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Habilidades comunicativas verbais em crianças com desenvolvimento típico de linguagem de 6 a 8 anos de idade

Beneficiário:

Instituição: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru, SP, Brasil
Pesquisador responsável:

Simone Aparecida Lopes Herrera

Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo: 09/00682-9
Vigência: 01 de julho de 2009 - 30 de junho de 2010
Assunto(s):

Fonoaudiologia

Linguagem

Pragmática

Resumo
Os termos fala e linguagem são freqüentemente utilizados como intercambiáveis, mas não são sinônimos e, por isso, há uma necessidade de distinguir estes conceitos. Linguagem é a habilidade do ser humano em manipular símbolos, sejam eles exteriorizados ou não. Este símbolo é algo que substituiria ou representaria outra coisa, seja um objeto, um conceito, um sentimento ou uma pessoa e os mais utilizados são as palavras, que, quando articuladas, originam a fala, chamada de "linguagem verbal" ou "linguagem oral". A linguagem apresenta elementos ou unidades lingüísticas definidas e formais - fonologia, semântica e sintaxe, havendo ainda os aspectos considerados não-formais - a pragmática. Desta forma, os componentes da linguagem verbal são explicados em três fatores - o conteúdo, a forma e o uso. O conteúdo refere-se ao conhecimento, às experiências e relações significativas e pessoais estabelecidas e transmitidas por palavras ou frases (relacionando-se com a parte semântica da linguagem). A forma abrange os aspectos que conferem estrutura, como a organização dos sons de uma língua (fonologia) e suas regras (sintaxe). Finalmente, o componente uso se refere aos aspectos funcionais da comunicação, isto é, à intenção do falante, à suas expressões lingüísticas. O uso incorpora todos os aspectos da linguagem, conforme ocorrem no contexto. Estes aspectos de uso da linguagem são denominados pragmática. Estudos da pragmática que abordem o desenvolvimento de habilidades comunicativas de crianças com desenvolvimento típico de linguagem são importantes na medida que estipulam parâmetros comparativos necessários aos procedimentos de avaliação e, posteriormente, de intervenção aos déficits nesta área. O objetivo principal deste trabalho é verificar, levantar e descrever as habilidades comunicativas verbais em crianças com desenvolvimento típico de linguagem de 6 a 8 anos de idade. Serão participantes desta pesquisa dez crianças com idade entre 6 e 8 anos de idade com desenvolvimento típico de linguagem, de ambos os sexos (masculino e feminino). Para tanto, serão excluídas da amostra crianças cujos pais tenham qualquer tipo de queixa relativa a fala, audição e linguagem (expressiva/receptiva), por meio de triagem fonoaudiológica. O projeto será submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB-USP). Na coleta de dados, serão realizadas gravações em meio digital (gravadora digital) de cada criança em interação em situação lúdica com um dos pais (pai ou mãe), com a duração de 30 minutos, na Clínica Escola do Curso de Fonoaudiologia da FOB-USP. Após a coleta, as gravações serão transcritas na íntegra e de forma literal, sendo feita a classificação das habilidades comunicativas verbais (HCV) da díade comunicativa (pai-criança ou mãe-criança). Para a transcrição e classificação das HCV, será utilizado um protocolo específico, em que constam dados sobre identificação do sujeito e do observador, data da filmagem, número e duração da fita e número da transcrição e número da folha de registro. Em seguida, há quatro colunas, dispostas da seguinte forma: interlocutor, transcrição, HCV utilizadas (siglas) e a função comunicatva de cada habilidade. Para análise de dados, as HCV serão classificadas e categorizados de forma quantitativa e qualitativa, para que se analise a freqüência de aparecimento das HCV de ambos os interlocutoes (pai ou mãe e criança). Será realizada a avaliação interobservadores independentes (a pesquisadora será o observador 1 e haverá um outro observador treinado que será o observador 2). A concordância entre os observadores será analisada pela técnica ponto a ponto no total geral e no total de cada habilidade e calculada dividindo-se o número de concordâncias somado ao de discordâncias pelo número de concordâncias e multiplicando este resultado por 100. Serão considerados fidedignos os dados com, no mínimo, 75% de concordância. (AU)
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