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Identificação e caracterização de elementos genômicos funcionais associados com a progressão de gliomas de baixo grau a gliomas de alto grau: estudo integrado do genoma e epigenoma

Processo: 14/08321-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2014
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Houtan Noushmehr
Beneficiário:Camila Ferreira de Souza
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/07925-5 - Softwares de código aberto contendo ferramentas estatísticas para análise e integração de conjuntos de dados epigenômicos produzidos em alta escala, a fim de decifrar e entender redes reguladoras de câncer, AP.JP
Bolsa(s) vinculada(s):16/15485-8 - Biomarcadores clínicos em tumores do sistema nervoso central, BE.EP.PD
Assunto(s):Glioma

Resumo

O termo glioma é uma denominação genérica para designar um grupo heterogêneo de tumores, nos quais a etiologia, o padrão de crescimento histopatológico, as assinaturas moleculares, o comportamento clínico, a resposta à terapia e o prognóstico são variáveis. Os gliomas representam cerca de oitenta por cento de todos os cânceres cerebrais primários. Alguns gliomas de baixo grau tendem a evoluir para lesões com graus mais elevados de malignidade. O glioblastoma multiforme (GBM) é o tipo mais frequente e agressivo de glioma cerebral em humanos. O glioblastoma mostra-se resistente à terapia, sendo que os pacientes portadores de GBM têm prognóstico ruim, apresentando sobrevida global média de um ano. Esses dados ressaltam a necessidade em definir subtipos de tumores que possam fornecer as bases moleculares conceituais para o desenvolvimento de tratamentos de segunda linha para pacientes com recidiva tumoral. Alterações epigenéticas acumulam-se durante a tumorigênese. A instabilidade genômica e a superexpressão de oncogenes podem ser causadas pela hipometilação aberrante do DNA. Todavia, a hipermetilação das ilhas CpG localizadas na região promotora configura um mecanismo importante para a inativação de genes supressores de tumor em células neoplásicas. É importante ressaltar que o Dr. Houtan Noushmehr e colaboradores (2010) identificaram, pela primeira vez, um novo subgrupo de glioma intitulado G-CIMP (Glioma-CpG Island Methylator Phenotype), que difere tendo como base padrões moleculares e clínicos. Nesse cenário, este projeto objetiva integrar a tecnologia de sequenciamento em escala genômica com dados clínicos, usando ferramentas de Bioinformática e dados disponíveis em bancos de dados públicos, para um melhor entendimento de como o epigenoma influencia a progressão de gliomas de baixo grau a glioblastomas. Essa análise integrada apontará para novas alterações moleculares e subgrupos com potencial impacto clínico, auxiliando a esclarecer a contribuição de alterações na metilação do DNA na patogenia do glioblastoma. (AU)