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A autofagia na malária placentária: efeitos e mecanismos

Beneficiário:

Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Pesquisador responsável:

Cláudio Romero Farias Marinho

Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo: 13/16417-8
Vigência: 01 de outubro de 2013 - 30 de setembro de 2015
Resumo
A malária na gravidez é um grande problema de saúde pública em países onde a doença é endêmica, podendo causar morbidade e mortalidade materno-infantil. Até o momento não se sabe ao certo o motivo pelo qual as mulheres grávidas são mais suscetíveis à malaria, entretanto, sabe-se que a placenta oferece um ambiente propício para o desenvolvimento de subpopulações do parasita, o que desencadeia um intenso infiltrado inflamatório, que está associado a abortos, retardo de crescimento intrauterino, nascimentos prematuros e baixo peso ao nascimento. A autofagia é um processo fundamental para a sobrevivência celular durante estresse, como infecções ou exposição da célula a produtos microbianos. Sabe-se que moléculas de sinalização relacionadas ao sistema imune regulam a autofagia, e que esta exerce um papel importante na resposta de trofoblastos a estressores presentes na gravidez normal, permitindo que estas células se adaptem a uma variedade de insultos normalmente encontrados em mulheres grávidas. Apesar de nos últimos anos muitos estudos terem definido as manifestações clínicas da malária gestacional, os mecanismos celulares e moleculares associados ao processo inflamatório ainda não estão totalmente esclarecidos. Neste projeto pretendemos avaliar o papel da autofagia na patogênese da malária placentária. Este estudo trará uma importante contribuição para o melhor entendimento da malária placentária, além de possibilitar novos estudos direcionados ao desenvolvimento de novas metodologias de diagnóstico e tratamento da malária gestacional. (AU)
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