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Feromônios de rainha em abelhas sem ferrão (Hymenoptera, Apidae, Meliponini)

Processo: 11/22991-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2012
Vigência (Término): 31 de outubro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Norberto Peporine Lopes
Beneficiário:
Instituição-sede : Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):13/09263-4 - A evolução dos feromônios de rainha em abelhas sem ferrão (Hymenoptera, Apidae, Meliponini), BE.EP.PD
Assunto(s):Ecologia química

Resumo

A presença de uma casta estéril em insetos sociais apresentou inicialmente uma dificuldade de adequação dentro da teoria da seleção natural. Um comportamento altruísta pode ser evolutivamente estável desde que o ganho com a reprodução indireta na próxima geração supere a perda com a reprodução direta. Nesse modelo, operárias dos himenópteros sociais são favorecidas pela fertilidade da rainha caso ela esteja produzindo fêmeas, mas existe um conflito de interesses na produção de machos. A regulação da reprodução colonial pode ocorrer através de sinais honestos que indiquem a presença de uma rainha fértil na colônia. Recentemente foi mostrada a direta atuação dos hidrocarbonetos cuticulares da rainha na inibição do desenvolvimento ovariano de operárias de formigas e abelhas sem ferrão. As abelhas sem ferrão são um excelente grupo no estudo dessa regulação visto a grande variação de estratégias sócio-evolutivas encontradas. Apesar do crescente número de trabalhos a respeito da ecologia química desses insetos sociais, as técnicas comumente utilizadas apresentam limitações na identificação de compostos de grande peso molecular bem como a localização desses compostos no corpo do individuo. A utilização de uma técnica de espectrometria de massas com ionização por MALDI em duas dimensões para a identificação e localização de toda a gama de compostos cuticulares de rainhas de abelhas sem ferrão é um dos grandes desafios químicos dessas técnicas modernas. Sua aplicação a grupos com diferentes estratégias de regulação social trará um avanço técnico e científico não só para o grupo das abelhas sem ferrão mas todos os insetos sociais, como também fornecerá subsídios para o desenvolvimento na geração de imagens de micro moléculas. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
VON ZUBEN, L. G.; SCHORKOPF, D. L. P.; ELIAS, L. G.; VAZ, A. L. L.; FAVARIS, A. P.; CLOSOSKI, G. C.; BENTO, J. M. S.; NUNES, T. M. Interspecific chemical communication in raids of the robber bee Lestrimelitta limao. Insectes Sociaux, v. 63, n. 2, p. 339-347, MAY 2016. Citações Web of Science: 1.
NUNES, TULIO M.; MATEUS, SIDNEI; FAVARIS, ARODI P.; AMARAL, MONICA F. Z. J.; VON ZUBEN, LUCAS G.; CLOSOSKI, GIULIANO C.; BENTO, JOSE M. S.; OLDROYD, BENJAMIN P.; SILVA, RICARDO; ZUCCHI, RONALDO; SILVA, DENISE B.; LOPES, NORBERTO P. Queen signals in a stingless bee: suppression of worker ovary activation and spatial distribution of active compounds. SCIENTIFIC REPORTS, v. 4, DEC 12 2014. Citações Web of Science: 14.
NUNES, T. M.; VON ZUBEN, L. G.; COSTA, L.; VENTURIERI, G. C. Defensive repertoire of the stingless bee Melipona flavolineata Friese (Hymenoptera: Apidae). Sociobiology, v. 61, n. 4, p. 541-546, DEC 2014. Citações Web of Science: 4.

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