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Expectativas de suporte para o cuidado em idosos da comunidade : Dados do FIBRA-Campinas

Texto completo
Autor(es):
Déborah Cristina de Oliveira
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas
Data de defesa:
Membros da banca:
Sofia Cristina Iost Pavarini; Maria Filomena Ceolim
Orientador: Maria José D'Elboux
Resumo

A expectativa de suporte para o cuidado é a crença que o idoso tem de que pessoas próximas proverão a assistência futura a ele caso haja necessidade, aliviando o estresse em situação de crise, podendo inibir o desenvolvimento de doenças e exercer um papel positivo em sua recuperação. Esta pesquisa teve por objetivos comparar a expectativa de suporte para o cuidado, arranjo de moradia e variáveis relacionadas à saúde, em função de gênero e faixa etária de idosos da comunidade e identificar as variáveis associadas à ausência de expectativa de suporte para o cuidado em idosos da comunidade. Foi realizada a partir dos dados da Rede de Pesquisa sobre Fragilidade em Idosos Brasileiros (Rede FIBRA), utilizando dados da cidade de Campinas-SP (n=671). Foram selecionadas variáveis sociodemográficas (gênero, idade e arranjo de moradia), variáveis relacionadas à saúde (doenças auto-relatadas, independência funcional, saúde percebida e fragilidade) e expectativa de suporte para o cuidado para a realização de ABVD's e AIVD's. Foi realizada análise descritiva e, por meio dos testes Qui- Quadrado ou exato de Fisher, análise de comparação das principais variáveis categóricas entre gênero, faixa etária e expectativa suporte para o cuidado. Para estudar os fatores associados com a ausência de expectativa de suporte para o cuidado foi utilizada a análise de regressão logística univariada e multivariada, com critério Stepwise de seleção de variáveis. O Estudo FIBRA e o presente estudo foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (208/2007). Mais mulheres moram sozinhas (20,52%), tem maior número de doenças (49,02%), incapacidades em ABVD's (12,42%), pior avaliação da própria saúde (7,39%) e esperam receber cuidado de apenas uma pessoa caso haja necessidade (46,84%). Grande percentual de homens mantém a realização de suas AAVD's (95,59%), tem expectativa de suporte para o cuidado (93,33%) e esperam serem cuidados por um maior número de pessoas caso precisem (55,34%). Maior número de idosos mais longevos vivem sozinhos (22,55%) e tem incapacidade para realização das AIVD's (35,96%). As respostas afirmativas referentes à expectativa de suporte para o cuidado estiveram mais presentes para os homens, sujeitos que residem acompanhados, que deixaram de realizar uma ou mais AAVD e que referem saúde percebida boa e muito boa. Grande percentual de idosos que avaliaram sua saúde como ruim ou muito ruim (25,64%) e idosos que residem sozinhos (22,42%) não têm expectativa de suporte para o cuidado. Os idosos que avaliaram a própria saúde como ruim ou muito ruim têm três vezes mais chance de não ter expectativa. As mulheres têm duas vezes mais chance de não ter expectativa de suporte para o cuidado, e, se residirem sozinhas, tem três vezes mais chance de ausência de expectativa. Esta pesquisa evidencia que a expectativa de suporte para o cuidado dos idosos da cidade de Campinas - SP está diretamente relacionada ao gênero, é independente da idade e que os idosos estão em situação vulnerável para a falta de expectativa de suporte para o cuidado e percepção de saúde, podendo estar mais suceptíveis ao declínio funcional, morbidades e à falta de suporte para o cuidado. (AU)

Processo FAPESP: 10/13969-1 - Variáveis associadas à expectativa de cuidado em idosos com e sem critérios de fragilidade: dados da rede fibra (Campinas-SP)
Beneficiário:Déborah Cristina de Oliveira
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado