Busca avançada

Evolução dos sinais acústicos e visuais nos thamnofilídeos da tribo Formicivorini (Aves: Passeriformes)

Processo: 16/08814-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Vigência (Término): 30 de abril de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Luís Fábio Silveira
Beneficiário:
Instituição-sede: Museu de Zoologia (MZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Evolução animal   Adaptação animal   Comunicação animal   Aves

Resumo

A comunicação animal transmite informações utilizando diferentes tipos de sinais sensoriais (e.g., visuais, sonoros e olfativos). Esses sinais possuem diversos propósitos como atrair e cortejar potenciais pares, defender territórios, manter um grupo unido, e minimizar a predação. Em aves, os dois tipos de sinais sensoriais mais utilizados são os sinais acústicos e os visuais. De acordo com a hipótese do "Sensory drive", os sinais sensoriais sofrem uma pressão seletiva causada pelas variações nas condições físicas dos habitats. Além disso, esses sinais são pressionados pelas limitações energéticas na sua produção, predação, parasitismo e forças conflitantes entre seleção natural e sexual; tornando o investimento em mais de um tipo de sinal sensorial muito custoso para o organismo. Devido a esse alto custo, a Hipótese de Transferência (ou de "Trade-off") propõe a existência de um balanço evolutivo ("trade-off") entre os diferentes sinais sensoriais nos organismos. Os poucos estudos que testaram a Hipótese de Transferência em aves apresentaram resultados divergentes. Sendo assim, esse projeto propõe um estudo dos sinais acústicos e visuais nos thamnofilídeos do diverso clado da Tribo Formicivorini, a fim de avaliar a existência de um balanço evolutivo entre os dois tipos de sinais sensoriais (Hipótese de Transferência), que pode estar sendo influenciado pelas condições ambientais (Hipótese de "Sensory drive"), e também pelo comportamento de forrageio. A Tribo Formicivorini é um grupo adequado para esse tipo de estudo, pois apresenta uma grande diversidade de habitats de forrageio, variação no comportamento, na estrutura do canto, na plumagem e no dimorfismo sexual. (AU)