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O estresse parental e o desenvolvimento de bebês

Beneficiário:

Instituição-sede da pesquisa: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru, SP, Brasil
Pesquisador responsável:

Olga Maria Piazentin Rolim Rodrigues

Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento Humano
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo: 13/01003-3
Vigência: 01 de abril de 2013 - 31 de março de 2014
Assunto(s):

Desenvolvimento infantil

Resumo
O estresse se manifesta como uma reação do organismo perante situações que são extremamente difíceis e excitantes. O grau de estresse de um indivíduo está diretamente relacionado com a quantidade de mudanças que ele sofre em um determinado período de tempo (ELKIND, 1981; LUCARELLI, 2000 apud GOMES; BOSA, 2004). O nascimento de um filho, mesmo sendo considerado um acontecimento normativo no ciclo de vida de uma família, pode ser considerado uma fonte de estresse, pois exige prestação de cuidados, reorganização individual, familiar e profissional (MOURA-RAMOS; CANAVARRO, 2007).No presente estudo, será enfatizado o modelo explicativo do estresse parental desenvolvido por Abidin (1992). De acordo com esse modelo, as principais fontes geradoras de estresse e determinantes do comportamento parental são: (a) características da criança e a percepção parental das características da criança e do seu impacto na figura parental; (b) características da figura parental e, (c) estresse de vida situacional, que inclui acontecimentos de vida que podem influenciar a parentalidade e conduzir a um funcionamento parental mais negativo (ABIDIN; SANTOS, 2003; ABIDIN, 1995 apud BAIÃO, 2009). Considerando que, como destacam Minetto, Crepaldi, Bigras e Moreira (2012), o desenvolvimento da criança depende da qualidade das interações estabelecidas na família, estudar o estresse parental de mães de bebês pode auxiliar o entendimento da influência dele sobre o desenvolvimento infantil. Este estudo tem como objetivo caracterizar o estresse de mães de bebês e verificar a influência do mesmo sobre o desenvolvimento de bebês nas áreas de Cognição, Desenvolvimento Motor, Socialização, Linguagem e Autocuidado.Participarão 50 mães e seus bebês de quatro a cinco meses de idade. As mães serão identificadas no projeto de extensão "Acompanhamento do desenvolvimento de bebês: avaliação e orientação aos pais" e convidadas a participar do presente projeto. A coleta dos dados será realizada em uma sala de atendimento do Centro de Psicologia Aplicada (CPA) da UNESP- Bauru, a fim de garantir a privacidade e condições favoráveis para a execução de tal procedimento. No processo de coleta de dados, será realizada primeiramente uma Entrevista Inicial a fim de coletar informações sociodemográficas do bebê e de sua família. Para avaliar o estresse parental será utilizado o Índice de Stress Parental (PSI) (ABDIN, 1995). Para a avaliação do desenvolvimento dos bebês, será utilizado o Inventário Portage Operacionalizado (IPO), (WILLIAMS; AIELLO, 2001). Por ocasião do nascimento dos bebês, na maternidade Santa Isabel, de Bauru, SP, as mães serão convidadas a participar do projeto de extensão e, em caso de aceite um primeiro atendimento será agendado. No primeiro encontro é explicado às mães as fases do projeto e informado da ausência de ônus e da garantia de privacidade se os dados obtidos forem utilizados em pesquisa e apresentados/publicados. Em seguida respondem à Entrevista Inicial e o bebê é avaliado. Por ocasião da avaliação de desenvolvimento no 4º ou 5º mês do bebê, as mães serão convidadas a participar desta pesquisa. Após a obtenção de aceite, as participantes assinarão um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, de acordo com as normas do CONEP (196\96). Em seguida será aplicado o instrumento "Índice de Stress Parental". Os dados da Entrevista Inicial serão utilizados para caracterizar a amostra. Os dados de desenvolvimento dos bebês serão analisados considerando os comportamentos presentes no repertório dos mesmos do quarto ao quinto mês. Tais resultados serão comparados com a presença/ausência de indicadores de estresse materno. Para o estudo da correlação entre variáveis, será utilizado o coeficiente de correlação de Pearson ou o coeficiente de correlação de Spearman. Se houver comparações entre grupos, utilizar-se-á do teste T, de Student. (AU)
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