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Determinação de polimorfismos em genes que codificam as proteínas MBL em pacientes com LV da região de Lisboa e identificação molecular do parasita Leishmania

Processo: 14/09783-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2014
Vigência (Término): 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Paulo Eduardo Martins Ribolla
Beneficiário:Rita de Cassia Viveiros da Silveira
Supervisor no Exterior: Lenea Maria da Graça Campino
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidade Nova de Lisboa, Portugal  
Vinculado à bolsa:12/22312-1 - Padronização de técnicas moleculares para diagnósticos rotineiros de leishmaniose visceral e determinação de polimorfismos em genes que codificam as proteínas MBL e LPL em pacientes com LV do laboratório de saúde pública de Bauru-SP, BP.PD
Assunto(s):Leishmaniose   Leishmania

Resumo

As leishmanioses referem-se a um espectro de infecções, desde a forma visceral à cutânea e muco-cutânea, causadas por protozoários do gênero Leishmania. Estas doenças são consideradas um grave problema de saúde pública. As leishmanioses são comuns em regiões tropicais e, segundo a Organização Mundial de Saúde, afligem 12 milhões de pessoas, com 350 milhões de indivíduos em situação de risco. Alguns métodos sorológicos rotineiros são utilizados para o diagnóstico, como ensaio imunoenzimático (ELISA) e imunofluorescência indireta (IFI), contudo, nenhum apresenta alta sensibilidade e especificidade, além disso, esses testes sorológicos podem apresentar resultados falso-negativos e reações cruzadas com outros tripanosomatídeos. Além do diagnóstico rápido para a leishmaniose visceral (LV) ser imprescindível para o tratamento, alguns bio-marcadores podem ser empregados para prognosticar o risco de desenvolver a LV, auxiliando no tratamento. Sabe-se que polimorfismos de genes que codificam as proteínas lectina ligante de manose (MBL) estão relacionados com infecção de patógenos e progressão de várias doenças, tais como a LV, e que os seus genótipos podem ser empregados para prognosticar o risco de desenvolver a doença. Sendo assim, resolveu-se iniciar um projeto com aprovação da FAPESP, o qual esta sendo executado, realizando a genotipagem do gene da MBL em pacientes com suspeita de leishmaniose, do hospital Estadual de Bauru, na cidade de Bauru, SP, Brasil, que é uma cidade endêmica para esta doença, podendo contribuir para seu prognóstico. Para verificar se o gene MBL pode ser aplicado como marcador de risco em diferentes populações, iremos iniciar um estudo com uma amostragem de uma população da região Metropolitana de Lisboa, Portugal, que será cedidas pelo grupo de leishmanioses do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Lisboa, liderado pela prof. Lenea Campino. Os resultados obtidos poder-nos-ão dar um indicativo de se o gene MBL pode ou não está relacionada com LV em diferentes populações.Adicionalmente, será avaliada a variedade genética do parasita Leishmania nas amostras populacionais em estudo de Bauru e da Região Metropolitana de Lisboa aplicando o método de caracterização molecular PCR-RFLP, utilizando como alvo molecular o DNA mitocondrial do parasita (kDNA). O kDNA tem sido bastante utilizado como alvo molecular tanto para diagnóstico geral e espécifico de leishmaniose, como para a genotipagem ao nível de subgênero e espécie do parasita, garantindo grande especificidade e sensibilidade, por apresentar múltiplas cópias. Com esta abordagem poderá ser possível correlacionar a resposta clínica do paciente com a variabilidade genética do parasita.O grupo da prof. Lenea Campino possui grande experiência com genotipagem por kDNA-PCR-RFLP, sendo a sua aplicação será de grande valia para os resultados deste projeto e uma contribuição para o meu crescimento profissional e acadêmico. (AU)