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Estudo da resposta imune celular in vitro frente a ação de fármacos anti- Leishmania (L.) infantum

Processo: 13/07275-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2013
Vigência (Término): 31 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:André Gustavo Tempone Cardoso
Beneficiário:Thaís Alves da Costa Silva
Instituição-sede: Instituto Adolfo Lutz (IAL). Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Leishmania   Fármacos   Resposta imune   Leishmaniose visceral

Resumo

Doenças negligenciadas causam mais de 534.000 mortes anuais, sendo prevalentes principalmente em países pobres e em desenvolvimento. As leishmanioses se encaixam neste quadro e causam aproximadamente 2.1 milhões DALYs (disability-adjusted life year), expressa como o número de anos perdidos devido a problemas de saúde, deficiência ou morte precoce. Entre as diversas formas clínicas que a doença apresenta, sendo esta dependente da espécie parasita, cepa e status imunológico do hospedeiro, a leishmaniose visceral (LV) é a forma mais severa da doença; quando não tratada torna-se fatal. O limitado arsenal terapêutico disponível no mercado para o tratamento da LV apresenta diversas limitações, como efeito hepato, nefro e cardiotóxico. Muitas vezes, a toxicidade pode estar relacionada a resposta imune induzida pelos próprios fármacos, como por exemplo, a alta produção de TNF-± gerada pela ação da anfotericina B, que apesar de sua atividade antiparasitária, pode levar à uma inflamação exacerbada. Neste contexto fármacos com ação imunomodulatória podem ser peça chave no desfecho do tratamento. Assim, na busca por novas terapias, o estudo da atividade de fármacos já disponíveis no mercado para outras enfermidades, estratégia conhecida como reposicionamento de fármacos, tem sido promissora para doenças negligenciadas. Dentro deste cenário, o objetivo deste projeto é avaliar a resposta imune celular in vitro frente à ação de fármacos sintéticos com atividade anti-Leishmania (Leishmania) infantum (dados preliminares), como a ciclobenzaprina (relaxante muscular), sertralina e amitriptilina (anti-depressivos). Assim, além dos estudos de atividade anti-Leishmania e de toxicidade em células de mamíferos, serão realizados ensaios de resposta imune celular em macrófagos previamente infectados com L. (L.) infantum, bem como co-cultivados com linfócitos esplênicos e tratados com os fármacos em estudo, a fim de se investigar por citometria de fluxo as interações das respostas Th1, Th2 e Th17 no desfecho do tratamento in vitro. O estudo da resposta imune celular de fármacos anti-Leishmania poderia contribuir na escolha e desenho de fármacos mais seletivos, direcionados para um controle efetivo da modulação da infecção por Leishmania spp.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Composto natural é testado contra leishmaniose e doença de Chagas 
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