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Presença de mutações e/ ou polimorfismos nos genes da via t helper 17 (interleucinas (IL) il-17a,il-23 e IL-27) e do cd226 em pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 1 autoimune

Beneficiário:Maria Elizabeth Rossi da Silva
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Elizabeth Rossi da Silva
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:08/04472-6
Vigência: 01 de agosto de 2008 - 31 de julho de 2011
Assunto(s):EndocrinologiaAutoanticorpos
Resumo
Diabetes Mellitus tipo 1 é uma doença crônica na qual ocorre destruição das células beta pancreáticas. O subtipo 1A corresponde a mais de 80% dos casos e se caracteriza pela presença de autoanticorpos circulantes contra mútiplos autoantígenos. Estudos sugerem que a tolerância imunológica contra as células beta é quebrada por fatores ambientais, levando à sua destruição em indivíduos predispostos geneticamente. Há uma concordância entre irmãos de 6% em comparação a 0,4% na população caucasiana americana podendo chegar a 70% entre gêmeos monozigóticos, evidenciando a influência genética na patologia. Os principais genes envolvidos no diabetes tipo 1A são: genes do sistema HLA-DR3/DR4, que provêem 40 a 50% do risco hereditário para o diabetes; VNTR do gene da Insulina; genes PTPN22 e CTLA4. Em indivíduos com DM 1A, a ativação de células T desencadeia a infiltração linfocitária nas ilhotas pancreáticas (insulinite), assim como a ativação da resposta humoral. Células T ativadas apresentam padrões variados de produção de citocinas, sendo as vias Th1 e Th2 as mais discerníveis. Recentemente, estudos mostraram a existência de uma outra subpopulação de células T envolvida em vias inflamatórias distintas, sendo denominada Th17. As células Th17 compreendem um grupo específico de células TCD4+ associado a várias doenças auto-imunes: artrite reumatóide, dermatite, asma e doença de Crohn, e o diabetes autoimune em animais. Secretam a IL-17, que atua na imunoregulação, manutenção da homeostase e expressão de doenças inflamatórias. Esta via é estimulada pela IL-23, produzida pelas células dendríticas e macrófagos, promovendo sua proliferação. Uma ligação potencial entre a via Th17 e o diabetes autoimune vem da observação que a IL-23 induz diabetes em ratos se houver a co-administração de baixas doses de estreptozocina, substância diabetogênica. Evidenciou-se relação direta entre o aumento da expressão da IL-17 e o grau de destruição das células beta. A via Th17 e a inflamação são reguladas negativamente pela IL-27, expressa predominantemente em macrófagos, células dendríticas e células endoteliais, podendo representar uma resposta supressiva do hospedeiro ao ataque autoimune. A interleucina 27 tem ainda como função iniciar a via Th1. Participando ainda da resposta imune, a molécula de adesão CD226(DNAM-1), tem sido sugerida como atuante na autoimunidade. Está expressa em todas células NK humanas, células T, monócitos e plaquetas. Participa da transdução de sinal envolvido na citotoxicidade mediada pelo linfócito T citotóxico e na diferenciação e proliferação de células T naive em células Th1 . Todos estas moléculas têm sido fortemente implicadas na autoimunidade, mas não há ainda avaliações dos seus genes em diabetes autoimune no homem. Estudos genéticos auxiliam na compreensão dos mecanismos da doença e sua prevenção. Objetivos: Avaliar os genes do CD226, IL-23, IL-17 e IL-27 em pacientes com DM tipo 1A e comparar com controles normais. Casuística: 300 pacientes diabéticos tipo 1 e 300 controles normais. Metodologia: 1)Seqüenciamento dos genes: Screening de mutações ou polimorfismos será realizado para exons e/ou regiões promotoras através da amplificação por PCR. 2)Genotipagem do Sistema HLA. 3) Determinação de: glicose, peptídeo C, hemoglobina glicada, autoanticorpos anti-tireoglobulina, antiperoxidase, anti-endomísio, anti-gliadina e anti-21 hidroxilase, anti-IA2, anti-GAD. 4) Expressão do receptor da IL-17 em linfócitos periféricos. Análise Estatística: Para comparar a frequência de eventuais polimorfismos e mutações na população diabética versus controle será utilizado o teste do qui-quadrado e , para análise dos parâmetros laboratoriais e achados genéticos , a Regressão Logística de Cox. (AU)

Caracterização fenotípica e grau de ativação de células dendríticas plasmocitóides ao estímulo in vitro com oligodeoxinucleotídeos CpG na urticária crônica

Beneficiário:Maria Notomi Sato
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Notomi Sato
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:07/58485-9
Vigência: 01 de julho de 2008 - 30 de junho de 2010
Assunto(s):Interferon alfa
Resumo
A urticária crônica (UC) é caracterizada pelo aparecimento de pápulas eritêmato-edematosas, evanescentes, que cursam1com ou sem angioedema, com duração dos sintomas maior do que 6 semanas. A UC acomete aproximadamente 0,1% da população geral, e reduz significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Os casos mais graves de UC são de difícil tratamento, e a gravidade dos sintomas parece depender do grau de ativação dos mastócitos e basófilos, da liberação de histamina e da ativação do sistema complemento. Aproximadamente 35-50% dos pacientes com UC desenvolvem autoanticorpos contra a cadeia alfa do receptor de alta afinidade para IgE (FceRI) e contra a molécula IgE, caracterizados como UC auto-imune. Entretanto, grande maioria dos pacientes com UC ainda são considerados de origem idiopática. A investigação de agentes imunomoduladores capazes de modular as funções da resposta imune inata e conseqüentemente a qualidade da resposta adaptativa, pode contribuir ao estudo da imunopatogênese da UC. Vários estudos vem utilizando como adjuvante vacinal seqüências imunoestimulatórias de DNA, como os oligodeoxinucleotídeos (ODN) sintéticos que contém motivos CpG, que mimetizam o DNA bacteriano e são capazes de estimular a resposta imune inata. O ODN-CpG é capaz de ativar as células que expressam Toll-like receptor 9, como as células B e células dendríticas plasmocitóides (pDC), a produzirem citocinas, quimiocinas e expressarem moléculas co-estimulatórias. Outros ODNs, como o ODN-supressor tem sido caracterizado por motivos supressores, capaz de bloquear a atividade modulatória do CpG. Nossos resultados preliminares mostraram que na UC, há uma deficiente produção de IFN-α após estímulo com CpGA quando comparados aos indivíduos sadios. Considerando que a pDC é o principal subtipo produtor de IFN-a em resposta ao CpG, torna-se fundamental caracterizar fenotipicamente e funcionalmente as pDC na UC. Desta forma, o projeto tem como objetivo avaliar na UC, a capacidade de resposta in vitro ao CpGA e verificar a ação modulatória do ODN-Supressor na produção de citocinas induzida pelo CpGA. Caracterizar e quantificar as pDCs no sangue periférico e avaliar o grau de ativação das células em resposta ao CpG, pela expressão de moléculas co-estimulatórias/ativação e pela expressão de mRNA para TLR9 e IFN-α. É proposta também avaliar na UC, a influência de mediadores, como a histamina e seus receptores H1, H2 e H3 na ativação das pDC pelo CpG. (AU)

Associação entre o consumo alimentar e a atividade da proteína transportadora de éster de colesterol e da lipoproteína de baixa densidade eletronegativa em adolescentes

Beneficiário:Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres
Instituição: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:07/57602-1
Vigência: 01 de julho de 2008 - 30 de junho de 2010
Assunto(s):AdolescentesObesidadeOxidaçãoNutrição do adolescente
Resumo
A obesidade é um importante problema de Saúde Pública e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) representa uma epidemia global. É considerada uma doença crônica, multifatorial, caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo no organismo, na qual tanto o aporte calórico, quanto o gasto energético dependem não só de fatores genéticos e fisiológicos, mas também de variáveis culturais, sociais e psicológicas associadas à quantidade e a qualidade da alimentação. Neste contexto, os adolescentes como foco de mudanças fisiológicas, anatômicas, culturais e sociais tornam-se um grupo de elevado risco de obesidade e suas complicações. O objetivo do presente estudo é avaliar a possível associação entre o consumo alimentar e a Proteína Transportadora de Ester de Colesterol (CETP) e a Lipoproteína de Baixa Densidade Eletronegativa (LDL) em adolescentes Eutróficos, com Sobrepesos e Obesos. Serão recrutados adolescentes de ambos os sexos, com faixa etária de 10 a 19 anos e regularmente matriculados em escolas públicas e particulares da cidade de São Paulo. Os adolescentes serão divididos em três grupos: Eutróficos, Sobrepeso e Obeso, segundo a Organização Mundial da Saúde, por sexo e idade. Após jejum (12-15h) será coletada uma amostra de sangue e a partir do plasma serão realizadas as seguintes análises: perfil lipídico total (kits comerciais), CETP e NEFAs (kit comerciais), LDL e seus autoanticorpos (ELISA), transferência de lipídeos para a HDL e tamanho da HDL (Laser Light Scatering). Serão coletadas informações antropométricas (peso, altura e composição corporal - BIA) e dados de consumo alimentar (3 x R24h). A partir dos resultados de bioimpedância serão determinados os percentuais de gordura e massa muscular. Os dados dos R24h serão analisados no programa Nutrition Data System (NDS). Com a realização da presente proposta, pretende-se identificar possíveis perfis nutricionais (consumo e antropometria) que possam modificar em múltiplos níveis a susceptibilidade oxidativa da LDL e desse modo, reduzir o risco cardiovascular dos adolescentes. (AU)

Genética do diabetes tipo 1 a: gene da interleucina-21 e seu receptor e gene PTPN22

Beneficiário:Maria Elizabeth Rossi da Silva
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Elizabeth Rossi da Silva
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:06/06390-1
Vigência: 01 de abril de 2008 - 30 de abril de 2011
Assunto(s):Auto-imunidadeEndocrinologiaGenética
Resumo
O diabetes tipo 1A (DM1A) é uma doença auto-imune caracterizada pela infiltração pancreática de linfócitos T e B, levando à perda progressiva da capacidade de secreção de insulina pelas células beta pancreáticas. Nesta patologia estão presentes marcadores séricos de auto-imunidade contra antígenos pancreáticos (autoanticorpos ICA, IAA, GADab e IA2ab), porém a etiologia do processo auto-imune ainda é desconhecida. Tem sido proposto que a autoimunidade seja iniciada por linfopenia e expansão homeostática compensatória de células T autoreativas ativadas pela interleucina-21 (IL-21). King e col. 2004), utilizando camundongos NOD, sugere que IL21 seja o gene candidato da região Idd3. Não há ainda avaliação em humanos da expressão da IL-21 ou do receptor da IL-21 em pacientes diabéticos. No presente projeto pretendemos estudar a presença de polimorfismos na região promotora do gene da Interleucina-21 (IL-21) e avaliar a expressão do receptor da interleucina-21 em pacientes portadores de DM1A e sua associação com genes HLA e auto-anticorpos. Em continuidade à nossa linha de pesquisa em genética do diabetes autoimune, pretendemos também avaliar o polimorfismo 1858C>T do gene PTPN22 (Protein Tyrosine Phosphatase, non receptor 22), gene inibidor da ativação de linfócitos T relacionado com DM1A e outras doenças autoimunes, mas ainda não estudado na população brasileira. Até o momento o nosso grupo avaliou polimorfismos relacionados com predisposição genética à diabetes, nos alelos DRB e DQB1 do sistema HLA em 180 pacientes com DM1A e na regiao do VNTR do gene da Insulina e ctla4 em 300 pacientes (artigo em fase de elaboração). (AU)

Papel dos lipídeos e antioxidantes dietéticos nas propriedades oxidativas e inflamatórias da pah-ah em adolescentes

Beneficiário:Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres
Instituição: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:07/51664-5
Vigência: 01 de março de 2008 - 28 de fevereiro de 2010
Assunto(s):AdolescentesInflamaçãoObesidadeOxidaçãoNutrição do adolescente
Resumo
Introdução: O sobrepeso e a obesidade representam um grave problema de Saúde Pública, tendo seu desenvolvimento associado à adolescência impacto negativo na fase adulta, sobretudo, devido suas complicações metabólicas. Considerando o caráter crônico e inflamatório de baixa intensidade da obesidade, o envolvimento do PAF, da PAF-AH e de produtos de oxidação toma-se importante. Objetivo: Avaliar o papel dos lipídeos e antioxidantes dietéticos nas propriedades oxidativas e inflamatórias do PAF-AH em adolescentes obesos. Metodologia: A partir de uma amostra de adolescentes (10 a 19 anos), de ambos os sexos serão formados os seguintes grupos: Eutróficos (n=58), Sobrepeso (n=58) e Obesos (n=58). Após um jejum de 12-15h será coletada uma amostra de sangue (20,0 mL), a partir da qual serão monitorados a atividade da PAF-AH (reação colorimétrica comercial), antioxidantes dietéticos (retinol, (3-caroteno, atocoferol, licopeno e ácido ascórbico, por meio de HPLC), LDL e seus auto-anticorpos (ELISA). Serão avaliados ainda os dados antropométricos (peso, altura e composição corporal) e o hábito alimentar (três R24 h). Resultados esperados: A partir desses resultados pretende-se verificar se as dislipidemias e os processos oxidativos nos adolescentes sofrem modulação do estado nutricional e dos componentes dietéticos e se a atividade da PAF-AH varia em função destes fatores, resultando ou não em modificações na geração de LDL e seus auto-anticorpos. (AU)

Estudo prospectivo de capilaroscopia periungueal em crianças e adolescentes com doenças reumáticas e de videocapilaroscopia em crianças e adolescentes saudáveis

Beneficiário:Maria Teresa de Sande e Lemos Ramos Ascensão Terreri
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Teresa de Sande e Lemos Ramos Ascensão Terreri
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:07/55617-1
Vigência: 01 de fevereiro de 2008 - 31 de julho de 2010
Assunto(s):Dermatomiosite
Resumo
A capilaroscopia periungueal (CPU) é um método diagnóstico simples, não invasivo e de baixo custo que permite o estudo in vivo do estado funcional e morfológico da rede capilar através da visualização direta da fileira distal de capilares da região periungueal dos dedos das mãos. Ela é usada para auxílio diagnóstico de doenças como esclerodermia, dermatomiosite, lupus eritematoso sistêmico e doença mista do tecido conjuntivo; para diferenciar doença ativa e inativa, principalmente na dermatomiosite e para distinguir o fenômeno de Raynaud primário do secundário. A maioria dos relatos de CPU tem sido qualitativa e semi-quantitativa. Trabalhos com métodos quantitativos (videocapilaroscopia - VCP) são raros principalmente na infância. Nosso objetivo foi: Determinar prospectivamente o valor da CPU semi-quantitativa para a evolução a longo prazo (em 2 avaliações com intervalo de 1 ano) e avaliar a intervenção terapêutica na dermatomiosite juvenil; Avaliar prospectivamente uma coorte de pacientes com fenômeno de Raynaud em relação aos sinais e sintomas, alterações laboratoriais e alterações capilaroscópicas sugestivas de colagenose para determinar o prognóstico e identificar os preditores de evolução além de distinguir o fenômeno de Raynaud primário do secundário. Caracterizar prospectivamente a CPU de pacientes com colagenoses (Lupus eritematoso sistêmico, Esclerodermia, Doença mista do tecido conjuntivo, Artrite idiopática juvenil) e relacioná-la com comprometimento clínico e laboratorial e atividade de doença; Padronização de VCP em crianças saudáveis. Foram avaliados 160 crianças e adolescentes com colagenoses e 40 com fenômeno de Raynaud através de avaliação clínica, laboratorial e CPU. A avaliação clínica foi feita através da anamnese e exame físico dando ênfase nas possíveis alterações cutâneas (espessamento da pele, sinal de Gottron, heliotropo, fotossensibilidade, hiperemia periungueal e FRy), calcinose, úlceras digitais, reabsorção de polpas digitais, artrite/artralgia, fraqueza muscular, alterações esofágicas (disfagia) e pulmonares (dispnéia), e avaliação de força muscular na DMJ. O escore de força muscular foi modificado do instrumento The Childhood Myositis Assessment Scale (CMAS), sendo a criação da força muscular entre 0 e 51 (Lovell et al., 1999). A avaliação laboratorial inclui hemograma, provas de fase aguda (VHS e PCR), enzimas musculares, auto-anticorpos (anticorpo antinuclear - ANA, fator reumatóide, anti-DNA, anti-ENA (antígenos nucleares extraíveis), anti-Sc170, anti-PM-Sc1, anti-centrómero, anti-cardiolipina) e complemento (CH50 e C2 hemolitico). Nos pacientes com esclerodermia sistêmica foram realizadas prova de função pulmonar, ecocardiograma e tomografia de tórax. A avaliação capilaroscópica foi realizada através de um microscópio óptico com aumentos de 10 e 16 vezes. A CPU foi considerada normal na presença de capilares dispostos paralelamente sem dismorfias capilares e ausência de áreas de deleção. A microangiopatia inespecifica foi definida como capilares ectasiados e outras alterações morfológicas na ausência de áreas de deleção. O padrão SD foi caracterizado pela presença de capilares ectasiados ou megacapilares e de áreas avasculares traduzindo deleção capilar. Foram avaliados 40 crianças e adolescentes saudáveis através da VCP. A VCP foi realizada com estereomicroscópio Olympus Trinocular com aumento de 100%, acoplado a uma câmera Digital colorida que transportou as imagens captadas pela CPU convencional para um computador onde estas foram armazenadas e posteriormente processadas. O programa usado para realização das medidas videomorfométricas foi o Image-Pro Plus version 6.0 (Copyright Media Cybernetics). As imagens obtidas no estereomicroscópio foram captadas no aumento de 100x e sempre da área periungueal mais central dos dedos (com exceção dos polegares), de modo a se obter o maior número de alças capilares passível. Utilizando-se o recurso measurements do programa lmage-Pro Plus foi possível, com o auxílio do mouse, fazer nas imagens captadas, medidas entre dois pontos previamente marcados para aferir o comprimento, a espessurado capilar e a distância entre dois capilares. Este relatório refere-se às atividades relacionadas ao desenvolvimento do projeto de pesquisa desenvolvidas no periodo de fevereiro de 2008 a julho de 2010 (projeto n° 07/55617-1). Comentaremos os resultados finais do estudo e a apresentação em congressos nacionais e internacionais. (AU)

Os autoanticorpos no lúpus neuropsiquiátrico

Beneficiário:Lilian Tereza Lavras Costallat
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Lilian Tereza Lavras Costallat
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:07/55568-0
Vigência: 01 de dezembro de 2007 - 30 de novembro de 2009
Assunto(s):Autoanticorpos
Resumo
O lúpus eritematoso pode se apresentar inicialmente ou evoluir com manifestações neuropsiquiátricas (MNP), que são de difícil diagnóstico. Não existem testes padrão ouro para esta diagnóstico e nosso grupo tem trabalhado com testes de imagem para identificar e classificar estas lesões do sistema nervoso central. Uma outra metodologia importante para auxiliar o melhor diagnóstico são testes sorológicos para estudar a presença de auto-anticorpos. Os auto-anticorpos podem estar relacionados as manifestações do sistema nervoso central e à psicose, mas eles não são rotineiramente avaliados em todos os pacientes, por dificuldades técnicas ou mesmo pela ausência de critérios bem definidos das MNP. Alguns métodos diagnósticos são bastante elaborados e não seriam aplicáveis na pratica clinica e sim em laboratórios de pesquisa. Nosso objetivo é estudar os auto-anticorpos anti gangliosideos, anticardiolipina, anti-P e anti-Sm, pelo método de ELISA, avaliando pacientes classificados quanto às MNP pelos critérios do ACR para LES neuropsiquiátrico em com ou sem MNP e se a presença destes auto-anticorpos tem associação com MNP no LES , para que se proponha um painel de auto-anticorpos para estas manifestações facilmente exequível pelo método imunoenzimático (ELISA). (AU)

Papel da saliva de insetos hematófagos na fisiopatologia do pênfigo foliáceo endêmico (fogo selvagem-fs)

Beneficiário:Ana Maria Ferreira Roselino
Instituição: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Ana Maria Ferreira Roselino
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:07/54416-2
Vigência: 01 de novembro de 2007 - 30 de abril de 2010
Assunto(s):Lutzomyia longipalpisSaliva
Resumo
O pênfigo foliáceo (PF), endêmico no Brasil, incluída a região nordeste do estado de SP, caracteriza-se pela ligação de auto anticorpos IgG4 aos ectodomínios da desmogleína 1 (Dsg1) componente protéico do desmossomo determinando acantólise e conseqüente formação de bolhas na epiderme. A ocorrência familiar e relatos da exposição à picada de insetos hematófagos têm implicado fatores genéticos e ambientais como participantes no desencadeamento desta doença. Desde 1942, verifica-se a presença de insetos Simulium nigrimanum em áreas endêmicas de PF Dados do nosso grupo que apontam anticorpos IgG contra maxadilan - proteína salivar de flebótomos Lutzomyia longipalpis e L. neivai (cuja sequência max símile depositamos no Genebank sob o nº EF601123) - no soro de doentes com PF, tornam este projeto promissor, uma vez que extratos salivares de S. vittatturn possuem proteína vasodilatadora análoga ao maxadilan, além de confirmarem a presença de antígenos salivares imunizantes. Tais evidências reforçam a hipótese de um agente ambiental na produção de anticorpos que desencadeariam a doença auto-imune em fase posterior às picadas dos insetos hematófagos. A sensibilização a antígenos salivares de insetos será medida in vivo por prick e patch test. As respostas humoral e celular contra proteínas salivares de Lutzomyia sp. e Simulium sp. serão constatadas por Elisa, CIE, dot blot, immunoblotting, e cultura de monócitos periféricos. Animais serão injetados com soro anti-proteínas salivares, produzido em coelhos, guardando semelhança ao modelo experimental produzido com soro de pacientes com PF, para verificação de possível ligação dos anticorpos anti-proteínas salivares aos desmossomas da epiderme. Resultados preliminares e inéditos mostram amplificação de fragmento de 250 bp, correspondente ao maxadilan, quando empregada PCR com DNA extraído de S. nigrimanum. (AU)

Estudo comparativo da avidez e do padrão de imunofluorescência de anticorpos antinúcleo presentes em indivíduos saudáveis e em pacientes com doenças reumáticas auto imunes (DRAI)

Beneficiário:Luis Eduardo Coelho Andrade
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luis Eduardo Coelho Andrade
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Reunião - Exterior
Processo:07/55105-0
Vigência: 12 de setembro de 2007 - 15 de setembro de 2007
Assunto(s):AutoanticorposAuto-imunidade

Células B-1 e sua participação nos modelos experimentais de melanoma murino e infecção por paracoccidióides brasiliensis

Beneficiário:José Daniel Lopes
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:José Daniel Lopes
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Processo:07/51501-9
Vigência: 01 de setembro de 2007 - 31 de agosto de 2010
Publicação FAPESP sobre o auxílio:http://www.fapesp.br/tematicos/saude_lopes.pdf
Assunto(s):Idiotipos de imunoglobulinasBiblioteca de peptídeosMarcadores biológicos de tumorMatriz extracelularLinfócitos B
Resumo
As células B1 foram descritas como subpopulação da clássica linhagem B, sendo ainda hoje discutida sua origem. Atualmente são reconhecidas como um subtipo celular que diverge das células B-2 (células B convencionais) por seu fenótipo, localização anatômica, ontogenia, repertório de anticorpos e fisiologia. Por expressão diferencial de marcadores de superfície celular são divididas em células B-1a, que expressam a molécula CD5 (Ly-1) - marcador de linfócitos T - e células B-1b, CD5-, ambas positivas para Mac-1, marcador de macrófagos, e B220, molécula expressa especificamente pela linhagem B. Um subtipo CD5+ Mac- (B1c) começa a ser admitido. Essas células parecem ser responsáveis pela secreção de auto-anticorpos e produção de imunoglobulinas envolvidas na imunidade natural. Além disso, o subtipo B-1b é a principal fonte de IL-10 após estímulo por antígeno ou mitógeno, característica que pode estar envolvida na modulação do sistema imune aparentemente induzida por essas células. As principais evidências que suportam essa afirmação foram obtidas em modelos de infecção por fungos e protozoários nos quais a resolução do quadro foi favorecida em camundongos Xid, geneticamente desprovidos de células B-1. A influência direta dessas células no potencial metastático do melanoma foi obtida em modelo de co-cultivo in vitro. Há maior expressão de moléculas de adesão e síntese de proteases por células de melanoma após contato com linfócitos B-1 (Staquicini FI et aI, submetido). Além disso, o potencial pró-neoplásico dos linfócitos B-1 ou de seus produtos de secreção foi preliminarmente demonstrado em estudos com a célula imortalizada e não tumorigênica melan-a. Apesar dessas descrições, o papel dessas células em processos fisiológicos, patológicos e sua interação com o sistema imunológico ainda não foi completamente caracterizada. Dentre modelos que têm sido empregados para averiguação de algumas dessas funções estão à paracoccidioidomicose, o melanoma murino experimental, além da inflamação, tolerância e auto-imunidade, que em maior ou menor escala, estão contempladas com metas de investigação neste projeto. (AU)

Imunolocalização de auto-antígenos relevantes a esclerose sistêmica em fibroblastos e sua correlação com o processo de morte celular

Beneficiário:Luis Eduardo Coelho Andrade
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luis Eduardo Coelho Andrade
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:07/50324-6
Vigência: 01 de abril de 2007 - 31 de março de 2009
Assunto(s):ApoptoseAutoanticorposFibroblastosNecrose
Resumo
A Esclerose Sistêmica (ES) é uma doença reumática com três pilares fisiopatológicos: hiperatividade de fibroblastos, microangiopatia endoproliferativa e distúrbios imunitários sugestivos de auto-imunidade. Uma característica distintiva da ES é o fato de o sistema imune ter o nucléolo como alvo preferencial. Praticamente todos os auto-anticorpos observados na ES reagem contra antígenos nucleolares e são considerados marcadores diagnósticos dessa doença. Foi demonstrado que os fibroblastos de pacientes com ES possuem resistência relativa ao processo de apoptose quando comparados com fibroblastos de indivíduos controles. Considerando-se que o nucléolo é alvo preferencial de auto-anticorpos na ES, que os fibroblastos e células endoteliais são células envolvidas na sua fisiopatologia e que os processos de morte celular podem ocasionar alterações dos auto-antígenos relevantes para auto-imunização, o objetivo deste trabalho é estudar do nucléolo em fibroblastos e células endoteliais de ES e sua interface com os processos de apoptose e necrose. (AU)

Pesquisa de anticorpos contra estruturas citoplasmáticas do neutrófilo (ANCA) e contra o Saccharomyces cerevisiae (ASCA) na doença inflamatória intestinal

Beneficiário:Aderson Omar Mourão Cintra Damião
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Aderson Omar Mourão Cintra Damião
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:06/02433-8
Vigência: 01 de setembro de 2006 - 31 de agosto de 2008
Assunto(s):GastroenterologiaDoença de CrohnProctocoliteAnticorpos anticitoplasma de neutrófilosFungosSaccharomyces cerevisiaeBiomarcadores
Resumo
Recentemente vem ocorrendo um interesse na pesquisa de auto-anticorpos na doença inflamatória intestinal (DII), sendo ANCA (anticorpo contra estrutura citoplasmática do neutrófilo) e ASCA (anticorpo contra o Saccharomyces cerevisiae) os mais estudados. A freqüência do pANCA na retocolite ulcerativa inespecífica (RCUI) tem variado de 23% a 89% e, na doença de Crohn (DC), de 5% a 38% . Em controles sadios a prevalência é inferior a 4%. No Brasil, o tema tem sido pouco explorado e os resultados iniciais, com pequena casuística e publicados mais sob a forma de abstracts, têm sugerido freqüência do pANCA ou ANCA entre 47 e 66% na RCUI. É interessante notar que, em alguns grupos populacionais, a prevalência do pANCA, habitualmente maior na RCUI do que na DC, foi semelhante nas duas doenças ou extremamente baixa na RCUI, sugerindo possíveis diferenças metodológicas e/ou genéticas. Estas discrepâncias têm estimulado vários grupos de estudo da DII a realizar pesquisas envolvendo os marcadores sorológicos da DII, utilizando-se metodologia confiável e número de indivíduos adequado. No caso da DC, o anticorpo contra o Saccharomyces cerevisiae (ASCA) tem sido apontado como possível marcador sorológico da doença. Sua freqüência, na DC, tem oscilado entre 35 e 80% e, na RCUI, entre O e 27%. Em indivíduos normais, a freqüência do ASCA não ultrapassa 10%. Como no caso do pANCA, a prevalência do ASCA pode sofrer interferência de variações metodológicas e, provavelmente, genéticas. É possível que a avaliação concomitante do pANCA e do ASCA possa incrementar sua sensibilidade e especificidade no diagnóstico da DII, além de revelar correlações clínicas. Assim, no presente trabalho, objetiva mos avaliar simultaneamente os dois marcadores em pacientes com diagnóstico de RCUI e DC, no sentido de estabelecer sua sensibilidade e especificidade e possíveis correlações clínicas. O trabalho será feito com casuística relevante e incluirá controles sadios. Materiais e Métodos Serão estudados cerca de 50 pacientes com DC, 50 pacientes com RCUI e 30 a 50 pacientes sem qualquer tipo de doença inflamatória ou auto-imune. O estudo ocorrerá através da determinação sérica dos marcadores pANCA e ASCA. A amostra será inicialmente colhida no laboratório do Instituto Central e depois encaminhada ao laboratório de Reumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (UM 017), onde será executada a análise dos marcadores. Para a determinação do ANCA, anticorpos anticitoplasma serão detectados por técnica de imunofluorescência indireta, utilizando neutrófilos fixados com etanol/formol como substrato. Para a determinação do ASCA, anticorpos contra o Saccharomyces cerevisiae (IgG e IgA), serão detectados através da técnica de enzima imunoensaio utilizando kit comercial Inova Diagnostics, San Diego, CA, USA. Através da revisão de prontuários será realizada avaliação clínica dos pacientes com DC e RCUI, analisando-se aspectos relativos ao sexo, idade, localização da doença (proctite, proctosigmoidite, colite esquerda, pancolite, envolvimento do intestino delgado), manifestações extra-intestinais, atividade da doença (ativa ou em remissão) e uso de medicações (derivados salicílicos, esteróides e imunossupressores), elementos estes avaliados no período em que forem dosados os marcadores estudados. (AU)

Atividade imunorregulatória da enzima indolamina dioxigenase e efeito in vitro da estatina e citocinas no catabolismo do triptofano na urticária crônica autoimune

Beneficiário:Maria Notomi Sato
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maria Notomi Sato
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:06/53601-8
Vigência: 01 de agosto de 2006 - 30 de setembro de 2008
Assunto(s):ImunorregulaçãoCitocinas
Resumo
A urticária crônica (UC) é caracterizada pelo aparecimento de pápulas eritêmato-edematosas, evanescentes, com duração dos sintomas acima de seis semanas. Cerca de 30-40% dos pacientes com UC apresentam origem autoimune e, desenvolvem autoanticorpos contra o receptor de alta afinidade para IgE ou contra a molécula IgE. A enzima indolamina-(2,3) dioxigenase (IDO), catabolizadora do aminoácido essencial triptofano, tem sido destacada como um potente mecanismo de controle da autorreatividade em doenças autoimunes experimentais. O objetivo do projeto é avaliar a atividade mediada pela enzima IDO na UC autoimune e idiopática. A atividade da IDO será analisada no soro e na resposta de células mononucleares a estímulos mitogênicos pela análise de quinurenina/triptofano por cromatografia líquida. A influência de fatores que possam interferir no catabolismo do triptofano, tais como as citocinas IFN-γ e IL-6, ou pela ação de fármaco imunomodulador (estatina), será avaliada na atividade da IDO, nas vias de sinalização STAT1/3, na resposta linfoproliferativa e na produção de citocinas. (AU)

Aspectos clínicos e moleculares de antígenos e anticorpos de células sanguíneas

Beneficiário:Jose Orlando Bordin
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Jose Orlando Bordin
Pesquisadores principais:

Maria Stella Figueiredo ; Jose Osmar Medina de Abreu Pestana

Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Processo:05/55237-9
Vigência: 01 de junho de 2006 - 30 de novembro de 2010
Publicação FAPESP sobre o auxílio:http://www.fapesp.br/tematicos/saude_bordin.pdf
Resumo
Aloanticorpos eritrocitários podem causar doença hemolítica perinatal e reação transfusional hemolítica, enquanto os auto-anticorpos participam da destruição imune de hemácias na anemia hemolítica auto-imune. Os aloanticporpos de neutrófilos causam neutropenia aloimune neonatal, reação transfusional febril não hemolítica, ou edema pulmonar agudo não cardiogênico (TRALI), ao passo que auto-anticorpos causam destruição imune de neutrófilos na neutropenia auto-imune. Por outro lado, os aloanticorpos plaquetários podem causar púrpura trombocitopênica aloimune neonatal, púrpura pós-transfusional, e refratariedade à transfusão de plaquetas, e os auto-anticorpos induzem a púrpura trombocitopênica imunológica primária ou secundária. O projeto de imunohematologia proposto é direcionado à análise das bases moleculares e eventuais complicações imunes associadas à exposição de células sangüíneas alogênicas através de transfusões de sangue, transplante de órgão, ou gestação. São apresentados 5 subprojetos direcionados ao estudo de sistemas de grupos sangüíneos eritrocitários; 1 subprojeto para pesquisa de sistemas de aloantígenos plaquetários; e 6 subprojetos relacionados aos sistemas de antígenos de neutrófilos. Em relação aos grupos sangüíneos eritrocitários pretendemos estudar mecanismos imunes de hemólise na análise hemolítica auto-imune, na hemólise pós-transplante renal, e nos episódios vaso-oclusivos de pacientes com doença falciforme, além de aspectos moleculares do sistema Rh peculiares à população brasileira. Quanto aos sistemas plaquetários vamos determinar a freqüência gênica para alguns sistemas, e calcular o risco de aloimunização para aloantígenos em indivíduos brasileiros. Em relação aos sistemas de antígenos de neutrófilos nosso interesse é determinar qual o padrão fenotípico e genotípico dos aloantígenos de neutrófilos em grupos étnicos brasileiros, a importância de alguns polimorfismos na expressão desses antígenos, e a participação de aloanticorpos de neutrófilos em certas reações transfusionais. (AU)

Indução de tolerância nasal com colágeno tipo v em modelo experimental de esclerodermia

Beneficiário:Natalino Hajime Yoshinari
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Natalino Hajime Yoshinari
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:05/56912-1
Vigência: 01 de maio de 2006 - 30 de junho de 2008
Assunto(s):Colágeno tipo V
Resumo
O Modelo experimental de esclerodermia será induzido em coelhas, pela inoculação de colágeno do tipo V emulsificado em adjuvante completo de Freund (via subcutânea), com intervalo de 30 dias, e posteriores reforços (via intramuscular), com colágeno tipo V em adjuvante incompleto de Freund. Após 150 dias da primeira inoculação com colágeno tipo V serão administrados diariamente 25 microgramas de colágeno tipo V, pela a via nasal, por um período de 60 dias, para a indução da tolerância imunológica. Os objetivos deste projeto são: verificar a indução da tolerância nasal através da dosagem de IL-4, IL10 e TGF-beta no soro dos animais com esclerodermia tolerados com colágeno do tipo V e não tolerados; pesquisar auto-anticorpos nos soros dos animais; realizar análise morfológica da pele dos animais antes e após tolerância com colágeno tipo V; realizar a análise histomorfométrica da pele dos animais tratados e não tratados, através do Picro sírius e verificar a expressão dos colágenos tipos I, III e V, além de TGF-beta e PDGF na pele dos animais tolerados e não tolerados. (AU)

Desempenho diagnóstico e associações clínicas dos anticorpos antinucleossomo no lúpus eritematoso sistêmico infanto-juvenil

Beneficiário:Luis Eduardo Coelho Andrade
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luis Eduardo Coelho Andrade
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:05/00658-0
Vigência: 01 de janeiro de 2006 - 31 de dezembro de 2008
Assunto(s):ReumatologiaDoenças autoimunesLúpus eritematoso sistêmicoAutoanticorposAnticorpos antinuclearesNucleossomosTécnicas imunoenzimáticasELISA
Resumo
Anticorpos contra constituintes da cromatina são frequentemente encontrados no lúpus eritematoso sistêmico (LES) e alguns desses são considerados específicos dessa enfermidade. Alguns auto-anticorpos reconhecem preparações purificadas de nucleossomos, mas não reconhecem seus componentes individuais (histonas e DNA). Os anticorpos antinucleossomo (a-NCS) parecem ser responsáveis pelo fenômone das células LE, altamente específico do LES. No LES adulto ficou bem estabelecido nos últimos anos que anti-NCS são marcadores precoces e específicos de LES. Ademais, seus níveis séricos parecem guardar correlação com o grau de atividade da doença. Entretanto, pouco se sabe sobre a freqüência, especificidade e significado clínico desses auto-anticorpos em crianças. No presente estudo purificaremos nucleossomos de timo de vitelo e estabeleceremos um ensaio de ELISA para verificarmos o desempenho diagnóstico dos anti-NCS no LES infanto-juvenil em relação a normais e outras doenças auto-imunes, bem como as correlações clínicas dentro do grupo de LES infanto-juvenil. (AU)

Comparação da prevalência de hipotiroidismo auto-imune em mulheres com endometriose e mulheres da população geral

Beneficiário:Carlos Alberto Petta
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Carlos Alberto Petta
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:05/01104-8
Vigência: 01 de dezembro de 2005 - 30 de novembro de 2007
Assunto(s):Saúde reprodutivaEndometriose
Resumo
Endometriose é uma doença que acomete aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva, podendo causar dor pélvica e/ou infertilidade, embora muitas mulheres com endometriose sejam assintomáticas. Embora a primeira descrição de endometriose date de 1920, sua patogênese ainda não está bem esclarecida. Dentre as teorias que visam esclarecer o desenvolvimento da endometriose está a da deficiência imunológica. Algumas características de mulheres com endometriose que corroboram com a etiologia auto-imune são: apoptose deficitária de células do refluxo menstrual, aumento da atividade das células policlonais B, anormalidade da função das células T e B, hereditariedade, contagens elevadas de linfócitos B e T, redução da atividade das células killers, e dosagens séricas elevadas de auto anticorpos IgG, IgA e IgM. Se há alterações auto-imunes em mulheres com endometriose, então pode haver maior prevalência de doenças auto-imunes. O objetivo deste estudo de corte transversal com um grupo de estudo e outro de controle será identificar a prevalência de doença auto-imune da tireóide em um grupo de 150 mulheres com endometriose e 150 mulheres da população geral, pareadas por idade. Todas elas serão entrevistadas e uma amostra de sangue será colhida para dosagem de TSH, T3 e T4 livre, e anticorpos antitiroperoxidade (TPO-Ab) e antitiroglobulina (TG-Ab). Se confirmada a suspeita de que a prevalência de hipotiroidismo auto-imune é maior entre as mulheres com endometriose, permitirá instituir protocolos para investigar rotineiramente tireoidite de Hashimoto nas mulheres com endometriose. (AU)

Genes de suscetibilidade para hepatite auto-imune

Beneficiário:Gilda Porta
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Gilda Porta
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunogenética
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:05/00553-3
Vigência: 01 de dezembro de 2005 - 30 de novembro de 2006
Assunto(s):HepatopatiasHepatite autoimunePolimorfismoPredisposição genética para doença
Resumo
A hepatite auto-imune (HAI) é uma doença inflamatória crônica do fígado, rara, que se caracteriza por hipergamaglobulinemia, auto-anticorpos não órgão-específicos e infiltrado inflamatório portal linfoplasmocitário, associado à necrose e rosetas . Cerca de metade dos pacientes com HAI-1 apresenta níveis elevados de IgE sem causa aparente como parasitose ou atopia. A suscetibilidade genética está fortemente associada com genes que codificam as moléculas de histocompatibildade (HLA). A forte associação da HAI com genes na região do MHC bastante comuns na população aliada à muito baixa incidência da doença na população nos leva à questão da presença de genes adicionais de suscetibilidade. Genes localizados na região de classe III do MHC têm sido investigados como "loci" secundários para o desenvolvimento de doenças auto-imunes, e serão avaliados neste projeto. Também serão estudados polimorfismos presentes em genes que codificam diversas interleucinas (e seus receptores) que regulam a produção de IgE, na tentativa de identificarmos genes adicionais envolvidos na patogênese da HAI. (AU)

Avaliação da resposta imunológica em pacientes portadoras de endometriose

Beneficiário:Maurício Simões Abrão
Instituição: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Maurício Simões Abrão
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Processo:05/01218-3
Vigência: 01 de novembro de 2005 - 31 de outubro de 2006
Assunto(s):GinecologiaEndometrioseCitocinasLinfócitos TCélulas Th1Células Th2Técnicas imunológicasAnticorpos
Resumo
Introdução: A endometriose se caracteriza pela presença de tecido endometrial em sítios ectópicos e a participação do sistema imunológico tem sido analisada em diversos aspectos desta doença. O tipo de resposta linfocitária Th1/Th2 ao estímulo antigênico envolve a participação de diferentes citocinas e tem como conseqüência básica o desencadeamento da cascata celular (Th1) ou humoral (Th2). Dentre as citocinas envolvidas neste processo podemos destacar o fator de necrose tumoral alfa, o interferon gama e as interleucinas 1, 4, 6, 10, 12 e 18, além das células natural killer. Na resposta humoral, é possível considerar também para sua análise a presença de auto-anticorpos como o fator anti nuclear, anticorpos anti-cardiolipina, anticorpos anti-fosfatidilserina, anticorpos anti-tireoglobulina e anticorpos anti-peroxidase. Pacientes e Métodos: O estudo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Protocolo 601/03) será desenvolvido no Setor de Endometriose da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde serão avaliadas 80 pacientes divididas em dois grupos: grupo A de pacientes portadoras de endometriose confirmada histologicamente e grupo B de pacientes sem endometriose confirmada por vídeo-laparoscopia. Todas as pacientes serão avaliadas com parâmetros clínicos e exames complementares para definição da suspeita diagnóstica de endometriose e indicação cirúrgica. Antes do início da laparoscopia, será colhido 30ml de sangue e, após inventário da cavidade abdominal, será colhido 10ml de líquido peritoneal... (AU)

Estudo da expresso dos auto-antígenos ss-a/ro (polipeptídeos 52kda e 60kda) e ss-b/la (polipeptídeo 48kDa) e de seus RNAs mensageiros em glândulas salivares menores de pacientes com síndrome de sjogren(ssj)

Beneficiário:Luis Eduardo Coelho Andrade
Instituição: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:Luis Eduardo Coelho Andrade
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Reunião - Exterior
Processo:05/56579-0
Vigência: 29 de setembro de 2005 - 02 de outubro de 2005
Assunto(s):Síndrome de SjögrenAutoanticorposAutoantígenosAuto-imunidadeExpressão gênicaGlândulas salivares
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