DA, assim como acrescentar medidas de neuroimagem inovadoras, genótipo de APOE e informações de reserva cognitiva para discriminar o valor relativo de cada uma destas frentes de investigação no diagnóstico destes indivíduos. Para tanto, serão avaliados 180 indivíduos, com idades entre 60 e 90 anos, divididos em três grupos conforme seu diagnóstico clínico: 60 pacientes com DA, 60 pacientes com Comprometimento Cognitivo Leve e 60 idosos saudáveis. Os participantes serão submetidos a extensa avaliação neuropsicológica, exames de neuroimagem (morfometria baseada no voxel, imagem por tensor de difusão e tomografia por emissão de pósitrons), genotipagem para determinação de polimorfismos que codificam a APOE (frequência das isoformas APOE-µ2, APOE-µ3 e APOE-µ4) e avaliação de índices de reserva cognitiva. Estas informações serão utilizadas para a construção dos classificadores automatizados, uma ferramenta com um alto potencial clínico devido à possibilidade de previsão de prognósticos no nível individual. A partir destes dados pretende-se investigar a influência dos aspectos neuropsicológicos e de reserva cognitiva sobre a acurácia diagnóstica de DA isoladamente ou em combinação com os demais biomarcadores. (AU)

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O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é quarto transtorno psiquiátrico mais comum e está relacionado a altos níveis de incapacitação e prejuízo na qualidade de vida e funcionamento familiar. Apesar de existirem intervenções terapêuticas conhecidamente eficazes para o tratamento do TOC (inibidores da recaptura de serotonina e terapia comportamental), até metade dos pacientes não respondem aos tratamentos de maneira satisfatória, tornando necessário o desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas. Além disso, os mecanismos neurobiológicos relacionados tanto a etiologia do TOC quanto ao efeito dos tratamentos sobre os sintomas são apenas parcialmente conhecidos. Para aprimorar o conhecimento nessa área, concluímos a partir dos estudos produzidos nos últimos anos pelo nosso grupo e demais centros de pesquisa especializados, que é preciso melhorar nossos métodos de investigação. Neste projeto, pretendemos inovar na maneira de compreender o TOC a partir da avaliação de componentes específicos envolvidos na sua cadeia comportamental, como a resposta de medo incondicionada (inata, do tipo "startle"), a resposta de medo condicionada por pareamento de estímulos, a inibição da resposta de medo incondicionada (inibição pré-pulso), e diversas medidas neuropsicológicas relacionadas às funções executivas e viés atencional relacionado a estímulos aversivos. Em paralelo, iremos avaliar os pacientes e sujeitos saudáveis por meio de neuroimagem funcional, eletroencefalografia, marcadores biológicos periféricos (como o BDNF e a oxitocina) e medidas periféricas de expressão gênica relacionadas ao sistema imunológico. Uma parcela dos pacientes adultos será submetida a tratamento convencional com um inibidor seletivo de recaptura de serotonina, para que seja possível identificar se a resposta aos paradigmas comportamentais, os resultados da avaliação neuropsicológica, ou as alterações encontradas em marcadores periféricos serão capazes de prever a resposta ao tratamento. Do mesmo modo, em outra parcela dos pacientes, iremos estudar intervenções neurocirúrgicas (especificamente neurocirurgia por raios gama e estimulação encefálica profunda) para o tratamento de TOC refratário a diversos tratamentos. Trabalharemos de forma translacional com um modelo animal de TOC (injeção de oxicitocina no núcleo central da amígdala produzindo comportamentos do tipo grooming) onde os animais serão submetidos a equivalentes dos paradigmas comportamentais e tratamentos realizados em humanos. A manipulação de variáveis e o acesso ao SNC é muito mais amplo na pesquisa em animais o que nos permitirá especificar quais são as variáveis com efeito isolado sobre a resposta ao tratamento farmacológico e os mecanismos moleculares associados a esse efeito. Também teremos acesso a material cerebral de pacientes com TOC obtido post-mortem, o que nos ajudará a compreender qual a relação entre a alteração em marcadores periféricos e o que ocorre no cérebro. Com os resultados obtidos a partir dessas observações, esperamos nos aproximar da compreensão sobre os neurocircuitos e os mecanismos neurofisiológicos envolvidos na etiologia do TOC e na resposta ao tratamento farmacológico e neurocirúrgico. Em última análise pretendemos compreender as manifestações relacionadas ao TOC de acordo com as alterações encontradas nos circuitos responsáveis pela resposta de medo e discriminação de estímulos aversivos. Esperamos ser capazes de relacionar os achados relativos a comportamento com os mecanismos moleculares responsáveis por esses fenômenos. (AU)

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Estudos recentes estimam que grande parte dos pacientes com esquizofrenia apresentam prejuízos cognitivos significantes quando comparados com pessoas saudáveis. Os déficits cognitivos como atenção, memória e principalmente funções executivas são os domínios fortemente prejudicados em portadores de esquizofrenia. Tais déficits são fortes preditores de resultados funcionais a longo prazo, tais como desempenho nas atividades básicas e instrumentais de vida diária, atividades sociais e profissionalizantes mais do que os sintomas positivos e negativos.O tratamento psicofarmacológico pode ser efetivo nos sintomas positivos e previnem recaídas mas não tem o mesmo impacto nos prejuízos cognitivos, negativos e funcionais. Algumas evidências sugerem que a combinação psicofarmacológica e psicossocial podem ser eficazes na melhora de certas dimensões específicas da psicopatologia da esquizofrenia. O objetivo do presente trabalho é avaliar a eficácia da terapia ocupacional baseada no programa estruturado Occupational Goal Intervention ma melhora de funções executivas de pacientes com esquizofrenia refretária através de um estudo unicêntrico, randomizado, simples cego e controlado, com duração de um ano, incluíndo o follow-up. O estudo será conduzido em dois grupos: um receberá terapia ocupacional baseado no programa estruturao Occupational Goal Intervation (N=30)e o grupo controle (N=30) será um grupo de atividades artesanais de livre escolha sem intervenção ativa dos terapeutas. Serão avaliados aspectos psiquiátricos, neuropsicológicos e funcionais no início, após 30 sessões e 6 meses após o término da intervenção. A escala a ser utilizada na avaliação psiquiátrica é a PANSS(para monitoramentodos sintomas psicopatológicos durante o estudo). As escalas BADS, DAFS-BR e ILSS-BR avaliarão respectivamente funçoes executivas, funcionalidade e atividades básicas e instrumentais de vida diária. A avaliação neuropsicológica contará com uma bateria que mede atenção, funçoes executivas, memória e eficiência intelectualestimada. Para a análise estatística será utilizada a ANOVA para dados de medidas repetidas e também serão calculadas medidas de eficácia clínica, como tamanho de efeito e número necessário de tratar. (AU)

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A avaliação neuropsicológica de adolescentes com histórico de estresse emocional precoce é fundamental para compreensão diagnóstica e para o sucesso do tratamento na área de saúde mental. Além disso, pesquisas na área são essenciais para estudar o perfil dessa população e, consequentemente, adotar estratégias de tratamento adequadas. Apesar disso, o tema não é amplamente explorado, com critérios metodológicos adequados (Oliveira et al, 2010). O objetivo da bolsa é capacitar o aluno para analisar cientificamente os dados obtidos em avaliações neuropsicológicas e estimular a produção científica na área. Com isso, espera-se formar novos profissionais, aptos para desenvolverem pesquisas relevantes internacionalmente e inovadoras na área. Objetivos: com a bolsa TT-I pretende-se;§auxiliar o aluno na formação acadêmica, no sentido de estimulá-lo a realizar pesquisas bibliográficas, coleta de dados e análises estatísticas, entre outras atividades;§estimular a produção científica na área, através da redação de artigos científicos, com a finalidade de publicar os resultados oriundos do projeto de pesquisa;§ampliar as pesquisas deste aluno na área, para posteriormente desenvolver novos projetos e ingressar no programa de mestrado. Metodologia e cronograma: o bolsista será supervisionado semanalmente para desempenhar o cronograma exposto a seguir. Participará de todas as reuniões referentes à pesquisa, como mostra a tabela a seguir e também das seguintes etapas do projeto: Meses 19 a 21: A bolsista irá aprender a confeccionar o banco de dados e posteriormente, aprenderá a utilização estratégias básicas de análise estatística e descrição de resultados. Também serão realizadas supervisões com estatísticos especializados, para aprendizagem de técnicas mais aprimoradas de análise dos dados. Após isso, participará da discussão dos resultados e dará continuidade à elaboração de artigos científicos. Para isso, auxiliará na atualização de revisão bibliográfica a respeito do tema. Meses 22 a 24: Com base na discussão dos resultados, será finalizada a elaboração do primeiro artigo e dos relatórios necessários. (AU)

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Estudos com pacientes com Esclerose Mesial Temporal vêm enfatizando os prejuízos de memória episódica relacionados ao hipocampo lesado. No entanto, ainda são escassos os estudos que explorem outros tipos de memória que também podem estar prejudicados nestes pacientes, tais como a memória semântica e a memória do dia-a-dia. Disfunções executivas também vêm sendo evidenciadas nestes pacientes, embora não exista ainda um consenso sobre as causas neurofisiológicas ou neuroanatômicas para estes déficits. Além disso, muitos dos estudos atuais usaram apenas um teste para investigar esta complexa função cognitiva e houve uma ênfase na avaliação das funções executivas frias, tendo as funções executivas quentes sido desfavorecidas. Os objetivos deste estudo são: (i) avaliar os diferentes tipos de memória e de funções executivas de pacientes com Esclerose Mesial Temporal; (ii) categorizar os pacientes segundo o seu nível de comprometimento cognitivo; (iii) mensurar a influência das variáveis clínicas da epilepsia e da presença de transtornos de humor no funcionamento cognitivo dos pacientes; (iv) determinar a presença de alterações de substância cinzenta e branca em todo o encéfalo e definir se tais alterações estão relacionadas com a presença e gravidade dos déficits cognitivos e (v) verificar se a metodologia de classificação de padrões morfológicos cerebrais complexos consegue discriminar diferentes níveis de disfunção cognitiva de pacientes com Esclerose Mesial Temporal individualmente.Para tal serão avaliados 46 pacientes com Esclerose Mesial Temporal que serão comparados a 46 sujeitos saudáveis, sem distúrbio neurológico e psiquiátrico; pareados por sexo, idade e nível sócio-econômico-demográfico com os pacientes. Os sujeitos serão submetidos a avaliação neuropsicológica e a exame de Ressonância Magnética onde serão realizadas as análises por morfometria baseada no voxel, tratografia e a classificação de padrões morfológicos cerebrais complexos. (AU)

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A doença de Alzheimer (DA) é a principal causa de demência, cujo declínio progressivo em múltiplos domínios cognitivos (memória, linguagem, gnosia, praxia e funções executivas) interferem danosamente na capacidade social e ocupacional do paciente. Embora o declínio desses domínios cognitivos seja a característica clínica essencial da doença, a neurobiologia desses sintomas não é completamente conhecida. Avanços recentes em neuroimagem das Demências apontam que as disfunções anatômicas e funcionais não ocorrem apenas em estruturas cerebrais particulares, porém em redes neurofuncionais, cada qual associada a determinadas funções mentais. Estudos em Ressonância Magnética funcional (RMf) em repouso apontam principalmente para disfunção de 2 redes na DA: Default Modee Salience Network. Embora a disfunção da conectividade nessas redes seja conhecida, pouco se sabe sobre o papel delas na gênese dos sintomas cognitivos dos pacientes com DA. Neste estudo, pretendemos verificar se há correlação entre o grau de conectividade das redes DMN e SN e sintomas cognitivos típicos da DA, nos seguintes domínios: memória episódica e operacional, percepção visuoespacial, linguagem e funções executivas. Para isso, estudaremos 20 pacientes com demência na DA leve a moderada, acompanhados no Ambulatório de Demência e Neuropsicologia do Hospital de Clínicas da Unicamp, assim como 20 idosos saudáveis. Pretendemos comparar também, nestes 2 grupos, o desempenho cognitivo e o grau de conectividade funcional na DMN e SN, mensurado pelo método de RMf em repouso. (AU)

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A investigação diagnóstica das síndromes demenciais nos idosos se baseiam em uma série de exames, dentro dos quais encontram-se as avaliações neuropsicológicas. Nos últimos anos, os testes psicológicos têm auxiliado esse processo de investigação diagnóstica das demências e de alterações das funções cerebrais na sua relação entre desempenho e estrutura. O presente estudo tem como objetivo avaliar o valor preditivo teste Montreal Cognitive Assessment (MoCA) e contribuir com o diagnóstico diferencial entre doença de Alzheimer, Comprometimento Cognitivo Leve e idosos normais. Espera-se encontrar diferenças significativas entre os três grupos diagnósticos. (AU)

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O objetivo geral deste projeto é implementar e desenvolver a linha de pesquisa que compreende o estudo de funções cognitivas, por meio de avaliação neuropsicológica e de técnicas de neuroimagem estrutural e funcional, em condições normais e patológicas. Já os objetivos específicos principais são: (1) identificar as áreas cerebrais envolvidas no processamento da linguagem e das memórias de longo prazo (verbal e visual) e operacional em controles normais e pacientes com epilepsia de lobo temporal e frontal, através de ressonância magnética funcional (RMf) e Near Infrared Spectroscopy (NIRS); (2) estabelecer um padrão de áreas de ativação para os indivíduos controles e, através de análises de conectividade anatômica e funcional, entender como essas áreas se correlacionam; (3) com isso, analisar de que forma a etiologia, a idade de inicio das crises, a duração da epilepsia, a freqüência de crises e as drogas antiepilépticas utilizadas podem alterar a localização e a lateralização dessas áreas de ativação nos dois grupos de pacientes; (4) avaliar a integridade funcional da área cerebral a ser ressecada, bem como a capacidade de outras regiões em manter as funções de linguagem e memória em pacientes candidatos ao tratamento cirúrgico; (5) analisar possíveis mudanças nos padrões de ativação pré- e pós-operatórios, correlacionando-os com os resultados das avaliações neuropsicológicas antes e depois da cirurgia; e (6) Investigar possíveis indícios de neuroplasticidade. Para tanto, os indivíduos serão submetidos a (1) avaliação neuropsicológica clássica e (2) exames de RMf e NIRS com apresentação de paradigmas de linguagem, memória verbal, memória visual e memória operacional. (AU)

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Atualmente pesquisas a respeito do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) na adolescência vêm focando nos prejuízos de funcionamento executivo, motivação, e falha no sistema de reforços, mudando a antiga percepção do binômio sintomatológico desatenção-hiperatividade. Por conta disso, intervenções de tratamento precisam ser multimodais enfocando tratamentos psicoeducativos, metacognitivos e que visem o treino das funções cognitivas. Além disso, as falhas de controle inibitório vêm sendo indicadas como as maiores causadoras de prejuízo em atividades de vida diária. O uso de vídeo game como uma ferramenta no processo de reabilitação das funções cognitivas de jovens com TDAH tem agregado importantes valores ao tratamento como um todo, associando ao treino das funções, maior motivação, engajamento e aprendizado intrínseco. Objetivo: esse estudo tem por objetivo encontrar parâmetros para o desenvolvimento de um treinamento de controle inibitório através de um vídeo game e que tenha um alto impacto motivacional, em adolescentes com TDAH. Além disso, objetivamos a compreensão de como treino cognitivo pode ser transferido (generalizado) para atividades além do contexto laboratorial, como as atividades de vida diária, através da investigação de medidas de funcionalidade e adaptação. Materiais e métodos: o desenho do estudo será controlado, randomizado, cego, um grupo de intervenção e um grupo controle. Em cada grupo serão alocados 40 adolescentes com TDAH. Os sujeitos do grupo intervenção passarão por um treino cognitivo enfocando nas três habilidades que estão mais funcionalmente prejudicadas, o controle inibitório atencional, motor e de planejamento. Já o grupo controle também receberá treino cognitivo, mas não para funções de controle inibitório e sim treino de sociabilização. Hipóteses do trabalho: 1) O treino de controle inibitório reduz as falhas comportamentais impulsivas (atencional, comportamental, e por pobre planejamento); 2) Melhora da resposta ao tratamento através do treino de vídeo game; 3) Melhor aderência ao treino de vídeo game; 4) Melhora dos sintomas clínicos de TDAH (sintomas de impulsividade) após o treinamento de vídeo game; 5) Melhora dos sintomas de impulsividade em casa e na escola; 6) Melhora do desempenho acadêmico. (AU)

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O objetivo geral deste projeto é implementar e desenvolver a linha de pesquisa que compreende o estudo de funções cognitivas, por meio de avaliação neuropsicológica e de técnicas de neuroimagem estrutural e funcional, em condições normais e patológicas. Já os objetivos específicos principais são: (1) identificar as áreas cerebrais envolvidas no processamento da linguagem e das memórias de longo prazo (verbal e visual) e operacional em controles normais e pacientes com epilepsia de lobo temporal e frontal, através de ressonância magnética funcional (RMf) e Near Infrared Spectroscopy (NIRS); (2) estabelecer um padrão de áreas de ativação para os indivíduos controles e, através de análises de conectividade anatômica e funcional, entender como essas áreas se correlacionam; (3) com isso, analisar de que forma a etiologia, a idade de início das crises, a duração da epilepsia, a frequência de crises e as drogas antiepilépticas utilizadas podem alterar a localização e a lateralização dessas áreas de ativação nos dois grupos de pacientes; (4) avaliar a integridade funcional da área cerebral a ser ressecada, bem como a capacidade de outras regiões em manter as funções de linguagem e memória em pacientes candidatos ao tratamento cirúrgico; e (5) investigar possíveis indícios de neuroplasticidade. Para tanto, os indivíduos serão submetidos a (1) avaliação neuropsicológica clássica e (2) exames de RMf e NIRS com apresentação de paradigmas de linguagem, memória verbal, memória visual e memória operacional. (AU)

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Introdução: A Neuropsicologia e os estudos de neuroimagem têm demonstrado déficits importantes no funcionamento cognitivo e alterações nas estruturas cerebrais de crianças vítimas de maus tratos. Dentre estas, há evidências de redução do volume do corpo caloso (CC), responsável pela comunicação entre os hemisférios cerebrais. Entretanto, não há estudos em Neuropsicologia que tenham investigado a discrepância de desempenho entre as funções mediadas pelos hemisférios cerebrais direito e esquerdo nesta população. Objetivo: investigar diferenças entre funções mediadas predominantemente pelo hemisfério esquerdo (funções verbais) e funções mediadas predominantemente pelo hemisfério direito (funções não-verbais) em adolescentes que tenham sofrido maus tratos (grupo de médio e alto estresse) e aqueles que não sofreram maus tratos, porém apresentam eventos estressantes comuns no ciclo de vida, como luto, separações, entre outros (baixo estresse). Método: avaliação neuropsicológica do desempenho em tarefas verbais (linguagem) e não-verbais (de execução) em 78 adolescentes entre 12 e 16 anos, dividos em três grupos (baixo, médio e alto estresse), considerando o grau do trauma que tenham vivenciado, medido através do Questionário sobre traumas na Infância - QUESI (Grassi-Oliveira et al., 2006). Todos os adolescentes serão avaliados por entrevista clínica psiquiátrica e pediátrica, além da aplicação de inventários e questionários a fim de obter histórico de vida e detectar possíveis transtornos psiquiátricos (ex: Kiddie-Sads-Present and Lifetime Version - K-SADS-PL). A avaliação neuropsicológica será realizada através de testes que mapeiem funções verbais e não verbais, como a análise da possível discrepância entre QI Verbal e QI de Execução, bem como através de outros instrumentos (ex: Janelas Digitais, audição dicótica e Figura Complexa de Rey Osterrieth). Além disso, será feita a análise inédita da habilidade de reconhecimento de emoções nesta população através do Teste de reconhecimento de emoções em faces humanas (Gur et al., 2001), relacionada ao hemisfério direito do cérebro. É de extrema importância investigar o funcionamento neuropsicológico de indivíduos vítimas de maus tratos na infância, uma vez que estes se encontram em período de maturação biológica e psicológica e necessitam de intervenções específicas de tratamento visando a retomada do desenvolvimento normal. (AU)

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A epilepsia de lobo temporal é a forma mais frequente de epilepsia parcial no adulto e em 60% dos casos está associada a esclerose mesial temporal, lesão atrófica das porções mesiais do lobo temporal, identificada na ressonância magnética pela redução do volume hipocampal, modificações em sua estrutura interna e aumento na intensidade de sinal nas imagens ponderadas em T2. A volumetria manual é uma técnica largamente utilizada, porém métodos automáticos estão sendo implantados a fim de otimizar o diagnóstico de lesões estruturais na epilepsia. Técnicas de relaxometria permitem quantificar as alterações de sinal de relaxação magnética em imagens ponderadas em T2. A esclerose mesial temporal também está associada a déficits de memória devido ao comprometimento do sistema hipocampal, portanto a avaliação neuropsicológica desempenha papel importante na investigação clínica dos pacientes, pois em sua maioria são refratários ao tratamento medicamentoso e candidatos à cirurgia. Apesar das estruturas contralaterais ao lobo temporal ressecado demonstrarem reserva funcional para as funções de memória, a maioria dos pacientes apresenta declínio do desempenho quando testados no período pós-cirúrgico. Neste contexto, pretendemos avaliar prospectivamente o volume hipocampal e o desempenho neuropsicológico em relação à memória em pacientes com epilepsia de lobo temporal mesial, avaliar as alterações de intensidade de sinal de relaxação magnética provenientes da esclerose mesial temporal; quantificar automaticamente o volume das estruturas mesiais temporais, do tálamo e espessura do córtex cerebral e correlacionar os achados de neuroimagem com a avaliação de memória e com a resposta ao tratamento clínico e/ou cirúrgico. (AU)

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ELTM apresenta grande importância clínica, devido à alta prevalência, elevada proporção de pacientes com crises epiléticas refratárias e associação a disfunções cognitivas. A amígdalohipocampectomia é um método eficaz de tratamento e controla as crises em mais de 70% dos casos, porém a memória pode ser afetada. DTI é uma técnica de RM que avalia a integridade e orientação da substância branca. Anormalidades de difusão parecem associar com mudanças nas funções de memória, sugerindo correlação entre o resultado cognitivo e mudanças neuronais. A relaxometria em T2 é uma técnica confiável e sensível para identificar anormalidades nas estruturas cerebrais, através de alterações na intensidade de sinal nos tecidos cerebrais patológicos. Este projeto tem como objetivo realizar um estudo prospectivo de uma série de pacientes com ELTM submetidos à amígdalohipocampectomia, comparando resultados pré e pós-cirúrgicos, de imagens de RM (VBM, DTI e T2) e dados da avaliação neuropsicológica. Este estudo se faz importante pela alta taxa de indicação de cirurgia. Os dados serão obtidos através da investigação clínica com cada paciente e os dados de imagens por meio de softwares específicos. O acompanhamento dos resultados cirúrgicos serão classificados quanto a controle de crises e avaliação neuropsicológica. Os dados de imagens serão tabulados de acordo com valores de média, desvio padrão, máximo e mínimo e serão utilizados ANOVA ou Friedman 2-WAY ANOVA, correlação de Pearson ou Spearman de acordo com as características das variáveis; estatística Z, TBSS e se necessário, o test post hoc de Tukey. Pretendemos com este estudo, avaliar padrões de alteração na conectividade estrutural e alterações da substância branca que possam ajudar a compreender melhor a fisiopatologia da ELTM e ajudar na definição de prognóstico cirúrgico quanto ao controle de crises e sequelas cognitivas. (AU)

Resumo

A Doença Falciforme (DF) constitui uma patologia hematológica que leva a diversas complicações sistêmicas, sobretudo seqüelas neurológicas e déficits cognitivos. Algumas pesquisas têm correlacionado exames de Imagem por Ressonância Magnética (IRM) e Doppler Transcraniano (DTC) com avaliações neuropsicológicas em crianças com DF, sinalizando prejuízos cognitivos específicos e déficit intelectual geral que tendem a predispor ao baixo desempenho acadêmico, maior índice de retenção escolar e necessidade de serviços de educação especial. Dessa forma, torna-se importante investir em novos estudos com crianças com DF na população brasileira por meio de instrumentos neuropsicológicos válidos, visto que o diagnóstico precoce de dificuldades neuropsicológicas possibilita maior investimento em intervenções de caráter preventivo e na formulação de programas de reabilitação em quadros de disfunção cerebral. O objetivo da presente pesquisa é caracterizar o desempenho neuropsicológico e comportamental de crianças com doença falciforme, na faixa de 7 a 11 anos. Pretende-se avaliar e descrever as principais funções cognitivas e comportamento destas crianças (atenção/função executiva, aprendizagem e memória, linguagem, percepção social, processamento visoespacial, sensório-motor) por meio de instrumentos de avaliação psicológica, especificamente por uma Bateria de Avaliação Neuropsicológica (NEPSY-II), já adaptada ao Brasil. As crianças serão ainda avaliadas, individualmente, pelos seguintes instrumentos: WISC-III Escala de Inteligência Wechsler para Crianças (forma abreviada) e Teste das Matrizes Progressivas de Raven, sendo que seus pais/responsáveis responderão o Child Behavior Checklist (CBCL), também já adaptado ao Brasil. Serão compostos dois grupos de crianças com 30 participantes (em cada grupo), sendo um clínico (com DF) e outro de comparação (escolares, sem queixas, pareados em função do sexo, origem escolar e idade com os casos clínicos). Procurar-se-á correlacionar o perfil neuropsicológico das crianças do Grupo Clínico às variáveis sócio-demográficas (idade, sexo, anos de estudo, retenção escolar, necessidade de serviço educacional especial, nível sócio-econômico e escolaridade dos pais) e variáveis clínicas (nível de hematócrito, gravidade da doença e presença de alteração cerebral através dos exames de IRM e DTC). Almeja-se ainda elaborar padrões de referência preliminares da bateria NEPSY-II para a região de Ribeirão Preto (SP), comparando-os com resultados iniciais dos estudos brasileiros de padronização deste instrumento neuropsicológico. Espera-se, como resultados, conhecer o perfil neuropsicológico de crianças portadoras de DF, possibilitando maior investimento em intervenções de caráter preventivo e na formulação de programas de reabilitação em quadros de disfunção cerebral infantil. (AU)

Comparação de desempenho neuropsicológico verbal e não-verbal em adolescentes vítimas de maus tratos

Processo:11/19185-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Sandra Scivoletto
Beneficiário:
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesq. associados:

Giovanna Kliemann Scarpari

Assunto(s):NeuropsicologiaViolência contra o menor
Resumo

A Neuropsicologia e os estudos de neuroimagem têm demonstrado déficits importantes no funcionamento cognitivo e alterações nas estruturas cerebrais de crianças vítimas de maus tratos. Dentre estas, há evidências de redução do volume do corpo caloso (CC), responsável pela comunicação entre os hemisférios cerebrais. Entretanto, não há estudos em Neuropsicologia que tenham investigado a discrepância de desempenho entre as funções mediadas pelos hemisférios cerebrais direito e esquerdo nesta população. Objetivo: investigar diferenças entre funções mediadas predominantemente pelo hemisfério esquerdo (funções verbais) e funções mediadas predominantemente pelo hemisfério direito (funções não-verbais) em adolescentes que tenham sofrido maus tratos (grupo de médio e alto estresse) e aqueles que não sofreram maus tratos, porém apresentam eventos estressantes comuns no ciclo de vida, como luto, separações, entre outros (baixo estresse). Método: avaliação neuropsicológica do desempenho em tarefas verbais (linguagem) e não-verbais (de execução) em 78 adolescentes entre 12 e 16 anos, dividos em três grupos (baixo, médio e alto estresse), considerando o grau do trauma que tenham vivenciado, medido através do Questionário sobre traumas na Infância - QUESI (Grassi-Oliveira et al., 2006). Todos os adolescentes serão avaliados por entrevista clínica psiquiátrica e pediátrica, além da aplicação de inventários e questionários a fim de obter histórico de vida e detectar possíveis transtornos psiquiátricos (ex: Kiddie-Sads-Present and Lifetime Version - K-SADS-PL). A avaliação neuropsicológica será realizada através de testes que mapeiem funções verbais e não verbais, como a análise da possível discrepância entre QI Verbal e QI de Execução, bem como através de outros instrumentos (ex: Janelas Digitais, audição dicótica e Figura Complexa de Rey Osterrieth). Além disso, será feita a análise inédita da habilidade de reconhecimento de emoções nesta população através do Teste de reconhecimento de emoções em faces humanas (Gur et al., 2001), relacionada ao hemisfério direito do cérebro. É de extrema importância investigar o funcionamento neuropsicológico de indivíduos vítimas de maus tratos na infância, uma vez que estes se encontram em período de maturação biológica e psicológica e necessitam de intervenções específicas de tratamento visando a retomada do desenvolvimento normal. (AU)

Resumo

O projeto prevê a capacitação e treinamento de bolsista de treinamento técnico (TT) nas especificidades e particularidades da avaliação neuropsicológica em idosos. Considerando que na avaliação do desempenho cognitivo destes indivíduos é necessária técnica específica de abordagem, condução da avaliação e interpretação dos resultados se torna necessário o desenvolvimento de um processo de treinamento que envolve desde a apresentação dos testes cognitivos empregados até sua aplicação e interpretação dos mesmos obtidos sob a óptica da influência da idade e escolaridades na discussão dos dados obtidos. (AU)

Resumo

Este estudo faz parte de um projeto maior sobre a "Avaliação Neuropsicológica e análise de funções corticais superiores em crianças com fissura labiopalatina" e tem por objetivo caracterizar as funções motora, rítmica, sinestésica, visual, da linguagem, memória, da leitura e escrita. Participarão 30 sujeitos na faixa etária de 07 a 12 anos de idade, ambos os sexos, diagnosticados com fissura labiopalatina, divididos em três grupos: GI, formado por 10 sujeitos com fissura labiopalatina pré-forame; GII, com 10 sujeitos com fissura labiopalatina pós-forame; e, GIII, composto por 10 sujeitos com fissura labiopalatina transforame. Para avaliação das funções neuropsicológicas será utilizado o Exame Neuropsicológico (Tabaquim, 2008), serão agendadas três sessões de 60 minutos aproximadamente, em hora e local previamente agendados. Os dados serão analisados descritiva e estatisticamente e relacionados à luz da literatura da área. (AU)

Resumo

O processamento auditivo central (PAC) é o conjunto de habilidades específicas que possibilita ao indivíduo a interpretação do que ouve. (ASHA, 2005)Trabalhos recentes sugerem que a formação musical formal, além de reforçar o conhecimento musical especifico, afeta substancialmente o desenvolvimento dos comportamentos básicos e processos neurais em uma série de domínios e modalidades. (Hannon, Trainor, 2007)Pessoas com formação musical podem detectar sons mais rápidos e de diferentes durações na música e na fala; de forma mais precisa e mais rápida do que pessoas que não tem formação. O treinamento musical facilita a capacidade de extrair padrões temporais durante períodos de tempo mais curtos ou mais longos de sequências sonoras, o que é necessário para identificar a melodia da música. (Wenjung et al., 2009).Trabalhos demonstram que os músicos adultos que começaram a treinar antes de sete anos de idade apresentaram melhor desempenho em tarefas visuo-motoras do que aqueles que começaram após sete anos de idade. (Bailey, Penhune, 2010).A dança combina diversos recursos, além de ser uma atividade física, combina emoções, a interação social, a estimulação sensorial, coordenação motora e a música, criando assim condições ambientais que enriquecem os indivíduos. A dança promove ampla gama de efeitos benéficos que não estão limitados ao desenvolvimento motor, postura e equilíbrio, mas abrange também habilidades cognitivas. (Kattenstroth et al., 2010). A execução dos passos na dança vem sempre acompanhada da música. Na dança, o indivíduo trabalha com habilidades motoras, espaciais e temporais, coordenação motora, memória e está continuamente exposto à música. O presente trabalho procura investigar se a dança influenciaria as habilidades do processamento auditivo.A amostra será composta de dois grupos, o grupo de dançarinos (GD) composto de 20 pessoas e o grupo controle (GC) composto de 20 pessoas, pareados por sexo, idade e anos de escolaridade.Os critérios de seleção da amostra para o grupo de dançarinos são: avaliação audiológica básica dentro da normalidade, sem evidências de alterações neurológicas, sem queixa de dificuldade de aprendizagem e com formação na área da dança (mínimo de oito anos). Os critérios de seleção para o grupo controle (não dançarinos) são: avaliação audiológica básica dentro da normalidade, sem evidências de alterações neurológicas, sem queixa de dificuldade de aprendizagem e sem nenhuma formação na área da dança e da música.Cada indivíduo será submetido a uma triagem auditiva, avaliação cognitiva (NEUPSILIN) e um questionário geral,será aplicado também o Teste GIN - Gaps in Noise e o Teste SSI .O teste Gaps In Noise (GIN) avalia a habilidade auditiva de resolução temporal, no qual se determina o limiar de detecção de gap, isto é, o menor espaço de tempo em milissegundos, que foi identificado como uma interrupção do estímulo sonoro (Musiek et al., 2004).O SSI é um teste de mensagem-fechada que solicita ao ouvinte identificar uma das diversas alternativas de sentenças fornecidas em associação a uma mensagem competitiva, que tem o papel de ruído de fundo. (Anastásio, Santos, 2005). (AU)

Resumo

Os distúrbios neuropsiquiátricos - agitação, apatia, depressão, perambulação noturna, distúrbios do sono, irritabilidade, comportamentos bizarros, entre outros - acometem até 80% dos pacientes com doença de Alzheimer (DA), são a principal fonte de sofrimento do pacientes e familiares, de elevação do risco de morbidade/ mortalidade. A avaliação dos distúrbios neuropsiquiátricos é um componente crucial das pesquisas em demência, especialmente em ensaios clínicos que visem o estabelecimento de novas estratégias de tratamento. De Medeiros et al. (2010), em colaboração com J. L. Cummings, responsável pela criação do Inventário Neuropsiquiátrico (NPI), desenvolveram uma nova versão deste instrumento - o Neuropsychiatric Inventory - Clinician Rating Scale (NPI-C). Os domínios do NPI-C podem ser aglutinados em quatro grupos sindrômicos (apatia, delírios/alucinações, agitação/vocalizações aberrantes e depressão). Em resumo, a estrutura do NPI-C inclui os doze domínios do NPI original, porém, abrange a expansão do número de itens de cada domínio e acrescenta dois novos domínios, totalizando 14 domínios. Ademais, o NPI-C adiciona à avaliação do paciente a impressão do clínico como parte da estrutura do instrumento. A inserção da avaliação do clínico como parte do instrumento aumenta sua sensibilidade. O NPI-C representa um avanço em relação ao NPI, podendo ser aplicado integralmente quando há o propósito de se investigar globalmente os sintomas neuropsiquiátricos na DA e em outras demências ou ser aplicado por domínios distintos quando se pretende avaliar grupos sindrômicos específicos, como apatia, agitação, agressividade, disforia, etc. Objetivo Geral - Estimar a confiabilidade e a validade concorrente do Neuropsychiatric Inventory - Clinician Rating Scale (NPI-C) em uma amostra brasileira de pacientes com doença de Alzheimer, de modo a tornar possível seu uso, em nosso meio, como um instrumento de medida global dos sintomas neuropsiquiátricos ou dos seus domínios sindrômicos específicos. Sujeitos - Serão investigados pacientes com doença de Alzheimer leve, moderada e grave, provenientes de centros de referência voltados ao diagnóstico e tratamento desta doença. Estima-se uma amostra de 100 pacientes e 100 respectivos cuidadores/familiares. Procedimentos Metodológicos - 1. A aplicação do NPI-C envolverá a consideração dos escores globais e dos escores correspondentes aos seus domínios sindrômicos específicos. 2. Os quatro grupos de domínios sindrômicos do NPI-C (apatia, delírios/alucinações, agitação/vocalizações aberrantes e depressão) serão comparados com escalas específicas que, tradicionalmente, medem esses respectivos domínios, para o estabelecimento da validade concorrente do instrumento. 3. A estimativa da validade concorrente dos quatro domínios sindrômicos do NPI-C será, portanto, efetuada com base nas comparações com outros instrumentos sugeridos por De Medeiros et al. (2010): a) Comparar o domínio Apatia do NPI-C com o Inventário de Apatia (Robert et al., 2002; 2009).b) Comparar o domínio Disforia/Depressão com a Escala de Cornell para Depressão na Demência (Alexopoulos et al., 1988).c) Comparar o domínio Agitação/Vocalizações Aberrantes com o Índice de Agitação de Cohen-Mansfield (Cohen-Mensfield et al., 1989).d) Comparar o domínio Delírios/Alucinações com a Escala Psiquiátrica Breve (Ventura et al., 1993). 4. Caracterização do perfil cognitivo e comprometimento global:a) Mini-Exame do Estado Mental (Folstein et al., 1975; Brucki et al., 2003).b) Escala de Deterioração Global (Reisberg et al., 1982).c) Escore Clínico de Demência (Morris, 1993). (AU)

Resumo

Abusos ocorridos durante a infância são conhecidos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças mentais, sejam de transtornos mentais de início na própria infância ou até posterioemente na vida adulta. Vários achados científicos demonstram associações entre alterações biológicas com a presença de história de abuso precoce, entre estas: alterações do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), do sistema nervoso autônomo (SNA), da arquitetura do sono, alterações imunológicas, alterações cerebrais estruturais e funcionais, assim como alterações neuropsicológicas. Ainda certos polimorfismos genéticos parecem conferir uma maior ou menor resiliência do indivíduo aos traumas, mas estes genótipos podem ter também sua expressão modulada através de experiências de afeto, continência e segurança. A relação vincular precoce é protetora dos filhotes e também das crianças, onde a modulação da reação ao estresse pode ser uma chave para o estudo da mesma. Hormônios como a ocitocina (OT) e a arginina-vasopressina (AVP) estão associadas a comportamentos de maternagem e melhor sociabilidade, sendo alvo de pesquisas experimentais. Contudo, muitas questões ainda precisam ser respondidas com relação a etiopatogenia de transtornos mentais associados a presença de eventos traumáticos violentos. Alguns casos desenvolvem transtornos mentais logo em seguida ao evento traumático, outros carregam um risco, que podem estar associado a fatores biológicos como os descritos acima. Alguns estudos sugerem que estas alterações e até mesmo o tipo de transtorno desenvolvido, depende da época na qual os abusos ocorrem, assim como do tipo de abuso, sua freqüência e duração e quem foi o perpetrador. As prevalências de diferentes tipos de violências intencionais (doméstica e sociais - taxas de homicídios, assaltos seqüestros), assim como de transtornos mentais decorrentes destes são elevadas em nosso país, o que torna fundamental o estudo desta relação. Neste estudo exploratório pretendemos estudar o impacto de experiências traumáticas nos diferentes estágios de evolução da criança e qual o efeito de intervenções clínicas usuais (psicofarmacoterapia e psicoterapias indicadas segundo manual de condutas) nos mesmos. Serão avaliadas as primeiras 60 crianças, com idades entre 7 e 12 anos, que procurem o ambulatório do Programa de Atendimento e Pesquisa de Violência. (PROVE), que tenham sido vítimas ou testemunhas de uma violência e/ou abuso, sendo que 40 (casos) apresentam transtorno mental, avaliados através de uma entrevista psiquiátrica semi-estruturada, e 20 (controles) não desenvolveram psicopatologia. Somente serão incluídas crianças que assinaram o termo de assentimento e os que os pais assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido previamente aprovados pelo comitê de ética em pesquisa da UNIFESP. Todos serão submetidos a uma avaliação clínica e psicométrica. Serão colhidas amostras de urina e saliva para avaliação do cortisol, melatonina, ocitocina e arginina-vasopressina para avaliar a presença de certos genes candidatos. Todos serão submetidos a uma ressonância magnética cerebral. Um subgrupo de 30 indivíduos (15 casos e 15 controles) escolhidos aleatoriamente, entre nossa amostra, serão submetidos a avaliação neuropsicológica. Os pacientes serão avaliados na entrada e após 12 meses. Os resultados deste estudo poderão nos orientar sobre a prevenção e tratamento dos quadros psiquiátricos relacionados a violência. (AU)

Resumo

A ataxia espinocerebelar 3 (AEC) também denominada Doença de Machado Joseph (DMJ) é a AEC hereditária mais frequente no Brasil levando essas pessoas a apresentarem prejuízos cognitivos como parte das manifestações clínicas. O objetivo deste projeto será estabelecer o perfil cognitivo de pacientes com a DMJ e para isso será realizada avaliação neuropsicológica. Também serão obtidos dados de neuroimagem e de manifestações clínicas. Para a análise dos dados será realizado o teste t de Student ou Mann-Whittney para comparar os domínios cognitivos mais afetados entre os pacientes com a DMJ e grupo controle seguido por teste de correlação de Spearman e análise de regressão entre os testes estatisticamente significativos para os domínios cognitivos e variáveis demográficas, clínicas, genéticas e de neuroimagem. Com esta pesquisa pretende-se avaliar a associação entre déficits neuropsicológicos e alterações de neuroimagem em pacientes com a DMJ. (AU)

Resumo

Abusos ocorridos durante a infância são conhecidos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças mentais, sejam de transtornos mentais de início na própria infância ou até posterioemente na vida adulta. Vários achados científicos demonstram associações entre alterações biológicas com a presença de história de abuso precoce, entre estas: alterações do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), do sistema nervoso autônomo (SNA), da arquitetura do sono, alterações imunológicas, alterações cerebrais estruturais e funcionais, assim como alterações neuropsicológicas. Ainda certos polimorfismos genéticos parecem conferir uma maior ou menor resiliência do indivíduo aos traumas, mas estes genótipos podem ter também sua expressão modulada através de experiências de afeto, continência e segurança. A relação vincular precoce é protetora dos filhotes e também das crianças, onde a modulação da reação ao estresse pode ser uma chave para o estudo da mesma. Hormônios como a ocitocina (OT) e a arginina-vasopressina (AVP) estão associadas a comportamentos de maternagem e melhor sociabilidade, sendo alvo de pesquisas experimentais. Contudo, muitas questões ainda precisam ser respondidas com relação a etiopatogenia de transtornos mentais associados a presença de eventos traumáticos violentos. Alguns casos desenvolvem transtornos mentais logo em seguida ao evento traumático, outros carregam um risco, que podem estar associado a fatores biológicos como os descritos acima. Alguns estudos sugerem que estas alterações e até mesmo o tipo de transtorno desenvolvido, depende da época na qual os abusos ocorrem, assim como do tipo de abuso, sua freqüência e duração e quem foi o perpetrador. As prevalências de diferentes tipos de violências intencionais (doméstica e sociais - taxas de homicídios, assaltos seqüestros), assim como de transtornos mentais decorrentes destes são elevadas em nosso país, o que torna fundamental o estudo desta relação. Neste estudo exploratório pretendemos estudar o impacto de experiências traumáticas nos diferentes estágios de evolução da criança e qual o efeito de intervenções clínicas usuais (psicofarmacoterapia e psicoterapias indicadas segundo manual de condutas) nos mesmos. Serão avaliadas as primeiras 60 crianças, com idades entre 7 e 12 anos, que procurem o ambulatório do Programa de Atendimento e Pesquisa de Violência. (PROVE), que tenham sido vítimas ou testemunhas de uma violência e/ou abuso, sendo que 40 (casos) apresentam transtorno mental, avaliados através de uma entrevista psiquiátrica semi-estruturada, e 20 (controles) não desenvolveram psicopatologia. Somente serão incluídas crianças que assinaram o termo de assentimento e os que os pais assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido previamente aprovados pelo comitê de ética em pesquisa da UNIFESP. Todos serão submetidos a uma avaliação clínica e psicométrica. Serão colhidas amostras de urina e saliva para avaliação do cortisol, melatonina, ocitocina e arginina-vasopressina para avaliar a presença de certos genes candidatos. Todos serão submetidos a uma ressonância magnética cerebral. Um subgrupo de 30 indivíduos (15 casos e 15 controles) escolhidos aleatoriamente, entre nossa amostra, serão submetidos a avaliação neuropsicológica. Os pacientes serão avaliados na entrada e após 12 meses. Os resultados deste estudo poderão nos orientar sobre a prevenção e tratamento dos quadros psiquiátricos relacionados a violência. (AU)

Resumo

ResumoNeste estudo faremos uma avaliação de seguimento (follow-up) de uma coorte formada a partir de vítimas de violência intencional provenientes de um estudo epidemiológico na cidade de São Paulo, que desenvolveram (casos n=43) ou não (controles n=101) um transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), e 81 casos com TEPT que procuraram espontaneamente o ambulatório do programa de atendimento e pesquisa em violência (PROVE) e 42 vítimas de violência que não desenvolveram TEPT (casos controle). Desta forma teremos uma amostra com dois tipos de portadores de TEPT, com demanda espontânea e ao acaso (esta última mais os controles uma amostra "nested-based"), permitindo comparações intraamostrais. No total temos então 267 indivíduos sendo 124 casos e 143 controles. Todos os indivíduos realizaram, há no máximo dois anos, bateria de avaliação referente a estudo de caso controle, com avaliações sociodemográficas, clínicas, antecedentes de história de abuso, subamostras avaliações volumétricas de regiões cerebrais através de ressonância magnética, avaliações de funções neuropsicológicas, avaliações do funcionamento do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, avaliações de genes candidatos (BDNF, receptores de glicocorticóides, sistemas dopaminérgicos, serotoninérgicos) e estudo de imagens cerebrais do transportador de dopamina utilizando o SPECT como rádio-traçador [99MTC]TRODAT-1. Os indivíduos portadores de TEPT receberam tratamento padronizado, segundo guias de conduta internacionais no ambulatório do PROVE. Neste estudo pretendemos reavaliar após ao menos 2 anos da entrada do paciente no estudo de caso controle, todos os pacientes desta coorte, para observar dados relacionados à evolução dos mesmos, como remissão, recaídas, mortes, não aderência ao tratamento e suas razões, óbitos, assim como reavaliar algumas funções neuropsicológicas. Esta avaliação de seguimento de uma coorte, nascida de um "nested case control", acreditamos que vai produzir dados de grande originalidade e relevância. Serão comparados os resultados desta coorte com os casos da amostra de procura espontânea que realizaram as avaliações psicométricas, clínicas e biológicas e serão também reavaliados, pelos mesmos procedimentos. (AU)

Resumo

Neste estudo faremos uma avaliação de seguimento (follow-up) de uma coorte formada em 2008, a partir de vítimas de violência intencional provenientes de um estudo epidemiológico na cidade de São Paulo, que desenvolveram (casos n=43) ou não (controles n=101) um transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), e 81 casos com TEPT que procuraram espontaneamente o ambulatório do programa de atendimento e pesquisa em violência (PROVE) e 42 vítimas de violência que não desenvolveram TEPT (casos controle). Uma amostra com dois tipos de portadores de TEPT, com demanda espontânea e ao acaso (esta última mais os controles uma amostra "nested-based"), permitindo comparações intra-amostrais. No total temos então 267 indivíduos sendo 124 casos e 143 controles. Todos os indivíduos realizaram, há no máximo dois anos, bateria de avaliação referente a estudo de caso controle, com avaliações sociodemográficas, clínicas, antecedentes de história de abuso, sub-amostras avaliações volumétricas de regiões cerebrais através de ressonância magnética, avaliações de funções neuropsicológicas, avaliações do funcionamento do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, avaliações de genes candidatos (BDNF, receptores de glicocorticoides, sistemas dopaminérgicos, serotoninérgicos) e estudo de imagens cerebrais do transportador de dopamina utilizando o SPECT como radio traçador [99MTC]TRODAT-1. Os indivíduos portadores de TEPT receberam tratamento padronizado, segundo guias de conduta internacionais no ambulatório do PROVE. Neste estudo pretendemos reavaliar após ao menos 2 anos da entrada do paciente no estudo de caso controle, todos os pacientes desta coorte, para observar dados relacionados à evolução dos mesmos, como remissão, recaídas, mortes, não aderência ao tratamento e suas razões, óbitos, assim como reavaliar o funcionamento mental através de avaliação neuropsicológica. Esta avaliação de seguimento de uma coorte, nascida de um "nested case control", acreditamos que vai produzir dados de grande originalidade e relevância. Serão comparados os resultados desta coorte com os casos da amostra de procura espontânea que realizaram as avaliações psicométricas, clínicas e biológicas e serão também reavaliados, pelos mesmos procedimentos. (AU)

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A avaliação neuropsicológica de adolescentes com histórico de estresse emocional precoce é fundamental para compreensão diagnóstica e para o sucesso do tratamento na área de saúde mental. Além disso, pesquisas na área são essenciais para estudar o perfil dessa população e, consequentemente, adotar estratégias de tratamento adequadas. Apesar disso, o tema não é amplamente explorado, com critérios metodológicos adequados (Oliveira et al, no prelo). O objetivo da bolsa é capacitar o aluno tanto para a realização de avaliações neuropsicológicas com adolescentes vítimas de estresse emocional precoce, quanto para analisar cientificamente os dados obtidos e estimular a produção científica na área. Com isso, espera-se formar novos profissionais, aptos para desenvolverem pesquisas relevantes internacionalmente e inovadoras na área. (AU)

Resumo

O Programa inclui metodologia que objetiva não só a apresentação de trabalhos estabelecidos, bem como a oportunidade de interação e debate com o público presente, favorecendo a interlocução constante entre os participantes. A programação científica do evento engloba 15 Conferências, 6 Simpósios, 14 Mesas-redondas, 5 sessões de apresentação oral (Temas Livres), 2 Cursos trans-congresso, exposição de pôsteres nos 2 dias do evento. Para proferir a conferência de abertura do Congresso foi convidado Dr. Marcos Montagnini, médico do Departamento de Geriatria (Internal Medicine) da Universidade de Michigan , Diretor do VA Ann Arbor Healthcare System Palliative Care Program, autor de diversas publicações. Os principais temas a serem contemplados são: A atuação psicológica em unidade de emergência: hepatite fulminante; implicações para o profissional de saúde e tentativa de suicídio; Assistência psicológica em casos de alta complexidade: pessoas ostomizadas, HIV/Aids, processo transexualizador; parâmetros para avaliação dos resultados da atuação do psicólogo no SUS; Psicologia, SUS e transplante de órgãos: atitudes do público brasileiro; doação em transplante intervivos; qualidade de vida; bioética e comercialização de órgãos em transplante intervivos; Avaliação psicológica em situações de violência física e sexual; terapêutica psicológica nos casos de violência à criança; Abordagem psicológica e saúde do trabalhador; Protocolos de assistência psicológica nos CAPSI; Qualidade de vida e atuação específica do psicólogo em geriatria; Terapia cognitivo comportamental com pacientes obesos; A Psicologia e o Programa de Saúde da Família; Ética, finitude e SUS; Formas de tratamento psicológico no diagnóstico de transtorno alimentar; ensino e psicologia no SUS; Atenção à saúde da mulher: aborto, gestação na adolescência e infertilidade; Diagnóstico e tratamento psicológico em oncologia; reabilitação de pacientes com AVC; protocolos de avaliação neuropsicológica em hospitais públicos. (AU)

Resumo

Abusos ocorridos durante a infância são conhecidos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças mentais, sejam de transtornos mentais de início na própria infância ou na vida adulta. Vários achados científicos demonstram associações entre alterações biológicas com a presença de história de abuso precoce, entre estas: alterações do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), do sistema nervoso autônomo (SNA), da arquitetura do sono, alterações imunológicas, alterações cerebrais estruturais e funcionais, assim como alterações neuropsicológicas. Ainda certos polimorfismos genéticos parecem conferir uma maior ou menor resiliência do indivíduo aos traumas, mas estes genótipos podem ter também sua expressão modulada através de experiências de afeto, continência e segurança. Contudo, muitas questões ainda precisam ser respondidas com relação a etiopatogenia de transtornos mentais associados a presença de eventos traumáticos violentos. Alguns casos desenvolvem transtornos mentais logo em seguida ao evento traumático, outros carregam um risco, que podem estar associado a fatores biológicos como os descritos acima. Alguns estudos sugerem que estas alterações e até mesmo o tipo de transtorno desenvolvido, depende da época na qual os abusos ocorrem, assim como do tipo de abuso, sua frequência e duração e quem foi o perpetrador. As prevalências de diferentes tipos de violências intencionais (doméstica e sociais - taxas de homicídios, assaltos seqüestros), assim como de transtornos mentais decorrentes destes são elevadas em nosso país, o que torna fundamental o estudo desta relação. Neste estudo exploratório pretendemos estudar o impacto de experiências traumáticas nos diferentes estágios de evolução da criança e qual o efeito de intervenções clínicas usuais (psicofarmacoterapia e psicoterapias indicadas segundo manual de condutas) nos mesmos. Serão avaliadas as primeiras 60 crianças, com idades entre 7 e 12 anos, que procurem o ambulatório do Programa de Atendimento e Pesquisa de Violência. (PROVE), que tenham sido vítimas ou testemunhas de uma violência e/ou abuso, sendo que 40 (casos) apresentam transtorno mental, avaliados através de uma entrevista psiquiátrica semi-estruturada, e 20 (controles) não desenvolveram psicopatologia. Somente serão incluídas crianças que assinaram o termo de assentimento e os que os pais assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido previamente aprovados pelo comitê de ética em pesquisa da UNIFESP. Todos serão submetidos a uma avaliação clínica e psicométrica. Serão colhidas amostras de saliva para avaliação do cortisol, melatonina e saliva para avaliar a presença de certos genes candidatos. Um subgrupo de 30 indivíduos (15 casos e 15 controles) escolhidos aleatoriamente, entre nossa amostra, serão submetidos a avaliação neuropsicológica e realizarão uma ressonância magnética cerebral. Os pacientes serão avaliados na entrada e após 12 meses. Os resultados deste estudo poderão nos orientar sobre a prevenção e tratamento dos quadros psiquiátricos relacionados a violência. (AU)

Resumo

Este estudo faz parte de um projeto maior sobre a "Avaliação Neuropsicológica e análise de funções corticais superiores em crianças com fissura labiopalatina" e tem por objetivo caracterizar as funções motora, rítmica, sinestésica, visual, da linguagem, memória, da leitura e escrita. Participarão 30 sujeitos na faixa etária de 07 a 12 anos de idade, ambos os sexos, diagnosticados com fissura labiopalatina, divididos em três grupos: GI, formado por 10 sujeitos com fissura labiopalatina pré-forame; GII, com 10 sujeitos com fissura labiopalatina pós-forame; e, GIII, composto por 10 sujeitos com fissura labiopalatina transforame. Para avaliação das funções neuropsicológicas será utilizado o Exame Neuropsicológico (Tabaquim, 2008), serão agendadas três sessões de 60 minutos aproximadamente, em hora e local previamente agendados. Os dados serão analisados descritiva e estatisticamente e relacionados à luz da literatura da área. (AU)

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