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Avaliação diagnóstica e epidemiológica para Doença de Chagas e Leishmaniose visceral em gatos domésticos (Felis catus domesticus) procedentes do município de Ilha Solteira-SP

Beneficiário:

Instituição: Departamento de Descentralização do Desenvolvimento (APTA Regional). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas, SP, Brasil
Pesquisador responsável:

Simone Baldini Lucheis

Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Processo: 11/22381-0
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de agosto de 2013
Assunto(s):

Doença de Chagas

Epidemiologia

Leishmaniose visceral

Diagnóstico

Resumo
As leishmanioses e a doença de Chagas são zoonoses que acometem o homem e outras espécies de mamíferos silvestres e domésticos, de forma crônica e com diversas manifestações clínicas. No caso das leishmanioses, são ocasionadas por protozoários parasitas intracelulares do gênero Leishmania. A espécie responsável pela forma visceral ou Leishmaniose Visceral (LV) da doença no Brasil é Leishmania infantum (syn. Leishmania chagasi) sendo Lutzomya longipalpis o principal vetor responsável pela sua transmissão. Trypanosoma cruzi é o agente etiológico da doença de Chagas, uma zoonose negligenciada e de grande importância em saúde pública. Canídeos tanto domésticos como selvagens são os reservatórios mais importantes, mas outras espécies de animais podem ser infectados, incluindo roedores silvestres e gatos. Esses animais reservatórios em quase totalidade não apresentam sinais clínicos, mesmo estando infectados com agentes etiológicos, constituindo-se importantes fontes de infecção para os animais domésticos, homem ou vice-versa. O cão é considerado atualmente o principal reservatório doméstico de leishmanias, portanto, todas as atenções em relação ao reservatório da LV estão voltadas a essa espécie, mas o gato, além de conviver estreitamente com os seres humanos, também desenvolve a infecção, geralmente de forma assintomática, podendo atuar como reservatório desses protozoários. Tendo em vista a inespecificidade dos achados clínicos da leishmaniose felina, a ausência de sinais e sintomas patognomônicos, a semelhança dos aspectos clínicos dessa enfermidade com outras muito comuns em gatos como a leucemia felina (FIV), síndrome da imunodeficiência felina (FeLV), infecções causadas por bactérias, protozoários e fungos (histoplasmose, esporotricose e criptococose) e, portanto, a dificuldade de se estabelecer o diagnóstico definitivo da LF, essa zoonose deve ser sistematicamente incluída nas suspeitas clínicas de gatos que apresentem lesões cutâneas compatíveis e/ou habitem áreas endêmicas para leishmanioses canina e humana. No presente estudo, serão utilizadas amostras de sangue de 50 gatos da AssociaçãoProtetora de Animais (APAISA) de Ilha Solteira, área endêmica para LVs canina e humana. Com isso, propusemo-nos a determinar a importância dos gatos no ciclo epidemiológico da leishmaniose e também da tripanossomíase, para que as medidas de controle realizadas nos programas de vigilância não sejam negligenciadas, associados à investigação diagnóstica específica pela busca de anticorpos anti-Leishmania, com a utilização da Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI), do teste de ELISA por competição (C-ELISA), da hemocultura e da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para Leishmania infantum (syn. Leishmania chagasi) e Trypanosoma cruzi. Dessa forma, espera-se avaliar a espécie felina como reservatório em potencial para estes protozoários, portanto, determinar a possibilidade dessa espécie como fonte importante de infecção e manutenção das LVs canina e humana e da doença de Chagas. (AU)
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