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Vivências de morte e luto em escolares de 13 a 18 anos

Título (Inglês): Death and bereavement experience in 13 to 18 years old school children
Autor(es):

Domingos, Basílio

Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: São Paulo. [2000]. [195] f.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Psicologia
Data de defesa:
Orientador:

Maluf, Maria Regina

Área do conhecimento: Ciências Humanas - Psicologia
Indexada em:

Banco de Dados Bibliográficos da USP-DEDALUS; Index Psi Teses - IP/USPPsi-Teses Logo

Localização:

Universidade de São Paulo. Biblioteca do Instituto de Psicologia; BF378.A75; D671v

Assunto(s):

Desenvolvimento social

Atitudes frente à morte

Estudantes

Escola pública

Atitudes do estudante

Luto (estado emocional)

Adolescentes

Enfrentamento

Resumo
Este estudo explora, descreve e discute as vivências de morte e luto de 25 adolescentes (13-18 anos) de duas escolas públicas da Grande São Paulo. Como procedimento, foi utilizada a entrevista semi-estruturada com roteiro. Na análise, foram identificados oito núcleos temáticos: circustâncias da perda, resposta às perdas, mudanças psicossociais pós-perda, adolescente enlutado e a família, adolescente enlutado e a escola, estratégias de enfrentamento, rituais e homenagens alusivos à pessoa perdida e avaliação da entrevista. As experiências de perda por assassinato e de figuras paternas ausentes da vida do adolescente, mais que perdas de outra origem, foram vivenciadas de forma particularmente intensa. Nas primeiras, evidenciam-se intensos sentimentos de vitimização, raiva e hostilidade, vingança, culpa, autocompadecimento e desespero. Nas segundas, os sentimentos de falta e frustração pelo fim da esperança de algum dia vir a ter um pai. Entretanto, no geral, os adolescentes pesquisados apontaram fatores de ordem individual e relacional (a família e a comunidade escolar) que dificultam o compartilhamento da perda e a expressão do luto. As perdas e os lutos ligados a essas perdas tornaram grande parte dos adolescentes mais maduros em termos de crescimeno pessoal, e mais conscientes em relação à própria finitude. Essa mudança traduziu-se em nova maneira de estar no mundo consigo próprio e com os outros, e em novas posturas em relação à vida e a morte. Reflete o processo de formação de uma nova identidade, condição necessária para se enfrentar a vida sem a pessoa perdida. Para lidar com a ansiedade da perda, os adolescentes relataram diferentes estratégias. As mais citadas foram: evitação/negação, fé religiosa e pensamento positivo. (AU)

Processo FAPESP: 98/05448-8 - A questão da morte no contexto escolar: experiências vividas por alunos e professores
Beneficiário:Basílio Domingos
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Mestrado
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