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Desenvolvimento de superfícies de titânio com atividade antibacteriana via aplicação de camada de um vidro bioativo

Beneficiário:

Instituição-sede da pesquisa: Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Pesquisador responsável:

Edgar Dutra Zanotto

Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica - Materiais Não-metálicos
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Processo: 13/05856-0
Vigência (Início): 01 de junho de 2013
Vigência (Término): 31 de maio de 2015
Vinculado ao auxílio:13/07793-6 - CEPIV - Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação em Vidros, AP.CEPID
Assunto(s):

Biomateriais

Titânio

Resumo
A falha de um implante requer necessariamente uma cirurgia que traz riscos ao paciente. Aproximadamente 10% dessas falhas são devido às infecções bacterianas que são as mais sérias e difíceis de serem tratadas. Em implantes ortopédicos elas podem evoluir para infecções ósseas severas (osteomielite), podendo provocar amputações e até a morte. Bactérias aderidas a um substrato métalico rapidamente formam colônias que começam a produzir uma matriz extracelular, chamada biofilme, que as protege contra os antibióticos e contra o proprio sistema de defesa do corpo humano. Uma estratégia para a redução desse problema é impedir a fixação inicial das bactérias às superfícies de implantes e dispositivos. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa é conferir antimicrobianas à superfície do titânio através da aplicação de uma camada descontínua de um vidro bioativo e também bacteriostático. Para incrementar a propriedade bacteriostática desse biovidro será também produzida e avaliada uma formulação contendo prata, elemento largamente empregado há séculos como bactericida. O biovidro depositado deverá ser totalmente consumido entre 7 e 10 dias duração dos estágios iniciais da osseointegração, eliminando também qualquer sinal de interface metalcerâmica - cuja instabilidade é fonte comum de falhas em implantes. A superfície assim obtida, além das características bacteriostáticas reforçadas pela adição da prata, também exibirá propriedades osseocondutoras, osseoprodutoras, osseoindutoras, angiogênicas e anti-inflamatórias, inerentes ao vidro bioativo, devendo contribuir para o substancial aumento da vida útil dos implantes. (AU)
Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa
Novo biovidro reduz risco de falhas em implantes de titânio
Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre a bolsa:
Implante com biovidro
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