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Resumo

A tendência crescente dos riscos de diabetes mellitus gestacional (DMG) está associada ao maior risco de morbidade e mortalidade materna e perinatal. Filhos de mães com diabetes gestacional não tratado têm maior risco de morte intrauterina, problemas cardíacos e respiratórios, icterícia e episódios de hipoglicemia após o parto. Além disto, após o desenvolvimento de diabetes gestacional, a mulher está mais suscetível a desenvolver diabetes ao longo de sua vida. A intervenção nutricional parece ser um fator importante no controle desse diabetes, e pode trazer potenciais benefícios à saúde materno-fetal. Objetivo: Avaliar uma possível redução dos danos do diabetes gestacional moderada em ratas, quando da exposição a três espécies de cogumelos comestíveis, considerando-se suas potencialidades nutricionais. Métodos: Serão empregadas técnicas de avaliação perinatal com a exposição materna diária aos pós liofilizados de Agaricus blazei, Lentinula edodes, ou Ganoderma lucidum antes ou após a indução do diabetes gestacional tipo 2 com estreptozotocina (dose única de 40 mg/kg. IP); serão realizadas (1) avaliações bioquímicas e de estresse oxdativo de placenta, líquido amniótico e sangue materno; (2) teste materno de tolerância oral à glicose; (3) dosagens de insulina; (3) avaliações do desenvolvimento embriofetal. Resultados Esperados: Como é um ensaio pré-clínico, pretende-se a utilização destes parâmetros, para inferir sobre os potenciais benefícios da exposição ao Lentinula edodes, ao Agaricus blazei ou ao Ganoderma lucidum durante o período de gestação de ratas com DMG moderada. (AU)

Resumo

A crescente demanda por alimentos funcionais toma importante a pesquisa por novas cepas probióticas e por matrizes alimentícias adequadas para a manutenção de sua viabilidade. Além disso, é preciso investigar os efeitos que os alimentos funcionais promovem sobre a microbiota e saúde intestinal. Os objetivos desse trabalho serão selecionar uma cepa de Lactobacillus spp., isolada de amostras coletadas durante o processamento de mussarela de búfala, com potencial probiótico; determinar a melhor matriz para sua incorporação, por meio de testes in vitro; e avaliar a ação da cepa e da matriz selecionada sobre a ecologia microbiana intestinal utilizando um simulador do ecossistema microbiano humano (SEMH). O trabalho será dividido em três etapas. Na etapa 1, serão analisadas 10 cepas de Lactobacillus por meio de análises in vitro para determinar o potencial probiótico. A cepa que apresentar o maior potencial probiótico será testada na etapa 2, quando será incorporada a três tipos de matrizes alimentícias: leite fermentado de cabra, produto fermentado de aveia e produto fermentado de arroz, adicionados subprodutos de laranja, banana e goiaba (5%), totalizando doze diferentes tratamentos, considerando os tratamentos controle. Após 1, 14 e 28 dias de armazenamento, os produtos serão submetidos às seguintes análises: viabilidade da BAL selecionada, resistência da BAL às condições simuladas do trato gastrointestinal (TGI) e capacidade antioxidante. Na etapa 3 do projeto, a matriz que apresentar os melhores resultados na etapa anterior, será avaliada no SEMH. Nessa etapa, o produto elaborado passará duas vezes ao dia, durante quatro semanas, pelo SEMH e serão avaliados: o efeito da BAL e da matriz selecionada sobre a ecologia microbiana intestinal; a dinâmica da população de Lactobacillus; as alterações promovidas pelo metabolismo da BAL e pelo subproduto da fruta, por meio das análises de ácidos graxos e de íons amônia. Todos os resultados serão analisados por teste de médias de Tukey, considerando-se nível de significância de 5%. Dessa forma, será possível selecionar uma cepa com potencial probiótico e uma matriz alimentícia adequada para sua incorporação, além de determinar os efeitos biológicos promovidos pelo produto fermentado simbiótico na microbiota intestinal. (AU)

Resumo

A bananicultura é uma atividade de grande importância econômica e social, sendo que bananas e plátanos são o quarto alimento mais produzido no mundo, juntamente com o arroz, o trigo e o milho. Além disso, destaca-se das demais fruteiras de clima tropical pelo seu elevado consumo, principalmente em regiões de maior carência alimentar (i.e., África), colocando-a como um alimento muito importante como fonte de nutriente (i.e., carboidrado) e com grande potencial de uso como alimento funcional. Estudos iniciais mostraram que existe grande diversidade no conteúdo de compostos funcionais dentro do germoplasma Musa spp., principalmente, quando comparados com as cultivares mais comercializadas atualmente, destacando a importância da caracterização de mais genótipos para o melhoramento genético da cultura, para a incorporação e promoção de novos materiais dentro de sistemas agrícolas existentes. O acesso às peculiaridades químicas destes genótipos ao longo do processo de maturação gera possibilidade adicionais de uso da biomassa em questão, uma vez que a biofortificação e/ou o aumento dos compostos funcionais em bananas pode ser encarada como um seguimento diferenciado, pois a forma de consumo do fruto não necessariamente será sob a forma in natura, e sim a partir do processamento e subprodutos processados. Sendo assim, a proposta enfoca a determinação do perfil bioquímico, com ênfase na composição de amido resistente, carotenoides, polifenóis e poliaminas de 10 acessos e/ou novos híbridos melhorados de bananeira do BAG da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Cruz das Almas-BA ao longo do processo de maturação dos frutos. (AU)

Resumo

Frutas nativas brasileiras são incomparáveis em sua variedade, mas um recurso pouco explorada para o desenvolvimento de produtos alimentares e farmacêuticos. O objetivo deste estudo foi avaliar a composição fenólica, bem como as atividades antioxidantes e anti-inflamatórias dos extratos de folhas, sementes e polpa de quatro frutas nativas brasileiras (Eugenia leitonii, Eugenia involucrata, Eugenia brasiliensis, e Myrcianthes do Eugenia). Análises de GC-MS dos extratos etanólicos mostraram a presença de epicatequina e ácido gálico como os principais compostos nesses frutos. A atividade antioxidante foi medida utilizando o radical DPPH, o ensaio de branqueamento ²-caroteno, e o sequestro das espécies de oxigénio reactivas (ROO *, O2 * -, e de HOCl). Os extratos de frutas exibiram efeito antioxidante contra os radicais biologicamente relevantes, tais como peroxil, superóxido e ácido hipocloroso. Em geral, as polpas foram as frações de fruta que exibiram a mais baixas atividades antioxidantes, ao passo que as folhas apresentaram as mais elevadas. A atividade anti-inflamatória foi avaliada num modelo in vivo utilizando o ensaio de migração de neutrófilos induzida por carragenina, que avalia a resposta inflamatória na fase aguda. A polpa, sementes e folhas de estes frutos reduziu o influxo de neutrófilos por 40% a 64%. Com base nestes resultados, sugere-se que a atividade anti-inflamatória destes frutos nativas está relacionado com a modulação da migração de neutrófilos, através da inibição de citocinas, quimiocinas e moléculas de adesão, assim como à ação antioxidante dos seus extratos etanólicos em eliminação dos radicais livres liberados por neutrófilos. Portanto, estes frutos nativo pode ser útil para produzir aditivos alimentares e alimentos funcionais. (AU)

Resumo

A osteoporose é uma das doenças de maior incidência na terceira idade, atingindo em maior parte mulheres. Esta doença está relacionada a alterações hormonais, propensão genética, sedentarismo e alimentação inadequada; estudos têm sido realizados afim de se encontrar uma forma viável de tratamento e principalmente sua prevenção. Na última década, a consciência de terapias alternativas para a prevenção e/ou tratamento da osteopenia e osteoporose tem aumentado entre os consumidores, tais como suplementos alimentares ou alimentos funcionais com propriedades antioxidantes como o azeite de oliva. Dessa forma, o objetivo desse trabalho é realizar estudos in vivo e in vitro para avaliar o metabolismo de células osteoblásticas originárias da medula óssea de ratas ovariectomizadas na presença do azeite de oliva extravirgem. Serão utilizadas ratas wistar divididas em grupos controle e ovariectomizado. Imediatamente após a ovariectomia, as ratas dos grupos selecionados receberão 1mL/100 g de peso corporal de azeite de oliva extravirgem por 60 dias. Posteriormente serão sacrificadas e os fêmures coletados para o isolamento das células, que serão cultivadas em garrafas em meio de cultura osteogênico até a subconfluência e plaqueadas em uma concentração de 2 x 104 células por poço em placas de cultura (n=5). Após os tempos experimentais, serão avaliados os seguintes parâmetros: avaliação histológica qualitativa e quantitativa (volume de colágeno), viabilidade celular, atividade e detecção de fosfatase alcalina, quantidade de proteína total, além de detecção e quantificação de nódulos mineralizados. Os dados obtidos serão analisados por programas estatísticos adequados com significância para p d 0.05, com o objetivo de encontrar dados estatisticamente significantes que demonstrem os efeitos benéficos do azeite de oliva. (AU)

Resumo

A atividade antioxidante in vitro de um produto consiste em uma medida amplamente empregada para se obter uma avaliação preliminar da atividade biológica de uma matriz alimentícia. Nos últimos anos, metodologias vêm sendo desenvolvidas para avaliar a capacidade de extratos vegetais em combater radicais livres normalmente produzidos no metabolismo humano, a exemplo dos radicais 1O-2, H2O2, O2, HOCl, ONOO e NO. Estes métodos podem fornecer dados mais fidedignos em relação a real ação dos compostos fitoquímicos no organismo humano, permitindo uma melhor interpretação da bioatividade dos mesmos. No entanto, atualmente, no Brasil, não existem laboratórios com estas metodologias implantadas. Em vista disso, estudos que tenham investigado o potencial antioxidante de frutos nativos do Brasil através destas técnicas ainda são bastante escassos, a exemplo das espécies propostas neste projeto: açaí, camu-camu, jabuticaba, ora-pro-nobis, atemoia e tamarindo. Por esse motivo, estamos em busca de treinamento para os alunos da nossa unidade nas metodologias mencionadas, pois acreditamos que em face do enorme potencial de flora que o Brasil detém, a implantação das mesmas em laboratórios brasileiros seria de fundamental importância para auxiliar na investigação do potencial bioativo de diversas espécies vegetais nativas do País, contribuindo, dessa forma, para a descoberta de novos alimentos potencialmente benéficos à saúde, assim como para a valorização destas espécies perante o mercado. Portanto, o objetivo deste estudo será avaliar a capacidade de extratos de frutas nativas do Brasil (açaí, camu-camu, jabuticaba, atemoia, tamarindo, ora-pro-nobis) para promover a desativação de espécies reativas do nitrogênio e do oxigênio. (AU)

Resumo

A soja atrai considerável atenção no atual cenário econômico mundial devido ao seu elevado potencial nutritivo e efeitos potencialmente benéficos à saúde humana, que são atribuídos principalmente às isoflavonas. Esta classe de fenóis heterocíclicos é conhecida por suas atividades biológicas, tais como as atividades estrogênica, antioxidante e antitumoral, sendo as formas agliconas mais ativas do que as glicosiladas. Contudo, estudos recentes têm mostrado que a eficácia clínica das isoflavonas está relacionada com a capacidade do indivíduo consumidor de produção de Equol, um metabólito da daidzeína que, segundo a literatura vigente, é produzido exclusivamente pela ação da microbiota intestinal. No entanto, há evidências de que nem todos os indivíduos são capazes de metabolizar as isoflavonas a equol, sendo essa variabilidade atribuída às diferenças na composição da microflora intestinal, hábitos alimentares, fatores genéticos, dentre outros. Neste contexto, os produtos à base de soja são uma forma de incluir as isoflavonas na dieta, sendo que o extrato hidrossolúvel de soja (EHS) é um substrato que se tem apresentado com potencial para produção de novos alimentos com apelo saudável. Desse modo, com o propósito de aumentar o conteúdo de isoflavonas bioativas e avaliar a viabilidade de processos biotecnológicos para produção de equol in vitro, propomos esse projeto. Desse modo, com o propósito de aumentar o conteúdo de isoflavonas bioativas e de tentar produzir o equol, em extrato hidrossolúvel de soja, será investigada a aplicação de culturas starters e bactérias lácticas probióticas na fermentação do EHS, aliado à ação do extrato bruto de tanase obtido a partir de Paecilomyces variotti. Além disso, os extratos obtidos serão avaliados quanto ao seu perfil de composição em isoflavonas, e sua atividade biológica in vitro, incluindo capacidade antioxidante, antiinflamatória e estrôgenica. (AU)

Resumo

Nos últimos anos têm-se intensificado o número de pesquisas voltadas ao desenvolvimento de alimentos funcionais e de substâncias que promovam o aumento na eficiência alimentar e na taxa de crescimento dos peixes. Dentre os alimentos funcionais, ou seja, alimentos que fornecem a nutrição básica e a melhora da saúde de peixes encontram-se os probióticos. Esses elementos possuem potencial para promover a saúde por meio de mecanismos não previstos pela nutrição convencional. Os probióticos são suplementos alimentares compostos de microorganismos vivos que beneficiam a saúde do hospedeiro, através do equilíbrio da microbiota intestinal. Objetiva-se com este estudo selecionar bactérias probióticas para peixes de água doce, isoladas do intestino e pele de tilápia, Oreochromis niloticus. Serão selecionadas as bactérias, que mostrarem efeitos positivos na capacidade de adesão, capacidade de colonização, e de multiplicação proveniente de material mucoso de pele e de intestino, sobrevivência na presença de bílis e capacidade de inibir os microorganismos patogênicos por meio de substâncias antimicrobianas. Serão realizados também, testes com as possíveis bactérias probióticas em tilápia para confirmar sua aplicabilidade na aquicultura. Estes testes servirão para selecionar uma bactéria com capacidade de proporcionar melhor desempenho zootécnico e melhora do sistema imune. Após a confirmação da bactéria ter potencial para probiótico, será realizado registro ("Patente") para utilização desta bactéria como probiótica para tilápia. (AU)

Resumo

O uso da amêndoa de macadâmia pela indústria é crescente, sendo utilizada para consumo in natura, em alimentos processados, ou para extração de óleo para fins alimentares e para a indústria de cosmético. É rica em óleo com alto teor de ácidos graxos insaturados como os ácidos palmitoléico, oléico, linoléico e linolênico o que também a caracteriza como alimento funcional. Geralmente, o coproduto gerado na extração do óleo não passa por processo de agregação de valor porque são desconhecidas as suas potencialidades nutricionais e econômicas. Considerando a alimentação animal como elo entre a indústria da macadâmia e a pecuária, propomos o estudo da utilização do coproduto resultante do processo de extração de óleo da amêndoa macadâmia na alimentação de cordeiros em terminação visando melhorar o desempenho dos animais, a qualidade de carcaça e carne, e contribuir para o menor impacto ambiental pela redução da emissão de metano entérico, gerando assim, a possibilidade de desenvolvimento de uma rota alternativa para este tipo de material. Para isto serão realizados ensaios de digestibilidade "in vivo" das dietas, assim como, avaliações de parâmetros ruminais dos animais, avaliação do desempenho em confinamento, da qualidade da carcaça e da carne e o potencial de mitigação de metano entérico do coproduto da macadâmia. Os tratamentos propostos serão compostos por diferentes níveis de inclusão (0, 8, 16 e 24 %) deste coproduto no concentrado que será ofertado aos animais. O alimento a ser testado será fornecido pela empresa QueenNut Macadâmia que através do projeto FAPESP (Processo:13/19023-0) tem gerado este tipo de material. (AU)

Resumo

Apesar de estudos prévios sugerirem que a própolis vermelha brasileira tem propriedade anti-iflamatória, os mecanismos involvidos nos efeitos anti-inflamatórios de BRP ainda não foram elucidados. Este estudo teve como objetivos avaliar se BRP atenua os efeitos inflamatórios do LPS em macrófagos e investigar os mecanismos envolvidos neste processo. BRP foi adicionado a macrófagos murinos RAW 264.7 após ativação com LPS. Produção de NO, viabilidade celular e perfil de citocinas foram avaliados. A ativação de vias de sinalização inflamatórias e a polarização de macrófagos foram determinados por RT-qPCR e Western Blot. BRP a 50 µg/ml inibiu a produção de NO em 78% sem afetar a viabilidade celular. Cd80 e Cd86 foram regulados positivamente enquanto mrc1 foi regulado negativamente por BRP, indicando polarização de macrófagos em M1. BRP atenuou a produção de mediadores pro-inflamatorios IL-1, GM-CSF, IFN, IL-12 nos sobrenadantes de culturas de células apesar dos níveis de TNF e IL-6 terem aumentado ligeiramente após tratamento com BRP. Os níveis de IL-4, IL-10 e TGF também foram reduzidos por BRP. BRP reduziu significativamente a regulação positiva promovida pelo LPS da transcrição dos genes envolvidos na sinalização de vias inflamatórias (Pdk1, Pak1, Nfkb1, Mtcp1, Gsk3b, Fos and Elk1) e de Il1 e Il1f9 (> 5 vezes), o que foi confirmado pela inibição das vias de sinalização NF-B e MAPK. Além disso, a molécula adaptadora MyD88 (Mal), conhecida como TIRAP, envolvida na sinalização por TLR2 e TLR4 , foi regulada negativamente nos macrófagos ativados por LPS. BRP inibiu múltiplas vias de sinalização em macrófagos envolvids no processo inflamatório ativado por LPS. Assim, nossos dados indicam que BRP é uma alimento com potencial para o descobrimento de novos compostos bioativos para atenuar a progressão de doenças associadas a processos inflamatórios exacerbados. (AU)

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