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Influência da circulação do Atlântico Sul nos modos de variabilidade do Atlântico equatorial: estudo com modelo acoplado oceano-atmosfera

Processo: 06/03949-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2007
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2007
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Física
Pesquisador responsável:Edmo José Dias Campos
Beneficiário:
Anfitrião: Reindert Julius Haarsma
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa: Royal Netherlands Meteorological Institute, Holanda  
Assunto(s):Interação do oceano com a atmosfera   Atlântico Sul   Temperatura da superfície do mar   Circulação termohalina   Mudança climática

Resumo

A influência da circulação do Atlântico Sul na variabilidade do Atlântico tropical está sendo investigada com o uso de modelo acoplado oceano-atmosfera através de cooperação entre pesquisadores do IOUSP e do KNMI. Essa cooperação tem sido apoiada pela FAPESP através de diferentes auxílios, incluindo o financiamento de duas visitas do Dr. Haarsma ao Brasil. Na primeira, entre 01/08/2002 e 31/07/2003, foi realizado um estudo sobre os modos de variabilidade do Atlântico Sul. Resultados desses estudos forneceram material para dois artigos publicados em periódicos científicos de primeira classe, apresentações em reuniões científicas internacionais e uma Tese de Doutorado. Na segunda visita, de 1/04 a 27/06/2006, foram realizados experimentos objetivando o entendimento do papel da circulação do Atlântico Sul nas variabilidades do Atlântico equatorial. Nesse estudo, além de um controle, foram realizados dois outros experimentos. No primeiro (NOAGU), o “vazamento” de águas do Índico para o Atlântico foi fechado. O segundo (NOMOC) foi uma simulação com o colapso total da célula meridional de circulação termohalina do Atlântico. Resultados do NOAGU mostram que as camadas superiores do Atlântico tropical se tornam mais frias e menos salinas. O impacto na variabilidade tropical é, no entanto, pequena. Por outro lado, no segundo experimento o Atlântico tropical resulta mais quente e mais salino, com grandes alterações na variabilidade do Atlântico tropical. O modo de variabilidade equatorial, o equivalente do El Niño no Atlântico, praticamente desaparece e a variabilidade da temperatura da superfície do mar fica dominada por variações na região da Corrente de Benguela. No segundo semestre de 2006 experimentos e análises adicionais serão realizadas através de cooperação à distância. Para as conclusões e finalização de artigos a serem submetidos para publicação, o presente projeto está sendo submetido à FAPESP solicitando o financiamento da visita do Dr. Campos ao KNMI, nos meses de janeiro e fevereiro de 2007. (AU)