Busca avançada
Ano de início
Entree

Caquexia do câncer: efeitos do treinamento físico aeróbio sobre o músculo esquelético em modelo animal

Processo: 14/03016-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de setembro de 2014
Vigência (Término): 01 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Patricia Chakur Brum
Beneficiário:Christiano Robles Rodrigues Alves
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/01478-0 - Mecanismos moleculares da caquexia do câncer: explorando o papel da COPS2, BE.EP.DD
Assunto(s):Sistema musculoesquelético   Caquexia   Atrofia muscular

Resumo

O câncer é a principal causa de morte na maioria dos países desenvolvidos e a segunda maior causa de morte nos países em desenvolvimento. Cerca de 80% dos pacientes com câncer em estados avançados apresentam caquexia, que pode ser definida como uma síndrome multifatorial caracterizada pela perda de massa da musculatura esquelética (com ou sem perda de massa gorda) que não pode ser revertida por suporte nutricional convencional e que resulta na progressiva incapacidade funcional. Diante disso, estratégias capazes de atenuar a atrofia e a disfunção do metabolismo energético do músculo esquelético em pacientes câncer são necessárias. Dentre as estratégias não farmacológicas, destacamos o importante papel terapêutico do treinamento físico contínuo aeróbio em intensidade moderada. Contudo, evidências recentes sugerem que o treinamento físico intervalado em alta intensidade seja ainda mais eficaz que o treinamento físico contínuo aeróbio em intensidade moderada para promover adaptações funcionais no músculo esquelético de sujeitos com doenças crônico-degenerativas. No entanto, o efeito do treinamento físico intervalado em alta intensidade sobre o músculo esquelético em modelos de caquexia induzida pelo câncer ainda não foi avaliado. Além disso, entender os mecanismos envolvidos na possível atenuação da atrofia muscular e a disfunção do metabolismo energético no quadro de caquexia do câncer é de suma relevância científica. Portanto, o objetivo desse projeto será avaliar os efeitos do treinamento físico aeróbio contínuo em intensidade moderada e do treinamento físico aeróbio em alta intensidade sobre o trofismo e o metabolismo energético do músculo esquelético em ratos com caquexia induzida pelo câncer. Para isso, esse projeto será subdividido em três estudos. O primeiro estudo iniciou-se no mestrado e foi o passo inicial para viabilizar esse projeto, no qual foi padronizado o modelo experimental Walker 256 em nosso laboratório. Considerando que o tumor de Walker 256 é capaz de se desenvolver em regiões distintas, avaliamos duas regiões para o inóculo das células tumorais (i.e. região subcutânea e medula óssea) e, baseados nos achados, fomos capazes de determinar o momento ideal para aplicação dos testes in vivo e para a coleta dos tecidos (curso temporal), além de escolher a melhor região para o inóculo. O segundo estudo tem como objetivo avaliar a sobrevida e o desenvolvimento tumoral através de tomografia computadorizada em animais com caquexia induzida pelo câncer submetidos ou não aos diferentes protocolos de treinamento físico aeróbio. Por fim, o terceiro estudo será mais amplo e busca responder as seguintes perguntas: 1) o treinamento físico contínuo em intensidade moderada e o treinamento físico intervaldo em alta intensidade são capazes de atenuar a disfunção do músculo esquelético em ratos com caquexia induzida pelo câncer? e 2) quais são os principais mecanismos fisiológicos envolvidos na caquexia e quais são os efeitos desses dois tipos de treinamento físico sobre eles? Para isso, serão aplicadas diferentes estratégias metodológicas para avaliar os efeitos do treinamento físico aeróbio sobre 1) a tolerância ao esforço físico e função da musculatura esquelética, 2) outros indicativos de caquexia, 3) a tolerância a dor, 4) parâmetros morfofuncionais dos músculos plantar e sóleo, 5) o metabolismo energético dos músculos plantar e sóleo, 6) o estado redox dos músculos plantar e sóleo e 7) a ativação de componentes do sistema ubiquitina proteassoma nos músculos plantar e sóleo. (AU)

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.