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    O instante eterno: a análise adorniana de "esperando Godot" de Beckett

    Beneficiário:

    Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília, SP, Brasil
    Pesquisador responsável:

    Arlenice Almeida da Silva

    Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
    Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
    Processo: 08/11117-8
    Vigência: 01 de abril de 2009 - 30 de novembro de 2010
    Assunto(s):

    Filosofia da arte

    Teatro do absurdo

    Teoria estética

    Resumo
    A peça teatral "Esperando Godot" foi escrita por Samuel Beckett no pós 2ª Guerra Mundial. Na peça em questão chama atenção a forma como o tempo é concebido e apresentado pelo autor: esse tempo não existe senão como uma eternidade imóvel e morta. A esse caráter de imobilidade da realidade e, por conseguinte, do ser humano frente a essa realidade a qual não é capaz de mudar, soma-se a falência de sentido do homem em relação ao mundo: um universo cuja ordem e significado ele não é capaz de apreender, vivendo a repetição de cada dia, esperando algo ou alguém que o livre dessa condição, fazendo desta busca uma espera absurda. Através do uso que Beckett faz da linguagem pode-se entender essa falência de sentido para o homem na sua relação com o mundo. Mostrando a desintegração da própria linguagem, o autor fornece as premissas básicas para uma compreensão e análise deste texto bastante peculiar onde tempo e linguagem mesclam-se para mostrar a relação entre o homem e seu tempo, enxergando nisso uma possível característica de sua condição existencial. A partir disso, procura-se situar a peça de Beckett no contexto moderno em que foi escrita, tentando compreender, a partir da perspectiva do filósofo alemão Theodor Adorno, como a figuração do tempo em Esperando Godot, através da radicalidade com que é empregada, constitui um ponto fundamental para que o filósofo encare a peça como uma autêntica obra-de-arte. (AU)
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