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Papel da matriz extracelular no estímulo da síntese do heparam sulfato antitrombótico promovido pela heparina em células endoteliais

Autor(es):

Trindade, Edvaldo da Silva

Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo. [2004]. 181 f., gráficos, ilustrações, tabelas.
Instituição: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Escola Paulista de Medicina
Data de defesa:
Orientador:

Nader, Helena Bonciani

Área do conhecimento: Ciências Biológicas - Bioquímica
Indexada em:

Base de Dados PHL-UNIFESP

Localização:

Universidade Federal de São Paulo. Biblioteca Central da Escola Paulista de Medicina; 8548 (Tese)

Assunto(s):

Matriz extracelular

Células endoteliais

Glicosaminoglicanas

Proteoglicanas

Endotélio

Resumo
Heparina e drogas antitrombóticas, em geral, especificamente estimulam a síntese de um proteoglicano de heparam sulfato (PGHS), com atividade antitrombótica, pelas células endoteliais em cultura. O efeito é composta e célula específicos. Estudos de cinética utilizando heparina radioativas mostraram que a ligação é tempo e dose dependentes e que a heparina pode ligar na superfície celular, sugerindo possíveis "receptores". No presente trabalho, heparina biotinilada foi desenvolvida e utilizada para caracterizar os sítios de ligação para a heparina, responsáveis pelo estímulo da síntese de PGHS. Esta heparina foi também capaz de promover tal estímulo. Em estudos cinéticos, a heparina biotinilada mostrou uma ligação rápida, saturável e específica, tanto para as células em cultura, quanto para a matriz extracelular (MEC). Pela citometria de fluxo, microscopia confocal e eletrônica, foi demostrada sua ligação somente na MEC. Alguns sítios de ligação de heparina foi co-lozalizada com fibronectrina. Utilizando heparina tanto conjugada com biotina, FITC ou Alexa Flour 488, na presença ou ausência de soro fetal bovino, as heparinas ligaram-se somente na MEC. No entanto, após a remoção do heparam sulfato (HS) da superfície celular, por enzimas específicas, a heparina ligou na superfície das células, sugerindo que os sítios de ligação para a heparina estavam ocupados com HS endógeno. Quando a heparina foi incubada a 37ºC e revelada após permeabilização, foi encontrada no interior das células. Foi então investigado se a internalização e subseqüente degradação é requerida para o estímulo da síntese de PGHS. Pela microscopia eletrônica, a heparina internalizada foi localizada em vesículas. Estas vesículas foram confirmadas como lisossomos, utilizando marcadores específicos e análise em microscopia confocal. Com a finalidade de bloquear a degradação, as células foram expostas à heparina, na presença de cloroquina. No entanto, ainda foi observado aumento da síntese de PGHS. Além disso, inibição da endocitose não afetou o efeito da heparina. Esses resultados indicam que a internalização e degradação da heparina não são necessárias para o estímulo da síntese de PGHS, sugerindo que a ligação à MEC poderia ser responsável pelo fenômeno. Por outro lado, a heparina não produz efeito nas células sem MEC (em suspensão). Ainda, quando a heparina se liga à MEC resulta um rápido aumento de fosforilação em tirosina... (AU)

Processo FAPESP: 99/12955-6 - Caracterização do mecanismo de estímulo da síntese do proteoglicano de heparam sulfato em células endoteliais, pela heparina.
Beneficiário:Edvaldo da Silva Trindade
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado
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