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O papel da enzima acetil-CoA carboxilase e dos canais de potássio na modulação da fome e metabolismo da glucose no fígado

Beneficiário:

Instituição: Diretoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade Braz Cubas (UBC). Mogi das Cruzes, SP, Brasil
Pesquisador responsável:

Marcio Alberto Torsoni

Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo: 06/05137-0
Vigência: 01 de janeiro de 2007 - 31 de dezembro de 2007
Assunto(s):

Proteínas quinases ativadas por amp

Diabetes mellitus

Hipotálamo

Insulina

Obesidade

Endocrinologia

Resumo
A obesidade e as doenças a ela associadas têm se tornado um problema mundial. O sistema nervoso central desempenha um papel importante no desenvolvimento da obesidade e diabetes por ser responsável pelo aumento do gasto calórico, sinal de saciedade, fome e também produção de glicose pelo fígado. Um das regiões cerebrais envolvidas neste processo é o hipotálamo e é através de receptores localizados no núcleo arqueado do hipotálamo que o sinal hormonal e nutricional chega a outros núcleos hipotalâmicos. A integração destes sinais ocorre com a participação importante da enzima AMPK que funciona como um sensor energético na célula. A ativação desta enzima desencadeia respostas em tecidos periféricos que irão resultar em um perfeito equilíbrio energético. Esta enzima de maneira direta ou indireta participa da modulação da síntese e degradação de ácidos graxos, produção de glicose pelo fígado, expressão de neuropeptídeos no hipotálamo e captação de glicose nos tecidos periféricos. Alguns autores atribuem a molécula de malonil-CoA, que é produzida pela carboxilação do acetil pela enizma acetil-CoA carboxilase (ACC), um papel fundamental neste processo. A atividade da ACC está sob controle da atividade quinase da AMPK, tanto no hipotálamo como nos tecidos periféricos. A literatura tem mostrado que no hipotálamo a AMPK e a ACC podem estar envolvidos nos mecanismos centrais de controle do metabolismo de carboidratos e da fome. Os autores demonstram que a glicose, a leptina e a insulina administrada por via ICV podem inibir a AMPK e inibir a fome. De maneira semelhante os ácidos graxos podem atuar no hipotálamo e inibir a produção de glicose hepática e a desencadear o sinal de saciedade. A fome também pode ser inibida pela administração de um inibidor da enzima ácido graxo sintase. Portanto, como os mecanismos envolvidos nestes processos são diferentes e resultam em efeitos fisiológicos semelhantes, decidimos investigar qual a participação da enzima acetil-CoA carboxilase no sinal de saciedade desencadeado pela insulina e leptina no hipotálamo de ratos. Esperamos que com este estudo novas informações a cerca da interação da via AMPK/ACC com sinais hormonais e nutricionais que chegam no hipotálamo. (AU)
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