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Frequência de polimorfismo do receptor CCR5 (CCR532) em coorte de indivíduos recém-infectados pelo HIV-1 identificados na Cidade de São Paulo

Beneficiário:

Instituição: Departamento de Medicina. Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:

Esper Georges Kallás

Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo: 08/07178-1
Vigência: 01 de setembro de 2008 - 31 de julho de 2009
Vinculado ao auxílio:04/15856-9 - Análise prospectiva das características virológicas e imunológicas em indivíduos com infecção recente pelo HIV-1 das cidades de São Paulo e Santos, SP, AP.TEM
Assunto(s):

Infectologia

HIV-1

Resumo
O nível de expressão de CCR5 é um fator importante na transmissão de HIV e progressão da doença. A variabilidade genética dos indivíduos é um fator determinante na progressão para AIDS após a infecção pelo HIV-1 ter-se estabelecido e o papel de alguns alelos específicos continua sendo estudado. Um fator genético que influencia a progressão da infecção pelo HIV-1 é a deleção de 32 pares de base (32) no gene codificador de CCR5. Assim, os indivíduos homozigotos para CCR5 delta 32 são fortemente resistentes à infecção pelo HIV-1. Já os indivíduos heterozigotos são susceptíveis à infecção pelo HIV-1, mas progridem mais lentamente para AIDS quando comparados com indivíduos que possuem os alelos do tipo selvagem.Objetivo: Determinar a freqüência do polimorfismo CCR5 32, em indivíduos recém-infectados pelo HIV-1 e avaliar associação do polimorfismo CCR5 32 com a evolução dos parâmetros laboratoriais dos indivíduos infectados pelo HIV-1, considerando o número absoluto dos linfócitos T CD4+, T CD8+ e viremia plasmática. Justificativa: Atualmente, a constituição de coorte de pacientes recém infectados pelo HIV-1 na Disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias da UNIFESP oferece grande oportunidade para avaliar a freqüência desse polimorfismo numa população particularmente heterogênea. Mais importante, porém, é o caráter prospectivo da coorte vigente. A realização de seguimento clínico e laboratorial trimestral, além da constituição de repositório de amostras, permitem que seja avaliado o impacto da presença do polimorfismo do receptor CCR5 na progressão da deficiência imunológica, vista na maioria destes pacientes considerando que entre os potenciais fatores envolvidos na proteção contra progressão da imunodeficiência em pacientes infectados pelo HIV está a eventual interferência na expressão do receptor CCR5.Material e métodos: Os indivíduos recém infectados pelo HIV-1 serão identificados utilizando o STARHS (Serologic Testing Algorithm for Recent HIV Seroconversion). A contagem de linfócitos TCD4+, TCD8+, será realizada pela técnica de Citometria de Fluxo. A determinação de carga viral para o HIV-1 através da técnica de RT-PCR e a análise de polimorfismo de CCR5 por PCR. A análise estatística dos resultados obtidos a partir dos indivíduos infectados que apresentam a deleção de 32 pares de bases no receptor CCR5 e os portadores no genótipo selvagem , será realizada através do teste U não paramétrico de Mann-Whitney. (AU)
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