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Estudo sobre a alteração de parâmetros neurofisiológicos em mulheres com dor femoropatelar: associação com desempenho em testes clínicos e momento articular do joelho durante gestos funcionais

Processo: 18/07542-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Fábio Mícolis de Azevedo
Beneficiário:Marina Cabral Waiteman
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente, SP, Brasil
Assunto(s):Ferimentos e lesões   Síndrome da dor patelofemoral   Reflexo H   Biomecânica   Mulheres

Resumo

A Dor Femoropatelar (DFP) é uma desordem frequentemente reportada e que acomete principalmente mulheres. É caracterizada por dor difusa na região anterior do joelho de início insidioso, exacerbada por atividades como subida e descida escadas, agachamento e corrida. Estudos têm explorado vertentes ligadas ao caráter multifatorial da DFP, majoritariamente os parâmetros biomecânicos que podem influenciar a reabilitação de indivíduos com DFP. Entretanto, a correção das alterações biomecânicas apontadas até o presente momento como possíveis precursores da DFP não revelam bons prognósticos à longo prazo, evidenciando que outros fatores, inclusive neurofisiológicos, podem estar envolvidos. Nesse sentido, análises neurofisiológicas, como a do reflexo de Hoffmann (H), vêm sendo aplicadas como ferramenta experimental não invasiva de análise da neurofisiologia relacionada ao desempenho motor. Recentemente, estudos reportaram alterações deste reflexo em mulheres com DFP, o qual está relacionado com a dor, funcionalidade e cronicidade. Entretanto, nenhum estudo investigou se a alteração deste reflexo pode influenciar a função muscular destes indivíduos durante atividades funcionais. Além disso, alterações neurofisiológicas de indivíduos com DFP podem estar relacionadas com o desempenho em testes clínicos, uma vez que demandam funções musculares dependentes de mecanismos neurofisiológicos como potência, controle motor e estabilização. Entretanto, a possível relação de mecanismos neurofisiológicos com o desempenho em testes clínicos ainda não foi explorada. Obter essas informações é fundamental para auxiliar a identificação destas alterações no ambiente clínico e direcionar a reabilitação para abordagens mais eficazes e ainda pouco utilizadas. Dado o potencial de contribuição dessa análise para o entendimento da DFP, o presente projeto pretende investigar se mulheres com DFP apresentam alterações no reflexo H em comparação a mulheres assintomáticas e se essas alterações se relacionam com o pico, média, taxa de desenvolvimento da força e potência do momento extensor do joelho durante atividades funcionais (subida e descida de escadas, agachamento e step down) e com o desempenho em testes clínicos (Single Leg Hop test, Step-down test e Y Balance test). Serão recrutadas mulheres entre 18 e 35 anos com e sem DFP. As voluntárias selecionadas passarão por um protocolo experimental que consiste na: 1) Captação do reflexo H do músculo vasto medial através da utilização de estimulação elétrica sobre a área de localização do nervo femoral enquanto permanecem relaxadas em decúbito dorsal; 2) Realização dos testes clínicos funcionais, como Single Leg Hop test, Step-down test e Y Balance test; 3) Análise cinemática de atividades funcionais como step-down, agachamento e subida e descida de escada através de um set up experimental composto por um sistema de 9 câmeras infravermelho 3D e uma plataforma de força. O cálculo do momento extensor será realizado pelo software ViconNexus 2.0® e o pico, a média, a taxa de desenvolvimento da força e a potência do momento extensor de joelho serão obtidos por meio de algoritmos desenvolvidos no software MATLAB®. Serão realizadas análises estatísticas para investigar diferenças entre os grupos (teste t independente ou de Mann-Whitney) e para avaliar a relação entre a amplitude do reflexo H com o momento extensor do joelho e o desempenho nos testes clínicos (coeficientes de correlação de Pearson (r) ou Spearman). (AU)